quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Transporte público de Curitiba recebe 928 reclamações por mês

Transportes

Entre janeiro e julho de 2015, os usuários do transporte coletivo de Curitiba registraram 6.499 reclamações sobre o serviço, uma média de 928 por mês, ou 31 por dia. As principais reclamações tem relação com o tratamento dispensado pelos funcionários das empresas e os atrasos e supressões de horários de ônibus. Na comparação com o mesmo período do ano passado, porém, houve uma queda de 34% no número de ocorrências.

Rodolfo Luis Kowalski - Bem Paraná

De acordo com levantamento feito pela Urbs, entre janeiro e julho de 2014 foram transportados 289,9 milhões de passageiros, totalizando 2,8 milhões de viagens e 9.987 reclamações, o que representa uma reclamação a cada 29,3 mil passageiros transportados ou uma reclamação a cada 281 viagens. Em 2015, o número de passageiros registrou leve queda, com 276,4 milhões de pessoas transportadas, enquanto as viagens totalizaram 2,7 milhões. Isso significa uma reclamação a cada 45,5 mil passageiros ou uma reclamação a cada 415 viagens.
Ao todo, 34% das reclamações tem relação direta com a postura de motoristas e cobradores de ônibus. A reclamação mais comum dos usuários, responsável por quase 18% das ocorrências (1.150 reclamações), é a recusa de embarque de passageiros sem motivo aparente. No ano passado, quando a ocorrência também liderou o ranking de reclamações, haviam sido feitos 1.980 registros.
Outra reclamação recorrente diz respeito à “falta de urbanidade” de quem trabalha no transporte coletivo. Desde o ano passado, porém, esse tipo de ocorrência registrou queda de 44%, totalizando 478 reclamações em 2015 contra 849 em 2014. Motoristas de ônibus dirigindo inadequadamente, com risco de acidente, também é algo aparentemente comum. Foram 588 ocorrências neste ano e 801 no ano passado.

Os números
34% das reclamações tem relação direta com a postura de motoristas e cobradores de ônibus.
276,4 milhoes de pessoas foram transportadas entre janeiro e julho de 2015, enquanto as viagens totalizaram 2,7 milhões.
57% foi a queda de reclamações sobre atraso dos ônibus em 2015 em relação ao mesmo período do ano passado.
156 o caminho mais fácil para fazer uma reclamção sobre o transporte coletivo de Curitiba. Na sede da Urbs, também há local para reclamar.
Fonte - Blog meu Transporte  22/09/2015

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Rio de Janeiro atinge marca de 400 quilômetros de ciclovias

Mobilidade

O trecho inaugurado hoje tem 10,4 quilômetros de extensão e a cidade soma, agora, 400 km de ciclovias.Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em sete anos, o Rio ganhou 250 km de vias para bicicletas: em 2008 a malha cicloviária era de apenas 150 km. A meta do governo é atingir, até 2016, 450 km de extensão.

Da Agência Brasil
O trecho inaugurado hoje liga os bairros de Laranjeiras,
 Cosme Velho, Flamengo e Botafogo
 (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
O Dia Mundial sem Carro, celebrado hoje (22) em cidades do mundo todo, também é motivo de comemoração no Rio de Janeiro: a cidade alcançou a marca de 400 quilômetros (km) de ciclovias, com a inauguração de uma rota de 10,4 km, que liga os bairros de Laranjeiras, Cosme Velho, Flamengo e Botafogo, na zona sul do Rio.
Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, em sete anos, o Rio ganhou 250 km de vias para bicicletas: em 2008 a malha cicloviária era de apenas 150 km. A meta do governo é atingir, até 2016, 450 km de extensão.
“O Rio está se colocando entre as grandes cidades do mundo que tentam valorizar o ciclista", disse o arquiteto Igor Miranda, 25 anos, que utiliza a bicicleta em vários dias da semana para se locomover. Ele elogiou a expansão da malha cicloviária, mas fez um alerta, especificamente, sobre a rota inaugurada hoje. "Essa aqui de Laranjeiras tem partes boas sim, mas tem algumas [partes] em que o ciclista se sente inseguro por ter que competir com carros, motos e ônibus. Os motoristas geralmente não respeitam o nosso espaço na via, xingam a gente, passam tirando fino. É complicado”, lamentou.

(Tânia Rêgo/Agencia Brasil)
Usuários elogiaram a malha viária do Rio de Janeiro, mas manifestaram preocupação com a segurança do ciclista no novo trecho de ciclovia inaugurado hoje, que divide espaço com carros, ônibus e pedestres

O ciclista Vanderlei José Torroni, que mora em São Paulo e trabalha com a instalação de bicicletários, veio para a data ao Rio de Janeiro e acredita que a cidade merece o título de capital latino-americana em ciclovias. “Sem dúvida ela merece esse título, porque para todo lugar que eu olho eu vejo ciclovias, ciclorrotas, bicicletários, etc". O ciclista, no entanto, reforçou a preocupação com a segurança, expressa por outros ciclistas que usaram a nova rota. "Falando especificamente da [ciclovia] que está sendo inaugurada hoje, não dá pra dizer que é totalmente segura. Observei que rola uma disputa com os motoristas e, nas áreas em que passa pela calçada, com os pedestres também. Mas isso já é uma questão de educação”.
O subsecretário municipal de Meio Ambiente, Altamirando Moraes, falou sobre a importância de se buscar alternativas de transporte ao carro, que é uma opção muito poluente. "São gases que vão para a atmosfera, fechando-a, fazendo com que tenhamos um planeta cada vez mais quente e com muitas mudanças climáticas. Enfim, são várias consequências que podem até vir a impossibilitar a vida no futuro. Então, é importante que a população busque outros meios, para que o carro seja usado de maneira consciente, racional, fazendo com que esses efeitos diminuam. Temos que fazer a nossa parte”, finalizou.

Fonte - Agência Brasil  22/09/2015

Definido planejamento aéreo para Jogos Olímpicos e Paralímpicos

Infraestrutura

Ao todo, 39 aeroportos terão operação padronizada para receber mais de dois milhões de pessoas.O governo federal lançou, nesta terça-feira (22), o Manual de Planejamento do Setor de Aviação Civil para o período. 

Natália Pianegonda - Agência CNT 
foto - Divulgação/SAC
As principais estratégias para garantir a normalidade das operações aéreas no período dos Jogos Olímpicos e dos Jogos Paralímpicos de 2016 já estão definidas. O governo federal lançou, nesta terça-feira (22), o Manual de Planejamento do Setor de Aviação Civil para o período. O documento, estabelece como se dará a ação coordenada e integrada entre operadores aeroportuários e órgãos do sistema nacional de aviação civil.
A estimativa é que o público dos Jogos Rio 2016 ultrapasse 2,3 milhões de pessoas. Ao todo, 39 aeroportos serão impactados pelo aumento na demanda. As três principais portas de entrada serão as do Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Guarulhos, em São Paulo. Outros seis também receberão equipes em razão da realização de disputas das Olimpíadas nessas cidades, que são os de Brasília (DF), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Manaus (AM) e São Paulo (SP). Os demais poderão ser utilizados para desembarque ou estacionamento de aeronaves.
Conforme o ministro da SAC (Secretaria de Aviação Civil), Eliseu Padilha, o lançamento do manual ocorre a 300 dias dos eventos para permitir o aperfeiçoamento do plano. “Ainda não temos convicção plena de que tudo está certo e acabado. Novas contribuições poderão ser feitas para que esse planejamento possa ser aprimorado”, diz Padilha.
Mais de 1,1 mil vagas extras para estacionamento de aeronaves serão criadas, um incremento de 130% em relação ao usual. Somente nos aeroportos do Rio, serão processadas 4,7 milhões de bagagens. Ao todo, 400 autoridades estrangeiras são esperadas e alterações em suas agendas podem exigir mudanças repentinas no planejamento logísticos dos terminais por onde chegarão ao Brasil.
Ao todo, 2,2 mil controladores de voo estarão mobilizados 24 horas por dia, enquanto durarem os jogos.
De acordo com a SAC, desde 2011, R$ 15 bilhões de investimentos foram feitos nos aeroportos. No Galeão, recentemente concedido à iniciativa privada, R$ 2 bilhões serão aplicados até o ano que vem.

Desafios
O manual é resultado da experiência do Brasil com grandes eventos, como a Rio+20, Copa das Confederações e Copa do Mundo. No entanto, a Olimpíada exigirá uma atuação diferenciada, como a recepção de equipamentos pouco comuns e de animais, para provas específicas, além das equipes para os Jogos Paralímpicos.
O secretário executivo da SAC, Guilherme Ramalho, afirma que os desafios são novos. Mas diz que os órgãos da aviação e as empresas aéreas estão preparados. “Há investimento, há planejamento. Agora, tem que ter execução”, ressalta, ao explicar que haverá reforço de equipamentos voltados ao atendimento do público com dificuldade de locomoção.
Fonte - Agência CNT de Notícias  22/09/2015

Companhia ferroviária francesa é condenada por discriminação

Internacional

Mais de 800 ferroviários apresentaram demandas por considerar que estavam prejudicados em suas carreiras e em suas aposentadorias devido a sua nacionalidade. O tribunal deu razão a noventa por cento deles, indicou um dos membros do tribunal trabalhista.

AFP - RF
foto - ilustração
A companhia ferroviária francesa SNCF foi condenada nesta segunda-feira por discriminação de centenas de ferroviários marroquinos ou de origem marroquina contratados no início dos anos 1970, anunciou o tribunal trabalhista de Paris.
Mais de 800 ferroviários apresentaram demandas por considerar que estavam prejudicados em suas carreiras e em suas aposentadorias devido a sua nacionalidade. O tribunal deu razão a noventa por cento deles, indicou um dos membros do tribunal trabalhista.
A SNCF foi condenada por "discriminação na execução do contrato de trabalho" e "nos direitos à aposentadoria", segundo o veredicto, que a AFP pôde consultar.
O montante das indenizações por perdas e danos aos demandantes vai de 150.000 a 230.000 euros.
Um total de 150 demandantes acompanharam o anúncio da decisão do tribunal trabalhista, que foi recebido com aplausos.
Os demandantes, imigrantes marroquinos que chegaram à França no início dos anos 70, eram funcionários com contratos privados, e não com os que são aplicados na França aos ferroviários, mais vantajosos.
Fonte - Revista Ferroviária  22/09/2015

Volkswagen: 11 milhões de tiveram sistema de emissão de gases adulterado

Internacional

A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA) dos Estados Unidos acusou, na sexta-feira (18), a empresa de adulterar o desempenho dos motores em termos de emissões de gases poluentes por meio de um software incorporado no veículo. A alteração pode resultar em multa de até US$ 18 bilhões (cerca de 15,9 bilhões de euros ao câmbio de hoje).

Da Agência Brasil*
O grupo alemão Volkswagen anunciou hoje (22) que mais de 11 milhões de carros a diesel em todo o mundo foram equipados com um tipo de motor que poderia distorcer os dados de emissão de gases.
Em comunicado, a fabricante faz questão de esclarecer que "os veículos novos do grupo Volkswagen com motores diesel UE 6, atualmente disponíveis na União Europeia, estão em conformidade com os requisitos legais e as normas ambientais", mas que os veículos "com motores tipo EA 189, envolvendo cerca de 11 milhões de automóveis em todo o mundo" poderão ter discrepâncias nos dados das emissões.
A Volkswagen acrescenta que trabalha "intensamente para eliminar as discrepâncias através de medidas técnicas", e está em contato com as autoridades competentes, principalmente da KBA (Autoridade Federal Alemã de Transportes).
A Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA) dos Estados Unidos acusou, na sexta-feira (18), a empresa de adulterar o desempenho dos motores em termos de emissões de gases poluentes por meio de um software incorporado no veículo. A alteração pode resultar em multa de até US$ 18 bilhões (cerca de 15,9 bilhões de euros ao câmbio de hoje).
O presidente do grupo Volkswagen, Martin Winterkorn, reconheceu que a empresa adulterou os dados e lamentou no domingo (20) por ter "quebrado a confiança" dos clientes e do público em geral, depois das acusações das autoridades norte-americanas.
A marca suspendeu as vendas dos modelos dos carros envolvidos, que eram o foco dos esforços de Winterkorn para recuperar o mercado nos Estados Unidos. A estratégia da Volkswagen para o mercado norte-americano previa vender carros a diesel com motores poderosos e poucas emissões de gases – uma forma de ganhar cota, já que no ano passado as vendas nos Estados Unidos tinham caído 10%, para 366.970 unidades.
No entanto, a Volkswagen não especificou quantos modelos serão afetados pela decisão, mas alguns dos veículos que incluem esse motor são o Golf, Jetta, Beetle da Volkswagen e o Audi A3.

Alemanha
A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu nesta terça-feira à Volkswagen que garanta "transparência total" no caso. "Devido à situação difícil, é essencial agora garantir transparência total para esclarecer o assunto", afirmou a chanceler em uma coletiva de imprensa em Berlim, ao acrescentar que o ministro dos Transportes alemão, Alexander Dobrindt, está em contato com a empresa. "Espero que os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível", afirmou.

Coreia do Sul
Representantes da Volkswagen foram convocados pelo governo sul-coreano para discutir os testes de emissão de poluentes depois de a fabricante ter sido acusada de manipular os resultados. “Chamamos os representantes da Volkswagen e os seus engenheiros ao ministério para uma reunião na quarta-feira”, disse o vice-ministro, Park Pan-Kyu. “Vamos começar a fazer testes, o mais tardar, no próximo mês, e anunciar os resultados no final de novembro”, acrescentou.
Segundo Park, é ainda muito cedo para dizer que tipo de medidas punitivas o governo pode aplicar à empresa. Aproximadamente, 59 mil desses modelos circulam atualmente nas estradas sul-coreanas, informou Park.
*Com informações da Agência Lusa
Fonte - Agência Brasil  22/09/2015

Direito de ir e vir não é direito de dirigir, diz ativista em mobilidade urbana

Mobilidade

O diretor da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo, Daniel Guth, defende o desestímulo ao uso do carro na cidade.Para ele, a instalação de vias exclusivas de ônibus na cidade, assim como para as bicicletas, a retirada de vagas de estacionamento para carros e o fechamento de rua aos veículos motorizados tem gerado nos motoristas o sentimento de perda de espaço e a falsa sensação da perda de direitos.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
Mariana Gil/ WRI Brasil EMBARQ Brasil
Diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), uma das entidades mais ativas na defesa do uso de bicicletas na capital paulista, Daniel Guth defendeu o desestímulo ao uso de veículos na cidade e o incremento a outros modais de transporte como a bicicleta e o transporte coletivo.
Para ele, a instalação de vias exclusivas de ônibus na cidade, assim como para as bicicletas, a retirada de vagas de estacionamento para carros e o fechamento de rua aos veículos motorizados tem gerado nos motoristas o sentimento de perda de espaço e a falsa sensação da perda de direitos.
“As pessoas estão confundindo o direito de ir e vir com o direito de dirigir. Não pode haver essa confusão. Quando não é permitido a você circular de carro, não está se cerceando o seu direito de ir e vir, você pode muito bem se deslocar, a pé, de bicicleta, de transporte público, uma série de outros modos de transporte. As pessoas confundem, muitas vezes, o direito constitucional de ir e vir com o direito de dirigir”, disse Guth, em entrevista à Agência Brasil, para marcar o Dia Nacional sem Carro, comemorado hoje (22).

A seguir, a íntegra da entrevista:
Agência Brasil: os modais bicicleta e carro não têm como se complementar sem que haja um enfrentamento entre as partes, como hoje vemos em São Paulo?
Daniel Guth: não é que existe um enfrentamento deliberado, do ponto de vista do discurso. Quando você tira uma faixa de estacionamento na rua e coloca uma ciclovia, os motoristas têm visto isso como enfrentamento. Mas isso não é enfrentamento, isso é só uma política de inclusão.
Quem se desloca de automóvel na cidade de São Paulo representa pouco menos de um terço da população, e esse um terço ocupa 80% da via pública. A via pública é para todos, não é só para o automóvel. Um único meio de transporte está ocupando 80% do espaço que é para todo mundo. Isso é chocante, isso é falta de equidade.
Quando você tira um pouco desse espaço para dar a outros modais, que têm tantos direitos ou mais, como diz a legislação, então as pessoas veem isso como enfrentamento. Mas isso tem a ver muito mais com um século de narrativa da indústria automobilística, da publicidade, do que efetivamente um enfrentamento na prática, como você citou.
Tem muito mais a ver com a sensação de perda de direitos que, na verdade, não são direitos, são privilégios. Estacionar na rua nunca foi um direito, sempre foi um privilégio, e um privilégio que a gente tem que aprender a abrir mão. Estacionar na via pública é uma privatização tosca do espaço público. Quando se retira estacionamentos, as pessoas sentem que perderam direito.
Há uma confusão entre direito de ir e vir e direito de dirigir. Não pode haver essa confusão. Quando não é permitido a você circular de carro, não está se cerceando o seu direito de ir e vir, você pode muito bem se deslocar, a pé, de bicicleta, de transporte público, uma série de outros modos de transporte. As pessoas confundem muitas vezes o direito constitucional de ir e vir com o direito de dirigir.
No caso do fechamento de ruas para carros, como ocorre na Avenida Paulista, o debate, em vez de ser feito no sentido de entender que esse espaço tem de ser devolvido às pessoas, que podem usufruir a avenida de outra maneira, as pessoas elas encaram isso como um enfrentamento, como se tivessem perdendo direitos. Isso tem a ver muito mais com uma análise subjetiva, social, cultural, do que com enfrentamento direto, um embate, uma acareação de ideias, de argumentos.

Agência Brasil: há muita resistência dos motoristas?
Guth: não há nenhuma medida de desestímulo ao uso do carro que não seja acompanhada de uma resistência dos motoristas. E não é falta de diálogo, não é falta de argumentos, não é falta de campanhas, é simplesmente o fato de que essas pessoas estão sentindo a perda de privilégios.
Todas as cidades do mundo que entenderam que o modelo “rodoviarista” tem um limite - há um ponto em que a cidade não anda mais porque não há sistema que comporte a quantidade de automóveis - passaram a criar medidas e políticas públicas que, de certa forma, criaram resistências porque tiveram que tirar espaço desse único modal que reinou nas cidades.
Nova York, Londres e Paris passaram por isso, Bogotá passou por isso, Buenos Aires tem passado por isso, a Cidade do México tem passado por isso, e não estou só falando de cidades europeias, estou falando de cidades vizinhas nossas. São Paulo tem de enfrentar isso com serenidade, com argumentação, porque não é uma questão de bicicleta contra o carro, transporte público contra o carro, não.
É uma questão de dar maior equidade àqueles que merecem ser incluídos, aqueles que sempre estiveram marginalizados, e isso significa obviamente tirar espaço do carro. Isso não é um enfrentamento, isso é um processo natural, que tem que acontecer.

Agência Brasil: em que medida o uso da bicicleta pode dar mais acesso à cidade e à cidadania?
Guth: a bicicleta é um veículo porta a porta. Você consegue sair da sua origem e chegar a seu destino com esse único meio de transporte. Isso dá autonomia, garante direito ao deslocamento. É um veículo econômico, não apenas porque é mais barato comprar uma bicicleta, mas também porque a manutenção é mínima, é com a sua própria energia que você vai se deslocar.
Ela não requer nenhuma outra mediação de combustível, a não ser a sua própria energia, o que também garante maior direito à cidade, uma vez que ela pode ser acessível a todos, todos que tenham condições físicas de utilizá-la. Outro elemento importante é a velocidade, a bicicleta traz um elemento importante para a relação com a cidade que é velocidade mais baixa.
Faz com que a pessoa tenha uma relação de maior troca, de maior diversidade de trocas com a cidade, seja com o comércio de rua, seja com as pessoas. Ao pedalar a uma média de 10 a 15 quilômetros por hora, você está muito mais afeito a consumir em uma loja, a parar para cumprimentar alguém, a conversar com as pessoas, a interagir com a cidade de outra maneira, coisa que com outros meios de transporte, no caso o carro, ônibus ou o metrô e trem, você não consegue fazer.
Há vários outros elementos, como promover a saúde, seja para a cidade seja para si mesmo, a sensação de pertencimento e de senso crítico da cidade, Todo mundo que passa a se deslocar de bicicleta naturalmente acaba tendo uma visão mais crítica sobre o meio urbano. Passa a sentir as agruras da cidade de uma maneira mais intensa, seja a violência do trânsito, sejam os cheiros, a falta de infraestrutura, a qualidade do asfalto, a feiura e a beleza da arquitetura. Ou seja, em cima de uma bicicleta você consegue perceber a sutileza dos elementos urbanísticos de maneira muito mais intensa, o que aguça o senso crítico.

Agência Brasil: hoje se comemora o Dia Mundial Sem Carro. Como você avalia as alternativas a esse meio de transporte em São Paulo?
Guth: é um dia de concentração de esforços para mostrar que outra cidade, do ponto de vista da mobilidade, é possível. São Paulo chegou a um esgotamento do modelo “carrocêntrico”, de só nortear as políticas de mobilidade em uma visão exclusivista nesse modelo “rodoviárista”. Um novo paradigma para a mobilidade urbana é necessário, e ele está em curso.
Nós temos o amparo bastante forte de legislações, sejam elas federais, estaduais ou municipais, que colocam a devida prioridade para a mobilidade urbana a partir do transporte coletivo, e depois dos modos ativos de transporte, que são majoritariamente a bicicleta e o pedestre.
Tendo esses marcos legais importantes, a gente entende que a cidade de São Paulo tem feito isso, talvez com um pouco mais de intensidade, e por isso tem gerado mais debates. [A cidade] tem passado a inverter a lógica que sempre foi vigente. E, necessariamente para isso, é preciso desestimular o uso do carro.
São Paulo tem tomado diversas medidas para desestimular o uso do carro, de maneira piloto. Mudanças que precisam ser feitas, como por exemplo a remoção de faixas de estacionamento nas ruas, a criação de mais infraestrutura cicloviária, a criação de corredores e faixas exclusivas de ônibus, a ampliação de calçadas, a retirada de vagas de estacionamento para ampliar as calçadas, para que quem queira caminhar a pé possa fazer isso com conforto e segurança.
O que o Poder Público faz ao dar prioridade ao transporte coletivo, aos modos ativos de transporte, não é nada mais do que seguir o que a legislação já manda. Então, não há nenhuma grande iluminação de um gestor, político ou prefeito. O que há é o cumprimento do que está na legislação. Que precisa ser intensificado.
Fonte - Agência Brasil  22/09/2015

ANTT diz que Rússia tem interesse em ferrovia no MT

Infraestrutura

O anúncio foi feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), depois da viagem do diretor da autarquia, Jorge Bastos, à Ásia, onde se reuniu com representantes da empresa RZD – Companhia Ferroviária da Rússia –, uma das maiores do mundo. 

Só Notícias - RF
foto - ilustração
Russos se interessaram pelo Plano de Investimento em Logística de Ferrovias que vem sendo implementando pelo governo federal, também com trilhos previstos para Mato Grosso. O anúncio foi feito pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), depois da viagem do diretor da autarquia, Jorge Bastos, à Ásia, onde se reuniu com representantes da empresa RZD – Companhia Ferroviária da Rússia –, uma das maiores do mundo. Detalhes não foram dados, contudo, desdobramentos devem ser conhecidos nos próximos meses.
No plano do governo, há intenção para concessão 950 quilômetros de Sinop a Miritituba (PA). Entidades do agronegócio, com a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), têm defendido a construção de ferrovia para escoar parte da produção de soja, milho, algodão, carne e madeira do Médio Norte. O ex-presidente Glauber Silveira já chegou a declarar que os estudos apontam investimentos de R$ 6 bilhões e com o potencial de escoar 30 milhões de toneladas até 2020.
Está em estudo também a ferrovia Transoceânica, com previsão de formar um corredor de escoamento entre os oceanos Atlântico e Pacífico, com expectativa de terminal em Lucas do Rio Verde. Ela partiria do Peru, passando pelo Acre, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em mais de 4 mil quilômetros. São estimados pelo menos R$ 30 bilhões em investimentos para agilizar o escoamento da produção agrícola, principalmente a mato-grossense.
Essa ferrovia já chamou atenção também de investidores indianos, que recentemente visitaram Rondônia, por onde devem seguir os trilhos saindo de terras mato-grossenses. Eles vêm trabalhando com a construção de um laço comercial com o Brasil, na produção agrícola de produtos como soja, milho, cacau, café e madeira do tipo teca.
Em ambos casos, o governo prevê concessão de 30 anos com retorno de investimentos pelos empreendedores.
Fonte - Revista Ferroviária  22/09/2015

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Enfrentamento da pobreza urbana no Brasil é tema de seminário na sede da ONU em Nova York

Políticas públicas

Evento da UNESCO e parceiros discute avanços e desafios da superação da pobreza nos centros urbanos, com destaque para as favelas brasileiras.Com a participação de diferentes atores, como o governo brasileiro, a Central Única das Favelas (CUFA), pesquisadores e organismos multilaterais, o Seminário Pobreza Urbana e Desenvolvimento no Brasil: a periferia no centro da agenda pós-2015 acontece nesta sexta-feira (18), em Nova York.

Revista Amazônia

Políticas públicas desenvolvidas nos últimos 12 anos pelo governo brasileiro, com a participação da sociedade civil, resultaram na saída de 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza. O Brasil tem elevado grau de urbanização e, por isso, parte desta população pobre vive nos grandes centros e as favelas estão presentes em todas as metrópoles brasileiras.
Com a participação de diferentes atores, como o governo brasileiro, a Central Única das Favelas (CUFA), pesquisadores e organismos multilaterais, o Seminário Pobreza Urbana e Desenvolvimento no Brasil: a periferia no centro da agenda pós-2015 acontece nesta sexta-feira (18), em Nova York. O seminário discutirá o perfil da população que vive em favelas, as mudanças estruturais ocorridas recentemente no Brasil que repercutiram na qualidade de vida dessas pessoas, a melhoria dos serviços públicos oferecidos a elas e como as novas demandas da população se somam à agenda de inclusão social.
Demonstrando como o Estado brasileiro se organizou para se tornar presente nessas comunidades, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, abordará os resultados do Plano Brasil Sem Miséria e como as ações de garantia de renda, inclusão produtiva e melhoria no acesso aos serviços foram desenhadas e implementadas.
“Nós temos um desafio grande. Estamos superando as desigualdades, conseguimos superar a fome e vamos continuar reduzindo a pobreza. E existe um esforço a ser feito que é superar o preconceito contra a população pobre, que trabalha e quer oportunidades”, afirmou a ministra.

Sociedades subterrâneas
Professora de Psicologia Social da London School of Economics and Political Science (LSE), Sandra Jovchelovitch falará do trabalho realizado em parceria com o escritório da Organização da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil. Intitulada “Sociabilidades Subterrâneas”, a pesquisa analisou padrões de sociabilidade e de regeneração social desenvolvidos nas favelas do Rio de Janeiro.
O projeto investigou como as comunidades das favelas, apesar das duras condições de vida, da pobreza e da segregação, vêm sendo capazes de mobilizar recursos – individuais e coletivos – para resistir à exclusão, lutar contra a marginalização e reescrever as relações entre as favelas e o restante a cidade.
Na ocasião será apresentado também outro resultado deste projeto, que é a publicação “Desenvolvimento social da base em favelas do Rio de Janeiro: um guia prático”. Lançado no Brasil em julho deste ano o Guia contém ferramentas, informações e conceitos fundamentados em evidências sobre o modelo de desenvolvimento social encontrado em organizações de base. A publicação é voltada para os interessados em elaboração de políticas públicas e estratégias bem-sucedidas e abordagens inovadoras de trabalho com organizações de base desenvolvidas no Brasil. O Guia está disponível no site da UNESCO e alguns exemplares serão distribuídos no local do evento.

Quebra de mitos
Um dos fundadores da CUFA e presidente do Data Favela, Celso Athayde, será um dos comentaristas e falará sobre os resultados das pesquisas realizadas pelo Data Favela – o primeiro instituto voltado para compreender a realidade das favelas brasileiras.
Segundo o instituto, um em cada quatro moradores das favelas brasileiras são beneficiários do programa Bolsa Família. A pesquisa mostra ainda uma quebra de mito: Sete em cada dez beneficiários do programa que moram em favelas trabalham.
Nos últimos 10 anos, com mais trabalho e renda, a população de baixa renda ascendeu economicamente. Nas favelas, muitos se tornaram microempreendedores individuais (MEI). Pesquisa de 2015 do Data Favela revelou que ser o dono do próprio negócio é o desejo de quatro em cada dez moradores de favelas brasileiras. A pesquisa revela ainda que 51% das pessoas que pretendem abrir o próprio negócio nessas comunidades são do sexo feminino.
A especialista sênior do Banco Mundial para Proteção Social e Trabalho, Maria Concepcion Steta, e a diretora da Área Programática da UNESCO no Brasil, Marlova Noleto, também participam do debate.

Diálogo entre favelas do mundo
Após o seminário, haverá o lançamento da CUFA Global, que tem o propósito de estabelecer diálogo com favelas de outros países. Segundo o presidente da organização não governamental, Preto Zezé, será uma oportunidade de levar para o mundo as experiências exitosas de um novo Brasil. “São pessoas que saíram da miséria, criaram empresas e transformaram dificuldades em oportunidades”, destaca.
Preto Zezé disse ainda que é preciso garantir conquistas e ampliar direitos. “Não haverá uma sociedade melhor se não forem superados os problemas seculares de falta de acesso às políticas públicas e de melhoria na qualidade de vida.”

Serviço
Seminário Pobreza Urbana e Desenvolvimento no Brasil: a periferia no centro da agenda de desenvolvimento pós-2015 e Cerimônia de lançamento da Central Única das Favelas (CUFA) Global
Quando: Sexta-feira (18), das 15h às 18h - Onde: Sala do ECOSOC, Sede da ONU, Nova Iorque
Programa e mais informações: http://www.mds.gov.br/seminario-cufa-ny e https://www.facebook.com/MDSComunicacao
Os eventos serão transmitidos ao vivo por meio do site  - webtv.un.org 
Fonte - Revista Amazônia  21/09/2015

Empresários brasileiros fecham quase US$ 100 milhões em negócios na Rússia

Economia

Comitiva brasileira visita estandes do Brasil na feira World Food na Rússia. Negócios chegaram a R$ 99,9 milhões. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil), o número engloba o que foi negociado durante a viagem e o previsto para os próximos 12 meses, resultado das 430 reuniões feitas com compradores russos.

Ana Cristina Campos
Repórter da Agência Brasil
Romério Cunha/Vice -Presidência
Empresários brasileiros que participaram da feira World Food Moscow, na Rússia, na semana passada, fecharam negócios no valor de US$ 99,9 milhões nos quatro dias de evento. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil), o número engloba o que foi negociado durante a viagem e o previsto para os próximos 12 meses, resultado das 430 reuniões feitas com compradores russos.
A presença de 20 empresas brasileiras na maior feira de alimentos, bebidas e agronegócios da Rússia, entre os dias 14 e 17 deste mês, foi organizada pela Apex-Brasil, em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne e a Associação Brasileira de Proteína Animal.
A feira ocorreu na mesma semana da missão empresarial brasileira à Rússia e à Polônia, liderada pelo vice-presidente da República, Michel Temer. “Os resultados da missão foram muito positivos no que diz respeito ao incremento de negócios entre o Brasil e os dois países visitados, que fazem parte dos mercados prioritários do Plano Nacional de Exportações e são alvos das ações de promoção comercial e atração de investimentos desenvolvidas pela Apex-Brasil”, disse, em nota, o presidente da agência, David Barioni Neto.

Mercado russo
De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne, Antonio Jorge Camardeli, as empresas procuraram buscar novas oportunidades na feira, pois houve uma redução de 20% das vendas para a Rússia este ano por causa da queda do preço do petróleo, item fundamental da economia russa, e da acentuada desvalorização cambial do rublo (moeda russa), o que diminuiu o poder de compra dos russos. Os frigoríficos brasileiros estão tentando se adaptar ofertando cortes diferenciados para continuar no mercado russo, informou Camardeli, na abertura da feira.
Segundo a Apex-Brasil, a relação comercial entre Brasil e Rússia é concentrada nas exportações brasileiras de carnes. As carnes bovina, suína e de frango representaram 63,5% do total das vendas brasileiras para o mercado russo no ano passado. Em 2014, o Brasil exportou US$ 3,8 bilhões para a Rússia e importou US$ 3 bilhões, resultado em um superávit de US$ 800 milhões na balança comercial, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Fonte - Agência  Brasil  21/09/2015

Passageiros de trens e metrôs em SP driblam superlotação

Metrô/SP

Passageiros driblam superlotação em trens e metrôs. - Em dez anos, enquanto a extensão da rede do metrô cresceu 36%, o número de usuários subiu 92%.Para enfrentar plataformas, carros e conexões apinhadas de gente nos horários de pico, os usuários criaram uma série de estratégias –muitas vezes, no mínimo questionáveis– para as viagens ficarem menos longas e espremidas.

Folha de S. Paulo - RF
foto - ilustração
O acúmulo de atrasos na entrega de novas linhas e estações e a consequente superlotação do sistema de trens e metrôs de São Paulo fazem do uso do transporte sobre trilhos um vale-tudo.
Em dez anos, enquanto a extensão da rede do metrô cresceu 36%, o número de usuários subiu 92%.
Para enfrentar plataformas, carros e conexões apinhadas de gente nos horários de pico, os usuários criaram uma série de estratégias –muitas vezes, no mínimo questionáveis– para as viagens ficarem menos longas e espremidas.
Vale até apostar corrida antes da abertura das portas para não ficar preso na multidão, como faz todos os dias o estudante Higor Ferraz, 18.
Uso a linha 4-amarela e, quando o trem está chegando na estação da Luz, eu já vou para a porta do carro. Se você não corre, fica um monte de gente na escada e me dá agonia. Gosto de chegar primeiro para pegar um bom lugar na CPTM, diz.

Blogueiros
Vale calcular qual carro para exatamente em frente à escada de saída ou de conexão que se quer fazer.
A tática, de tão corriqueira, ganhou até uma lista, compartilhada em blogs e redes sociais, que promete mapear portas e carros certos para ganhar tempo.
Na estação da Sé, por exemplo, a mais movimentada de todas as do metrô, quem chega pela linha 3-vermelha, sentido Barra Funda, e quer ir para o sentido Tucuruvi da 1-azul procura ficar na última porta do penúltimo carro ou na primeira porta do último carro.
Aprendi com o tempo. Se não fico no carro certo, perco mais de dez minutos, conta Gabriel Ferreira, 21.
Há também quem se arrisque a fazer uma manobra proibida e muito perigosa: saltar da plataforma para o trem, ainda em movimento, grudando na porta para ser o primeiro a entrar.
Tem que dar uma de Homem-Aranha pra conseguir sentar. Não deveria ser assim, mas cada um dá seu jeito. Ficar de pé por 40 minutos depois do serviço é dureza, diz Leonardo Oliveira, 31. Ele é um dos passageiros que adotam a prática na estação Brás da linha 12-safira da CPTM.
O objetivo é garantir um lugar sentado.

Lógica
No vale-tudo, vale ainda o que parece pouco lógico: pegar o metrô no sentido contrário ao de casa.
A chamada viagem negativa é usada por passageiros que preferem perder tempo em um trajeto extra até mais uma estação para obter um assento vago na composição vazia e viajar sentado.
É o caso das atendentes Alexandra Lúcia Silva, 37, e Andréa de Queirós, 33, que trabalham de pé o dia inteiro numa lanchonete e preferem fazer uma viagem ao terminal Barra Funda para encarar o trajeto de volta até Artur Alvim sentadas.
Não ligamos para o tempo, não. Queremos é ir sentadas, diz Alexandra. De pé é um empurra-empurra danado. Uma cotovelada aqui, um pisão no pé ali. O trecho é longo, isso quando não dá pane. Sentada, fica suave, completa Andrea.
Há ainda quem burle o fluxo de entradas e saídas indicado nas placas e utilize as plataformas centrais nas conexões, entrando no carro pela porta por onde todo mundo sai. Faz tanto tempo que faço que isso que já é automático. No horário de pico, só consigo embarcar desse lado, conta a estudante Chimene Araújo, 30, que adota a prática na Barra Funda.
Em nota, a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos diz que a rede tem normas de uso para garantir a segurança dos passageiros e que eles devem atentar-se às regras de boa convivência para deslocarem-se com segurança dentro e fora dos trens.
Fonte - Revista Ferroviária  21/09/2015

Elevadores de passarelas da Via Expressa estão em fase de teste

Acessibilidade

Segundo a Conder, já estão prontos os dois elevadores da passarela 1, próximo ao túnel que dá acesso à avenida Jequitaia. Os equipamentos passam por fase final de testes para a entrada em operação.

Priscila Machado - A Tarde
Ag.A Tarde
Com o objetivo de promover uma travessia mais confortável e segura aos deficientes físicos, a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) projetou a construção de elevadores nas quatro passarelas da Via Expressa.
As obras, que deveriam ser entregues com a inauguração da via, começam a ficar prontas agora, quase dois anos depois.
Segundo a Conder, já estão prontos os dois elevadores da passarela 1, próximo ao túnel que dá acesso à avenida Jequitaia. Os equipamentos passam por fase final de testes para a entrada em operação.
Os outros seis elevadores estão com infraestruturas concluídas. Mas, conforme a Conder, a estrutura em aço inox e a proteção em policarbonato estão sendo fabricadas. "O serviço é altamente especializado e pioneiro", diz o órgão.
A previsão é que os seis equipamentos restantes sejam entregues até junho de 2016.
Fonte - A Tarde  21/09/2015

Projeto Golfinho Rotador completa 25 anos em Fernando de Noronha

Meio ambiente

O projeto Golfinho Rotador completa 25 anos de trabalhos voltados para a preservação da espécie e da natureza no arquipélago Fernando de Noronha.Segundo o criador e coordenador do programa,o oceanógrafo José Martins da Silva Júnior,no início,em 1990,apenas um barco fazia ecoturismo na região e 100 turistas,no máximo,visitavam o local simultaneamente.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Divulgação/ Projeto Golfinho
Com 25 anos, completados em 2015, o projeto Golfinho Rotador cumpriu com seu objetivo de trabalhar para a conservação da espécie no arquipélago de Fernando de Noronha. Segundo o criador e coordenador do programa, o oceanógrafo José Martins da Silva Júnior, no início, em 1990, apenas um barco fazia ecoturismo na região e 100 turistas, no máximo, visitavam o local simultaneamente. “A média era de 3 mil a 4 mil turistas por ano, e hoje temos 50 barcos fazendo passeios e mais de 70 mil turistas/ano, com uma média de mil turistas por dia”, informou.
Para tornar o projeto eficaz, ele começou a trabalhar com a comunidade local e os visitantes. "Descobrimos que a única maneira de fazer isso seria por meio do desenvolvimento sustentável de Fernando de Noronha." O fato de o projeto ter conseguido manter o arquipélago com a maior concentração regular de golfinhos é um grande avanço,disse Martins.Em média,310 golfinhos são vistos no arquipélago por dia,em 95% dos dias do ano.Os cetáceos usam Fernando de Noronha como área de descanso,para reprodução,para cuidados com os filhotes que incluem amamentação,além de refúgio contra predadores,entre os quais tubarões.
Como a maioria dos turistas quer ver os golfinhos de perto, e 20% dos habitantes trabalham como guias na estação, os dois públicos-alvo têm grande interface. A pressão acaba gerando benefícios e ônus para eles. "Como o golfinho convive com o ser humano, o nosso papel é fazer com que esse convívio cause o menor impacto e a experiência de poder vê-los de tão perto acaba ajudando as pessoas a ter uma consciência maior da necessidade de preservação do planeta”, disse Martins.
O processo de integração com a comunidade foi se desenvolvendo aos poucos, desde o início do projeto, em 1990, quando José Martins da Silva Júnior começou a trabalhar sozinho, com recursos da própria família. “Hoje, temos uma equipe de 15 pessoas, e desde 2001, temos patrocínio da Petrobras, dentro do Programa Socioambiental da empresa, que dá outra realidade de logística, de equipamentos e condições de trabalho. Sem patrocínio, não conseguiríamos fazer nem 10% do que fazemos”.
O projeto começou com a meta de conservar a fauna na natureza. Depois de algum tempo, iniciou-se a pesquisa científica para entender o que ocorria com os golfinhos, e criar normas de proteção para esses animais em função dos resultados obtidos, orientar os visitantes e a população local, além de ajudar os moradores no seu desenvolvimento.
Foram criadas oportunidades econômicas de negócio, todas relacionadas aos golfinhos e à preservação da natureza. O projeto dá consultoria sobre sustentabilidade ambiental, social e econômica aos mais de 100 pequenos meios de hospedagem locais, “para que esses empreendimentos se desenvolvam e repassem as orientações e o conhecimento sobre os golfinhos que são dadas pelo projeto”.
Em 2007, o projeto passou a integrar o Planejamento Estratégico de Biodiversidade Marinha (Rede Biomar). A rede foi criada pela Petrobras e tem parceria do Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio), onde José Martins da Silva Júnior trabalha há oito anos, como analista ambiental do Núcleo de Gestão Integrada de Fernando de Noronha. Além do Golfinho Rotador, fazem parte hoje da Rede Biomar os projetos Tamar, Baleia Jubarte, Coral Vivo e Albatroz.
Para os próximos anos, a meta é continuar trabalhando com as pequenas pousadas, e dar seguimento aos cursos profissionalizantes de ecoturismo e educação ambiental, dentro da grade formal da escola do arquipélago. Mais de 3 mil pessoas se formaram nos cerca de 50 cursos em ecoturismo já executados, com grau de aprovação de 70% e índice de empregabilidade dos alunos.
O projeto pretende continuar também com as pesquisas em terra e no mar, para ter respostas quanto à estrutura genética dos golfinhos. Elas incluem a pesquisa da paisagem sonora de Fernando de Noronha. “Vamos gravar todos os sons debaixo d'água de Noronha para saber como isso relaciona, tanto visual como auditivamente, com a intensidade, frequência e impacto para os animais”.
Até o final do ano, Silva Júnior vai começar a filmar as principais áreas de ocorrência dos golfinhos na ilha para poder estudar como é o deslocamento e a reação dos animais aos barcos. As informações estarão disponíveis na página do projeto na internet até 2016.
Fonte - Agência Brasil  20/09/2015

domingo, 20 de setembro de 2015

Expansão energética investirá 1,4 trilhão até 2024

Energia

Capacidade de geração de energia elétrica deve ser ampliada em 73 mil MV, com mais da metade baseada em fontes renováveis

Revista Amazônia

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê investimentos de R$ 1,4 trilhão na expansão da matriz energética no Brasil nos próximos dez anos. A estimativa consta do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2024), disponível para consulta pública até o dia 7 de outubro.
Só no sistema elétrico serão adicionados, até 2024, 73 mil MW (megawatts) novos na capacidade instalada, com mais da metade desta expansão baseada em fontes renováveis.
Dos 73 mil, 62,1 mil MW serão de energias renováveis, sendo 27,2 mil MW de hidrelétricas, 18,9 mil MW de energia eólica 

e 16,4 mil de outras fontes, como pequenas hidrelétricas, biomassa e solar.
A expansão do sistema energético como um todo engloba diversos setores, como os de energia elétrica e de combustíveis.
Sobre a origem dos recursos, 70% virão do setor de petróleo e gás, 27% do setor elétrico e cerca de 3% do setor de biocombustíveis.
O PDE 2024 é um plano que reúne as projeções para o setor de energia do País e a expansão de 55% na capacidade instalada de geração de energia no Brasil.
Entre os principais empreendimentos que deverão entrar em operação nos próximos anos está a Usina Hidrelétrica de Belo Monte. As fontes não renováveis responderão por 11,4 mil MW.
O plano também estima que a produção de petróleo nacional dobre dos 2,5 milhões de barris por dia para cerca de 5 milhões até 2024, principalmente por causa da camada pré-sal. A demanda interna deverá chegar a 3 milhões de barris, o que permitirá um excedente para exportação de 2 milhões de barris por dia.
A produção de etanol deverá crescer 52%, passando de 29 bilhões de litros para 44 bilhões de litros por ano. Já a produção de gás natural aumentará de 56 milhões de metros cúbicos por dia para 99 milhões.
Fonte - Revista Amazônia  20/09/2015

Brasil sedia evento mundial sobre segurança no trânsito

Transito

A II Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito - Tempo de Resultados, acontece em 18 e 19 de novembro

Mariana Czerwonka
Com informações da Agência Brasil

A 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito - Tempo de Resultados, um dos maiores eventos mundiais sobre o tema, acontece em Brasília nos dias 18 e 19 de novembro, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). O evento pretende discutir a redução das mortes e lesões no trânsito serão temas de debate. Para falar do assunto o Revista Brasil conversou com a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não-Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Malta.
Segundo Deborah Malta, os ministros farão um balanço do que ocorreu no mundo desde a realização da 1ª Conferência 5 anos atrás. Além disso, devem estabelecer novos compromissos para vencer esse problema que afeta o Brasil e a maioria dos países, que é a segurança no trânsito.
A diretora explica que é necessário preparar e divulgar a importância de todos adotarem ações de prevenção em relação aos acidentes de trânsito. Ela destaca que apesa de políticas públicas, também é necessária a que os indivíduos se conscientizarem em relação a segurança, como uso de capacetes, cinto de segurança e cadeirinhas.
Clique aqui para mais informações e inscrições para a 2ª Conferência Global de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito - Tempo de Resultados.
Fonte - Portal do Transito  20/09/2014

A “eficiência” de Alckmin: o monotrilho tá atrasado ou já passou?

Mono Trilho/SP

Dos 38,6 km de linhas prometidos até 2015, apenas 7,5% foram concluídos.”Os tais 7,5% correspondem a míseros 2,9 km de um trecho entre Vila Prudente e Oratório, na zona Leste paulistana, numa linha de quase 27 quilômetros, que estava prevista para ser entregue em 2012, até Cidade Tiradentes

Por Fernando Brito - Tijolaço

É o “balanço” feito, hoje, discretamente pelo Estadão sobre as obras do monotrilho paulista. “Após 6 anos, monotrilhos colecionam falhas, atrasos e estão mais caros”, é o título: precisa mais?
Os tais 7,5% correspondem a míseros 2,9 km de um trecho entre Vila Prudente e Oratório, na zona Leste paulistana, numa linha de quase 27 quilômetros, que estava prevista para ser entregue em 2012, até Cidade Tiradentes e agora sem prazo para terminar que já dobrou de preço, em valores reais, mesmo descontando a inflação.
Duas estações, num total de 18, funcionam, assim mesmo entregues por conta da campanha eleitoral do ano passado.
Alckmin promete para a campanha de 2016 mais um pedacinho, em outra linha, ligando o Morumbi a Congonhas. Deveria estar pronta, segundo o Estadão, em 2010.
Uma terceira linha, para o ABC, já se cogita em abandonar. Anunciada em 2012, contratada em 2014, a obra ainda não começou nem tem prazo para começar, com a desculpa de que o BNDES não entregou o dinheiro. Já se cogita abandoná-la.
Conversa. Financiamento de obra só é liberado á medida em que a obra anda, não existe nem pode existir pagamento prévio e quem já trabalhou com grandes projetos sabe que existe uma “coisinha” chamada cronograma físico-financeiro, onde o dinheiro sai à medida em que a obra anda.
O curioso é que a poderosa imprensa paulista muito raramente toca neste assunto. Campanha, então, só com as ciclovias de Haddad, que são vigiadas em cada centímetro. Que são, óbvio, muitíssimo menos relevantes em matéria de mobilidade de massas urbanas.
Aqui no Rio, se um Governador estivesse com cinco anos de atraso em uma obra do Metrô prometida estaria “morto”, numa cidade que, como São Paulo, cada vez está mais inviabilizada pelos automóveis.
É que nós, cariocas, somos impontuais, não é?
Fonte - Tijolaço  20/09/2015