quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Estrutura da ponte estaiada da Linha 4 do Metrô é concluída

Transportes sobre trilhos

Nesta terça-feira (15), o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Transportes, Carlos Roberto Osorio vistoriaram a Estação São Conrado e passearam por um pequeno trem para a verificação da ponte.“Já estivemos nessa obra muitas vezes e é muito gratificante ver a evolução dela. 

O Reporter
Shana Reis/Divulgação
A ponte estaiada da Linha 4 do Metrô já está com sua estrutura concluída. Agora, as obras entram na fase de acabamento, com a instalação de cabos elétricos e iluminação, posicionamento de trilhos e concretagem das vias. Nesta terça-feira (15), o governador Luiz Fernando Pezão e o secretário de Transportes, Carlos Roberto Osorio vistoriaram a Estação São Conrado e passearam por um pequeno trem para a verificação da ponte.
“Já estivemos nessa obra muitas vezes e é muito gratificante ver a evolução dela. Esse é o tipo de intervenção que queremos ver acontecendo no país. Temos trabalhadores se esforçando para tirar do papel uma obra sonhada há mais de 50 anos. Não vamos medir esforços para gerar mais empreendimentos e levar o metrô para o Recreio e expandir a Linha 2”, disse o governador.
A nova linha vai ligará a Zona Sul à Barra da Tijuca. Segundo o governo do Rio, a estimativa é de que, com a entrada em operação da Linha 4, pelo menos dois mil carros deixem de circular por hora no horário de pico
“A Linha 4 do Metrô é muito mais que a ligação metroviária da Zona Sul à Barra, ela completa um eixo de circulação da cidade, que passa a ser integrado dos dois lados. O morador da Pavuna chegará à Barra da Tijuca de metrô e o morador da Rocinha poderá ir ao Maracanã também de metrô”, disse Osorio.
Atualmente, 83% das obras da Linha 4 já estão concluídas. Faltam apenas 700 metros para a conclusão da escavação dos túneis no eixo Barra da Tijuca – Ipanema. O novo trecho etrá as estações Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico, sendo que a previsão de inauguração é para julho de 2016.
Fonte - O Reporter  15/12/2015

Outra política econômica

Economia

Assinado inicialmente por 25 entidades representantes de trabalhadores e de empresários, o manifesto "Compromisso pelo Desenvolvimento" já conta hoje com mais de 70 entidades apoiadoras das medidas propostas para geração de emprego, renda e crescimento econômico.

Portogente
foto ilustração
Ministros, representantes de centrais sindicais e entidades empresarias se reuniram, na manhã desta terça-feira (15/12), em Brasília. Na pauta: reafirmar as diretrizes e apoiar as propostas que integram o manifesto “Compromisso pelo Desenvolvimento”, lançado oficialmente em ato no início deste mês, em São Paulo. Assinado inicialmente por 25 entidades representantes de trabalhadores e de empresários, o manifesto "Compromisso pelo Desenvolvimento" já conta hoje com mais de 70 entidades apoiadoras das medidas propostas para geração de emprego, renda e crescimento econômico.
“Temos que apresentar propostas para voltar a crescer, é isso que a população espera e precisa agora. Unir a sociedade em torno dessa retomada é fundamental nesse momento. Por isso, essas propostas conjuntas são tão relevantes para preservar empregos e renda e retomar nossa capacidade de crescer”, declarou, na abertura da reunião, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto.
Armando Monteiro, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior também participou do encontro e refirmou a importância da união entre trabalhadores e empresariado em prol do desenvolvimento nacional. Em suas palavras, o ministro destacou a importância do comércio exterior e dos investimentos em infraestrutura, além de estimular a parceria com o setor privado e a urgente revisão do ambiente regulatório e outras ações que estão em curso para ampliar o acesso aos mercados. Ao afirmar o seu comprometimento e apoio ao manifesto, Monteiro destacou “apoiamos essas propostas por serem realistas e sob as quais podemos construir instrumentos de convergência para reanimar a economia brasileira.”
As linhas centrais do documento reforçam a necessidade de investimentos em infraestrutura e o resgate ao setor de construção civil, energia, petróleo e gás. A união de forças sociais para superar os desafios é o grande diferencial desse movimento, como essencial para enfrentar a crise e tirar o País da recessão.
Fonte - Portogente  16/12/2015

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A reconstrução da indústria ferroviária brasileira

Transportes sobre trilhos

Em 2003, o lançamento do Plano de Revitalização das Ferrovias sinalizou o interesse do setor público em priorizar a expansão da malha e a recuperação da indústria ferroviária. Foi mais ou menos na mesma época que começaram as exportações em massa de minério de ferro, que garantiram a demanda de transporte.

GGN 
foto - ilustração
Depois de atingir seu auge na década de 70, a indústria ferroviária brasileira amargou duas décadas de desmanche. Nos anos 80, se retraiu fortemente. E nos anos 90 já praticamente não existia. Foi a partir dos anos 2000 que começou a ensaiar uma retomada.
Em 2003, o lançamento do Plano de Revitalização das Ferrovias sinalizou o interesse do setor público em priorizar a expansão da malha e a recuperação da indústria ferroviária. Foi mais ou menos na mesma época que começaram as exportações em massa de minério de ferro, que garantiram a demanda de transporte.
A partir daí, a indústria voltou a investir na criação de novas fábricas e ampliação e modernização das antigas. Entre isso e treinamento de mão de obra, foi investido R$ 1,5 bilhão de 2003 a 2013. Assim, a produção de vagões de carga e locomotivas voltou a crescer. E novas tecnologias puderam ser desenvolvidas em território nacional.
Mas trens precisam de trilhos para rodar. O Brasil tem, atualmente, 30 mil km de ferrovias. 23 mil operacionais, mas apenas cerca de 10 mil com transporte realmente denso. Com todo o planejamento do Programa de Investimento em Logística (PIL), a expectativa é chegar a 34 mil km até 2025. Ainda é menos do que os 38 mil km que o país tinha na década de 70.
O assunto foi abordado no 64º Fórum de Debates Brasilianas.org pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (ABIFER), Vicente Abate.
Ele falou sobre os desafios que as concessionárias e o poder público têm pela frente, apresentou as novas tecnologias desenvolvidas pela indústria nacional e comentou os planos de expansão tanto da malha de carga quanto de passageiros.

Como se organiza o segmento ferroviário no Brasil
“Nossa missão é fomentar o crescimento da indústria instalada no país. Ou seja, geração de emprego e renda para o brasileiro, incentivando a expansão do transporte ferroviário de carga e de passageiros. Nós somos 65 empresas, pequenas, médias e grandes, brasileiras e internacionais, que fazem a manufatura de produtos ferroviários e também a prestação de serviços de engenharia, de remanufatura, de modernização de equipamentos”.

O ressurgimento e o novo patamar do setor ferroviário nacional
“A concessão foi feita entre 96 e 98. No princípio, as concessionárias mais reformaram, tanto o material rodante quanto a via permanente. E começaram a comprar em massa a partir de 2003. Só para vocês terem uma ideia as concessionárias atuais investiram mais de R$ 44 bilhões de 96, 98 até agora, o que ensejou o crescimento da indústria ferroviária. Eu diria mais, o ressurgimento. Então, ampliamos e modernizamos instalações já existentes, fizemos novas fábricas, aplicamos novas tecnologias e treinamos nossa mão de obra. Com isso as nossas capacidades aumentaram. Hoje, nós podemos fazer anualmente 12 mil vagões de carga (na época eram três mil), mil carros de passageiros (na época eram 300) e 250 locomotivas (na época não se fabricava locomotivas potentes). E para o período atual, esse triênio 2014-2016, nós estaremos investindo ainda de R$ 400 a R$ 600 milhões”.

Inovações tecnológicas da indústria ferroviária brasileira
“Eu vou mostrar algumas inovações tecnológicas da nossa indústria, feita nos últimos tempos. Esse é um vagão gôndola de 150 toneladas, isso é peso bruto máximo, a tara dele é de 22, são 128 toneladas de carga útil. Em 1997, na época estatal, era 95 toneladas. Ou seja, nós temos um ganho no decorrer do tempo de 33 toneladas por vagão. Esse é um vagão para transporte de açúcar, da Rumo, é um vagão que os antigos carregavam 80 toneladas, esse carrega 100. Descarrega em apenas 1 minuto enquanto os antigos demoravam 45 minutos. E a nossa mais recente fabricação, projetada totalmente pela indústria nacional, é um vagão tri-articulado para transporte de granéis onde se inclui o próprio açúcar, grãos de soja, grãos de milho, farelo de soja. Esse vagão é na bitola métrica. Só para vocês saberem, a bitola é a distância entre eixos. Na bitola métrica, ela tem naturalmente menor capacidade do que a bitola larga. Aquele vagão da Rumo, na bitola larga carrega 100 toneladas. Esse na bitola métrica, pela concepção de tri-articulado, carrega 136 toneladas. Ou seja, nós estamos fazendo um avanço sensacional. E vamos fazer isso para a bitola larga, que vai carregar muito mais do que as 100, ou as próprias 136”.

Investimentos públicos e privados na expansão da malha ferroviária de carga
“Mostrada a indústria para vocês, eu vou falar um pouquinho da expansão da malha ferroviária de carga. Investimentos privados que estão em execução: a ligação da nova província mineral de Carajás até a Estrada de Ferro. É um plano de expansão da Vale, que vai se configurar entre 2016 e 2018. São investimentos de US$ 16 bilhões que a Vale está fazendo. Até dois, três, quatro anos atrás, ela estava produzindo 300 milhões, 305 milhões de toneladas por ano de minério. O ano passado já fez 312. A previsão para este ano é de 340 milhões. E em 2018 nós vamos ter, com essa nova província mineral, a Vale produzindo e fornecendo, basicamente para o mercado externo, 450 milhões de toneladas por ano. Do governo, são obras do PAC: Palmas-Anápolis 855 km já concluídos, Anápolis-Estrela 680 km previstos para 2016. E a FIOL, que está mais atrasada, dos 500 km até Caetité tem 40% mais ou menos já prontos. De Caetité até Barreiras é mínimo, não chega a 5%, de forma que a previsão é 2018”.

As promessas de investimentos da segunda fase do PIL
“E aí vem o PIL, o chamado PIL 2, que foi lançado agora, dia 9 de junho. E, efetivamente, no PIL 1 nós não tivemos absolutamente nada. Era um programa majestoso, de 11 mil km de ferrovias, entre novas e a serem modernizadas, R$ 100 bilhões de investimento e absolutamente não saiu nada. Só tinha um trecho, de Lucas do Rio Verde até Campinorte, já aprovado pelo TCU, que acabou não saindo também. O programa [PIL 2] é de R$ 198 bilhões, R$ 86 bilhões das ferrovias. O mais imediato, no nosso ver, são esses R$ 16 bilhões de novos investimentos das concessionárias atuais. Agora, a condição sine qua non é que as concessionárias atuais negociem com o governo a antecipação da renovação dos contratos de concessão. Eles vencem entre 2026 e 2028, tem dez anos, 12 anos para fazer investimentos. Ninguém vai fazer investimentos com tão curto período de maturação ou de amortização”.

A expansão da malha ferroviária de passageiros
“Para terminar, a malha de passageiros. O governo de São Paulo está aportando R$ 7 bilhões no metrô, na CPTM e na EMTU. São nove linhas, sendo cinco novas e quatro expansões, mais quase 100 km de ferrovias, 77 novas estações. No Rio de Janeiro, para as Olimpíadas, modernização das linhas atuais do metrô do Rio. Linhas 1 e 2, a nova Linha 4, que está também sendo construída de Ipanema até a Barra. Renovação de quatro linhas da SuperVia e o Porto Maravilha, que são seis linhas de VLT. O governo de São Paulo tem quatro projetos, que são chamados de trens intercidades. São quatro eixos desde o centro de São Paulo, em Água Branca, indo para Americana, para o Vale do Paraíba, Baixada Santista e Sorocaba. O primeiro trecho até Americana já era para ter saído o edital. Nós esperamos que no começo do ano, agora, de 2016, ele possa sair. A malha atual urbana é de apenas 1000 km. Com a expansão atual de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador vão fazer, em 2020, 1200 km. Há mais ou menos dois anos nós tínhamos a previsão de dobrar essa malha até 2020. Só que os projetos ficaram para trás, então, a gente está prevendo um acréscimo de 20%”.
Fonte - ANPTrilhos   15/12/2015

Conselho de Ética vota pela continuidade de ação contra Cunha

Política

Conselho de Ética vota a favor da admissibilidade do relatório preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO).Cunha será notificado e terá 10 dias para apresentar defesa por escrito no processo disciplinar.Cunha é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e por ter prestado falso testemunho quando depôs na CPI da Petrobras negando ter contas secretas no exterior. Não houve abstenção.

Carolina Gonçalves 
Repórter da Agência Brasil
Antonio Cruz/ Agência Brasil
Por 11 votos a 9, o Conselho de Ética da Câmara votou a favor do parecer preliminar do deputado Marcos Rogério (PDT-RO), que mantém representação contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A decisão dá continuidade à ação. Cunha é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e por ter prestado falso testemunho quando depôs na CPI da Petrobras negando ter contas secretas no exterior. Não houve abstenção.
Cunha será notificado e terá 10 dias para apresentar defesa por escrito no processo disciplinar.
Minutos antes da votação, os deputados chegaram a tentar acordos para adiar a sessão pela oitava vez. Os parlamentares queriam evitar novas estratégias para atrasar o andamento da representação protocolada há mais de 60 dias e também evitar a judicialização do processo.

Pedido de vista
Antes, o Conselho de Ética decidiu, por 11 votos a 9, rejeitar pedidos de vista ao parecer apresentado pelo novo relator do caso, Marcos Rogério (PDT-RO). Segundo alguns deputados do conselho, “a ordem veio de lá” da defesa de Cunha que agora quer concentrar esforços para responder as acusações na Justiça.
Em uma sessão um pouco mais tranquila do que a da última semana, deputados do Conselho de Ética decidiram, sob divergências, não aceitar o pedido de vista que tinha sido apresentado pelo deputado Genecias Noronha (SD-CE) que poderia adiar, pela oitava vez, a votação do relatório favorável ao seguimento das investigações sobre Eduardo Cunha no colegiado. A decisão foi questionada por aliados do peemedebista.
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse que, como o Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu acatar a decisão de afastar o relator anterior do processo, Fausto Pinato (PRB-SP), sobre alegação de que o parlamentar é de partido da base de Cunha, o que regimentalmente é proibido, a sessão de hoje pode ser anulada. Aliados de Cunha sinalizaram que vão recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para anular a decisão do conselho sobre o pedido de vista.
Araújo havia se manifestado contra o pedido do Solidariedade, mas, diante de críticas, pediu para que o colegiado decidisse por voto. Por 11votos a 9, os deputados decidiram não aceitar o pedido de vista e dar sequência à votação do parecer que vai definir o destino de Cunha.
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) reforçou o discurso do relator do processo, Marcos Rogério (PDT-RO). “Não há nulidade se não houve prejuízo. Não dá para anular o ato porque não teve um prejuízo a ele [Eduardo Cunha]. Se tem uma pessoa que nunca foi prejudicada foi ele”, afirmou. Na mesma linha, o deputado Zé Geraldo (PT-PA) afirmou que qualquer ato tomado pelo Conselho de Ética no processo, Cunha vai tentar anular.
Marcos Rogério defendeu que se trata do mesmo processo e que o momento é pela admissibilidade do processo. “Somente a instrução probatória poderá permitir que sejam examinados os fatos capaz de assegurar ou não a conduta imputada ao representado”, defendeu.

PSDB
Depois de quase três horas de sessão com ânimos mais controlados, a temperatura subiu, pelo menos uma vez, quando o deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS) pediu para que as “tropas de Cunha e Dilma” permitam que o processo contra o presidente da Câmara seja votado com celeridade.
“É vergonhoso a Polícia Federal estar dentro do Senado, da Câmara, enquanto nós, parlamentares, parecemos manter [José] Sarney no Poder, Renan [Calheiros] no Poder. As pessoas nos cobram nas ruas como [Eduardo] Cunha (PMDB-RJ) continua na Presidência da Casa. Como mantemos Dilma [Rousseff] com tanta roubalheira. Eu não estou na mesma lata de lixo que alguns colegas que estão aqui”, atacou provocando gritos e tumultos que rapidamente foram controlados.
No bate-boca entre Marchezan e o deputado Léo de Brito (PT-AC), que usou o termo quadrilha para mencionar a “aliança” do PSDB com Cunha no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Zé Geraldo, chegou a dizer que Cunha daria uma coletiva a tarde para anunciar que renunciaria ao cargo. “Estou fazendo uma análise de conjuntura”, explicou.

Operação Catilinárias
A Polícia Federal cumpriu na manhã de hoje (15) mandado de busca e apreensão na residência oficial de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, e na casa particular dele, no Rio de Janeiro. A ação faz parte de uma nova fase da Operação Lava Jato e foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.
No total, a Polícia Federal cumpre 53 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal (9), em São Paulo (15), no Rio de Janeiro (14), Pará (6), em Pernambuco (4), Alagoas (2), no Ceará (2) e no Rio Grande do Norte (1).
Fonte - Agência Brasil  15/12/2015

Para atrair investimento, governo eleva taxa de retorno em ferrovias

Ferrovias

A abertura de negociações para a prorrogação dos atuais contratos foi anunciada em junho, quando Dilma lançou a segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), com a perspectiva de destravar obras de R$ 16 bilhões. O governo quer intervenções como ampliação da frota, duplicação de vias, novos pátios e ramais.

Valor Econômico
foto - ilustração
O governo propôs às atuais operadoras de ferrovias uma taxa de retorno de 11,04% para balizar investimentos que serão exigidos em troca da extensão, por 30 anos, de seus contratos de concessão. Esse índice ainda será discutido em audiência pública aberta pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e está sujeito a mudanças, mas é o mais alto dos cinco anos da gestão Dilma Rousseff em qualquer área de infraestrutura.
A deterioração dos indicadores macroeconômicos tem influência no aumento da taxa de retorno das concessões, mas uma rentabilidade mais atrativa aos investidores foi bem vista no mercado, como forma de viabilizar os planos de modernização da malha ferroviária.
A abertura de negociações para a prorrogação dos atuais contratos foi anunciada em junho, quando Dilma lançou a segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL), com a perspectiva de destravar obras de R$ 16 bilhões. O governo quer intervenções como ampliação da frota, duplicação de vias, novos pátios e ramais. Uma das obras mais importantes em negociação é o Ferroanel de São Paulo, na malha da MRS, que permitiria aos trens de cargas contornar a capital paulista sem ficar à espera de apertadas "janelas" de horário, normalmente de madrugada, disputando espaço nos trilhos usados pelas linhas de passageiros da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O Ministério da Fazenda vê espaço para a cobrança de outorga na renovação das concessões. A decisão, bem como o cálculo de valores, depende essencialmente de definir que obras vão constar dos "cadernos de obrigações" das concessionárias para conseguir mais três décadas de contrato.
Possivelmente vacinado pelo fracasso do PIL 1 - que previa 10 mil quilômetros de novas ferrovias e não conseguiu licitar nada -, o governo tem agido com cautela e conversado bastante com as empresas antes de fechar os aditivos contratuais. Agora, quase seis meses depois do anúncio, estão disponíveis as minutas dos aditivos. Com 47 páginas, elas têm quase o triplo do tamanho dos contratos em vigência, que expiram em meados da próxima década. Isso dá uma dimensão do nível de detalhamento e das novidades que embutem.
Um dos aspectos é a desindexação parcial dos fretes ferroviários. Hoje em dia, os reajustes autorizados pela agência reguladora têm como base exclusivamente o IGP-DI. A proposta é usar o índice de inflação como referência para apenas 60% do reajuste. O restante seria reflexo da variação do óleo diesel no período de 12 meses anteriores.
A ANTT também quer que os novos contratos deixem claras as regras de funcionamento do direito de passagem, instrumento que permite que trens vindos de outras ferrovias acessem os trilhos administrados por uma determinada concessionária. O governo acredita que essa definição será importante para os leilões dos próximos trechos ferroviários que serão concedidos.
O argumento é que a empresa que quiser disputar, por exemplo, a concessão dos lotes remanescentes da Ferrovia Norte-Sul tem que saber de antemão quais as condições exigidas para levar suas cargas até o porto de Santos, ou seja, em que dias, horários e volumes os trilhos estarão disponíveis. O direito de passagem é um dos temas mais controversos do setor ferroviário.
Também foi elaborada uma metodologia para definir obras exigidas como contrapartida à prorrogação das concessões. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) já fez um diagnóstico alarmante sobre os problemas da malha. Em 2011, apontava a existência de 2.659 passagens de nível críticas e 276 absolutamente prioritárias, onde há cruzamento dos trilhos com rodovias ou avenidas urbanas. Isso não representa somente ameaça à segurança, elevando o risco de acidentes, mas leva também à perda de eficiência dos trens.
A escolha do tipo de solução dependerá, essencialmente, do grau de interferência da ferrovia em cada aglomerado urbano: alta, média ou baixa. Em municípios com mais de 100 mil habitantes e tráfego superior a três pares de composições por dia, por exemplo, o governo acena com a exigência de um contorno ferroviário da cidade. Quando o problema envolve municípios com menos de 10 mil habitantes e tráfego inferior a três pares de trens, bastaria bloquear o acesso à faixa de domínio (margens das ferrovias).
Pelo menos oito indicadores de qualidade - como pontualidade das viagens e integridade das cargas - fazem parte das minutas de contrato para avaliar se os serviços serão prestados adequadamente. Prevê-se a possibilidade até de cassar a concessão em caso de descumprimento das metas estipuladas durante três anos consecutivos ou cinco anos alternados.
Para dar mais transparência e melhorar a comunicação com os usuários, pretende-se montar uma espécie de "centro de controle virtual", com informações on-line sobre a localização exata das cargas e o vaivém dos trens. O novo sistema teria que ser implantado até 24 meses após a assinatura dos aditivos.
As concessionárias ainda têm trabalho pela frente antes de renovar suas concessões. Elas deverão apresentar estudos de demanda, diagnóstico da situação da malha, estudos operacionais, projetos de investimentos e avaliação socioambiental à agência reguladora. Depois de tudo isso, os documentos de cada empresa serão analisados individualmente. Na melhor das hipóteses, esse processo seria concluído no fim do primeiro semestre de 2016.
O Brasil está tentando recuperar o tempo perdido na área de logística de transportes com a ampliação da malha ferroviária. Nos últimos três anos foram concluídos 1.088 quilômetros de linhas férreas. É duas vezes mais do que os 512 quilômetros construídos no intervalo de sete anos entre 1995 e 2002. A segunda etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL) prevê investimento de R$ 86,4 bilhões na construção, modernização e manutenção de 7,5 mil quilômetros de linhas férreas, assim como concessões de 11 mil quilômetros no modelo em que concessionários se tornam gestores da infraestrutura ferroviária.
Para tornar mais atrativos os investimentos no setor e aumentar a concorrência nos próximos trechos ferroviários que serão leiloados na segunda etapa do PIL, o governo federal aumentou a Taxa de Retorno (TIR) para 10,6%. São cinco projetos. Na Ferrovia Norte-Sul, investimento estimado em R$ 7,8 bilhões vai expandir a malha em 1.430 quilômetros em dois trechos: de Açailândia (MA) a Barcarena (PA), estratégico para o comércio exterior por causa da maior proximidade com os mercados europeu e americano, e de Palmas (TO) a Anápolis (GO). Ainda na Ferrovia Norte-Sul, mais R$ 4,9 bilhões serão investidos em 895 quilômetros nos trechos entre Anápolis e Estrela D'Oeste (SP) - que permitirá a conexão com a malha já existente, concedida à ALL Malha Paulista S.A., e o acesso ao Porto de Santos - e entre os municípios de Estrela D'Oeste e Três Lagoas (MG), atravessando uma região que tem vocação agrícola e industrial, com produção de celulose.
Outro projeto é o da Ferrovia Rio de Janeiro-Espírito Santo. Ela vai se conectar à malha concedida à MRS Logística S.A. no município de Nova Iguaçu (RJ) à Estrada de Ferro Vitória-Minas, concedida à Vale S.A., no município de Cariacica (ES), e deve melhorar a logística de importação e exportação de cargas da região Sudeste. A obra, com 572 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 7,8 bilhões, está em fase de estudo. A Ferrovia Lucas do Rio Verde, que liga a cidade do Mato Grosso à Itaituba (PA), com objetivo de melhorar o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste, terá 1.140 quilômetros de extensão e investimento de R$ 9,9 bilhões.
Por fim, a Ferrovia Bioceânica, projeto estratégico para criar uma saída alternativa para o Oceano Pacífico e acesso aos mercados asiáticos, prevê a construção de 3.500 quilômetros, com investimento de R$ 40 bilhões, nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre.
O governo também pretende estender as concessões de ferrovias que vencem entre 2026 e 2028. "O motivo da prorrogação antecipada não é a dificuldade de novos leilões, mas a necessidade de antecipar investimentos em capacidade que precisam de longos prazos para serem amortizados", diz Maurício Muniz, secretário do PAC do Ministério do Planejamento. A antecipação pode gerar até R$ 16 bilhões em melhorias obrigatórias na malha existente em troca da extensão do prazo dos contratos.
Fonte - Revista Ferroviária  15/12/2015

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Obras da Estação Pirajá do Metrô de Salvador estão em fase final

Transportes sobre trilhos

Ao lado do presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello, e do diretor de obras do grupo CCR Metrô Bahia, Juvêncio Terra, o secretário ressaltou a imponência da obra. “O que pudemos ver é um terminal metroviário com as obras concluídas e pronto para entrar em operação. Já no terminal de integração, as obras estão em ritmo avançado, o que comprova que estamos dentro do cronograma previsto.

Pregopontocom
Daniele Rodrigues/Sedur
Nesta segunda-feira (14), o secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Carlos Martins, fez uma vistoria nas obras da Estação Pirajá, oitavo terminal da Linha 1 do metrô de Salvador. A estação, que está em fase final de construção, marca o término do projeto original do metrô de Salvador.
Ao lado do presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello, e do diretor de obras do grupo CCR Metrô Bahia, Juvêncio Terra, o secretário ressaltou a imponência da obra. “O que pudemos ver é um terminal metroviário com as obras concluídas e pronto para entrar em operação. Já no terminal de integração, as obras estão em ritmo avançado, o que comprova que estamos dentro do cronograma previsto. Podemos destacar também a força dessa obra, que é grandiosa. Em breve, teremos um complexo de referência em transporte, com segurança e qualidade para a população”, disse.
A Linha 1 já conta com as estações Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Bonocô, Acesso Norte, Retiro e Bom Juá. Também está em fase de projeto a construção do tramo 3 do metrô, que incluirá duas estação à Linha 1, levando o sistema até o bairro de Cajazeiras.
A área da estação Pirajá é de 6.185 m², com duas plataformas laterais. O terminal possui ainda escadas rolantes, elevadores, bicicletário e banheiros. O funcionamento do terminal marcará o início da operação comercial do modal, que será integrado aos ônibus metropolitanos e urbanos. A operação comercial se dará, inicialmente, entre as estações Lapa e Bom Juá, com a estação Pirajá funcionando em operação assistida e horário diferenciado.

Novos trens
Daniele Rodrigues/Sedur 

Além da estação, Martins visitou outras áreas do complexo, como a oficina de manutenção e lavagem dos trens, o Centro de Controle Operacional (CCO) das linhas 1 e 2 e o prédio administrativo. Na oficina, o secretário acompanhou alguns testes desenvolvidos nos dois novos trens, que devem entrar em operação na Linha 1 no começo de 2016.

Linha 2
As obras da Linha 2 seguem em ritmo acelerado, com diversas frentes de trabalho. Atualmente a linha 2 já tem sete quilômetros de obras em curso, com cinco estações em andamento (Acesso Norte, Detran, Rodoviária, Imbuí e CAB). No total, a Linha 2 terá 12 estações e 23 quilômetros de extensão.
Com informações da Secom Ba  14/12/2015

Na COP21, organizações pedem mudança rápida para veículos zero emissões

Sustentabilidade

O debate ocorreu na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris.Atualmente, o setor de transportes depende quase que completamente de combustíveis fósseis. Isso contribui aproximadamente com 1/4 de toda a energia relacionada às emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, que deverá crescer ainda um terço, mais rápido do que qualquer outro setor.

eCycle

Ministros e altos representantes da indústria, da sociedade civil e de organizações internacionais pediram uma rápida mudança para veículos zero emissões (VZE) como um componente chave da futura estratégia global contra a mudança do clima. O debate ocorreu na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris.
Atualmente, o setor de transportes depende quase que completamente de combustíveis fósseis. Isso contribui aproximadamente com 1/4 de toda a energia relacionada às emissões de dióxido de carbono para a atmosfera, que deverá crescer ainda um terço, mais rápido do que qualquer outro setor.
Liderando pelo exemplo, alguns países puseram em prática políticas para apoiar a utilização de veículos elétricos. Por exemplo, por meio de um conjunto abrangente de medidas fiscais e não fiscais, um em cada quatro carros vendidos na Noruega hoje é elétrico; enquanto na China, uma estratégia nacional de duas e três rodas, que começou há dez anos, já resultou em veículos elétricos que substituem motos a gasolina nas principais cidades – com 230 milhões de bicicletas elétricas em uso até hoje. Essas práticas precisam ser ampliadas e replicadas em todo o mundo para alcançar o impacto desejado.
Especialistas também reconheceram que esses veículos precisam ser vistos como parte de uma mudança maior rumo a um setor de transportes mais limpo
O evento considerou que, já que o mundo ainda vai depender de combustíveis fósseis para fins de transporte por algum tempo, agora é a hora de começar uma mudança global para veículos sem emissões. Esses carros sem emissões estão sendo introduzidos com sucesso em diferentes segmentos de mercado – elétricos de duas rodas, carros privativos e ônibus municipais.

Ar e clima
Os participantes pediram por uma abordagem global para a adoção de veículos zero emissões, a fim de garantir o máximo de qualidade do ar e do clima. Organizações presentes no evento prometeram trabalhar em conjunto para desenvolver e coordenar tal estratégia.
Especialistas também reconheceram que esses veículos precisam ser vistos como parte de uma mudança maior rumo a um setor de transportes mais limpo que inclua um melhor planejamento das cidades, transporte público e transporte não motorizado. Um relatório recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, a cada ano, sete milhões de pessoas morrem prematuramente devido à poluição do ar, cerca de metade proveniente da poluição externa.
Fonte - Revista Amazônia  14/12/2015

Superávit da balança comercial chega a US$ 15,8 bilhões e supera expectativas

Economia

Os resultados contrastam com os do ano passado. Até a segunda semana de dezembro de 2014, a balança comercial tinha déficit de US$ 3,574 bilhões. A melhoria do indicador, no entanto, não se deve ao crescimento das vendas para o exterior, mas à queda das importações.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O superávit da balança comercial – diferença entre exportações e importações – acumulado em 2015 superou a estimativa de US$ 15 bilhões do governo. Segundo dados divulgados hoje (14) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o indicador acumula resultado positivo de US$ 15,810 bilhões até a segunda semana de dezembro.
Na semana passada, o país registrou superávit de US$ 1,6 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,256 bilhões e de importações de US$ 2,656 bilhões. Em dezembro, o superávit da balança comercial chega a US$ 2,369 bilhões.
Os resultados contrastam com os do ano passado. Até a segunda semana de dezembro de 2014, a balança comercial tinha déficit de US$ 3,574 bilhões. A melhoria do indicador, no entanto, não se deve ao crescimento das vendas para o exterior, mas à queda das importações.
No acumulado do ano, o Brasil exportou US$ 181,647 bilhões, queda de 14,6% pela média diária em relação a 2014. O recuo foi motivado principalmente pela redução do preço das commodities (bens agrícolas e minerais com cotação internacional), que anulou os efeitos da safra recorde de grãos e da produção recorde de minério de ferro.As importações caíram em ritmo maior, totalizando US$ 165,837 bilhões, com recuo de 23,3% também pela média diária. As principais causas para a queda das compras do exterior são a alta do dólar e a redução da demanda por combustíveis, que se refletiu em menos importações de petróleo.
Fonte - Agência Brasil   14/12/2015

Papai Noel Vem de Metrô

Transportes sobre trilhos

A ação da CBTU Recife ocorre há 14 anos e conta com a contribuição de seus empregados para a doação dos presentes, com o intuito de atender crianças carentes de algumas instituições e propor um natal mais feliz.

CBTU

O Papai Noel trocará o trenó pelo metrô, nesta terça (15), e irá distribuir presentes para crianças carentes das Creches Aritana e Senador Paulo Guerra. A ação da CBTU Recife ocorre há 14 anos e conta com a contribuição de seus empregados para a doação dos presentes, com o intuito de atender crianças carentes de algumas instituições e propor um natal mais feliz.
O Papai Noel será o maquinista Admilton Antônio Filho, que sairá de trem da Estação Cajueiro Seco em busca das crianças com destino a Estação Recife. O embarque das crianças da Creche Aritana ocorrerá na Estação Antônio Falcão e da Creche Senador Paulo Guerra acontecerá na Estação Imbiribeira, onde sairão por volta das 09:30h, com previsão de chegada em Recife às 10h. Será feita a distribuição dos presentes e entrega de lanches.
Com informações da CBTU  14/12/2015

Obama liga para Dilma para agradecer liderança brasileira na COP21

Política

Segundo o Palácio do Planalto, Obama felicitou os negociadores brasileiros, em especial a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, agradeceu o empenho da presidenta Dilma e do governo, “sem os quais, segundo ele, não se obteria o resultado final, alcançado em Paris”.

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, telefonou nesta segunda-feira (14), no fim da tarde, à presidenta Dilma Rousseff para agradecer a liderança brasileira para o sucesso do Acordo de Paris, na 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21). O documento foi aprovado no sábado (12).
Segundo o Palácio do Planalto, Obama felicitou os negociadores brasileiros, em especial a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, agradeceu o empenho da presidenta Dilma e do governo, “sem os quais, segundo ele, não se obteria o resultado final, alcançado em Paris”.
Obama ainda ressaltou a importância da coordenação entre Brasil e Estados Unidos, que trabalharam para atingir metas comuns no Acordo de Paris.
O texto final estabelece o objetivo de manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2 graus Celsius (ºC) em relação aos níveis pré-industriais e garantir esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC.
De acordo com o Planalto, Dilma parabenizou o presidente Obama pela “liderança firme e proativa dos Estados Unidos nas negociações de Paris”.
Fonte - Agência Brasil  14/12/2015

Japão irá investir ¥5 bilhões em construção de ferrovias urbanas no Brasil

Transportes sobre trilhos

O fundo japonês irá participar da construção de uma ferrovia no estado do Rio de Janeiro, que está em execução, e uma linha do metrô de São Paulo, prevista para entrar em operação em 2021.

Jornal International Press – TÓQUIO
foto - ilustração
Um fundo público-privado japonês, criado para financiar a construção de infraestrutura no exterior, irá participar de vários projetos de ferrovias urbanas no Brasil, informou o jornal Nihon Keizai nesta quarta-feira (9).
A Mistsui, que já participa de projetos de infraestrutura no Brasil por meio de uma parceira com a Odebrecht, irá dividir sua participação com a JR Nishi (West Japan Railway ) e com a JOIN (Japan Overseas Infrastructure Investment Corp.).
Segundo o jornal, o fundo japonês irá participar da construção de uma ferrovia no estado do Rio de Janeiro, que está em execução, e uma linha do metrô de São Paulo, prevista para entrar em operação em 2021.
A JOIN, que é gerida pelo Ministério dos Transportes do Japão, enviará ao Brasil engenheiros e profissionais especializados em ferrovias. Estima-se que o fundo irá investir mais de ¥5 bilhões no Brasil.
Fonte - ANPTrilhos    14/12/2015

Cidades com menor IDH terão prioridade na distribuição de vagas do Fies

Educação

O novo critério, confirmado à Agência Brasil pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na última semana, está em portaria do Ministério da Educação (MEC) publicada na edição de hoje (14) doDiário Oficial da União. A portaria define que no processo seletivo do primeiro semestre de 2016, 70% das vagas do Fies serão para os cursos das áreas de saúde, engenharias e formação de professores.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Em 2016, cidades com menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) terão prioridade na distribuição de vagas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O novo critério, confirmado à Agência Brasil pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, na última semana, está em portaria do Ministério da Educação (MEC) publicada na edição de hoje (14) doDiário Oficial da União. A portaria define que no processo seletivo do primeiro semestre de 2016, 70% das vagas do Fies serão para os cursos das áreas de saúde, engenharias e formação de professores.
Além do IDHM, para a distribuição de vagas será considerada a demanda por educação superior, calculada a partir de dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a demanda por financiamento estudantil, calculada a partir de dados do Fies no ano de 2015 e a disponibilidade orçamentária do Fies.
Na oferta de vagas do primeiro semestre de 2016 será mantida a prioridade para os cursos das áreas de saúde, engenharias e licenciaturas, pedagogia e normal superior e cursos com os melhores desempenhos nas avaliações do MEC.
A portaria define que 70% do número de vagas de cada microrregião irá para os cursos prioritários, sendo 45% para a área de saúde, 35% para os cursos de engenharia e 20% para cursos da área de licenciatura, pedagogia e normal superior. Dos cursos reservados para a área de saúde, 35% deverão ser destinados para medicina.
A portaria detalha a que as instituições devem oferecer até 50% do número de vagas para cursos com conceito 5; até 40% para cursos com conceito 4; até 30% para cursos com conceito 3 e até 25% para cursos cujos atos regulatórios mais recentes sejam "autorização”.
Poderá se inscrever no processo seletivo do Fies para o primeiro semestre de 2016 o estudante que, cumulativamente, tenha participado o Enem a partir da edição de 2010 e obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota na redação superior a zero; e tenha renda familiar mensal bruta per capita de até dois salários mínimos e meio.
Fonte - Agência Brasil  14/12/2015

Estudantes usam canteiro do VLT como ‘praia’ e protestam contra paralisação de obra em Cuiabá

Transportes sobre trilhos

O protesto é contra a paralisação das obras na capital mato-grossense e Várzea Grande. O custo total estimado do novo modal deverá ultrapassar os R$ 2 bilhões.Em torno de cinquenta estudantes fizeram a ‘festa’ no canteiro de obras onde deveria estar passando o VLT, que foi prometido pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) para junho de 2014, antes da Copa do Mundo. Porém, segundo as estimativas mais otimistas, o trem não deve rodar antes de 2018.

Wesley Santiago - Olhar Direto
foto do Internauta
Estudantes cuiabanos aproveitaram o domingo (13) para viver um dia de praia. Porém, o local escolhido foi dos mais inusitados:
O canteiro de obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), localizado na avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), em Cuiabá. O protesto é contra a paralisação das obras na capital mato-grossense e Várzea Grande. O custo total estimado do novo modal deverá ultrapassar os R$ 2 bilhões.
Em torno de cinquenta estudantes fizeram a ‘festa’ no canteiro de obras onde deveria estar passando o VLT, que foi prometido pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) para junho de 2014, antes da Copa do Mundo. Porém, segundo as estimativas mais otimistas, o trem não deve rodar antes de 2018.
Aproveitando um dia de forte sol na capital mato-grossense, os estudantes resolveram aproveitar o clima de fim de ano e ‘confraternizar’ em meio a avenida. Munidos de isopores, barraca e até uma piscina de plástico eles protestaram contra a paralisação da obra. Vale lembrar que o VLT está judicializado e um estudo de viabilidade está sendo elaborado por uma empresa paulista.
O custo total da obra deve ultrapassar os R$ 2 bilhões, sendo que no início ele era estimado em R$ 1,47 bilhão. Enquanto isto, os trens que deveriam estar passando pelo local, continuam sofrendo intemperes, debaixo de sol e chuva no Centro de Manutenções, localizado em Várzea Grande.
Fonte - Olhar Direto  13/12/2015

Plano de mobilidade para o Rio vai incorporar seis sugestões da população

Mobilidade

A elaboração do plano contou com a participação de 2.775 cariocas em 2015, que enviaram 400 propostas e contribuíram com 18.300 votos por meio de plataformas online e três oficinas presenciais. As sugestões foram submetidas a estudos de demanda e a levantamentos de dados por diversas áreas da prefeitura.

O Dia
foto - ilustração
Seis projetos que preveem a criação de novos sistemas de transporte no Rio, sugeridos pelos próprios cariocas, serão incorporados no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (Pmus) da cidade. O objetivo do documento, em fase de redação final, é apontar os investimentos prioritários para o setor entre 2016 e 2026.
Das demandas populares, foram incluídas as que pedem a criação de BRTs na Linha Amarela (Alvorada-Linha Amarela-Fiocruz-Fundão) e na Avenida Dom Helder Câmara (Sulacap-Dom Helder-Leopoldina), além da extensão do Transbrasil (Deodoro-Centro) até Santa Cruz e do Transcarioca (Alvorada-Aeroporto do Galeão) até a Ilha do Governador pela Estrada do Galeão.
“O Pmus é uma oportunidade de pensar em como deixar nossa cidade mais sustentável, de começar a inverter valores em uma sociedade que cresceu dependente dos automóveis”, diz o secretário municipal de Transportes, Rafael Picciani.
A elaboração do plano contou com a participação de 2.775 cariocas em 2015, que enviaram 400 propostas e contribuíram com 18.300 votos por meio de plataformas online e três oficinas presenciais. As sugestões foram submetidas a estudos de demanda e a levantamentos de dados por diversas áreas da prefeitura.
“Temos de garantir um plano com soluções para os deslocamentos do dia a dia, para a economia, os serviços, sem que haja ruptura na infraestrutura que já possuímos”, acrescenta Picciani.
Também foi considerada viável a implantação de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Barra da Tijuca, entre o Jardim Oceânico e o Terminal Alvorada, passando pela Avenida Lúcio Costa. A sexta ideia aprovada pelos técnicos sugere a criação de ligações hidroviárias na Lagoa da Tijuca (Península- Barra- Downtown- metrô Linha 4 e Rio das Pedras-Downtown-Metrô Linha 4).
Somando as propostas da população com as que partiram da Secretaria Municipal de Transportes, da CET-Rio e de outros órgãos, ao todo 17 projetos de infraestrutura serão inseridos no Pmus. O estudo foi contratado em dezembro de 2014 pela SMTR às consultorias Logit e Oficina e custou R$ 1,1 milhão.
“O documento do município está, em grande parte, compatível com o Plano Diretor de Transporte Urbano do estado (PDTU). A disponibilidade de recursos será preponderante na definição das prioridades e dos modais implantados”, avalia o engenheiro de Transportes Alexandre Rojas, da Uerj.

Plano atrasado desde abril
A elaboração do plano de mobilidade foi uma exigência da Lei Federal 12.587, de 2012, para que cidades com mais de 20 mil habitantes pudessem obter recursos da União para novos investimentos em infraestrutura de transporte.
O prazo para conclusão do plano era até abril deste ano. Como não cumpriu a meta, o Rio está impedido de contratar financiamento federal para novas obras de mobilidade até que o Pmus seja finalizado. Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, o projeto de lei que formalizará a criação do Pmus será elaborado a partir de janeiro de 2016. Em junho, o secretário Rafael Picciani explicou que a demora se deu por causa do atraso da atualização do PDTU (a primeira versão era de 2002), feito pelo governo estadual para a Região Metropolitana e que serve de base para o plano municipal.

PDTU: mais duas obras do metrô até 2021
Já a conclusão do plano metropolitano, inicialmente prevista para 2013, foi aprovada na última semana. Segundo o secretário estadual de Transportes, Carlos Roberto Osorio, o atraso foi ocasionado por burocracia no financiamento do Banco Mundial.
Pelo PDTU, para 2016 são esperadas as conclusões das obras em curso, como a Linha 4 do metrô e o BRT Transolímpico. Para 2021, o estudo propõe o trecho metroviário Estácio-Carioca-Praça 15, a Linha 3 entre Niterói e São Gonçalo e BRT na RJ 104 ligando Niterói a São Gonçalo e Itaboraí.
Considerando o prazo de 30 anos, foram propostas as ligações de metrô Uruguai-Méier, Gávea-Uruguai, Jardim Oceânico-Terminal Alvorada e Alvorada-Ilha do Governador. No sistema ferroviário, está prevista a expansão Santa Cruz-Itaguaí e integração entre os ramais Japeri, Belford Roxo e Saracuruna.
Fonte - Revista Ferroviária 13/12/2015

domingo, 13 de dezembro de 2015

Papa saúda acordo do clima e chama a atenção para os “mais vulneráveis”

Internacional

“A cúpula sobre o clima terminou em Paris com um acordo que bem podemos qualificar como histórico”, disse o papa Francisco, na oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano.“A sua aplicação exige um compromisso unânime e um generoso empenho de cada um”, destacou Francisco, reportou a AFP.

Da Agência Lusa
imagem/Ag.Brasil

O papa Francisco saudou hoje (13) a assinatura por 195 países, ontem (12) em Paris, de um acordo contra o aquecimento global, e apelou para se estar especialmente atento aos “mais vulneráveis”, particularmente afetados pelas catástrofes ambientais. “A cúpula sobre o clima terminou em Paris com um acordo que bem podemos qualificar como histórico”, disse o papa Francisco, na oração do Angelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano.
“A sua aplicação exige um compromisso unânime e um generoso empenho de cada um”, destacou Francisco, reportou a AFP.
O papa ressaltou que é preciso garantir neste âmbito, e “com um particular atenção”, o futuro das “populações mais vulneráveis”.
“Exorto a comunidade internacional na sua totalidade, a prosseguir com empenho o caminho encetado, num sentimento de uma solidariedade que deve ser sempre cada vez mais ativa”, afirmou.
A Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21) aprovou um acordo global vinculativo entre 195 países, desenvolvidos e em desenvolvimento, que se comprometem a caminhar para uma economia de baixo carbono e tomarem medidas para limitar o aquecimento global da atmosfera até 2100 a 1,5 graus Celsius, em relação aos valores médios da era pré-industrial.
Fonte - Agência  Brasil  13/122015