quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Migrantes na entrada do Eurotúnel provocam caos ferroviário

Internacional

Várias pessoas invadiram as linhas e obrigaram um trem a frear na entrada do túnel no lado francês, disse à AFP um porta-voz regional da companhia ferroviária francesa (SNCF).No total, seis trens foram afetados pelo bloqueio do túnel: o que está na estação Calais-Frethun, dois que retornaram diretamente para Paris e Londres, e três que, depois de aguardar a liberação das linhas, seguiram para a capital britânica.

Agência France Presse - RF
foto - ilustração
A entrada de migrantes nas vias do túnel sob o Canal da Mancha bloqueou vários trens da Eurostar na madrugada desta quarta-feira (2) e os passageiros de um dos trens foram obrigados a passar toda a noite em uma estação.
Às 7h locais, centenas de pessoas permaneciam bloqueadas na estação de Calais-Frethun, a última antes da entrada do túnel, em consequência da presença de intrusos nas vias, afirmou uma fonte da Eurostar.
A situação é complicada, disse a mesma fonte, antes de informar que os passageiros receberam alimentos e água.
Os serviços de emergência também estão no local para as pessoas que precisam de ajuda, sobretudo as mais idosas, completou.
O Eurostar saiu às 19h42 da estação Norte de Paris e parou às 21h30 na entrada do Eurotúnel, antes de ser rebocado para a estação de Calais-Frethun.
Uma passageira do trem, Géraldine Guyon, disse que ao contrário do que informou a Eurostar as pessoas não haviam recebido alimentos até 7h30 e não receberam informações durante toda a noite.
A Eurostar não revelou o número exato de pessoas no trem bloqueado, mas afirmou que não poderia superar 750, a capacidade máxima da composição.
Ficamos quase quatro horas ao lado do túnel. Vimos policiais passando correndo pelo trem, disse Clothilde, uma francesa de 23 anos que mora em Londres.
Não vimos migrantes, mas sabíamos que havia no teto e esperamos um helicóptero para assegurar, completou.
Os passageiros não estavam autorizados a sair da estação, exceto para pegar um táxi na entrada, disse.
A situação era muito tensa na estação, que fica em pleno campo, a poucos quilômetros da cidade de Calais e perto da entrada do túnel sob o Canal da Mancha.
Outra passageira afirmou que viu pessoas correndo, provavelmente migrantes, e policiais nas imediações da estação.
Outros cinco Eurostar foram bloqueados na entrada do túnel devido à presença de intrusos nas linhas no lado francês, segundo o serviço de comunicação da Eurostar. Os incidentes começaram às 22h30 locais (17h30 de Brasília).
Várias pessoas invadiram as linhas e obrigaram um trem a frear na entrada do túnel no lado francês, disse à AFP um porta-voz regional da companhia ferroviária francesa (SNCF).
Assim que o trem parou, a polícia agiu para retirar os intrusos e isto bloqueou os Eurostar que estavam a caminho de Londres, com o corte de energia por razões de segurança. A zona foi liberada pelas forças da ordem à 1h30 (20h30 de Brasília).
No total, seis trens foram afetados pelo bloqueio do túnel: o que está na estação Calais-Frethun, dois que retornaram diretamente para Paris e Londres, e três que, depois de aguardar a liberação das linhas, seguiram para a capital britânica.
Cerca de 3.000 migrantes, provenientes principalmente da África estão presentes em Calais e arredores com a intenção de chegar à Inglaterra, que consideram um Eldorado.
Fonte - Revista Ferroviária  02/09/2015

Velocidades polêmicas

Transito

Praticamente tudo em nossas vidas vêm se acelerando nos últimos tempos. Nunca foi tão fácil - e rápido - acessar informações. A evolução das tecnologias de comunicação - telefone, TV, internet - atingiu níveis da ficção científica de 30 anos atrás. Só o trânsito ficou mais lento. Vem daí boa parte de nossa ansiedade e não conformismo em perder cada vez mais tempo em nossos deslocamentos.

Celso Mariano
Portal do Trânsito
foto - ilustração
Todos temos o impulso de correr. Correr é muito bom. É prazeroso e nos dá a impressão de que estamos sendo mais eficientes, que estamos aproveitando melhor tudo o que a vida tem para nos oferecer, que vamos chegar antes ao final do dia, no final de semana ou nas nossas merecidas férias. Tudo isso é ilusão.
Praticamente tudo em nossas vidas vêm se acelerando nos últimos tempos. Nunca foi tão fácil - e rápido - acessar informações. A evolução das tecnologias de comunicação - telefone, TV, internet - atingiu níveis da ficção científica de 30 anos atrás. Só o trânsito ficou mais lento. Vem daí boa parte de nossa ansiedade e não conformismo em perder cada vez mais tempo em nossos deslocamentos.
Quanto menor a velocidade de deslocamento, mais você vai demorar para chegar ao seu destino, é claro. Então pensar em reduzir os limites de velocidade torna-se um pesadelo. Mas vivemos em cidades, dividindo espaços com várias outras pessoas que também têm pressa. Uma coisa é você e seu amado veículo sozinhos pelas ruas. Nessa condição, o limite de velocidade poderia ser bem mais alto do que é. Mas com outros veículos circulando - e quanto mais veículos houver - menor será a velocidade possível de ser desenvolvida sem que comecem a acontecer acidentes ou congestionamentos. Por isso não há como melhorar o trânsito sem pensar no coletivo. Vivemos em sociedade, amontoados em cidades. Algumas facilidades das pequenas cidades simplesmente vão se tornando impossíveis.
Para entender e baixar o stress, perceba que as velocidades médias, na prática, já são muito baixas. Portanto, é melhor se conformar. O maior desafio passa a ser não deixar congestionar. Ficar travado é muito pior do que ter de ir devagar.
Em vias em que muitos veículos circulam ao mesmo tempo, não adianta colocar limites altos de velocidade. Ao contrário do que possa parecer, velocidades moderadas geram um fluxo melhor, nestes casos. Duvida? Não se preocupe. Você não é o único. Mas, sinto informá-lo, você está errado.
Bem, isso não é uma verdade absoluta e aplicável em qualquer caso. Mas com certeza se aplica à maioria das situações mais comuns de nossos cidades de porte médio e grande, onde há veículos demais circulando ao mesmo tempo para uma velocidade máxima permitida de 60 Km/h, que é o nosso padrão para vias urbanas.
Quando o volume de veículos é pequeno, beleza. Tudo tende a dar certo e os condutores conseguem andar próximos deste limite. Ou mais, cometendo infrações, inclusive. Quanto mais veículos circulando, menos chances de tudo dar certo para quem quer ir rápido.
Aceitar isso não é tão fácil. E é mais por uma questão cultural, do que por ignorarmos os motivos que justificam tais medidas. Mas o desconhecimento destes mecanismos do trânsito, atrapalham muito. Porém não é preciso ser um expert para entender o que se passa. Sabe aquela brincadeira de infância chamada Escravos de Jó? Aquela que exige concentração, agilidade, habilidade e, especialmente, sincronismo? Nem sei se ainda se brinca disso hoje em dia. Espero que sim, pois trata-se de um belo exercício de atividade em equipe.
A distração ou erro de um, prejudica a todos. Todos ganham quando os desempenhos individuais melhoram. É preciso muita atenção e sintonia entre todos os participantes para que tudo aconteça certinho. Mas no início é preciso cantar a letra e executar os movimentos devagarinho. Quem já brincou disso sabe que só é possível acelerar na medida em que todos os participantes conheçam as regras, estejam empenhados em respeitá-las e entrem em sintonia com os demais participantes. Tentar acelerar por ansiedade, além das limitações que se impõem naturalmente, é provocar falhas no processo. E só é possível aumentar o ritmo se todos acelerarem juntos. O "gargalo" aparece imediatamente quando alguém demora demais, se atrapalha ou erra. Muito parecido com o que acontece no trânsito.
Outros aspectos a se considerar, além da densidade com que ocupamos nossas ruas e avenidas, são as características das movimentações dos nossos veículos. É muito mais rápido desacelerar - frear quando o veículo da frente reduz - do que acelerar até retomar a velocidade anterior. E ainda, os condutores demoram a reagir aos movimentos dos outros. Assim, quanto mais veículos trafegando numa via, maior deve ser a distância entre eles, pois os tempos de reação, frenagem e aceleração, para manter a fluidez sem acidentes, geram uma espécie de "onda de atraso”, que resulta na gradativa perda de velocidade até o ponto de parar o fluxo. Esse fenômeno é chamado shockwave jams - algo como onda de congestionamento - ou ainda phantom jams - congestionamento fantasma. Neste vídeo dá para ter uma boa ideia do que estou falando: A relação entre densidade e velocidade é muito estreita e difícil de equilibrar. Fica fácil de entender o impacto da densidade no fluxo se você lembrar do que acontece quando uma pista fica bloqueada por conta de obras ou de algum acidente: os veículos que circulavam nela são desviados para as outras pistas e o efeito… bem, esse conhecemos. Conformemo-nos: quanto mais veículos em circulação, menor a velocidade possível.
Quanto menor a variação das velocidades desenvolvidos por cada veículo na via, menor as chances de travamento. Aí está outro video que pode ajudar a compreender esse conceito:A sabedoria popular diz que "se você vai longe, então vá devagar”, ou ainda que "devagar se vai ao longe”. Para o trânsito fluir bem precisamos de uma sincronia tal qual a brincadeira do Escravos de Jó. Mas o trânsito não é brincadeira. Quando as coisas não dão certo significa bem mais do que poder rir do colega que errou ou da equipe adversária. No trânsito todos fazemos parte do mesmo time, queiramos ou não. O erro de um põe em risco a segurança dos outros.
As polêmicas reduções de velocidade nas vias marginais em São Paulo e, recentemente, o anúncio da Prefeitura de Curitiba de adotar as mesmas medidas, geraram muitos debates e - que bom - oportunidades para que as pessoas discutam o tema. Falei sobre isso na semana passada na Rádio Bandnews FM.
Os órgão que administram o trânsito estão tendo que optar entre a desvantagem de ter que lidar com a resistência dos condutores, e as vantagens de reduzir congestionamentos, acidentes e ainda poluir menos. Se coubesse a você a responsabilidade pelo trânsito, o que você faria?
Fonte - Portal do Trânsito  02/09/2015

Com queda dos reservatórios, crise hídrica deve perdurar em São Paulo

Crise Hídrica/SP

O Sistema Cantareira opera na reserva técnica, e tem armazenados 12,3% da capacidade total das represas. São necessários 131,4 bilhões de litros de água para o sistema voltar ao índice positivo.Em 26 de julho, o sistema tinha 10,4% de déficit. Em um ano, o Cantareira perdeu 85,14 bilhões de litros de água, queda de 6,7 pontos percentuais em relação ao volume total.

Daniel Mello 
Repórter da Agência Brasil
Divulgação/Sabesp
Com queda no nível dos reservatórios e poucas chuvas, a região metropolitana de São Paulo deve continuar a enfrentar grave crise no abastecimento de água. O Sistema Cantareira opera na reserva técnica, e tem armazenados 12,3% da capacidade total das represas. São necessários 131,4 bilhões de litros de água para o sistema voltar ao índice positivo.
Em 26 de julho, o sistema tinha 10,4% de déficit. Em um ano, o Cantareira perdeu 85,14 bilhões de litros de água, queda de 6,7 pontos percentuais em relação ao volume total. Outro sistema importante, o Alto Tietê, também opera em níveis baixos, apenas 14,4% da capacidade. Há um mês, esses reservatórios tinham armazenados 18,5% da capacidade.
Diante desse cenário e caso os reservatórios se esgotem, a redução mais severa do abastecimento de água se torna urgente, na opinião do professor de Ciências Ambientais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Décio Semensatto. Para ele, a situação poderia ter sido evitada com a adoção de medidas estruturais. “Da água que sai do reservatório até chegar na torneira, cerca de 30% se perde na distribuição. Perdas na distribuição são aceitáveis, fazem parte do sistema. Mas, em países com o mesmo nível de desenvolvimento econômico do estado de São Paulo, esse nível de perdas está em torno de 10%”, citou.
“A gente chegou agora ao final de agosto, praticamente no pico da estação seca. A gente tem ainda entre 45 dias e 60 dias para passar com seca. E a gente tem menos água do que tinha no ano passado. Talvez a gente não esgote todos os reservatórios neste ano, pois por determinação do Daee [Departamento de Águas e Energia Elétrica], a saída de água foi bastante reduzida e a gente está consumindo menos, por meio de racionamento”, disse o professor.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduziu a pressão do abastecimento. Com isso, os consumidores recebem água por algumas horas do dia, e redistribuiu a demanda entre os sistemas. Antes da crise, os reservatórios do Cantareira eram usados para atender mais de 9 milhões de pessoas, atualmente pouco mais de 5 milhões. Ganharam importância os sistemas do Alto Tietê e Guarapiranga, que juntos fornecem água para mais de 10 milhões de habitantes.
Na região das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), a situação também é grave, de acordo com o coordenador de Projetos do Consórcio PCJ, José Cezar Saad. “A situação continua crítica. Estamos em um grau de criticidade bastante grande, visto que os rios estão com baixas vazões, o índice pluviométrico está baixo”, ressaltou sobre os mananciais que fornecem água para 5 milhões de pessoas em 62 municípios. Desses, 58 estão no interior paulista e quatro em Minas Gerais.
Na avaliação do técnico, a crise hídrica deve durar pelo menos mais um ano. “Não há uma grande perspectiva de melhora. Segundo os institutos de meteorologia, a situação de poucas chuvas deve continuar por mais um ou dois anos”, acrescentou.
Para lidar com o problema, Saad defende tanto ações individuais, como os consumidores captarem água da chuva, e iniciativas do Poder Público, como o desassoreamento de rios e novas barragens. “Pequenas ações, bem distribuídas, vão dar bons resultados para a bacia de forma geral”, destacou o coordenador.
Fonte - Agência Brasil   02/09/2015

MP quer indenização de R$ 500 mi no escândalo do Metrô de SP

Metrô /SP

Desacordo - A iniciativa está sendo estudada por promotores que se insurgiram contra colegas que costuram acordo com a Alstom. Ele prevê que a empresa pagará multa bilionária sem confessar a culpa de qualquer crime nem apontar agentes públicos beneficiários de propina.

Folha de S. Paulo - RF
foto - ilustração
O Ministério Público de São Paulo deve entrar com nova ação contra empresas envolvidas no escândalo do Metrô em São Paulo. Os promotores devem pedir ressarcimento integral de mais de R$ 500 milhões de danos que teriam sido causados por formação de cartel.
Conta Nova
Em dezembro, o Ministério Público moveu ação para que 11 empresas -entre elas, Alstom, Bombardier, Siemens e Mitsui- pagassem indenização de R$ 487 milhões. O valor faz referência a contratos do começo da década passada. A nova ação vai contemplar os que foram assinados depois de 2005.
Desacordo
A iniciativa está sendo estudada por promotores que se insurgiram contra colegas que costuram acordo com a Alstom. Ele prevê que a empresa pagará multa bilionária sem confessar a culpa de qualquer crime nem apontar agentes públicos beneficiários de propina. A formação do cartel ocorreu em governos do PSDB em São Paulo.
Fonte - Revista Ferroviária  02/09/2015

Produção no pré-sal ultrapassa 1 milhão de barris de petróleo por dia

Economia

O Campo de Roncador, na Bacia de Campos, registrou a maior produção de petróleo, com uma média de 371,3 mil barris por dia, e o Campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com média de 14,3 milhões de m³ por dia.

Douglas Correa
Repórter da Agência Brasil
foto - lustração
Em julho, a produção do pré-sal, oriunda de 54 poços, foi de 812,1 mil barris por dia de petróleo e 30,5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando pouco mais de 1milhão de barris de óleo equivalente por dia. Houve aumento de 8,4% em relação ao mês anterior, informou hoje (1º) a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).
Já a produção total de petróleo e gás natural no país, no mês passado, ficou em cerca de 3,066 milhões de barris de óleo equivalente (boe) por dia, dos quais 2,466 milhões de barris diários de petróleo e 95,3 milhões de m³ de gás natural. Na comparação com o mesmo mês de 2014, houve aumento de 8,8% na produção de petróleo e de 2,9% em relação ao mês anterior. A produção de gás natural aumentou 8,5%, se comparada à de julho de 2014, e caiu 0,2% frente ao mês anterior.
O Campo de Roncador, na Bacia de Campos, registrou a maior produção de petróleo, com uma média de 371,3 mil barris por dia, e o Campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com média de 14,3 milhões de m³ por dia.
A P-52, localizada no Campo de Roncador, produziu, em 17 poços a ela interligados, cerca de 161,2 mil barris de óleo equivalente por dia e foi a plataforma com maior produção.
Os campos cujos contratos são de acumulações marginais produziram um total de 66,5 barris diários de petróleo e 23,8 mil m³ de gás natural. O Campo Bom Lugar, operado pela Alvopetro, foi o maior produtor de petróleo, com 27 barris por dia, e Morro do Barro, operado pela Panergy, foi o que mais produziu gás natural, com 22,9 metros cúbicos por dia.
Fonte - Agência Brasil   01/09/2015 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Governo da Bahia lança edital de apoio cultural em espaços públicos

Cultura

O recurso anunciado no edital Agitação Cultural é proveniente do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), mecanismo de fomento gerido pelas secretarias estaduais da Cultura (Secult) e da Fazenda (Sefaz). Cada projeto selecionado deve ser realizado de janeiro a julho de 2016, período em que o calendário baiano engloba grandes eventos na capital e no interior, a exemplo do Carnaval e outras festas populares.

Secom
foto - Manu Dias/GOVBA
Mundialmente conhecida pela diversidade cultural, a Bahia passou a contar com uma nova maneira de intensificar as produções artístico-culturais em seu território. Na manhã desta terça-feira (1º), o governador Rui Costa lançou, no Palácio Rio Branco, em Salvador, o edital de dinamização em espaços culturais. Pessoas físicas e jurídicas de todo o estado vão ter até o dia 30 de setembro para inscrever projetos de qualquer segmento cultural para concorrer no certame. O investimento será de R$ 15 milhões, sendo o teto de apoio por proposta de R$ 150 mil.
O recurso anunciado no edital Agitação Cultural é proveniente do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA), mecanismo de fomento gerido pelas secretarias estaduais da Cultura (Secult) e da Fazenda (Sefaz). Cada projeto selecionado deve ser realizado de janeiro a julho de 2016, período em que o calendário baiano engloba grandes eventos na capital e no interior, a exemplo do Carnaval e outras festas populares.
"A Bahia é rica em diversidade cultural. É referência no país inteiro. Nós temos que dar espaço às artes e culturas, para sermos visitados mais e mais, e gerar empregos através da arte e da cultura. Elas são alimento da alma e vetor de desenvolvimento econômico", ressalta Rui Costa.

Incentivo
Um dos objetivos da seleção é contribuir para manter a vivacidade cultural e incentivar a utilização mais intensa dos espaços culturais do estado. O investimento é dez vezes superior ao destinado ao edital Dinamização de Espaços Culturais do ano passado. Para a publicação de 2015, a novidade é que a quantia por projeto será entregue em parcela única, após assinatura do Temo de Acordo e Compromisso (TAC).
“Você democratiza mais ainda o acesso à cultura com editais como este. Faz chegar [a cultura]. Na Bahia há lugares onde não chega facilmente, mas o olhar deve ser para todos. O Governo do Estado, por meio da Secult, tem investido na arte, nos artistas e, consequentemente, proporciona maravilhas para a população em geral”, destaca o secretário estadual de Cultura, Jorge Portugal.

Inscrições
Por meio do Agitação Cultural, o Governo do Estado estimula a utilização de espaços convencionais - como teatro, arquivo público ou biblioteca - e anticonvencionais do território baiano, a exemplo de uma praça com pouca movimentação, para a realização de eventos. No mínimo, 100 projetos devem ser contemplados pelo edital.
“A cultura anda lado a lado com a educação e a segurança. Com o edital, tudo isso vai ser potencializado. Para o artista também abre muitas portas. Imagina só ter a oportunidade de levar a cultura para lugares apagados da Bahia. Isso vai ser maravilhoso”, destaca o músico Haroldo Macedo. As inscrições podem ser feitas a partir desta quarta-feira (2), por meio do site da Secretaria de Cultura e pelo Sistema de Informações e Indicadores em Cultura (SIIC).
Fonte - Secom Ba. 01/09/2015

Dnit inicia programa para regularizar faixas de domínio de rodovias e ferrovias

Infraestrutura

O projeto será executado ao longo de 20 anos.São áreas dos perímetros urbano e rural que compreendem 40 metros de distância a partir das laterais das vias, incluindo canteiros, pontes, viadutos, túneis e acostamentos.

Natália Pianegonda
Agência CNT*
foto - Arquivo/ANTFInvasão de faixa de domínio em Carpina (PE)
O DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) dará início, neste mês, a um projeto para regularizar as faixas de domínio de rodovias e de ferrovias em todo o país. São áreas dos perímetros urbano e rural que compreendem 40 metros de distância a partir das laterais das vias, incluindo canteiros, pontes, viadutos, túneis e acostamentos.
As ações serão executadas no âmbito do ProFaixa (Programa Federal de Faixas de Domínio), que foi lançado nessa segunda-feira (31). A regularização terá início pela BR-070 (DF/GO/MT). O prazo para execução do programa é de 20 anos.
O problema é considerado um dos principais passivos das vias brasileiras e afeta projetos de expansão, a segurança e a eficiência do transporte. No caso das linhas ferroviárias, por exemplo, há mais de 800 focos de invasões na faixa de domínio das malhas concedidas, segundo a ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários). A maior parte dos casos ocorre em grandes centros urbanos. Isso eleva o risco de acidentes, além de aumentar o tempo e o custo do transporte, já que as composições precisam reduzir a velocidade para percorrer esses trechos.
Conforme o Dnit, o Programa formalizará a propriedade da rodovia e respectivas margens, identificando os terrenos e seus antigos donos, delimitando seus contornos e transferindo-os, definitivamente, para a União.
As etapas de regularização patrimonial consistem no levantamento documental de matrículas e registros dos imóveis lindeiros; na definição de limites físicos das áreas; e na criação de uma metodologia de monitoramento posterior à titulação.
Com informações do DNIT*
Fonte - Agência CNT de Notícias  01/09/2015

CBTU prevê aumentar efetivo de segurança nas estações e dentro dos trens em Recife

Tranaportes sobre trilhos

A medida foi anunciada um dia após uma tentativa de assalto que terminou na morte de dois suspeitos dentro do carro, na Estação Largo da Paz, em Afogados.

DP
foto - Diário de Pernambuco 
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) divulgou, na manhã desta terça-feira, uma nota oficial informado sobre a intenção de aumentar o efetivo de segurança nas estações e dentro dos trens. A medida foi anunciada um dia após uma tentativa de assalto que terminou na morte de dois suspeitos dentro do carro, na Estação Largo da Paz, em Afogados.
De acordo com o documento, a companhia está negociando o aporte de recursos orçamentários, junto aos órgãos competentes, para viabilizar a contratação de novos seguranças patrimoniais e o aumento do efetivo de empregados para segurança no interior das composições dos trens. "Além disso, está em estudo a realização de um Convênio com a Secretaria das Cidades de Pernambuco (SECID), com o apoio do Ministério das Cidades, através da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana (SEMOB), com vistas à atuação da Polícia Militar nas estações do Metrô Recife", acrescenta o texto. Ainda segundo a nota, reuniões já foram realizadas no Recife com o secretário Nacional de Mobilidade, Dario Raiz e um próximo encontro está previsto para o início de setembro.
Só este ano já foram registradas mais de 100 ocorrências de roubo ou furto dentro dos vagões do metrô. Nos últimos 30 dias, um total de cinco assaltos, mais de um por semana. Ontem, um policial civil à paisana reagiu a um assalto e matou dois suspeitos. Perto dali, a polícia apreendeu um menor que confessou que estava indo à estação matar um desafeto, mas foi apreendido antes pelos policiais.
Fonte - Diário de Pernambuco 01/09/2015

Obras de requalificação avançam nas ruas do Centro Histórico de Salvador

Centro Histórico/Salvador

Nesta área, está sendo realizado o trabalho de limpeza e recuperação do piso das ruas. As intervenções fazem parte do Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador, que está sendo executado pela Dircas/Conder.

Conder

A Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), por meio da Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas), segue executando obras de reparo e manutenção no Terreiro de Jesus, Cruzeiro do São Francisco e Pelourinho, Centro Histórico de Salvador.
Nesta área, está sendo realizado o trabalho de limpeza e recuperação do piso das ruas. As intervenções fazem parte do Plano de Reabilitação do Centro Antigo de Salvador, que está sendo executado pela Dircas/Conder.
“Primeiro é feita a retirada da pedra para fazer o embasamento com areia, depois é necessário compactar para encaixá-la novamente. É um serviço praticamente artesanal porque as pedras são colocadas uma a uma”, explica Maurício Mathias, diretor do Centro Antigo. Essa manutenção é constante no Centro Histórico.
Nas ruas Saldanha da Gama, do Bispo, 3 de Maio, Guedes de Brito, Cruzeiro do São Francisco, Gregório de Matos e Alfredo de Brito já foram realizadas recentemente a recomposição do pavimento. Na próxima semana os trabalhos estarão concentrados no Largo do Pelourinho e nas ruas Luiz Viana e Ribeiro dos Santos, no Santo Antônio Além do Carmo.
Fonte - Sedur  01/09/2015

Vulnerabilidade social no Brasil cai 27% em dez anos, mostra Ipea

Política

O Índice de Vulnerabilidade Social indica a ausência ou insuficiência de recursos ou estruturas (como fluxo de renda, condições adequadas de moradia e acesso a serviços de educação)

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
Elza Fiúza/Agência Brasil
O Índice de Vulnerabilidade Social brasileiro caiu 27% no período de 2000 a 2010, fazendo com que o país passasse da faixa de alta vulnerabilidade social para a faixa de média vulnerabilidade social. Os dados foram divulgados hoje (1º) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De acordo com a publicação Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros, o número de cidades com alta ou muito alta vulnerabilidade social caiu de 3.610 no ano 2000 para 1.981 em 2010. Já o de municípios com baixa ou muito baixa vulnerabilidade social passou de 638 para 2.326 no mesmo período.
A vulnerabilidade social à que o índice se refere indica a ausência ou insuficiência de recursos ou estruturas (como fluxo de renda, condições adequadas de moradia e acesso a serviços de educação) que deveriam estar à disposição de todo cidadão. A divulgação do índice serve para orientar gestores no desenvolvimento de políticas públicas de acordo com as carências e necessidades de cada localidade.
A melhora, segundo o levantamento, foi mais nítida em alguns estados das regiões Centro-Oeste (como a faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul), Norte (especialmente no Tocantins) e Nordeste (com destaque para o sul da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e leste de Pernambuco).
O Ipea ressaltou, entretanto, que o quadro de disparidades regionais no país permanece, com concentração de municípios na faixa de muito alta vulnerabilidade social no Norte (Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Rondônia) e no Nordeste (principalmente no Maranhão, em Alagoas e em Pernambuco, além de porções do território baiano).
“Num país desigual como o nosso e que, apesar de todos os avanços, ainda apresenta um quadro de vulnerabilidade social média, a gente não derrotou o problema da vulnerabilidade social estrutural. A gente está em um processo. Os avanços são substantivos. Não há como o Brasil se desenvolver e ser um país minimamente mais justo se as políticas sociais não tiverem continuidade”, explicou o diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Marco Aurélio Costa.

Desigualdades regionais
Os dados mostram que, no Centro-Oeste e no Sudeste, mais de 48% dos municípios estavam na faixa de baixa vulnerabilidade social em 2010. O Sul, por outro lado, registrou o maior percentual de cidades com índice de vulnerabilidade muito baixo: 28,7%. No Norte, 41,9% dos municípios tinham vulnerabilidade social muito alta, enquanto na Região Nordeste quase metade das cidades (47,7%) apresentava alto índice de vulnerabilidade social.
“Como o Brasil é um país que tem desigualdades regionais muito expressivas, os efeitos das políticas ocorrem de maneiras diferentes nas diversas regiões”, destacou Costa.
Segundo a publicação, o aspecto que mais influenciou a redução do índice de vulnerabilidade social no país é o que engloba renda e trabalho. Todos os indicadores que envolvem insegurança de renda e precariedade nas relações de trabalho tiveram melhora entre 2000 e 2010, refletindo, de acordo com o estudo, a redução da informalidade, do trabalho infantil e o aumento da ocupação.
“O Brasil fez um esforço de políticas sociais muito grandes. Esse esforço deu resultados e é importante manter as políticas sociais para que a gente continue a avançar e se torne uma sociedade menos injusta e menos desigual”, concluiu o diretor do Ipea.
Fonte - Agência Brasil  01/09/2015

Índia faz testes com placas de energia solar em trens

Transportes sobre trilhos

Os painéis de captação solar foram instalados no teto de carros sem ar condicionado da linha Rewari-Sitapur, operada pela Northern Railway, em caráter experimental, em junho deste ano.O custo de instalação dos painéis, de acordo com o jornal indiano The Economic Times, foi de US$ 6 mil por carro.

Época Negócios - RF
Foto - Época Negócios
A Índia tem uma das maiores redes ferroviárias do mundo: são cerca de 12 mil trens que carregam mais de 23 milhões de passageiros todos os dias. O custo é alto para a estatal Indian Railways - e para o meio ambiente.
Segundo informações da empresa, em 2012 foram consumidos 3 bilhões de litros de diesel e cerca de 14 bilhões de quilowatts-hora de eletricidade na operação dos trens.
Para diminuir o peso dos combustíveis no balanço, a Indian Railways deu início a um plano de uso de fontes de energia renováveis e acaba de colocar em funcionamento seus primeiros carros abastecidos com energia solar.
Os painéis de captação solar foram instalados no teto de carros sem ar condicionado da linha Rewari-Sitapur, operada pela Northern Railway, em caráter experimental, em junho deste ano.
O custo de instalação dos painéis, de acordo com o jornal indiano The Economic Times, foi de US$ 6 mil por carro.
A energia gerada por eles é de cerca de 17 unidades de potência por dia, o que permite alimentar o sistema de iluminação do carro. Em um ano, a economia esperada com gastos de energia é de US$ 1,9 mil.
Para se locomover, no entanto, o trem ainda usará diesel. A energia solar será usada, por enquanto, apenas para iluminação e para acionar os ventiladores.
Segundo o ministro das ferrovias indiano, Shri Suresh Prabhakar Prahbu, nos últimos seis meses a Indian Railways deu vários passos no caminho da economia de energia e proteção do meio ambiente.
Em seminário sobre desafios ambientais enfrentados pela empresa, ele afirmou que o objetivo é o de reduzir a pegada de carbono da estatal promovendo as fontes de energia renováveis. A meta para os próximos cinco anos é de gerar mil megawatts de energia solar e 200 megawatts de energia eólica em substituição ao diesel.
Além dos trens, os painéis solares também serão colocados no telhado de estações ferroviárias e em passagens em nível em todo o país, por meio de investimento próprio e também em parcerias público-privada. A expectativa é de gerar 8,8 megawatts de energia solar com estas instalações.
Fonte - Revista Ferroviária  01/09/2015

Cinco novas indústrias investirão R$ 3,4 milhões em Sergipe

Economia

Os empreendimentos serão contemplados com apoio locacional e fiscal, através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), do Governo de Sergipe, que atua como um instrumento de promoção do desenvolvimento sócio econômico do Estado.

ASN
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A reunião do Conselho de Desenvolvimento Industrial (CDI) realizada na última segunda-feira, 31, teve como resultado a chegada de mais cinco novas empresas para Sergipe. Ocorrida na Secretaria do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), a reunião apresentou novos empreendimentos que receberão incentivos do Governo de Sergipe e que juntos somam cerca de R$ 3,4 milhões em investimentos, além da geração de cem novos postos de trabalho. O programa de incentivos do Governo de Sergipe tem como objetivo mais investimentos produtivos, mais empregos, mais renda, mais consumo das famílias e, então, uma maior arrecadação para o Estado.
Instalados nos municípios Nossa Senhora do Socorro, Aquidabã e Simão Dias, os novos empreendimentos vão fabricar produtos alimentícios derivados do coco; móveis para banheiros, cozinhas e dormitórios; placas de mármores e granitos; máquinas e equipamentos para uso odonto-médico-hospitalar; além de trabalhar com recondicionamento e recuperação de veículos automotores. Os empreendimentos serão contemplados com apoio locacional e fiscal, através do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI), do Governo de Sergipe, que atua como um instrumento de promoção do desenvolvimento sócio econômico do Estado.
Para o secretário da Sedetec e vice-presidente do CDI, Chico Dantas, a aprovação dessas novas empresas revela a importância e a eficiência do PSDI e o trabalho realizado pelo governador Jackson Barreto. “Um fator positivo que sempre verificamos nas análises do Conselho é a de que a maioria das empresas que receberam incentivos fiscais em Sergipe está trabalhando com uma maior capacidade instalada, maior número de empregos em relação ao previsto e ainda, um maior nível de faturamento, o que aumenta a base de arrecadação para o Estado”, enfatizou o secretário.
Fonte - ASN Ag. Sergipe de Notícias  01/09/2015

Após morte de índio, Exército vai conter conflitos em Mato Grosso do Sul

Direitos Humanos

Tropas do Exército vão atuar na Operação Dourados para conter conflito entre indígenas e produtores rurais.A ação ocorre inicialmente em quatro cidades do estado: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista e Ponta Porã.

Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Elza Fiúza/Agência Brasil
Três dias após a morte do índio Simião Vilhalva, no município sul-mato-grossense de Antônio João, tropas do Exército iniciarão hoje (1º) a Operação Dourados para conter os conflitos fundiários entre indígenas e produtores rurais. A ação ocorre inicialmente em quatro cidades do estado: Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista e Ponta Porã.
Atendendo à solicitação do governador Reinaldo Azambuja, a presidenta Dilma Rousseff autorizou o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, braço militar do Ministério da Defesa, a planejar e desenvolver ações de garantia da lei e da ordem nos próximos 30 dias nessas localidades.
De acordo com o Ministério da Justiça, o aparato militar envolverá o Exército e poderá contar também, caso haja necessidade, com tropas da Marinha e da Aeronáutica. Em documento encaminhado à presidenta Dilma, Azambuja ressaltou que o atual contingente da Polícia Militar e da Força Nacional de Segurança se tornou insuficiente diante do acirramento do conflito. O governo argumentou ainda que a disputa entre grupos indígenas e produtores rurais na região pode atingir “grandes proporções”.

Ocupações
O conflito se intensificou no sábado (29) no município de Antônio João, na fronteira do Brasil com Paraguai, a 402 quilômetros (km) de Campo Grande, capital sul-mato-grossense. De acordo com governo do estado, nove propriedades rurais foram ocupadas por grupos indígenas, o que provocou reação de produtores rurais.
Ontem (31), o governador Reinaldo Azambuja reuniu-se com representantes do Comando Militar do Oeste e autoridades de segurança pública para avaliar o agravamento do conflito. A partir do encontro, Azambuja formalizou o pedido ao governo federal para que o Exército atue na região.
Fonte - Agência  Brasil  01/09/2015

Governo do Rio mostra balanço das obras em estações de trens para as Olimpíadas

Transportes sobre trilhos

Prazo para o término das reformas em seis estações, avaliadas em R$ 250 milhões, é abril do próximo ano.A previsão é que elas fiquem totalmente prontas em abril de 2016, quatro meses antes das Olimpíadas.

O DIA
A estação Deodoro terá integração multimodal
com o futuro BRT Transolímpico
foto - Divulgação / Governo do Estado
Rio - A Secretaria de Estado de Transportes apresentou na manhã desta segunda-feira o balanço da reforma de seis estações de trem para os Jogos Olímpicos do próximo ano. A concessionária SuperVia investiu R$ 250 Milhões nas reformas das estações Deodoro, Engenho de Dentro, Magalhães Bastos, Ricardo de Albuquerque, São Cristóvão e Vila Militar. A previsão é que elas fiquem totalmente prontas em abril de 2016, quatro meses antes das Olimpíadas.
"São seis estações sendo reformadas, mais a estação de Madureira, que vai ser entregue dando mais conforto ao usuário. Isso também prepara o sistema ferroviário para o desafio dos Jogos Olímpicos e para o futuro. Muito importante que o carioca saiba que nos Jogos ninguém vai chegar de automóvel ou de transporte particular aos estádios. Todo mundo vai usar o transporte público", diz o secretário de Estado de Transportes, Carlos Roberto Osório.
Duas estações estão sendo reformadas para a integração multimodal. Em São Cristóvão, a integração acontecerá entre trens e metrô. Enquanto em Deodoro, a integração acontecerá entre o trem e os ônibus do futuro BRT Transolímpico. "Todo mundo vai usar o transporte público. Isso é muito importante porque o legado da melhoria do sistema de transportes depois dos Jogos será um grande benefício para cariocas e fluminenses", afirma o secretário.
Fonte - O Dia   01/09/2015

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Bahia dispara e vence 12 projetos em leilão de energia solar

Energia solar

Líder na geração de energia solar, estado é o ganhador do maior número de projetos. Usinas fotovoltaicas vão ampliar produção de energia limpa, podendo atender a 12 milhões de pessoas. Com capacidade de geração de 324,8 megawatts (MW), os projetos vão gerar acréscimo de R$ 1,5 bilhão no setor.

TB
foto - ilustração
Com 12 projetos vencedores durante o último leilão de energia solar fotovoltaica, que aconteceu na sexta-feira (28/8), a Bahia confirma liderança na produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis.
O processo de diversificação de fontes energéticas está sendo intensificado, e os novos projetos vão expandir o potencial gerador do estado. Com capacidade de geração de 324,8 megawatts (MW), os projetos vão gerar acréscimo de R$ 1,5 bilhão no setor.
Durante o primeiro Leilão de Energia da Reserva (LER) de 2015, realização da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), através da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), 30 projetos saíram vencedores.
A Bahia disparou na frente, seguida por Piauí (9 projetos), Minas Gerais (5 projetos ), Paraíba (3 projetos) e Tocantins (1 projeto), totalizando uma potência de 833,8 MW.
O estado é um verdadeiro destaque no setor. “Com a contratação de novos empreendimentos de geração baseados na fonte solar, a Bahia reforçará a sua performance como geradora e exportadora de energia elétrica no quadro nacional, atraindo empreendedores e incentivando a cadeia produtiva da indústria de equipamentos e serviços ligados a esse setor, a exemplo do caminho percorrido pela energia eólica”, afirma o secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti.
As futuras usinas devem ser instaladas prioritariamente na região do semiárido, em cidades como Bom Jesus da Lapa, Sobradinho, Tabocas do Brejo Brejo, Irecê, Brejolândia, Oliveira dos Brejinhos, com potencial para atender uma população de aproximadamente 12 milhões de pessoas.
Tendo o sol como fonte para a produção dessa energia, as usinas fotovoltaicas da Bahia, 29 em operação comercial, tem capacidade instalada de 2,71 MW. Outras 14 usinas, vencedoras do leilão de energia de 2014, terão capacidade de geração de 339,7 MW.
O LER, operacionalizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), apresentou um deságio médio de 12,17%. O preço teto do leilão foi R$ 349/MWh e valor médio da energia comercializada no certame foi R$ 301,64 /MWh.
Para o segundo Leilão de Reserva de 2015, que será em novembro, as perspectivas da Bahia no setor de energias renováveis é muito grande.
Dos 730 projetos de eólica (17.964 MW), 243 são da Bahia; enquanto dos 649 empreendimentos de energia solar (20.953 MW), 192 são baianos, totalizando, solar e eólica, mais de 12 mil MW.
Mapa Solarimétrico
A Bahia, através da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), em conjunto com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) está em tratativas da contratação do Atlas Solarimétrico do Estado, ferramenta que auxilia a identificação das áreas mais promissoras para a construção de usinas solares.
Até o final de 2015 o primeiro esboço da ferramenta ser apresentado. Atualmente, a base de dados tida como referencial é o Relatório de Garantia Física de Energia, da ANEEL.
Energia dos Ventos
Com 37 usinas eólicas em operação, a Bahia é contemplada por uma capacidade instalada de 959,29 MW. Outras 41 usinas estão em construção, com capacidade a ser instalada de 1.014,5 MW. O estado tem hoje 125 usinas com construção ainda não iniciadas, com capacidade a ser instalada de 2.679,9 MW.
De acordo com o Atlas Eólico da Bahia, publicado em 2013, o estado possui um potencial de 195 MW a altura de 150m, com velocidade do vento superior a 7,0 m/s.
De acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no primeiro semestre de 2015, a Bahia produziu, em média, 463 MW de energia eólica, à frente do Ceará (362 MW) e do Rio Grande do Sul (287 MW), ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte (650 MW), representando um aumento de 91% em relação ao montante gerado no mesmo período de 2014.
Fonte - Tribuna da Bahia  31/08/2015