UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Infiltração causou tragédia com trem da ALL em Rio Preto

Ferrovias

Perito diz que contratrilho instalado depois da tragédia vai inibir novos descarrilamentos - A movimentação da superfície, fenômeno conhecido como subsidência, em um trecho de 14 metros no quilômetro 201,350, provocou o rebaixamento dos trilhos em 2,5 centímetros, o suficiente para desencaixar o friso das rodas dando causa ao descarrilamento dos vagões.

Por Alexandre Gama e
Rodrigo Lima - Diário Web

Laudo da Polícia Civil concluiu que falta de drenagem de água pluvial, e consequente infiltração com movimentação do solo, foi a causa do descarrilamento do trem da América Latina Logística (ALL) que matou oito pessoas no bairro Jardim Conceição, em novembro do ano passado em Rio Preto.
A movimentação da superfície, fenômeno conhecido como subsidência, em um trecho de 14 metros no quilômetro 201,350, provocou o rebaixamento dos trilhos em 2,5 centímetros, o suficiente para desencaixar o friso das rodas dando causa ao descarrilamento dos vagões. A movimentação do solo teria ocorrido no teste de freios da composição, exigência para todos os cruzamentos em nível.
O perito William Cruz apontou que a infiltração de água da chuva foi provocada por “falta de drenagem adequada na rua Presidente Roosevelt.” No local, o aterro que dá sustentação aos trilhos formou uma espécie de represa da água da chuva que, ao longo dos anos, comprometeu a compactação do solo.
Ainda de acordo com a perícia, foram registrados pontos de vazamento de esgoto, já que análises do subsolo mostraram índices significativos de fluoretos, cloretos e cafeínas, resultantes da decomposição de material orgânico.

Fatalidade
No laudo do IC encaminhado nesta terça-feira, 20, para a Polícia Civil, Polícia Federal e Ministério Público Federal e de São Paulo, o perito não aponta responsabilidades diretas pelo acidente, que considera uma fatalidade. Mas alega que a ALL teria responsabilidade em monitorar os problemas de drenagem e comunicar a Prefeitura, que teria de promover as obras necessárias.
“Quanto às infiltrações de esgotos elas ocorrem por rompimento de alguma tubulação a montante do ponto de descarrilamento. Ao que tudo indica este tipo de acidente por subsidência do solo é inédito no mundo”, diz a conclusão do documento, obtido pelo Diário com exclusividade.
Segundo o perito, os representantes da ALL deveriam ter informado os problemas aos órgãos municipais como a Prefeitura e o Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae) para que fossem realizadas obras de drenagem na altura da rua Presidente Roosevelt.
A perícia descartou a possibilidade do descarrilamento ter ocorrido por conta da velocidade do trem, da falta de manutenção dos dormentes e dos trilhos. “Nem velocidade, nem dormente, nem trilho e nem elemento de fixação. Foi a subsidência natural do solo decorrente da infiltração. Tinha de ter feito drenagem adequada. Na Presidente Roosevelt se formava uma barreira de água”, disse Cruz.

Paliativo
Após o acidente a concessionária construiu um muro ao longo da linha no trecho do descarrilamento. Para o perito, que acompanhou a reportagem até o local da tragédia, as obras não vão impedir nova infiltração do solo.
Para ele, o solo do local está comprometido. “Precisam cuidar da drenagem. Não pode mais deixar infiltrar, não pode ficar mais comprometido do que já está. (Solução) exige trabalho pesado de engenharia. Teria de tirar os trilhos e compactar de novo o solo”, afirmou ele.
A Polícia Civil, Federal e Ministérios Públicos vão apurar agora as devidas responsabilidade. Por parte da ALL, se houve omissão na fiscalização do local, como não ter notificado a Prefeitura para fazer a “drenagem adequada” do local. “Se oficiou (a Prefeitura do problema), está respaldada, uma vez que o acidente ocorreu por causas alheias à sua vontade, manutenção e operação”, afirmou Willian Cruz.

Prefeitura e ALL não comentam laudo
A Prefeitura de Rio Preto e a concessionária América Latina Logística (ALL) não quiseram se manifestar sobre o resultado da perícia antes de ter acesso ao documento. O secretário de Comunicação, Deodoro Moreira, porém, adiantou nesta terça-feira, 20, que o papel de fiscalizar é da ALL.
Para o perito do Instituto de Criminalística (IC) de Rio Preto William Cruz, a Prefeitura deveria construir sarjeta e calçada ao longo da linha férrea no bairro Jardim Conceição, além de sistema de drenagem. "A rua é em aclive e toda a água escoa e encontra a linha férrea. Tinha de fazer calçada e sarjeta. Isso aqui permite a infiltração da água e vai continuar passando por baixo da linha (férrea). Olha como o muro afunda”, afirmou o perito.
Cruz disse que “há grande chance” de acontecer um novo acidente. “Não com as mesmas proporções por causa do contratrilho. Mas um novo descarrilamento por conta da depressão do trilho pode ocorrer”, disse em entrevista ao Diário no local do acidente ontem. Somente com obras de drenagem no local o problema será solucionado de acordo com o especialista. “Aqui é o grande ‘x’ da questão. A água vem do bairro e a água vai para lá (trilho). Precisava drenagem adequada com sarjeta e galeria. Sarjeta tinha de ter”, disse.
Cada composição que passa pela linha férrea em Rio Preto tem 80 vagões e cada um pesa até 120 toneladas. Ele diz que pesquisou e não encontrou no mundo acidente com as mesmas particularidades de Rio Preto. “Só um na Austrália. Trem carregado não descarrila. Foi uma fatalidade.”
O perito apontou ainda que a faixa de domínio definida por lei municipal não foi cumprida pelo loteador do bairro. Cruz indicou que os imóveis atingidos pelo trem foram construídos foram dos padrões estabelecidos pela legislação.
Fonte - STEFZS  21/05/2014

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Primeira mineradora de vanádio das Américas é inaugurada na Bahia

Economia

O governador Jaques Wagner participou da inauguração - A Vanádio de Maracás S/A, empresa do grupo canadense Largo Resources, possui o maior teor do metal em todo o mundo. 

TB
Foto: Carol Garcia
A primeira mineradora de vanádio das Américas foi inaugurada nesta quarta-feira (21/4), com a presença do governador Jaques Wagner, em Maracás, sudoeste da Bahia. A Vanádio de Maracás S/A, empresa do grupo canadense Largo Resources, possui o maior teor do metal em todo o mundo.
A planta baiana, que teve um investimentos de R$ 555 milhões, possui capacidade para produzir até nove mil toneladas por ano de pentóxido de vanádio.
A matéria prima é utilizada, principalmente, em indústrias de aços especiais nas áreas de óleo e gás, materiais cirúrgicos, turbinas eólicas e ferrovias de alta velocidade. A produção é exportada para mercados da Europa, Estados Unidos, Coréia do Sul e Japão.
O presidente das Operações no Brasil, Kurt Menchen, explica que a mina produz o melhor vanádio do mundo, favorecendo a competitividade no mercado. “A operação da Vanádio Maracás posiciona o Brasil estrategicamente na produção do minério, uma vez que a produção inicial corresponde a 7% do consumo mundial do mineral”, afirmou.

Desenvolvimento econômico
Além do setor industrial, a população de Maracás também ganha com a instalação da empresa no Brasil, que oferece desenvolvimento da economia e geração de emprego. A previsão é criar dois mil empregos diretos e indiretos, sendo que a maior parte da mão de obra é local.
“Tenho muito orgulho de participar desta história e de contribuir para a implantação da primeira mina de vanádio das Américas . Esta empresa vai dinamizar a economia do estado e do município, gerando emprego e renda. Os trabalhadores baianos são dedicados e tenho certeza que a direção da empresa vai se orgulhar da mão de obra”, afirmou o governador Jaques Wagner.
A cidade de Maracás, localizada a 354 quilômetros de Salvador, vive um momento de dinamismo da economia, antes baseada em agricultura, pecuária e produção de flores. “Antes de trabalhar aqui na mineradora, eu transportava melancias e não estava satisfeito com esse trabalho. Comecei na Vanádio como auxiliar de serviços gerais e hoje sou amostrador. Minha carteira é assinada e ganho um salário que me permite dar melhores condições de vida aos meus filhos e a minha esposa”, conta Ubiratan Moura, 39 anos.
A estimativa dos investidores é que, para cada emprego gerado direta ou indiretamente pela mineradora, até sete postos de trabalham sejam criados na região, impactando substancialmente nos negócios e na renda da população local.
Desde o lançamento da pedra fundamental da mina, em fevereiro de 2013, a cidade ganhou novos restaurantes, lojas e hotéis para atender à maior demanda com a chegada de executivos e trabalhadores, além do maior poder de consumo dos moradores contratados.
Segundo o pré-candidato do PT ao governo, Rui Costa, nos últimos 7 anos os investimentos no setor de indústria e mineração chegaram a R$ 17 bilhões e que o desempenho da indústria baiana superou o da nacional em 2013 e tem tudo para repetir o feito em 2014, apesar dos impactos de uma seca cruel, que castigou a população do semiárido.
Fonte - Tribuna da Bahia 21/05/2014

Sem acordo com os patrões, rodoviários ameaçam greve em Salvador

Transportes

Reunião aconteceu na sede da SRTE - A terceira reunião de conciliação entre o sindicato e o patronato, que aconteceu nesta quarta-feira, 21, com mediação do Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) acabou sem acordo. Os rodoviários não concordam com a postura do Setps de só negociar o reajuste salarial.

Teo Henrique
Com informações de Yuri Silva
Divulgação | Sindicato dos Rodoviários
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira, confirma que nesta quinta-feira, 22, a categoria decreta greve por tempo indeterminado. Para oficializar a decisão, duas assembleias serão realizadas na quinta, uma às 9h e outra às 15h. Contudo, o presidente informa ainda que será respeitado o prazo legal de 72h para o começo da greve. Há possibilidade segundo Fábio Primo, vice-presidente do sindicato, que os ônibus parem de circular de segunda-feira, 26, para terça-feira, 27.
A terceira reunião de conciliação entre o sindicato e o patronato, que aconteceu nesta quarta-feira, 21, com mediação do Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) acabou sem acordo. Os rodoviários não concordam com a postura do Setps de só negociar o reajuste salarial.
"Amanhã as duas assembleias vão oficializar a greve, e caso não seja respeitado nosso direito de greve a categoria pedirá demissão em massa.", disse Hélio Ferreira.
Já Jorge Castro, assessor de relações sindicais do Setps, não acredita nessa possibilidade, "Sinceramente não acredito nisso", falou.
Referente ao número mínimo de veículos nas ruas, o presidente do sindicato dos rodoviários, declarou que será definido pela justiça.
Os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 15%, tíquete alimentação de R$ 12 para R$ 20, participação nos lucros das empresas e redução da jornada de trabalho.
Fonte - A Tarde  21/05/2014

Brasil transportou 2,7 bilhões em trens e metrôs em 2013

Tranasportes sobre trilhos

“Se analisarmos um período um pouco maior vemos que de 2010 a 2013 o total de passageiros transportados por trens e metrôs aumentou 11% enquanto que a média de crescimento da malha foi menor do que 3%”, completa.
Em 2013, Joubert informa que foram transportados em trens e metrôs 9,3 milhões pessoas ao dia ou 2,7 bilhões ao longo do ano. Em 2012 foram 2,5 bilhões. 

ANPTrilhos
foto - ilustração
O transporte sobre trilhos apresentou crescimento de 8% no número de passageiros em 2013 (2,7 bilhões de pessoas). No entanto, apesar das várias obras de expansão anunciadas e em execução, a malha ferroviária de passageiros cresceu apenas 0,5% em relação a 2012, o que explica os altos níveis de lotação dos principais sistemas.
“Isso é um indicador da sobrecarga com que atuam os operadores do sistema sobre trilhos, o que implica na necessidade de maior investimento na malha existente e não apenas em obras de expansão”, afirma Joubert Flores Filho, presidente do Conselho da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos - www.anptrilhos.org.br).
“Se analisarmos um período um pouco maior vemos que de 2010 a 2013 o total de passageiros transportados por trens e metrôs aumentou 11% enquanto que a média de crescimento da malha foi menor do que 3%”, completa.
Em 2013, Joubert informa que foram transportados em trens e metrôs 9,3 milhões pessoas ao dia ou 2,7 bilhões ao longo do ano. Em 2012 foram 2,5 bilhões. Os dados constam da terceira edição do balanço anual do setor metroferroviário brasileiro divulgado hoje, em Brasília, pela ANPTrilhos, que representa praticamente 100% dos operadores metroferroviários.

Legado da Copa e Olimpíada
A ANPtrilhos considera positivo o legado de sistemas de transporte sobre trilhos que ficará para a sociedade, em razão dos novos projetos que tinham como motivação a Copa do Mundo e as Olimpíadas 2016. “Não se pode considerar ruim o fato de parte dos projetos ter sua execução postergada em razão de fatores diversos”, avalia. Nos próximos seis anos, a ANPTrilhos espera que sejam implantados mais 331 km de sistemas sobre trilhos, representados em 25 projetos. Além desses, há 20 projetos em carteira para implantação de 1,8 mil km em linhas que poderão triplicar a malha brasileira.

Balanço 2013
Sobre o desempenho dos sistemas sobre trilhos do Brasil, Joubert diz que há muito a se fazer para que o país alcance outras nações.
“Só o metrô de Shangai (China), uma cidade do porte de São Paulo, transporta 7 milhões de pessoas ao dia, quase o mesmo número de todo o Brasil. Precisamos avançar muito mais nesse tipo de transporte de massa”, acrescenta o dirigente. No Brasil são 16 sistemas sobre trilhos presentes em menos da metade dos estados (12 estados e o Distrito Federal), totalizando 972,5 quilômetros de extensão.
Segundo ele, o meio de transporte majoritário no Brasil é o automóvel (39% da população), seguido do ônibus (25%) e dos trens e metrôs (3,8%). “Com esta divisão, o brasileiro perde muito tempo em deslocamentos. Isso afeta a produtividade do cidadão e, claro, dos empregadores”, diz.
Os benefícios promovidos pelo sistema sobre trilhos, se monetizados, teriam gerado em 2013 um ganho da ordem de R$ 20 bilhões à sociedade. Isso apenas em relação à redução do tempo de deslocamento da população, do consumo de combustíveis e a consequente diminuição da emissão de gases poluentes, bem como à redução de acidentes no trânsito.

Sustentabilidade sobre trilhos
“O sistema usa carros (trens) movidos a energia elétrica basicamente. Consome pouca energia (1,7 GwH ou apenas 0,4% do total consumido em energia no país) e é de baixíssima emissão de CO2. É mais sustentável, transporta mais pessoas de uma vez e sua modernização e expansão devem ser prioridades no Brasil”, diz.
Os automóveis emitem 100g de CO2, os ônibus 80g e trens e metrôs apenas 50g. “O metrô de São Paulo, por exemplo, emite apenas 8g de CO2”, compara.
O sistema metroferroviário de passageiros no Brasil é responsável pela retirada de cerca de 1,1 milhão de carros e mais de 16.000 ônibus por dia dos centros urbanos onde há transporte regular sobre trilhos.
Operadores de trens e metrôs ampliam geração de empregos
O presidente da ANPTrilhos diz que o setor está aumentando a oferta de empregos.
“Em 2011 eram 28.000 empregados; em 2012, 32.300; agora em 2013 o número saltou 11,5%, ou seja, para 36.000. E isso em um ano em que a geração de empregos no Brasil foi abaixo das expectativas”, diz. Segundo ele, em cinco anos o setor empregará cerca de 60 mil pessoas.
Fonte - Revista Ferroviária  21/05/2014

Dilma sanciona lei que torna crime hediondo exploração sexual de crianças

Direitos Humanos

Aprovado em votação simbólica na última terça-feira (13) na Câmara dos Deputados, o projeto estipula como exploração sexual de criança e adolescentes a utilização deles em atividades sexuais remuneradas, a pornografia infantil e a exibição em espetáculos sexuais públicos ou privados.

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
A presidenta Dilma Rousseff sanciona hoje (21) à tarde a lei que torna hediondo o crime de exploração sexual de criança, adolescente ou pessoa vulnerável. A nova lei é sancionada durante a Semana Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.
Aprovado em votação simbólica na última terça-feira (13) na Câmara dos Deputados, o projeto estipula como exploração sexual de criança e adolescentes a utilização deles em atividades sexuais remuneradas, a pornografia infantil e a exibição em espetáculos sexuais públicos ou privados. A proposta diz que o crime ocorre mesmo que não haja ato sexual propriamente dito, mas qualquer outra forma de relação sexual ou atividade erótica que implique proximidade física e sexual entre a vítima e o explorador.
A pena prevista passa a ser de quatro a dez anos de reclusão, aplicável também a quem facilitar essa prática, impedir ou dificultar o seu abandono pela vítima. Incorrerá na mesma pena quem for pego praticando sexo ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 e maior de 14 anos no contexto da prostituição.
Os condenados por esse tipo de crime não poderão pagar fiança e não terão direito a anistia, graça ou indulto natalino. A pena imposta terá de ser cumprida inicialmente em regime fechado. Para a progressão de regime, será exigido o requisito objetivo de cumprimento de, no mínimo, dois quintos da pena aplicada, se o apenado for primário, e de três quintos, se reincidente.
A Lei do Crime Hediondo (8.072/90) já prevê essa classificação para outros dez crimes graves, como estupro de crianças e adolescentes menores de 14 anos e pessoas vulneráveis (que não têm condições de discernimento para a prática do ato devido a enfermidade ou deficiência mental), latrocínio e sequestro seguido de morte.
Antes de sancionar a nova lei, a presidenta Dilma Rousseff receberá os criadores do aplicativo Proteja Brasil, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) segunda-feira (19).
Desenvolvido para smartphones, o aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente, facilita a denúncia para esse tipo de crime. A partir do local onde o usuário está, o Proteja Brasil indica telefones e endereços e o melhor caminho para chegar a delegacias especializadas de infância e juventude, conselhos tutelares, varas da infância e organizações que ajudam a combater a violência contra a infância e adolescência nas principais cidades brasileiras.
Fonte - Agência Brasil  21/05/2014

China e Rússia celebram acordo de gás de 292 bilhões de euros

Internacional

O acordo entre a russa Gazprom e a Companhia Nacional de Petróleo da China (CNPC) foi celebrado pelos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping, no segundo dia de uma visita de Estado do líder russo à China.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
A Rússia e a China assinaram hoje (21) um acordo para fornecimento de gás natural russo nos próximos 30 anos, um negócio que vale o equivalente a 292 bilhões de euros (cerca de R$ 886 bilhões).
O acordo entre a russa Gazprom e a Companhia Nacional de Petróleo da China (CNPC) foi celebrado pelos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping, no segundo dia de uma visita de Estado do líder russo à China. Dessa forma, a Rússia diversifica seus mercados de gás natural depois da crise na Ucrânia, que fez o Ocidente ameaçar o país com sanções econômicas.
Com o acordo, em negociação há dez anos, espera-se que a China receba 38 bilhões de metros cúbicos de gás natural por ano, no que é o maior contrato que a Gazprom já fez. O gás será transportado pelo gasoduto Poder da Sibéria, que chega à China por meio da fronteira leste com a Rússia e abastece as províncias chinesas do Norte.
Fonte - Agência Brasil  21/05/2014

SNCF compra 341 trens mais largos que plataformas

Internacional

O problema foi revelado pela publicação francesa Le Canard enchaîné, que informou que 2 mil trens com o problema foram comprados por 15 bilhões de euros (R$ 45,6 bilhões) .

BBC Brasil
foto ilustração - Pregopontocom
A empresa de trem francesa SNCF cometeu um erro que vai custar dezenas de milhões de euros ao comprar 341 trens mais largos do que suas plataformas.
Por causa do equívoco, 1.300 estações terão que ser alargadas, a um custo de pelo menos 50 milhões de euros (R$ 152 milhões).
O problema foi revelado pela publicação francesa Le Canard enchaîné, que informou que 2 mil trens com o problema foram comprados por 15 bilhões de euros (R$ 45,6 bilhões) .
A SNCF, porém, disse que o erro afetou na verdade 341 trens, sem especificar quanto custaram.
As informações são de que o equívoco aconteceu porque o operador nacional do sistema ferroviário, RFF, deu as dimensões erradas para a empresa de trem SNCF.
Segundo o correspondente da BBC em Paris Christian Fraser, eles mediram as plataformas construídas há menos de 30 anos, sem atentar para o fato de que muitas das plataformas regionais da França foram construídas há mais de 50 anos, quando os trens eram um pouco mais estreitos.
Um porta-voz da RFF confirmou ter "descoberto o problema um pouco tarde".
O ministro dos Transportes, Frederic Cuvillier, culpou um "sistema ferroviário absurdo" pelo problema.
"Quando você separa o operador ferroviário da companhia de trem, isso é o que acontece", disse.
Fonte - Revista Ferroviária   21/05/2014

COMENTÁRIO Pregopontocom
Isso foi na França.....sem comentários. 

Avião KC-390 garante mobilidade estratégica de tropas e fortalece indústria nacional

Defesa

O projeto, que quer se tornar referência mundial, começou em 2009 e está em fase inicial de fabricação das aeronaves-protótipo, que devem levantar voo no final de 2014. O KC-390 será o primeiro protótipo deste programa.

BP

A presidenta Dilma Rousseff participa, nesta terça-feira (20), em Gavião Peixoto (SP), da inauguração do hangar dedicado à montagem final do avião KC-390 da Embraer. A aeronave de transporte tático militar e de reabastecimento em voo é um projeto conjunto da empresa com a Força Aérea Brasileira (FAB) e representa um grande avanço em tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira, sendo a maior aeronave produzida no país.
O projeto, que quer se tornar referência mundial, começou em 2009 e está em fase inicial de fabricação das aeronaves-protótipo, que devem levantar voo no final de 2014. O KC-390 será o primeiro protótipo deste programa.
O diferencial frente a outros aviões do mercado, inclusive o C-130 Hércules usado pela FAB, é que o KC-390 é multiuso, podendo desempenhar diversas funções, como operar em pequenas pistas na Amazônia, lançar paraquedistas, realizar busca, reabastecer outras aeronaves em voo, pousar na Antártica e lançar carga em pleno voo.
De acordo com Sergio Henrique da Silva Carneiro, Coronel Engenheiro e gerente do projeto, o KC-390 atende objetivos importantes.
“Com este avião podemos garantir a presença em todo o território nacional. Ao mesmo tempo, esse projeto fortalece a indústria aeroespacial nacional, que irá dar um salto e atingir um novo patamar. Além disso, a FAB precisa substituir aviões de transporte e é muito mais vantajoso comprar da indústria nacional”.

Aproximadamente 1.500 pessoas participam do projeto, na Embraer e mais de 30 empresas brasileiras foram contratadas para desenvolvimento e produção. Além de parcerias industriais com Argentina, Portugal e República Tcheca, o KC-390 possuiu 60 cartas de intenção de compra de diversos países; 28 unidades devem ser vendidas para a FAB. Estudos apontam potencial de mais de 700 aeronaves nos próximos 20 anos.
A Embraer e a FAB possuem um histórico de desenvolvimentos conjuntos bem-sucedidos, como é caso do Super Tucano. Para o desenvolvimento do projeto do KC-390, a FAB investiu R$ 4,9 bilhões, que incluem a produção de dois protótipos. O programa da aeronave foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“A Embraer participou de nossas missões para entender quais eram nossas necessidades. A FAB fez requisitos militares bastante exigentes e a Embraer topou o desafio. O KC-390 contará com sistemas de última geração e o processo de desenvolvimento também é extremamente inovador”, destaca Carneiro.
Fonte - Blog do Planalto  20/05/2014

EPL elabora portfolio com projetos de infraestrutura

Infraestrutura

O anúncio, feito em São Paulo, aconteceu durante o L.E.T.S, encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Participante do painel “Planejamento Integrado da Infraestrutura”

EPL
foto - ilustração
Um portfolio com indicativo de projetos para aprimorar a infraestrutura no Brasil deve ser entregue ao governo até o fim do ano. Elaborado pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL), o documento aponta projetos de infraestrutura considerados importantes para o desenvolvimento do país, afirmou o diretor-presidente da EPL, Paulo Sérgio Passos.
O anúncio, feito em São Paulo, aconteceu durante o L.E.T.S, encontro promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Participante do painel “Planejamento Integrado da Infraestrutura”, Paulo Sérgio Passos destacou que os modais ferroviário e rodoviário precisam ser atendidos com urgência.
“Temos a necessidade urgente de ampliar a capacidade das rodovias federais. Temos problemas muito sérios em relação à malha ferroviária do país, precisamos modernizá-la e ampliá-la”, afirmou Passos.
O L.E.T.S é o primeiro encontro promovido pela Fiesp a abordar de forma integrada as questões de logística, energia, telecomunicações e saneamento básico e ocorre até o dia 22 de maio.
Fonte - Revista Ferroviária  20/05/2014

terça-feira, 20 de maio de 2014

Países do Brics debatem políticas de desenvolvimento, no Rio

Internacional

O presidente do Intersul, economista José Carlos de Assis, disse à Agência Brasil que o principal objetivo do evento é o estabelecimento de um consenso sobre políticas de desenvolvimento nos países emergentes. “Discutir quais são as perspectivas dos pontos de vista histórico e econômico mais imediatas. 

Alana Gandra 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Especialistas do Brasil, da Rússia, Índia, China e África do Sul deram início hoje (20), no Rio de Janeiro, à Conferência Brics no Século 21, organizada pelo Instituto de Estudos Estratégicos para a Integração da América do Sul (Intersul), em parceria com o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O presidente do Intersul, economista José Carlos de Assis, disse à Agência Brasil que o principal objetivo do evento é o estabelecimento de um consenso sobre políticas de desenvolvimento nos países emergentes. “Discutir quais são as perspectivas dos pontos de vista histórico e econômico mais imediatas. Quer dizer, como você supera a crise mundial que ainda persiste, e como traça uma linha de destino comum em um conjunto de países que têm características muito similares e condições peculiares para estabelecer essa linha”.
Assis salientou que apesar da aparente divergência, os países que integram o grupo Brics têm um futuro muito parecido, especialmente em termos das opções econômicas e geo-políticas que se apresentam. “São países que têm estrutura de planejamento centralizado, têm bancos públicos poderosos, têm grandes empresas estatais estratégicas e já experimentaram a validade de políticas econômicas anticíclicas. É muito mais parecido do que as pessoas podem pensar”, indicou.
O presidente do Intersul acrescentou que a conferência visa que os países do Brics se valorizem dentro da perspectiva de que o caminho que estão trilhando é correto, apesar das diferenças marginais existentes. “Mas, no fundo, nós estamos dando certo, enquanto a Europa está afundando. Por que seguir o modelo europeu, ou mesmo o modelo americano, que está rastejando e não consegue tirar a economia do poço? Nós conseguimos. Talvez não com a intensidade que a gente gostaria, mas eu acho que sinaliza uma direção. É isso que nós vamos discutir aqui”.
Os organizadores pretendem transformar a conferência em um centro gerador de pesquisa e de conhecimento permanente dos países emergentes, que acompanhe os encontros de cúpula do Brics e que possa constituir uma ferramenta de apoio aos governos dos países em desenvolvimento na busca de respostas para os desafios estratégicos atuais nos campos da economia política, meio ambiente, geopolítica e ética na ciência, entre outros.
A conferência continua até a próxima sexta-feira (23).
Fonte - Agência Brasil  20/05/2014

STF adia julgamento de habeas corpus de Marco Prisco

Justiça

Prisco liderou um movimento grevista dos policiais militares da Bahia, encerrado no dia 17 de abril -  O processo deverá ser julgado na próxima terça-feira, 27, quando os ministros vão analisar pedido de prisão domiciliar. A liminar que pedia a libertação de Prisco foi rejeitada pelo ministro Ricardo Lewandowski no mês passado.

Agência Brasil
Lúcio Távora | Ag. A TARDE
A pedido dos advogados de defesa, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou o julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa do vereador Marco Prisco, que liderou o movimento grevista da Polícia Militar (PM) da Bahia. O processo deverá ser julgado na próxima terça-feira, 27, quando os ministros vão analisar pedido de prisão domiciliar. A liminar que pedia a libertação de Prisco foi rejeitada pelo ministro Ricardo Lewandowski no mês passado.
No dia 3 deste mês, o vereador sofreu um infarto no Presídio da Papuda, no Distrito Federal (DF), e está internado em um hospital público de Brasília. Após passar mal, a defesa do vereador pediu ao Supremo que ele cumpra prisão domiciliar devido ao seu estado de saúde.
Uma junta médica, formada por dois profissionais do setor de saúde do STF, fez um relatório, a pedido de Lewandowski, e concluiu que Prisco "não apresenta, no momento, evidência de cardiopatia que exija tratamento hospitalar ou domiciliar". Com base na conclusão, na sexta-feira (16) o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o vereador seja transferido para o presídio federal em Porto Velho.
Marco Prisco foi preso em Salvador, no dia 18 de abril, mas foi transferido para a Papuda, porque a ordem judicial determinou que ele deve ficar recolhido em instituição prisional federal. Prisco é presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) e vereador pelo PSDB em Salvador.
Ele liderou um movimento grevista dos policiais militares da Bahia, encerrado no dia 17 de abril. A prisão do vereador, no entanto, foi motivada por outra greve, também liderada por ele, em 2012. No ano passado, o Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) denunciou Prisco e mais seis pessoas por crimes praticados contra a segurança nacional durante essa paralisação.
Fonte - A Tarde  20/05/2014

Engenheiros querem colocar Brasil nos trilhos

Transportes sobre trilhos

O presidente da FNE e do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou a urgência em se fazer propostas para investimentos no sistema ferroviário brasileiro, deixado de lado por um longo período, embora seja reconhecidamente uma opção mais econômica e ambientalmente mais viável.

Escrito por Redação Portogente
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Marcando os 160 anos da ferrovia no País, completados em 30 de abril último, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) realizou, no dia 25 do mesmo mês, seminário visando diagnóstico do setor e a elaboração de propostas de melhorias e avanços. O evento aconteceu no auditório da Federação do Comércio (Fecomércio), na cidade do Rio de Janeiro, e contou com a presença do governador fluminense, Luiz Fernando de Souza, o Pezão. Ele se declarou “entusiasta da ferrovia” e manifestou apoio ao esforço de alavancar o setor: “Fico feliz em ver engenheiros. Este País ficou 30 anos cuidando da moeda e esquecemos de sonhar. Perdemos essa memória e vemos o País precisando de bons projetos. Para o Rio, é fundamental para a mobilidade urbana. Só vamos melhorar com trem e metrô. Contem comigo para ajudar.”
O presidente da FNE e do SEESP, Murilo Celso de Campos Pinheiro, destacou a urgência em se fazer propostas para investimentos no sistema ferroviário brasileiro, deixado de lado por um longo período, embora seja reconhecidamente uma opção mais econômica e ambientalmente mais viável.
Também prestigiaram a sessão de abertura do seminário o deputado Julio Lopes (PP-RJ), o diretor da Fecomércio, Natan Schiper, o subsecretário de Transportes do Estado do Rio, Delmo Pinho, o vereador da cidade de Campo Grande, Edson Shimabukuro (PTB), presidente do Senge Mato Grosso do Sul, a diretora regional Sudeste da FNE, Clarice Aquino Soraggi, e os coordenadores do projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, Fernando Palmezan Neto e Carlos Monte.
Ex-secretário de Política Nacional de Transportes e atualmente consultor na área, Marcelo Perrupato defendeu em sua palestra a necessidade de planejamento para que o País tenha transporte e logística adequados. “Temos que conhecer o território brasileiro e ser capazes de criar um sistema multimodal integrado com terminais nas hidrovias e nas rodovias, direcionado para os grandes conglomerados industriais (siderúrgicas e refinarias), para os Centros de Integração Logística e para os portos”, afirmou.
A ideia é “derrubar o mito de que ferrovia é para grandes distâncias e grandes cargas”. Na sua opinião, é preciso pensar o papel do modal num padrão de desenvolvimento que leve em conta a cadeia produtiva, não apenas a exportação de commodities, como minério.

Planejamento
Segundo ele, esse novo modelo é o que propõe o Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), que prevê R$ 428 bilhões de investimentos entre 2008 e 2023, sendo 47% do montante para o setor. Com alguns avanços, a ferrovia chegou a 2011 responsável por 30% da matriz de transporte, informou.
Ele propugnou ainda pela consolidação do que chamou de “ferrovia do século XXI”, com bitola larga, em vez de métrica, possibilitando maior velocidade, e regime de livre acesso, pelo qual diversas empresas podem utilizar os mesmos trilhos. “Na Alemanha, o resultado foi que hoje mais de 300 operadores passam pelas linhas, embora a gestão seja da companhia estatal. Ganhou-se competitividade.” No Brasil, observou ele, a proposta é que a Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias S.A., cuja estrutura está sendo revista com esse fim, seja a responsável pela contratação do operador privado.
O palestrante ressaltou que a programação de investimentos abrange também a recuperação de trechos dedicados ao transporte de passageiros nas antigas linhas que se estendem por áreas densamente habitadas por meio do programa de trens regionais. Perrupato lamentou o fato de essa utilização da ferrovia estar hoje basicamente reduzida a passeios turísticos.
Próximo a fazer sua exposição, Carlos Monte corroborou a necessidade de uma concepção estratégica de longo prazo. “Aos poucos, no setor de logística, consolida-se a visão de que é preciso planejamento. Isso deve ser cada vez mais um programa de Estado”, afirmou. Ele apresentou ainda o balanço, referente a dezembro de 2013, das obras e projetos para o setor previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Conforme Monte, são cerca de 15 empreendimentos que se espalham pelo País, em estágios diversos de andamento.
Hostilio Xavier Ratton Neto, professor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi mais um a reforçar a necessidade de se acabar com os improvisos. “A cultura no Brasil é de fazer obras e, para que sejam viabilizadas, apresenta-se custo inferior ao real. Depois, os projetos sofrem revisão, e o valor aumenta”, criticou.
A seguir, Wellington de Aquino Sarmento, consultor na área de transportes, falou sobre o Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias, cujo objetivo é “desenvolver o conhecimento da engenharia ferroviária, bem como o domínio e a atualização permanente da tecnologia do setor”.
Encerrando o evento, Francisco Costa, da Secretaria de Política Nacional de Transportes, apresentou, juntamente com a equipe técnica responsável, o projeto do Museu Ferroviário Nacional, que funcionará na Estação Barão de Mauá, inaugurada em 1854, no Rio de Janeiro. Informação da Federação Nacional dos Engenheiros.
Fonte -  STEFZS 20/05/2014

Autoridades e OIT pedem aprovação da PEC do Trabalho Escravo

Direitos Humanos

O lançamento, no Brasil, do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os lucros obtidos por meio da exploração do trabalho forçado foi marcado por apelos em defesa da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição do Trabalho Escravo (PEC 57A/1999) no Senado, cuja votação é esperada para o próximo dia 27.

Carolina Sarres 
Repórter da Agência Brasil
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OIT lança,no Brasil, o Relatório sobre Trabalho Forçado. Na mesa, a ministra da SDH-PR Ideli Salvati, o presidente do TST, Antônio José Levenhagen, e a diretora da OIT, Laís AbramoFábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O lançamento, no Brasil, do relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre os lucros obtidos por meio da exploração do trabalho forçado foi marcado por apelos em defesa da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição do Trabalho Escravo (PEC 57A/1999) no Senado, cuja votação é esperada para o próximo dia 27. A PEC prevê a expropriação das terras onde for constatada a exploração de trabalho análogo à escravidão ou o cultivo de substâncias psicotrópicas proibidas por lei.
De acordo com o documento da OIT apresentado nesta terça-feira (20), são lucrados US$ 150 bilhões por ano – cerca de R$ 331,5 bilhões – com a exploração da mão de obra forçada de mais de 21 milhões de pessoas. Diante desses dados, autoridades brasileiras esperam que a aprovação da PEC no Congresso e a promulgação pela presidenta Dilma Rousseff aconteçam.
"Os números que são apresentados nos auxiliam a construir esse ambiente favorável [à aprovação]. O que eles [exploradores] colocam no bolso com uma mão, a gente tira com a outra. Aí que entra a PEC, que vai mexer com a propriedade, a renda e o bolso”, disse a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH-PR), Ideli Salvatti, para quem a PEC será um importante instrumento para coibir o emprego de pessoas em situação análoga à escravidão.
Para o procurador-geral do Trabalho, Luiz Antônio Camargo de Melo, espera-se que a PEC seja aprovada para que o poder público possa contar com a ferramenta de poder decretar, respeitados os trâmites legais, a perda de um bem quando encontrado o uso de mão de obra análoga à escrava.
“Esperamos que o Senado aprove a PEC na próxima terça-feira, para que tenhamos mais uma ferramenta para enfrentar o trabalho escravo. Nosso grande ganho é a intervenção articulada entre governo, entidades da sociedade civil e de organismos internacionais e de outros países. Precisamos erradicar o trabalho escravo no Brasil. Todos os esforços são necessários e toda parceria é bem-vinda”, declarou o procurador.
De acordo com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Antônio José Barros Levenhagen, a proteção dos trabalhadores contra a exploração ainda carece de eficácia social plena. Segundo ele, entre 1995 e 2013, foram resgatadas mais de 46 mil pessoas submetidas a condições análogas à escravidão.
“Com políticas públicas que promovam os direitos humanos, a cidadania do trabalho, a reinserção das pessoas que foram submetidas a graves violações e integração dos órgãos do Estado, por certo haverá de se concretizar o ideário de uma sociedade mais justa e igualitária”, explicou Levenhagen.
Um caminho que, de acordo com a diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo, tem sido seguido pelo Brasil.
“O estudo confirma que o trabalho forçado é um dos crimes mais lucrativos do mundo. Pela primeira vez, há uma correlação sólida entre o trabalho forçado e pobreza. O Brasil, a partir do momento em que teve a coragem de reconhecer a existência do problema em seu território, vem adotando políticas de prevenção e combate”, explicou Abramo, que destacou a importância do país ter sido escolhido para sediar o lançamento do relatório da organização
A pesquisa da OIT mostrou que a exploração sexual é a atividade que gera maiores lucros. Os exploradores chegam a ter ganhos de US$ 99 bilhões anuais. Somado o lucro de todas as pessoas que exploram mão de obra fosse reunido, seria possível formar a renda de um país que ocuparia o 58º lugar entre os 189 países avaliados pelo Banco Mundial.
“O trabalho escravo é um fenômeno que vem se modificando e adotando novas características, precisamos de dados e pesquisas para nortear a elaboração de políticas públicas e compreender todas as dimensões do fenômeno execrável que é a redução de alguém a condição análoga a de escravo”, disse o secretário de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Paulo Sérgio de Almeida.
Na mesma cerimônia, foi lançado o projeto Consolidando e Disseminando Esforços para o Combate ao Trabalho Escravo no Brasil e no Peru, que teve a parceria do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos. Desde 2006, o Peru vem requisitando o apoio da OIT para desenvolver estratégias e políticas de combate ao trabalho forçado
A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, explicou que essa iniciativa promove um modelo efetivo de cooperação tripartite, entre o Brasil, os Estados Unidos e a OIT, em prol do Peru.
"O modelo fortalece as iniciativas do Brasil, exportadas a outros países, entre as quais as unidades moveis do Ministério do Trabalho, as convenções municipais, estaduais para a erradicação do trabalho escravo e o Pacto Nacional”, informou Liliana.
De acordo com o coordenador do programa de combate ao trabalho forçado da OIT no Brasil, Luiz Machado, será promovida a cooperação com o Peru por meio da implantação de experiências colocadas em prática no Brasil e do fortalecimento das já existentes – especialmente as de assistência às vítimas, prevenção e rompimento do ciclo da escravidão.
O projeto é organizado em eixos que contemplam o aumento do conhecimento sobre trabalho forçado no Brasil, do diálogo social e participação institucional, do engajamento do setor privado e de atividades voltadas à melhoria das políticas de prevenção do trabalho forçado no Peru. Também existem medidas para aperfeiçoar a fiscalização e a legislação vigente e para melhorar o modelo de assistência às vítimas, entre outras.
Fonte - Agência Brasil  20/05/2014

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Empresários dos Estados Unidos visitarão Cuba para conferir mudanças econômicas

Internacional

A viagem foi autorizada pelo Departamento do Tesouro – órgão responsável pela emissão de autorizações de viagem à ilha. O procedimento é realizado por causa do embargo que os Estados Unidos impõe à Cuba, há cinco décadas.

Da Agência Lusa
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Uma delegação de empresários dos Estados Unidos viajará para Cuba, na semana que vem, para analisar a situação econômica e buscar novas oportunidades de investimento. A informação foi divulgada hoje (19) pela Câmara de Comércio norte-americana. A comitiva será chefiada pelo presidente da instituição, Thomas Donohue.
“Esta viagem vai nos dar uma ideia, em primeira mão, das mudanças na política econômica [cubana] e se isto poderá criar possibilidades de fazer negócio”, disse Donohue, em comunicado divulgado pela Câmara de Comércio dos Estados Unidos.
A viagem foi autorizada pelo Departamento do Tesouro – órgão responsável pela emissão de autorizações de viagem à ilha. O procedimento é realizado por causa do embargo que os Estados Unidos impõe à Cuba, há cinco décadas.
O anúncio da visita foi feito no mesmo dia em que dezenas de personalidades do mundo político, intelectual, econômico e das forças armadas dos Estados Unidos pediram, em uma carta aberta dirigida ao presidente Barack Obama, mais medidas presidenciais para permitir uma maior interação com Cuba e acelerar as mudanças na ilha.
Fonte - Agência Brasil  19/05/2014

COMENTÁRIO  Pregopontocom 
Para quem anda criticando o Brasil por causa do porto de Mariel fica ai o alerta; será que não chegamos primeiro?????

Brasil atrai bancos de investimento especializados em fusões e aquisições

Economia

O banco de investimentos Greenhill vê oportunidades de negócios no Brasil - Preocupadas sobre potenciais conflitos de interesse com bancos que atuam tanto como emprestadores de recursos como assessores de operações, um número cada vez maior de empresas brasileiras estão optando por trabalhar com butiques em negócios envolvendo aquisições e reestruturações de dívida.

Reuters
Por Redação - CB

A Greenhill & Co e bancos globais de investimento estão se movendo para o Brasil, com foco em aproveitar forte atividade de fusões e aquisições ao atraírem clientes e negócios assessorados atualmente por grandes bancos.
Investidores abastados do Brasil como o empresário Abilio Diniz e João Alves de Queiroz Filho, que controla a empresa de bens de consumo Hypermarcas, estão cada vez mais preferindo empresas menores para assessorar acordos e ajudá-los a encontrar oportunidades de investimento no Brasil e no exterior.
Preocupadas sobre potenciais conflitos de interesse com bancos que atuam tanto como emprestadores de recursos como assessores de operações, um número cada vez maior de empresas brasileiras estão optando por trabalhar com butiques em negócios envolvendo aquisições e reestruturações de dívida.
Grandes bancos frequentemente buscam acordos grandes como oportunidade ampla para vender empréstimos, derivativos e outros produtos, enquanto as butiques fornecem serviços personalizados de assessoria. O número de aquisições no Brasil que envolveu essas empresas menores de assessoria cresceu mais de 20% desde 2009, segundo dados da agência norte-americana especializada em economia Thomson Reuters.
A BR Partners, liderada por Ricardo Lacerda, assessorou mais de 80 transações avaliadas em US$ 35 bilhões no período e a Rothschild tem cada vez mais superando grandes bancos de investimentoem termos de mandatos para ofertas de ações, fusões e reestruturação de dívida.
– Nosso negócio é competitivo em qualquer parte do mundo e o Brasil não é exceção. A história nos Estados Unidos, Europa e em outras partes mostra que os clientes cada vez mais buscam por empresas focadas apenas em assessoria em vez de grupos que vendem a eles muitos produtos financeiros – disse o presidente-executivo da Greenhill, Scott Bok.
A Greenhill abriu escritório no Brasil em outubro, confiante no cenário continua atraente apesar da fraqueza da economia. A empresa também quer assessorar companhias que estejam preparando ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).
Fontes da indústria afirmaram à agência inglesa de notícias Reuters que a Jefferies Group e a Centerview Partners Holdings, baseadas em Nova York, estão explorando opções para entrarem no Brasil, seja pela abertura de escritório ou por meio de parceria com sócio local. As empresas não comentaram o assunto.
Os novos entrantes enfrentam um mercado desafiador no Brasil, que passa por disputa intensa por talentos e por participação maior em um volume de comissões que tem encolhido. Desde 2010, o total de comissões geradas por atividades de banco de investimento caiu de US$ 800 milhões para US$ 1 bilhão, depois que redução em IPOs minimizou um aumento de transações de fusões e aquisições.
Fonte - Correio do Brasil  19/05/2014