UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 16 de setembro de 2014

SuperVia realiza simulado de acidente em passagem em nível

Transportes sobre trilhos

A SuperVia opera oito ramais e, em uma extensão de 270 quilômetros, conta com 40 passagens oficiais (sinalizadas com avisos sonoro e visual)

Revista Ferroviária

A SuperVia, em parceria com a Prefeitura de São João de Meriti (RJ), realizou um simulado de acidente envolvendo um trem e um ônibus na passagem em nível próxima à estação Pavuna/São João de Meriti, no ramal Belford Roxo. A ação é parte da Campanha de Segurança nas Passagens em Nível, realizada pela concessionária desde 2012, com o objetivo alertar e conscientizar motoristas e pedestres sobre as normas de circulação em locais cortados pela linha férrea. A ocasião também marcou o treinamento de mais de 400 funcionários de órgãos como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e agentes de trânsito da Guarda Municipal de São João de Meriti responsáveis por prestar o atendimento adequado nesse tipo de situação. O simulado teve duração de uma hora e meia e contou ainda com a participação de 40 voluntários.
A atividade envolveu as áreas de Segurança, Via Permanente, Sinalização, Segurança do Tráfego, Segurança do Trabalho da SuperVia. Durante o simulado foram distribuídos ainda 10 mil panfletos educativos para moradores e pedestres da região explicando as regras de trânsito e alertando sobre a importância de respeitar a sinalização.
A passagem em nível da estação Pavuna/São João de Meriti é uma das mais movimentadas do sistema ferroviário por estar situada na região Central do município. Estima-se que, em um período de 12 horas, passam pelo local mais de 50 mil pessoas e 20 mil veículos (caminhões com carga, ônibus, automóveis e motocicletas). Por determinação interna de segurança do tráfego, a circulação dos trens nestes pontos ocorre em velocidade de 30 km/h ao invés dos 80 km/h. A imprudência é o principal motivador de atropelamentos e colisões com veículos, colocando em risco a vida de pedestres, passageiros e funcionários da empresa.
“Segurança é um valor inegociável para SuperVia e precisamos estar sempre atentos para prestar o melhor serviço ao nosso passageiro. A atuação junto aos pedestres e motoristas é fundamental para alertarmos a população sobre a importância de se respeitar o Código de Transito Brasileiro. Se as pessoas seguirem a orientação pare, olhe e escute conseguiremos zerar as estatísticas de acidentes”, explica João Gouveia, diretor de Operações da SuperVia.
A SuperVia opera oito ramais e, em uma extensão de 270 quilômetros, conta com 40 passagens oficiais (sinalizadas com avisos sonoro e visual). No entanto, a concessionária estima que existam até 150 passagens clandestinas ao longo da via. Em um trabalho de monitoramento, são fechadas, em média, quatro por mês, porém ao final do mesmo período, ao menos três destas passagens irregulares são reabertas. Por isso, a SuperVia considera indispensável o isolamento completo da área restrita à circulação de trens. Para mudar esse cenário, a concessionária negocia com os governos Federal e Estadual a implantação do projeto “Segurança da Via”, cujo objetivo é realizar a segregação total da linha férrea, com a construção de muros, passarelas e viadutos. A implantação dessa iniciativa depende do poder público, pois envolve soluções urbanísticas de acessibilidade, desapropriações e programas sociais.
Fonte - STEFZS  16/09/2014

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Vox Populi: Dilma tem 36% das intenções de voto; Marina, 27% e Aécio, 15%

Eleições

A candidata pelo PSB, Marina Silva, aparece com 27% das intenções e Aécio Neves (PSDB) com 15%. Na última pesquisa Vox Populi, Marina tinha 28% das intenções de voto.

Mariana Tokarnia 
Repórter da Agência Brasil 

Pesquisa Vox Populi, encomendada pela Rede Record, mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) na liderança com 36% das intenções de voto para presidente da República. A candidata pelo PSB, Marina Silva, aparece com 27% das intenções e Aécio Neves (PSDB) com 15%. Na última pesquisa Vox Populi, Marina tinha 28% das intenções de voto. Os outros dois candidatos mantiveram as mesmas porcentagens.
Brancos e nulos somam 8% e 12% não souberam indicar um candidato ou não quiseram responder. Os candidatos Luciana Genro (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC) tiveram 1% das intenções de voto cada um. Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) tiveram menos de 1% das intenções.
O Vox Populi fez duas simulações de segundo turno. Em uma disputa entre a candidata Marina Silva e Dilma Rousseff, Marina teria 42% das intenções e Dilma, 41%, o que configura um empate técnico, devido à margem de erro do levantamento. Brancos e nulos somariam 11% e 6% seriam os indecisos.
Em uma disputa entre Dilma e Áecio, a candidata do PT venceria com 47% das intenções contra 36% do candidato tucano. Os votos brancos ou nulos seriam 12% e os indecisos, 5%.
O Vox Populi também divulgou avaliação do governo. Os que avaliaram o governo como ótimo ou bom somaram 38%. Aqueles que avaliaram como regular somaram 39% e aqueles que avaliaram como ruim ou péssimo foram 23%. Os que não souberam ou não responderam totalizam 1%.
Foram feitas 2 mil entrevistas em 147 cidades. O levantamento foi feito no sábado (13) e domingo (14). A margem de erro é 2,2 pontos percentuais e o número de registro na Justiça Eleitoral é BR-00632/2014.
Fonte - Agência Brasil  15/09/2015

Governo da Bahia sugere passagem de R$ 2,20 para metrô integrado ao ônibus

Mobilidade

A tarifa sugerida é R$ 0,60 mais barata do que a dos ônibus da capital baiana.O secretário explicou também que existe um contrato de programa assinado entre a Prefeitura do Salvador e o Governo da Bahia, em 24 de abril de 2013, onde estava prevista a integração entre os sistemas com o pagamento pelo metrô de até duas viagens no STCO ao custo de R$ 1,10 cada.

TB
foto - Pregopontocom
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro, afirmou nesta segunda-feira (15.09) que o Estado irá sugerir à Prefeitura do Salvador uma passagem no valor de R$ 2,20 para o Metrô integrado ao Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus (STCO) da capital baiana, rechaçando assim o que vem sendo divulgado pela administração municipal, que a passagem do Metrô custará R$ 4,00. A tarifa sugerida é R$ 0,60 mais barata do que a dos ônibus da capital baiana.
O secretário explicou também que existe um contrato de programa assinado entre a Prefeitura do Salvador e o Governo da Bahia, em 24 de abril de 2013, onde estava prevista a integração entre os sistemas com o pagamento pelo metrô de até duas viagens no STCO ao custo de R$ 1,10 cada.
Com a implantação, pela Prefeitura, da integração irrestrita entre os ônibus do sistema municipal com o conceito do pagamento de uma única tarifa por sentido de viagem, este valor de R$1,10 passa a não ser mais variável em função do número de integrações. Será sempre R$ 1,10, exceto se exceder o tempo previsto para realização da integração.
Pela proposta do Governo do Estado, a população de Salvador poderá comprar um bilhete no valor de R$ 2,20, sendo R$ 1,10 para pagamento aos ônibus e R$ 1,10 para pagamento ao Metrô.
Assim, o usuário que utilizar apenas o metrô paga a tarifa de R$ 1,10 e quem utilizar o sistema integrado ônibus-metrô pagará uma tarifa de R$ 2,20. A sugestão é que essa tarifa seja válida até quando a Linha 1 chegar à Estação de Pirajá e, nesta oportunidade, o sistema de integração física e tarifária será reavaliado.
O secretário explicou ainda que o governo estadual não quer a retirada de todas as linhas para o atendimento exclusivo do metrô, uma vez que o sistema ainda não alcançou sua integralidade.
Fonte - Tribuna da Bahia  15/09/2014

Cidades paulistas recebem recursos federais para mobilidade urbana

Infraestrutura

A capital receberá R$ 2,6 bilhões, dos quais R$ 1,9 bilhão serão destinados para obras de mobilidade urbana e R$ 651 milhões para macrodrenagem, amortecimento de cheias e canalização em córregos do município.

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil
Mercadante: nos últimos 12 anos, foram vendidos
 34 milhões de veículos
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Caixa Econômica Federal firmou hoje (15) 11 contratos para o repasse de R$ 2,8 bilhões de recursos do Orçamento Geral da União para obras de saneamento e infraestrutura nos municípios de São Paulo, Jacareí e Carapicuíba.
A capital receberá R$ 2,6 bilhões, dos quais R$ 1,9 bilhão serão destinados para obras de mobilidade urbana e R$ 651 milhões para macrodrenagem, amortecimento de cheias e canalização em córregos do município.
Para Jacareí, está previsto o repasse de R$ 113 milhões, que serão aplicados em obras de saneamento integrado, e para Carapicuíba, cerca de R$ 28 milhões, destinados à ampliação do sistema de coleta de esgoto do município. Com a assinatura dos contratos, as cidades poderão iniciar o processo de licitação para execução das obras.
“Temos um grave problema de mobilidade, especialmente em São Paulo. Tivemos 34 milhões de veículos vendidos nos últimos 12 anos e o esforço para melhorar a mobilidade, especialmente com o transporte coletivo, é um desafio no qual o governo federal, em parceria com os municípios e o governo do estado, tem feito um esforço muito grande”, disse o ministro Aloizio Mercadante, chefe da Casa Civil da Presidência da República.
O ministro das Cidades, Gilberto Occhi, ressaltou que, com o repasse dos recursos, a cidade de São Paulo terá condições para construir obras que prevenirão todos os transtornos que todas as grandes cidades têm quando cai uma chuva acima dos limites toleráveis de cada uma. “São Paulo prepara-se para isso da mesma maneira que se prepara para a melhoria constante da mobilidade urbana", destacou Occhi. Segundo ele, esse apoio federal a todas as cidades brasileiras tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida do brasileiro.
Fonte - Agência Brasil  15/09/2014

As eleições brasileiras e o reflexo conservador no espelho do mundo

Política

No auge da ascensão da candidatura de Marina já surgiam especulações sobre suas consequências no plano internacional, caso a ex-senadora venha a triunfar. -  Alguns com esperanças de uma virada radical na política interna e externa do país, outros preocupados com essas possíveis mudanças.

Emir Sader, para a RBA
© THE ECONOMIST / REPRODUÇÃO
Marina Silva, saudada pela britânica e conservadora
 The Economist como a boa surpresa da política do Brasil
As eleições brasileiras eram uma a mais no denso calendário eleitoral latino-americano, até que a candidatura da Marina colocou os focos do mundo sobre o Brasil. Alguns com esperanças de uma virada radical na política interna e externa do país, outros preocupados com essas possíveis mudanças.
A imagem, até ali, da Marina, era ainda aquela de alguns anos atrás: ministra do governo Lula, que tinha resistido a vários grandes projetos energéticos, em nome do preservacionismo ecologista, que tinha sido candidata do Partido Verde em 2010 e tinha surpreendido com cerca de 20 milhões de votos. Uma imagem simpática e até mesmo entusiasmante para os que criticam, no campo da esquerda, governos como o de Lula e o de Dilma.
Quando o quadro eleitoral parecia definido, um suspeito – pela forma, pelo momento e pelas consequências políticas – acidente aéreo mudou o cenário. A divulgação dos pontos essenciais do programa da Marina suscitou reações imediatas fora do Brasil. Reações do tamanho da importância que o Brasil ganhou no mundo.
Surpreendida agradavelmente, a direita mundial, em todas as suas expressões, saudou essa novidade que o Brasil trazia. De repente, quando menos se esperava, com o isolamento dos EUA em relação à América do Sul, diante do fortalecimento dos processos de integração regional, diante dos acordos dos Brics, um país que tem um papel chave nesses processos, poderia ser ganho para as teses norte-americanas!
O presente parecia até excessivo para ser verdade. Mas se aliavam às teses de livre comércio anunciadas por Marina, com sua liderança, em um certo momento aparentemente inexpugnável, para projetar a possibilidade real do deslocamento do Brasil da sua política exterior e do próprio modelo alternativo ao neoliberalismo, para as propostas do FMI e do Banco Mundial.
Parecia que finalmente o Brasil se despertaria da letargia que os governos do PT tinham imposto ao país, para chegar à consciência de que era um caminho equivocado e de fracasso. A candidatura da Marina recebeu, de imediato, o apoio entusiasta e ativo do lobby midiático que tem agido nestes anos contra o Brasil de Lula: TheEconomist, Financial Times, The Wall Street Journal, El Pais, entre outros.
Por outro lado, a preocupação com as consequências de uma eventual guinada radical do Brasil tanto no modelo interno, quanto na sua política internacional, se alastrou tanto entre os países aliados na AméricaLatina, como na esquerda em todas as regiões, que passaram a se dar conta do peso que o Brasil adquiriu na construção de alternativas no campo internacional.
Acordos bilaterais como os anunciados por Marina significariam abandonar o Mercosul e a atitude crítica em relação à Unasul e até mesmo aos Brics, representariam uma reinserção drástica do Brasil no plano internacional, retomando o caminho interrompido pelo governo Lula, quando brecou a Área de Livre Comércio das Américas em 2003 e priorizou os processos de integração regional e os intercâmbios Sul-Sul.
Países como a Argentina, o Equador, a Bolívia, Cuba, a Venezuela, o Uruguai, já manifestaram suas preocupações sobre os efeitos negativos para as vias escolhidas por esses governos na luta contra o neoliberalismo e contra a hegemonia imperial norte-americana.
No auge da ascensão da candidatura de Marina já surgiam especulações sobre as guinadas que significaria no Itamaraty e suas consequências no plano internacional, assim como apressadas projeções sobre que tipo de personagem poderia voltar a chefiar a diplomacia brasileira.
A reversão das tendências das pesquisas eleitorais fazem com essas especulações possam ter se demonstrado apressadas, mas demonstram que caminhos distintos estão projetados para o Brasil, caso a candidatura da Marina venha a triunfar.
Fonte - RBA ( Rede Brasil Atual)  15/09/2014

Corpo de Bombeiros recebe 31 novas viaturas - Bahia

Bahia

Governador Jaques Wagner entregou 31 novos veículos - A entrega foi realizada pelo governador Jaques Wagner e pelo secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.

A Tarde
Da Redação
Manu Dias | GovBA
Uma cerimônia no Jardim dos Namorados marcou na manhã desta segunda-feira, 15, a entrega de 31 viaturas ao Corpo de Bombeiros, que serão utilizadas para salvamento, comando avançado, atendimento e buscas.
A entrega foi realizada pelo governador Jaques Wagner e pelo secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa.
No total, o governo comprou 62 veículos, contando com um investimento de R$ 17,3 milhões. Entre eles estão 14 auto bomba tanque, 14 auto busca e salvamento, 15 auto rápido, 15 veículos para suporte avançado, três auto produto perigoso leve e um auto posto de comando avançado.
As outras 31 viaturas chegarão até o final deste mês e serão distribuídas entre Salvador, Região Metropolitana e outros 15 municípios do interior do estado, como Feira de Santana, Itabuna, Ilhéus, Cachoeira, Alagoinhas e Vitória da Conquista.
A ação, que integra o programa estadual Pacto pela Vida, tem o objetivo de fortalecer e modernizar o trabalho da polícia baiana, proporcionando mais segurança para a população.
Fonte - A Tarde 15/09/2014

Governo entrega nova avenida Pinto de Aguiar nesta quinta-feira

Salvador

As obras de duplicação foram executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), com investimento de R$ 63 milhões, e fazem parte do Programa Mobilidade Salvador, conjunto de intervenções do Governo do Estado para a melhoria da mobilidade urbana na capital.

TB
foto - ilustração
Com três faixas em cada sentido, a nova Avenida Pinto de Aguiar será entregue pelo governador Jaques Wagner na próxima quinta-feira (18), às 9h. A nova via tem 3,3 quilômetros com sinalização horizontal completa e faixa preferencial para o transporte coletivo, além de passeios, ciclovia e paisagismo.
As obras de duplicação foram executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), com investimento de R$ 63 milhões, e fazem parte do Programa Mobilidade Salvador, conjunto de intervenções do Governo do Estado para a melhoria da mobilidade urbana na capital.
A nova Av. Pinto de Aguiar vai compor o Corredor Transversal de Tráfego I, que já está sendo construído e terá 13 quilômetros, ligando a Orla, em Patamares, até o Lobato, no Subúrbio, passando pela Pinto de Aguiar e avenida Gal Costa.
Já o corredor transversal II vai ligar a orla, em Piatã, à BR-324, passando pela Orlando Gomes, que será duplicada, Avenida 29 de Março, a ser construída, e Via Regional. Serão 12 quilômetros, cinco pontes, seis viadutos, 11 quilômetros de ciclovia e macrodrenagem do Rio Jaguaribe.
Fonte - Tribuna da Bahia  15/09/2014

Passeios na Maria-Fumaça em Guararema devem começar em outubro

Turismo ferroviário

A locomotiva que desfilou sobre os trilhos nesse sábado, é da década de 30 e foi revitalizada junto com seus vagões pela ABPF

Mogi News
Luana Nogueira |De Guararema
O bairro de Luís Carlos voltou mais de cinco décadas no tempo ontem. A Maria-Fumaça, que desde a década de 70 havia sido desativada, voltou a circular pelos trilhos da antiga estação sob os olhares curiosos daqueles que nunca viram a imponente máquina a vapor operando e para aqueles que só queriam ver mais uma vez a Velha Senhora. A partir de outubro, os turistas poderão desfrutar do passeio de sete quilômetros que percorrerá montanhas e pastos da estação central de Guararema até Luís Carlos. Os passeios que ocorrerão aos fins de semanas e feriados prometem levar os visitantes para uma viagem ao passado.
A locomotiva que desfilou sobre os trilhos nesse sábado, é da década de 30 e foi revitalizada junto com seus vagões pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), entidade que tem autorização para operar o passeio turístico em Guararema. O passeio que começará a ser oferecido a população em outubro vai durar 30 minutos e ocorrerá em dois horários por dia. O prefeito de Guararema, Adriano Toledo (PR), informou que nesse mês de aniversário da cidade, a Maria-Fumaça, atenderá a grupos culturais do município. "Queremos oferecer essa parte cultural e a partir de outubro, realizar de forma regular o passeio para todo mundo. Ele ocorrerá de sábado, domingo e feriado, já na sexta-feira, será reservado para os alunos da cidade. Será um resgate cultural e histórico", destacou.
O presidente da ABPF, Jorge Sanches, explicou que os últimos detalhes para a operação do passeio turístico estão sendo realizados. "Foi um trabalho muito bem feito da prefeitura essa revitalização", afirmou ele entusiasmado.
Fonte - STEFZS  15/09/2014

É possível uma cidade sem carros? Bem-vindo a Helsinque

Mobilidade

O projeto de Helsinque para livrar as suas ruas dos carros até 2025 (em onze anos, portanto) usa respeito à cidadania, bom senso e aplicativos de internet, bem como melhoria ainda maior dos transportes públicos.A ideia é tornar o transporte público tão eficiente que nenhum morador da cidade pense em utilizar carro quando precisar se locomover pelas ruas da capital, não importa a distância a percorrer.

Diário do Centro do Mundo
Publicado no site do instituto Ethos.
Helsinque
Em maio deste ano, o governo federal anunciou novas medidas de estímulo à produção industrial para tentar manter o emprego e a renda em alta. Como já ocorreu nas vezes anteriores, o “remédio” virá por meio de incentivos fiscais a setores da indústria e, novamente, o mais beneficiado será o setor automotivo. Desta vez, a maior parte dos benefícios foi direcionada para os veículos incluídos no Regime Automotivo do Mercosul, com a redução nas alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Essa redução vale até o final do ano.
Manter aquecido o mercado de automóveis é uma necessidade das economias de alguns países emergentes, como o Brasil. Aqui, as montadoras mantêm mais de 130 mil empregos. E cada emprego criado na indústria montadora pode gerar outros dez postos de trabalho no amplo universo da indústria automotiva, da mineração ao comércio. Os cálculos são da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A Receita Federal estima que o Tesouro Nacional deixou de arrecadar, este ano, só por conta desses incentivos aos carros, mais de R$ 1 bilhão. No geral, ainda segundo esse órgão, a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2014 previa um gasto tributário de quase R$ 250 bilhões, correspondendo a 5% do PIB ou a dez vezes o gasto com o Bolsa Família, que atende 50 milhões de pessoas.
Algumas isenções são pertinentes, pois envolvem desonerações de importações de equipamentos de alta tecnologia, incentivo a segmentos econômicos de alta inovação ou com grande potencial de inclusão social. Mas outros, não seria o caso de a sociedade se perguntar se vale a pena pagar por eles? Porque, em última instância, é isso o que acontece: carros mais baratos são financiados pelos impostos de todos. É isso o que queremos neste momento? Não haveria outras maneiras de se manter emprego em alta com o estímulo a setores que também ajudem a construir a economia do futuro? Ou será que não há saída para a nossa indústria e as nossas cidades que não a produção indiscriminada de automóveis?
Essas reflexões me vieram à mente quando li recentemente que a capital da Finlândia, Helsinque, quer se livrar dos carros individuais até 2025. Claro que não vai impedir nem proibir a aquisição de veículos pelos cidadãos. Todavia, pretende promover uma revolução na mobilidade de tal maneira que as pessoas prefiram o transporte público ao individual.

Menor desigualdade ajuda
A Finlândia é um país da Escandinávia, no norte da Europa, que ocupa o 24º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com 0,879 (muito alto). Ajustado pela desigualdade, novo cálculo introduzido este ano pela ONU, o IDH da Finlândia fica em 0,830, mantendo o país na mesma classificação. Portanto, trata-se de uma nação com baixo índice de desigualdade e bem-estar distribuído de forma bastante igualitária para toda a população.
O projeto de Helsinque para livrar as suas ruas dos carros até 2025 (em onze anos, portanto) usa respeito à cidadania, bom senso e aplicativos de internet, bem como melhoria ainda maior dos transportes públicos.
A ideia é tornar o transporte público tão eficiente que nenhum morador da cidade pense em utilizar carro quando precisar se locomover pelas ruas da capital, não importa a distância a percorrer. Para tanto, o ônibus, o veículo leve sobre trilhos (VLT), o trem ou outra forma de mobilidade pública será transformada numa estrutura mais personalizada e prática, com o uso da tecnologia e da internet.
O funcionamento será assim: todos os modais oferecidos pela prefeitura serão interligados e gerenciados por um software para evitar atrasos, prevenir acidentes e avisar os usuários com antecedência sobre problemas ocorridos nas diversas linhas. Esse software poderá ser baixado no celular, no computador pessoal ou acessado em locais públicos, como praças, bancos, shoppings e escolas. Os usuários conseguirão ter acesso aos horários, trajetos e outras informações por meio desse aplicativo.
Pelo celular, o usuário também poderá solicitar ao motorista parada fora do ponto, com antecedência, para maior comodidade, como já existe num serviço de micro-ônibus na cidade. Esse aplicativo também permite o aluguel de bicicletas, o agendamento de táxis e o compartilhamento de automóveis.
Muitos podem pensar que essa solução só é possível para uma cidade como Helsinque, que tem em torno de 500 mil habitantes. Entretanto, aqui no Brasil não temos soluções criativas de mobilidade nem em cidades menores. Então, a questão é de vontade política.
Em São Paulo, os motoristas de ônibus já são obrigados por lei a parar fora do ponto para idosos, gestantes e pessoas com deficiência. Por que não aproveitar o potencial da tecnologia e da internet para estender essa comodidade a todos?
Fonte - DCM  (Diário do Centro do Mundo)  14/09/2014

domingo, 14 de setembro de 2014

Metro de Salvador - operação comercial só a partir de 31 de outubro

Mobilidade

A operação comercial do Metrô de Salvador em virtude de divergências por parte da prefeitura da cidade quanto a integração,foi adiada para 31 de outubro e poderá ter plano B.

Da Redação
Colaborou com a matéria 
Edinillson Pereira
foto - Pregopontocom
A operação comercial do sistema metroviário de Salvador foi adiado para 31 de outubro. O governo do estado planeja adotar redução nas tarifas e estender os horários num período experimental.
O executivo estadual vai estudar também a partir de 15 de outubro, a implantação do Bilhete Único Metropolitano que deverá integrar os ônibus intermunicipais da RMS (Região Metropolitana de Salvador)com às estações metroviárias do Acesso Norte (Rotula do Abacaxi) e do Retiro respectivamente.
Linhas de ônibus alimentadoras alternativas e gratuitas,poderão e deverão ser criadas partindo de locais específicos da cidade transportando os usuários até as estações do Metrô.
Essas providências segundo o titular da Sedur,o Sr. Manuel Ribeiro,visam preencher o vácuo  criado pela prefeitura ao travar a  implantação da integração física e tarifária Metrô/Ônibus, tornando assim o novo modal isolado do sistema existente.
Segundo Ribeiro sem conexão com o atual sistema de transporte,a demanda que hoje chega a 15 mil usuários por dia, pode ser reduzida para quatro mil passageiros/dia o que implicara numa subutilização do Metrô

Bilhete único Metropolitano
O Bilhete Único metropolitano será desenvolvido com a Agerba e a Entidade Metropolitana,que deverá incluir ainda passageiros do sistema de transportes marítimos, ferryboat e lanchas.
Enquanto durar operação assistida a população continuará usando o Metrô de forma gratuita, com horário de funcionamento das 8:00h às 16:00h.
Prevista para começar nesta segunda dia 15/09, a operação comercial foi adiada em virtude das linhas alimentadoras, que seriam de responsabilidade da prefeitura conforme contrato assinado em 2013,não terem sido implantadas.
A prefeitura argumenta que para que haja de fato a integração das linhas atuais de ônibus com o sistema metroviário,serão preciso que se façam estudos aprofundados.
O Secretário Municipal de Urbanismo e Transporte da prefeitura alega que não pode retirar as atuais linhas de ônibus que circulam na Av.Bonocô por achar o percusso do Metrô com 7,5 Km pequeno e propõe que as mesmas continuem ativadas,cabendo a opção de escolha entre os dois modais por conta dos usuários do sistema de transporte.

"Ou seja, segundo a lógica o Sec. Municipal dos Transportes, o usuário deverá escolher entre um transporte (Metrô) mais rápido,seguro,confortável e climatizado,organizado,com horários fixos e regulares,ou um transporte (ônibus)desorganizado,sem conforto,duro,calorento,barulhento,preso em engarrafamentos e com horários duvidosos,irregulares e imprevisíveis."

Segundo o prefeito ACM Neto, o mesmo, diz ter feito esforços para viabilizar a operação regular do sistema metroviário,mais que a população não pode pagar uma tarifa de R$4,00 para andar de metrô.

"Segundo previsão ainda não confirmada a tarifa unitária do Metrô seria de R$ 3,10 - a tarifa unitária do ônibus continua R$2,80 - e a tarifa do bilhete único da integração Metrô/ônibus com uma viagem de metrô e mais duas de ônibus seria de R$3,90"

O secretário Manuel Ribeiro afirma que, o valor da tarifa do metrô ainda está em estudos e que por enquanto não há uma definição sobre o valor da mesma,e para que se chegue a uma definição exata da tarifa seria necessário que a integração já estivesse funcionando.
Pregopontocom  14/09/2014

União Europeia busca bilhões de euros para reavivar a economia

Internacional

Um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento

Correio do Brasil
Por Redação - Reuters 

A União Europeia buscou formas de injetar bilhões de euros na sua enfraquecida economia sem aprofundar suas dívidas, considerando opções que vão de um mercado de capitais pan-europeu até um grande fundo de investimentos. Com a economia europeia com dificuldades para se recuperar da pior crise financeira da atual geração, os ministros das Finanças da UE pediram à Comissão Europeia, braço executivo do bloco e ao Banco Europeu de Investimentos (BEI) que montassem uma lista de projetos de crescimento econômico e decidissem como financiá-los.
- Demos o mandato à Comissão e ao BEI para que apresentassem em pouco tempo um relatório inicial de medidas práticas que podem ser tomadas em projetos lucrativos de investimentos que possam ser justificáveis – afirmou o ministro da Economia da Itália, Pier Carlo Padoan, em coletiva de imprensa. Os ministros devem discutir os projetos e as ferramentas de investimentos no próximo encontro, em Luxemburgo, em outubro. Não há detalhes disponíveis sobre quais projetos seriam realizados.
Para financiá-los, os ministros discutiram quatro ideias: uma sugestão italiana de novas ferramentas de financiamento para empresas, uma proposta franco-alemã de aumento de investimentos privados, uma ideia polonesa de criação de um fundo conjunto da UE de 700 bilhões de euros (US$ 907 bilhões ), e um pedido do novo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para um programa de investimentos no valor de 300 bilhões de euros para recuperar a economia do continente. Um plano do Banco Central Europeu de reviver um mercado de instrumentos de dívidas lastreados por ativos seria outra forma de financiamento.
- Não temos a vareta mágica, mas precisamos de crescimento, precisamos estimular a demanda sem assumir dívidas afirmou o ministro das Finanças da França, Michel Sapin, após o encontro em Milão. “Precisamos da combinação certa entre o dinheiro público e privado.”
Fonte - Correio do Brasil  14/09/2014

Para encarar racionamento de água que Alckmin nega, o jeito é improvisar

São Paulo

Falta de água virou rotina em vários bairros de São Paulo, mas população não relaciona crise de abastecimento com má gestão do governo paulista - Garrafas pet são as escudeiras da família de Marina Simões para garantir a água da casa, que não tem caixa de água 

Rodrigo Gomes, da RBA 
DANILO RAMOS/RBA
São Paulo – O governador de São Paulo e candidato a reeleição, Geraldo Alckmin (PSDB), nega repetidamente haver racionamento de água na capital paulista. No entanto, a população das regiões norte, leste e oeste sofre com a alteração da rotina desde março. Cozinhar, lavar roupa e tomar banho só é possível antes de o sol se pôr. O padeiro que entrava à noite para adiantar a fornada da manhã, agora entra cedinho. Tudo porque as torneiras secam todas as noites nos bairros, sem aviso ou justificativa.
Duas pesquisas recentes apontavam que a população passa por um racionamento de água não declarado. O Instituto Datafolha, em agosto, concluiu que 46% dos paulistanos tinham sofrido interrupção no fornecimento de água, até 30 dias antes. No último dia 2, foi a vez de o Ibope revelar que 38% dos paulistanos tiveram o abastecimento cortado nos últimos três meses. Os dados demonstram que, em alguns lugares, a água não tem chegado regularmente.
Moradores e comerciantes dos bairros de Vila Maria Alta, Jardim Japão e Parque Novo Mundo (zona norte), Jardim Romano (leste) e Jardim Previdência (oeste) relatam que a água “some” todas as noites, entre 19h e 20h. E que as caixas só começam a encher a partir de 5h do dia seguinte, mas quando eles procuram a Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) são informados de que não há nada de irregular no fornecimento.

Moro aqui há dez anos. Não é uma coisa comum', diz Elza"Moro aqui há dez anos. Não é uma coisa comum. Começou em março deste ano, todos os dias, a partir das 20h. Às vezes, um pouco mais cedo, outras, um pouco mais tarde. E só volta na manhã seguinte”, explica a aposentada Elza Mufalo, de 60 anos, moradora da Vila Maria. Na casa dela, só a descarga do banheiro está ligada na caixa d'água. Então, ela definiu que tudo que envolva uso da água da rua, inclusive o banho, deve ser feito antes de o sol se pôr.
Porém, a 300 metros dali, moradores da Vila Maria Alta não perceberam cortes no fornecimento. O trabalhador autônomo André Luiz Cancela avalia que, como os cortes são aleatórios, a água chega a alguns lugares e não a outros. Além disso, quem tem uma caixa d'água grande consegue passar pelo período seco adotando algumas medidas de economia, como reaproveitar água da lavagem de roupas e tomar banhos rápidos. “E pode nem perceber que a caixa não está enchendo durante a noite”, afirma.
Contudo o Parque Novo Mundo, o forró que virava as noites de sábado no Bar do Bigode está cancelado. A gerente do estabelecimento, Geralda Lopes, explica que, sem água a partir das 20h, não tem como manter o atendimento até a madrugada. “Não posso fazer suco, a louça vai amontoando, os banheiros ficam impossíveis”, descreve. E isso, apesar de ter mudado algumas práticas, como a limpeza do espaço, que agora é somente com pano úmido.

Na padaria, mudanças na rotina e na jornada de trabalho, por falta de águaNo térreo do sobrado em que Elza mora, funciona a padaria Dalvares, que também enfrenta o desabastecimento noturno. Algumas mudanças na rotina do trabalho tiveram de ser feitas, para ser possível fazer pão. Então, o padeiro, que entrava às 22h e trabalhava durante a madrugada, passou a entrar às 6h. Isso atrasou a produção e impôs um ritmo mais pesado, segundo o gerente Edvaldo Duarte.
Ao pensar na causa do problema, as pessoas mencionam a seca que atinge o estado e é “a pior em 80 anos”. Que não chove mais como antigamente. Que o clima está mudando. Poucas responsabilizam o governador Alckmin e a estatal Sabesp.
Dados Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (IAG-USP) indicam que este foi o período com menos chuvas desde 1969. O pior desde a criação do Sistema Cantareira, em 1973. No entanto, os dados de mananciais disponibilizados pela própria Sabesp já demonstravam que, desde maio de 2013, as chuvas estavam menos intensas do que em anos anteriores. E nada foi feito.
O próprio documento de outorga para captação de água do Cantareira pela Sabesp, de 2004, já definia que a companhia devia realizar ações para reduzir a dependência do sistema. E, em 2009, um relatório elaborado pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (Fusp) pontuou que o sistema estava no limite da capacidade de fornecimento.
No Jardim Romano, abastecido majoritariamente pelo Alto Tietê, a situação não é diferente. A dona de casa Marina Simões guarda água em garrafas pet de dois litros, baldes e bacias. Mesmo assim, a filha mais velha não consegue tomar banho quando chega do serviço, às 22h. “Ela toma banho de manhã, porque a água que tem à noite é pra cozinhar, beber. Vai que não volta de manhã?”, cogita.

Darci: difícil entender as 'mágicas' da SabespLigar para a Sabesp também não costuma ser esclarecedor, segundo conta a aposentada Darci dos Santos Braga Duarte. Às vezes, se resolve “magicamente” a falta de água. “Tem dias que dá 9h e a água ainda não voltou. Daí a gente liga na Sabesp e eles dizem que não tem nada de errado. Quinze minutos depois, a água volta”, relata.
Na padaria de Ernesto Morais de Azevedo, o banheiro ganhou uma placa escrito “quebrado”, mas ele confessa que não é verdade. “Não posso gastar água com a descarga e a limpeza do banheiro, porque pode faltar para fazer o pão”, diz. Azevedo também garante que a situação começou neste ano. “Em cinco anos que tenho o comércio, nunca tinha faltado água.”
O sociólogo Gérson Brandão Júnior relata que já tomou alguns banhos de caneca neste ano, pois a volta do trabalho leva mais tempo do que a água para sumir dos canos. "Estamos deixando três galões de dez litros e mais umas garrafas pet sempre abastecidas. Quem vem do centro pra cá, depois do trabalho, tá sofrendo bastante, porque 19h30 não tem mais água", reclamou.
O jornalista Cyro Queiroz Fiuza, morador do Jardim Previdência, na zona oeste da cidade, contou que, além do racionamento noturno diário, chegou a ficar 48 horas sem água na semana passada. “É um absurdo o governo estadual dizer que não tem racionamento”, protesta.
Além dele – e dos demais entrevistados – pelo menos duas centenas de pessoas relataram falta de água nos últimos quatro meses em São Paulo, por meio do mapa colaborativo Faltou Água (www.faltouagua.com). Vila Madalena, Jardim Bonfiglioli, Butantã, Rio Pequeno (zona oeste); Vila Monumento, Ipiranga, Interlagos (sul); Jaçanã, Casa Verde, Jaraguá, Vila Guilherme, Perus (norte); e Itaim Paulista, Arthur Alvim, Cidade Tiradentes, São Miguel Paulista (leste) são alguns dos bairros relacionados onde falta água “regularmente” todas as noites.
A RBA procurou a Sabesp para questionar as causas da falta de água nos bairros, mas não teve retorno.
O Sistema Cantareira abastece oito milhões de pessoas nas regiões leste, norte e centro da capital paulista, além de 11 cidades da região metropolitana de São Paulo. Com a crise, admitida em 20 de fevereiro deste ano, o governo paulista ofereceu desconto de 30% na conta para quem reduzisse 20% no consumo de água médio de 12 meses.
Como isso não foi suficiente para que o nível das cinco represas que formam o Sistema Cantareira caísse menos por dia, a média diária é de 0,2%, a solução foi retirar água dos sistemas Alto Tietê e Guarapiranga para suprir parte da demanda do Cantareira. E utilizar o chamado “volume morto”, água que fica abaixo das comportas de saída por gravidade, que serve como sobrevivência do manancial. O esgotamento pode levar à seca irreparável das represas.
Hoje (12), o Cantareira atingiu 9,5% da capacidade, contando o volume morto. O governo Alckmin cogita utilizar também o volume morto do Alto Tietê, que chegou ao pior nível da história em agosto. Esse sistema está com apenas 14,1% da capacidade.
Fonte - RBA (Rede Brasil Atual)  14/09/2014

Projeto Trem é Turismo será lançado em Bento Gonçalves

Turismo

O setor de turismo é um dos setores que mais promove o desenvolvimento justo, mais equitativo e inclusivo social e economicamente.

Bem Paraná
quetalviajar
A ABOTTC – Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais, o SEBRAE e o Grupo Giordani Turismo lançam no dia 17 de setembro, às 19h30, no Parque Temático Epopéia Italiana, em Bento Gonçalves (RS), o Projeto “Trem é Turismo “, de âmbito nacional, que visa aprimorar o atendimento dos clientes, fortalecer a governança e a cooperação com os pequenos negócios do entorno e realizar a promoção no mercado para ampliar o volume de negócios realizados por esses empreendimentos, através do crescimento de fluxo de turistas e usuários dos trens turísticos e culturais.
Primeiro produto do Grupo Giordani Turismo, o passeio turístico de trem a vapor "Maria Fumaça -- Um retorno ao passado" é uma memorável atração da Serra Gaúcha, na Região Uva e Vinho. Durante o percurso de 23 km entre as cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Carlos Barbosa, os turistas se encantam com a paisagem da região e se divertem com as atrações culturais. Durante o passeio, há apresentações de um coral típico italiano, com show de tarantela, teatro e repentistas. Em Garibaldi há uma recepção com música gaúcha e italiana, além de degustação de espumante e suco de uva. No destino final, Carlos Barbosa, também acontecem apresentações de música italiana.
Segundo Adonai Arruda Filho, presidente da ABOTTC, “ o turismo brasileiro, em todos os segmentos, está vivendo uma década de expressivo crescimento e deverá dobrar de tamanho, tanto em número de turistas estrangeiros quanto no turismo interno, realizado pelos próprios brasileiros. O turismo ferroviário, especialmente, está em pleno crescimento, porém é ainda pouco conhecido por parte dos brasileiros. Este projeto vai aumentar sua visibilidade e dar suporte e capacitação aos micro e pequenos empresários do entorno das estações, que estarão melhor qualificados para atender aos visitantes”.
Esse grande crescimento do turismo interno vem sendo ditado pelo crescimento das classes C e D que passam a gastar parte de sua renda em viagens, lazer e entretenimento. Milhões de brasileiros estão sendo incorporados, a cada ano, na clientela dos diversos segmentos de turismo, incluindo os trens turísticos e culturais. Quanto ao desembarque de turistas de outros países, o aumento deverá ser alavancado pela grande exposição que vem gerando os megaeventos que o Brasil tem sediado.
No entanto, essas oportunidades somente serão transformadas em novos patamares de competitividade e de sustentabilidade do turismo brasileiro se forem enfrentados e vencidos alguns desafios importantes relacionados à infraestrutura física, e também se houver uma melhora significativa na gestão das empresas, especialmente as micro e pequenas, que representam mais de 90% do total de estabelecimentos nesse setor.
O setor de turismo é um dos setores que mais promove o desenvolvimento justo, mais equitativo e inclusivo social e economicamente. Isso acontece porque o turismo emprega pessoas de todos os níveis de escolaridade e da forma mais espalhada geograficamente, pois não está apenas nas grandes cidades, mas em todo o território brasileiro. Essas operações acionam uma cadeia extensa de pequenos negócios nos setores de meios de hospedagem, alimentação fora do lar, comércio varejista, artesanato, entretenimento e outras atividades econômicas.
O Projeto “Trem é Turismo” pretende, inicialmente, atuar com vinte trens turísticos e culturais que estejam em efetiva operação ou iniciando seu funcionamento nos próximos dois anos, dando consultoria ao comércio local e aos funcionários dos empreendimentos, para obter pelo menos 80% de satisfação dos clientes atendidos. Serão trabalhados, em cada localidade, além do comércio, as pousadas e hotéis, restaurantes, artesanato local, serviços de táxis, guias de turismo e tudo o que puder proporcionar lazer e cultura aos visitantes.
Entre os trens e localidades que serão trabalhados neste projeto, podemos citar o Trem do Forró, em Pernambuco, Trem das Montanhas Capixabas, no Espírito Santo, Maria Fumaça Ouro Preto a Mariana, em Minas, Maria Fumaça São João Del Rei a Tiradentes, em Minas, Trem do Corcovado, no Rio de Janeiro e Trem da Moita Bonita, em São Paulo, entre outros.
Fonte - STEFZS  14/09/2014

Salvador está confirmada como sede do futebol nos Jogos da Olimpíada

Olimpíadas

“Agora o comitê organizador tem duas opções: incluir uma sexta cidade ou credenciar dois estádios de uma das sedes já confirmadas”, ressalta o jornalista Bernardo Itri na coluna Painel no site da folha de São Paulo.

TB
foto - ilustração
A FIFA quer aumentar o número de sedes do futebol nos Jogos da Olimpíada do Rio-2016 O torneio de futebol da Olimpíada no Brasil, deve ter mais uma sede. A entidade sinalizou ao comitê organizador dos Jogos que pretende aumentar o número de estádios da modalidade, que inicialmente seria disputada em cinco sedes: Rio, Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Salvador.
“Agora o comitê organizador tem duas opções: incluir uma sexta cidade ou credenciar dois estádios de uma das sedes já confirmadas”, ressalta o jornalista Bernardo Itri na coluna Painel no site da folha de São Paulo.
De duas, uma. “Surgiu a demanda: ou acrescenta mais uma cidade ou dobra o número de estádios numa dessas [sedes]“, afirmou Luiz Fernando Corrêa, diretor de segurança do comitê organizador, durante seminário promovido pela Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal em Brasília.
Passo a passo. A FIFA, por meio de sua assessoria, afirmou que ainda está definindo a tabela de jogos. Confirmou as cinco sedes e informou que, como o estádio olímpico João Havelange, o Engenhão, será usado para o atletismo, “está avaliando possibilidades” para abrigar as partidas de futebol. A confirmação de uma nova sede, contudo, será feita posteriormente, informou a entidade. Em todas. Mesmo nos Jogos Olímpicos, cabe à Fifa organizar a disputa nos campos de futebol.
Fonte - Tribuna da Bahia  14/09/2014

Especialistas pedem cautela com anúncios que prometem redução de juros

Economia

“O consumidor deve pedir à empresa ou ao advogado que está fazendo isso [prometendo a redução] referência de pelo menos dez clientes. Deve pedir, ainda, sentenças e acórdãos apontando o resultado que está sendo prometido”, recomenda o advogado José Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (Ibedec). 

Mariana Branco 
Repórter da Agência Brasil 
Ag.Brasil
É comum encontrar nas ruas e na internet anúncios prometendo redução dos juros de financiamentos, principalmente de veículos. Algumas das propagandas garantem ser possível diminuir pela metade a parcela paga, mediante ação na Justiça. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil aconselham cautela com ofertas do tipo. Segundo eles, embora haja decisões favoráveis ao cliente em ações revisionais de juros, é preciso analisar o histórico das empresas e advogados por trás dos anúncios. Também é importante verificar se o contrato que se pretende questionar de fato é abusivo.
“O consumidor deve pedir à empresa ou ao advogado que está fazendo isso [prometendo a redução] referência de pelo menos dez clientes. Deve pedir, ainda, sentenças e acórdãos apontando o resultado que está sendo prometido”, recomenda o advogado José Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Defesa das Relações de Consumo (Ibedec). Tardin considera excessivos os ganhos anunciados. “O consumidor deve desconfiar sempre, quando a oferta é demais”, alerta.
De acordo com ele, a decisão de abatimento da dívida em função de juros abusivos é mais comum em débitos com cartão de crédito e cheque especial. “Há hipermercado, loja, que cobra de 600% a 700% de juro ao ano. Já vi casos [em que o cliente questionou na Justiça] de conseguir até quitar a dívida. Mas, onde o empréstimo tem uma garantia, que são veículos e imóveis, eles [instituições financeiras] geralmente praticam juros mais baixos, dentro da média de mercado”, comenta.
Segundo Tardin, os consumidores devem inclusive tomar cuidado para não sair no prejuízo.“Não se consegue esse resultado [de redução da parcela à metade] e a bomba fica na mão do consumidor. Geralmente a pessoa que fecha esse contrato [para pedir a redução da dívida] aconselha o consumidor a interromper o pagamento. Ou seja, ele tem o nome em protesto e o bem apreendido”.
O advogado Adriano Cristian Carneiro, defensor público da União com atuação em ações coletivas que envolvem direito do consumidor, ressalta que há outros itens nos contratos de financiamento de veículo que podem caracterizar abuso. “Pode ter venda casada, em que você paga algum seguro ou título de capitalização do qual não sabe”, exemplifica. Mas os juros, diz, têm ficado dentro da média de mercado. “Regra geral essas taxas não estão sendo consideradas abusivas. Estão dentro da expectativa. Pode ser que um ou outro contrato [tenha abuso]. Mas [a maioria dos contratos] está dentro do que o STJ [Superior Tribunal de Justiça] já previu e já considerou como lícito”, comenta.
O STJ publicou três súmulas sobre contratos bancários. Na Súmula 379, entende que, nos casos em que não houver legislação específica, os juros moratórios poderão ser fixados em até 1% ao mês, podendo ser acumulados outros tipos de juros. Já na Súmula 380, o tribunal estabelece que a simples proposição de ação de revisão de juros não interrompe os prazos dos contratos. Ou seja, o consumidor deve continuar pagando as parcelas no período. Por fim, na Súmula 381, a Corte diz que o julgador não pode decidir de ofício (automaticamente) se um contrato é abusivo. Ou seja, é preciso ficarem provadas claramente as irregularidades.
A advogada Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), pede que os consumidores estejam atentos à propaganda enganosa. “A vontade de diminuir a dívida é muito grande. Fora os juros realmente abusivos, não existe esse milagre da redução. As pessoas que tiveram acesso a cartazes ou folhetos com promessas excessivas devem até reclamar nos órgãos de defesa do consumidor para providência”, declarou.
Fonte - Agência Brasil  13/09/2014