terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Ulm na Alemanha inaugura a 2ª linha de bondes,VLTs

Transportes sobre trilhos  🚄

A linha 2 liga a Cidade da Ciência no noroeste a Kuhberg no sudoeste, através do compartilhamento de um trecho com a linha 1,entre o teatro e o Ehinger Tor. Os 12 bondes Avenio M fornecidos pela Siemens Mobility foram encomendados em 2015 e montados na fábrica de Wien.

Da Redação
foto ilustração/Siemens
Foi inaugurada oficialmente em 8/12 a segunda linha de bonde(VLT) em Ulm na Alemanha,sem a cobrança de tarifa nas viagens realizadas durante um dia..
A linha 2 liga a Cidade da Ciência no noroeste a Kuhberg no sudoeste, através do compartilhamento de um trecho com a linha 1 entre,o teatro e o Ehinger Tor. A nova linha construída tem 9 km de extensão e 17 paradas.
O custo total do projeto foi de € 301,5 milhões incluído o valor dos Bondes(VLTs).
Os 12 bondes Avenio M fornecidos pela Siemens Mobility foram encomendados em 2015 e montados na fábrica de Wien. Os bondes já estão em operação nas duas linhas da cidade,que estreou o novo modelo produzido pela Siemens.
Pregopontocom 11/12/2018

Desmatamento no Cerrado emitiu 7 bi de gases do efeito estufa em 15 anos

Meio Ambiente  🌱

Os dados são baseados no Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, e foram lançados pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) na 24ª Conferência do Clima (COP 24), da ONU, que acontece na Polônia.O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, com 2 milhões de quilômetros quadrados, e dá origem a dois terços das bacias hidrográficas brasileiras. 

Portogente 
Divulgação/Ipam
O desmatamento e as queimadas no Cerrado geraram, entre 1990 e 2017, a emissão de 7 bilhões de toneladas de CO2 equivalentes, que causam o efeito estufa – foram 159 milhões de toneladas só no ano passado, o que equivale a 17% do total de emissões por mudança do uso do solo no Brasil.
Os dados são baseados no Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, e foram lançados pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) na 24ª Conferência do Clima (COP 24), da ONU, que acontece na Polônia.
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, com 2 milhões de quilômetros quadrados, e dá origem a dois terços das bacias hidrográficas brasileiras. Mais da metade de sua vegetação nativa foi desmatada, e a maior parte do bioma (45%) abriga pastagens e atividades agrícolas – 12% da soja produzida no mundo sai do Cerrado.
"A agropecuária no Cerrado tem bastante espaço para crescer com sustentabilidade, de forma a aproveitar as áreas já abertas com eficiência, conservação de recursos hídricos e manutenção da vegetação nativa, inclusive a que poderia ser desmatada legalmente", afirma a pesquisadora do Ipam Gabriela Russo, que coordenou o trabalho divulgado na COP 24. "Um caminho é implementar mecanismos de mercado, que remunerem os produtores rurais que tenham mais vegetação nativa do que rege a lei."
Pelas regras do Código Florestal, existem 325 mil km2 de vegetação nativa que podem ser legalmente desmatados no Cerrado, o que geraria 3,2 bilhões de toneladas de CO2 equivalentes na atmosfera. Há ainda 25,6 mil km2 de áreas públicas não destinadas no bio­ma, que não estão sujeitas a nenhuma categoria fundiária definida e podem, facilmente, ser alvo de desmatamento irregular e grilagem de terras. Se desmatadas, gerariam mais 200 milhões de toneladas.
"O Cerrado e sua população precisam de apoio. Conservar o que resta do bioma é bom para o clima, para a água que serve boa parte do Brasil, para a agricultura e para as pessoas que ali vivem", diz a diretora de Ciência do Ipam, Ane Alencar.
Fonte - Portogente  11/12/2018

Rodoviária de Salvador oferece 700 horários extras durante comemorações de final de ano

Transportes  🚌

Para atender a demanda deste período a Agerba disponibiliza 700 horários extras, além dos 540 regulares disponíveis diariamente. Caso a demanda de passageiros seja maior, as empresas podem abrir novos horários extras, ampliando o atendimento aos usuários. Os destinos mais procurados são Porto Seguro, Itacaré, Teixeira de Freitas, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Irecê, Xique-Xique, que têm demanda constante, além de Vitória da Conquista, Barreiras, Lençóis, cidades do Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Salvador.

Da Redação
foto - ilustração;arquivo
Com o início das férias escolares e a chegada das comemorações de fim de ano, o movimento começa a ficar intenso no Terminal Rodoviário de Salvador. A partir do dia 17 e até o dia 31 de dezembro, a expectativa é que aproximadamente 215 mil pessoas passem pelo terminal com destino ao interior do estado. O movimento mais intenso está programado para o período do Natal, entre 17 e 25/12, com estimativa de embarque de 140 mil passageiros. Já no Réveillon, entre 26 e 31/12, 65 mil passageiros são esperados.
Para atender a demanda deste período a Agerba disponibiliza 700 horários extras, além dos 540 regulares disponíveis diariamente. Caso a demanda de passageiros seja maior, as empresas podem abrir novos horários extras, ampliando o atendimento aos usuários. Os destinos mais procurados são Porto Seguro, Itacaré, Teixeira de Freitas, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro, Senhor do Bonfim, Irecê, Xique-Xique, que têm demanda constante, além de Vitória da Conquista, Barreiras, Lençóis, cidades do Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Salvador.
O coordenador de fiscalização do polo Salvador, Abdul Novaes, lembra aos usuários que é possível comprar passagens pelo auto-atendimento, via internet ou entrando em contato com algumas empresas por telefone. "É importante que os passageiros se programem e antecipem a compra das passagens, de modo remoto ou presencial. Com a antecipação da compra do bilhete evita-se grandes filas nos guichês no dia em que se pretende embarcar", ressalta. Com o aumento da movimentação na rodoviária, recomenda-se ainda que os passageiros cheguem ao terminal com antecedência mínima de 30 minutos.
Com informações da Seinfra BA  10/12/2018

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Dnit cede dois carros para o trem turístico Sorocaba-Votorantim

Turismo ferroviário  🚃🚃🚃🚃

Um dos carros é de 1º classe, com capacidade para 60 passageiros; o outro é um carro restaurante, capaz de levar 30 pessoas em seu salão. Ambos têm importância histórica: foram um dos primeiros em aço inox a ser utilizados na antiga Estrada de Ferro Sorocabana; depois passaram a integrar a frota da Linha Sul da Fepasa. Esses carros são classificados como bens móveis não operacionais, ou seja, não constituem o rol de bens arrendados às concessionárias ferroviárias, completou o departamento em nota.

Revista Ferroviária
divulgação/RF
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) cedeu para o trem turístico Sorocaba dois carros de passageiros, que serão restaurados pelo Movimento de Preservação Ferroviária de Sorocaba, no interior de São Paulo. Os carros estavam armazenados nas antigas oficinas ferroviárias de Rio Claro (SP) e foram transportados para Sorocaba no início de dezembro. O trem, que hoje funciona de modo experimental, deve ser inaugurado em agosto de 2019.
Um dos carros é de 1º classe, com capacidade para 60 passageiros; o outro é um carro restaurante, capaz de levar 30 pessoas em seu salão. Ambos têm importância histórica: foram um dos primeiros em aço inox a ser utilizados na antiga Estrada de Ferro Sorocabana; depois passaram a integrar a frota da Linha Sul da Fepasa. Esses carros são classificados como bens móveis não operacionais, ou seja, não constituem o rol de bens arrendados às concessionárias ferroviárias, completou o departamento em nota.
O carro de 1ª classe foi fabricado em 1951 nos Estados Unidos para o Trem Luxo (São Paulo – Presidente Epitácio), e percorria um trajeto de quase 900 km. Já o carro restaurante dispõe de uma cozinha própria. Há, inclusive, a intenção de servir lanches rápidos e aperitivos nas viagens do trem turístico, contou o presidente do movimento de preservação ferroviária de Sorocaba Eric Mantuan. A conclusão do reparo do carro de 1ª Classe está prevista para agosto e o restaurante, para o final de 2019.
O trem turístico-cultural entre Sorocaba e Votorantim tem em sua frota uma locomotiva a vapor nº 58, fabricada em 1891 pela Baldwin Locomotive Works; e um carro de 2ª Classe produzido em 1951 pela The Budd Company. A Maria Fumaça, uma das mais antigas da Estrada de Ferro Sorocabana a estar em operação, é considerada patrimônio histórico tombado pelo conselho municipal de Sorocaba. A locomotiva permaneceu em atividades até os anos 1960. Em seguida, ficou exposta como parte do acervo do Museu Histórico Sorocabano (MHS) por mais de 30 anos.
“Ter uma locomotiva a vapor coloca a cidade [de Sorocaba] em um seleto grupo. É uma oportunidade para os mais antigos reviverem os áureos tempos da Maria Fumaça e para os novos viverem o que está nos livros e nos filmes”, disse Mantuan.
Atualmente, a locomotiva percorre um trajeto de 2 km da estação Paula Souza, em Sorocaba, até o bairro da Chave, em Votorantim, pela Estrada de Ferro Elétrica Votorantim (EFEV). Está previsto para o próximo dia 16 um passeio com o Papai Noel. Os ingressos, gratuitos, poderão ser retirados dia 13 na sede da Associação Comercial de Sorocaba.

Sorocaba-Votorantim.
O orçamento previsto para a implantação do projeto é de cerca de R$ 2 milhões. São parceiros as prefeituras de Votorantim e Sorocaba, e o movimento de preservação ferroviária via patrocinadores e contribuições associativas.
A partir da inauguração, em 2019, o passeio será ampliado e terá 6,5 km, alcançando a estação Votocel, e haverá cobrança de tarifa. “A permissão dada pela Votorantim Cimentos [proprietária da linha ferroviária] é para um trem turístico cultural esporádico. O trem corta uma área muito adensada, com várias passagens em nível. Haveria um grande impacto no trânsito em uma rota que é bem atendida pela EMTU e estudo de demanda apontou apenas potencial turístico para a linha”, concluiu Mantuan.
Fonte - Revista Ferroviária  10/12/2018

Transporte sustentável é destaque na conferência do clima da ONU, na Polônia

Sustentabilidade  🚗

No mundo, mais de 1 bilhão de carros rodam pelas ruas e estradas todos os dias. Até 2040, o número poderá dobrar. “Isso é insustentável, inaceitável e incompatível com as metas do Acordo de Paris”, afirma o presidente da Aliança de Descarbonização do Transporte, José Mendes. A coligação reúne 20 países, cidades e empresas que atuam no nicho de transporte de baixo carbono.Uma das alternativas para reduzir as pegadas de carbono dos deslocamentos é investir nos veículos elétricos de fontes renováveis. 

Portogente
Carro autônomo e elétrico exibido no Pavilhão do Reino Unido
na COP24. foto: - ONU/Yasmina Guerda
O setor de transporte responde por 25% das emissões globais de gases do efeito estufa, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Por ano, essa atividade humana produz 8 gigatoneladas de substâncias que contribuem para o aquecimento global. O valor é 70 vezes mais alto do que há 30 anos. Para mudar esse cenário, especialistas discutem soluções sustentáveis de mobilidade na Conferência do Clima da ONU em Katowice, na Polônia, a COP24, que começou no dia 6 último e termina no dia 14 próximo.
No mundo, mais de 1 bilhão de carros rodam pelas ruas e estradas todos os dias. Até 2040, o número poderá dobrar. “Isso é insustentável, inaceitável e incompatível com as metas do Acordo de Paris”, afirma o presidente da Aliança de Descarbonização do Transporte, José Mendes. A coligação reúne 20 países, cidades e empresas que atuam no nicho de transporte de baixo carbono.
Uma das alternativas para reduzir as pegadas de carbono dos deslocamentos é investir nos veículos elétricos de fontes renováveis. A origem desses automóveis remonta às primeiras décadas do século XX. Nos anos 1910, houve uma escalada nas vendas de carros movidos a eletricidade, mas o desenvolvimento tecnológico e a descoberta de grades reservas de petróleo tirou o lugar desses veículos, logo substituídos pelo motor a combustão.
“Agora, quase cem anos depois, os veículos elétricos estão voltando e precisam, cada vez mais, tirar o lugar do motor a combustão, em favor da redução de emissões e da poluição do ar”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em Katowice, sobre mobilidade elétrica. O dirigente máximo das Nações Unidas alertou, porém, para um detalhe fundamental no uso desses meios de transporte. “O crescimento dos veículos elétricos terá um impacto significativo na demanda por eletricidade, e isso precisa ser levado em conta.”
“Se não for gerida cuidadosamente, a demanda adicional vai criar desafios em todos os setores do sistema de energia, particularmente em momentos de pico”, explicou Guterres. Além disso, se a eletricidade utilizada for proveniente da queima de combustíveis fósseis, os veículos acabariam agravando o prolema das emissões de gases, em vez de diminui-lo. Para prevenir esses problema, são necessários investimentos na produção de eletricidade a partir de fontes renováveis e na garantia de uma cadeia de fornecimento sólida.
Segundo o dirigente, um número crescente de países e regiões têm anunciado planos para abandonar progressivamente os veículos que usam combustíveis fósseis. Um relatório recente do Banco Mundial elencou diferentes iniciativas para fomentar essa transição. Entre elas, estão: a decisão da França e do Reino Unido de proibir todas as novas vendas de veículos movidos a diesel ou gasolina depois de 2040; o tema também tem sido discutido na China; a meta da África do Sul de reduzir em 5% as emissões de gases do efeito estufa vindas do setor de transporte até 2050; a capital do Equador, Quito, está investindo em frotas de ônibus elétricos; o governo da Coreia do Sul planeja abastecer 1 milhão de veículos elétricos pelos próximos dois anos; e a Índia está discutindo estratégias para que, até 2023, 15% de todos os carros do país sejam elétricos.
Fonte - Portogente  10/12/2018

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Metrô de Salvador aumenta o numero de trens e de viagens na operação

Transportes sobre trilhos   🚇

Nos horários de pico da manhã (das 6h29 às 8h38) e da tarde (das 16h45 às 19h20), na Linha 1 passará um trem a cada 2 minutos e 41 segundos; na Linha 2, a cada 3 minutos e 10 segundos. Nos horários entre picos, o intervalo será de 5 minutos e 20 segundos na Linha 1, e de 6 minutos na Linha 2.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
A partir desta sexta-feira (7), a CCR Metrô Bahia vai acrescentar mais dois trens na operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas para aumentar o conforto durante as viagens, passando a operar com 34 trens e ofertar 110 novas viagens, disponibilizando mais de 100 mil novos lugares por dia útil. A iniciativa vai aumentar o número de viagens e reduzir os intervalos entre os trens. Viabilizada pelo Governo do Estado, a implantação do sistema metroviário baiano é uma das mais importantes intervenções de mobilidades em andamento no país.
Nos horários de pico da manhã (das 6h29 às 8h38) e da tarde (das 16h45 às 19h20), na Linha 1 passará um trem a cada 2 minutos e 41 segundos; na Linha 2, a cada 3 minutos e 10 segundos. Nos horários entre picos, o intervalo será de 5 minutos e 20 segundos na Linha 1, e de 6 minutos na Linha 2.
Além disso, para facilitar as compras de fim de ano, a concessionária também vai reduzir os intervalos entre trens das 8h às 18h nos sábados e domingos que antecedem ao Natal - dias 15, 16, 22 e 23, aumentando a oferta de lugares. A estratégia foi pensada levando-se em consideração o aumento na demanda de clientes no período que antecede as festas.
Com informações da Secom BA

Entrega noturna para o comercio gera empregos e humaniza a cidade

Transportes de carga  🚚

As mudanças permitem o aumento da frequência de abastecimento das lojas, para reduzir os estoques na ponta, o que implica o uso de veículos menores", comenta Aurélien. O crescimento da quantidade de motoristas autônomos, com caminhões menores, solicitados via aplicativos como Uber, Loggi ou Shippify; e o início do chamado "click & collect", com separação do pedido do cliente na loja além do uso de sistemas alternativos e sustentáveis (bicicleta ou, entrega a pé) são também importantes vantagens

Portogente
foto - ilustração/Web
A entrega urbana noturna de mercadorias em São Paulo aprovada pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes medida é vista com otimismo pelo especialista francês Aurélien Jacomy, diretor da consultoria em supply chain Diagma Brasil. O executivo observou a implementação exitosa na capital francesa anos atrás.
"As mudanças permitem o aumento da frequência de abastecimento das lojas, para reduzir os estoques na ponta, o que implica o uso de veículos menores", comenta Aurélien. O crescimento da quantidade de motoristas autônomos, com caminhões menores, solicitados via aplicativos como Uber, Loggi ou Shippify; e o início do chamado "click &collect", com separação do pedido do cliente na loja além do uso de sistemas alternativos e sustentáveis (bicicleta ou, entrega a pé) são também importantes vantagens
Outros impactos visíveis no varejo, serão a profissionalização do abastecimento das gôndolas nas lojas, para deixar o ponto de venda limpo e abastecido desde a abertura; o aumento da área dedicada aos pedestres, o que impulsiona o comércio (como demonstra o piloto na rua dos Pinheiros). "Mesmo que essa medida reduza a possibilidade de estacionamento dos caminhões, vale a pena estimular o crescimento de uma frota de entrega sustentável, movida à eletricidade ou híbrida", acrescenta Aurélien.
"O projeto-piloto da iniciativa provou ser a entrega noturna uma solução interessante, tanto para as empresas, que conseguiram otimizar o uso da sua frota de caminhões, quanto para a sociedade, com uma melhor utilização da malha rodoviária e a redução do trânsito de veículos de carga", avalia Aurélien.
Para o consultor, apesar de receber críticas, o projeto, em conjunto com as restrições de trânsito para caminhões nos centros urbanos, acelera uma transformação e uma melhoria do abastecimento do varejo urbano.
Como especialista em Supply Chain, o francês Aurélien afirma que o desenvolvimento desses novos métodos de entrega em loja. "Na França a prática já é comum e traz bons resultados. A implementação da entrega urbana noturna proporciona benefícios às pessoas, com melhor experiência para o consumidor e melhor mobilidade como cidadão. Existe um impacto social positivo", finaliza o consultor.
Fonte - Portogente  07/12/2018

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Trilhos do metrô de Fortaleza são realinhados e passageiros contam com maior conforto e segurança

Transportes sobre trilhos  🚇

O serviço realizado na Linha Sul do Metrô de Fortaleza,se torna necessário, por conta do fluxo intenso de trens no dia-a-dia, que leva a um desgaste natural da via. Para realizar os trabalhos, é utilizada uma máquina Plasser, comumente presente nas instalações e manutenções de vias férreas.Todo esse trabalho é realizado aos domingos, feriados e madrugadas, de forma a não interferir no fluxo regular de atendimento aos passageiros.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
A Cia Cearense de Transportes Metropolitanos realiza serviço de realinhamento geral dos trilhos da Linha Sul do Metrô de Fortaleza. O procedimento, que está próximo de sua conclusão e é feito por equipamentos de alta tecnologia, garante os padrões originais do projeto, ao longo dos 24,1 km de percurso. Essas intervenções proporcionam maior estabilidade para o tráfego de trens sobre os trilhos, aumentando a segurança operacional e o conforto dos passageiros.
O serviço se torna necessário, por conta do fluxo intenso de trens no dia-a-dia, que leva a um desgaste natural da via. Para realizar os trabalhos, é utilizada uma máquina Plasser, comumente presente nas instalações e manutenções de vias férreas. A máquina Plasser atua em três fatores: no nivelamento da altura dos trilhos, para que não haja desconformidade; na adequação em caso de pequenas variações na distância entre os dois trilhos da via (bitola), e na distribuição da brita que sustenta o peso dos trilhos e dos trens.
Todo esse trabalho é realizado aos domingos, feriados e madrugadas, de forma a não interferir no fluxo regular de atendimento aos passageiros. O realinhamento, como já dito, garante o restabelecimento preciso das especificações originais da Linha Sul, fato que é confirmado através de estudos topográficos incluídos no serviço. Mais de 70% da Linha Sul já receberam a manutenção pela máquina Plasser, e o serviço tem previsão de término na primeira quinzena de dezembro. Em seguida, a Linha Oeste e o VLT de Sobral devem passar pelo mesmo realinhamento.
Com informações da Metrofor-CE  06/12/2018

O perigo que ronda as ferrovias

Transportes sobre trilhos  🚄

Toda nação com economia forte possui um projeto estruturado de ferrovias, exceto o Brasil. Nosso descaso com o transporte ferroviário é histórico. Se a situação já é lastimável, o cenário pode ficar ainda mais sombrio nos próximos 40 anos, caso as autoridades cedam a pressões dos atuais concessionários de ferrovias no País e renovem antecipadamente os contratos que estão em vigor e só seriam expirados na próxima década.

*José Manoel Ferreira Gonçalves - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O transporte ferroviário no Brasil tem padecido de um abandono crônico por parte das autoridades. A precariedade de nossas ferrovias só é lembrada em momentos críticos, como a greve dos caminhoneiros que recentemente paralisou o País.
Nessas ocasiões, lamentamos o fato de não darmos a devida atenção ao modal sobre trilhos, que, em uma nação continental como a nossa, poderia ter papel muito mais preponderante na movimentação de grandes cargas e passageiros, com segurança e menor custo energético. A greve dos caminhoneiros demonstrou o quanto é danosa ao País a nossa dependência do transporte rodoviário.
Toda nação com economia forte possui um projeto estruturado de ferrovias, exceto o Brasil. Nosso descaso com o transporte ferroviário é histórico. Se a situação já é lastimável, o cenário pode ficar ainda mais sombrio nos próximos 40 anos, caso as autoridades cedam a pressões dos atuais concessionários de ferrovias no País e renovem antecipadamente os contratos que estão em vigor e só seriam expirados na próxima década.
Dados do próprio Governo Federal apontam que as ferrovias brasileiras transportam apenas 15% das cargas em termos de tonelagem por quilômetro útil. No mercado urbano de passageiros, a participação modal ferroviária é ainda muito mais escassa. O Brasil possui 30 mil quilômetros de trilhos, mas a maior parte está desativada devido ao descaso e ao desgaste temporal. Os poucos trechos operantes recebem composições que funcionam à velocidade média de inacreditáveis 15 km/h. Mesmo considerando a malha inteira, ainda assim seria equivalente à mesma malha ferroviária do Japão (um país do tamanho do Estado de São Paulo), ou 14 vezes menor do que a malha dos Estados Unidos e quatro vezes menor que a da Rússia.
Há atualmente no País 8.534km de ferrovias abandonadas, 51.530km de ferrovias planejadas e apenas pouco mais de 10.000km de ferrovias ativas – ou precariamente ativadas. Mesmo com esses números nada favoráveis, o lobby em favor da renovação de uma estrutura totalmente inadequada para as ferrovias é grande em Brasília. O que se deseja perpetuar é um sistema em que a malha ferroviária permaneça praticamente a serviço de nove empresas, sem integração com outros operadores, sem competitividade, muito menos abrir a possibilidade de termos um maior volume de passageiros a serem transportados. Não há garantia de interoperabilidade entre concessões, ou seja, não se permitirá, com esse modelo, a livre circulação de todos os trens em toda a malha ferroviária.
Caso essa proposta prevaleça, o Brasil não terá a chance de desenvolver um projeto nacional de ferrovias. Um novo marco regulatório para a concessão de ferrovias, feito a partir de análises e avaliações aprofundadas – e com contribuições de toda a sociedade –, deveria ser o pontapé inicial desse projeto. A renovação antecipada atende apenas a interesses isolados, sem qualquer compromisso com os direitos dos usuários de ferrovias, sem metas e indicadores de desempenho operacional.
Felizmente há casos de pareceres contrários à renovação das ferrovias, como o emitido pelo Ministério da Fazenda em análise da concessão de Carajás, cujos parâmetros favoreceriam apenas a operadora privada em detrimento dos interesses da União. Órgãos importantes como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público também têm se manifestado em oposição à impetuosidade dos atuais concessionários em lograrem a renovação dos contratos, sem os devidos estudos.
Este é o momento de estabelecer contratos de concessão que efetivem a ferrovia como meio de transporte. Entre outros aspectos, os valores da outorga estão visivelmente subavaliados e necessitam de melhor avaliação. O modelo atual, concentrado em três grandes grupos empresariais, não vai possibilitar a existência de uma malha ferroviária que atenda às necessidades do País. Se não houver mudanças, estaremos condenados a passar os próximos 40 anos com ferrovias do século passado.
*José Manoel Ferreira Gonçalves é presidente da Frente Nacional pela Volta das Ferrovias (FerroFrente)
Fonte - Portogente  06/12/2018

Relatório traz panorama das violações de direitos humanos no Brasil

Direitos Humanos  👐

“O relatório é um subsídio para quem quer entender o que está acontecendo no Brasil na área de direitos humanos e que quer resistir, que quer continuar buscando um país mais justo”, disse a jornalista Daniela Stefano, que integra a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. A edição analisa como está a aplicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos em 2018, e da Constituição Federal, no marco dos seus 30 anos.

Camila Boehm
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
O 19º Relatório Direitos Humanos no Brasil foi lançado hoje (5) em São Paulo. O documento, organizado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos, apresenta um panorama das violações ocorridas em 2018 e traz dados e análises sobre diferentes áreas de atuação relacionadas aos direitos humanos. O relatório traz artigos que analisam questões como terra, trabalho, justiça, povos indígenas, quilombolas, populações encarceradas e LGBTI, entre outros.
“O relatório é um subsídio para quem quer entender o que está acontecendo no Brasil na área de direitos humanos e que quer resistir, que quer continuar buscando um país mais justo”, disse a jornalista Daniela Stefano, que integra a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos. A edição analisa como está a aplicação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que completa 70 anos em 2018, e da Constituição Federal, no marco dos seus 30 anos.

Cerrado nordestino
Daniela é autora do artigo que está no relatório sobre especulação de terras no cerrado nordestino, em que denuncia impactos econômicos, sociais e ambientais do agronegócio na região, em especial no Piauí. “As plantações se soja geralmente ficam nas partes altas e as comunidades ficam nas partes baixas. Todo o veneno da parte alta, acaba escorrendo e indo para a terra das comunidades tradicionais. Essa é uma maneira de afetar [os moradores dessa região conhecida como Matopiba]”, disse.
Outro problema local é a grilagem de terras devolutas, que resulta em violência contra as comunidades de camponeses e pequenos produtores. Segundo Stefano, há um trabalho com as comunidades, o Ministério Público e os governos locais para que aquelas pessoas tenham o direito à posse da terra, o que traria mais segurança para sua permanência.
“Eles vivem na terra há séculos e eles nunca tiveram um papel para estar na terra, então uma das maneiras é garantir isso. A lei no Piauí, que é onde a gente mais trabalha, a lei de regularização fundiária foi modificada há um tempo de maneira a tornar muito mais fácil a regularização das terras pelos grandes e com poucas oportunidades para os pequenos regularizarem a terra. O que as próprias comunidades estão fazendo é identificar as possibilidades de mudarem essa lei”, disse Daniela.

Homenageados
Durante o lançamento do relatório foram homenageados a vereadora Marielle Franco, assassinada em março deste ano, e o padre padre José Amaro Lopes de Souza. “No Brasil, direitos humanos é [um assunto] secundário, visto o que fizeram com a minha filha. O lançamento de um livro desse tem uma importância fundamental para que outras pessoas tenham conhecimento e continuem nessa luta, nessa busca por direitos humanos”, disse o pai de Marielle, Antônio da Silva Neto, que recebeu a homenagem.
Silva Neto disse que, apesar da tragédia que acometeu sua família, é um alento saber que muitas pessoas estão dando continuidade à luta de sua filha. “Marielle virou ícone no Brasil e no exterior. Que outras pessoas surjam com essa vontade de lutar pelos direitos humanos, pelas minorias, pelas periferias, que é pelo que Marielle lutou e foi assassinada”.
Padre José Amaro Lopes de Souza defende os direitos dos povos da floresta e pequenas comunidades em Anapu, no estado do Pará, e trabalhou ao lado da irmã Dorothy Stang por 15 anos, até ela ser assassinada em 2005. Ele ficou preso de março a junho deste ano, após ter sido acusado de diversos crimes.
“Tentaram me matar várias vezes e essa última jogaram pesado, me mataram moralmente”, disse sobre sua prisão. “Eu não sei até quando [vamos continuar lutando], mas a gente não vai parar. Se for para calar como calaram a Dorothy e Marielle e tantos outros, eu consagrei a minha vida não para morrer desse jeito, mas em nome da luta estamos firmes e fortes. E desistir jamais.”
Fonte - Agência Brasil  06/12/2018

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Sistema Ferry-Boat oferece novas vagas extras para o serviço Hora Marcada no período de festas de fim de ano

Travessia marítima  🚢

Mais 400 vagas extras para o serviço de "hora marcada" do sistema Ferry-Boat, Salvador/Itaparica, estão sendo disponibilizadas, alem das 250 já ofertadas na semana passada para o período de festas de fim de ano.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Para o viajantes que utilizam os serviços na travessia marítima do sistema Ferry-Boat entre Salvador e a ilha de Itaparica que optarem pelo serviço Hora Marcada durante os festejos de fim de ano, a ITS,operadora do sistema, disponibilizou mais 400 vagas extras para os dois terminais, São Joaquim e Bom Despacho. Somado ao volume que já tinha sido ofertado na semana passada, o total é de 650.
As novas vagas estão distribuídas nas datas 27/12 (4h) e 28/12 (1h, 2h e 3h), sentido Salvador/Ilha de Itaparica. Para o trajeto inverso, a oferta extra é para 02/01/2019 (1h, 2h, 3h e 4h). A compra da passagem deste serviço é feita exclusivamente pela internet, através do site -internacionaltravessias-. A ITS irá divulgar a operação especial de funcionamento para o período de festas de fim de ano mais próximo das datas festivas.
Mais informações através do SAC pelo Tel 0800 028 2723, disponível de segunda a sexta das 7h às 19h, e aos sábados, das 7h às 13h.
Pregopontocom  0512/2018

Extrema pobreza aumenta e chega a 15,2 milhões de pessoas em 2017

Direitos Humanos  👐

Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2018, divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que entende o estudo como “um conjunto de informações sobre a realidade social do país”. O trabalho elaborado por pesquisadores da instituição tem como principal fonte de dados para a construção dos indicadores a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2012 a 2017.

Cristina Indio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
O número de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou de 6,6% da população em 2016 para 7,4% em 2017, ao passar de 13,5 milhões para 15,2 milhões. De acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 por mês. Segundo o IBGE, o crescimento do percentual nessa faixa subiu em todo o país, com exceção da Região Norte onde ficou estável.
Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais 2018, divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que entende o estudo como “um conjunto de informações sobre a realidade social do país”. O trabalho elaborado por pesquisadores da instituição tem como principal fonte de dados para a construção dos indicadores a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2012 a 2017.
O estudo mostra ainda que também aumentou a proporção de pessoas abaixo da linha de rendimentos. Em 2017, era de 26,5%, enquanto no ano anterior ficou em 25,7%. Os percentuais significam a variação de 52,8 milhões de pessoas para 54,8 milhões. De acordo com definição do Banco Mundial, são pessoas com rendimento até US$ 5,5 por dia ou R$ 406 por mês. A maior parte dessas pessoas, mais de 25 milhões, estava na Região Nordeste.
Houve elevação ainda na proporção de crianças e adolescentes (de 0 a 14 anos) que viviam com rendimentos até US$ 5,5 por dia. Saiu de 42,9% para 43,4%, no período.

Condições de vida
A pesquisa identificou que em 2017 cerca de 27 milhões de pessoas, ou seja, 13% da população, viviam em domicílios com ao menos uma das quatro inadequações analisadas: características físicas, condição de ocupação, acesso a serviços e presença de bens no domicílio. A inadequação domiciliar foi a que atingiu o maior número de pessoas: 12,2 milhões, ou 5,9% da população do país. Isso significa adensamento excessivo, quando há residência com mais de três moradores por dormitório.
No Amapá o nível atingiu 18,5%, enquanto em Santa Catarina ficou em 1,6%. No mesmo ano, 10% da população do país viviam em domicílios sem coleta direta ou indireta de lixo e 15,1% moravam em residências sem abastecimento de água por rede geral. O Maranhão foi o estado que registrou a maior falta de coleta de lixo: 32,7% da população não tinha acesso ao serviço.
Ainda na ausência de melhores condições, o estado do Acre é o que registrou maior percentual (18,3%) de pessoas residentes em domicílios sem banheiro de uso exclusivo. Já o Piauí, tinha a maior proporção da população sem acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial (91,7%).
Esses resultados mostram uma diferença grande para o estado de São Paulo, onde houve a maior cobertura para cada um dos serviços. A proporção da população sem coleta de lixo ficou em 1,2%, sem acesso a abastecimento de água por rede alcançou 3,6% e sem esgotamento sanitário por rede foi 7,0%.
Fonte - Agência Brasil  05/12/2018

Os insensatos preços dos combustíveis

Ponto de Vista 

A paridade internacional ou a prática de preços superiores àqueles, abre caminho para os importadores de derivados, com perdas de mercado pela PETROBRÁS. Deslocados seus produtos, pelas importações, a PETROBRÁS se vê obrigada a reduzir a carga das refinarias, mantendo-as ociosas. O petróleo cru, não refinado, é exportado, sem agregar valor.A atual política de preços, inaugurada por PEDRO PARENTE, tem continuidade com IVAN MONTEIRO e o novo governo parece favorável à sua permanência.

Ricardo Maranhão* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O alinhamento dos preços dos derivados de petróleo com os internacionais é incompatível com a realidade econômica e social do Brasil.
A renda per capita, o IDH, o salário mínimo, a distribuição de renda no Brasil apresentam valores muito desfavoráveis quando comparados com o exterior.
A atual política de preços, inaugurada por PEDRO PARENTE, tem continuidade com IVAN MONTEIRO e o novo governo parece favorável à sua permanência.
A internalização dos preços internacionais depende, fundamentalmente, da cotação do óleo/ derivados no exterior e da taxa de câmbio.
O mercado internacional é IMPERFEITO, CARTELIZADO. A produção dos países da OPEP, somada à russa, representa cerca de 40% da oferta mundial. Este grupo atua, articulado, restringindo a produção e a oferta, para elevar os preços. Os consumidores brasileiros não têm qualquer ingerência nestas decisões.
O mesmo ocorre com a taxa de câmbio, que oscila muito em mercado especulativo, com conseqüências sobre os consumidores brasileiros.
Além das incertezas provocadas pelo mercado oligopolizado, os preços também dependem de fatores geopolíticos e de fenômenos climáticos. Tsunamis, tufões, furacões, terremotos, por exemplo, na região do Golfo do México, podem causar interrupções na produção de plataformas offshore e de refinarias. Fortes geadas, nevascas, elevam a demanda para aquecimento, fazendo subir os preços.
Tensões políticas com a Coréia do Norte, embargos à produção iraniana, (o Irã é o terceiro exportador da OPEP), dificuldades da economia venezuelana (PDVSA) também elevam preços.
Sobre nada do que foi dito os consumidores brasileiros têm controle. Não obstante são impactados negativamente pela majoração dos preços.
Esta política anula vantagens comparativas da PETROBRÁS, prejudicando a economia brasileira, que perde competitividade, e, também, aos consumidores que pagam preços mais elevados. Ela desconsidera o fato de a PETROBRÁS ser grande produtora de petróleo (mais de 2,00 milhões de barris/dia) sendo a quase totalidade desta produção feita com custos em moeda nacional. Isto dá à PETROBRAS condições de proteger os consumidores brasileiros, mantendo-os a salvo das incertezas externas.
A paridade internacional ou a prática de preços superiores àqueles, abre caminho para os importadores de derivados, com perdas de mercado pela PETROBRÁS. Deslocados seus produtos, pelas importações, a PETROBRÁS se vê obrigada a reduzir a carga das refinarias, mantendo-as ociosas. O petróleo cru, não refinado, é exportado, sem agregar valor.
Em 2018 as importações de derivados, especialmente diesel e gasolina, superaram US$ 10,00 bilhões, com impacto negativo sobre o balanço de pagamentos.
Aspecto especialmente cruel desta política ocorre no consumo do gás de cozinha, produto de amplo consumo nas populações de baixa renda. Estes brasileiros vêm sendo obrigados a substituir o GLP, por formas rudimentares de energia, como lenha, carvão vegetal, etanol. Isto prejudica o meio ambiente e tem provocado muitos acidentes domésticos, como queimaduras.
Esta política de preços elevados, reajustados com freqüência absurda, mais de 100 vezes em um ano, combinada com fatores adversos, como roubos de carga, péssimo estado das rodovias, pedágios elevados desencadeou a greve dos caminhoneiros. Greve que paralisou o país. Paralisação justa, com amplo apoio popular, mas que causou prejuízos de bilhões de reais à economia nacional.
As autoridades, buscando manter esta política, resolveram subsidiar o diesel, também abrindo mão de tributos, justamente em conjuntura de grave crise fiscal.
Todos estes desacertos têm o objetivo de viabilizar a abusrda venda de refinarias da PETROBRÁS, já amortizadas, quando o mais conveniente para o país é, sem dúvidas, a construção de novas plantas. O Brasil é importador de derivados. Nosso mercado é o 6º maior do mundo, com consumo per capita moderado que tende a crescer muito, tão logo o desenvolvimento seja retomado. A construção de novas unidades por empresas, públicas ou privadas brasileiras ou estrangeiras, não encontra obstáculos legais, uma vez que o monopólio do refino foi extinto, pela Lei 9478/97, portanto, há mais de 20 anos.
*Ricardo Maranhão, ex-deputado federal, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) e Conselheiro do Clube de Engenharia
Fonte - Portogente  05/12/2018

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Madrid proíbe a circulação de veículos poluidores no centro da cidade

Mobilidade/Sustentabilidade  🚲 👪 

A medida tomada pela Câmara Municipal da cidade,resultou numa redução significativa no transito em toda a área no centro de Madrid, num percentual entre 10% e 40%, diminuindo o acesso diário a 58.678 carros.Apenas os veículos de moradores na área do centro de Madrid e com mobilidade reduzida poderão circular dentro da zona de restrição.

Da Redação
foto-ilustração/Web
A cidade de Madri proibiu a circulação de veículos poluidores no centro da cidade.A medida faz parte do Plano de Qualidade do Ar e Mudança Climática,que tem como objetivo reduzir a poluição, o barulho e democratizar a divisão do espaço público na cidade.
A medida tomada pela Câmara Municipal da cidade,resultou numa redução significativa no transito em toda a área no centro de Madrid, em um percentual entre 10% e 40% diminuindo o acesso diário a 58.678 carros.
A restrição a circulação de veículos no centro da cidade também contribuiu para diminuir o tempo de viagem e o aumento da velocidade das linhas da EMT (Empresa municipal de Transportes) que dão acesso ao local,com um aumento significativo na regularidade do serviço.
A fase de informação foi iniciada em 30/11/2018,a fiscalização será feita por um sistema de controle automático a partir do inicio de 2019,e terá um período de dois meses para a adaptação ao sistema apenas com notificações sem a cobrança de multas.

Circulação de veículos autorizados
Apenas os veículos de moradores na área do centro de Madrid e com mobilidade reduzida poderão circular dentro da zona de restrição. Também existem exceções para convidados dos moradores, entrega de mercadorias, empresas de serviços,policiamento,serviços de emergência e escolas,visando garantir os direitos da livre circulação das pessoas que vivem,trabalham e visitam o local.Também estão liberados os veículos considerados "limpos",bicicletas, triciclos e motocicletas e ciclomotores com selos ECO ou ZERO.
Pregopontocom  04/12/2018

Trem Talent 3 da Bombardier movido a bateria ganha prêmio na Alemanha

Transportes sobre trilhos  🚅

O protótipo do trem é equipado com quatro baterias de íons de lítio de carregamento, batizadas de Bombardier Mitrac, que fornecem à composição autonomia para percorrer rotas de até 40 km em ferrovias não eletrificadas, segundo a Bombardier. RF - Em 2019, a Deutsche Bahn iniciará testes com o modelo Talent 3 para transporte de passageiros na região de Alb-Lake Constance, no sudoeste da Alemanha

Revista Ferroviária
foto - ilustração
O trem movido a bateria da Bombardier, modelo Talent 3, recebeu o prêmio “Berlim Brandenburg Innovation Award”, no último dia 30 de novembro. O protótipo deste modelo foi lançado em setembro deste ano, na fábrica da Bombardier em Hennigsdorf, Alemanha. Em 2019, a Deutsche Bahn iniciará testes com o protótipo para o transporte de passageiros na região de Alb-Lake Constance, no sudoeste da Alemanha.
"Nosso objetivo era desenvolver um trem silencioso e ecológico para os passageiros, além de oferecer aos operadores de todo o mundo a melhor alternativa para os trens a diesel de alta emissão nos aspectos de custo e segurança”, afirmou o presidente da área de Produtos e Engenharia da Bombardier Transportation, Pierre-Yves Cohen.
O protótipo do trem é equipado com quatro baterias de íons de lítio de carregamento, batizadas de Bombardier Mitrac, que fornecem à composição autonomia para percorrer rotas de até 40 km em ferrovias não eletrificadas, segundo a Bombardier. Quando operam em linhas com catenárias, as baterias são carregadas durante a condução, com a ajuda da energia gerada durante a frenagem e da rede aérea.
O desenvolvimento do trem operado por bateria foi subsidiado pelo governo federal alemão no âmbito de um programa de inovação para eletromobilidade. O Ministério Federal dos Transportes e Infraestrutura Digital da Alemanha (BMVI) contribuiu com 4 milhões de euros para a iniciativa. Os parceiros do projeto incluem a subsidiária DB Regionalverkehr Alb-Bodensee (transporte regional para a região do Lago de Constança), Nahverkehrsgesellschaft Baden-Württemberg (Companhia de Transportes Regionais de Baden-Wuerttemberg), a Nationale Organisation Wasserstoff- und Brennstoffzellentechnologie (Organização Nacional de Hidrogénio e Fuel Cell Technology) e a Universidade Técnica de Berlim.
A Bombardier destinará o prêmio em dinheiro de 10 mil euros para promover ações de responsabilidade social. Uma parte será usada para organizar um evento de hackaton com jovens e estudantes sobre o tópico "Trem do Futuro", em cooperação com a Universidade Técnica de Berlim. A outra parte será doada para o Children's Hospice Sonnenhof, também na capital alemã.

Esforço
A Alemanha vem se esforçando para reduzir as emissões de CO2 no âmbito do transporte ferroviário. Em setembro deste ano, começaram a circular as primeiras composições movidas a células de hidrogênio fabricadas pela Alstom – modelo Coradia iLint – na região da Baixa Saxônia. Dois trens farão um trajeto de 100 km entre as cidades de Cuxhaven, Bremerhaven e Buxtehude, no norte do país. A Alstom tem planos de entregar outros 14 trens deste modelo até 2021 à operadora ferroviária local LNVG.
Os trens de hidrogênio são equipados com células de combustível que produzem eletricidade por meio de uma combinação de hidrogênio e oxigênio, um processo que tem como únicas emissões vapor e água.
Fonte - Revista Ferroviária  04/12/2018