quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Dilma prepara projeto sobre demanda de carga ferroviária

Ferrovias

Valor Econômico
foto - ilustração
A presidente Dilma Rousseff deve enviar ao Congresso nos próximos dias, segundo líderes da base do governo na Câmara, um projeto de lei que estabelece a garantia de compra, pelo governo, da carga ferroviária nas linhas incluídas no programa de concessões à iniciativa privada.
Dilma falou sobre o projeto em uma reunião com líderes da base governista, segundo relataram os líderes do PP, deputado Eduardo da Fonte (PE), e do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ). Segundo fonte a par do assunto, o texto está sendo elaborado pela Casa Civil e deverá chegar ao Congresso até a semana que vem. O objetivo da presidente, disse, é que a proposta seja aprovada até dezembro, quando o governo pretende realizar leilões de ferrovias.
A iniciativa do Palácio do Planalto vem no contexto de incerteza sobre a forma como o governo vai dar garantias para as empresas que vencerem os leilões. Os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) já falaram em público sobre a ideia de a Valec, estatal que atua na construção e exploração de ferrovias, ou de uma nova empresa garantir a compra da carga. O produto seria comprado pelo governo e, depois, revendido por meio de oferta pública. Os líderes não esclareceram se o governo aceita levar prejuízo para dar garantias aos empresários.
Durante a reunião, segundo Fonte e Cunha, não foi mencionada a hipótese de se dar um outro nome para a Valec. Mas, segundo eles, o governo pretende reestruturar a empresa. O líder do PP disse ainda que uma nova medida provisória relacionada ao setor ferroviário deve ser encaminhada ao Congresso, junto com o projeto de lei.
Recentemente, o Congresso aprovou o texto da Medida Provisória 618/2013, que estabeleceu o aporte de R$ 15 bilhões para a Valec sob a justificativa de que é preciso aumentar seu capital social para dar segurança às empresas que entrarem no programa de concessões. Seria um modo de garantir que a Valec cumprirá seus compromissos com os concessionários, segundo justificou o governo.
Fonte - Revista Ferroviária  09/10/2013

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dilma critica falta de desenvolvimento ferroviário

Ferrovias 

EFE
foto - ilustração
A presidente Dilma Rousseff garantiu nesta segunda-feira, durante uma entrevista televisiva, que a falta de desenvolvimento das ferrovias no Brasil é um 'erro' histórico e afirmou que o governo está fazendo 'um esforço' para construir uma malha ferroviária.
'Construir uma malha ferroviária é muito mais caro inicialmente, mas depois isso compensa com a queda de custo ao longo dos anos. Ter ferrovias diminui o custo do País, melhora a produtividade e o meio ambiente', explicou a presidente durante uma entrevista para o apresentador Ratinho, em seu programa no canal 'SBT'.
Dilma reiterou seu compromisso com o transporte e lembrou que vai entregar 10 mil quilômetros de ferrovias até o fim de seu mandato.
Além disso, o governo planeja construir uma linha de trem de alta velocidade, ligando os estados de São Paulo e Rio Janeiro.
Durante a entrevista, que durou cerca de uma hora, Dilma também falou sobre as denúncias de espionagem por parte dos Estados Unidos e lembrou que essas ações são 'inadmissíveis' entre países que possuem 'alianças estratégicas'.
Segundo documentos divulgados pelo ex-técnico da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden, os serviços de inteligência americanos espionaram as comunicações de Dilma, assim como de empresas e cidadãos brasileiros.
Devido a suspeita de espionagem e por entender que o governo de Barack Obama não deu explicações suficientes, Dilma decidiu adiar a visita de Estado que faria a Washington no dia 23 de outubro.
Perguntada sobre a onda de protestos que vem ocorrendo no país desde junho, Dilma afirmou que 'fazem parte do processo de democracia e inclusão social' do país e os vê 'com uma visão muito positiva'.
Segundo a presidente, muitas das reivindicações feitas pelos manifestantes foram ouvidas pelo governo e permitiram, entre outros aspectos, a estruturação do programa 'Mais Médicos', com o qual quer reduzir a escassez de profissionais em determinadas regiões do país.
A transmissão da entrevista, que foi gravada na semana passada, coincidiu com as manifestações de hoje, em São Paulo e Rio de Janeiro, em apoio aos professores municipais que estão em greve desde o mês passado no Rio e que terminou em enfrentamentos com a polícia.
Dilma também fez referência à criminalidade no país e detalhou que a fronteira da região amazônica é a mais difícil de controlar.
A presidente mencionou uma operação das forças de segurança no mês de junho, na qual, explicou, participaram 33 mil homens do Exército e foram apreendidas 427 toneladas de cocaína e maconha.
Para combater o crime, Dilma destacou a aliança com os países vizinhos, como a Argentina.
Também falou dos presídios e afirmou que sua privatização não depende do governo.
Sobre sua candidatura às eleições presidenciais de 2014, Dilma disse que, por enquanto, está concentrada em sua função como presidente.
Fonte - Revista Ferroviária  08/10/2013

Metrô SP obtém licença para monotrilho

Monotrilho

RF
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Companhia do Metropolitano de São Paulo publicou nessa terça-feira (08/10) o recebimento da licença ambiental para a instalação da Linha 17-Ouro. A licença compreende as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Campo Belo (antiga Água Espraiada), Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi.
A Linha 17-Ouro será construída em sistema de monotrilhos e ligará o aeroporto de Congonhas à rede metroviária de São Paulo.
Além disso, o Metrô São Paulo também solicitou a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) a Licença Ambiental de Operação da Linha 5-Lilás para o trecho Largo Treze-Adolfo Pinheiro.
Fonte - Revista ferroviária  08/10/2013

A CHANTAGEM NA INFRAESTRUTURA

Infraestrutura

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(Carta Maior) 
 Nas últimas semanas, tem aumentado a pressão de diferentes setores, sobre o Estado, na questão da infraestrutura. Aproveitando-se da necessidade do setor público viabilizar os diferentes programas de concessão de ferrovias, rodovias, portos, aeroportos, energia – no valor de 240 bilhões de dólares - para acelerar o crescimento da economia, todo mundo pressiona ou chantageia o governo.
Funcionários do DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - entraram em greve há dois meses, atrasando diversas licitações. Os empresários – nacionais e estrangeiros – buscam maximizar seus ganhos exigindo menores taxas de financiamento público, absoluto controle dos negócios e retorno de até 7,5%, em um mercado no qual, em alguns países, como Japão ou a Alemanha, o juro referencial do Banco Central está entre 0% e 0,5%.
E, finalmente, a grande mídia aperta alegremente os torniquetes, exagerando o que ela aponta como “fracassos”, e subestimando e desvalorizando eventuais acertos, como ocorreu com o seminário “Oportunidades em Infraestrutura no Brasil” realizado esta semana em Nova Iorque, pelo governo brasileiro.
O evento, ironizado por parte dos “analistas” de plantão, reuniu 350 fundos e investidores estrangeiros de grande porte, que controlam recursos da ordem de três trilhões de dólares.
Certa emissora de televisão reúne regularmente equipes de “especialistas” e jornalistas próprios e alheios, para desancar, quase todos os dias, a atuação do governo nesse contexto, torcendo, abertamente, para que os leilões de concessão não tenham sucesso, influenciando o resultado das eleições do ano que vem.
Como já dizia James Carville, estrategista eleitoral de Bill Clinton na campanha contra o primeiro Bush, “é a economia, estúpido!”. Se a situação melhorar, crescem as chances de Dilma Roussef se reeleger. Mas os sucessivos entraves que vem sendo colocados às obras de infra-estrutura - greves, decisões judiciais, a hidrelétrica de Telles Pires paralisada pela terceira vez – e a sabotagem da mídia, não prejudicam apenas o atual governo.
Como muitas são obras de longo prazo, elas afetam qualquer tendência, mesmo que de oposição, que venha a assumir o comando da Nação. E isso não apenas devido à persistência dos gargalos de infraestrutura, que prejudicam a competitividade nacional, mas também com relação às contas públicas. No final da história, depois de tantas paradas, há obras que duplicam o prazo de entrega e que triplicam de preço, e, aí, parcela da opinião pública – como a que se manifestou em junho - tende a acreditar que isso se deve à corrupção, e não vai querer saber se o culpado foi o governante que deu início à obra, ou aquele que a irá inaugurar.
Para resolver o problema, o estado precisa desmascarar alguns mitos - verdadeiros paradigmas - fabricados pela mídia, a ponto de gente do próprio governo neles acreditar.
O principal é o de que a infra-estrutura só pode ser tocada pela iniciativa privada e com financiamento público majoritário do governo brasileiro, e que se não houver um retorno acima da média, os investidores irão debandar para outros países.
Se o Brasil não estivesse atraente para o investidor internacional, não seria o quarto destino do mundo em Investimento Estrangeiro Direto. No ano passado foram 65 bilhões de dólares, mais de cinco vezes o que recebeu, por exemplo, o México, que tem sido apresentado pelos mesmos setores da grande mídia como o novo queridinho dos mercados neste momento.
Aportes como o do Santander, de 7,5 bilhões de dólares para investimento em infra-estrutura no Brasil, são quase simbólicos. Principalmente quando se considera que, apenas nesta semana, o banco de Emilio Botin anunciou o envio de dois bilhões de euros - faturados no mercado brasileiro - como “benefícios extraordinários” para seus investidores na Espanha.
O leilão de Libra, mesmo que equivocado - o melhor seria entregar 100% do projeto à Petrobras – pode mostrar que nos países emergentes existem parceiros estatais e com capital suficiente para cooperar na implantação de qualquer grande projeto brasileiro. E isso, mesmo sem a presença de grandes corporações norte-americanas.
O valor total do programa de investimentos em infra-estrutura do governo, por exemplo, não chega a 8% do que a China possui hoje, em reservas internacionais.
Como exemplo de como atuam nessa área, os chineses pretendem construir, apenas no setor rodoviário, 88.500 quilômetros de rodovias até 2020, mais do que a distância total do sistema interestadual dos EUA, que, em 2004, tinha aproximadamente 74.650 quilômetros, segundo a Federal Highway Administration.
Para enfrentar a chantagem na área de infra-estrutura, o estado brasileiro precisa sair da dependência institucional da iniciativa privada. A retomada de grandes obras públicas, com a parceria entre estatais brasileiras e de países emergentes - que contam com recursos e know-how avançado no setor - pode provar, definitivamente, que existem alternativas para promover o crescimento e destravar o progresso da infra-estrutura em nosso país.
Fonte - Bog do Mauro Santayana  08/10/2013

SP: paralisação de 30 linhas de ônibus afeta deslocamento de 170 mil pessoas

Camila Maciel
Agência Brasil
foto ilustração - pregopontocom
São Paulo - Cerca de 170 mil pessoas são afetadas hoje (8) pela paralisação de motoristas e cobradores da Viação Pirajuçara, que atende a municípios da Grande São Paulo. De acordo com a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (Emtu), 30 linhas de ônibus que deveriam ter saído da garagem da empresa, em Embu das Artes, às 4h foram impedidas por um bloqueio na portaria feito pelos trabalhadores.
A Emtu informou que está em negociação com a empresa Miracatiba, que faz parte do mesmo consórcio da Pirajuçara, para disponibilizar ônibus extras para suprir a demanda nas linhas com maior movimento. Por volta das 8h15, no entanto, a medida ainda não havia sido adotada. Além de Embu das Artes, as linhas atendem moradores dos municípios de Itapecerica e Taboão da Serra.
O órgão estadual informou ainda que a paralisação ocorre por questões internas, mas não detalhou os motivos. A empresa não confirmou as razões da greve.
Fonte - EBC  08/10/2013

Após passeata, centro do Rio amanhece com marcas de destruição

Rio de Janeiro

Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – As ruas do centro do Rio voltaram a amanhecer com marcas de depredação depois de mais uma noite de protesto. Uma loja de telefonia e pelo menos quatro agências bancárias foram completamente destruídas e saqueadas nas proximidades da Câmara Municipal, na Cinelândia. Funcionários da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e da Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva), trabalharam desde a madrugada para reparar os danos.
Na Rua Evaristo da Veiga, esquina com Avenida Rio Branco, uma das principias da cidade, era possível ver lixeiras e placas de sinalização quebradas e jogadas no meio da rua, além de telefones públicos danificados.
Algumas pessoas ficaram feridas durante a confusão. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde informou que nenhum registro foi feito nas unidades hospitalares do município. A Polícia Civil ainda não divulgou o número de pessoas que foram presas durante o protesto.
A passeata, que começou no início da noite de ontem (7), foi organizada pelos professores e contou com 50 mil pessoas, segundo os profissionais de educação. O protesto seguia de forma pacífica, até chegar à Cinelândia, onde um grupo de manifestantes conhecidos como black blocs, que ignoraram a lei que proíbe o uso de máscaras, incendiaram um ônibus e depredaram mais dois. Os manifestantes também tentaram incendiar o prédio da Câmara Municipal.
A Câmara suspendeu o expediente hoje (8) para que a Polícia Técnica faça os trabalhos de perícia no prédio, que foi atingido por diversos coquetéis-molotov e teve a parte interna atingida pelo fogo. A ação foi controlada pela Guarda Municipal.
A Polícia Militar informou que um guarda municipal levou uma pedrada na cabeça quando estava em um carro estacionado na Avenida Presidente Vargas com a Rio Branco. Ele sofreu um corte na cabeça e prestou queixa na delegacia policial da Lapa. Advogados do Instituto dos Defensores dos Direitos Humanos acompanharam os detidos na polícia. A Ordem dos Advogados do Brasil também acompanhou a manifestação.
Muitos comerciantes que tiveram seus estabelecimentos fechados durante a manifestação reclamavam da falta de policiamento no entorno da Cinelândia. Foi o caso de Luiz Guilherme, que é gerente de uma lanchonete a poucos metros da Câmara Municipal.
"Todos nós ficamos revoltados com as injustiças por parte do governo do Rio, mas eu acho que quebrar as coisas não é o melhor caminho para resolver essa situação. Além disso, a polícia tem que dar proteção a todos nós que temos um estabelecimento comercial aqui no centro da cidade, estamos com um prejuízo muito grande, desde o início dessas manifestações", disse.
Para a vendedora Carolina Feubran, que trabalha em uma loja de calçados, até os clientes fiéis estão evitando frequentar a loja em dias de protesto. "Eles não vêm pra cá, com medo de serem vítimas desses mascarados. Para nós que trabalhamos com comissão [por cada venda] é muito ruim, estamos deixando de ganhar dinheiro", explicou a vendedora.
Sobre a falta de policiamento no local, a Polícia Militar não havia respondido à Agência Brasil até o fim da manhã de hoje.
Fonte - Agência Brasil  08/10/2013

Campanha quer evitar que empresas comprem açúcar de áreas de conflito

Agricultura


A Oxfam, entidade que reúne 17 organizações não governamentais que atuam em 92 países, lançou
campanha para que as dez maiores empresas alimentícias e de bebidas não alcoólicas do mundo adotem medidas para evitar que pequenos produtores rurais e comunidades tradicionais sejam expulsos de suas terras para dar espaço ao plantio de cana-de-açúcar

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil

Brasília – Usado em boa parte dos alimentos industrializados, como sucos e refrigerantes, biscoitos e iogurtes, o açúcar é um ingrediente fundamental para a indústria alimentícia para realçar o sabor dos alimentos. Seu crescente consumo, contudo, além de preocupar especialistas em saúde, também é alvo da apreensão de organizações ambientalistas e de defesa dos direitos humanos.
Na semana passada, a Oxfam, entidade internacional que reúne 17 organizações não governamentais (ONGs) que atuam em 92 países, lançou uma campanha para que as dez maiores empresas alimentícias e de bebidas não alcoólicas do mundo adotem medidas para evitar que pequenos produtores rurais e comunidades tradicionais sejam expulsos de suas terras para dar espaço ao plantio de cana-de-açúcar.
Segundo a Oxfam, as grandes empresas globais de alimentos e bebidas raramente são donas da terra onde a cana-de-açúcar é produzida. Mesmo assim, devem adotar medidas para identificar, evitar e resolver eventuais conflitos agrários decorrentes da produção dos insumos que consomem.
Com a campanha, a Oxfam espera que a pressão da opinião pública force companhias como Coca-Cola, Pepsi, Danone, Nestlé, Kellogg's e Unilever a não adquirir o açúcar produzido por fornecedores instalados em áreas em litígio. A lista inclui também a Associated British Foods (detentora, no Brasil, da marca Ovomaltine), General Mills (dona da marca Yoki e responsável por vender as barras de cereais Nature Valley e o sorvete Häagen-Dazs), Mars (chocolates M&M e Twix; molhos Masterfoods) e Mondelez International (Tang, Fresh, Clight, Trakinas, Halls, entre outros produtos)
A Oxfam considera que essas empresas não adotam medidas para identificar, evitar e tratar os conflitos fundiários e sociais eventualmente provocados por seus fornecedores de açúcar.
De acordo com a Oxfam, em 2012 foram produzidas 176 milhões de toneladas de açúcar em todo o mundo. Após o consumo mundial ter mais que dobrado entre 1961 e 2009, a estimativa é que, “devido ao nosso insaciável amor pelo doce”, a produção cresça 25% até 2020. O aumento da demanda, alerta a entidade internacional, pode acirrar a disputa por áreas produtivas.
“Comunidades pobres do mundo inteiro são envolvidas em conflitos por terras, sendo expulsas sem serem consultadas e sem receber qualquer compensação [financeira] para que enormes plantações de cana-de-açúcar sejam instaladas. Ao perderem suas terras, essas pessoas também perdem seus lares e sua principal fonte de renda e de alimentos”, aponta a Oxfam no relatório O Gosto Amargo do Açúcar, divulgado na semana passada, em que cita o açúcar, a soja e o óleo de dendê como as três matérias-primas cuja produção mais oferece riscos de fomentar conflitos.

Para a Oxfam, as dez maiores empresas, principal alvo da campanha, têm que reconhecer sua responsabilidade na resolução dos conflitos agrários da indústria açucareira. “Embora possam não ter responsabilidade legal ou controle direto sobre os conflitos, como importantes compradores elas estão sujeitas às normas internacionais de direitos humanos e devem assumir responsabilidade no encaminhamento do direito à terra em sua cadeia de suprimento”, alega a entidade, antes de apontar que, embora as decisões das dez companhias possam mobilizar outras empresas a seguir o mesmo caminho, cabe aos governos locais a responsabilidade por resolver os conflitos agrários.
“Conflitos agrários são questões de longa duração, com raízes complexas na má governança, na posse incerta da terra e em desigualdades históricas. Os governos têm a responsabilidade de garantir os direitos básicos a seus cidadãos. Se as Dez Grandes transmitirem uma mensagem clara de tolerância zero para a apropriação de terras – mensagem reforçada por mudanças na política e na prática – poderão fazer a diferença”, conclui o estudo.
Fonte - Agência Brasil  07/10/2013

Real Aerovias Brasil uma marco na história da aviação comercial brasileira

Aviação  

A Redes Estaduais Aéreas Ltda - Real Transportes Aéreos foi uma companhia aérea brasileira, fundada no ano de 1945 pelo empresário paulista Vicente Mammana Neto, e extinguida em 1961, quando foi absorvida pela Varig.

Da Redação
avião constellation super h
A Real Aerovias - Redes Estaduais Aéreas Ltda, foi fundada em 1945 por Vicente Mammana Neto. O primeiro vôo ocorreu dia 7 de fevereiro de 1946, operando entre São Paulo (Aeroporto de Congonhas) e Rio de Janeiro (Aeroporto Santos Dumont).
Da segunda metade da década de 1940 até 1955, a empresa experimentou sua primeira grande expansão, pela aquisição de empresas menores. Em 1948 adquiriu a Linhas Aéreas Wright e em 1950 a LAN - Linhas Aéreas NATAL. Com essas compras, a frota da REAL chegou a 20 Douglas DC-3/C-47.
Com a compra da LATB - Linha Aérea Transcontinental Brasileira, em agosto de 1951, a REAL expandiu consideravelmente sua malha na região nordeste do país.
Entre 1954 e 1956 foram adquiridas também a Aerovias Brasil e a Transporte Aéreo Nacional. Finalmente, em 1957 adquiriu do empresário catarinense Omar Fontana, 50% do capital da Sadia, - (*) depois Transbrasil em 1972 - que em contrapartida passou a ocupar um cargo na Real.
Com todas estas incorporações, a frota chegou a 117 aeronaves, que colocaram a empresa em 7° lugar no ranking da IATA, a mais alta posição já ocupada por uma empresa aérea brasileira até então.
As primeiras rotas internacionais foram abertas em 1951, com vôos para o Paraguai. Mas foi a compra dos 87% da Aerovias que levou a REAL a alçar vôos para os EUA.
Em 1960 a Real expandiu suas rotas, chegando a Tokyo. Porém nesse mesmo ano, com problemas financeiros, foi tomada pela Varig
A Real chegou a ter um frota de 117 aviões, dentre eles 86 Douglas DC-3/C-47 e 12 Convair, seis CV-340 e seis CV-440. Tais números a colocaram em 7° lugar no ranking da IATA em relação ao tamanho da frota, a mais alta posição já ocupada por uma empresa aérea brasileira, até então;
A Real chegou a ter a maior frota de Douglas DC-3 do mundo, com 86 unidades, no ano de 1959;
A empresa passou a se chamar Real - Aerovias, quando comprou 87% de uma companhia que se chamava Aerovias e fazia vôos charter para Miami;
Os Electras e Convairs 990A operados pela Varig, foram encomendadas pela Real Aerovias.
Fonte - Wikipédia  08/10/2013

(*) Notas do editor
(*) A Real foi a 1ª empresa aérea a pousar no aeroporto internacional de Brasília em 1957, ainda em construção.
(*) Os voos internacionais para os EUA eram operados com aviões quadrimotores Constellation Super H



Licitação para obras civis em Fortaleza é concluída

Metrô

Diário do Nordeste
foto - ilustração
Nesta segunda-feira (7), foi anunciada a empresa vencedora da licitação para as obras civis da linha Leste do metrô de Fortaleza. Segundo o Governo do Estado, o consórcio escolhido apresentou a menor proposta de preço, cerca de R$ 2,26 bilhões.
O resultado da licitação ainda será publicado do Diário Oficial do Estado (DOE). A documentação do processo segue posteriormente para a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), onde será homologada. Após a apresentação de uma série de documentos, haverá a assinatura do contrato e da Ordem de Serviços.
A linha Leste deve ainda receber R$ 2 bilhões do programa federal "Mobilidade Grandes Cidades", vindos do Orçamento Geral da União e da Caixa Econômica Federal. Os recursos estaduais serão usados para a Parceria Pública Privada, além de projetos, administração da obra, desapropriações e remoções de interferências.
Linha Leste já possui equipamentos para o início das obras
Desde setembro, duas máquinas tuneladoras estão no Centro, próximas à estação Chico da Silva. As máquinas, que vieram da China, serão usadas nas escavações e custaram mais de R$ 128 milhões. Também já foram recebidos as Formas e Equipamentos Auxiliares, para duas fábricas de anéis, e o Sistema de Ventilação.
Onze estações devem compor a linha Leste, que devem ser interligadas às linhas Sul, Oeste, ramal Parangaba-Mucuripe e terminais de ônibus.
Fonte - Revista Ferroviária  08/10/2013

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Após denúncia, Dilma determina que ministério reforce segurança de dados

Brasil

Foto ilustração - Ag.Br
O Ministério de Minas e Energia também foi espionado por agências estrangeiras, segundo reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo. Em nota, o MME classificou como “grave” o monitoramento dos sistemas de comunicação e armazenamento de dados. No Twitter, a presidenta Dilma Rousseff informou já haver determinado o reforço da segurança

Dilma manda ministério reforçar segurança de dados após nova denúncia de espionagem

Pedro Peduzzi, Danilo Macedo 
e Carolina Gonçalves
Repórteres da Agência Brasil

Brasilia - O Ministério de Minas e Energia (MME) também foi espionado por agências estrangeiras, segundo reportagem veiculada ontem (6) no programa Fantástico, da Rede Globo. Em nota, o MME, classificou como “grave” o monitoramento de seus sistemas de comunicação e de armazenamento de dados. Por meio de sua conta no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff informou já haver determinado ao ministro da pasta, Edison Lobão, uma “rigorosa” avaliação e o reforço da segurança desses sistemas.
De acordo com a matéria do Fantástico, a espionagem de autoridades brasileiras não está sendo feita apenas pelos Estados Unidos. Conta também com a participação da Agência Canadense de Segurança em Comunicação (Csec), que teria mapeado as comunicações de computadores, telefones fixos e celulares do ministério.
A reportagem lembra que, de cada quatro grandes empresas de mineração do mundo, três têm sede no Canadá, país que, segundo o ministro da pasta, Edison Lobão, tem interesse sobretudo no setor mineral brasileiro. Segundo nota do MME, a espionagem “sugere a tentativa de obtenção de informações estratégicas relacionadas com as áreas de atribuição da pasta”.
A presidenta Dilma Rousseff, que também foi alvo da espionagem norte-americana, disse pela rede social que confia na segurança do sistema de dados do MME, mas que a denuncia confirma as razões econômicas e estratégicas por trás dos atos da agência de inteligência canadense. “A reportagem aponta para interesses canadenses na área de mineração”, escreveu.
Dilma informou, ainda, que o Ministério de Relações Exteriores vai pedir explicações do governo do Canadá. “A espionagem atenta contra a soberania das nações e a privacidade das pessoas e das empresas”, escreveu. A presidenta ressaltou o fato de que Edward Snowden (o primeiro a fazer as denúncias de espionagens feitas pelos EUA) trabalhava havia apenas três meses na empresa que prestava serviços à NSA e, mesmo assim, teve acesso a todos os arquivos que serviram de fonte para as denúncias divulgadas até agora.
Segundo Dilma, tudo indica que os dados da NSA são acessados pelos cinco governos citados na denúncia - Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, Austrália e Nova Zelândia - e pelas milhares de empresas prestadoras de serviço com acesso a eles. “É urgente que os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas”, escreveu a presidenta. “Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética”.
Ao chegar nessa manhã ao Senado, onde participa de audiência pública, o ministro Edison Lobão disse considerar “lamentável” o fato denunciado, mas acrescentou que o país já está tomando todas as providências com relação à questão. “Em respeito ao meu ministério, nosso sistema é bom e confiável. Mas teremos que, daqui para frente, melhorar ainda mais, para evitar que fiquem mexendo”, disse o ministro.
Lobão não quis fazer avaliações sobre a intenções dos “bisbilhoteiros”. Segundo ele, o governo está estudando o prejuízo que o ato de espionagem pode ter produzido. “Estamos em processo de exame, para saber a profundidade de tudo isso”. O ministro avaliou que os leilões públicos não foram objeto da espionagem porque as regras deles são claras e transparentes.
Uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Senado está investigando as denúncias de espionagem contra as autoridades brasileiras. A presidenta da comissão, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), disse que o colegiado está com material denso nas mãos. “Vamos conseguir detalhes dessas interceptações e como estão fazendo o monitoramento”. Segundo ela, apesar de a descoberta ser “assustadora”, todos já sabiam da sua existência. A expectativa é que a comissão apresente em dezembro propostas ao governo, tanto para responder à espionagem como para criar mecanismos de proteção aos sistemas de informação.
A matéria do Fantástico mostra uma apresentação datada em junho de 2012 sobre como funciona o programa de computador chamado Olympia, ferramenta de espionagem da Csec, que tinha como alvo as comunicações telefônicas e de computadores do MME. Além de identificar números de celulares, a ferramenta identificou também registro dos chips, marcas e até os modelos dos aparelhos usados.
A apresentação era dirigida a analistas ligados a agências de espionagem dos cinco países, que constituem um grupo chamado de Five Eyes (Cinco Olhos). Ao final da apresentação, foi sugerida uma operação conjunta com uma equipe de elite dos espiões cibernéticos da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA).
Fonte - Agência Brasil  07/10/2013

MPF vai pedir ao STJ a suspensão da continuidade das obras do viaduto no Cocó - Fortaleza

Meio Ambiente

Procurador da República, Oscar Costa Filho, também denunciou agressões morais e físicas praticadas contra ele e contra manifestantes por suposto grupo paralelo pró-viaduto

Adriano Queiroz
foto montagem - ilustração
O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) vai pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a suspensão da determinação de continuidade das obras de construção do viaduto entre as avenidas Engenheiro Santana Júnior e Antônio Sales, no Cocó.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (7), em coletiva de imprensa, pelo Procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho. De acordo com o procurador, o pedido será feito com base na "Portaria nº 32 da Secretaria do Patrimônio da União, que exige para o início da obra a comprovação do licenciamento ambiental, coisa que eles não têm".

Ainda segundo Costa Filho, o MPF vai enviar, "paralelamente a isso, uma requisição à Polícia Federal de inquérito policial pela prática de desacato, contra a nossa pessoa, no exercício da função pública, na última sexta-feira (5), por ocasião da desocupação". O procurador acusa a um grupo paralelo pró-viaduto de agredir moral e fisicamente a ele, ao vereador João Alfredo (Psol) e a um manifestante.

"Essas mesmas pessoas estão agindo de forma orquestrada e em todos os acontecimentos no Cocó, incitando a violência e desqualificando manifestantes e autoridades constituídas. Temos imagens. Precisa também haver uma apuração da responsabilidade das autoridades policiais que se afastaram do local onde ocorreram essas agressões", denunciou.

Vereador pede à SPU cancelamento de autorização de obras

Na mesma coletiva convocada pelo MPF, o vereador pelo município de Fortaleza, João Alfredo, apresentou à imprensa, um ofício solicitando o cancelamento dos efeitos da portaria que autorizou o seguimento das obras do viaduto na área do Parque do Cocó.

O documento foi encaminhado, por ele e pela correligionária Toinha Rocha, ao superintendente do Patrimônio da União no Ceará, Jorge Luiz Oliveira de Queiroz, no último dia 30 de setembro. O parlamentar também denunciou ter sofrido agressões verbais de pessoas não-identificadas e posicionadas pró-viaduto e criticou o que chamou de militarização da Guarda Municipal.

A coletiva reuniu ainda a deputada oposicionista Eliane Novais (PSB) e as representantes do movimento Crítica Radical, Rosa da Fonseca e Maria Luiza Fontenele, que se pronunciaram contra outros empreendimentos previstos para a Zona de Proteção Ambiental (ZPA) e pediram a legalização do Parque do Cocó.
Fonte - Diário do Nordeste  07/10/2013

Estudante da UFMG obrigado a fazer trabalho braçal em intercâmbio será indenizado

Educação

A empresa de intercâmbio deverá pagar R$ 20 mil ao estudante de medicina veterinária. Ele viajou ao Texas (EUA) para aprender sobre suinocultura industrial em uma fazenda, mas foi colocado para limpar, capinar, retirar fezes dos porcos e limpar o biodigestor

Estado de Minas
A Justiça condenou uma empresa de intercâmbio a indenizar em R$ 20 mil um estudante de medicina veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que viajou aos Estados Unidos para um estágio em uma fazenda com criação de suínos, mas foi colocado para limpar, capinar, retirar fezes dos porcos e limpar o biodigestor (local destinado aos animais mortos em decomposição).

Em 2011, o aluno do 8º período viu o anúncio do estágio na faculdade e se candidatou para viagem ao Texas (EUA). De acordo com o processo, o estudante foi para a fazenda com objetivo de aprender cumprir o seguinte cronograma: introdução à suinocultura industrial, uso de equipamentos no processo produtivo, prática de manejos no processo produtivo, nutrição e alimentação, gestão de mercado e reprodução.

No entanto, ao chegar na fazenda o estudante foi colocado em um "trailler" em péssimas condições, a mais de 40 quilômetros da cidade. Juntamente com ele ficaram cinco trabalhadores braçais mexicanos. Conforme o processo, as atividades não estavam relacionadas com o cronograma prometido e o aluno cumpria jornada de trabalho de 48 horas semanais.

Ao chegar no Brasil o estudante ajuizou ação contra a empresa pedindo reconhecimento do vínculo empregatício dele com a organizadora do intercâmbio, pagamento de verbas trabalhistas e indenização por danos morais e materiais. O aluno queria o ressarcimento de tudo que gastou com visto, passagens e hotel, onde ele se hospedou após abandonar a fazenda.

Decisão
A 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) não reconheceu relação de emprego pretendida pelo estudante, mas os julgadores entenderam que a empresa pode ser responsabilizada por danos morais e materiais causados a ele. Os magistrados consideraram que a empresa é um intermediário entre as escolas e as pessoas jurídicas que oferecem as vagas de estágio, a quem cabe criar condições aptas à realização do contrato de estágio, com o objetivo de capacitar e incluir o aluno no mercado de trabalho.

A relatora do recurso, juíza Cristiana Maria Valadares Fenelon, considerou que “a intenção da reclamada (empresa) é, verdadeiramente, enviar mão-de-obra para tomadores estrangeiros". Para a magistrada, a empresa não cumpriu as etapas de aprendizado do programa de treinamento e especialização proposto para o estudante. Segundo Fenelon, ficou evidente a decepção do estudante. A juíza destacou o trecho de depoimento do estudante em que relatou como era tratado como lixo.

A empresa foi condenada a restituir os valores gastos pelo aluno para engajamento no programa. A condenação incluiu ainda o pagamento de indenização por dano moral no valor de R$20 mil.
Fonte - Diário de Pernambuco 07/10/2013

Catarata: cirurgia é o melhor tratamento

Saúde

Blog da Saúde

A catarata é uma doença caracterizada pela lesão ocular que causa opacidade do cristalino. O cristalino é uma lente natural do olho que tem como finalidade focalizar as imagens na retina. A catarata causa perda na transparência dessa lente, tornando-a opaca e com coloração esbranquiçada.
De acordo com a oftalmologista do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro, Roberli Bicharra, a população brasileira apresenta cerca de 550 mil novos casos da doença por ano. “Com o passar do tempo, a visão pode ser afetada pela catarata progressivamente, de forma parcial e podendo chegar a afetar totalmente, impedindo a pessoa de enxergar”, afirma.
Há dois tipos de catarata: as congênitas e as adquiridas. As congênitas acontecem quando a criança já nasce com a catarata. Segundo a oftalmologista Roberli Bicharra, isso pode ocorrer por diversas origens. “O bebê pode ter catarata congênita por conta de doenças que a mãe teve na gravidez, como rubéola ou toxoplasmose. O ideal é que a criança seja operada nos primeiros meses de vida”, detalha Bicharra, que explica também que o tratamento cirúrgico evita que a criança tenha dificuldade no amadurecimento da visão.
As cataratas adquiridas têm variações, mas ocorrem em maioria, em pessoas a partir dos 50 anos de idade. De acordo com Roberli, a pessoa que começa a se queixar de problemas para enxergar precisa procurar atendimento médico. Ela informa que a catarata aumenta à medida que a pessoa vai envelhecendo. “Entre 40 e 49 anos, 2,5% das pessoas teriam catarata. Já com 50 a 59 anos, são 6,8 %. De 60 a 69, 20% das pessoas já têm a doença, de 70 a 79 contabilizam 42% e após os 80 anos quase 70% da população mundial tem catarata”, detalha a médica.
A aposentada Selma Maria Silva, 53 anos, começou a enxergar tudo sem foco e embaçado. “Trocava os óculos sempre e o grau nunca melhorava. Procurei um especialista e descobri a catarata e ele logo me recomendou a cirurgia”, conta Selma, que teve os primeiros sintomas há três anos e só ano passado realizou o procedimento cirúrgico.
Selma sempre fazia exames preventivos e para mudar o grau dos óculos. “A catarata foi uma surpresa, pois não tenho casos na família, nem minha mãe que tem 74 anos teve problemas de visão”, conta. Conforme a oftalmologista Roberli, a cirurgia é simples e é voltada, em grande maioria, para idosos. “Quando se notam sintomas, como dificuldade para distinguir as cores, alteração frequente do grau dos óculos, visão dupla e sensibilidade à luz, é necessário que procure um oftalmologista”, informa.
Com 83 anos, a aposentada Lucia Thomaz afirma que depois de um tempo, passou a não enxergar mais nada. “Eu via uma nuvem branca na frente das imagens. Depois da cirurgia, que me curou da catarata, da miopia e do astigmatismo, passei a enxergar melhor do que quando eu era mocinha”, relata. Ela passou a se cuidar mais, se maquiar e disse que a cirurgia também é boa para a autoestima.
Aproximadamente 50% da população mundial tem incapacidade visual causada pela catarata. “Essa é uma cegueira reversível que, com o tratamento adequado, a cirurgia, as pessoas voltam a ver tudo normalmente”, explica a oftalmologista Roberli. Dona Lúcia é viúva do primeiro piloto do Juscelino Kubitschek, Henrique Alberto Thomaz , e diz: “Já vi e vivi muito, mas ainda tenho muito que ver nessa vida. Tenho cinco filhos e cinco netos e a cirurgia de catarata só me trouxe melhorias”, afirma.
Cirurgia eletiva no SUS – As cirurgias eletivas são procedimentos cirúrgicos que não precisam ser realizados em caráter de urgência e que podem ser agendadas. São realizados mutirões de cirurgias eletivas no SUS para redução do tempo de espera do procedimento. Em julho de 2013, através da portaria 1.557, foram destinados aproximadamente R$ 579 milhões aos procedimentos cirúrgicos eletivos a serem realizados de junho de 2013 a 2014.
Olhar Brasil – O Ministério da Saúde conta com o Projeto Olhar Brasil, que foi elaborado em conjunto com o Ministério da Educação em 2008. O projeto tem o objetivo de trabalhar na identificação e na correção de problemas de visão em alunos matriculados na rede pública de ensino da Educação Básica, melhorando assim, o processo de ensino e aprendizagem. Segundo a Área Técnica de Alta e Média Complexidade o projeto visa contribuir pela redução das taxas de repetência e evasão escolares de pessoas com dificuldades visuais. O Projeto e sua operacionalização são regulamentados pela Portaria SAS n°1.229 de 30 de outubro de 2012.
Fonte - Revista Amazônia  07/10/2013

Governo quer reativar antigas linhas férreas em 14 trechos do país

Ferrovias


Estado de Minas
Locomotiva puxa composição da Vitória-Minas. Experiência pode ser levada para novas ferrovias que vão ser implantadas nos próximos anos
A reativação de antigas linhas de trens de passageiros está na pauta do governo federal. O Ministério dos Transportes tem feito a atualização de estudos de 14 trechos considerados prioritários em todo o país, que totalizam quase 2 mil quilômetros. A proposta é permitir a ligação ferroviária entre municípios distantes até 200 quilômetros. Seis desses projetos encontram-se em fase mais adiantada.
As linhas estão localizadas no Rio Grande do Sul (duas), Paraná (uma), Bahia (uma), Piauí (uma) e Maranhão (uma). Recentemente, representantes de prefeituras mineiras estiveram em Brasília com a missão de sensibilizar o governo a incluir três trechos no pacote: Montes Claros a Janaúba e Januária (Norte do estado); Uberlândia, Uberaba e Araguari (Triângulo Mineiro); Araxá (Alto Paranaíba); e Lavras e Varginha (Sul).
Uma das dúvidas do Palácio do Planalto é se as obras serão custeadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou se poderiam ser bancadas por meio de parcerias públicos-privadas (PPP’s). Paralelamente ao projeto nacional, a Secretaria Estadual de Gestão Metropolitana prepara a modelagem do sistema de trem de passageiros da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A expectativa é que no ano que vem sejam feitos os leilões de três linhas, ligando municípios da área Central à capital. A conexão permitiria, por exemplo, fazer o percurso de trem de Sete Lagoas, Brumadinho, Divinópolis, Ouro Preto e Conselheiro Lafaiete até Belo Horizonte. Um ramal permitiria conectá-lo ao aeroporto de Confins.
O poder público e a iniciativa privada têm muito o que aprender no único transporte ferroviário de passageiros diário no Brasil. Muitas coisas que ocorrem na Vitória-Minas podem ser copiadas em futuras linhas. Por outro lado, há situações que precisam de soluções para beneficiar ainda mais os passageiros. O EM listou tantos pontos positivos quanto negativos em cinco itens – alimentação, internet, segurança, comunicação e embarque/desembarque.
Em se tratando da alimentação, os preços cobrados no vagão-restaurante e no vagão-lanchonete estão longe de serem abusivos como os dos aeroportos. A refeição mais cara é o PF com picanha, arroz, feijão, batata frita, salada e farofa: R$ 16. O do frango com macarrão sai a R$ 10. “Vendemos cerca de 200 almoços e jantares por dia”, revela um dos gerentes da empresa que terceirizou o serviço.
Internet
Por outro lado, a mesma empresa não trabalha com cartões de crédito e débito. O motivo é a falta de sinal de internet em boa parte do trecho de BH a Cariacica. Nos dias de hoje, porém, é cada vez maior o número de brasileiros que substituem o dinheiro pela moeda de plástico. Ao lado do vagão-restaurante, há um vagão com bancada e tomadas para quem desejar usar o notbook.
Esse seria o ponto positivo do item internet. Porém, não há wi-fi no trem, o que surpreendeu o argentino Wilson Zkarlatink, de 24 anos, que mora em Vitória e embarcou no trem para conhecer cidades históricas de Minas. “A viagem é muito longa e a internet ajuda a adiantar vários serviços”, disse o rapaz, que viajou ao lado da amiga colombiana Linda Moreno, da mesma idade.“A internet seria um passa-tempo. Outro passa-tempo poderia ser televisores”, acrescentou a jovem, que fala bem o português. O sistema de comunicação interno na Vitória-Minas é outro item a ser destacado. O lado positivo é que todas as estações são anunciadas com antecedência pelo alto-falante. Da mesma forma, qualquer parada ou redução da velocidade da locomotiva é comunicada aos usuários.
O lado negativo é que, ao contrário da aviação, os anúncios são informados apenas na língua nacional. Levando-se em conta que o Brasil está prestes a sediar uma Copa do Mundo e que tanto Minas quanto o Espírito Santo têm vários pontos turísticos, é importante que o sistema de comunicação também pronuncie as informações em inglês.
Segurança
Já a presença de vigilantes no interior da composição e nas estações é o ponto positivo do tema segurança. Por sua vez, vândalos promovem a violência em dois trechos. Próximo à estação de Ipaba (MG) e à de Flexal (ES), um comunicado sugere aos usuários que fechem as cortinas e janelas dos vagões, pois os trechos correm risco de “apedrejamento”. A solução do problema é de competência do poder público e da própria sociedade, que precisa denunciar os “atiradores” de pedras.
Por fim, em se tratando do embarque e do desembarque, as locomotivas partem no horário previsto. O que precisa mudar é a infraestrutura em algumas estações, onde as plataformas são pequenas e os passageiros, dependendo dos vagões, descem nos trilhos e a muitos metros da plataforma. “É preciso que o desembarque ocorra no mesmo nível da plataforma. Em muitos casos, os funcionários colocam um banquinho para ajudar as pessoas a descerem dos vagões. Não é o ideal”, reclama o aposentado José Carlos Justino, de 55.
Mais conforto
A Vale investirá uma fortuna para trocar todos os vagões da Vitória-Minas. A mineradora mantém sigilo sobre o assunto, confirmando apenas o interesse em renovar a frota. O EM apurou, porém, que a ex-estatal já fechou contrato de compra com a romena Astra Vagoane Arad de algumas dezenas de vagões, os quais devem chegar ao Brasil até 2015. Há uma possibilidade de todas as novas unidades terem ar-condicionado, privilégio apenas dos usuários que viajam na classe executiva. “Será ótimo”, torce o estudante Daniel Ferreira, de 18, que costuma viajar de Belo Horizonte a Governador Valadares, no Leste de Minas, para visitar amigos.
Fonte - Diário de Pernambuco  06/10/2013

domingo, 6 de outubro de 2013

RECIFE - Os sete erros da Via Mangue

Cidades

Especialistas apontam pelo menos sete erros na concepção do projeto orçado em quase R$ 400 milhões. O maior pecado da via, segundo eles, foi ter se afastado da concepção original do projeto desenhado, inicialmente, na década de 1970 pela Fidem e redesenhado nas décadas de 1980, 1990 e 2000.

Tânia Passos
Mobilidade Urbana
Via Mangue – foto Cristiane Silva DP/D.A.Press
Faltando sete meses para a obra da Via Mangue ser finalmente entregue surgem incertezas quanto a sua eficácia na melhoria do sistema viário ligando o Centro do Recife à Zona Sul. Especialistas apontam pelo menos sete erros na concepção do projeto orçado em quase R$ 400 milhões. O maior pecado da via, segundo eles, foi ter se afastado da concepção original do projeto desenhado, inicialmente, na década de 1970 pela Fidem e redesenhado nas décadas de 1980, 1990 e 2000.
O traçado já recebeu o nome de Via Costeira, Linha Verde, Via Metropolitana Sul e por último Via Mangue. Nas três versões anteriores, simuladas no Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU), havia um elemento que foi dispensado no projeto atual: a terceira ponte. Sem ela, o desenho da Via Mangue optou pela meia ponte, que se encontra com a Ponte Paulo Guerra, no Pina, (já saturada).

Ponte Agamenon Magalhães
 Foto Nando Chiappetta DP/D.A.Press
Outro equívoco foi projetar um sistema viário de retorno tendo como base um túnel que só atende em parte o fluxo que vai da Zona Sul para o Centro. Os nós da Via Mangue estão ainda nas suas duas extremidades – chegada e saída – e no trecho lindeiro à costa, que não tem opção da pista local e deve se transformar em mais problema com a mudança da ocupação dos espaços que a própria via deverá proporcionar. O assunto é tão polêmico, que os técnicos ouvidos preferiram não serem identificados.

Com 4,5 quilômetros de extensão, a via expressa compreende o trecho entre a Ponte Paulo Guerra, no Pina, e a Rua Antônio Falcão, em Boa Viagem, margeando a área de mangue. Os problemas no projeto já podem ser vistos nos viadutos construídos sobre a Antônio Falcão. Segundo um técnico do setor, que prefere não ser identificado, a Antônio Falcão funciona como um binário com a Félix de Brito, mas o viaduto construído passa por cima apenas da Antônio Falcão.

Via Mangue nas imediações da Antônio Falcão
 Arthur de Souza/Esp.DP/D.A Press.
“É um descalabro de engenharia a chegada da Via Mangue na Antônio Falcão, e, quando chega na Félix de Brito, o elevado que faz o sentido inverso é curto e não permite uma continuação. Isso vai exigir um semáforo, e quem vier da Imbiribeira vai ficar parado debaixo do viaduto”, alertou o técnico. O erro foi também visto por um especialista que fez parte da gestão passada. “Foi observado que o viaduto estava mais curto, mas foram feitos alguns estudos e a decisão foi de manter o desenho”, revelou a fonte que também prefere não ser revelado.
Tem mais no desenho da Via Mangue, segundo os especialistas deveria haver uma pista local no trecho lindeiro à costa. “Ela é uma via que não deve permitir parada de carga e descarga. Mas como impedir a ocupação do trecho lindeiro? Será o mesmo problema que acontece hoje com a Conde da Vista e a Presidente Kennedy”, apontou o especialista, que também preferiu o anonimato. A via também só possibilita que o ciclista trafegue por ela tendo acesso pelo início ou fim da via.

Túnel da Herculano Bandeira
 e Avenida Antônio de Goes
 Foto Nando Chiappetta DP/D.A.Press
A ponte
A Secretaria Municipal de Infraestrutura já admite que alguns erros precisam ser corrigidos. Um dos entraves já identificados foi no ponto de retorno do túnel, construído sob a Avenida Herculano Bandeira, porta de entrada do Pina. O túnel permite mais fluidez na via. Já a Avenida Antônio de Góes, via de saída do Pina, recebe o trânsito da própria Antônio de Góes e do túnel, que já está congestionando antes de a via expressa ficar pronta.
“Acredito que uma alternativa é fazer o prolongamento do túnel. Não sou a favor do elevado, que será muito desconfortável para quem sai do túnel”, observou o engenheiro César Cavalcanti, coordenador regional da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP). O elevado é apontado como alternativa pelo técnico que participou da antiga gestão. “O prolongamento do túnel não era viável na época e não é agora. Tanto pelo custo como pelos transtornos no trânsito. A solução é um elevado longitudinal na Antônio de Góes”.
“Se tivessem feito a terceira ponte não haveria necessidade do túnel e nem mesmo do prolongamento do túnel ou da construção de um elevado. Isso não irá resolver por uma razão muito simples: as duas pontes já estão bastante saturadas”, apontou outro técnico do setor que também não quis ser identificado. Pelo projeto que foi simulado no PDTU de 2008 havia uma terceira ponte nas imediações da Compesa e antes do terreno da antiga Bacardi, onde hoje funciona o shopping RioMar.
No lugar dela foi construída a meia ponte estaiada, que se une à Ponte Paulo Guerra. ‘É uma ponte também pela metade que se liga a outra já saturada e ainda não é estaiada. É apenas uma ponte com os fios de aço suspensos. Para ser estaiada, o vão precisaria ser maior”, criticou um engenheiro em reserva.
A Secretaria de Infraestrutura prefere não adiantar que tipo de solução será dada. “Está sendo feito um estudo, que deve ficar pronto em 60 dias. Mas garanto que não ficará do jeito que está”, revelou o secretário Nilton Mota. Ainda segundo o secretário serão adotadas medidas emergenciais de engenharia de tráfego e algumas obras físicas antes de uma solução definitiva.
Conheça os sete erros da Via Mangue

1- Ausência de uma terceira ponte (prevista no PDTU de 2009)
2- Ponte estaiada (que não é estaiada)
3- Túnel da Herculano Bandeira (pela metade)
4- Viaduto do binário da Antônio Falcão (incompleto)
5- Ausência de uma pista local no trecho lindeiro à costa
6- Acesso para ciclistas apenas no início e no fim da via
7- Não serve como via metropolitana

Fonte - Blog Mobilidade Urbana (Diário de pernambuco) 06/10/2013