terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

100 mil trabalhadores rurais entram em greve no Sertão

Trabalhadores rurais  👣

Os sindicatos avaliaram que estava impossível dar continuidade às negociações salariais, alegando que os empresários só propunham redução dos direitos conquistados nos últimos anos pela categoria.Entre as propostas dos empresários estão: o fim dos 45 dias de estabilidade, sem demissões, após a data base da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); o fim do pagamento das horas extras, sugerindo a criação do “banco de horas”; o fim do pagamento das “horas in tinere”, que são as horas gastas no trajeto para o trabalho quando não há transporte público para o estabelecimento; e a classe patronal sugere ainda que os trabalhadores passem a arcar com as despesas do transporte para o local de trabalho. 

Brasil de Fato - RA
foto - ilustração
Na última quinta-feira (16) mais de 100 mil trabalhadores rurais assalariados da hortifruticultura cruzaram os braços na região do Vale do São Francisco, que compreende Pernambuco e Bahia. Os sindicatos avaliaram que estava impossível dar continuidade às negociações salariais, alegando que os empresários só propunham redução dos direitos conquistados nos últimos anos pela categoria. A última greve dos trabalhadores da hortifruticultura da região ocorreu há 13 anos.
Segundo os agricultores, os patrões estão querendo retirar as conquistas das convenções coletivas. Entre as propostas dos empresários estão: o fim dos 45 dias de estabilidade, sem demissões, após a data base da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT); o fim do pagamento das horas extras, sugerindo a criação do “banco de horas”; o fim do pagamento das “horas in tinere”, que são as horas gastas no trajeto para o trabalho quando não há transporte público para o estabelecimento; e a classe patronal sugere ainda que os trabalhadores passem a arcar com as despesas do transporte para o local de trabalho. As negociações da campanha salarial tiveram início em janeiro.
Após seis reuniões com a classe patronal, os sindicatos realizaram nova escuta da categoria em seus locais de trabalho, informando a proposta dos empresários. No dia 8, durante uma visita à empresa de hortifruti Shimabukuro, a dirigente sindical Simone Paim, do STR Petrolina, foi agredida verbal e fisicamente em frente aos trabalhadores. A agressora, a empresária chinesa Mikiko Koshiama Shimabukuro, foi denunciada ao Ministério Público do Trabalho (MPT).
Os trabalhadores decidiram, no dia 14, deflagrar a greve, que teve início após o prazo legal de 48 horas. As negociações foram conduzidas pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs) de Petrolina, Santa Maria da Boa Vista, Lagoa Grande, Inajá e Belém do São Francisco, em Pernambuco, pelos STRs de mais cinco cidades da Bahia; pelas federações de trabalhadores assalariados rurais de Pernambuco (Fetaepe), trabalhadores na agricultura de Pernambuco (FETAPE) e da Bahia (FETAG).
Os trabalhadores reivindicam piso salarial unificado em R$ 987,00, cesta básica e um reajuste de 10% para os que recebem salário acima do piso. O diretor de política salarial da FETAPE, Gilvan José Antunes, afirma que “os empresários não reconhecem que os milhares trabalhadores e trabalhadoras assalariados da hortifruticultura têm contribuído diretamente para o desenvolvimento da região do Vale do São Francisco”. Antunes reclama que o patronato continua apresentando propostas que ameaçam os direitos da categoria. “A negociação da campanha salarial está travada, por isso é importante a deflagração da greve. Não podemos aceitar retrocessos. Se os patrões mudarem a posição, a categoria estará aberta ao diálogo”.
Fonte - Revista Amazônia  21/02/2017

China vai construir 9.000 quilômetros de ferrovia em 2017

Ferrovias  🚅

As obras começarão com a construção de 4.000 quilômetros de vias eletrificadas, 2.500 quilômetros de vias duplas e outros 2.100 de vias novas nas regiões central e oeste do país, áreas de pouco desenvolvimento social e econômico.

Uol - RF
foto - ilustração/arquivo
O Ministério de Transporte da China investirá em 2017 cerca de 800 bilhões de iuanes (US$ 117 bilhões) na construção de 8.600 quilômetros de ferrovia para ampliar a rede ferroviária do país, informou nesta segunda-feira a agência oficial de notícias "Xinhua".
O vice-ministro de Transporte, Yang Yudong, afirmou que o gigante asiático gastará 3,5 trilhões de iuanes (US$ 509 bilhões) na realização de 35 projetos ferroviários durante seu 13º plano quinquenal (2016-2020), segundo a agência estatal.
As obras começarão com a construção de 4.000 quilômetros de vias eletrificadas, 2.500 quilômetros de vias duplas e outros 2.100 de vias novas nas regiões central e oeste do país, áreas de pouco desenvolvimento social e econômico.
O orçamento atribuído para 2017 pelo Escritório Nacional de Ferrovias para a melhora da rede ferroviária é o mesmo que o utilizado em 2016, ano em que China atingiu 124 mil quilômetros de ferrovia, dos quais 22 mil são de alta velocidade.
Em 2020, o país asiático terá aumentado a extensão de sua rede de alta velocidade para 30 mil quilômetros, conectando mais de 80% das grandes cidades do país, como Pequim, Xangai, Cantão e Tianjin entre outras.
Fonte - Revista Ferroviária  20/02/2017

Devedores da Previdência respondem por quase três vezes o déficit do setor

Economia  👀

Na lista, que tem mais de 500 nomes, aparecem empresas públicas, privadas, fundações, governos estaduais e prefeituras que devem ao Regime Geral da Previdência Social. O levantamento foi feito pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, responsável pela cobrança dessas dívidas.

Lucas Pordeus León
Repórter do Radiojornalismo-Ag.Brasil

foto - ilustração/arquivo
Os devedores da Previdência Social acumulam uma dívida de R$ 426,07 bilhões, quase três vezes o atual déficit do setor, que foi cerca de R$ 149,7 bilhões no ano passado. Na lista, que tem mais de 500 nomes, aparecem empresas públicas, privadas, fundações, governos estaduais e prefeituras que devem ao Regime Geral da Previdência Social. O levantamento foi feito pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, responsável pela cobrança dessas dívidas.
De acordo com o coordenador-geral da Dívida Ativa da União, Cristiano Lins de Moraes, algumas dessas dívidas começaram na década de 60. “Tem débitos de devedores de vários tipos, desde um pequeno a um grande devedor, e entre eles há muita variação de capacidade econômica e financeira. Também há algumas situações de fraude, crimes de sonegação e esquemas fraudulentos sofisticados. Às vezes, um devedor que aparenta não ter movimentação financeira esconde uma organização que tem poder econômico por trás dele”, afirma o procurador da Fazenda Nacional.
A antiga companhia aérea Varig, que faliu em 2006, lidera a lista com R$ 3,713 bilhões. O levantamento inclui outras instituições que também decretaram falência: Vasp, que encerrou as atividades em 2005 e teve a falência decretada em 2008, com dívida de R$ 1,683 bilhão; o antigo Banco do Ceará (Bancesa), com uma dívida de R$ 1,418 bilhão; e a TV Manchete, que tem débitos no valor de mais de R$ 336 milhões.
Grandes empresas também constam entre os devedores da Previdência, como a mineradora Vale (R$ 275 milhões) e a JBS, da Friboi, com R$ 1,8 bilhão, a segunda maior da lista.
A lista inclui ainda bancos públicos e privados, como a Caixa Econômica Federal (R$ 549 milhões), o Bradesco (R$ 465 milhões), o Banco do Brasil (R$ 208 milhões) e o Itaú Unibanco (R$ 88 milhões).
A Procuradoria-geral da Fazenda Nacional tenta recuperar parte do dinheiro por meio de ações na Justiça. No ano passado, foram recuperados aproximadamente R$ 4,150 bilhões, cerca de 1% do total devido. O valo recuperado foi 11% superior ao de 2015.
Cristiano de Moraes diz que a Procuradoria-Geral da Fazenda nacional tem desenvolvido projetos para agilizar o pagamento das dívidas, mas programas de parcelamento de dívidas de estados e prefeituras atrasam com frequência o pagamento dos débitos.
O defícit da Previdência Social é um dos argumentos do governo para fazer a reforma do setor, que está em análise na Câmara dos Deputados.
Já a Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal e centrais sindicais propõem mudanças na forma de arrecadação e cobrança de débitos previdenciários. “É preciso fazer primeiro ajustes no lado das fontes de financiamento. Ou seja, cobrar essa dívida que é dinheiro sagrado de aposentados e pensionistas e foi ao longo do tempo acumulada, gerando quase de R$ 500 bilhões de débitos inscritos, fora o que está na fase administrativa. O índice de recuperação é pequeno e lento, temos que criar métodos mais ágeis de recuperação desses recursos”, disse Moraes.

Respostas
A Caixa Econômica Federal informou, por meio da assessoria, que paga corretamente e sem atraso todas as contribuições previdenciárias, mas questiona cobranças geradas por processos judiciais movidos por empregados.
Em nota, a JBS diz que já se propôs a pagar as dívidas com créditos que acumula na Receita Federal, mas ressalta que a ineficiência no sistema de cobrança impede que a troca ocorra, o que tem gerado multa, também contestada pela empresa. “A JBS não pode ser penalizada pela demora da Receita Federal em ressarcir seus créditos, mesmo porque se, de um lado, o Fisco não reconhece a correção dos créditos da companhia, de outro, tenta exigir os débitos tardiamente, corrigidos e com multa."
A mineradora Vale, também em nota, diz que, como a maioria das empresas e dos governos municipais e estaduais, tem discussões judiciais sobre temas previdenciários. "Todas as discussões possuem garantia judicial, o que nos permite a obtenção e manutenção do atestado de "Regularidade Fiscal" até o final dos processos (trânsito em julgado). Entendemos que há chances de êxito em todas as nossas discussões."
O Bradesco informou, em nota, que “não comenta questões sob análise administrativa ou judicial dos órgãos responsáveis”.
O Banco do Brasil informou, também por nota, que a dívida é referente a "um processo de tomada de contas especiais promovida pelo TCU, o Tribunal de Contas da União, em 1992, que entendeu serem indevidos os valores auferidos pela rede bancária nos meses de novembro e dezembro de 1991”. O banco recorreu da decisão do TCU na Justiça Federal.
O Itaú não se manifestou até a publicação do texto. A reportagem não conseguiu contato com representantes da Varig, Vasp, Bancesa e TV Manchete.
Fonte - Agência Brasil  20/02/2017

Siemens cria UK Mobility unidade de digitalização

Tecnologia/Ferroviária  🚅

O objetivo consiste em reunir produtos de todas as empresas, outros setores e modos de produção da Siemens, a fim de apoiar a criação de uma rede de transportes totalmente integrada e orientada para a informação.

Railway Gazette
Railway Gazette
A Siemens Rail Automation anunciou uma reestruturação de suas atividades de sinalização e controle de trens em 20 de fevereiro, com a formação de uma unidade de digitalização da mobilidade. O objetivo consiste em reunir produtos de todas as empresas, outros setores e modos de produção da Siemens, a fim de apoiar a criação de uma rede de transportes totalmente integrada e orientada para a informação.
O diretor de operações, Rob Morris, disse que a Siemens pretende assegurar que as equipes regionais de entrega tenham recursos para realizar os projetos convencionais de renovação e aprimoramento de sinalização de linhas principais e metropolitanas, estabelecendo uma nova equipe para se concentrar no desenvolvimento e integração efetiva Tecnologias da informação dos passageiros ".
"Estes são certamente momentos emocionantes para a indústria, com iniciativas como o programa Digital Railway que oferece uma grande oportunidade para fornecer alguns passos reais de mudanças na tecnologia", disse Morris. "A nossa unidade de digitalização da mobilidade estará no cerne deste objetivo, concentrando-nos, moldando e liderando o nosso trabalho nesta área-chave".
Fonte - Railway Gazette  20/02/2017

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Bahia vai tentar PPP para o VLT de Salvador sem crédito do BNDES

Transportes sobre trilhos  🚄

Com intuito de acelerar a captação de recursos - que poderia se arrastar por longos meses no BNDES - o governo do Estado está recebendo propostas para financiar o empreendimento, que será licitado ainda no primeiro semestre.Até agora, a financeira Indico, do Reino Unido, foi a única que oficializou proposta de empréstimo. A instituição ofereceu 466 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) a juros de 3%, com carência de três anos e pagamento em 15.

Valor Econômico - RF
imagem - ilustração/arquivo
O governo da Bahia está tentando costurar uma PPP com financiamento 100% privado para um projeto de mobilidade em Salvador, o chamado "VLT do subúrbio", orçado em R$ 1,5 bilhão. Com intuito de acelerar a captação de recursos - que poderia se arrastar por longos meses no BNDES - o governo do Estado está recebendo propostas para financiar o empreendimento, que será licitado ainda no primeiro semestre.
Até agora, a financeira Indico, do Reino Unido, foi a única que oficializou proposta de empréstimo. A instituição ofereceu 466 milhões de euros (R$ 1,5 bilhão) a juros de 3%, com carência de três anos e pagamento em 15. "Ficamos felizes porque já foi uma proposta bastante atrativa e equivalente às taxas do BNDES, mesmo considerando o custo do swap cambial", disse o secretário da Casa Civil da Bahia, Bruno Dauster.
Segundo ele, o governo já firmou pré-contrato com a Indico, mas até o dia 28 estará recebendo novas propostas. Originalmente, o prazo era para ter se encerrado no dia 10, mas uma agência internacional - que ele não especificou - pediu prazo de 15 dias para entrar na disputa. A Agência Francesa de Desenvolvimento encaminhou carta na semana passada e também mostrou interesse em financiar o projeto. Falta detalhar as condições.
A Indico é uma empresa de crédito que faz parte da holding Ribert Investtments & Business Trust, fundo fiduciário para projetos governamentais sediado em Hong Kong. No Brasil, a operação da empresa, com sede no Rio, está sendo comandada por Marcelo Smarrito, executivo com experiência no Itaú Unibanco, Bradesco, Investidor Profissional e XP Investimentos. Ele disse não ter autorização da matriz para se manifestar, "por ora".
Ainda no primeiro semestre, será concluída a licitação para escolha da empresa que vai construir e operar o VLT. O edital será lançado até março. No fim de janeiro, representantes do governo da Bahia foram à Bovespa, em São Paulo, apresentar o projeto a possíveis investidores. Segundo o governo baiano, 12 empresas manifestaram interesse no evento no projeto do VLT, que vai substituir o atual trem do subúrbio e terá, aproximadamente, 19 km de extensão, com 21 paradas, ligando os bairros do Comércio e Paripe, num percurso de 40 minutos, e integração com a região metropolitana.
"Acredito que é a primeira vez que estamos testando no Brasil uma obra de infraestrutura com financiamento todo privado", afirmou Dauster. Embora não tenha recebido negativa do BNDES para financiar o projeto, o secretário diz que o financiamento privado foi uma opção para dar mais celeridade ao projeto. "Já passamos da metade do mandato e queremos deixar o processo já bastante encaminhado", afirmou.
Ele negou que a ausência do BNDES e do governo federal com aporte direto no projeto seja por questões políticas - o governador da Bahia, Rui Costa, é do PT -. "Zero questão política. Entendemos que no momento o BNDES tem outras prioridades dentro de infraestrutura, como saneamento e energia."
No mais, o formato da PPP será o trivial, com o governo do Estado ressarcindo o custo do investimento da concessionária durante um prazo de 30 anos por meio de contraprestações.
Para o analista de infraestrutura do Credit Suisse, Felipe Vinagre, a ausência do BNDES no projeto do VLT de Salvador chama atenção por ser incomum. Ele diz que como os juros da economia brasileira estão caindo, é possível que o financiamento privado à infraestrutura ganhe espaço no setor.
Ao Valor, o BNDES diz que não existe previsão fechada de desembolsos para infraestrutura este ano, mas que a mobilidade urbana está entre as prioridades. "Com a recuperação gradativa da economia, os investimentos em infraestrutura ganharão fôlego", afirmou o banco.
Fonte - Revista Ferroviária  20/02/2017

Travessia marítima Salvador/Itaparica pelo Ferry-Boat nesta segunda (20)

Travessia marítima  🚢

Agora a tarde o sistema,opera com os ferries,Anna Nery, Dorival Caymmi, Ivete Sangalo, Zumbi dos Palmares e Pinheiro, com saídas regulares de hora em hora.O movimento de passageiros e veículos até o momento é tranquilo nos dois terminais,em São Joaquim e Bom Despacho

Da redação
foto - ilustração/arquivo
O sistema Ferry-Boat,na manhã desta segunda-feira (20),operou com seis embarcações,- Anna Nery, Dorival Caymmi, Ivete Sangalo, Juracy Magalhães Jr., Pinheiro e Zumbi dos Palmares,com saídas nos horários regulares (de hora em hora),e teve movimento moderado para veículos no terminal de São Joaquim tranquilo para passageiros e veículos em Bom Despacho.
Agora a tarde o sistema,opera com os ferries,Anna Nery, Dorival Caymmi, Ivete Sangalo, Zumbi dos Palmares e Pinheiro, com saídas regulares de hora em hora.Viagens extras poderão acontecer caso ocorra um aumento na demanda.O movimento de passageiros e veículos até o momento é tranquilo nos dois terminais,em São Joaquim e Bom Despacho
Contatos - pelo Tel 071 3032-0475 e pelo cac@internacionaltravessias.com.br.
O sistema disponibiliza ainda uma Central de Atendimento ao Cliente (CAC),localizada no Terminal São Joaquim funcionando de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h.
Com informações da ITS  20/02/2017

Desafios do ensino médio pós-reforma

Educação  📖

A tramitação da reforma deu-se de maneira inadequada quanto à forma, pois veio à luz por meio de uma Medida Provisória em vez de um Projeto de Lei; antidemocrática, pois excluiu do debate professores e pesquisadores da educação; e inconsistente, pois em nome da necessária demanda de discutir e reformar o ensino médio produziu-se um acelerado processo de descaracterização das ciências humanas na formação do jovem.

Por Gilberto Giusepone - Portogente
foto - ilustração/arequivo
Agora que a reforma do ensino médio foi aprovada e que passará a vigorar já em 2018, precisamos articular um amplo repertório de análises para nortear o debate e traçar estratégias daqui para a frente.
A tramitação da reforma deu-se de maneira inadequada quanto à forma, pois veio à luz por meio de uma Medida Provisória em vez de um Projeto de Lei; antidemocrática, pois excluiu do debate professores e pesquisadores da educação; e inconsistente, pois em nome da necessária demanda de discutir e reformar o ensino médio produziu-se um acelerado processo de descaracterização das ciências humanas na formação do jovem. Dessa maneira, recolocou o tema da conexão com a educação profissionalizante, retomando imperfeições criticadas e enfrentadas energicamente pelos educadores já década de 1990.
Essa situação exige atenção ao tema da flexibilização, que é um dos motes da nova arquitetura do ensino médio.
Se por um lado as escolas serão chamadas a oferecer diferentes percursos formativos, por outro lado será necessário ancorar o leque de possibilidades em sólidos projetos pedagógicos sendo, desde já, insuficiente afirmar que a base nacional curricular tudo suprirá ou tudo indicará.
Foi “por dentro” do tema flexibilização que questões bastante controversas e inconsistentes despontaram, como a presença do professor não formado, mas com “notório saber”, e foi em nome da busca por mais espaço curricular que as disciplinas filosofia, sociologia, artes e educação física por pouco não deixaram de existir nos domínios do ensino médio, ainda que tenham permanecido sob a incômoda suspeita da descaracterização.
A reforma tem seu ponto estrutural centrado no tema da escola em tempo integral.
Trata-se de uma questão que doravante exigirá cuidadoso debate, pois não se trata de simplesmente ampliar jornadas de permanência nas instituições escolares.
Trata-se, isto sim, de conjugar mais tempo para uma formação mais sólida, o que não quer dizer o mesmo que simplesmente “ocupar o tempo” com mais atividades.
Novamente a questão do projeto pedagógico se mostra inadiável. Mas a viabilidade da produção e implementação de projetos pedagógicos depende de agentes educacionais que potencialmente podem reagir à reforma manifestando impossibilidade de corresponder ao leque aberto de novas expectativas, principalmente gestores estaduais e municipais.
Se o projeto pedagógico se mostra imensamente necessário, cabe acrescentar aos debates o tema da formação de professores para o ensino médio. Sem conectar ambas as dimensões, corremos o sério risco de retroceder décadas e aprofundar problemas em detrimento da juventude que, no ensino médio, se prepara para o mundo universitário e para o mundo do trabalho e, por que não?, para o exercício da cidadania.
*Gilberto Giusepone é diretor do Cursinho da Poli e presidente da Fundação PoliSaber
Fonte - Portogente  20/02/2017

Metrô de Salvador recebe o 29º trem novo da série 2000

Transportes sobre trilhos  🚇

Os novos trens da série 2000 da Hyunday Rotem têm  tecnologias mais avançadas em relação aos primeiros seis (06) da série 1000 adquiridos inicialmente pelo Gov,do Estado,além de novas tecnologias de bordo,possuem passagens livres entre os carros,gangways,e podem operar remotamente (operação automática) equipados com sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação) 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
O metrô de Salvador recebeu mais um trem nova para integrar a sua frota ,é a 29ª composição da serie 2000.A atual frota da CCR Metro Bahia sobe agora para 35 trens,faltando apenas mais cinco para integrar a frota e completar o número total de trens que estarão em operação nas duas  Linhas, 1 e 2.O novo trem,segundo a CCR,já está pronto para iniciar a sua faze de testes.
Atualmente a operação das Linhas 1 Lapa/Pirajá e parte do trecho da Linha 2, Estação Acesso norte/Rodoviária contam com 16 trens para a operação e mais dois reservas.
Os novos trens da série 2000 da Hyunday Rotem têm  tecnologias mais avançadas em relação aos primeiros seis (06) da série 1000 adquiridos inicialmente pelo Gov,do Estado a Hyunday coreana, ainda na faze em que o metrô estava sobre o controle da prefeitura de SalvadorOs Novos trens além de novas tecnologias de bordo,possuem passagens livres entre os carros,gangways,e podem operar remotamente (operação automática) equipados com sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação) de sinalização e controle,um dos mais modernos e avançados sistemas  de controle de trens utilizado atualmente em sistemas de Metrô,que permite os trens operarem com menor distanciamento e um intervalo de tempo (Headway) médio nos horários de pico de até 80 segundos.
Pregopontocom  20/02/2017



Rodovia CIA-Aeroporto (BA-526) terá trânsito parcialmente interditado,no sentido Salvador, para o transporte de vigas

Infraestrutura  🚧

A concessionária Bahia Norte altera trânsito nesta segunda (20) na BA-526,Cia/Aeroporto, para transporte de vigas,a ação, que também será repetida na quarta-feira (22)

Da Redação
foto -  Ulgo Oliveira / Seinfra
A Concessionária Bahia Norte informa que, nesta segunda-feira (20), a partir das 22h, meia pista da rodovia CIA-Aeroporto (BA-526), sentido Salvador, será interditada para o transporte de vigas. A ação, que também será repetida na quarta-feira, 22 de fevereiro, estará acompanhada pela equipe de operações da Bahia Norte, Polícia Militar Rodoviária e batedores da transportadora. Os motoristas devem redobrar a atenção, pois o transporte deve durar cerca de 3 horas, com a possibilidade de interrupções momentâneas do fluxo de veículos. As vigas fazem parte da montagem do viaduto sobre a Rua das Flores, que integra a futura Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas.
Com informações da Seinfra Ba. 20/02/2017

Venda de armas aumentou no mundo, mostra relatório internacional

Internacional  💣

Os cinco maiores exportadores de armas são os Estados Unidos (EUA), a Rússia, a China, a França e a Alemanha, que concentram, sozinhos, 74% do volume total de vendas de armas. As importações de armas pelos países da Ásia e da Oceania aumentaram 7,7%. O documento compara os períodos de 2007 a 2011 e de 2012 a 2016.

Ag.Brasil
Da Radio France Internationale
Saab Group/Divulgação
O fluxo de armamentos em direção à Ásia, à Oceania e ao Oriente Médio aumentou nos últimos cinco anos, de acordo com relatório publicado nesta segunda-feira (20) pelo Instituto Internacional de Pesquisa pela Paz de Estocolmo (Sipri), na sigla em inglês). As informações são da Radio France Internationale.
Os cinco maiores exportadores de armas são os Estados Unidos (EUA), a Rússia, a China, a França e a Alemanha, que concentram, sozinhos, 74% do volume total de vendas de armas. As importações de armas pelos países da Ásia e da Oceania aumentaram 7,7%. O documento compara os períodos de 2007 a 2011 e de 2012 a 2016.
A Índia é o maior importador mundial de armas, com 13% do total. Um destaque é o Vietnã, que passou do 29° para o 10° lugar, com aumento de 202%. O relatório revela ainda que as transferências de armamento pesado entre 2012 e 2016 atingiram o maior volume desde o fim da Guerra Fria (disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e União Soviética entre os anos 40 e 90 do século 20).
No Oriente Médio, as importações de armas dobraram e aumentaram 86%, representando 29% do total mundial. Os países que mais adquiriram armamento na região foram a Árabia Saudita e o Catar, com aumento de 212% e 245%, respectivamente.
“Nos últimos cinco anos, a maior parte dos estados do Oriente Médio busca, com as importações da Europa e dos Estados Unidos, acelerar sua capacidade militar”, disse Pieter Wezeman, pesquisador principal do programa Armas e Despesas Militares, do Sipri. “Apesar da diminuição do preço do barril do petróleo, os países da região continuaram a encomendar mais armas do que em 2016. Eles consideram a medida um instrumento essencial para enfrentar conflitos e tensões regionais.”

EUA são o principal exportador
Os Estados Unidos continuam sendo o principal exportador, fornecendo armas para pelo menos 100 países em todo o mundo. A Rússia representa 23% das exportações mundiais, sendo que 70% do seu armamento vendido são destinados para a Índia, o Vietnã, a China e a Argélia.
A China exporta de 3,8% a 6,2%, a França e a Alemanha, 6% e 5,6%, respectivamente. Outro destaque do relatório é a diminuição da compra de armas em 19% pela Colômbia, possivelmente por conta do acordo de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e um aumento de 184% no México.
Fonte - Agência Brasil  20/02/2017

BRT do Rio após cinco anos funciona mal e continua apresentando problemas

Mobilidade/BRT 🚌

Um dos principais motivos de reclamação, a superlotação poderia ter sido amenizada se a prefeitura tivesse cumprido a promessa de concluir a rede e reestruturar estações de movimento intenso.Mas ainda nem há prazo para as melhorias.De 6h às 10h e de 16h às 21h, é superlotado.

Gustavo Ribeiro - O Dia
foto - ilustração/arquivo
Quase cinco anos após a inauguração do primeiro BRT do Rio, o Transoeste, problemas identificados desde os primeiros meses de operação continuam tornando o ir e vir diário de grande parte dos 344 mil passageiros do sistema mais estressante. Um dos principais motivos de reclamação, a superlotação poderia ter sido amenizada se a prefeitura tivesse cumprido a promessa de concluir a rede e reestruturar estações de movimento intenso. Mas ainda nem há prazo para as melhorias.
“De 6h às 10h e de 16h às 21h, é superlotado. Você chega ao terminal Alvorada domingo, é um tumulto. Vou e volto espremida todos os dias”, reclama a cabeleireira Elaine Ganga, 42, que mora em Campo Grande e trabalha no Recreio. A falta de segurança, o mau comportamento de motoristas, o vandalismo, os calotes e a presença de usuários de drogas, jamais solucionados, também deixam a passageira indignada: “A redução do tempo de viagem é a vantagem. Diminuiu quase uma hora”.
Em 2015, quando Eduardo Paes (PMDB) era prefeito, a Secretaria Municipal de Obras anunciou estudo para ampliar as estações Magarça, Mato Alto e Curral Falso e os terminais Santa Cruz e Alvorada, importantes pontos de baldeação, o que aumentaria a capacidade do Transoeste como um todo. O anúncio veio depois de a prefeitura reconhecer que essas estações foram subdimensionadas. Até hoje, porém, só o Alvorada foi reformado.
Segundo Suzy Balloussier, diretora de Relações Institucionais do BRT, a reestruturação é importante para permitir que mais ônibus parem simultaneamente nas plataformas. Com isso, o tempo que o veículo precisa esperar a próxima parada desocupar seria reduzido, o que aceleraria o embarque e o desembarque e aumentaria o número de viagens realizadas com a frota de 450 veículos. Logo, a demanda seria absorvida em menos tempo.
“Em Santa Cruz, por exemplo, só é possível encostar um ônibus de cada serviço por vez. Se encostassem dois, tanto a fila quanto a lotação no terminal seriam menores e os ônibus fariam a viagem mais rápido”, explica.
O estudante Wallace Campos do Nascimento, 21, morador de Pedra de Guaratiba, conhece bem o perrengue da na estação Magarça. “Pela manhã, de 6h às 8h, é muito cheia, e de tarde também. Ela recebe gente de Campo Grande, Bangu, Santa Cruz, Madureira. De tudo quanto é lugar. Além disso, é preciso reforçar a segurança, porque aqui à noite é bem deserto e acontecem assaltos, principalmente após as 22h. Antes, tinha policiamento. Agora, não tem mais”, afirma.

Projetos sem conclusão

O projeto do BRT Transolímpica, inaugurado ano passado, previa que o corredor ligaria o Recreio a Deodoro. No entanto, essa última estação nem começou a ser construída e o corredor termina na Vila Militar. O terreno onde o terminal seria erguido, ao lado da estação de trem, continua cheio de mato. Só um segurança toma conta do canteiro.
Em 2015, a Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) chegou a dizer que o BRT da Transolímpica ajudaria a desafogar o Transoeste. A previsão era que moradores de bairros entre Bangu e Campo Grande, que utilizam a estação Mato Alto, poderiam passar a fazer conexão entre linhas de ônibus comuns e os serviços da Transolímpica em Sulacap ou Deodoro. “A gente acredita que a Transolímpica teria maior atratividade com a construção do terminal”, aponta Suzy Balloussier, do BRT.
Suzy estima que o Transbrasil, cujas obras estão abandonadas desde julho, também ajudaria a distribuir melhor a demanda dos demais corredores. “Muita gente viaja pela Transoeste e pela Transcarioca porque não tem opção pela Avenida Brasil”.
Como a rede toda não foi concluída, o número total de passageiros (344 mil por dia) é bem menor do que o estimado no início (1,5 milhão). A prefeitura diz que reavalia os contratos e que pretende dar continuidade às obras do Transolímpica e do Transbrasil. A SMTR afirma, ainda, que o atraso na alça de ligação Transoeste-Transolímpica se deve à demora em transferir cabos pela Light.

Calotes e buracos no meio da rota
Outros velhos problemas são os calotes (segundo o BRT, o índice de evasão chega a 12%) e depredação. Na maioria das plataformas do Transoeste e do Transcarioca, a abertura automática das portas de vidro nem funciona mais, de tanto que vândalos forçam as entradas laterais para não pagar passagem.
Para tentar reduzir a incidência, um grupo de trabalho da prefeitura se reunirá amanhã para discutir o plano para possível utilização da Guarda Municipal no reforço da segurança das estações. A previsão é que o planejamento seja concluído em março.
Como O DIA antecipou, o plano é distribuir 700 agentes em todo o sistema.
Ao percorrer o Transoeste na quinta-feira, a equipe de reportagem observou pelo menos cinco ônibus articulados quebrados na pista. O BRT atribui o problema à má qualidade da pista, feita em asfalto, e não em concreto, como os corredores mais modernos. A prefeitura esclareceu que começou a mapear o corredor para estimar danos e fazer um plano de recuperação.
Fonte - O Dia  19/02/2017

Sistema de BRT do Rio - Arte O Dia

Acordo para retomada das obras do VLT de Cuiabá deve sair em março

Transportes sobre trilhos  🚄

O prazo foi concedido pelo juiz Ciro José de Andrade Arapiraca, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, diante da possibilidade de conciliação entre o Estado e o Consórcio VLT, responsável pela construção do metrô de superfície.

SóNotícias/A Gazeta
foto - ilustração/arquivo
O Governo de Mato Grosso trabalha para que até o próximo dia 10 de março esteja pronta uma proposta de acordo que garanta a retomada das obras de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), ligando as cidades de Cuiabá e Várzea Grande. O prazo foi concedido pelo juiz Ciro José de Andrade Arapiraca, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, diante da possibilidade de conciliação entre o Estado e o Consórcio VLT, responsável pela construção do metrô de superfície.
Participando das negociações, o procurador-geral do Estado, Rogério Gallo, explica que tanto a Procuradoria quanto a Secretaria de Estado de Cidades (Secid) atuam no sentido de se respeitar este prazo. “Estamos trabalhado com isso, mas é um caso muito complexo, envolve um contrato bilionário de uma obra muito complexa, que envolve variáveis e tem um passivo que deve ser corrigido”.
Atualmente, o Estado está auditando as planilhas de custo da obra, de forma a chegar ao valor que será oferecido ao consórcio em troca da conclusão da obra. A primeira pedida do grupo de empresas para o término da implantação do modal era da ordem de R$ 1,4 bilhão, além do que já foi pago, pouco mais de R$ 1 bilhão. Gallo adianta que a proposta ficará abaixo deste valor. “Estamos dialogando e mostrando de forma muito transparente tudo o que está sendo feito. É uma construção difícil, porque envolve muitas instituições, mas nossa busca é por uma conciliação que atenda ao interesse público, que é a obra executada com o menor tempo possível e pelo menor custo possível”.
Gallo pontua que, como toda negociação, as tratativas têm sido muito difíceis, mas que a presença dos órgãos de controle, como o Ministério Público Estadual (MPE) e o Ministério Público Federal (MPE), além da própria Justiça Federal dão transparência para que haja um acordo. “É inconcebível que o MP leve uma proposta que não seja vantajosa para o interesse público. Esperamos chegar a um consenso e homologar este acordo muito brevemente”.
As obras do VLT estão suspensas desde dezembro de 2014. Em 2015, Estado, MPE e MPF ingressaram com uma ação que suspendeu os efeito do contrato para a verificação de todos os custos da obra. “Foi feita uma auditoria, se chegou ao valor que faltaria ser pago e se verificou, no final do ano passado, que encerrar o contrato e fazer uma nova licitação poderia representar um aumento muito grande no valor. Por conta disso, de forma transparente, começamos a fazer uma conciliação”. Gallo lembra ainda que o próprio juiz que cuida do caso acredita que a conciliação talvez seja a única solução possível para o imbróglio.
Fazem parte do consórcio responsável pelas obras as empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda. Todas participam da conciliação. (Confira mais informações na plataforma multimídia
Fonte - SóNotícias  19/02/201

O Escândalo A-DARTER

Ponto de Vista  🔍

Ou de como a tentativa de assassinato da Odebrecht pode ferir de morte a construção do mais avançado míssil da Força Aérea Brasileira.- Coloca-se sob risco direto,a produção dos mísseis A-Darter,destinados aos caças Gripen NG BR, que se encontram em desenvolvimento pela MECTRON, empresa controlada pela Odebrecht, em cooperação com a DENEL sul-africana,além da construção do futuro submarino nuclear nacional (e de outros, convencionais)

Mauro Santayana
Mauro Santayana
Está dando certo o implacável, mesquinho, totalmente desvinculado da estratégia e dos interesses nacionais, cerco, montado pela Procuradoria Geral da República, para arrebentar com a Odebrecht, não apenas dentro do Brasil, mas, em conluio com os EUA, também na América do Norte e, com base em "forças tarefas" conjuntas, nos mais diferentes países da América Latina.
Pressionada pela perseguição além fronteiras da Jurisprudência da Destruição da Lava-Jato e pela estúpida, desproporcional, multa, de 7 bilhões de reais estabelecida a título de punição, pelo Ministério Público brasileiro, em parceria com o Departamento de Justiça norte-americano, a Odebrecht não está conseguindo vender boa parte dos ativos estratégicos que tenta colocar no mercado, para evitar sua bancarrota e total desaparecimento, com a paralisação de dezenas de bilhões em projetos, muitos deles estratégicos, dentro e fora do país, e a demissão de milhares de colaboradores que trabalham no grupo, que já foi obrigado a se desfazer de mais de 150.000 pessoas nos últimos dois anos.
Com o cerco à empresa, que bem poderíamos classificar de mera tentativa de assassinato, considerando-se o ódio com que vem sendo tratada a Odebrecht pelos nossos jovens juízes e procuradores - já que poderiam ter sido presos eventuais culpados sem praticamente destruir a maior multinacional brasileira de engenharia - coloca-se sob risco direto, não apenas a construção do futuro submarino nuclear nacional (e de outros, convencionais), mas também a produção dos mísseis A-Darter, destinados aos caças Gripen NG BR, que se encontram em desenvolvimento pela MECTRON, empresa controlada pela Odebrecht, em cooperação com a DENEL sul-africana.
Não tendo conseguido negociar a MECTRON, incluída em sua lista oferecida ao mercado, a Odebrecht pretende, agora, esquartejar a companhia e vender seus projetos um a um - entre eles o desse avançado mísil ar-ar - para quem estiver interessado em ficar, entre outras coisas, com parte do know-how desenvolvido pelo Brasil nessa área, desde a época do míssil "Piranha".

Enquanto isso, a Presidência e o Congresso fazem cara de paisagem.
Quando, diante desse absurdo, o mínimo que a Comissão de Defesa Nacional - por meio de CPI para investigar o caso - o Ministério da Defesa e o Ministério da Aeronaútica deveriam fazer seria pressionar e negociar no governo o financiamento da compra da MECTRON por uma empresa da área, como a AVIBRAS, por exemplo, com recursos do BNDES, ou injetar dinheiro do Banco - agora emagrecido em 100 bilhões de reais "pagos" antecipadamente ao Tesouro - para que comprasse provisoriamente a MECTRON, assegurando que seu controle ficasse com o Estado, ao menos até o fim do programa A-Darter, ou que se estabelecesse uma estratégia voltada para impedir sua desnacionalização.
O problema é que o BNDES, como faz questão de afirmar a nova diretoria, pretende mudar de foco para dar atenção - o que quer que isso signifique - a projetos que beneficiem "a toda a sociedade".
Será que seria possível que a finalização do desenvolvimento de um míssil avançado para os novos caças de nossa Força Aérea, destinado a derrubar aviões inimigos em situação de combate, em que já foram investidos milhões de dólares, viesse a ser enquadrado nessa categoria e na nova doutrina de funcionamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - que já bloqueou 1.5 bilhões que a Odebrecht teria a receber por obras no exterior - ou estaríamos pedindo demais e exagerando na importância do caso?
Fonte - Do Blog Mauro Santayana  19/02/2017

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Programação de ópera no Palácio da Aclamação é lançada com presença de Gilberto Gil

Cultura  🎸🎶

A iniciativa faz parte do projeto de dinamização de áreas públicas do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), que tem como objetivo reutilizar espaços culturais que vinham sendo pouco aproveitados para novas oportunidades de negócios e entretenimento.

Da Redação
foto -  Daniele Rodrigues/GOVBA
Uma programação anual de ensaios do Núcleo de Ópera da Bahia (Nop) – que irá montar espetáculos gratuitos com temáticas diversas, no Palácio da Aclamação – foi lançada neste sábado (18), durante uma apresentação do Nop, com Gilberto Gil e o Cortejo Afro. O encontro serviu como um ensaio para o show que acontecerá na segunda-feira (20), às 21h, na Praça das Artes, no Pelourinho. A iniciativa faz parte do projeto de dinamização de áreas públicas do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), que tem como objetivo reutilizar espaços culturais que vinham sendo pouco aproveitados para novas oportunidades de negócios e entretenimento.
O Núcleo de Ópera utilizará o espaço do Palácio da Aclamação e, em contrapartida, vai oferecer apresentações gratuitas à população. Estão previstas três novas óperas em 2017, uma junina, uma infanto-juvenil e uma em homenagem aos terreiros de candomblé. O maestro do Nop, Aldo Brizzi, acredita que a solenidade é um marco histórico para a cultura baiana. “Até hoje, a Bahia, que é um estado com uma riqueza cultural fantástica, não tinha uma casa de ópera. Agora, graças a essa parceria com Ipac, que cedeu esse espaço para ensaios e apresentações, poderemos desenvolver um programa sério de várias obras, com um repertório que foge ao óbvio, baseado numa ideia inovadora de valorização da cultura negra”, explica.
Para o cantor e compositor Gilberto Gil, a iniciativa do Ipac dá suporte para que a cultura baiana seja fortalecida. “É muito importante. É um trabalho de gestão cultural da sociedade, que caminha através de seus governos em parceria com aqueles que têm projetos e iniciativas, como essa de criar um núcleo de ópera na Bahia. O apoio a isso veio através do Governo do Estado. Eu acho fundamental, é uma das formas de continuar caminhando”.
De acordo com o secretário da Cultura, Jorge Portugal, o projeto de dinamização é importante para a compreensão de que os espaços públicos devem ser ocupados pela sociedade. “Movimentar esses espaços é algo fundamental para a nossa gestão, queremos abrir esses pontos culturais à participação popular. A nossa proposta é estender esse projeto para todos os nossos espaços. Afinal de contas, a cultura é do povo, é dele o pertencimento desses espaços”.
Sobre a busca por parcerias para ocupar os espaços, segundo o diretor do Ipac, João Carlos Oliveira, além de trazer mais visibilidade para o espaço do governo, gera recursos para a manutenção de despesas fixas da estrutura e lucro para o parceiro. “Queremos mostrar para a sociedade que o estado tem ótimos espaços cheios de possibilidades. Assim que o Carnaval terminar, nós vamos fazer editais para parcerias público-privadas para ocupar nossos espaços. Vamos convidar produtores para administrar o MAM, o Palacete das Artes, o MAB e nossas praças no Pelourinho. Queremos espaços mais dinâmicos e com relações econômicas mais viáveis para a Bahia”, destacou João Carlos.
Com informações da Secom Ba.  18/02/2017

Expedição aos Corais da Amazônia surpreende pesquisadores

Meio Ambiente  🌏

Tinha recifes muito maiores do que imaginávamos, mais extensos, muito mais complexos do que imaginávamos, cheios de pargos e chernes – que são grandes predadores recifais –, que é um indicativo de que é um ecossistema saudável”, disse Ronaldo Francini Filho, pesquisador da Universidade Federal da Paraíba.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

Divulgação/Greenpeace
A expedição a bordo do navio Esperanza da organização não-governamental (ONG) Greenpeace, com pesquisadores brasileiros e ativistas ambientais, pela região dos chamados Corais da Amazônia, encontrou peixes que estão sob risco de extinção e possíveis novas espécies nos recifes de corais localizados na Foz do Rio Amazonas, costa norte do Brasil.
“Tinha recifes muito maiores do que imaginávamos, mais extensos, muito mais complexos do que imaginávamos, cheios de pargos e chernes – que são grandes predadores recifais –, que é um indicativo de que é um ecossistema saudável”, disse Ronaldo Francini Filho, pesquisador da Universidade Federal da Paraíba. Na avaliação de Francini, os pargos e chernes, encontrados em abundância na região, correm risco de desparecer: “Eles estão correndo risco de extinção”.
A jornada da campanha Defenda os Corais da Amazônia começou no dia 24 de janeiro, quando o navio saiu do Porto de Santana, no Amapá, em direção à área onde estão localizados os recifes, e terminou no último dia 10. O grupo navegou por 1.649 milhas náuticas – cerca de 3 mil quilômetros –, e ficou a uma distância de aproximadamente 100 quilômetros da costa brasileira, indo e vindo pelas áreas dos recifes.
“A maior surpresa para mim foi a enorme diversidade de organismos recifais – aumentamos muito o número de espécies que conhecíamos de lá – e ver que é um recife de coral mesmo, com coral negro, com esponjas e com vários organismos construtores”, informou o pesquisador.
Oito mergulhos foram realizados com um submarino, o mais profundo deles a 220 metros. “Vimos também bichos que são provavelmente novos para a ciência. Vimos peixes-borboleta muito diferentes. Nesses recifais, conseguimos distinguir bem pela cor, é um diagnóstico bom para novas espécies”, disse.
No entanto, ele explicou que os pesquisadores só conseguem descrever formalmente uma espécie com realização de sequenciamento genético, caracterização morfológica e de coloração. “Temos uma grande indicação de que existem espécies novas nesse recife do [Rio] Amazonas, mas só vamos conseguir comprovar isso com amostras futuras”. A próxima expedição para coleta de amostras biológicas deve ocorrer no segundo semestre deste ano.

Recifes

O tamanho dos recifes de corais da Amazônia também surpreendeu os tripulantes. A estimativa inicial era de um total de 9,5 mil quilômetros quadrados (km²) – uma área 20% maior que a região metropolitana de São Paulo. Francini Filho faz uma projeção de que os recifes sejam de três a quatro vezes maior que isso.
“Eu vou ter que fazer um cálculo para prever onde o recife ocorre nessa nova profundidade, que é 185 metros e [onde] já começa o recife. O que imaginávamos antes era [uma profundidade de] 100 metros. Temos uma área muito maior na base do recife, que é uma base mais funda, e é quase que um corredor contínuo entre o Brasil e o Caribe”, disse o pesquisador.
Segundo ele, o grupo não tinha até então uma amostragem mais abrangente para mapear o local. “Tem mapeamentos que a Marinha fez na década de 1940. Depois tem algumas campanhas que foram feitas lá, em alguns anos posteriores. Existem algumas batimetrias [medição de profundidade], mas elas são bem imprecisas. Tem pontos na carta náutica [equivalente marítimo dos mapas] que batiam 30 metros e que, na verdade, eram 200 metros de profundidade, para se ter ideia do erro”, informou.
Com a expedição do Esperanza, os pesquisadores conseguiram identificar mais detalhes, contribuindo para deixar seus mapas mais precisos. Mesmo assim, o pesquisador ressalta que é necessário “um mapa mais acurado, sensoriamento mesmo, feito por uma sonda e de forma mais sistemática”.

Paredão de rochas
Um paredão de rocha, com mais de 20 km de extensão, também está na região dos Corais da Amazônia. “É realmente uma área que tinha uma característica de fundo bastante única e também não estava na carta [náutica], como já era esperado”, disse o Francini Filho sobre mais uma dos achados da expedição.
Diversas formas de vida podem estar associadas a um paredão como esse e “quanto mais complexo o substrato, mais diversidade associada se tem. Esse era um paredão com rochas expostas, áreas com muitos corais negros, então era uma área bem rica, interessante do ponto de vista biológico. Procuramos complexidade porque é onde temos as agregações, os refúgios de biodiversidade”, explicou.
Fonte - Agência Brasil  18/02/2017