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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Argentina - Scioli fica na fente, mas disputará segundo turno com Macri

Internacional

Ontem, seis candidatos disputaram o pleito que decidirá o sucessor da presidenta Cristina Kirchner.Daniel Scioli (governista) ganhou por pouco a votação desse domingo (25) e vai ter que enfrentar o candidato da oposição Mauricio Macri, no próximo dia 22 de novembro.

Monica Yanakiew
Correspondente da Agência Brasil/EBC
foto - ilustração/Web
Pela primeira vez na história da Argentina, uma eleição presidencial vai ser decidida no segundo turno: o candidato governista Daniel Scioli ganhou por pouco a votação desse domingo (25) e vai ter que enfrentar o candidato da oposição Mauricio Macri, no próximo dia 22 de novembro. Na madrugada de hoje (26), com 95% das urnas apuradas, Scioli tinha 37% dos votos e Macri, 35%.
Ontem, seis candidatos disputaram o pleito que decidirá o sucessor da presidenta Cristina Kirchner. A eleição é considerada a mais acirrada em 32 anos de democracia. Scioli, atual governador da província de Buenos Aires, foi o mais votado, mas não conseguiu apoio suficiente para garantir a vitória no primeiro turno. Ele ficou 2 pontos na frente de Macri – prefeito da capital, Buenos Aires, e segundo colocado.
“Os números surpreenderam muitos, inclusive os próprios candidatos”, disse o analista político Rosendo Fraga. “Tanto Scioli quanto Macri não tinham discursos preparados para esses resultados”, destacou.
Nesse domingo, o Partido Justicialista (Peronista), de Cristina Kirchner e Daniel Scioli, também sofreu uma importante derrota: pela primeira vez em 28 anos perdeu o governo da província de Buenos Aires, seu tradicional reduto político. Com um território maior que a Itália, Buenos Aires é a maior e mais rica província argentina: concentra um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do país e 40% dos eleitores.
Além de presidente e vice, os 32 milhões de eleitores argentinos votaram para eleger 103 deputados federais, 24 senadores, 43 legisladores do Parlamento do Mercosul e os governadores de 11 províncias. María Eugenia Vidal, a jovem candidata do conservador partido PRO (de Macri), foi eleita governadora. Ela vai suceder Scioli, que governou a província durante os últimos oito anos.
O fisioterapeuta Felipe Granja acompanhou a apuração das urnas com a família até as três horas da manhã (4h, horário de Brasília). “Cada um de nós votou num candidato diferente: eu escolhi Macri, meu pai votou em Scioli e meu irmão trabalhou na campanha de Sergio Massa [ex-aliado dos Kirchner, que passou para a oposição e foi terceiro colocado]”, contou. “Nenhum de nós imaginava que ia ter tanta surpresa”, completou.

Prévias
Os eleitores argentinos já tinham votado em agosto nas prévias – que, na Argentina, são abertas, simultâneas e obrigatórias – para escolher os candidatos de cada legenda. A maioria achava que a tendência seria mantida. Há dois meses, Scioli foi o mais votado, com 38%, seguido de Macri, com 30%, e de Massa, com 14%. O candidato governista precisava obter 40% dos votos e ter vantagem de 10 pontos em relação ao segundo colocado, para ser eleito presidente no domingo. Em vez disso, ele perdeu um 1 ponto e Macri avançou 5.
Sergio Massa foi o que mais cresceu: obteve 21% dos votos, 6 pontos a mais do que nas prévias e pode se converter no fiel da balança. A partir de hoje, Scioli e Macri vão tentar conquistar os votos do terceiro colocado, que vai reunir seus partidários para decidir que rumo tomar.

Discurso
“O que aconteceu hoje mudou a política deste país”, disse Macri, no discurso que fez quando já sabia que haveria segundo turno e que tinha conseguido eleger a governadora de Buenos Aires.
Scioli também discursou antes do início da divulgação dos primeiros resultados oficiais. “Existem duas visões de país”, disse, ao comparar a proposta de governo dele (a favor dos planos sociais e contrário à privatização das estatais) com as de Macri (que ele diz querer instalar um modelo econômico neoliberal). “Convoco os indecisos e independentes a se somarem ao meu projeto”, pediu.
A campanha para definir qual dos dois ocupará a Casa Rosada começa nesta segunda-feira. Nos últimos 12 anos, o país foi governado por um casal: primeiro por Nestor Kirchner (2003-2007), depois por Cristina Kirchner, que foi reeleita em 2011, meses após a morte do marido. Nesta eleição, o governo conservou a maioria no Senado e a primeira minoria na Câmara dos Deputados. “Mas a essa altura fazer qualquer previsão sobre o que pode acontecer no dia 22 de novembro é, no mínimo, irresponsável”, disse a analista política Mariel Fornoni.
Fonte - Agência  Brasil  26/10/2015

domingo, 9 de agosto de 2015

Mais de 32 milhões de argentinos escolhem candidatos a presidente em primárias

Internacional

Quinze pré-candidatos presidenciais disputam participação nas eleições de outubro.Além dos nomes que competirão à vaga ocupada hoje por Cristina Kirchner, a Paso também apontará os 24 candidatos a senador, 130 a deputado e a lista para a disputa dos 43 assentos no Parlamento do Mercosul.

Da Agência Brasil
Com informações da Télam
Guido Chouela/Ministério do Turismo da Argentina
Mais de 32 milhões de argentinos devem votar hoje (9) em todo o país nas Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso) para definir quem serão os candidatos a presidente e vice-presidente no primeiro turno da eleição geral. Mais de 37% dos eleitores votam em Buenos Aires, o distrito de maior peso, seguido por Córdoba e Santa Fé.
Eleitores das províncias de Buenos Aires, Entre Rios, Catamarca, San Juan, San Luis e Catamarca também elegerão os candidatos a governador e vice-governador. Além dos nomes que competirão à vaga ocupada hoje por Cristina Kirchner, a Paso também apontará os 24 candidatos a senador, 130 a deputado e a lista para a disputa dos 43 assentos no Parlamento do Mercosul.
O número total de pessoas habilitadas a votar é de 32.064.323, segundo a Câmara Nacional Eleitoral. Com 11.867.979 eleitores, a província de Buenos Aires é o distrito eleitoral mais importante na computação de votos. Todos os distritos eleitorais terão eleições para deputados. A disputa pelas vagas do Senado ocorrerá nas províncias de Catamarca, Córdoba, Corrientes, Chubut, La Pampa, Mendoza, Santa Fé e Tucumán.
São 15 pré-candidatos presidenciais que buscam participar do pleito de 25 de outubro. Das 11 chapas ou partidos inscritos na disputa eleitoral, apenas três apresentam mais de um pré-candidato e tentam resolver disputas internas. Cada candidato deve superar o piso mínimo de 1,5% dos votos válidos para que o partido possa competir nas eleições gerais.
A Frente Nacional para a Vitória, que representa o atual governo, deve apresentar uma única chapa presidencial encabeçada pelo governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, e pelo secretário da Comissão Jurídica e Técnica da Presidência, Carlos Zannini.
A aliança Cambiemos terá três candidatos para suceder à presidenta Cristina Kirchner: o chefe de governo de Buenos Aires, Mauricio Macri (PRO), acompanhado por Gabriela Michetti; a deputada Elisa Carrio com Hector "Toty" Flores (Coalizão Cívica) e o presidente do Comitê Nacional da União Cívica Radical, Ernesto Sanz, com Lucas Llach.
As outras duas áreas que apresentam mais de um candidato são Unidos por una Nueva Alternativa (UNA), em que disputam o deputado nacional Sergio Massa (Frente Renovador), acompanhado do prefeito eleito de Salta Gustavo Saenz, e o governador de Córdoba, José Manuel de la Sota, junto com Claudia Rucci. Pela Frente de Izquierda y de los Trabajadores (FIT), concorrem Jorge Altamira (PO) e Juan Carlos Giordano, com Nicolás del Caño (PTS) e Myriam Bregman como vice.
A Aliança Progressista tem como pré-candidata a deputada Margarita Stolbizer (GEN), acompanhada por Miguel Angel Olaviaga. O MST tem Alejandro Bodart-Vilma Ripoll. A aliança Compromiso Federal tem Adolfo Rodriguez Saa, com Liliana Negre de Alonso, e a Frente Popular terá o nome do líder sindical Victor de Gennaro, acompanhado por Evangelina Codoni.
O Nuevo Más apresenta como pré-candidata a dirigente Manuela Castañeira e Jorge Ayala como vice. Pelo Movimiento de Acción Vecinal, disputam Raúl Humberto Albarracín e Gastón Dib. O Partido Popular escolheu Mauricio Yattah e María Belén Moretta como vice.
Fonte - Agência Brasil  09/08/2015

sexta-feira, 6 de março de 2015

Cristina Kirchner defende iniciativa para nacionalizar ferrovias

Internacional

Ao apresentar novos carros trazidos da China para a linha ferroviária que liga Buenos Aires à La Plata (60km ao sul da capital), Cristina declarou estar "muito feliz por oferecer a todos os argentinos a recuperação da administração destas ferrovias por parte do Estado".

R7
foto - ilustração/telam
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que anunciou um projeto de nacionalização das linhas ferroviárias do país durante a abertura do ano legislativo no último domingo, voltou a defender a iniciativa nesta quinta-feira. Ao apresentar novos carros trazidos da China para a linha ferroviária que liga Buenos Aires à La Plata (60km ao sul da capital), Cristina declarou estar "muito feliz por oferecer a todos os argentinos a recuperação da administração destas ferrovias por parte do Estado". A presidente pediu que tanto os funcionários que operam as linhas como os usuários dos trens tenham uma "nova atitude em relação às ferrovias". "Nós, como governantes, demos o pontapé inicial para dizer que temos novas ferrovias argentinas, mas os usuários e os funcionários é que vão consolidar o conceito de que estamos diante de novas ferrovias argentinas", afirmou a presidente. Após o anúncio realizado no domingo, o governo instruiu, mediante uma resolução, que a Operadora Ferroviária Sociedade do Estado (Sofse) tome as medidas necessárias para rescindir os acordos de concessão com as empresas Corredores Ferroviarios S.A. e Argentren S.A. Deste modo, a Sofse passará a administrar os serviços de transporte ferroviários de passageiros das linhas: Mitre, General San Martín, General Roca e Belgrano Sul. A decisão destaca como motivo para a recuperação da gestão das linhas, "a melhora significativa na qualidade do serviço prestado na linha Sarmiento", uma das que ligam a capital com a província de Buenos Aires, nacionalizada após um grave acidente que deixou 50 mortos em 2012.
Fonte - Revista Ferroviária   06/03/2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Cristina fala sobre caso Nisman e promete reestatizar ferrovias

Internacional

Cristina Kirchner revelou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para reestatizar as ferrovias."Hoje é o dia do ferroviário. E vou enviar a esta Casa um projeto de lei para se recuperar, por parte do estado, todas as ferrovias argentinas", anunciou.

Valor Econômico
Opera Mundi
Em seu último discurso como presidente da Argentina na abertura dos trabalhos legislativos, Cristina Kirchner revelou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para reestatizar as ferrovias.
"Hoje é o dia do ferroviário. E vou enviar a esta Casa um projeto de lei para se recuperar, por parte do estado, todas as ferrovias argentinas", anunciou. "Não sou movida por nenhum afã estatista (...). A economia (com a reestatização) será de US$ 415 milhões", disse aos parlamentares e autoridades reunidos no Congresso.

Caso Nisman
Pela primeira vez, Cristina comentou a morte do promotor Alberto Nisman, que foi encontrado sem vida em seu apartamento dias depois de apresentar uma denúncia contra a presidente e outros integrantes do governo por suposto acobertamento dos responsáveis por um atentado à sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em julho de 1994. "Lamento sua morte assim como lamento a morte de qualquer argentino, de qualquer ser humano", afirmou. Ela tocou no assunto quando o discurso já passava de três horas e alguns deputados colocaram cartazes em suas mesas pedindo-lhe que falasse do caso.
"Não preciso de cartaz para falar da AMIA. Disso eu falo desde 1994, pedindo justiça", disse a presidente. "Passaram-se 21 anos e não temos nem um condenado sequer, nem um preso sequer (...) A AMIA não explodiu no nosso governo, explodiu há 21 anos. Há 21 anos os familiares pedem justiça", afirmou, irritada. Nesse contexto, criticou a Corte Suprema pelo atraso no julgamento do caso. "Se há demora, olhem para outro lado, não para este."
A denúncia encaminhada pelo promotor Nisman foi aceita por seu sucessor, Gerardo Pollicita, mas foi posteriormente afastada pelo juiz federal Daniel Rafecas. O magistrado disse não ter encontrado provas de que Cristina tenha cometido algum crime.

China
O discurso de Cristina durou 3 horas e 45 minutos, um recorde para suas falas de abertura do Legislativo. Ela rememorou os feitos de seu governo e do presidente anterior - seu marido, Nestor Kirchner, já falecido. Em um momento, defendeu os acordos comerciais fechados recentemente com a China. "Dentro de cinco anos, a China vai se tornar o ator econômico mais importante. Se a vida toda nos disseram que tínhamos de ter relações carnais com aqueles que não nos dão nada e nos tiram tudo, por que não podemos ter relações normais, comuns, diplomáticas, econômicas e estratégicas com aqueles que querem vir e investir?"
A presidente alfinetou a oposição e a União Industrial Argentina, que já manifestaram preocupação com a possibilidade de os acordos afetarem o emprego e o controle de obras no país. "Não se pode ser tão estúpido, tão subordinado, tão pequeno de cabeça e de neurônios. Por favor, para onde os chineses vão vir? Que medo têm deles?", questionou. "Não se pode tapar o sol com a mão. Quantos de vocês compram de mercados chineses? O que vamos fazer? Ignorá-los?".
Fonte - Revista Ferroviária  01/03/2015