segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ferrovias se preparam para um novo ciclo de desenvolvimento

Ferrovias

O que se espera é um cenário mais competitivo, com benefícios para os donos das cargas e para a logística do País como um todo. O futuro acena com boas perspectivas, mas o setor vive hoje tempos difíceis, com baixa produtividade, em parte provocada pela existência de uma grande frota de vagões e locomotivas com idade média avançada, obsoletos, pesados, poluentes e lentos. 

Revista Grandes Construções

O setor ferroviário brasileiro poderá entrar, nos próximos meses, em um novo ciclo de desenvolvimento, com a publicação dos editais de concessão dos novos trechos ferroviárias, previstos no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012. As novas concessões estarão dentro de uma concepção inovadora, que prevê a existência de operadores de transporte separados das empresas responsáveis pela construção e manutenção da via permanente. O que se espera é um cenário mais competitivo, com benefícios para os donos das cargas e para a logística do País como um todo.
O futuro acena com boas perspectivas, mas o setor vive hoje tempos difíceis, com baixa produtividade, em parte provocada pela existência de uma grande frota de vagões e locomotivas com idade média avançada, obsoletos, pesados, poluentes e lentos. Para reverter este cenário, a Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), em parceria com a associação dos operadores do transporte ferroviário de carga (ANTF), apresentou ao governo federal uma proposta de renovação de uma frota de 18 mil vagões e 1.400 locomotivas, em um período de 10 anos.
Para saber mais sobre o programa entrevistamos Vicente Abate, presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), para quem o setor finalmente passará por um ciclo de desenvolvimento como não se vê há várias décadas.

Revista Grandes Construções – Como surgiu essa proposta de renovação da frota ferroviária brasileira?
Vicente Abate – Essa proposta nasceu aqui na Abifer há pouco mais de um ano, a partir de conversas com a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que representa os operadores do transporte de carga sobre trilhos, a partir da análise dos nossos gráficos de produção de vagões e locomotivas no Brasil, que é uma verdadeira montanha russa. Essa produção sobe demais em alguns momentos, depois despenca, em outros, e a indústria não consegue manter um patamar razoável de produção, dentro de uma linearidade. É claro que ninguém vai conseguir fazer 3 mil ou 4 mil vagões todo ano, mas não dá para fazer 7 mil e depois cair para 1 mil. O ideal é manter uma certa regularidade nesta produção. E outra coisa que nos aflige muito é a falta de previsibilidade. A nossa indústria tem dificuldade de antever o futuro próximo. E isso não é culpa das concessionárias do transporte ferroviário, que por sua vez depende dos seus clientes, dos seus usuários. Portanto, o que se impõe é o desafio de resolver isso de uma forma boa para todos, Assim, surgiu a ideia da própria ANFT, que conta com uma frota antiga, obsoleta, com um uso de uma forma meio ineficiente. A proposta é trocar essa parte mais antiga da frota, com mais de 40 anos, de propriedade do governo. Começamos a estudar as alternativas para fazermos isso.

GC – E qual seria o alcance dessa medida? Quantas unidades seriam trocadas?
Vicente Abate – Foram levantados os números de vagões e locomotivas de cada concessionária, apontando para a existência de 40 mil vagões e 1.400 locomotivas nesta situação. Eles têm acima de 40 anos, embora uma parte dessa frota ainda esteja em uso, só que operando com baixa produtividade por serem obsoletos. São vagões que carregam pouca carga útil, porque o próprios vagões são muito pesados. Hoje a indústria trabalha com uma série de ferramentas e materiais que permite a fabricação de vagões mais leves e mais enxutos possível. Quanto mais você reduz o peso próprio do vagão, maior é a sua possibilidade de aumentar o volume da carga transportada. A partir daí nós passamos a estudar o que tínhamos de produtividade para oferecer. Os vagões novos que viriam substituir a frota obsoleta vão veículos mais leves, modernos de maior capacidade, que consomem menor tempo de descarga, enfim, agregam uma série de benefícios que os tornam mais produtivos. Se você concilia a modernidade dos vagões com a modernidade das linhas, você eleva a produtividade de maneira extremamente expressiva. Além disso tem a questão do tempo de operação. Antigamente se fabricava vagões para o transporte de açúcar a granel que descarregava em 45 minutos ou mais. Hoje um vagão para esse transporte descarrega em um minuto, apenas. Isso permite melhorar o ciclo do vagão, fazendo mais viagens em menos tempo.

GC – E quanto às locomotivas, qual foi o cenário identificado?
Vicente Abate – Nós identificamos pelo menos 1.400 locomotivas de baixa potência, com motores de corrente contínua, com alto consumo de combustível, elevada emissão de poluentes, que podem ser substituídas por máquinas modernas, de alta potência, equipadas com motores de corrente alternada, com baixo consumo de combustível, reduzida emissão de poluentes, até mesmo com a possibilidade de adicionar o biodiesel ao combustível convencional, que é uma alternativa que antigamente não existia. Tudo isso conduz a uma maior eficiência de transporte. Com a identificação dessa frota velha, nós passamos a calcular quanto teria que ser substituída para atender às necessidades do transporte eficiente. E concluímos que os tais 40 mil vagões seriam substituídos por 18 mil novos vagões, e as 1.400 locomotivas por 600 máquinas modernas. Ou seja, com 18 mil vagões novos seria possível produzir o mesmo que com os 40 mil antigos. O mesmo acontece com as 600 locomotivas de última geração.

GC – E o que aconteceria com a frota velha, substituída?
Vicente Abate – Ela seria sucateada. Porque não faz sentido manter essa frota ineficiente. Ela seria tirada do uso.

GC – A indústria nacional tem capacidade instalada suficiente para produzir essa frota nova, no ritmo desejado pelas concessionárias de carga?
Vicente Abate – Certamente. Principalmente se tivermos esse aspecto da previsibilidade. Os três grandes fabricantes de vagões atuando hoje no Brasil, que são a Amsted-Maxion, Usiminas e a Randon, possuem uma capacidade somada de 12 mil vagões por ano. Para fazer esses 18 mil, programados para serem entregues ao longo de um período de 10 anos, o equivalente a 1.800 vagões por ano, sobra capacidade instalada. É claro que paralelamente a esse programa teremos que fazer a renovação normal da frota, que é previsível, que são as concessionárias comprando o que elas precisam para o seu crescimento orgânico normal. Não pensamos em sobreviver apenas com os 1.800 vagões/ano. A ideia é que isso seja um “colchão” de previsibilidade de encomendas, e que a indústria consiga trabalhar desse patamar para cima. Já no que diz respeito as locomotivas, a capacidade dos dois fabricantes do mercado brasileiro – GE e Caterpillar – é de 250 locomotivas por ano, ou seja, elas teriam que entregar 60 máquinas por ano, exclusivamente para o programa de renovação da frota.

GC – E como estão as negociações dessas propostas com o Governo federal?
Vicente Abate – Nós apresentamos a proposta ao Ministério da Indústria e Comércio, ao Ministério dos Transportes e ao BNDES. Na última vez que falamos sobre o assunto, ele estava sendo equacionado financeiramente e nós estamos aguardando uma última revisão do plano, com o governo trabalhando na emissão das portarias e decretos, ou seja, na documentação legal necessária para dar start no processo.

GC – Os senhores têm uma estimativa de custo total desse programa de renovação?
Vicente Abate – Como existe a questão da Lei de Responsabilidade Fiscal, não dá para falarmos de um programa num horizonte de 10 anos. Por isso, nós estamos falando de um programa de cinco anos, renováveis por mais cinco. Nós estamos trabalhando com valores médios, de cerca de R$ 5 bilhões para cada período de cinco anos. Pelas reuniões que nós tivemos, nós sentimos que o governo está achando a ideia excelente, já que isso trará grandes benefícios para todos os elos da cadeia logística ferroviária. Para a indústria, como já falei, você garante a previsibilidade necessária para que os fabricantes produzam com ganhos de escala, redução de custos de suprimentos, e de mão de obra. Não haverá a necessidade de dispensar gente nos períodos de baixa de produção, nem de recontratar e treinar, nos períodos de alta. A indústria vai produzir veículos mais modernos, com custos menores. Para as concessionárias, o benefício é poder comprar veículos mais modernos e produtivos, a custos menores. E para o governo é bom porque ele vai gerar mais empregos e impostos. E ainda para o usuário final, o dono da carga, que é o foco principal do programa, ele vai ter um melhor atendimento, com mais rapidez e com custos menores de frete ferroviário.

GC – E como fica essa capacidade de produção da indústria nacional quando começarem a entrar as novas encomendas de material rodante, das novas operadoras ferroviárias que deverão vencer as concessões previstas no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pelo governo federal em agosto de 2012?

Vicente Abate – Não haverá problema com superposição de aquisição de vagões e locomotivas porque este setor da indústria, de uma forma geral, vem investindo fortemente, nos últimos 10 anos, na sua capacidade de produção. Isso já permitiu a esses players ampliação da sua capacidade com folga. Nós estamos vindo, nos últimos 10 anos, de uma média de fabricação entre 3 mil e 4 mil vagões/ano, o que corresponde a um terço da capacidade da nossa indústria. O que esta indústria tem feito é utilizar suas plantas e mão de obra especializada para promover a modernização da frota existente, não só para o transporte de carga como o de passageiros também. É o caso, por exemplo, do programa de modernização da frota dos carros de passageiros para as linhas 1 e 3 do Metrô de São Paulo. São linhas cujos carros, em parte, estão em operação há 40 anos, e que terão uma sobrevida de mais 30 ou 40 anos, depois de passarem por um processo de modernização.

GC – E por que não se faz um programa parecido, de renovação de frota, para o setor de carga, em vez de adquirir vagões e locomotivas novos?
Vicente Abate – Porque esses veículos não são de aço inox, como são os carros de passageiros. Com esses você consegue aproveitar toda a superestrutura, adicionando toda a tecnologia de ponta, os itens modernos de ar-condicionado, tração com corrente alternada, etc. Nos veículos de carga isso não é possível. Você teria que trocar tudo, praticamente. E não sairia um veículo tão produtivo. Por tudo isso, podemos dizer que é muito bem-vindo esse programa de renovação de frota, que vai regular o mercado, criando um patamar mínimo de encomendas para que a indústria não fique com sua capacidade ociosa, criando um novo círculo virtuoso que se instala na cadeia do transporte ferroviário. 
Fonte - ABIFER  12/01/2015

Incêndio atinge maior reserva florestal na Zona Oeste

Meio Ambiente

Os bombeiros e guardas-parque fizeram um trabalho de rescaldo, para evitar que o fogo se alastre novamente. “A gente não tem ainda noção da área queimada.

Por Redação - CB
Com ABr  
O Parque Estadual da Pedra Branca é a maior
reserva florestal da cidade do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro - Um incêndio atingiu o Parque Estadual da Pedra Branca, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o fogo começou entre o final da tarde e o início da noite deste, no setor próximo ao Bairro de Bangu, mas já foi contido pelo Corpo de Bombeiros.
Os bombeiros e guardas-parque fizeram um trabalho de rescaldo, para evitar que o fogo se alastre novamente. “A gente não tem ainda noção da área queimada. Como a gente não está tendo problema de balão nessa época, então ou ele foi provocado por um fogo ateado por alguém, por queima de lixo ou por alguma pastagem fora do parque”, disse o chefe da unidade, Alexandre Pedroso.
O Parque Estadual da Pedra Branca é a maior reserva florestal da cidade do Rio de Janeiro, com 12,4 mil hectares, mais do que o triplo do Parque Nacional da Tijuca, e considerada o maior parque florestal urbano do mundo.
Fonte - Correio do Brasil  12/01/2015

Cresce a procura de adultos por ajuda para aprender a pedalar

Cicloativismo

Grupo que ensina pessoas a andarem de bicicleta recebe média de 50 pessoas a cada realização do evento A procura por esse aprendizado vem se intensificando com o incentivo ao uso de bicicletas por meio das ciclofaixas e o sistema de bicicletas compartilhadas. A maioria do público é de adultos que nunca aprenderam a pedalar

Renato Bezerra - DN
A cada edição, cresce o fluxo de pessoas buscando
 desenvolver essa habilidade
fotos - JL Rosa
Fortaleza - "É como andar de bicicleta... A gente nunca esquece". A expressão popular se refere à memória motora que o ser humano tem em, uma vez aprendida a arte de pedalar, jamais desaprender. Com os recentes incentivos ao uso da bicicleta na capital cearense, a procura por esse tipo de veículo, seja pela questão de deslocamento ou por lazer, tem aumentado, gerando, assim, o aumento de uma demanda: a busca por aprender a pedalar.
Apesar de a atividade ser considerada simples, para a maioria da população, boa parte dela sente dificuldade em como iniciar, especialmente os adultos. Visando ajudar essas pessoas é que surgiu, há cerca de dois anos, em Fortaleza, o projeto Bike Anjo. A ação, promovida pela Associação Ciclovida, acontece no 2º domingo de cada mês, na Praça Luiza Távora, no bairro Aldeota.
Segundo a arquiteta e urbanista Beatriz Rodrigues, uma das diretoras do projeto, a busca por esse aprendizado vem se intensificando desde setembro de 2013, tendo aumentado ainda mais depois do incentivo ao uso de bicicletas por meio das ciclofaixas implantadas na cidade e devido ao sistema de bicicletas compartilhadas de Fortaleza.
"Recebemos uma média de 50 pessoas a cada manhã do evento. Antes, a bicicleta era tida como meio de locomoção da classe média baixa e agora a classe média se interessou e quer aprender a andar, não só por lazer, mas como transporte, por questão de consciência, tanto ambiental, quanta urbanística e por mais qualidade de vida. As pessoas estão mais preocupadas com a saúde, com o meio ambiente, mais preocupadas com a cidade e, de alguma forma, acham que pedalando, deixando o carro em casa vão ajudar", disse Beatriz.
A maioria do público, ressalta, é de adultos que nunca aprenderam a pedalar e agora viram, na cidade mais amigável com o ciclista, a oportunidade para realizar esse desejo. "Sentimos um interesse muito maior agora".
Se para as crianças tentar, cair e levantar pode ser simples, para os adultos, o receio disso acontecer é algo que geralmente atrapalha no processo. Beatriz explica que o medo é a única dificuldade a mais enfrentada por quem tenta aprender na fase adulta. "A criança é muito destemida, tenta sem medo e aprende muito rápido. O adulto tem muito a questão do bloqueio e precisa entender que bicicleta é apenas uma questão de equilíbrio e que não importa se você é mais velho ou não. Qualquer idade aprende", destaca.
Ainda de acordo com a "bike anjo", a pessoa que tenta aprender a pedalar precisa manter o seu equilíbrio no tronco, ao invés de colocar a força toda nos braços. "É preciso ver qual o melhor pedal para começar, se direito ou esquerdo, e tentar o equilíbrio usando o freio".

Procura

E a procura pelo serviço, na manhã de ontem, foi intensa na Praça Luiza Távora. Cerca de 47 pessoas compareceram, gerando, inclusive, uma pequena fila de espera. A maioria era adulto, em idades variadas, tentando recuperar o tempo perdido e aproveitar os benefícios da bicicleta.
Com as orientações dos "bike anjos" e após diversas tentativas, muitos conseguiram, enfim, se equilibrar em cima da bicicleta e dar as primeiras pedaladas sozinhos. Uma delas foi a secretária Valquíria Moreira, 62, que começou a ter o equilíbrio necessário para andar sozinha a partir da segunda aula.
"Ainda tenho um pouco de medo mas estou quase andando. Não tive vontade de aprender quando mais nova e não acho que a idade seja um empecilho para isso. Participo de corridas e quero aprender a pedalar como mais uma forma de atividade física", diz.
Para a administradora Wesla Oliveira, 33, que já consegue se equilibrar, o problema é conseguir deixar os dois pés nos pedais na hora de sair. "Já tinha tentando uma vez sem sucesso mas assim é legal porque temos pessoas capacitadas e com muita paciência do nosso lado, isso nos dá uma segurança", avalia. A necessidade de aprender a pedalar, diz ela, veio com o exemplo dos amigos. "Tenho muita vontade de participar dos passeios noturnos que têm em Fortaleza e de andar na ciclofaixa de lazer. Todos os meus amigos vão e eu sempre fico de fora, por isso reuni coragem para aprender".
Já a queda que levou tentando andar na infância, fez a enfermeira Juliana da Costa, 36, desistir da ideia, ainda quando pequena. Somente agora, depois de uma viagem com amigos, decidiu tentar novamente. "Tiveram a ideia de fazermos um tour por Londres de bike, mas, como eu não sabia andar, a única do grupo, desistiram", conta. Agora, depois das primeiras noções após tanto tempo, a futura ciclista conseguiu andar sozinha. "Parar usando o freio sem cair é o mais difícil. Eu sempre quis muito aprender e não sabia que existia um grupo assim. A gente, que é adulto, fica com mais receio de não aprender e por isso acho essa iniciativa muito importante".

Trânsito
O grupo Bike Anjo repassa, ainda, orientações de como os ciclistas devem se portar no trânsito da cidade com mais segurança, com conceitos importantes de sinalização e postura ao pedalar, baseado nas regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Para isso, é preciso entrar no site www.bikeanjo.org, e solicitar o serviço, que é prestado gratuitamente. O Grupo poderá, por exemplo, fazer com o cliente o percurso de casa até o trabalho, traçando rotas mais seguras e com menor fluxo de veículos.
Fonte - Diário do Nordeste  12/01/22015

Ônibus quebram e deixam trânsito lento em Salvador

Salvador/Transito

Ônibus quebram prejudicam passageiros e causam transtornos no caótico transito de Salvador

A Tarde
Da Redação
foto - ilustração/Pregopontocom
Quatro ônibus quebrados complicaram o trânsito em alguns pontos de Salvador, na manhã desta segunda-feira, 12. Foram dois veículos da Expresso Vitória, um da Axé Transportes Urbanos e um da empresa de Transportes Dois de Julho.
De acordo com a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador), os principais locais de retenção foram nas avenidas Afrânio Peixoto (Suburbana), Dorival Caymmi (Itapuã) e Jequitaia (Cidade Baixa).
Os veículos já foram retirados do local e a pista liberada. O órgão de trânsito não registrou outros pontos de congestionamento na cidade até as 10h20
Fonte - A Tarde  12/01/2014

Passageiros da SuperVia têm que desembarcar no meio dos trilhos devido a pane

Transportes sobre trilhos

O trem, que seguia de Santa Cruz para a Central do Brasil, teve que parar perto da Estação de Inhoaíba, devido a uma falha no equipamento que liga o trem à rede elétrica que o movimenta.Os técnicos da Supervia fazem reparos no local.

Vitor Abdala 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Rio - Um trem teve que parar próximo a uma estação da zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, por problemas técnicos, às 5h43 de hoje (12). Os passageiros tiveram que desembarcar no meio da via, com a ajuda de funcionários da concessionária Supervia, que administra as linhas férreas de passageiros da região metropolitana do Rio.
O trem, que seguia de Santa Cruz para a Central do Brasil, teve que parar perto da Estação de Inhoaíba, devido a uma falha no equipamento que liga o trem à rede elétrica que o movimenta.
Os técnicos da Supervia fazem reparos no local. No trecho entre as estações Paciência e Benjamin do Monte, os trens circulam por apenas uma linha, o que obriga as composições a aguardarem ordem para seguir e, consequentemente, atrasa as viagens.
Na semana passada, dois trens da Supervia colidiram em uma estação da Baixada Fluminense, deixando mais de 200 feridos.
A Defensoria Pública do Rio começa a receber hoje as vítimas do acidente de trem. Elas podem entrar em contato com o Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), para agilizar o processo de pagamento de indenizações e compensações às vítimas. De acordo com o Nudecon, as vítimas do acidente devem apresentar o boletim de atendimento do hospital.
*Colaborou Dylan Araújo, repórter da Rádio Nacional do Rio de Janeiro
Fonte - Agência Brasil  12/01/2015

'O Globo' e 'O Estado de Minas' promovem demissões em massa

Notícias 

No jornal carioca, cerca de 160 trabalhadores perdera, o emprego.O Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
Rio - A Infoglobo, empresa que administra os meios de comunicação do Grupo Globo, demitiu nesta quinta-feira cerca de 160 pessoas. Dessas, 30 são jornalistas, alguns com larga experiência e vencedores de prêmios importantes. Entre os demitidos estão Fernanda Escóssia, ex-editora de "País"; os colunistas Jorge Luiz (Esporte), Artur Xexéo (Cultura); Agostinho Vieira (Meio Ambiente); e a ex-editora de "Rio", Angelina Nunes.
Estariam também entre os dispensados as repórteres Carla Alencastro, Isabela Bastos, Laura Antunes e Paula Autran, além dos diagramadores Claudio Rocha e Télio Navega.
O Sindicato dos jornalistas do Rio de Janeiro publicou uma nota de repúdio às demissões na Infoglobo. "Hoje é um dia triste para o jornalismo brasileiro. Otimização, revisão de processos, reestruturação. Eufemismos corporativos foram usados pela Infoglobo para justificar demissões em série de jornalistas de ‘O Globo’", disse o sindicato, reproduzindo ainda a resposta do jornal.
"Ao Sindicato, a empresa negou que esteja em crise e tratou as demissões como uma ‘medida de otimização após a revisão dos processos da empresa’. Essa revisão, ainda segundo a Infoglobo, ‘constatou que haviam diferentes unidades produzindo o mesmo tipo de trabalho’ e a necessidade de ‘um modelo de convergência’", afirmou o Sindicato.
A entidade afirma que tem uma reunião marcada com a empresa "para o início desta semana", e que pretende cobrar explicações. O Sindicato diz que seu setor jurídico analisa possíveis irregularidades cometidas pela empresa durante as demissões.

Demissões também no Estado de Minas
E O Estado de Minas, um dos principais veículos de comunicação de Minas Gerais, também promoveu nesta quarta-feira (7) um corte em seu quadro de funcionários. De acordo com o sindicato dos jornalistas do Estado, 11 jornalistas foram demitidos.
Segundo a entidade, os profissionais desligados tinham grande experiência profissional, sendo que alguns trabalhavam no jornal há décadas. Os cortes atingiram cinco editoriais, que perderam repórteres, editores, fotógrafos e um ilustrador. Uma secretária também foi demitida.
Em nota, o sindicato solidarizou-se com os demitidos e suas famílias e manifestou grande preocupação com os cortes, que "enfraquecem" o jornalismo mineiro".
A preocupação do Sindicato não se limita à perda do emprego desses jornalistas e fechamento de postos de trabalho, mas também pelas circunstâncias recentes que cercam a decisão da empresa. No final de 2014, num ato que teve grande repercussão, o mesmo jornal dispensou o então editor de Cultura João Paulo Cunha, que se recusou a ter seus artigos censurados". A entidade diz entender que o fortalecimento da profissão e da liberdade de imprensa passa pela produção de um jornalismo vigoroso, informativo e democrático, mas, ainda de acordo com ela, o jornal tem realizado "exatamente o oposto".
"A renovação urgente do jornalismo mineiro não pode prescindir de profissionais experientes como estes que acabam de ser dispensados. O Sindicato informa ainda aos dispensados que transmitirá orientações jurídicas a serem tomadas e em relação ao plano de saúde, que também foi motivo de litígio recente dos jornalistas com a empresa".
Kerison Lopes, presidente do sindicato, afirma que as demissões ocorrem em decorrência da crise financeira enfrentada pela publicação, que vai além dos problemas enfrentados pelos veículos impressos em todo o mundo.
Fonte - Jornal do Brasil  11/01/2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

Obras do bonde de Santa Teresa em marcha lenta

Transportes sobre trilhos

Sistema deveria estar concluído há dois meses, mas apenas 20% da nova malha de trilhos ficou pronta. Secretário promete acelerar O prazo inicial foi dado em 2013 pelo governo do estado: novembro de 2014. 

Flora Castro - O Dia Online
 Foto: João Laet / Agência O Dia
Rio - Após 14 meses de uma obra prevista para durar um ano, somente 20% do novo sistema dos bondes de Santa Teresa está pronto. O prazo inicial foi dado em 2013 pelo governo do estado: novembro de 2014. Seriam entregues 17,5 quilômetros de trilhos, mas só 3,5 quilômetros foram concluídos até agora. A expectativa é que este trecho, que vai da Estação Carioca até o Largo dos Guimarães, entre em operação ainda neste primeiro semestre, segundo a Secretaria Estadual de Transportes. Enquanto isso não acontece, cinco bondinhos novos em folha estão estacionados na Estação da Carioca.
A conclusão do primeiro trecho da obra não é motivo de comemoração pelos moradores. O presidente da Associação de Moradores de Santa Teresa (Amast), Jacques Schwarzstein, reclamou que a obra tem um andamento muito lento. Há ainda a preocupação de que ela não seja concluída até o fim do trajeto original do bondinho: “E se só forem somente até a parte turística? Santa Teresa não manteve o bonde só porque é bonito, mas porque é o transporte adequado ao bairro”.
“O estado reconhece que está atrasado. Vamos agora atuar de maneira incisiva e eu mesmo vou estar acompanhando a execução dessa obra para que ela seja entregue o mais rápido possível”, diz o secretário estadual de Transportes, Carlos Osório.
Com a lentidão, o comércio do bairro sofre. Alessandra Lopes, dona de uma loja de artesanato na Rua Almirante Alexandrino lamenta que haja obras nos dois sentidos da via. Segundo ela, o movimento já tinha caído quando o bonde parou de circular, mas despencou 80% depois com as obras: “Impossível respirar aqui, tem muita poeira”.
Os transtornos dos moradores são de todo tipo. Desde a interdição da Rua Joaquim Murtinho, as ruas Monte Alegre e Hermenegildo de Barros viraram mão única. Mas com o fim da obra no primeiro trecho, não voltaram a ser mão dupla. Osório diz que vai conversar com os moradores: “Solicitei à minha equipe uma reunião nos próximos dez dias com eles. Vamos falar com a Amast e com os moradores. O objetivo é ouvi-los sobre os problemas causados e tirar dúvidas com relação à operação futura do sistema”.

Estação da Carioca já está pronta
A Estação da Carioca está totalmente reformada. “Os trilhos foram trocados, a rede aérea foi substituída. Ou seja, nós queremos um serviço de qualidade", declarou o secretário Carlos Osório. A reforma aconteceu ao longo do segundo semestre do ano passado e até mesmo as roletas e o piso receberam pintura nova. “Mas não basta só a obra física estar pronta. Tem o treinamento de funcionários, motorneiros etc”, disse o secretário.
Segundo ele, o sistema será reinaugurado com 100% da frota renovada: “Não vamos utilizar nenhum bonde velho”. Dos 14 bondes recém-adquiridos, cinco já estão na estação. Eles mantém o design e a cor amarela já conhecidos do bondinho de Santa Teresa.
Fonte - STEFZS  11/01/2015

É moderado o embarque para Mar Grande e Morro de São Paulo neste domingo

Travessia marítima

O sistema opera com 8 embarcações e mais quatro na reserva. Aos domingos, cresce a frequência das praias de Vera Cruz, que ficam bem em frente a Salvador, devido à facilidade da travessia, que dura em média 40 minutos.

TB
foto - ilustração
Salvador - A travessia marítima do sistema Salvador-Mar Grande registra movimento muito bom na manhã deste domingo (11). As embarcações saem de meia em meia hora ou a cada 15 minutos, de acordo com a demanda do momento e não há filas de embarque no Terminal Náutico da Bahia.
O sistema opera com 8 embarcações e mais quatro na reserva. Aos domingos, cresce a frequência das praias de Vera Cruz, que ficam bem em frente a Salvador, devido à facilidade da travessia, que dura em média 40 minutos. A Astramab lembra aos usuários que nos dias de domingo a passagem para quem embarca no Terminal Náutico para Mar Grande custa R$ 6,60. Quem faz a travessia no sentido inverno paga a tarifa de R$ 5,60.
O último horário de saída de Salvador será às 20h e de Mar Grande, às 18h30. Na linha marítima Salvador-Morro de São Paulo, o movimento de procura e venda de passagens é regular. Os próximos horários de saída de Salvador são 8h30, 9h, 10h30, 13h e 14h30. Já as saídas de Morro de São Paulo são 9h, 9h30, 11h30, 12h30, 15h. A viagem para Morro dura duas horas e 20 minutos. Para quem quiser aproveitar o domingo para conhecer as ilhas da Baía de Todos os Santos, as escunas do tradicional ‘Passeio às Ilhas’ atendem a partir das 9 horas, zarpando do Terminal Náutico da Bahia, no Comércio, e retornando às 17h30. A tarifa por pessoa é R$ 40.
Fonte - Tribuna da Bahia 11/01/2015

Lei Seca aborda motoristas na saída da praia no Rio Janeiro

Transito

A Operação Lei Seca, do governo do estado do Rio de Janeiro, faz blitze nos principais acessos à orla, no fim da tarde. É a primeira vez que a fiscalização é feita durante o dia, para lembrar que dirigir depois de tomar bebida alcoólica pode causar acidente....

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil 
Ag - Brasil
Rio de Janeiro - Quem optar por ir à praia de carro vai ter que abrir mão da cervejinha. Desde a última sexta-feira (9) a Operação Lei Seca, do governo do estado do Rio de Janeiro, faz blitze nos principais acessos à orla, no fim da tarde. É a primeira vez que a fiscalização é feita durante o dia, para lembrar que dirigir depois de tomar bebida alcoólica pode causar acidentes, além de o motorista ter de pagar multa de R$ 1,9 mil.
Para abordar os condutores, a operação deste sábado (10) está sendo montada na zona sul da cidade do Rio de Janeiro, segundo informações oficiais, e deixou em alerta os usuários de redes sociais: “alguém sabe da #Bols [blitz da Operação Lei Seca]?”, postaram internautas no Twitter.
As blitze da Lei Seca no Rio vão se estender ao longo do verão, até fevereiro, de quinta-feira a domingo, em sete pontos estratégicos, e contarão com 15 agentes. Na sexta-feira (9), os fiscais montaram a operação em um dos principais acessos à Praia do Recreio, na zona oeste. Cerca de 200 motoristas foram abordados, 167 fizeram o bafômetro e 56 foram multados.
O coordenador-geral da Operação Lei Seca, tenente-coronel Marco Andrade disse que as operações vão dar mais segurança a quem aproveitou um dia de mar a voltar para casa tranquilamente. “Nossos agentes já trabalham nos calçadões das orlas e sinalizaram que a incidência de motoristas sob a influência de álcool é significativa”, disse, em nota à imprensa.
Quem for flagrado dirigindo após consumir bebidas alcoólicas ou se recusar a fazer o teste do bafômetro é multado, acumula sete pontos na carteira de motorista e pode até ser processado criminalmente. A infração é gravíssima pelo Código Brasileiro de Trânsito.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2015

MENINA-BOMBA de 10 anos mata pelo menos 20 PESSOAS na NIGÉRIA

Internacional

"A rapariga tinha mais ou menos dez anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo", disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado.

Da Agência Lusa
foto - ilustração
Maiduguri - Pelo menos 20 pessoas morreram e 18 ficaram feridas quando uma bomba presa ao corpo de uma menina de 10 anos explodiu em um mercado de Maiduguri, na Nigéria. A explosão ocorreu quando o mercado estava cheio de pessoas.
Até agora nenhuma organização terrorista reivindicou o atentado, mas os militantes do grupo Boko Haram têm usado mulheres e meninas como bombas humanas para impor um estado islâmico na maior economia africana.
"A rapariga tinha mais ou menos dez anos e duvido muito que ela soubesse o que levava amarrado ao corpo", disse o vigilante civil, Ashiru Mustapha. Segundo ele, o artefato detonou quando os vigilantes faziam o controle de entrada no mercado.
"O detetor de metais assinalou a presença de algo suspeito quando a menina foi revistada, mas, infelizmente, a explosão deu-se antes que ela pudesse ser isolada", acrescentou, considerando ter "quase a certeza de que a bomba foi detonada por meio de um controle remoto".
Em dezembro, outro ataque no mesmo mercado 10 pessoas morreram, e na semana anterior mais de 45 pessoas foram mortas no mesmo local.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2015

sábado, 10 de janeiro de 2015

Verão deve terminar com chuvas abaixo da média no Centro-Sul do país

Clima

Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São Paulo. Para fevereiro e março, as previsões também não são animadoras, indicando que o país terá o quarto ano seguido com verão menos chuvoso que a média.

Wellton Máximo 
Repórter da Agência Brasil
arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil
A expectativa de que as chuvas de verão amenizariam a queda dos reservatórios no Centro-Sul do país não se concretizou. Um sistema de alta pressão vindo do Oceano Atlântico, que atua em boa parte do país desde o fim de dezembro, reduziu a média de chuvas no Sudeste, no Centro-Oeste e no Nordeste em janeiro, único mês em que os índices poderiam ficar acima do normal. Para fevereiro e março, as previsões também não são animadoras, indicando que o país terá o quarto ano seguido com verão menos chuvoso que a média.
Chamado de Alta Subtropical do Atlântico Sul (Asas), o sistema responsável pela falta de chuvas no Nordeste, no Centro-Oeste e em parte do Sudeste (Minas Gerais, Espírito Santo e norte do estado do Rio de Janeiro) se intensificará neste fim de semana. Nos próximos dez dias, as chuvas também ficarão escassas no estado de São Paulo e no sul do estado do Rio, piorando a situação dos reservatórios de usinas hidrelétricas e dos sistemas de abastecimento de água da Grande São Paulo.
Normalmente com ocorrência no meio da porção sul do Oceano Atlântico, a Alta Subtropical do Atlântico Sul teve o centro deslocado para a costa brasileira desde a semana do Natal. Nesta semana, o centro da área de alta pressão aproximou-se ainda mais do litoral fluminense, elevando a temperatura para a casa dos 40 graus no Rio. A Asas funciona como um tampão que bloqueia frentes frias e impede a formação de nuvens pelo calor. Uma corrente de vento que sopra do alto da atmosfera impede que a evaporação gere nuvens pesadas do tipo cumulus nimbus, que são associadas às chuvas.
Segundo a meteorologista Bianca Lobo, da Climatempo, a expectativa é que o sistema só comece a voltar para o oceano na última semana de janeiro. A partir de então, a umidade da Amazônia voltará a chegar ao Sudeste e trazer novamente chuvas para a região. No entanto, as frentes frias continuarão fracas e as pancadas ocorrerão apenas de forma localizada, provocadas pelo tempo abafado.
“A Alta Subtropical do Atlântico Sul vai impactar o regime de chuvas no verão porque fará janeiro fechar com precipitação abaixo da média. Prevemos chuvas pouco abaixo do normal em fevereiro e muito abaixo do normal em março”, ressalta a meteorologista.
A Asas é o mesmo sistema de alta pressão que provocou o bloqueio atmosférico do início de 2014, levando à queda dos reservatórios em todo o Centro-Sul e gerando a crise hídrica em São Paulo. “O fenômeno está menos intenso neste ano, até porque as condições dos oceanos estão diferentes, mas assistimos a um processo semelhante ao do verão do ano passado”, diz Bianca.
Com a perspectiva de mais um verão com chuvas abaixo do normal, a situação dos reservatórios não é otimista. “A preocupação com o abastecimento de água e a geração de energia só aumenta. Desde 2012, o Brasil tem tido verões pouco chuvosos, o que afeta os reservatórios do Centro-Oeste e do Sudeste”, explica Bianca. Ao tomar posse na última sexta-feira (9), o novo presidente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Jerson Kelman, admitiu a possibilidade de a crise hídrica agravar-se nos próximos meses no estado.
O deslocamento da área de alta pressão traz outra consequência: a água que falta no Centro-Oeste e no Sudeste sobra na Região Sul. Desde o fim de dezembro, quando a Asas se aproximou do país, o Rio Grande do Sul enfrenta uma série de temporais, que provocaram a cheia do Rio Uruguai. “Na verdade, o sistema de alta pressão deslocou o canal de umidade para o Paraguai, o norte da Argentina e o Sul do Brasil”, explica o diretor-geral da Metsul Meteorologia, Eugenio Hackbart.
Fonte - Agência Brasil  10/01/2015

Vem aí o Estatuto da Metrópole que prevê gestão conjunta

Cidades

Com a mudança, obras que afetem rios, vias de transporte e equipamentos que atinjam mais de uma cidade devem ter uma gestão compartilhada, trazendo consequências também para o mercado imobiliário nas cidades envolvidas.

Gilson Jorge - A Tarde
Mila Cordeiro | Ag. A TARDE
Suspensa desde 1998, quando a Conder passou a atuar em todo o estado, a gestão compartilhada de obras de infraestrutura na Região Metropolitana de Salvador deve voltar em breve. A presidente Dilma Rousseff deve sancionar nas próximas semanas o Estatuto da Metrópole, que prevê decisões conjuntas entre estados e municípios em todas as regiões metropolitanas do país.
Com a mudança, obras que afetem rios, vias de transporte e equipamentos que atinjam mais de uma cidade devem ter uma gestão compartilhada, trazendo consequências também para o mercado imobiliário nas cidades envolvidas.
A sanção do estatuto está sendo cobrada por arquitetos e urbanistas. "É urgente que a presidente sancione. Essa é uma medida que já deveria ter sido tomada", afirma o arquiteto e urbanista Paulo Ormindo de Azevedo, professor da Universidade Federal da Bahia.
"A expectativa é que a presidente sancione o projeto neste próximo dia 12", avalia o atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Zezéu Ribeiro, arquiteto por formação e um dos articuladores da aprovação no Congresso em 2013, quando ainda exercia o mandato de deputado federal.
O objetivo do estatuto é preencher a lacuna deixada pela Assembleia Nacional Constituinte de 1988, que não assegurou o planejamento institucional de obras públicas em áreas metropolitanas, permitindo que um município resolva um problema urbano sem considerar o impacto que a solução encontrada cause na cidade vizinha.
"O estatuto é um grande avanço, no sentido de aprimorar um conceito de gestão correto, mas que surgiu de forma intervencionista durante a ditadura", assinala a senadora Lídice da Mata, relatora do projeto na Comissão de Infraestrutura do Senado. Ela se refere ao fato de que as primeiras nove regiões metropolitanas do país foram criadas durante o regime militar. Na Bahia, esse papel foi cumprido pela Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder) até a década de 1990, quando o órgão ganhou abrangência estadual e deixou um vácuo no planejamento metropolitano.
Uma das novidades apresentadas pelo projeto é a criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Urbano (FNDU), que prevê o uso de verbas do Orçamento da União, recursos de cooperação internacional e até doações de pessoas físicas na implementação de obras
Segundo Zezéu, o estatuto ajuda corrigir uma distorção no setor público. Com quase metade da população brasileira vivendo em 25 regiões metropolitanas, a maioria das obras de mobilidade, habitação e saneamento é planejada e decidida apenas por um governo. "São coisas que só existem no Brasil, a caatinga, a jabuticaba e o municipalismo", brinca o ex-deputado.
No caso da Região Metropolitana do Salvador, o Estatuto tem o desafio de conciliar os interesses de cidades com perfis socioeconômicos absolutamente distintos, como a capital e Camaçari, a cidade mais industrializada do Nordeste que, apesar do impressionante crescimento demográfico das últimas décadas não tem conseguido atrair para o centro da cidade moradores com alto poder aquisitivo.
Funcionários graduados das grandes indústrias do Polo continuam preferindo se instalar com suas famílias na Orla de Camaçari, em Lauro de Freitas e em Salvador. A extensão da linha do metrô até Camaçari, no futuro, pode ter um impacto considerável, por exemplo no mercado imobiliário.
"Ainda não tenho dados para avaliar qual seria o impacto , mas a mobilidade entre os municípios deve atender os interesses de todo mundo", afirma o secretário Municipal de Urbanismo de Salvador, Silvio Pinheiro, que se diz favorável à gestão compartilhada, embora rejeite a possibilidade de que ela aconteça através da Entidade Metropolitana da Região Metropolitana de Salvador (EMRMS), criada em junho de 2014, antes da aprovação do estatuto. A prefeitura contesta na justiça a forma como a entidade foi criada, por iniciativa do Governo do Estado, por supostamente ferir a autonomia dos municípios. A EMRMS, que está sob gestão interina desde mudança de governo, não se manifestou até o fechamento desta edição.
Fonte - A Tarde  10/01/2015

Em Maceió SMTT multa mais de 150 ônibus por tráfego fora da Faixa Azul

Ônibus

Os números se referem ao período de março a dezembro de 2014.
A Faixa Azul entrou em vigor em fevereiro, mas em caráter experimental, nas avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima. 


Carolina Sanches - G1 AL

Maceio - Durante nove meses de implantação da Faixa Azul em Maceió, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) aplicou 156 multas a ônibus coletivo que trafegaram fora da via exclusiva para transportes públicos. Já em relação aos condutores de veículos particulares que utilizaram a via indevidamente, o número de multas foi de 4.400. Os números se referem ao período de março a dezembro de 2014.
A Faixa Azul entrou em vigor em fevereiro, mas em caráter experimental, nas avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima. Só em março é que as multas começaram a ser aplicadas. Segundo a SMTT, 40% da frota do ônibus usam a faixa exclusiva. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a multa pelo uso indevido da via, que é de natureza leve, é de R$ 53.
O diretor de Operações da SMTT, Carlos Calheiros, informou que as empresas de ônibus são notificadas sobre as infrações. “A multa vai para a empresa, que fica responsável pelo pagamento. A identificação do motorista do coletivo que cometeu a infração também fica sob a responsabilidade da empresa”, afirmou.
Calheiros disse que dentre as infrações mais comuns observadas pelos agentes está a ultrapassagem fora da faixa. “O motorista de ônibus já sabe que não pode fazer ultrapassagem em pontos onde não existem duas vias dentro da Faixa Azul. Nos locais onde há pontos de ônibus isso acontece, e eles podem fazer a ultrapassagem sem cometer infração”, explicou.
O diretor disse que as multas são aplicadas durante fiscalizações de rotina dos agentes. Segundo ele, a proposta é de que seja implantado um sistema chamado fotossensor que funciona de forma eletrônica, com equipamentos instalados nas avenidas.
Fonte - Blog Meu Transporte  09/01/2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

PETROBRAS anuncia descoberta de petróleo na Bacia de Sergipe

Economia

A descoberta se deu a partir de um dos poços pioneiros que a estatal vem perfurando na região. Sergipe/Alagos)Segundo a empresa, o óleo é de boa qualidade (petróleo leve), entre 37 e 40 graus API – medida que determina a qualidade.

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Petrobras anunciou, na noite dessa quinta-feira (8), a descoberta de óleo leve e gás natural na área de Farfan, em águas ultraprofundas do bloco marítimo Sergipe/Alagoas 11, localizado na Bacia de Sergipe.
A descoberta se deu a partir de um dos poços pioneiros que a estatal vem perfurando na região. Segundo a empresa, o óleo é de boa qualidade (petróleo leve), entre 37 e 40 graus API – medida que determina a qualidade.
Os resultados ratificam a descoberta de óleo leve e gás na área de Farfan, conforme comunicado feito ao mercado no dia 9 de agosto de 2013. Essa perfuração também constatou a presença de nova acumulação de óleo leve em reservatório mais profundo, com espessura de 28 metros.
Localizado a 107 quilômetros (km) da cidade de Aracaju, a 5,7 km do poço descobridor e em profundidade de água de 2.492 metros, o poço alcançou a profundidade final de 5.900 metros e, no momento, encontra-se em avaliação.
A empresa informou ainda que essa acumulação integra o projeto exploratório da Bacia Sergipe-Alagoas em águas profundas, conforme previsto no Plano de Negócios e Gestão da Petrobras para o período 2014-2018.
A Petrobras informou que dará continuidade ao Plano de Avaliação da Descoberta, conforme aprovado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. A estatal brasileira é a operadora do consórcio (60%) em parceria com a IBV-BRASIL (40%).
Fonte - Agência Brasil  09/01/2014

Tarifa de ônibus no Recife sobe para R$ 2,45‏

Tarifa/Ônibus

O valor definido na manhã desta sexta-feira (9) em reunião do Conselho Superior do Transporte Metropolitano, no Centro de Convenções, em Olinda, foi de R$ 2,428 e deverá ser arredondado pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe). O valor do anel G também foi reajustado e passa de R$ 1,40 para R$ 1,60.

Meu Transporte

A partir desta segunda-feira (12) a tarifa de ônibus referente ao anel A na Região Metropolitana do Recife (RMR) custará R$ 2,45. O valor definido na manhã desta sexta-feira (9) em reunião do Conselho Superior do Transporte Metropolitano, no Centro de Convenções, em Olinda, foi de R$ 2,428 e deverá ser arredondado pela Agência Reguladora de Pernambuco (Arpe). O valor do anel G também foi reajustado e passa de R$ 1,40 para R$ 1,60.
O reajuste de 12,93%, equivale à variação do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), acumulado de janeiro de 2013 a dezembro do ano passado.
Os valores das tarifas B e D não sofreram alteração e devem continuar custando R$ 3,35 e R$ 2,65, respectivamente.
O Passe Livre para estudantes da rede pública estudal também foi pauta na reunião e foi determinada a criação de um grupo de trabalho que vai definir critérios para concessão do Passe Livre, que deve começar a funcionar no início do segundo semestre letivo. Estima-se que 310 mil estudantes sejam beneficiados.
Em protesto contra o aumento, cerca de 50 manifestantes de diferentes movimentos sociais saíram em passeata do Grande Recife Consórcio, no bairro de São José, até a Secretaria das Cidades, no bairro da Boa Vista. O grupo, articulado pela Frente de Luta pelo Transporte Público conta com a participação da sociedade civil organizada, representada pela Central Sindical e Popular (Conlutas), Associação Nacional dos Estudantes Livres (Anel), Movimento Sem Terra (MST), rodoviários e metroviários.
Um dos integrantes da Frente Popular pelo Transporte Público, Tulio de Luna, critica a falta de diálogo do governo com o movimento. "Nosso movimento é contra qualquer tipo de aumento. Lutamos pela tarifa zero. Pela abertura das contas do valor da tarifa. O passe livre deve ser para todos porque sabemos que se o passe livre for apenas para os estudantes, é o trabalhador quem vai pagar essa conta."
O protesto interrompeu o trânsito no Cais de Santa Rita, no sentido centro da cidade e complicou o tráfego. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) esteve no local orientando os motoristas. Ao passar pelas avenidas Guararapes e Dantas Barreto, o movimento foi aplaudido e recebeu apoio de quem esperava o ônibus nas paradas.
Fonte - Blog Meu Transporte  09/01/2015