terça-feira, 3 de março de 2015

Blogueiros pedem acesso à lista do HSBC

Política

Blogueiros encaminharam hoje ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) uma carta (na íntegra, abaixo), solicitando acesso à lista e dados dos 8.667 clientes brasileiros do HSBC na Suíça.

Altamiro Borges
Do site Viomundo:
foto-ilustração/Viomundo
Postamos ainda a carta, em forma de petição, no Change.org

Ajude-nos a disseminá-la.
Quem quiser apoiá-la, é só clicar aqui.

*****
Ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ)

Caras senhoras e senhores,
Nós, blogueiros do Brasil, falando em nome de nossos milhões de leitores, vimos através desta requerer ao ICIJ o acesso à lista com os dados completos dos 8.667 clientes brasileiros do banco HSBC no Swiss Leaks.
Somos jornalistas e/ou blogueiros engajados na luta por transparência no sistema financeiro, o que necessariamente passa pelo combate à sonegação estimulada pelos refúgios fiscais.
Alertamos que, diferentemente de outros países do mundo, a mídia brasileira é altamente concentrada.
De acordo com a organização Reporters Without Borders, o Brasil é o país dos 30 Berlusconis.
Os 30 Berlusconis fazem parte da elite política brasileira, à qual protegem praticando frequentemente a seleção, a distorção e a manipulação de notícias.
Os 30 Berlusconis são suspeitos de recorrer aos refúgios fiscais para sonegar impostos — e de proteger aqueles que o fazem.
Num caso recente, o maior grupo de mídia do Brasil, as Organizações Globo, recorreram ao paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas para, de acordo com autoridades fiscais brasileiras, fazer uma manobra que evitou o pagamento de impostos na compra dos direitos de transmissão das Copas do Mundo de futebol de 2002 e 2006.
A multa para as Organizações Globo foi superior aos R$ 600 milhões de reais.
Esta informação foi suprimida ou não teve o destaque necessário na maior parte da mídia brasileira.
Acreditamos ser temerário o ICIJ fazer uma única parceria no Brasil, o que na prática deixa os Swiss Leaks sob monopólio de um grupo de mídia que frequentemente coloca seus próprios interesses políticos, econômicos e ideológicos acima do direito à informação.
Jornalistas subordinados a este e a outros grupos de mídia trabalham sob pressão para fazer o vazamento de acordo com critérios de seus superiores.
A posse da lista por mais de um grupo de jornalistas, além de estimular a saudável concorrência, vai permitir que uns monitorem o trabalho de outros — e vice-versa.
Somos, alguns de nós, jornalistas investigativos premiados.
Prometemos aplicar critérios jornalísticos à divulgação dos nomes e dados dos correntistas do HSBC.
Seria lamentável se os Swiss Files fossem vazados no Brasil de forma seletiva, atendendo a interesses que não os da opinião pública.
Tornaremos esta carta uma petição pública para adesão de nossos leitores.
Aguardando ansiosamente por suas considerações,

Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha, Conceição Lemes, Altamiro Borges, Renato Rovai, Conceição Oliveira, Eduardo Guimarães, Antonio Mello, Miguel do Rosário, NaMariaNews, Fernando Brito, Lúcio Flávio Pinto, Débora Cruz, Kiko Nogueira, Paulo Nogueira, Marco Weissheimer, Tarso Cabral Violin, Diógenes Brandão, Daniel Dantas Lemos, Wagner Nabuco, Joaquim Ernesto Palhares, Marcus Vinícius, Lúcia Rodrigues, Igor Felippe,Nilton Viana, Breno Altman, Esmael Moraes, Elaine Tavares.
Fonte - Blog do Miro  03/03/2015

Produção de gás natural bate recorde em janeiro, mostra ANP

Economia

A produção de gás natural do país em janeiro deste ano foi a maior registrada atingido 96,6 milhões de metros cúbicos por dia (m/dia), mostra ANP

Nielmar de Oliveira 
Repórter da Agência Brasil 
Divulgação/Petrobras
A produção de gás natural no país atingiu novo recorde em janeiro deste ano, ao alcançar a marca de 96,6 milhões de metros cúbicos por dia (m/dia). O recorde anterior foi registrado em dezembro do ano passado, com produção de 95,1 milhões (m/dia).
Os dados foram divulgados hoje (3) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A produção total de petróleo e gás natural nos campos nacionais fechou o mês de janeiro em aproximadamente 3,077 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural).
Deste total, 2,469 milhões de barris diários foram de petróleo, e 96,6 milhões de metros cúbicos viabilizaram a produção recorde de gás natural.
Segundo a ANP, a produção de gás natural mostrou em janeiro de 2015 crescimento de 20,2% em relação a janeiro de 2014, com um aumento de 1,5% em comparação a dezembro do ano passado. A produção de petróleo cresceu 20,3% em relação ao mesmo mês de 2014, com queda de 1,1% referente ao mês anterior.
A produção do pré-sal, procedente de 43 poços, foi 670,1 mil barris por dia de petróleo e 24,5 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, totalizando 824,2 mil barris de óleo equivalente diários, com aumento de 1% em relação ao mês anterior.
Do total do gás natural produzido, 95,8% foram aproveitados com a queima do produto atingindo apenas 4 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de aproximadamente 16,6% em relação ao mês anterior e de 15,6% registrado em janeiro de 2014.
A ANP informou que cerca de 92,2% da produção de petróleo e gás natural foram provenientes de campos operados pela Petrobras. Aproximadamente 93,4% da produção de petróleo e 75,6% de produção de gás natural foram extraídos de campos marítimos.
O Campo de Roncador, na Bacia de Campos, registrou novamente a maior produção de petróleo, com uma média diária de 346,6 mil barris. O Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, foi o maior produtor de gás natural, com média de 12,1 milhões de metros cúbicos por dia.
A plataforma P-52, localizada no Campo de Roncador, produziu por meio de 17 poços, cerca de 171,1 mil barris de óleo por dia, considerada a plataforma com maior produção.
A produção procedente das bacias maduras terrestres do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas foi 167,2 mil barris de óleo equivalente por dia, sendo 136,5 mil barris de petróleo e 4,9 milhões de metros cúbicos de gás natural.
Em janeiro de 2015, foram responsáveis pela produção nacional 308 concessões, operadas por 22 empresas. Desse total, 83 são concessões marítimas e 225, terrestres. A produção de petróleo e gás natural no Brasil foi oriunda de 9.121 poços, sendo 835 marítimos e 8.286 terrestres. O campo que atingiu a maior produção foi o de Canto do Amaro, na Bacia Potiguar, com 1.107 poços. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores, responsável por 61 no total.
Fonte - Agência Brasil  03/03/2015

Ferrovia Norte-Sul inicia operação comercial

Ferrovias

A partida ocorreu na manhã da última quinta-feira, no Pátio de Anápolis, com destino à Imperatriz (MA) onde a empresa já atua. Além desse, novos comboios devem sair nos próximos dias. Ao todo, serão transportadas 18 locomotivas.

Valec
foto montagem - ilustração
Após a fase de testes de operação, o trecho de 855 km da Ferrovia Norte-Sul, entre Anápolis (GO) e Palmas (TO), começa a ser utilizado pela iniciativa privada. O primeiro transporte, já no novo modelo de venda de capacidade, foi o de duas locomotivas da empresa de logística VLI. A partida ocorreu na manhã da última quinta-feira, no Pátio de Anápolis, com destino à Imperatriz (MA) onde a empresa já atua. Além desse, novos comboios devem sair nos próximos dias. Ao todo, serão transportadas 18 locomotivas.
Esse primeiro transporte marca o início do modelo de livre acesso à infraestrutura ferroviária (open access). O segmento ferroviário (Anápolis-Palmas) é o primeiro do país a operar sob as novas regras que promovem a quebra do monopólio das atuais concessionárias e permite que todas as empresas que cumpram requisitos técnicos e operacionais, estabelecidos em lei, tenham acesso à infraestrutura ferroviária em condições objetivas, transparentes e não discriminatórias. Pelo modelo anterior, as cargas transportadas nas ferrovias eram comercializadas pelas próprias concessionárias que estabeleciam seus preços.
As locomotivas foram fabricadas em Sete Lagoas (MG), de onde são levadas de caminhão pela BR-040 até Anápolis. Devido ao tamanho das carretas que transportam as locomotivas, a viagem leva mais de 5 dias e exige o apoio da Polícia Rodoviária Federal para controlar o tráfego. O primeiro veículo chegou à Anápolis no último dia 11.
Nesta primeira fase de operação, a velocidade máxima permitida será de 40 km/h. Todo o trajeto é acompanhado pelo Centro de Controle Operacional (CCO) da Valec e da FNS S.A.
Na quarta-feira (18), a Valec recebeu a última autorização da ANTT necessária para a operação comercial entre Palmas e Anápolis. Com isso, todo o trecho passa a estar apto e seguro para a operação das composições ferroviárias.
Nos próximos dias, a Valec espera realizar, no Pátio de Anápolis, o primeiro carregamento de farelo de soja, produzido pela Granol. A carga seguirá com destino ao Porto de Itaqui (MA). Para isso, é necessário que a Granol conclua a construção da tulha de embarque, sob sua responsabilidade. O transporte também depende da regularização da safra de soja, que está atrasada.
O trem partiu às 8h de quinta-feira com a licença emitida por funcionário da Valec. Foi o primeiro transporte pelo novo modelo “open access”.
Fonte - ABIFER  02/03/3015

segunda-feira, 2 de março de 2015

Locos da VLI inauguram novo trecho da Norte-Sul

Ferrovias 

As máquinas fabricadas pela Progress Rail chegaram a Sete Lagoas de caminhão e entraram na Norte-Sul em Anápolis. Na última quinta-feira, dia 26, as locomotivas pegaram a nova via para percorrer os 850 km até Palmas no trecho sob responsabilidade da Valec.

Da redação
Com informações da RF
Vídeo da Revista Ferroviária
Na foto as duas primeiras locomotivas de uma série de 18, modelo SB70ACe fabricadas pela Progress Rail e compradas pela VLI para operar na Ferrovia Norte-Sul. As locomotivas chegaram hoje a Imperatriz (MA). Elas percorreram o novo trecho da ferrovia Norte-Sul entre Anápolis (GO) e Palmas (TO) em operação da VLI que comprou a capacidade da via operada pela Valec. As máquinas fabricadas pela Progress Rail chegaram a Sete Lagoas de caminhão e entraram na Norte-Sul em Anápolis. Na última quinta-feira, dia 26, as locomotivas pegaram a nova via para percorrer os 850 km até Palmas no trecho sob responsabilidade da Valec. De lá seguiram para Imperatriz, no Maranhão onde chegaram as 2 da manhã de hoje.
As máquinas modelo SB70ACe pertencem a uma série de 18 locomotivas. Segundo a Progress Rail, além das duas que já chegaram, outras 4 locomotivas estão a caminho.
Fonte - Revista Ferroviária  02/03/2015

Países do Brics debatem cooperação multilateral na área de educação

Educação/Brics

As propostas serão encaminhadas ao ministro da Educação, Cid Gomes, e aos vice-ministros da África do Sul, Mduduzi Manana, da China, Yubo Du, da Índia, Satyanarayan Mohanty, e da Rússia, Alexander Klimov, que vão se reunir à tarde no 2º Encontro dos Ministros de Educação do Brics. 

Ana Cristina Campos 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
Especialistas e representantes dos governos dos países do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) estão reunidos em Brasília hoje (2) para discutir propostas de cooperação multilateral em educação profissional e tecnológica, educação superior e desenvolvimento de metodologias conjuntas para indicadores educacionais, além dos princípios básicos para a criação de uma rede universitária do bloco.
As propostas serão encaminhadas ao ministro da Educação, Cid Gomes, e aos vice-ministros da África do Sul, Mduduzi Manana, da China, Yubo Du, da Índia, Satyanarayan Mohanty, e da Rússia, Alexander Klimov, que vão se reunir à tarde no 2º Encontro dos Ministros de Educação do Brics. Ao final do encontro hoje, segundo o Ministério da Educação (MEC), os ministros assinarão a Declaração de Brasília com as principais decisões do grupo e recomendações para ações futuras na área.
Os temas debatidos são educação superior, com foco em mobilidade de alunos e pesquisadores na pós-graduação, indicadores sociais de educação e propostas de cooperação em educação profissional e tecnológica. “A ideia agora de manhã é trabalhar grupos técnicos com os especialistas de cada país. Os ministros receberão relatos dos especialistas para tomarem decisões políticas. Também há encontros bilaterais entre representantes de universidades do bloco para no futuro desenvolver sistemas de mobilidade [acadêmica entre as instituições]”, disse a assessora internacional do MEC, Aline Schleicher.
Na área de educação profissional, o coordenador geral de Planejamento e Gestão da Rede do MEC, Nilton Nélio Cometti, disse que um dos objetivos é compartilhar experiências dos cinco países no setor. No caso brasileiro, segundo ele, entre os pontos fundamentais estão orientar a oferta de cursos às demandas do setor produtivo e atender às pessoas que realmente necessitam da educação profissional.
O encontro de hoje avança nas discussões do plano de ação aprovado na 6ª Cúpula do Brics, em julho de 2014, em Fortaleza, e da primeira reunião de ministros de Educação do bloco, que ocorreu em novembro de 2013, em paralelo à Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura, em Paris.
Fonte - Agência Brasil  02/03/2015

Moradores de favelas movimentam R$ 68,6 bilhões por ano, mostra estudo

Economia

A pesquisa mostra ainda que o aumento da renda média, proporcionado principalmente pelo crescimento real do salário mínimo e do emprego formal, Os dados preliminares do estudo, divulgados hoje (2), indicam que, em 2015, 75% das casas têm máquina de lavar roupas. No levantamento de 2013, o índice era 69%. 

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil 
Pesquisa Data Favela mostra situação econômica de moradores.
 Na foto, a comunidade da Rocinha, localizada
na zona sul do Rio Tomaz Silva/Agência Brasil
Os moradores de favelas movimentam R$ 68,6 bilhões por ano, segundo pesquisa do Data Favela, feita com o apoio do Data Popular e da Central Única das Favelas (Cufa). A pesquisa mostra ainda que o aumento da renda média, proporcionado principalmente pelo crescimento real do salário mínimo e do emprego formal, tem permitido que os 12,3 milhões de pessoas que vivem nessas comunidades participem do mercado de consumo.
Os dados preliminares do estudo, divulgados hoje (2), indicam que, em 2015, 75% das casas têm máquina de lavar roupas. No levantamento de 2013, o índice era 69%. Em relação à posse de TV de plasma, LED ou LCD, os aparelhos estão presentes em 67% das residências, contra 46% em 2013. O estudo revela ainda que subiu de 20% (em 2013) para 24% o percentual de moradores que têm carro.
Também cresceu, no entanto, o número de moradores de favelas endividados. Em 2013, 27% deles tinham dívidas, em 2015 são 35%. A faixa etária entre 35 e 49 anos tem o maior percentual de endividados, 45%. A inadimplência ficou no mesmo nível: 22% têm contas atrasadas há mais de 30 dias, 53% dizem que está difícil manter as contas em dia e 80% têm medo da inflação.
A pesquisa foi feita, em fevereiro deste ano, com base em 2 mil entrevistas de moradores de 63 favelas, em dez regiões metropolitanas – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Brasília. A pesquisa completa será divulgada amanhã (3) no 2º Fórum Nova Favela Brasileira, no Complexo Ohtake Cultural, zona oeste da capital paulista.
Fonte - Agência Brasil  02/03/2015

Avião movido a energia solar prepara volta ao mundo a partir de Abu Dhabi

Internacional

Os organizadores do evento dizem que a volta ao mundo pode começar no sábado, mas que não podem ainda garantir a data, já que o início da viagem depende das condições atmosféricas, mesmo que o avião parta do Golfo, uma região tradicionalmente sem nuvens e com boa exposição solar.

Da Agência Lusa
foto - ilustração/em.com
Abu Dhabi - O avião movido a energia solar Solar Impulse 2 fez hoje (2) com sucesso o terceiro voo de teste, na preparação para uma volta ao mundo com o objetivo de promover o uso dessa energia.
Os organizadores do evento dizem que a volta ao mundo pode começar no sábado, mas que não podem ainda garantir a data, já que o início da viagem depende das condições atmosféricas, mesmo que o avião parta do Golfo, uma região tradicionalmente sem nuvens e com boa exposição solar.
O voo de hoje, que durou uma hora, foi o terceiro feito pelo avião, que partiu do pequeno aeroporto de Al Batten, em Abu Dhabi, mas o primeiro para o presidente executivo da empresa Solar Impulse, o suíço Bertrand Piccard.
O projeto é resultado de 13 anos de investigação dos pilotos Piccard e Andre Borschberg, cuja ideia foi inicialmente ridicularizada pela indústria da aviação.
O avião é alimentado por mais de 17 mil células solares embutidas nas suas asas, que medem 72 metros, quase tão grandes como as do Superjumbo Airbus A380.
O avião sairá de Abu Dhabi, pousará em Muscat, capital de Omã, seguirá viagem para Myanmar, China, Havai e Nova York, devendo ainda fazer aterrissagens no centro dos Estados Unidos, no Sul da Europa ou no Norte de África, dependendo das condições atmosféricas.
Fonte - Agência Brasil  02/03/2015

Obras interditam trânsito na avenida Paralela nesta 2ª feira (02)

Mobilidade

Uma operação de transporte e lançamento de vigas será realizada a partir das 22h desta segunda-feira, 2, na avenida Luís Viana (Paralela) em virtude das obras de duplicação da avenida Orlando Gomes e implantação da avenida 29 de Março. 

A Tarde
Da Redação
Foto - ilustração/Sedur
Salvador - Por conta das obras de duplicação da avenida Orlando Gomes e implantação da avenida 29 de Março, uma operação de transporte e lançamento de vigas será realizada a partir das 22h desta segunda-feira, 2, na avenida Luís Viana (Paralela).
Carretas escoltadas pela Transalvador vão transportar seis vigas do canteiro de obras, na Rótula do Abacaxi, até a área dos novos viadutos de interseção da Paralela.
A operação, realizada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), começa às 22h desta segunda e ocorrerá durante toda a madrugada, sendo repetida na quarta, 4.
Já nesta terça, 3, também a partir de 22h, parte da Avenida Paralela será interditada, no sentido Aeroporto-Salvador, até as imediações do Bairro da Paz.
A partir daí, o transporte das vigas ocorrerá em mão contrária, no sentido Salvador-Aeroporto, até a entrada do Parque Tecnológico. A mesma operação acontecerá também na quinta, 5.
Fonte - A Tarde  02/03/2015

Pesquisadores defendem linhas de financiamento para energia solar

Energia solar

O tema foi discutido durante a 1ª Escola Internacional de Energia Solar, que ocorreu na última semana na Universidade de Brasília (UnB).Para o professor da UnB Rafael Shayani, um dos organizadores do evento, esse modelo de microgeração distribuída, com a instalação de painéis nas casas, é bem promissor, pois não ocupa grandes áreas como as usinas solares....

Andreia Verdélio 
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Brasília - Pesquisadores brasileiros em energia solar defendem a criação, pelo governo, de linhas de crédito especial para a aquisição de equipamentos e a instalação de energia solar fotovoltaica (que transforma energia solar em energia elétrica) em residências. O tema foi discutido durante a 1ª Escola Internacional de Energia Solar, que ocorreu na última semana na Universidade de Brasília (UnB).
Para o professor da UnB Rafael Shayani, um dos organizadores do evento, esse modelo de microgeração distribuída, com a instalação de painéis nas casas, é bem promissor, pois não ocupa grandes áreas como as usinas solares, e o excedente de energia é enviado à rede pública, em um sistema de compensação. “Poucas pessoas sabem disso, é como se o relógio rodasse para trás. Com essa expectativa de que a energia elétrica vai subir 40%, a solar não vai ficar mais tão cara, se houver subsídio do governo”, disse.
Shayani explica que isso não vai ocorrer da mesma forma em todo o país. Segundo ele, em Minas Gerais, por exemplo, há mais procura porque é um estado com incidência solar favorável e onde o preço da concessionária de energia é mais alto, então o retorno do investimento será mais rápido.
Segundo o professor da Universidade Federal de Santa Catarina Ricardo Rüther, investir em geração de energia não é papel do consumidor final, mas é ele quem acaba pagando a conta, então precisa de condições de financiamento. “É um assunto que não está bem equacionado no Brasil. O financiamento é o gargalo. Comparando com a indústria automobilística, se o consumidor é bom pagador, hoje ele sai da concessionária com carro financiado até com juro zero. Como consumidor de energia elétrica, todo mundo é bom pagador, então por que não posso entrar em uma loja e sair com um contrato, para inclusive gerar recursos para pagar um telhado solar?”
Rüther explica que o investimento em um sistema de energia solar fotovoltaica é maior que no de aquecimento solar, usado geralmente em chuveiros, e pode variar de R$ 12 mil a R$ 15 mil, de acordo com a média de consumo das famílias. O retorno financeiro desse sistema vai variar de cinco a dez anos, com o uso de um equipamento que vai durar 25 anos em média.
De acordo com o professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Fernando Martins, o Brasil já tem regulamentação para o uso dessa energia, então as pessoas só dependem de mais incentivo e informação. “O benefício é a longo prazo, com o tempo as famílias vão economizar e ajudar o país a enfrentar uma crise hídrica, consumindo a energia da própria residência, enquanto os reservatórios possam ser enchidos”, disse.
Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que existem hoje no Brasil 317 empreendimentos em operação gerando energia solar fotovoltaica, com potência de 15,1 mil kilowatts (kW), 0,01% da energia utilizada no país. As usinas hidrelétricas produzem 62,55% da energia consumida.
Essa foi a primeira de três escolas internacionais, um projeto que envolve várias instituições para a disseminação do conhecimento das tecnologias de energias renováveis. “Tivemos um público de 300 pessoas, a maioria estudantes. A ideia da escola é fomentar a capacitação de recursos humanos. A escola está desmistificando o uso da energia solar. O Brasil tem uma visão conservadora, talvez pouco inovadora, que ninguém vai saber usar, mas existem dezenas de países que já a utilizam há 25 anos”, disse Rafael Shayani.
Para Rüther, apesar dos incentivos do governo e dos projetos estratégicos da Aneel, essa é uma área muito carente de mão de obra. “Precisamos dessa massa crítica. Essas novas gerações incluem os tomadores de decisões do futuro, que vão, então, fazer isso de forma mais acertada.”
Fernando Martins explica que os impactos ambientais da geração fotovoltaica são bem menores do que de qualquer fonte de energia, e a integração urbana em telhados é uma ótima saída e não necessita de infraestrutura de transmissão. “Mesmo uma grande usina fotovoltaica não traz mais danos que uma hidrelétrica, conseguimos a mesma energia com área muito menor e podemos também usá-la para outros fins, por exemplo, se a área tiver também um potencial eólico. Uma forma não prejudica a outra, existem tecnologias de aproveitamento.”
“O importante é deixar claro que o Brasil tem recursos renováveis suficientes para atender à demanda de energia elétrica do país. Precisamos criar alternativas e informar às pessoas o potencial que temos”, argumentou Martins.
Fonte - Agência Brasil  02/03/2015

Cristina fala sobre caso Nisman e promete reestatizar ferrovias

Internacional

Cristina Kirchner revelou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para reestatizar as ferrovias."Hoje é o dia do ferroviário. E vou enviar a esta Casa um projeto de lei para se recuperar, por parte do estado, todas as ferrovias argentinas", anunciou.

Valor Econômico
Opera Mundi
Em seu último discurso como presidente da Argentina na abertura dos trabalhos legislativos, Cristina Kirchner revelou que vai enviar ao Congresso um projeto de lei para reestatizar as ferrovias.
"Hoje é o dia do ferroviário. E vou enviar a esta Casa um projeto de lei para se recuperar, por parte do estado, todas as ferrovias argentinas", anunciou. "Não sou movida por nenhum afã estatista (...). A economia (com a reestatização) será de US$ 415 milhões", disse aos parlamentares e autoridades reunidos no Congresso.

Caso Nisman
Pela primeira vez, Cristina comentou a morte do promotor Alberto Nisman, que foi encontrado sem vida em seu apartamento dias depois de apresentar uma denúncia contra a presidente e outros integrantes do governo por suposto acobertamento dos responsáveis por um atentado à sede da Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em julho de 1994. "Lamento sua morte assim como lamento a morte de qualquer argentino, de qualquer ser humano", afirmou. Ela tocou no assunto quando o discurso já passava de três horas e alguns deputados colocaram cartazes em suas mesas pedindo-lhe que falasse do caso.
"Não preciso de cartaz para falar da AMIA. Disso eu falo desde 1994, pedindo justiça", disse a presidente. "Passaram-se 21 anos e não temos nem um condenado sequer, nem um preso sequer (...) A AMIA não explodiu no nosso governo, explodiu há 21 anos. Há 21 anos os familiares pedem justiça", afirmou, irritada. Nesse contexto, criticou a Corte Suprema pelo atraso no julgamento do caso. "Se há demora, olhem para outro lado, não para este."
A denúncia encaminhada pelo promotor Nisman foi aceita por seu sucessor, Gerardo Pollicita, mas foi posteriormente afastada pelo juiz federal Daniel Rafecas. O magistrado disse não ter encontrado provas de que Cristina tenha cometido algum crime.

China
O discurso de Cristina durou 3 horas e 45 minutos, um recorde para suas falas de abertura do Legislativo. Ela rememorou os feitos de seu governo e do presidente anterior - seu marido, Nestor Kirchner, já falecido. Em um momento, defendeu os acordos comerciais fechados recentemente com a China. "Dentro de cinco anos, a China vai se tornar o ator econômico mais importante. Se a vida toda nos disseram que tínhamos de ter relações carnais com aqueles que não nos dão nada e nos tiram tudo, por que não podemos ter relações normais, comuns, diplomáticas, econômicas e estratégicas com aqueles que querem vir e investir?"
A presidente alfinetou a oposição e a União Industrial Argentina, que já manifestaram preocupação com a possibilidade de os acordos afetarem o emprego e o controle de obras no país. "Não se pode ser tão estúpido, tão subordinado, tão pequeno de cabeça e de neurônios. Por favor, para onde os chineses vão vir? Que medo têm deles?", questionou. "Não se pode tapar o sol com a mão. Quantos de vocês compram de mercados chineses? O que vamos fazer? Ignorá-los?".
Fonte - Revista Ferroviária  01/03/2015

domingo, 1 de março de 2015

Escândalo bancário global reacende debate sobre papel social da internet

Comunicação

Caso apelidado de 'Swissleaks' aprofunda discussão iniciada em episódios denunciados por Assange e Snowden.Nos casos das denúncias feitas pela web por Assange, Nuzzi, Snowden e Falciani, a maior discussão se dá em torno do que seria um aparente conflito entre dois direitos fundamentais: o Direito à Privacidade e a Liberdade de Expressão

DN
foto - Reutrs
Imagine um banco multinacional com milhões de clientes, em praticamente todos os países do mundo. Considere, no entanto, que esse banco mantém dezenas de milhares de contas secretas em uma de suas unidades.
Pense ainda que um funcionário tenha acesso aos dados dessas milhares de contas e os traga a público. Acrescente à trama, um website, criado e mantido por jornalistas do mundo inteiro, que se debruça sobre esses dados e revela que entre esses correntistas há desde monarcas até pessoas envolvidas com crimes como tráfico de drogas. Parece, mas essa não é uma história narrada em um dos filmes que concorreu ao Oscar, no domingo passado.
O fato real envolveu o banco britânico HSBC Private Bank, em uma de suas filiais suíças, mais precisamente na cidade de Genebra. Os dados divulgados são referentes a 106 mil correntistas ao redor do mundo, dos quais cerca de 8,6 mil são residentes no Brasil, no período entre 2006 e 2007. No total, essas contas até então secretas, somavam respectivamente US$ 100 bilhões e US$ 7 bilhões.
O denunciante é o especialista em sistemas de computador, Hervé Falciani, um franco-italiano (apesar de ter nascido em Mônaco), que trabalhava para o banco e chegou a ser detido na Suíça por suspeita de ter roubado informações bancárias sigilosas. Liberado, ele fugiu para a França e em 2008 entregou os dados a que teve acesso às autoridades daquele país.
Poucos anos depois, o Fisco francês cedeu o material ao jornal Le Monde que compartilhou o conteúdo com o International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ), algo como Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos.
A equipe da associação jornalística analisou os dados brutos sobre as contas durante meses, até que no início de fevereiro, começou a publicar reportagens revelando alguns nomes por trás delas, entre eles o do piloto de Fórmula 1, Fernando Alonso, o presidente do Paraguai, Horacio Cartes, e o dos reis Mohammed VI e Abdullah II, do Marrocos e da Jordânia, respectivamente.

Impacto no Brasil
No Brasil, o jornalista Fernando Rodrigues, integrante do ICIJ, também revelou que nomes citados na Operação Lava-Jato, empresários do setor rodoviário, banqueiros e industriais do setor têxtil mantinham contas no HSBC de Genebra.
A repercussão do caso no País, em parte ofuscada pelas investigações sobre suposto esquema de corrupção na Petrobras, motivou a articulação de parlamentares na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
A primeira manifestação partiu do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RJ), que solicitou ao Ministério da Justiça e à Procuradoria-Geral da República a apuração sobre eventuais crimes fiscais cometidos por brasileiros, através dessas contas secretas. Na quinta-feira (26), foi a vez do deputado federal cearense Chico Lopes (PCdoB) apresentar requerimento de informações ao Ministério da Justiça.
"Nós sabemos que o banco, lícita ou ilicitamente, recebeu esse dinheiro. É um escândalo de caráter internacional. O Brasil tem quase dez mil pessoas na mira dessa investigação. Nós fizemos um requerimento solicitando uma consulta ao Banco Central. Eles terão 30 dias para nos informar o que dispõem", explicou o comunista.
No mesmo dia, só que no Senado, a discussão foi mais adiante. O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) coletou cerca de 30 assinaturas, número superior às 27 necessárias para solicitar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidiu a favor da instalação, ainda na quinta.

Para além da política
Mas independentemente dos desdobramentos políticos ou criminais que as investigações sobre o escândalo conhecido como "Swissleaks" venham a ter, o caso já serviu para reacender o debate sobre o papel social da internet, aprofundado também a partir de escândalos anteriores, tais como o "Wikileaks", o "Vatileaks" e as denúncias do ex-agente do serviço de inteligência dos Estados Unidos (NSA), Edward Snowden. Vale também citar as manifestações que sacudiram o mundo em países como Tunísia, Egito, e, mesmo o Brasil, cujas mobilizações começavam a ser promovidas nas redes sociais.
Nos casos das denúncias feitas por figuras como Julian Assange, Gianluigi Nuzzi, Snowden ou Falciani, usando a internet como a principal ferramenta, a maior discussão se dá em torno do que seria um aparente conflito entre dois direitos fundamentais, previstos tanto na Constituição Federal, quanto na Declaração Universal dos Direitos Humanos: o Direito à Privacidade e a Liberdade de Expressão.
Tudo isso permeado pela questão do conceito de "Interesse Público" e, no caso do Brasil, sob a luz do Marco Civil da Internet, aprovado em 2014.
De acordo com o advogado e professor universitário, Paulo Sá Elias, "essas revelações são de extrema gravidade e importância para o mundo todo. O interesse público com certeza será o forte argumento no processo de ponderação que normalmente é utilizado pelos Tribunais para solucionar conflitos de direitos fundamentais".
Ele, que é também mestre em Direito Constitucional, acrescenta que "na prática, não se atribui preferência a um ou outro princípio ou direito fundamental, mas na realidade, há um esforço do Tribunal para que seja assegurada a aplicação das normas conflitantes, ainda que uma delas possa sofrer atenuações. Se há interesse público envolvido, ou seja, interesses primários, de coletividade, o sigilo bancário privado pode e deve ser excepcionado".

Ferramenta serve às lutas do século XXI
No século passado, as lutas pela descolonização ou contra a discriminação racial, por exemplo, foram encampadas por milhares de pessoas que arriscaram suas vidas pelas causas que defendiam, muitas vezes inspiradas por líderes com forte oratória ou semblante inquebrantável.
No século XXI, de acordo com especialistas ouvidos pelo Diário do Nordeste, os ativistas têm um perfil um pouco diferente, mas uma ferramenta tão ou mais poderosa que microfones ou câmeras às mãos.
Aliás, uma ferramenta que contém esses e outros instrumentos de divulgação de mensagens: a internet, que além de tudo permite reunir uma quantidade de informações inimaginável há 50 ou 60 anos atrás.
"Quem hoje teria coragem de se posicionar, por exemplo, contra Mahatma Gandhi ou Martin Luther King Jr.? Eu realmente não sei dizer se comparo indevida e prematuramente Julian Assange ou Edward Snowden a esses dois grandes exemplos para a humanidade. A verdade é que na época em que eles estavam no front da duríssima batalha que travaram, vários conceitos e valores que hoje são muito claros para o estágio atual da civilização não eram compreendidos pela grande maioria", defende Paulo Sá Elias, criador do site Direito da Informática.
"Muitas pessoas não conseguiam enxergar a importância das ações que eles estavam fazendo, tanto é verdade que naquela época eles encontraram fortíssimos e perigosos opositores. Ambos foram perseguidos e presos. Injustamente, hoje sabemos. Temos vergonha disso. Será que no futuro também teremos vergonha de ter mantido o jornalista Julian Assange preso e perseguido de forma tão implacável? Idem, quanto ao Edward Snowden? - Sinceramente, às vezes tenho receio que sim", prossegue o advogado.
Já para o especialista em Direito Digital, Renato Leite Monteiro, que é também advogado, "a principal influência dessas revelações é o aumento da consciência da privacidade e da proteção de dados pessoais. Novas leis têm surgido ao redor do mundo e o Marco Civil, que estava parado no Congresso brasileiro desde 2011, avançou nesse contexto, muito devido ao fato da presidente Dilma ter sido alvo da espionagem, assim como outros membros do Executivo".
Ele explica que "essas revelações aceleraram as discussões sobre o Marco Civil e resultaram em alterações em seu texto, que era um antes das denúncias feitas por Edward Snowden e a versão final passou a dar mais proteção aos dados pessoais".
Renato Leite Monteiro afirma ainda que o Brasil poderia conceder asilo ao ex-agente da NSA. "Essa é uma questão meramente política, não há nada na legislação que impeça".
Por sua vez, Sá Elias, diz esperar "que o Marco Civil possa se firmar como uma importante legislação em benefício da Internet livre, da liberdade de manifestação do pensamento juntamente com a Constituição Federal que já traz tais garantias. O que importa, no entanto, é a prática. A realidade".

Limite tênue
Privacidade e Liberdade de Expressão
O Direito à Privacidade, assegurado internacionalmente pela Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) em seu art. 12, pelo Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, art. 17, e reforçado no Art. 5º da Constituição Federal (CF), acoberta a faculdade que cada indivíduo tem de evitar acesso de estranhos à sua vida privada e familiar, conferindo-lhe a exclusão da participação ou do conhecimento alheio sobre o que diz respeito somente à própria pessoa, ao que se quer resguardar da ingerência de terceiros. A Liberdade de Expressão, por sua vez, também presente na CF/88 e definida na DUDH pelo art. 19, consiste-se no direito de manifestar livremente opiniões, ideias, informações e pensamentos por quaisquer meios independentemente de fronteiras. Cabe, pois, relevar a antiga premissa de que um direito termina exatamente onde o outro começa, de forma que a manutenção do Estado Democrático de Direito é o bem maior a ser perseguido por todos, inclusive - e principalmente - na Internet, espaço onde deve ser muito bem calculado o limite tênue que separa os dois direitos.
Priscilla Oliveira da Silveira - Advogada*
*Membro da Comissão de Direitos Culturais da OAB

Fonte - Diário do Nordeste 01/03/2015

Rebanhos e queima de biomassa contribuem para emissão de metano na Amazônia

Meio ambiente

Amazônia brasileira emite anualmente 25,4 teragrama (tg) de gás metano anualmente, representando de 4% a 5% da emissão global.“As coletas de ar aconteceram em quatro localidades dentro da floresta, próximos às cidades de Santarém (PA), Alta Floresta (MT), Rio Branco (AC) e Tabatinga (AM)”

Camila Boehm 
Repórter da Agência Brasil 
Picasa
O manejo de rebanhos é responsável por uma média de 19% das emissões de gás metano (CH4), o segundo principal gás causador de efeito estufa, e a queima de biomassa contribui com 8% a 10% da emissão na região da Amazônia brasileira. A estimativa é da bióloga Luana Basso, em pesquisa para o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), entidade associada à USP.
“As coletas de ar aconteceram em quatro localidades dentro da floresta, próximos às cidades de Santarém (PA), Alta Floresta (MT), Rio Branco (AC) e Tabatinga (AM)”, disse. O objetivo do trabalho foi observar, em um período de quatro anos (2010-2013), como a região amazônica contribui para a emissão do metano, além de identificar quais são os processos envolvidos nessas emissões.
A pesquisadora destaca que “uma elevação na taxa de emissão de metano contribuiria para o aumento das alterações climáticas que observamos, como períodos de maior seca ou períodos em que as chuvas estão mais intensas”. Na avaliação de Luana, “o aumento do gás contribuiria para a ocorrência desses eventos extremos”.
Um avião de pequeno porte fez a coleta das amostras, desde aproximadamente 300 metros (m) da superfície até 4,5 quilômetros (km). Um plano de voo foi preparado previamente para o piloto, indicando os locais e as diversas altitudes, nas quais foram amostras de ar foram coletadas.
O resultado é que a Amazônia emite em torno de 25,4 teragramas (tg) por ano. “Essa emissão representa de 4% a 5% da emissão global de metano, de acordo com estimativa do último relatório do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas]”, explica a pesquisadora.
A pesquisa buscou ainda identificar as contribuições das atividades humanas para a emissão do gás na região. “Atualmente, em torno de 60% das emissões do mundo, de metano, são de origem antrópica, ou seja, estão relacionadas a atividades humanas, segundo o último relatório do IPCC e da Organização Mundial de Meteorologia”, ressaltou.
“Dessa emissão, consegui estimar quanto vem da queima de biomassa, que é uma média de 8% a 10% e 19% para as emissões de fermentação entérica [processo de digestão dos animais ruminantes que gera metano] e manejo dos dejetos dos rebanhos”. O restante da emissão do gás vem de outras diversas fontes, como de áreas alagáveis, de rios e da decomposição de matérias orgânicas no solo, acrescentou a pesquisadora.
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) define “biomassa” como “todo recurso renovável que provêm de matéria orgânica – de origem vegetal ou animal”. Entre as principais fontes de biomassa, o ministério destaca aquela de origem vegetal, como a madeira, e outra vinda de cultivos agrícolas, como o bagaço e a palha de cana.
Fonte - Agência brasil  01/03/2015

Papa bate pesado no capitalismo e prega a revolução

Internacional

Papa Francisco dirige um discurso revolucionário aos trabalhadores de cooperativas na Itália.O líder da Igreja Católica criticou a “cultura do descartável” da globalização e pediu novas maneiras de se pensar sobre pobreza, assistência social, emprego e sociedade.

Por Redação CB
Com agências internacionais de Roma

O papa Francisco voltou a atacar a injustiça causada no mundo por um sistema econômico injusto e ineficaz como o capitalismo. O líder da Igreja Católica criticou a “cultura do descartável” da globalização e pediu novas maneiras de se pensar sobre pobreza, assistência social, emprego e sociedade. Em um discurso para a associação de movimentos cooperativos italianos, ele ressaltou o “crescimento vertiginoso do desemprego” e os problemas que os sistemas de assistência social existentes tiveram para atender às necessidades da saúde pública.
Para aqueles que vivem “nas margens existenciais” o sistema atual político e social “parece estar fatalmente destinado a sufocar a esperança e aumentar os riscos e ameaças”, afirmou. O papa, nascido na Argentina, tem frequentemente criticado a economia de mercado ortodoxa de estimular a injustiça e desigualdade, disse que as pessoas são forçadas a trabalhar longas horas, às vezes na economia paralela, por algumas centenas de euros por mês, porque elas são vistas como facilmente substituíveis.
– Você não está gostando disso? Então vá para casa’. O que se pode fazer em um mundo que funciona assim? Porque há uma fila de pessoas procurando trabalho. Se você não gostar disso, outra pessoa gostará. É a fome, a fome que nos faz aceitar o que eles nos dão – disse, em uma mudança espontânea no texto do seu discurso.
O papa Francisco afirmou que os trabalhadores podem ajudar a buscar novos modelos e métodos que poderiam ser um modelo alternativo para a “cultura do descartável, criada pelas potências que controlam as políticas econômicas e financeiras do mundo globalizado”. Talvez atento a um escândalo de corrupção abrangente ligado a algumas cooperativas em Roma, no ano passado, ele atacou aqueles que “prostituem o nome cooperativa”.
Francisco pede que os católicos sejam ‘revolucionários’. Ele prega que a lógica econômica capitalista precisa ser secundária diante das maiores necessidades da sociedade humana.
– Quando o dinheiro se torna um ídolo, ele comanda as escolhas do homem. E assim ele arruína o homem e o condena. Faz dele um escravo. O dinheiro a serviço da vida pode ser administrado de maneira certa por cooperativas, com a condição que se trate de uma cooperativa real, onde o capital não tem comando sobre os homens, mas sim os homens sobre o capital – concluiu.
Fonte - Correio do Brasil  28/02/2015

Uruguai e Brasil inauguram parque eólico construído em parceria

Energia

O evento ocorreu no último dia de governo do presidente Mujica, que amanhã entrega o cargo ao presidente eleito, Tabaré Vázquez.O empreendimento visa a integração entre os sistemas elétricos dos dois países. Além da geração de energia desse parque eólico,haverá também uma linha de transmissão que vai permitir que, no Brasil e no Uruguai, seja construído um sistema interligado de geração de energia.

Aline Leal 
Repórter da Agência Brasil 
Roberto Stuckert Filho/Divulgação Presidência da República
A presidenta Dilma Rousseff participou hoje (28) do último ato oficial do presidente uruguaio, José Pepe Mujica, que inaugurou o Parque Eólico Artilleros, construído pelos dois países em uma parceria entre as empresas Eletrobras e UTE/Uruguai.
Segundo a presidenta, o empreendimento vai fazer a integração entre os sistemas elétricos dos dois países. ”Junto com esses cata-ventos, esses moinhos de vento, como dizem os uruguaios, nós vamos ter também uma linha de transmissão que vai permitir que, no Brasil e no Uruguai, nós construamos um sistema interligado de geração de energia, que vai dar mais segurança para as nossas populações e uma energia de melhor qualidade e mais barata”, disse.
Dilma ressaltou que um sistema interligado é muito importante para a redução de impacto nas mudanças de conjuntura de cada local. “Se você, cada vez mais, interligar essas regiões, criar redes de transmissão que levem energia de um lado para o outro, melhora. No passado, quando nós começamos esse processo, tinha água no Brasil, e faltava água na Argentina e no Uruguai. Agora, inverteu. Então, o que nós temos de ter é uma ação conjunta comum para garantir que haja um sistema elétrico latino-americano de qualidade”, defendeu a presidenta.
O evento ocorreu no último dia de governo do presidente Mujica, que amanhã entrega o cargo ao presidente eleito, Tabaré Vázquez. “[O presidente Mujica] é uma liderança com compromisso com seu povo e com todo o povo latino-americano. É, ao mesmo tempo, uma pessoa encantadora, como vocês já viram aqui. Uma pessoa que está à frente do seu tempo e isso é algo muito importante, porque um país e um continente se desenvolvem se têm utopias. E o presidente Mujica é um presidente que tem a realidade e a utopia compartilhadas”, disse a presidente.
Fonte - Agência Brasil 28/02/2015

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Travessia Salvador-Mar Grande opera sem filas

Travessia marítima

Saídas das lanchas acontecem a cada 30 minutos.O sistema opera com oito embarcações, com partidas a cada 30 minutos, podendo ser alterada para 15 minutos, de acordo com a demanda de passageiros.

A Tarde
Da Redação
Marco Aurélio Martins | Ag. A TARDE
A travessia marítima Salvador-Mar Grande tem bom movimento mas sem filas para embarque, na manhã deste sábado 28, informa a Associação dos Transportadores Marítimos da Bahia (Astramab). O sistema opera com oito embarcações, com partidas a cada 30 minutos, podendo ser alterada para 15 minutos, de acordo com a demanda de passageiros.
A Astramab informa ainda que o mar está calmo e os ventos estão fracos, proporcionando boas condições de navegação na Baía de Todos os Santos, com tempo de travessia estimado em 40 minutos. O último horário de saída de Salvador será às 20h e de Mar Grande, às 18h30.
Na linha Salvador-Morro de São Paulo, há boa procura de passagens nos guichês do Terminal Náutico. A viagem entre a capital e a Ilha de Tinharé dura em média 2h e 20m e as próximas partidas vão acontecer às 10h30, 13h e 14h30. Do Morro para Salvador, as saídas são às 9h30, 11h30, 12h30 e 15h.
As escunas que fazem o passeio turístico pelas ilhas da Baía de Todos os Santos vão zarpar do Terminal Náutico com lotação completa, com muitos turistas e baianos aproveitando o sábado de sol para fazerem o tour pelas ilhas. No percurso ocorrem duas paradas - uma em Ilha dos Frades e outra em Itaparica, com as escunas retornando a Salvador às 17h30.
Fonte - A Tarde  28/02/2015