terça-feira, 1 de abril de 2014

SP estreia primeiro semáforo exclusivo para ônibus

Mobilidade

Na manhã desta terça-feira, o prefeito Fernando Haddad e o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, acompanharam durante alguns minutos o funcionamento do sistema.
"São mecanismos que melhoram muito a fluidez do trânsito, privilegiando o transporte público e favorecendo também os carros, que acabam sendo beneficiados colateralmente por causa da organização do fluxo", disse Haddad.... 

Laura Maia de Castro
Agência Estado
foto - ilustração
Começou a funcionar nesta terça feira, 1, o primeiro semáforo exclusivo para ônibus de São Paulo, na Rua Clélia com a Rua Tibério, na Lapa, na zona oeste. O sistema integra um tipo de concepção de trânsito inédito na cidade, o chamado queue jump (fura-fila, em uma tradução livre do inglês), que funcionará nos horários de pico das 6 às 11 horas e das 16 às 20 horas.
Na manhã desta terça-feira, o prefeito Fernando Haddad e o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, acompanharam durante alguns minutos o funcionamento do sistema.
"São mecanismos que melhoram muito a fluidez do trânsito, privilegiando o transporte público e favorecendo também os carros, que acabam sendo beneficiados colateralmente por causa da organização do fluxo", disse Haddad, que durante alguns minutos ao lado do sinal alertou motoristas de carros que estavam na faixa do ônibus. "Aqui é só para ônibus", gesticulava o prefeito.
Funcionamento. Quando o sensor detecta a presença de um ônibus, o sinal vermelho exclusivo abre 12 segundos antes do que o semáforo dos carros. Essa diferença de tempo permite que o coletivo faça a conversão para a faixa exclusiva de ônibus, que, neste ponto da Rua Clélia, passa do lado direito para o esquerdo da via. Segundo a CET, antes os ônibus percorriam cerca de 200 metros para conseguir fazer a transposição, mas agora poderão realizá-la já na área de cruzamento, para que não haja conflito com os carros.
foto - pregopontocom
O sinal para o ônibus tem uma placa alertando sobre a exclusividade e o epigrama em forma de um ônibus visto de lado.
Ao todo, 167,5 mil passageiros em 24 linhas de ônibus passam por essa rua. Nos horários de pico são 169 ônibus por hora.
Segundo Tatto, outros quatro ou cinco pontos da cidade poderão ter o sistema. O secretário não informou quais são esses locais.
Fonte -  A Tarde  01/04/2014

Governo lança quinto edital do Programa Mais Médicos

Saúde

De acordo com a publicação, as inscrições começam às 8h de hoje e vão até as 18h do dia 3 de abril e podem ser feitas por meio do endereço eletrônico do programa na internet.

Paula Laboissière 
Repórter da Agência Brasil 
foto - ilustração
O Ministério da Saúde lançou hoje (1º) o quinto edital do Programa Mais Médicos. O documento, publicado no Diário Oficial da União, torna público o chamamento de profissionais formados em instituições de ensino superior brasileiras e estrangeiras (com diploma revalidado no Brasil).
De acordo com a publicação, as inscrições começam às 8h de hoje e vão até as 18h do dia 3 de abril e podem ser feitas por meio do endereço eletrônico do programa na internet.
Também hoje, às 14h, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, fala sobre a nova etapa do programa. Na ocasião, segundo a pasta, serão divulgadas medidas com foco em municípios de alta vulnerabilidade.
Dados do governo indicam que o Mais Médicos encerrou a quarta etapa de seleção com um total de 13.235 médicos alocados em mais de 4 mil municípios brasileiros.
Fonte -  Agência Brasil   01/04/2014

Grupos que serviram à ditadura pontificam sobre democracia - Bob Fernandes

Política



Bob Fernandes
Exatos 50 anos depois do golpe de Estado que levou à ditadura, 62% dos brasileiros consideram a democracia "a melhor forma de governo". Informa o Datafolha.
José Roberto de Toledo, do Estadão, lembra: dos 200 milhões de brasileiros, 160 milhões nasceram depois do golpe que implantou a ditadura militar. 



BRT do Rio de Janeiro: Um sistema de transporte que já nasceu com problemas

BRT 

Colisões e atropelamentos fazem parte de uma triste rotina e, para especialistas, não faltam razões para isso. Eles alertam que este tipo de modal deve seguir gerando cada vez mais transtornos, principalmente por causa da ausência de planejamento e integração com os outros meios de transporte, da falta de treinamento dos motoristas e do mau hábito dos brasileiros de não respeitarem as sinalizações.

Camila Funare
Jornal do Brasil

O BRT do Rio de Janeiro acumula, desde que foi implementado, uma impressionante sequência de acidentes. Colisões e atropelamentos fazem parte de uma triste rotina e, para especialistas, não faltam razões para isso. Eles alertam que este tipo de modal deve seguir gerando cada vez mais transtornos, principalmente por causa da ausência de planejamento e integração com os outros meios de transporte, da falta de treinamento dos motoristas e do mau hábito dos brasileiros de não respeitarem as sinalizações.
Somente nesta semana, ocorreram dois acidentes envolvendo esse sistema. Na manhã de quinta-feira (25), um caminhão bateu em um ônibus BRT na saída do Túnel da Grota Funda, na Avenida das Américas, na zona oeste do Rio. O caminhão, que transportava papelão, acabou tombando, e 32 passageiros sofreram lesões leves. Já na última segunda-feira (24), três crianças foram atropeladas por um ônibus BRT, na estrada do Mato Alto, também na zona oeste. Érica Macedo dos Santos, de 6 anos, Melyssa Farias Areis e Mariana Ferreira Augusto, ambas com 11 anos morreram, e outros quatro ficaram feridos.

Para Orlando Alves dos Santos Jr., professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da UFRJ e pesquisador da Rede Observatório das Metrópoles, não houve uma preocupação no projeto do BRT em oferecer integração com os pedestres e com outros modelos de transporte, como carros e outros ônibus.
“Se analisarmos os acidentes envolvendo BRT, desde o início de sua implementação, veremos que eles ocorreram com modais que compartilham o mesmo espaço público que o BRT. A ausência de planejamento de integração desse modal com os outros acaba gerando acidentes, colisões violentas entre esses veículos, que não estão convivendo de forma pacífica. Vale ressaltar também que a ineficiência desse planejamento quase sempre está atrelada ao fato de não incluírem o veículo a pé na análise, meio de locomoção muito utilizado pelos brasileiros”, explica o pesquisador.
De acordo com uma pesquisa de campo no BRT Alvorada, feita pelo professor da UFRJ, o projeto já nasceu obsoleto. “Eu tive a oportunidade de viajar de BRT e constatei que o sistema não tinha capacidade de acomodar a demanda de passageiros, além de ser mal planejado. O ponto de ônibus, que possibilita a integração do ônibus com BRT, não coincide com a travessia, por isso os pedestres atravessam fora da faixa; os bicicletários não dão vazão para o número de bicicletas, sendo assim, o outro lado da rua também se tornou um bicicletário improvisado; há ausência de segurança, pois as portas do ônibus não se fecham, por causa da superlotação”, contou Orlando dos Santos Jr.
Adicionar legenda
Já para o engenheiro de Transportes e Mobilidade da Uerj, Alexandre Rojas, outro fator que pode contribuir para os acidentes, principalmente os atropelamentos, é a diferença deste veículo articulado, ou seja, mais longo, do ônibus rodoviário comum. “Os ônibus mais articulados são usados em trajetos maiores, contudo, ele deve ser dirigido como se fosse uma carreta, pois seu sistema de freios não é igual ao de um ônibus comum. Ele atua primeiro na parte de trás e depois vem em cascata para frente. O tempo de parada dele é mais longo, ou seja, demora mais para frear do que um ônibus comum. Se por acaso alguém atravessar na frente desse ônibus, o motorista pode não conseguir pará-lo totalmente a tempo”, afirma.
Porém, Rojas também cita a falta de obediência dos pedestres e motoristas às leis de trânsito como um fator que contribui para os constantes acidentes. “Os cariocas estão acostumados a atravessar fora da faixa e não esperar o sinal vermelho. Quem obedece, na verdade, é que está errado. Hoje, por exemplo, eu estava na Rua Visconde de Pirajá, em Ipanema [zona sul do Rio], quando um homem decidiu atravessar sem se importar com o fato do sinal estar livre para os carros. Consequência: um carro foi obrigado a dar uma freada brusca para não atropelá-lo e o homem ainda xingou o motorista”, contou.
Segundo o engenheiro de transportes, o que deveria e pode ser feito para amenizar essa situação são campanhas educativas, a fim de conscientizar a população sobre as leis de trânsito e sua importância. “O governo deveria investir no marketing de trânsito, colocando placas mais chamativas e chamadas de alerta, avisando que naquele trajeto há BRT, já que as convencionais não estão funcionando. Seria interessante também se existissem atividades lúdicas com as crianças para ensiná-las sobre o comportamento do pedestre no trânsito, porque se a criança for educada, ela transmite isso para os pais. Afinal, o código de trânsito prevê uma verba para educação”, argumenta Rojas.
Segundo o professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Paulo Cezar Ribeiro, a ausência de guardas municipais no tráfego, necessário para fiscalizar o comportamento de pedestres e motoristas, facilitaria o fim das constantes infrações no trânsito. “Uma coisa que eu falo há mais de dez anos é que as pessoas não respeitam a sinalização. Se dermos uma volta pela cidade veremos uma quantidade enorme de motoristas infratores, no quesito comportamento, já que não há patrulhamento para fiscalizá-los. Só há radar parar multar por excesso de velocidade”, afirma.

Ribeiro também critica a ausência de um planejamento adequado na infraestrutura do sistema BRT e da integração com outros modais. “Como era o meio de transporte mais barato, rápido e fácil, simplesmente colocaram uma faixa exclusiva na Avenida das Américas para esse modal, construíram uma estação bem simples, e pronto. Não houve planejamento, logo não integrou-se nada”, censurou o especialista.
Fonte - Do Blog Meu Transporte  31/03/2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

ONU proíbe Japão de caçar baleias na Antártida

Ecologia

Segundo a corte, a caça japonesa tem finalidades comerciais e não científicas. A decisão é final e não cabe recurso. Em sua defesa, o governo japonês sempre argumentou que a caça às baleias tinha finalidades científicas - justamente, para definir cotas sustentáveis de exploração desses animais. Críticos, porém, sempre argumentaram que a prática era mesmo apenas para alimentar os desejos culinários dos japoneses. O consumo de carne de baleia é uma tradição no país.

Agencia Estado 
Ag.Reuters/A Tarde 
A mais alta corte das Nações Unidas concluiu ontem que a caça de baleias praticada pelo Japão não tem finalidades científicas, como o país defende, e ordenou a suspensão imediata dessa atividade ao redor da Antártida - principal área de caça dos navios japoneses. Em uma votação por 12 a 4, o Tribunal Internacional de Justiça em Haia (Holanda) decidiu que as permissões de caça emitidas pelo Japão dentro do Santuário de Baleias do Oceano Austral (ou Antártico) violam regras internacionais de proteção a esses animais, em vigor desde 1986.
Segundo a corte, a caça japonesa tem finalidades comerciais e não científicas. A decisão é final e não cabe recurso. Em sua defesa, o governo japonês sempre argumentou que a caça às baleias tinha finalidades científicas - justamente, para definir cotas sustentáveis de exploração desses animais. Críticos, porém, sempre argumentaram que a prática era mesmo apenas para alimentar os desejos culinários dos japoneses. O consumo de carne de baleia é uma tradição no país.
A ação contra o Japão foi movida pela Austrália em 2010. A corte da ONU argumentou em sua decisão que o número de trabalhos publicados pelo país é incompatível (muito inferior) com o número de baleias mortas supostamente para este fim. Em sua leitura do julgamento, o juiz Peter Tomka disse que o "programa de pesquisa" japonês matou 3.600 baleias minke desde 2005, mas publicou apenas dois trabalhos científicos relacionados à atividade no mesmo período.
Um porta-voz japonês disse que o país lamentava a decisão, mas cumpriria a determinação do tribunal.
Já ambientalistas e países que se opõem à caça de baleias comemoraram a sentença - apesar de o risco de a proibição ser temporária e de não se estender à caça de baleias no Oceano Pacífico. O tribunal deixa aberta a possibilidade de o Japão continuar a matar baleias, desde que a atividade seja replanejada para atender, de fato, a critérios de finalidade científica. Outros dois países - Noruega e Islândia - também caçam baleias, em desacordo com a moratória internacional.
Fonte  - A Tarde  31/03/2014

O metrô não é 'elefante branco'; trabalho na Paralela começa em abril, diz diretor da CCR

Transportes sobre trilhos

A intenção é realizar uma operação assistida em horário e capacidade reduzidos para garantir que o dia em que começar a operar – 15 de setembro – para, quando começar a cobrar a tarifa, tudo esteja funcionando perfeitamente bem. Este prazo é para dar tempo de corrigir alguma falha e fazer alguma modificação no sistema.

BN
Foto: Francis Juliano/ Bahia Notícias
À frente do sistema metroviário que se arrasta há 14 anos e já virou até piada Bahia afora, o diretor-presidente do Grupo CCR, na Bahia, Harald Zwetkoff, se mostra otimista e consciente da responsabilidade que sua empresa assumiu. Concessionária desde 15 de outubro do ano passado, a CCR ainda tem pela frente um trabalho que não se resume a concluir as obras da Linha 1 do metrô de Salvador e desenvolver o novo trecho que seguirá, pela Avenida Paralela, até Lauro de Freitas. Como responsável pelo sistema, a empresa deverá prestar um serviço de qualidade, nos próximos 30 anos, a fim de garantir que os soteropolitanos utilizem o meio de transporte com o qual serão gastos cerca de R$ 3,6 bilhões. “Nós acreditamos que os soteropolitanos vão adotar o metrô como meio de transporte”, disse Zwetkoff, em entrevista ao Bahia Notícias. O diretor ainda garante que a obra não se trata de um “elefante branco” e que a empresa está preparada para iniciar a fase de testes prevista para o dia 11 de junho. Para o representante do Grupo CCR na Bahia, o governo do Estado e a prefeitura de Salvador têm tratado o assunto “com um profissionalismo muito grande”. Já sobre a integração entre o modal e o ônibus, Zwetkoff ressalta: “Quando se trata de transporte público, não se pode olhar para o interesse do metrô ou para o interesse do ônibus. O grande protagonista é o usuário”. A forma como o sistema vai funcionar, as possíveis greves de funcionários, o valor da tarifa para os usuários, além de alguns prazos para finalização de obras foram outros pontos comentados. Confira a entrevista na íntegra.
Fonte - Bahia Notícias  31/03/2014

Comissão interna nega pagamento de suborno a empregados

Petrobras

Na nota, a Petrobras informa que ainda durante os trabalhos da Comissão Interna de Apuração a companhia prestou esclarecimentos sobre o andamento e as conclusões dos trabalhos da comissão, constituída no último dia 13, à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF).

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
Em comunicado oficial publicado hoje (31) nos principais jornais do país, a Petrobras informou que a Comissão Interna de Apuração, constituída para apurar denúncias de supostos pagamento de suborno a empregados da companhia, por parte da empresa holandesa SBM Offshore, “não encontrou fatos ou documentos que evidenciem pagamento de propina a empregados da estatal.
Na nota, a Petrobras informa que ainda durante os trabalhos da Comissão Interna de Apuração a companhia prestou esclarecimentos sobre o andamento e as conclusões dos trabalhos da comissão, constituída no último dia 13, à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público Federal (MPF).
A empresa informou ainda que o relatório final da Comissão Interna de Apuração será encaminhado à CGU, ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao MPF. Também em comunicado oficial através dos jornais, a Petrobras informa que em relação à Refinaria de Pasadena, a comissão interna tem prazo previsto de 45 dias para apresentar as conclusões.
Constituída no dia 24 último, a comissão é coordenada pela Auditoria Interna da Companhia. A Petrobras informou ainda que, desde dezembro de 2012, vem atendendo aos órgãos públicos e aos órgãos de controle: Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas da União, Ministério Público, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Requerimento de Informações de Parlamentares. “Estão sendo fornecidas todas as informações e documentos sobre o processo de compra da Refinaria de Pasadena.
Fonte - Agência Brasil  31/03/2014

A Standard & Poor's por Eduardo Galeano

Economia



Eduardo Galeno

Eu quero VLT em Salvador....

SALVADOR SOBRE TRILHOS

O futuro do Brasil esta nos trilhos




domingo, 30 de março de 2014

Salvador Antiga

Rua Chile e Praça Municipal





Obras de requalificação do Parque de Pituaçu começam segunda

Meio Ambiente

Revitalização do espaço de lazer integra medidas anunciadas pelos 465 anos de Salvador. - As intervenções incluem reforma dos 15 quilômetros de ciclovia e das quadras poliesportivas, acessibilidade para pessoas com deficiência e a construção de um muro com 1.800 metros de extensão ao redor do parque.

Luan Santos
Lúcio Távora | Ag. A TARDE
Os serviços de revitalização do Parque Metropolitano de Pituaçu começam nesta segunda-feira, 31. A ordem de serviço para o início imediato das intervenções foi assinada ontem no local pelo governador Jaques Wagner, que estimou a conclusão das obras para junho de 2015.
As intervenções incluem reforma dos 15 quilômetros de ciclovia e das quadras poliesportivas, acessibilidade para pessoas com deficiência e a construção de um muro com 1.800 metros de extensão ao redor do parque.
O investimento do governo do estado é de R$ 14 milhões. As obras serão executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder).
Wagner destacou que as intervenções preveem a redefinição da poligonal da área, que será ampliada. "O parque já foi muito maior, mas governos anteriores diminuíram a área de 660 para 370 hectares. Agora, a gente está devolvendo 12 hectares para este que é um pulmão importante da cidade", ressaltou o governador.
Ele disse, ainda, que a requalificação do espaço engloba uma série de "presentes" para Salvador, que completou 465 anos ontem.
Wagner citou a implantação dos dois corredores transversais (que vão ligar a orla à BR-324 e ao subúrbio e devem ficar prontos em 2017), a entrega da Ceasinha do Rio Vermelho e o complexo de viadutos do Imbuí, que devem ficar prontos em junho.
O secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, destacou que a requalificação é uma demanda antiga da comunidade do entorno e de frequentadores do parque.
Ele destacou que as obras contemplam a implantação de nova iluminação, contenção e estabilização de encostas, sistema de tratamento de esgoto e cinco pontos de apoio com sanitários ao longo da ciclovia.

Problemas
Para os frequentadores, investimentos em infraestrutura e segurança devem ser encarados como prioritários para tornar o parque um espaço de lazer mais agradável para a população.
"Muitos não vêm porque têm medo. É preciso melhorar a parte de infraestrutura, a ciclovia, os brinquedos. Afinal, somos privilegiados por ter um espaço como este, mas que, infelizmente, está abandonado", diz o gerente comercial Cláudio Moreira, 61.
O administrador David Mendes, 38 anos, que frequenta o parque desde a infância, afirma que, há pelo menos 30 anos, a degradação do espaço só aumentou. "Nada mudou, só piorou. Fazem uma reforma aqui e outra ali, uma maquiagem, mas nada melhora de fato", critica.
A atleta paralímpica de remo Ana Marta de Souza, que treina na lagoa de Pituaçu, pede mais acessibilidade: "Estamos deixando de treinar porque não temos como acessar a lagoa por causa da ausência de rampa adequada".
O governador garantiu que a construção de rampas para a lagoa vai ser uma das primeiras intervenções. Para melhorar a segurança, um sistema de câmeras será implementado na ciclovia.

Moradores reclamam de invasão na área do parque
Durante a visita de Jaques Wagner ao Parque de Pituaçu, antes da assinatura da ordem de serviço, moradores do entorno do local denunciaram uma série de invasões que estão ocorrendo no espaço.
O professor Gilberto da Silva, 43 anos, contou que há invasões de dois tipos. “Temos aquelas do chamado colarinho branco, que invadem e permanecem porque ninguém tira. E também a invasão dos mais pobres, mas esses são brutalmente expulsos pela polícia”, disse ele ao governador. “Vamos fazer uma boa reforma para melhorar”, respondeu Wagner.
Segundo o professor, cerca de 100 pessoas começaram a invadir o local na semana passada. “É preciso redefinir a área do parque e parar com as invasões”, reivindicou.
Wagner afirmou que a invasão é uma preocupação do governo. “Isso aqui não é meu, não é seu, é uma área de preservação ambiental. Por mais que seja legítima a busca de uma casa de quem não tem onde morar, eu acho que aqui não é o local apropriado para se fazer uma ocupação”.
Uma alternativa, segundo ele, é o programa Minha Casa, Minha Vida. “Estamos fazendo 200 mil unidades”, disse.
Fonte - A Tarde 30/03/2014

Apartamentos do Minha Casa, Minha Vida são entregues com tecnologia Brasil 4D

Habitação

Construídos com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), os 224 apartamentos com a tecnologia foram destinados a famílias que ganham até R$ 1,6 mil, que compõem a faixa de renda mais baixa do Minha Casa Minha Vida. Desse total, 14 imóveis foram adaptados para pessoas com deficiência.
Pelo controle remoto da televisão, elas poderão consultar vagas de emprego, calendários de vacinação e obter informações sobre benefícios sociais e de aposentadoria

Da Agência Brasil 
foto - ilustração
Cerca de 220 famílias no Paranoá, cidade a 25 quilômetros de Brasília, passaram a ter acesso mais fácil a uma série de serviços públicos. Pelo controle remoto da televisão, elas poderão consultar vagas de emprego, calendários de vacinação e obter informações sobre benefícios sociais e de aposentadoria. Elas receberam hoje (29) apartamentos do Programa Minha, Casa Minha Vida com a tecnologia Brasil 4D, coordenada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Construídos com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), os 224 apartamentos com a tecnologia foram destinados a famílias que ganham até R$ 1,6 mil, que compõem a faixa de renda mais baixa do Minha Casa Minha Vida. Desse total, 14 imóveis foram adaptados para pessoas com deficiência.
As unidades compõem a primeira fase de um conjunto habitacional que terá 6.240 apartamentos de R$ 65 mil cada. Todas as unidades terão a tecnologia Brasil 4D. As famílias pagarão parcelas de 5% da renda mensal, com prestação mínima de R$ 25.
Na cerimônia de entrega, o ministro das Cidades, Gilberto Magalhães Occhi, elogiou a qualidade dos apartamentos. “O que estamos construindo é com o esforço e a geração de todo um trabalho. Aqui vocês entram na residência com a cabeça erguida e com a paz de espírito”, declarou.
O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, advertiu os beneficiários de que as unidades habitacionais não podem ser comercializadas depois da entrega. “Não vendam o apartamento. É um patrimônio para a sua família. Quem vender o imóvel não poderá entrar em outro programa habitacional”, aconselhou.
Os testes com a tecnologia Brasil 4D começaram no ano passado em João Pessoa, onde 100 famílias tiveram acesso à plataforma Ginga, criada e desenvolvida no Brasil. Por meio de um conversor, na tela da TV, os moradores têm acesso às ofertas de empregos, aos cursos de capacitação e a orientações para obtenção de documentos, além de informações sobre serviços e benefícios do governo federal, como aposentadoria, campanhas de saúde e programas Bolsa Família e Brasil Carinhoso, entre outros.
O projeto funciona em parceria com empresas de telefonia, por meio de conexões 3G, usada em telefones móveis. Em dez anos, o Brasil 4D deve estar disponível para as 13 milhões de famílias beneficiadas pelo Minha Casa, Minha Vida. Somente no Distrito Federal, a expectativa é oferecer a tecnologia a 30 mil unidades até o fim do ano.
O Projeto Brasil 4D deve ser testado na cidade de São Paulo entre abril e maio. Os temas oferecidos serão saúde e educação. Os usuários poderão agendar consultas no Sistema Único de Saúde (SUS). Participarão do teste 2,5 mil famílias no primeiro semestre e mais 2,5 mil no segundo semestre.
Coordenador e idealizador do Brasil 4D, André Barbosa, chefe da assessoria da presidência da EBC, explicou que a ideia nasceu da necessidade de fornecer serviços disponíveis nos sites dos órgãos públicos a uma parcela da população sem acesso à internet. “A única maneira de entregar esses serviços é pela televisão”, declarou. Segundo ele, os testes estão surpreendendo: “A gente imaginava que as possibilidades fossem algumas, mas os resultados foram além das possibilidades”.
Entre os parceiros no projeto estão o Banco do Brasil, Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Caixa Econômica Federal, o DataSUS, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Totvs, HMATV, Oi, a Telebras e governo do Distrito Federal.
Fonte - Agência Brasil  30/03/2014

“Rússia sofre com preconceito e discriminação na questão da Crimeia” - Angelo Segrillo

Internacional

O especialista em História Contemporânea com Ênfase em Ásia e coordenador do Laboratório de Estudos da Ásia do Departamento de História da USP, e autor de vários livros sobre a Rússia, concedeu entrevista ao jornalista Giovanni Lorenzon, da Voz da Rússia.... 

Angelo Segrillo
Angelo Segrillo
Quaisquer que sejam as críticas que os principais países do Ocidente fazem sobre a Rússia, uma boa dose é de preconceito e outra é de discriminação. Assim pode ser resumida, de acordo com o historiador e cientista político brasileiro Angelo Segrillo, a pressão que a Europa e os Estados Unidos fazem sobre as ações do Governo de Vladimir Putin na questão da Crimeia, tornando-a novamente parte do território russo.
Professor Angelo Segrillo: “Esta situação toda só será resolvida quando acabarmos com a concepção de alianças militares em tempos de paz, como essa que une praticamente toda a Europa e os Estados Unidos”
O especialista em História Contemporânea com Ênfase em Ásia e coordenador do Laboratório de Estudos da Ásia do Departamento de História da USP, e autor de vários livros sobre a Rússia, concedeu entrevista ao jornalista Giovanni Lorenzon, da Voz da Rússia, da qual destacamos os pontos abaixo:

Sobre a posição da União Europeia e dos Estados Unidos em relação à Rússia diante da crise ucraniana e a anexação da Crimeia:
Angelo Segrillo – Alguns governantes e ideólogos ocidentais realmente acreditam que defendem valores democráticos quando acusam unilateralmente a Rússia de ser o lado errado nesta questão. Outros sabem que isto, na verdade, é um certo preconceito – de que a Rússia está sempre do lado errado –, mas mantêm o discurso assim mesmo. Os dois grupos demonstram uma certa "má vontade" com a Rússia ao considerá-la herdeira de mentalidades soviética e imperial czarista. Em minha opinião, estas visões não levam em consideração as circunstâncias esdrúxulas da deposição do presidente eleito Viktor Yanukovich sem os processos normais e legais de impeachment com direito à defesa, etc., que levaram a este episódio.

Sobre a influência desses grupos em muitos think tanks brasileiros e alguns meios da imprensa, que não aprovam a ação na Crimeia:
AS – A grande imprensa brasileira geralmente trabalha a partir das agências de notícias ocidentais. Isso acaba levando a maior repercussão dos pontos de vistas ocidentais em nosso país.

Sobre a defesa do governo Putin de que a Crimeia é russa e que a maior parte da população é de russos e seus descendentes:
AS – A questão da passagem da Crimeia à Ucrânia [em 1954 o então líder soviético Nikita Khruschev, que era de origem ucraniana, deu a região como presente] nunca foi bem digerida na Rússia, mas acho que se não tivesse havido a deposição do presidente ucraniano do jeito que foi a Rússia não teria feito a anexação daquela região.

Sobre a necessidade da Rússia de manter alguma barreira geopolítica e militar contra o avanço no Leste da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN):
AS – Acho que esta é a resposta instintiva da Rússia ao avanço da OTAN em sua direção. Ela tem lógica. Mas acho que esta situação toda só será resolvida quando acabarmos com a concepção de alianças militares em tempos de paz, como essa que une praticamente toda a Europa e os Estados Unidos.

Sobre se a Rússia se sente “pequena” depois do desmantelamento da União Soviética e se o país não se sente respeitado pelo Ocidente:
AS – Não, não acho que a Rússia tenha ou precise ter complexo de inferioridade em relação ao Ocidente. Mas, certamente, no momento atual, sente-se discriminada pelos países ocidentais do chamado primeiro mundo. E nem sempre a Rússia foi alvo de desrespeito. Houve momentos de grande prestígio da Rússia no Ocidente, quando, por exemplo, derrotou Napoleão ou quando a União Soviética ajudou a derrotar o nazismo. Nessas épocas a Rússia foi muito apreciada pelos governos ocidentais.

Sobre o silêncio oficial do Governo brasileiro, que tem um acordo aeroespacial com a Ucrânia, onde já foram investidos milhões de dólares, e também é aliado da Rússia no bloco BRICS, além de alinhamentos políticos em muitas questões internacionais:
AS – Acho que a resposta atual do Brasil, em não se meter na questão, está correta. O Brasil não tem necessidade de comprar a briga de outros, principalmente em situações tão complicadas e contraditórias como essa.
Fonte - Diário da Russia  30/03/2014

Polícia ocupa Maré em 15 minutos e moradores pedem melhorias sociais

Rio de Janeiro

Nenhum tiro foi disparado durante a progressão das forças de segurança na área, formada por 15 favelas, onde moram cerca de 120 mil pessoas. As ruas que, nas primeiras horas, ficaram desertas, com as casas fechadas, aos poucos foram retomando o movimento caraterístico de uma manhã de domingo.

Vladimir Platonow 
Repórter da Agência Brasil
Policial civil circula entre becos
no carente Complexo da Maré
Tânia Rêgo/Agência Brasil
As forças de segurança estadual e federal ocuparam em cerca de 15 minutos o Complexo de Favelas da Maré, em operação iniciada às 5h de hoje (30). Um total de 1.180 policiais militares (PM) e 130 policiais civis, receberam apoio de policiais federais, policiais rodoviários e de 250 fuzileiros navais.
Nenhum tiro foi disparado durante a progressão das forças de segurança na área, formada por 15 favelas, onde moram cerca de 120 mil pessoas. As ruas que, nas primeiras horas, ficaram desertas, com as casas fechadas, aos poucos foram retomando o movimento caraterístico de uma manhã de domingo.
Os moradores olhavam o movimento das janelas de casa ou reunidos nas esquinas. Grupos de policiais civis, acompanhados por delegados, revistavam residências, amparados por um mandado coletivo de busca e apreensão.
Um grupo de moradores, sentados na sombra, em frente a uma residência na Favela Nova Holanda, apoiava a ação, mas pedia melhorias na comunidade. “Queremos mais creches, pois é muito difícil encontrar vagas para os nossos filhos”, pediu uma moradora.
“Falta uma Unidade de Pronto-Atendimento mais próxima, porque a única que tem fica na Vila do João e lá nós não podemos entrar”, disse um morador, que trabalha em lanchonete, referindo-se ao impedimento que a população tinha de transitar de um lado para outro do Complexo da Maré, que era dividido entre duas facções de traficantes.
Outra reivindicação é a volta das escolas em tempo integral, como funcionavam os Cieps. “Eu estudei lá quando era criança e era muito bom. Depois acabaram com isso e ficou difícil de continuar”, disse um jovem, de 20 anos, que parou na 5ª série. Além disso, o grupo pedia melhorias na quadra de futebol, que já teve grama sintética, mas hoje está cheia de buracos.
Fonte - Agência Brasil  30/03/2014

Petrobras inaugura primeira Estação de Tratamento de Lodos da América Latina

Meio Ambiente

O sistema conta com tecnologia de ponta para converter parte do resíduo do processamento de petróleo em matéria prima recuperada para a produção de diesel e gasolina, além de sólidos para injeção no coque (derivado usado na construção civil e combustível industrial).


A Petrobras inaugurou a Estação de Tratamento de Lodos da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas (RS), primeira unidade de tratamento de lodos a ser implementada na América Latina. O sistema conta com tecnologia de ponta para converter parte do resíduo do processamento de petróleo em matéria prima recuperada para a produção de diesel e gasolina, além de sólidos para injeção no coque (derivado usado na construção civil e combustível industrial).
Além do ganho ambiental relacionado à redução de resíduos, a operação vai gerar economia pelo aproveitamento do óleo residual dos lodos oleosos e eliminação da logística de destinação deste lodo para tratamento fora da refinaria.
O investimento integra a visão corporativa da Petrobras, que visa ao crescimento e ao desenvolvimento sustentável. A Refap é a sexta maior refinaria da Petrobras em carga total de petróleo processado, com capacidade de produção de 200 mil barris por dia. Na unidade operacional, são produzidos óleo diesel, gasolina, nafta, propeno, GLP, querosene de aviação, óleo combustível, asfalto e coque. 
Fonte - Revista Amazônia  29;03/2014