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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Tribunal questiona CPTM sobre licitações para manutenção de trens

Política

O documento com as questões do conselheiro Antonio Roque Citadini foi publicado no Diário Oficial.O TCE pede uma relação de todas as empresas que realizaram visitas técnicas, conforme o previsto na licitação

Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) enviou um documento para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) questionando possíveis irregularidades em seis licitações para a manutenção de 196 trens, em 2013, que totalizavam mais de R$ 600 milhões. O documento com as questões do conselheiro Antonio Roque Citadini foi publicado no Diário Oficial. Os itens foram elencados com base em informações de empresas que perderam as licitações. As vencedoras foram a empresa espanhola CAF e o consórcio TMT.
O TCE pede uma relação de todas as empresas que realizaram visitas técnicas, conforme o previsto na licitação; questiona o fato e que os contratos foram fechados em março de 2013 sendo que as propostas dos vencedores tiveram como data base novembro de 2011; por que foi adotada o critério técnica e preço para a contratação, sendo que em momentos anteriores outros critérios foram levados em conta; a vigência de quatro anos do contrato, sendo que a lei determina a anuidade.
O TCE também questionou sobre pagamentos à Concessão da Linha 4-Amarela do Metro.
A CPTM foi procurada, mas ainda não respondeu.
Fonte - Agência Brasil  08/07/2016

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Agência questiona ferrovias por metas descumpridas

Ferrovias

Diante das evidências de descumprimento generalizado das metas, a agência abriu processos administrativos para apurar se houve mesmo irregularidades ou se o festival de problemas foi causado por falhas na prestação de contas. Duas reuniões com todas as concessionárias já foram realizadas na sede da ANTT, em Brasília, para cobrar esclarecimentos. A autarquia não descarta aplicar sanções às empresas.

Valor Econômico
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As concessionárias de ferrovias têm praticamente ignorado o novo sistema de metas de desempenho criado pelo governo para evitar a concentração de suas atividades somente nos trechos mais lucrativos da malha federal. Seus trens estão cumprindo a movimentação mínima de cargas em apenas 189 dos 457 corredores ferroviários monitorados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Diante das evidências de descumprimento generalizado das metas, a agência abriu processos administrativos para apurar se houve mesmo irregularidades ou se o festival de problemas foi causado por falhas na prestação de contas. Duas reuniões com todas as concessionárias já foram realizadas na sede da ANTT, em Brasília, para cobrar esclarecimentos. A autarquia não descarta aplicar sanções às empresas.
O problema gira em torno das regras criadas há três anos para lutar contra o estado de semiabandono de boa parte da infraestrutura concedida à iniciativa privada. Na época, o diagnóstico do governo era de que as concessionárias só vinham explorando adequadamente cerca de 11 mil dos 28 mil quilômetros da rede de trilhos. Em mais de metade da malha existente, considerada menos rentável, o tráfego não chegava nem a um trem por dia.
Para reverter esse quadro, as ferrovias ganharam novas metas de desempenho - que é medido em toneladas transportadas por quilômetro útil (TKU), unidade de referência no setor. As metas, que eram estabelecidas para o conjunto da malha operada por cada concessionária, passaram a ser definidas para cada um dos corredores ferroviários dentro de uma mesma concessão. Com isso, imaginava-se que as empresas deixariam de privilegiar as regiões de maior demanda, inviabilizando pequenos usuários de escoar sua produção pelos trilhos.
A realidade, entretanto, parece diferente. De todas as concessionárias, a única que cumpriu rigorosamente as metas foi a Ferrovia Tereza Cristina, que atua em Santa Catarina. Mesmo assim, o desempenho foi considerado uma exceção pela ANTT, já que a empresa transporta principalmente carvão mineral - insumo que alimenta as usinas térmicas no Estado e cuja demanda disparou em meio à crise do setor elétrico.
Até as maiores concessionárias, como a América Latina Logística (ALL) e a MRS Logística, tiveram performance duvidosa. No caso da malha sul da ALL, que tem 7.265 quilômetros de extensão, a movimentação de cargas superou o mínimo exigido em apenas 36 dos 104 trechos monitorados. Na MRS, isso ocorreu em 41 dos 85 corredores ferroviários. Os números se referem a 2013 - o primeiro ano efetivamente monitorado pela ANTT.
A agência reguladora preferiu adotar uma postura de cautela diante desse cenário. "Tivemos uma conversa aqui e chegamos à conclusão de que havia algo errado. Não era razoável acreditar que todas as concessionárias, exceto uma, tenham descumprido a meta. Então decidimos chamá-las aqui", diz o diretor da agência Carlos Fernando do Nascimento.
Como não constavam dos contratos originais, as metas de desempenho por corredores ferroviários foram negociadas com as concessionárias. As metas previam que a carga mínima tem que ser transportada em pelo menos 90% do total de trechos concedidos a cada empresa - o restante configura uma espécie de margem de tolerância. "Se fica em 89%, ela já está sujeita às penalidades", explica Nascimento.
Das primeiras rodadas de conversas com as concessionárias, a ANTT deduziu apenas que houve ruídos na comunicação entre governo e empresas. Isso justificaria, na avaliação preliminar da agência, uma parte da avalanche de metas não cumpridas. "O que a gente percebeu é que pode haver descumprimento, mas também há falta de compreensão das concessionárias sobre como informar essas metas", afirma o superintendente de infraestrutura e serviços de transporte ferroviário de cargas, Jean Mafra Reis.
A suposta incompreensão das empresas levou a ANTT a estabelecer um processo de readequação das metas que vão vigorar de 2014 em diante. "Temos certeza de casos em que a concessionária, na hora de pactuar a meta, não entendeu e se comprometeu com o que não poderia cumprir", acrescenta o superintendente.
Em outras situações, a suspeita é de que o descumprimento não se deve a "ruídos" na comunicação, mas possíveis casos de concessionárias que, intencionalmente, assumiram metas que não poderiam atender, com o objetivo de "reservar" capacidade nos trechos. Nascimento garante que a ANTT não permitirá às empresas "sentar em cima" da capacidade não utilizada e que o espaço livre poderá ser oferecido no mercado. A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários, que reúne as concessionárias, não quis se pronunciar sobre o assunto.
Fonte - Revista Ferroviária  08/09/2014

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

População questiona escolha da Cidade Baixa para o réveillon de Salvador

Cidade

Carlos Vianna Junior
TB
foto - ilustração
Com o anúncio do prefeito ACM Neto sobre a mudança do local de celebração do Réveillon, da Barra para a Praça Cairu, a Tribuna quis saber como a população recebeu a novidade. O questionamento mais comum foi sobre a capacidade da praça, onde está o Mercado Modelo.
Apesar de gostarem da ideia, alguns acreditam que ela é muito pequena para receber o número de pessoas que serão atraídas pelas boas atrações. Já estão confirmados shows de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Saulo e Pablo. Outro ponto ressaltado pelos entrevistados é a dificuldade no novo local para a tradicional entrada no mar quando da entrega das oferendas à Rainha das Águas.
A novidade foi bem recebida pelo comerciante Samyr Abidalla, proprietário de um dos boxes do Mercado Modelo, há 20 anos. Ele, no entanto, discorda do fim a festa na Barra. “Poderia ser nos dois lugares. A Barra já tem uma tradição e não se desfaz uma história assim”, disse. Segundo o prefeito ACM Neto, o Réveillon da Barra estará suspenso devido às obras que estão em andamento no local.
Abidalla não acredita que a Praça Cairu tenha problemas para receber o público da festa. “Espaço tem. A segurança é que deveria ser uma preocupação. É uma região com muito sacizeiros”, advertiu. Ele resalta a beleza da praça, mas aponta outra situação que pode ser um ponto negativo para o Réveillon na Cidade Baixa. “As oferendas serão feitas e isso vai ser bonito. O problema é a sujeira da água, ninguém vai querer entrar, ou pelo menos não deveria. Além disso, é um mar com muitas ostras que podem cortar a quem se arriscar”, acrescentou.

Local da Cidade Baixa é um dos mais visitados
Para José Francisco Borges, vendedor de flores na região próxima à Praça Cairu, há mais de 50 anos, a festa pode ser um sonho, mas lhe falta a certeza de ser realizada do jeito que ele pensa. “Vou vender mais flores do que nunca vendi, imagino, mas não sei se vão me deixar aqui, e esse é o problema”, explicou. Ele acredita que o local é perfeito para a celebração da passagem do ano. Para a possibilidade da área não ter capacidade de receber um número grande de pessoas, Borges dá a solução. “Tem a Praça Municipal, lá em cima. As pessoas não precisam descer para ver os shows”, sugere.
O corretor de seguros, Eliezer Alcântara dos Santos, foi um dos poucos que não concordou com a mudança. Para ele a Cidade Baixa não tem condição de sediar eventos desse porte. E não é somente a falta de espaço e de estrutura que lhe faz pensar assim. “A praça fica no fundo do Mercado Modelo, de onde não se tem uma visão do mar e Réveillon e o mar têm que estar juntos”, aponta.
Até quem não conhece Salvador tão bem apresenta motivos para desconfiar que a festa de Ano Novo, realizada na área velha da cidade, pode não ser uma grande ideia. O estudante de Tocantins, fazendo turismo na Cidade Baixa, acredita que esse tipo de festa deveria ser realizada à beira de um mar onde as pessoas possam mergulhar e fazer seus pedidos dentro da água. Mas é sua companheira de viagem quem levanta uma questão não pensada até então. “E esses prédios tão antigos e mal conservados aguentarão a multidão dançando e a força da aparelhagem de som?”, perguntou.
De acordo com o prefeito, o Réveillon vai deixar de acontecer na Barra por conta das obras de requalificação da orla. A festa na Praça Cairu será realizada durante quatro dias. Começa no dia 29 e segue até o dia 1º de janeiro, com o projeto Pôr do Som, de Daniela Mercury. No dia 31 acontecerão shows de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Saulo e Pablo.
A reportagem procurou a assessoria da Saltur para saber maiores detalhes da festa, principalmente em relação às mudanças que devem ocorre no local para adequar a Praça Cairu como espaço de shows. A assessoria informou que todos os detalhes serão anunciados, provavelmente, na próxima quinta-feira, 5. Será anunciada, inclusive, uma grande atração artística cujo nome está mantido em segredo.
Fonte - Tribuna da Bahia  29/11/2013