quarta-feira, 22 de junho de 2016

Travessia marítima Salvador-Mar Grande ficou interrompida devido a maré baixa

Travessia marítima

Segundo informações da Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab), a paralisação começou às 9h. Depois das 11h, o sistema vai operar com 14 embarcações.

De A Tarde
foto - ilustração/Arquivo
A travessia marítima Salvador/Mar Grande ficou suspensa até as 11h desta quarta-feira (22), devido à maré baixa,o que impede a atracação das embarcações no Terminal Hidroviário de Vera Cruz.
Segundo informações da Astramab,a paralisação começou às 9h.Depois das 11h,o sistema volta a operar com 14 embarcações.A última viagem saindo de Salvador será às 20h e de Mar Grande, às 18h30.
Já a travessia Salvador-Morro de São Paulo vem operando sem restrições e com um baixo movimento de embarque no Terminal Náutico, no Comércio. Doze escunas serão usadas durante o período das festas juninas, com saídas às 9h e retorno para Salvador às 17h30.
Com informações de A Tarde  22/06/2016

Moscou apresenta um novo candidato ao BRICS

Internacional

O desejo de um novo candidato de aderir ao BRICS foi revelado pela assessoria da imprensa do partido do poder da Rússia, a Rússia Unida, depois de o líder da bancada do partido na Duma (câmara baixa do parlamento russo), Vladimir Vasiliev, se reunir em Moscou com o presidente do Senado de Quênia.

Sputnik
Sputnik
Depois do Egito, Argentina, Nigéria, Síria, Bangladesh e Grécia, mais uma nação mostra seu desejo de aderir ao BRICS. Um dos líderes da região em termos de crescimento de PIB, de acordo com o Banco Mundial, o país espera crescer economicamente por mais 7% no ano que vem, querendo candidatar-se ao importante bloco de países emergentes.
O desejo de um novo candidato de aderir ao BRICS foi revelado pela assessoria da imprensa do partido do poder da Rússia, a Rússia Unida, depois de o líder da bancada do partido na Duma (câmara baixa do parlamento russo), Vladimir Vasiliev, se reunir em Moscou com o presidente do Senado de Quênia.
"Ekwee David Ethuro manifestou a esperança de que o país dele, oportunamente, possa integrar o BRICS", diz o comunicado do partido.
O parlamentar queniano sublinhou ainda a importância da cooperação dos países na realização de projetos de investimentos, em particular na área de extração de recursos naturais, além de elogiar a parceria estratégica desenvolvida entre Moscou e Nairobi e respeito mútuo no palco internacional, conclui o comunicado.
O bloco BRICS é uma união das economias de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. A última cúpula do bloco foi realizada em Ufa, na Rússia, nos dias 9 e 10 de julho de 2015. O próximo encontro de líderes dos BRICS, sob a presidência da Índia, será realizado em Goa em 15-16 de outubro de 2016.
Fonte - Sputnik  21/06/2016

terça-feira, 21 de junho de 2016

Integração Metrô/Ônibus conquista soteropolitanos

Mobilidade

Há cerca de duas semanas, mais 27 linhas de ônibus foram integradas ao metrô por meio da Estação Pirajá. Além da economia de dinheiro para quem precisaria pegar mais de um ônibus, o sistema de integração proporciona diversos outros benefícios.

Reportagem de Raul Rodrigues
foto - Camila Souza/Gov.Ba
Todos os dias, na ida para o trabalho, a preocupação de milhares de soteropolitanos é não chegar atrasados. Na volta para casa, a vontade é chegar logo e cuidar da vida. Gente como as amigas comerciárias Crislaine Bispo e Raísla Ramos. Elas se conheceram no ônibus que as levava do bairro Dom Avelar, onde moram, até a Lapa, onde trabalham. Agora, pegam o coletivo das 7h, no final de linha, descem no Terminal da Estação Pirajá e, sem precisar pagar nova passagem, podem entrar no metrô. Basta passar o mesmo cartão utilizado no ônibus e, antes das 8h, já estão desembarcando na Lapa.
Além da economia de dinheiro para quem precisaria pegar mais de um ônibus, o sistema de integração proporciona diversos outros benefícios. “Antes a gente chegava atrasada, entrava na loja correndo e não tinha tempo para nada. Agora, a gente chega com calma, tem meia hora para tomar um café antes do trabalho”, diz Raísla. Ela enfatiza que na volta para casa é ainda melhor. “Eu tenho uma filha, e, assim, consigo um pouquinho mais de tempo para cuidar dela, para comprar minhas coisas”. Crislaine não gosta nem de lembrar. “Todo dia tinha engarrafamento, no sentido de quem vem da BR-324 para o Acesso Norte, e aqui a gente vem com tranquilidade porque todas as estações têm vigia. A gente demorava mais de uma hora. Agora, chego sempre cedo”.

foto - Camila Souza/Gov.Ba
Como obter os cartões
Há cerca de duas semanas, mais 27 linhas de ônibus foram integradas ao metrô por meio da Estação Pirajá. O terminal tem placas com instruções de como utilizar a integração. É preciso prestar atenção na sinalização que está nos veículos e nos pontos de parada indicando quais as linhas estão integradas. A tendência é que o movimento cresça cada vez mais. Somente com a integração no Terminal Pirajá, o número de usuários o sistema de transporte complementar aumentou seis vezes. Um dos motivos é a facilidade proporcionada pelos cartões.
De acordo o gestor de arrecadação da CCR Metrô Bahia, Júlio Freitas, os três cartões que dão direito à integração em até duas horas, pagando apenas uma tarifa em 37 linhas do sistema municipal, são o Cartão Integração, adquirido nas bilheterias do metrô, o Vale Transporte, que as empresas fornecem, e o Estudante, que dá direito a meia passagem. “O Salvador Card tem os mesmos cartões. A vantagem é que se consegue integrar tanto com o sistema municipal quanto o metropolitano com o mesmo cartão”.
Segundo ele, o sistema metropolitano possui nove linhas, beneficiando Simões Filho, Mata de São João e outros municípios. “Outra vantagem é que, se o usuário perder o cartão, uma vez identificado, ele pode solicitar a segunda via e recuperar os créditos. O cartão também pode ser carregado em qualquer bilheteria do metrô, das 5h à meia noite”.
Com informações da Secom  21/06/2016

O que mudou nas cidades brasileiras que implantaram o VLT?

Transportes sobre trilhos

Duas cidades brasileiras já possuem os veículos elétricos na versão sobre trilhos: Santos (SP) e Rio de Janeiro (RJ).No Rio, o VLT começou a operar em 5 de junho, para integrar o centro da cidade, o Aeroporto Santos Dumont e a Barca Rio-Niterói à região portuária.Na Baixada Santista (que possui 1,9 milhão de habitantes em seus nove municípios), o VLT liga as cidades de Santos e São Vicente,

Giselle Ulbrich - Paraná Online
foto - ilustração/Arquivo
Implantar os veículos elétricos é bem mais fácil e barato que o metrô. O VLP leva até quatro unidades (400 pessoas), enquanto o VLT leva em até seis carros (600 pessoas). O VLT é um pouco mais caro, por conta da instalação dos trilhos e do sistema de alimentação de energia quando por baixo do solo. Mas além dele poder ter mais carros em suas composições, a manutenção dele é um pouco mais acessível que a do VLP.
Duas cidades brasileiras já possuem os veículos elétricos na versão sobre trilhos: Santos (SP) e Rio de Janeiro (RJ). O VLP (sobre pneus) ainda não existe no País. Nas Américas, a única cidade que possui VLP é Medellín, na Colômbia.

VLT carioca
No Rio, o VLT começou a operar em 5 de junho, para integrar o centro da cidade, o Aeroporto Santos Dumont e a Barca Rio-Niterói à região portuária, tanto como uma nova opção de linha em alguns trechos e substituição de outras já existentes, integrado a outros modais. Estima-se que ele retire pelo menos 60% dos ônibus e 15% dos carros que circulam atualmente no Centro da cidade.
São 28 quilômetros de extensão, com 28 paradas e três estações. Mais algumas paradas serão implantadas ano que vem. Quando sua operação estiver plena, a capacidade do sistema chegará a 300 mil passageiros por dia. A capacidade é de 420 passageiros por carro. O VLT custou R$ 1,157 bilhão (R$ 532 milhões federais, do PAC da Mobilidade, e R$ 625 milhões por parceria público-privada).
O VLT carioca é um dos primeiros do mundo sem as catenárias (linhas aéreas de energia). A alimentação é feita por baixodo solo, não gerando o risco de veículos e pessoas levaram um choque ao encostarem nos trilhos. A tarifa custa R$ 3,80, mesma dos ônibus municipais, e o passageiro pode fazer até duas viagens. No caso do VLT ser a terceira viagem, o usuário paga R$ 2,10. Já na integração com trens, metrô e ônibus intermunicipais, os passageiros pagam R$ 6,50. O VLT convive com outros veículos nas ruas. Os trilhos ficam paralelos às faixas destinadas aos carros e estes só passam pelos trilhos nos cruzamentos de vias.

foto - ilustração/Arquivo
Projeto de R$ 1,5 bilhão
Na Baixada Santista (que possui 1,9 milhão de habitantes em seus nove municípios), o VLT liga as cidades de Santos e São Vicente, desde abril de 2015. Dos 19 quilômetros e 15 estações previstas, 6,5 quilômetros e nove estações já estão em operação. Ainda há um trecho de oito quilômetros entre Conselheiro Nébias-Valongo, que está em fase de licenciamento ambiental prévio e publicação de edital para obras. Tudo está orçado em R$ 1,5 bilhão.
Quando estiver pronto integralmente, o veículo elétrico atenderá 100 mil usuários por dia, com intervalo médio de 210 segundos entre os carros. No último final de semana, o VLT foi integrado a 37 das 66 linhas de ônibus metropolitanas e municipais. Quando toda a reestruturação do sistema de transporte estiver concluída, terá capacidade de atender 220 mil usuários por dia, a uma tarifa única de R$ 3,80 (integrada entre ônibus e VLT). Como haverá menos ônibus circulando, já que o VLT substituiu algumas linhas, estima-se uma economia de aproximadamente R$ 21 milhões/ano em gastos com acidentes e manutenção viária.
O VLT santista carrega 400 passageiros por vagão e transita a 25 quilômetros por hora. Tem baterias, que podem suprir o deslocamento no caso de falta de energia da rede elétrica.

Especialistas apoiam solução
Dois especialistas em mobilidade urbana consultados pela Tribuna acreditam que o VLP/VLT pode ser uma boa opção para Curitiba. Mas cada um tem uma visão diferente do assunto.
O professor Glavio Leal Paura, coordenador dos cursos de pós-graduação em engenharia da Universidade Positivo (UP), explica que estes veículos elétricos são evoluções do bonde. Para ele, o novo modal não deveria substituir os BRTs, mas ser uma alternativa extra. "Se a ideia da prefeitura é fazer as pessoas deixarem o carro em casa, faz mais sentido botar novas opções de transporte, nos locais onde o trânsito está ficando mais denso. Não basta proibir o carro, tem que dar opções de qualidade para o deslocamento. Por esta linha de raciocínio, colocar o VLP/VLT no lugar do biarticulado não melhora a mobilidade. Tem que criar novas rotas, dar mais opções".
Já o professor Luciano Carstens, coordenador do Núcleo de Ciências Exatas e Tecnológicas da UP, acredita que o VLP/VLT é uma evolução natural do sistema de transporte. Defende que os BRTs sejam substituídos pelo novo modal elétrico, nos trechos de maior demanda, o que poderia quase duplicar a capacidade atual de passageiros, de 15 mil para 25 mil passageiros por hora/sentido. "Mas não sei se fariam isto, porque é mexer num vespeiro. Afinal, como ficariam os contratos com as empresas que operam o BRT?".
Ele também não descarta a possibilidade de serem criadas novas linhas de VLP/VLT, já que são veículos mais estreitos que os ônibus e, por isso, é possível encontrar novas rotas para eles, fora das canaletas, convivendo junto com carros e demais veículos. Ele acredita que, daqui a 30 anos, o VLP/VLT possa estar saturado. "Para que isso não aconteça, a prefeitura vem apostando na ideia de multimodais, ou seja, que as pessoas utilizem vários modais num mesmo deslocamento”.

E o metrô?
Os especialistas em mobilidade urbana também têm opiniões diferentes em relação ao metrô. O professor Luciano Carstens acha que não é a melhor opção para a cidade, pois o custo de implantação é alto demais, sendo que o VLP/VLT pode resolver o problema atual da saturação do transporte coletivo.
"Além disso, Curitiba tem muitos aquíferos por baixo. É uma obra extremamente cara e complexa de se fazer. Exige materiais importados, comprados em dólar. E o dólar já não está mais a dois reais e pouco, de quando a prefeitura começou a falar do metrô. É uma obra que pode demorar uns 20 anos", avalia Luciano, enquanto a prefeitura dá apenas cinco anos para construção do modal subterrâneo.
O professor Glavio Paura é a favor do metrô, desde que a prefeitura reestude algumas partes do projeto. "Há estações que ficam a menos de 10 segundos uma da outra. Se forem trajetos curtos demais, é um gasto energético muito grande, é jogar dinheiro fora, porque a prefeitura está seguindo o mesmo raciocínio do BRT". Ele não gosta da ideia de substituir o BRT pelo metrô e acredita que complementar o BRT com novas linhas de VLP/VLT seria muito mais barato e racional.
Fonte - Paraná Online 21/06/2016


Viagens a trabalho predominam nos sistemas de passageiros sobre trilhos

Transportes sobre trilhos

O levantamento feito pela entidade possibilitou verificar aspectos importantes sobre o perfil dos passageiros do setor metroferroviário. Um deles é que a faixa etária dos usuários dos sistemas está concentrada em até 34 anos e que utilizam o metrô e trem três dias ou mais na semana.

ANPTrilhos
foto - ilustração/Pregopontocom
Aproximadamente 9,9 milhões de passageiros utilizam diariamente os sistemas de transporte de passageiros sobre trilhos de todo o Brasil. Essas viagens de metrô e trem são predominantemente realizadas por motivo de trabalho ou estudo, como mostra uma pesquisa inédita realizada pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).
O levantamento feito pela entidade possibilitou verificar aspectos importantes sobre o perfil dos passageiros do setor metroferroviário. Um deles é que a faixa etária dos usuários dos sistemas está concentrada em até 34 anos e que utilizam o metrô e trem três dias ou mais na semana. Outro aspecto interessante é que as mulheres predominam nas linhas de metrô e os homens nos trens metropolitanos.
“Os sistemas sobre trilhos são estruturantes e possuem importante papel nos deslocamentos da população brasileira devido à sua alta capacidade de transporte, rapidez, regularidade e segurança. Eles propiciam à população e ao processo produtivo a redução nas distâncias, fazendo com que as pessoas cheguem mais rápido aos seus destinos e possam ter mais tempo livre para dedicar ao estudo, à família e o lazer”, explica a superintendente da ANPTrilhos, Roberta Marchesi.
A pesquisa sobre o perfil dos passageiros dos sistemas faz parte do Balanço do Setor Metroferroviário de Passageiros 2015/2016, cuja versão completa está disponível no site da ANPTrilhos –www.anptrilhos.org.br-.
Fonte - ANPTrilhos  21/06/2016

ANPTrilhos

Centro de Excelência defende cooperação entre países para erradicar a fome no mundo

Segurança alimentar

Além de uma ferramenta para promover a educação alimentar e nutricional, a horta na escola é utilizada para tornar a alimentação escolar mais nutritiva.O diretor do Centro de Excelência,Daniel Balaban, apresentou durante o evento as principais conquistas do centro.“O centro já organizou 48 visitas de estudo para 38 países que visitaram o Brasil para entender melhor as políticas e programas brasileiros”.

Revista Amazônia
foto - Mariana Rocha/PMA
Em cinco anos de atividades, o Centro de Excelência contra a Fome, uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA), envolveu mais de 40 países de África, Ásia e América Latina em atividades de cooperação Sul-Sul para apoiá-los no desenho e implementação de soluções sustentáveis rumo à fome zero.
O centro tem oferecido apoio continuado e assistência técnica a 28 governos nacionais, além de promover o estabelecimento da Rede Africana de Alimentação Escolar em mais de 20 países. A entidade ainda tem trabalhado em parceria com a União Africana para ampliar o investimento de países do continente em programas de alimentação escolar.
Para apresentar os resultados dos projetos, o PMA, a representação permanente do Brasil para as agências das Nações Unidas em Roma e o Centro de Excelência realizaram um evento paralelo durante a reunião anual do Conselho Executivo do PMA na capital italiana.
Representantes de países, membros da equipe do PMA e de organizações parceiras compareceram ao evento na quarta-feira (15), enquanto a reunião anual do conselho foi aberta pelo papa Francisco, que visitou pela primeira vez o programa.
Em sua apresentação, a diretora-executiva do PMA, Ertharin Cousin, destacou as diferentes habilidades que o centro trouxe para o programa das Nações Unidas.
“Posso dizer a vocês, a partir de conversas que tive com ministros da agricultura, educação e saúde de todo o continente africano (…), o valor que eles veem em aprender com líderes que já passaram pelos mesmos desafios para desenvolver programas de alimentação escolar que não apenas ofereçam apoio nutricional a crianças nas escolas, mas que também apoiem agricultores familiares”, disse.
A embaixadora Maria Laura da Rocha, representante permanente do Brasil, abriu o evento explicando que o centro foi criado para tornar as experiências brasileiras de combate à fome e à pobreza disponíveis a outros países em desenvolvimento.
“O PMA tem todas as ferramentas, os meios para cooperar com países em desenvolvimento, e o Brasil tem a experiência em políticas públicas e estratégias para lutar contra a fome”, declarou. “A combinação dos dois pode facilmente disseminar boas práticas e ajudar os países em desenvolvimento a desenhar políticas sustentáveis para superar a fome”, completou.
O diretor do Centro de Excelência, Daniel Balaban, apresentou durante o evento as principais conquistas do centro. “O centro já organizou 48 visitas de estudo para 38 países que visitaram o Brasil para entender melhor as políticas e programas brasileiros”.

Comissário da União Africana elogia políticas brasileiras
O comissário da União Africana para Recursos Humanos, Ciência e Tecnologia, Martial De-Paul Ikounga, afirmou que só será possível atingir a meta 4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que se refere à educação de qualidade, se atingirmos a meta número 2, que prevê a erradicação da fome.
Segundo ele, por outro lado, também só será possível atingir a fome zero por meio da educação, sendo importante o investimento em alimentação escolar, que combina nutrição infantil, fortalecimento da agricultura familiar e melhoria dos indicadores educacionais.
“Há alimentação escolar nos Estados Unidos, há alimentação escolar na Europa, mas no Brasil vimos a possibilidade de uma revolução”, declarou Ikounga, que esteve no país em agosto de 2015 com uma delegação da União Africana para saber mais sobre o programa. “Vincular alimentação escolar à agricultura local é a grande inovação que vimos no programa brasileiro”, disse Ikounga.
Fonte - Revista Amazônia  21/06/2016

ANTT realiza a primeira reunião que discutirá o trem Brasília-Goiânia

Transportes sobre trilhos

As reuniões serão abertas ao público e terão como objetivo receber contribuições referentes aos estudos de viabilidade técnica, econômica e socioambiental (EVTEA) para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e cargas no corredor Brasília (DF) – Anápolis (GO) – Goiânia (GO).

Portogente
foto - ilustração
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realiza a primeira reunião que discutirá o trem Brasília-Goiânia nesta terça-feira (21/06), em Brasília. A segunda reunião acontecerá na capital goiana, na quinta-feira (23/06).
As reuniões serão abertas ao público e terão como objetivo receber contribuições referentes aos estudos de viabilidade técnica, econômica e socioambiental (EVTEA) para o desenvolvimento estratégico do transporte ferroviário de passageiros e cargas no corredor Brasília (DF) – Anápolis (GO) – Goiânia (GO).

Estudos
A agência reguladora divulgou, no início de junho, os estudos de viabilidade para exploração do serviço de transporte ferroviário no trecho. Os documentos englobam a avaliação de alternativas de traçado e de localização das estações, de tecnologias, além dos aspectos econômico-financeiros e socioambientais de modo a dotar a região de trens de passageiros modernos, confortáveis e seguros.
Segundo os estudos, a previsão é de que, no primeiro ano de operação, mais de 40 milhões de passageiros sejam transportados numa velocidade de até 160 quilômetros por hora, em um percurso de 95 minutos entre Brasília e Goiânia.
Para implantar essa ligação ferroviária, os estudos preveem a participação da iniciativa privada e um prazo de concessão de 30 anos.
Fonte - Portogente  21/06/2016

Estudo apontará a viabilidade de levar VLT, BRS, BRT ou metrô até a Baixada Fluminense.

Mobilidade

A Câmara Metropolitana de Integração Governamental, ligada ao Governo do Estado do Rio, assinou acordo de cooperação com a Agence Francese de Développement (AFD), para desenvolver o levantamento.O que se analisará é a possibilidade de uso da faixa de domínio da ferrovia para a implantação de um modal de transporte e qual é o modelo mais adequado.

Extra - RF
foto - ilustração/Arquivo
Um estudo apontará a viabilidade para se levar o VLT, BRS, BRT ou metrô até a Baixada Fluminense. A ideia é aproveitar o ramal ferroviário entre as estações da Pavuna, na Zona Norte, e o bairro de Santa Rita, a dez quilômetros do Centro de Nova Iguaçu. A Câmara Metropolitana de Integração Governamental, ligada ao Governo do Estado do Rio, assinou acordo de cooperação com a Agence Francese de Développement (AFD), para desenvolver o levantamento.
Em contrato assinado sexta-feira, a AFD doou 200 mil euros, o equivalente a R$ 770 mil, para a realização do estudo. O que se analisará é a possibilidade de uso da faixa de domínio da ferrovia para a implantação de um modal de transporte e qual é o modelo mais adequado. O percurso de 18 quilômetros de extensão é utilizado atualmente pela MRS Logística, exclusivamente no transporte de carga.
O diretor-executivo da Câmara Metropolitana, Vicente Loureiro, disse que o projeto beneficiaria a integração de mais de 400 mil moradores de Nova Iguaçu, Mesquita, São de Meriti e Rio de Janeiro. A Câmara prevê a valorização dos imóveis ao longo da ferrovia.
- Nosso objetivo é melhorar nossas políticas de mobilidade e desenvolvimento urbano da Região Metropolitana. Escolhemos um antigo leito ferroviário, que hoje é usado apenas para o transporte de cargas. Apesar de ser um território muito povoado, no local só existe o transporte por ônibus. Com o estudo de viabilidade, veremos como recuperar esse corredor, dando a ele não só uma dimensão de mobilidade, mas também de qualificação do ambiente urbano — afirmou Loureiro.
O prazo de conclusão do estudo é de seis meses. A empresa definirá a melhor forma de integração da mobilidade urbana e o uso compartilhado dos trilhos da MRS para o transporte de passageiros. Os trens cargueiros só utilizam a via uma vez por dia. Transportam, basicamente, minério de ferro. O ramal entre Pavuna e Santa Rita é uma concessão do Governo Federal. Atualmente, existem as estações de Éden, Rocha Sobrinho e Caioaba, mas não se sabe ainda se poderão ser aproveitadas.

Passageiros nos anos 1920
A AFD é uma agência de fomento, com investimentos em projetos de infraestrutura urbana. Os recursos serão repassados diretamente para Marc Olivier Maillefaud, da empresa Tectran, responsável por projeto semelhante em Tbilisi, na Geórgia. O historiador Gênesis Torres diz que o ramal já foi utilizado para o transporte de passageiros, aproximadamente, entre os anos 1920 e 1950.
-Tenho depoimento de moradores em 1930 dizendo que pegavam o trem e quanto pagavam pela passagem. É de suma importância o aproveitamento deste ramal para uma parte da população que deixou de ser beneficiada por culpa de uma opção errada pelo ônibus — acredita Gênesis.
Fonte - Revista Ferroviária  21/06/2016

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Conheça a nova Avenida Orlando Gomes em Salvador - Vídeo

Mobilidade

A nova Orlando Gomes faz parte do conjunto de obras de mobilidade urbana realizadas pelo Governo do Estado na capital baiana. Os 3,5 quilômetros da avenida, que ligam a orla de Piatã à Paralela, foram duplicados e para dar ainda mais fluidez ao trânsito foi construída uma ponte e dois viadutos.

Da Redação
foto - Divulgação/Gov.Ba
Um vídeo produzido pelo Governo do Estado mostra o antes e depois da Avenida Orlando Gomes, que foi entregue à população no início deste mês e contou com um investimento de R$ 160 milhões. Nas imagens é possível ver que a antiga via, completamente requalificada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), contava apenas com uma faixa em cada sentido e agora passam a ter três, uma delas preferencial para transporte público.
A nova Orlando Gomes faz parte do conjunto de obras de mobilidade urbana realizadas pelo Governo do Estado na capital baiana. Os 3,5 quilômetros da avenida, que ligam a orla de Piatã à Paralela, foram duplicados e para dar ainda mais fluidez ao trânsito foi construída uma ponte e dois viadutos.
As obras se estenderam às calçadas, que ficaram mais largas e ganharam piso tátil, permitindo a locomoção e segurança de pessoas com necessidades especiais, e também contemplaram os ciclistas, com uma ciclovia disponível ao logo de toda a extensão da via.
As mudanças na mobilidade em Salvador melhoram o acesso aos bairros da região e ainda estimulam o surgimento de novos mercados e oportunidades de negócios.
Com informações  da Secom Ba.  20/06/2016



Governo alemão prevê banir em 15 anos carros a diesel e gasolina

Sustentabilidade

A Alemanha projeta, em um espaço de até 15 anos, vetar o registro de novos carros movidos a diesel ou gasolina. A partir de 2030, o objetivo do País é começar reduzir a emissão de dióxido de carbono, chegando a algo entre 80% e 95% até o ano de 2050.

Diário do Nordeste
DN
Alemanha projeta seis milhões de postos de abastecimento para veículos elétricos e híbridos no País até o ano de 2050
A Alemanha projeta, em um espaço de até 15 anos, vetar o registro de novos carros movidos a diesel ou gasolina. A partir de 2030, o objetivo do País é começar reduzir a emissão de dióxido de carbono, chegando a algo entre 80% e 95% até o ano de 2050.
Conforme o vice-ministro da Economia da Alemanha, Rainer Baake, os veículos pesados, como os caminhões, ainda são um problema para a meta do País. "Por ora, não temos uma solução para acabar com as emissões dos caminhões, mas sabemos como fazer isso com os carros", disse.
Conforme Baake, os registros de novos carros movidos a combustíveis poluidores serão vetados de maneira gradual.
O País enfrenta, contudo, a resistência do próprio povo em adquirir carros com menor emissão de poluentes. Há a promessa da chanceler Angela Merkel de oferecer subsídios a quem quiser comprar tais veículos, como ocorre, por exemplo, na França, Noruega e China. A projeção é de 500 mil veículos elétricos ou híbridos vendidos até o ano de 2020. Há, também, o projeto de instalação de um milhão de postos para recarga dos tipos "limpos" até 2020, chegando em 2030 com mais de seis milhões de estabelecimentos.
Fonte - Diário do Nordeste  20/06/2016

Rota de Museus valoriza patrimônio histórico da Bahia

Arte & Cultura

A Rota de Museus propõe um roteiro de visitas gratuitas aos principais museus de Salvador. Localizado no bairro da Graça, o Palacete das Artes, por exemplo, chama a atenção do visitante logo na chegada. Esculturas no jardim reafirmam o conceito de museu ao ar livre. Mas não para por aí. Atividades educacionais, aliadas a diversas exposições de artistas plásticos do Brasil e do mundo, costumam deixar impressionado quem reserva um tempo para visitar o local.

Da Redação
foto - Divulgação/Gov.Ba
Que a capital baiana guarda boa parte da sua história em suas edificações seculares, todo mundo sabe. Mas, que tal conhecer um pouco mais sobre a cidade, por meio dos imóveis tombados, além de interagir com as diferentes linguagens culturais de exposições temporárias e permanentes, tudo sem gastar um tostão? Interessante, não? Esta é a proposta do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural do Estado (Ipac), via Diretoria de Museus (Dimus), ao desenvolver o projeto Rota de Museus, que pode ser conferido no vídeo da ‘Nossa Cultura’, série produzida pela Secretaria de Comunicação Social do Estado (Secom).
A Rota de Museus propõe um roteiro de visitas gratuitas aos principais museus de Salvador. Localizado no bairro da Graça, o Palacete das Artes, por exemplo, chama a atenção do visitante logo na chegada. Esculturas no jardim reafirmam o conceito de museu ao ar livre. Mas não para por aí. Atividades educacionais, aliadas a diversas exposições de artistas plásticos do Brasil e do mundo, costumam deixar impressionado quem reserva um tempo para visitar o local.
O diretor do Palacete, Murilo Ribeiro, informa que atualmente o equipamento cultural está com uma exposição de brinquedos feitos à mão. “A gente trabalha focado na educação, na formação do público, motivando as crianças e os adolescentes, e trabalhando com os diversos segmentos da sociedade. Todas as atividades aqui do museu são gratuitas. É uma orientação, inclusive, do Governo do Estado”.
Bem perto da li, no Corredor da Vitória, fica o Museu de Arte da Bahia (MAB), o mais antigo do estado, com uma coleção diversificada de aproximadamente 14 mil peças. O diretor do espaço cultural, Pedro Arcanjo, ressalta que esse é “um museu voltado para pensar a história da Bahia, da arte baiana”.
Mais adiante, no Centro Antigo de Salvador (CAS), entre o casario multicolorido do Pelourinho, que por si só já enche os olhos, o Centro Cultural Solar Ferrão também retrata parte da história do Brasil e do mundo, mas com algumas peculiaridades, como a exposição de 1.005 instrumentos musicais cedidos pela etnomusicóloga Emilia Biancardi e que, desde o ano passado, faz parte do acervo permanente da instituição.

foto - Divulgação/Gov.Ba
As visitas, sempre guiadas por monitores, são verdadeiras aulas sobre as diferentes formas que os povos antigos e contemporâneos encontraram para dialogar por meio da música. Já faz parte da rotina do local, a visita de grupos de estudantes, seja para apreciar as peças ou para interagir com as atividades oferecidas pelo centro cultural. Para a coordenadora pedagógica do Solar Ferrão, Leila Campos, os alunos têm a possibilidade de entrar em contato com objetos de estudos que não estão apenas nos livros. “Conhecer, exatamente, o que o museu guarda em termos de cultura, de história, através de tudo que se encontra nele, fortalece e torna ele um pesquisador. Um dos pontos mais positivos das visitas”.
Mesmo em reforma, o Museu de Arte Moderna (MAM-BA), na Avenida Contorno, é o local indicado para encerrar o roteiro de visitas, pois, além do acervo, a vista para a Baía de Todos-os-Santos e para o imponente pôr do sol, são um atrativo a parte para quem gosta de estar em um ambiente urbano presenteado pela natureza. Nas oficinas ali oferecidas, o público pode aprimorar o talento, exercitar a criatividade ou até mesmo alimentar o desejo de ter peças expostas ali. O diretor do equipamento, Zivé Giudice, enfatiza que o local tem um público que não comparece simplesmente para conferir às exposições. "Eles querem participar. O museu convida, instiga para isso. As oficinas congregam uma quantidade interessante de cursos, que são oferecidos gratuitamente”.
Com informações da Secom Ba  20/06/2016

Avião Solar Impulse 2 decola de NY e inicia voo transatlântico

Ciência & Tecnologia

O piloto suíço Bertrand Piccard poderá ter apenas breves momentos de sono durante as 90 horas da viagem, que deve terminar no aeroporto espanhol de Sevilha.

AFP* - Diário de Pernambuco
foto - ilustração/Arquivo
O avião Solar Impulse 2 iniciou nesta segunda-feira em Nova York uma perigosa travessia transatlântica de quatro dias como parte de sua volta ao mundo para promover as energias renováveis.
O piloto suíço Bertrand Piccard poderá ter apenas breves momentos de sono durante as 90 horas da viagem, que deve terminar no aeroporto espanhol de Sevilha.
"Estou aqui sozinho durante quatro dias sobre o Atlântico, sem uma gota de gasolina", escreveu o piloto no Twitter, antes de decolar do aeroporto John Fitzgerald Kennedy àss 2H30 locais (3H30 de Brasília).
Piccard, 58 anos, se alterna com o compatriota André Borschberg, 63, no comando do Solar Impulse, um avião de quatro hélices movidas pela energia fornecida por suas 17.000 células fotovoltaicas instaladas nas asas.
Com o peso de um carro e uma envergadura de 72 metros, o avião voa a uma velocidade que geralmente não passa de 50 km/h, mas que pode dobrar com uma exposição direta ao sol.
Depois de pousar na Europa, o Solar Impulse 2 voltará a seu ponto de partida, Abu Dhabi, de onde decolou em 9 de março de 2015, para completar uma viagem de 35.000 quilômetros.
Em sua etapa mais longa, o Solar Impulse 2 voou 118 horas de Nagoya (Japão) até a ilha americana do Havaí.
*Agence France-Presse
Fonte - Diário de Pernambuco  20/06/2016

Fiscalização do MT flagra trabalho escravo e infantil em marca de roupas de luxo

Direitos humanos

A investigação encontrou cinco trabalhadores bolivianos - incluindo uma adolescente de 14 anos - na pequena oficina no bairro de Aricanduva. A produção do local era 100% vinculada à Brooksfield. Os trabalhadores não tinham carteira assinada ou férias, além de trabalharem e dormirem com suas famílias em ambientes com cheiro forte, onde ficavam vasos sanitários.

Diário do Nordeste
Divulgação/ Ministério do Trabalho
O Ministério do Trabalho e Emprego autuou a marca de roupas de luxo Brooksfield Donna por trabalho análogo à escravidão e trabalho infantil em uma das oficinas subcontratadas pela empresa em São paulo, no início de maio deste ano. Com informações da BBC Brasil.
A investigação encontrou cinco trabalhadores bolivianos - incluindo uma adolescente de 14 anos - na pequena oficina no bairro de Aricanduva. A produção do local era 100% vinculada à Brooksfield.
Os trabalhadores não tinham carteira assinada ou férias, além de trabalharem e dormirem com suas famílias em ambientes com cheiro forte, onde ficavam vasos sanitários.
Os salários dos trabalhadores bolivianos dependiam da quantidade de peças produzidas. O valor, em média, era de R$ 6,00, por roupa costurada.
A proprietária da Brooksfield Donna, Via Veneto, afirmou que "não mantém e nunca manteve relações com trabalhadores eventualmente enquadrados em situação análoga a de escravos pela fiscalização do trabalho".
As peças da marca nas lojas podem ultrapassar R$ 500,00 cada peça. De acordo com o Ministério do Trabalho, a empresa se recusou a pagar os direitos trabalhistas dos bolivianos, que seria em torno de R$ 17,8 mil somando os cinco.
Diante da recusa da marca em reconhecer o vínculo com a oficina e pagar as verbas trabalhistas e de indenização aos trabalhadores, o Ministério Público do Trabalho instaurou um inquérito civil contra a Brooksfield, que deve recorrer.
Fonte - Diário do Nordeste  20/06/2016

domingo, 19 de junho de 2016

Park Avenue: Dinheiro, Poder e o Sonho Americano - Porque Pobreza?

Documentário

O número 640 da Park Avenue é o endereço dos apartamentos mais luxuosos de Manhattan -- residência de gerações da nata de Wall Street, dos barões das falcatruas e dos controladores de fundos de investimentos. O interior dos apartamentos desse prédio é simplesmente palaciano. Dois quilômetros ao norte, no entanto, está a outra Park Avenue, ao sul do Bronx, onde as perspectivas de vida não são tão boas para aqueles que estão presos na base da pirâmide americana. Alex Gibney examina a desigualdade nos Estados Unidos sob o prisma desses dois locais próximos e antagônicos. Em duas décadas, a desigualdade aumentou consideravelmente nos Estados Unidos e muitos sentem que o antigo ideal de que esse é o país das oportunidades, está morrendo. Mas, como isso aconteceu? Quem são os novos ricos e os novos pobres?


LEGENDADO


Director Alex Gibney
Producer Blair Foster
Produced by Jigsaw Productions & Steps International


montagem - imagens/YuoTube


Alerta climático para populações indígenas ganha prêmio de R$ 1,5 milhão

Meio Ambiente

O projeto do IPAM consiste em uma ferramenta ligada ao SOMAI – Sistema de Observação e Monitoramento da Amazônia Indígena, plataforma on-line que dispõe das informações mais atuais sobre a situação das mais de 380 terras indígenas da região, a área conservada de floresta e as ameaças que sofrem, como desmatamento e variações climáticas.

Revista Amazônia

O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) é um dos vencedores do prêmio Desafio de Impacto Social Google 2016 com um aplicativo que levará informações sobre mudanças climáticas para os povos indígenas da Amazônia.
Ele foi um dos cinco projetos contemplados com R$ 1,5 milhão – um deles definido por voto popular. Outros cinco projetos receberam R$ 650 mil.
“A informação não chega a todos os brasileiros de forma igual, como acontece no caso dos indígenas. Esse prêmio permitirá que esse público, assim como muitos outros grupos discriminados da sociedade, tenha acesso a dados fundamentais para o planejamento de suas vidas”, afirma o pesquisador sênior do IPAM Paulo Moutinho.
“Os povos indígenas realmente precisam de apoio para se preparar, para se capacitar para enfrentar essas mudanças que atingem todas as pessoas do mundo e todos os animais”, diz Paxton Metuktire, representante do povo kayapó que participou do evento.
O projeto do IPAM consiste em uma ferramenta ligada ao SOMAI – Sistema de Observação e Monitoramento da Amazônia Indígena (www.somai.org.br), plataforma on-line que dispõe das informações mais atuais sobre a situação das mais de 380 terras indígenas da região, a área conservada de floresta e as ameaças que sofrem, como desmatamento e variações climáticas.
Os recursos serão utilizados pelo IPAM para desenvolver, com os indígenas, o Alerta Clima Indígena, um aplicativo para dispositivos móveis, ligado ao SOMAI, com alimentação constante sobre previsões sobre secas severas e variações de chuva.
Com essas informações, os indígenas terão condição de se preparar para tais eventos, adaptando por exemplo seu calendário agrícola para não terem impacto na segurança alimentar. Ou, se há um período prolongado de seca, com altas temperaturas, as comunidades podem se prevenir melhor para a ocorrência de incêndios.
Além disso, o aplicativo permitirá aos indígenas inserir dados coletados em suas próprias terras, o que enriquecerá o banco de dados do SOMAI e permitirá a formulação de projeções ainda mais precisas, juntando na mesma base o conhecimento tradicional e o científico.
Cerca de 110 milhões de hectares da floresta amazônica são atualmente protegidas em forma de terras indígenas, onde vivem cerca de 430 mil pessoas. Essa área corresponde a 13 bilhões de toneladas de carbono, estocado na forma de vegetação – que, uma vez preservados, ainda retiram CO2 da atmosfera todos os anos.
“Os indígenas cumprem um papel muito importante na conservação da floresta amazônica e, dessa forma, na manutenção de um clima equilibrado”, explica a coordenadora do núcleo indígena do IPAM, Fernanda Bortolotto.
Fonte - Revista Amazônia  18/06/2016