UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Eufemismo nas relações de trabalho

Ponto de Vista

Há muito se discute no Brasil a modernização das relações de trabalho,como um eufemismo para esconder a tentativa de redução ou eliminação de direitos assegurados aos trabalhadores brasileiros.A ideia era fazer uso de um discurso refinado que escamoteasse o real interesse na mudança e com isso evitasse maiores resistências dos trabalhadores e de suas entidades de classe.

Antônio Augusto de Queiroz* 
foto - ilustração
Citam como exemplo, para persuadir os trabalhadores, a redução do intervalo da refeição, que supostamente permitiria ao trabalhador sair mais cedo do trabalho ou incluir o tempo economizado em sua jornada para não ter que trabalhar aos sábados; o caso do parcelamento de férias, que supostamente permitiria ao trabalhador gozar suas férias em até três períodos de dez dias; e o caso da participação nos resultados, que as empresas alegam que a lei as impede de parcelar e, supostamente por isso, muitas vezes o valor a ser distribuído, por falta de caixa, é reduzido em função dessa limitação legal.
Há muito se discute no Brasil a modernização das relações de trabalho, como um eufemismo para esconder a tentativa de redução ou eliminação de direitos assegurados aos trabalhadores brasileiros.
Nos últimos anos, especialmente durante os governos FHC e do PT, o empresariado investiu em recursos retóricos para tentar aprovar as mudanças nas relações trabalhistas sem que se percebesse seu real alcance, a partir de uma narrativa que buscava suavizar o impacto das mudanças.
A ideia era fazer uso de um discurso refinado que escamoteasse o real interesse na mudança e com isso evitasse maiores resistências dos trabalhadores e de suas entidades de classe.
Nesse esforço, o setor empresarial já mudou de narrativa quatro vezes em relação à mudança nos direitos trabalhistas da CLT.
A primeira tentativa, de cunho mais ideológico, sinalizava para o fim da Era Vargas, sob o fundamento de que o então presidente teria copiado a CLT da Carta de Mussolini, precursor do fascismo. Esse discurso chegou a ser reproduzido por importantes lideranças sindicais, mas logo os trabalhadores perceberam que por trás desse discurso estava a ideia de revogar a CLT, que reúne os direitos dos trabalhadores.
Na segunda tentativa, já numa linha menos ideológica, o discurso consistia na flexibilização dos direitos trabalhistas, sem necessariamente eliminá-los. Esta tática também não funcionou.
A terceira, um pouco mais sofisticada, passava pela defesa da prevalência do negociado sobre o legislado. O trabalhador também percebeu rápido que se tratava da mesma tentativa de retirar direitos, ainda que com um discurso diferente.
A quarta, mais pragmática, enfatiza a “valorização e o reconhecimento pleno da negociação coletiva”, sinalizando para o “empoderamento” das entidades sindicais de trabalhadores.
Agora, com a chegada ao poder do governo Michel Temer, que tem como uma de suas prioridades a chamada melhoria do ambiente de negócios, cujo foco são a terceirização e a substituição do legislado pela negociação nas relações de trabalho, o setor empresarial tem intensificado a atuação para aprovar leis com esse propósito.
E, para tanto, tem feito um esforço adicional de comunicação no sentido não apenas de reforçar a ideia de “valorização” das entidades sindicais de trabalhadores, como também de descaracterizar a mudança proposta como tentativa de redução ou eliminação de direitos.
Nesse sentido, tem dito que o reconhecimento pleno da negociação coletiva, o que pressupõe a substituição da lei, não levará à redução ou à eliminação do direito, mas apenas modula a aplicação do direito.
Citam como exemplo, para persuadir os trabalhadores, a redução do intervalo da refeição, que supostamente permitiria ao trabalhador sair mais cedo do trabalho ou incluir o tempo economizado em sua jornada para não ter que trabalhar aos sábados; o caso do parcelamento de férias, que supostamente permitiria ao trabalhador gozar suas férias em até três períodos de dez dias; e o caso da participação nos resultados, que as empresas alegam que a lei as impede de parcelar e, supostamente por isso, muitas vezes o valor a ser distribuído, por falta de caixa, é reduzido em função dessa limitação legal.
Ora, até é possível que nos exemplos citados, se modificada a legislação, o cumprimento do direito seja garantido, ainda que em outras bases, e que, nestas hipóteses, não haveria a redução ou eliminação de direitos. Mas na prática não será assim, até porque a lei não irá tratar especificamente desses casos, remetendo para a negociação o poder pleno de dispor sobre as relações de trabalho, para acrescentar ou, preferencialmente, reduzir direitos.
Esta reflexão parece oportuna porque esse tema vai ganhar espaço na agenda governamental e do Congresso e os trabalhadores e suas entidades precisam estar alertas para as artimanhas que serão utilizadas para implementar a flexibilização de direitos. Em nome da melhoria do ambiente de negócios, apresentado como condição para a geração de emprego, vão tentar mais uma vez reduzir ou eliminar direitos, ainda que com outra roupagem. Todo cuidado será pouco às lideranças, às entidades e aos trabalhadores para não serem enganados.
*Antônio Augusto de Queiroz, jornalista, analista político e diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap)
Fonte - Portogente  01/06/2016

Autorizada concessão dos aeroportos de Teixeira de Freitas e Caravelas

Infraestrutura

De acordo com o governador, essa autorização é importante para o fortalecimento da aviação regional,além de gerar mais emprego e melhoria de renda na região.“Com isso, vamos levar novos negócios, mais desenvolvimento e mais turismo para o extremo sul do nosso estado”,assinalou Rui.

Da redação
foto - Mateus pereira/Gov Ba.
Região com grande potencial turístico, o extremo sul da Bahia ganhou um novo motivo para atrair visitantes. Os aeroportos dos municípios de Caravelas e Teixeira de Freitas serão licitados em breve para a gestão de um operador único, ampliando o potencial de serviços. A autorização para o Governo da Bahia lançar o edital de concessão foi dada pelo Governo Federal na tarde desta terça-feira (31), no Ministério dos Transportes, em encontro entre o governador Rui Costa, o ministro Maurício Quintella, os secretários estaduais Bruno Dauster (Casa Civil) e Marcus Cavalcanti (Infraestrutura), entre outras autoridades.
De acordo com o governador, essa autorização é importante para o fortalecimento da aviação regional, além de gerar mais emprego e melhoria de renda na região. “Com isso, vamos levar novos negócios, mais desenvolvimento e mais turismo para o extremo sul do nosso estado”, assinalou Rui.
O edital de concessão será lançado no próximo semestre e vai permitir que o aeroporto de Teixeira de Freitas, que já recebe voos comerciais, opere de maneira mais estruturada e que o equipamento de Caravelas fique apto a receber voos comerciais.

Reformas
Os dois aeroportos já foram delegados ao Governo do Estado e passaram por requalificações. Em Caravelas foram realizados serviços de roçagem e limpeza de todo o sítio aeroportuário, instalação de nova cerca patrimonial e nova biruta, correções no Parque de Abastecimento de Aeronaves (PAA), sinalização vertical e restauração do Terminal de Passageiros (TPS). As duas pistas também foram recuperadas.
Já no terminal de Teixeira de Freitas foram feitos serviços como: limpeza da área patrimonial, sinalização da pista de pouso, construção da Seção de Combate a Incêndio – SCI, recuperação do balizamento noturno, reforma do Terminal de Passageiros - TPS para adequação a atual legislação, entre outras ações. O aeroporto foi contemplado no Programa de Aeroportos Regionais do governo federal, que prevê ainda a ampliação da pista, construção de novo terminal e Seção Contra Incêndio, além de novo Pátio de Aeronaves.

Mais projetos
A reunião durou mais de duas horas e permitiu a análise de todos os projetos e obras com recursos federais na Bahia. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste, a Ferrovia Centro Atlântica, a BR 415 (Ilhéus/Itabuna), o Porto Sul foram alguns destaques da pauta. O governador apresentou ao ministro medidas adotadas em razão da queda dos repasses federais e a consequente redução do ritmo de obras, a exemplo da busca por investidores chineses para a finalização da Fiol e a construção do Porto Sul. “Quem quer fazer busca uma saída, quem não quer apresenta uma desculpa”, resumiu o governador.
O ministro seguiu a mesma linha de raciocínio ao responder que está aberto para dialogar sobre “qualquer solução que possa ser dada” para o prosseguimento dos projetos e obras na Bahia.

Comandatuba
O edital de licitação para a concessão do aeroporto de Comandatuba, no município de Una, no sul do estado, foi publicado no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (31), no mesmo dia em que foi realizada uma audiência pública, na sede da Secretaria de Infraestrutura, para discutir a concessão do aeroporto de Barreiras.
A concorrência pública vai acontecer no dia 30 de junho, às 10h, na sala de reunião da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos e Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba). A partir da concessão, a empresa vencedora vai administrar e operar o aeroporto, além de ser responsável pela manutenção, exploração das áreas e serviços do terminal.
O aeródromo de Comandatuba possui infraestrutura completa para a aviação geral, e está apto a receber aeronaves comerciais, como o Boeing 737 e Airbus 320, além de aviões executivos.
Mais informações podem ser obtidas no site www.comprasnet.ba.gov.br, ou pelo telefone (71) 3115-4888.
Com informações da Secom Ba. 01/06/2016

Começa a ser exigida a partir de hoje a habilitação para ciclomotores

Trânsito

Quem for conduzir um veículo de duas ou três rodas com até 50cc vai precisar ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, para motos, ou a chamada ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores). 

Mariana Czerwonka - Portal do Trânsito
foto - ilustração
A partir de hoje quem pilotar ciclomotores, como as “cinquentinhas”, sem habilitação estará cometendo infração gravíssima, com multa de R$ 574,62 e passível de apreensão do veículo. A regra vale para todo Brasil.
Quem for conduzir um veículo de duas ou três rodas com até 50cc vai precisar ter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A, para motos, ou a chamada ACC (Autorização para Conduzir Ciclomotores). “A CNH do tipo “A” permite pilotar qualquer tipo de moto, de qualquer cilindrada, enquanto a ACC é restrita aos ciclomotores, ou seja, modelos de até 50 cc”, explica Celso Alves Mariano, especialista em trânsito e diretor do Portal.

Curso para tirar a ACC
Para quem vai tirar apenas a ACC, o curso é menor. De acordo com a Resolução 572/15 do Contran, o curso teórico é de 20 horas/aula e o prático de 10 horas/aula, com uma avaliação teórica contendo 15 questões. O aluno deverá ter um aproveitamento mínimo de 60% para aprovação. Já os exames práticos seguirão os mesmos requisitos daqueles exigidos à categoria “A”.
Para o especialista a diferença na carga horária entre os cursos é uma questão complicada. “Precisamos de condutores melhor preparados dos que estamos formando. Já que a decisão do Contran é exigir um curso para a condução das cinquentinhas, este curso deveria ser, pelo mínimo, igual ao exigido para a Categoria A. Não há justificativa razoável para uma carga horária menor. A única coisa menor, neste caso, é a potência do motor. Os riscos de provocar ou sofrer um acidente são equivalentes”, explica.
Celso considera ainda que um curso como o da ACC é desnecessário e deveria estar incorporado na Categoria A. “Se é veículo automotor, como tal deve ser tratado. Então, exigir habilitação está correto. Mas se permitimos, com mesma habilitação, pilotar uma 125 ou uma 1000 cilindradas, por que há de se exigir uma habilitação especial para as de 50 cc? Mais razoável seria exigir cursos e habilitação específica no grupo das altas potências. Na prática, a tendência será o candidato fazer as contas e optar pelo curso para a Categoria A, a menos que não tenha perspectiva de migrar da cinquentinha para motos mais potentes”, conclui.
Alguns Detrans já estão emitindo a ACC, mas poucas autoescolas disponibilizam o curso.
Fonte - Portal do Trânsito  01/06/2016

terça-feira, 31 de maio de 2016

Alstom apresenta o projeto MP14 do Metrô de Paris

Transportes sobre trilhos

As características do projeto de acordo com a Alstom,terão contornos aerodinâmicos,consistência visual,e portas de plataforma na estação.A pintura vai incorporar as cores da STIF e da RATP. Um pedido inicial de 35 trens,já foi confirmado no valor de € 520 milhões financiado pela STIF,e deverão entrar em serviço a partir de 2019 na Linha 14

Da Redação
Imagem - Alstom D & S
A Alstom apresentou o seu projeto para as composições MP14 com pneus para o metrô de Paris em sua sede em Saint-Ouen em 30 de maio.
Em janeiro de 2015 a Île-de-France autoridade de transporte STIF e Société du Grand Paris através do operador de transporte público RATP concedeu à Alstom um contrato (framework),de 15 anos no valor estimado de € 2 bilhões para o fornecimento de até 217 trens de com 8 carros cada.
Um pedido inicial de 35 trens,já foi confirmado no valor de € 520 milhões financiado pela STIF,e deverão entrar em serviço a partir de 2019 na Linha 14,aumentando a sua capacidade,substituindo os trens de seis carros existentes e ampliando a frota para atender a extensão norte da linha.Outros contratos são esperados para atender as linhas 4, 11 e 14.

Imagem - Alstom D & S
As características do projeto de acordo com a Alstom terão, contornos aerodinâmicos,consistência visual,e portas de plataforma na estação.A pintura vai incorporar as cores da STIF e da RATP. O layout interno inclui tanto o convívio quanto privacidade através do uso de assentos transversais, contará com iluminação LED,ar condicionado,CCTV e um sistema de informação de passageiros. Cada carro terá seis assentos para passageiros com mobilidade reduzida e dois espaços para cadeiras de rodas.
Segundo informa a Alston,os novos trens serão equipados com sistema elétrico de freios regenerativos,o que irá possibilitar uma economia de  20% de energia em comparação com a atual frota de trens MP05.
Com informações da Railway Gazette 31/05/2016



Imagem - Alstom D & S
Imagem - Alstom D & S











Metroviários de São Paulo sem acordo podem entrar em greve amanhã

Transportes sobre trilhos

Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Metroviários, pedem reposição de 10,82% além de 6,59% de aumento real. Na reunião de hoje, o Metrô ofereceu aos trabalhadores o índice sugerido pelo Ministério Público do Trabalho na audiência passada, de 10,03% de reajuste referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). 

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Após mais de três horas de reunião, terminou sem acordo a audiência de conciliação entre sindicatos e representantes do Metrô de São Paulo, realizada na tarde de hoje (31) no Tribunal Regional do Trabalho da 2a Região (TRT-2).
Os trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Metroviários, pedem reposição de 10,82% além de 6,59% de aumento real. Na reunião de hoje, o Metrô ofereceu aos trabalhadores o índice sugerido pelo Ministério Público do Trabalho na audiência passada, de 10,03% de reajuste referente à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). No entanto, ofereceu o reajuste de forma parcelada: metade seria paga agora em maio e, o restante, em novembro, o que foi rejeitado pelos metroviários.
Durante a reunião, foi proposto que o Metrô pagasse imediatamente os 7,5% de reajuste que a companhia tinha oferecido na audiência passada, deixando o restante, 2,53% para novembro. A companhia relutou. O tribunal permitiu, então, que a companhia desse, até as 18h30 de hoje, a resposta aos metroviários, momentos antes do início da assembleia na qual a categoria deve decidir se aceita essa proposta ou se entra em greve a partir de amanhã (1º).
"Até agora, não houve acordo. A empresa fez uma proposta que, na nossa opinião, continua bem ruim. Eles propuseram pagar a inflação do período (10,03%) pelo IPC da Fipe em duas parcelas, ou seja, você recebe a inflação do que já ocorreu e joga ainda para o futuro. É muito ruim uma proposta dessas. Além disso, nosso acordo coletivo teve o que chamamos de 'vários bodes', que eles põem para depois tirar, para dizer que são bonzinhos e mantiveram a redução do nosso 13º [salário], porque temos uma antecipação disso em janeiro, na metade do valor, e eles continuam insistindo em retirar essa antecipação", disse o presidente do sindicato, Altino de Melo Prazeres Júnior.
Caso os trabalhadores decidam, em assembleia, deflagrar a greve a partir de amanhã, o tribunal determinou o funcionamento de pelo menos 80% do serviço nos horários de pico e de 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Segundo Altino, os trabalhadores não tinham intenção de deflagrar a greve. "Não gostaríamos de fazer a greve, nem de pagar multa nenhuma, mas trabalhamos no mundo real. Não há como cumprir essas metas porque isso não cumprimos nem normalmente: para começar há vários trens parados no Metrô sem funcionários. Queria que o Metrô colocasse esses trens para funcionar para dar os 80%. Propusemos a catraca livre [mas não houve acordo]", acrescentou o sindicalista.
De acordo com o relator, desembargador Willy Santilli, a audiência ocorreu de forma positiva, embora não tenha havido acordo. "Todos foram educados, cooperativos, mas houve um conflito de interesse", disse Santilli.
Para o desembargador, não há como impedir que uma greve da categoria seja deflagrada. "A sociedade democrática tem que conviver com a greve. O mundo inteiro faz isso. Vivemos em uma sociedade democrática e temos que conviver com isso. A greve causa prejuízo para todo mundo. Para a empresa, para o trabalhador e para a população, mas é um instrumento fundamental para as pessoas conseguirem modificar suas vidas", disse Santilli aos jornalistas.
Ninguém do Metrô falou com jornalistas após a audiência.
Fonte - Agência Brasil  31/05/2016

Estudantes são beneficiados com a meia passagem para o metrô de Salvador

Transportes sobre trilhos

A concessão do benefício da meia passagem escolar no sistema de transporte público metroviário intermunicipal de passageiros faz parte das alterações assinadas pelo governador Rui Costa no decreto nº 16.520/2015. 

Da Redação
foto - ilustração/Secom
As novas medidas adotadas pelo Governo do Estado na integração das linhas de ônibus com o metrô beneficiam os estudantes com a meia passagem. A ação, que contempla todos os alunos que residem na Região Metropolitana de Salvador (RMS) e estudam na capital ou vice-versa, garante o benefício aos estudantes também no metrô.
A concessão do benefício da meia passagem escolar no sistema de transporte público metroviário intermunicipal de passageiros faz parte das alterações assinadas pelo governador Rui Costa no decreto nº 16.520/2015. Podem utilizar a meia passagem os alunos regularmente matriculados nos Ensinos Fundamental e Médio e em cursos de Educação Profissional, além dos graduandos em instituições de Ensino Superior, regularmente matriculados e que residam na RMS e estudam em Salvador ou residam em Salvador e estudem em municípios da região metropolitana.
As instituições de ensino da RMS, por sua vez, devem cadastrar no serviço metroviário e manter atualizadas as listas de alunos matriculados para garantir a concessão do direito ao benefício da meia passagem. Nove linhas de ônibus metropolitanos já fazem a integração com o metrô na Estação Retiro. O passageiro que optar por usar os dois meios de transporte paga apenas uma passagem utilizando o metropasse ou o cartão do metrô, bilhete válido por até três horas.
Com informações da Secom Ba.  31/05/2016 

Escravidão moderna atinge 45,8 milhões de pessoas no mundo

Direitos Humanos

Relatório da Fundação Walk Free aponta que 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo estão sujeitas a alguma forma de escravidão moderna.Segundo o documento, 58% dessas pessoas vivem em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Uzbequistão. Já os países com a maior proporção de população em condições de escravidão são a Coreia do Norte, o Uzbequistão, o Camboja e a Índia.

Andreia Verdélio - Agência Brasil 
Divulgação MPT
Cerca de 45,8 milhões de pessoas em todo o mundo estão sujeitas a alguma forma de escravidão moderna. A estimativa é do relatório Índice de Escravidão Global 2016, da Fundação Walk Free, divulgado hoje (30).
Segundo o documento, 58% dessas pessoas vivem em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Uzbequistão. Já os países com a maior proporção de população em condições de escravidão são a Coreia do Norte, o Uzbequistão, o Camboja e a Índia.
A escravidão moderna ocorre quando uma pessoa controla a outra, de tal forma que retire dela sua liberdade individual, com a intenção de explorá-la. Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta.
Embora seja difícil verificar as informações sobre a Coreia do Norte, as evidências são de que os cidadãos são submetidos a sanções de trabalho forçado pelo próprio Estado. No Uzbequistão, apesar de algumas medidas de combate à escravidão na indústria do algodão, o governo ainda força o trabalho na colheita do algodão.
No Camboja, há prevalência de exploração sexual e mendicância forçada e os dados do relatório destacam a existência de escravidão moderna na indústria, agricultura, construção e no trabalho doméstico. Já na Índia, onde 18,3 milhões de pessoas estão em condição de escravidão, apesar dos esforços do governo em lidar com a vulnerabilidade social, as pesquisas apontam que o trabalho doméstico, na construção, agricultura, pesca, trabalhos manuais e indústria do sexo ainda são preocupantes.
No último relatório, de 2014, cerca de 35,8 milhões de pessoas viviam nessa situação.

Escravidão moderna
Segundo a Walk Free, a escravidão moderna é um crime oculto que afeta todos os países e tem impacto na vida das pessoas que consomem produtos feitos a partir do trabalho escravo. Por isso, é preciso o envolvimento dos governos, da sociedade civil, do setor privado e da comunidade para proteção da população vulnerável.
Segundo a fundação, quase todos os países se comprometeram a erradicar a escravidão moderna por meio de suas legislações e políticas. Os governos que mais respondem no combate ao trabalho forçado são aqueles com Produto Interno Bruto (PIB) mais elevado como a Holanda, os Estados Unidos, o Reino Unido, a Suécia e a Austrália. As Filipinas, a Geórgia, o Brasil, a Jamaica e a Albânia estão fazendo grandes esforços, apesar de ter relativamente menos recursos do que países mais ricos, segundo a Walk Free.
No prefácio do relatório ao qual a reportagem da Agência Brasil teve acesso, o fundador e presidente da Walk Free, Andrew Forresto, diz que o Brasil foi um dos países pioneiros na divulgação de uma lista de empresas nacionais multadas na Justiça pela utilização de trabalho forçado. Uma liminar impedia a publicação da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo desde dezembro de 2014. Na semana passada, entretanto, o Supremo liberou a divulgação dos nomes das empresas autuadas.
Os governos que menos fazem para conter a escravidão moderna, segundo o relatório, são a Coreia do Norte, o Irã, a Eritreia, a Guiné Equatorial e Hong Kong.
Na avaliação da entidade, levando-se em conta o Produto Interno Bruto (PIB) e a riqueza relativa do país, Hong Kong, Catar, Singapura, Arábia Saudita e Bahrein poderiam fazer mais para resolver problemas de escravidão moderna dentro de suas fronteiras.
Segundo a Walk Free, muitos países, incluindo as nações mais ricas, continuam resgatando vítimas, enquanto muitos não conseguem garantir proteções significativas para os trabalhadores mais vulneráveis.
A pobreza e a falta de oportunidades são fatores determinantes para o aumento da vulnerabilidade à escravidão moderna. Os estudos também apontam para desigualdades sociais e estruturais mais profundas para que a exploração persista – a xenofobia, o patriarcado, as classes e castas, e as normas de gênero discriminatórias.

Escravidão no Brasil e nas Américas
Segundo a Walk Free, o Brasil tem 161,1 mil pessoas submetidas à escravidão moderna – em 2014, eram 155,3 mil. Apesar do aumento, a fundação considera uma prevalência baixa de trabalho escravo no Brasil, com uma incidência em 0,078% da população.
O relatório aponta que a exploração no Brasil geralmente é mais concentrada nas áreas rurais, especialmente em regiões de cerrado e na Amazônia. Em 2015, 936 trabalhadores foram resgatados da condição de escravidão no país, em sua maioria homens entre 15 e 39 anos, com baixo nível de escolaridade e que migraram dentro do país buscando melhores condições de vida.
Nas Américas, pouco mais de 2 milhões de pessoas são vítimas de trabalho escravo, mais identificados na Guatemala, no México, no Chile, na República Dominicana e na Bolívia. Os resultados da Walk Free sugerem que os setores de trabalho manuais, como a construção, os trabalhos em fábricas e domésticos são os que concentram mais escravos modernos nas Américas.
O país com maior número de pessoas submetidas à escravidão é o México, com 376,8 mil. Os governos com melhores respostas no combate a esse crime são os Estados Unidos, a Argentina, o Canadá e o Brasil.
O relatório completo da Walk Free está disponível na internet.
Fonte - Revista Amazônia  31/05/2016

VLT de Fortaleza começa operação em setembro

Transportes sobre trilhos

A etapa com previsão de inauguração refere-se ao trecho II, localizado entre a Av. Borges de Melo e a Parangaba.O governador Camilo Santana visitou, ontem, canteiro da Estação do Papicu; a expectativa é que o modal possa operar integralmente até o fim de 2017

Diário do Nordeste
foto - Ítalo Ribeiro
As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Fortaleza, que se estendem por 13,4 km - e quando pronto ligará a Parangaba ao Mucuripe - estão com 60% de conclusão. Os trabalhos foram retomados em julho de 2015, após terem parado por um ano. Com o reinício, o percurso foi dividido em três áreas. Ontem, o governador Camilo Santana visitou a obra e informou que o trecho II, localizado entre a Av. Borges de Melo e a Parangaba será entregue em setembro, quando terá início a operação assistida. Porém, 40% dos processos de desapropriação ainda serão iniciados. Isto, segundo Camilo, poderá afetar este prazo.
Durante a visita realizada no canteiro de obra da Estação do Papicu, localizada nas proximidades do terminal situado no mesmo bairro, Camilo defendeu que a intervenção do VLT "é uma prioridade da atual gestão". O gestor acrescentou que o Governo tem feito um esforço para "mesmo com recursos próprios concluir a intervenção e realizar as desapropriações".
As obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Fortaleza, que se estendem por 13,4 km - e quando pronto ligará a Parangaba ao Mucuripe - estão com 60% de conclusão. Os trabalhos foram retomados em julho de 2015, após terem parado por um ano. Com o reinício, o percurso foi dividido em três áreas. Ontem, o governador Camilo Santana visitou a obra e informou que o trecho II, localizado entre a Av. Borges de Melo e a Parangaba será entregue em setembro, quando terá início a operação assistida. Porém, 40% dos processos de desapropriação ainda serão iniciados. Isto, segundo Camilo, poderá afetar este prazo.
Durante a visita realizada no canteiro de obra da Estação do Papicu, localizada nas proximidades do terminal situado no mesmo bairro, Camilo defendeu que a intervenção do VLT "é uma prioridade da atual gestão". O gestor acrescentou que o Governo tem feito um esforço para "mesmo com recursos próprios concluir a intervenção e realizar as desapropriações".
Conforme informado na ocasião pelo titular da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), André Facó, ao todo aproximadamente 3.000 famílias serão afetadas de alguma forma pelas obras do novo modal. Porém, até este mês somente cerca 1.800 famílias "já passaram por algum processo de remanejamento, seja parcial ou integral". Outras 1.200, o equivalente a 40% do total, sequer entraram em negociação.
DN
Conflitos
O titular da Pasta e o governador voltaram a reiterar, durante a vistoria, que as desapropriações têm impactado o ritmo da obra e que o cronograma, que estima a finalização dos trabalhos até dezembro de 2017, pode ser comprometido devido à esta dificuldade. "É uma obra que temos que negociar com cada família. Temos um problema entre o Papicu e Mucuripe e outro perto da Avenida Borges de Melo, onde famílias tinham invadido, mas nesse trecho já conseguimos negociar. Em todo o processo há uma negociação permanente", ressaltou Camilo.
O titular da Seinfra informou que os "conflitos" concentram-se, sobretudo, em duas grandes áreas específicas, incluídas no trecho III - que vai do Iate (no Mucuripe) até a Av. Borges de Melo. Segundo André, na comunidade do Lagamar, no bairro São João do Tauape, cerca de 600 famílias que serão afetadas ainda irão começar o processo de desapropriação. A outra área de conflito, que vai da Av. Santos Dumont à Estação Iate, segundo ele, abriga cerca de 550 famílias a serem desapropriadas.
Durante a visita, Camilo reforçou também que a intenção é inaugurar parte do equipamento - trecho II - em setembro e garantir o funcionamento do VLT como um todo até o fim de 2017. Mas, reiterou que esses prazos podem ser alterados. "Não gosto de estabelecer um cronograma porque é uma obra que não depende só da engenharia ou da construção, depende de toda essa negociação com muitas famílias ao longo de todo trecho", ponderou.

Prazos
Já o titular da Seinfra, André Facó, acrescentou que foi fixado um prazo - primeiro semestre de 2017- para a conclusão destas 1.200 desapropriações. Ele reforçou também que assim como a Linha Sul do Metrô de Fortaleza, o VLT, que cortará 22 bairros da Capital, funcionará, inicialmente, em operação assistida e, posteriormente, passará a operar de modo comercial.
O trabalhos desenvolvidos na remodelação do ramal ferroviário, utilizado para transporte de carga, hoje, tem ritmo e características distintas em cada um dos três trechos. Nos 13,4km de extensão, as intervenções distinguem-se indo desde a limpeza de terreno para instalação de canteiros de obras até acabamentos em estações já estruturadas.
As obras do VLT começaram em abril de 2012 com previsão de término para a Copa do Mundo de 2014. No entanto, as intervenções tiveram atrasos e foram paralisadas de junho de 2014 a junho de 2015. Segundo o Estado, devido ao descumprimento dos termos do contrato, a gestão teve que romper com o consórcio anterior e abrir um novo processo licitatório em abril do ano passado. O custo total dos três trechos, divulgados, atualmente, pelo Governo do Estado do Ceará, é de R$ 151,2 milhões. Estes recursos são oriundos do orçamento estadual e do Governo Federal.
Fonte - Diário do Nordeste  31/05/2016

Veja também no Blog do Ônibus 

O sistema Ferry-Boat opera normalmente nessa terça (31) com quatro embarcações

Travessia marítima

O sistema Ferry-Boat opera nessa terça (31) com quatro embarcações com fluxo tranquilo na travessia Salvador/Itaparica,com saídas de hora em hora nos dois sentidos.

Da Redação
foto - ilustração/Arquivo
O sistema Ferry-Boat opera nessa nesta terça-feira (31) com fluxo tranquilo nos terminais de São Joaquim e Bom Despacho.
Segundo informações da Internacional Travessias Salvador as embarcações, Maria Bethânia, Zumbi dos Palmares, Rio Paraguaçu e Ivete Sangalo realizam as viagens nos horários regulares (de hora em hora),e viagens extras podem ocorrer caso haja um aumento na demanda. As passagens podem ser adquiridas nos terminais por meio dos cartões de crédito, débito ou dinheiro.
Para consulta de vagas no serviço de Hora Marcada (exclusivo aos condutores de veículos), os usuários devem acessar o site da empresa - portalsits.internacionaltravessias -. As passagens para hora marcada só podem ser adquiridas através de cartões de débito ou crédito.
O sistema disponibiliza uma Central de Atendimento ao Cliente (CAC), localizada no Terminal São Joaquim e aberta de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h 
Contatos pelo Tel - 071 3032-0475 ou através do - ecac@internacionaltravessias.com.br.
Com informações da Internacional Travessias Salvador 31/05/2016

Seminário internacional discute transporte fluvial

Transporte Fluvial

O evento foi realizado em parceria pelo Ministério de Transporte e Obras Públicas do Equador (MTOP) e a Unidade de Serviços de Infraestrutura da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Assessoria de Comunicação
foto montagem - ilustração
O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, participou, em 17 de maio, do Seminário Internacional “Movilidad Fluvial en la Amazonía: Complementariedad e integración”, realizado em Quito, capital do Equador. O evento foi realizado em parceria pelo Ministério de Transporte e Obras Públicas do Equador (MTOP) e a Unidade de Serviços de Infraestrutura da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), da Organização das Nações Unidas (ONU).
O seminário, com duração de dois dias, foi realizado nas dependências do MTOP e teve a participação de representantes do Equador, Brasil, Argentina, Colômbia, Peru, Venezuela e Alemanha, dos setores público, privado, acadêmico e de instituições regionais de fomento, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina.
O evento teve como objetivo a discussão de aspectos relacionados à integração dos países amazônicos por meio da navegação interior e contou com cinco painéis: Políticas de mobilidade e logística integrada na América Latina; Políticas/estratégias de mobilidade e fluvial – experiências da América do Sul; Regulamentos da mobilidade fluvial – desafios e complementariedade na América do Sul; Projetos de mobilidade fluvial nacional; e Desafios da mobilidade fluvial sustentável.
Tokarski, que fez uma apresentação sobre as políticas de transporte na navegação interior no Brasil, no segundo painel, reforçou o compromisso e os esforços da ANTAQ com a integração sul-americana. Nesse sentido, destacou a importância de se retirar, em um primeiro momento, as principais barreiras para que o transporte fluvial se estabeleça. O diretor foi acompanhado pelo Gerente de Desenvolvimento e Estudos, José Renato Fialho, que fez uma exposição sobre os regulamentos do transporte fluvial no Brasil.
Foi acordado, ao final do evento, a criação de um grupo de trabalho de especialistas/técnicos dos vários países para a discussão de estratégias para a integração e o desenvolvimento da mobilidade fluvial na Amazônia, e que a próxima reunião do grupo será realizada durante a IX PIANC – Copedec, que ocorrerá em outubro, no Rio de Janeiro, com organização da agência reguladora brasileira.
Fonte - Portogente  31/05/2016

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Mais cinco linhas de ônibus metropolitanos são integradas ao metrô de Salvador

Mobilidade

Agora, o passageiro que optar por usar os dois meios de transporte paga apenas uma passagem utilizando o metropasse ou o cartão do metrô, bilhete válido por até três horas e que também contempla os estudantes, que pagam meia. Com as novas rotas, já são nove linhas metropolitanas que seguiriam até a Lapa e agora fazem a parada no Retiro, oferecendo a opção ao passageiro. 

Da Redação
foto - Elói Corrêa/Gov.Ba
Os baianos que diariamente circulam entre os municípios da Região Metropolitana e Salvador agora têm mais opções para fazer o trajeto da BR-324 até a Lapa. Desde o último domingo (29), mais cinco linhas de ônibus metropolitanos já fazem a integração com o metrô na Estação Retiro.
Agora, o passageiro que optar por usar os dois meios de transporte paga apenas uma passagem utilizando o metropasse ou o cartão do metrô, bilhete válido por até três horas e que também contempla os estudantes, que pagam meia. Com as novas rotas, já são nove linhas metropolitanas que seguiriam até a Lapa e agora fazem a parada no Retiro, oferecendo a opção ao passageiro.
Até 1º de julho, as linhas que têm como destino final a Estação da Lapa seguirão fazendo o roteiro até o Centro. Já partir do dia 2 de julho, os ônibus circularão somente até o Terminal do Retiro, e os passageiros terão que fazer a conexão com o metrô para chegar à Lapa.
Além de dar mais conforto e reduzir o tempo que o passageiro levaria em engarrafamentos, por exemplo, a progressão da integração retira de circulação certa quantidade de ônibus no Centro da cidade, o que facilita a mobilidade e melhora o trânsito em Salvador.
Para quem tiver dúvidas de como funciona o sistema, cartazes foram espalhados pela estação e, no Retiro, funcionários da CCR Metrô Bahia, concessionária responsável pela administração do metrô, dão informações aos usuários. Segundo a superintendente de Mobilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), Grace Gomes, esse é um período de adaptação e de aprovação do sistema pelos usuários.
“Primeiro os passageiros precisam saber que para pagar apenas um valor de passagem é preciso ter o metropasse ou o cartão do metrô. Não é necessário adquirir os dois. Em função disso, como é uma novidade, existe esse prazo até julho para que o usuário se acostume a utilizar o cartão. A ideia é espalhar os pontos de venda do metropasse nas cidades e também com os cobradores, mas isso depende das empresas de ônibus”, explicou a superintendente. Nas estações de metrô, todas já oferecem o cartão, sem custo para o usuário e com uma carga mínima de R$ 5.
Nesta segunda-feira (30), primeiro dia útil após a mudança, muita gente já estava aprovando a facilidade e a vantagem de pagar apenas um bilhete pelos dois meios de transporte. A agente de viagens Eliane Brito, que mora em Simões Filho e trabalha na capital baiana, já utiliza a integração com o metrô e comemora a medida. “Ficou muito mais fácil porque, para mim, é mais confortável, gasto menos tempo no engarrafamento e ainda preciso andar menos para o trabalho. Vou continuar usando todos os dias”, afirmou.

Linhas integradas
foto - Elói Corrêa/Gov.Ba
Inicialmente, a integração funcionava para quatro linhas de ônibus: 869I Barra-Simões Filho, 826A Góes Calmon-Estação Aquidabã, 872 Ilha de São João-Estação Rodoviária e 875 Areia Branca -Terminal Retiro. Com a operação que começou no domingo (29), foram incluídas outras cinco rotas: 803A2 Nova Dias D’Ávila–Estação Aquidabã, 861 Mata de São João-Estação Aquidabã, 805A Madre de Deus-Estação Aquidabã, 800A Camaçari-Estação Aquidabã e 809 Candeias-Estação Aquidabã.
Para o gestor de arrecadação da CCR Metrô Bahia, Júlio Farias, o metrô, à medida que avança na cobertura da cidade, muda a cara da mobilidade de Salvador para melhor. “O metrô é uma opção a mais para o usuário, rápida, segura e confiável. Não tenho dúvidas de que operações como essa vão trazer uma mudança muito grande com o passar do tempo para o soteropolitano. Esse é o processo de convencimento, de experimentação, e assim as pessoas passam a entender que pode ser um meio de transporte interessante para elas”, disse.
Com informações da Secom Ba. 30/05/2016 

Eurodeputados exigem que UE não negocie com governo Temer

Política

O eurodeputado Xavier Benito, do partido espanhol Podemos, enviou uma carta assinada por mais de 30 parlamentares do bloco à Alta Representante da União Europeia (UE) para Política Externa e Segurança, Federica Mogherini, para que Bruxelas não negocie o acordo comercial com o Mercosul enquanto o presidente interino Michel Temer estiver no poder.

Sputnik
© Sputnik/ Aleksei Nikolsky
"O acordo comercial com o Mercosul", diz o documento, citado pela agência EFE, "não só se limita a bens industriais ou agrícolas, mas inclui outros afastados como serviços, licitação pública ou propriedade intelectual. Por isso, é extremamente necessário que todos os atores implicados nas negociações tenham a máxima legitimidade democrática: a das urnas".
Benito, que também atua como primeiro vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com o Mercosul, questiona a “legitimidade democrática necessária para um assunto desta magnitude”.
"O mandato de Dilma Rousseff só pode ser mudado mediante o único método democraticamente aceitável: as eleições", afirma a carta, acrescentando que os eurodeputados compartilham “a preocupação expressada também pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) e pela Unasul sobre a severa situação na qual Dilma Rousseff foi condenada por um Congresso doente de corrupção e claramente orientado por obscuras intenções".
"É necessário suspender as negociações entre a UE e o Mercosul já que tal acordo comercial não deveria ser negociado com o atual governo brasileiro", conclui o documento, exortando Bruxelas a dar “seu total apoio e envolvimento para o restabelecimento da ordem democrática no Brasil".
Fonte - Sputnik  30/05/2016

Obra do VLT da Baixada Santista completa dois anos de atraso

Transportes sobre trilhos

Paralisações solicitadas pelo Ministério Público, problemas jurídicos envolvendo o traçado e questões de engenharia foram alguns dos entraves relacionados à obra do Veículo Leve sobre Trilhos. O transporte pretende atender diariamente 150 mil passageiros por dia quando for entregue, em outubro de 2016, última data estipulada pela EMTU para o término das obras.

Diário do Litoral
foto - ilustração
A placa instalada em um local estratégico, entre a Avenida Ana Costa e a Avenida General Francisco Glicério, em Santos, aponta uma data ultrapassada para o término da obra. Anunciada com entusiasmo pelo Governador Geraldo Alckmin em 29 de maio de 2013, a construção da primeira fase do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) segue a passos lentos na Baixada Santista. A entrega do equipamento está atrasada em 24 meses, o triplo do tempo inicialmente estabelecido para a construção.
Paralisações solicitadas pelo Ministério Público, problemas jurídicos envolvendo o traçado e questões de engenharia foram alguns dos entraves relacionados à obra do Veículo Leve sobre Trilhos. O transporte pretende atender diariamente 150 mil passageiros por dia quando for entregue, em outubro de 2016, última data estipulada pela EMTU para o término das obras.

Paralisações
Os questionamentos do Ministério Público nas obras civis no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre as proximidades do Canal 1 e Avenida Conselheiro Nébias, implicou em atrasos de oito meses para o início das obras no trecho de Santos.
O Gaema, órgão do Ministério Público (MP), também questionou o andamento dos trabalhos no canteiro central, no trecho da Avenida Francisco Glicério, entre os canais 1 e 3, sob o entendimento que o licenciamento ambiental valeria para a linha férrea. O assunto foi encerrado em última instância jurídica com a constatação de que não houve alteração no projeto.
Outros entraves relacionados às questões de engenharia na construção do Viaduto Antonio Emmerich, em São Vicente, e no Túnel José Menino, em Santos, além de interferências de solo não cadastradas nas Prefeituras de Santos e São Vicente também alteraram o andamento das obras civis.

TCE
Na última quarta-feira (25) uma publicação no Diário Oficial do Estado estipulou o prazo de quinze dias para que a EMTU preste informações e esclarecimentos sobre possível irregularidade na obra do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em trecho compreendido entre 50 metros antes da Avenida Conselheiro Nébias até o pátio Porto, em Santos.
Entre as possíveis irregularidades apontadas pelo TCE, e não respondidas de forma suficiente pela EMTU, estão os valores orçados para o canteiro de obras, que apresentam diferenças acentuadas entre o orçamento e a contratação (os valores contratados representam 25% do valor orçado); o fornecimento de trilhos, que apresentou cotação de apenas um fornecedor; a aquisição de equipamento de pátio, que totaliza mais de R$ 12,8 milhões e o fato da EMTU não ter apresentado pesquisas e cotações requisitadas (neste quesito a companhia se limitou a responder que o Termo de Referência continha as informações e que se tratando de equipamento metroviário não necessitaria de especificações minuciosas).
Em nota, a EMTU afirma que sempre que questionada, presta todos os esclarecimentos ao Tribunal de Contas do Estado. A nova solicitação será respondida dentro do prazo estabelecido pelo órgão.

Valores
As obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) já consumiram R$ 714,1 milhões. Os acréscimos nos valores também foram questionados pelo Tribunal de Contas do Estado.
De acordo com a EMTU, foram empenhados R$ 391 milhões referentes a obras civis de Barreiros, em São Vicente, até a Avenida Conselheiro Nébias, em Santos; R$ 88 milhões em obras complementares e R$112 milhões a obras civis da Avenida Conselheiro Nébias/Rua Campos Mello, em Santos, até o Pátio Porto.
Além disso, foi necessário aditivo de no contrato de fornecimento dos sistemas de energia, sinalização, telecomunicações, semaforização, controle de arrecadação e de passageiros. O valor deste contrato é de R$123,1 milhões.

Segunda fase
Em fase de licenciamento e com ­previsão de abertura de ­licitação no final de setembro, o segundo ­trecho de obras do VLT deve contar com 13 estações e oito quilômetros de extensão. O traçado original do empreendimento sofreu alterações.
Também devem ocorrer desapropriações. De acordo com o projeto apresentado, as composições passarão por um trecho da Avenida Conselheiro Nébias e por ruas como Campos Mello, Constituição, Luís de Camões, Amador ­Bueno e João Pessoa.

Integração deve começar em junho
O início da integração do VLT com as linhas intermunicipais está previsto para começar no próximo mês de junho, preliminarmente, com 37 linhas gerenciadas pela EMTU/SP e que circulam no raio de 400 metros ao longo da linha do VLT. No primeiro momento a integração será voluntária, ou seja, o usuário poderá optar em continuar a sua viagem na linha de ônibus ou fazer a integração com o VLT. A integração com as linhas municipais deve ocorrer a partir de dezembro de 2016. A EMTU/SP já iniciou tratativas com as prefeituras de São Vicente e Santos sobre o assunto.

O VLT
A operação do VLT da Baixada Santista teve início em abril de 2015 (o primeiro prazo era junho de 2014) e atualmente das 15 estações previstas no trecho entre Barreiros, em São Vicente, e Porto de Santos, 10 foram entregues e nove já estão em operação em 6,5 km de via que ligam as duas cidades. De acordo com a EMTU, em junho começa a operação comercial da 10ª Estação, a Bernardino de Campos, em Santos. Em outubro todo o trecho de 11 km de extensão será concluído.
Atualmente, 14 dos 22 trens foram entregues e o 15º está previsto para chegar em junho. O restante entrará em operação até 2017.
Fonte - Revista Ferroviária  29/05/2016

domingo, 29 de maio de 2016

Gotardo na Suíça,o túnel mais longo do mundo

Transportes sobre trilhos  🚅

A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora.O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.

Por Rui Martins
Correio do Brasil
Correio do Brasil
Quarta-feira, primeiro de junho, a Suíça inaugurará o mais longo túnel do mundo de 57 quilômetros, o Túnel Ferroviário de Base de São Gotardo, 17 anos depois de terem começado os primeiros trabalhos de perfuração. A prioridade é para o transporte dos caminhões ou contentores, mas haverá também trens de passageiros que atravessarão o túnel em 20 minutos a 200 km por hora. O destino principal é o porto de Gênova, em plena expansão, dependendo de um prolongamento das linhas férreas do lado italiano, em construção.O maciço de São Gotardo faz parte dos Alpes suíços e pode ser considerado como a espinha dorsal europeia.
O novo túnel levará o tráfego dos países do norte da Europa (Holanda, Bélgica, Alemanha, Polônia) ao sul, desembocando perto da Itália para seguir para a região do Mediterrâneo.
Em termos de inovações e tecnologia, a Suíça, única financiadora do túnel, utilizou a engenharia mais moderna, permitindo aos trens de passageiros rodarem a 200 km por hora e os de carga entre 100 e 120 km por hora.
Em termos ambientalistas, o túnel foi a opção dos suíços contra a passagem por suas estradas de rodagem das jamantas europeias de 28 a 40 toneladas, que, em princípio deverão atravessar a Suíça embarcadas por trens até o Ticino, perto da fronteira com a Itália. Esse desafogamento das estradas, livres dos caminhões holandeses, belgas, alemães, poloneses e ucranianos terá uma enorme importância ecológica e revolucionará os transportes europeus. O risco será a pressão do lobbyeuropeu dos transportes rodoviários, mas a Suíça poderá aumentar o pedágio e facilitar o frete ferroviário.
Para se ter uma ideia da importância da obra, o túnel rodoviário do Gotardo, inaugurado em 1980, com apenas 17 km de comprimento, tem um movimento anual de mais de oito milhões de veículos. Com a transposição dos caminhões para os trens do novo túnel ferroviário, esse túnel rodoviário deverá deixar de ter os habituais engarrafamentos.
A comissária dos Transportes da União Europeia, a eslovena Violeta Bulc, elogiou a Suíça pela construção do túnel dentro do prazo previsto e com poucos reajustes no custo final de 20,5 bilhões de euros, tornando o tráfego norte-sul europeu mais fluido e menos poluente.
Ao contrário do Brasil, onde as ligações ferroviárias continuam sendo precárias e onde teria sido sabotado o projeto do trem-bala Rio-São Paulo, o transporte ferroviário é incentivado e ampliado na Europa. Certas linhas de trens-bala chegam a concorrer com os aviões, dada sua velocidade e o fato de levarem os passageiros diretamente ao centro da cidade.
Fonte - Correio do Brasil  29/05/2016

VEJA AQUI - Começa na Suíça a operação do túnel ferroviário mais longo do mundo

Milhares de mulheres marcham em Brasília contra a cultura do estupro

Protestos

A Marcha das Flores – 30 Contra Todas, organizada por 16 entidades ligadas a causas feministas e de defesa da criança e do adolescente, foi motivada pelo caso da menor estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Um vídeo com imagens do crime foi publicado na internet na última quarta-feira (25), causando comoção nas redes sociais e a entrada da polícia no caso.

Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil

imagem/Agência Brasil
Após uma contagem regressiva de trinta a zero, cerca de 3 mil manifestantes, a maioria mulheres carregando flores nas mãos, marcharam na manhã deste domingo (29) pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para protestar contra a cultura de estupro, pedir justiça para os casos que envolvam violência contra a mulher e exigir políticas públicas que garantam a educação de gênero nas escolas brasileiras.
A Marcha das Flores – 30 Contra Todas, organizada por 16 entidades ligadas a causas feministas e de defesa da criança e do adolescente, foi motivada pelo caso da menor estuprada por mais de 30 homens no Rio de Janeiro. Um vídeo com imagens do crime foi publicado na internet na última quarta-feira (25), causando comoção nas redes sociais e a entrada da polícia no caso.

Caminhada das Flores repudia violência sexual e agressões
contra as mulheres Wilson Dias/Agência Brasil
Sob gritos de ordem como Mexeu com uma, mexeu com todas, Não tem justificativa e Lugar de mulher é onde ela quiser, as manifestantes seguiram até a frente do Supremo Tribunal Federal (STF), onde derrubaram as grades que cercavam o local e tomaram a frente do edifício, sobre o qual foram fixadas calcinhas pintadas de vermelho, numa alusão à violência sexual contra a mulher.
“Para nós, a rua é um campo de batalha. Os homens não têm ideia do medo que a gente vive diariamente. Todos têm esse potencial de ser agressor, porque é natural de nossa cultura subjugar a mulher. Essa desconstrução é muito difícil, mas vamos enfrentar”, disse a professora Daniela Gontijo, de 29 anos.
A estátua de Têmis, a deusa da Justiça, que fica em frente ao STF teve o colo coberto por flores e por cartazes nos quais se liam Fere o Corpo, Fere a Alma e Mulheres Contra a Cultura de Estupro. As mulheres gritavam também gritadas palavras de ordem contra o governo.
“Só com escola e com políticas públicas que se pode combater qualquer tipo de violência, e em especial a violência contra a mulher e o machismo”, opinou Ana Beatriz Goldstein, funcionária da Secretaria da Mulher do Distrito Federal e uma das organizadoras do ato. Segunda ela, dezenas de diretoras de escolas públicas estavam presentes.
A estimativa de público dada pelas organizadoras foi maior do que a da Polícia Militar, segundo a qual cerca de 2 mil pessoas compareceram ao ato.
Fonte - Agência Brasil  29/05/2016