quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Ceará reduz em 25% acidentes com morte

Trânsito

A redução ainda é pequena, aponta o governador Camilo Santana, ao anunciar um investimento total de R$ 1,1 bilhão em ações que envolvem inúmeras medidas em ações,para tentar diminuir ainda mais os índices, para os próximos anos. 

Lêda Gonçalves 
Diário do Nordeste

O Ceará conseguiu reduzir em 25% o número de acidentes de trânsito envolvendo mortes entre janeiro e outubro de 2015 na comparação com igual período de 2014. Foram 423 acidentes no ano passado e 337 neste ano. No entanto, a redução ainda é pequena, aponta o governador Camilo Santana, ao anunciar um investimento total de R$ 1,1 bilhão em ações que envolvem inúmeras medidas para os próximos anos, com o conceito básico “Seja você a mudança no trânsito.Respeite a Vida”.
Entre as medidas, que integram o Pacto pelo Ceará Pacífico, está a ampliação da Carteira Nacional de Habilitação População (CNH) gratuita para a categoria “B” (carro). Além disso, doação de capacetes para os aprovados na CNH “A” (motos). As duas iniciativas terão recursos de R$ 6,5 milhões por ano.
Camilo informou sobre a implantação de 27 passarelas nas rodovias (serão R$ 29 milhões aplicados ao longo de três anos); a instalação de mais dez novos postos da Polícia Rodoviária Estadual (PRE); incremento na sinalização vertical, horizontal e dispositivos de segurança, com uso de R$ 50 milhões/ano.

Publicações
“Avançamos sim, mas ainda estamos longe de alcançarmos o ideal”, avaliou ele, ao anunciar que a campanha terá vídeos na TV e publicações nos jornais estreladas por personalidades conhecidas dos cearenses: Xande (Aviões do Forró); os jogadores Ricardinho (Ceará) e Corrêa (Fortaleza), os humoristas Rossicléia e Tirullipa e a dupla sertaneja Luís Marcelo e Gabriel. Outro item é a parceria firmada com a Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece), junto com as 57 cidades que possuem Departamento Municipal de Trânsito (Demutran). O convênio prevê a instituição de um programa de incentivo de municipalização do restante dos municípios e seminários educativos nas 14 regiões do Estado.
Segundo Camilo, o objetivo é reduzir o número de acidentes a partir da educação no trânsito, abordando os riscos do consumo de álcool associado à direção e à cidadania. “No ano passado, em consonância com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a PRE, de 170 mil sinistros ocorridos no Brasil, 43 mil pessoas morreram. O que comprova a preocupação e a necessidade de melhorias”. O secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saúde, Marcos Gadelha, disse que os 170 mil acidentes somaram R$ 12,3 bilhões, segundo o Ipea e o IBGE. Isso representa, em média, por cada um, R$ 72,7 mil à sociedade.
“E se deixa mortes, o valor sobe para R$ 646,7 mil. Sem falar do sofrimento das famílias. Por isso, é um problema de saúde pública grave”. Em relação à Lei Seca, desde junho de 2008 até outubro passado, somente o Detran e BPRE notificaram 40 mil motoristas com indícios de que estavam alcoolizados.
Fonte - Diário do Nordeste  02/12/2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

BNDES apoia com R$ 2 bilhões ampliação do metrô de Salvador

Transportes sobre trilhos

Além dos investimentos na construção das linhas e da compra dos trens e equipamentos necessários, os recursos serão empregados na implantação ou reforma de nove terminais rodoviários de integração de passageiros.

BNDES
foto - ilustração/Hyundai Rotem
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai participar da construção do terceiro maior metrô do Brasil ao apoiar com R$ 2 bilhões a expansão da linha 1 e a construção da linha 2 do Metrô da Bahia, em Salvador e Lauro de Freitas. Com 32 km, ele fica atrás apenas dos de São Paulo (78 km) e do Rio de Janeiro (42 km). Em março, o Banco havia feito um empréstimo ponte de R$ 406 milhões que será quitado agora com esse empréstimo de longo prazo.
Pelo projeto, será ampliada a Linha 1, que vai dobrar em extensão e número de estações. Quando estiver concluída, terá 12 km e oito estações. A concessionária já construiu 3 km e duas estações.
Os recursos serão usados ainda na construção da Linha 2. Com 20 km de extensão, terá 12 estações, ligando pontos importantes, como o aeroporto e a rodoviária, ao Centro de Salvador.

foto - ilustração
Além dos investimentos na construção das linhas e da compra dos trens e equipamentos necessários, os recursos serão empregados na implantação ou reforma de nove terminais rodoviários de integração de passageiros.
Esses terminais são importantes para o sucesso do projeto, pois foi firmado convênio de cooperação entre os dois municípios e o Estado para integrar as linhas de ônibus ao metrô. Dessa forma, elas passam a trazer passageiros para o sistema metroviário e não a concorrer com ele.
Durante a obra, o consórcio construtor deve gerar 5,8 mil postos diretos e 14,7 mil indiretos. Em operação, o Metrô da Bahia deve empregar 1,4 mil pessoas e criar 4,2 mil empregos indiretos.
O metrô é uma Parceria Público-Privada (PPP) concedida pelo Estado por meio de licitação à CCR Metrô Bahia em outubro de 2013. A CPC deve operar o sistema até 2043.
O apoio do BNDES a construção de sistemas de transporte de massa cresce ano a ano. Em 2013 foram R$ 2,4 bilhões e, ano passado, R$ 6,5 bilhões. A expectativa é que, neste ano, o BNDES desembolse cerca de R$ 9 bilhões. Até o momento já foram realizados R$ 7,5 bilhões, mas há ainda R$ 1,5 bilhão previsto. A maior parte dos investimentos é em BRTs e metrôs.
Fonte - BNDES  01/12/2015

Água potável chegará para população de assentamentos no Território do Velho Chico

Recursos Hídricos

Na ação, em parceria também com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), está prevista também a implantação de sistemas nos assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Malhada e Riacho de Santana. “Estamos dando largada ao compromisso de levar água potável para os assentamentos rurais no estado”

Da Redação
foto - ilustração
Assentamentos das localidades de Oliveira dos Brejinhos, Brotas de Macaúbas, Barra e Sítio do Mato, no Território do Velho Chico, terão sistemas de abastecimento de água. A informação foi divulgada nesta terça-feira (1º) pelo titular da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Cássio Peixoto, após confirmação de empenho no valor de R$ 600 mil e aprovação do plano de trabalho pelo Ministério da Integração Nacional.
Na ação, em parceria também com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), está prevista também a implantação de sistemas nos assentamentos de Paratinga, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Malhada e Riacho de Santana. “Estamos dando largada ao compromisso de levar água potável para os assentamentos rurais no estado”, comemorou o secretário.
De acordo com ele, “este aceno positivo por parte do Ministério da Integração e do Incra nos permite avançar no fortalecimento dos assentamentos de reforma agrária, implantando infraestrutura hídrica capaz de atender essas famílias e levar abastecimento de água ao meio rural, que é nosso papel”. O titular da SIHS informou que o objetivo inicial do governo é alcançar 39 assentamentos.

Centrais de Abastecimento
No dia 12 de novembro, em Brasília, o secretário recebeu da presidente do Incra, Maria Lúcia Falcon, a confirmação do financiamento no valor de R$ 32 milhões para beneficiar 4.169 famílias de assentados na Bahia. Neste programa, o objetivo é implantar sistemas simplificados de abastecimento de água e viabilizar que a gestão de cada um deles seja local, com as chamadas Centrais de Abastecimento.
De acordo com o secretário, as centrais funcionarão em forma de federações nas quais as comunidades estarão inseridas como corresponsáveis pelos sistemas. “Os assentados terão também a obrigação da cobrança da tarifa com um preço razoável, valorizando o empreendimento e tendo, acima de tudo, garantia de gestão e rentabilidade”, disse ainda Cássio Peixoto.
A contrapartida pleiteada pelo Incra é o apoio a projetos do órgão para a Bahia, a exemplo do Plano de Desenvolvimento Integrado do São Francisco. O instituto quer promover os assentamentos levando condições de produção e agroindústria. Além da Bahia, o projeto vai beneficiar outros estados onde o Rio São Francisco corre, a exemplo de Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas.
Com informações da Secom Ba.  01/12/2015

Governo quer estender concessões de ferrovias

Infraestrutura

O plano pode gerar até R$ 16 bilhões em melhorias obrigatórias na malha existente em troca da extensão do prazo dos contratos. Agora, a expectativa é que haja uma conclusão das conversas já no ano que vem.

Valor Econômico - RF
foto - ilustração
Diante das dificuldades para se fazer novos leilões de ferrovia, o governo federal acelerou a negociação com as atuais concessionárias do setor com o objetivo de impulsionar investimentos. O plano pode gerar até R$ 16 bilhões em melhorias obrigatórias na malha existente em troca da extensão do prazo dos contratos. Agora, a expectativa é que haja uma conclusão das conversas já no ano que vem.
Atualmente, as negociações estão concentradas em três empresas do setor: América Latina Logística (ALL), MRS Logística e Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A intenção do governo é que os investimentos em escala bilionária sejam diluídos ao longo do prazo dos contratos. Esse montante seria usado em ampliação da capacidade do tráfego, em novos pátios, na redução de interferências urbanas, duplicações, construção de novos ramais, instalação de equipamentos de via e sinalização e até em ampliação da frota. Originalmente, os contratos das concessionárias vencem, em maior parte, entre 2026 e 2028.
Maurício Muniz, secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Ministério do Planejamento, afirmou ao Valor que o governo estuda, dentre os projetos apresentados pelas empresas, os que realmente interessam. "Estamos discutindo com cada uma delas, sendo que ALL, MRS e FCA estão em um processo mais avançado. Uma coisa importante é definir quais são os projetos, porque só se justifica a alteração do prazo quando você tem necessidade de novos investimentos", diz.
A ALL, empresa com maior malha do país, anunciou após a fusão com a Rumo Logística (do grupo Cosan), uma proposta de investimentos de R$ 7,4 bilhões, sendo R$ 4,6 bilhões condicionados à extensão contratual. Esse último montante seria desembolsado com a ajuda do BNDES e outras fontes de financiamento de 2017 a 2019 para aumento de capacidade - duplicação de 42 quilômetros do trecho Itirapina-Campinas (SP), ampliação de pátios e aquisição de material rodante (vagões e locomotivas).
Os executivos envolvidos na negociação da fusão declararam, na época, que a extensão contratual era uma parte relevante do plano de negócio voltado à ferrovia. "Estamos discutindo com a ALL. Está avançado", afirma Muniz.
Segundo o secretário, o trabalho é extenso, porque precisa passar por diferentes etapas. "É um ajuste fino. A empresa tem que apresentar um projeto, a agência [Agência Nacional de Transportes Terrestres, a ANTT] validar, as condições têm que ser repactuadas, elaborar um fluxo de caixa marginal [instrumento que permite aos novos investimentos um retorno diferente das condições originais do contrato], verificar demanda, qual será o prazo.... Algumas avançam rápido e outras demoram mais", afirma. "Mas a previsão é fechar em breve, no ano que vem", diz. Perguntado se as negociações seriam concluídas já no primeiro semestre, Muniz disse que "nem todas".
Para Muniz, o modelo de renegociação dos contratos de ferrovia segue a mesma ideia daqueles já obtidos em outros segmentos, como rodovias e portos. No caso das estradas, grupos de concessão como a Triunfo Participações e Investimentos (TPI) conquistaram aditivos recentemente. A companhia administra a BR-040, entre Rio e Juiz de Fora (MG), e concordou em 2014 em fazer investimentos de R$ 1,16 bilhão em troca da possibilidade de estender o contrato por 17 anos. Outras empresas, como a CCR (que tem Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa entre os controladores), tocam tratativas similares com o governo - no caso, acerca da rodovia Presidente Dutra.
A renegociação com as ferrovias é uma demanda antiga do setor e costuma ser observada de perto por investidores. A presidente Dilma Rousseff costumava ser contrária à ideia de estender os prazos por considerar que os contratos firmados na era Fernando Henrique Cardoso eram monopolistas e dificultavam o acesso de concorrentes à malha existente.
Mas a visão mudou após a constatação que os leilões de novas ferrovias não estão atraindo investidores. O plano de concessões em logística de Dilma foi anunciado em 2012 e, três anos depois, nenhum leilão foi feito - o motivo é a falta de interesse das empresas. No meio deste ano, o programa foi atualizado pelo Planalto. Do pacote de R$ 198,4 bilhões em projetos de investimentos a serem liderados pela iniciativa privada no país, R$ 86,4 bilhões seriam gerados em melhorias nas ferrovias. Mas a incerteza regulatória e o momento ruim da economia continuam atrapalhando o plano de concessões das malhas de ferro.
Fonte - Revista Ferroviária   01/12/2015

Indústria Ferroviária mantém estabilidade

Economia

O presidente da ABIFER, Vicente Abate, e o primeiro vice-presidente da ABIFER, Luiz Fernando Ferrari, anunciaram os índices de produção da indústria ferroviária brasileira no encontro de fim de ano do SIMEFRE


AZM Comunicações e Eventos

Apesar do cenário econômico por que passa o País, o desempenho da indústria ferroviária em 2015 poderá ser considerado satisfatório. Entretanto, no segundo semestre houve uma queda nos volumes de fabricação, sinalizando certas dificuldades para 2016.
Carga – De acordo com o diretor do SIMEFRE, Vicente Abate, o volume de vagões de carga deverá ter um aumento de 18% em relação à previsão para o ano, com a entrega de 4.708 unidades em 2015, mesmo volume entregue em 2014. Nas locomotivas, o volume a ser entregue no ano deverá chegar a 110 unidades, 22% acima da previsão, superior também às 80 locomotivas entregues em 2014.
Passageiros – A entrega de veículos de passageiros sofreu uma redução de 20% em relação ao previsto, com um volume total de 337 unidades (carros de passageiros, monotrilhos e VLTs). Segundo o vice-presidente do SIMEFRE, Luiz Fernando Ferrari, o setor de veículos de passageiros está sendo afetado pela situação econômica, com reflexos já em 2015 pelo atraso em novas encomendas que, pela natureza e tipo de ciclo industrial, trará impactos na produção a partir de 2017. O ritmo de produção está sendo adequado ao novo volume esperado de encomendas.
Exportações – As exportações aumentaram no setor de veículos de passageiros, graças às encomendas para a África do Sul e Argentina, com uma entrega de 84 carros no ano contra 60 unidades em 2014. Houve um acréscimo também em vagões, com exportação de 75 unidades contra 10 em 2014. Já nas locomotivas, o volume foi de apenas 6 unidades em 2015, volume pouco acima do exportado em 2014. Os fabricantes de rodas e grampos de fixação continuaram com bons volumes de exportação, que tendem a evoluir em 2016 em função do câmbio favorável.
Investimentos e Faturamento - Na análise dos diretores do SIMEFRE, a indústria ferroviária nacional está plenamente capacitada para atender aos volumes previstos pelo mercado e terá sua capacidade aumentada com a instalação de novas unidades industriais em Taubaté/SP, pela Alstom, e em Araraquara/SP, pela Hyundai Rotem, Randon e Ibayo CLK. A expectativa é de fechar o ano de 2015 com um faturamento similar ao de 2014, de R$ 5,6 bilhões.
Incentivos – Num cenário em que alguns incentivos foram revistos pelo Governo, como a desoneração da folha de pagamentos e o aumento das taxas de juros para o PSI, o setor conseguiu a prorrogação do REPORTO e obteve o MODERNIZA BK do BNDES. "As indefinições ainda existentes na execução dos programas do PAC e do PIL, aliadas ao momento da economia brasileira, não nos permitem antever o bom desempenho que tivemos nos dois últimos anos, podendo haver uma ligeira diminuição nos volumes de veículos no próximo triênio, afetando inclusive a sua cadeia produtiva e a de materiais para via permanente", ressalta Ferrari.
Perspectivas – “Estimamos para 2016 uma produção e entrega de 4.000 vagões de carga ( 50 para exportação ), 100 locomotivas ( 10 para exportação ) e 473 carros de passageiros e VLTs ( 72 carros para exportação )”, sinaliza Abate.
Fonte - ABIFER 30/11/2015

Facilitação do transporte aéreo

Transporte aéreo

O conjunto de iniciativas será consolidado em documento oficial do Programa Nacional de Facilitação do Transporte Aéreo (PROFAL), com o envolvimento de dez ministérios.O objetivo é criar regras, padrões e procedimentos para colocar o Brasil em total conformidade com os compromissos assumidos na Convenção sobre Aviação Civil Internacional, um tratado para que a aviação se desenvolva de maneira segura e sistemática no mundo.

Portogente
foto - ilustração
O Comitê Técnico de Facilitação (CTFAL) planeja medidas para que o Brasil continue avançando na avaliação da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI). O desempenho do Brasil já está entre os quatro melhores no ranking de segurança operacional da aviação no mundo, de acordo com a última auditoria do órgão.
O objetivo é criar regras, padrões e procedimentos para colocar o Brasil em total conformidade com os compromissos assumidos na Convenção sobre Aviação Civil Internacional, um tratado para que a aviação se desenvolva de maneira segura e sistemática no mundo. Cinquenta e quatro países são signatários.
O conjunto de iniciativas será consolidado em documento oficial do Programa Nacional de Facilitação do Transporte Aéreo (PROFAL), com o envolvimento de dez ministérios.
O documento trata de princípios, normas, padrões e recomendações para áreas como Navegação Aérea Internacional, Cartas Aeronáuticas, Operação de Aeronaves, Marcas de Nacionalidade e de Matrícula de Aeronaves, Aeronavegabilidade, Facilitação, Telecomunicações Aeronáuticas, Serviços de Tráfego Aéreo, Busca e Salvamento, Investigação de Acidentes de Aviação, Serviços de Informação Aeronáutica, Proteção ao Meio Ambiente, Proteção da Aviação Civil Internacional Contra Atos de Interferência Ilícita, Transporte de Mercadorias Perigosas, entre outras.
O PROGRAMA - Segundo a coordenadora do Comitê, Sônia Freitas, o PROFAL contém regras e orientações para todos os órgãos públicos e autarquias que atuam dentro dos aeroportos brasileiros. Entre os itens estão a facilitação no trânsito de aeronaves civis, tripulantes, passageiros, bagagens, cargas, malas postais e provisões de bordo, com o objetivo de eliminar os obstáculos de gestão e reduzir ao mínimo os tempos de espera, mantendo os padrões de segurança internacional.
A intenção é que o novo documento seja aprovado antes dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Para ser validado, requer a assinatura de dez ministérios: Secretaria de Aviação da Presidência da República; Fazenda; Planejamento; Justiça; Defesa; Saúde; Agricultura; Comunicações; Relações Exteriores; e Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos. As medidas devem entrar em vigor por decreto.
O Comitê Técnico de Facilitação (CTFAL) é um órgão criado no âmbito da Conaero (Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias), coordenada pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República.
Fonte - Portogente  01/12/2015

Exportações superam importações em US$ 1,197 bilhão em novembro

Economia

Com o resultado de novembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 13,442 bilhões nos 11 primeiros meses do ano. O resultado é o melhor para o período desde 2012 (US$ 17,151 bilhões). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeta que o país encerre o ano com superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, contra déficit de US$ 3,959 bilhões alcançados em 2014.

Wellton Máximo 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A queda das importações em ritmo maior que as exportações fez a balança comercial – diferença entre exportações e importações – registrar superávit de US$ 1,197 bilhão em novembro. O resultado reverteu o déficit de US$ 2,351 bilhões registrado em novembro de 2014, mas ainda é mais baixo que o superávit de US$ 1,739 bilhão obtido no mesmo mês de 2013.
Com o resultado de novembro, a balança comercial acumula superávit de US$ 13,442 bilhões nos 11 primeiros meses do ano. O resultado é o melhor para o período desde 2012 (US$ 17,151 bilhões). O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior projeta que o país encerre o ano com superávit de US$ 15 bilhões na balança comercial, contra déficit de US$ 3,959 bilhões alcançados em 2014.
Ao longo de 2015, a balança comercial tem apresentado melhoria porque as compras do exterior estão caindo em ritmo maior que as exportações. De janeiro a novembro, as exportações somaram US$ 174,351 bilhões, queda de 14,9% pela média diária em relação aos mesmos meses de 2014. As importações totalizaram US$ 160,909 bilhões, com recuo de 23,1% também pela média diária.
Em relação às exportações, a queda ocorreu em todas as categorias de produtos. As vendas de produtos básicos caíram 19,8% de janeiro a novembro, puxada pela queda do preço das commodities (bens primários com cotação internacional).
As exportações de semimanufaturados tiveram retração de 8,4%, por causa, principalmente, da queda das exportações de couros e peles, açúcar bruto e ferro fundido. As vendas de produtos manufaturados recuaram 9,8%, por causa da queda do preço dos derivados de petróleo.
A alta do dólar foi o principal fator responsável pela queda das importações em 2015. A queda no preço internacional do petróleo e a redução do consumo interno também contribuiram para retração das compras externas.
Os produtos que puxaram a queda no acumulado do ano foram combustíveis e lubrificantes (-42,6%), bens de capital (-19,4%), matérias-primas e intermediários (-19,3%) e bens de consumo (-18%).
Fonte - Agência Brasil  01/12/2015

TRENSURB participa de ato de assinatura de contrato para fornecimento de veículos do Aeromóvel de Canoas

Transportes sobre trilhos

Ocorrido no Paço Municipal, o evento contou com a participação da Trensurb, que integra o comitê de assessoramento para implantação do sistema no município, juntamente com administração municipal, Caixa Econômica Federal e Aeromovel Brasil S.A. Empresa, responsável pela primeira linha do modal em operação comercial no país, integra o comitê de assessoramento para implantação do sistema no município.

Trensurb
foto - Tony Capellão/PMC
Na manhã desta segunda-feira (30), a Prefeitura de Canoas promoveu ato de assinatura do contrato de fornecimento de veículos para o sistema do aeromóvel do município, cuja primeira fase prevê ligação entre a Estação Mathias Velho da Trensurb e o bairro Guajuviras. Ocorrido no Paço Municipal, o evento contou com a participação da Trensurb, que integra o comitê de assessoramento para implantação do sistema no município, juntamente com administração municipal, Caixa Econômica Federal e Aeromovel Brasil S.A. Representaram a empresa metroviária na ocasião o diretor-presidente Humberto Kasper e o superintendente de Desenvolvimento e Expansão, Nazur Garcia.
O contrato de fornecimento dos veículos foi firmado entre a Marcopolo S.A. e a Aeromovel Brasil, empresa detentora da tecnologia e responsável pela implantação do modal em Canoas. O prefeito Jairo Jorge também assinou o documento dando anuência à operação. Os termos preveem a fabricação de seis veículos pela Marcopolo para serem integrados ao futuro sistema.
Em sua fala no evento, o diretor-presidente da Trensurb, Humberto Kasper, destacou que o projeto do aeromóvel no município significa geração de renda e de soluções. Kasper elogiou ainda a iniciativa e o empenho do prefeito pela concretização do projeto. “Canoas será um exemplo para o Brasil e para o mundo”, afirmou. “Hoje, com os novos desafios do século 21, há necessidade de um novo caminho para a mobilidade. A alternativa é o transporte coletivo, de excelência. E o aeromóvel é uma solução efetiva, porque trabalha, de um lado a mobilidade, e de outro, a sustentabilidade”, declarou, em discurso, o prefeito Jairo Jorge.

Aeromóvel em Canoas
Em 2014, o município e a Aeromovel Brasil firmaram contrato para a realização de estudos e projetos do sistema, prevendo também que a empresa adquirisse os veículos, com a concordância da Prefeitura. O comitê de assessoramento para implantação do aeromóvel realizou visitas técnicas à Marcopolo, em Caxias do Sul, para avaliar as condições técnicas e financeiras do negócio.
A fase atual é de implantação da primeira fase da linha 1, que terá 4,6 quilômetros e sete estações, desde a estação Brigada, no bairro Guajuviras, até a Estação Mathias Velho da Trensurb. A Aeromovel Brasil realiza a sondagem do solo para implantação dos pilares da via elevada.

A linha metrô-aeroporto do aeromóvel
Iniciativa da Trensurb, a primeira linha da tecnologia aeromóvel em operação comercial no Brasil já transportou mais de dois milhões de passageiros entre a Estação Aeroporto do metrô e o Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho. O projeto foi totalmente desenvolvido no país, usando tecnologia 100% nacional, de baixo custo de implantação e operacional, além de reduzido impacto ambiental. Funcionando alternadamente conforme a demanda, dois veículos (um com capacidade para 150 passageiros, outro para 300) suspensos, movidos por propulsão pneumática, permitem a integração gratuita e acesso rápido e direto dos usuários do metrô ao terminal aeroportuário. O trajeto de 814 metros, com duas estações de embarque, é percorrido em 2 minutos e 50 segundos.
Além de qualificar o acesso ao aeroporto, o empreendimento cumpre diretriz do governo federal para empresas estatais de investir em projetos de infraestrutura e inovação tecnológica e fomentar o desenvolvimento da indústria nacional.
Fonte - Trensurb  30/11/2015

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Acordo unificará tarifas de integração metrô/ônibus

Transportes sobre trilhos

A divulgação oficial do modelo está inicialmente prevista para esta segunda-feira, 30, mas pode ser alterada, para que esteja assegurada a clareza dos termos e não sejam gerados eventuais ruídos de comunicação.

Yuri Silva* - A Tarde
foto - ilustração/Pregopontocom
A integração dos ônibus de Salvador e da Região Metropolitana com o metrô da capital - acertada na última sexta-feira entre governo estadual, prefeitura e concessionárias - vai provocar a unificação das tarifas desses três sistemas.
A divulgação oficial do modelo está inicialmente prevista para esta segunda-feira, 30, mas pode ser alterada, para que esteja assegurada a clareza dos termos e não sejam gerados eventuais ruídos de comunicação.
Fontes ouvidas pela reportagem de A TARDE garantem que ainda esta semana os detalhes definidos serão publicados. O acordo, segundo apuração de A TARDE, foi aprovado tanto pela CCR Metrô Bahia quanto pelo Sindicato de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps). Outra ideia ventilada anteriormente, da criação de um sistema de ônibus exclusivo para alimentação do metrô, que circularia em um raio de 5 km no entorno das estações, foi descartada pelas partes.
Essa proposta, que excluiria a integração dos trens com as linhas que atualmente já existem na cidade, havia sido definida no contrato que transferiu a responsabilidade das obras e da operação do metrô da prefeitura para o governo do estado da Bahia.
Até o começo da semana, esta era considerada a mais viável por gestores municipais. Porém, o governo do estado e os empresários de ônibus da capital baiana discordavam dessa posição.

Detalhes
As secretarias de Comunicação Social (Secom) e de Desenvolvimento Urbano (Sedur) confirmam que a divulgação do acordo depende apenas dos últimos ajustes. Já o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota, preferiu não comentar o assunto. Diz que a responsabilidade pela divulgação ficou com o governo.
O prefeito ACM Neto também evitou divulgar mais informações sobre o acordo. Ele disse que prefere "esperar o governador decidir de que maneira quer fazer esse anúncio".
"O assunto está resolvido, agora vamos esperar o momento de o governo anunciar. Já fechou o valor, haverá integração total dos ônibus com o metrô. Ontem, ao fim do dia, foi fechado um acordo que envolve todas as partes: o transporte metropolitano, o transporte urbano e o metrô", afirmou o líder do Executivo municipal.
Até o fechamento desta edição, o valor da tarifa também não havia sido divulgado, mas, em modelos de integração tarifária desse tipo, um único sistema de bilhetagem tem que ser criado. Caso Salvador siga a mesma lógica, o Salvador Card e o Metropasse da Região Metropolitana darão lugar a um cartão que poderá ser usado em qualquer modal de transporte.
O contrato que transferiu o modal para o governo estadual previa uma tarifa de integração fixada de R$ 1,10. Nesse caso, o passageiro pagaria esse valor ao pegar um ônibus ou metrô duas horas após ter embarcado em um dos dois modais, não tendo que pagar duas tarifas.
*Colaborou Luan Santos
Fonte - A Tarde  30/11/2015

Sedur se reúne com representantes da Embaixada Francesa,em pauta Mobilidade Urbana

Mobilidade 

Em pauta a proposta de integração do metrô com as comunidades,a partir da instalação de teleféricos em pontos estratégicos da cidade, a principio, em Fazenda Grande do Retiro, Bom Juá e Pernambués.O objetivo é de propiciar mobilidade e um acesso mais fácil e direto ao metrô,o que ira também aumentar o número de usuários do sistema.

Da Redação
foto - Sedur
Em visita à capital baiana para conhecer os projetos de mobilidade da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedur), representantes da embaixada francesa se reuniram com o secretário Carlos Martins, com o presidente da Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), Eduardo Copello, e técnicos da Superintendência de Mobilidade da Secretaria para saber mais detalhes da proposta de integração do metrô com as comunidades, a partir da instalação de teleféricos em pontos estratégicos da cidade. À principio, em Fazenda Grande do Retiro, Bom Juá e Pernambués.
“O objetivo é de propiciar mobilidade e um acesso mais fácil e direto ao metrô, o que vai também aumentar o número de usuários”, pontuou Carlos Martins. “O projeto ainda inclui o alargamento das vias públicas e novas intervenções. A ideia é que o teleférico seja integrado como elemento de urbanização e melhorias para a comunidade”, ressaltou.
A proposta é que o Governo francês e a Sedur firmem uma parceria para estudos conjuntos de viabilidade socioeconômica e técnicos de engenharia. A Secretaria, inclusive, irá encaminhar ofício (espécie de Carta de Intenções) à Embaixada Francesa, com pedido oficial de apoio e a consolidação de uma matriz de responsabilidade compartilhada. “Nós fizemos uma visita muito interessante nas comunidades e também participamos de uma apresentação bem completa para entender o sistema de transporte. Percebemos que, realmente, tem viabilidade e existe demanda”, afirmou a conselheira de Desenvolvimento Sustentável no Serviço Econômico Regional do Consulado Geral da França no Brasil, Françoise Meteyer-Zeldine

foto - Ilustração/civigeeks
“Queremos complementar o grande projeto de mobilidade que já está em curso em Salvador e Região Metropolitana”, destacou Eduardo Copello. De fato, com o avanço das obras do metrô (a Linha 1 será finalizada em dezembro, com a entrega da estação Pirajá e a conclusão dos 12 km iniciais, enquanto as obras da Linha 2 seguem e ritmo acelerado, com previsão de entrega das estações Detran e Acesso Norte no primeiro semestre de 2016), o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e as Linhas Azul e Vermelha, a Bahia desponta com um dos maiores e mais consistentes projetos de mobilidade urbana do país.
“Nós pegamos o metrô estagnado há 13 anos e, em pouco mais de dois, conseguimos recuperar a credibilidade e colocá-lo a serviço da população. É um case de sucesso”, comemorou o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. “E, em pouco tempo, seremos a terceira capital do país em número de extensão de quilômetros de metrô”, enfatizou
Com informações da Sedur - Ba  30/11/2015


MOBILIDADE URBANA Soluções Viáveis em Salvador

Transportes Verticais e Teleféricos - A.Luis
A melhoria e a modernização dos equipamentos de transportes verticais atualmente existentes ( Elevador Lacerda e Planos Inclinados ) a recuperação do elevador do Taboão,( um monumento histórico) a criação de novos sistemas em outros locais necessários,a implantação de sistemas de Teleféricos,aproveitando-se a topografia da cidade composta de cumes e vales,a exemplo de bairros situados as margens da Av. Bonoco,da Av. Vasco da Gama,Av.ACM/Brotas-Cabula, ,BR 324/Retiro,Av.Paralela/Pernambués e entre o Bairro de Nazaré e o Centro Histórico encurtariam distâncias entre os locais interligados e aliviariam consideravelmente a carga do fluxo de passageiros nos transportes por via terrestre.Também o uso de passarelas seria recomendável em distâncias mais curtas facilitando os deslocamentos a pé entre bairros. 

Florianópolis sedia Via Trilhos 2016

Transportes sobre trilhos

O evento, promovido pela ANTUERF, reunirá os atores públicos (prefeitos, governadores, ministros e autoridades federais ligadas ao setor, vice-presidente do Brasil, que estará na abertura

ABIFER
foto - ilustração
Entre 6 e 8 de abril, Florianópolis sediará “Via Trilhos 2016 - Feira e Simpósio Nacional de Transportes sobre Trilhos”. O evento, promovido pela ANTUERF, reunirá os atores públicos (prefeitos, governadores, ministros e autoridades federais ligadas ao setor, vice-presidente do Brasil, que estará na abertura, secretários municipais e estaduais de infraestrutura, obras e mobilidade), privados (empresas nacionais e internacionais), e entidades de classes que representam o setor ferroviário, interessados no desenvolvimento dos transportes sobre trilhos no Brasil.
O presidente da ABIFER, Vicente Abate, será um dos palestrantes. O executivo abordará o tema “A indústria ferroviária brasileira e a expansão do transporte sobre trilhos no Brasil”.
Fonte - ABIFER  30/11/2015

Uso de ferrovia e hidrovia significa economia de até 30%

Infraestrutura

Para reduzir custos de transportes e aumentar a competitividade dos produtos produzidos,o uso de ferrovias e hidrovias poderia proporcionar uma economia de 30% em relação ao transporte rodoviário.

Juliana Brito - A Tarde
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O uso de ferrovia e hidrovia poderia proporcionar uma economia de 30% para os produtores do oeste baiano. E é justamente para reduzir custos e aumentar a competitividade de seus produtos que os agricultores da região resolveram acompanhar de perto as obras de infraestrutura prometidas há anos pelo governo federal para o Nordeste.
As obras consideradas prioritárias pelos produtores do oeste baiano são a Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol); o Porto Sul, em Ilhéus; a Ferrovia Transnordestina; a Hidrovia do São Francisco; e as BRs 242, 020 e 135.
Há duas semanas, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Julio Cézar Busato, participou de uma reunião com o diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valter Casimiro Silveira, e o presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura (Mapa), Edeon Vaz Ferreira, para tratar do assunto.
Busato foi a Brasília representando o Instituto Pensar Agro (IPA), que reúne 38 associações de produtores de todo o Brasil, cuja sede serviu de local do encontro. Ele é coordenador de logística e transporte da entidade. "Quis saber em que pé estão as obras e o que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) pode fazer para ajudar", resume.
A razão para o atraso nas obras, de acordo com o Dnit, foi o corte de dois terços do orçamento mensal do órgão. "Foi necessário reduzir o volume de execução dos contratos de construção em 45%, e de manutenção em 35%, a fim de adequá-los aos cortes orçamentários e evitar a paralisação de obras", disse o diretor geral do Dnit, por meio de nota.
A reunião em Brasília gerou o compromisso de encontros mensais entre Mapa, Dnit e IPA. O objetivo é acompanhar o andamento dessas obras e ir atualizando a Frente Parlamentar sobre a situação, para que possa auxiliar esses projetos.
O governo do estado também se comprometeu a pressionar Brasília pelo andamento da Fiol. A ferrovia, pelo planejamento original, já deveria estar pronta há dois anos. "Estamos torcendo para que a economia do país melhore e as obras andem", diz Julio Busato.

Competitividade
O presidente da Aiba explica que, como a região não usa ferrovias e hidrovias para o transporte da produção, essas obras não fazem falta para a logística do agronegócio da região. Mas, se estivessem concluídas, representariam uma economia significativa para os produtores no escoamento das nove milhões de toneladas de fibras e grãos e um aumento da competitividade frente a outros mercados. "Somos teimosos e podemos aguentar eternamente. Já estivemos pior, afinal a região é nova. Só que outros países, mesmo os da África, estão melhorando suas logísticas. Estamos ficando para trás. Essa é a preocupação. É uma competição desleal", afirma.
Ele também ressalta a importância dessas obras, em especial da Fiol, para o progresso da região, já que têm potencial para atrair a indústria e o comércio. "Ao contrário do que as pessoas pensam, o oeste da Bahia é pobre. Há bolsões de riqueza, sim. Mas há outros municípios que são extremamente pobres".
O gasto com logística de um produtor do oeste baiano é quase quatro vezes maior que o de um norte-americano, compara Busato.

O impacto das obras no oeste
Fiol - A ferrovia, lançada em 2010, prometia transformar a Bahia em um novo corredor ferroviário de exportação. Segundo a Aiba apenas 12% dela está concluída. A Fiol diminuiria o custo com o transporte da produção e impulsionaria a indústria e o comércio na região
Porto Sul - Parceria Público-Privada (PPP), serviria para escoar grãos, algodão e fertilizantes, que chegariam pela Fiol. Busato estima que traria uma economia de 40% no transporte de algodão. A última projeção era de que ficasse pronto depois de 2014, mas, por enquanto, só tem a licença ambiental
Transnordestina - Lançada em 2006, a ferrovia que liga Piauí, Ceará e Pernambuco deve ficar pronta só depois de 2017. A expectativa é de que gere uma economia no envio de milho, caroço de algodão e soja para o Nordeste, principalmente para Ceará e Pernambuco
Hidrovia do São Francisco - Se ela estivesse em funcionamento, proporcionaria uma economia de 30% no transporte dos grãos da região. Atualmente, está sendo feito o estudo de viabilidade técnica e econômica (EVTE)
BR 020 - O presidente da Aiba diz que falta asfaltar os 720 km que ligam Campo Alegre de Lourdes (PI) a Santa Rita de Cássia (BA). O Dnit afirma que está em fase de desenvolvimento de projeto de pavimentação no trecho de Campo Alegre de Lourdes à divisa com Piauí
BR 135 - Liga São Desidério, no oeste, à divisa da Bahia com Minas Gerais. Será útil para enviar a produção para o norte de Minas Gerais ou para estados do Nordeste
BR 242 - Liga Luís Eduardo Magalhães ao Tocantins. O Dnit informa que o trecho entre o entroncamento com a BA-460 e a divisa BA/TO está em andamento
Fonte - A Tarde  29/11/2015

domingo, 29 de novembro de 2015

Caminhada pelo Clima no Rio pressiona por acordo na COP 21

Meio ambiente

A caminhada integrou-se a outras mobilização que ocorreram em várias partes do mundo e apontaram para a gravidade da crise climática.De acordo com o Centro Brasil no Clima, uma das entidades organizadoras da marcha, ondas de calor, enchentes, secas e derretimento de geleiras têm ocorrido em consequência do aumento de menos de 1 grau Celsius na temperatura média do planeta desde o início da era industrial.

Cristina Indio do Brasil
Repórter Agência Brasil*
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A Marcha pelo Clima no Rio de Janeiro reuniu manifestantes hoje (29) nas praias de Ipanema e de Copacabana, na zona sul da cidade, para pressionar a Conferência do Clima (COP21), que começa amanhã (30) em Paris, para que os participantes adotem medidas efetivas para barrar o aquecimento no planeta. Eles pedem que os países cheguem a um acordo para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono. A caminhada integrou-se a outras mobilização que ocorreram em várias partes do mundo e apontaram para a gravidade da crise climática.
De acordo com o Centro Brasil no Clima, uma das entidades organizadoras da marcha, ondas de calor, enchentes, secas e derretimento de geleiras têm ocorrido em consequência do aumento de menos de 1 grau Celsius na temperatura média do planeta desde o início da era industrial.
A declaração conjunta dos movimentos e coletivos participantes da marcha no Rio, destacou dez reivindicações socioambientais relacionadas à mudança do clima, entre elas o fim de subsídios aos combustíveis fósseis, combate ao desmatamento, fomento à micro e à minigeração de energia solar e eólica e preservação dos recursos hídricos. Os manifestantes defenderam ainda o aprofundamento das investigações sobre o derramamento de lama de rejeitos no Rio Doce.
A agente de turismo Márcia Salles classificou a tragédia como crime ambiental e não acidente. “Acho uma indignidade termos empresas no país que trabalham sem nenhum respeito ao meio ambiente sem valor pela vida humana e pelos rios, poluindo com lama tóxica, envenenando as pessoas sem que sejam punidos”, disse.
A estudante de Filosofia e Meio Ambiente Aline Costa, que participou da caminhada no Rio, considera importante mudar o modelo baseado no consumo de combustíveis fósseis. Ela defendeu também uma matriz energética mais limpa. “O governo poderia investir mais em programas de microgeração de energia no lugar de grandes projetos como Belo Monte”, indicou.
Para o diretor-executivo do Centro Brasil pelo Clima (CBC), Alfredo Sirkis, a manifestação no Rio de Janeiro foi bastante significativa e expressou o sentimento da população em relação à questão climática. Sirkis, que viaja hoje para Paris para participar da COP 21, considerou que a proposta que será apresentada pelo Brasil no encontro não é ruim e ressaltou que o país é o único em desenvolvimento a reduzir as emissões.
“Temos uma meta de redução de 43% [das emissões de gás carbônico] até 2030. Comparativamente com outros países é bom, mas em relação ao tamanho do problema é muito pouco ainda. Se a gente pegar o somatório das metas voluntárias anunciadas por vários países, estamos ainda muito aquém do necessário para manter o aumento da temperatura do planeta neste século em menos de dois graus”, analisou.
* Colaborou Joana Moscatelli, repórter do Radiojornalismo da EBC
Fonte - Agência Brasil   29/11/2015

Brasil se mantém no grupo dos 10 países que mais atraem investimento estrangeiro

Economia

A lista das economias mais atraentes ao investimento é feita pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que inclui no grupo China, Estados Unidos, Reino Unido, Cingapura, Rússia, Canadá, Austrália e também da cidade Estado de Hong Kong.

Jornal do Brasil
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O Brasil encerrará 2015 com cerca de US$ 65 bilhões provenientes do mercado estrangeiro na economia, mantendo-se no grupo dos 10 países que mais recebem investimentos produtivos. É o que mostram as projeções feitas pelo Banco Central e isso graças ao tamanho e potencial do mercado interno do País.
A lista das economias mais atraentes ao investimento é feita pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), que inclui no grupo China, Estados Unidos, Reino Unido, Cingapura, Rússia, Canadá, Austrália e também da cidade Estado de Hong Kong.
Os recursos vindos de outros países estão sendo direcionados no Brasil a segmentos diversos da economia como indústria de petróleo e gás, indústria extrativa, empresas do segmento de química e indústria alimentícia, setor de serviços, como as áreas de saúde e comércio, setor de telecomunicação e de energia elétrica e projetos da infraestrutura.
Nos nove primeiros meses do ano, os investimentos estrangeiros somaram US$ 48,211 bilhões; considerando um período maior, de 12 meses terminados em setembro, essa cifra está em US$ 71,807 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Programa de infraestrutura
Para 2016, esses capitais devem se permanecer no nível atual ou aumentar. Entre os fatores que vão alavancar os negócios e manter o Brasil no radar dos investidores está a valorização do dólar frente ao real, que torna as empresas daqui baratas ao capital externo, favorecendo operações de fusão e aquisição entre o empresário nacional e o de fora do País.
Outro ponto que desperta a atenção do empreendedor estrangeiro são as oportunidades de ganhos com o Programa de Infraestrutura e Logística (PIL) do governo federal, com projetos nas áreas da infraestrutura e que movimentará R$ 200 bilhões nos próximos anos.
Entre esses projetos constam melhoria de rodovias e portos, ampliação e construção de ferrovias, expansão e edificação de aeroportos.
“No momento temos a questão do câmbio (paridade dólar/real). O Brasil se tornou barato para o investimento estrangeiro direto e o país tem tudo para ser feito”, diz o coordenador-geral de Investimentos do Ministério do Desenvolvimento (Mdic), Mário Neves.
Os países que mais investem no Brasil atualmente são Estados Unidos, China, Japão, França, Espanha e Itália.
“Temos o Programa de Infraestrutura Logística com uma série de projetos em portos, aeroportos, ferrovia e rodovias que soma R$ 200 bilhões e que tem atraído grande parcela desses investidores que olham para o Brasil com muita atenção”, acrescenta.
Neves comenta que a fase de desaceleração atual é transitória e não afeta a visão do investidor com projetos de longo prazo interessado em abrir uma empresa, construir uma fábrica ou se associar a uma empresa nacional existente.
“Esse tipo de investidor vem para o longo prazo, não olha o Brasil para 2015 ou para 2016 olha para 2050”, comenta. “Podemos estar atravessando um cenário um tanto adverso por conta da crise econômica, mas isso tem prazo, isso acaba e o país retoma sua trajetória de crescimento.”
Fonte - Jornal do Brasil   29/11/2015

Obras da linha 2 do metrô de Salvador avançaram 20% em direção à Av. Paralela

Transportes sobre trilhos

Ao longo do trecho, canteiros podem ser localizados em sete áreas: Detran, Rodoviária, Imbuí, Acesso Norte, CAB, Pituaçu e Flamboyant.Novos trens já estão a caminho da capital baiana. Segundo informações da Sedur, os primeiros carros já saíram da cidade de Araraquara, em São Paulo

Yuri Silva* - A Tarde
Joá Souza - Ag. A TARDE
A obra da linha 2 do metrô de Salvador, que vai do Acesso Norte ao Aeroporto, já está com avanço físico de aproximadamente 20%, segundo estimativa da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur). Ao longo do trecho, canteiros podem ser localizados em sete áreas: Detran, Rodoviária, Imbuí, Acesso Norte, CAB, Pituaçu e Flamboyant.
Também foram iniciadas as primeiras intervenções para alargamento das pistas no início da Luiz Viana, a Paralela, entre a região do Hospital Sarah Kubitschek e o supermercado Makro, com o objetivo de facilitar a criação da via exclusiva de ônibus e a construção da Estação Pernambués.
O ritmo das intervenções é tão acelerado que novos trens já estão a caminho da capital baiana. Segundo informações da Sedur, os primeiros carros já saíram da cidade de Araraquara, em São Paulo. Eles estão vindo para Salvador por via terrestre, mas não há previsão de chegada. Aqui, o maquinário será montado e testado antes de começar a operar.

Pirajá
Do outro lado da cidade, a linha 1 do sistema metroviário está quase finalizada. A previsão do governo é inaugurar a Estação Pirajá, última do trecho em obras, no dia 21 de dezembro, quando teria início a operação comercial e a integração com ônibus urbanos de Salvador e metropolitanos da RMS.
Mudanças, entretanto, podem ocorrer devido à agenda da presidenta Dilma Rousseff, que participará da cerimônia de inauguração.
As obras de ampliação e reforma do terminal de ônibus de Pirajá também estão em fase de conclusão, com o alargamento das plataformas A e B, reforma da cobertura e adequação das pistas de acesso à estação.
Com a inauguração da Estação Pirajá, serão completados os 12 quilômetros do projeto original da linha 1 do metrô soteropolitano.
Até sexta-feira, mais de 11,6 milhões de passageiros haviam sido transportados no metrô desde o início da operação assistida, em junho de 2014. Nesse mesmo período, mais de 53 mil viagens foram realizadas pelos trens do modal de transporte sobre trilhos.
*Colaborou Luan Santos
Fonte - A Tarde  29/11/2015