segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Bicicleta roda mais na era digital

Ciclismo/Mobilidade  🚲

Congestionamento e poluição são dois grandes desafios para os planejadores das cidades modernas, da era da tecnologia.Ao falarmos de poluição nos centros urbanos, são indesejáveis a sonora e a do ar. Entretanto, não basta tirar a circulação dos veículos motorizados, sem propor solução para o deslocamento ágil. Nesse contexto, toma vulto o papel da bicicleta compartilhada com tecnologia.

Editor Portogente
Porto Gente
Inventada na China no século XVII, a bicicleta se destaca nos dias de hoje como parte da solução da mobilidade humana nas cidades modernas. Congestionamento e poluição são dois grandes desafios para os planejadores das cidades modernas, da era da tecnologia.
Ao falarmos de poluição nos centros urbanos, são indesejáveis a sonora e a do ar. Entretanto, não basta tirar a circulação dos veículos motorizados, sem propor solução para o deslocamento ágil. Nesse contexto, toma vulto o papel da bicicleta compartilhada com tecnologia.
A resposta dos usuários foi muito animadora. O primeiro grande esquema público de compartilhamento de bicicletas, o Velib, lançado em Paris em 2007, atraiu 20 milhões de usuários em seu primeiro ano. Além dos óbvios benefícios ambientais, também trouxe consideráveis ​​vantagens à saúde - estima-se que os usuários do Velib tenham queimado mais de 19 bilhões de calorias nos primeiros seis anos do esquema.
Quinze anos atrás, havia apenas quatro esquemas de compartilhamento de bicicletas em cidades ao redor do mundo, mas agora há quase 1.000. Agora, novos esquemas como Ofo, apelidado de Uber para motos, querem uma fatia da ação.
Ofo é a maior operadora de compartilhamento de bicicletas da China, com uma estimativa de três milhões de usuários diários em 34 cidades do país. Está em mais 150 cidades em todo o mundo. Os usuários clicam no aplicativo para localizar a bicicleta mais próxima e receber um código de quatro dígitos para desbloqueá-lo. Simples.
Novos tempos com a antiga e sempre prazerosa bicicleta na era da tecnologia.
Fonte - Portogente 29/09/2018

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Queremos trens urbanos e metrôs

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

Precisamos urgentemente de uma política permanente para o financiamento dos transportes públicos, com ênfase no modo metroferroviário, que tem de ser considerado como o coração do sistema de transporte público de qualquer grande cidade brasileira, devido à sua enorme capacidade de atender às crescentes demandas por transporte de massa e por sua reconhecida produtividade, competitividade e eficácia.

Marcus Quintela
Jornal do Brasil*

foto - ilustração/arquivo (linha 2 Metrô de Salvador)
Há pouco mais de 12 anos, em março de 2006, estávamos entrando no período eleitoral e resolvi escrever este mesmo artigo, aqui no JB, para chamar a atenção dos candidatos à Presidência e aos governos estaduais da época para os gravíssimos problemas dos transportes urbanos, que afetam a vida das pessoas e que são serviços públicos fundamentais para a qualidade de vida da população. Como poucos projetos foram implementados, desde então, e a situação continua periclitante em quase todas as grandes cidades brasileiras, volto a escrever sobre o assunto.
O transporte urbano precisa imperiosamente ser tratado pelos governantes como uma necessidade humana básica, assim como a educação, saúde, habitação, saneamento, segurança e nutrição. Entretanto, não é isso que constatamos em nossas cidades, que possuem sistemas de transportes deficientes, sacrificantes e altamente dependentes do transporte sobre pneus, em vez de privilegiar o transporte sobre trilhos, mais eficaz, econômico e menos poluente.
Precisamos urgentemente de uma política permanente para o financiamento dos transportes públicos, com ênfase no modo metroferroviário, que tem de ser considerado como o coração do sistema de transporte público de qualquer grande cidade brasileira, devido à sua enorme capacidade de atender às crescentes demandas por transporte de massa e por sua reconhecida produtividade, competitividade e eficácia. Além disso, o transporte de passageiros sobre trilhos tem um grande poder estruturante sobre a economia das áreas urbanas. Todavia, há o problema da viabilidade financeira para a expansão, modernização e construção de novos sistemas sobre trilhos.
Em praticamente todos os países, as receitas tarifárias dos metrôs e ferrovias de passageiros não cobrem seus custos totais, mas, nem por isso, deixam de ser implementados permanentemente, mesmo subsidiados oficialmente, de alguma forma, e continuam considerados como a principal solução de mobilidade urbana. No Brasil, a cobertura dos custos operacionais pelas receitas é muito baixa e os subsídios governamentais são muito elevados. Dessa forma, sugiro aos candidatos que, para as próximas eleições, incluam em seus planos de governo projetos de transporte público sobre trilhos e apresentem soluções orçamentárias e financeiras para seus financiamentos.
Para ajudar os candidatos, posso citar as seguintes ações para o financiamento de projetos metroferroviários: (a) destinação de percentual significativo da Cide para o sistema metroferroviário e garantia do restante para financiar a infraestrutura rodoviária do país; (b) determinação ao BNDES para a concessão de financiamentos para a infraestrutura, equipamentos e material rodante metroferroviário; (c) redução ou isenção dos tributos incidentes sobre o transporte público, incluindo combustíveis e energia elétrica; (d) apoio e fomento ao uso de energias renováveis, conforme definido no Protocolo de Kyoto, para que os recursos da venda do crédito carbono sejam investidos em infraestrutura de transportes; (e) criação de condições mais favoráveis para a decolagem das PPP federais, que ainda dependem de regras claras por parte do governo, segurança jurídica, marcos regulatórios definitivos e fundos garantidores consistentes e líquidos; (f) elaboração de estudos de viabilidade e de projetos básicos e executivos, para facilitar a atração de recursos financeiros, nacionais e estrangeiros; (g) criação de uma autoridade federal única para planejamento, execução, gerenciamento e fiscalização de projetos; e (g) incentivo fiscal e tributário à indústria metroferroviária nacional.
Espero que os candidatos percebam que o transporte metroferroviário de passageiros é de suma importância para o desenvolvimento econômico, social e ambiental do país, além de gerar dividendos políticos, pois proporciona forte geração de empregos, com reativação da indústria ferroviária nacional, evita perda de vidas humanas, com menos acidentes fatais, contribui com a qualidade de vida das pessoas, como menos poluições sonora e atmosférica, menos danos psicológicos, ganhos de tempo e mais segurança.
* Doutor em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, mestre em Transportes pelo IME e professor da FGV
Fonte - Revista Ferroviária  28/09/2018


quinta-feira, 27 de setembro de 2018

WTM18: evento traz simulação de cidade do futuro, cápsula de transporte e carro autônomo

Mobilidade/Tecnologia  🚅

Maior evento de mobilidade urbana do mundo, Welcome Tomorrow Mobility, traz para São Paulo iniciativas que vem revolucionando diversos setores.O evento também irá expor um protótipo de cápsula de transporte e um carro autônomo, o primeiro desenvolvido no Brasil. Uma cidade cinematográfica será projetada para que os visitantes tenham uma experiência 360, com ruas, praças, placas, sinalizações e outdoors inspirados em Manhattan. 

ANPTrilhos
foto - ilustração/arquivo
São Paulo, setembro de 2018 – Para realizar o principal evento de mobilidade do mundo, o WTC, em São Paulo, será fechado entre os dias 29 e 31 de outubro. Em mais de 12 mil m², será montada uma cidade cinematográfica que remeterá a uma cidade do futuro. O evento também irá expor um protótipo de cápsula de transporte e um carro autônomo, o primeiro desenvolvido no Brasil. Além dessas atrações, mais 150 iniciativas – entre startups e speakers nacionais e internacionais – discutem sobre o tema em quatro espaços: Arena do Futuro, Space Content, Tomorrow Is Now e Mobility for all.
A ANPTrilhos é parceira do WTM18 e realizará o workshop “Transporte sobre trilhos e o futuro da mobilidade nas cidades”, no dia 31 de outubro, às 14h.

Cidade do Futuro
Uma cidade cinematográfica será projetada para que os visitantes tenham uma experiência 360, com ruas, praças, placas, sinalizações e outdoors inspirados em Manhattan. Batizada de Arena do Futuro, a cidade vai integrar mais de 100 empresas e startups. Nela, será possível que o público experimente serviços e produtos, além de assistir a speeches e talk-shows e momentos de descontração com apresentações musicais e happy hour.

Carro Autônomo
O Iara – Intelligent Autonomous Robotic Automobile – é o primeiro carro 100% autônomo fabricado no Brasil. O projeto foi desenvolvido por pesquisadores da UFES, Universidade Federal do Espírito Santo, e é o primeiro no país a andar por vias urbanas e em rodovias sem intervenção humana. O automotivo estará nos três dias de evento e o público poderá conhecê-lo de perto, interagindo com o veículo.

Cápsula de Transporte
Outra novidade que chama a atenção é a cápsula flutuante de transporte da Hyperloop TT. O projeto consiste em transportar pessoas e produtos em cápsulas que se locomovem dentro de tubos. A movimentação é feita por levitação eletromagnética e pode chegar a uma velocidade de 1.200 quilômetros por hora. A ideia, inicialmente criada por Elon Musk, foi desenvolvida por Bibop Gresta, CEO global da Hyperloop TT, que instalou recentemente um centro de inovação em Contagem, Minas Gerais.
O futuro já começou! É isso que o organizador do evento quer mostrar para os mais de três mil visitantes que o evento deverá receber. “Mobilidade tem vários pilares e, um deles, é o modal. Vamos levar o que há de mais moderno para o WTM. As pessoas poderão conhecer alguns meios de transporte que até então pareciam ficção científica, mas que já são realidade”, adianta Flávio Tavares, idealizador do evento, fundador do Instituto PARAR e CMO da GolSat.

Sobre o WTM
Idealizado por Flávio Tavares, diretor de Marketing e Vendas da GolSat e PARAR Leader, o WTM, Welcome Tomorrow Mobility, é considerado o maior evento de mobilidade urbana do planeta. Sua sexta edição acontece nos dias 29,30 e 31 de outubro, no WTC Center, em São Paulo, e pretende atrair mais de três mil pessoas. O local de 12 mil m², inteiramente reservado para o evento, será dividido em vários espaços paralelos de conteúdo e experiências que acontecerão simultaneamente. Ao todo serão quatro espaços de conteúdo, mais de 100 palestrantes nacionais e internacionais com parceiros como Google, Cisco, Uber, Embraer, Voom Flights, entre outros. Além da programação, o visitante ainda conta com salas de coworking, salas de videoconferência e salas de descompressão com aulas de ioga, pilates e alongamento, shows e apresentações especiais, tudo isso em horários alternativos. Todo o evento será transmitido em tempo real para mais de 50 países, com tradução simultânea para inglês, espanhol e mandarim. A expectativa é reunir mais de 300 mil pessoas conectadas.
Fonte - AMPTrilhos  27/09/2018

Concluída a linha expressa de trem na China entre Harbin a Jiamusi

Transportes sobre trilhos  🚅

A nova linha com 19 paradas em todo trajeto,tem velocidade máxima de 200 km/h,deverá reduzir o tempo de viagem,atualmente de 6 horas, entre as duas cidades para apenas duas horas.A construção da linha teve inicio e julho de 2014.

Da Redação
foto - ilustração/Twiter
A nova linha de trem expresso entre Harbin a Jiamusi, com 343 km, na província de Heilongjiang situada no nordeste da China, teve a sua construção concluída e deverá entrar em operação no mês de setembro.
A nova linha com 19 paradas em todo trajeto,terá velocidade máxima de 200 km/h,e deverá reduzir o tempo de viagem,atualmente de 6 horas entre as duas cidades, para apenas duas horas.A construção da linha teve inicio em julho de 2014.
Os trens que entrarão em serviço na nova linha, estão adaptados para operar em condições de suportar  as variações severas de temperatura e as grandes altitudes existentes região.
Pregopontocom  27/09/2018

Vender Embraer para a Boeing fere soberania nacional, diz sindicalista

Aviação/Política 

A Boeing está disposta a pagar US$ 3,8 bilhões por 80% de uma joint-venture com a Embraer criada para operar no segmento de aviação comercial. A área de Defesa da Embraer continuaria como exclusividade da companhia nacional.A medida, contudo, pode sufocar o setor, já que os recursos da aviação comercial respondem pela maior parte do faturamento da ex-estatal brasileira. 

Sputnik
foto - ilustração/aruivo
A empresa brasileira Embraer e a estadunidense Boeing estão tentando fechar um acordo de compra desde o final de 2017. O governo Michel Temer disse que autorizaria a venda somente após as eleições, para não contaminar a disputa eleitoral.
A Boeing está disposta a pagar US$ 3,8 bilhões por 80% de uma joint-venture com a Embraer criada para operar no segmento de aviação comercial. A área de Defesa da Embraer continuaria como exclusividade da companhia nacional.
A medida, contudo, pode sufocar o setor, já que os recursos da aviação comercial respondem pela maior parte do faturamento da ex-estatal brasileira. Em 2016, a divisão de aviação comercial e executiva representou 85% do lucro líquido de R$ 21,43 bilhões da Embraer.
Para Hebert Claros, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e funcionário da empresa, a venda da Embraer representa um "ataque à soberania nacional".
"Nós não estamos tratando de qualquer empresa, a Embraer não fabrica qualquer tipo de produto. Ela fabrica aviões, é um produto de alto valor agregado, de alto valor tecnológico e estratégico para um país, nenhum outro país da América Latina faz aviões como a Embraer. Nós achamos que deixar uma empresa desse tamanho na mão dos americanos é perigoso para a soberania do próprio país", disse o diretor.
Outro ponto levantado pelo diretor do sindicato é que a Embraer ficaria totalmente refém dos rumos da política externa dos Estados Unidos.
"A Boeing tem total controle sobre o conselho administrativo. A Embraer só teria poder de voz, nem poder de voto ela teria. Nossa preocupação é que se amanhã, em uma possível guerra comercial, a Boeing achar que não vale mais a pena investir no Brasil, ela simplesmente pode escolher fechar a fábrica", explicou.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) promoveu uma audiência pública na semana passada em São José dos Campos, para discutir a possibilidade de demissões com a fusão da Embraer e da Boeing. Segundo estimativa do MPT, o negócio pode levar ao fechamento de cerca de 26 mil vagas diretas e indiretas ligadas à planta da empresa brasileira.
As demissões resultariam da transferência da produção de aeronaves para outros países. Hebert Claros estima que para cada emprego da Embraer são gerados de 7 a 9 empregos indiretos.
"Fica mais claro o que o sindicato tem alertado, de que não é uma joint venture, é uma entrega da Embraer. O sindicato vai encaminhar como proposta para os trabalhadores a mobilização direta para defender os empregos", completou.
O Governo Federal detém a chamada "Golden Share", ou ação de classe especial. Com ela, o Palácio do Planalto pode vetar alterações na Embraer em sete casos, como transferência do controle acionário e possíveis negócios que comprometam os programas militares do Brasil.
Fonte - Sputnik  26/09/2018

Programa Bicicleta Brasil pode beneficiar economia, saúde e meio ambiente

Ciclismo  🚲

A proposta visa aumentar a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados; e a realização de campanhas de incentivo ao uso da bicicleta.

Agência Senado
foto - ilustração/arquivo
O presidente da República tem até o dia 5 de outubro para sancionar ou vetar o Programa Bicicleta Brasil (PBB), aprovado recentemente pelo Senado. O objetivo do programa (PLC 83/2017) é aumentar os investimentos no setor.
A proposta visa aumentar a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados; e a realização de campanhas de incentivo ao uso da bicicleta.
O PBB tem como base a reserva de 15% dos recursos arrecadados com as multas de trânsito em todo o país. Como o valor gira em torno de R$ 9 bilhões por ano, significa que o programa, se efetivado, terá um orçamento de ao menos R$ 1,3 bilhão anuais. O programa também deverá receber recursos da CIDE-Combustíveis (percentual a ser definido em regulamento), de repasses dos governos federal, estadual e municipal, de doações de organismos de cooperação internacionais ou nacionais, de empresas e até de pessoas físicas.
Durante sua tramitação no Congresso, o PBB teve o apoio oficial da União dos Ciclistas do Brasil (UCB) e da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Para estas entidades, o reforço ao uso das bicicletas poderá trazer importantes benefícios econômicos e sociais ao país.

Benefícios
Recentemente o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) publicou uma pesquisa relacionada ao uso da bicicleta em São Paulo, concluindo que a adesão da população paulistana ao uso da bicicleta resultaria numa economia de R$ 34 milhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS). A economia viria da queda do número de internações por diabetes ou doenças circulatórias, com base em dados oficiais do setor hospitalar.
Os ciclistas já são responsáveis por uma redução de 3% na emissão de CO2 pelos meios de transporte paulistanos. O Cebrap ainda avalia que estas emissões podem cair até 18%, se for atingido todo o potencial ciclístico da cidade.
O Cebrap também demonstra que um paulistano que usa majoritariamente o transporte coletivo em seus deslocamentos pode economizar até R$ 140 por mês caso passe a priorizar a magrela. E para quem usa mais o carro particular, a economia pode chegar a até R$ 450 mensais.
Por fim, os cidadãos das classes C e D poderão economizar até 14% da renda mensal (R$ 214) caso incorporem a bike a seus dias úteis. E se todo o potencial ciclístico de São Paulo for aproveitado, haverá um acréscimo de R$ 870 milhões no PIB municipal em razão da economia de tempo nos deslocamentos.
Em julho a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também lançou um estudo oficial sobre o tema, chamado A Economia da Bicicleta no Brasil .
O levantamento destaca, com base em números de 2016, que o Brasil contava à época com quase 6 mil lojas dedicadas ao comércio de bicicletas, peças e acessórios, empregando diretamente quase 14 mil trabalhadores. Mais de 76% das bicicletarias tinham até cinco funcionários e 22,4% delas empregavam apenas um. Uma das características principais do ramo, segundo a UFRJ, é justamente a tendência de se configurarem como lojas de pequeno porte. Cerca de 83% destes estabelecimentos optam pelo regime de tributação SIMPLES.
A pesquisa mostra ainda que o faturamento médio deste tipo de loja gira em torno de R$ 800 mil anuais e que 22% vendem entre R$ 50 e R$ 200 mil por ano. Outros 20% movimentam entre R$ 200 e R$ 500 mil anuais e apenas 1% dos estabelecimentos faturam mais que R$ 10 milhões.
Cerca de 36% destas lojas estão abertas há mais de 10 anos, enquanto outros 13% estão no mercado há mais de 30 anos. Chama a atenção, porém, que 18% estejam funcionando há menos de 2 anos.

Cicloativismo
A pesquisa detectou ainda 55 entidades dedicadas ao cicloativismo no país, que receberam R$ 5,1 milhões de financiamento público e privado, da venda de produtos e da promoção de eventos em 2016.
O levantamento também mostra que, entre 2007 e 2017, foram realizados 124 projetos de pesquisa centrados na bicicleta no país, ao custo de R$ 3,7 milhões.
Já com base em dados da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), a UFRJ mostra que foram realizados 203 eventos esportivos ligados à bicicleta no país em 2016.
Estas competições contaram com a participação de mais de 149 mil atletas e acompanhantes, que gastaram mais de R$ 46 milhões em hospedagem em cidades de todo o país, a maioria no interior. Já em 2017, somente cada etapa da Copa Internacional de Mountain Bike, realizada durante finais de semana, empregou 1.200 pessoas.
Fonte - Revista Amazônia  26/09/2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Acervo sobre as ferrovias do Rio será digitalizado e aberto ao público

Patrimônio ferroviário  🚃🚃🚃🚃

A Estação Leopoldina foi inaugurada em 1926 e foi desativada em 2004. Durante os anos 1990, chegava e saía deli o Trem de Prata, que circulou entre Rio e São Paulo. O edifício, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ainda chegou a ser utilizado eventualmente em eventos culturais até 2015.O prédio, localizado no centro da capital fluminense, está desativado e preocupações em relação à sua integridade vêm ganhando visibilidade desde o incêndio que consumiu o Museu Nacional.

Leo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
Fernando Frazão/Agência Brasil/Agência Brasil
Buscando preservar a história da rede ferroviária que atravessa o Rio de Janeiro, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) assinou hoje (25) um acordo com a Secretaria de Estado de Transportes para digitalizar o acervo que se encontra guardado no antigo edifício da Estação Barão de Mauá, popularmente conhecida como Estação Leopoldina. O prédio, localizado no centro da capital fluminense, está desativado e preocupações em relação à sua integridade vêm ganhando visibilidade desde o incêndio que consumiu o Museu Nacional.
O acordo foi assinado em cerimônia no próprio edifício. Entre os documentos que ganharão versão digital estão mapas, plantas e manuais de operações, inclusive de trens que já foram aposentados e estações desativadas. Todo o material ficará disponível ao público no banco de dados da plataforma digital MP em Mapas.
"Não podemos estimar um prazo. A partir de agora, nossos técnicos darão início aos trabalhos e tão logo os documentos estejam aptos a ser disponibilizados, eles estarão nas nossas redes. É de suma importância a preservação, para que a nossa história não se perca como aconteceu recentemente no incêndio do Museu Nacional", avaliou o procurador-geral de Justiça do MPRJ, Eduardo Gussem.
O secretário de transportes do Rio, Rodrigo Vieira, avaliou que as informações contidas no acervo podem subsidiar a elaboração de novas políticas de transporte. "Temos, por exemplo, todo o dimensionamento das vias ferroviárias do Rio de Janeiro, de todas as estações e de todas as plataformas. E nós mantivemos essa riqueza durante todos esses anos. Podemos, a partir desses documentos, ler o presente e planejar o futuro. Acredito que o sistema ferroviário é o que tem maior capacidade de incremento do número de passageiros", diz.
Ainda de acordo com o secretário, também está sendo firmado pelo estado uma parceria com o governo do Japão para estudar uma reorganização das linhas de ônibus, para que elas funcionem como abastecedoras do sistema ferroviário e metroviário.

Fernando Frazão/Agência Brasil/Agência Brasil
História
A Estação Leopoldina foi inaugurada em 1926 e foi desativada em 2004. Durante os anos 1990, chegava e saía deli o Trem de Prata, que circulou entre Rio e São Paulo. O edifício, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ainda chegou a ser utilizado eventualmente em eventos culturais até 2015.
Desde então, o espaço eles estão fechado ao público. A fachada do edifício está deteriorada e tomada por pichações.
Junto às plataformas da estação estão armazenados trens velhos e enferrujados. No interior do edifício, a maioria das salas está vazia, praticamente sem mobília, sendo o local onde está o acervo uma das poucas exceções. O espaço, porém, está limpo e há extintores de incêndio espalhados pelos corredores. A energia elétrica está desativada.
Ao assinar o acordo para digitalização dos documentos, Eduardo Gussem considerou excelente o estado de conservação. "É uma estação que tem quase um século de existência. Me parece muito bem conservada", disse o procurador do MPRJ.

Obras emergenciais
O Ministério Público Federal (MPF) vem alertando para os riscos de desabamentos e de incêndio no prédio e obteve, na semana passada, liminar da Justiça Federal ordenando que os proprietários do imóvel executem obras emergenciais. A propriedade do prédio é dividida entre o governo federal e o governo estadual. A parte do estado está cedida à SuperVia, conforme o contrato de concessão assinado com a empresa que é a atual responsável pelos serviços de transporte ferroviário no estado.
Na liminar, o juiz federal Paulo André Espírito Santo, da 20ª Vara Federal do Rio de Janeiro, estabeleceu prazo de dez dias para os réus apresentarem documentos como Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI). Também ordenou, no prazo de 180 dias, realização de obras emergenciais, instituindo multa diária de R$ 10 mil por descumprimento.
Segundo o secretário Rodrigo Vieira, as ações necessárias já estavam sendo tomadas pelo governo estadual e pela SuperVia antes mesmo da ação movida. "Já temos um plano de incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros, que vamos buscar recursos para executar. É um prédio antigo, que demanda manutenção permanente, mas a estrutura dele é sadia. Temos acompanhamento diário, segurança 24 horas e estamos abertos a desenvolver projetos de restauro. Estamos colocando uma nova proteção na fachada e um novo apara lixo", disse.
Vieira também afirmou que já há processo de licitação em curso para contratar um mapeamento visando a restauração da fachada. Ele lamentou, porém, a ausência de medidas por parte do governo federal. Em nota divulgada na semana passada, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, afirmou que as obras na parte externa do prédio são responsabilidade do governo do estado e que, para as demais intervenções, aguarda a realização de uma perícia, a partir da qual será definido o projeto de reforma do imóvel.
O plano da Secretaria de Estado de Transportes é permitir que o prédio volte a sediar atividades culturais, o que esbarra na carência de recursos. A pasta pretende buscar parceiros na iniciativa privada e em instituições públicas. "Temos uma característica arquitetônica muita especial e estamos guardando isso tudo. Nosso objetivo é abrir as portas", disse o secretário.
Fonte - Agência Brasil  26/09/2018

Petrobras: vetor de desenvolvimento

Ponto de Vista   

A defesa da Petrobras, conforme Ricardo Maranhão diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras, significa garantir um patrimônio imensurável do País, que é o pré-sal, “a maior descoberta de petróleo, no mundo, nos últimos 20 anos”. “Ela significa uma nova ‘fronteira’ geológica”, completou. Os desafios para explorar esse petróleo que está a 300km mar adentro, como descreve, são enormes, “mas os resultados são compensadores, e a Petrobras já desenvolveu, em parceria com mais de 100 universidades e centros de pesquisa do País, tecnologias para essa exploração”.

Editor Portogente
foto/Ilustração
Ricardo Maranhão, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras, em evento recente dos engenheiros, na capital paulista, defendeu a retomada do desenvolvimento do País com a preservação e valorização do setor de petróleo e gás e da Petrobras. A petrolífera, afirmou, é responsável por cerca de 60 mil empregos diretos e ainda por mais de 1 milhão de empregos indiretos nas diversas frentes de produção ligadas à área de hidrocarbonetos. “A Petrobras gera de R$ 32 bilhões a R$ 35 bilhões de royalties em função da produção de petróleo e gás. Gera royalties para 900 municípios brasileiros diretamente e outros tributos para 14 Estados.”
Ressaltando a sua total concordância com o combate à corrupção em todos os níveis de governos e nas empresas, Maranhão ressalva a nocividade de se paralisar setores produtivos importantes do País, como a própria Petrobras e outras grandes empresas, no desenrolar da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. “Deixo claro que sou totalmente favorável a investigação, mas a Petrobras foi vítima da corrupção numa combinação de políticos inescrupulosos, executivos de empreiteiras e de alguns petroleiros que não souberam honrar a camisa da empresa. Ela não pode ser penalizada e desvalorizada como estão fazendo.”
Nesse sentido, ele critica as duas últimas gestões da companhia, de Pedro Parente (que pediu demissão em 1º de junho último, após a paralisação de mais de 20 dias dos caminhoneiros por causa do preço dos combustíveis) e a atual de Ivan Monteiro, totalmente alinhadas às políticas neoliberais de entrega das riquezas do Brasil ao capital estrangeiro.
A defesa da Petrobras, conforme Maranhão, significa garantir um patrimônio imensurável do País, que é o pré-sal, “a maior descoberta de petróleo, no mundo, nos últimos 20 anos”. “Ela significa uma nova ‘fronteira’ geológica”, completou. Os desafios para explorar esse petróleo que está a 300km mar adentro, como descreve, são enormes, “mas os resultados são compensadores, e a Petrobras já desenvolveu, em parceria com mais de 100 universidades e centros de pesquisa do País, tecnologias para essa exploração”.
Em 2013, informa, todos os poços perfurados do pré-sal tivera 100% de acerto, um alcance quase inédito em relação a outros tipos de perfurações no mundo. “Em vez de defendermos essa grandeza, temos entreguistas na direção da empresa que passam informações falsas para a sociedade, uma delas é de que a Petrobras estaria quebrada. Isso é mentira. Há oito anos, a companhia mantém 16 bilhões de dólares em caixa.”
Maranhão lamenta que os governantes e o Congresso Nacional – “com as exceções de sempre”, esclarece – e parte da imprensa brasileira se empenhem em desvalorizar a Petrobras, com o claro objetivo de privatizá-la. Ele não tem dúvida que a petrolífera brasileira é peça-chave à retomada do desenvolvimento do País com crescimento que signifique, no seu bojo, justiça social.
Fonte - Portogente  26/09/2018

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Dia da Árvore: 7 espécies brasileiras ameaçadas de extinção

Meio Ambiente/Sustentabilidade  🌱🌴

A informação é de um estudo desenvolvido em 2017 pela Botanical Gardens Conservation International com base nos dados de 500 jardins botânicos. Completando esse cenário, a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, feita pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, indica que 2.113 espécies de árvores presentes no Brasil encontram-se ameaçadas.

Revista Amazônia
foto - ilustração/Pregopontocom
Cerca de 14% das mais de 60 mil espécies de árvores catalogadas no mundo são encontrados no Brasil, o que dá ao país o título de detentor da maior biodiversidade de árvores do planeta. A informação é de um estudo desenvolvido em 2017 pela Botanical Gardens Conservation International com base nos dados de 500 jardins botânicos. Completando esse cenário, a Lista Nacional Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção, feita pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro, indica que 2.113 espécies de árvores presentes no Brasil encontram-se ameaçadas.
“Quando pensamos na extinção de uma espécie, precisamos pensar nela como integrante de uma realidade maior. Com o desaparecimento de uma árvore, é como se o ecossistema perdesse um órgão. Isso enfraquece todo o bioma”, explica o professor do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UNIRIO) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza, Carlos Augusto Figueiredo.

Confira abaixo sete espécies de árvores ameaçadas no Brasil:
Pau-brasil: a árvore que batizou o país começou a ser explorada em 1503. Com altura entre 10 e 15 metros, a espécie era encontrada em grande quantidade na Mata Atlântica e chegou a ser considerada extinta. Foi redescoberta em Pernambuco, em 1928. Em 1978, por meio da Lei nº 6.607, o dia 3 de maio foi instituído como o dia oficial do pau-brasil.
Castanheira-do-Brasil: nativa da Amazônia, pode atingir entre 30 e 50 metros de altura e chegar a 2 metros de diâmetro. É uma das árvores mais altas da região amazônica, crescendo nas margens de grandes rios.
Braúna: natural da Mata Atlântica e com altura que varia entre 20 e 25 metros, a braúna possui cor acastanhada e, quanto mais o tempo passa, mais escura sua casca se torna.
Cedro-rosa: de grande porte, essa espécie pode ser encontrada em diferentes biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado e também na Mata Atlântica, sendo mais abundante entre os estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Alcançando até 30 metros de altura, a árvore produz um fruto que, ao abrir para soltar suas sementes, assume a forma de uma flor de madeira.
Araucária: também conhecida como pinheiro-do-paraná, a árvore símbolo do estado produz uma semente conhecida como pinhão, usada na alimentação de animais silvestres, domésticos e do homem. “Uma árvore que se encontra em perigo impacta o ecossistema de duas formas. A primeira é que muitos animais, em especial as aves, usam as árvores como suas ‘casas’, como é o caso do pica-pau. O outro fator é que esses animais dependem de algumas espécies de árvores para se alimentar, como é o caso da araucária. Com uma quantidade cada vez menor desta espécie na natureza e com os frutos também sendo consumidos pelo homem, aves que dependem da semente para alimentação, como o papagaio-charão e o papagaio-de-peito-roxo, que atualmente estão ameaçados de extinção, são prejudicados. Uma alternativa para este problema é o plantio de Araucárias de forma comercial, o que seria uma maneira sustentável para a produção dos frutos para a alimentação humana e da fauna, reduzindo conflitos”, ressalta Paulo de Tarso Antas, biólogo, consultor da Fundação Pró-Natureza (FUNATURA) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.
Mogno: também conhecido como Aguano, Araputanga e Acapú. Natural da Amazônia, a espécie tem sua cor como uma característica predominante – varia do marrom avermelhado ao vermelho. Com crescimento rápido, a árvore pode atingir 4 metros com apenas dois anos de idade.
Jequitibá-rosa: chega até 50 metros de altura e é nativa da Mata Atlântica. O exemplar de jequitibá-rosa de Santa Rita do Passa Quatro é considerado a árvore mais antiga do Brasil, com idade estimada de 3.000 anos.
Fonte - Revista Amazônia  21/09/2018

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Metrô de Salvador amplia funcionamento neste domingo(23) para evento no Parque de Exposições

Transportes sobre trilhos  🚇

De qualquer lugar da cidade é possível chegar ao evento de metrô. Do centro, na Estação Lapa, basta pegar a Linha 1 do metrô até a estação Acesso Norte. Lá, é só pegar o trem que vai seguir pela Linha 2 e desembarcar em Mussurunga. A viagem dura, em média, 30 minutos. O ponto de partida pode ser de todos os cantos da cidade

Da Redação
divulgação/CCR
No próximo domingo (23), o metrô terá seu horário de funcionamento estendido para atender ao público do Salvador Fest, que acontecerá no Parque de Exposições de Salvador. A operação estendida até 1h será para embarques na Estação Mussurunga de Metrô, que fica em frente ao local do evento. As demais estações das linhas 1 e 2 estarão abertas, após meia-noite, apenas para o desembarque de passageiros. No domingo, o intervalo entre trens é de 10 minutos. Porém, devido ao evento, a CCR Metrô Bahia vai ampliar a quantidade dos trens na operação, de acordo com a demanda do dia.
De qualquer lugar da cidade é possível chegar ao evento de metrô usando a integração. Do centro, na Estação Lapa, basta pegar a Linha 1 do metrô até a estação Acesso Norte. Lá, é só pegar o trem que vai seguir pela Linha 2 e desembarcar em Mussurunga. A viagem dura, em média, 30 minutos. O ponto de partida pode ser de todos os cantos da cidade, basta pegar um ônibus urbano e metropolitano e utilizar a integração com o metrô, pagando apenas uma tarifa de R$ 3,70 com o uso dos cartões de integração da CCR Metrô Bahia, SalvadorCARD e Metropasse. Quem partir de Lauro de Freitas e Região Metropolitana também pode seguir da Estação Aeroporto e, em menos de cinco minutos, chegar à festa.
Com informações da CCR Metrô Bahia  20/09/2018

Aluguel de Alcântara ameaça programa espacial brasileiro

Ciência & Tecnologia  🚀

Esse polêmico projeto de arrendamento do CLA com base em um projetado faturamento de R$ 140 milhões por ano, um pouco mais de R$ 10 milhões por mês, parece incompatível com o plano de negócio necessário para o Brasil ter competitividade na área espacial. Nesse sentido, ao se considerar o mercado, o produto e estratégia geopolítica, com prudência para evitar que o desejo de crescer exerça efeito perverso sobre a estratégia. Essa reflexão necessária talvez mostre ser conveniente iniciar a análise de mercado pelo Mercosul.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
A correta afirmação do major-brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, presidente da Comissão de Coordenação de Implantação de Sistemas Espaciais, para quem “o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) é uma mina de ouro”, convém promover ações que evitem postergar ainda mais o Brasil buscar a recuperação do seu programa espacial. Criado na década de 40, em 2003 sofreu duras perdas, quando explodiu na rampa de lançamento o Veículo Lançador de Satélite (VLS), e morreram 21 pessoas, técnicos, militares e engenheiros.
Esse polêmico projeto de arrendamento do CLA com base em um projetado faturamento de R$ 140 milhões por ano, um pouco mais de R$ 10 milhões por mês, parece incompatível com o plano de negócio necessário para o Brasil ter competitividade na área espacial. Nesse sentido, ao se considerar o mercado, o produto e estratégia geopolítica, com prudência para evitar que o desejo de crescer exerça efeito perverso sobre a estratégia. Essa reflexão necessária talvez mostre ser conveniente iniciar a análise de mercado pelo Mercosul. Posto que a pesquisa na engenharia espacial pode atender a muitas e urgentes demandas regionais.
O sucesso do projeto da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) confirma que é possível o Brasil competir globalmente no mercado de tecnologia de ponta. Não se pode duvidar mais que a tecnologia espacial vai expressar a competitividade deste milênio. Para participar dessa corrida com posição exclusiva e valiosa, o CLA tem uma situação diferente e vantajosa daquelas dos países rivais. Tempo e combustível são componentes sensíveis nesse negócio, assim como a soberania nacional nas estratégias do programa aeroespacial. Como condição operacional, por sua localização privilegiada na linha do Equador, é mais ágil lançar foguetes de Alcântara.
Quando se fala de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia de produção aeroespacial a abordagem abrange múltiplas atividades, da defesa e segurança à agricultura e medicina, bem como tantas outras onde se aplique tecnologia de ponta. O controle e segurança do Planeta Terra, por exemplo as áreas de desmatamento e tempestade, vêm sendo realizados, cada vez mais, por satélites.
A tecnologia espacial tornou realidade o GPS e o famoso aplicativo Waze. O domínio de toda essa tecnologia, do projeto, fabricação, lançamento e navegação dos foguetes e satélites, é estratégico. Ironicamente, a vantagem do aluguel da CLA pode parecer um bom negócio. Na realidade que se chega por análise ampla, a verdade é exatamente o contrário.
O imperativo de se resguardar a soberania do País exclui a possibilidade de se tratar e definir uma solução no governo Temer sobre o uso do CLA por paises estrangeiros. Para dizer o mínimo, falta-lhe representatividade e confiabilidade. Promover uma democratização institucional para debater o programa espacial brasileiro, garante a necessária participação dos setores ditetamente interessados.
O Centro de Lançamento de Alcântara é nosso.
Fonte - Portogente  20/09/2018

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

InnoTrans 2018: a digitalização chegou aos trilhos

Transportes sobre trilhos/Tecnologia  🚅  🚇

O tema digitalização foi destacado pelas autoridades que estiveram presentes na cerimônia de abertura da InnoTrans 2018, que aconteceu ontem (dia 18), em Berlim. O desenvolvimento de plataformas para análise de Big Data no setor ferroviário de passageiros é a aposta da Siemens. A empresa levou para a InnoTrans 2018 os mais recentes projetos desenvolvidos nessa área. Entre eles, a Estação Digital, um sistema de gerenciamento de operações que tem o objetivo de melhorar a experiência do usuário e fornecer informações valiosas para o aperfeiçoamento e otimização do transporte e redução de custos das operadoras.

Revista Ferroviária
Foto - ilustração/Railly News
Como a inovação digital vai transformar o futuro da mobilidade? A resposta está nos estandes da InnoTrans 2018, onde empresas apresentam uma série de tecnologias que prometem colocar de vez o setor ferroviário no universo da digitalização. Aplicativos para smartphones que transformam a experiência de mobilidade dos passageiros, recursos baseados em big data para gerar informações inteligentes sobre os usuários de transporte sobre trilhos, janelas de trens touch-screen e conectividade all time são algumas novidades apresentadas pelas empresas na feira.
O tema digitalização foi destacado pelas autoridades que estiveram presentes na cerimônia de abertura da InnoTrans 2018, que aconteceu ontem (dia 18), em Berlim. O ministro federal dos Transportes da Alemanha, Andreas Scheuer (CSU), referiu-se à InnoTrans como “Innovation Trans”.
"A Alemanha precisa das ferrovias para poder atingir seus objetivos climáticos", disse ele, referindo-se também à questão da sustentabilidade e redução de emissão de poluentes, outro assunto em pauta no evento. A digitalização também faz parte desse processo de tornar a ferrovia mais sustentável , segundo Scheuer, "por meio do uso de aplicativos, da manutenção preditiva dos trilhos e do material rodante com o auxílio de tecnologias digitais".

Nos estandes
O desenvolvimento de plataformas para análise de Big Data no setor ferroviário de passageiros é a aposta da Siemens. A empresa levou para a InnoTrans 2018 os mais recentes projetos desenvolvidos nessa área. Entre eles, a Estação Digital, um sistema de gerenciamento de operações que tem o objetivo de melhorar a experiência do usuário e fornecer informações valiosas para o aperfeiçoamento e otimização do transporte e redução de custos das operadoras.
"Esse sistema tem como diferencial a disponibilização de dados que permitem desenvolver estratégias para otimização de energia e segurança das estações, além de aumentar a capacidade de previsão do fluxo de passageiros e garantir a conectividade de usuários dentro e fora das estações", comentou Alexander Spyra, Head de Vendas e Sistemas de Gerenciamento para Comunicação Ferroviária da Siemens.
A Siemens também desenvolveu em parceria com startups um aplicativo voltado para intermodalidade. O app fornece ao passageiro todas as etapas pré e pós-viagem, como o planejamento de trajeto, incluindo a opção de diversos meios de transporte, busca pelo melhor preço, compra de bilhete e validação por meio de QR Code (assim como acontece no transporte aéreo) e informações sobre a viagem. A ferramenta, disse o diretor, já esta sendo utilizada por 100 milhões de pessoas no mundo, na Europa, EUA e Oriente Médio.
"Para assegurar que os sistemas de transporte público permaneçam como uma alternativa viável no futuro, os operadores devem oferecer mobilidade integrada aos viajantes. A chave para a viagem intermodal reside na combinação perfeita de várias tipos de transporte, infraestrutura confiável e participação ativa dos passageiros nas operações", ressaltou o Head de Vendas da Siemens, Geert Vanbeveren.

Fibra de carbono
O lançamento do trem de metro Cetrovo levou o publico ao estande da CRRC. O modelo é o primeiro do mundo a ser fabricado com fibra carbono, assim como as aeronaves mais recentes. Segundo executivos da chinesa, o material proporciona redução de 13% do peso da composição. A velocidade máxima que o trem pode atingir é de 140 km por hora. As janelas do trem com telas sensíveis ao toque também são novidade. “Como um iPad gigante, eles podem ser usados para reservar ingressos, os passageiros podem até navegar na internet. Alternativamente, os operadores de trem podem usar a tela para exibir informações de entretenimento ou passageiro ”, explicaram os gerentes do grupo, que admitem: o preço do novo modelo pode ser de duas a três vezes mais caro do que o do modelo tradicional. A novidade chamou a atenção do diretor de Operações do Metro de São Paulo, Milton Gioia, que quis conhecer de perto a composição. "Ainda vamos demorar a ver esse trem circulando no Brasil, ate porque existe apenas uma empresa que oferece esse tipo de composição. Mas não tenho duvida de que esse e o futuro do transporte sobre trilhos", disse.
Fonte - Revista Ferroviária  19/09/2018

Paulistanos gastam quase 3 horas diariamente para se deslocar

Mobilidade  🚗 🚌 🚇

A avaliação da frequência dos paulistanos que utilizavam o transporte público caiu, em 2017 eram 84%, e em 2018 ficou em 80%. Já os que utilizam o carro,os dados ficaram em 72% para os dois períodos. Essa questão vai contra todo o movimento que outras cidades do mundo, do mesmo porte de São Paulo, estão fazendo. Essas outras grandes cidades estimulam e avançam no transporte coletivo, aumentam essa proporção,e desestimulam a utilização do automóvel.A pesquisa mostra que entre aqueles que usam o carro todos os dias ou quase todos os dias, 41% diziam que, com certeza, deixariam de utilizar o veículo se as alternativas de transporte público fossem melhores.  

Por Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Os moradores da cidade de São Paulo gastam 2h43 por dia para se deslocar para todas as suas atividades, de acordo com a Pesquisa de Mobilidade Urbana na Cidade, feita pelo Ibope Inteligência a pedido da Rede Nossa São Paulo (integrada por mais de 700 organizações da sociedade civil), e divulgada hoje (18). Na pesquisa anterior, de 2017, esse tempo era de 2h53. Os moradores das regiões norte e sul são os que gastam mais tempo, 2h49min e 2h56min, respectivamente. Já aqueles que vivem nas regiões centro e oeste gastam 1h58min e 2h13min, respectivamente. Para a atividade principal, o tempo de deslocamento é de 1h57.
“As pessoas gastam muito tempo no transporte diariamente, o que denota um desperdício de tempo muito grande para que as pessoas possam ter acesso ao que for, seja educação, saúde, trabalho, se encontrar com as pessoas, e isso não é saudável para uma cidade. Temos que reduzir esse tempo”, disse o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão.
O ônibus continua sendo o principal meio de transporte dos paulistanos, com 43% das menções, seguido pelo carro (24%), metrô (12%) e a pé (7%). Aqueles que afirmaram ter como principal meio de transporte o transporte particular por meio de aplicativos somaram 3%; por trem foram, 2%, e bicicleta, 1%. Ao todo, a porcentagem de paulistanos que usam transporte coletivo é de 59% e os que usam transporte privado é de 30%. Em 2017 eram 25%.
Quando avaliada a frequência com que os paulistanos utilizavam o transporte público, em 2017 eram 84%, passando para 80% em 2018. Já para a utilização do carro, os dados ficaram em 72% para os dois períodos. A pesquisa mostra que entre aqueles que usam o carro todos os dias ou quase todos os dias, 41% diziam que, com certeza, deixariam de utilizar o veículo se as alternativas de transporte público fossem melhores. Em 2017, esse percentual era de 51%.
“Essa questão vai contra todo o movimento que outras cidades do mundo, do mesmo porte de São Paulo, estão fazendo. Essas outras cidades grandes estimulam e avançam no transporte coletivo, aumentam essa proporção, reduzem e desestimulam a utilização do automóvel. Isso é um sinal de alerta importante para verificarmos o que devemos fazer para que retome uma ideia de reduzir o carro e use o coletivo”, disse Abrahão.
Para o grupo de paulistanos que não utilizam o transporte público, os principais motivos são a lotação (37%), a preferência por utilizar o carro (32%) e a demora do trajeto (31%). Em 2017, 31% dos paulistanos diziam que a lotação os fazia não utilizar os ônibus na capital e 24% alegava a demora no trajeto.

foto - ilustração/Fotos Publicas
Entre os paulistanos que utilizam os ônibus como meio de transporte principal, os principais problemas apontados são também a lotação (25%) e o preço da tarifa (20%). A pesquisa destaca ainda que para 54% dos entrevistados a lotação dos ônibus em São Paulo aumentou em relação aos últimos 12 meses; para 42% aumentou também o tempo de espera pelos ônibus nos pontos ou terminais em São Paulo; e para 39% aumentou tempo de duração da viagem em São Paulo.

“Essas causas podem explicar o desestímulo que está havendo em relação ao transporte coletivo. Tudo isso são importantes ferramentas para que o poder público possa atuar e encaminhar soluções para cada um desses itens, para que possamos melhorar essa qualidade. As pessoas estão demonstrando claramente que houve um retrocesso na qualidade e cada uma está tentando se virar individualmente”, disse o coordenador da Rede Nossa São Paulo.
No caso das bicicletas, a pesquisa mostrou que a segurança é o ponto principal para os que nunca utilizaram esse meio de transporte. Entre aqueles que não utilizam, 30% disseram que a melhoria na segurança poderia mudar isso. Outros 18% disseram que a cidade deveria ter mais ciclovias para que aderissem à bicicleta e 17% disseram que teriam que fazer percursos com distâncias menores para passarem a utilizar a bicicleta na cidade. Também foram destacados os roubos e furtos (37%) e o desrespeito aos ciclistas (29%) como um obstáculo para o uso da bicicleta.
Segundo os dados, 23% dos entrevistados sempre se informam sobre a qualidade do ar e 39% com alguma frequência; 13% se informam sobre a qualidade do ar raramente e 24% nunca se informam sobre a qualidade do ar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 15 de agosto e 3 de setembro, com 800 moradores da cidade de São Paulo, com 16 anos ou mais.
Fonte - Agência Brasil  18/09/2018

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Duas tuneladoras para obras da Linha Leste do metrô de Fortaleza já estão montadas e testadas

Transportes sobre trilhos  🚇

Duas das chamadas tuneladoras – ou tatuzões – estão “prontas para serem utilizadas na Fase 1 da Linha Leste do Metrô”.No entanto, a utilização destes equipamentos tem como limitador o questionamento sobre a nova licitação para as obras da Linha Leste feito na Justiça pelo consórcio Metrô Linha Leste Fortaleza.Outros dois tatuzões estão em processo de montagem e teste, que deve ser finalizado por completo até o fim do primeiro semestre do próximo ano.

Diário do Nordeste
foto - ilustração/arquivo
Dois dos quatro equipamentos comprados pelo Governo do Estado para abrir os túneis da Linha Leste do Metrofor já estão completamente montados e testados, segundo informou a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra). Duas das chamadas tuneladoras – ou tatuzões – estão “prontas para serem utilizadas na Fase 1 da Linha Leste do Metrô”.
No entanto, a utilização destes equipamentos tem como limitador o questionamento sobre a nova licitação para as obras da Linha Leste feito na Justiça pelo consórcio Metrô Linha Leste Fortaleza – formado pelas empresas Acciona Construcción e Marquise – contra o consórcio FTS – das empresas Sacyr Construccíon e Ferreira Guedes).
A abertura de um novo processo licitatório foi feito pelo Governo do Estado após mudanças estruturais significativas no projeto inicial da Linha Leste, o que, segundo já justificou o secretário Lúcio Gomes (Infraestrutura) fundamenta a mudança nas empresas responsáveis pela obra por completo.
Cabe ao Tribunal de Contas da União (TCU) analisar o caso e decidir pela liberação ou não das obras, para que o novo consórcio já contratado – o FTS – dê seguimento ao projeto remodelado pelo governo cearense.
Outro empecilho para a Linha Leste do Metrofor diz respeito aos recursos. Com a previsão de R$ 1,85 bilhão para conclusão da primeira fase do trecho, só na última semana o Estado conseguiu assegurar o R$ 1 bilhão pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O restante do investimento vem do Governo Federal, com R$ 673 Caixa Econômica, e os demais pelo próprio Ceará.

Outras unidades
A Seinfra informou ainda que outros dois tatuzões estão em processo de montagem e teste, que deve ser finalizado por completo até o fim do primeiro semestre do próximo ano. “Depois de montados, os dois equipamentos vão ficar armazenados em galpões no Pátio João Felipe, no Centro de Fortaleza, para serem utilizados na Fase 2”, acrescentou a Secretaria.
Fonte - Abifer  18/09/2018

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Metrô de Santiago(Chile) coloca em operação comercial o 1º novo trem NS16 da Alstom

Transportes sobre trilhos  🚇

Os novos trens medem 121,8 m de comprimento,2,60m de largura,e tem capacidade para transportar até 1340 passageiros.Os carros de aço inoxidável dos primeiros 11 trens serão produzidos na fábrica da Alstom na Lapa no Brasil.A produção será depois transferida para a fábrica de Taubaté em São Paulo/Brasil.

Da Redação
foto - ilustração/Twiter
O primeiro trem NS16 da Alstom entrou em operação comercial em 13 de setembro nas linhas 2 e 5 do metrô de Santiago no Chile
O contrato do Metrô de Santiago com a Alstom para compra das 35 novas composições com sete carros e pneus de borracha no valor de 270 milhões,ocorreu em função da desistência da reforma das 35 atuais composições NS74  que operam no sistema.
Os novos trens medem 121,8 m de comprimento,2,60m de largura,e tem capacidade para transportar até 1340 passageiros.
Os carros de aço inoxidável dos primeiros 11 trens serão produzidos na fábrica da Alstom na Lapa no Brasil.sendo a produção transferida depois para fábrica de Taubaté em São Paulo/Brasil.
Após serem fabricadas no Brasil,os trens são enviadas para a unidade da Alstom no Chile, para a conclusão da montagem e entrega final ao Metrô.Os trens NS16, marcam a retomada da produção da fábrica da Alstom em Taubaté/SP,paralisada após a fabricação e entrega dos VLTs Citadis para o Rio de Janeiro.
Toda nova frota de trens NS16 deverá estar em operação comercial no Metrô de Santiago até o mês de maio de 2021 com a entrega da ultima composição.
Pregopontocom  17/09/2018