terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dilma sanciona o Estatuto da Metrópole

Política

O estatuto estabelece diretrizes gerais para o planejamento, a gestão e execução das funções públicas de interesse comum em regiões metropolitanas. A lei fixa normas gerais sobre o plano de desenvolvimento urbano integrado e critérios para o apoio da União a ações ....

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil 
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Brasília - A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.089, que institui o Estatuto da Metrópole. A lei entra em vigor hoje (13), com a publicação no Diário Oficial da União.
O estatuto estabelece diretrizes gerais para o planejamento, a gestão e execução das funções públicas de interesse comum em regiões metropolitanas. A lei fixa normas gerais sobre o plano de desenvolvimento urbano integrado e critérios para o apoio da União a ações que envolvam governança interfederativa – compartilhamento de responsabilidades e ações entre entes da Federação – no campo do desenvolvimento urbano.
A norma prevê planos de desenvolvimento urbano integrado, consórcios públicos, convênios de cooperação, contratos de gestão, parcerias público-privadas interfederativas e compensação por serviços ambientais.
A presidenta vetou os artigos que criavam o Fundo Nacional de Desenvolvimento Urbano Integrado. A finalidade seria captar recursos financeiros e apoiar ações de governança interfederativa em regiões metropolitanas e em consórcios públicos constituídos para atuar em funções públicas de interesse comum no desenvolvimento urbano.
"A criação de fundos cristaliza a vinculação a finalidades específicas, em detrimento da dinâmica intertemporal de prioridades políticas. Além disso, fundos não asseguram a eficiência, que deve pautar a gestão de recursos públicos. Por fim, as programações relativas ao apoio da União ao desenvolvimento urbano integrado, presentes nas diretrizes que regem o processo orçamentário atual, podem ser executadas regularmente por meio de dotações orçamentárias consignadas no Orçamento Geral da União”, disse Dilma, nas razões para o veto enviadas ao Congresso.
Fonte - Agência Brasil  13/020151

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Alstom entrega último trem para o metrô de Porto Alegre

Transportes sobre trilhos

Fabricado na unidade da Alstom Transporte, na Lapa, em São Paulo, o trem possui capacidade de transportar cerca de mil passageiros.

RF
foto - ilustração
O último dos 15 trens do contrato com a Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb), assinado em 2012, foi entregue pela Alstom, melhorando a mobilidade urbana na cidade.
Fabricado na unidade da Alstom Transporte, na Lapa, em São Paulo, o trem possui capacidade de transportar cerca de mil passageiros. Possui ar-condicionado, controle automático de temperatura, sistema de informação e comunicação e um sistema de tração em corrente alternada que permite recuperar energia durante as frenagens. Em aço inoxidável, eles contam com quatro portas automáticas por carro e corredores largos que asseguram maior fluidez e acessibilidade aos passageiros.
Fonte - Revista Ferroviária  12/01/2015

Lideranças apontam os principais desafios do setor metroferroviário para os próximos anos

Transportes sobre trilhos

Durante a 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, apresentou detalhes da proposta de renovação da frota nacional que foi encaminhada para o Governo Federal. 

Painel Logístico

Promissor, o segmento metroferroviário brasileiro tem grandes desafios pela frente, segundo lideranças empresariais presentes à NT Expo – 17ª Negócios nos Trilhos, principal encontro do segmento na América Latina que aconteceu no Expo Center Norte, em São Paulo. O aumento da malha ferroviária, integrando o Norte e Norte com o Sul e Sudeste, e a renovação da frota nacional são alguns dos assuntos da agenda de ações do setor para os próximos anos.
Durante a 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, apresentou detalhes da proposta de renovação da frota nacional que foi encaminhada para o Governo Federal. “A necessária substituição das locomotivas e vagões tem o objetivo de modernizar a frota, mas é essencial, também, para acabar com a montanha russa da indústria nacional, promovendo a sustentabilidade. Houve anos que registramos queda de 80% na cadeia que atende o setor”, explicou.
Para o presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Gustavo Bambini, um dos grandes desafios do setor é ampliar a malha, que hoje é concentrada no Sul e Sudeste. Ele chamou a atenção, também, para o novo marco regulatório do segmento que o governo pretende implantar e que cria um modelo que separa o gestor do operador da malha. “Alguns contratos só vão expirar em 2026 e será necessário, portanto, uma adaptação para que os dois modelos funcionem simultaneamente”, disse.
Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias pode iniciar as atividades em 2015
Dez anos após o início dos estudos para sua implantação, o Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviária (PNPF) pode iniciar suas atividades em 2015. Quem garante é o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Mário Dirani. Ele também proferiu palestra na 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo. “O instituto já tem a aprovação do Ministério do Transporte. O próximo passo é definir sua sustentabilidade financeira e modelagem jurídica”, destacou.
Dirani disse que algumas áreas já estão sendo estudadas para a instalação do local onde funcionará a sede ou área de pesquisas do INPF. “Temos três opções: a área da antiga rodoferroviária de Brasilia, uma área próxima da Estação Barão de Mauá, no Rio de Janeiro, ou a Estação Boa Vista, em Campinas”. O Instituto tem o objetivo de unificar as pesquisas realizadas sobre o segmento e promover, também, a formacão profissional, treinamento, normatização e certificação.
Livro sobre Engenharia Ferroviária é lançado no Espaço Inovação+Mobilidade
O engenheiro Rui José da Silva Nabais, mestre em Engenharia de Transportes pela Coppe/UFRJ, lançou, durante a NT Expo – 17ª Negócios nos Trilhos, o Manual Básico de Engenharia Ferroviária, produzido pela editora Oficina de Textos. Ele fez a apresentação da obra no Espaço Inovação+Mobilidade.
A publicação reúne a colaboração de profissionais com especialização em estudos operacionais, projeto, manutenção e material rodante, tornando-se um material de referência para consulta para profissionais e estudantes do setor de transporte ferroviário. A obra aborda os conceitos básicos; as principais noções sobre equipamentos, operação e manutenção da via permanente; e todas as etapas de um projeto de ferrovia, englobando estudos operacionais, básicos e de infraestrutura. 
Fonte - ABIFER  12/01/2015

Nova tarifa e velhos problemas

Transporte Público 

O aumento de R$ 0,30 no anel A começa a valer mesmo a partir desta segunda. Cerca de 80% dos usuários do sistema usam pagam esta tarifa.A tarifa zero para os estudantes da Rede Pública estadual, do Prouni e para os cotistas, só começa a vigorar a partir do segundo semestre de 2015. A renovação da frota só ocorrerá aos poucos.

DP
Diário de Pernambuco
Recife - No primeiro dia útil com a nova tarifa para os ônibus da Região Metropolitana do Recife, os usuários vão enfrentar os velhos problemas: ônibus lotados, informações de menos e incertezas quanto aos horários. Para minimizar os impactos do reajuste, onde o Anel A, que responde por 80% dos usuários do sistema, passou para R$ 2,45, o governo do estado tomou algumas medidas, mas os efeitos não são de imediato.
A tarifa zero para os estudantes da Rede Pública estadual, do Prouni e para os cotistas, só começa a vigorar a partir do segundo semestre de 2015. A renovação da frota só ocorrerá aos poucos. Nesse primeiro ano, a meta é substituir 400 ônibus, sendo metade até março e o restante até o fim do ano. Já a unificação da tarifa só deverá ocorrer ao longo dos quatro anos. A primeira medida foi não aumentar o valor das tarifas B (R$ 3,35) e D (R$ 2,65). A ideia do governo é reduzir a distância entre os valores existentes e conseguir uma tarifa única.
Nesta semana o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Urbana-PE) irá procurar o prefeito Geraldo Julio para formar uma parceria com o município para agilizar a implantação das faixas azuis. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) estabeleceu como meta implantar 12 corredores com faixas preferenciais para os ônibus, nos moldes do BRS (Bus Rapid Transit), onde a faixa da direita é destinada aos os ônibus, mas permite a entrada de veículos para fazer conversão ou acessar algum imóvel.
O modelo que foi inspirado no Rio de Janeiro tem, até agora, dois corredores de faixa azul em funcionamento: avenidas Domingos Ferreira e Mascarenhas de Morais. A CTTU já identificou outros 10 corredores com condições de receber uma faixa exclusiva, mas decidiu aguardar a compra de mais equipamentos de fiscalização eletrônica para estender o serviço nos outros pontos da cidade.
De acordo com o presidente da Urbano-PE, Fernando Bandeira, quanto mais espaço o ônibus tiver mais eficiente será o sistema. “Nós estamos dispostos a ajudar no que for preciso. O ônibus passa muito tempo preso nos engarrafamentos e a via exclusiva irá aumentar a velocidade dos ônibus, o que significa a capacidade de realizar mais viagens em menos tempo”, afirmou.
Diário de Pernambuco  12/01/201

Inep divulga amanhã resultados do Enem 2015

Educação

O gabarito das provas está disponibilizado aos estudantes desde o ano passado. A correção da prova, todavia, leva em consideração mais do que apenas a contagem dos erros e acertos. O valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item, sendo utilizada a Teoria de Resposta ao Item (TRI).

Da Agência Brasil 

Brasília - Os mais de seis milhões de estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão conferir os resultados da prova a partir de amanhã (13) na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para ter acesso ao resultado, os candidatos precisam do número de inscrição ou do CPF e da senha criada no momento da inscrição.
O gabarito das provas está disponibilizado aos estudantes desde o ano passado. A correção da prova, todavia, leva em consideração mais do que apenas a contagem dos erros e acertos. O valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item, sendo utilizada a Teoria de Resposta ao Item (TRI).
Assim, uma questão que muitos candidatos acertaram é considerada mais fácil e não valerá tantos pontos. Já o candidato que acertar uma questão com alto índice de erros ganhará mais pontos por aquele item.
A nota do Enem poderá ser usada para participar do Sistema ùnico de Seleção Unificada (Sisu), cujas inscrições serão de 19 a 22 deste mês, e do Programa Universidade Para Todos (ProUni), com inscrições de 26 a 29 de janeiro.
Servirá também para certificar o ensino médio, obter empréstimo pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), além de participar do programa de intercâmbio Ciência sem Fronteiras. Ano passado, o exame foi realizado em mais de 1,7 mil cidades brasileiras.
Fonte - Agência Brasil  12/01/2015

Ferrovias se preparam para um novo ciclo de desenvolvimento

Ferrovias

O que se espera é um cenário mais competitivo, com benefícios para os donos das cargas e para a logística do País como um todo. O futuro acena com boas perspectivas, mas o setor vive hoje tempos difíceis, com baixa produtividade, em parte provocada pela existência de uma grande frota de vagões e locomotivas com idade média avançada, obsoletos, pesados, poluentes e lentos. 

Revista Grandes Construções

O setor ferroviário brasileiro poderá entrar, nos próximos meses, em um novo ciclo de desenvolvimento, com a publicação dos editais de concessão dos novos trechos ferroviárias, previstos no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012. As novas concessões estarão dentro de uma concepção inovadora, que prevê a existência de operadores de transporte separados das empresas responsáveis pela construção e manutenção da via permanente. O que se espera é um cenário mais competitivo, com benefícios para os donos das cargas e para a logística do País como um todo.
O futuro acena com boas perspectivas, mas o setor vive hoje tempos difíceis, com baixa produtividade, em parte provocada pela existência de uma grande frota de vagões e locomotivas com idade média avançada, obsoletos, pesados, poluentes e lentos. Para reverter este cenário, a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), em parceria com a associação dos operadores do transporte ferroviário de carga (ANTF), apresentou ao governo federal uma proposta de renovação de uma frota de 18 mil vagões e 1.400 locomotivas, em um período de 10 anos.
Para saber mais sobre o programa entrevistamos Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), para quem o setor finalmente passará por um ciclo de desenvolvimento como não se vê há várias décadas.

Revista Grandes Construções – Como surgiu essa proposta de renovação da frota ferroviária brasileira?
Vicente Abate – Essa proposta nasceu aqui na Abifer há pouco mais de um ano, a partir de conversas com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa os operadores do transporte de carga sobre trilhos, a partir da análise dos nossos gráficos de produção de vagões e locomotivas no Brasil, que é uma verdadeira montanha russa. Essa produção sobe demais em alguns momentos, depois despenca, em outros, e a indústria não consegue manter um patamar razoável de produção, dentro de uma linearidade. É claro que ninguém vai conseguir fazer 3 mil ou 4 mil vagões todo ano, mas não dá para fazer 7 mil e depois cair para 1 mil. O ideal é manter uma certa regularidade nesta produção. E outra coisa que nos aflige muito é a falta de previsibilidade. A nossa indústria tem dificuldade de antever o futuro próximo. E isso não é culpa das concessionárias do transporte ferroviário, que por sua vez depende dos seus clientes, dos seus usuários. Portanto, o que se impõe é o desafio de resolver isso de uma forma boa para todos, Assim, surgiu a ideia da própria ANFT, que conta com uma frota antiga, obsoleta, com um uso de uma forma meio ineficiente. A proposta é trocar essa parte mais antiga da frota, com mais de 40 anos, de propriedade do governo. Começamos a estudar as alternativas para fazermos isso.

GC – E qual seria o alcance dessa medida? Quantas unidades seriam trocadas?
Vicente Abate – Foram levantados os números de vagões e locomotivas de cada concessionária, apontando para a existência de 40 mil vagões e 1.400 locomotivas nesta situação. Eles têm acima de 40 anos, embora uma parte dessa frota ainda esteja em uso, só que operando com baixa produtividade por serem obsoletos. São vagões que carregam pouca carga útil, porque o próprios vagões são muito pesados. Hoje a indústria trabalha com uma série de ferramentas e materiais que permite a fabricação de vagões mais leves e mais enxutos possível. Quanto mais você reduz o peso próprio do vagão, maior é a sua possibilidade de aumentar o volume da carga transportada. A partir daí nós passamos a estudar o que tínhamos de produtividade para oferecer. Os vagões novos que viriam substituir a frota obsoleta vão veículos mais leves, modernos de maior capacidade, que consomem menor tempo de descarga, enfim, agregam uma série de benefícios que os tornam mais produtivos. Se você concilia a modernidade dos vagões com a modernidade das linhas, você eleva a produtividade de maneira extremamente expressiva. Além disso tem a questão do tempo de operação. Antigamente se fabricava vagões para o transporte de açúcar a granel que descarregava em 45 minutos ou mais. Hoje um vagão para esse transporte descarrega em um minuto, apenas. Isso permite melhorar o ciclo do vagão, fazendo mais viagens em menos tempo.

GC – E quanto às locomotivas, qual foi o cenário identificado?
Vicente Abate – Nós identificamos pelo menos 1.400 locomotivas de baixa potência, com motores de corrente contínua, com alto consumo de combustível, elevada emissão de poluentes, que podem ser substituídas por máquinas modernas, de alta potência, equipadas com motores de corrente alternada, com baixo consumo de combustível, reduzida emissão de poluentes, até mesmo com a possibilidade de adicionar o biodiesel ao combustível convencional, que é uma alternativa que antigamente não existia. Tudo isso conduz a uma maior eficiência de transporte. Com a identificação dessa frota velha, nós passamos a calcular quanto teria que ser substituída para atender às necessidades do transporte eficiente. E concluímos que os tais 40 mil vagões seriam substituídos por 18 mil novos vagões, e as 1.400 locomotivas por 600 máquinas modernas. Ou seja, com 18 mil vagões novos seria possível produzir o mesmo que com os 40 mil antigos. O mesmo acontece com as 600 locomotivas de última geração.

GC – E o que aconteceria com a frota velha, substituída?
Vicente Abate – Ela seria sucateada. Porque não faz sentido manter essa frota ineficiente. Ela seria tirada do uso.

GC – A indústria nacional tem capacidade instalada suficiente para produzir essa frota nova, no ritmo desejado pelas concessionárias de carga?
Vicente Abate – Certamente. Principalmente se tivermos esse aspecto da previsibilidade. Os três grandes fabricantes de vagões atuando hoje no Brasil, que são a Amsted-Maxion, Usiminas e a Randon, possuem uma capacidade somada de 12 mil vagões por ano. Para fazer esses 18 mil, programados para serem entregues ao longo de um período de 10 anos, o equivalente a 1.800 vagões por ano, sobra capacidade instalada. É claro que paralelamente a esse programa teremos que fazer a renovação normal da frota, que é previsível, que são as concessionárias comprando o que elas precisam para o seu crescimento orgânico normal. Não pensamos em sobreviver apenas com os 1.800 vagões/ano. A ideia é que isso seja um “colchão” de previsibilidade de encomendas, e que a indústria consiga trabalhar desse patamar para cima. Já no que diz respeito as locomotivas, a capacidade dos dois fabricantes do mercado brasileiro – GE e Caterpillar – é de 250 locomotivas por ano, ou seja, elas teriam que entregar 60 máquinas por ano, exclusivamente para o programa de renovação da frota.

GC – E como estão as negociações dessas propostas com o Governo federal?
Vicente Abate – Nós apresentamos a proposta ao Ministério da Indústria e Comércio, ao Ministério dos Transportes e ao BNDES. Na última vez que falamos sobre o assunto, ele estava sendo equacionado financeiramente e nós estamos aguardando uma última revisão do plano, com o governo trabalhando na emissão das portarias e decretos, ou seja, na documentação legal necessária para dar start no processo.

GC – Os senhores têm uma estimativa de custo total desse programa de renovação?
Vicente Abate – Como existe a questão da Lei de Responsabilidade Fiscal, não dá para falarmos de um programa num horizonte de 10 anos. Por isso, nós estamos falando de um programa de cinco anos, renováveis por mais cinco. Nós estamos trabalhando com valores médios, de cerca de R$ 5 bilhões para cada período de cinco anos. Pelas reuniões que nós tivemos, nós sentimos que o governo está achando a ideia excelente, já que isso trará grandes benefícios para todos os elos da cadeia logística ferroviária. Para a indústria, como já falei, você garante a previsibilidade necessária para que os fabricantes produzam com ganhos de escala, redução de custos de suprimentos, e de mão de obra. Não haverá a necessidade de dispensar gente nos períodos de baixa de produção, nem de recontratar e treinar, nos períodos de alta. A indústria vai produzir veículos mais modernos, com custos menores. Para as concessionárias, o benefício é poder comprar veículos mais modernos e produtivos, a custos menores. E para o governo é bom porque ele vai gerar mais empregos e impostos. E ainda para o usuário final, o dono da carga, que é o foco principal do programa, ele vai ter um melhor atendimento, com mais rapidez e com custos menores de frete ferroviário.

GC – E como fica essa capacidade de produção da indústria nacional quando começarem a entrar as novas encomendas de material rodante, das novas operadoras ferroviárias que deverão vencer as concessões previstas no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012?

Vicente Abate – Não haverá problema com superposição de aquisição de vagões e locomotivas porque este setor da indústria, de uma forma geral, vem investindo fortemente, nos últimos 10 anos, na sua capacidade de produção. Isso já permitiu a esses players ampliação da sua capacidade com folga. Nós estamos vindo, nos últimos 10 anos, de uma média de fabricação entre 3 mil e 4 mil vagões/ano, o que corresponde a um terço da capacidade da nossa indústria. O que esta indústria tem feito é utilizar suas plantas e mão de obra especializada para promover a modernização da frota existente, não só para o transporte de carga como o de passageiros também. É o caso, por exemplo, do programa de modernização da frota dos carros de passageiros para as linhas 1 e 3 do Metrô de São Paulo. São linhas cujos carros, em parte, estão em operação há 40 anos, e que terão uma sobrevida de mais 30 ou 40 anos, depois de passarem por um processo de modernização.

GC – E por que não se faz um programa parecido, de renovação de frota, para o setor de carga, em vez de adquirir vagões e locomotivas novos?
Vicente Abate – Porque esses veículos não são de aço inox, como são os carros de passageiros. Com esses você consegue aproveitar toda a superestrutura, adicionando toda a tecnologia de ponta, os itens modernos de ar-condicionado, tração com corrente alternada, etc. Nos veículos de carga isso não é possível. Você teria que trocar tudo, praticamente. E não sairia um veículo tão produtivo. Por tudo isso, podemos dizer que é muito bem-vindo esse programa de renovação de frota, que vai regular o mercado, criando um patamar mínimo de encomendas para que a indústria não fique com sua capacidade ociosa, criando um novo círculo virtuoso que se instala na cadeia do transporte ferroviário. 
Fonte - ABIFER  12/01/2015

Incêndio atinge maior reserva florestal na Zona Oeste

Meio Ambiente

Os bombeiros e guardas-parque fizeram um trabalho de rescaldo, para evitar que o fogo se alastre novamente. “A gente não tem ainda noção da área queimada.

Por Redação - CB
Com ABr  
O Parque Estadual da Pedra Branca é a maior
reserva florestal da cidade do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro - Um incêndio atingiu o Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o fogo começou entre o final da tarde e o início da noite deste, no setor próximo ao Bairro de Bangu, mas já foi contido pelo Corpo de Bombeiros.
Os bombeiros e guardas-parque fizeram um trabalho de rescaldo, para evitar que o fogo se alastre novamente. “A gente não tem ainda noção da área queimada. Como a gente não está tendo problema de balão nessa época, então ou ele foi provocado por um fogo ateado por alguém, por queima de lixo ou por alguma pastagem fora do parque”, disse o chefe da unidade, Alexandre Pedroso.
O Parque Estadual da Pedra Branca é a maior reserva florestal da cidade do Rio de Janeiro, com 12,4 mil hectares, mais do que o triplo do Parque Nacional da Tijuca, e considerada o maior parque florestal urbano do mundo.
Fonte - Correio do Brasil  12/01/2015

Cresce a procura de adultos por ajuda para aprender a pedalar

Cicloativismo

Grupo que ensina pessoas a andarem de bicicleta recebe média de 50 pessoas a cada realização do evento A procura por esse aprendizado vem se intensificando com o incentivo ao uso de bicicletas por meio das ciclofaixas e o sistema de bicicletas compartilhadas. A maioria do público é de adultos que nunca aprenderam a pedalar

Renato Bezerra - DN
A cada edição, cresce o fluxo de pessoas buscando
 desenvolver essa habilidade
fotos - JL Rosa
Fortaleza - "É como andar de bicicleta... A gente nunca esquece". A expressão popular se refere à memória motora que o ser humano tem em, uma vez aprendida a arte de pedalar, jamais desaprender. Com os recentes incentivos ao uso da bicicleta na capital cearense, a procura por esse tipo de veículo, seja pela questão de deslocamento ou por lazer, tem aumentado, gerando, assim, o aumento de uma demanda: a busca por aprender a pedalar.
Apesar de a atividade ser considerada simples, para a maioria da população, boa parte dela sente dificuldade em como iniciar, especialmente os adultos. Visando ajudar essas pessoas é que surgiu, há cerca de dois anos, em Fortaleza, o projeto Bike Anjo. A ação, promovida pela Associação Ciclovida, acontece no 2º domingo de cada mês, na Praça Luiza Távora, no bairro Aldeota.
Segundo a arquiteta e urbanista Beatriz Rodrigues, uma das diretoras do projeto, a busca por esse aprendizado vem se intensificando desde setembro de 2013, tendo aumentado ainda mais depois do incentivo ao uso de bicicletas por meio das ciclofaixas implantadas na cidade e devido ao sistema de bicicletas compartilhadas de Fortaleza.
"Recebemos uma média de 50 pessoas a cada manhã do evento. Antes, a bicicleta era tida como meio de locomoção da classe média baixa e agora a classe média se interessou e quer aprender a andar, não só por lazer, mas como transporte, por questão de consciência, tanto ambiental, quanta urbanística e por mais qualidade de vida. As pessoas estão mais preocupadas com a saúde, com o meio ambiente, mais preocupadas com a cidade e, de alguma forma, acham que pedalando, deixando o carro em casa vão ajudar", disse Beatriz.
A maioria do público, ressalta, é de adultos que nunca aprenderam a pedalar e agora viram, na cidade mais amigável com o ciclista, a oportunidade para realizar esse desejo. "Sentimos um interesse muito maior agora".
Se para as crianças tentar, cair e levantar pode ser simples, para os adultos, o receio disso acontecer é algo que geralmente atrapalha no processo. Beatriz explica que o medo é a única dificuldade a mais enfrentada por quem tenta aprender na fase adulta. "A criança é muito destemida, tenta sem medo e aprende muito rápido. O adulto tem muito a questão do bloqueio e precisa entender que bicicleta é apenas uma questão de equilíbrio e que não importa se você é mais velho ou não. Qualquer idade aprende", destaca.
Ainda de acordo com a "bike anjo", a pessoa que tenta aprender a pedalar precisa manter o seu equilíbrio no tronco, ao invés de colocar a força toda nos braços. "É preciso ver qual o melhor pedal para começar, se direito ou esquerdo, e tentar o equilíbrio usando o freio".

Procura

E a procura pelo serviço, na manhã de ontem, foi intensa na Praça Luiza Távora. Cerca de 47 pessoas compareceram, gerando, inclusive, uma pequena fila de espera. A maioria era adulto, em idades variadas, tentando recuperar o tempo perdido e aproveitar os benefícios da bicicleta.
Com as orientações dos "bike anjos" e após diversas tentativas, muitos conseguiram, enfim, se equilibrar em cima da bicicleta e dar as primeiras pedaladas sozinhos. Uma delas foi a secretária Valquíria Moreira, 62, que começou a ter o equilíbrio necessário para andar sozinha a partir da segunda aula.
"Ainda tenho um pouco de medo mas estou quase andando. Não tive vontade de aprender quando mais nova e não acho que a idade seja um empecilho para isso. Participo de corridas e quero aprender a pedalar como mais uma forma de atividade física", diz.
Para a administradora Wesla Oliveira, 33, que já consegue se equilibrar, o problema é conseguir deixar os dois pés nos pedais na hora de sair. "Já tinha tentando uma vez sem sucesso mas assim é legal porque temos pessoas capacitadas e com muita paciência do nosso lado, isso nos dá uma segurança", avalia. A necessidade de aprender a pedalar, diz ela, veio com o exemplo dos amigos. "Tenho muita vontade de participar dos passeios noturnos que têm em Fortaleza e de andar na ciclofaixa de lazer. Todos os meus amigos vão e eu sempre fico de fora, por isso reuni coragem para aprender".
Já a queda que levou tentando andar na infância, fez a enfermeira Juliana da Costa, 36, desistir da ideia, ainda quando pequena. Somente agora, depois de uma viagem com amigos, decidiu tentar novamente. "Tiveram a ideia de fazermos um tour por Londres de bike, mas, como eu não sabia andar, a única do grupo, desistiram", conta. Agora, depois das primeiras noções após tanto tempo, a futura ciclista conseguiu andar sozinha. "Parar usando o freio sem cair é o mais difícil. Eu sempre quis muito aprender e não sabia que existia um grupo assim. A gente, que é adulto, fica com mais receio de não aprender e por isso acho essa iniciativa muito importante".

Trânsito
O grupo Bike Anjo repassa, ainda, orientações de como os ciclistas devem se portar no trânsito da cidade com mais segurança, com conceitos importantes de sinalização e postura ao pedalar, baseado nas regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Para isso, é preciso entrar no site www.bikeanjo.org, e solicitar o serviço, que é prestado gratuitamente. O Grupo poderá, por exemplo, fazer com o cliente o percurso de casa até o trabalho, traçando rotas mais seguras e com menor fluxo de veículos.
Fonte - Diário do Nordeste  12/01/22015

Ônibus quebram e deixam trânsito lento em Salvador

Salvador/Transito

Ônibus quebram prejudicam passageiros e causam transtornos no caótico transito de Salvador

A Tarde
Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Quatro ônibus quebrados complicaram o trânsito em alguns pontos de Salvador, na manhã desta segunda-feira, 12. Foram dois veículos da Expresso Vitória, um da Axé Transportes Urbanos e um da empresa de Transportes Dois de Julho.
De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), os principais locais de retenção foram nas avenidas Afrânio Peixoto (Suburbana), Dorival Caymmi (Itapuã) e Jequitaia (Cidade Baixa).
Os veículos já foram retirados do local e a pista liberada. O órgão de trânsito não registrou outros pontos de congestionamento na cidade até as 10h20
Fonte - A Tarde  12/01/2014

Passageiros da SuperVia têm que desembarcar no meio dos trilhos devido a pane

Transportes sobre trilhos

O trem, que seguia de Santa Cruz para a Central do Brasil, teve que parar perto da Estação de Inhoaíba, devido a uma falha no equipamento que liga o trem à rede elétrica que o movimenta.Os técnicos da Supervia fazem reparos no local.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio - Um trem teve que parar próximo a uma estação da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, por problemas técnicos, às 5h43 de hoje (12). Os passageiros tiveram que desembarcar no meio da via, com a ajuda de funcionários da concessionária Supervia, que administra as linhas férreas de passageiros da região metropolitana do Rio.
O trem, que seguia de Santa Cruz para a Central do Brasil, teve que parar perto da Estação de Inhoaíba, devido a uma falha no equipamento que liga o trem à rede elétrica que o movimenta.
Os técnicos da Supervia fazem reparos no local. No trecho entre as estações Paciência e Benjamin do Monte, os trens circulam por apenas uma linha, o que obriga as composições a aguardarem ordem para seguir e, consequentemente, atrasa as viagens.
Na semana passada, dois trens da Supervia colidiram em uma estação da Baixada Fluminense, deixando mais de 200 feridos.
A Defensoria Pública do Rio começa a receber hoje as vítimas do acidente de trem. Elas podem entrar em contato com o Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), para agilizar o processo de pagamento de indenizações e compensações às vítimas. De acordo com o Nudecon, as vítimas do acidente devem apresentar o boletim de atendimento do hospital.
*Colaborou Dylan Araújo, repórter da Rádio Nacional do Rio de Janeiro
Fonte - Agência Brasil  12/01/2015

'O Globo' e 'O Estado de Minas' promovem demissões em massa

Notícias 

No jornal carioca, cerca de 160 trabalhadores perdera, o emprego.O Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
Rio - A Infoglobo, empresa que administra os meios de comunicação do Grupo Globo, demitiu nesta quinta-feira cerca de 160 pessoas. Dessas, 30 são jornalistas, alguns com larga experiência e vencedores de prêmios importantes. Entre os demitidos estão Fernanda Escóssia, ex-editora de "País"; os colunistas Jorge Luiz (Esporte), Artur Xexéo (Cultura); Agostinho Vieira (Meio Ambiente); e a ex-editora de "Rio", Angelina Nunes.
Estariam também entre os dispensados as repórteres Carla Alencastro, Isabela Bastos, Laura Antunes e Paula Autran, além dos diagramadores Claudio Rocha e Télio Navega.
O Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro. Otimização, revisão de processos, reestruturação. Eufemismos corporativos foram usados pela Infoglobo para justificar demissões em série de jornalistas de ‘O Globo’", disse o sindicato, reproduzindo ainda a resposta do jornal.
"Ao Sindicato, a empresa negou que esteja em crise e tratou as demissões como uma ‘medida de otimização após a revisão dos processos da empresa’. Essa revisão, ainda segundo a Infoglobo, ‘constatou que haviam diferentes unidades produzindo o mesmo tipo de trabalho’ e a necessidade de ‘um modelo de convergência’", afirmou o Sindicato.
A entidade afirma que tem uma reunião marcada com a empresa "para o início desta semana", e que pretende cobrar explicações. O Sindicato diz que seu setor jurídico analisa possíveis irregularidades cometidas pela empresa durante as demissões.

Demissões também no Estado de Minas
E O Estado de Minas, um dos principais veículos de comunicação de Minas Gerais, também promoveu nesta quarta-feira (7) um corte em seu quadro de funcionários. De acordo com o sindicato dos jornalistas do Estado, 11 jornalistas foram demitidos.
Segundo a entidade, os profissionais desligados tinham grande experiência profissional, sendo que alguns trabalhavam no jornal há décadas. Os cortes atingiram cinco editoriais, que perderam repórteres, editores, fotógrafos e um ilustrador. Uma secretária também foi demitida.
Em nota, o sindicato solidarizou-se com os demitidos e suas famílias e manifestou grande preocupação com os cortes, que "enfraquecem" o jornalismo mineiro".
A preocupação do Sindicato não se limita à perda do emprego desses jornalistas e fechamento de postos de trabalho, mas também pelas circunstâncias recentes que cercam a decisão da empresa. No final de 2014, num ato que teve grande repercussão, o mesmo jornal dispensou o então editor de Cultura João Paulo Cunha, que se recusou a ter seus artigos censurados". A entidade diz entender que o fortalecimento da profissão e da liberdade de imprensa passa pela produção de um jornalismo vigoroso, informativo e democrático, mas, ainda de acordo com ela, o jornal tem realizado "exatamente o oposto".
"A renovação urgente do jornalismo mineiro não pode prescindir de profissionais experientes como estes que acabam de ser dispensados. O Sindicato informa ainda aos dispensados que transmitirá orientações jurídicas a serem tomadas e em relação ao plano de saúde, que também foi motivo de litígio recente dos jornalistas com a empresa".
Kerison Lopes, presidente do sindicato, afirma que as demissões ocorrem em decorrência da crise financeira enfrentada pela publicação, que vai além dos problemas enfrentados pelos veículos impressos em todo o mundo.
Fonte - Jornal do Brasil  11/01/2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

Obras do bonde de Santa Teresa em marcha lenta

Transportes sobre trilhos

Sistema deveria estar concluído há dois meses, mas apenas 20% da nova malha de trilhos ficou pronta. Secretário promete acelerar O prazo inicial foi dado em 2013 pelo governo do estado: novembro de 2014. 

Flora Castro - O Dia Online
 Foto: João Laet / Agência O Dia
Rio - Após 14 meses de uma obra prevista para durar um ano, somente 20% do novo sistema dos bondes de Santa Teresa está pronto. O prazo inicial foi dado em 2013 pelo governo do estado: novembro de 2014. Seriam entregues 17,5 quilômetros de trilhos, mas só 3,5 quilômetros foram concluídos até agora. A expectativa é que este trecho, que vai da Estação Carioca até o Largo dos Guimarães, entre em operação ainda neste primeiro semestre, segundo a Secretaria Estadual de Transportes. Enquanto isso não acontece, cinco bondinhos novos em folha estão estacionados na Estação da Carioca.
A conclusão do primeiro trecho da obra não é motivo de comemoração pelos moradores. O presidente da Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast), Jacques Schwarzstein, reclamou que a obra tem um andamento muito lento. Há ainda a preocupação de que ela não seja concluída até o fim do trajeto original do bondinho: “E se só forem somente até a parte turística? Santa Teresa não manteve o bonde só porque é bonito, mas porque é o transporte adequado ao bairro”.
“O estado reconhece que está atrasado. Vamos agora atuar de maneira incisiva e eu mesmo vou estar acompanhando a execução dessa obra para que ela seja entregue o mais rápido possível”, diz o secretário estadual de Transportes, Carlos Osório.
Com a lentidão, o comércio do bairro sofre. Alessandra Lopes, dona de uma loja de artesanato na Rua Almirante Alexandrino lamenta que haja obras nos dois sentidos da via. Segundo ela, o movimento já tinha caído quando o bonde parou de circular, mas despencou 80% depois com as obras: “Impossível respirar aqui, tem muita poeira”.
Os transtornos dos moradores são de todo tipo. Desde a interdição da Rua Joaquim Murtinho, as ruas Monte Alegre e Hermenegildo de Barros viraram mão única. Mas com o fim da obra no primeiro trecho, não voltaram a ser mão dupla. Osório diz que vai conversar com os moradores: “Solicitei à minha equipe uma reunião nos próximos dez dias com eles. Vamos falar com a Amast e com os moradores. O objetivo é ouvi-los sobre os problemas causados e tirar dúvidas com relação à operação futura do sistema”.

Estação da Carioca já está pronta
A Estação da Carioca está totalmente reformada. “Os trilhos foram trocados, a rede aérea foi substituída. Ou seja, nós queremos um serviço de qualidade", declarou o secretário Carlos Osório. A reforma aconteceu ao longo do segundo semestre do ano passado e até mesmo as roletas e o piso receberam pintura nova. “Mas não basta só a obra física estar pronta. Tem o treinamento de funcionários, motorneiros etc”, disse o secretário.
Segundo ele, o sistema será reinaugurado com 100% da frota renovada: “Não vamos utilizar nenhum bonde velho”. Dos 14 bondes recém-adquiridos, cinco já estão na estação. Eles mantém o design e a cor amarela já conhecidos do bondinho de Santa Teresa.
Fonte - STEFZS  11/01/2015

É moderado o embarque para Mar Grande e Morro de São Paulo neste domingo

Travessia marítima

O sistema opera com 8 embarcações e mais quatro na reserva. Aos domingos, cresce a frequência das praias de Vera Cruz, que ficam bem em frente a Salvador, devido à facilidade da travessia, que dura em média 40 minutos.

TB
foto - ilustração
Salvador - A travessia marítima do sistema Salvador-Mar Grande registra movimento muito bom na manhã deste domingo (11). As embarcações saem de meia em meia hora ou a cada 15 minutos, de acordo com a demanda do momento e não há filas de embarque no Terminal Náutico da Bahia.
O sistema opera com 8 embarcações e mais quatro na reserva. Aos domingos, cresce a frequência das praias de Vera Cruz, que ficam bem em frente a Salvador, devido à facilidade da travessia, que dura em média 40 minutos. A Astramab lembra aos usuários que nos dias de domingo a passagem para quem embarca no Terminal Náutico para Mar Grande custa R$ 6,60. Quem faz a travessia no sentido inverno paga a tarifa de R$ 5,60.
O último horário de saída de Salvador será às 20h e de Mar Grande, às 18h30. Na linha marítima Salvador-Morro de São Paulo, o movimento de procura e venda de passagens é regular. Os próximos horários de saída de Salvador são 8h30, 9h, 10h30, 13h e 14h30. Já as saídas de Morro de São Paulo são 9h, 9h30, 11h30, 12h30, 15h. A viagem para Morro dura duas horas e 20 minutos. Para quem quiser aproveitar o domingo para conhecer as ilhas da Baía de Todos os Santos, as escunas do tradicional ‘Passeio às Ilhas’ atendem a partir das 9 horas, zarpando do Terminal Náutico da Bahia, no Comércio, e retornando às 17h30. A tarifa por pessoa é R$ 40.
Fonte - Tribuna da Bahia 11/01/2015

Lei Seca aborda motoristas na saída da praia no Rio Janeiro

Transito

A Operação Lei Seca, do governo do estado do Rio de Janeiro, faz blitze nos principais acessos à orla, no fim da tarde. É a primeira vez que a fiscalização é feita durante o dia, para lembrar que dirigir depois de tomar bebida alcoólica pode causar acidente....

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil 
Ag - Brasil
Rio de Janeiro - Quem optar por ir à praia de carro vai ter que abrir mão da cervejinha. Desde a última sexta-feira (9) a Operação Lei Seca, do governo do estado do Rio de Janeiro, faz blitze nos principais acessos à orla, no fim da tarde. É a primeira vez que a fiscalização é feita durante o dia, para lembrar que dirigir depois de tomar bebida alcoólica pode causar acidentes, além de o motorista ter de pagar multa de R$ 1,9 mil.
Para abordar os condutores, a operação deste sábado (10) está sendo montada na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, segundo informações oficiais, e deixou em alerta os usuários de redes sociais: “alguém sabe da #Bols [blitz da Operação Lei Seca]?”, postaram internautas no Twitter.
As blitze da Lei Seca no Rio vão se estender ao longo do verão, até fevereiro, de quinta-feira a domingo, em sete pontos estratégicos, e contarão com 15 agentes. Na sexta-feira (9), os fiscais montaram a operação em um dos principais acessos à Praia do Recreio, na zona oeste. Cerca de 200 motoristas foram abordados, 167 fizeram o bafômetro e 56 foram multados.
O coordenador-geral da Operação Lei Seca, tenente-coronel Marco Andrade disse que as operações vão dar mais segurança a quem aproveitou um dia de mar a voltar para casa tranquilamente. “Nossos agentes já trabalham nos calçadões das orlas e sinalizaram que a incidência de motoristas sob a influência de álcool é significativa”, disse, em nota à imprensa.
Quem for flagrado dirigindo após consumir bebidas alcoólicas ou se recusar a fazer o teste do bafômetro é multado, acumula sete pontos na carteira de motorista e pode até ser processado criminalmente. A infração é gravíssima pelo Código Brasileiro de Trânsito.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2015

MENINA-BOMBA de 10 anos mata pelo menos 20 PESSOAS na NIGÉRIA

Internacional

"A rapariga tinha mais ou menos dez anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo", disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Maiduguri - Pelo menos 20 pessoas morreram e 18 ficaram feridas quando uma bomba presa ao corpo de uma menina de 10 anos explodiu em um mercado de Maiduguri, na Nigéria. A explosão ocorreu quando o mercado estava cheio de pessoas.
Até agora nenhuma organização terrorista reivindicou o atentado, mas os militantes do grupo Boko Haram têm usado mulheres e meninas como bombas humanas para impor um estado islâmico na maior economia africana.
"A rapariga tinha mais ou menos dez anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo", disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado.
"O detetor de metais assinalou a presença de algo suspeito quando a menina foi revistada, mas, infelizmente, a explosão deu-se antes que ela pudesse ser isolada", acrescentou, considerando ter "quase a certeza de que a bomba foi detonada por meio de um controle remoto".
Em dezembro, outro ataque no mesmo mercado 10 pessoas morreram, e na semana anterior mais de 45 pessoas foram mortas no mesmo local.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2015