Mostrando postagens com marcador ferrovias argentinas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ferrovias argentinas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Argentina nacionaliza rede ferroviária

Ferrovias

Durante uma cerimônia na estação de Retiro, em Buenos Aires, o ministro do Interior e Transporte, Florencio Randazzo disse que o governo espera “reparar uma dívida de mais de meio século”.
Kirchner afirmou que a recuperação da rede de transporte ferroviário de mercadorias e de passageiros do país era uma questão de “interesse público nacional”.

Via Trolebus
argentear
O presidente da Argentina, Cristina Kirchner assinou um decreto de nacionalização rede ferroviária do país, reativando a companhia ferroviária estatal Ferrocarriles Argentinos (FA).
Durante uma cerimônia na estação de Retiro, em Buenos Aires, o ministro do Interior e Transporte, Florencio Randazzo disse que o governo espera “reparar uma dívida de mais de meio século”.
Kirchner afirmou que a recuperação da rede de transporte ferroviário de mercadorias e de passageiros do país era uma questão de “interesse público nacional”. O Senado aprovou uma lei para devolver as estradas de ferro para o controle do Estado em abril.
A FA foi constituída em 1948 e desfeita no início de 1990. A nacionalização gradual da rede ferroviária do país começou novamente em 2008 com a criação da Trenes Argentinos Operadora Ferroviária, que retomou os serviços de transportes regional em Buenos Aires.
Nosso país vizinho deve investir até 2016 na renovação de 3.700 quilômetros de estrada de ferro para passageiros.
Fonte - Revista Ferroviária  22/05/2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

Cristina Kirchner defende iniciativa para nacionalizar ferrovias

Internacional

Ao apresentar novos carros trazidos da China para a linha ferroviária que liga Buenos Aires à La Plata (60km ao sul da capital), Cristina declarou estar "muito feliz por oferecer a todos os argentinos a recuperação da administração destas ferrovias por parte do Estado".

R7
foto - ilustração/telam
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que anunciou um projeto de nacionalização das linhas ferroviárias do país durante a abertura do ano legislativo no último domingo, voltou a defender a iniciativa nesta quinta-feira. Ao apresentar novos carros trazidos da China para a linha ferroviária que liga Buenos Aires à La Plata (60km ao sul da capital), Cristina declarou estar "muito feliz por oferecer a todos os argentinos a recuperação da administração destas ferrovias por parte do Estado". A presidente pediu que tanto os funcionários que operam as linhas como os usuários dos trens tenham uma "nova atitude em relação às ferrovias". "Nós, como governantes, demos o pontapé inicial para dizer que temos novas ferrovias argentinas, mas os usuários e os funcionários é que vão consolidar o conceito de que estamos diante de novas ferrovias argentinas", afirmou a presidente. Após o anúncio realizado no domingo, o governo instruiu, mediante uma resolução, que a Operadora Ferroviária Sociedade do Estado (Sofse) tome as medidas necessárias para rescindir os acordos de concessão com as empresas Corredores Ferroviarios S.A. e Argentren S.A. Deste modo, a Sofse passará a administrar os serviços de transporte ferroviários de passageiros das linhas: Mitre, General San Martín, General Roca e Belgrano Sul. A decisão destaca como motivo para a recuperação da gestão das linhas, "a melhora significativa na qualidade do serviço prestado na linha Sarmiento", uma das que ligam a capital com a província de Buenos Aires, nacionalizada após um grave acidente que deixou 50 mortos em 2012.
Fonte - Revista Ferroviária   06/03/2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Cristina fala sobre caso Nisman e promete reestatizar ferrovias

Internacional

Cristina Kirchner revelou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para reestatizar as ferrovias."Hoje é o dia do ferroviário. E vou enviar a esta Casa um projeto de lei para se recuperar, por parte do estado, todas as ferrovias argentinas", anunciou.

Valor Econômico
Opera Mundi
Em seu último discurso como presidente da Argentina na abertura dos trabalhos legislativos, Cristina Kirchner revelou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para reestatizar as ferrovias.
"Hoje é o dia do ferroviário. E vou enviar a esta Casa um projeto de lei para se recuperar, por parte do estado, todas as ferrovias argentinas", anunciou. "Não sou movida por nenhum afã estatista (...). A economia (com a reestatização) será de US$ 415 milhões", disse aos parlamentares e autoridades reunidos no Congresso.

Caso Nisman
Pela primeira vez, Cristina comentou a morte do promotor Alberto Nisman, que foi encontrado sem vida em seu apartamento dias depois de apresentar uma denúncia contra a presidente e outros integrantes do governo por suposto acobertamento dos responsáveis por um atentado à sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em julho de 1994. "Lamento sua morte assim como lamento a morte de qualquer argentino, de qualquer ser humano", afirmou. Ela tocou no assunto quando o discurso já passava de três horas e alguns deputados colocaram cartazes em suas mesas pedindo-lhe que falasse do caso.
"Não preciso de cartaz para falar da AMIA. Disso eu falo desde 1994, pedindo justiça", disse a presidente. "Passaram-se 21 anos e não temos nem um condenado sequer, nem um preso sequer (...) A AMIA não explodiu no nosso governo, explodiu há 21 anos. Há 21 anos os familiares pedem justiça", afirmou, irritada. Nesse contexto, criticou a Corte Suprema pelo atraso no julgamento do caso. "Se há demora, olhem para outro lado, não para este."
A denúncia encaminhada pelo promotor Nisman foi aceita por seu sucessor, Gerardo Pollicita, mas foi posteriormente afastada pelo juiz federal Daniel Rafecas. O magistrado disse não ter encontrado provas de que Cristina tenha cometido algum crime.

China
O discurso de Cristina durou 3 horas e 45 minutos, um recorde para suas falas de abertura do Legislativo. Ela rememorou os feitos de seu governo e do presidente anterior - seu marido, Nestor Kirchner, já falecido. Em um momento, defendeu os acordos comerciais fechados recentemente com a China. "Dentro de cinco anos, a China vai se tornar o ator econômico mais importante. Se a vida toda nos disseram que tínhamos de ter relações carnais com aqueles que não nos dão nada e nos tiram tudo, por que não podemos ter relações normais, comuns, diplomáticas, econômicas e estratégicas com aqueles que querem vir e investir?"
A presidente alfinetou a oposição e a União Industrial Argentina, que já manifestaram preocupação com a possibilidade de os acordos afetarem o emprego e o controle de obras no país. "Não se pode ser tão estúpido, tão subordinado, tão pequeno de cabeça e de neurônios. Por favor, para onde os chineses vão vir? Que medo têm deles?", questionou. "Não se pode tapar o sol com a mão. Quantos de vocês compram de mercados chineses? O que vamos fazer? Ignorá-los?".
Fonte - Revista Ferroviária  01/03/2015

sexta-feira, 7 de junho de 2013

ALL é acusada de falhas na Argentina‏

Governo de Cristina Kirchner diz que ferrovias operadas pelo grupo brasileiro, que foram reestatizadas, sofreram 454 descarrilamentos.


Ariel Palacios,
Correspondente / Buenos Aires
O Estado de S.Paulo
O governo da presidente Cristina Kirchner oficializou ontem a reestatização das ferrovias da América Latina Logística (ALL), por meio da resolução 469/13, publicada no 'Diário Oficial'. O anúncio havia sido realizado na terça-feira à noite pelo ministro do Interior e Transportes Florêncio Randazzo.

Poucas horas depois a ALL, com sede em Curitiba, emitiu um comunicado no qual ressaltava que vai recorrer à Justiça para reverter a decisão do governo argentino de anular a concessão. No entanto, Randazzo não se intimidou, e ontem respondeu em tom de desafio: "Se eles quiserem reclamar, que recorram às vias judiciárias".
O ministro também acusou a empresa de vários descarrilamentos nos últimos anos. Coincidentemente, na mesma noite do anúncio da reestatização, um trem da ALL carregado de pedras descarrilou nas proximidades da cidade de Palmira, na província de San Luis. A polícia local investigava ontem se o acidente havia ocorrido por um problema técnico ou se havia sido uma sabotagem.
O diretor da Auditoria-Geral da Nação (AGN), Leandro Despouy, afirmou ontem que entre 2007 e 2011 as linhas administradas pela ALL tiveram 454 descarrilamentos. Despouy também declarou que a ALL não investiu na reconstrução de locomotivas e na compra de vagões, contêineres, tratores e trailers.
Segundo ele, desde o início da concessão até outubro de 2012 a ALL acumulava dívidas de 237,48 milhões de pesos (US$ 45,5 milhões) com o Estado. O diretor da AGN diz que essa dívida supera em 866% a garantia de cumprimento do contrato.
Despouy também diz que "30% da frota de trens da concessão encontra-se sem possibilidades de uso por manutenção deficiente". Ele afirma que dos 5.246 vagões dados em concessão há uma década e meia, havia somente 3.654 em 2011. Das 143 locomotivas, restam 70.
Além disso, Despouy sustenta que a empresa não fez o total previsto de reparações pesadas dos trilhos, já que de 935 quilômetros apenas 162 quilômetros foram executados. "E este trecho, de forma parcial." O ministério do Interior e Transporte repassará as ferrovias para a Sociedade Belgrano Cargas e Logística S.A,, estatal criada em maio pela presidente Cristina.
Além da rescisão do contrato, a ALL pode ser levada à Justiça pelo governo Kirchner, já que o ministro Randazzo disse que a Secretaria de Transporte e a Comissão Nacional de Regulação do Transporte realizarão um inventário dos bens da concessão. Segundo Randazzo, o governo quer determinar a existência de eventuais danos ou prejuízos ao Estado argentino na concessão à ALL.
Apoios. Francisco Pérez, governador de Mendoza, onde estava a sede da ALL no país, festejou ontem a decisão da presidente, de quem é aliado: "Essa reestatização nos ajudará muito. É um divisor de águas na questão ferroviária argentina", Segundo ele, a reestatização possibilitará "um serviço eficiente".
Apesar da remoção da brasileira ALL da ferrovia, o governador afirma que a linha que chega até Mendoza, no sopé da Cordilheira dos Andes, na fronteira com o Chile, "poderia ser uma saída do Brasil para o Oceano Pacífico".
"La Fraternidad", o sindicato dos ferroviários, também comemorou a reestatização das linhas sob concessão. "O Estado argentino deveria reconstruir todo o sistema ferroviário do país", disse o porta-voz do sindicato, Horacio Caminos.
Fonte - CFVV Sul de Minas via e-mail