terça-feira, 5 de maio de 2015

Obras de estações da linha 4-amarela do Metrô são retomadas

Transportes sobre trilhos

A expectativa é de que uma nova licitação seja realizada até junho, mas as obras devem ser iniciadas apenas no ano que vem.A previsão é de que os terminais sejam liberados ao público somente em 2016.

Bem Paraná
foto - ilustração
As obras das estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire da linha 4-amarela do metrô foram retomadas na semana passada. A previsão é de que os terminais sejam liberados ao público somente em 2016. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do Metrô. Em março, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) criticou o atraso da conclusão da linha 4-amarela - que teve a entrega adiada para 2018 - e é de responsabilidade da empresa Isolux Córsan-Corviam.
Por conta do atraso, o governo estadual e o Banco Mundial, financiador da segunda fase da linha 4-amarela, decidiram rescindir o contrato. O governo de São Paulo agora prepara nova licitação para a construção das estações São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, que devem ser entregues com atraso em relação ao cronograma atual.

Atraso nas obras
Segundo o Estado, a empresa Isolux Córsan-Corviam reduziu o número de funcionários, de equipamentos e de insumos para conclusão das obras desde o ano passado. O lote 1 da segunda fase da linha 4-amarela previa a conclusão das estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, São Paulo-Morumbi, além da construção do pátio e do terminal de ônibus da Vila Sônia. O valor total era de R$ 173 milhões.
O Banco Mundial decidiu transferir a estação São Paulo-Morumbi para o lote 2, que inclui a estação Vila Sônia, um túnel e 1,5 km de trilhos em direção a Taboão da Serra (SP). Com a mudança, o valor total do lote deve passar de R$ 386 milhões para R$ 500 milhões. A expectativa é de que uma nova licitação seja realizada até junho, mas as obras devem ser iniciadas apenas no ano que vem. As obras da segunda fase da linha 4-amarela foram iniciadas em abril de 2012, com contratos de R$ 559 milhões no total. Até o momento, foi entregue apenas a estação Fradique Coutinho, em novembro.
Fonte - Revista Ferroviária  05/05/2015

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Petrobras ganha prêmio internacional OTC do setor de petróleo

Tecnologia

A cerimônia de premiação ocorreu durante jantar em Houston, Estados Unidos, na Offshore Technology Conference (OTC), maior evento do mundo dedicado à área de exploração e produção de petróleo no mar.Em seu discurso de agradecimento, Solange Guedes destacou a importância do reconhecimento para o nosso corpo técnico e da parceria com sócios, e o papel destacado dos fornecedores e da comunidade acadêmica.

Fatos e Dados

A diretora da nossa área de Exploração e Produção, Solange Guedes, recebeu na noite de ontem (3/5), o prêmio OTC Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, reconhecimento mais importante que uma empresa de petróleo pode receber na qualidade de operadora offshore. A cerimônia de premiação ocorreu durante jantar em Houston, Estados Unidos, na Offshore Technology Conference (OTC), maior evento do mundo dedicado à área de exploração e produção de petróleo no mar.
Em seu discurso de agradecimento, Solange Guedes destacou a importância do reconhecimento para o nosso corpo técnico e da parceria com sócios, e o papel destacado dos fornecedores e da comunidade acadêmica. “A exploração e produção do pré-sal tem sido uma missão desafiadora, que estamos desempenhando em estreita colaboração com nossos parceiros, com os fornecedores e com a comunidade técnica e científica. Este prêmio é resultado do trabalho conjunto, baseado em uma ampla rede de cooperação”, disse.
Ela ressaltou que, apenas oito anos após o anúncio da descoberta do pré-sal, a nova província petrolífera já responde por mais de 20% da nossa produção de petróleo no Brasil.
Após enumerar algumas tecnologias que nos levaram a conquistar o prêmio, a executiva destacou que todo o dióxido de carbono produzido no pré-sal está sendo reinjetado. “Com isso, evitamos a emissão de 1 milhão de toneladas de CO2”, contabilizou, lembrando que a iniciativa aumenta o volume de petróleo extraído dos campos.
A diretora lembrou os desafios trazidos pelo pré-sal, localizado a 300 quilômetros da costa, sem infraestrutura instalada na época da descoberta, com profundidade total de até 7 mil metros e espessa camada de sal. “Este cenário representava uma grande oportunidade para desenvolver tecnologias viabilizadoras junto com a indústria. Percebemos que seriam necessárias soluções inovadoras para extrair petróleo destes campos de maneira segura, rentável e ambientalmente sustentável”, disse.
Por fim, Solange Guedes nomeou e agradeceu a todos os parceiros nos projetos do pré-sal e disse esperar que essas conquistas tornem-se um importante legado tecnológico para a indústria offshore.

Conheça as tecnologias premiadas do pré-sal em - www.petrobras.com.br/tecnologiasdopresal.
Fonte - Fatos e Dados  04/05/2015

Prefeitura do Rio quer incentivar uso da bicicleta no trajeto para o trabalho

Mobilidade

Meio de transporte rápido e solução para escapar dos congestionamentos, as bicicletas podem ser alternativa para problemas de mobilidade na cidade do Rio de Janeiro 

Isabela Vieira 
Repórter da Agência Brasil 
Wilson Dias/Agência Brasil
A bicicleta pode ser o meio mais rápido de chegar ao trabalho e uma solução para escapar dos congestionamentos. Para incentivar mais pessoas a aderir à prática, uma série de ações de estímulo ao uso da biciicleta como meio de transporte marcará o Dia Mundial de Bicicleta ao Trabalho, na sexta-feira (8), no Rio de Janeiro.
A ideia é buscar alternativas para os problemas de mobilidade, que, além de melhorar o trânsito, promovem mais qualidade de vida.
As atividades fazem parte de uma agenda mundial, que se repetirá em várias cidades brasileiras. No Rio, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, as organizações não governamentais Bike Anjo e Escola de Pedal promovem, a partir de hoje (4), palestras com dicas destinadas àqueles que querem ganhar confiança para enfrentar as movimentadas avenidas da cidade.
“O primeiro passo para ir de bicicleta ao trabalho é escolher uma rota. O ciclista tem de pegar vias menos movimentadas. Ou seja, escolher um roteiro para conquistar segurança”, orientou Ana Luiza Carboni, da Bike Anjo. Segundo ela, é preciso saber um pouco de direção defensiva.
“O ciclista deve ser assertivo, se impor na pista [e não ficar acuado no canto], gesticular e se comunicar com os demais motoristas”, acrescentou.
Para Ana Luiza, a desculpa de não ter vestiário ou bicicletário na empresa não deve impedir ninguém de andar de bicicleta. Como solução para evitar o suor excessivo no trajeto, no caso do Rio, ela sugere pedaladas mais lentas ou o conforto de um estacionamento pago.
Entusiasta das bicicletas, o secretário de Meio Ambiente, Altamirando Fernandes Moraes, que recentemente inaugurou, na sede administrativa da prefeitura, uma estrutura para que os ciclistas tomem banho e troquem de roupa, informou que tem ampliado ciclovias e estações onde é possível alugar uma bicicleta. O desafio é a integração com trens e o metrô, que ainda não permitem passageiros com bicicletas no horário comercial.
“A parceria com a Supervia [empresa que administra os trens] é muito boa. Temos vagas para bicicletas e local para encher pneus. A parceria foi muito boa. Aos sábados e domingos, está liberado o transporte de bicicletas nos trens. No metrô, a liberação inclui sábados, domingos e [o período] após 21h, o que é um avanço”, destacou Altamirando.
Quem usa a bicicleta de casa para o trabalho garante que a prática revigora. Antônio Nunes, consultor de informática, disse que não perde mais tempo procurando vagas e não tem mais o mesmo estresse no trânsito. “Os ônibus, táxis e motos ainda não se acostumaram às bicicletas, mas eles não têm outra opção a não ser nos aceitar”, explicou. “Quanto mais pessoas usando bicicletas por toda a cidade, mais os ciclistas serão notados e respeitados”, completou Nunes.
Para o secretário Altamirando Fernandes, a convivência respeitosa é a única solução para o trânsito. “Não teremos ciclovias em todas as ruas. Temos de baixar a velocidade [dos carros], como fizemos em Copacabana [para 30 quilômetros por hora nas ruas principais]. A bicicleta anda na pista e o carro espera o melhor momento para ultrapassar.”
Fonte - Agência Brasil  04/05/2015

Receita obtém informações detalhadas sobre brasileiros citados no SwissLeaks

Internacional

Os dados foram obtidos depois da visita de auditores à sede da Direction Générale des Finances Publiques (DGFiP) – administração tributária francesa, em Paris, no dia 31 de março, com a finalidade de colher informações sobre contribuintes brasileiros titulares de contas-correntes no HSBC na Suíça.

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração
A Receita Federal obteve informações mais precisas sobre contribuintes brasileiros citados no caso SwissLeaks. De acordo com o Fisco, os dados foram obtidos depois da visita de auditores à sede da Direction Générale des Finances Publiques (DGFiP) – administração tributária francesa, em Paris, no dia 31 de março, com a finalidade de colher informações sobre contribuintes brasileiros titulares de contas-correntes no HSBC na Suíça. Desde fevereiro, a Receita acompanhava o caso e agora confirmou ter obtido informações mais detalhadas.
Com base em acordo para evitar a dupla tributação existente entre os dois países, 8.732 arquivos eletrônicos foram entregues à Receita Federal, cada um contendo um perfil de cliente brasileiro do banco suíço. Desde então, informou o órgão, os técnicos brasileiros estão trabalhando na correta identificação das pessoas físicas correntistas.
A Receita informou também que foram feitas 34.666 consultas aos cadastros referentes às diferentes combinações de nomes e datas de nascimento possíveis, resultando em 652.731 prováveis nomes dos titulares das contas. Depurados esses dados, foram efetivamente identificados como contribuintes brasileiros 7.243 correntistas pessoas físicas.
Após a identificação, os próximos passos são a identificação dos contribuintes com interesse fiscal, no período de 2011 a 2014, para posterior programação e fiscalização; continuidade das pesquisas das pessoas físicas/jurídicas não identificadas nesta depuração inicial, que correspondem a 1.129 nomes; continuidade das pesquisas para identificação dos correntistas pessoa jurídica e respectivas pessoas físicas relacionadas; identificação de contribuintes mortos e seus eventuais herdeiros; análise de vínculos entre os contribuintes identificados de forma a encontrar grupos de contribuintes relacionados para o tratamento em conjunto.
Na sequência, a Receita Federal trocará ainda informações com o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), de modo a buscar elementos para identificar indícios de possíveis práticas de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro e aprofundar as investigações para, nos casos mais graves, acionar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal.
Fonte - Agência Brasil  04/05/2015

Coreia do Sul inaugura monotrilho

Transportes sobre trilhos/Internacional

Após seis anos foi inaugurada a nova linha com 24 quilômetros de extensão, 30 estações e uma frota de 28 trens

Via Trólebus
Via Trólebus
A cidade de Daegu ganhou um sistema de monotrilho. As construções iniciaram em julho de 2009, e após seis anos foi inaugurada a nova linha com 24 quilômetros de extensão, 30 estações e uma frota de 28 trens.
A fabricação das composições ficou por conta da empresa japonesa Hitachi e pela empresa coreana Woojin. O monotrilho faz parte do sistema metroviário da cidade, denominado “Linha 3″. É esperado que sejam transportados cerca de 160 mil passageiros por dia, com um intervalo entre trens de 5 minutos nos horários de maiores movimentos.
Fonte - Revista Ferroviária  04/05/2015

Portugal tem o segundo pior desempenho da Europa na ferrovia

Internacional

Estudo da Boston Consulting Group coloca Portugal no penúltimo lugar em 25 países europeus.A má classificação de Portugal no ranking europeu está explicada pela falta de investimentos no setor ferroviário

Público PT
foto - engenhariaportugal
Um estudo da Boston Consulting Group, que criou um indicador para medir o desempenho dos sistemas ferroviários nacionais, coloca Portugal no penúltimo lugar em 25 países europeus.
A consultora construiu aquele indicador, denominado Railway Performance Índex (RPI), que mede o desempenho das ferrovias nacionais com base em três aspectos: a frequência de utilização da rede ferroviária, a qualidade do serviço que é prestado e a segurança.
O ranking obtido pela consultora coloca numa “primeira divisão” a Suíça, Suécia, Dinamarca, França e Alemanha como os países que têm melhores sistemas ferroviários.
Seguem-se mais dois grupos. Primeiro, aquele que a empresa identifica como tendo uma qualidade de serviço e de segurança razoáveis: Áustria, Reino Unido, República Checa, Holanda, Luxemburgo, Espanha, Itália, Bélgica e Noruega.
Há, depois, uma “terceira divisão” onde se encontram, por esta ordem, a Eslovênia, Irlanda, Lituânia, Hungria, Letônia, Eslováquia, Romênia, Polônia, Portugal e Bulgária.
Num estudo idêntico realizado em 2012 a consultora colocava também Portugal em penúltimo lugar, juntamente com a Polônia e a Bulgária.
O documento revela que os países europeus cujos sistemas ferroviários apresentam melhor desempenho são aqueles em que mais fundos públicos são atribuídos aos gestores de infraestrutura, o que é claramente o caso da Suíça, dos países nórdicos, da França e da Alemanha.
“O nosso estudo indica que o modelo de aplicação de subsídios apresenta correlação direta com o desempenho do sistema ferroviário”, refere Sylvain Duraton, consultor principal da Boston Consulting Group e coautor deste trabalho de análise.
Para os sistemas ferroviários europeus, os subsídios públicos apresentam-se assim como essenciais para que a sociedade deles tire o máximo partido. Uma conclusão prática que contraria o paradigma dominante na União Europeia de que a liberalização do transporte ferroviário e o afastamento do Estado conduziria à sua optimização.
Agnès Audier, da mesma consultora, adverte, porém, que a correlação entre dinheiro público e uma boa prestação dos caminhos-de-ferro “não significa que mais alocação de subsídios constitua uma fórmula mágica para melhorar o desempenho do setor ferroviário”. A responsável apenas constata que “os governos nacionais e as companhias ferroviárias muito podem beneficiar ao conhecerem aquilo que verdadeiramente influencia a prestação ferroviária no sentido positivo”.
A aplicação de dinheiro dos contribuintes no setor tanto pode ter como destino a infraestrutura (não só o investimento físico, mas a sua própria manutenção) como a exploração ferroviária através de subsídios aos operadores. Mas os consultores chegaram à conclusão de que a relação custo-eficiência obtida a partir dos dinheiros públicos é maior quando o dinheiro é entregue à empresa de infraestruturas. “É mais eficaz para a melhoria do desempenho ferroviário atribuir financiamento público aos gestores de infraestrutura do que dispersá-lo pelos vários operadores”, refere o documento a que o PÚBLICO teve acesso.
Isto quer dizer que, no exemplo de Portugal, cada euro aplicado na Refer, que gere a infraestrutura por onde circulam os trens,traria maior retorno ao sistema ferroviário do que se fosse aplicado na CP ou noutros operadores.
Seja como for, a má classificação de Portugal no ranking europeu está explicada pelo desinvestimento no setor ferroviário. A aposta das últimas décadas na rede viária, a par do encerramento de centenas de quilômetros de linhas férreas, fizeram de Portugal um caso único na Europa ao possuir mais quilômetros de auto-estradas do que ferrovias.
O rácio de 1,17 quilômetros de auto-estradas por cada quilômetro de linha férrea é claramente superior aos dos países que estão no top do bom desempenho ferroviário e que claramente têm, em termos relativos, menos autoestradas que Portugal: Suíça (rácio de 0,27), Suécia (0,18), Dinamarca (0,38), França (0,39) e Alemanha (0,31).
A construção do RPI tem em conta o número de passageiros e de toneladas transportadas por caminho-de-ferro (intensidade do uso da rede), a pontualidade dos diversos serviços, percentagem de linhas de alta velocidade e preços médios dos bilhetes (qualidade do serviço) e o número de acidentes e mortos nas linhas férreas (segurança).
Fonte - Revista Ferroviária  04/05/2015

domingo, 3 de maio de 2015

Arquiteto mineiro cria bicicleta que pedala até na água

Ciclismo

Apaixonado pela natureza e preocupado com os problemas urbanos, especialmente a mobilidade, o arquiteto mineiro Argus Caruso Saturnino encontrou uma forma inusitada de viajar, praticar esportes, ajudar a desatar os nós no trânsito e, por que não, se divertir? Depois de três anos debruçado sobre a prancheta e mais quatro meses de execução do projeto, ele criou um meio de transporte inédito no mundo

Estado de Minas

Homem das montanhas, sempre de pés firmes sobre a terra, mas que não consegue viver longe da água – pode ser do mar, dos rios ou lagos. Apaixonado pela natureza e preocupado com os problemas urbanos, especialmente a mobilidade, o arquiteto mineiro Argus Caruso Saturnino encontrou uma forma inusitada de viajar, praticar esportes, ajudar a desatar os nós no trânsito e, por que não, se divertir? Depois de três anos debruçado sobre a prancheta e mais quatro meses de execução do projeto, ele criou um meio de transporte inédito no mundo: pedala, no solo, como qualquer bicicleta, mas também pode navegar com vela e flutuadores. Nascido em Belo Horizonte e radicado no Rio de Janeiro há uma década, Argus fez o primeiro teste com a “InVenta” na manhã de ontem, no Iate Clube Lagoa dos Ingleses, em Nova Lima, na Grande BH. “O mais importante foi flutuar, agora vou fazer alguns ajustes”, comentou o arquiteto com satisfação.
Eram 10h30, quando Argus chegou à sede do clube, às margens da rodovia BR-040, e começou a retirar as peças da van recém-adquirida. Antes de tudo, fez questão de explicar: “Há muitos anos não tenho carro. Em qualquer cidade, só me desloco de bicicleta. Só comprei esse aqui para transportar a InVenta, nome que mistura invento e vento. Precisamos chamar a atenção, do jeito que for, para o trânsito pesado nas cidades”. Em pouco mais de 20 minutos, ele montou a estrutura, composta do quadro de alumínio, flutuadores de compensado naval, resina de epóxi e vela de lona branca, e passou a se ocupar da hélice, localizada perto do pneu traseiro e que gira com a força das pedaladas. Concentrado na tarefa – “é a primeira vez que uso hélice na bike” –, lembrou que não fez um barco que virou bicicleta, nem o contrário. “É um veículo único, híbrido, o qual, futuramente, poderá ser mais leve, de fibra de carbono”.
A ideia de construir o veículo anfíbio, próprio para terra e água, começou em 2010, durante uma viagem pelos litorais norte e nordeste do país. “Fui de Pernambuco ao Amapá pedalando pela areia das praias, num total de 2 mil quilômetros. Nessa época, a bicicleta já estava com a vela e andou muito rápido. O tempo todo do trajeto, ficava pensando: seria ótimo se minha bicicleta flutuasse”, conta Argus, que, antes de fazer o teste na Lagoa dos Ingleses, passou alguns dias na fazenda da família em Cordisburgo, na Região Central, mostrando a novidade aos parentes e cuidando de cada detalhe do veículo totalmente artesanal.

Mãos à obra
Logo depois da viagem ao Norte e Nordeste, Argus deu asas à imaginação e começou a fazer os croquis. “Pesquisei na internet e vi que havia outros conceitos com bicicletas híbridas, a exemplo de barcos movidos a pedaladas. Mas nada semelhante ao meu projeto”, contou ele, a poucos minutos de testar a InVenta na água. Sem vaidade, revelou que não se incomoda se copiarem seu invento. “Se isso ocorrer, é porque deu certo, pois ninguém vai atrás do que dá errado. Para mim é motivo de orgulho, pois só de ser a pioneira valeu a brincadeira”, abriu o sorriso.
O vento soprava gelado, as nuvens estavam carregadas e, muito raramente, os raios de sol davam o ar da graça sobre a Lagoa dos Ingleses. Argus desceu, pedalando, a rampa em direção ao pequeno deque e ganhou as águas. Em nenhum momento o veículo tombou e o arquiteto só não ficou satisfeito com o desempenho da hélice. Foi obrigado, portanto, a pedalar e remar. Quem estava praticando esporte ficou impressionado com a cena. “Ele conseguiu o mais difícil, que é boiar. Achei muito legal”, comentou o administrador de empresas Daniel Ribeiro, de 25 anos.
Com dois metros de comprimento e pesando 30 quilos, a InVenta vai precisar de muita atenção até ficar 100% do jeito que Argus quer. “O teste foi bom, mas precisa andar mais rápido. Tenho que aprimorar a hélice e os flutuadores, além de aumentar a linha-d’água, que se traduz, grosso modo, pelo espaço entre os flutuadores e a superfície da água”. O arquiteto conta que, antes de usar compensado naval, madeira própria para embarcações, se valeu de chapas de isopor. “A cada vez, a flutuabilidade fica melhor. Acho que cumpri minha missão, pois, é fundamental entrar na água e ter estabilidade”.

Aventuras
O nome Argus remete aos argonautas – na mitologia grega, eram tripulantes da nau Argo, que, segundo a lenda, saíram em busca do velocino de ouro –, mas o arquiteto desconversa e diz que seu pai, o engenheiro agrônomo Helvécio Mattana Saturnino, queria apenas um nome diferente. Mas, ao vê-lo pilotando a InVenta, não passa batido o verso do poeta português Fernando Pessoa – “Navegar é preciso”.
Em 2000, durante as comemorações do descobrimento do Brasil, Argus, então com 25 anos, participou da Regata dos 500 anos, viajando como tripulante de um veleiro ao lado de cinco pessoas. Foram quatro meses e meio no percurso (ida e volta) Venezuela, San Martin, Cabo Verde e Portugal. E de 2001 a 2005, deu a volta ao mundo de bicicleta, passando por 28 países.
Sempre empenhando em palestras sobre meio ambiente e divulgação das ciclovias, Argus tem viajado o Brasil divulgando o uso das bicicletas para melhorar o trânsito nas metrópoles. “Acho que este veículo significa também uma provocação para que as pessoas não se rendem aos automóveis e procurem outras formas de transporte. As cidades estão poluídas demais. Precisamos criar jeitos próprios de nos deslocarmos, usando energia a força do corpo”, afirma cheio de convicção. “A bicicleta, para mim, não é um fetiche, mas algo incorporado ao meu cotidiano. Já faz parte do meu dia a dia”, afirma.
A próxima etapa da InVenta, desta vez maior do que o roteiro de ontem, será a travessia Rio-Niterói, na qual o arquiteto pretende gastar uma hora. “Já estou planejando, acho que vai ser até o fim do ano”, adianta. O certo mesmo é que, quando estiver todo pronto, o novo veículo sobre duas rodas poderá ser usado em cidades onde as pessoas, para ir ao trabalho ou escola, precisam cruzar estradas e atravessar lagos ou lagoas.
Fonte - Diário de Pernambuco  03/05/2015

Ceará,MP e OAB querem que pedestres sejam multados

Transito

Para órgãos, punição faria com que as pessoas usassem mais as passarelas e reduziria o número de acidentes.A penalidade para quem não usa a passarela já é prevista em lei, correspondendo a 50% do valor da punição de infração leve, ou seja, R$ 26,60

Ultima Hora
Lêda Gonçalves - Reporter
Foto - Lucas de Menezes
Ceará-O Código de Trânsito Brasileiro (CBT) é claro: tanto quanto os motoristas, os pedestres também estão passíveis de serem penalizados por comportamento irresponsável e abusivo no tráfego e mobilidade. Por isso, a Ordem dos Advogados do Brasil, secção Ceará (OAB/CE), e Ministério Público do Ceará (MPCE) defendem aplicação de multa para aquele que ignora a legislação e atravessa a via em meio aos veículos, mesmo tendo disponível passarela, passagem subterrânea ou faixa preferencial.
De acordo com o CTB, a penalidade prevista para quem desrespeita uma dessas situações é a aplicação de multa de 50% do valor de infração de natureza leve, o que equivale a R$ 26,60. A lei ainda estabelece que é proibido permanecer ou andar nas pistas de rolamento, exceto para cruzá-las onde for permitido, ou utilizá-la em grupos sem a devida autorização.
O promotor de Justiça e integrante do Núcleo de Atuação Especial de Controle, Fiscalização e Acompanhamento de Políticas do Trânsito (Naetran), Antônio Gilvan de Abreu Melo, pede a instalação de mais passarelas, em frente ao Shopping Via Sul e nas proximidades das tapioqueiras, na Avenida Washington Soares, como a implantação das travessias permanentes no Centro de Evento e Iguatemi. "Mas não adianta se a população que anda a pé não vai usar devidamente. Para isso, assim como é para o condutor de qualquer veículo, a aplicação de multa. Quando dói no bolso, a cabeça pensa melhor", aponta ele.
A ideia é compartilhada com o presidente da Comissão Especial de Assuntos e Estudos sobre Direito do Trânsito e Tráfego, da OAB/CE, Fernando Rabello Franco. Em sua avaliação, como ainda não há regulamentação para essa penalidade por questões jurídicas, os pedestres infratores continuam impunes, mesmo que a multa esteja prevista desde o Código de 1966, sendo anterior à legislação em vigor, que completará 18 anos em setembro próximo.
"O pedestre faz parte do tráfego, é um dos coadjuvantes e também tem que arcar com as consequências quando desobedece as normas vigentes", frisa.
Para ele, cabe ao poder público dispor de estrutura para colocar em prática o CTB. "O problema é que aquele que anda a pé se acostumou errado e acha que tudo é permitido a ele", opina.

Prioridade
É importante salientar, diz Franco, que o pedestre sempre terá prioridade, mesmo que não haja semáforo em faixa destinada à travessia. Havendo semáforo, a cor da luz determina a preferência. Mas, se o sinal muda antes do fim da travessia, os motoristas devem aguardar que a pessoa conclua a passagem.
O Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE), via sua assessoria de comunicação, reconhece a importância do uso das faixas e passarelas e avisa que nunca multou ninguém até agora por passar entre os veículos ao invés de utilizar o equipamento. No entanto, instalou placas de avisos em todas elas, situadas nas avenidas Washington Soares e Carlos Jereissati, com o objetivo de conscientização.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a punição está prevista, mas não é empregada. O comandante da PRE, Paulo Sérgio, comenta que a aplicação da multa é dificultada pela forma de notificação. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran), explica, ainda não especificou os meios para aplicar a multa a pedestres. "Não se sabe se é pelo CPF ou pela identidade, como será esse recolhimento", ressaltou. Além disso, aponta, a corporação não tem estrutura de efetivo para dispor de dois agentes por passarela para fiscalização de quem trafega a pé.
O engenheiro de Trânsito Paulo Ângelo Nascimento reconhece que a aplicabilidade da legislação no que se refere à multa de pedestres é complicada. Além dos custos operacionais da emissão da multa, que não seriam cobertos pelo valor cobrado, ele afirma que a forma de abordagem e identificação do infrator, inclusive com o endereço para o envio da multa, seriam inconsistentes. "A não ser se cada pessoa tivesse um chip de identificação, mas o custo desse sistema seria ainda maior e completamente fora da realidade do País", alega.

Um acidente é registrado a cada 36 horas
Embora não informe dados comparativos relativos ao igual período de 2014, a Polícia Rodoviária Estadual (PRE) alerta para o número de acidentes nas proximidades das passarelas das avenidas Carlos Jereissati (perto do Aeroporto) e Washington Soares (Iguatemi, Centro de Eventos, Fórum e Ypióca) nos primeiros quatro meses deste ano: a cada 36 horas, uma ocorrência com feridos e danos materiais é registrada.
"A gente percebeu que, com o trabalho de fiscalização e as placas indicativas instaladas pelo Detran, esse número vem diminuindo, mas ainda é motivo de preocupação", aponta o comandante da corporação, coronel Paulo Sérgio.
Apesar dos perigos, muita gente prefere correr riscos e atravessar no meio das vias. É o caso da dona de casa Janelucia da Silva. Em pleno horário de pico na Washington Soares, ela passou correndo e quase foi atropelada. "Lá em cima (da passarela) balança, tem buracos e venta muito. Tenho mais medo de lá do que atravessar assim", conta.

Provisórios
Nas rodovias federais os casos se multiplicam. Na BR-116, que corta Fortaleza, foram instalados seis equipamentos para travessia. A BR-222 também possui um. Todos provisórios e com a promessa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) de transformá-los em permanentes. Ainda não existe previsão de licitação.
Em relação às de competência do Estado, o Ministério Público do Ceará, entrou com ação civil pública com pedido de liminar para a implementação de passarelas definitivas nas rodovias estaduais CE-025, CE-040, CE-401, CE-522 e na área urbana de Fortaleza, por parte do Departamento Estadual de Rodovias do Ceará (DER).
Fonte - Diário do Nordeste  03/05/2015

Projeto prevê criação de integração balsa-metrô no Rio

Mobilidade

Rota hidroviária seria entre condomínios da Barra da Tijuca e futura estação do Metrô.A ideia seria uma alternativa para melhorar a mobilidade no bairro, que teve o maior crescimento populacional da última década no Rio.

Gustavo Ribeiro - O Dia
Foto - Paulo Araújo / Agência O Dia
Rio - Um projeto da iniciativa privada em estudo com a Prefeitura do Rio pretende criar uma rota hidroviária para transportar os moradores dos condomínios da Barra da Tijuca em balsas até a futura estação do metrô no Jardim Oceânico. A obra está prevista para ser inaugurada em junho de 2016.
A ideia seria uma alternativa para melhorar a mobilidade no bairro, que teve o maior crescimento populacional da última década no Rio. Segundo a empresa Ecobalsas, autora da proposta, o projeto esbarra na falta de compromisso do governo do estado para dragar e despoluir a Lagoa da Tijuca e o Canal de Marapendi. Junto com a Lagoa de Marapendi, eles serviriam de caminho até a estação do metrô, mas não possuem condições favoráveis à navegação.
De acordo com um dos sócios, Ricardo Herdy, a frota de 16 embarcações, que atendem 36 condomínios e transportam os moradores em sete rotas na Barra, tem capacidade para transportar até 4.296 pessoas por dia, cerca de 128.880 por mês.
“Todos os empreendimentos que estão num raio de 6km do metrô poderiam ser atendidos, o que abrange desde a área do condomínio Novo Leblon, próximo à Alvorada, até o Jardim Oceânico. O tempo de viagem seria de 25 a 30 minutos”, diz Herdy. Moradores afirmam que percurso por terra pode chegar a uma hora. Cada balsa tem capacidade para entre 20 e 140 passageiros, e a empresa ainda estuda a possibilidade ampliar a frota.
Em nota, a Secretaria Estadual do Ambiente informou que “vê com bons olhos qualquer alternativa que possibilite melhoria no tráfego do Rio de Janeiro”, mas não deu previsão de quando as lagoas serão recuperadas. “O transporte no sistema lagunar precisa passar por processo de licenciamento ambiental que vai avaliar tecnicamente a possibilidade ou não do deslocamento aquaviário na região”, informou.

Trânsito pode melhorar com Ecobalsas
O engenheiro de Transportes Alexandre Rojas, da Uerj, acredita que a iniciativa seria capaz de melhorar as condições de tráfego na Barra. Ele ressalta que o percurso planejado para a passagem das ecobalsas garantiria melhor fluidez ao trânsito em avenidas importantes, como a Ayrton Senna, e ajudaria a equilibrar a demanda de outros modais.
“Embora a prefeitura deva inaugurar em breve a extensão do BRT Transoeste entre a Alvorada e o Jardim Oceânico, a intermodalidade é interessante para dar ao usuário opções diverisificadas de transporte. Até porque, quando um não funcionar, tem o outro.”
O biólogo Mário Moscatelli alerta que a ocupação desordenada da bacia hidrogáfica é a responsável pelo assoreamento. “Desmatou-se o que podia e o que não podia, e aí tem chegada de sedimento brutal no sistema lagunar, como lixo e esgoto. Quando o estado começou a fazer a dragagem da Lagoa de Camorim, em junho, o Ministério Público questionou a natureza técnica do projeto e a obra foi embargada. Só não acho adequado continuar transformando as lagoas em latrinas”. Procurado pelo DIA , o Ministério Público não respondeu.
Segundo Ricardo Herdy, da Ecobalsas, o transporte nas embarcações custa até três vezes mais barato do que em meios convencionais, como ônibus. A Linha 4 vai transportar mais de 300 mil pessoas por dia entre Ipanema e a Barra.
Fonte - O Dia 02/05/2015

Salvador registra 39 ocorrências por deslizamento

Salvador

Salvador registra deslizamento de terra em diversas áreas devido às chuvas.Foram registradas ainda mais 76 ocorrências por alagamento, ameaças de desabamento de imóvel, de muro e de deslizamento terra, imóvel alagado e infiltração.

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil
 Bairro do Lobato - Manu Dias/GOVBA
Salvador registrou 39 ocorrências por deslizamentos de terra hoje (2), até as 15h24, segundo a Defesa Civil da capital baiana, em decorrência das chuvas. De acordo com o órgão, não houve feridos. Pelo menos 464 famílias foram atingidas pelas chuvas e integram o cadastro da prefeitura para receber algum tipo de benefício.
Foram registradas ainda mais 76 ocorrências por alagamento, ameaças de desabamento de imóvel, de muro e de deslizamento terra, imóvel alagado e infiltração.
Na última quinta-feira (30), o Ministério da Integração Nacional reconheceu situação de emergência nos bairros Subúrbio, Cajazeiras, Liberdade, Cabula e Pau de Lima, em Salvador. As localidades têm áreas com risco de deslizamento de terra. Segundo levantamento feito pela prefeitura de Salvador, foram detectadas pelo menos dez áreas críticas e 15 pessoas morreram vítimas das chuvas na última semana.
Na manhã deste sábado, o governador ACM Neto visitou locais atingidos, como o bairro de São Marcos, onde conversou com moradores na Rua do Rosalvo Carvalho. Segundo nota divulgada pela Defesa Civil, a prefeitura continua mobilizada para atender às vítimas das chuvas e no trabalho emergencial "para que a cidade volte ao normal no mais curto período de tempo possível".
Segundo o último balanço da Defesa Civil do município, 277 pessoas receberam auxílio-aluguel. Desde o começo das chuvas, a prefeitura informa que colocou 41.950 metros quadrados de lonas em encostas, beneficiando 358 famílias.
Além disso, começam a ser distribuídos amanhã (3) 565 kits enviados pelo Ministério da Integração Nacional para desabrigados. Os kits contêm colchonetes, alimentos e material de higiene e limpeza, sendo suficiente para uma família com quatro pessoas pelo período de um mês.
A previsão do tempo para hoje é nublado a parcialmente nublado com pancadas de chuva. Até o dia 6, a previsão é tempo nublado com pancadas de chuva. A temperatura varia de 22 graus Celsius (ºC) a 28ºC. As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Fonte - Agência Brasil  02/05/2015

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Até quando Salvador????!!!!! 

sábado, 2 de maio de 2015

Cresce procura pelo ensino do português do Brasil no mundo

Internacional

Aula de português do Brasil na Universidade de Aarhus, na Dinamarca.A Rede Brasil Cultural, instrumento do Itamaraty para a promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira no exterior, atende a 9 mil alunos em 44 países, de cinco continentes, com cerca de 200 professores

Danilo Macedo e Giselle Garcia
Repórteres da Agência Brasil 
Giselle Garcia / Repórter da Agência Brasil
A maior visibilidade do Brasil no exterior, impulsionada nos últimos anos pela escolha do país como sede dos maiores eventos esportivos do planeta, tem reflexo também na procura pelo ensino do idioma português, em sua vertente brasileira.
A Rede Brasil Cultural, instrumento do Itamaraty para a promoção da língua portuguesa e da cultura brasileira no exterior, atende a 9 mil alunos em 44 países, de cinco continentes, com cerca de 200 professores. Em Helsinki (capital da Finlândia), atletas que virão para as Olimpíadas do Rio em 2016 estão entre os alunos da rede. Na Austrália, os atletas locais também já tiveram aulas com professores brasileiros na Australian National University.
Ao todo, a rede é formada por 24 centros culturais e cinco núcleos de estudo, que funcionam com as embaixadas brasileiras, e 40 leitorados, formados por professores universitários brasileiros que passam por uma seleção e recebem uma bolsa do Itamaraty para lecionar português e/ou cultura brasileira em universidades estrangeiras. A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, que surpreendeu a muitos ao cantar o Hino Nacional brasileiro durante a posse da presidenta reeleita Dilma Rousseff, aprendeu português, ainda na adolescência, no Centro Cultural Brasil-Chile, em Santiago.
Fernanda Gláucia Pinto dá aulas de português do Brasil
na Universidade de Aarhus, na Dinamarca
Giselle Garcia / Repórter da Agência Brasil
A mineira Fernanda Gláucia Pinto é uma das bolsistas da rede. Ela dá aulas de português para turmas de graduação e mestrado em Estudos Brasileiros, uma área de estudo criada há cerca de 20 anos na Universidade de Aarhus, uma das principais instituições de ensino superior da Dinamarca.
Mais do que ensinar o idioma, Fernanda também contribui para a promoção da cultura brasileira no país nórdico. “Fazemos eventos acadêmicos e culturais para os alunos e para a comunidade. Sempre tentamos trazer um pouco do Brasil para cá, promovendo workshops de capoeira, dança e música, exibição de filmes e documentários e eventos totalmente dedicados à cultura brasileira, como o Brazilian Days”, conta. Uma newsletter coordenada por Fernanda reúne as principais informações sobre as atividades desenvolvidas no âmbito do programa.
Em alguns países com menor nível de renda, os cursos são gratuitos. Na maioria, porém, são cobradas mensalidades. Ainda que as taxas sejam inferiores às dos cursos privados de idiomas, o Itamaraty as considera importantes, pois incentivam o comprometimento dos alunos com o curso e contribuem para um menor índice de evasão durante o semestre.
“Além disso, muitos dos nossos centros culturais têm suas vagas preenchidas em poucas horas. Em diversas unidades, não é possível atender a toda demanda. A procura pelo ensino de português no exterior tem aumentado, o que é condizente com o maior destaque obtido pelo Brasil no cenário internacional”, explica Jorge Tavares, chefe da Divisão de Promoção da Língua Portuguesa.
Segundo Jorge Tavares, o maior interesse pelo português do Brasil pode ser verificado em importantes universidades do mundo, que passaram a ter forte interesse em incluir a vertente brasileira do idioma entre seus cursos. “Anteriormente, algumas universidades temiam não haver demanda pelo aprendizado da língua portuguesa. Atualmente, recebemos centenas de pedidos de abertura de leitorados brasileiros”, diz. "Percebe-se, nos últimos oito anos, um aumento do interesse pela língua portuguesa e algumas universidades têm registrado procura específica pelo português do Brasil”, destaca.
Em Aarhus, o aumento do interesse pelo Brasil é notável. “Quando eu entrei aqui, como aluna do curso de Estudos Brasileiros, em 2006, as dez vagas oferecidas não eram preenchidas. Aos poucos, a procura foi crescendo. Hoje dobramos a quantidade de vagas e às vezes a procura é maior”, ressalta Fernanda. Ela acredita que fatores como o crescimento da economia brasileira e a escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 fizeram com que os estrangeiros olhassem mais para o país, o que influenciou na procura por estudos brasileiros.
O jovem dinamarquês Magnus Aastrom, de 20 anos, é aluno de Fernanda. Em entrevista àAgência Brasil, concedida em português, ele afirma que tem grande interesse pela sociedade, pela política e pela cultura brasileiras. "O Brasil é popular", brinca. Magnus diz que está contando os dias para ir ao Brasil – um intercâmbio ao país faz parte do curso de Estudos Brasileiros. “Eu quero muito visitar o país.”
Derek Pardue, coordenador dos Estudos Brasileiros da Universidade de Aarhus, afirma que o aumento do interesse pelo Brasil é notável e que essa integração entre o país e universidades estrangeiras contribui para que a cultura genuinamente brasileira seja exportada e conhecida em todo o mundo. “Queremos estreitar a nossa cooperação com o governo brasileiro, com a embaixada do Brasil em Copenhague, para atingir o nosso grande desafio, que é ampliar a visibilidade do programa”, diz o coordenador.
Sem recursos suficientes para atender a toda demanda, os principais focos da rede atualmente são a expansão na América do Sul, nos países do Brics (formado, além do Brasil, por Rússia, Índia, China e África do Sul) e nas principais universidades do mundo. Hoje há leitorados em universidades importantes como Harvard, nos Estados Unidos, Fudan, na China, Sorbonne, na França, King's College, no Reino Unido, e Colônia, na Alemanha, além de várias outras em países da América do Norte, América do Sul, África, Europa e Ásia.
O Itamaraty tem procurado aumentar a coesão da rede nos últimos anos, com lançamento de um site próprio, uma página no Facebook e uma revista com a participação de alunos, professores e diretores. Os currículos dos centros também estão sendo unificados. Além disso, cada centro deve oferecer turmas de pelo menos seis níveis de português. O objetivo, segundo o órgão, é que todos participem da rede em conjunto, de forma integrada, e não como “ilhas isoladas”, facilitando, assim, que as boas iniciativas sejam replicadas pelos demais elementos da rede.
Fonte - Agência Brasil  02/05/2015

Travessia de Salvador a Mar Grande é feita com tempo nublado e vento fraco

Travessia marítima 

O tempo está nublado em Salvador e em toda a Ilha de Itaparica, mas o mar está calmo.Com oito embarcações em operação desde às 5h da manhã, as partidas dos terminais acontecem em intervalos de meia hora neste momento,podendo ser alterada para 15 minutos, de acordo com a demanda de passageiros.

Tribuna da Bahia
Foto - Astramab
A travessia marítima Salvador-Mar Grande tem movimento considerado moderado e sem registro de filas para embarque, neste sábado (2/5).
Com oito embarcações em operação desde às 5h da manhã, as partidas dos terminais acontecem em intervalos de meia hora neste momento, podendo ser alterada para 15 minutos, de acordo com a demanda de passageiros.
O tempo está nublado em Salvador e em toda a Ilha de Itaparica, mas o mar está calmo e os ventos são fracos, proporcionando boas condições de navegação na Baía de Todos os Santos, com tempo de travessia estimado em 40 minutos. O último horário de saída de Salvador será às 20h e de Mar Grande, às 18h30.
Na linha Salvador-Morro de São Paulo, há boa procura de passagens nos guichês do Terminal Náutico. Os catamarãs e as lanchas rápidas operam normalmente na travessia até o Morro, com a viagem durando 2h e 20m em média. O preço da passagem é R$ 75.
O primeiro catamarã saiu às 8h30 e o zarpa para o Morro às 9h. Depois ocorrem os horários das 10h30, 13h e 14h30. No sentido inverso, as saídas são às 9h, 9h30, 11h30, 12h30 e 15h.
As escunas que fazem o passeio turístico pelas ilhas da Baía de Todos os Santos também operam normalmente neste sábado e a partir das 9h zarpam do Terminal Náutico.

Ferry Boat
Estão em operação as embarcações Maria Bethânia, Juracy Magalhães Júnior, Agenor Gordilho e Dorival Caymmi. Na manhã deste sábado, o fluxo de veículos e pedestres é tranquilo nos terminais Bom Despacho e São Joaquim.
A estimativa para os dias de feriadão é que o fluxo tenha um aumento em 20% de usuários utilizando o sistema de travessias, em comparação ao mesmo período de 2014.
Cerca de 62.639 passageiros e 12.328 veículos devem passar pelos terminais nos dois trechos. No ano anterior, 52.199 passageiros e 10.273 veículos passaram pelos terminais.
Fonte - Tribuna da Bahia  02/05/2015

Dilma cria fórum para discutir emprego e defende diálogo "franco e transparente"

Política

A presidenta Dilma Rousseff usa as redes sociais para fazer pronunciamento no Dia do Trabalho.Dilma ressaltou que é preciso “nos acostumar às vozes das ruas” e defendeu o diálogo “franco e transparente” entre o governo e a sociedade como instrumento para a busca de consenso entre os diferentes setores da sociedade.

Luciano Nascimento 
Repórter da Agência Brasil 
Reprodução de vídeo da Presidência da República
A criação de um fórum para debater políticas de emprego e renda foi anunciada hoje (1º) pela presidenta Dilma Rousseff em mais uma de suas mensagens divulgadas nas redes sociais pelo Dia do Trabalho. A presidenta disse também que é preciso reconhecer como legítimas as reivindicações de todos os segmentos sociais.
Dilma ressaltou que é preciso “nos acostumar às vozes das ruas” e defendeu o diálogo “franco e transparente” entre o governo e a sociedade como instrumento para a busca de consenso entre os diferentes setores da sociedade.
“Temos que nos acostumar a fazer isso sem violência e sem repressão. Para isso, nada melhor do que o diálogo franco e transparente entre governo e sociedade”, disse Dilma.
A presidenta informou que o fórum criado para debater políticas de emprego, trabalho, renda e previdência social reunirá as centrais sindicais, representantes dos aposentados e pensionistas, dos empresários e o governo.
A pauta será a discussão da sustentabilidade do sistema previdenciário, abordando temas como regras de acesso, idade mínima, tempo de contribuição e fator previdenciário. Dilma também propôs debater medidas de redução da rotatividade, formalização e aumento da produtividade do trabalho.
“Caberá a nós todos encontrarmos a melhor estratégia e definir os mais eficientes instrumentos para que possamos atingir os nossos objetivos de fazer o Brasil crescer, aumentando emprego e renda de todos os trabalhadores”, disse.
Fonte - Agência Brasil  01/05/2015

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Tesla apresenta bateria e promete mudar estrutura energética do mundo

Tecnologia

Na teoria, o dispositivo pode tornar as casas independentes da energia elétrica tradicional, usando apenas energia solar

AFP - Agence France-Presse
CEO da empresa, o norte-americano Elon Musk apresentou 
a bateria para casas. Foto - AFP David Mcnew
Pioneira dos carros elétricos, a Tesla revelou uma bateria para casas que o fundador da empresa, o norte-americano Elon Musk, garantiu que vai ajudar a mudar a "infraestrutura energética de todo o mundo".
A Tesla Powerwall pode armazenar energia a partir de painéis solares, da rede elétrica à noite - quando é mais econômica - e proporciona um backup seguro em caso de uma queda de energia.
Na teoria, o dispositivo, que se encaixaria na parede da garagem de uma casa, pode tornar as casas completamente independentes da energia elétrica tradicional, usando apenas energia solar.
"O objetivo é completar a transformação da infraestrutura de energia do mundo inteiro para conseguirmos o 'carbono zero' sustentável", disse Musk a repórteres, antes de revelar na quinta-feira o Powerwall em um armazém nos arredores de Los Angeles.
Exemplos do dispositivo "sleak", disponível em várias cores, foram alinhados em um lado do corredor. "Parece uma bela escultura na parede", apontou Musk.
Toda a energia da apresentação - ansiosamente aguardada por centenas de meios de comunicação e representantes do mundo tecnológico - veio da nova bateria, conectada a painéis solares no telhado, disse o fundador da Tesla.
O dispositivo, que vai custar 3.500 dólares, estará inicialmente à venda nos Estados Unidos ainda este ano, mas o objetivo é que ele chegue a mercados internacionais em algum momento de 2016.
A Alemanha é vista como um mercado-chave para o produto, que tem 15,24 centímetros de espessura, 1,22 metros de altura e 91 cm de largura, já que o país europeu está entre os maiores receptores de energia solar do mundo, destacou Musk.

"Boom" para países pobres
Também poderia ser um grande "boom" para as regiões menos desenvolvidas, onde o fornecimento de eletricidade não é confiável, apesar da energia solar abundante.
Musk comparou o potencial desta situação com a maneira que a tecnologia celular tem se expandido.
"É semelhante à forma como o celular saltou em relação aos telefones fixos", afirmou ele. "Isso vai ser realmente grande para as comunidades mais pobres do mundo".
"Isso permite que a rede seja completamente desconectada", acrescentou.
Musk ressaltou que tirar as economias avançadas, como os Estados Unidos, da dependência dos combustíveis fósseis não sustentáveis %u200B%u200Bé um objetivo-chave. "Eu acho que, coletivamente, devemos fazer algo sobre isso (...), já que temos este fantástico reator de fusão no céu, chamado Sol".
O Powerwall vem em ciclos semanais de 10 quilowatts-hora (kWh) e em modelos de ciclos diários de 7 kWh, ambos garantidos por 10 anos e suficientes para abastecer a maioria das casas durante o horário de pico de consumo de energia no período da tarde.
Musk evitou responder à pergunta de se a Tesla Energy vai se tornar um negócio maior que a Tesla Motors, pelo qual ele é mais conhecido.
No ano passado, a Tesla anunciou a construção no estado norte-americano de Nevada da maior usina com bateria de lítio-íon no mundo, uma "megafábrica" de 5 bilhões de dólares em parceria com a gigante japonesa Panasonic.
A Tesla iniciará as operações, enquanto seu parceiro japonês fará baterias projetadas para a fábrica e investirá em equipamentos e máquinas, de acordo com uma declaração conjunta quando a "megafábrica" foi anunciada.
Embora a Tesla ainda produza relativamente poucos veículos elétricos, tornou-se a estrela do mercado pela alta demanda e sua reputação de alta qualidade.
Fonte - Diário de Pernambuco 01/05/2015

Movimento no Ferry Boat é tranquilo nesta sexta

Travessia marítima

Apesar do período chuvoso, a expectativa é que 62 mil passageiros sejam transportados

A Tarde
Da Redação
Marco Aurélio Martins - Ag. A TARDE
O movimento no sistema ferryboat, que faz a travessia Salvador-Ilha de Itaparica, é tranquilo na manhã desta sexta-feira, 1º. O tempo de espera de embarque é de 20 minutos e sem filas, segundo a Internacional Travessias Salvador.
Estão em operação as embarcações Maria Bethânia, Zumbi dos Palmares, Juracy Magalhães Júnior e Dorival Caymmi.
Apesar do período chuvoso, a expectativa é que 62 mil passageiros e 12 mil veículos sejam transportados pelo sistema entre esta sexta e domingo, 3, por conta do feriado do Dia do Trabalhador.
Fonte - A Tarde  01/05/2015