UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Alstom fornecerá trens para o metrô de Buenos Aires

Transportes sobre trilhos

Os trens serão produzidos na fábrica da Alstom no Brasil e deverão ser entregues em 2017. A Alstom será responsável pela manutenção durante os trens nos dois primeiros anos de operação.

Da Redação
Railway Gazette
O Metrô de Buenos Aires, Sbase, assinou um contrato de € 60 milhões com a Alstom para fornecer 10 composições Metropolis com seis carros cada para operar na Linha D.
Os trens serão produzidos na fábrica da Alstom no Brasil e deverão ser entregues em 2017. A Alstom será responsável pela manutenção durante os trens nos dois primeiros anos de operação.
Cada composição terá capacidade para 1 500 passageiros,e carros com quatro portas. Os trens serão equipados com telas de informação dos passageiros, CCTV e ar-condicionado.
A Alstom iniciou as entregas de 120 carros Metropolis para a Linha H do Metrô em agosto de 2015.
Com informações da Railway Gazette  03/05/2016

terça-feira, 3 de maio de 2016

Sistema Ferry-Boat opera a travessia marítima com quatro embarcações nesta terça (03)

Travessia Marítima

As embarcações Zumbi dos Palmares, Maria Bethânia, Ivete Sangalo e Dorival Caymmi realizam as viagens nos horários regulares (de hora em hora), além de viagens extras nos momentos de maior demanda.

Da Redação
foto - ilustração/ITM
A Internacional Travessias Salvador, concessionária na operação do sistema Ferry-Boat, informa que o movimento é tranquilo nos terminais São Joaquim e Bom Despacho. As embarcações Zumbi dos Palmares, Maria Bethânia, Ivete Sangalo e Dorival Caymmi realizam as viagens nos horários regulares (de hora em hora), além de viagens extras nos momentos de maior demanda. As passagens podem ser adquiridas nos terminais por meio dos cartões de crédito, débito ou dinheiro.
A disponibilidade de vagas para o serviço Hora Marcada (exclusivo aos condutores de veículos), estão a disposição dos usuários no site* da empresa O pagamento para esta modalidade pode ser feito através dos cartões de débito ou crédito.
O sistema disponibiliza uma Central de Atendimento ao Cliente (CAC), localizada no Terminal São Joaquim e aberta de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h
Contatos - 071 3032-0475 e cac@internacionaltravessias.com.br
*Site - internacionaltravessias.com.br.
Com informações da Internacionais Travessias Salvador  03/05/2016

Maré baixa obriga travessia para Mar Grande ser encerrada mais cedo

Travessia Marítima

Em períodos de maré baixa acentuada como o que começou nesta terça-feira, o Terminal de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, fica inoperante devido à pouca profundidade (calado) do seu canal de navegação. 

TB
foto - ilustração
Por causa da maré baixa baixa, a travessia marítima do Sistema Salvador-Mar Grande vai encerrar as operações mais cedo nesta terça-feira (3/5).
Saindo de Salvador, o último horário será às 17h30 e não às 20h, como normalmente acontece. Já no sentido de Mar Grande para a capital a última saída será às 18h, em vez de 18h30.
Em períodos de maré baixa acentuada como o que começou nesta terça-feira, o Terminal de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, fica inoperante devido à pouca profundidade (calado) do seu canal de navegação. (Leia no final explicações da Astramab).
Nesta manhã de tempo chuvoso em Salvador e em toda a Ilha de Itaparica, a travessia Salvador-Mar Grande registra embarque tranquilo, tanto no Terminal Náutico da Bahia, no Comércio, como no Hidroviário de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. O movimento maior aconteceu das 6 às 8h, com muitos usuários se deslocando para os seus locais de trabalho em Salvador e na Ilha de Itaparica.
Oito embarcações estão em tráfego e os horários de saída no sistema Salvador-Mar Grande são de 30 em 30 minutos. Apesar das chuvas, as condições de navegação na Baía de Todos os Santos são normais, e as embarcações fazem o percurso da travessia em tempo médo de 40 minutos.
A linha Salvador-Morro de São Paulo registra movimento também moderado. Os horários de hoje saindo do Terminal Náutico são às 8h30. 9h, 10h30, 13h e 14h30. Saídas de Morro de São Paulo - 9h, 11h30, 13h e 15h.. A viagem direta vde catamarã dura em média 2he20.
Para quem quer fazer o passeio pelas ilhas da Baía de Todos os Santos nesta terça-feira, a tarifa das escunas é de R$ 50 e o tour inclui paradas para banho de mar na Ilha dos Frades e em Itaparica, com retorno a Salvador às 17h30.
Fonte - Tribuna da Bahia  03/05/2016

Duas boas notícias

Economia

Duas iniciativas do governo que deverão contribuir para o crescimento do comércio exterior.Uma dessas iniciativas é o Portal Único do Comércio Exterior, que pretende, até o final de 2016, reduzir de 13 para oito dias o tempo das atividades de exportação e de 18 para dez dias o prazo de importação. 

Milton Lourenço* - Portogente
foto - ilustração
Apesar da instabilidade política que se reflete diretamente na economia, não se pode deixar de elogiar duas iniciativas do governo que deverão contribuir para o crescimento do comércio exterior, aliás, um dos caminhos para que o País saia do atual ciclo de estagnação, que só contribui para agravar os índices sociais.
Uma dessas iniciativas é o Portal Único do Comércio Exterior, que pretende, até o final de 2016, reduzir de 13 para oito dias o tempo das atividades de exportação e de 18 para dez dias o prazo de importação. Se conseguir esse objetivo, em 2017, o Brasil sairá da 124ª posição para figurar entre as 70 melhores nações para se realizar operações de comércio exterior, segundo o relatório Doing Business, do Banco Mundial.
Com o Portal, a Receita Federal procura estabelecer processos mais eficientes, harmonizados e integrados entre todos os intervenientes públicos e privados. O programa prevê a integração entre os 22 órgãos que atuam no comércio exterior e também com o setor privado. Com isso, espera-se a eliminação de uma série de obstáculos burocráticos, especialmente a produção de documentos que, por vezes, são apresentados de forma distinta a cada um dos órgãos envolvidos num processo. Essa situação, há anos, gera custos desnecessários tanto para o governo como para importadores e exportadores.
Com o programa, todas as exigências, licenças ou autorizações diretamente incidentes sobre operações de comércio deverão ser demandadas dos operadores mediante o Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex). Ou seja, os intervenientes privados nas operações de comércio exterior terão conhecimento de todos os requisitos que deverão cumprir para concluir suas operações.
Outra iniciativa que merece elogios é a transição do regime Linha Azul para o programa de Operadores Econômicos Autorizados (OEA). A Linha Azul é um regime aduaneiro que, sem comprometer os controles, vem procurando reduzir o tempo das liberações das mercadorias, mediante a racionalização da movimentação da carga, nas operações de importação, exportação e de trânsito aduaneiro.
Já o programa OEA é uma certificação concedida pelas aduanas a importadores, exportadores, portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas e despachantes que lhes confere o status de empresa segura e confiável em suas operações. Em outras palavras: o OEA é uma parte envolvida no movimento de cargas internacional que se insere no contexto dos programas de segurança criados por cada país, com base nas recomendações da Organização Mundial das Aduanas (OMA) para a segurança da cadeia logística.
Portanto, as duas iniciativas vêm ao encontro do Acordo sobre Facilitação de Comércio, da Organização Mundial do Comércio (OMC), já aprovado pelo Senado brasileiro, que prevê medidas para a modernização da administração aduaneira, bem como celeridade e simplificação de procedimentos, contribuindo para a redução de custos tanto no âmbito do governo como nos setores privados.
*Milton Lourenço é presidente da Fiorde Logística Internacional e diretor do Sindicato dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística do Estado de São Paulo (Sindicomis) e da Associação Nacional dos Comissários de Despachos, Agentes de Cargas e Logística (ACTC)
Fonte - Portogente  03/05/2016

CBTU implanta mais dois horários de viagem para o município de Ceará-Mirim

Transportes sobre trilhos

Em dezembro do último ano, a CBTU havia acrescido mais duas viagens à grade horária ligando os município de Extremoz a Natal, além do lançamento do projeto Trem da Praia, no qual o sistema de trens passou a circular nos domingos e em alguns feriados.

CBTU

Dando continuidade ao plano de expansão e melhoria do transporte público sobre trilhos no Rio Grande do Norte, a Superintendência de Trens Urbanos de Natal anuncia a inclusão de 2 novos horários de viagens em sua grade horária para atender ao município de Ceará-Mirim.
Em dezembro do último ano, a CBTU havia acrescido mais duas viagens à grade horária ligando os município de Extremoz a Natal, além do lançamento do projeto Trem da Praia, no qual o sistema de trens passou a circular nos domingos e em alguns feriados.
De acordo com o Superintendente de Trens Urbanos de Natal, Leonardo Diniz, “o incremento da grade horária do sistema de trens urbanos do RN visa melhorar a mobilidade urbana na região metropolitana, dando a população mais uma opção de transporte para o seu deslocamento diário”. A CBTU continuará os trabalhos para aperfeiçoar e desenvolver cada vez mais o sistema de trens urbanos do nosso Estado, complementou o superintendente.

Confira abaixo os novos horários:
• Pela manhã, de segunda à sábado, os usuários contarão com uma nova viagem partindo às 6h24 da Estação Ceará-Mirim, com chegada prevista às 7h49 à Estação Natal, na Ribeira.
• No final da tarde, de segunda à sexta, seguirá mais uma viagem partindo da estação Natal às 17h20, com previsão de chegada na Estação Ceará-Mirim às 18h45.
Fonte - CBTU  02/05/2016

Brasil investiu R$ 26,6 bi em infraestrutura de transporte em 2015

Infraestrutura

No ano passado, foram concluídas 391 e iniciadas outras 146 obras em rodovias, com a realização de 329,81 quilômetros de duplicações.O balanço de atividades de 2015 foi publicado nesta segunda-feira (2) pelo Ministério dos Transportes, demonstrando os avanços do setor no período. 

Ministério dos Transportes
foto - ilustração
Os investimentos para duplicação, adequação e construção de rodovias por meio de recursos públicos totalizaram R$ 6,3 bilhões
Os investimentos em infraestrutura no País somaram R$ 26,6 bilhões no ano passado, entre recursos do setor público e privados relativos aos contratos de concessão, informa o Caderno de Transportes 2015. O balanço de atividades de 2015 foi publicado nesta segunda-feira (2) pelo Ministério dos Transportes, demonstrando os avanços do setor no período.
Entre os anos 2011-2014, o setor de infraestrutura apresentou evoluções importantes, também a partir das parcerias entre os setores público e privado, promovendo o aumento da capacidade das vias, atraindo maior competitividade para o setor em âmbitos nacional e internacional.
De 2012 a 2013, especificamente, os investimentos do Ministério dos Transportes subiram de R$ 15,5 bilhões para 16,3 bilhões. Destaque para a duplicação de investimentos em ferrovias, em relação ao ano anterior: de R$ 1,04 bilhão para R$ 2,5 bilhões.

Rodovias
Em 2015, os recursos disponíveis foram utilizados para a duplicação, adequação e construção de rodovias administradas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Os investimentos no modal por meio de recursos públicos totalizaram R$ 6,3 bilhões.
No exercício, foi possível a conclusão de 391 obras, com a realização de 329,81 quilômetros de duplicações, além do início de outras 146, em razão da assinatura de Termos de Ajuste de Conduta (TAC), entre a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e as concessionárias, promovidas em 2013. A partir do setor privado, foram investidos R$ 5,8 bilhões.
Destacam-se também 42.765,30 quilômetros da malha rodoviária federal que foram atendidos por meio dos Programas de Contratação, Restauração e Manutenção por Resultados de Rodovias Federais Pavimentadas (PROCREMA), aliados às obras de restauração e serviços de conserva rotineira.

Ferrovias
Entre 2011 e 2014, foram concluídos 913,7 quilômetros de ferrovias. A expansão da malha ferroviária, fundamental para a cadeia logística do País, registrou em 2013 a execução de trechos da Ferrovia Norte-Sul com investimentos de R$ 6,04 bilhões. Outros R$ 4,23 bilhões foram investidos na Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e mais R$ R$ 7,53 bilhões na construção da Nova Transnordestina.
No ano passado, houve o investimento pelas concessionárias de R$ 7.658 milhões. O transporte por ferrovia atingiu a marca de 485,4 milhões de toneladas úteis (TU) no ano.
Pelo Programa de Aceleração do Crescimento, destacaram-se as execuções de 15% da Ferrovia Norte Sul (FNS) – Extensão Sul, trecho Ouro Verde/GO – Estrela d’Oeste/SP (682,0 km); 15% da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), trecho Ilhéus/BA – Caetité/BA (537 km) e mais 8% da FIOL no trecho Caetité/BA – Barreiras/BA (485 km). A Ferrovia Nova Transnordestina registrou avanços em sua execução: foram lançados 599,5 km de superestrutura.

Hidrovias
Foram executadas ações em mais de 6 mil quilômetros de hidrovias para garantir a navegabilidade. Dentre as intervenções realizadas estão sinalização, adequação de pontes, adequação de canais, melhorias em eclusas, retiradas de obstáculos e dragagens de manutenção.
Foram realizadas obras de adequação e melhoria nos corredores das hidrovias do Paraná, Paraguai e Brasil – Uruguai, com destaque para as dragagens de manutenção no tramo norte do rio Paraguai e no rio Taquari e para a manutenção da sinalização das hidrovias do Paraguai e do Paraná.
Além dessas intervenções, também deve ser ressaltado o apoio aos melhoramentos na Hidrovia do Tietê, com a continuidade da obra de ampliação do vão da ponte ferroviária Ayrosa Galvão e com o início das obras do atracadouro de espera da eclusa de Bariri.
Fonte -  Portal Brasil  02/05/2016 

A Shizuoka Railway inicia a renovação da sua frota

Transportes sobre trilhos

As novas UME irão substituir a atual frota de 12 composições Tokyu SHARYO Classe 1000  cuja manutenção tem se tornado mais difícil devido à falta de peças de reposição.

Da Redação
Fotos - Railway Gazette
Japão - A Shizuoka Railway recebeu a primeira das 12 UME (unidades múltiplas elétricas) Classe 3000 encomendados a J-TEC a um custo de ¥ 4 bilhões. A ferrovia transporta 11 milhões de passageiros/ano no percurso com 11 km e 15 estações.
As novas UME irão substituir a atual frota de 12 composições Tokyu SHARYO Classe 1000  cuja manutenção tem se tornado muito difícil devido à falta de peças de reposição.
Os carros de tração são equipados com quatro  motores de  AC 120 kW e controles IGBT-VVVF.Os carros têm o corpo de aço inoxidável e a parte frontal de plástico reforçado,com acabamento em fibra, O comprimento é de 18 m com 1,015 m de altura e 2,742 m de largura.
Eles têm iluminação LED, e espera-se que o consumo de energia seja 50% inferior do que as unidades atualmente em uso que serão substituídas.Os (UME) Classe 3000 são projetados para uma velocidade máxima de 90 km
Com informações da Railway Gazette  02/05/2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Integração entre metrô e ônibus metropolitanos é ampliada em Salvador

Mobilidade

 A integração com os ônibus urbanos na estação começa a funcionar no mesmo dia, quando também serão integrados os cartões do SalvadorCard e de acesso ao metrô, permitindo o ingresso tanto no sistema metroviário quanto nas linhas que estiverem integradas. Além disso, nesse mesmo domingo tem início o novo horário de operação do metrô, estendido das 5h à meia-noite, todos os dias.

Da Redação
foto - ilustração
A integração entre o metrô de Salvador e as linhas de ônibus metropolitanas será ampliada a partir do próximo dia 15 (domingo), quando a Estação Pirajá passa a receber cinco linhas desse tipo. A integração com os ônibus urbanos na estação começa a funcionar no mesmo dia, quando também serão integrados os cartões do SalvadorCard e de acesso ao metrô, permitindo o ingresso tanto no sistema metroviário quanto nas linhas que estiverem integradas. Além disso, nesse mesmo domingo tem início o novo horário de operação do metrô, estendido das 5h à meia-noite, todos os dias.
Com a ampliação da integração entre o metrô e os ônibus metropolitanos, todas as linhas da Região Metropolitana de Salvador (RMS) que trafegam pela BR-324 com destino à Estação da Lapa agora farão a integração com o metrô nas estações Pirajá e Retiro. Além de proporcionar uma viagem mais cômoda e rápida aos usuários que seguem para a Lapa, a integração tira de circulação um número significativo de ônibus em parte da cidade, contribuindo para melhorar a fluidez no trânsito.
Para a superintendente de Mobilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), Grace Gomes, o novo momento da integração entre metrô e ônibus metropolitanos beneficia principalmente o usuário vindo de cidades da Região Metropolitana. “Eu acho que o mais importante é a possibilidade da população da RMS usufruir dos benefícios do metrô, especialmente em termos de conforto, segurança e rapidez nas viagens”, disse.

Linhas, paradas e itinerários
Na Estação Pirajá, os usuários dos ônibus metropolitanos que desejarem seguir para a Lapa, antigo destino final das linhas, farão a integração com o metrô, por onde seguirão viagem sem pagar uma nova tarifa. As cinco linhas terão como novo destino final a estação de ônibus do Aquidabã, de onde retornarão para seus destinos de origem.
Confira as linhas: 803A2 Nova Dias D’ávila – Estação Aquidabã; 861 Mata de São João - Estação Aquidabã; 805A Madre de Deus - Estação Aquidabã; 800A Camaçari - Estação Aquidabã; 809 Candeias - Estação Aquidabã. Após a integração na Estação Pirajá, o itinerário das cinco linhas será feito pela BR-324, seguindo pela Avenida Heitor Dias, até a chegada ao Terminal do Aquidabã.
Outras quatro linhas de ônibus vindas de cidades da Região Metropolitana de Salvador também se integram com o metrô, porém na Estação Retiro. De lá, os usuários que desejam seguir para a Estação da Lapa pegam o metrô também sem pagar uma nova tarifa.
Após a integração, dessas quatro linhas, três seguem em direção a seus destinos: Barra, Estação Aquidabã e Estação Rodoviária. A exceção fica com a Linha 875 Areia Branca – Terminal do Retiro, que tem ponto final na própria estação. Essas linhas já fazem esta integração desde janeiro deste ano. São elas: 869I Barra – Simões Filho; 826A Góes Calmon – Estação Aquidabã; 872 Ilha de São João – Estação Rodoviária; 875 Areia Branca – Terminal Retiro.
Para melhor funcionamento do serviço, algumas linhas metropolitanas foram otimizadas pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba). Com isso, linhas que serviam a uma mesma região foram unidas sem prejuízo aos usuários.

Metrô - Ônibus urbanos
Atualmente 10 linhas de ônibus urbanos fazem integração com o metrô, nos terminais Acesso Norte, Lapa e Retiro. A integração pode ser feita na combinação ônibus-metrô-ônibus, ônibus-metrô ou metrô-ônibus. O intervalo para a utilização do benefício é de duas horas.
Com informações da Secom Ba.  02/05/2016

Greenpeace revela documentos sobre acordo entre Estados Unidos e União Europeia

Internacional

Os documentos abordam matérias como agricultura, transações no setor industrial e comunicações eletrônicas (incluindo serviços de internet).Os documentos incluem, ainda, os extensos anexos que tratam de matérias sobre aquisições a serem efetuadas pelas respectivas entidades governamentais na União Europeia e nos Estados Unidos

Da Agência Lusa
foto - ilustração/Wikipedia
Mais de 200 documentos confidenciais referentes às negociações entre os Estados Unidos e a Europa sobre o Acordo de Livre Comércio e Investimento (TTIP) foram divulgados hoje (2) pela organização ambientalista Greenpeace.
As 248 páginas são referentes ao projeto de acordo de livre comércio e “confirmam ameaças à saúde pública, ambiente e clima.”
Os documentos abordam matérias como agricultura, transações no setor industrial e comunicações eletrônicas (incluindo serviços de internet).
Os documentos incluem, ainda, os extensos anexos que tratam de matérias sobre aquisições a serem efetuadas pelas respectivas entidades governamentais na União Europeia e nos Estados Unidos; propostas de Washington sobre medidas contra a corrupção; facilidades alfandegárias nas transações comerciais e revisão de tarifas.
O Greenpeace torna público o controverso capítulo acerca da regulação sobre produtos e serviços, incluindo alimentos ou cosméticos; a nova política de rótulos, políticas de concorrência, e medidas sobre pequenas e médias empresas, assim como em companhias estatais.
Além das questões relacionadas a aspetos concretos sobre produtos ou serviços, os documentos divulgados incluem um capítulo de 14 páginas de material que, segundo a organização ambientalista, não se destinava à exibição pública porque descreve as divergências entre a União Europeia e os Estados Unidos, demonstrando a forma como as empresas da indústria privada estão influenciando as negociações para o Acordo de Livre Comércio e Investimento.
Em “nenhum dos capítulos (…) se faz a referência à regra de exceção geral incluída no Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio da Organização Mundial do Comércio, que permite aos países regular o comércio para proteger a vida e a saúde de seres humanos, animais e plantas” ou “para a conservação dos recursos naturais”, disse o Greenpeace Holanda.
Para a organização, a omissão desta regra “sugere que ambas as partes criam um regime que coloca o lucro à frente da vida e da saúde dos seres humanos, animais e plantas.”
Fonte - Agência Brasil  02/05/2016

Projeto transforma lama de Mariana em tijolos

Meio ambiente

Apelidada de Tijolo de Mariana, a iniciativa foi criada pela empresa Grey Brasil, juntamente com outros parceiros. A ideia é aproveitar a enorme quantidade de rejeitos que se espalhou por diversas cidades, transformando-os em algo útil novamente.

Redação CicloVivo
foto - divulgação
O rompimento das barragens da mineradora Samarco, em novembro de 2015, deixou um rastro de destruição e lama. No entanto, um projeto quer ajudar a transformar essa tragédia em tijolos para a reconstrução da comunidade local.
Apelidada de Tijolo de Mariana, a iniciativa foi criada pela empresa Grey Brasil, juntamente com outros parceiros. A ideia é aproveitar a enorme quantidade de rejeitos que se espalhou por diversas cidades, transformando-os em algo útil novamente.
De acordo com a empresa, é possível produzir tijolos de qualidade, que ajudarão na reconstrução física e, principalmente, social da região. O projeto tem feito tijolos de forma artesanal. Já foram mais de 1.200, todos de qualidade e com a marca em memória à cidade de Mariana.
No entanto, os criadores não querem parar por aí. O intuito é conseguir levantar fundos para construir uma fábrica, que permita a produção em escala industrial. Localizado na própria região afetada pelo acidente, o empreendimento deve contar com 80 funcionários contratados da própria comunidade e ser capaz de produzir até quatro mil tijolos por dia. Segundo os criadores, os tijolos de Mariana, de Metakflex, é sete vezes mais resiste que os comuns.
O projeto Tijolos de Mariana está em busca de financiamento coletivo para que todas essas ideias deixem de ser sonhos e se transformem em realidade.
Fonte - Revista Amazônia  02/05/2016

Em São Paulo PM entra em escola ocupada por estudantes desde a última quinta-feira

Educação

Os estudantes protestam contra a falta de merenda e denúncias de corrupção nos contratos da alimentação escolar. Os jovens se recusam a deixar o local. Vários se sentaram no chão e gritam palavras de ordem contra a operação policial.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
A Polícia Militar entrou há pouco no Centro Paula Souza, ocupado por estudantes desde a última quinta-feira (28), para permitir o acesso dos funcionários ao local. Na noite de ontem (1º), a Justiça de São Paulo concedeu liminar para a reintegração de posse do prédio, onde funciona o órgão responsável por administrar o ensino técnico em todo estado.
Os estudantes protestam contra a falta de merenda e denúncias de corrupção nos contratos da alimentação escolar. Os jovens se recusam a deixar o local. Vários se sentaram no chão e gritam palavras de ordem contra a operação policial.
Os policiais passaram o prédio em revista e tiraram os jovens que estavam nos andares superiores do edifício. Os ocupantes permanecem, no entanto, no saguão do prédio fazendo frente a um pelotão armado com escudos e cassetetes.
A ação da PM está sendo acompanhada pelo secretário da Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes.
Fonte - Agência Brasil  02/05/2016

CLT completa 73 anos em meio a ataques

Política

Hoje septuagenária, a CLT passa pelo período que pode ser encarado como o de maior dificuldade desde sua criação. Em um contexto conturbado econômica e politicamente como o nosso, diversos atores se mobilizam para promover ataques às leis que por tantos anos foram motivo de orgulho para trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil.

Luiz Carlos Motta* - Portogente
foto - ilustração
Assinadas em 1943 por Getúlio Vargas, então presidente da república, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é considerada a principal conquista trabalhista da história do Brasil. Entre outros avanços, esse marco representou para os trabalhadores ganhos como a criação do salário mínimo, redução da jornada diária para oito horas diárias e o surgimento da Carteira de Trabalho, reconhecendo por lei o vínculo trabalhista.
Com o passar dos anos, esses direitos fundamentais dos trabalhadores foram sendo ampliados a partir de décadas de luta das entidades sindicais, levando à criação do FGTS (1966), regulamentação das normas de segurança do trabalho (1977), horas extras, aviso prévio e licença maternidade (todos em 1988). Aos poucos, a semente plantada em 1943 pôde se desenvolver em uma legislação madura, capaz de defender e melhorar as condições de vida da classe produtiva da sociedade.
Hoje septuagenária, a CLT passa pelo período que pode ser encarado como o de maior dificuldade desde sua criação. Em um contexto conturbado econômica e politicamente como o nosso, diversos atores se mobilizam para promover ataques às leis que por tantos anos foram motivo de orgulho para trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil.
Assim como em seu processo de construção, a tentativa de desconstrução da CLT também possui uma cronologia crescente. Apenas para pontuar alguns acontecimentos recentes, temos as Medidas Provisórias 664 e 665 (2014), responsáveis por dificultar o acesso dos trabalhadores a direitos como seguro-desemprego, auxílio-doença e até mesmo pensão por morte para dependentes, e o nefasto Projeto de Lei 4.330 de 2004.
Este último é, talvez, a pior afronta aos direitos trabalhistas desde sua consolidação, uma vez que propõe a ampliação da terceirização para a atividade-fim das empresas, algo que hoje é considerado ilegal pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Hoje tramitando no Senado, essa norma permitiria uma terceirização irrestrita.
Basicamente, a medida tornaria possível a criação de verdadeiras aberrações, como uma marcenaria sem marceneiros e lojas sem vendedores. Tudo para que a mão de obra possa ser barateada de maneira predatória, reduzindo salários e benefícios, além de dificultar que o trabalhador tenha acesso a seus direitos trabalhistas.
No momento de crise em que vivemos diversos grupos passam a se movimentar politicamente para fazer pressão e dobrar leis e conquistas trabalhistas. É uma tentativa de capitalizar em cima dos problemas econômicos para tentar fazer os trabalhadores pagarem a conta por uma crise que não produziram.
A atuação das Centrais Sindicais em defesa da CLT e dos direitos conquistados durante esses mais de 70 anos não é uma defesa romântica ou nostálgica de uma realidade distante da nossa ou que "já passou". Antes disso, está fundamentada não só no bom senso, mas na razão, uma vez que não existe saída para a crise atual que passe pela redução de direitos.
Ao contrário de relativizar as conquistas trabalhistas, precisamos garantir a estabilidade financeira e a segurança dessa classe. Apenas com isso podemos incentivar o consumo interno e fazer a roda da economia, hoje fora dos eixos, voltar a girar. É daí que vem a potência que alimenta a indústria nacional e o crescimento econômico necessário para o aprofundamento das conquistas sociais.
Como dito, nossa septuagenária CLT passa por tempos difíceis, mas, como em cada segundo desses 73 anos, sempre encontrará nas Centrais Sindicais aliados dispostos a defendê-la com unhas e dentes, lutando até o fim de nossas forças para mantê-la em segurança e para buscar ampliações e cada vez mais conquistas.
*Luiz Carlos Motta, presidente da Fecomerciários (Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo) e UGT-SP (União Geral dos Trabalhadores do Estado de São Paulo)
Fonte - Portogente  02/05/2016

Brasileiros denunciam no 1º de maio em Lisboa ameaça aos direitos dos trabalhadores no Brasil

Internacional

Um grupo de brasileiros se juntou à tradicional marcha do Dia do Trabalhador organizada pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses), em Lisboa neste domingo, para denunciar que o golpe à democracia em curso no Brasil ameaça principalmente os direitos e as conquistas dos trabalhadores.

Sputnik
Sputnik
Identificados pela bandeira brasileira, cartazes e uma faixa onde se lia “golpe nunca mais”, o grupo conquistou a simpatia dos portugueses no percurso da marcha, na avenida Almirante Reis.
Ao explicar a quem assistia a tradicional manifestação o motivo de sua presença no ato, os brasileiros entregavam um texto intitulado “Não ao golpe no Brasil” contextualizando a situação. “A FIESP (Federação das Indústrias de São Paulo), que financiou a campanha a favor deste golpe diz que ‘não paga o pato’ – mas o que ela pretende é que sejam os trabalhadores brasileiros a ‘pagarem o pato’ da crise econômica mundial, que também atinge o Brasil”, diz o panfleto.
“Em Portugal ou no Brasil, sempre em defesa dos valores de abril”, gritavam os manifestantes brasileiros, acompanhados por alguns portugueses, em referência ao 25 de abril, data da Revolução dos Cravos que pôs fim à ditadura de Marcelo Caetano em Portugal. O vice-presidente brasileiro Michel Temer foi chamado de golpista em cartazes e gritos de guerra: “Temer, golpista, não passará”, foi outro grito ouvido.
A mobilização começou antes da marcha. No Largo do Intendente, perto dali, os brasileiros se concentraram junto ao evento PrecFest, uma feira realizada anualmente para denunciar o trabalho precário em Portugal. No local, o cantor brasileiro Fery Nery cantou clássicos da MPB e Bianca Ribeiro declamou poesias sociais.
Brasileiros manifestam em Lisboa em 1 de maio de 2016Uma manifestante vestindo camisa do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra mostra cartaz dizendo A tua piscina tá cheia de ratos em um ato com participação brasileira em 1 de maio de 2016 em Lisboa. No fundo da foto, umas pessoas mostram outro cartaz com as palavras Se não tens oportunidades, cria-asManifestantes mostram bandeira brasileira sobre fundo de cartaz dizendo Golpe nunca mais em um ato de 1 de maio de 2016 em Lisboa
Entre os manifestantes, um casal chamava a atenção. Ele pela imensa bandeira da Palestina que carregava e ela, Cladine Chouya, francesa – mas que reluta ao ser questionada sobre sua nacionalidade — pela camiseta do Movimento dos Sem Terra e um pequeno cartaz com uma charge e um pedaço da letra de Cazuza: “Tua piscina está cheia de ratos”. Um terceiro cartaz, pendurado na mochila, defendia a Palestina. Falando em um português solto conquistado após um período no Brasil, ela diz que “todas as causas são únicas e importantes”. “Me juntei [à manifestação] porque faz parte da minha história”, justifica.
As manifestações de brasileiros denunciando um golpe no Brasil tornaram-se frequentes na capital portuguesa. Essa foi a sexta. Os protestos foram organizados pelas redes sociais e juntaram pessoas simpáticas às mesmas causas. Alguns deles se uniram e criaram o Coletivo Andorinha. Igor d’Angelis, estudante de doutorado, é um dos braços desse coletivo. Ele conta que o grupo continuará organizado independente do que acontecer para defender a democracia brasileira.
Nos dias importantes para a política nacional, como em 17 de abril, quando a Câmara dos Deputados votou a abertura do processo de impeachment, o Coletivo Organiza reuniões abertas para acompanhar. Nesse dia, entre poesias, discursos e conversas, eles se reuniram em um espaço de uma organização local. No próximo dia 11, quando ocorrer a votação no Senado, haverá nova reunião.
Igor e os colegas do coletivo comemoram a receptividade dos movimentos sociais locais. No dia 25 de abril, eles marcharam junto com a Casa do Brasil na manifestação realizada na Avenida da Liberdade. Dessa fez, foram convidados pelos organizadores da PrecFest para se juntar a eles.
A professora brasileira Gabriela Antunes, que mora e trabalha em Portugal, soube que também havia gente disposta a contestar o impeachment após uma busca na internet. “Eu estava me sentindo isolada”, diz Gabriela, ao lembrar que há algumas semanas só sabia da realização de manifestação pró-impeachment em Lisboa. Ela teve acesso a uma entrevista de um dos integrantes do coletivo e entrou em contato pelas redes sociais. Resultou que neste 1º de maio, ela segurava a bandeira brasileira à frente da faixa “golpe nunca mais” na marcha. “Eu sentia mais a solidariedade dos meus amigos estrangeiros”, lembra Gabriela, enquanto segue caminhando com a bandeira brasileira.​
Fonte - Sputnik  01/05/2016

domingo, 1 de maio de 2016

Em Salvador, crianças recebem cartilha sobre momento político atual

Política

Crianças aprendem brincando o significado de termos como impeachment. O Ato Dos Trabalhadores Contra o Golpe começou com a participação de crianças, na parte da manhã, que interagiram em rodas de capoeira, pintura e bambolê no espaço Brincança no Ato.

Sayonara Moreno
Correspondente da Agência Brasil

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Famílias e representantes de movimentos sociais e centrais sindicais participam, desde as 10h de hoje (1º), no Farol da Barra, em Salvador, de manifestação pelo Dia do Trabalho e contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O Ato Dos Trabalhadores Contra o Golpe começou com a participação de crianças, na parte da manhã, que interagiram em rodas de capoeira, pintura e bambolê no espaço Brincança no Ato. Também para as crianças foi distribuída uma cartilha que explica o atual momento político brasileiro e o processo de impeachment, em linguagem infantil.
"Somos um coletivo de mães, pais, amigos e parentes de crianças e estamos preocupados em como responder às demandas das crianças. O meu filho Pietro,de 6 anos, quer saber o que é impeachment e faz outras perguntas”, disse a professora universitária Rosana Boullosa.
Ela explicou que o Brincança no Ato é um espaço lúdico para se divertir com as crianças e ajudar outros pais e mães que têm dificuldade de explicar essas questões aos filhos. “Por isso, criamos a cartilha, que as próprias crianças estão distribuindo. Mas sabemos que há limitações da idade que não nos permitem tratar o assunto de forma séria e aprofundada", acrescentou.
Em cima de um trio elétrico, líderes sindicais deram início ao ato político ao meio-dia e dialogaram com os manifestantes sobre o processo de impeachment que está sendo analisado no Senado Federal. Caso o processo seja aprovado, Dilma Rousseff será afastada do governo por 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assumirá o posto.
A possibilidade de Temer assumir a Presidência é perigosa para os trabalhadores, afirmou um dos organizadores do ato, Walter Takemoto, da Frente Brasil Popular Bahia. "A classe trabalhadora tem que sair às ruas para manter seus direitos. O programa do Temer já anuncia uma série de medidas contrárias aos trabalhadores; por isso, hoje é um dia de luta contra o golpe e contra as medidas que ele já anunciou", diz Takemoto.

Sayonara Moreno/Agência Brasil
Em Salvador, vermelho e branco são as cores predominantes entre os manifestantes

Participam do ato estudantes, professores, representantes de movimentos feministas, sindicatos municipais e estaduais, das centrais Única dos Trabalhadores (CUT) e dos Trabalhadores do Brasil (CTB).
Para o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, a mobilização dos trabalhadores deve continuar, porque a possibilidade de aprovação do impeachment no Senado é grande. "A expectativa de aprovação no Senado é a pior possível, porque temos um Senado aliado ao Supremo Tribunal Federal, entreguista e golpista, que não merece confiança. A confiança é o povo na rua para barrar o golpe”, afirmou o sindicalista.
Cedro ressaltou que o ato deste domingo é uma comemoração do Dia do Trabalho, mas também de luta em defesa da democracia e contra o “golpe”, porque não o trabalhador não pode perder os direitos que conquistou legitimamente.
Por volta das 14h30, ao chegar ao Farol da Barra, a deputada Moema Gramacho (PT-BA) foi recebida pelos manifestantes com elogios e agradecimentos por ter votado contra oimpeachment na Câmara dos Deputados. À Agência Brasil, a parlamentar petista disse que "o golpe só mudou de endereço", já que agora está no Senado.
"Custou muito para conseguirmos as conquistas que temos hoje. O que acontece, hoje, no Brasil é um golpe contra a democracia e, mais que isso, contra a classe trabalhadora. Continuaremos denunciando esse golpe porque não há crime de responsabilidade [fiscal, cometido por Dilma Rousseff]. No dia 17, nenhum deputado a favor do impeachment falou de crime, porque não há", afirmou Moema, que acompanhou uma fanfarra local no momento da chegada e conversou com algumas feministas.
Entre os presentes ao ato, as cores vermelho e branco predominaram nas roupas, faixas, cartazes e bandeiras de partidos políticos, de apoio a Dilma, contra Cunha e denunciando o que chamam de "golpe". Bandas locais também se apresentam no ato cultural de hoje, alternando-se com os discursos de líderes trabalhistas.
Fonte - Agência Brasil  01/05/2016

Manifestantes contrários ao impeachment acampam no centro de Belo Horizonte

Dia do Trabalho

A concentração do ato começou às 10h, na Praça Afonso Arinos, e foi convocada pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades e movimentos sociais.Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais ao longo dos próximos dias, a fim de mobilizar a população para resistir contra o processo em curso no Senado Federal.

Leo Rodrigues
Correspondente da Agência Brasil

Léo Rodrigues/Agência Brasil
Manifestantes contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff fizeram uma manifestação hoje (1º), no centro de Belo Horizonte, quando foi comemorado no país o Dia do Trabalhador. Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais ao longo dos próximos dias, a fim de mobilizar a população para resistir contra o processo em curso no Senado Federal.
Houve discussão na porta do edifício onde mora o senador Antônio Anastasia (PSDB), no bairro de Lourdes. Anastasia é ex-governador de Minas Gerais e atual relator do processo de impeachment no Senado. Um grupo de 50 manifestantes protestava no local, o que gerou bate-boca com pessoas favoráveis ao afastamento da presidenta Dilma Rousseff que passavam pelo local. O muro do edifício também foi pichado com a expressão “PSDB golpista”. Segundo a Polícia Militar, os ânimos se acalmaram e ninguém foi detido. O síndico do edifício registrou ocorrência de dano, mas autor da pichação não foi identificado.
Segundo a presidenta da (CUT-MG), Beatriz Cerqueira, o acampamento na Praça da Liberdade será por tempo indeterminado. "Não temos data para sair. Vamos avaliando pela conjuntura. A ideia é fazer daqui um lugar para debate do momento atual. Vimos anteontem, por exemplo, a justiça mineira tomar a decisão de impedir que as pessoas discutam o impeachment. Vamos nos manter vigilantes e debater todos esses ataques à democracia", explicou referindo-se à decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que, na sexta-feira (29), proibiu a realização de uma assembleia de estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A concentração do ato começou às 10h, na Praça Afonso Arinos e foi convocada pela Frente Brasil Popular, composta por diversas entidades e movimentos sociais. As lideranças se revezaram no microfone para lembrar a importância do 1º de maio para os trabalhadores. Para Beatriz Cerqueira, o ato resgatou o espírito do movimento sindical: "Nos últimos anos, o 1º de maio foi lembrado com festas e sorteios pelo movimento sindical. Esta não é uma data para festa, é uma data para luta. E este é o 1º de maio mais importante. Nos últimos 15 anos, nunca fomos tão atacados como agora. O cenário que se vislumbra é terrível para os trabalhadores do campo e da cidade, do mercado formal ou informal".

Leo Rodrigues/Agência Brasil
Na Praça da Liberdade, foi montado um acampamento para realizar atividades políticas e culturais

História
A greve dos metalúrgicos do ABC paulista foi lembrada pelo deputado estadual Durval Ângelo (PT. "Foi a mobilização em 1º de maio de 1978que deu um passo fundamental para derrubar a ditadura militar alguns anos depois. Historicamente, esta data sempre esteve vinculada à luta pelas liberdades democráticas. Hoje, vivemos uma situação análoga. Há um risco de retrocesso no Brasil e de perda de direitos", comparou.
A deputada federal Jô Moraes (PCdoB) disse que os trabalhadores precisaram deixar em segundo plano pautas tradicionais presentes em manifestações dos anos anteriores. "Sem dúvida, a marca principal desse Primeiro de Maio é a defesa da democracia, mais do que os avanços em direitos e salários. Porque se já é difícil para os trabalhadores lutar num ambiente democrático, nós não temos dúvidas de que será muito mais complicado com essa agenda apresentada pelo Michel Temer que nos leva de volta ao passado. Os mais prejudicados serão os trabalhadores", alertou.
Integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Leonardo Péricles considera que a saída é crescer a unidade dos grupos de esquerda. O MLB não integra a Frente Brasil Popular. Movimentos que faziam oposição à gestão da presidente Dilma Rousseff se articularam em um outro grupo: a Frente Povo Sem Medo. Embora críticos das alianças que o PT realizou, defendem que este é um momento de mobilização conjunto e por isso se solidarizam com os atos da Frente Brasil Popular.
Mais cedo, aproximadamente 50 pessoas se reuniram na Praça da Liberdade para manifestarem apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC). Eles gritavam palavras de ordem e exaltavam o deputado e o coronel do Exército Brilhante Ustra, condenado pela justiça de São Paulo por comandar sessões de tortura durante o regime militar, quando chefiava o Doi-Codi na capital paulista. O coronel foi homenageado por Bolsonaro em seu voto a favor da admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.
Ainda assim, o servidor público Júnior Amaral, de 28 anos, entende que o deputado não quer a ditadura de novo no Brasil: "Nem ele e nem nenhum de nós aqui pede a ditadura. Isso é uma forma de a esquerda tentar deturpar a nossa manifestação. O que defendemos são os valores que existiam na época do regime militar, que eram o respeito ao país, a educação moral e cívica nas escolas, a segurança pública. A sociedade era muito mais segura. Naquela época, era cerceada a liberdade dos guerrilheiros. E, sinceramente, onde há guerrilheiros, sou a favor de que as forças policiais atuem para nos garantir a liberdade".
Júnior Amaral explica que a mobilização para o ato foi feita pela internet e que o objetivo é se contrapor a uma ditadura de opinião aliada à ideologia de esquerda que estaria vigorando no país: "A imprensa dá uma conotação distorcida da verdade. Os livros do Ministério da Educação dão a versão do governo federal. Por exemplo, o problema do movimento gay é que eles buscam privilégios e distorcem a opinião de quem tem opinião diferente. Ninguém aqui é contra homossexual. Mas não concordamos que crianças de seis anos sejam educadas nas escolas a partir de causas homossexuais. Essa é a posição do Bolsonaro, mas por ele ser autêntico e espontâneo, acaba dando abertura para interpretações equivocadas".
Houve a preocupação de que pudessem ocorrer conflitos com a marcha da Frente Brasil Popular, que vinha da Praça Afonso Arinos com destino ao mesmo local. A Polícia Militar, porém, conseguiu negociar com as lideranças dos dois movimentos para que houvesse compatibilidade entre os horários de saída e de chagada de cada manifestação. Ainda assim, discussões mais acaloradas ocorreram com críticos do deputado Jair Bolsonaro que passavam pelo local. Os policiais intervieram e prenderam uma pessoa, segundo eles, por desobediência.
Fonte - Agência Brasil  01/05/2016