terça-feira, 21 de julho de 2015

STF confirma veto de Dilma ao reajuste dos servidores do Judiciário

Política

O reajuste foi aprovado no mês passado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O governo afirma que não há recursos para pagar a recomposição. Segundo estimativas do Ministério do Planejamento, o reajuste acarretaria impacto superior a R$ 25 bilhões em quatro anos, nas contas públicas.

André Richter
Repórter da Agência Brasil
Ag.Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) foi informado hoje (21) pelo Ministério do Planejamento que a presidenta Dilma Rousseff vetou o projeto de lei que reajusta os salários dos servidores do Judiciário. Caso a proposta fosse aprovada, o aumento da categoria poderia variar entre 53% e 78,56%, dependendo da classe e do padrão do servidor. O veto deve ser publicado amanhã (22) no Diário Oficial da União.
O reajuste foi aprovado no mês passado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O governo afirma que não há recursos para pagar a recomposição. Segundo estimativas do Ministério do Planejamento, o reajuste acarretaria impacto superior a R$ 25 bilhões em quatro anos, nas contas públicas.
O anúncio de que o reajuste seria vetado devido à atual crise econômica provocou várias manifestações de servidores do Judiciário em frente ao Palácio do Planalto. Hoje, por volta das 10h, os manifestantes iniciaram um buzinaço e usaram cornetas para pressionar presidenta para sancionar o reajuste da categoria, cujo prazo terminou hoje (21).
Fonte - Agência Brasil  21/07/2015

Linha 4 do Metrô do Rio ficará pronta para Olimpíadas, diz Pezão

Transportes sobre trilhos

Segundo o cronograma das obras divulgado hoje (21) pelo governador Luiz Fernando Pezão, o equipamento – conhecido como “tatuzão” – alcança a futura Estação Antero de Quental, no Leblon, na segunda quinzena de outubro. A previsão é que, até o final de dezembro, a máquina chegue ao Alto Leblon, onde será feita a conexão com o túnel que levará o metrô até a Barra da Tijuca.

Douglas Correa 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Linha 4 do metrô, ligando Ipanema, na zona sul, à Barra da Tijuca, na zona oeste, estará pronta em junho de 2016, para atender ao público dos Jogos Olímpicos, que começam em 5 de agosto do ano que vem.
Segundo o cronograma das obras divulgado hoje (21) pelo governador Luiz Fernando Pezão, o equipamento – conhecido como “tatuzão” – alcança a futura Estação Antero de Quental, no Leblon, na segunda quinzena de outubro. A previsão é que, até o final de dezembro, a máquina chegue ao Alto Leblon, onde será feita a conexão com o túnel que levará o metrô até a Barra da Tijuca.
De acordo com Pezão, as obras estão dentro do cronograma e, em alguns casos, seguem adiantadas, como no Jardim de Alah. “Essa operação não é trivial, e o prazo está mantido. A Linha 4 é um importante legado para a população e uma obra de grande complexidade, que emprega 9.200 trabalhadores. Queremos continuar expandindo, porque metrô é qualidade de vida, dignidade e cidadania para as pessoas”, afirmou.
Para o "tatuzão" chegar à futura Estação Jardim de Alah, parte dela foi preenchida com água para receber o equipamento, uma técnica inédita na engenharia brasileira. A técnica submersa foi utilizada para equilibrar a pressão do terreno e permitir que a máquina continuasse operando em ambiente similar ao que estava, sob o canal.
Segundo o gerente de produção do Consórcio Linha 4 Sul do Metrô, Aluisio Coutinho, esta foi a etapa de maior complexidade da obra. “Pela proximidade com o canal do Jardim de Alah, inundamos a estação para diminuir eventuais riscos da operação. Essa técnica foi executada poucas vezes no mundo e no Brasil foi pioneira”, disse Coutinho.
Quando estiver em operação, a A Linha 4 do Metrô vai transportar mais de 300 mil passageiros por dia, retirando das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. A partir de junho do próximo ano, será possível ir da Barra da Tijuca a Ipanema em 13 minutos e da Barra ao Centro, em 34 minutos.
Fonte - Agência Brasil  21/07/2015

No Paraná cooperativas aumentam em 60% o transporte de carnes por trens

Transportes sobre trilhos

Cooperativas do PR aumentam em 60% o transporte de carnes por trens.Em Cascavel, no oeste do Paraná, a Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste) está cada vez mais movimentada. Em dois anos, o transporte de carnes pelos trens aumentou 60%.

G1 - RF
foto - ilustração
No Brasil, as rodovias transportam três vezes mais que as ferrovias, mesmo que o escoamento pelos trilhos seja quase 30% mais barato, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Em Cascavel, no oeste do Paraná, a Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste) está cada vez mais movimentada. Em dois anos, o transporte de carnes pelos trens aumentou 60%.
Em 2013, foi criada na cidade a Cotriguaçu Cooperativa Central, que reúne cooperativas de carnes da região. Desde então a quantidade de contêineres despachados pela coopertiva, e que seguem até o Porto de Paranaguá, só aumenta. Por mês, a Cotriguaçu manda pela Ferroeste em média 885 contêineres, cada um com 25 mil toneladas de carnes.
No primeiro semestre de 2015, a Ferroeste transportou 421 mil toneladas de produtos. Desses, 25% foram de cargas frigorificadas.
O presidente da Coopavel Cooperativa Agroindustrial, Dilvo Groli, diz que cada contêiner transportado pelas rodovias custa R$ 4 mil. Pelo trem o valor cai pelo menos R$ 1 mil. A diferença ajuda a tornar os produtos mais competitivos no mercado externo. “Nós temos uma ferrovia que merece uma atenção melhor. Precisa se fazer não só manutenção, como também refazer alguns trechos. Mas, assim mesmo é a melhor opção”, ressalta Groli.
Segundo a Cotriguaçu, 80% da produção das cooperativas da região é transportada pela ferrovia, e a expectativa é aumentar esses números. “A nossa projeção é para 1,2 mil contêineres até o início de 2016”, afirma o supervisor da unidade da Cotriguaçu, Edilson Vidal.
Fonte - Revista Ferroviária  21/07/2015

Brasil terá plataforma para venda on-line de bilhetes de trens

Trens turísticos

Plataforma para venda on-line de bilhetes de trens será lançada no Brasil.-Associação Brasileira das Operações de Trens Turísticos e Culturais espera que usuários já consigam comprar as passagens em agosto.Parceria entre a associação e o Sebrae, o projeto Trem é Turismo pretende elevar os padrões de qualidade dos serviço.

Correio Braziliense
foto -  Marcelo Ferreira/DP/DA Press 
A Associação Brasileira das Operações de Trens Turísticos e Culturais (Abottc) está desenvolvendo uma plataforma para que passageiros possam reservar a compra de bilhetes e passagens de trem diretamente pela internet. Como os guichês de várias estações operam em horários alternativos, é comum que turistas os encontrem fechados.
Por todo o país, existem cerca de 19 estações ferroviárias, parte delas em processo de revitalização. A ideia é que a novidade estimule o turismo ferroviário e encoraje as pessoas a fazer passeios de trem. A previsão da associação é que a funcionalidade esteja disponível em agosto deste ano.

Trem é Turismo
Parceria entre a associação e o Sebrae, o projeto Trem é Turismo pretende elevar os padrões de qualidade no atendimento, na segurança e na sustentabilidade das viagens de trem.
Segundo informações do portal da Abottc, 600 pequenos negócios que atuam no entorno das operações trem serão beneficiados com a iniciativa. Espera-se um acrescimento de 10% no faturamento desses pequenos negócios.
Fonte - Diário de Pernambuco  21/07/2015

Governo vai investir mais de R$ 790 mi no Metrô-DF

Transportes sobre trilhos

Governo investirá mais de R$ 790 mi no Metrô-DF.A maior parte, R$ 629 milhões, é do "governo federal", por meio do PAC, Programa de Aceleração do Crescimento. O DF entrará com pouco mais de R$ 160 milhões,R$ 126 milhões de contrapartida dos recursos da União e R$ 40 milhões da concorrência para contratar uma empresa de assistência técnica durante toda a execução.

Jornal de Brasília - RF
foto - ilustração
A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) receberá investimentos para aprimorar o sistema. As medidas foram divulgadas pelo Governo de Brasília com a intenção de melhorar a mobilidade na capital. Entre as estratégias estão obras de expansão do metrô e a inauguração do veículo leve sobre trilhos (VLT). Com previsão de conclusão no período de dois anos, o processo licitatório de algumas ações será iniciado em agosto deste ano.
Segundo o GDF, serão 14 licitações para construir cinco estações e modernizar o sistema, com melhorias na rede de energia, na telecomunicação e na sinalização dos circuitos, entre outras. As medidas vão custar aproximadamente R$ 795 milhões. A maior parte, R$ 629 milhões, é do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento. O DF entrará com pouco mais de R$ 160 milhões — R$ 126 milhões de contrapartida dos recursos da União e R$ 40 milhões da concorrência para contratar uma empresa de assistência técnica durante toda a execução.
A primeira compra pública, na modalidade pregão, servirá para adquirir cerca de 200 novos rádios para a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), com valor em torno de R$ 14 milhões. Equipamentos com tecnologia digital, mais moderna, substituirão modelos já obsoletos.

Cinco novas estações
Para a construção de novas estações de metrô, haverá, a princípio, três licitações. A primeira, prevista para setembro deste ano, será destinada a duas em Samambaia. As demais, para duas em Ceilândia e uma na Asa Norte, deverão sair até 2016. Samambaia foi priorizada devido à complexidade das outras. O trecho naquela região, com investimento aproximado de R$ 127 milhões, envolve também obras necessárias para a expansão do metrô, como viadutos. As duas novas plataformas ficarão nas Quadras 111 e 117. Processo semelhante ocorrerá em Ceilândia, nas EQNOs 1/3 e 9/11 e EQNOs 5/7 e 13/15. Com o acréscimo, a região administrativa mais populosa de Brasília passará a contar com sete estações.
As cinco novas estações de metrô fazem parte do plano de obras anunciado pelo governador Rodrigo Rollemberg na quinta-feira (16).

Veículo leve sobre trilhos
Entre setembro e outubro deste ano, o governo lançará ainda licitações para o estudo de projetos de implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) em duas áreas de Brasília: um para sair da rodoferroviária e seguir até o fim da Esplanada e outro, do terminal de ônibus da Asa Sul ao da Asa Norte.
egundo Dourado, a companhia também pretende contratar outra análise para um terceiro VLT, no Sol Nascente, que integre a Avenida Hélio Prates com a Praça do Relógio.
Fonte - Revista Ferroviária  21/07/2015

Alunos da rede públicas do país recebem medalha de ouro em matemática

Educação

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, elogia os alunos da rede pública que ganharam medalhas na Olimpíada Brasileira de Matemática. Para o ministro, o desempenho dos estudantes favorece o crescimento do país.

Cristina Indio do Brasil
Repórter Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, disse hoje (20) que quanto mais o Brasil for um país justo e der oportunidades, mais livres serão os jovens para escolher seus caminhos profissionais, pessoais e de inteligência. Janine se dirigia aos alunos premiados na edição de 2014 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), na cerimônia de entrega das medalhas no Theatro Municipal, no centro do Rio de Janeiro. “O mundo que se abre diante de vocês não é trivial. É um belo e grande mundo”, apontou.
Para o ministro, o desempenho dos estudantes favorece o crescimento do país. “Se eu posso sugerir uma coisa, orgulhem-se muito da história de vida que vocês já têm e pensem na história de vida que vocês vão construir com muito carinho, muita ambição, porque todos merecem”, disse.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, que também participou da cerimônia, elogiou o empenho dos estudantes premiados, que tiveram de enfrentar dificuldades, por morarem em regiões com pouca estrutura e, ainda assim, conseguiram conquistar medalhas. Para ele,, também é preciso lembrar que o Brasil tem lugares como comunidades indígenas, nas quais a população não tem conhecimento da matemática. “É preciso que no nosso esforço de promover o ensino de matemática tenha a decisão de retirar da exclusão lamentável parte de nossa população que não sabe nem contar”, analisou.
Mais de 18 milhões de estudantes de 46 mil 711 escolas, de 99,41% dos municípios do país, disputaram as premiações. Do total, 501 conquistaram medalha de ouro, 1.500 de prata e 4.500 de bronze. Quando a competição começou, em 2005, eram cerca de 10 milhões de estudantes. Na avaliação do coordenador-geral da OBMEP e diretor adjunto do Instiutto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA,) Cláudio Landim, a olimpíada é um projeto com grande impacto na qualidade do ensino da matemática. “Essa é uma grande contribuição, mostrando que a olimpíada é muito mais do que uma prova. Pode ser instrumento eficaz de mobilidade social no país”, comentou.
Landim destacou que além de participar da competição, os alunos que conquistam medalha de ouro podem passar por uma seleção e garantir bolsa para estudar em uma universidade do país, concedida pelo Instituto Tim, no valor de R$ 1,2 mil. A oportunidade pode se estender também para fora do país. “A primeira seleção foi feita este ano, e uma aluna escreveu dizendo que foi admitida para a Universidade de Helsinque [Finlândia], e gostaria de saber se pode continuar com a bolsa para prosseguir seus estudos. Isso mostra a qualidade da seleção que foi feita”, explicou.

Alunos premiados na 10ª Olimpíada Brasileira de Matemática
 das Escolas Públicas Tomaz Silva/Agência Brasil
As trigêmeas Fábia, Fabíola e Fabiele Loterio, de 15 anos, estão no 1º ano do ensino médio e estudam na Escola Estadual Alice Holzmeister, na zona rural da cidade de Santa Leopoldina, no Espírito Santo. As jovens conquistaram medalha de ouro na olimpíada de 2014. Para as três, o estudo de matemática ficou muito mais fácil e agradável depois que começaram a participar da olimpíada, em 2011.
Fabíola e Fabiele ainda não se decidiram sobre o curso que vão fazer na universidade, apesar de saberem que será algum na área de ciências exatas, mas Fábia não tem dúvida. “Eu quero fazer matemática”, contou.
Fábia disse que participar da olimpíada abre portas para vários caminhos e mostra como o estudo pode mudar a vida do estudante. “Passei a gostar muito mais de matemática. Sempre gostei, mas depois da OBMEP [o interesse] foi muito maior", disse, revelando que estava emocionada em receber o prêmio.
Para Fabiele, a forma como a matéria é apresentada é que conquista o aluno. “Usa também mais lógica e força a pensar. Não é como na escola. É diferente”, analisou.
Todos os medalhistas de ouro têm direito de participar do Programa de Iniciação Científica (PIC), no qual durante um ano têm aulas de matemática aos sábados, das 8 às 17h, em universidades públicas do país. Eles recebem bolsas de R$ 100 por mês em recursos liberados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O ministro Aldo Rebelo informou que não haverá cortes neste investimento. “Tudo que há de compromisso já firmado pelo CNPq será mantido, inclusive as bolsas de iniciação científica”, assegurou.
Fonte - Agência Brasil  20/07/2015

CBTU João Pessoa lança campanha contra acidentes nesta 4ª, (22)

Transportes sobre trilhos

Nesta primeira fase, a CBTU pretende atingir diretamente os motoristas e para isso estará distribuindo o material da campanha, composto por adesivos, panfletos educativos e sacolas de lixo nas passagens de nível (PN) de maior fluxo de veículos. A ação será concentrada no lado entre João Pessoa e Santa Rita, em horários de picos.

CBTU
CBTU
Imprudência, desrespeito a sinalização e falta de atenção. É para combater esse mau comportamento dos condutores de veículos e pedestres que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU João Pessoa) lança nesta quarta feira, 22, às 10h, na Estação Ferroviária da capital, a campanha “Cruzamento com via férrea: Você pode parar, o trem nem sempre!”. Até o final do ano, equipes especializadas da CBTU em educação no trânsito e arte-animadores estarão nos principais cruzamentos fazendo o alerta a população.
Nesta primeira fase, a CBTU pretende atingir diretamente os motoristas e para isso estará distribuindo o material da campanha, composto por adesivos, panfletos educativos e sacolas de lixo nas passagens de nível (PN) de maior fluxo de veículos. A ação será concentrada no lado entre João Pessoa e Santa Rita, em horários de picos.
Embora a CBTU João Pessoa venha registrando uma diminuição no número dos acidentes desde 2013, as campanhas educativas são fundamentais para a conscientização da população e chegar a meta de acidentes zero. Para se ter uma ideia, este ano a Companhia contabilizou uma queda de 28% em relação ao mesmo período de 2014, quando ocorreram 11 acidentes, entre atropelamentos e colisões e neste ano, apenas oito.
“Essas campanhas só vêm reforçar a nossa estratégia de reduzir ao máximo as ocorrências de colisões e atropelamentos no sistema. A gente sabe que o trem não sai da linha para atingir ninguém, por isso é importante que os condutores de veículos e pedestres se conscientizem que a segurança ferroviária depende, principalmente, deles”, afirma o superintendente da CBTU João Pessoa, Wladme Macedo.
A CBTU João Pessoa mantém equipes especializadas que monitoram a via férrea e fazem a reposição de placa Cruz de Santo André e demais de sinalização nos 30km de linha, nos quatro municípios que atende. “Nós temos sinalização em todos os cruzamentos rodo-ferroviários. Nas passagens de maior fluxo, a CBTU reforça com sinalização sonora e humana com a única finalidade de evitar acidentes, mas mesmo assim, eles ainda acontecem”, acrescenta Macedo.

Nesta semana, a programação das atividades nos cruzamentos é a seguinte:
Dia 22/07 – Quarta feira – às 10h – Avenida Sanhauá/Praça Napoleão Laureano. A partir das 15h – Passagem de Nível Cimepar (Ilha do Bispo).
Dia 23/07 – Quinta feira – às 09h – Bayeux - Rua Pedro Ulisses. Às 14h – Rua Engenheiro de Carvalho.
Dia 24/07 – Sexta feira – às 09h – Santa Rita – Praça de Várzea Nova. Às 14h – Escola Normal de Santa Rita
Fonte - CBTU  20/07/2015

Inema realiza apreensões e interdições na região do Médio São Francisco

Meio ambiente

Sem a devida autorização ambiental, atividades de serraria e fornos para produção de carvão vegetal estavam em operação, exercendo forte pressão em área remanescente de Floresta Estacional Semidecidual e em Área de Transição do município, conforme o mapa de aplicação da Lei n° 11.428/06 e mapa de vegetação DDF.

Secom
Secom
A Unidade Regional Rio Corrente do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), com apoio da 38ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), realizou, na última semana, apreensões e interdições durante fiscalização na área do Projeto de Assentamento (PA) da Fazenda Vale Verde, localizado no município de Sítio do Mato, região do Médio São Francisco.
Sem a devida autorização ambiental, atividades de serraria e fornos para produção de carvão vegetal estavam em operação, exercendo forte pressão em área remanescente de Floresta Estacional Semidecidual e em Área de Transição do município, conforme o mapa de aplicação da Lei n° 11.428/06 e mapa de vegetação DDF.
Das três serrarias existentes no PA, duas não possuíam licença ambiental, e a única licenciada nunca trabalhou com material florestal de origem legal. Madeira para fins de serraria, motosserras e produtos florestais oriundos de espécies vegetais protegidas foram apreendidos. Além disso, o Inema lavrou notificações em campo para regularização de poços tubulares perfurados e em operação sem autorização ambiental.
Fonte - Secom Ba.  20/07/2015 

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Embarque de bicicleta no metrô durante as férias

Transportes sobre trilhos

Para facilitar os deslocamentos pela capital, a Companhia permite que os ciclistas embarquem com as bicicletas no metrô.Todos os dias da semana, as bicicletas têm espaço nos trens. De segunda a sexta, o acesso é permitido a partir de 20h30

CBTU

As férias de julho chegaram e passear de bicicleta é uma opção de lazer para pais e filhos. A CBTU Belo Horizonte estimula o uso da bike como transporte e também como uma opção saudável para aproveitar o tempo livre. Para facilitar os deslocamentos pela capital, a Companhia permite que os ciclistas embarquem com as bicicletas no metrô.
Todos os dias da semana, as bicicletas têm espaço nos trens. De segunda a sexta, o acesso é permitido a partir de 20h30. Exceção para as bicicletas dobráveis, que fora dos horários de pico, podem ser transportadas como volume. Nos sábados, o embarque pode ser feito a partir das 14h. Já em domingos e feriados, o acesso é liberado durante toda a operação (5h15 às 23h). Em cada trem, podem ser embarcadas quatro bicicletas, sempre no primeiro vagão. Para garantir a segurança nas plataformas, os usuários têm prioridade no embarque.
Dentro das instalações do metrô, a bicicleta deve ser empurrada pelo ciclista. O acesso à plataforma é feito sempre pelas escadas fixas ou rampas. A entrada da bicicleta é realizada pelo portão ao lado das roletas, já o ciclista deve comprar seu bilhete e passar pela catraca.
O gerente operacional de Estações, Elcio Barcelos, é ciclista e estimula os amigos a utilizarem o metrô durante os deslocamentos pela cidade. “A utilização conjunta de metrô e bicicleta amplia as distâncias e é sensacional para as pessoas que pedalam. Estudamos a possibilidade de expandir os horários nos quais as bicicletas podem ser transportadas nos trens”.

Bicicletários
Mais de 140 vagas em bicicletários estão disponíveis nas estações Eldorado, São Gabriel e Vilarinho e são de uso gratuito e sem cadastramento. Para utilizar o serviço, os ciclistas precisam levar o próprio cadeado e corrente, além de imobilizar o quadro e as rodas da bicicleta. Os espaços ficam disponíveis durante todo o funcionamento das estações.
Os usuários podem aproveitar esse serviço e utilizar o metrô para prolongar as distâncias e realizar passeios com bike pela cidade.
Fonte - CBTU  20/07/2015

A china anuncia a maior compra de trens de alta velocidade

Transportes sobre trilhos

Com 228 composições para operar a 350 km/h e 123 a 250 km/h,com um negócio no valor total estimado em 66bn yuan, apenas as empresas chinesas que já possuem licenças para construir trens de alta velocidade farão parte do processo.

Railway Gazette
Railway Gazette
A China anunciou no dia 17 de Julho a compra de 351 composições de alta velocidade, através da China Railway Corp, sendo a maior aquisição de trem da sua história.
Com 228 composições para operar a 350 km/h e 123 a 250 km/h num valor total estimado em 66bn yuan,e apenas as empresas chinesas que já possuem licenças para construir trens de alta velocidade,incluindo a CNR e a RSE, que fazem parte do consórcio CRRC,poderão participar da construção das composições.Com a previsão do aumento da demanda de passageiros na rede ferroviária no pais,o Governo Chinês pretende triplicar o atendimento de sua malha até 2020, com investimentos que podem chegar a 150 bilhões de yuans só este ano.
O primeiro protótipo de trem de Alta Velocidade no padrão chines,desenvolvido através de um programa iniciado em 2012 pelo antigo Ministério das Ferrovias e pela Academia de Ciências da China Railway,iniciou os testes dinâmicos em 30 de junho.Os trens foram especificados para operar na vasta gama de diferentes terrenos e clima encontrados na China.
A malha ferroviária chinesa atualmente conta com mais de 20.000 km e mais 2000km deverão entrar em serviço ainda esse ano.
Fonte - Railway Gazette  20/07/2015

Tradução e adaptação de texto - Pregopontocom

Original Text http://www.railwaygazette.com/news/high-speed/single-view/view/high-speed-train-tenders-called-as-domestic-prototype-starts-testing.html

Perto de quatro milhões de baianos ascenderam de classe social

Economia

Quase quatro milhões de baianos ascenderam de classe social. - A SEI define as classes sociais a partir do critério da Secretaria para Assuntos Estratégicos (SAE) do Governo Federal.A Bahia, nos últimos anos, vivenciou um período de redução da pobreza e da desigualdade e de ampliação do emprego e da renda. 

Nelson Rocha Publicada - TB
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A progressão social da sociedade brasileira baseadas em medidas do Governo Federal – como o Bolsa Família e as linhas de crédito- impactou em mudanças concretas na vida do brasileiro de baixa renda. A Bahia, nos últimos anos, vivenciou um período de redução da pobreza e da desigualdade e de ampliação do emprego e da renda. Entre 2004 e 2013 foram 3,2 milhões de pessoas que saíram da pobreza ou extrema pobreza, e aproximadamente quatro milhões que ascenderam de classe social, sendo gerados quase 800 mil empregos de carteira assinada. Esses fenômenos foram fortemente motivados pelo efeito multiplicador das transferências diretas de renda, conforme Armando Castro, diretor de pesquisa da Superintendência de Estudo Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).
“O Programa Bolsa Família (PBF) somado ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), totalizam R$ 5 bilhões anuais injetados diretamente em famílias pobres da Bahia. Esse recurso faz movimentar pequenas economias via consumo das famílias, gerando emprego no comércio e serviços pessoais, e, portanto, mais renda. No período, a Bahia saiu de 839 mil famílias beneficiárias do PBF para 1,8 milhões de famílias beneficiárias, saindo de um valor anual de repasse de R$ 530 milhões para R$ 3,3 bilhões”, diz Armando Castro.
A SEI define as classes sociais a partir do critério da Secretaria para Assuntos Estratégicos (SAE) do Governo Federal. Esta metodologia define três grupos de classes sociais (Baixa, média e alta), agrupados em 8 classes. Segundo esta metodologia, as classes sociais são: Extremamente Pobre, Pobre, Vulnerável, Baixa Classe Média, Média Classe Média, Alta Classe Média, Baixa Classe Alta, Alta Classe Alta.
Elas foram definidas a partir do grau de vulnerabilidade, desenvolvido originalmente pelo Banco Mundial, e adaptado às bases de dados disponíveis no Brasil. O grau de vulnerabilidade, por sua vez, é definido como sendo “a probabilidade de retorno (ou permanência, se a pessoa já era pobre) à condição de pobreza em algum momento dos próximos cinco anos. Esta probabilidade foi obtida a partir da observação empírica dos movimentos de ascensão e queda de renda da população brasileira nos últimos anos (usando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, PNAD, IBGE).” (SAE, 2012).
Para definição de pobreza e extrema pobreza a linha considerada foi aquela definida pelo Ministério do Desenvolvimento Social para identificar os beneficiários do programa Bolsa Família, corrigida pela inflação.
As demais classes foram definidas a partir de um processo estatístico chamado polarização, que conjuga as condições socioeconômicas e as transforma em probabilidades de movimento entre as classes com o rendimento. Assim, foram verificados quais os pontos de corte que dividem a população brasileira em três grupos (classe baixa, média e alta) de forma que o grau de vulnerabilidade seja o mais homogêneo possível do ponto de vista interno de cada grupo. O exercício estatístico resultou nos seguintes pontos de corte: 34º e 82º percentil. Assim, temos que a classe baixa termina no 34º, a classe média se situa entre o 34º e o 82º e a classe alta, do 82º em diante. Em seguida, olhamos para a renda familiar per capita correspondente a esses percentis, chegando aos valores de R$ 310 e R$1.083. A partir das 3 classes geradas pelo método da polarização (baixa, média e alta), a classe baixa foi dividida em 3 grupos, a classe média também em 3 grupos e a classe alta em 2 grupos.
Baixo crescimento econômico pode comprometer ganhos
“Como o processo de ampliação da classe média e redução da pobreza foram estimulados essencialmente pelas políticas de transferência de renda e por bons resultados econômicos, no curto prazo a expectativa é de esfriamento desse processo. Isso porque com o sucesso da incorporação de famílias na rede de proteção, as margens para crescimento de beneficiários é muito limitada.
Em seguida, não há reais possibilidades de aumentos substanciais nos valores das transferências, dada a restrição orçamentária imposta pela conjuntura recessiva e pela necessidade de superávit do Governo. Com o baixo crescimento econômico, também a geração de emprego e ganhos nos salários ficará comprometida.
Contudo, no médio e longo prazo, a tendência é de recuperação econômica, com reais possibilidades de ganhos de produtividade, uma vez que há expectativa de retomada dos investimentos em infraestrutura e também amadurecimento dos investimentos já realizados em educação superior e profissional. Se a política de investimento social for mantida no processo de recuperação econômica, a tendência será de continuidade da mobilidade social verificada nos últimos anos”, conclui o diretor de pesquisas da SEI.
Foto - Tribuna da Bahia  20/07/2015

Público prestigia audiência sobre a ferrovia Rio-Vitória

Ferrovias

Mais de 240 pessoas participaram do evento e registraram 27 manifestações escritas e orais.A última sessão presencial será realizada em Brasília (DF), no dia 28/7.

Antt - RF
foto montagem - ilustração
Campos dos Goytacazes (RJ) recebeu, hoje (17/7), a terceira sessão presencial da Audiência Pública nº 005/2015, promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), com o objetivo de colher contribuições dos interessados para aprimorar os estudos técnicos voltados para nova concessão ferroviária: trecho entre os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O projeto é integrante da segunda etapa do Programa de Investimentos em Logística (PIL) do governo federal.
Mais de 240 pessoas participaram do evento e registraram 27 manifestações escritas e orais.
A última sessão presencial será realizada em Brasília (DF), no dia 28/7.
Contribuições podem ser encaminhadas por escrito até as 18h do dia 31/7/2015, por meio de formulário eletrônico, que está disponível, junto a todas as informações específicas sobre os procedimentos da audiência, no site pilferrovias.antt.gov.br. Esclarecimentos adicionais poderão ser obtidos pelo e-mail ap005_2015@antt.gov.br.

Rio-Vitória – No dia 9/6, o governo federal apresentou a segunda etapa do PIL, com o anúncio de investimentos de R$ 86,4 bilhões para o setor ferroviário. Desse total, estão previstos R$ 7,8 bilhões para a construção da ferrovia Rio-Vitória. Com 572 quilômetros de extensão, a ferrovia é importante para a economia do país. Seu traçado referencial atravessa 25 municípios e visa proporcionar o acesso ferroviário aos portos localizados nos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, o que possibilitará conexão com os mercados europeu e asiático.
Fonte - Revista Ferroviária  20/07/2015

Cuba e Estados Unidos reabrem hoje embaixadas

Internacional

O restabelecimento oficial das relações diplomáticas entre os dois países, após mais de meio século de tensões herdadas da Guerra Fria, marca o fim da primeira fase desse processo iniciado a 17 de dezembro de 2014. O presidente cubano, Raúl Castro, insiste em só normalizar as relações quando o presidente norte-americano, Barack Obama, utilizar seus “poderes executivos” para pôr fim ao embargo imposto à ilha em 1962.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Estados Unidos e Cuba reabrem hoje (20) embaixadas em Havana e Washington, reatando relações diplomáticas sete meses após o início de histórico processo de reaproximação, após de 54 anos de distanciamento.
O restabelecimento oficial das relações diplomáticas entre os dois países, após mais de meio século de tensões herdadas da Guerra Fria, marca o fim da primeira fase desse processo iniciado a 17 de dezembro de 2014. O presidente cubano, Raúl Castro, insiste em só normalizar as relações quando o presidente norte-americano, Barack Obama, utilizar seus “poderes executivos” para pôr fim ao embargo imposto à ilha em 1962.
Além disso, o chefe de Estado cubano exige também que os Estados Unidos devolvam o território “ilegalmente ocupado” da base naval de Guantanamo.
Outra das exigências de Havana para a normalização de relações com Washington é que acabe com as “transmissões de rádio e televisão ilegais”, elimine programas para promover a “subversão e a desestabilização internas” e compense o país “pelos danos humanos e económicos” que as políticas norte-americanas causaram.
“Podemos cooperar e coexistir civilizadamente, em benefício mútuo, acima das diferenças que temos e teremos, e com isso contribuir para a paz, a segurança, a estabilidade, o desenvolvimento e a equidade no nosso continente e no mundo”, disse Raúl Castro num discurso na Assembleia Nacional de Cuba.
As relações diplomáticas entre os dois países estavam suspensas desde 1961, após uma decisão do presidente norte-americano John F. Kennedy, em resposta a uma aproximação dos revolucionários cubanos à ex-União Soviética e ao confisco de bens norte-americanos.
Desde 1977, os dois países, separados apenas pelo estreito da Florida (Sudeste dos Estados Unidos), estão representados apenas através de seções de interesses em Washington e Havana, encarregadas de tarefas consulares.
A reabertura de embaixadas segue-se ao anúncio histórico, em dezembro, de uma reaproximação entre esses dois países, após mais de cinco décadas de hostilidade e desconfiança. No final de maio, Washington levantou o principal obstáculo ao reatamento de relações diplomáticas ao retirar Cuba da lista negra norte-americana de Estados que apoiam o terrorismo.
Fonte - Agência Brasil  20/07/2015

domingo, 19 de julho de 2015

Quanto mais se nega a existência de racismo, mais ele se propaga, diz ministra

Direitos Humanos

"Quanto mais se nega a existência do racismo no Brasil, mais esse racismo se propaga", diz a ministra da Seppir, Nilma Gomes, em entrevista sobre os 5 anos do Estatuto da Igualdade Racial.Nos cinco anos do Estatuto da Igualdade Racial, Lei 12.288/2010, lembrados nesta segunda-feira (20), ela conversou com a Agência Brasil e avaliou o cenário da busca pela igualdade racial no país. 

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil
Casos recentes de preconceito racial, como o de Kaillane Campos, de 11 anos, que levou uma pedrada na cabeça, no Rio de Janeiro, depois de sair de um culto de candomblé, e o da jornalista Maria Júlia Coutinho,a Maju, que recebeu ofensas na internet, mostram que o país da miscigenação ainda não venceu esse tipo de discriminação.
"Quanto mais se nega a existência do racismo no Brasil, mais esse racismo se propaga", destacou a ministra da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), Nilma Lino Gomes.
Nos cinco anos do Estatuto da Igualdade Racial, Lei 12.288/2010, lembrados nesta segunda-feira (20), ela conversou com a Agência Brasil e avaliou o cenário da busca pela igualdade racial no país. Para ela, entre os principais avanços estão as cotas em concursos públicos e a política voltada ao atendimento de saúde da população negra.

Agência Brasil: De que forma o racismo se manifesta no Brasil?
Nilma Gomes: O racismo brasileiro tem uma peculiaridade: a ambiguidade. É um fenômeno que se afirma através da sua própria negação. Quanto mais se nega a existência do racismo no Brasil, mais esse racismo se propaga. E essa é uma característica que nos desafia muito a superá-lo e a desvelá-lo. Conhecer e reconhecer essa característica do racismo brasileiro já são avanços, porque antes compreendia-se muito mal o que era o racismo no Brasil.

Agência Brasil: Diante desse cenário, o que o Estatuto da Igualdade Racial representa hoje?
Nilma: O estatuto representa hoje para o Brasil uma conquista e é uma conquista que foi organizada, demandada pelos movimentos sociais, em particular, o movimento negro. Passou por um processo de uma grande discussão no Congresso Nacional, foi ratificado pelo governo federal e efetivamente hoje podemos falar que temos, além da Constituição Federal, uma lei nacional que garante direito à população negra brasileira.

Agência Brasil: Um dos mecanismos previstos no estatuto é o de uma ouvidoria para receber as denúncias de preconceito. Como o órgão tem funcionado? No ano passado, o governo anunciou a criação do Disque Igualdade Racial, o 138. Como está a implementação da medida?
Nilma: Nossa Ouvidoria tem recebido ao longo do tempo um aumento significativo das denúncias. Ela foi criada em 2011. No primeiro ano, temos registradas 219 denúncias e essas denúncias foram crescendo ano a ano. Em 2015, apenas no primeiro semestre, já superamos o número de denúncias do primeiro ano, temos até agora mais de 270 denúncias. Mas essa questão no Brasil ainda tem que avançar muito, ainda temos um histórico de subnotificação dos crimes raciais. Nem sempre as pessoas formalizam denúncias e temos todo um processo na Ouvidoria da Seppir que é de registrar os casos, acompanhá-los e encaminhá-los para os órgãos e instituições responsáveis. O Disque Igualdade Racial está ainda na fase de estudos técnicos. Ele ainda não foi lançado, porque queremos lançá-lo de maneira bem completa, para que funcione de fato como uma ferramenta de combate ao racismo.

Agência Brasil: Quais foram as conquistas alcançadas a partir do estatuto?
Nilma: O Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, o Sinapir, que está previsto no estatuto, é muito importante porque é a atuação do governo federal nos estados, Distrito Federal e municípios. Estamos exatamente neste momento na Seppir construindo a adesão voluntária ao Sinapir. Mais um avanço é a própria política de cotas nos concursos públicos, a Lei 12.990/2014, que já está em vigor. Já temos concursos sendo realizados, e essa legislação vai, a médio e longo prazo, nos possibilitar ter o perfil da realidade étnico-racial brasileira nos cargos públicos. Outra ação importante é a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, no Ministério da Saúde, que vem se desenvolvendo ao longo dos anos com a participação dos movimentos sociais e da Seppir, como um dos articuladores.

Agência Brasil: As cotas no serviço público esbarram em alguns problemas. Muitos concursos oferecem apenas uma vaga, a reserva de 20% das vagas prevista na lei passa a valer a partir de três vagas, entre outras questões. A Seppir pretende agir de alguma forma para regulamentar a lei?
Nilma: A lei é autoaplicável. O que a Seppir tem discutido com outros ministérios e também com estados que implementaram as leis baseadas na lei federal é algum tipo de orientação para a implementação da legislação. Isso talvez nós façamos por meio de uma portaria, que ainda está em construção. Estamos ouvindo o que a sociedade civil tem nos falado. Estamos em discussão com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Ainda não dá para adiantar. Queremos ter essa portaria ainda este ano.

Agência Brasil: Está também no estatuto a garantia da liberdade religiosa. A população negra é que mais sofre com a intolerância religiosa.
Nilma: A violência religiosa tem nos preocupado muito e não só a Seppir, mas o governo federal como um todo. O que temos feito, além das denúncias que são apresentadas à nossa Ouvidoria, é ouvir os segmentos, os movimentos sociais. Estamos neste momento pensando em uma ação mais global do governo para podermos trabalhar em uma conscientização da população para uma superação da violência e inclusive na informação para as vítimas de quais são os caminhos jurídicos que podem seguir quando sofrerem essa violência.

Agência Brasil: Alguns movimentos pedem reforma do estatuto. O argumento é que, na tramitação, trechos importantes foram retirados. A Seppir pretende propor alguma mudança?
Nilma: Não está na pauta da Seppir, no atual momento, fazer alguma alteração no Estatuto da Igualdade Racial. Eu acho que o processo pelo qual o estatuto passou é um processo que existe na sociedade democrática de negociação e conflito. O estatuto passou por mudanças, mas essas mudanças de forma alguma invalidaram o teor e o alcance dele.
Fonte - Agência Brasil  19/07/2015

Escavação revela coincidência no traçado do VLT com o dos bondes do Rio no século 19

Transportes sobre trilhos

Escavação revela que traçado do VLT é quase o mesmo de bondes do século 19.- Encontrados na última quarta-feira por arqueólogos, trilhos de madeira eram usados pelos veículos do Rio Antigo.Os trilhos estavam cobertos pelo asfalto.

Athos Moura - O Dia
Trilhos antigos estavam cobertos pelo asfalto
foto - Alexandre Vieira / Agência O Dia
'Mas inauguraram-se os bonds. Agora é que Santa Teresa vai ficar à moda’, escreveu Machado de Assis, na crônica ‘Progresso’, de 1877. Apesar de parecer distante, o Rio de Janeiro em que o escritor viveu está aos poucos ressurgindo, assim como o meio de transporte elogiado por ele.
O futuro do transporte público do Centro do Rio, imagine, copia o passado. Nas escavações para a implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), na Praça da República, arqueólogos encontraram na última quarta-feira trilhos de madeira que eram usados pelos bondes do Rio Antigo.
Segundo a arqueóloga Madu Gaspar, responsável pelas escavações, o material encontrado é, provavelmente, do fim do século 19, quando os bondes já eram elétricos. A arqueóloga revela, no entanto, que suas equipes descobriram na Rua Sete de Setembro trilhos ainda mais antigos, datados da época em que os bondes eram puxados por burros, técnica inaugurada em 1859.
“Já esperávamos encontrar esses trilhos. A partir da segunda metade do século 19, o bonde se tornou o principal veículo de massa, e quase todo o Centro do Rio foi tomado por trilhos. Quando acabaram com o serviço, não desmontaram a estrutura existente, apenas jogaram asfalto em cima”, contou a arqueóloga.
Do burro ao VLT: principal transporte no Rio Antigo
os bondes de hoje percorrerão o trajeto do passado
foto - Acervo fotográfico da Light
Os bondes viraram sinônimo de passado na década de 60 do século 20, quando começaram a ser desativados. Era a época da grande expansão da malha rodoviária brasileira. No Rio, o serviço sobreviveu apenas no nostálgico bairro de Santa Teresa.
Agora, mais de meio século após o fim do ciclo dos transportes por trilho na região central da cidade, os governantes voltam a apostar no modal. Inclusive, o trajeto que será adotado pelo moderno VLT é bem parecido ao que era usado no tempo de Machado de Assis.

Análise
Especialistas em mobilidade urbana elogiam o retorno dos investimentos em transporte sobre trilhos. O professor da Uerj Alexandre Rojas conta que nas décadas de 40 e 50 o bonde era o meio que mais transportava a população e interligava quase toda a cidade.
“Da forma como os bondes eram operados, não havia condições de fazer investimentos nos anos 70 porque seria preciso alargar as ruas da cidade”, analisou Rojas. “O VLT dará certo porque tem outro meio de operação, como a faixa exclusiva”, completou o professor.
Já a professora da UFRJ Eva Vider considerou um equívoco a extinção dos bondes no passado. Para ela, foi um investimento no meio de transporte errado. “Foi um erro, apostaram nos carros, mas com o tempo isso se mostrou um grande engano”, analisa

...E o bonde virou coisa do passado
O fim dos investimentos nos bondes estão diretamente ligados à ascensão dos automóveis no Brasil. A partir da década de 50, grandes companhias automotivas se instalaram no país e incentivaram o uso do carro, que, na época, era símbolo de modernidade e status.
A velocidade dos bondes era de 15 km/h, muito mais lento que os carros. Com essa propaganda foram se acabando os cerca de 400 km de trilhos que existiam no Rio e que estão embaixo do asfalto. A Light, que era responsável pelos bondes elétricos, encerrou a operação entre 1965 e 1968.
“Estamos voltando para uma forma de transporte que já tínhamos no século 19. A troca, na década de 50, foi para favorecer a indústria do carro”, disse o professor de História da UFF Pedro Terra.

Rio Branco e Presidente Vargas: 'filé mignon' da História carioca
Para a arqueóloga Madu Gaspar, o melhor das descobertas sobre o Rio antigo ainda está por vir. Ela contou que nas escavações na Praça da República será difícil encontrar objetos além dos trilhos, já que a região era considerada marginal. Nos séculos passados chegou a ser um lixão.
Segundo disse, a expectativa da equipe é quando as obras chegarem ao cruzamento das avenidas Rio Branco e Presidente Vargas, mais precisamente na parte de trás da Igreja da Candelária. Gaspar explicou que naquela região existiam muitos casarios.
Veículo Leve Sobre Trilhos,bondes modernos seguirão rotas antigas
foto -  Banco de imagens
No início do século 20, com as obras de modernização feitas pelo prefeito Pereira Passos, muitas construções foram demolidas. Madu Gaspar acredita que muitas informações do passado podem ser descobertas naquele cruzamento de ruas.
“É uma região interessante porque foi ponto limite da cidade e depois houve diversos casarios. Vamos ter a chance de ver isso”, afirmou.
O trabalho será feito ainda neste ano, mas sem data específica para começar. As escavações serão no período noturno para não atrapalhar o trânsito da região do Centro.
Todo o material encontrado pelos arqueólogos é catalogado e enviado ao Iphan, que determina como serão armazenados. O esperado é que todos sejam levados para o Laboratório de Arqueologia, que será inaugurado na Gamboa, no fim do ano.
Fonte - O Dia  18/07/2015