terça-feira, 19 de agosto de 2014

Ferrovia Noroeste com 100 anos ainda é orgulho de tripulação

Ferrovias

Com 100 anos, Ferrovia Noroeste ainda é orgulho de tripulação - A Noroeste chegou a Campo Grande em maio de 1914, mas somente se tornou ferrovia após se unir com a estrada de ferro de Bauru, em outubro.

Por Filipe Prado
Jornal Campo Grande News 

Há 100 anos Campo Grande comemorava a chegada da modernização, apenas 15 anos depois de se tornar município. Em outubro de 1914 a estrada de ferro, que começou em Corumbá, uniu-se com os trilhos de Bauru (SP) formando a Ferrovia Noroeste do Brasil (NOB). Mesmo com as mudanças na ferrovia, entre elas o fim do transporte de passageiros, ainda na década de 1990, os ex-tripulantes ainda se orgulham do trabalho realizado.
A Noroeste chegou a Campo Grande em maio de 1914, mas somente se tornou ferrovia após se unir com a estrada de ferro de Bauru, em outubro. O presidente da Afapedi (Associação dos Ferroviários, Aposentados, Pensionistas, Demitidos e Idosos), Valdemir Vieira, contou que a ferrovia chegou a fazer 70% do transporte do país.
“A ferrovia trouxe um grande desenvolvimento para Campo Grande. Havia cerca de 1800 habitantes no município, 10 anos depois da ferrovia, o número aumentou para 50 mil”, garantiu Vieira.
De Minas Gerais, o pai de Joaquim Nazareth do Carmo, 67 anos, chegou a Capital para ser um dos tripulantes da ferrovia. Ele contou que o pai sempre o incentivou a trabalhar na Noroeste. “Era uma honra começar a trabalhar na ferrovia e ir crescendo no trabalho”, enalteceu Joaquim.
Ele trabalhou no trecho entre Campo Grande e Corumbá por 34 anos, oito meses e 16 dias muito bem contados. “Não tenho dúvida, tenho muito orgulho”, revelou Joaquim.
Outro ex-tripulante que “nasceu” na ferrovia foi Nelson Araújo, 54. O sonho de trabalhar na Noroeste foi herdado do pai, que saiu da Bahia e veio morar em Campo Grande.
Com satisfação ele lembra dos momentos vividos no ferrovia, mas o que mais marcou foi a chegada do “trem pagador”. “Ele trazia o pagamento dos ferroviários. Era uma festa na cidade. Também o vagão do Papai Noel, que transportava os presentes para as crianças”.
A ferrovia percorreu seus 22 mil quilômetros por mais de 80 anos. Em 1996 ela foi privatizada. Vendida para uma empresa americana por R$ 62.5 mil divididos em 112 parcelas. A partir disso, de acordo com Vieira, a ferrovia perder a força. “Foi triste. Foi um choque para todos nós”.
Mas a história ainda é viva entre os ferroviários e trabalhadores da Noroeste. O índio terena Gildo Sobrinho, 57, fez parte da manutenção dos trilhos por quatro anos, de 1970 a 1974. Também ajudou na construção da ponte em Corumbá.
“É uma satisfação, um orgulho passar por ali e ver que eu ajudei a levantar tudo isso”, confessou Gildo.
Fonte - STEFZS 18/08/2014

Ferry-Boats novos começam a passar por vistorias técnicas hoje

Bahia

Durou 71 dias a longa jornada marítima dos ferries Dorival Caymmi e Zumbi entre a Grécia e Salvador - A expectativa na Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) é de que entrem em operação em até 20 dias.

Yuri Silva e Franco Adailton - A Tarde
foto - ilustração
As duas novas embarcações do sistema ferry-boat, Zumbi dos Palmares e Dorival Caymmi, que chegaram nesta segunda-feira, 18, em Salvador, começam a passar nesta terça, 19, por vistorias obrigatórias em área próxima ao Terminal Náutico da Bahia, no Comércio. A expectativa na Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) é de que entrem em operação em até 20 dias.
Entre os processos pelos quais os ferries vão passar antes de começar a funcionar, está a visita de técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Receita Federal. Depois, seguem para a Base Naval de Aratu (Simões Filho), onde passarão por mais inspeções.
Será feito, por exemplo, um teste para avaliar a capacidade de inclinação dos ferries. Além disso, exigências técnicas internacionais adotadas durante a viagem serão substituídas por padrões adotados no Brasil.

Treinamento
Caymmi e Zumbi vão carregar duas tripulações durante 120 dias. Neste período, a equipe local vai ser treinada por oficiais de Cabo Verde, que conduzem os ferries desde a saída da Grécia, no último dia 8 de junho.
Com a chegada dos dois novos reforços e a reincorporação do ferry Rio Paraguaçu, daqui a 15 dias (previsão da Internacional Marítima), o sistema ferryboat passará a operar com as nove embarcações que o compõem. Assim, de acordo com o titular da Seinfra, Marcus Cavalcanti, os dois ferries que ainda não tiveram os motores trocados (Agenor Gordilho e Pinheiro) poderão ser afastadas, para manutenção.
Zumbi e Caymmi são a apostas do governo do estado para resolver o problema histórico deste sistema de transporte. Segundo Cavalcanti, "o sistema está sendo estruturado com esse objetivo". Com as nove embarcações funcionando, a capacidade do serviço vai saltar de 4.920 para 8.020 pedestres e de 450 para 762 veículos.
Juntos, os barcos Dorival Caymmi e Zumbi dos Palmares têm capacidade para 312 veículos e 3.100 pedestres. Já todos os outros sete ferries, juntos, carregam 450 carros e 4.920 pedestres.
Além das obras que já foram feitas para possibilitar uma operação ampliada, a Internacional Marítima tem um prazo de oito meses para requalificar os terminais de São Joaquim (Salvador) e de Bom Despacho (Itaparica).
Entre os serviços a serem feitos, está o reordenamento de barracas na área de espera e a ampliação da entrada, da saída e do espaço destinados para carros nos terminais.

Prevenção
As primeiras pessoas a embarcar serão agentes da Anvisa, pois houve atracação em Dakar, capital de Senegal (na África), sendo preciso analisar se há foco do vírus ebola. Marcus Cavalcanti adiantou que a possibilidade de transmissão da doença (que virou epidemia na África) é quase inexistente. Os tripulantes não desembarcaram em Dakar e não há registro de ebola na capital senegalesa.
Colaborou Luan Santos
Fonte - A Tarde  19/08/2014

Metrô de Buenos Aires compra carros do Metrô de Madrid para linha B

Internacional

O metrô de Buenos Aires,esta se preparando para incorporar a sua rede uma frota de 86 carros da CAF Série 6000 comprados do  Metro de Madrid por US $ 57

Railway Gazette
Railway Gazette
Na Argentina a SBASE está investindo um total de 1∙01bn pesos na modernização da linha B do Metrô de Buenos Aires,preparando-a para receber uma frota de 86 carros da CAF Série 6000 comprados do  Metro de Madrid por US $ 57 ∙ 6m. Quando entrar em operação no primeiro trimestre de 2015, os trens da CAF vão "reduzir o tempo de espera,aumentar o conforto dos passageiros e melhorar a qualidade das viagens". De acordo com SBASE, com as novas composições,a Linha B aumentará a sua frota de 20 para 25 trens.
Para receber os novos carros com ar-condicionado,o sistema de fornecimento de energia de tração está sendo modernizado com a substituição do terceiro trilho por um sistema de catenária rígida a um custo de 100 milhões de pesos.A Linha B deve ser equipada com sistema de sinalização ATP e 500m/ pesos serão gastos em um novo sistema de ventilação forçada.
A obra de sinalização e alimentação está prevista para ser concluída até o final de 2014.Outros itens do programa incluindo a reforma de estações,deverão ser também estendidos ao centro de manutenção e reparos em Rancagua, a um custo de 200 milhões de pesos,com previsão de quatro anos para serem concluídos.
Fonte - Railway Gazette  18/08/2014

Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom


Original text
Buenos Aires Line B upgraded for ex-Madrid fleet

Railway Gazette
ARGENTINA: Metro authority SBASE is spending a total of 1∙01bn pesos on upgrading Line B of the Buenos Aires network, in preparation for the introduction of a fleet of 86 CAF Series 6000 cars purchased from Metro de Madrid for US$57∙6m. Due to enter service during the first quarter of 2015, the CAF cars will ‘reduce waiting times, increase passenger comfort and improve the journey experience’, according to SBASE, with the Line B fleet increasing from 20 to 25 trainsets.
To accommodate the new air-conditioned fleet, the traction power supply system is being upgraded and the third rail replaced with rigid catenary at a cost of 100m pesos. Line B is to be equipped with ATP and 500m pesos spent on a new forced ventilation system.
Signalling and power supply work is expected to be completed by the end of 2014. Other aspects of the programme, including station refurbishment and extending the rolling stock maintenance depot at Rancagua at a cost of 200m pesos, would take four years to complete.

Projeto pretende alavancar trens turísticos e culturais

Turismo Ferroviário

Segundo o presidente da ABOTTC Adonai Arruda Filho, o turismo brasileiro está vivendo uma década de expressivo crescimento e deverá dobrar de tamanho, tanto em número de turistas estrangeiros quanto no turismo interno.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
O Projeto Trem é Turismo será lançado na próxima quinta-feira (21). O projeto pretende atuar com vinte trens turísticos e culturais em efetiva operação ou iniciando seu funcionamento nos próximos dois anos, dando consultoria ao comércio local e aos funcionários dos empreendimentos. O lançamento é fruto de uma parceria entre a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC), o SEBRAE e a Estrada de Ferro do Corcovado.
Entre os trens e localidades que serão trabalhados neste projeto, estão o Trem do Forró, em Pernambuco, Trem das Montanhas Capixabas, no Espírito Santo, Maria Fumaça Ouro Preto a Mariana, em Minas, Maria Fumaça São João Del Rei a Tiradentes, em Minas, Trem do Corcovado, no Rio de Janeiro, Trem da Moita Bonita, em São Paulo, e Trem do Vinho, no Rio Grande do Sul, entre outros
Segundo o presidente da ABOTTC Adonai Arruda Filho, o turismo brasileiro está vivendo uma década de expressivo crescimento e deverá dobrar de tamanho, tanto em número de turistas estrangeiros quanto no turismo interno. “O turismo ferroviário está em pleno crescimento, porém é ainda pouco conhecido por parte dos brasileiros. Este projeto vai aumentar sua visibilidade e dar suporte e capacitação aos micro e pequenos empresários do entorno das estações, que estarão mais bem qualificados para atender aos visitantes”, explica.
E é o crescimento das classes C e D – que passam a gastar parte de sua renda em viagens, lazer e entretenimento – o que vem ditando esse grande crescimento do turismo interno. Milhões de brasileiros nos últimos anos foram incluídos na parcela de consumidores dos diversos segmentos de turismo, incluindo os trens turísticos e culturais. Internacionalmente, o aumento de turistas de outros países deverá ser alavancado pela grande exposição que vem gerando os eventos esportivos de grande porte que o Brasil tem sediado.
Contudo, alguns desafios importantes relacionados à infra-estrutura física precisam ser vencidos, além da necessidade de que exista uma melhora significativa na gestão das empresas, especialmente as micro e pequenas – que representam mais de 90% do total de estabelecimentos nesse setor.
Para o presidente da empresa Estrada de Ferro do Corcovado, Sávio Neves, o projeto “Trem é Turismo” vai dar ao setor de Trens Turísticos, além da capacitação gerencial, entendimento do mercado e fortalecimento das ações comerciais e de marketing. “Vai dar uma melhora sensível no produto oferecido aos passageiros e turistas, tornando este importante segmento da cadeia produtiva do turismo uma das suas âncoras”, diz.
Fonte - Revista Ferroviária  20/08/2014

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Justiça diz que crimes em licitação do Metrô de São Paulo não prescreveram

Política

“Enquanto tais contratos ativos estiverem vigentes, ainda estarão, em tese, sendo perpetrados atos do mesmo 'cartel', sendo, desa forma, crime de natureza permanente”, afirma o desembargador-relator, Edison Brandão, em decisão do último dia 5.

Bruno Bocchini 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo decidiu que os crimes de cartel e de fraude na licitação ocorridos em contratos da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) não estão prescritos. Os desembargadores aceitaram o argumento do Ministério Público (MP) de que, embora o contrato entre as empresas acusadas e o Metrô tenha sido assinado em 2005, pagamentos regidos pelo documento foram feitos em 2013, o que mostra que são crimes “permanentes”.
“Enquanto tais contratos ativos estiverem vigentes, ainda estarão, em tese, sendo perpetrados atos do mesmo 'cartel', sendo, desa forma, crime de natureza permanente”, afirma o desembargador-relator, Edison Brandão, em decisão do último dia 5.
O Tribunal de Justiça reparou, assim, a decisão em primeira instância da 30ª Vara Criminal da Comarca da capital, que não aceitou a denúncia do MP contra executivos das empresas acusadas de cartel e de fraude à licitação no Metrô. O juiz de primeira instância fundamentou a decisão dizendo que os crimes estavam prescritos.
Com essa decisão do TJ, executivos das empresas poderão voltar a ser responsabilizados criminalmente pelos crimes de formação de cartel e fraude à licitação. Segundo o Ministério Público, as irregularidades foram verificadas em contratos de 12 empresas, firmados em cinco projetos do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.
De acordo com o promotor de Justiça Marcelo Mendroni, do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Delitos Econômicos, os prejuízos aos cofres públicos são avaliados em R$ 834,8 milhões.
Fonte - Agência Brasil  18/08/2014 

De olho na cidade - Salvador hoje (18)

Transito

Av.Paralela hoje as 9:00h da manhã sentido Aeroporto Rodoviária
Da Redação

foto - Pregopontocom

foto - Pregopontocom

Inaugurado hoje mais um viaduto do complexo viário do Imbui

Mobilidade

O Governo do Estado da BA entregou hoje pela manhã na Av.Paralela, no trecho do Imbuí,mais uma das obras que fazem parte do plano de mobilidade para Salvador.O Viaduto que recebeu o nome do Gov. Eduardo Campos,ligando o Imbui a Av. Paralela, e a via marginal no inicio da Av. sentido Aeroporto, foram entregues hoje pelo Governador Jaques Wagner a cidade.

Da redação
foto - Pregopontocom
A partir de hoje (18) quem trafegar em direção ao bairro do Imbui vindo do Iguatemi ou da Av.Luis Eduardo Magalhães poderá usar a nova via marginal sem passar pela pista principal da Av.Paralela sentido Aeroporto e os que saem do Imbui ou vem da orla pela Av.Jorge Amado em direção a Av,Paralela sentido Iguatemi/Centro não irão mais precisar fazer o antigo retorno em frente ao Extra, e já poderão utilizar o novo viaduto aberto ao tráfico a partir de hoje.
Com a presença do governador Jaques Wagner e demais autoridades,foram entregues a via marginal saindo do viaduto da Av.Luis E.Magalhães até o Extra (sentido aeroporto) bem como o segundo viaduto (Gov.Eduardo Campos),que faz parte do Complexo Viário Imbuí-Narandiba, no sentido Imbuí/Paralela/Iguatemi.
O viaduto tem duas faixas no mesmo sentido com 380 metros de extensão. A obra visa melhorar a fluidez do trânsito na área e devera minimizar os constantes engarrafamentos no local.
As obras fazem parte dos projetos do governo em andamento para a melhoria da mobilidade em Salvador.
Pregopontocom 18/08/2014


foto - Pregopontocom 
foto - Pregopontocom












foto - Pregopontocom

O que está pior, a economia ou a mídia?

Política

O comerciante Mário Paixão da Silva, de 46 anos, tem uma pequena loja de roupas no centro do Recife (PE) há mais de 20 anos. E diz que basta conferir as vendas para saber se a economia está bem ou não. “Você acha que vou acreditar no jornal ou no meu caixa?”

Por Fábio Jammal Makhoul - São Paulo

A preocupação com a economia move o dia a dia das pessoas, inclusive as que dormem mais cedo que os jornais noturnos
Não é improvável um espectador do telejornal noturno ter o sono perturbado com vozes soturnas de apresentadores e analistas. Pelo que se vê e se ouve, não se sabe o que aquele apresentador sério quer dizer com “boa noite”. Afinal, a economia do Brasil pode estar à beira da bancarrota. Tampouco se perdoa o “bom dia” do apresentador da manhã, pois os jornais do dia também trarão o apocalipse. Não é para menos.
A preocupação com a economia move o dia a dia das pessoas, inclusive as que dormem mais cedo que os jornais noturnos. Ninguém passa um único e escasso dia sem fazer contas. Foi entendendo a importância dessa ciência, nem sempre exata, que o estrategista James Carville, do Partido Democrata, eternizou a frase “é a economia, estúpido!” Era 1992, e com esse aprendizado Bill Clinton superaria o favoritismo do republicano George Bush, o pai, demonstrando sintonia com as angústias cotidianas dos norte-americanos nesse quesito. Eis o segredo do homem que faria história no Salão Oval da Casa Branca pelos próximos oito anos: saber o que, com quem e por que estava falando.
O noticiário econômico cumpre vários objetivos. Um deles, saciar os humores do mercado financeiro, servir de ponte para suscitar apostas nos cassinos da especulação, detectar (ou criar) o clima do ambiente eleitoral, entre outros, inclusive informar de vez em quando. Porém, pelo que algumas pesquisas têm demonstrado, a opinião pública talvez não veja a economia do Brasil como a veem os especialistas.
Pesquisas do Datafolha apuram o índice de confiança do brasileiro em relação ao país. Numa escala de 0 a 200, um levantamento feito no início de julho revelou que a expectativa da situação econômica pessoal é de 160 pontos, sendo um dos “aspectos para os quais os brasileiros demonstram um sentimento positivo acima da média”, no relato do instituto. Já a expectativa da situação econômica do país­ registrou 102 pontos em julho, alta de 6 pontos na comparação com maio. Os eleitores brasileiros também foram consultados sobre a situação econômica pessoal e 48% esperam que ela vá melhorar nos próximos meses. Outros 38% acreditam que ficará como está. E apenas 12%, que vai piorar. Pela pesquisa, pode-se constatar que há um grande descompasso entre o sentimento positivo do brasileiro com relação à economia e o cenário catastrófico divulgado pela mídia tradicional.

O jornal ou o caixa
O comerciante Mário Paixão da Silva, de 46 anos, tem uma pequena loja de roupas no centro do Recife (PE) há mais de 20 anos. E diz que basta conferir as vendas para saber se a economia está bem ou não. “Você acha que vou acreditar no jornal ou no meu caixa?”, brinca, ainda comemorando as vendas que fez durante a Copa do Mundo. “A gente precisa ser criativo e se reinventar a cada dia. Durante a Copa, por exemplo, troquei as tradicionais roupas da vitrine por camisas da seleção ou por peças que privilegiassem o verde e o amarelo. Vendi muito, não posso reclamar. E, nos últimos meses, minhas vendas estão no mesmo patamar dos anos anteriores”, diz.
Mesma opinião tem a auxiliar de serviços gerais Vilma Silva de Lima, de 57 anos. O noticiário econômico não é algo que a perturbe, ou atraia. Moradora de um bairro pobre de Camaragibe, região metropolitana do Recife, Vilma diz que as principais preocupações são com a saúde pública e a segurança. “Aliás, nas próximas eleições, vou prestar atenção no que os candidatos vão dizer sobre esses problemas”, afirma.
Com a aproximação do pleito, a mídia tradicional começa a definir candidatos que querem ajudar ou atrapalhar. E, diferentemente de quase um quarto do eleitorado, parece não estar indecisa, analisa o jornalista e sociólogo Venício Artur de Lima, professor titular de Ciência Política e Comunicação da Universidade de Brasília (UnB). Ele analisa o comportamento midiático em eleições há três décadas e tem vários livros sobre o tema.
Lima avalia que a profusão de informações parciais para privilegiar uns e prejudicar outros dá o tom. “Seguem a mesma conduta das eleições passadas, talvez de forma ainda mais exacerbada.”
O pesquisador pondera, porém, que o Brasil mudou e o eleitor está mais capacitado e dispõe de meios diversos de informação para decidir o voto. “Tenho uma visão diferente da que tinha quando comecei a estudar eleições, nos anos 80. As pessoas buscam muito mais informação fora do esquema da grande mídia. É claro que a TV aberta continua sendo a principal fonte de informação, mas as fontes alternativas têm peso muito grande desde 2006”, avalia. Isso não significa, observa Lima, que a mídia convencional não seja importante para influenciar comportamentos em longo prazo. “A percepção das pessoas sobre corrupção e a estigmatização dos partidos ainda é influenciada pela mídia, mas no comportamento eleitoral em si, o peso do que é publicado nos principais jornais, na TV e no rádio diminuiu, graças a meios que antes não existiam”, comenta.

Pessimismo militante
Usar o jornalismo econômico para fazer política no Brasil é uma estratégia que tem sido bastante criticada por Luis Nassif, jornalista econômico com 45 anos de experiência e organizador do portal GGN. Para ele, há muitas críticas à condução da política econômica do governo federal e vulnerabilidades que precisam ser enfrentadas – especialmente o desequilíbrio nas contas externas do país. “Mas nada que, nem de longe, se pareça com o quadro pintado nos grandes veículos. Aumentos de meio ponto percentual ao ano nos índices inflacionários são tratados como prenúncio de hiperinflação; acomodamento das vendas do varejo, em níveis elevados, como prenúncio de recessão”, comenta.
O que ele chama de “pessimismo militante” compromete a crítica necessária sobre os pontos efetivamente vulneráveis da política econômica e do processo de desenvolvimento do Brasil. “Há uma guerra política inaugurada em 2005, que sacrifica a notícia no altar das disputas partidárias. É evidente que há muito a melhorar no ambiente e na política econômica, mas quem está em crise exposta, hoje em dia, é certo tipo de jornalismo que acabou subordinando os fatos a disputas menores.”
O fotógrafo Alexandre Lombardi, de 38 anos, não gosta de generalizar uma má conduta da mídia. Ele não duvida que todo veículo favoreça um lado e prejudique outro. Lê os jornais tradicionais, procura na internet por blogs, fóruns de discussão e mídias sociais com pensamentos diferentes, mas desconfia à esquerda e à direita, e procura consistência:
- Gosto da pluralidade de pensamentos – conta Alexandre, que mora em Sorocaba, interior paulista. “A Internet deixou tudo muito fácil. É possível comparar versões. Analiso, converso com os amigos e formo a minha própria opinião. Não tiro conclusões baseadas em uma única fonte”, explica. Ele ainda não definiu candidatos para a próxima eleição, mas levará em conta as­ propostas, inclusive para a economia.
Transmitir confiança, credibilidade e consistência, com propostas claras, será o melhor meio de ganhar o voto do eleitor em outubro. Quem afirma é o publicitário Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular – empresa de pesquisa especializada no conhecimento das classes C e D, onde se concentra a maioria dos brasileiros. “O que vai decidir o voto é a capacidade das candidaturas de entender os problemas reais que o eleitor enfrenta e de oferecer perspectivas de futuro”, observa.
Para Meirelles, será, antes de tudo, uma eleição sobre o futuro e não de legado. “Os eleitores estão mais preocupados em saber o que vai levar o Brasil adiante e não o que trouxe o país até aqui. Isso coloca a discussão em outro patamar. Os candidatos devem fazer uma campanha muito mais propositiva em vez de ficar falando do passado”, explica. A queda na credibilidade da mídia, as novas tecnologias da informação e a recente ascensão social no Brasil criaram um novo formador de opinião que terá peso nestas eleições. Trata-se do jovem da classe C. “Esses jovens estudaram mais que os pais, estão mais conectados, contribuem mais com a renda familiar do que o jovem da elite. Ele é provedor de conteúdo em casa e sua opinião vai ajudar a definir o voto da família”, afirma Meirelles.
Fábio Jammal Makhoul, é jornalista.
Publicado originariamente na Revista do Brasil
Fonte - Correio do Brasil  18/08/2014

Grevistas bloqueiam entrada da reitoria da USP há 15 dias

Educação

Funcionários, professores e alunos das universidades estaduais paulistas em protesto em frente ao portão principal da USP

Fernanda Cruz 
Repórter da Agência Brasil 
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Funcionários da Universidade de São Paulo (USP), em greve, acampam em frente ao prédio da reitoria e bloqueiam a entrada dos empregados há 15 dias. De acordo com a assessoria de imprensa da universidade, o setor foi realocado para outras áreas do campus.
Os funcionários e professores, que iniciaram a paralisação há 82 dias, protestam contra o corte de salário ocorrido neste mês. De acordo com Magno de Carvalho, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da USP, os grevistas também são contrários à transferência do Hospital Universitário para a Secretaria Estadual de Saúde. Eles farão um abraço simbólico ao hospital para demonstrar a indignação, informou Magno.
Pela proposta, feita pelo reitor Marco Antonio Zago, tanto o Hospital Universitário do Campus Butantã, na capital paulista, quanto o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, em Bauru, serão transferidos da USP para a secretaria. Os servidores continuariam, porém, ligados à universidade.
A medida visando a equilibrar o orçamento da instituição também prevê um programa de incentivo à demissão voluntária voltada aos servidores técnico-administrativos. Segundo a USP, nos últimos quatro anos, foram contratados mais de 2,4 mil funcionários desse tipo. O programa será focado em 2,8 mil servidores celetistas com idade entre 55 anos e 67 anos e pelo menos 20 anos de trabalho na USP.
A proposta inclui ainda a diminuição da jornada de 40 horas para 30 horas semanais, com redução de salário.
Fonte - Agência Brasil  18/08/2014

Novos ferries estão chegando a Salvador

Salvador

Dentre as principais características dos novos navios estão velocidade e maior capacidade de transportar passageiros e veículos.

TB
foto - ilustração
Os ferries que saíram da Grécia com destino a Salvador devem chegar a Salvador a partir de hoje, segundo informações da Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra). Os navios, que devem ser batizados como Dorival Caymmi e Zumbi dos Palmares, vão reforçar o transporte hidroviário de navegação do estado.
Dentre as principais características dos navios estão velocidade e maior capacidade de transportar passageiros e veículos. Os ferries comprados por R$ 54,9 milhões devem entrar em operação em setembro e fazer o trajeto Salvador-Ilha de Itaparica em apenas 35 minutos.
“O Zumbi dos Palmares tem capacidade para 208 veículos e o Dorival para 180. Ambos suportam aproximadamente mil pessoas. As novas embarcações não têm instalações confortáveis, modernas, não faz manobras ao atracar e isso ganha tempo e agilidade”, afirmou o diretor Executivo da Agerba (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia), Eduardo Pessôa, à Tribuna.
Fonte - Tribuna da Bahia 18/08/2014

Cosan fará cisão da área de logística em outubro

Logistica

A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias.A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. 

Valor Econômico  
foto - ilustração
O grupo de origem sucroalcooleira Cosan informou ontem que entrou com pedido de registro de companhia aberta da Cosan Logística na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A criação da empresa faz parte do processo de cisão do grupo, modelo previsto para entrar em vigor em 1º de outubro.
A empresa pretende que, já na data prevista, sejam iniciadas as negociações da nova companhia em bolsa. "A Cosan Logística, resultante da cisão, será uma companhia aberta, listada na BM&FBovespa no segmento 'Novo Mercado'", informou a empresa, ressaltando que o modelo ainda precisa de aprovação em assembleia geral extraordinária de acionistas.
A criação da Cosan Logística é um passo do grupo para incorporar a América Latina Logística (ALL), de ferrovias. A ALL está em processo de fusão com a Rumo, controlada da Cosan. De acordo com os planos da diretoria do grupo, o investidor da Cosan vai passar a ter em mãos a participação em dois papéis: na Cosan (que, conforme disseram diretores anteriormente, passará a se chamar Cosan Energia) e na Cosan Logística (a ser criada). Mas quanto o acionista receberá de cada papel ainda dependem de cálculos.
Segundo os diretores, a cisão serve para que o mercado tenha mais clareza ao investir nos negócios da companhia. A Cosan Logística surge com um único ativo: a participação na Rumo, companhia avaliada em R$ 4 bilhões que possui terminais no interior e no litoral paulista. Os planos é que a Rumo seja fundida com a ALL (com valor de quase R$ 7 bilhões) depois da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Para a Cosan, a aprovação do Cade ocorrerá no fim deste ano ou no começo do ano que vem. Segundo os executivos, há preocupação com o ritmo do órgão antitruste. "Nossa preocupação é com prazos. Porque vemos uma necessidade premente de se fazer coisas na companhia. Dada a nova lei [do Cade, que impede junção das operações antes da aprovação], a gente não pode fazer nada. Tem que esperar", disse o vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores da Cosan, Marcelo Martins, em teleconferência ontem com jornalistas. O Cade tem 330 dias, no total, para avaliar a questão.
Empresas e entidades, como por exemplo a distribuidora de combustíveis Ipiranga, já manifestaram preocupação com a fusão no órgão, mas os diretores minimizaram a questão. "A gente já esperava que essas peças entrassem no Cade, porque nesta semana o prazo para as manifestações se encerram. Por ser uma companhia com grande presença geográfica, [a ALL] tem muitas partes interessadas e é legítimo que elas se manifestem", afirmou Martins.
"A gente está tranquilo a respeito disso isso. Estamos nesse momento revisando [as petições] para ver se tem algo novo", afirmou. Segundo ele, a fusão é simples do ponto de vista da concorrência. "Na nossa opinião, é uma fusão tecnicamente simples do ponto de vista concorrencial. Porque já se parte de um monopólio legal, estabelecido por lei e regulado para se manter economicamente correto. Não tem um aumento de concentração no que ela [a ALL] faz", afirmou.
Ainda de acordo com Martins, uma nova revisão das orientações de resultado poderá vir após a listagem da Cosan Logística em bolsa. "Fizemos uma revisão na Raízen Energia com relação à cana moída [bem como de volumes] e optamos por não fazer outras revisões no trimestre porque estaremos, a partir de 1º de outubro, com duas empresas listadas, a Cosan S.A. e a Cosan Logística", disse o executivo já na teleconferência com analistas.
Conforme Martins, "será mais adequado trabalhar no novo 'guidance' [meta] com o número já quebrado por segmento de negócio ou por empresa". Para a Rumo, a previsão de resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 2014 será atualizada, segundo a companhia.
Em relação à Cosan Lubrificantes, o executivo adiantou que é possível que a previsão para o Ebitda anual seja revista para baixo. "Os resultados do segundo semestre devem mostrar recuperação bastante forte em relação ao resultado que tem sido visto até agora, [mas] o guidance de Ebitda pode ser revisto para esse negócio."
De acordo com o presidente da Cosan, Marcos Lutz, tanto o mercado quanto as margens desse negócio se contraíram muito no segundo trimestre. "Vemos alguma reação neste mês, mas é difícil projetar uma recuperação total em relação ao orçamento do ponto de vista de Ebitda. É um negócio que sofreu muito neste trimestre", enfatizou.
De abril a junho, a área de lubrificantes registrou Ebitda de R$ 21 milhões, frente a R$ 40 milhões um ano antes. Para o acumulado do ano, a meta atual é de Ebitda entre R$ 140 milhões e R$ 170 milhões.
Fonte - STEFZS  18/08/2014

IPC-S teve redução na segunda apuração do mês, diz FGV

Economia

O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) destaca a influência do grupo habitação nesse resultado.

Marli Moreira 
Repórter da Agência Brasil 
Fernando Frazão/Agência Brasil
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) teve redução no ritmo de alta com variação de 0,08%, na segunda apuração do mês. Essa elevação é metade da registrada na pesquisa anterior (0,16%). O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) destaca a influência do grupo habitação nesse resultado.
Nessa classe de despesa os preços subiram em média 0,39% ante 0,54% sob o efeito, principalmente, da tarifa de energia elétrica (de 2,48% para 1,42%). Também contribuíram os grupos alimentação (de 0,02% para -0,05%); transportes que saiu de uma estabilidade para um recuo de -0,14%); vestuário (de - 0,29% para - 0,61%); comunicação (de 0,07% para - 0,05%); despesas pessoais (de 0,26% para 0,16%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,21% para 0,19%).
Já o grupo educação, leitura e recreação apresentou elevação de 0,36% ante uma taxa estável na última pesquisa. Essa alta foi provocada, principalmente, pelo reajuste da passagem aérea (de -8,77% para -1,58%).
Os cinco itens que mais pressionaram a taxa foram: refeições em bares e restaurantes (0,64%), show musical (8,56%), tarifa de eletricidade residencial (1,42); aluguel residencial (0,6%) e plano e seguro de saúde (0,69%). Já em sentido oposto, os itens ajudaram a aliviar os aumentos foram: batata-inglesa (-27,73); tomate (-16,63); taxa de água e esgoto residencial (-1,11); hotel (-3,72%) e gasolina (-0,59%).
Fonte - Agência Brasil  18/08/2014

domingo, 17 de agosto de 2014

Área do Imbuí e Paralela terá novo viaduto nesta segunda (18)

Mobilidade

Unidade integra complexo viário destinado a facilitar tráfego - Com 380 m, facilitará o acesso ao Centro da cidade, dispensando o uso do o retorno próximo ao supermercado Extra, onde termina a segunda obra a ser entregue.

Meire Oliveira - A Tarde
Joá Souza | Ag. A TARDE
Mais um viaduto do complexo viário do Imbuí (sentido Imbuí-Paralela) e a via marginal que liga o viaduto da Av. Luís Eduardo Magalhães ao Imbuí serão inaugurados nesta segunda-feira, 18. O objetivo principal é desafogar o tráfego na Av. Paralela.
O primeiro, com 380 m, facilitará o acesso ao Centro da cidade, dispensando o uso do o retorno próximo ao supermercado Extra, onde termina a segunda obra a ser entregue. A obra integra o conjunto do qual faz parte o viaduto de Narandiba, que foi inaugurado há pouco mais de dois meses.
Este liga o bairro ao Imbuí, que atualmente tem fluxo médio de 800 veículos por hora, segundo dados da Transalvador, passando pelas duas faixas dos 172 m.
Da Paralela ao aeroporto, para chegar aos bairros de Narandiba, Doron, Engomadeira e Tancredo Neves, o condutor não precisa mais utilizar os retornos da avenida.
Seguindo pela Av. Jorge Amado, é só acessar a rua do Centro Comercial Imbuí e entrar à esquerda no final da via para chegar ao viaduto.

Redução
"Parte do fluxo já foi retirado da Paralela, pois não é mais preciso seguir até o viaduto do CAB para fazer o retorno e voltar para a Paralela até a entrada do bairro de Narandiba", explicou o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), José Ubiratan Cardoso Matos.
Da Av. Tancredo Neves até o bairro de Narandiba o percusso é concluído em 10 minutos. "Não era possível chegar em menos de meia hora, pois tinha que ir no CAB para fazer o retorno", disse o representante comercial Raimundo Fonseca, 45 anos.
O complexo viário do Imbuí consiste na construção de três viadutos que irão fazer a ligação entre a Paralela, o Imbuí, a Boca do Rio, o Stiep e a orla. A obra vai descongestionar a região que envolve também os bairros de Tancredo Neves e Costa Azul.
Outra via que tem sido utilizada para reduzir o tempo de viagem é a Via Expressa Baía de Todos-os-Santos (que completa um ano em novembro). O fluxo de veículos chega a três mil por hora, também de acordo com registros da Transalvador.
A quantidade supera a expectativa da época da conclusão do projeto, que chegava a 63 mil veículos por dia. O equipamento possibilita seis rotas: Comércio-Av. Tancredo Neves, BR-324-Porto de Salvador, Pernambués-Largo de Roma, Iguatemi-Cidade Baixa, Bom Despacho-Retiro e Água de Meninos-Cabula.
Com a meta de facilitar o acesso ao Porto de Salvador, a intervenção que liga a BR-324 ao Comércio tem 4,3 km. O principal impacto da obra, segundo o presidente da Conder, pode ser visto principalmente na avenida Bonocô, por onde trafegavam cerca de 2.030 veículos de carga diariamente. "O acesso para a Cidade Baixa, para quem vem da BR-324, foi deslocado tanto de veículos pesados, como os de passeio", disse José Ubiratan Cardoso Matos.

Outra via é esperada para setembro
Com previsão para entrega no final de setembro, a via que liga a avenida Luís Eduardo Magalhães aos bairros do Stiep e Boca do Rio pela Estrada do Curralinho, também tem o propósito de desafogar a avenida Paralela, por onde passam 20 mil veículos nos horários de pico
Fonte - A Tarde  17/08/2014





Ferrovia de Integração Oeste-Leste começa a receber os primeiros trilhos

Ferrovias

São mais de 3 mil barras de trilhos num total de mais de 2 mil toneladas.-As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma).

Agência CNT de Notícias 
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O primeiro carregamento, composto de 3.031 barras de trilhos de origem espanhola que foram comprados pela Valec para utilização na Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste), começou a ser entregue na terça-feira (12) na obra da ferrovia.
As barras pesam ao todo 2.185 toneladas (cerca de 720 quilos cada uma). Do total, 500 toneladas estão sendo descarregadas ao lado do eixo da ferrovia em Jequié (lote 2) e outras 1.685 toneladas em Brumado (lote 4). O trabalho de descarregamento deve durar toda a semana.
Os trilhos chegaram na semana passada ao Porto de Ilhéus, no sul da Bahia. São esperados mais 11 navios do mesmo fornecedor desse carregamento e, a partir de setembro, uma fabricante chinesa também passará a entregar trilhos no Brasil.
No trecho de 1022 quilômetros entre Ilhéus e Caetité, a Fiol atinge o nível de 50,06% de obras realizadas até o momento. A chegada dos trilhos garante a continuidade do ritmo normal da construção que deve ser concluída nesse trecho até dezembro de 2015.

Projeto total
Devido à importância econômica para a região, o primeiro trecho da Fiol (Ilhéus-Caetité) foi incluído no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal. A capacidade inicial da ferrovia é transportar aproximadamente 40 milhões de toneladas ao ano por sentido, entre grãos, minérios, combustíveis e carga geral, destinadas aos mercados interno e externo.
No âmbito do Sistema Ferroviário Nacional, o qual tem a Ferrovia Norte-Sul (FNS) como estruturadora, posteriormente, ocorrerá a interligação dessa com a Fiol, o que ampliará as possibilidades de escoamento da produção agrícola e de mineração e incentivará novos investimentos e aumento da produção.
Com informações da Valec - Ana Rita Gondim
Fonte - STEFZS  17/08/2014

Mais de 500 mil pessoas morreram no trânsito de 2003 a 2012, diz UFRJ

Trânsito

Mais de 500 mil pessoas morreram no trânsito de 2003 a 2012, diz UFRJ - O levantamento começa no ano de 2003, com o registro de 34,7 mil mortes no trânsito, e constata um crescimento de quase 100% até 2007....

Vinícius Lisboa 
Repórter da Agência Brasil 
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Acidentes de trânsito deixaram mais de 536 mil mortos no Brasil em dez anos, contabilizou uma pesquisa do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ). A principal base de dados utilizada foi a da Seguradora Líder Dpvat, responsável pelo pagamento do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat).
O levantamento começa no ano de 2003, com o registro de 34,7 mil mortes no trânsito, e constata um crescimento de quase 100% até 2007, ano em que é atingido o pico de 66,8 mil mortes. O número de vítimas cai até 50,7 mil de 2008 a 2010 e volta a subir nos anos seguintes, encerrando 2012 em 60,7 mil. Na conclusão, a pesquisa menciona que em 2013 houve novo recuo, para 54 mil.
"É um número assustador de mortos, mas ninguém dá a menor bola para isso. As pessoas acham que faz parte da vida, mas é uma cidade de grande porte que faleceu nos últimos dez anos", destaca o professor de engenharia de transporte da Coppe, Paulo Cézar Ribeiro, o responsável pela pesquisa.
O banco de dados do Dpvat mostra ainda um número de quase 2 milhões de feridos nos acidentes, com o pico de 447 mil em 2012. A pesquisa usa ainda a proporção de acidentes/mortos e acidentes/feridos, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para estimar que, no período, foram registrados 13 milhões de acidentes, sendo 8,1 milhões sem vítimas.
A pesquisa, também, tenta fazer um levantamento do prejuízo que essas mortes causam por perda da força de trabalho, cuidados médicos, manutenção das estradas e outros ônus, mas esbarra na falta de dados sobre as circunstâncias dos acidentes. O estudo estima que cada morte no trânsito em área urbana custe R$ 232,9 mil, menos que a metade do custo das que ocorrem em rodovias, que somam R$ 576,2 mil. Como, segundo Ribeiro, não há como definir quais ocorreram em quais áreas, o estudo propõe que, num cenário em que todos se deram em áreas urbanas, o custo soma R$ 236 bilhões, e, no cenário oposto, o valor chegue a R$ 772 bilhões. A média, então, ficaria acima dos R$ 500 milhões.
O professor responsável pela pesquisa defende que é preciso estudar esses acidentes para que se possa enfrentar esse cenário: "Ninguém apoia acidentes de trânsito. Todo mundo é contra, mas as pessoas continuam dirigindo perigosamente e construindo vias ruins. É preciso mapear. Cada acidente tem que ser analisado, para definir se o motorista foi imprudente, se a estrada é perigosa, se a velocidade máxima está alta".
A pesquisa, também, traz dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que comparam as mortes registradas no Brasil com os outros países. Enquanto aqui há 19,9 mortos no trânsito para cada 100 mil habitantes, outros países registram números bem menores, como Estados Unidos (12,3), Finlândia (6,5), China (5,1) e Reino Unido (2,86). A pesquisa afirma que, se a OMS usasse os números do Dpvat, a proporção subiria para 30,9 em 2012.
Fonte - Agência Brasil  17/08/2014