UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Pesquisas se aproximam da realidade com Dilma em primeiro lugar

Política

Ao lado de Lula, Dilma começa a cristalizar sua vitória nestas eleições - DilmaRousseff no primeiro turno da disputa ao Planalto, com 38,1% das intenções de voto. A candidata do PSB/Rede Sustentabilidade, Marina Silva, registrou 33,5%. Em terceiro lugar, Aécio Neves, do PSDB, volta a declinar para 14,7%.

CB
Por Redação - Brasília/São Paulo

A nova edição da pesquisa realizada pelo Instituto MDA, divulgada nesta manhã pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), volta a apontar a liderança da presidenta DilmaRousseff no primeiro turno da disputa ao Planalto, com 38,1% das intenções de voto. A candidata do PSB/Rede Sustentabilidade, Marina Silva, registrou 33,5%. Em terceiro lugar, Aécio Neves, do PSDB, volta a declinar para 14,7%. Na comparação com a última pesquisa CNT/MDA, divulgada no dia 27 de agosto, Dilma subiu 3,9%, Marina subiu 5,3% e Aécio caiu 1,3%. O número de indecisos caiu quase pela metade, de 10,4% para 5,7%. Brancos e nulos caíram de 8,7% para 5,9%.
Em uma simulação de segundo turno entre Dilma e Marina, a petista, com 42,7% das intenções de voto, empata tecnicamente com a candidata do PSB, que registra 45,5%. Em uma eventual disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria com 47,5%, contra 33,7% do presidenciável tucano. Em uma terceira possibilidade, Marina (52,2%) também ganharia de Aécio (26,7%). A pesquisa aponta que a maior parte dos entrevistados (49%) acredita que Dilma é quem vencerá as eleições. Em segundo lugar, está Marina (34,9%), e, em terceiro, Aécio (6,2%). A candidata do PT também lidera o limite de voto: 22,8% disseram que ela é a única em quem votariam. Marina tem 18,5% dessas intenções, e Aécio, 6,3%.
A popularidade da presidenta Dilma também cresceu, segundo o estudo. A avaliação de governo, estava positiva para 33,1% dos eleitores, na pesquisa divulgada no fim do mês passado. Agora, o indicador sobe para 37,5%. Enquanto isso, o percentual dos que consideraram seu governo ótimo cresceu de 6,8% para 7,7%. A performance considerada boa passou de 26,3% para 29,8%, e a regular de 37,4% para 39%. A avaliação negativa, por sua vez, caiu e passou de 28,8% para 23%. A atuação considerada ruim passou de 11,8% para 10,8%, e a péssima, de 17% para 12,2%. Em relação ao desempenho pessoal, Dilma também registrou crescimento: de 47,4%, ela foi para 52,4% de aprovação. Já a quantidade dos que desaprovam passou de 47,4% para 42,9%. Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 estados das cinco regiões, entre os dias 5 e 7 de setembro.

Marina desidrata
Após uma semana sob forte ofensiva dos adversários e recheada de erros de estratégia na campanha da ex-senadora acreana, o comitê de Marina Silva passou a admitir “perda de substância” da candidata nas próximas pesquisas de intenção de voto, em linha com o resultado desta pesquisa do MDA/CNT. O remédio, segundo o comitê pessebista, é manter o ânimo e a defensiva na tentativa de levá-la ao segundo turno, mesmo diante de uma forte desidratação da ex-senadora. Em reunião na noite de domingo, em São Paulo, integrantes da campanha fizeram a apresentação de pesquisas encomendadas pelo partido, que mostram a estabilização do crescimento de Marina na última semana.
Ao contrário do que pressupõem os números que chegam ao comitê de Marina Silva, os trakings comerciais, uma forma de pesquisa atualizada diariamente, do Instituto DataCaf, já colocam a candidata à reeleição pelo PT com 42% das intenções de voto, em seguida aparece a candidata Marina Silva pelo PSB com 25% e em terceiro lugar Aécio Neves pelo PSDB com 12%. Brancos/Nulos/Não souberam 21%. O estudo foi publicado (http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/instituto-contraria-ibope-e-preve-vitoria-de-dilma-no-primeiro-turno/726243/) no Correio do Brasil, na última quarta-feira.
Marina ainda é considerada mais viável na disputa contra a presidenta Dilma em um eventual segundo turno, mas sua vantagem diminuiu de 10 para sete pontos de acordo com pesquisa do Datafolha. Os números do PSB, que deixaram a campanha pessebista em polvorosa, caem para uma diferença de seis pontos entre as duas se o segundo turno fosse hoje. As pesquisas do partido foram fechadas na sexta-feira e, portanto, não traziam ainda o impacto do escândalo de corrupção na Petrobras, em que o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos aparece na lista de políticos que podem estar envolvidos com o esquema.
A avaliação dos analistas é de que Marina seguirá na defensiva nos próximos dias, diante dos ataques que vem sofrendo dos adversários. Durante a reunião do comitê de campanha, que contou com a presença da candidata e também do vice na chapa, Beto Albuquerque, integrantes da campanha sugeriram uma revisão de conteúdo no programa de governo, alvo de diversas críticas dos principais adversários de Marina na disputa presidencial, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).
Marina, porém, não quer mais saber de alterações na proposta de governo. Na avaliação dela, uma terceira edição do texto seria “um desastre”. O programa, que deveria funcionar como um trunfo da campanha, acabou se tornando o seu pior pesadelo. As mensagens de um pastor ultraconservador no Twitter, que determinaram à Marina que deixasse de apoiar a causa gay, causou um estrago na campanha. Menos de 24 horas após a divulgação oficial do documento, a equipe de Marina divulgou nota em que reviu a posição da candidatura em relação à defesa do casamento gay e da criminalização da homofobia.
Outro foi a declaração quanto ao pré-sal e, agora, até uma perereca é usada contra a candidata. Quando ainda ocupava o Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva atrasou a licença ambiental da obra do Arco Metropolitano – uma das maiores construções do governo do Estado – devido ao risco de extinção de uma linhagem de pererecas.

Jato suspeito
Entre a extinção de anfíbios e a ira dos homossexuais, a compra e uso do jatinho que, na queda, matou o líder do PSB Eduardo Campos transformou-se, desde o mês passado, no pior fantasma para a campanha da ex-ministra. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investiga, agora, como no dia seguinte ao desastre, no litoral paulista, com os restos mortais ainda espalhados no local onde caiu o avião, partidários conseguiram transferir, em espécie, R$ 2,5 milhões da conta de campanha do defunto para o Comitê Financeiro Nacional, administrado pelo PSB. Para o coordenador financeiro da campanha, Basileu Margarido, indicado pessoalmente por Marina, está tudo sob controle.
– O escritório de Direito que nos atende consultou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fazer a operação. Segundo eles, não há nada de errado – garante. Mas o TSE, não. Esta instância do Judiciário informa que ainda vai analisar as prestações de contas para, somente então liberar um parecer sobre o caso – disse Margarido.
A transferência aconteceu no dia 14 de agosto, segundo os documentos, em dinheiro vivo. O registro está na segunda prestação de contas dos candidatos, divulgada no sábado pelo TSE. Nela, o PSB não faz qualquer menção ao jato Cessna, principal alvo de investigação da Procuradoria Geral da República por crime eleitoral e suspeita de uso de caixa dois.
Fonte - Correio do Brasil  09/09/2014

China investirá mais de US$ 10 bilhões em linha de TAV entre Moscou e Kazan

Internacional

China investirá mais de US$ 10 bilhões em linha férrea entre Moscou e Kazan a construção da ferrovia será uma parceria público-privada

DR
foto - ilustração
O Vice-Presidente da Ferrovias da Rússia, Alexander Misharin, disse nesta terça-feira, 9, que investidores chineses já estão prontos para liberar, aproximadamente, US$ 10,8 bilhões para a construção de uma ferrovia de alta velocidade entre as cidades russas de Moscou e Kazan. Segundo ele, o projeto consiste em uma parceria público-privada, com o governo russo respondendo pelos investimentos públicos e as empresas chinesas, cujos nomes não foram divulgados, respondendo pelos fundos privados.
No final de 2013, a Ferrovias da Rússia anunciou uma estimativa de custo máximo para a construção de US$ 23 bilhões, valor 17% menor do que havia sido cogitado inicialmente. A expectativa das autoridades é a de que a linha férrea seja lançada daqui a quatro anos.
Fonte - Diário da Russia  09/09/2014

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Transporte público e planejamento urbano devem ser prioridade nos próximos anos

Mobilidade

Especialistas defendem prioridade para o transporte público - Com tanta gente vivendo nas cidades, é preciso articular políticas públicas que possibilitem uma convivência harmônica e igualitária nesse espaço. Um dos desafios cotidianos das cidades é o de garantir o direito de ir e vir de tantas pessoas.

Camila Maciel
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
Os deslocamentos urbanos ganharam destaque na agenda do país sobretudo com os protestos de rua que reuniram milhares de pessoas em junho de 2013. As manifestações evidenciaram um cenário comum nas grandes cidades: o alto custo da passagem, os longos deslocamentos diários, a superlotação de ônibus e metrôs e a crescente opção pelo transporte individual, aumentando os congestionamentos. “O investimento no transporte individual motorizado é de oito a dez vezes maior do que no coletivo. Ao longo dos anos, isso desenhou cidades para favorecer o automóvel. A médio e longo prazo, isso é insustentável”, aponta a socióloga Renata Florentino, pesquisadora do Observatório das Metrópoles.
Quase 85% dos brasileiros vivem em ambiente urbano, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a taxa de urbanização do país deva chegar a 90% nos próximos cinco anos. Com tanta gente vivendo nas cidades, é preciso articular políticas públicas que possibilitem uma convivência harmônica e igualitária nesse espaço. Um dos desafios cotidianos das cidades é o de garantir o direito de ir e vir de tantas pessoas.
Diante desse contexto, especialistas e ativistas entrevistados pela Agência Brasil são unânimes em destacar a necessidade de priorizar o transporte coletivo. “Não adianta aumentar a infraestrutura tradicional. É papel dos governos se antecipar, perceber a dinâmica que estamos vivendo e investir em alternativas”, propõe o economista Pérsio Davison, conselheiro da organização Rodas da Paz, de Brasília. Ele acredita que é preciso melhorar a qualidade do serviço, que favoreça a opção pelo transporte público, além de investir em diferentes modais, incluindo o metroferroviário. Balanço da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) mostra que 30% dos brasileiros deixaram de usar ônibus de 1995 a 2013.
A assessora jurídica da organização Terra de Direitos, Luana Xavier, entidade que integra a Plataforma Dhesca (Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais), defende que as políticas federais nesse âmbito devem convergir para que não haja uma indução contrária do que propõe a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal de 2012). “Pela primeira vez, estão colocados os objetivos de priorizar o transporte coletivo. Por outro lado, tem-se uma política de incentivo à aquisição do carro por meio do IPI [Imposto sobre Produto Industrializado] reduzido”, criticou. O número de automóveis passou de 25,5 milhões, em junho 2005, para 46,6 milhões no mesmo período deste ano, segundo dados do Ministério das Cidades.
São oito as capitais brasileiras atualmente com metrô: 
Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, 
*Salvador,Belo Horizonte, Recife e Fortaleza
foto - Pregopontocom
O presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), Paulo Pausin, aposta no investimento em transporte de passageiros sobre trilhos. “As grandes cidades estão congestionadas e não há mais como se investir em transporte individual ou mesmo no transporte coletivo sobre rodas”, defende. A federação propõe que sejam investidos 2% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas pelo país, no transporte sobre trilhos. Segundo a entidade, apenas sete capitais brasileiras têm metrô: Brasília, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.
Além de investir em infraestrutura, as entidades destacam que os recursos, mesmo de grande montante, serão insuficientes, se não for revisto o “atual modelo segregador de cidade”. “Isso não garante que a pessoa vai ter direito à cidade, de se apropriar do espaço urbano. Se a pessoa não tiver dinheiro para pagar, ela não vai poder se deslocar livremente”, aponta Lucas Monteiro, integrante do Movimento Passe Livre (MPL), organização que esteve à frente dos protestos de 2013 pela redução da tarifa.
Luana, da Terra de Direitos, avalia que é preciso questionar o motivo de as pessoas estarem se deslocando mais atualmente. “A classe trabalhadora está sendo expulsa dos centros urbanos e indo morar nas periferias das cidades. Há um fluxo muito grande para as regiões metropolitanas, que é onde custo da moradia é mais acessível”, analisa.
Renata Florentino, do Observatório das Metrópoles, acredita que a discussão de mobilidade urbana não pode estar dissociada do tema planejamento urbano. “A discussão tem que ser levar o trabalho para perto da pessoa e favorecer a construção de moradia popular nos grandes centros, que é onde se concentra a maior parte dos postos de trabalho”, propõe.
Na mesma linha, Luana Xavier defende que o Estado exerça o controle do preço da terra para evitar que comunidades sejam expulsas de áreas que venham a se valorizar. “Regiões próximas de metrô em São Paulo são muito valorizadas. É preciso conciliar o investimento em mobilidade e o controle do preço da terra para garantir que as populações ocupem aquele espaço”, destaca.
*Salvador - acrescentado pelo blog. 
Fonte - Agência Brasil  09/09/2014

Especialistas debatem marco civil da Internet

Marco Civil

Legislação estabelece os direitos e deveres de usuários e de provedores de internet no País - Empresas buscam entender as reais implicações da norma, diz Schuh

Patricia Knebel - JC
JOÃO MATTOS/JC 
O impacto que o Marco Civil da Internet trará para as empresas será tema de um evento realizado pelo Instituto de Estudos em Gestão Empresarial (Iege) no próximo dia 18 de setembro, na Fiergs. Nomes de peso vão debater questões como a privacidade e a responsabilidade civil, as repercussões no Judiciário e a proteção dos dados pessoais no ambiente corporativo.
Entre os nomes já confirmados estão Marcel Leonardi, diretor de Políticas e Relações Governamentais do Google no Brasil, Eugênio Facchini Neto, desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e Têmis Limberger, procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado, entre outros.
O Marco Civil foi aprovado no dia 23 de junho deste ano e diversos pontos ainda dependem de regulamentação. A legislação é uma espécie de constituição do setor, que estabelece os direitos e deveres de usuários e de provedores de internet no País.
O presidente do Iege, Luiz Henrique Cabanellos Schuh, observa que as empresas ainda estão procurando entender as reais implicações do Marco Civil. Por isso mesmo que, durante o encontro, a ideia é estimular o conhecimento da norma, oferecer uma orientação técnica adequada e uma melhor noção quanto às responsabilidades decorrentes dessa nova lei.
Ele cita, por exemplo, o cuidado que as corporações que produzem algum tipo de conteúdo para a internet precisam ter, mesmo que os textos sejam destinados apenas às suas páginas institucionais. “Muitos sites precisarão, inclusive, ser reconfigurados para se adequar às normas”, explica. O evento deve ainda fazer um link entre os impactos corporativos do Marco Civil e a forma como os tribunais vão começar a atuar em cima desse tema.
As inscrições podem ser feitas no site www.iege.org.br a um investimento que varia de R$ 60,00 a R$ 100,00 (com almoço incluído). De acordo com Schuh, a ideia é realizar um debate interativo, com os painelistas se dividindo entre as suas apresentações e as conversas com o público presente.

Preço no comércio eletrônico no País recua em agosto, mostra pesquisa
O Índice Fipe/Buscapé, que mede os preços no comércio eletrônico no País, caiu 0,01% em agosto na comparação com julho e 1,56% ante o mesmo mês do ano passado. Esta é a sexta queda mensal consecutiva registrada em 2014, apesar de a intensidade do recuo vir diminuindo desde março.
Com o resultado, o indicador calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) acumula queda de 1,55% nos oito primeiros meses do ano em relação a igual período de 2013.
Dos 10 grupos de produtos que compõem o índice, cinco apresentaram queda em agosto ante julho: cosméticos e perfumaria (-0,74%), moda e acessórios (-0,69%), eletrodomésticos (-0,66%), telefonia (-0,31%) e fotografia (-0,001%). Já os cinco grupos que tiveram aumento de preço foram casa e decoração (3,19%), brinquedos e games (0,38%), eletrônicos (0,22%), esporte e lazer (0,21%) e informática (0,04%).
Os economistas da Fipe afirmam que a tendência é de que a queda anual se mantenha no nível atual, em torno de -1,5%, caso não ocorra um novo ciclo de valorização do dólar sobre o real.
Fonte - Jornal do Comércio  09/09/2014

Safra de grãos deve atingir recorde de 195,4 milhões de toneladas, estima Conab

Economia

Os dados fazem parte do 12º e último levantamento de grãos da safra atual, divulgado hoje (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, três aspectos favoreceram o recorde. “O primeiro está relacionado ao crédito tanto para custeio quanto para comercialização.


Pedro Peduzzi 
Repórter da Agência Brasil 
Valter Campanato/Agência Brasil
A produção brasileira de grãos da safra 2013/2014 deve chegar ao recorde de 195,46 milhões de toneladas – aumento de 6,8 milhões de toneladas ou o equivalente a 3,6% sobre a safra anterior, de 188,65 milhões de toneladas. Os dados fazem parte do 12º e último levantamento de grãos da safra atual, divulgado hoje (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo o presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, três aspectos favoreceram o recorde. “O primeiro está relacionado ao crédito tanto para custeio quanto para comercialização. O segundo foi o clima favorável na segunda safra de Mato Grosso. Em terceiro, o incremento cada vez maior da tecnologia no processo produtivo do campo.”
A cultura de soja apresentou incremento de 4,62 milhões de toneladas (5,7%) na produção de 86,12 milhões de toneladas. O trigo teve acréscimo de 2,14 milhões de toneladas (38,7%) na produção, chegando a 7,66 milhões de toneladas. A elevação se deve ao aumento de 21,4% na área plantada.
O feijão, com melhor produtividade, registrou elevação de 637,8 mil toneladas ou o equivalente a 22,7%, totalizando 3,44 milhões de toneladas. Já o milho total (primeira e segunda safras) teve queda de 1,6 milhão de toneladas, o que equivale à perda de 2%, passando de 81,5 milhões para 79,9 milhões de toneladas, como reflexo da diminuição da primeira safra. “A série histórica mostra que a primeira safra do milho tem sido cada vez menor. Mas, na segunda safra, ela tem sido compensada. Acredito que a tendência para a próxima safra seja exatamente essa”, destacou o presidente da Conab.
O fechamento do ciclo ocorrerá em dezembro, com a participação dos produtos de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale) e as safras de feijão e milho do Nordeste.
O total de área plantada chega a 56,93 milhões de hectares, o que significa alta de 6,3% em relação aos 53,6 milhões de hectares da safra 2012/2013. A soja teve crescimento de 8,8%, passando de 27,7 milhões para 30,2 milhões de hectares. O trigo apresentou crescimento de 21,4%, subindo de 2,21 milhões de hectares para 2,68 mil hectares. O feijão registrou aumentou de 8,4% e teve a área aumentada de 3,07 milhões para 3,33 milhões de hectares.
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Seneri Paludo, ressaltou que a perspectiva de recorde se deve à quantidade de recursos disponíveis ao setor. “Foram anunciados R$ 136 bilhões e foram utilizados mais de R$ 156 bilhões tanto para custeio quanto para investimento”, disse. “Se você olhar para todos indicadores econômicos, é a agropecuária que vem sendo o carro-chefe do país”, completou.
A Conab fez a pesquisa do dia 24 a 30 de agosto, levantando informações para a pesquisa em parceria com agrônomos, cooperativas, secretarias de agricultura, órgãos de assistência técnica e extensão rural (oficiais e privados) e agentes financeiros e revendedores de insumos.
Nesta terça-feira, no Rio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou levantamento para a safra de grãos 2013/2014. Segundo o instituto, a produção nacional deve chegar a 193,6 milhões de toneladas. A diferença entre os dados divulgados pelo IBGE e pela Conab se deve aos períodos avaliados. O instituto analisa a colheita de janeiro a dezembro, enquanto a Conab se baseia no ano-safra, que vai de agosto a julho do ano seguinte.
*Colaborou Kelly Oliveira
Fonte - Agência Brasil  09/09/2014

Começa a 20ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da AEAMESP

Transportes sobre trilhos

Começa hoje a 20ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da AEAMESP em SP

RF
Metrô de Salvador - foto Pregopontocom
A 20ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da AEAMESP se inicia hoje. Nesta terça feira, às 14 horas, ocorre a abertura do congresso que apresentará também essa tarde a palestra "Cenário macroeconômico do país e o setor metroferroviário" e a entrega do Prêmio Tecnologia e Desenvolvimento Metroferroviários 2014 - CBTU e ANPTrilhos.
O congresso acontecerá até a próxima sexta-feira (12) e durante, os quatro dias de evento, contará com mais de com mais de cem palestrantes e mais de sessenta atividades técnicas. Confira a programação aqui: http://agenda.aeamesp.org.br/programa/
O evento será no Centro de Convenções Frei Caneca (Shopping Frei Caneca, Rua Frei Caneca, 569, Consolação - São Paulo).
Fonte - Revista Ferroviária 09/09/2014

AEROMÓVEL é destaque em conferência no Japão

Aeromóvel

Encontro que reúne lideranças empresariais e representantes dos governos brasileiro e japonês contará com apresentação sobre dados técnicos do modal.

Trensurb
Foto/Marco Prass, da Trensurb
A experiência de sucesso em Jacarta, na Indonésia, e o início das operações em Porto Alegre - ligando a Estação Aeroporto da Trensurb ao Aeroporto Salgado Filho -, fazem com que o Aeromóvel seja o destaque na Conferência da Sociedade de Engenharia Japonesa. O encontro ocorre amanhã, 09/09, em Tóquio, no Japão, onde estarão presentes especialistas na área de diversos países.
De acordo com o coordenador de engenharia do Aeromóvel, Diego Abs, que será o responsável pela apresentação, haverá um relato sobre a trajetória da concepção do projeto até a sua concretização, além de detalhes técnicos referentes ao seu funcionamento. Também serão divulgados os dados do primeiro ano de operação da linha em Porto Alegre. Neste período foram transportados mais de 635 mil passageiros. Outro aspecto que será abordado é o benefício ao meio ambiente. O custo de energia para manter o funcionamento é extremamente baixo na comparação com outros tipos de transportes similares, afirma Abs.
O evento ocorre em momento importante de parceria entre Brasil e Japão, uma vez que no mesmo dia terá início a XVII reunião Conjunta do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, em Tóquio. O encontro reúne lideranças empresariais e representantes dos governos dos dois países com o objetivo de aprofundar relações econômicas e melhorar o ambiente de negócios.
Para o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, "esse interesse pela aplicação da tecnologia aeromóvel não é gratuito, pois com os resultados obtidos até o momento, temos a certeza que estamos no caminho certo". Kasper disse ainda que, "por ser totalmente desenvolvido no Brasil e usar tecnologia 100% nacional, o aeromóvel tem movimentado a indústria e o mercado profissional do país. Durante os quase três anos de projeto, 59 empresas e 1.058 pessoas empenharam-se para que a construção da linha se concretizasse".

A linha metrô-aeroporto do aeromóvel
O projeto da primeira linha da tecnologia aeromóvel em operação comercial no Brasil é uma iniciativa da Trensurb e totalmente desenvolvido no país, usando tecnologia 100% nacional, de baixo custo de implantação e operacional, além de reduzido impacto ambiental. Funcionando alternadamente conforme a demanda, os dois veículos (um com capacidade para 150 passageiros, outro para 300) suspensos, movidos por propulsão pneumática, permitem a integração e acesso rápido e direto dos usuários do metrô ao terminal aeroportuário. O trajeto de 814 metros, com duas estações de embarque, é percorrido em dois minutos e meio.
Jânio Ayres/Kauê P. Menezes/Soraia Hanna
Fonte - Trensurb 08/09/2014

Governo autoriza duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna/Ba

Bahia

Governador J.Wagner autoriza duplicação da rodovia BR 415 que liga Ilhéus a Itabuna na Bahia.Nova via será construída na margem direita do Rio Cachoeira em dois anos.

A Tarde
Da Redação
Manu Dias | GOVBA
O governador Jaques Wagner autorizou, nesta segunda-feira, 8, a duplicação da BR-415 entre Ilhéus e Itabuna, no sul da Bahia. Wagner e o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, estiveram em Itabuna para o anúncio. A licitação deve ser finalizada em 45 dias e a expectativa é que a obra seja entregue em dois anos.
A via atual será mantida enquanto outra, pela margem direita do rio Cachoeira, será construída para compor a duplicação. Segundo o governador, essa medida trará menos impactos sociais com desapropriações.
Serão investidos R$ 116 milhões na obra, garantidos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). Serão construídos também contornos nos acessos a Ilhéus e Itabuna. Os projetos estão sendo feitos pelas equipes do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit).
Fonte - A Tarde  08/09/2014

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A AGONIA DO BRT - RECIFE

IMobilidade






Os "BRTs" do Recife brigando por espaço nas ruas da cidade.
Os corredores ainda não têm segregação.

COMENTÁRIO  Pregopontocom

A "febre dos BRTs",- de repente uma denominação dada a um sistema de transportes transformou-se em apelido para ônibus articulados -,e a busca por soluções para a mobilidade urbana,supostamente mais baratas,sem o planejamento devido,correto e adequado com tudo feito as pressas,não poderia ter outro tipo de consequência.Na verdade enganam a população vendendo "gato por lebre",colocando ônibus vistosos,só de aparência, mais que tecnicamente não resolvem os atuais problemas de mobilidade nas grandes e médias cidades brasileiras,além do que os projetos de BRTs implantados atualmente não observam e não contemplam as normas técnicas e padrões exigidos para que o sistema funcione como tal. Ônibus nunca foi,não é,e nunca será um veiculo adequado para o transporte de massa,a sua função é de alimentador,complementar e capilar.Essa insistência,essa teimosia de se preservar o ônibus a qualquer custo numa função que não lhe cabe continuara trazendo sempre grandes prejuízos,não só para o poder público com investimentos equivocados, como para a população das cidades,que continuarão sendo vítimas de um transporte ruim,lento e defasado.Vide os sistemas apelidados de BRT que já existem em funcionamento em algumas cidades brasileiras.

PS: Como piada vale a observação, o sistema em Recife é chamado de " Via Livre"...!!!!!!!!!!!!!!!!

"Não colaboro com o inimigo", diz militar convocado pela Comissão da Verdade

Comissão da Verdade

“Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo”, afirmou o oficial da reserva José Conegundes, ao se recusar a depor hoje (8) na Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Pedro Peduzzi 
Repórter da Agência Brasil 
Resistência das Forças Armadas em reconhecer
violações estimulou hostilidade de convocados,

diz Pedro Dallari -
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Para o coordenador da comissão, Pedro Dallari, a hostilidade deste e de outros militares foi estimulada pela resistência das Forças Armadas em reconhecer as violações aos direitos humanos cometidas durante a ditadura (1964-1985). Ele, no entanto, destaca o fato de a comissão ter recebido, do Ministério da Defesa, a “folha de alteração” de 114 militares suspeitos da prática desse tipo de violência.
A folha de alterações é “um documento preciso”, que registra, passo a passo, toda a trajetória funcional de um militar. Por meio dela, é possível documentar, por exemplo, datas de diárias e de passagens, ou mesmo atos e sessões das quais participaram os militares. Assim é possível saber se eles estavam nos locais onde, segundo testemunhas, teriam cometido os crimes.
“Nós estávamos pedindo [esses documentos] desde setembro às Forças Armadas. Havia muita resistência, mas recorremos, então, ao ministro [da Defesa, Celso Amorim]. Na semana passada [no dia 5] recebemos 114 das 115 folhas de militares cuja documentação havíamos solicitado. Houve, no entanto, um caso onde a viúva de um oficial recorreu ao Poder Judiciário e obteve liminar para que o ministério não a entregasse”, disse Dallari.
Ele lamentou a ausência de praticamente todos os depoentes previstos para hoje e, também, o tom “agressivo e hostil” apresentado por dois oficiais em resposta à convocação da CNV. “É a primeira vez que recebemos respostas grosseiras como essas”, disse Dallari, referindo-se às respostas dadas na véspera por dois convocados, José Conegundes e José Brant Teixeira.
“Segundo orientação do comando do Exército, as convocações devem partir daquela autoridade”, justificou Brant. Para Dallari, essas respostas representam “uma afronta” à comissão. “Optamos por informar o Ministério da Defesa para que apure. Até porque estamos diante de uma infração disciplinar. Nesse sentido, teremos de verificar se isso não pode estar ocorrendo em função de problemas de saúde, tal a gravidade da afronta.”
De acordo com Dallari, a comissão tem identificado muita resistência de oficiais da reserva convocados em colaborar com a comissão. “Temos absoluta clareza de que eles, de certa maneira, estão sendo estimulados pelo fato de que, até hoje, as Forças Armadas se recusam a reconhecer que houve tortura e graves violações de direitos humanos, na qual tiveram papel protagonista”, disse ele.
Até então, a justificativa mais comum para o não comparecimento era relativa à saúde dos convocados, já com idade mais avançada. “Mas agora eles parecem estar se sentindo mais estimulados a se recusar a depor. Esses depoentes que estão afrontando a comissão certamente se sentiram fortalecidos e estimulados por essa conduta dos comandos militares”, acrescentou Dallari.
Dos nove agentes da repressão convocados para depor hoje e amanhã (9) em Brasília, apenas um está sendo chamado pela primeira vez. O único que compareceu às audiências de hoje foi o oficial da reserva Ricardo Agnesi Faiadi, que, segundo Dallari, respondeu a todas as perguntas com um “nada a declarar”.
Entre os agentes que estão sendo novamente convocados está o coronel Sebastião Rodrigues de Moura, o Major Curió, e o coronel Leo Frederico Cinelli – ambos atuaram na repressão à Guerrilha do Araguaia, nos anos 70. Também foi reconvocado o general José Antonio Nogueira Belham, que comandava o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do Rio de Janeiro quando da tortura, morte e desaparecimento do deputado Rubens Paiva.
A ausência ou a recusa em responder às perguntas da comissão tem preocupado os integrantes do colegiado. “Mais do que um impasse nos trabalhos, isso pode gerar enorme frustração pelo fato de a comissão ficar impedida de exercer sua função legal, que é produzir um relatório sobre as graves violações de direitos humanos que ocorreram no Brasil”, disse Dallari. Ele tem estudado a possibilidade de fazer algumas conduções coercitivas para obter os depoimentos de oficiais.
“A lei estabelece que a comissão tem poder de convocação, e a condução coercitiva é uma decorrência natural desse poder. Inclusive nos certificamos desse entendimento junto ao Ministro da Justiça, que concordou integralmente com esse entendimento. Temos essa ferramenta, que evidentemente pode ser usada, mas com muita parcimônia. O que a comissão quer é que os depoimentos sejam prestados, que eles sejam feitos. Para isso, o que esperamos é uma postura de cooperação com a comissão”, disse.
Dallari lembra que a CNV já usou desse expediente no caso do capitão Wilson Machado, envolvido no atentado do Riocentro, no Rio de Janeiro. “Ele não compareceu, então, determinamos a condução coercitiva, e a Polícia Federal foi ao seu encalço. Ele não foi localizado, mas, posteriormente, acabou prestando depoimento.”
Fonte - Agência Brasil  08/09/2014

Agosto registrou maior intenção de viagem pelos brasileiros

Turismo

Nordeste é o destino preferido dos brasileiros - Dos que desejam viajar, 73,6% pretendem conhecer outros lugares do País, enquanto 26,4% planejam ir para o exterior. 

A Tarde
Da redação
Praia dos Carneiros, no município de Tamandaré
em Pernambuco - 
Christian Knepper
O mês de agosto registrou a maior intenção de viagem dos brasileiros no ano: 28,8%, de acordo com pesquisa do Ministério do Turismo divulgada nesta segunda-feira, 8.
Dos que desejam viajar, 73,6% pretendem conhecer outros lugares do País, enquanto 26,4% planejam ir para o exterior. O Nordeste, com 48,1%, foi apontado como a região preferida, seguida pelo Sul (21,2%), Sudeste (19,2%), Norte (7,3%) e Centro Oeste (4,2%).
Os meios de hospedagem mais requisitados são os hotéis e pousadas (52,3%), seguidos pela casa de amigos e parentes (37%) e outros (10,7%). Já o meio de transporte predileto para fazer a viagem é o avião (61%), seguido pelo automóvel (25,1%), o ônibus (10,2%) e demais meios (3,7%).
Foram ouvidos dois mil moradores de sete cidades do país: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, que representam 70% do fluxo de turistas do país.
Fonte - A Tarde  08/09/2014

Congresso internacional discute descarte de resíduos sólidos em SP

Meio ambiente

Mais da metade da população mundial, cerca de 3,5 bilhões de pessoas, não têm acesso a serviços básicos de gestão de resíduos sólidos - São dados como esses que darão suporte aos debates, iniciados hoje (8), do Congresso Mundial dos Resíduos Sólidos, que continua até o dia 11.

Camila Maciel 
Repórter da Agência Brasil 
Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil
Mais da metade da população mundial, cerca de 3,5 bilhões de pessoas, não têm acesso a serviços básicos de gestão de resíduos sólidos, aponta o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). São dados como esses que darão suporte aos debates, iniciados hoje (8), do Congresso Mundial dos Resíduos Sólidos, que continua até o dia 11. É a primeira vez que o evento, organizado pela Internacional Solid Waste Association (Iswa), ocorre no Brasil. O congresso reúne mais de mil pessoas de 68 países.
Para Carlos Silva Filho, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), associada à Iswa, uma das questões a serem abordadas refere-se ao impacto econômico de uma gestão inadequada. “Não traz só impactos ambientais negativos. Perde-se muito dinheiro, muitos recursos. Tudo o que é descartado, poderia voltar para o ciclo produtivo, seja na forma de matéria-prima, seja na forma de energia”, apontou. Ele aposta em uma conjugação de esforços entre a sociedade, o Poder Público e a iniciativa privada.
Entre as iniciativas inovadoras que serão apresentadas no congresso, Carlos Filho destacou o aproveitamento do resíduo de plástico como combustível, transformando-o em biodiesel, e o uso de materiais oriundos do lixo eletrônico, para recuperação de metais preciosos. Destacou, ainda, a necessidade de políticas de inserção de catadores do setor informal no sistema profissional da gestão de resíduos.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010, também foi destacada durante a abertura do evento. O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão, avaliou que, em apenas quatro anos, a política produziu resultados significativos. Um deles foi a grande participação na quarta conferência nacional sobre o tema. “Todos os estados fizeram as conferências e elegeram 1,2 mil delegados”, salientou.
O secretário ressaltou avanços na logística reversa como resultado da implementação da PNRS nos últimos anos. Maranhão citou como exemplo a indústria de eletroeletrônicos, de embalagens em geral e de descarte de medicamentos. Lembrou, ainda, que, em 2008, antes da aprovação da lei, o descarte adequado era uma realidade em 1.092 municípios, de um de 5.561. “No fim de 2013, esse número passou para 2.200, ou seja, 40% dos municípios”, comemorou.
Fonte - Agência Brasil  08/09/2014

Investimento em grandes obras pode atingir 2,5% do PIB no ano

Infraestrutura

De acordo com estudo da Inter.B, que será divulgado nesta semana no Fórum Nacional, no Rio, se confirmados os 2,54% do PIB, ele será superior ao que ocorreu nos últimos anos. Os autores do estudo, Claudio Frischtak e Katharina Davies, porém, veem os dados com ceticismo. Frischtak ressalta que a maior parte dessa alta tem a ver com a revisão para baixo do denominador.

Valor Econômico
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Apesar dos atrasos nos leilões de concessões, os investimentos em infraestrutura devem subir em 2014. Dependendo do cálculo, é possível que o montante investido em grandes obras alcance 2,5% do PIB neste ano, levemente superior ao observado em 2013.
Embora não apresentem a mesma tendência dos investimentos no país de forma geral, que estão em queda, economistas destacam limitações desses aportes em infraestrutura, que estiveram até agora muito mais focados em transporte rodoviário do que em outros modais. As ferrovias, por exemplo, não saíram do papel.
Como os leilões estão praticamente paralisados neste ano, algumas consultorias cortaram suas estimativas de avanço da infraestrutura neste ano. A Inter.B, por exemplo, reduziu a estimativa desse tipo de investimento em 2014, de R$ 131,7 bilhões para R$ 130,2 bilhões, embora como proporção do PIB esse resultado represente uma alta de 2,51% para 2,54% por causa da atividade mais fraca. Já a LCA Consultores calcula que o investimento em infraestrutura tenha subido de 2,5% em 2013 para 2,6% no primeiro semestre deste ano como proporção do PIB. A LCA não fez projeção para o ano como um todo. A Pezco Microanalysis, por sua vez, traça um quadro mais pessimista e estima que o investimento em infraestrutura neste ano será de 2% do PIB, ligeiramente menor do que os 2,1% do ano passado.
De acordo com estudo da Inter.B, que será divulgado nesta semana no Fórum Nacional, no Rio, se confirmados os 2,54% do PIB, ele será superior ao que ocorreu nos últimos anos. Os autores do estudo, Claudio Frischtak e Katharina Davies, porém, veem os dados com ceticismo. Frischtak ressalta que a maior parte dessa alta tem a ver com a revisão para baixo do denominador. A consultoria prevê alta nominal de 6% do PIB neste ano contra previsão anterior, mais otimista, de 8,13%. Isso fez com que subisse a proporção dos investimentos em infraestrutura em relação ao PIB. Além disso, foi revisado para baixo, em 1,1%, o valor dos investimentos previstos, por atrasos em obras como as do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"Se você pensa em recursos públicos, o que o BNDES emprestou e o quanto o governo se endividou, mesmo assim se avançou muito pouco", critica Frischtak. Nos cálculos da Inter.B, somente o investimento do segmento de transportes avançará em 2014. Os demais setores como saneamento, energia e telecomunicações ou encolhem ou permanecem estáveis em relação ao que foi investido em 2013 como proporção do PIB.
Frederico Turolla, sócio da Pezco e professor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), avalia que o governo apostou em infraestrutura logística, principalmente rodovias, em detrimento de outros segmentos, como energia elétrica e telecomunicações. Diz que "o país não precisaria escolher, mas o ambiente macroeconômico piorou e as incertezas no marco regulatório limitaram opções".
Para Turolla, o modo como foi feita a renovação dos contratos de concessões de energia em 2012, por exemplo, reduziu os investimentos no setor, que caíram de 0,9% do PIB naquele ano para 0,7% em 2014, de acordo com as estimativas da Pezco. As projeções da Pezco para transporte indicam estabilidade dos investimentos em 0,6% do PIB.
De qualquer forma, Turolla diz que o país perdeu uma "chance de ouro" de mudar a cara dos projetos levados adiante no Brasil e seguiu com o "rodoviarismo" que há décadas marca o desenvolvimento nacional. "A regulamentação excessiva mudou a dinâmica da alocação de recursos, que era mais privada e flexível, e a tornou engessada", afirma. O marco regulatório é a principal razão pela qual os projetos de ferrovias, que deveriam somar R$ 100 bilhões de investimentos nos próximos anos, não foram sequer a leilão até agora, ressalta.
Braulio Borges, economista-chefe da LCA, critica a demora na execução dos projetos. Ele calcula que entre 2013 e 2014 foram contratadas obras que somam aproximadamente R$ 120 bilhões, dos quais cerca de dois terços terão impacto sobre a economia nos próximos cinco anos. Além dos trechos rodoviários, estão na lista a concessão dos aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Minas Gerais, além de parcerias público-privadas nos Estados, como a linha 6-Laranja, do metrô em São Paulo. "Temos outros quase R$ 60 bilhões que ainda não foram contratados, mas que poderiam ter impacto no PIB neste ano, o que gera alguma frustração, e outros R$ 100 bilhões que só vão começar a partir de 2015", diz.
Os analistas lembram ainda que o país ainda está longe de investimentos em infraestrutura que correspondam a 4% do PIB, o que seria mais adequado e poderia alavancar o crescimento econômico de forma mais consistente.
Turolla, da Pezco, acredita que o país perdeu uma oportunidade de financiamento importante para incrementar sua infraestrutura em um ambiente marcado por forte liquidez internacional. Com oferta de capitais menor daqui para frente, com a normalização da política monetária nos Estados Unidos, o economista acredita que dificilmente o país conseguirá chegar a 4% do PIB em projetos de infraestrutura.
Para Frischtak, da Inter.B, para sustentar um crescimento do PIB de 4% ao ano, o que hoje seria na sua avaliação acima do potencial do país, mas alcançável com "reformas" na economia, os investimentos em infraestrutura deveriam ser de 4,5% do PIB.
Borges, da LCA, avalia que os atrasos nos leilões, com pouco investimento em portos e nenhum em ferrovias até agora, reduziram o impacto de curto prazo do Programa de Investimento em Logística. Para ele, deve demorar um pouco mais, possivelmente 2018, para que o investimento em infraestrutura se aproxime de 4% do PIB.
Borges avalia que o Brasil investiu 2,6% do PIB em infraestrutura no primeiro semestre, mas pondera que os dados podem ter sido levemente inflados por causa da finalização das obras da Copa do Mundo. Ainda assim, diz, outros indicadores, como o consumo de asfalto, apontam para um ano melhor para o segmento de transportes, com alta de 31% entre janeiro e julho deste ano, após crescimento de 3,3% em 2013 e de 4,3% em 2012.
Esse avanço costuma ser maior em ano eleitoral, ressalva Borges, mas diz que o desempenho deste ano se assemelha ao de 2010 (+32%), embora o ambiente econômico seja bastante diferente. "É sinal de que o investimento em infraestrutura rodoviária não está desacelerando como o investimento industrial", afirma.
Fonte - Revista Ferroviária  08/09/2014

Aumenta número de pessoas que procuraram por crédito em agosto

Economia

De acordo com os economistas da Serasa Experian, as medidas de estímulo ao crédito anunciadas pelo Banco Central a partir do final de julho impulsionaram os consumidores a buscar crédito com um pouco mais de ímpeto ao longo de agosto.

Flávia Albuquerque

Repórter da Agência Brasil
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O número de pessoas que buscaram crédito aumentou 6,6% em agosto na comparação com julho. Com relação a agosto de 2013, houve crescimento de 1,3% na procura por crédito, enquanto no acumulado de janeiro a agosto deste ano, a demanda registra queda de 5,2% ante o mesmo período do ano passado. Os dados são do Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, as medidas de estímulo ao crédito anunciadas pelo Banco Central a partir do final de julho impulsionaram os consumidores a buscar crédito com um pouco mais de ímpeto ao longo de agosto. “Entretanto, o desempenho frente ao mesmo período do ano passado continua enfraquecido, tendo em vista os juros mais elevados e o baixo grau de confiança do consumidor na economia”, aponta a análise.
A demanda cresceu em todas as faixas de renda em agosto, sendo que a maior alta foi 7,4% para as pessoas que ganham entre R$ 500 e R$ 1 mil mensais, seguida pela alta de 6,4% para os consumidores com renda mensal entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. Para os de rendimento abaixo de R$ 500, a procura foi 5,5% maior, e para os que recebem entre R$ 2 mil e R$ 5 mil por mês, alcançou 5,9% de crescimento.
No acumulado do ano, a maior queda na busca por crédito ficou entre os consumidores que ganham até R$ 500 por mês, com um recuo de 18,9%. Os consumidores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil e os que recebem mais de R$ 10 mil mensais exibiram recuo de 9%. Aqueles com renda mensal entre R$ 2 mil e R$ 5 mil tiveram queda de 5% e os que ganham entre R$ 500 e R$ 1 mil por mês diminuíram a demanda por crédito em 5,5%. A menor queda (-0,4%) foi observada na camada de rendimento entre R$ 1 mil e R$ 2 mil por mês.
Quando analisadas as regiões, o maior avanço foi no Sul, com alta de 10,7% em agosto. No Sudeste, o crescimento chegou a 8,4%; no Nordeste houve alta de 2,5%; e no Centro-Oeste, de 1,2%. Apenas a Região Norte teve recuo de 0,8% em relação a julho. A queda da procura por crédito no acumulado de janeiro a agosto de 2014 foi mais expressiva na Região Sul (-7,3%), seguida pela queda de 6,8% no Norte. No Nordeste, o recuo foi 5,9% e, no Sudeste, a demanda caiu 4,9%. Na Região Centro-Oeste, o recuo chegou a 0,2%.
Fonte - Agência Brasil  08/092014

Agência questiona ferrovias por metas descumpridas

Ferrovias

Diante das evidências de descumprimento generalizado das metas, a agência abriu processos administrativos para apurar se houve mesmo irregularidades ou se o festival de problemas foi causado por falhas na prestação de contas. Duas reuniões com todas as concessionárias já foram realizadas na sede da ANTT, em Brasília, para cobrar esclarecimentos. A autarquia não descarta aplicar sanções às empresas.

Valor Econômico
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As concessionárias de ferrovias têm praticamente ignorado o novo sistema de metas de desempenho criado pelo governo para evitar a concentração de suas atividades somente nos trechos mais lucrativos da malha federal. Seus trens estão cumprindo a movimentação mínima de cargas em apenas 189 dos 457 corredores ferroviários monitorados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Diante das evidências de descumprimento generalizado das metas, a agência abriu processos administrativos para apurar se houve mesmo irregularidades ou se o festival de problemas foi causado por falhas na prestação de contas. Duas reuniões com todas as concessionárias já foram realizadas na sede da ANTT, em Brasília, para cobrar esclarecimentos. A autarquia não descarta aplicar sanções às empresas.
O problema gira em torno das regras criadas há três anos para lutar contra o estado de semiabandono de boa parte da infraestrutura concedida à iniciativa privada. Na época, o diagnóstico do governo era de que as concessionárias só vinham explorando adequadamente cerca de 11 mil dos 28 mil quilômetros da rede de trilhos. Em mais de metade da malha existente, considerada menos rentável, o tráfego não chegava nem a um trem por dia.
Para reverter esse quadro, as ferrovias ganharam novas metas de desempenho - que é medido em toneladas transportadas por quilômetro útil (TKU), unidade de referência no setor. As metas, que eram estabelecidas para o conjunto da malha operada por cada concessionária, passaram a ser definidas para cada um dos corredores ferroviários dentro de uma mesma concessão. Com isso, imaginava-se que as empresas deixariam de privilegiar as regiões de maior demanda, inviabilizando pequenos usuários de escoar sua produção pelos trilhos.
A realidade, entretanto, parece diferente. De todas as concessionárias, a única que cumpriu rigorosamente as metas foi a Ferrovia Tereza Cristina, que atua em Santa Catarina. Mesmo assim, o desempenho foi considerado uma exceção pela ANTT, já que a empresa transporta principalmente carvão mineral - insumo que alimenta as usinas térmicas no Estado e cuja demanda disparou em meio à crise do setor elétrico.
Até as maiores concessionárias, como a América Latina Logística (ALL) e a MRS Logística, tiveram performance duvidosa. No caso da malha sul da ALL, que tem 7.265 quilômetros de extensão, a movimentação de cargas superou o mínimo exigido em apenas 36 dos 104 trechos monitorados. Na MRS, isso ocorreu em 41 dos 85 corredores ferroviários. Os números se referem a 2013 - o primeiro ano efetivamente monitorado pela ANTT.
A agência reguladora preferiu adotar uma postura de cautela diante desse cenário. "Tivemos uma conversa aqui e chegamos à conclusão de que havia algo errado. Não era razoável acreditar que todas as concessionárias, exceto uma, tenham descumprido a meta. Então decidimos chamá-las aqui", diz o diretor da agência Carlos Fernando do Nascimento.
Como não constavam dos contratos originais, as metas de desempenho por corredores ferroviários foram negociadas com as concessionárias. As metas previam que a carga mínima tem que ser transportada em pelo menos 90% do total de trechos concedidos a cada empresa - o restante configura uma espécie de margem de tolerância. "Se fica em 89%, ela já está sujeita às penalidades", explica Nascimento.
Das primeiras rodadas de conversas com as concessionárias, a ANTT deduziu apenas que houve ruídos na comunicação entre governo e empresas. Isso justificaria, na avaliação preliminar da agência, uma parte da avalanche de metas não cumpridas. "O que a gente percebeu é que pode haver descumprimento, mas também há falta de compreensão das concessionárias sobre como informar essas metas", afirma o superintendente de infraestrutura e serviços de transporte ferroviário de cargas, Jean Mafra Reis.
A suposta incompreensão das empresas levou a ANTT a estabelecer um processo de readequação das metas que vão vigorar de 2014 em diante. "Temos certeza de casos em que a concessionária, na hora de pactuar a meta, não entendeu e se comprometeu com o que não poderia cumprir", acrescenta o superintendente.
Em outras situações, a suspeita é de que o descumprimento não se deve a "ruídos" na comunicação, mas possíveis casos de concessionárias que, intencionalmente, assumiram metas que não poderiam atender, com o objetivo de "reservar" capacidade nos trechos. Nascimento garante que a ANTT não permitirá às empresas "sentar em cima" da capacidade não utilizada e que o espaço livre poderá ser oferecido no mercado. A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, que reúne as concessionárias, não quis se pronunciar sobre o assunto.
Fonte - Revista Ferroviária  08/09/2014