UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Milhares de voos são cancelados por causa da nevasca nos EUA

Internacional


Cerca de 3 mil voos foram cancelados nessa quinta-feira (2) nos Estados Unidos devido à tempestade de neve que atingiu o Nordeste do país, acompanhada de ventos fortes e temperaturas negativas.
A nevasca afeta uma região com cerca de 100 milhões de habitantes...

Da Agência Lusa
Nova York - Cerca de 3 mil voos foram cancelados nessa quinta-feira (2) nos Estados Unidos devido à tempestade de neve que atingiu o Nordeste do país, acompanhada de ventos fortes e temperaturas negativas.
Nova York, Nova Jersey, Pensilvânia e parte da Nova Inglaterra estão sob alerta de tempestade de inverno, que vigora até o meio-dia desta sexta-feira (3).
De acordo com o  - FlightAware.com -, portal especializado que monitora o tráfego aéreo, mais de 500 voos foram cancelados nos aeroportos nova-iorquinos. O aeroporto internacional de Boston também foi afetado, tendo sido anunciada a suspensão de todas as partidas na quinta-feira à noite. Foram ainda cancelados mais de 600 voos previstos para hoje em Nova York e em Boston e cerca de 900 em todo o país.

Segundo as previsões meteorológicas, em Nova York a temperatura deve atingir na noite de sexta-feira para sábado até -13 graus Celsius (°C), mas a sensação térmica será de - 23°C, por causa do vento. A neve deverá atingir uma altura de até 20 centímetros.
A tempestade de neve em Nova York é o primeiro teste para o novo prefeito, Bill de Blasio, que assumiu suas funções na quarta-feira. "Estamos prontos", afirmou ontem, após coletiva de imprensa.
Em Boston, onde a neve também caiu abundantemente nessa quinta-feira, o termômetro deve descer até os 21 °C negativos. Para esta sexta-feira, o presidente da Câmara de Boston, Thomas Menino, ordenou o fechamento das escolas públicas.
O governador do estado de Nova Jersey, Chris Christie, declarou estado de emergência, assim como o governador Andrew Cuomo, no estado de Nova York, que anunciou ainda o fechamento de três vias rápidas, incluindo a de Long Island, onde foi emitido um aviso de neve. O governador de Nova York ativou também o Centro Estadual de Operações de Emergência devido ao mau tempo.
A tempestade de neve afeta uma região com cerca de 100 milhões de habitantes.
Fonte - Agência Brasil  03/01/2014

Degelo na Antártica aumentará o efeito estufa, dizem pesquisadores

Ciência

Heloisa Cristaldo
Repórter da Agência Brasil


Brasília - A Antártica é a maior reserva de água doce da Terra. Seus 14,2 milhões de quilômetros quadrados - 1,6 vezes a extensão territorial do Brasil - são cobertos por uma capa de gelo de 2 quilômetros de espessura média. Além disso, tem as maiores reservas de gelo (90%) e água doce (70%) do planeta. Em seu estado sólido, essas reservas regulam o clima do Hemisfério Sul e distribuem umidade pelo planeta. Também resfriam a atmosfera e retiram carbono, metano e outros gases que influenciam diretamente no efeito estufa.
O Continente Antártico está situado na Região Polar Austral. Ele é formado por uma massa continental localizada quase inteiramente dentro do círculo polar antártico. É cercado pelo Oceano Antártico, de limites imprecisos, formado pelo encontro das águas dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, a chamada Confluência Antártica. 

As temperaturas no verão variam de 0º Celsius (ºC), no litoral, a –32º C no continente e, no inverno, variam de –15º C, no litoral, a –65º C no continente. De acordo com informações de participantes do Seminário Antártica 2048, evento que discutiu a pesquisa na região, a possibilidade de um degelo no continente acionaria um círculo vicioso, de quanto mais degelo, mais carbono e metano seriam jogados na atmosfera e, consequentemente, acarretaria em um maior efeito estufa, temperaturas mais altas e, consequentemente, mais degelo.

Atualmente, 29 países - incluindo o Brasil - mantém bases e desenvolvem pesquisas na Antártica. No verão, essas bases recebem mais de 4 mil pesquisadores, em cooperação científica estabelecida pelo Tratado da Antártica. O tratado de cooperação estabelece uma moratória até 2048 para a exploração de recursos não renováveis na região. O Brasil faz parte deste acordo desde 1975 e deu início ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), em 1982.
Segundo o glaciologista Jefferson Simões, ainda não existe um policiamento do Tratado da Antártica. Para o pesquisador, a qualidade dos estudos e da ciência feitas na região é que determinam o status de um país no Tratado Antártico.
“O Brasil é líder na pesquisa [sobre o Continente Antártico] da América Latina. Grandes conhecimentos da química e da física são feitos na Antártica. Há organismos que estão em estado dormente há mais de 400 mil anos dentro do gelo na Antártica”, explica Simões.
Outro acordo de cooperação para estabelecer procedimentos na região, o Protocolo de Madri, assinado em 1998, determina regras a serem seguidas na execução de pesquisas científicas e no apoio logístico às estações antárticas. O objetivo é proteger a flora e a fauna da região. Há limitações com a eliminação de resíduos e medidas preventivas contra a poluição marinha.
De acordo com a Marinha do Brasil, em três décadas, o Proantar fará uma média anual de 20 projetos de pesquisas nas áreas de oceanografia, biologia, biologia marinha, glaciologia, geologia, meteorologia e arquitetura. Além de pesquisadores e cientistas, o turismo é uma atividade regular que já leva ao continente mais de 40 mil visitantes por ano.
Fonte - Agência Brasil  03/01/2014

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Estação brasileira Comandante Ferraz na Antártica será inaugurada em 2016

Espanha, país massacrado por Franco, faz polêmica com o "jeitinho brasileiro"

Internacional

JB
foto - ilustração
O jornal espanhol El País publicou reportagem neste dia 1º, intitulada “O polêmico ‘jeitinho’ brasileiro”, na qual analisa o comportamento da população e conclui que o artifício, que de tempos pra cá tem sido denegrido, nada mais é do que “arranjar uma saída para uma situação sem saída” e, portanto, tem ares de inteligência, além de uma “criatividade ancestral”.
Embora o texto admita que o jeitinho brasileiro também esteja presente entre os mais ricos, é nos mais pobres que ele se mostra com força. Isso porque, segundo a matéria, os que sofreram uma batalha sangrenta no passado sabem o que é a economia de guerra. Ou seja, os mais pobres, “que sempre foram maioria no Brasil”, não podem hoje ser acusados de resignados, já que o poder segue os negando o essencial, como viver em uma sociedade com igualdade de direitos.
Para esses, com seus direitos renegados, “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”, de acordo com o artigo do El País. E é aí que se mostra o jeitinho brasileiro: eles poderiam estar dispostos a derrubar o poder e ocupar a cidade rica, daqueles que não necessitam de jeitinhos porque lhes sobram recursos e apoios políticos. Mas não o fazem porque possuem esse “pássaro na mão”, que oferece a sensação de que algo está melhorando. No entanto, o artigo acredita que, pouco a pouco, é possível que os brasileiros percebam que melhor que o jeitinho é poder atuar como um cidadão pleno, com direitos e deveres, em uma sociedade que funcione para todos, como foi visto nas manifestações de junho.
Surpreende que tal artigo venha de um jornal espanhol, país cuja população passou 40 anos sendo oprimida pela ditadura de Francisco Franco. Não houve injustiça maior do que a ditadura franquista, e não houve "jeitinho espanhol" nenhum para contornar as dificuldades. Pelo contrário: Franco sequer deixava que seu país se comunicasse com o mundo. Não havia importações, cinemas não passavam filmes estrangeiros, havia apenas dois canais de televisão e também apenas dois jornais - um da monarquia, chamado ABC, e outro do próprio Franco.
O autor da reportagem do El País talvez tenha memória curta, ou tenha vivido no exílio. Não conheceu a repressão sanguinária do seu país. Uma repressão tão violenta que teve no episódio do assassinato do almirante Carrero Blanco um dos mais emblemáticos. No dia 20 de dezembro de 1973, um atentado acabou com a vida do então presidente do governo da Espanha. A explosão foi tão violenta que seu carro voou pelos ares, atingindo 40 metros de altura e passando por cima de um prédio de cinco andares.
Falta autoridade ao país que sofreu uma severa repressão por quase 40 anos - e que passou por uma guerra que matou quase 10% de sua população - para que se faça qualquer tipo de crítica a desigualdades e dificuldades que resultem no "jeitinho brasileiro".
Fonte - Jornal do Brasil  02/01/2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Metrô de Xangai passa a ser primeiro com mais de 500 km

Transportes sobre trilhos


Metrô de Xangai (BBC)

Esta semana, a cidade de Xangai estabelece um novo recorde: com a abertura das linhas 12 e 16, a metrópole chinesa passa a ter o primeiro sistema de metrô do mundo com comprimento total superior a 500 quilômetros. Nos próximos anos, serão adicionados mais 230 km, extensão superior à do metrô de Paris. Enquanto Xangai atinge esta semana 567 quilômetros de trilhos em operações, Londres tem 400 quilômetros, e Nova York, 337 quilômetros. Já o metrô de São Paulo, maior rede do Brasil, tem 74 quilômetros.
Fonte - BBC Brasil  02/01/2014

A desigualdade de renda recente no Brasil e nos EUA

Economia

No primeiro dia do ano, o New York Times publicou texto de Paul Krugman dando conta do aumento da desigualdade de renda nos EUA de 2000 a 2012.

José Carlos Peliano

No primeiro dia deste ano, o jornal The New York Times publicou texto de Paul Krugman dando conta do aumento da desigualdade de renda nos EUA de 2000 a 2012. Neste período os 90% dos indivíduos dos estratos inferiores da população americana passaram a deter de 54,7% a 50,4% da renda total, atingindo uma perda de cerca de 8% em 12 anos.
Interessante observar que, ao contrário deste cenário regressivo da maior potência ainda hegemônica do planeta, o Brasil no mesmo período apresentou uma redução significativa da desigualdade de renda, exatamente pela melhoria dos rendimentos dos mais pobres – não só pelo aumento relativo das rendas da maioria dos indivíduos pertencentes aos grupos que recebem até 2 salários mínimos, mas também e principalmente pela incorporação de mais de 5 milhões de famílias no mercado através do Programa Bolsa Família.
A consequente ampliação exuberante da demanda proporcionada pela melhoria de renda e inclusão de novos consumidores, um dos pilares da nova política econômica posta em prática nas administrações de Lula e Dilma, não é de maneira alguma reconhecida pela grande mídia sequer mencionada pelos economistas da oposição. De fato, essa modificação marcante do perfil da distribuição de renda continuará trazendo benefícios ponderáveis à economia brasileira pelo fortalecimento continuado do mercado interno, a garantia de renda em salários e demais rendimentos e um círculo virtuoso de consumo e produção, o que certamente dará condições para maiores estímulos aos investimentos.
Assim, o primo pobre do sul começa a mostrar ao primo rico do norte que há um caminho alternativo de política econômica que beneficia a economia como um todo a partir do reconhecimento do papel importante desempenhado pelos estratos mais pobres. Simples assim: o impulso sustentado do investimento não precisa sempre e necessariamente vir do consumo, poupança e aplicações dos mais ricos, podendo em momentos de crises, períodos de estagnação ou mesmo de períodos normais vir de ações que estimulem principalmente o consumo dos mais pobres, ainda que sobre espaço para suas pequenas poupanças e aplicações.
Resultado em números da opção da política econômica brasileira na última década em contraste com a dos EUA é que, aqui, a desigualdade cai e a produção industrial sobe (25%), enquanto lá a desigualdade sobe e a capacidade de produção industrial recua 6%. Decisões diferentes, resultados distintos.
Os argumentos de Krugman podem ser resumidos a dois centrais. Primeiro, a queda de 8% na renda dos 90% mais pobres americanos de 2000 a 2012 juntou-se à queda da capacidade de produção da economia em até 6%; o aumento da desigualdade fez mais que a recessão para deprimir as rendas da classe média. Segundo, havia uma bolha de poupança dos mais ricos de 1% amparada por uma bolha de crédito ao consumo dos mais pobres. A crise derrubou a produção, o consumo e a poupança deixando os pobres com as dívidas do crédito e o desemprego.
A mesma crise que assolou os EUA e o mundo também passou por aqui. Só que o crédito aqui, mesmo alimentado pela poupança dos mais ricos, foi direcionado para sustentar e garantir a produção industrial interna, enquanto lá boa parte do crédito ao consumo não ficou no circuito de financiamento industrial do país já que foi direcionado aos compromissos das relações produtivas e comerciais internas com o mercado externo.
A exposição americana ao mercado externo é bem superior a do Brasil. A sustentação do mercado interno brasileiro incentivada pela política econômica contempla todo o setor industrial, mas também os pequenos negócios com ações e instrumentos específicos de crédito, financiamento e garantias de participações em programas e projetos. Um conjunto de medidas desse tipo cria liames sólidos com o restante do complexo industrial. O que proporciona abertura de novas oportunidades, mais trabalhos e empregos, além de salários e rendimentos.
Se os EUA não praticarem uma política econômica voltada também para atender e incluir os mais pobres, a desigualdade tenderá a subir e a produção industrial poderá estagnar, se não alçar voo de galinha, para ficar somente nos termos e argumentos de Krugman. Enfim, o capitalismo continuará o mesmo, tanto lá como aqui, porém menos seletivo, discriminatório e injusto. A maior participação da população no mercado de trabalho, no entanto, pode aproximar os interesses dos cidadãos com os dos consumidores e investidores e daí trazer para a pauta dos direitos e deveres individuais a discussão e a redefinição dos rumos da sociedade e do bem estar social.
(*) José Carlos Peliano é economista
Fonte - Carta Maior 02/01/2014

Resgatados passageiros do navio russo encalhado na Antártida

Notícias

Foram resgatados com sucesso os 52 passageiros do navio russo encalhado na Antártida 






Novas indústrias iniciam produção na Bahia

Economia

Ulisses Dumas | Ag. Bapress | Divulgação
Canteiro de obras da fábrica da Basf em Camaçari: multinacional está investindo R$ 1,2 bi na Bahia

Paula Janay Alves
A Tarde

Apesar dos gargalos, o setor industrial da Bahia vai ganhar fôlego novo em 2014. Pelo menos 19 empreendimentos entrarão em operação este ano, dentre eles o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, em Maragojipe, o Parque Eólico Curva dos Ventos, em Igaporã e Caetité, e a fábrica do grupo O Boticário, em Camaçari.
Também em 2014 serão concluídas as obras da montadora JAC Motors, o polo acrílico da Basf e a nova fábrica de motores da Ford.
Os maiores impactos na economia só serão sentidos a partir de 2015, quando as produções da Basf e a JAC Motors começarem, mas os efeitos imediatos com os investimentos na indústria da construção, contratação e treinamento de pessoal e montagens de equipamentos já começaram no ano passado e continuam em 2014.
Segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Reinaldo Sampaio, a expectativa para 2014 é positiva. "Estamos convencidos que o PIB do Estado continuará avançando além da média do crescimento brasileiro, especificamente o PIB industrial", afirmou.
A fábrica do Grupo O Boticário entra em operação em junho. A capacidade de produção é de 30 milhões de itens de perfumaria e cuidados pessoais por ano. Ao todo, o grupo está investindo R$ 535 milhões na Bahia - R$ 380 milhões na fábrica e R$ 155 milhões em um centro de distribuição em São Gonçalo dos Campos. 

Megaprojeto
Quem passou pela Via Parafuso em setembro passado e viu o transporte dos dois reatores de mais de 300 toneladas pôde ter uma ideia da dimensão do complexo acrílico da Basf, ainda em construção em Camaçari.
Segundo o vice-presidente do Projeto Complexo Acrílico Basf, Willi Nass, atualmente a fábrica já emprega mais de 3 mil trabalhadores em sua construção. "Nós já estamos causando um impacto positivo na economia baiana. Estamos contratando empresas, principalmente de construção civil. Todas 100% baianas", afirma Nass.
Em 2014, a fábrica estará em fase de término das construções e início da montagem mecânica e elétrica. Após a finalização, mais de 230 empregos diretos e 600 indiretos serão gerados. A produção comercial começa em 2015.
Com investimento de R$ 1,2 bilhão (R$ 300 milhões só em 2014), a Basf irá produzir 200 mil toneladas de ácido acrílico por ano. O faturamento previsto é de US$ 300 milhões por ano. "Vamos reduzir as importações que o Brasil faz hoje. Serão menos US$ 200 milhões de importação, que é muito importante na balança comercial", afirma Nass.
A influência na balança comercial se deve à fabricação de superabsorventes, atualmente importado pelas indústrias que utilizam o material para produzir itens como fraldas descartáveis. Além disso, espera-se um aumento de US$ 100 milhões no volume de exportações.
Ainda para a instalação do polo acrílico, foi necessário um investimento de R$ 50 milhões da Braskem, que vai fornecer 100 mil toneladas por ano do propeno, fabricado pela empresa e utilizado como matéria-prima pela Basf.

Automóveis
Com investimento de R$ 1 bilhão, a fábrica da JAC Motors começa a nascer também em 2014. Com a terraplanagem quase finalizada, a estimativa é que a fase de construção civil se inicie, o que vai gerar mais empregos no setor.
Com a planta em operação mais de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos serão gerados. Apesar de só ser inaugurada completamente em 2015, o primeiro carro baiano será lançado em 2014. A produção pode chegar a 80 mil veículos de passeio e 15 mil caminhões.
Já em construção, a nova fábrica de motores da Ford demandou um investimento de R$ 400 milhões e tem previsão de ficar pronta em 2014. A capacidade de produção é de 210 mil motores por ano.
Com os novos projetos, o desafio do Estado agora é melhorar e modernizar a infraestrutura, principalmente portos, rodovias e ferrovias, segundo os empresários.
Fonte - A Tarde  02/01/2014

SuperVia recebe novos carros de passageiros

Transportes sobre trilhos

RF
foto - ilustração
A SuperVia recebeu em dezembro mais quatro carros de passageiros dos 80 carros que foram comprados da Alstom e estão sendo produzidos no Brasil. No início do mês de dezembro, a concessionária carioca já tinha recebido dois carros. Esses carros formarão o primeiro trem desta encomenda.
A previsão é que os primeiros trens comecem a operar no primeiro semestre de 2014. Os 80 carros devem ser entregues até setembro de 2014. Eles contam com ar condicionado, passagem interna entre os carros, sistema que não permitirá a abertura de portas durante as viagens, TVs e painéis de LED, mapa de linhas, circuito interno de câmera e capacidade para transportar até 2.600 passageiros por composição.
A operadora está investindo R$ 280 milhões que, além dos carros, contempla a construção de uma fábrica de montagem de trens nas dependências da oficina de Deodoro, localizada na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Em 2014, além desses 80 novos carros, a concessionária começará a receber outros 240 carros, encomendados da China pelo Governo do Estado, cuja entrega foi antecipada de setembro para o mês de abril.
Fonte - Revista Ferroviária  02/02/2014

Vale vende 26,5% das ações da VLI para Brookfield

Logistica

RF
foto - ilustração
A Vale anunciou em dezembro que fez um acordo com o fundo gerido pela Brookfield Asset Management para a venda de 26,5% de sua participação no capital da VLI, empresa de logística integrada de carga geral controlada pela Vale. O acordo é de R$ 2 bilhões.
Após a conclusão dessa transação, a Vale terá participação de 37,6% na VLI. Em setembro, a empresa anunciou os acordos de transferência de capital de 20% para Mitsui & Co. e de 15,9% para o Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS (FI-FGTS), que é administrado pela Caixa Econômica Federal.
As vendas das ações da VLI ainda estão sujeitas a aprovação dos órgãos governamentais, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Segundo o comunicado da Vale sobre a negociação com a Brookfield, “a venda de participações no capital da VLI é consistente com a estratégia da Vale de reduzir sua exposição a ativos considerados non-core e diminuir significativamente dispêndios futuros de capital em investimentos nesses ativos”.

Vagões Norte-Sul
No final de dezembro, a VLI anunciou que aumentou em 2013 a frota de vagões da Ferrovia Norte Sul (FNS) em 306 unidades, sendo 208 vagões do tipo hopper para o transporte de grãos e 98 vagões tanques para combustíveis. Segundo o gerente da FNS, Leonardo Paiva, com o aumento da frota, a empresa garante atendimento logístico de uma região que está crescendo significativamente no agronegócio brasileiro e também abrindo fronteiras no segmento de combustíveis.
Segundo a empresa, os vagões que estão sendo adquiridos também são mais modernos e com mais capacidade de transporte, garantindo maior produtividade para a ferrovia. Os vagões para grãos podem atingir até 98 toneladas de capacidade cada um. Alguns vagões já estão operando e outros ainda em fase de testes.
Os vagões tanque são utilizados no transporte de combustíveis. Eles podem carregar 116 mil litros, um acréscimo de quase 30% em relação à capacidade volumétrica dos antigos (90 mil litros).
Fonte - Revista Ferroviária  02/01/2014

Mídia sucumbe ao próprio veneno

Mídia

Por Cadu Amaral, em seu blog
foto - ilustração
Para encerrar bem o ano de 2013, a autoproclamada “grande imprensa”, solta seus já conhecidos sambas de uma nota só. Além de um provável programa no Fantástico (?) da Globo sobre a mãe de Joaquim Barbosa, que pode ser candidato à presidência em 2014, uma lista com nomes para participarem dos jogos bobocas do Programa do Faustão em que nela aparece Aécio Neves (PSDB) e as equipe são nas cores azul e amarelo. Coincidência?
O canal de tevê fechada GloboNews, em seu programa Painel, apresentado pelo apresentador mais próximo dos EUA no país, William Waack, apresentou um “debate” sobre direita e esquerda.
Como não podia deixar de ser, senão não era a Globo, todos os três “debatedores” eram de direita, entre eles o Reinaldo Azevedo, de Veja. Junte isso ao próprio apresentador e tivemos, por quase cinquenta minutos, quatro pessoas tentando destruir o espectro ideológico de esquerda no Brasil. Se a Globo tive o mínimo de senso de ridículo, ao menos um dos convidados seria de esquerda. Porém pedir o senso de ridículo à Globo é pedir demais. Seja na quantidade que for.
*Entre as inúmeras baboseiras que soltavam em rede nacional de tevê fechada, estava a de que “os esquerdista não sabem lidar com a diferença”. Pois é, falaram isso durante um programa para debater direita e esquerda e que só participaram debatedores de direita. Isso sim é saber lidar com as diferenças, não acham?
Outra bobagem ditas pelos “entendedores” de linhas ideológicas foi a de que o Brasil é “um país de esquerdista” e “ser liberal é ser revolucionário”. Seria cômico se não fosse trágico.
O programa Painel, da GloboNews, é a prova material do que disse Márcio Pochmann, da Fundação Perseu Abramo, à revista Fórum, sobre a imprensa no Brasil.
“Os jornais que temos hoje também escrevem para os seus militantes, escrevem o que eles querem ouvir, e por isso esses jornais estão com dificuldades para ampliar o seu número de leitores, é por isso que os jovens não interagem com esses jornais. Mas eles têm um público cativo, e para manter esse público cativo ficam alimentando uma visão que é, a meu ver, insustentável, isso não tem futuro. Estamos assistindo ao fim desse tipo de imprensa. Está em construção uma outra imprensa, uma outra cobertura, que é a coisa digital e isso também está em construção", afirmou Pochmann.
Por essas e outras que a internet vem ganhando o terreno da televisão como mídia mais consumida pelos brasileiros. De acordo com o um estudo realizado pelo IAB Brasil em parceria com a comScore chamado “Brasil Conectado – Hábitos de Consumo de Mídia”. Hoje no país, cerca de 100 milhões de pessoas, 82% dos entrevistados, se informam e se entretém pela internet.
Enquanto que, em 2013, a audiência da Globo foi a pior da História, principalmente de seu principal programa, o Jornal Nacional. Entre 2012 e 2013, a audiência caiu cerca de 18,4%. No acumulado da década, a queda foi de quase 30%. O Fantástico sua horrores para chegar a 20 pontos.
Lógica natural de uma mídia que tenta convencer as pessoas de uma realidade que não existe. Que é extremamente panfletária, mas jura de pés juntos ser imparcial e compromissada com a informação e a verdade factual. Provavelmente por acreditar que seus telespectadores, ouvintes e leitores tenham a capacidade intelectual do personagem de desenho animado Homer Simpson.
Como o próximo ano é eleitoral, a postura da “grande imprensa” deverá ser o mesmo e seguindo o mesmo comportamento sua audiência cairá ainda mais. Ela não é uma grande imprensa, não trata os temas de forma grandiosa, completa, com a finalidade que deveria. Ela é apenas uma imprensa grande, graças inclusive ao golpe de 1964. Mas do jeito que vai, nem uma imprensa grande será mais. E em menos tempo do que se pensa.
*  Grifos Pregopontocom
Fonte - Blog do Miro 02/01/2014

Cai número de acidentes e mortes em rodovias durante festas de fim de ano

Transito 


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 6.651 acidentes nas rodovias federais brasileiras e 380 mortes durante o período das festas de Natal e Ano-Novo. Em 2012, foram 7.407 acidentes e 420 óbitos. O balanço da Operação Rodovida indica ainda que 4.352 pessoas ficaram feridas, contra 4.642 do ano anterior...

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Durante as festas de final de ano foram registrados 6.651 acidentes nas rodovias federais brasileiras e 380 mortes, segundo balanço que será divulgado hoje (2) às 11h pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em 2012, foram 7.407 acidentes e 420 mortes.
Ainda de acordo com a PRF, esses acidentes resultaram em 4.352 pessoas feridas, ante os 4.642 registrados em 2012. Os números, referentes ao período entre os dias 20 de dezembro e 1º de janeiro, fazem parte da Operação Rodovida, que conta com a ajuda da União, estados e municípios.
Com esta iniciativa, a PRF busca diminuir a violência no trânsito das rodovias federais, principalmente durante as comemorações de final de ano, férias escolares de janeiro e carnaval.
Fonte - Agência Brasil   02/01/2014

O futuro dos caminhões

Os trucks do futuro

Turistas estrangeiros devem injetar US$ 9,2 bilhões na economia brasileira em 2014

Economia

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio de Janeiro – Os turistas estrangeiros devem injetar US$ 9,2 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões) na economia brasileira em 2014, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur). Caso a previsão seja confirmada, isso representará um crescimento de 38,5% em relação a 2012, quando foram geradas US$ 6,64 bilhões (R$ 15,6 bilhões) em divisas internacionais.
Em 2013, até novembro, o turismo estrangeiro movimentou US$ 6,13 bilhões (R$ 14,4 bilhões) no país. A expectativa é que feche o ano entre US$ 6,6 bilhões e US$ 7,7 bilhões (cerca de R$ 18 bilhões).
Parte dos recursos previstos para 2014 serão gerados pela Copa do Mundo da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que ocorre de 12 de junho a 13 de julho em 12 cidades brasileiras. Em todo o ano de 2014 são esperados 7 milhões de turistas estrangeiros no país, um recorde.
“A presença de 7 milhões de turistas significa provavelmente a geração de recursos superiores à indústria automobilística e à indústria de papel e celulose no Brasil, mostrando a importância econômica do turismo e, portanto, a necessidade de haver investimentos públicos e privados, como vem ocorrendo na expansão da rede hoteleira”, disse o presidente da Embratur, Flavio Dino.
Segundo Dino, é preciso receber bem o turista estrangeiro e, para isso, é necessário ampliar investimentos em infraestrutura (como aeroportos) e ensinar línguas estrangeiras a profissionais que têm contato com esses turistas.
“Tenho muita confiança na necessidade de haver investimentos e a competitividade, ou seja, haver políticas públicas e ações privadas que garantam preços justos, para que esses turistas possam ser bem acolhidos e também economicamente estimulados a voltar ao Brasil”, disse Dino.
Fonte - Agência Brasil  01/01/2014

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Derrotas dos barões da mídia em 2013

Política


Por Altamiro Borges
Em 2013, o debate sobre o poder ditatorial dos meios de comunicação e sobre a urgência da regulação democrática da mídia ganhou impulso no mundo inteiro. Até o Reino Unido, chocado com os escândalos de corrupção e invasão de privacidade do império de Rupert Murdoch, aprovou uma dura legislação. A Rainha Elizabeth 2ª se tornou, na visão dos barões da mídia, a nova “chavista” do planeta. Os avanços mais sensíveis se deram na América Latina. Infelizmente, o Brasil se manteve na posição da “vanguarda do atraso” no enfrentamento desta questão estratégica.
O “Royal Charter” britânico
A nova legislação britânica, assinada em outubro, cria um órgão regulador para a mídia imprensa, estabelece um código de ética para os veículos e fixa multas de até R$ 3,7 milhões para os crimes da imprensa. Ela se soma à regulação já existente há décadas sobre as concessões públicas de rádio e televisão. Os abusos da mídia britânica, principalmente do império Murdoch – o maior do planeta – resultaram num fato inédito. A nova lei foi elaborada pelo governo conservador de David Cameron, obteve o apoio da oposição trabalhista e foi assinada pela Rainha Elizabeth.
Os monopólios do setor fizeram de tudo para sabotar a nova lei. Ingressaram na Justiça, pressionaram parlamentares e até atacaram a “sagrada” monarquia britânica. A pressão, porém, não evitou que a rainha ratificasse a “Royal Charter”, a carta real sobre a mídia imprensa. Os poderes públicos se viram pressionados pela sociedade, que não engoliu os crimes praticados pelo jornal “News of the Word”, do empresário australiano Rupert Murdoch. O tabloide, que subornou e grampeou telefones ilegalmente, inclusive foi fechado e seus diretores podem ir para a cadeia.
Pela lei aprovada, o novo órgão regulador poderá aplicar multas de até 1 milhão de libras (R$ 3,7 milhões), além de impor correções e pedidos de desculpas por parte de jornais e revistas com o mesmo destaque dado pelas matérias caluniosas. Ele será composto por integrantes indicados de forma independente, sendo vedada a participação de editores dos veículos privados. Já o código de ética exige “respeito pela privacidade onde não houver suficiente justificativa de interesse público”. Qualquer pessoa que alegar ter sido atingida por reportagens poderá acionar o órgão.
A defesa do pluralismo na Europa
As derrotas dos barões da mídia não se deram apenas no Reino Unido. Em vários países tão badalados como expressão da “democracia liberal” também ocorreram importantes revezes em 2013. Outro destaque do ano, simplesmente ocultado pela imprensa brasileira, foi a aprovação do relatório “Uma mídia livre e pluralista para sustentar a democracia europeia”, em janeiro do ano passado. O documento foi elaborado por um grupo de alto nível (HLG) constituído no âmbito da União Europeia e faz trinta recomendações sobre a regulação democrática da mídia.
Entre outros pontos, o relatório realça que “o conceito de liberdade de mídia está intimamente relacionado à noção de liberdade de expressão, mas não é idêntico a ela. A última está entronizada nos valores e direitos fundamentais da Europa: ‘Todos têm direito à liberdade de expressão... Pluralismo na mídia é um conceito que vai muito além da propriedade... Pluralismo inclui todas as medidas que garantam o acesso dos cidadãos a uma variedade de fontes e vozes de informação, permitindo a eles que formem opiniões sem a influência indevida de um poder dominante”.
Para o desespero dos barões da mídia, o documento propõe a introdução da educação para a leitura crítica da mídia nas escolas secundárias; o monitoramento permanente do conteúdo da mídia por parte de organismo oficial; a total neutralidade de rede na internet; a provisão de fundos estatais para o financiamento da mídia alternativa que seja inviável comercialmente, mas essencial ao pluralismo; a existência de mecanismos que garantam a identificação dos responsáveis por calúnias e a garantia da resposta e da retratação de acusações indevidas.
“Todos os países da União Europeia deveriam ter conselho de mídia independente, cujos membros tenham origem política e cultural equilibrada, assim como sejam socialmente diversificados. Esses organismos teriam competência para investigar reclamações (...), mas também certificariam de que as organizações de mídia publicaram seus códigos de conduta e revelaram detalhes sobre propriedade... Os conselhos de mídia devem ter poderes legais, tais como imposição de multas, determinar a publicação de justificativas e cassação do status jornalístico”, afirma o relatório.
Espionagem e atritos nos EUA
Se na Europa o debate sobre a regulação democrática da mídia produziu alguma luz, na pretensa “pátria da democracia”, os EUA, ele só gerou atritos e nada de concreto. Mesmo assim, o tema esteve na ordem do dia. Durante vários meses, o presidente Barack Obama e os impérios midiáticos se digladiaram. O governo acusou abertamente a rede Fox, do mesmo Rupert Murdoch, de se transformar no braço político do Partido Republicano e da sua corrente mais fascistoide, o Tea Party. Já os veículos acusaram a Casa Branca de monitorar os seus repórteres e promover retaliações.
Em junho passado, num fato inédito, as corporações midiáticas chegaram a boicotar uma reunião com o secretário de Justiça, Eric Holder. A crise decorreu das revelações de que o governo espionava jornalistas. A agência de notícias Associated Press e a TV Fox News tiveram telefonemas e e-mails de seus repórteres monitorados pelo Departamento de Justiça, que investigava o vazamento de informações consideradas confidenciais pelo governo. Diante do escândalo, que desmistifica a “pátria da democracia”, Barack Obama aceitou conter as medidas de monitoramento.
O armistício, porém, não soluciona os crescentes atritos entre o governo dos EUA e as poderosas corporações midiáticas. Estudos indicam que a concentração do setor tem aumentado no país, reforçando assustadoramente o poder destes impérios. Mais de 120 jornais faliram nos últimos anos e apenas os grandes sobrevivem à avassaladora crise da mídia impressa. Já as emissoras de televisão “atravessam intensa concentração nos EUA”, segundo reportagem de Nelson de Sá, publicada em julho passado na Folha.
Através de aquisições e fusões, a mídia fica ainda mais monopolizada. Nelson de Sá cita dois exemplos nos setores de TV a cabo e TV aberta. “No primeiro, a Charter, controlada por John Malone, tenta comprar o serviço da Time Warner. Negócios semelhantes estariam sendo discutidos entre a Cablevisión e a Cox e, no âmbito das operadoras de TV por satélite, entre a Dish e a DirecTV. No segundo setor, pequenos grupos de emissoras abertas estão se consolidando em grupos maiores, como na compra das 19 estações do Local TV pelo Tribune por US$ 2,7 bilhões”.
* No próximo artigo, as derrotas dos barões da mídia na América Latina.
Fonte - Blog do Miro 01/01/2013

Plataforma P-55 começa a operar no Campo de Roncador

Economia

Vitor Abdala
Agência Brasil
Rio de Janeiro – A plataforma P-55, da Petrobras, entrou em operação ontem (31) no Campo de Roncador, na Bacia de Campos. Segundo a empresa, a plataforma pode processar 180 mil barris de petróleo e comprimir 6 milhões de metros cúbicos de gás natural.
No Campo de Roncador, estão em operação duas plataformas (P-52 e P-54). Uma quarta, a P-62, deixou o estaleiro em Ipojuca, em Pernambuco e está sendo levada para a Bacia de Campos.
De acordo com a Petrobras, a obra da P-55 integra o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. A construção e a integração dos módulos da plataforma foram feitos no Brasil. A unidade teve índice de conteúdo local de 79%.

foto - ilustração
Fonte - EBC  01/01/2013