sábado, 2 de dezembro de 2017

O operador italiano NTV confirma a estréia dos novos trens Italo Evo em Dezembro

Transporte sobre trilhos  🚅

Cidades italianas atendidas por linhas de trens de alta velocidade (TAV) da operadora Nuovo Transporto Viaggiatori (NTV),terão o numero de viagens ampliadas e novos serviços com a entrada oficial em operação das 17 novas composições de trens italo Evo da Alstom,agora em Dezembro 

Da Redação
foto - ilustração
O operador privado de trens de alta velocidade (TAV) Nuovo Transporto Viaggiatori (NTV) anunciou em 29/11  que os quatro primeiros trens das 17 composições italo Evo entrarão oficialmente em serviço no dia 7 de dezembro. O anúncio foi feito durante uma apresentação de uma composição Evo em Roma, quando os convidados  viajaram no trem num trecho entre as estações Termini e Tiburtina.
A NTV também anunciou que está aumentando o número de serviços entre Roma e Milão de 40 a 50 trens por dia, com saídas de meia hora em ambas as direções durante a maior parte do dia. Haverá um serviço sem escalas adicional que sairá de Milão às 06h00 e chegando a Roma em 08.59, bem como um serviço 20.35 da Milano Centrale com destino a Roma Termini às 00.05.  A NTV está divulgando também mais outros serviços, Roma/Firenze e lançando conexões Italobus para resorts de esqui no norte da Itália, de Verona e Torino.
A entrega da frota completa das composições Italo Evo da Alstom, permitirá que a NTV opere serviços adicionais durante o ano de 2018, inclusive na rota  Torino/Milano/Venezia.
Os 17 novos trens Italo Evo aumentarão o numero de trens da frota da NTV em 65%, permitindo oferecer viagens mais frequentes e mais conexões, lançando novas rotas e atendendo mais estações ".
Com informações da Railway Gazette  01/12/2017

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Que tal se hospedar em um hotel com quarto subaquático?

Turismo 

O Resort, na Ilha de Pemba, na costa da África Oriental, proporciona seus hospedes dormirem literalmente debaixo d’água.O quarto fica a aproximadamente 250 metros da costa da ilha.





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Gov.do MT diz que deve lançar nova licitação em 2018 para concluir obras do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos  🚄

De acordo com o governo do MT, a decisão de romper as negociações com o Consórcio VLT-Cuiabá para a retomada das obras, que corriam na Justiça Federal, foi tomada em agosto passado, após a realização da Operação Descarrilho, deflagrada pela PF, que apontou crimes de fraudes na licitação e corrupção durante a escolha do modal para Mato Grosso.

G1 - RF
foto - ilustração/arquivo
O governo de Mato Grosso deve lançar uma nova licitação em 2018, na modalidade Regime Diferenciado de Contratação (RDC), a fim de contratar uma nova empresa para concluir as obras do Veículo Leve sobre Trilhos em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital. Iniciada em 2012, a obra já custou mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos e está longe de ser concluída.
De acordo com o governo, a decisão de romper as negociações com o Consórcio VLT-Cuiabá para a retomada das obras, que corriam na Justiça Federal, foi tomada em agosto passado, após a realização da Operação Descarrilho, deflagrada pela PF, que apontou crimes de fraudes na licitação e corrupção durante a escolha do modal para Mato Grosso.
Por meio de nota, o Consórcio VLT rebateu os argumentos que embasam a rescisão do contrato e disse que tem interesse em retomar e concluir a obra.
A expectativa do governo é de que um novo edital seja lançado até o fim de fevereiro do ano que vem, aberto a empresas de todo o país. O valor que será necessário para a conclusão da obra, segundo a Secretaria Estadual de Cidades (Secid), ainda está sendo estudado pela equipe técnica do governo.
“Atualmente, o Estado tem R$ 193,4 milhões destinados ao VLT e a Caixa Econômica Federal já sinalizou positivamente quanto ao empréstimo para finalização do modal", afirmou a Secid, por meio de nota.
Segundo a pasta, o governo tem a opção de terminar a obra com recursos públicos, por meio de licitação, enquanto que a operação do VLT deverá ser realizada via Parceria Público Privada (PPP).

A obra
A obra do VLT está paralisada desde dezembro de 2014, quando passou a ser alvo de uma ação na Justiça Federal. Orçada inicialmente em R$ 1,477 bilhão, a obra já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos sem que metade do trajeto previsto tenha sido concluído. Dos 22 km de extensão dos trilhos, apenas seis foram terminados pela empresa.
O VLT deveria ter ficado pronto para atender a demanda da Copa do Mundo de 2014. Antes da operação da PF ser deflagrada, o maior impasse para a conclusão do projeto era em relação ao custo para concluir a obra. O estado dizia já ter repassado R$ 1.066 bilhão às empresas e que o consórcio chegou a pedir mais R$ 1,2 bilhão para terminá-la.
Fonte - Revista Ferroviária  01/12/2017

O Brasil é refém de uma ideia perigosa

Ponto de Vista   🔍

A editora Autonomia Literária marca um gol de placa ao lançar a edição brasileira do consagrado livro “Austeridade: a história de uma ideia perigosa”, de Mark Blyth. Com a leitura do livro se entende que a austeridade tem uma longa história de fracassos e que, no fundo, trata-se de programa de distribuição de renda e riqueza ao revés. Para além de perigosa, a austeridade é uma ideia falaciosa, repetida incessantemente pelo governo e pelos meios de comunicação no Brasil. Desconstruir essa ideia e a retórica que a sustenta é uma tarefa necessária.

Pedro Rossi* - Portogente
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A editora Autonomia Literária marca um gol de placa ao lançar a edição brasileira do consagrado livro “Austeridade: a história de uma ideia perigosa”, de Mark Blyth. A austeridade é marca registrada da crise econômica brasileira e pré-requisito para se entender o sentido dos sacrifícios impostos à população brasileira; a precarização dos serviços públicos, a redução das transferências sociais, os milhões de novos desempregados etc. Com a leitura do livro se entende que a austeridade tem uma longa história de fracassos e que, no fundo, trata-se de programa de distribuição de renda e riqueza ao revés. Para além de perigosa, a austeridade é uma ideia falaciosa, repetida incessantemente pelo governo e pelos meios de comunicação no Brasil. Desconstruir essa ideia e a retórica que a sustenta é uma tarefa necessária.
A defesa da austeridade sustenta que, diante de uma desaceleração econômica e de um aumento da dívida pública, o governo deve realizar um forte ajuste fiscal, preferencialmente com corte de gastos públicos em detrimento de aumento de impostos. Esse ajuste teria efeitos positivos sobre o crescimento econômico ao melhorar a confiança dos agentes na economia.
Ou seja, ao mostrar “responsabilidade” em relação às contas públicas, o governo ganha credibilidade junto aos agentes econômicos e, diante da melhora nas expectativas, a economia passa por uma recuperação decorrente do aumento do investimento dos empresários, do consumo das famílias e da atração de capitais externos. A austeridade teria, portanto, a capacidade de reequilibrar a economia, reduzir a dívida pública e retomar o crescimento econômico.
Por vezes esse discurso é acompanhado da metáfora que compara o orçamento público com o orçamento doméstico na qual o governo, assim como uma família, não deve gastar mais do que ganha. Logo, diante de uma crise e de um aumento das dívidas, deve-se passar por sacrifícios e por um esforço de poupança.
Os anos de excessos, portanto, devem ser remediados com abstinência e sacrifícios e a austeridade é o remédio. No caso brasileiro é comum a análise de que os excessos (de gastos sociais, de aumento de salário mínimo, de intervencionismo estatal etc.) nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) estão cobrando os sacrifícios necessários. Como na fábula da cigarra e da formiga, os excessos serão punidos e os sacrifícios, recompensados.
Esse discurso tem inúmeras fragilidades. A primeira delas está na mediação entre o ajuste fiscal e o crescimento econômico. Argumenta-se que o ajuste fiscal melhora a confiança nos agentes que, por sua vez, passam a investir e consumir. Contudo, um empresário não investe porque o governo fez ajuste fiscal, e sim quando há demanda por seus produtos e perspectivas de lucro. E, nesse ponto, a contração do gasto público não aumenta a demanda no sistema, ao contrário, essa contração, por definição, reduz a demanda no sistema. Em uma grave crise econômica, quando todos os elementos da demanda privada (o consumo das famílias, o investimento e a demanda externa) estão desacelerando, se o governo contrair a demanda pública, a crise se agrava.
Os efeitos da austeridade podem ser entendidos de forma intuitiva. O gasto de alguém é a renda de outra pessoa: quando alguém gasta, alguém recebe. Quando o governo contrai o seu gasto, milhões de pessoas passam a receber menos, o que tem impactos negativos na renda privada. É uma verdade contábil dizer que o gasto público é receita do setor privado, assim como a dívida pública é ativo privado e o déficit público é superávit do setor privado.
Quando o governo corta gastos com um investimento destinado a uma obra pública, por exemplo, o efeito é direto sobre a renda e o emprego, uma vez que a empresa que seria contratada via licitação deixa de contratar empregados e comprar materiais. Da mesma forma, o corte de gastos em transferências sociais reduz a demanda dos que recebem os benefícios e desacelera o circuito da renda.
Nesse sentido, em uma economia em crise, a austeridade gera um ciclo vicioso em que o corte de gastos reduz o crescimento, o que deteriora a arrecadação e piora o resultado fiscal, o que leva a novos cortes de gastos. Ou seja, em um contexto de crise econômica, a austeridade é contraproducente e tende a provocar queda no crescimento e aumento da dívida pública, resultado contrário ao que se propõe.
Isso quer dizer que o governo nunca deve cortar gastos? Não. Quando a economia está aquecida, o corte do investimento na obra pública, por exemplo, pode não ter um efeito negativo na economia, uma vez que a empresa que seria contratada pelo governo provavelmente será contratada por outra pessoa ou empresa. Da mesma forma, a redução das transferências sociais pode ter impactos distributivos, mas não necessariamente contracionistas.
Já o mesmo não ocorre quando há escassez de demanda, desemprego e excesso de capacidade ociosa na economia: nesse caso, a demanda pública não só não gera inflação como aumenta renda e emprego. Ou seja, a demanda pública pode e deve ser mantida e ampliada em períodos de crise.
Isso implica dizer que a administração do orçamento do governo não somente não deve seguir a lógica do orçamento doméstico, mas deve seguir a lógica oposta. Quando as famílias e empresas contraem o gasto, o governo deve ampliar o gasto de forma a contrapor o efeito contracionista do setor privado.
Além disso, a comparação entre o orçamento público e o familiar é incoerente, pois desconsidera três fatores essenciais. O primeiro é que o governo, diferentemente das famílias, tem a capacidade de definir o seu orçamento. Isso porque a arrecadação de impostos decorre de uma decisão política, e está ao alcance do governo, por exemplo, tributar pessoas ricas ou importações de bens de luxo, para não fechar hospitais. Ou seja, diferentemente do orçamento familiar, o orçamento público decorre de uma decisão coletiva sobre quem paga e quem recebe, quanto paga e quanto recebe.
O segundo fator que diferencia o governo das famílias é que, quando o governo gasta, parte dessa renda retorna sob a forma de impostos. Ou seja, ao acelerar o crescimento econômico com políticas de estímulo, o governo está aumentando também a sua receita. Por fim, o terceiro fator não é menos importante: as famílias não emitem moeda, não têm capacidade de emitir títulos em sua própria moeda e não definem a taxa de juros das dívidas que pagam. Já o governo faz tudo isso. Portanto, a metáfora que compara os orçamentos público e familiar é dissimulada e desvirtua as responsabilidades que a política fiscal tem na economia, em suas tarefas de induzir o crescimento e amortecer os impactos dos ciclos econômicos na vida das pessoas.
*Pedro Rossi é professor do Instituto de Economia e diretor do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp
Fonte - Portogente  01/12/2017

Crise para quem? Câmara aprova benefício de R$ 1 trilhão às petrolíferas que atuam no país

Política  👀

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira uma medida provisória que incentiva grandes empresas petrolíferas que atuam no Brasil, resultado em isenções que podem atingir a marca de R$ 1 trilhão de recursos que o país deixará de arrecadar.

Sputnik
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De autoria do deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), o projeto cria um regime especial de importação de bens a serem usados na exploração, no desenvolvimento e na produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos, além de propor uma solução para litígios tributários relacionados ao Imposto de Renda incidente sobre afretamento de embarcações e plataformas flutuantes.
Na prática, bens importados por petrolíferas que permanecerão no país ficarão isentos de alguns impostos, como o Imposto de Importação (II), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o PIS/Pasep-Importação e a taxa Cofins-Importação.
O texto-base aprovado permite que, a partir de 2018, empresas de petróleo e gás deduzam na apuração do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) os valores aplicados em atividades de exploração e produção. Também passa a ser dedutível do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da CSLL o gasto com a compra de máquinas e equipamentos.
Outro benefício para as empresas petrolíferas em atuação no Brasil é a suspensão de tributos na importação ou na compra no mercado interno de matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem a serem usados para fazer um produto final decorrente das atividades de exploração de petróleo.
As petrolíferas ainda poderão parcelar débitos de 2012 a 2014 com os cofres públicos brasileiros, anteriores ao estabelecimento das alíquotas para disciplinar a isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) no afretamento de embarcações. No total, com o parcelamento e a desistência das multas, a renúncia fiscal do governo federal será de R$ 11,14 bilhões em 2018.


Bate-boca sobre medida "Mishell"
Contudo, o montante é muito maior quando considerados todos os benefícios. Enquanto a base governista alega que a medida provisória vai incentivar a indústria nacional e tornará os campos de exploração atrativos para o mercado internacional, a oposição afirma que o projeto aumenta a crise fiscal e afeta a indústria nacional.
"O que prevalece aqui é o interesse de todas grandes empresas petroleiras do mundo, que são aquelas que irão ganhar com esta medida provisória, que pode trazer prejuízos tributários da ordem de R$ 1 trilhão", disse a deputada Maria do Rosário (PT-RS), citada pela Agência Câmara.
A petista ainda ironizou a medida, a qual deveria se chamar "Mishell", como uma "homenagem perversa" à petrolífera anglo-holandesa e a outras empresas estrangeiras do setor que, segundo ela, serão beneficiadas pela proposta.
Já o deputado Júlio Lopes ressaltou que o projeto moderniza a legislação brasileira e ajudará o país a recuperar parte do tempo perdido após a transição da exploração do pré-sal para o regime de partilha, que, segundo ele, levou o Brasil à "paralisação total de suas prospecções e explorações".
"Não teremos qualquer prejuízo senão uma modernização da legislação, tornando-a mais fácil, mais compreensível e mais estável do ponto de vista jurídico", afirmou. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) endossou a proposta, acusando a esquerda brasileira e o governo anterior, de Dilma Rousseff (PT), de colocar os "pés pelas mãos" ao aprovar o regime de partilha.
"O Rio de Janeiro está quebrado pela política equivocada que o governo anterior implantou na área de petróleo e não apenas por causa do crime organizado", disse ele, integrante da base de apoio do governo Temer (PMDB).
Além da arrecadação, o Brasil tende a perder empregos gerados pelo conteúdo nacional e as proteções ambientais no setor, segundo o deputado Leo de Brito (PT-AC), que relembrou a notícia do jornal britânico The Guardian que cita o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Segundo o jornal, o ministro do Comércio do Reino Unido, Greg Hands, pressionou o governo brasileiro para obter vantagens às empresas petrolíferas BP, Shell e Premier Oil.
"Trata-se de R$ 1 trilhão, com impacto não apenas para a União, mas também para Estados e municípios. E nós estamos falando de isenção de Imposto de Renda, que faz parte da base de cálculo dos fundos de participação de Estados e municípios", sentenciou o deputado André Figueiredo (PDT-CE).
Fonte - Sputnik  30/11/2017

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Metrô funciona em esquema especial para Festival Combina MPB

Transportes sobre trilhos  🚇

Para garantir um deslocamento rápido, seguro e confortável, a CCR Metrô Bahia reforçou a equipe de atendimento composta pelos Agentes de Atendimento e Segurança (AASs) nas estações e plataformas das Linhas 1 e 2 para orientar o público, além de ampliar a quantidade dos trens extras na operação.

Da Redação
Divulgação/CCR
Neste fim de semana, Salvador vai receber o Festival Combina MPB, três dias de combinações dos estilos mais variados da música brasileira que vai reunir grandes artistas nacionais. Realizado no Estacionamento do Wet’n’Wild, entre os dias 01 e 03 de dezembro, o evento que tem a expectativa de receber 40 mil pessoas por dia, vai contar com um esquema especial do Metrô de Salvador. O local da festa fica entre duas estações: Tamburugy e Bairro da Paz. A distância percorrida a pé do local do evento para uma ou outra estação é de aproximadamente 1,3Km.
Para garantir um deslocamento rápido, seguro e confortável, a CCR Metrô Bahia reforçou a equipe de atendimento composta pelos Agentes de Atendimento e Segurança (AASs) nas estações e plataformas das Linhas 1 e 2 para orientar o público, além de ampliar a quantidade dos trens extras na operação.
Para evitar filas e garantir a integração do metrô com os ônibus, a dica é adquirir o cartão do metrô para ida e volta, com antecedência. A tarifa é R$ 3,60. Quem já tem o cartão Integração do Metrô, pode antecipar a recarga nas bilheterias das estações em operação ou nas máquinas de autoatendimento disponíveis nas estações Lapa, Campo da Pólvora, Acesso Norte, Rodoviária e Brotas. O cartão avulso, que dá direito à uma única passagem, também pode ser comprado antecipadamente em qualquer bilheteria.

Segurança
O sistema metroviário conta com cerca de 1.500 câmeras interligadas ao Centro de Controle Operacional (CCO), que realiza o monitoramento contínuo das estações, trens e áreas de acesso. O controle de situações inesperadas é reforçado pela transmissão de imagens de parte dessas câmeras para o Centro de Informação e Comunicação (CICOM), da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Além disso, os usuários vão contar com um reforço do policiamento nas áreas de acesso e entorno do evento, com o apoio do Comando de Operações da Policia Militar – COPPM.

O evento
O Festival Combina MPB vai promover encontros musicais imperdíveis como Pretinho da Serrinha recebendo Mariene de Castro, Maria Rita e Roberta Sá; Milton Nascimento e Tiago Iorc; Carlinhos Brown e AnaVitória; BaianaSystem com BNegão e Emicida; Johnny Hooker com Daniela Mercury e as Bahias e a Cozinha Mineira; e até Gilberto Gil e Anitta. O evento que é gratuito, tem a curadoria e a produção da Expresso 2222 Produções e patrocínio do Banco Bradesco, CCR Metrô Bahia através da Lei Rouanet, de incentivo à cultura, Brahma Extra e do Governo do Estado da Bahia, através do FazCultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Horário de funcionamento: Estações Tamburugy e Bairro da Paz do Metrô funcionam até à 1h
A passagem de metrô custará o mesmo valor que é praticado atualmente: R$ 3,60. Também será possível fazer a integração entre metrô e ônibus urbano ou metropolitano, pagando apenas uma passagem, com a utilização dos cartões CCR, SalvadorCARD e Metropasse.
As estações e trens são totalmente acessíveis com rampas, escadas rolantes, elevadores, rota tátil, sanitários - inclusive para Pessoas com Deficiência - e atendimento com agentes habilitados para condução e total apoio às pessoas com mobilidade reduzida.
Com informações da CCR Metrô Bahia  30/11/2017

Osba estreia 'Natal das Cameratas' com apresentação na Igreja do Bonfim

Arte & Cultura  🎻

A edição de estreia acontece nesta sexta-feira (1º), às 16h, com uma apresentação do trio Quadro Solar na Basílica do Senhor do Bonfim. O projeto segue com apresentações das outras Cameratas da Osba nos dias 6, 12 e 14 de dezembro. Todas as apresentações têm entrada gratuita.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Formadas pelos grupos Quadro Solar, Opus Lumen, Quarteto Novo e Bahia Cordas, as Cameratas da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) realizam no mês de dezembro o projeto 'Natal das Cameratas', uma parceira entre a Osba e a Pastoral do Turismo (Pastur) da Arquidiocese de Salvador.
A edição de estreia acontece nesta sexta-feira (1º), às 16h, com uma apresentação do trio Quadro Solar na Basílica do Senhor do Bonfim. O projeto segue com apresentações das outras Cameratas da Osba nos dias 6, 12 e 14 de dezembro. Todas as apresentações têm entrada gratuita.
O objetivo da iniciativa é valorizar e dar visibilidade ao primeiro roteiro de turismo religioso de base comunitária de Salvador, que se estende por toda a Cidade Baixa, contemplando concertos nos bairros do Bonfim, Coutos, Roma e Alagados.
Já o projeto Cameratas da Osba busca não apenas consolidar a formação de novos públicos, mas também difundir a música de concerto, apresentando os grandes mestres, épocas, tradições e estilos musicais, focando ainda em obras de compositores brasileiros.

Programação do 'Natal das Cameratas':


Quadro Solar
Data: sexta-feira (1º)
Horário: 16h
Local: Basílica do Senhor do Bonfim – Largo do Bonfim, s/n – Bonfim

Bahia Cordas
Data: 6/12 (quarta-feira)
Horário: 15h
Local: Mosteiro do Salvador – Av. Afrânio Peixoto, s/n - Coutos

Quarteto Novo
Data: 12/12 (terça-feira)
Horário: 15h
Local: Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres – Av. Dendezeiros do Bonfim, 161 - Largo de Roma

Opus Lumen
Data: 14/12 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Paróquia Nossa Senhora dos Alagados e São João Paulo II – Rua Luiz Régis Pacheco, 1618, Uruguai
Com informações da Secom Ba.  30/11/2017

Governo do Maranhão abre edital para entregar 70 kits a rádios comunitárias de todo estado

Comunicação  📻

O edital vai permitir que as emissoras de rádio comunitárias recebam o apoio, uma melhora em suas infraestruturas, melhorando os serviços de modo a garantir a universalização da comunicação, contribuindo para a formação de cidadãos livres, conscientes e preparados para atuar com protagonismo no meio social”,

Da Redação
foto - Karlos Geromy
Dando continuidade ao processo de democratização da comunicação no Maranhão, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Comunicação Social e Assuntos Políticos (Secap), abriu nesta quinta-feira (30) o edital de chamamento público para celebração de convênios com associações mantenedoras de Rádios Comunitárias no Maranhão.
“É uma iniciativa inovadora que possibilitará às rádios comunitárias, que estejam com suas outorgas asseguradas, um conveniamento com o Estado para que possam melhorar seus equipamentos, e, dessa maneira, melhorar também a performance de suas programações. É uma efetiva e concreta parceria do Governo do Maranhão com as rádios comunitárias do Estado”, conta o secretário de Estado da Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry.
O documento publicado hoje faz parte do Programa Mais Comunicação e trata da seleção de 70 Organizações da Sociedade Civil (OSC) para receber apoio da gestão atual por meio de distribuição de Kits de Comunicação Comunitária para as fundações e associações concessionárias dos serviços de radiodifusão comunitária.
Com informações da Secap/Gov.Maranhão  30/11/2017

Moro pede desculpas, mas não se arrepende. É o deixar a lei de lado em nome da lei.

Ponto de Vista  🔍

Na podridão do Sistema Político-Partidário-Empresarial, avassalador o impacto da Lava Jato. Mais do que os demais, o juiz Moro encarna a Lava Jato. Nesta segunda, 27, assistimos a uma confissão: "Não me arrependo de forma nenhuma...".Moro disse isso sobre gravações e vazamento das conversas entre Lula e Dilma em 16 março de 2016.

Bob Fernandes




imagem/Youtube

IBGE divulga dados sobre desigualdade no Brasil

Desigualdade social   👏

Enquanto 50% mais pobres receberam em media apenas R$ 747, a pequena fatia mais rica tinha rendimento médio mensal de R$ 27.085. Ou seja, 36 vezes mais. Os 10% mais ricos do país concentram 43,4% dos rendimentos.

Portogente
foto - ilustração/arquivo
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) com dados sobre a desigualdade social no Brasil em 2016.
Enquanto 50% mais pobres receberam em media apenas R$ 747, a pequena fatia mais rica tinha rendimento médio mensal de R$ 27.085. Ou seja, 36 vezes mais. Os 10% mais ricos do país concentram 43,4% dos rendimentos.
A pesquisa revela diversas informações sobre condições de vida dos brasileiros, como a de que um em cada três domicílios em 2016 não tinha escoamento por rede geral, pluvial ou fossa ligada à rede.
O chamado índice de Gini, que mede numa escala de zero a 1 a desigualdade (quanto mais perto de zero, menor o contraste social) registrou 0,525 na média nacional. Entre as regiões do País, segundo o IBGE, o Gini atingiu o pior resultado no Nordeste (0,545) e o melhor no Sul (0,465).
Fonte - Portogente  30/11/2017

BMW revela ciclovia ‘Hyperloop’ com tubos elevados com controle climático

Ciclismo  🚲

Chamado Vision E3 Way e projetado em colaboração com a Universidade Tongji de Xangai , a ideia é criar tubos elevados que se conectem a centros de tráfego, áreas comerciais e estações de metro, acessados ​​por uma rampa com barreiras para controlar a quantidade de tráfego nos tubos. 

Revista Amazônia

Se você já tentou se deslocar via bicicleta, você sabe que tem vários perigos na via: portas que se abrem via de bicicleta, pedestres que saltam do nada, chuvas e etc. Agora imagine um tubo elevado que permite que os ciclistas se movam pela cidade em uma auto-estrada segura, com controle climático. A BMW quer que isso aconteça.
Chamado Vision E3 Way e projetado em colaboração com a Universidade Tongji de Xangai , a ideia é criar tubos elevados que se conectem a centros de tráfego, áreas comerciais e estações de metro, acessados ​​por uma rampa com barreiras para controlar a quantidade de tráfego nos tubos. Qualquer veículo de duas rodas de zero emissões é bem-vindo, e o clima seria controlado para que você possa se deslocar confortavelmente durante todo o ano.
O controle de iluminação e clima seria alimentado por uma série de painéis solares no telhado. Para incentivar os proprietários de automóveis a andar de bicicleta, as estações de aluguel seriam colocadas em toda a rede.
O sistema não só poderia melhorar a viagem para os ciclistas, mas a redução do congestionamento do tráfego e da poluição do ar poderá tornar a vida melhor para todos. “É o nosso Hyperloop”, disse Markus Seidel, chefe do BMW Technology Office China.
Fonte - Revista Amazônia  29/11/2017

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Ponte sobre Rio São Francisco será construída e BA-052 vai passar por recuperação

Infraestrutura  🚧

A ponte sob o Rio São Francisco vai ligar a BA-160 a BA-161, de Xique-Xique a Barra, e terá um quilômetro de extensão. O equipamento vai otimizar o tempo de viagem, além de tornar a travessia mais segura para quem se desloca de uma cidade para a outra. Hoje o transporte é feito por meio de balsas.

Da Redação
foto -  Ulgo Oliveira/Seinfra
Registro feito em 2012
A recuperação da BA-052, mais conhecida como a Estrada do Feijão, será feita a partir de uma Parceria Público-Privada (PPP). A construção da ponte sobre o Rio São Francisco também integra o projeto e as informações sobre as obras estão disponíveis para consulta pública no site da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). No endereço: www.infraestrutura.ba.gov.br qualquer setor da sociedade pode realizar questionamentos sobre o assunto.
A ponte sob o Rio São Francisco vai ligar a BA-160 a BA-161, de Xique-Xique a Barra, e terá um quilômetro de extensão. O equipamento vai otimizar o tempo de viagem, além de tornar a travessia mais segura para quem se desloca de uma cidade para a outra. Hoje o transporte é feito por meio de balsas.
Também faz parte do projeto a recuperação dos 463 km da Estrada do Feijão, que liga Feira de Santana a Xique-Xique e mais de 80 km da BA-160 de Xique-Xique até a travessia para Barra também vão receber as intervenções. O investimento total aproximado é de R$ 965 milhões ao longo de 20 anos de concessão. Mais de 2,7 milhões de habitantes de mais de 100 municípios serão beneficiados com os serviços realizados na região.
A consulta pública é a etapa inicial para o processo de recuperação do trecho. A previsão é que a licitação tenha início em março de 2018. "Serão realizadas duas audiências públicas, uma em Barra e outra em Salvador, para finalizarmos o edital de licitação na modalidade leilão. A obra trará mais desenvolvimento para a região que é de grande importância para a economia do estado", explica o secretário de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti.

Mais obras
Outros 1600 km de estradas também vão passar por recuperação com investimento de mais de 400 milhões de reais do Banco Mundial. Os contratos já foram assinados e a previsão é de que os serviços sejam iniciados no primeiro trimestre de 2018. Vão passar por obras a BA-210, de Paulo Afonso a Juazeiro, em 373,24 km; as BAs 161 e 172, da BR-242 a Barra e de Santa Maria da Vitória a BR-242 (Javi), em 358,69 km. Também serão feitas intervenções de Brumado a Livramento, em 243,85 km, e de Livramento a BR-242, em 306 km. Além disso, 405 km da região oeste vão receber serviços de recuperação no Anel da Soja e de Formosa do Rio Preto a Roda Velha.
Com informações da Seinfra BA  29/11/2017

Brasil precisa adotar "ônibus limpo". É premente, dizem especialistas

Ônibus  🚌

A tecnologia Euro VI já está disponível no Brasil, inclusive com motores a biogás, mas enquanto as autoridades desconversam, continuamos a respirar os gases e o material particulado que sai dessas máquinas barulhentas. Apesar disso, diz Álvares, milhares de veículos com a tecnologia Euro V (uma sucata tecnológica) continuam sendo despejados no mercado brasileiro pelas montadoras com a silenciosa complacência das autoridades locais.

Mobilize Brasil
Autor - Marcos de Sousa
Ônibus Euro VI a gás: made in Brasil para uso no México
creditos/Scania méxico
Representantes do International Council on Clean Transportation (ICCT) de passagem pelo Brasil fizeram ontem (28) uma apresentação histórica na reunião mensal do Comitê do Clima do Município de São Paulo sobre a necessidade premente de adoção imediata no Brasil da tecnologia Euro VI (com filtro de partículas), em especial, nos ônibus urbanos nas grandes cidades poluídas no país.
O novo padrão, em uso na Europa desde 2012 e obrigatório desde 2014, deve substituir o Euro V (Fase P7 do Proconve), "uma sucata tecnológica que não funciona como deveria nas ruas, mas somente nos testes de certificação em laboratório do Proconve para obtenção da licença de comercialização", diz o especialista Olímpio Álvares, que esteve no encontro com Meirad Signer e Ray Minjares. Apesar disso, diz Álvares, milhares de veículos com a tecnologia Euro V continuam sendo despejados no mercado brasileiro pelas montadoras com a silenciosa complacência das autoridades locais.
Na semana passada, dia 21 de novembro, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou a Deliberação 25/2017, que “recomenda aos órgãos competentes dos municípios e do Estado que, a partir de janeiro de 2018, em todos os processos licitatórios para aquisição de novos ônibus urbanos a diesel, a licitação inclua um requisito específico que exija a utilização da classe Euro VI.”Há cerca de dois meses, o Comitê do Clima de São Paulo já havia feito uma recomendação semelhante ao prefeito.
A tecnologia Euro VI já está disponível no Brasil, inclusive com motores a biogás, mas enquanto as autoridades desconversam, continuamos a respirar os gases e o material particulado que sai dessas máquinas barulhentas. As previsões atuais indicam que apenas em 2022 o país adotará esse padrão para caminhões e ônibus.
Fonte - Mobilize  29/11/2017

Consulta pública eletrônica sobre PPP do Metrofor será aberta dia 7 de dezembro

Transportes sobre trilhos  🚇

O escopo do projeto inclui concessão da Linha Sul, Ramal Parangaba-Mucuripe e VLTs de Sobral e Cariri. Na última semana, o Conselho Gestor da PPP (CGPPP), formado por Seplag, Seinfra, Sefaz, PGE e Casa Civil, autorizou a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos a realizar as etapas necessárias para a publicação do PMI.

Metrofor
foto -  Tiago Stille/Governo do Ceará
Será aberta no próximo dia 7 de dezembro a consulta pública eletrônica sobre o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) da Parceria Público Privada (PPP) do Metrofor. O escopo do projeto inclui concessão da Linha Sul, Ramal Parangaba-Mucuripe e VLTs de Sobral e Cariri. Na última semana, o Conselho Gestor da PPP (CGPPP), formado por Seplag, Seinfra, Sefaz, PGE e Casa Civil, autorizou a Cia Cearense de Transportes Metropolitanos a realizar as etapas necessárias para a publicação do PMI.
Marcando a abertura do prazo da consulta pública, será realizada - também no dia 7 - uma exposição sobre o assunto, aberta a todos os interessados, na qual serão apresentadas as caracatrísticas gerais do PMI e a minuta do Termo de Referência que subsidiará os interessados autorizados a desenvolver os estudos da PPP. A exposição será realizada de 9h às 11h30, no auditório da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra).
A consulta pública eletrônica ficará aberta até o dia 22 de dezembro, por meio do site do Metrofor (metrofor.ce.gov. br) e do e-mail ppp1@metrofor.ce.gov.br. No site, pessoas físicas e jurídicas terão acesso aos documentos relativos ao PMI, para análise. Comentários e sugestões poderão ser enviados para o endereço de e-mail da consulta pública. A Cia Cearense de Transportes Metropolitanos vai analisar as mensagens recebidas e os conteúdos acatados serão disponibilizados no site da empresa.
No mês passado, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-CE) concluiu a análise da minuta do edital, através de controle prévio provocado pela Cia Cearense de Transportes Metropolitanos, em articulação com a Seplag. Ao fim da análise, o TCE-CE fez recomendações que serão integralmente implementadas pela Cia.
O PMI é um chamamento oficial destinado às empresas interessadas em elaborar estudos para embasar a PPP do Metrô de Fortaleza. Por meio do PMI, as empresas autorizadas fornecerão estudos que servirão de base para a PPP, garantindo que o certame esteja dentro dos interesses do atendimento ao público do transporte metroviário de passageiros.

Saiba mais
A Linha Sul possui 24.1 km de extensão, 19 estações em operação, uma em construção e interliga três cidades na Região Metropolitana de Fortaleza (Maracanaú, Pacatuba e Fortaleza). Já o Ramal Parangaba-Mucuripe encontra-se em fase de implantação. No total, este ramal terá 13,4 Km de extensão e 12 estações. Uma parte de 5 km e quatro estações já está em operação assistida, desde o mês de julho, transportando passageiros gratuitamente. No Cariri, o VLT possui 9 estações em 13,6 km de extensão. No VLT de Sobral, são duas linhas que totalizam 12 estações e 13,9 km de via férrea.

Audiência sobre PPP do Metrofor
Data: 7/12/2017 - Hora: 9h às 11h
Local: Seinfra - Av. Ministro José Américo, S/N - Cambeba
Com informações da Metrofor  29/11/2017

Fórum denuncia genocídio de negros brasileiros a conselho da ONU

Direitos Humanos  👐

A denúncia foi formalizada em 22 de agosto e divulgada hoje (29), no aniversário de um ano do fórum, que reúne movimentos em defesa da igualdade racial, como a Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa).

Vinícius Lisboa
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
A alta taxa de homicídios de jovens negros levou o Fórum Permanente pela Igualdade Racial (Fopir) a protocolar denúncia contra o Estado brasileiro em relatorias do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
A denúncia foi formalizada em 22 de agosto e divulgada hoje (29), no aniversário de um ano do fórum, que reúne movimentos em defesa da igualdade racial, como a Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e o Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Gemaa).
A denúncia tem como principal base o relatório final da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Assassinato de Jovens, do Senado, finalizado em 2016. Na página 145, o documento afirma, em sua conclusão, que a comissão, desde o início, "se deparou com uma realidade cruel e inegável: o Estado brasileiro, direta ou indiretamente, provoca o genocídio da população jovem e negra".
A expressão genocídio aparece já no capítulo 1 do relatório, cujo título é O genocídio da população negra. "É a que melhor se adequa à descrição da atual realidade em nosso país com relação ao assassinato dos jovens negros", diz o texto.
Advogado do fórum, Daniel Teixeira argumenta que o Estado assumiu a existência do genocídio ao produzir o documento. "Textualmente, o Estado Brasileiro, por meio de uma de suas casas legislativas, reconhece que há um genocídio em curso contra os jovens negros", disse. "É tão naturalizada essa situação dos jovens negros, que é um dos únicos casos na história em que o próprio país a assume".
Consta ainda no relatório da CPI que um jovem negro é assassinado no Brasil a cada 23 minutos, e que, entre as vítimas de homicídio no país, 53% são jovens, 77% são negros e 93% são do sexo masculino.
A denúncia foi apresentada a diferentes relatorias do conselho: a de afrodescendentes, a de racismo, a de questões de minorias e a de execuções sumárias, arbitrárias e extrajudiciais. O texto será avaliado pelas relatorias, que podem pedir esclarecimentos e fazer vistorias no país, além de emitir um posicionamento formal na próxima sessão do Conselho de Direitos Humanos, em março.
A intenção do fórum é gerar pressão internacional para a implementação de políticas que enfrentem o problema, como as que foram recomendadas pelo relatório.
Para Hélio Santos, do Instituto Baobá, uma das entidades integrantes do fórum, só foi possível encerrar a segregação racial na África do Sul com pressão estrangeira.
"Acreditamos que haverá, como na África do Sul, o reconhecimento de um absurdo. Entre os 10 mais ricos, o Brasil é o único de maioria negra. É uma situação avassaladora. A palavra genocida também cabe se pensarmos no impacto demográfico: são 23 mil homens [assassinados por ano], com idade entre 12 e 29 anos. Homens que ainda não procriaram. Durante 10 anos, são menos 230 mil pessoas".
A denúncia endossa as recomendações da CPI no Senado e também traz proposições próprias, como a formulação de um Plano Emergencial de Políticas para a Juventude Negra e uma CPI da Segurança Pública.
A coordenadora Executiva do Instituto Odara, Valdecir Nascimento, defendeu que é preciso cobrar a responsabilidade do estado, mas também é necessário discutir a falta de sensibilidade da sociedade e da mídia em relação às mortes.
"Precisamos de novas formas de comunicar e implodir o imaginário que a mídia criou sobre a população negra brasileira. Não basta colocar negros na TV se você não implodir esse imaginário racista", disse a coordenadora. Ela criticou a associação constante de periferias e favelas à criminalidade.
"A mídia não consegue enxergar as riquezas dessas comunidades. Ela tem um olhar cotidiano de desqualificação".
Divulgado neste ano pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Atlas da Violência mapeou que, entre 2005 e 2015, a taxa de homicídios entre negros subiu 18,2%, enquanto a de não negros caiu 12,2%.
Com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Ministério da Saúde, o estudo mostrou que a taxa de homicídios da população negra em 2015 foi quase 2,5 vezes maior que a da população não negra.
Fonte - Agência Brasil  29/11/2017