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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Rio Clima 2015 reúne lideranças e especialistas brasileiros e internacionais do Meio Ambiente

Meio Ambiente

Evento acontece na terça-feira (27/10) na Firjan e será preparatório para COP 21. Economista francês Jean-Charles Hourcade vai detalhar proposta da “precificação positiva” da redução de carbono.O encontro, que é aberto ao público (as inscrições estão esgotadas), será preparatório para a grande conferência da ONU em Paris, a COP 21, que acontece de 30 de novembro a 11 de dezembro. 

Revista Amazõnia

O seminário Rio Clima 2015 vai reunir na terça-feira, 27 de outubro, no auditório da Firjan importantes especialistas, lideranças e autoridades da área do Meio Ambiente no Brasil e mundo. O encontro, que é aberto ao público (as inscrições estão esgotadas), será preparatório para a grande conferência da ONU em Paris, a COP 21, que acontece de 30 de novembro a 11 de dezembro. Esta é a terceira edição do Rio Clima, que também foi realizado em 2012 e 2013.
O encontro vai debater a transição para economias de baixo carbono. O economista francês Jean-Charles Hourcade, do Cired, vai detalhar a proposta de criação de um mecanismo de “precificação positiva” da redução de carbono, apresentada recentemente por um grupo de acadêmicos franceses e pela France Strategie (órgão de assessoramento do governo francês).
O mecanismo, que toma por base a proposta brasileira para que a COP 21 reconheça “o valor social e econômico” da redução de carbono e visa canalizar recursos do sistema financeiro para projetos ambientais, tem crescente aceitação de governos e entidades internacionais, que podem aprová-lo na grande conferência em Paris.
O mecanismo comporta a criação de certificados de redução de carbono conversíveis, títulos que serão emitidos e operados com garantias dadas pelos governos interessados, bancos centrais e bancos de desenvolvimento e de infraestrtura. “O financiamento para a transição para uma economia global de baixo carbono demanda investimentos anuais de três trilhões de dólares. Os governos não têm recursos suficientes para financiar a transição sozinhos. Chegou a hora de uma Bretton Woods do baixo carbono” afirma Alfredo Sirkis, diretor executivo do think tank Centro Brasil no Clima (CBC), que organiza o Rio Clima 2015.
“O dinheiro está no sistema financeiro, que opera cerca de U$300 trilhões. O mecanismo da precificação positiva da redução de carbono visa a atrair, com garantias dos governos, ao menos uma fração dessa enorme riqueza para financiar a transição produtiva para uma economia de baixo carbono.”
Os certificados de redução de carbono conversíveis (“moeda do clima”) não serão uma abstração. As perdas econômicas ocasionadas pelo aquecimento global são hoje quantificáveis com precisão, não obstante algum grau de controvérsia. A redução de carbono tem um intrínseco valor social e econômico que precisa ser reconhecido e incorporado contabilmente em níveis nacionais e internacionais.
Este arranjo, juntamente com as reformas dos sistemas tributários em âmbito local, regional, nacional e internacional, focadas na intensidade de carbono e no fim de subsídios aos combustíveis fósseis, são condições sine qua non para vencer o desafio de frear o aquecimento global.
A ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, Ken Berlin (braço direito de Al Gore), o professor Jean-Charles Hourcade (Cired), o professor Irving Mitzner (Universidade Johns Hopkins) e o secretário de Estado do Ambiente do Rio André Corrêa são alguns dos participantes do Rio Clima 2015. O encontro aberto de terça-feira será precedido por reunião fechada na segunda-feira, 26 de outubro, na sede da Fundacão Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS), parceira do evento.
Fonte - Revista Amazônia  27/10/2015

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Lideranças apontam os principais desafios do setor metroferroviário para os próximos anos

Transportes sobre trilhos

Durante a 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, apresentou detalhes da proposta de renovação da frota nacional que foi encaminhada para o Governo Federal. 

Painel Logístico

Promissor, o segmento metroferroviário brasileiro tem grandes desafios pela frente, segundo lideranças empresariais presentes à NT Expo – 17ª Negócios nos Trilhos, principal encontro do segmento na América Latina que aconteceu no Expo Center Norte, em São Paulo. O aumento da malha ferroviária, integrando o Norte e Norte com o Sul e Sudeste, e a renovação da frota nacional são alguns dos assuntos da agenda de ações do setor para os próximos anos.
Durante a 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate, apresentou detalhes da proposta de renovação da frota nacional que foi encaminhada para o Governo Federal. “A necessária substituição das locomotivas e vagões tem o objetivo de modernizar a frota, mas é essencial, também, para acabar com a montanha russa da indústria nacional, promovendo a sustentabilidade. Houve anos que registramos queda de 80% na cadeia que atende o setor”, explicou.
Para o presidente executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), Gustavo Bambini, um dos grandes desafios do setor é ampliar a malha, que hoje é concentrada no Sul e Sudeste. Ele chamou a atenção, também, para o novo marco regulatório do segmento que o governo pretende implantar e que cria um modelo que separa o gestor do operador da malha. “Alguns contratos só vão expirar em 2026 e será necessário, portanto, uma adaptação para que os dois modelos funcionem simultaneamente”, disse.
Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviárias pode iniciar as atividades em 2015
Dez anos após o início dos estudos para sua implantação, o Instituto Nacional de Pesquisas Ferroviária (PNPF) pode iniciar suas atividades em 2015. Quem garante é o diretor de Infraestrutura Ferroviária do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Mário Dirani. Ele também proferiu palestra na 2ª Edição do Rail Brazil Tech & Business Summit, evento paralelo à NT Expo. “O instituto já tem a aprovação do Ministério do Transporte. O próximo passo é definir sua sustentabilidade financeira e modelagem jurídica”, destacou.
Dirani disse que algumas áreas já estão sendo estudadas para a instalação do local onde funcionará a sede ou área de pesquisas do INPF. “Temos três opções: a área da antiga rodoferroviária de Brasilia, uma área próxima da Estação Barão de Mauá, no Rio de Janeiro, ou a Estação Boa Vista, em Campinas”. O Instituto tem o objetivo de unificar as pesquisas realizadas sobre o segmento e promover, também, a formacão profissional, treinamento, normatização e certificação.
Livro sobre Engenharia Ferroviária é lançado no Espaço Inovação+Mobilidade
O engenheiro Rui José da Silva Nabais, mestre em Engenharia de Transportes pela Coppe/UFRJ, lançou, durante a NT Expo – 17ª Negócios nos Trilhos, o Manual Básico de Engenharia Ferroviária, produzido pela editora Oficina de Textos. Ele fez a apresentação da obra no Espaço Inovação+Mobilidade.
A publicação reúne a colaboração de profissionais com especialização em estudos operacionais, projeto, manutenção e material rodante, tornando-se um material de referência para consulta para profissionais e estudantes do setor de transporte ferroviário. A obra aborda os conceitos básicos; as principais noções sobre equipamentos, operação e manutenção da via permanente; e todas as etapas de um projeto de ferrovia, englobando estudos operacionais, básicos e de infraestrutura. 
Fonte - ABIFER  12/01/2015

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ministro da Justiça nega que governo use força policial contra comunidades indígenas

Alex Rodrigues
Repórter Agência Brasil


Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou enfaticamente que o governo federal tenha infringido qualquer direito indígena ou que atue com parcialidade em relação aos conflitos entre índios e produtores rurais ou grandes empreendimentos. As críticas vêm sendo feitas por lideranças indígenas mundurukus e organizações indigenistas como o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) pela presença de policiais da Força Nacional com técnicos responsáveis por conduzir as pesquisas de viabilidade do Complexo Hidrelétrico Tapajós.
“Não posso aceitar, em momento algum, opiniões de que o governo [federal] tenha tido qualquer descompromisso com os direitos dos povos indígenas consagrados na Constituição. Não posso aceitar de forma nenhuma acusações de que exista uma situação de parcialidade na condução desse processo [de busca de soluções para os conflitos indígenas]”, disse o ministro hoje (19).
Para o ministro, a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) de determinar a suspensão temporária dos estudos de identificação do potencial hídrico do Rio Tapajós para a eventual construção de usinas hidrelétricas, bem como de todas as demais ações relacionadas ao empreendimento, é resultado de uma “confusão” que ele está certo de que será esclarecida nas instâncias superiores da Justiça.
A suspensão foi determinada nessa terça-feira (16), pelo desembargador João Batista Moreira, do TRF1, que acatou pedido do Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA). Além de apontar a necessidade de que os povos indígenas fossem consultados antes de qualquer estudo relacionado ao empreendimento, os procuradores da República apontavam o risco de um confronto entre policiais designados para garantir a segurança dos técnicos e cientistas responsáveis pelo estudo e manifestantes contrários à construção do Complexo Hidrelétrico Tapajós, sobretudo os índios da etnia Munduruku.
Em fevereiro, líderes da etnia visitaram a Agência Brasil e disseram que não aceitam o empreendimento e que iriam se unir a outros segmentos, como populações ribeirinhas e organizações não governamentais (ONGs), para inviabilizar as obras.
Para o ministro, as críticas são fruto “da má compreensão do que efetivamente está acontecendo”. Segundo Cardozo, a presença dos militares quer exclusivamente garantir os estudos e não afeta as áreas indígenas. “Há inclusive uma decisão judicial de que esses estudos têm que ser feitos para analisar a viabilidade da obra, com respeito ao meio ambiente e a tudo mais. A presença da Força Nacional, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal é apenas para garantir os estudos e a tranquilidade do local. Não se trata de atingir direitos de povos indígenas em hipótese nenhuma”.

Cardozo destacou o empenho do governo federal em reconhecer e garantir o cumprimento dos direitos indígenas estabelecidos na Constituição Federal e garantiu que caso algum policial federal ou da Força Nacional cometa qualquer ato de abuso de poder será julgado e responsabilizado. “Tenham certeza de que, havendo provas, o ministro da Justiça será implacável na aplicação de punições. Implacável. Por outro lado, é também sabido que, por vezes, organizações criminosas querem se valer da boa-fé dos povos indígenas para desmatar, fazer garimpo ilegal. Isso nós também não iremos aceitar. Os povos indígenas têm que ser tratados com dignidade e não serem utilizados por organizações criminosas”.
Cardozo citou o processo de retirada dos não índios da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. O processo foi concluído em janeiro deste ano. “Fomos ao limite da possibilidade de negociação para que pudéssemos entregá-la ao povo indígena. Tivemos que usar a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional e o apoio das Forças Armadas para que pudéssemos vencer as resistências e para que a área pudesse ser entregue aos povos indígenas. Cumprimos nosso dever”.
Fonte - Agência Brasil  19/04/2013