domingo, 9 de junho de 2013

Proteger os oceanos é questão crítica para a sobrevivência humana, diz pesquisador


Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Os oceanos cobrem mais de 70% da superfície terrestre, somam 97% da água do planeta, concentram um número imenso de espécies, mantêm um grande estoque de alimentos e guardam reservas minerais. Em reconhecimento à importância dos mares nas nossas vidas, há cinco anos a Assembleia Geral das Nações Unidas criou o Dia Mundial dos Oceanos, comemorado desde 2009 no dia 8 de junho.

Para o pesquisador José Luiz Azevedo, coordenador do curso de oceanologia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), o mais antigo no país, a proteção dos oceanos é crítica para a sobrevivência da espécie humana.
“Está muito claro que os oceanos têm uma grande importância ecológica, econômica, política e sociocultural. Os oceanos são um ponto crítico até para a sobrevivência da espécie humana e de todos os seres vivos no nosso planeta. Os oceanos são fundamentais. Eles regulam o clima, nos proporcionam alimentação. E grande parte da população mundial vive na zona costeira. As grandes cidades do mundo estão todas na costa, em contato direto com o oceano”, disse.

E, ao longo de centenas de anos sofrendo com a ação humana, os oceanos já começam a dar sinais de desgaste. No Brasil, por exemplo, a acidificação da água do mar, provocada pelo excesso de dióxido de carbono na atmosfera (e sua absorção pelas águas), tem provocado a morte de corais.
“Com os oceanos ficando cada vez mais ácidos, os bancos de corais da costa brasileira têm sofrido bastante. A comunidade oceanográfica tem observado que esses bancos estão perdendo área. Os corais estão morrendo, eles não estão mais com aquela taxa de crescimento que tinham”, ressaltou Azevedo.
Segundo o especialista, nos últimos anos os oceanos passaram a receber atenção especial no mundo por causa das mudanças climáticas e da consequente elevação do nível dos mares. No Brasil, em especial, a pesquisa oceanográfica também recebeu um impulso com as grandes descobertas de petróleo na camada pré-sal.
Azevedo explica que a preocupação com licenças ambientais para empresas que atuam na costa brasileira também aumentou nos últimos anos. Além disso, o fundo dos oceanos poderá ser a principal fonte de areia para a construção civil nos próximos anos no país.
Como parte da estratégia de expansão das pesquisas na costa brasileira, o governo federal criou no final de maio o Instituto Nacional de Pesquisa Oceanográfia e Hidroviária, que reunirá quatro centros de pesquisa: Centro de Oceanografia do Atlântico Tropical, Centro de Oceanografia do Atlântico Sul, Centro de Portos e Hidrovias e Centro de Pesquisa Marinha em Pesca e Aquicultura. Além disso, o governo deve comprar mais um navio oceanográfico.

sábado, 8 de junho de 2013

Bob Fernandes - Nos EUA, eletrônica espiona; no Brasil, mídia se desmancha




O governo dos Estados Unidos espiona o mundo. Com a colaboração da empresa Verizon obteve ligações de celulares de milhões de cidadãos desde 2007. E foram além, segundo os jornais Guardian e Washington Post. Junto ao Google, Apple, Microsoft, Facebook, Skype e YouTube, entre outros, o governo americano capturou dados de milhões de usuários..................

Opinião - Quem manda aqui?

Jornal do Brasil

"The Economist" surgiu no auge da desapiedada exploração dos trabalhadores britânicos, e por iniciativa da indústria têxtil de Manchester - a vanguarda daquele old liberalism, que inspirou Marx e Engels a redigirem seu Manifesto Comunista. Bons tempos eram aqueles, nos quais os operários - entre eles crianças de 8 e 10 anos - trabalhavam de 12 a 16 horas por dia e, quando faltavam aos domingos, pagavam multa pela ausência. O mundo tem mudado, menos "The Economist". Naqueles tempos magníficos, a revista acompanhava os investimentos britânicos no Brasil e aplaudia o punho de ferro do imperialismo em nossas terras.
-Em nossos tempos atuais, na defesa dos bancos ingleses e dos especuladores da City, a publicação pretende nomear o Ministro da Fazenda de nosso país: um ministro que faça tudo o que o governo britânico está fazendo hoje contra seu próprio povo, com o arrocho fiscal e o corte até o osso nos gastos sociais, para que sobre para o capital financeiro.
-A revista, depois de haver sugerido (em nome de que e de quem?) a demissão de Guido Mantega em dezembro do ano passado, volta a fazê-lo agora. Esquecem-se seus editores de que a Inglaterra é hoje um leão desdentado, que vive à sombra do poder de sua antiga colônia americana, e se tornou o grande valhacouto de banqueiros bandidos, como os fraudadores do Barclay's, e confessos lavadores de dinheiro do narcotráfico, como os senhores do HSBC.
-O Brasil é um país soberano, com suas instituições democráticas recuperadas há quase trinta anos, e quem manda aqui é o seu povo, mediante o parlamento e a Chefia do Estado, eleitos diretamente pelos cidadãos. Aqui mandamos nós, e os ministros são escolhidos e nomeados por quem tem o poder constitucional de fazê-lo: a chefia do poder executivo.

Assim, e, por favor, Shut Up!.
Fonte - Jornal do Brasil  07/06/2013

Cidade de São Paulo deixaria de produzir R$ 6,15 bilhões se metrô não existisse, diz estudo

Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
Foto - ilustração
São Paulo – Um estudo apresentado hoje (7) mostrou que, se o metrô paulistano deixasse de existir, a economia local perderia R$ 6,15 bilhões por ano, o equivalente a 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no município) da capital paulista. O estudo fez parte de um workshop promovido na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), em que foram mostradas pesquisas sobre os impactos da existência do metrô no município sob vários aspectos, como economia, acessibilidade e saúde.
Segundo o professor Eduardo Haddad, coordenador da pesquisa, os cálculos foram baseados na infraestrutura ligada à mobilidade e no modo como ela afeta a produtividade dos trabalhadores. “Isso, por sua vez, afeta a competitividade das firmas, e, através de relações de renda, produtivas e comerciais, afeta toda a economia brasileira”, disse Haddad, que é professor do Departamento de Economia da USP e diretor de Pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Com as pessoas que usam o transporte público demorando mais a chegar ao trabalho, elas tornam-se menos produtivas e as empresas obtêm menos lucro, fazendo com que o governo arrecade menos, destaca a pesquisa. Outro ponto levantado na consulta foi que a redução do bem-estar proporcionado pelo metrô faria o consumo das pessoas cair e, com isso, diminuiria a arrecadação governamental.
Além disso, como a capital paulista é um grande polo econômico, a inexistência do metrô geraria impacto negativo na economia nacional – o país perderia R$ 19,3 bilhões por ano, o correspondente a 0,6% do PIB. “Apesar de ser uma infraestrutura local, o metrô [de São Paulo] causa impacto sobre toda a economia brasileira”, conluiu Haddad.
Ao longo de 74 quilômetros e 64 estações, o metrô paulistano transporta diariamente 4 milhões de passageiros, o equivalente a 20% das viagens no transporte público. De acordo com Haddad, o valor de R$ 19,3 bilhões ao ano (impacto no país) corresponde a 65% dos custos da construção de toda a rede do metrô. A despesa com cada quilômetro do metrô fica em torno de R$ 300 milhões.
Na opinião do pesquisador, o exemplo da capital paulista pode ser pensando para outros municípios. “Isso é importante não apenas para São Paulo, mas, quando se pensa em mobilidade em outras grandes cidade brasileiras, esse problema também se coloca”.
Fonte - Agência Brasil  07/06/2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Cesta básica fica mais barata em 12 capitais, informa Dieese


As maiores quedas ocorreram em Manaus (-4,91%), Salvador (-3,76%) e Belo Horizonte (-3%). Entre as seis capitais onde houve alta, a maior foi registrada em Campo Grande (3,59%), seguida por Porto Alegre (3,49%) e Goiânia (3,43%)


Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – A cesta básica ficou mais barata, em maio, em 12 das 18 capitais analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo o Dieese, essa predominância de redução de preços dos produtos da cesta básica não ocorria desde novembro do ano passado.
As maiores quedas ocorreram em Manaus (-4,91%), Salvador (-3,76%) e Belo Horizonte (-3%). Entre as seis capitais onde houve alta, a maior foi registrada em Campo Grande (3,59%), seguida por Porto Alegre (3,49%) e Goiânia (3,43%).
A cesta básica mais cara continua sendo a de São Paulo, onde o valor médio é R$ 342,05. A cesta mais barata é a de Aracaju, que custa, em média, R$ 240,72.
Em maio, os preços da cesta foram influenciados principalmente pela queda verificada em produtos como o tomate, o óleo de soja, café em pó, carne bovina e açúcar. Já os produtos que apresentaram alta no mês foram o leite in natura, o feijão, a farinha e o pão francês.
Entre janeiro e maio deste ano, as 18 capitais analisadas pelo Dieese apresentaram alta nos preços das cestas básicas. A maior ocorreu em João Pessoa, com alta de 20,49%.
De acordo com o Dieese, o salário mínimo ideal, que supriria as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, deveria ser de R$ 2.873,56 em maio, valor 4,27 vezes superior ao salário mínimo vigente no país, de R$ 678.
Em março, a presidenta Dilma Rousseff anunciou a desoneração de todos os produtos da cesta básica, que ficaram isentos de impostos federais.
Fonte - Agência Brasil  07/06/2013

Poluição do ar em São Paulo seria 30% maior se metrô não existisse, sugere estudo

Meio Ambiente
Fernanda Cruz
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O ar na capital paulista seria, em média, 30% mais poluído caso o metrô, que transporta diariamente 4 milhões de passageiros, não existisse. O resultado foi obtido por meio de uma simulação feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que mostra aumento nas concentrações dos poluentes no ar, principalmente de material particulado.
foto - ilustração
Responsável pela pesquisa, a professora do Departamento de Ciências Exatas e da Terra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Simone Georges Miraglia explica que esse percentual foi obtido em determinadas condições meteorológicas, que podem variar conforme o dia.
A pesquisa, intitulada Os Efeitos Positivos em Saúde devido ao Transporte Urbano sobre Trilhos – Estudo de Caso para São Paulo, foi apresentada durante workshop promovido hoje (7) na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). Foram divulgados também estudos envolvendo os impactos da existência do metrô na capital paulista sob vários aspectos, como economia, acessibilidade e saúde.
De acordo com Simone, a análise, feita durante a década de 2000, comparou a qualidade do ar entre os dias em que o metrô funcionou normalmente e aqueles em que o transporte foi afetado por greves, ocorridas em 2003 e 2006. “O serviço do metrô leva a uma não emissão de poluentes significativa”, destacou a pesquisadora.
Os levantamentos usaram as medições de qualidade do ar fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), além de dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo (PRO-AIM).
Simone explica que, nos dias em que a cidade fica sem o metrô, há aumento considerável nos atedimentos em prontos-socorros e nas internações hospitalares. “Em qualquer evento em que a gente tem aumento das concentrações de poluentes atmosféricos, existem diversos efeitos indesejáveis na saúde, entre eles, aumento da incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares e problemas oftalmológicos”, explica. Segundo ela, o município também registra elevação do nível de mortalidade, em decorrência de complicações das doenças que pioram com poluição do ar.
Fonte - Agência Brasil  07/06/2013

Agência Brasil ganha Prêmio Andifes de Jornalismo 2012

Da Agência Brasil

Brasília – A Agência Brasil foi a ganhadora do Prêmio Andifes de Jornalismo 2012, na categoria Ensino Básico, com a série de matérias especiais Escolas de fé: a religião na sala de aula. O especial foi publicado em agosto de 2011 e abordou o desafio das escolas brasileiras de oferecer um ensino que respeite as diversas crenças.
A série contou com reportagens de Amanda Cieglinski, Thais Leitão e Vinicius Konchinski; edição de textos de Juliana Andrade e Lílian Beraldo; fotografias de Antonio Cruz, Elza Fiúza e Marcello Casal Jr.; direção de arte de Hozielt Hudson e programação multimídia de Mario Marco Machado.
O Prêmio Andifes de Jornalismo foi criado em 1999 em homenagem aos dez anos da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). O principal objetivo da premiação, que tem abrangência nacional e é concedida anualmente, é estimular a mídia impressa a produzir e divulgar notícias da área de educação. Uma comissão julgadora é responsável pela escolha das melhores reportagens ou série de reportagens, nas categorias Ensino Superior e Ensino Básico, publicadas em revistas ou jornais brasileiros.
Fonte - Agência Brasil  07/06/2013

ALL é acusada de falhas na Argentina‏

Governo de Cristina Kirchner diz que ferrovias operadas pelo grupo brasileiro, que foram reestatizadas, sofreram 454 descarrilamentos.


Ariel Palacios,
Correspondente / Buenos Aires
O Estado de S.Paulo
O governo da presidente Cristina Kirchner oficializou ontem a reestatização das ferrovias da América Latina Logística (ALL), por meio da resolução 469/13, publicada no 'Diário Oficial'. O anúncio havia sido realizado na terça-feira à noite pelo ministro do Interior e Transportes Florêncio Randazzo.

Poucas horas depois a ALL, com sede em Curitiba, emitiu um comunicado no qual ressaltava que vai recorrer à Justiça para reverter a decisão do governo argentino de anular a concessão. No entanto, Randazzo não se intimidou, e ontem respondeu em tom de desafio: "Se eles quiserem reclamar, que recorram às vias judiciárias".
O ministro também acusou a empresa de vários descarrilamentos nos últimos anos. Coincidentemente, na mesma noite do anúncio da reestatização, um trem da ALL carregado de pedras descarrilou nas proximidades da cidade de Palmira, na província de San Luis. A polícia local investigava ontem se o acidente havia ocorrido por um problema técnico ou se havia sido uma sabotagem.
O diretor da Auditoria-Geral da Nação (AGN), Leandro Despouy, afirmou ontem que entre 2007 e 2011 as linhas administradas pela ALL tiveram 454 descarrilamentos. Despouy também declarou que a ALL não investiu na reconstrução de locomotivas e na compra de vagões, contêineres, tratores e trailers.
Segundo ele, desde o início da concessão até outubro de 2012 a ALL acumulava dívidas de 237,48 milhões de pesos (US$ 45,5 milhões) com o Estado. O diretor da AGN diz que essa dívida supera em 866% a garantia de cumprimento do contrato.
Despouy também diz que "30% da frota de trens da concessão encontra-se sem possibilidades de uso por manutenção deficiente". Ele afirma que dos 5.246 vagões dados em concessão há uma década e meia, havia somente 3.654 em 2011. Das 143 locomotivas, restam 70.
Além disso, Despouy sustenta que a empresa não fez o total previsto de reparações pesadas dos trilhos, já que de 935 quilômetros apenas 162 quilômetros foram executados. "E este trecho, de forma parcial." O ministério do Interior e Transporte repassará as ferrovias para a Sociedade Belgrano Cargas e Logística S.A,, estatal criada em maio pela presidente Cristina.
Além da rescisão do contrato, a ALL pode ser levada à Justiça pelo governo Kirchner, já que o ministro Randazzo disse que a Secretaria de Transporte e a Comissão Nacional de Regulação do Transporte realizarão um inventário dos bens da concessão. Segundo Randazzo, o governo quer determinar a existência de eventuais danos ou prejuízos ao Estado argentino na concessão à ALL.
Apoios. Francisco Pérez, governador de Mendoza, onde estava a sede da ALL no país, festejou ontem a decisão da presidente, de quem é aliado: "Essa reestatização nos ajudará muito. É um divisor de águas na questão ferroviária argentina", Segundo ele, a reestatização possibilitará "um serviço eficiente".
Apesar da remoção da brasileira ALL da ferrovia, o governador afirma que a linha que chega até Mendoza, no sopé da Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile, "poderia ser uma saída do Brasil para o Oceano Pacífico".
"La Fraternidad", o sindicato dos ferroviários, também comemorou a reestatização das linhas sob concessão. "O Estado argentino deveria reconstruir todo o sistema ferroviário do país", disse o porta-voz do sindicato, Horacio Caminos.
Fonte - CFVV Sul de Minas via e-mail 

CEARÁ garante VLT para 2014

Seinfra promete VLT do Ceará para 2014

Tribuna do Ceará
Uma pesquisa realizada pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPtrilhos) divulgou, nessa terça-feira (4), a situação dos projetos de mobilidade sobre trilhos para a Copa do Mundo de 2014. Em Fortaleza, o Veículos Leve sobre Trilhos (VLT) é tido como projeto prioritário para o evento, mas a previsão é de que entre em operação até 2018.
Foto - ilustração
“Com relação às obras de mobilidade sobre trilhos para atendimento à Copa do Mundo de Futebol da FIFA de 2014, foram estabelecidas como metas a implantação de cinco projetos prioritários: Monotrilho de Manaus/AM; VLT de Cuiabá/MT; VLT de Brasília/DF; Monotrilho de São Paulo/SP (Linha 17) e VLT de Fortaleza/CE”, informa.
Além disso, a pesquisa constatou que o VLT de Fortaleza enfrenta “problemas na desapropriação de áreas essenciais para a passagem da via, trazendo incertezas para as suas conclusões para atender aos jogos da FIFA”.
Ainda de acordo com a ANPtrilhos, os projetos com potencial para operação até 2018 no Ceará são:
Implantação da Linha Sul do Metrô de Fortaleza – 24,1 quilômetros
Implantação da Linha Leste do Metrô de Fortaleza – 13 quilômetros
VLT de Fortaleza – 12,7 quilômetros
VLT Sobral – 11 quilômetros
Resposta do governo -
Segundo a Secretaria de Infraestrutura do Ceará, a pesquisa não afirma que “a obra do Ramal Parangaba-Mucuripe operado por VLT não será entregue a tempo da Copa”. A Seinfra ainda prometeu que o VLT deve ser entregue no primeiro trimestre de 2014, e já conta com 30% da obra concluída.
Andamento das obras -
Além disso, a secretaria informou que as obras do VLT Parangaba-Mucuripe estão avançando e que, na Estação Parangaba, que será elevada, já foi realizado escoramento dos pilares. O órgão ainda afirmou que, no bairro de Fátima, no trecho situado ao lado do Comando da Polícia Militar, já foi concluído a implantação das colunas e berços, faltando apenas a colocação das vigas de concreto.
“A frente de obra já alcançou o outro lado da Avenida Aguanambi concentrando agora seus trabalhos nas proximidades da ponte do canal do Tauape, perto da Base Aérea de Fortaleza”, constatou por meio de nota.
No Mucuripe, Estação Iate, a Seinfra ressaltou que estão sendo feitos os serviços de preparação do terreno para as obras da estação. “A construção de um muro de arrimo ao longo da Via Expressa, entre as Avenidas Santos Dumont e Alberto Sá, no bairro do Papicu, também continua, agora avançando após a rua Júlio Abreu”. Além disso, estão sendo construídas passagens inferiores nas Avenidas Padre Antônio Tomás, Santos Dumont e Alberto Sá.
Paralelo a implantação do VLT estão sendo realizados trabalhos de remodelação da linha de carga que corre paralela à linha do ramal. Já com aproximadamente 30% da obra concluída, o VLT deverá ser entregue à população até o primeiro trimestre de 2014.
Fonte - Revista Ferroviária 07/06/2013

BRASIL - A PRÓXIMA POTÊNCIA MILITAR

A capacidade militar do estado aumenta com o seu crescimento econômico e as necessidades políticas. Aqui estão vários motivos por trás do desenvolvimento militar brasileiro.


Gettyimages
Santiago Perez
31/05/ 2013
Durante os últimos oito anos, o Brasil tem aumentado seus investimentos militares de quase 500%. Embora a economia do Brasil tem crescido substancialmente na última década, a pobreza continua a ser os principais problemas sociais. Por que, então dedicar recursos significativos para estes desenvolvimentos militares? A perspectiva estratégica de longo prazo, as novas necessidades decorrentes do crescimento econômico nacional, a defesa dos recursos naturais e da posição brasileira no concerto geopolítica global são, em termos gerais, algumas das respostas.
Para começar, devemos lembrar que o Brasil é um país com uma extensa, diversificada e rica geografia. Possui uma área de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e 23.102 km de fronteiras terrestres e marítimas. O país possui as maiores reservas de água doce em todo o mundo, bem de valor inestimável em um mundo cada vez mais sedento.Atualmente, estima-se que uma boa pate da população brasileira ainda não dispõe  de acesso a água potável e  por isso a gestão dos recursos hídricos será, sem dúvida, uma das principais questões de política externa do século. A Amazônia é considerada o pulmão do planeta , é um elemento importante para o equilíbrio climático global, pela sua vastidão e características da vegetação. Esta selva de 6 milhões de quilômetros quadrados é um 63% em território brasileiro. O petróleo é outro recurso estratégico. Durante anos, o desenvolvimento industrial do país tinha sido criticado por sua dependência das importações de combustíveis. Depois de anos de investimento, a empresa estatal Petrobras descobriu reservas offshore significativas na bacia do chamado pré-sal, o que poderia fornecer cerca de 40% da demanda de petróleo do país no médio prazo. A defesa e o acompanhamento adequado de tão ampla geografia exige uma logística complexa que está dentro da lógica da defesa nacional e é aí que as forças armadas têm um papel muito importante.
Ao mesmo tempo, o Brasil faz fronteira com 10 países num total de 15.735 quilômetros. O aumento dos fluxos migratórios,como resultado do crescimento econômico os problemas com o contrabando exigem uma vigilância rigorosa. Outra questão sensível é o tráfico de drogas. Peru, Colômbia e Bolívia, países que fazem fronteira com o Brasil, são os três maiores produtores de cocaína do mundo e o Brasil é o segundo maior consumidor (superado apenas pelos Estados Unidos). A fronteira do Brasil com esses países é um terreno acidentado, atravessado por cadeias de montanhas, muitos rios e áreas de selva de difícil acesso. A urgente necessidade de monitorar essa fronteira porosa é um fator pelo qual o país precisa de um qualificado poderio militar para enfrentar estas questões.
Também é interessante a maneira que o aumento do derramamento de gastos com defesa arrasta o benefício para o complexo militar-industrial. No Brasil, esse fenômeno se materializa na indústria aeroespacial, onde a Embraer tem o papel-título. A empresa produz  aeronaves de vigilância e reconhecimento com o mais alto nível de tecnologia. Com relação ao desenvolvimento de transporte militar a empresa tem nele,o mais ambicioso de seus projetos. O Embraer KC-390, é uma aeronave capaz de mover 21 toneladas, incluindo veículos blindados. A unidade terá um desempenho superior ao do seu concorrente, o Lockheed Martin Super Hercules. Vários exércitos latino-americanos e até mesmo europeu já demonstraram interesse na referida aeronave,e portanto são mostrados como um investimento em tecnologia de armas que pode resultar em exportações de bens industriais com alto valor agregado.
Sem dúvida, são necessidades da política externa em ocupar um lugar de destaque dentro da estratégia de desenvolvimento militar. Por sua posição geográfica, demográfica e econômica o Brasil é o líder político natural da América do Sul. Supremacia militar regional é um fator importante para a consolidação de tal liderança. Não é por acaso que o Estado brasileiro tem o maior orçamento de defesa na região para triplicar o da Colômbia, seu rival mais próximo. Acontece que ao analisar suas metas, Brasília tem observado mais de perto os passos de outras potências emergentes do mundo,que os movimentos de seus vizinhos. Os 31.576 mil.de dólares que o levam para a sua posição de XI como o maior país investidor no setor de defesa a nível mundial. O segundo das Américas (atrás EUA) e em sexto lugar no Hemisfério Ocidental. A partir desses números, é claro que o olhar das autoridades brasileiras mais vocacionado para o equilíbrio de poder global para a questão regional. A vocação é ocupar uma área de importância dentro do sistema internacional multipolar emergente. A questão do status quo do Conselho de Segurança das Nações Unidas também está sobre a mesa. Por agora, a discussão sobre o atual modelo dos cinco membros permanentes herdados da Segunda Guerra Mundial está fechada. Uma força militar eficaz será uma questão necessária, mas não suficiente para uma possível futura abertura dos novos membros preveem os órgãos,para incluírem  o Brasil.
A construção de submarinos nucleares em cooperação tecnológica com a França, está em andamento. A base naval brasileira trabalha em Itaguaí, localizado no Estado do Rio de Janeiro, onde as unidades operam. Enquanto este é um projeto de artesanato que se mostra funcional só depois 2020, fica claro que a visão é de longo prazo e real-Defense, é uma política de Estado mais como prioridade de uma administração específica. Por que construir um submarino de propulsão nuclear? Os 7.367 quilômetros de litoral e a proteção da riqueza mineral existentes assim exigem. Para outra discussão sobre a soberania ou a exploração de recursos na Antártida poderia ser aberta a longo prazo (por enquanto qualquer reclamação está congelada pelo Tratado da Antártida). No Itamaraty a questão do sexto continente é visto como uma questão regional e não exclusiva dos países do Cone Sul, especialmente Argentina e Chile, que muitas vezes se referem a Antártida como uma área em que os seus direitos são os mais legítimos.
Finalmente, como resultado dos grandes eventos que o Brasil sediará nos próximos anos, as Forças Armadas têm desempenhado um papel importante no cenário interno. O Rio de Janeiro vai sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A necessidade de garantir a segurança em um evento desta magnitude requer o uso dos carros blindados da Marinha para apoiar a polícia. A recuperação do controle do Estado em determinadas favelas, bairros até recentemente dominadas por traficantes de drogas, foi possível graças ao apoio militar.
Enfim, se medirmos o orçamento de defesa em relação ao PIB, o Brasil ainda investe muito pouco, apenas 1,6%.Alguns exemplos de países equivalentes como comprovado. Índia passa de 2,5%, França 2,3%, Rússia 4,4%, China 2%. Em outras palavras, os brasileiros estão gastando margem de crescimento que abre um horizonte de possibilidades para o futuro. Tal como aconteceu ao longo da história, com diferentes potências, a capacidade militar do Estado aumenta com seu crescimento econômico e as necessidades políticas. Dentro dessa lógica, o Brasil, não é excepção.
Fonte - www.esglobal.org/  ( esglobal ) ( Publicação original em espanhol )

Tradução e adaptação do texto - Pregopontocom

Metrô de SP estuda 'esconder' monotrilho

Agência Estado
Para evitar incômodos a moradores de um prédio de luxo, o Metrô de São Paulo estuda "esconder" o monotrilho da Linha 17-Ouro, que funcionará na zona sul da capital paulista. Uma ideia avaliada pela empresa, controlada pelo governo do Estado, é instalar um envelope de plástico ao redor do elevado por onde circularão os trens. A estrutura tem cristais que escurecem na hora em que a composição roda por ali, impedindo que os passageiros olhem para fora e possam ver os apartamentos.
Foto - ilustração
Esse mecanismo, segundo Jurandir Fernandes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, poderá ser colocado em um trecho da linha que fica perto de um edifício residencial no Panamby, bairro nobre da cidade. "Então (com) esse prédio, nós temos esse compromisso: iremos e podemos envelopar o trecho", disse o dirigente ontem, em audiência pública sobre o Metrô na sede do Ministério Público Estadual, no centro.
Sobre o material que compõe o envelope, Fernandes explicou que ele muda de tonalidade por meio de um circuito elétrico, acionado quando o trem está se aproximando. "A gente pode deixar essa barreira totalmente translúcida, bonita, leve, mas, na passagem do trem, ela simplesmente muda. Como exemplo, aqueles brinquedos que, conforme você mexe, eles ficam mais escuros ou mais claros. Essa movimentação que você pode fazer com uma descarga elétrica no circuito que fecha os cristais (no plástico)."
O secretário afirmou que envelopamentos já foram utilizados em outras linhas do Metrô, como a 2-Verde, perto da Estação Tamanduateí, na zona leste. Ali, no entanto, o material empregado foi o metal, ou seja, bem menos "leve" do que o que a Companhia do Metropolitano agora avalia para a Linha 17.
Depois da audiência pública, a Assessoria de Imprensa do Metrô informou que o projeto executivo daquele trecho da Linha 17 ainda está sendo elaborado e que o tipo da barreira visual ainda será definido. Existem duas opções, segundo o órgão: usar um sistema de células fotoelétricas para "embaçar" (e não escurecer, como disse o secretário) os vidros dos próprios trens quando eles passarem na região do Panamby ou instalar uma barreira metálica com uma proteção plástica naquele local.
A diretora do Movimento Defenda São Paulo, Marcia Vairoletti, que acompanhou a audiência pública - e é contra a obra em forma de monotrilho - questionou a eficácia dessa barreira. "Vai continuar sendo semelhante ao Minhocão (pelo fato de ser elevado). É apenas para justificar uma obra que não tem justificativa." Para ela, o Metrô pode ter avaliado essa medida para fazer os compradores de apartamentos milionários em condomínios da região "ficarem com a boca fechada" e não reclamarem tanto da obra.
Fonte - Revista Ferroviária  07/06/2013

Comentário Pregopontocom   E se fosse apenas um conjunto de moradias populares ou prédios de classe média baixa, o "incomodo" monotrilho" ( um sistema de transporte público e não individual ) passaria  também escondido?.....

METRÔ DE SÃO PAULO - Ministério Público promove audiência para discutir expansão

Ministério Público promove audiência para discutir expansão do metrô paulista

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A expansão e a prestação de serviços do metrô paulista foi tema de audiência pública hoje (6) promovida pelo Ministério Público Estadual. A desapropriação e o reassentamento das famílias que foram ou ainda serão removidas de suas moradias por causa das obras do metrô foram os assuntos mais discutidos entre os participantes. O caso mais preocupante atualmente é o das famílias que moravam ou ainda moram nas comunidades do Buraco Quente e do Comando, próximas à Avenida Água Espraiada, na zona sul da capital, onde serão feitas obras de ampliação da Linha 5- Lilás do Metrô.
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“As negociações não foram claras e transparentes para toda a população, ou seja, teve pessoas que receberam valores muito irrisórios; outras receberam valor dito alto, de R$ 119 mil, que é o teto para dez anos de moradia e benfeitorias na sua casa. Mas isso foi exceção. A regra foram valores muito baixos, entre R$ 30 mil e R$ 60 mil”, disse Geilson Sampaio, representante da Comissão de Moradores do Buraco Quente e Comando e do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.
Sampaio morou no Buraco Quente por 25 anos, até que se casou e passou a viver em outro local. Mas sua mãe, que viveu na comunidade por mais de 35 anos, saiu de lá por causa das obras do metrô, passando a morar com ele. “Estamos brigando pelo valor máximo da indenização. Ela teve que sair de lá, a casa dela foi demolida, e está morando comigo. Estamos agora negociando uma casa da Cohab”, disse.
Segundo Sampaio, 421 famílias que viviam nas duas comunidades foram cadastradas pelo Metrô. A maior parte delas já deixou o local. “Sou a favor do acesso, do progresso, mas não da obra como está sendo feita. Sou usuário do metrô e sei da facilidade que ele possibilita. Porém a obra, em si, não deveria acontecer de forma que o direito ao transporte passe por cima do direito à moradia. Uma coisa deve falar com a outra”, ressaltou.
O bombeiro civil Adriano da Paz vive no Comando há 37 anos. “Nasci lá e estou lá até hoje. Estou esperando o Metrô resolver. Até agora não tem resposta nenhuma para a gente poder tomar outro rumo na nossa vida”, falou. O caso de Adriano é ainda mais complicado. A casa que ele construiu no Comando para viver com a ex-mulher está hoje alugada. E o Metrô ainda não reconheceu o seu direito como proprietário do imóvel.
“Separei, e fui morar com a minha mãe [também no Comando] e aluguei a casa [onde morava]. E eles [Metrô] dizem que a pessoa que está alugando a casa não precisa de casa. Então, o meu caso está sendo estudando. Aliás, 28 casos estão nessa mesma situação”, disse. De acordo com Adriano, o local onde vive foi invadido pelas famílias há cerca de 40 anos. Mas há uma ação tramitando na Justiça há nove anos, de usocapião, para o reconhecimento de posse.
O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, admitiu que a grande dificuldade no processo não é a desapropriação das famílias, mas o reassentamento. “Na desapropriação existe todo um procedimento de uma avaliação do imóvel. O Metrô é muito criterioso e, quando há contestação, judicializamos e a Justiça decide. A questão do reassentamento é mais complexa porque há normas. O reassentado tem necessidade de permanecer nas proximidades e nem sempre se encontra áreas próximas de onde ele está. Existem também algumas situações mais difíceis, como aqueles reassentados que tm um negócio, um bar ou uma hospedaria e que também é preciso valorar isso quando se discute a questão do reassentamento”, declarou. Mas segundo o secretário, todas as pessoas que estão sendo afetadas com as obras do metrô estão sendo atendidas.
Para atender às famílias das comunidades do Buraco Quente e do Comando, o secretário propôs a uma reunião na próxima semana. “Temos que achar o melhor caminho”, disse. A reunião foi marcada para as 10h da próxima sexta-feira (14), com a participação do Ministério Público.
Moradores da região de Paraisópolis também fizeram a mesma queixa sobre a desapropriação e o reassentamento das famílias. Mas, segundo o Metrô, lá a situação não é tão emergencial quanto a do Buraco Quente e do Comando, já que deverão ocorrer poucas desapropriações e a obra ainda deverá demorar a começar.
De acordo com o secretário, até 2030 as obras que estão previstas em toda a rede do Metrô paulista deverão estar concluídas. A Agência Brasil procurou o Metrô para ter informações sobre quantas famílias, no total, deverão ser desapropriadas por causa das obras, mas até o momento não obteve retorno.
Problemas, como o de superlotação, também foram discutidos durante a audiência. Segundo o Metrô, uma das causas da superlotação é a maneira como a população está distribuída pela cidade, com os empregos concentrados na região central e as pessoas vivendo, em sua maioria, na periferia. O Metrô reconhece a superlotação das linhas e avalia que a solução para o problema virá com a expansão da rede.
O promotor de Justiça Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da área de habitação e urbanismo, disse que a audiência pública é importante para o Ministério Público ter clareza dos projetos do Metrô e para a sociedade se manifestar sobre uma obra que afeta a sua vida.
“Temos inúmeros inquéritos civis que versam sobre o Metrô e a prestação de serviços públicos relacionados à mobilidade urbana. Achamos que esta era a oportunidade tanto para o Ministério Público obter alguns esclarecimentos sobre planejamento do Metrô e como é feita a expansão da rede, os problemas que vem enfrentando e como está solucionando esses problemas, como também para a sociedade civil trazer suas críticas e seus pedidos de esclarecimentos. Queremos fazer uma aproximação entre o Metrô, Ministério Público e a sociedade civil”, disse.
Fonte -  Agência Brasil   06/06/2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ex-ministro Paulo Vannuchi é eleito para Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA

Luana Lourenço e Renata Giraldi
Repórteres da Agência Brasil

Brasília - O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) Paulo Vannuchi foi eleito hoje (6) para compor a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA). Também foram eleitos os candidatos dos Estados Unidos, James Cavallaro, e o do México, José de Jesús Orozco Henríquez.
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos é formada por sete membros e é uma das entidades do Sistema Interamericano de Proteção e Promoção dos Direitos Humanos nas Américas. Três vagas foram renovadas no processo eleitoral, que começou há três dias. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a eleição de Vannuchi à CIDH fortalece o compromisso do Brasil com o Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
Paulo Vannuchi comandou a SDH entre 2005 e 2011, durante o governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Formado em jornalismo e com mestrado em ciência política, Paulo de Tarso Vannuchi, de 63 anos, sempre atuou durante na defesa e preservação dos direitos humanos. Paulista de São Joaquim da Barra, ele foi preso político durante o governo militar.
O ex-ministro foi o principal responsável pelo Programa Nacional de Direitos Humanos. Em 2010, Vannuchi defendeu que Lei de Anistia não se aplica aos torturadores. Atualmente é diretor do Instituto Lula e responsável pelo projeto do Memorial da Democracia. É também analista político da TVT e da Rádio Brasil Atual.
Vannuchi participou da elaboração do livro Brasil Nunca Mais, coordenado por dom Paulo Evaristo Arns. Em 1975, foi um dos responsáveis pelo dossiê entregue à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sobre a tortura praticada pela ditadura militar e os assassinatos cometidos, mencionando 233 nomes de torturadores e detalhando os métodos usados, inclusive citando unidades onde as torturas ocorriam. O documento é considerado um dos mais completos desde 1964.
De 1977 a 1985, Vannuchi trabalhou com a Comissão Pastoral da Terra, a Pastoral Operária e as Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica, promovendo cursos de formação e assessoria política para lideranças, religiosos e bispos.
Vannuchi foi deputado federal na Assembleia Nacional Constituinte, em 1986, e secretário executivo da Coordenação Nacional da campanha de Lula, em 1994.
Fonte - Agência Brasil  06/06/2013

Furnas inaugura usina que aumentará oferta de energia para a Copa do Mundo e as Olimpíadas

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A Usina Hidrelétrica de Simplício, no Rio Paraíba do Sul, construída na divisa dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, entrou em operação comercial hoje (6), segundo informou Furnas Centrais Elétricas.
Foto ilustração - brasilescola
"Com isso, poderemos oferecer mais energia limpa e renovável para o desenvolvimento sustentável do país”, disse o presidente de Furnas, Flavio Decat. Segundo ele, Simplício tem uma importância estratégica muito grande para os centros de consumo, aumentando a oferta de energia a tempo da Copa do Mundo e das Olimpíadas.
De acordo com Decat, a usina foi feita pelo corpo técnico da estatal com um trabalho único de engenharia no Brasil. Ele explicou que a busca pela redução das interferências ambientais levou a empresa a desenvolver uma nova alternativa para o projeto, considerando uma queda única, que manteve a viabilidade técnica e econômica do empreendimento e resultou na redução da área de inundação
A Hidrelétrica de Simplício disponibilizará mais de 305,7 megawatts (MW) para Sistema Elétrico Nacional (SIN). É parte dos cerca de 6.000 MW que Furnas prevê até 2016 com a conclusão dos demais 20 empreendimentos de geração em construção pela empresa e parceiros (hidrelétricas e parques eólicos).
Iniciada em 2007, a obra teve um investimento total de R$ 2,1 bilhões. Foram construídas uma barragem de concreto, uma casa de força, um vertedouro, dez diques e 15 canais. Durante o pico das obras, foram gerados 4,8 mil empregos diretos.
Fonte - Agência Brasil  06/06/2013

Força Nacional começa a atuar em Sidrolândia

Força Nacional começa a atuar em Sidrolândia amanhã

Luciano Nascimento
Enviado especial
Sidrolândia – Os 110 homens da Força Nacional começam a atuar na manhã desta sexta-feira (7) em Sidrolândia, localizada a 70 quilômetros de Campo Grande (MS). O local tem sido palco de conflitos entre índios terenas e fazendeiros que resultaram na morte de um índio, na última quinta-feira (30), durante tentativa de retirada dos terenas que ocupavam a Fazenda Buriti.
A participação foi acertada no final da tarde desta quinta-feira (6), após reunião do comando da Força Nacional com um grupo de 50 lideranças dos índios terenas que desde o dia 15 ocupam quatro fazendas na região. Também participaram da reunião representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
“Vamos fazer um trabalho de pacificação e de polícia comunitária e a partir de amanhã estaremos fazendo este patrulhamento”, disse o comandante da operação da Força Nacional em Sidrolândia, major Luiz Alves. A previsão é que a operação tenha início por volta das 7h (horário de Mato Grosso do Sul, 8h em Brasília), caso a logística necessária para a ação seja assegurada pelo governo do estado. A operação da Força Nacional foi chamada Unati Vapeia Neun - Paz no Campo.
A portaria autorizando a presença da Força Nacional na região foi publicada hoje no Diário Oficial da União. Ela também determina a presença da força no município de Aquidauana (MS). O efetivo ficará na região por 180 dias, podendo permanecer mais tempo, caso haja pedido do governador do estado, André Puccinelli (PMDB-MS). De acordo com Alves, a intenção da Força Nacional é garantir a segurança de índios e fazendeiros e promover a pacificação. “A Força Nacional não está aqui para fazer reintegração de posse, só pacificação”, reiterou.
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Fonte - Agência Brasil  06/06/2013

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