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domingo, 13 de maio de 2018

Primeiro navio hidrofólio de nova geração russo termina testes na Crimeia

Transporte hidroviário  🚢

O navio de passageiros hidrofólio Kometa 120M passou os testes de navegação no mar Negro. Segundo o consórcio Kalashnikov, proprietário da empresa de construção naval Vympel, a fase de testes mostrou que tudo correu como estava previsto, e em breve pode começar a produção em série destes navios.

Sputnik
imagem/YouTube
O design desses navios aproveita as leis da hidrodinâmica para se elevar acima da água através de "asas" submersas. A diminuição da resistência à água contra a fuselagem permite à embarcação atingir velocidades superiores aos navios convencionais.
O primeiro Kometa 120M foi lançado à água em outubro de 2017 e passou o mês de abril junto ao litoral da península da Crimeia. Durante os ensaios, todos os sistemas e equipamentos a bordo funcionaram com normalidade e confirmaram suas caraterísticas, informou o comunicado do Kalashnikov.
O último teste do navio será avaliar o seu desempenho em alto mar com ondas de 2,5 metros de altura, o limite estabelecido para o deslocamento em modo de hidrofólio.
Depois disso, o Kometa receberá o acabamento final e será entregue à empresa operadora de viagens Yalta-Sevastopol, na costa da Crimeia. Outros cinco navios já estão em produção. Conforme está planejado, o lote será composto por 20 embarcações no total.
Os navios Kometa 120M são projetados para transporte de passageiros nas zonas marítimas costeiras.
Eles são capazes de acomodar até 120 passageiros e podem alcançar a velocidade de 65 quilômetros por hora. Para tornar as viagens mais confortáveis, o interior do navio tem ar condicionado e a própria embarcação está equipada com sistemas automáticos de redução de oscilações e sobrecargas.
A indústria naval russa voltou a produzir navios hidrofólios, popularizados na época soviética, e admirados por sua velocidade e design emblemático.
Fonte  - Sputnik   13/05/2018


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Saga de Natal de navios presos no gelo da Antártica chega ao fim

Internacional

AFP - Agence France-Presse
Foto: footloosefotography.com/AFP/
Arquivos Andrew Peacock
O navio russo "Akademik Shokalskiy", preso no gelo desde 24 de dezembro de 2013, foi liberado nesta quarta-feira depois de uma complexa operação que envolveu diversos países, na Antártica.
A saga de Natal da Antártica, protagonizada por várias embarcações presas pelo gelo polar, terminou nesta quarta-feira após a libertação por seus próprios meios do navio russo bloqueado desde o dia 24 de dezembro, anunciaram as autoridades australianas.
Uma complexa operação de ajuda dirigida pela Austrália mobilizou durante duas semanas importantes meios humanos e materiais para tentar desbloquear o "Akademik Chokalskii", imobilizado 100 km a leste da base francesa Dumont d'Urville.
Depois do "Astrolabe" francês e do "Aurora" australiano, muito leves para perfurar a espessa camada de gelo, o quebra-gelos chinês "Xue Long" se aventurou a se aproximar da embarcação russa.
Seu helicóptero permitiu a retirada na semana passada dos 52 passageiros, turistas e cientistas, ao "Aurora", mas o "Xue Long" ficou preso, por sua vez, no inferno branco da Antártica.
Pequim anunciou na terça-feira que conseguiu abrir passagem em direção às águas nas quais pode navegar livremente.
A Autoridade Australiana de Segurança Marítima (AMSA) confirmou nesta quarta-feira a colocação em movimento do "Akademik Chokalskii".
Os barcos chinês e russo "se libertaram do gelo na Antártica e já não precisam de ajuda", indicou.
Um quebra-gelos dos serviços da guarda-costeira americana, o "Polar Star", que se dirigia à zona para tentar abrir um caminho aos barcos em apuros, retomou sua missão inicial e se dirigia à base americana McMurdo.
O capitão do barco russo, Igor Kiselev, informou na terça-feira sobre o aparecimento de uma rachadura no gelo que lhe permitiu começar a se deslocar lentamente, e estava se dirigindo à Nova Zelândia.
A expedição do "Akademik Shokalskiy", destinada a reproduzir as experiências científicas realizadas há um século pelo explorador australiano Douglas Mawson, foi muito criticada na Austrália por ter desviado de sua rota vários quebra-gelos científicos para ir em sua ajuda.
Estas operações atrasaram missões científicas na Antártica, e vários projetos foram cancelados porque a temporada para realizá-los é relativamente curta.
Fonte - Diário de Pernambuco  08/01/2014

sábado, 28 de dezembro de 2013

Navio russo de cientistas preso no gelo da Antártica aguarda ajuda australiana

Internacional

Da Agência Lusa
foto - jornal de notícias
Lisboa - Os tripulantes do navio russo MV Akademik Shokalskiy, preso no gelo da Antártica desde terça-feira (24), aguardam uma nova tentativa de resgate liderada por um navio quebra-gelo australiano, depois do fracasso da operação conduzida por uma embarcação chinesa.
A nova tentativa de resgate das 74 pessoas (cientistas, turistas e membros da tripulação), que participam de uma expedição científica na região, está prevista para este domingo (29).
Na sexta-feira (27), o navio quebra-gelo chinês Snow Dragon não conseguiu atravessar uma camada muito espessa de gelo e encalhou. A embarcação chinesa foi obrigada a desistir da operação de resgate.
Um passageiro relatou que as pessoas ficaram frustradas ao perceberem que o navio chinês não ia conseguir concretizar a operação de resgate.
O MV Akademik Shokalskiy ficou preso no gelo a cerca de 100 milhas náuticas a leste da base francesa de Dumont D'Urville.
Após o pedido de ajuda do navio russo, três navios quebra-gelo seguiram para a região: o chinês Snow Dragon, o francês Astrolabe e o australiano Aurora Australis.
Fonte - Agência Brasil  28/12/2013