quinta-feira, 15 de maio de 2014

Problemas em ferrovias ameaçam plantio nos EUA

Internacional

A falta de capacidade ferroviária do país está ampliando a ansiedade que os produtores da região normalmente já sentem nesta época do ano, quando eles precisam de um longo período de calor e céu limpo para que o plantio seja realizado e as plantas cresçam antes que o clima frio retorne.
Os atrasos já afetaram o faturamento de produtores de fertilizantes, incluindo a Mosaic Co. e a Agrium Inc., e geraram preocupação entre processadores que contam com uma oferta contínua de grãos para operar.

The Wall Street Journal
foto - ilustração
Os congestionamentos registrados nas grandes ferrovias dos Estados Unidos que atrasaram o embarque de novos carros e carvão agora ameaçam impedir que o plantio de áreas do Meio-Oeste, região considerada o cinturão agrícola americano, seja realizado em tempo.
Os problemas nas ferrovias atrasaram os embarques de fertilizantes, elevando os temores de que os produtores de quatro grandes Estados agrícolas, as Dakotas do Sul e Norte, Minnesota e Wiscousin, fiquem sem nutrientes o suficiente para plantar milho, trigo e cevada.
Ao mesmo tempo, os produtores têm se esforçado há meses para conseguir capacidade de carga suficiente nas ferrovias para embarcar os grãos colhidos no ano passado para as usinas processadoras. Alguns temem que mesmo que o plantio ocorra no período ideal, eles não terão espaço bastante nos armazéns para guardar a colheita no fim do ano.
A falta de capacidade ferroviária do país está ampliando a ansiedade que os produtores da região normalmente já sentem nesta época do ano, quando eles precisam de um longo período de calor e céu limpo para que o plantio seja realizado e as plantas cresçam antes que o clima frio retorne.
Os atrasos já afetaram o faturamento de produtores de fertilizantes, incluindo a Mosaic Co. e a Agrium Inc., e geraram preocupação entre processadores que contam com uma oferta contínua de grãos para operar. Muitos produtores de etanol de milho recentemente tiveram que paralisar as operações de suas usinas durante vários dias porque não conseguiram vagões para transportar o grão.
O diretor-presidente da Mosaic, Jim Prokopanko, diz que o atraso registrado na atual temporada de plantio tem sido "diferente de tudo o que já tinha visto antes". A empresa de Mineápolis, uma das maiores produtoras de fertilizantes do mundo, estava atrasada na entrega de "muitas centenas de toneladas" antes que as ferrovias voltassem a acelerar o transporte de mercadorias nas últimas semanas, diz Prokopanko. A Mosaic, que geralmente entrega 5 milhões de toneladas de fertilizantes por trimestre, divulgou no início do mês uma queda de 43% no lucro do primeiro trimestre, citando em parte os problemas ferroviários como motivo.
Os produtores agora esperam receber uma quantidade suficiente de fertilizantes em tempo para terminar o trabalho de campo e plantio antes de julho. "É urgente", diz Mark Watne, presidente do conselho do Sindicato dos Agricultores da Dakota do Norte.
O inverno que castigou os EUA com o maior número de nevascas e as temperaturas mais baixas em muitos anos desestabilizou o sistema ferroviário, o principal meio de transporte da safra agrícola quando os rios congelam no nordeste americano. As temperaturas baixas forçaram as redes ferroviárias BNSF Railway Co., a Canadian Pacific Railway Ltd. e outras a operarem com poucos trens, aumentando o tráfego nas vias em direção ao Meio-Oeste. O tempo médio de espera para alguns trens da BNSF, na linha de Northtown, no Estado de Minnesota, chegou a 75 horas durante o inverno, ante uma média de 40,5 horas nos últimos 12 meses, de acordo com informações da empresa.
A maior demanda por vagões também ajudou a ampliar o problema. As ferrovias estão carregando mais petróleo bruto da região da gigantesca reserva de gás de xisto de Bakken, na Dakota do Norte, e a recuperação econômica tem levado um volume maior de bens a ser transportados por via férrea, de acordo com as transportadoras.
As empresas ferroviárias informam que estão investindo bilhões de dólares em mais trilhos e trabalhando com seus clientes para acelerar as entregas. Tanto a BNSF quanto a Canadian Pacific afirmaram que aceleraram os embarques de fertilizantes nas últimas semanas depois de serem cobradas pelas autoridades ferroviárias do país.
Os problemas nas ferrovias atingiram o cinturão agrícola americano logo depois de o país ter registrado a maior safra de milho e uma das maiores safras de soja da história. A grande oferta, somada ao inverno rigoroso e aos atrasos das linhas férreas, aumentaram as preocupações no setor agrícola sobre a necessidade de uma melhoria na infraestrutura para lidar com uma produção agrícola ainda maior.
Pesquisadores da Universidade do Estado da Dakota do Norte estimaram, este mês, que os produtores agrícolas perderam US$ 67 milhões em receita desde o início do ano por conta do atraso dos embarques de grãos e soja. Já a Associação dos Produtores de Milho de Dakota do Sul estimou que os produtores do Estado ainda precisam embarcar cerca de 250 milhões de bushels de milho (cerca de 6,35 milhões de toneladas), ou 31% da safra do Estado em 2013, para criar espaço nos armazéns.
Sem fertilizantes, a rentabilidade de alguns grãos pode chegar à metade do normal, dizem produtores. Para tentar assegurar que os elevadores de grãos e as redes de insumos agrícolas tenham fertilizante o suficiente, o Conselho de Transporte Terrestre, uma agência federal que regula as ferrovias dos EUA, exigiu, no mês passado, que a BNSP e a Canadian Pacific forneçam atualizações semanais sobre o andamento das entregas.
As empresas de etanol também estão enfrentando problemas similares. Nos últimos meses, empresas das Dakotas têm esperado por semanas pelo retorno dos vagões, o que forçou um corte na produção. "Se não tivermos vagões retornando, não teremos outra alternativa se não fechar as portas ou desacelerar", diz Tom Hitchcock, diretor-presidente da Redfield Energy LLC. A empresa já fechou uma unidade e perdeu US$ 1 milhão em receita com os problemas ferroviários.
Fonte - Revista Ferroviária  15/05/2014

Com PM em greve, comércio do Recife sofre com onda de saques

Segurança

Segundo o diretor-secretário da Associação Comercial de Pernambuco, Adalberto Arruda Silva, já foram confirmados saques a farmácias, supermercados, lojas de eletroeletrônicos e de calçados. Os saques ocorreram principalmente em Abreu e Lima, onde ônibus foram depredados e a prefeitura decretou ponto facultativo.

Alex Rodrigues 
Repórter Agência Brasil 
foto - ultimosegundo
Vários estabelecimentos comerciais da região metropolitana do Recife foram saqueados desde a noite de terça-feira (13), quando policiais militares e bombeiros de Pernambuco deflagaram uma greve por tempo indeterminado. Só em Abreu e Lima, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu 20 pessoas que participaram dos saques ontem à noite. A Polícia Civil já solicitou imagens de câmeras de segurança para tentar identificar outros suspeitos.
Segundo o diretor-secretário da Associação Comercial de Pernambuco, Adalberto Arruda Silva, já foram confirmados saques a farmácias, supermercados, lojas de eletroeletrônicos e de calçados. Os saques ocorreram principalmente em Abreu e Lima, onde ônibus foram depredados e a prefeitura decretou ponto facultativo.
“Temos ciência das notícias de saques e de ações violentas, mas ainda não podemos falar em números. Até porque, há muitos boatos. Foi tudo muito repentino e surpreendente. Não esperávamos ações tão agressivas”, afirmou o diretor à Agência Brasil. Segundo ele, a associação convocou uma reunião para as 16h de hoje e só então divulgará um pronunciamento oficial.
“Pessoalmente, posso afirmar que todo o comércio espera que essa greve seja suspensa imediatamente. A greve, como último recurso, tem que ser comedida. Sobretudo quando se trata de uma paralisação de policiais”, acrescentou Silva.
Na capital, parte dos lojistas do Shopping Recife fecharam as portas após um princípio de tumulto cuja origem ainda está sendo verificada. Segundo funcionários de lojas ouvidos pela Agência Brasil, não houve furtos ou saques, só um mal-entendido, e parte das lojas reabriu. No entanto, mais tarde, como medida preventiva, a administração do shopping decidiu encerrar o expediente. Nas redes sociais, internautas que disseram ter presenciado a correria garantem que se tratou de um arrastão e que houve grande confusão. Já em Jaboatão, temendo boatos, alguns lojistas do Shopping Guararapes interromperam o expediente, mesmo a administração do tendo reforçado a segurança. De acordo com a assessoria do shopping, o movimento de consumidores é bem menor que o habitual.
A pedido do governador João Lyra Neto, o Ministério da Justiça autorizou o envio de homens da Força Nacional de Segurança Pública para Pernambuco. A força está autorizada a permanecer no estado pelo período necessário, até o encerramento da greve, e irá atuar em ações de segurança e ordem pública. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, viaja para o estado esta tarde. Além disso, para tentar minimizar o clima de insegurança, o governo estadual determinou que o reforço da Polícia Civil. O número de policiais civis envolvidos na ação não foi divulgado.
Entre 18 reivindicações, os policiais militares e bombeiros pedem melhores condições de trabalho; reajuste salarial de 50% para soldados e de 30% para oficiais retroativo a janeiro deste ano; aprovação de um novo plano de cargos e carreira; fim da pena de prisão prevista no Código Disciplinar; exigência de curso superior para admissão de novos militares; pagamento de uma gratificação para quem fizer cursos de especialização, além do aumento do valor do tíquete-refeição.
Fonte - Agência Brasil  15/05/2014

Metroviários fazem passeata no centro de São Paulo por aumento salarial

São Paulo

Os metroviários fizeram uma manifestação em frente ao Hotel Marabá, onde foram feitas as reuniões para negociação salarial, e saíram em passeata, passando pela Câmara Municipal em direção à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, também no centro da cidade, para tentar uma conversa com o secretário, Jurandir Fernandes.

Flávia Albuquerque 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Os funcionários do Metrô participam hoje (15) de um ato na região central da cidade para chamar a atenção para reivindicações que foram negadas pela empresa nas três reuniões feitas durante o período de campanha salarial da categoria. De acordo com o Sindicato dos Metroviários de São Paulo, são cerca de 9.500 trabalhadores com data-base em 1º de maio.
Os metroviários fizeram uma manifestação em frente ao Hotel Marabá, onde foram feitas as reuniões para negociação salarial, e saíram em passeata, passando pela Câmara Municipal em direção à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, também no centro da cidade, para tentar uma conversa com o secretário, Jurandir Fernandes.
Segundo informações do sindicato, o objetivo é negociar diretamente com o governo estadual, devido à falta de avanços durantes as conversas com os representantes da empresa.
Os trabalhadores reivindicam 35,47% de reajuste salarial (7,95% referentes a perdas salariais mais 25,5% de aumento real por produtividade), equiparação salarial, 36 horas semanais, reposição do quadro de funcionários e fim da privatização e da terceirização.
Fonte - Agência Brasil  15/05/2014

Projeto do aeromóvel de Canoas é apresentado nos Estados Unidos

Transportes sobre trilhos

O Município foi representado pelo secretário da Fazenda, Marcos Bosio. A delegação brasileira, que contou ainda com representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), MetrôRio e Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), viajou a convite da Trade Desenvolviment Agency (USTDA), que atua na promoção do comércio com o governo dos Estados Unidos.

Diário de Canoas
Da Redação
Foto: Reprodução Canoas 
O projeto que prevê a implantação de três linhas do aeromóvel na cidade foi apresentado pela Prefeitura em evento sobre tecnologias para transporte de massa nos Estados Unidos. As agendas foram em Washington e em Pittsburg.
O Município foi representado pelo secretário da Fazenda, Marcos Bosio. A delegação brasileira, que contou ainda com representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), MetrôRio e Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), viajou a convite da Trade Desenvolviment Agency (USTDA), que atua na promoção do comércio com o governo dos Estados Unidos.
Bosio detalhou o projeto do aeromóvel à especialista da USTDA para a área de transportes, Gabrielle Mandel, e a representantes de empresas internacionais que fornecem equipamentos e sistemas para o setor.
Já com a presidente da USTA, Leocádia Zak, e com o diretor para a América Latina, Nathan Younge, foi avaliada a possibilidade de cooperação da agência na implantação do sistema de transporte de massa na cidade.
Estão previstas três linhas: uma da estação Mathias Velho do trensurb até o fim da Avenida 17 de Abril, no Guajuviras; outra da estação Mathias até o entorno da escola Tereza Francescutti, no Mathias; e uma terceira da Avenida Boqueirão até a Praça do Avião, passando pelo shopping que a Multiplan está começando a construir junto ao parque Capão do Corvo.
A linha 1 (Guajuviras) terá 5,9 quilômetros e está prevista para começar a ser construída até o fim do ano e deverá ser a primeira do tipo no Brasil. O orçamento é de R$ 332 milhões, R$ 45 milhões acima do financiamento já aprovado junto à Caixa Econômica Federal. Até o fim deste mês a Prefeitura pretende acertar como cobrir esta diferença para encaminhar a licitação.
Embora a tecnologia do aeromóvel seja gaúcha, a única linha em operação no País é a que liga o trensurb ao terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Em caráter experimental desde o meio do ano passado, a linha de um quilômetro entrou em operação comercial na semana passada.
Fonte - ANP Trilhos 14/05/2014

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Barbosa isola-se ainda mais após parecer de Janot favorável a José Dirceu

Política

O ministro e presidente do STF foi alvo de reprimenda grave da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de juristas como Ives Gandra Martins e José Roberto Batochio, mas agora perdeu o apoio até do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que defendeu a tese favorável a que réus como José Dirceu e Delúbio Soares tenham direito ao trabalho externo.

Por Redação 
Correio do Brasil
Rodrigo Janot é o procurador-geral da República
O isolamento do ministro Joaquim Barbosa no meio jurídico consolida-se, após formular uma nova jurisprudência que, na prática, impede que condenados ao regime semiaberto possam trabalhar. Barbosa será exposto ao crivo de magistrados internacionais, após o recurso do ex-ministro José Dirceu à Organização dos Estados Americanos (OEA), no qual pede que seja anulado julgamento da Ação Penal (AP) 470, conhecido na mídia conservadora como ‘mensalão’.
O ministro e presidente do STF foi alvo de reprimenda grave da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de juristas como Ives Gandra Martins e José Roberto Batochio, mas agora perdeu o apoio até do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que defendeu a tese favorável a que réus como José Dirceu e Delúbio Soares tenham direito ao trabalho externo.
– Os condenados na Ação Penal 470 têm direito ao trabalho fora do presídio – disse o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Para ele, o benefício deve ser concedido.
O procurador-geral fez a declaração antes da cerimônia de posse do ministro Dias Toffoli na presidência do Tribunal Supeiror Eleitoral (TSE). Segundo ele, o trabalho externo ajuda na reintegração dos presos à sociedade.
– Minha manifestação é que, se há oferta de emprego digna para o preso e condições de ressocialização, ele tem direito ao trabalho externo – declarou o procurador.

Complacências
Dirceu foi convidado a trabalhar em um escritório de advocacia e o advogado que lhe ofereceu o emprego também criticou o presidente do STF por ter vetado a autorização para o petista trabalhar. Em nota encaminhada à imprensa, o criminalista José Gerardo Grossi afirmou que Barbosa tem uma visão na área criminal que lembra a Inquisição, em uma atitude de pessoas que se consideram infalíveis.
“A visão de justiça penal dele é torquemadesca, ultramontana. (…) Lamento que S. Exa., o Min. Barbosa, tenha confundido um ato de generosidade, a meu sentir compatível com a lei, com uma “action de complaisance entre copains”. Logo ele que, já ministro do STF, foi meu cliente e que, por isto, sabe ou devia saber’ que não sou advogado de complacências ou cumplicidades”,afirmou, na carta.
Além de Dirceu, que não chegou a deixar o presídio para trabalhar, Barbosa revogou os benefícios de trabalho externo do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, do ex-deputado Romeu Queiroz e do ex-advogado Rogério Tolentino. Antes das decisões de Barbosa, o procurador havia dado parecer favorável ao pedido de trabalho externo de alguns condenados.
Fonte - Correio do Brasil  14/05/2014

Metrô de Belo Horizonte recebe programação especial do FIT

Transportes sobre trilhos

O Festival Internacional de Teatro Palco e Rua comemora 20 anos de fundação, com atrações de encher os olhos dos apaixonados por arte. Em 2014, a capital recebe artistas regionais, nacionais e internacionais, aproximando o público mineiro de diferentes segmentos artísticos. 

CBTU
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A CBTU Belo Horizonte abre espaço para o entretenimento, a arte e a dança. O Festival Internacional de Teatro Palco e Rua marca presença no metrô da capital, com intervenções que prometem divertir os usuários. Nesta quarta-feira (14/5), a partir das 14h, as plataformas e o interior dos trens recebem esquetes especiais do Blitz MOB, trazendo artistas do teatro, música e circo direto para as plataformas e interior dos trens.
O Festival Internacional de Teatro Palco e Rua comemora 20 anos de fundação, com atrações de encher os olhos dos apaixonados por arte. Em 2014, a capital recebe artistas regionais, nacionais e internacionais, aproximando o público mineiro de diferentes segmentos artísticos. A programação em espaços abertos (ruas, praças, parques) é totalmente gratuita. Já as apresentações em palcos e espaços alternativos têm ingressos vendidos a preços acessíveis à população.
No metrô, as esquetes teatrais, de curta duração, acontecem de forma lúdica, entretendo os usuários nos carros e nas plataformas das estações, em diferentes pontos do sistema.
Serviço:
Data: 14 de maio de 2014
Local: Interior dos carros do metrô
Horário: 14h às 16h
Contato:
Gerência de Comunicação e Marketing
(31) 3250-4022 / 3250-4021
Fonte - Imprensa CBTU  BH  14/05/2014

MP propõe ferrovia em lugar de barragem no Piracicaba

Meio Ambiente

A proposta será discutida nesta quarta-feira, 14, durante seminário - A proposta será discutida nesta quarta-feira, 14, durante o seminário "Avaliando a barragem no Rio Piracicaba", que reunirá pesquisadores da Universidade de São Paulo, Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de promotores do Gaema, em Piracicaba

MSN
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Uma extensão ferroviária pode substituir o projeto da hidrovia no Rio Piracicaba e evitar a construção de uma barragem que vai extinguir as várzeas do Tanquã, conhecidas como o Pantanal Paulista, em razão da grande biodiversidade. A alternativa é proposta pelo Ministério Público Estadual, através do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) de Piracicaba, em documento enviado ao empreendedor, o Departamento Hidroviário do Estado de São Paulo (DH), e aos órgãos de licenciamento ambiental.
A proposta será discutida nesta quarta-feira, 14, durante o seminário "Avaliando a barragem no Rio Piracicaba", que reunirá pesquisadores da Universidade de São Paulo, Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de promotores do Gaema, em Piracicaba. De acordo com o promotor Ivan Carneiro Castanheiro, o projeto da hidrovia prevê a construção de um porto no distrito de Artemis, em Piracicaba, cuja operação depende de uma extensão ferroviária até o local.
Caso o ramal ferroviário não seja construído, o escoamento das cargas será feito por caminhões, havendo a previsão de um trânsito diário adicional de 700 caminhões pela área urbana de Piracicaba. Pela proposta do Gaema, a extensão dessa ferrovia até o porto de Santa Maria da Serra, no rio Tietê, poderia ser feita a um custo menor que o previsto para a hidrovia, evitando o impacto a ser produzido pela barragem.
O represamento das águas do Piracicaba elevará em pelo menos um metro o nível do rio, encobrindo as várzeas do Tanquá, um paraíso ecológico onde vivem 282 espécies de aves, inclusive espécies migratórias ameaçadas de extinção. Entre a fauna, podem ser vistos tuiuiús, marrecões, colhereiros e cabeças-secas, aves típicas do Pantanal mato-grossense. Os especialistas que examinaram o Estudo de Impacto Ambiental (Eia-Rima) da barragem identificaram 26 pontos considerados falhos. As incongruências levaram o MPE a notificar a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) a não emitir a licença prévia para o empreendimento sem que os estudos sejam complementados.
Em nota, a Cetesb informou que está analisando o estudo que embasa o pedido de licenciamento ambiental feito pelo Departamento Hidroviário. "As recomendações do MP foram recebidas e serão consideradas na análise, assim como as demais manifestações de outros órgãos, quando pertinentes", diz a Cetesb.
O diretor do DH, Casemiro Tércio de Carvalho, contestou a opção ferroviária apresentada pelo MPE. Segundo ele, levar a ferrovia até Santa Maria da Serra, além ter custo muito maior que a hidrovia, gera mais impacto ambiental, pois os trilhos teriam que transpor a região serrana conhecida como Cuesta. "Nossos projetos são feitos por equipes de engenharia, enquanto a promotoria tem um biólogo como assistente técnico", criticou. Carvalho reclamou que representantes do órgão estadual não foram convidados para o seminário. Segundo ele, o DH está focado em garantir a qualidade ambiental do projeto. "Vamos usar toda a tecnologia disponível para criar ambientes favoráveis para evitar a dispersão da fauna do Tanquã."
Fonte - STEFZS  14/05/2014

Mais de 2 mil pessoas foram retiradas do trabalho análogo a escravidão em 2013

Direitos Humanos

Do total de resgatados, 1.068 estavam trabalhando na zona urbana. Pela primeira vez os regates na zona urbana superaram os da zona rural. Minas Gerais seguido de São Paulo foram os estados com maior número de trabalhadores resgatados, respectivamente 446 e 419. Segundo o MTE, a construção civil, a agricultura e a pecuária foram as áreas com maior incidência de resgates.

Aline Leal 
Repórter da Agência Brasil
Em 2013, 2.063 trabalhadores foram resgatados
 de uma situação análoga a de escravo
 Portal/MTeMinistério Público do Trabalho
 Divulgação
Balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostra que em 2013, 2.063 trabalhadores foram resgatados de uma situação análoga a escravidão. Foram feitas 179 operações em todo o país. Do total de resgatados, 1.068 estavam trabalhando na zona urbana. Pela primeira vez os regates na zona urbana superaram os da zona rural.
Minas Gerais seguido de São Paulo foram os estados com maior número de trabalhadores resgatados, respectivamente 446 e 419. Segundo o MTE, a construção civil, a agricultura e a pecuária foram as áreas com maior incidência de resgates.
Na zona urbana mineira, todos os trabalhadores resgatados atuavam na construção civil. Já na paulista, parte atuava na construção civil e na indústria têxtil.
Quase 28 mil trabalhadores, formalizados ou não, foram alcançados pelas fiscalizações de 2013. As autuações do MTE resultaram em mais de R$ 8 milhões pagos a título de verbas rescisórias e foram lavrados 4.327 autos de infração por causa das irregularidades encontradas.
Fonte - Agência Brasil  14/05/2014

O número de centros de Referência em Assistência Social cresce quase 50% - IBGE

Cidadania

Segundo o IBGE, o Centro de Referência de Assistência Social é a unidade pública municipal, localizada em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, destinada à articulação dos serviços socioassistenciais

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
O número de centros de Referência em Assistência Social (Cras) existentes no país aumentou 44,9%, de 2009 para 2013, segundo dados da pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros (Munic) – Assistência Social – 2013, divulgada hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados divulgados mostram que, de 2009 para 2013, o número de Cras passou de 5.499 em 4.032 municípios para 7.986 em 5.437 municípios. A Região Nordeste foi a que concentrou a maior proporção de municípios com Cras (99,5%), seguida do Centro-Oeste (98,7%), Norte (97,6%), Sudeste (96,4%) e Sul (96,1%).
O mesmo avanço pode ser constatado em relação aos centros de Convivência, que apoiam o trabalho social desenvolvido pelo Cras com as famílias. O número de cidades beneficiadas passou de menos de um terço, em 2009, para mais da metade dos municípios em 2013, com destaque para o Centro-Oeste, com 69,9% de abrangência.
O IBGE contabilizou em 2013, 510 centros-Dia (equipamentos de proteção social especial para pessoas com deficiência, idosas e suas famílias), presentes em 290 municípios (5,2% do total) do país.
O Suplemento de Assistência Social da Pesquisa de Informações Básicas Municipais - Munic 2013 traz informações sobre infraestrutura existentes nos órgãos gestores municipais com base em informações colhidas em 5.567 municípios existentes em todo o país.
O estudo permitiu a atualização de informações sobre a infraestrutura, as atividades dos órgãos gestores municipais e a estrutura existente para o gerenciamento da política de assistência social.
Segundo o IBGE, os 5.499 centros de Referência de Assistência Social (Cras) reportados à Munic em 2009, e que estavam distribuídos em 4.032 municípios, representavam 72,5% do total de municípios do país.
Entre as regiões do país, naquele ano, a menor proporção desse equipamento havia sido registrada na Região Sul (52,4%), seguida da do Sudeste (67,8%), Norte e Centro-Oeste, ambas com 75,1%. A maior proporção já estava concentrada no Nordeste (88,7%). “O ordenamento entre as grandes regiões do país se manteve em 2013, embora a cobertura tenha aumentado em todas elas”, informa o IBGE.
Segundo o órgão, o Centro de Referência de Assistência Social é a unidade pública municipal, localizada em áreas com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, destinada à articulação dos serviços socioassistenciais e à prestação de serviços, programas e projetos socioassistenciais de proteção social básica às famílias.
Fonte - Agência Brasil  14/05/2014

VLT de Cuiabá MT - Primeira estação deve ser finalizada

Transportes sobre trilhos

De acordo com o André Bento, arquiteto de tráfego do VLT, essa obra deve ser diferente das demais. “Nesse caso, a estação do aeroporto é acoplada à área de embarque do próprio aeroporto, então o viário passará ao lado, ou seja, eliminamos o conflito entre veículos e pedestres.

G1 - MT
foto - ilustração
A primeira estação de embarque e desembarque do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) deve ficar pronta até junho deste ano. A obra é realizada em frente ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e está com a fundação pronta. Agora, está sendo feita a drenagem e colocação da estrutura metálica de cobertura do local. Essa estação deve ter 65 metros de comprimento por 19 de largura. O projeto prevê também a implantação de bilheteria, catraca, sanitários, lixeiras, assentos e piso tátil para locomoção de cegos.
De acordo com o André Bento, arquiteto de tráfego do VLT, essa obra deve ser diferente das demais. “Nesse caso, a estação do aeroporto é acoplada à área de embarque do próprio aeroporto, então o viário passará ao lado, ou seja, eliminamos o conflito entre veículos e pedestres. Assim que as pessoas descerem no terminal de ônibus elas poderão acessar a estação de trens do VLT sem ter a interferência dos veículos”, esclareceu o arquiteto.
No entanto, o contrato assinado com o consórcio de empreiteiras responsáveis prevê a construção de 33 estações, que devem ficar prontas somente no fim do segundo semestre deste ano. “Tem que ficar pronta pelo menos as avenidas. Se concertarem e deixar do jeito que estava antes já está bom demais”, reclamou o comerciante Alberto Lopes.
Nas obras da estação do Porto, na capital, que começaram há cerca de um mês, foi feito o estacamento e começa a parte de complementação na estrutura das baias, onde será realizada a pavimentação do terminal. Essa estação deve ficar pronta junto com as demais, também no fim de 2014.
No eixo de 15 quilômetros, entre o aeroporto e a região do Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá, a linha 1 do transporte deverá contar com 22 estações de embarque e desembarque. E a linha 2 com mais 11 estações. Além de 4 terminais intermodais para o acesso entre ônibus e VLT. Para a construção das estações foi destinado um valor de R$ 1,4 bilhão.
Fonte - Revista Ferroviária  14/05/2014

Em Salvador, Arena Fonte Nova vai sediar seis jogos da Copa do Mundo

Copa do Mundo

O antigo estádio da Fonte Nova foi implodido em 2010. Uma nova arena foi construída no local, com capacidade para 55 mil torcedores.

Da Agência Brasil*
foto - ilustração
A primeira capital brasileira, Salvador, vai sediar seis jogos da Copa do Mundo. O palco será a Arena Fonte Nova, próximo ao centro da cidade, que receberá três campeãs do mundo na primeira fase: Alemanha, França e Espanha. Também se apresentarão no estádio as seleções da Holanda, de Portugal, da Suíça, do Irã e da Bósnia Herzegovina.
O antigo estádio da Fonte Nova foi implodido em 2010. Uma nova arena foi construída no local, com capacidade para 55 mil torcedores.
Durante esta semana, a Agência Brasil vai publicar uma série de matérias com informações sobre mobilidade em todas as cidades-sede da Copa.

Confira as principais informações para ter acesso à Arena Fonte Nova nos dias de jogos:

*Textos e apuração: Danilo Macedo, Pedro Peduzzi e Sabrina Craide
*Arte: Pedro Ivo Oliveira
Fonte - Agência Brasil  14/05/2014

Ferrovia Vitória / Minas (EFVM) completa 110 anos

Transportes sobre trilhos

A Vitória a Minas é considerada também uma das ferrovias mais produtivas do Brasil e uma das mais modernas do mundo. Cerca de três mil pessoas utilizam os trens diariamente. Durante os feriados, quando o movimento aumenta, o número sobe para aproximadamente 4,5 mil pessoas por dia.

G1 ES
foto - ilustração
A Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), única ferrovia do Brasil a oferecer, diariamente, transporte de passageiros a longa distância, completa 110 anos de operação nesta terça-feira (13). Com trens que partem de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e Cariacica, no Espírito Santo, a EFVM transporta em média um milhão de pessoas por ano. No percurso, as paisagens naturais dão o toque especial à viagem.
A Vitória a Minas é considerada também uma das ferrovias mais produtivas do Brasil e uma das mais modernas do mundo. Cerca de três mil pessoas utilizam os trens diariamente. Durante os feriados, quando o movimento aumenta, o número sobe para aproximadamente 4,5 mil pessoas por dia.

Percurso e horários
foto - ilustração
Todos os dias, às 7h, uma composição ferroviária parte do Espírito Santo rumo a Minas Gerais. Da capital mineira, a viagem do trem de passageiros tem início diariamente às 7h30. O trajeto dura aproximadamente 13 horas, em um trecho de 664km. A viagem pode ser feita tanto em carros econômicos quanto em executivos - esses últimos equipados com ar condicionado.
A compra dos bilhetes de viagem pode ser feita tanto nas estações ao longo do trecho, em pontos de venda autorizados e, ainda, pela internet, no site do Trem de Passageiros.

Cargas
Além de transportar o minério de ferro extraído de Minas Gerais rumo aos portos da Vale no Espírito Santo e no Rio de Janeiro e de garantir o transporte de pessoas entre Minas Gerais e o Espírito Santo todos os
foto - ilustração
dias, a Vitória a Minas transporta diariamente pelo menos 60 produtos diferentes como aço, soja, carvão e calcário, entre outros, o que representa cerca de 40% de toda a carga ferroviária do país.


Saiba mais sobre a Estrada de Ferro Vitória a Minas:
- Extensão total da malha: 905 quilômetros
- Volume transportado em 2013: 141,5 milhões de toneladas, entre minério de ferro e carga geral
- Mais de 20 mil vagões
- Cerca de 330 locomotivas
- Percurso percorrido pelo Trem de Passageiros - 664 quilômetros
- Trinta pontos de embarque e desembarque do Trem de Passageiros
- Quarenta e dois municípios atendidos
- Um milhão de passageiros transportados por ano (média histórica)

Preço da passagem (percurso completo)
Executiva - R$ 91
Econômica - R$ 58
Fonte - Revista Ferroviária  13/05/2014

Estação Central de Natal entra no clima da Copa e recebe iluminação especial

Transportes sobre trilhos

A decoração deu uma nova cara às instalações da Companhia, valorizando a arquitetura do prédio que faz parte do sítio histórico da cidade, sendo roteiro de circuitos turísticos e culturais.

CBTU

Para entrar no clima da Copa, a CBTU Natal vestiu a camisa do Brasil e já está na torcida. O prédio da Estação Central de Natal, recebeu nova iluminação com as cores da bandeira do País. A decoração deu uma nova cara às instalações da Companhia, valorizando a arquitetura do prédio que faz parte do sítio histórico da cidade, sendo roteiro de circuitos turísticos e culturais. Natal é uma das cidades sedes da copa e irá receber turistas de diversas regiões e países, nos próximos meses.
As intervenções foram idealizadas e acompanhadas diretamente pelo Superintendente Regional, João Maria Cavalcanti, que também é engenheiro. “Além da aplicação da iluminação especial, atualizamos o informativo ‘Trem de Bolso’, tornando-o bilíngue (Port./Inglês), com o intuito de facilitar a orientação dos turistas estrangeiros na utilização do sistema.”, afirmou o superintendente.
Fonte - CBTU Natal  13/05/2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

PETER ALOUCHE - Um “pai da matéria” quando o assunto é METRÔ

Transportes sobre trilhos

Incansável defensor do transporte sobre trilhos, há mais de 40 anos Alouche vem acompanhando o Metrô como ativo colaborador de primeira hora, desde antes mesmo de serem fincadas as primeiras estacas, na década de 1970.

Revista Engenharia - 619
Peter Alouche
País de origem, Egito; berço cultural, França; razões do coração, Brasil; sua paixão, o Metrô de São Paulo. O perfil é de um cidadão do mundo. E é assim que gosta de se definir o engenheiro eletricista e consultor de transportes Peter Ludwig Alouche. Trazido ao Brasil pelos pais aos 12 anos de idade, ainda que dominando fluentemente o idioma árabe, ele mantém o forte sotaque adquirido sob uma profunda influência vinculada à cultura francesa. É formado também em literatura francesa.
Incansável defensor do transporte sobre trilhos, há mais de 40 anos Alouche vem acompanhando o Metrô como ativo colaborador de primeira hora, desde antes mesmo de serem fincadas as primeiras estacas, na década de 1970. Nessa época ele lecionava a disciplina de linhas de transmissão no Mackenzie e na FAAP, quando foi chamado para assumir a responsabilidade do sistema elétrico do metropolitano, logo no início daquela obra gigantesca. Depois assumiu os testes dos equipamentos da Linha Norte-Sul.
A partir daí ele pôde se familiarizar rapidamente com todos os demais segmentos da engenharia metroviária, sendo então incluído na equipe de “concepção dos sistemas”, que na época ficou conhecida como “a equipe dos sete sábios”. Uma carreira de êxitos, que foi evoluindo até chegar a representante técnico da companhia em diversas entidades internacionais, como a União Internacional de Transportes Públicos (UITP). “Desde o começo, me apaixonei pelo Metrô e o Metrô por mim”, afirma emocionado, tanto que, em 2003, compôs um texto de cordel – “Encontro no Metrô” –, um conto de Natal premiado num concurso nacional de literatura de cordel e que acaba de ser lançado em música, interpretado pelos repentistas Sebastião Marinho e Andorinha. E sua própria trajetória é descrita nos versos de um cordel, “A História de Peter Alouche ou A Miragem do Destino”, de autoria do cearense Antônio Klévisson Viana.
Coube a Alouche também a iniciativa pioneira de escrever artigos na grande imprensa sugerindo a adoção de obras de arte dentro das estações. Ele não se mostra preocupado com as notícias dando conta, de alguns anos para cá, da superlotação do metrô. A seu ver, é prova de que o investimento era necessário e teve pleno retorno. “O entrave é apenas temporário, até que toda a rede esteja implantada. Na verdade o nosso metrô está pagando um preço alto pelo seu absoluto sucesso.”
Alouche conta que tudo começou há 50 anos. “Foi um trabalho pioneiro que se iniciou antes mesmo de começarmos as fundações da primeira linha, um trabalho executado por uma equipe coesa, de gente brilhante, que viajou pelo mundo para aprender, selecionar e conhecer o novo, as tecnologias de última geração. Isso nos possibilitou perfilar o nosso metrô entre os melhores do mundo.”
Assim, prossegue Alouche, “a solução para a superlotação está em continuar investindo não só no metrô, mas em sintonia com o sistema de ônibus e trens – obedecendo, porém, aos critérios que nortearam a implantação da primeira linha, que sempre ‘olhava’ para a cidade. Ela foi concebida dentro de uma visão democrática, focando-se nos anseios da população, mediante debates com os cidadãos, audiências públicas de bairro em bairro e com o acompanhamento, durante a construção, das respectivas comunidades. As informações eram fornecidas pari passu à população. Quantas vezes eu não fui visitar entidades técnicas e escolas, para explicar, debater e receber sugestões. Durante esses encontros tudo era discutido e, se necessário alguma modificação, esta era levada aos técnicos para análise. Tudo na maior humildade.”
Mas olhando para o futuro, Alouche não deixa de demonstrar certa preocupação quando se depara com o noticiário dos jornais, indicando uma grande frequência de falhas no sistema. “Essas falhas são normais em tecnologias ou equipamentos novos, quando em testes de aceitação, mas não com o passageiro a bordo, nem em horário de pico”. Ele lembra que no início da implantação do Metrô, os testes – que na época ele mesmo coordenou – eram exaustivos; o equipamento não entrava em serviço sem ser submetido a provas que às vezes levavam meses. Hoje Alouche constata que mal se acaba de construir ou instalar um equipamento, já se tem que inaugurar, “porque tudo é para ontem”.
Por outro lado, lamenta que algumas empresas de engenharia ligadas ao setor não tenham dado continuidade a um processo de aprimoramento tecnológico e qualitativo. “Hoje, em grande parte, apenas se copia o que já foi feito no passado, sem atualização.” Outro motivo de preocupação é o que vem acontecendo, de alguns anos para cá, nas escolhas tecnológicas e no direcionamento dos projetos, tanto em nível macro – de linhas –, quanto em nível micro – de sistemas e equipamentos. “Toda tecnologia tem sua aplicação certa e adequada. O grande problema é utilizar-se uma tecnologia, mesmo boa, no lugar errado, sem se estudar com profundidade se é a mais adequada naquele ambiente. No meio urbano, por exemplo, é vital analisar a demanda a ser servida, atual e futura, para não implantar uma tecnologia de saturação rápida. É preciso se preocupar não só com o custo de implantação, mas também com o da manutenção e renovação. Finalmente, é necessário ficar atento ao que a população realmente quer, senão haverá rejeição, como houve com o minhocão e com o fura-fila”.
Ele também atribui algumas dificuldades atuais do Metrô ao fato de que durante muitos anos, nas décadas de 1980 e 1990, houve uma redução nos investimentos. “O setor metroferroviário como um todo passou no Brasil por um período de estagnação. As empresas de engenharia começaram a se desinteressar, os técnicos deixaram de se atualizar e o Metrô perdeu muitos de seus valores. Com a retomada vertiginosa dos investimentos não houve tempo para preparar adequadamente as equipes em número suficiente, tanto dentro quanto fora da empresa.”
Mas Alouche continua otimista. “Graças ao patrimônio técnico e humano acumulado no Metrô e fora dele, tenho certeza que será possível enfrentar o crescimento desordenado e caótico de São Paulo e de sua demanda gigantesca em transporte. Com a expansão e integração de todos os modais de transporte da metrópole, conciliando metrô, corredores de ônibus, trem renovado, sistemas de VLTs e monotrilhos em operação, com cada tecnologia implantada adequadamente na sua faixa certa de capacidade, São Paulo poderá resolver seu drama de mobilidade.”
E como amante absoluto do Metrô – afinal ele foi um dia apelidado no jornal da empresa de “o patrimônio da companhia” –, conclui Alouche que “o transporte metroviário se apresenta certamente como a alternativa mais adequada para os corredores estruturadores da malha de transporte”.
Fonte - ABIFER 13/05/2014

Trem leva seis dias em viagem entre Recife e João Pessoa

Transportes sobre trilhos

A equipe da CBTU foi composta pelos maquinistas Edmilson Felix e Antônio Cesar do Amaral e dos técnicos de manutenção Inaldo Ciríaco e Manoel Marcelino, além de um grupo de homens terceirizados da via permanente.

CBTU
foto - Prtegopontocom
Seis dias. Foi o tempo de percurso que trabalhadores da CBTU em João Pessoa levaram para percorrer 230km de via férrea numa viagem de trem entre as cidades do Recife, em Pernambuco e João Pessoa, na Paraíba. Impedidos de trafegar normalmente por conta do mato em todo o trecho, linhas abertas, falta de dormentes e passagens de nível coberta de areia, o que seria um simples trajeto se tornou uma grande aventura. O trem que só trafegava durante o dia seguia a uma velocidade média de 20km/h.
A equipe da CBTU foi composta pelos maquinistas Edmilson Felix e Antônio Cesar do Amaral e dos técnicos de manutenção Inaldo Ciríaco e Manoel Marcelino, além de um grupo de homens terceirizados da via permanente. Funcionário da Transnordestina Logística e o maquinista Jocosta da mesma empresa também trabalharam na operação para trazer o trem até a capital paraibana.
A composição ferroviária composta por cinco carros e uma locomotiva que partiu de Recife no dia 05 chegou a João Pessoa às 21h do sábado e passa por serviços de revisão para entrar em operação. Ela vai substituir a composição local que será preparada para realizar o trem do forró, na cidade de Campina Grande, a 120km da capital paraibana, no mês de junho.
Fonte -  Imprensa CBTU João Pessoa  13/05/2014