quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Crise faz despencar publicidade no Metrô de SP ao pior nível em 6 anos

Economia

Na comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve queda de 10% nas receitas dessa área. A redução na receita publicitária ocorre em mau momento para a companhia. Já prejudicada pela queda de passageiros pagantes neste ano, em que espera receita de R$ 60 milhões a menos do que em 2015, a empresa pode ver o quadro se agravar.

Folha de São Paulo
foto - ilustração/arquivo
A receita obtida pelo Metrô com a exploração de publicidade no primeiro semestre deste ano foi duramente impactada pela crise econômica e chegou ao nível mais baixo dos últimos seis anos.
De acordo com dados obtidos pela Folha via Lei de Acesso à Informação, os R$ 14,5 milhões arrecadados de janeiro a junho deste ano só ficam aquém dos R$ 12,8 milhões angariados com publicidade nos primeiros seis meses de 2010. Em todos os semestres seguintes os valores sempre superaram o patamar de R$ 16 milhões.
Na comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve queda de 10% nas receitas dessa área. A redução na receita publicitária ocorre em mau momento para a companhia. Já prejudicada pela queda de passageiros pagantes neste ano, em que espera receita de R$ 60 milhões a menos do que em 2015, a empresa pode ver o quadro se agravar.
O prefeito eleito João Doria (PSDB) promete manter congelada a tarifa dos ônibus na cidade, enquanto a companhia avalia ser necessário o reajuste de suas tarifas. A diferença de preços pode espantar ainda mais usuários.
Outro fator que impacta as contas do Metrô é o aumento de beneficiários de gratuidades e descontos, tais como estudantes, idosos e deficientes. Aquilo que a empresa deixa de arrecadar com essas gratuidades deve ser reembolsado pelo governo do Estado. No ano passado, contudo, a gestão Alckmin (PSDB) deixou de repassar R$ 66 milhões dos R$ 330 milhões orçados para tais gastos.
Além disso, por falta de moedas para o troco, a companhia tem sido forçada neste ano a dar descontos nas passagens de R$ 3,80 compradas em dinheiro nos guichês –o que já a levou a perdas de R$ 6 milhões.
Diante desse contexto, alavancar outras fontes de receita seria medida fundamental para o caixa da empresa e também para garantir o atendimento aos mais de 4,7 milhões de passageiros diários.
Com menos recursos, o Metrô corta custos de operação, o que prejudica a manutenção de trens e a qualidade do serviço. Os investimentos na expansão da rede não são afetados, pois as obras são pagas pelo governo.
Raquel Verdenacci, gerente de novos negócios da empresa, reconhece que a publicidade tem sido o setor mais afetado pela crise, mas pondera que há oportunidades. "Consideramos o espaço do metrô como o último mobiliário urbano da cidade, pois já foram feitas licitações para os relógios e pontos de ônibus municipais."
Verdenacci diz ainda que a companhia pensa em alterar seu modelo de negócio para essa área. Em vez de vender cada espaço de forma individual, em negociações caso a caso, o Metrô estuda promover uma licitação e conceder, em troca de um valor fixo, o direito de exploração integral da publicidade a uma só empresa, que centralizaria a negociação de contratos.
Além disso, a gerente de novos negócios avalia que a empresa precisa entrar no mundo da publicidade digital. Atualmente, o modelo da companhia é voltado a material estático. "Poderíamos ter painéis digitais nas estações, por exemplo." Esse tipo de publicidade já é explorado com sucesso pela concessionária da linha 4-amarela.
Em nota, o Metrô afirma que "a crise econômica do país afetou não somente os setores produtivos e a indústria, mas também a prestação de serviços e os investimentos em publicidade em geral no último ano".
Para enfrentar esse problema, a companhia esclarece que "revisou contratos e estruturou novas licitações" e ressalta que já se nota ligeira reação positiva no segundo semestre do ano.
Fonte- Revista Ferroviária  10/11/2026

PF investiga suspeitas de fraude em licitações do BRT de Palmas

Notícias

A chamada Operação Nosotros investiga suposta fraude no processo de licitação para construção do sistema de transporte BRT da capital do Tocantins - obra orçada em R$ 260 milhões.

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O escritório do ex-governador do Paraná e ex-prefeito de Curitiba (PR), Jaime Lerner, e a casa do prefeito de Palmas (TO), Carlos Amastha (PSB), foram alvos de uma operação deflagrada hoje (10), pela Polícia Federal (PF), em três estados (Tocantins, Paraná e Santa Catarina). A chamada Operação Nosotros investiga suposta fraude no processo de licitação para construção do sistema de transporte BRT da capital do Tocantins - obra orçada em R$ 260 milhões.
Doze mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para prestar depoimento e liberada em seguida) e doze de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça.
No escritório de Lerner foram apreendidos documentos relativos a projetos executados pela equipe de arquitetos em Palmas. Em nota, o Instituto Jaime Lerner informou que não teve ou tem qualquer relação com a implantação do BRT. “O único trabalho realizado na cidade foi para o setor privado. Trata-se de uma ocupação futura para a área de expansão urbana, na região sudoeste da cidade, contratado por três empresas privadas”. O instituto garante que os documentos levados pelos policiais federais foram entregues pela própria equipe “para que se comprovem os fatos citados”.
Já o prefeito reeleito de Palmas, Carlos Amastha, foi conduzido para depor. Suspeito de participação na fraude à licitação, ele usou sua conta no Twitter para se defender. “Juro solenemente, pela vida dos meus seres queridos, que nunca procurei nenhum benefício pessoal nas desapropriações e cobrança de IPTU. Se encontrarem qualquer evidência contrária às minhas afirmações, não tomarei posse para o segundo mandato. Não entrei na política para roubar”.
A PF também conduziu para prestar depoimento membros da equipe de governo de Amastha, além de servidores públicos municipais e donos de imobiliárias.
De acordo com a PF, o esquema envolvia a desapropriação irregular de terrenos para a implantação do BRT. De posse de informações privilegiadas, grupos imobiliários aliciavam agentes públicos para que pressionassem os donos dessas propriedades a cederem, gratuitamente, parte dos terrenos para pessoas ligadas ao esquema. Uma das formas de coação ocorria pela cobrança de altos valores de IPTU. A implantação do sistema BRT valorizaria os imóveis que o grupo tivesse posse após a obra.
Fonte - Agência Brasil  10/11/2016

Vitória (ES) substituírá projeto de BRT por ciclovias e corredores de ônibus

Mobilidade

Em vez do BRT (Bus Rapid Transit), os recursos já aprovados deverão ser alocados para a construção de corredores exclusivos de ônibus e de estruturas cicloviárias integradas à rede de transporte. 

Folha Vitória 
foto - ilustração
Projeto do governo do ES, aprovado ontem (9) pela Assembleia Legislativa, altera o Programa de Investimentos em Mobilidade Urbana da região metropolitana de Vitória. Em vez do BRT (Bus Rapid Transit), os recursos já aprovados deverão ser alocados para a construção de corredores exclusivos de ônibus e de estruturas cicloviárias integradas à rede de transporte.
Em 2010, quando o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), propôs implantar o sistema de BRT, a justificativa era de que o sistema configurava a melhor proposta para melhorar a mobilidade na Grande Vitória.
Todavia agora, alegando o alto custo do empreendimento, o executivo propõe utilizar o recurso do projeto (R$ 530,4 milhões) em soluções menos onerosas, como a instalação de faixas preferenciais para ônibus e intervenções para incentivar o uso da bicicleta.
O governo cita o alto custo do investimento e a crise econômica para justificar a reprogramação dos recursos. “Os recursos contratados não são suficientes para implantar o BRT, em razão do alto custo do investimento e da conjuntura financeira e econômica atual”, registra o texto aprovado ontem.
A matéria foi aprovada em reunião conjunta das comissões de Justiça, Mobilidade Urbana e Finanças. Em seguida, a proposição foi aprovada também pelo Plenário.
No Brasil, o BRT está presente em cidades como Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Recife (PE) e São Paulo (SP).
Fonte - Mobilize  10/11/2016

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Museu de Arte Moderna lança projeto MAMcestralidade em celebração ao Mês da Consciência Negra

Arte&Cultura

Nesta quinta-feira (10), às 18h, na Galeria 3, será lançado o projeto MAMcestralidade.Até o dia 30 de novembro, uma série de atividades gratuitas será oferecida nos diversos espaços do museu. Entre as atrações estão shows musicais como Lazzo Matumbi, palestras, oficinas, mesas redondas, saraus, dentre outras ações.

Da Redação
foto - divulgação
Em ação inédita, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) comemora o Mês da Consciência Negra dedicando uma vasta programação à temática. Nesta quinta-feira (10), às 18h, na Galeria 3, será lançado o projeto MAMcestralidade com a abertura da exposição ‘Caminhos’ do artista plástico Roddolfo Carvalho. Até o dia 30 de novembro, uma série de atividades gratuitas será oferecida nos diversos espaços do museu. Entre as atrações estão shows musicais como Lazzo Matumbi, palestras, oficinas, mesas redondas, saraus, dentre outras ações.
“O MAM é um dos Museus do Ipac [Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia] que tem maior visibilidade e mais visitação por ser um complexo arquitetônico-histórico singular tombado como Patrimônio do Brasil e um ponto turístico de interesse internacional necessitando, portanto, manter programações artísticas como o MAMcestralidade”, afirmou o diretor geral do Instituto, João Carlos de Oliveira.
Ainda de acordo com João Carlos, o museu não deve ser apenas local expositivo, mas também de dinamização de acervo, ações educativas permanentes e de ocupação artística. “O MAM também já promove cursos, palestras, seminários, diálogo com as mais diversas linguagens artísticas e tecnológicas e, principalmente, com a sociedade local”, completou.
“Os museus são compreendidos como dispositivos estratégicos de aprimoramento dos processos democráticos, de inclusão sociocultural, de educação e de desenvolvimento local. Nesse sentido, o Museu de Arte Moderna da Bahia, através do projeto MAMcestralidade, pretende colaborar para a expansão cultural da população, promovendo o acesso igualitário aos bens culturais preservados, o fortalecimento da cultura cidadã e valorizando a pluralidade cultural, social, étnica e religiosa”, explicou a diretora do MAM, Ana Liberato.
A proposta é promover encontros ressignificando elementos estéticos, de saúde, música, religiosidade e culinária, entre outras características culturais africanas. “É sempre uma ótima oportunidade falar sobre empoderamento, debater questões raciais e discutir formas de combater todas as formas de discriminação. Essa iniciativa do museu é mais que acertada, pois reforça que celebrar o Novembro Negro deve ser um compromisso de todas as pessoas”, declarou Maíra Azevedo, jornalista e youtuber.
“Para nós, é significativo participar de programações de valoração da identidade negra, mostrando que a estética está além da aparência. É um ato político e de representatividade, trazendo a autoestima como uma arma poderosa no combate às discriminações e segregações diárias”, reflete Fernanda Borges, integrante do Grupo ‘Cacheadas e Crespas de Salvador’.

Mês da consciência negra
O dia 20 de Novembro foi escolhido como uma homenagem a Zumbi dos Palmares, que morreu nesta data, em 1695, lutando pela liberdade do seu povo no Brasil. O objetivo é ampliar a reflexão sobre a introdução dos negros na sociedade brasileira. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, foi um personagem que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no período do Brasil Colonial, onde os escravos começaram a ser introduzidos por volta de 1594.
Preservar a ancestralidade e cultura africana é um dos pilares de luta e resistência do povo negro, que tem Zumbi dos Palmares como um dos principais líderes desse movimento no Brasil. O mês da Consciência Negra tem o intuito de não deixar morrer essa história, vindo lembrar que apesar de toda legislação vigente no nosso país em pleno século XXI, ainda é possível presenciar casos de racismo, preconceito e intolerância religiosa.
Com informações da Secom Ba   09/11/2016

Servidores, TJ e MP protestam contra pacote de corte de gastos do governo do Rio

Política

Mais um dia de protesto de servidores estaduais no Rio de Janeiro. Servidores da Segurança Pública do Rio realizam nesta terça-feira (8) uma grande manifestação em frente à Assembleia Legislativa (Alerj) contra o pacote de medidas do governo do estado para conter os gastos e a crise financeira no Estado.

Sputnik
Tomaz Silva - Agência Brasil
Mais cedo os servidores se deslocaram em passeata pelas principais vias do Centro do Rio, como as Avenidas Presidente Vargas e Rio Branco até chegar à Alerj, interditando o trânsito na região e causando um nó no deslocamento de veículos.
No início da tarde, Alguns manifestantes conseguiram arrancaram os tapumes que estão em volta do Palácio Tiradentes, causando correria e alguns servidores que protestavam nas escadarias conseguiram ter acesso ao plenário da assembléia. Alguns manifestantes chegaram a subir na mesa da presidência da Casa. Chamando as medidas de 'Pacote de Maldades', os trabalhadores reclamam da suspensão no reajuste salarial que já tinha sido concedido, o aumento da contribuição dos aposentados, o desconto de 30% dos vencimentos de inativos para garantir o caixa da Previdência do Rio, o corte de gratificações pagas aos servidores comissionados, a extinção de secretárias e outros órgãos públicos e o fim de programas sociais, como o Aluguel Social e o Renda Melhor. Os servidores da Segurança Pública já vinham reivindicando melhores condições de trabalho e o anúncio do pacote de medidas do estado, que vai mexer com o bolso dos trabalhadores agravou a situação. Nas delegacias do Rio, por exemplo, falta material de limpeza e até papel para imprimir os boletins de ocorrências. Moradores de vários bairros tem realizado doações para as delegacias em solidariedade aos policiais. A categoria critica não ser justo que os servidores públicos paguem pelo rombo deixado pelo governo nos cofres do Estado.
O Governador Luiz Fernando Pezão, já disse que não há um plano B para enfrentar a crise no Rio, caso o pacote de medidas não seja aprovado.
Milhares de servidores públicos, aposentadores e pensionistas lotam as escadarias da Assembleia Legislativa. Enquanto isso, desde ontem (7), os deputados já começaram a discutir e analisar os 22 projetos de lei propostos pelo governo do Rio, com medidas impopulares, que precisam da aprovação na Assembleia para serem implementados. O Tribunal de Justiça e o Ministério Público também estão criticando o pacote de ajuste do governo do Rio. Os servidores da justiça em greve desde o dia 26 de outubro, e representantes do movimento unificado de servidores também protestaram nesta segunda-feira (7) em frente a Assembleia Legislativa, contra as medidas de aumento de contribuição previdenciária enviadas à Alerj. Para o Presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho as medidas não vão resolver os problemas econômicos do estado, e ainda são ações inconstitucionais, que paralisam as atividades do Poder Judiciário. "Ainda que seja necessária a adoção de medidas emergenciais, não há como se aceitar que as propostas possam ferir princípios constitucionais que são a base do Estado Democrático de Direito. E o Poder Executivo tem que fazer o dever de casa, ao contrário, houve a manutenção de despesas expressivas, com propaganda, isenções fiscais e nomeação de cargos em comissão e de gastos elevados em obras olímpicas." O procurador-geral Marfan Martins Ferreira, chefe do Ministério Público do Rio, também classifica o pacote do Poder Executivo como inconstitucional. "As medidas, se aprovadas, produzirão penosos e imediatos efeitos sobre a população em geral, especialmente sobre os servidores do funcionalismo público estadual. Não há como aquiescer com o confisco, ou o apoderamento de parte da remuneração de agentes públicos mediante exponencial aumento de contribuições sociais ou extinção de benefícios estatutários. Isso enfraquece o próprio serviço público, gerando reflexos imediatos nos direitos assegurados à população." O diretor do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário, Alzimar Andrade, criticou o fato do servidor e a população estarem pagando a conta do governo deixada pelas isenções fiscais concedidas a empresas no Rio. "O pacote de um governo que pretende aumentar a Previdência, com cota extra, reduzir pagamento de servidores, punir a população com programas sociais sendo extintos, e não tem nada do governo pagar a conta? É só servidor e população. A categoria então ficou mais revoltada e continua a greve por esse motivo agora também, até que caia esse pacote do governo." O secretário de Fazenda do estado, Gustavo Barbosa, justifica que apesar de duras, as medidas do governo são justas e necessárias para poder contornar a alta dívida do sistema previdenciário. "Esse sistema previdenciário tem um custo muito grande. Tem regras de aposentadoria que beneficiam a elegibilidade num curto prazo. Com 50 e poucos anos de idade, já pode aposentar com salário integral. Agora, acho que, com essas ações, a gente pode enxergar um futuro que, lá na frente, vai ter equilíbrio fiscal, vai ter serviços prestados de forma adequada, salários pagos em dia." A Justiça do Rio concedeu liminar que proíbe novas isenções fiscais a empresas com sede no estado. A ação pede ainda a reavaliação das atuais isenções fiscais dadas pelo governo.
Fonte - Sputnik  08/11/2016

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Empresas estariam interessadas em tocar obras do VLT de Cuiabá

Transportes sobre trilhos

“Principal obstáculo para o VLT, todos sabem, é a falta de recurso financeiro. A Secretaria de Cidades está analisando propostas de Parcerias Público-Privadas. Existem grupos empresariais procurando o Governo para fazer essa PPP. Isso está em análise para que possamos achar uma saída e apresentar para o juiz”, disse Taques.

Renato Lobo - VT
foto-ilustração/arquivo
Empresas privadas estariam interessadas em Parcerias Público-Privadas (PPPs) para a conclusão das obras do Veículo Leve Sobre Trilhos de Cuiabá. Quem diz isso é o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.
“Principal obstáculo para o VLT, todos sabem, é a falta de recurso financeiro. A Secretaria de Cidades está analisando propostas de Parcerias Público-Privadas. Existem grupos empresariais procurando o Governo para fazer essa PPP. Isso está em análise para que possamos achar uma saída e apresentar para o juiz”, disse Taques.
O prosseguimento das obras, no entanto, foi parar na Justiça Federal. O ministério ainda sinaliza não realizar acordo com o consórcio responsável pela construção.

Entrega em 2018

Declarações do governador Pedro Taques (PSDB) da conta de que o prefeito eleito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), entregará a obra em 2018. “Falamos sobre o VLT e ele disse que vai retomar e vai concluir as obras até a Avenida XV de Novembro. Ele espera que isso ocorra no prazo máximo até 2018. Isso me deixou muito feliz porque tenho o VLT como a mola propulsora do desenvolvimento urbano da Capital, não só do transporte coletivo”, disse o governador.
Fonte - ViaTrolebus  08/11/2016

No Rio, servidores estaduais fazem protesto contra pacote de medidas do governo

Política

O pacote inclui 22 projetos de lei já publicados no Diário Oficial. Um dos principais pontos é o aumento da contribuição previdenciária. Além desse aumento, a proposta do governo é que todos os servidores, incluindo aposentados e pensionistas que ganham menos de R$ 5.189, atualmente isentos da taxa, tenham um desconto previdenciário extra por 16 meses.

Da Agência Brasil
Tomaz Silva/Agência Brasil
Servidores estaduais de diversas categorias fizeram manifestação em frente à Assembleia Legislativa (Alerj) na manhã de hoje (8). Eles protestaram contra o pacote de medidas anunciado pelo governador Luiz Fernando Pezão para enfrentar a crise financeira do estado e que deve começar a ser votado na Alerj no próximo dia 16.
O pacote inclui 22 projetos de lei já publicados no Diário Oficial. Um dos principais pontos é o aumento da contribuição previdenciária. Além desse aumento, a proposta do governo é que todos os servidores, incluindo aposentados e pensionistas que ganham menos de R$ 5.189, atualmente isentos da taxa, tenham um desconto previdenciário extra por 16 meses.
O policial militar Josué Divago disse que o protesto é para que os servidores tenham seus direitos respeitados, assim como o posicionamento em geral da classe contra o pacote de medidas do Estado. Divago lembrou que o aspecto psicológico, já pesado, que os militares enfrentam em seu dia de trabalho soma-se agora com a preocupação pelo futuro das próprias famílias.
“Estamos exigindo que nossos direitos sejam respeitados. Do jeito que está, não tem nenhuma condição de continuar. Nós já vivemos em uma tensão constante que é não saber se voltaremos para casa no fim do expediente e agora, além de não recebermos, seremos descontados no pouco que ganhamos. E quando ganhamos, há de se ressaltar. Um bom pacote seria a redução dos salários dos políticos que estão lá na Alerj e até do próprio Pezão. Por que não?”, indagou.
A aposentada da área de saúde do estado, Maria das Graças, se mostrou indignada com o que ela chamou de “pagar o pato” por conta de uma má administração do governo estadual. Maria disse que, com os descontos em seu salário, ficará impossível cuidar da própria saúde, setor em que ela trabalhou por mais de 20 anos.
“Eu recebo R$ 900 de aposentadoria e serei descontada em R$ 300. Como viver com R$ 600? Será que o Pezão viveria com isso? Essa quantia não dá conta de, por exemplo, arcar com meu plano de saúde. Isso me entristece demais, pois passei grande parte da minha vida trabalhando em prol dessa área e agora eu tenho que recorrer aos planos privados, já que o Estado está sucateado e nos sucateando”, lamentou.
Em nota divulgada ontem (7), o procurador-geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, disse que as medidas, caso aprovadas, poderão produzir efeitos penosos e imediatos sobre a população em geral e não apenas sobre o funcionalismo público estadual. Já a assessoria de imprensa do Governo do Estado disse que não irá se posicionar diante desta nova manifestação e das acusações realizadas durante a mesma.
Fonte - Agência  Brasil  08/11/2016

Nem capitulação, nem aventura!

Ponto de Vista

Como forma de protesto contra a PEC 241 (agora PEC 55 no Senado) e contra a medida provisória sobre o ensino médio, acontecem de maneira espontânea ocupações de escolas públicas, com grande concentração dos eventos no Paraná.

João Guilherme Vargas Netto - Portogente
foto - ilustração
Um dos resultados da derrota sofrida pelos trabalhadores que amargam a recessão e uma investida sem precedentes contra seus direitos e conquistas, é o aparecimento e circulação de ideias e de práticas de resistência (mais ideias que práticas) que não contribuem para o esforço comum e que, pelo contrário, o desorientam.
Refiro-me especialmente às comparações indevidas entre a dinâmica do movimento sindical e as dinâmicas de outros movimentos sociais, como o dos estudantes secundaristas em muitas escolas públicas.
Como forma de protesto contra a PEC 241 (agora PEC 55 no Senado) e contra a medida provisória sobre o ensino médio, acontecem de maneira espontânea ocupações de escolas públicas, com grande concentração dos eventos no Paraná. Depois do êxito da mesma forma de luta em São Paulo contra mudanças pretendidas pelo governo estadual no ensino secundário, as ocupações atuais carregam uma marca forte de contestação e estimulam debates acalorados nas redes sociais de comunicação e em algumas das escolas ocupadas, mas não têm, longe disto, a força capaz de contrariar, seja a aprovação senatorial da PEC, seja o encaminhamento parlamentar intempestivo das modificações curriculares. É a resistência de uma juventude estudantil que quer ser ouvida e não tem encontrado eco duradouro na grande imprensa, nem no mundo político-partidário e sente-se quase perdida em seu esvaziado ambiente escolar; é um 2013 localizado.
Muito diferente desta é a situação dos trabalhadores e do movimento sindical, acossados pela recessão e pelos ataques conjugados contra seus interesses. A base dos trabalhadores está apreensiva e nada leva a se prever, de imediato, ações de massa retumbantes.
A cúpula sindical deve persistir no seu esforço unitário de resistência, compreender as limitações objetivas de suas manifestações, que têm características próprias e empreender, a curto e médio prazo, ações que, com inteligência, tragam para a primeira linha de resistência a massa dos trabalhadores, sem capitulação nem aventura.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente  08/11/2016

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

São Luis - Ruas e Becos

Turismo

Centro histórico de São Luis (MA),a história da cidade escrita nas ruas estreitas,na arquitetura secular,nas faixadas coloridas ou cobertas com  azulejos  centenários.








































































































Pregopontocom  07/11/2016

Telefonia celular registra queda de 1 milhão de linhas em setembro

Telefonia móvel

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número representa uma queda de mais de 1 milhão de linhas em comparação ao mês anterior. Em relação a setembro de 2015, a redução no número de linhas chegou a 9%.

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
No mês de setembro, foram registradas 251.028.412 linhas de telefones móveis em operação no país. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número representa uma queda de mais de 1 milhão de linhas em comparação ao mês anterior. Em relação a setembro de 2015, a redução no número de linhas chegou a 9%.
Em setembro, os acessos pré-pagos totalizavam 174,46 milhões (69,5% do total) e os pós-pagos 76,57 milhões (30,5%). Em todo o país, foi registrada em setembro uma média de 121,79 linhas ativas para cada 100 habitantes. A maior teledensidade está no Distrito Federal, onde há 182,39 linhas para cada 100 habitantes.
Fonte - Agência Brasil  07/11/2016

Integração entre metrô e ônibus ganha 24 novas linhas municipais

Mobilidade

A integração metrô-ônibus ocorre apenas nas linhas municipais que têm o símbolo “Integração Metrô” e mediante uso de cartões recarregáveis emitidos pela CCR Metrô Bahia ou SalvadorCARD, num período de 2 horas. Para integrar metrô e ônibus, não é aceito pagamento em dinheiro.

Da Redação

Desde o último domingo (06/11), o metrô, administrado pela CCR Metrô Bahia, está integrado a mais 24 linhas municipais, que atendem a diversos bairros de Salvador, totalizando quase 200 roteiros de ônibus urbanos nos quais os usuários poderão usar os dois meios de transporte pagando apenas uma tarifa. De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Salvador (Semob), outras 59 linhas serão integradas até o final de novembro, totalizando 83 novas possibilidades de integração.
A integração metrô-ônibus ocorre apenas nas linhas municipais que têm o símbolo “Integração Metrô” e mediante uso de cartões recarregáveis emitidos pela CCR Metrô Bahia ou SalvadorCARD, num período de 2 horas. Para integrar metrô e ônibus, não é aceito pagamento em dinheiro.
A população de Salvador também conta com a interoperabilidade dos cartões do Metrô e SalvadorCARD, o que significa que ambos os cartões recarregáveis comercializados poderão ser usados tanto nas catracas das estações de metrô quanto nos validadores dos ônibus municipais, mediante o débito da tarifa correspondente.
O uso compartilhado dos cartões vale para qualquer ônibus ou estação de metrô, mas o pagamento de tarifa única entre metrô e ônibus só é possível nas linhas integradas, que estarão identificadas com o símbolo vermelho “Integração Metrô” no para-brisa e nas laterais.
A cobrança de uma única tarifa de integração ocorre nas viagens entre ônibus-metrô (OM), entre metrô-ônibus (MO), entre ônibus-metrô-ônibus (OMO) e entre ônibus-ônibus (OO). A integração pode ser feita no período de duas horas, sempre utilizando o cartão do Metrô ou SalvadorCARD para o pagamento da passagem.

Como fazer a integração:
Metrô - Ônibus

O usuário que embarcar em qualquer estação de metrô, passará o Cartão do Metrô ou SalvadorCARD nas catracas de acesso, descontando R$ 3,30, correspondente ao valor da passagem. Ao desembarcar do metrô, ele passará o cartão, o mesmo utilizado para acessar o metrô, no validador de um ônibus integrado, sinalizado com o adesivo vermelho “Integração Metrô”.

Ônibus - metrô
O usuário que embarcar em um ônibus deverá utilizar seu Cartão do Metrô ou SalvadorCARD no validador do ônibus, gerando a cobrança de R$ 3,30, correspondente ao valor da passagem. Ao desembarcar, o usuário deve se dirigir à estação de metrô para embarque, onde passará seu cartão (o mesmo usado no validador do ônibus) nas catracas de acesso. Neste caso, após desembarcar do metrô, o usuário poderá ainda usar o mesmo cartão para pegar um segundo ônibus com o símbolo “Integração Metrô sem tarifa adicional, desde que a viagem seja realizada no intervalo de duas horas contadas a partir do embarque no primeiro.


Novas linhas urbanas integradas a partir de 06/11:
0209 - RIBEIRA(C AREIA) - BARROQUINHA0212 - RIBEIRA-BARROQUINHA0233 - V,BARBOSA - E BROTAS0301 - ALTO DO PERU-BARROQUINHA0303 - BOA V S CAETANO-NAZARE0311 - CAPELINHA-NAZARE0346 - BOM JUA-BXA SAPATEIROS0402 - CAIXA D'AGUA-BARROQUINHA0408 - CURUZU-CONTORNO R21106 - S GONCALO - PITUBA1106 - 01 S GONCALO - PITUBA1118 - S GONCALO-BARROQUINHA1219 - M ESCURA - LAPA1136 - NARANDIBA - H GERAL1139 - NS RESGATE - PITUBA1139 - NS RESGATE - PITUBA0104 - FAZ GARCIA - MACAUBAS0106 - SAÚDE-TORORÓ0418 - PAU MIUDO-BARROQUINHA0424 - STA MONICA-BARROQUINHA0506 - COSME DE FARIAS-BARRA0515 - COSME DE FARIAS- BARROQUINHA0515 - COSME DE FARIAS- BARROQUINHA0516 - LUIS ANSELMO-VALE MATATUCIR

A partir de 13/11
1513 - VALÉRIA-PITUBA1515 - CJ PIRAJÁ 1-RIBEIRA1516 - VALERIA - BARROQUINHA1525 - VALERIA-COMERCIO/C.GRANDE1538 - CJ EST PIRAJÁ - PITUBA1538-01 - CJ EST PIRAJÁ - PITUBA1538-02 - CJ EST PIRAJÁ - PITUBA1208 - TANCREDO NEVES-S JOAQUIM1213 - CONJ ACM-BARROQUINHA1214 - ENGOMADEIRA-BARROQUINHA1216 - MATA ESCURA-BARROQUINHA1221 - SUSSUARANA-BARROQUINHA1228 - JD STO INACIO-BARROQUINHA1232 - N SUSSUARANA/SUSS-S JOAQUIM0519 - BROTAS-FAZ GRANDE DO RETIRO0519-01 - BROTAS-FAZ GRANDE DO RETIRO0519-02 - BROTAS-FAZ GRANDE DO RETIRO0520 - COSME DE FARIAS-VALE DOS RIOS0521 - BROTAS-COMERCIO R10522 - BROTAS-COMERCIO R20524 - LUIS ANSELMO-PITUBA

A partir de 20/11
1622 - ALTO DO CABRITO - PITUBA1644 - BASE NAVAL/S THOME-PITUBA1661 - BASE NAVAL - C GRANDEH001 - MASSARANDUBA-CABH007 - PERIPERI - CABH010 - PIRAJÁ(RV)-TERM CABH012 - CAPELINHA-CABH029 - COS DE FARIAS- CABH036 - MIRANTE PERIPERI - CAB1243 - ARENOSO/CALCADA-COMERCIO1317 - P DA LIMA - BARROQUINHA1321 - S MARCOS - BARROQUINHA1345 - CAST BRANCO-(BXA SAPAT) BARROQUINHA1345-01 - CAST BRANCO-(BXA SAPAT) BARROQUINHA0705 - NORDESTE-BXA DOS SAPATEIROS0706 - NORDESTE-JOANES/LOBATO0710 - STA CRUZ-AQUIDABA0717 - VALE DAS PEDRINHAS-BARROQUINHA0807 - FRANÇA - PITUBA0807-01 - FRANÇA - PITUBA0807-02 - FRANÇA - PITUBA

A partir de 27/11
1346 - EST PIRAJA-ITAPUA1350 - S MARCOS-FRANCA1360 - N BRASILIA - COMERCIO1361 - V LAGOS - comercio1414 - B DA MATA - COMERCIO1417 - AGUAS CLARAS-CAMPO GRANDE1441 - CAJAZ 11-NARANDIBA1448 - FAZ GDE - BARROQUINHA1475 - ÁGUAS CLARAS - PITUBA0901 - BOCA RIO - JOANES/LOBATO1328 - EST PIRAJA/EST MUSSURUNGA1328-01 - EST PIRAJA/EST MUSSURUNGA1328-02 - EST PIRAJA/EST MUSSURUNGA1328-03 - EST PIRAJA/EST MUSSURUNGAH002 - SIEIRO - CABH037 - IAPI/P. MIÚDO/CAIXA D´ÁGUA/CIDADE NOVA - CABH019 - IAPI/CAIXA D´ÁGUA/CIDADE NOVA - CAB

Como adquirir os cartões
Cartão CCR Metrô Bahia
Onde adquirir e recarregar: na bilheteria de qualquer uma das oito estações do metrô e nas máquinas de auto-atendimento da Estação Lapa do metrô.Taxa de emissão: com uma carga a partir de R$ 5,00 o cartão é entregue de graça.
O cartão é emitido ao portador e pode ser cadastrado no Posto de Atendimento da Lapa. Os cartões cadastrados podem ser bloqueados no caso de perda ou roubo e os créditos ressarcidos para um novo cartão.

SalvadorCARD

Onde adquirir: na rede credenciada e nos Postos de Atendimento do SalvadorCARD.

Cartões
Os cartões podem ser recarregados e são indispensáveis para quem deseja realizar viagens integradas pagando apenas uma tarifa.
Eis os cartões habilitados para a integração do metrô com ônibus municipais:
Integração (Metrô) ou Avulso (SalvadorCARD)Estudante (Metrô) ou Meia Passagem Estudantil (SalvadorCARD)Vale-transporte (Metrô e SalvadorCARD)
Esses cartões recarregáveis permitem viagens integradas metrô-ônibus (apenas nos ônibus com símbolo vermelho “Integração Metrô”) e são aceitos no metrô e em todos os ônibus municipais.

Outros cartões da CCR Metrô Bahia
São cartões de uso exclusivo no metrô e não dão direito à integração:
Cartão Unitário – Aceito somente no metrô. Adquirido nas bilheterias das estações no valor de uma tarifa pública do metrô. Dá direito a uma viagem e tem validade de dois dias.
Cartão Gratuidade do metrô – Aceito somente no metrô. Dá direito à viagem gratuita às pessoas com deficiência, comprovadamente carente, previamente cadastrada pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, por meio da Superintendência dos Direitos da Pessoa com Deficiência – SUDEF.
Para idosos acima de 60 anos, o metrô oferece gratuidade mediante apresentação de documento de identificação oficial com foto ao Agente da estação na linha de bloqueio.
Com informações da CCR Metrô Bahia  07/11/2016

ONU sugere mudanças em transportes para economizar até US$ 700 bilhões por ano

Mobilidade

A ONU recomendou num primeiro relatório escrito por uma comissão de 16 notáveis do setor que os países devem começar a mudar seus sistemas de transportes,adotando novos parâmetros que privilegiem mais o planejamento e o investimento em tecnologia e menos em grandes construções.O texto delineia 10 diretrizes que os países devem perseguir até 2030 para assegurar uma melhoria no setor. 

Folha de S. Paulo - Abifer
foto - ilustração/arquivo
Os países devem começar a mudar seus sistemas de transportes, adotando novos parâmetros que privilegiem mais o planejamento e o investimento em tecnologia e menos em grandes construções.
É o que recomendou a ONU num primeiro relatório escrito por uma comissão de 16 notáveis do setor convocada em 2014 para auxiliar o secretário-geral da entidade, Ban Ki Moon. O texto delineia 10 diretrizes que os países devem perseguir até 2030 para assegurar uma melhoria no setor.
Elaborado após quase dois anos de trabalho, o trabalho aponta que deve haver integração entre as políticas de sistema de transporte e de infraestrutura. Também defende que os financiamentos para investimentos devem se basear numa visão "holística da natureza complexa dos investimentos em transportes e suas consequências", considerando que a utilização de tecnologias inovadoras e de combustíveis limpos são um "imperativo".
De acordo com o português José Viegas, presidente do ITF (Internacional Transport Forum), órgão que auxilia a OCDE no setor e que participou do grupo de conselheiros, a atual política de transporte é baseada na tentativa de se fazer investimentos em grandes obras para aumentar a velocidade de deslocamento das pessoas, focando principalmente na motorização e no transporte individual.
Segundo ele, as diretrizes da nova política recomendada pela ONU passam a dar ênfase ao trinômio ASI (Avoid-Shift-Improve, que numa tradução livre seria Evitar, Aumentar e Melhorar) —evitar os deslocamentos não necessários, o aumentar é para o uso mais eficiente de energia e melhorar seria para os atuais meios se tornarem mais eficientes.
Esse trinômio, segundo Viegas, seria para evitar o que se chama de uso desnecessário do transporte com a adoção de novas tecnologias que tornem a utilização dos meios mais racional e menos poluente.
"Transporte é mais que uma ferramenta para ir do ponto A ao B. É uma força para criar sociedades funcionais", disse Viegas por e-mail à Folha.
Uma mudança em relação aos parâmetros atuais poderia reduzir a necessidade de investimentos no setor, estimada pela ITF em US$ 2,1 trilhões/ano no mundo se mantidos os atuais parâmetros, para US$ 1,4 trilhão, gerando uma economia estimada em US$ 700 bilhões ao ano.

Ambiente

O uso mais racional do setor colaboraria também, de acordo com o relatório, com a redução das emissões de gases do efeito estufa e está alinhado com as diretrizes da ONU que levaram ao Acordo de Paris. Segundo dados do ITF, cerca de 1/4 das emissões do mundo são de responsabilidade do sistema de transporte.
"O transporte verdadeiramente sustentável auxilia não apenas na prevenção das alterações climáticas, mas também se integra nas estratégias e políticas de desenvolvimento para apoiar o crescimento inclusivo e equitativo e o desenvolvimento social", relata Viegas.
Recentemente, os países acordaram um pacto para reduzir as emissões do setor de transporte aéreo. Conduzido no Brasil pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o acordo prevê que as emissões do setor vão ficar estáveis a partir do número de 2020, independentemente do crescimento do setor.
Das 10 medidas recomendadas pela ONU para o setor, três são especialmente importantes para países em desenvolvimento, na avaliação de Viegas.
Para ele, a tomada de decisão de investimentos considerando as novas tecnologias, a maior capacitação de técnicos dos governos e a criação de instrumentos para analisar dados gerados pelo transporte, devem ser alvos perseguidos por governos como o do Brasil.
O rápido crescimento da motorização nessas regiões, associado ao alto número de mortes no trânsito, podem ser combatidas com essas políticas de maneira mais eficaz que a aplicação exaustiva de recursos em mais infraestrutura.
"Há uma real oportunidade para os países emergentes de se integrarem à visão do século 21 em termos de mobilidade, descritas no relatório, e saltar de seus atuais problemas no setor para o nível dos países desenvolvidos", acredita Viegas. 
Fonte - ABIFER  07/11/2016

O sistema Ferry-Boat opera nesta segunda (07) a travessia Salvador/Itaparica com cinco embarcações

Travessia Marítima

O sistema Ferry-Boat opera nessa segunda (07) com cinco embarcações na travessia marítima entre Salvador e a ilha de Itaparica.

Da Redução
foto - ilustração/arquivo
Nesta segunda (07) o sistema Ferry-Boat,que opera na travessia entre Salvador e a ilha de Itaparica,segue com movimento tranquilo nos terminais de embarques em Bom Despacho e São Joaquim.O sistema opera com 05 embarcações,Pinheiro, Juracy Magalhães Júnior, Anna Nery, Dorival Caymmi e Rio Paraguaçu,que realizam viagens em horários regulares (de hora em hora), além disso,viagens extras podem ocorrer com o aumento da demanda durante o dia.Os usuários podem adquirir as passagens podem ser adquiridas nos terminais por meio dos cartões de crédito, débito ou dinheiro.
A disponibilidade de vagas para o serviço Hora Marcada (exclusivo aos condutores de veículos) pode ser consultada ,através do site portalsits.internacionaltravessias.O pagamento para este tipo de serviço pode ser feito através de cartões de débito ou crédito.
O sistema disponibiliza uma Central de Atendimento ao Cliente (CAC),que funciona no Terminal São Joaquim  de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h 
Contatospelo Tel  071 3032-0475 e pelo cac@internacionaltravessias.com.br.
Com informações da ITS  07/11/2016

domingo, 6 de novembro de 2016

Conferência mundial do clima reunirá 20 mil pessoas em Marrakesh na COP da ação

Meio Ambiente

Menos de um ano após a adoção em Paris por 195 países, o primeiro acordo mundial para combater as alterações climáticas entrou hoje (5) simbolicamente em vigor, três dias antes da COP22, onde os participantes deverão debater sua aplicação.

Agência Lusa
EPA/Patrick Pleul/Agência Lusa/Direitos Reservados
Quase 20 mil pessoas de todo o mundo reúnem-se a partir desta segunda-feira (7), em Marrakesh , Marrocos, na 22.ª conferência da ONU sobre alterações climáticas (COP22), que a organização pretende que seja "a COP da ação".
Menos de um ano após a adoção em Paris por 195 países, o primeiro acordo mundial para combater as alterações climáticas entrou hoje (5) simbolicamente em vigor, três dias antes da COP22, onde os participantes deverão debater sua aplicação.
"Esta rápida entrada em vigor é um sinal político claro de que todos os países do mundo estão empenhados numa ação global decisiva contra as alterações climáticas", declararam, em comunicado, a responsável do Clima na ONU, Patricia Espinosa, e o ministro marroquino dos Negócios Estrangeiros, Salaheddine Mezouar, que presidirá à COP22.

Acordo
A presidência marroquina da conferência já manifestou a esperança de que esta seja "a COP da ação", que concretizará "os importantes avanços" registados no ano passado em Paris.
Em Marrakesh, os negociadores ainda têm muitas matérias sobre as quais é preciso chegar a acordo, de forma a tornar o pacto operacional, principalmente a definição de regras de transparência, apresentação das estratégias nacionais até 2050 e ajuda financeira aos países em desenvolvimento.
"O maior desafio em Marrakech é chegar a acordo sobre uma data limite para decidir as regras de aplicação do acordo, sobretudo as de transparência", informou à AFP a negociadora francesa Laurence Tubiana. "Se 2017 não é realista, 2018 é exequível", afirmou.

Aquecimento
As regras de transparência dizem respeito às informações que os países deverão fornecer sobre seus esforços para limitar suas emissões, assim como os progressos das ajudas financeiras públicas. Paralelamente a uma maior transparência, o acordo prevê um reforço dos planos de ação de cada país, com vista a limitar o aquecimento global a +2°C acima dos níveis pré-industriais.
Além do objetivo de limitar o aquecimento a +2ºC, o acordo de Paris prevê que os países realizem "todos os esforços necessários" para que não se ultrapassem os 1,5 graus Celcius, evitando assim "os impactos mais catastróficos das alterações climáticas".
No entanto, os compromissos atuais colocam o planeta numa trajetória de +3°C, ou até mesmo 3,4°, segundo relatório divulgado pela ONU na quinta-feira (10), alertando para a subida ininterrupta das emissões mundiais de gases com efeito de estufa.

Refugiados

"Se não começarmos a tomar medidas suplementares desde já, acabaremos por chorar perante uma tragédia humana evitável", alertou Erik Solheim, diretor do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).
"O número crescente de refugiados climáticos atingidos pela fome, pobreza, doenças e conflitos lembrar-nos-á de forma incessante da nossa falha. A ciência mostra-nos que devemos agir muito mais depressa", aacrescentou. Para conseguir manter o aquecimento abaixo dos +2ºC, as emissões de gases com efeito de estufa têm de parar de aumentar e depois têm de ser reduzidas entre 40 e 70% entre 2010 e 2050, segundo os especialistas.
"Agora que o mundo se reúne em Marrakesh, devemos reencontrar o sentimento de urgência que tínhamos há um ano", pediu em comunicado Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial, alertando que "cada dia que passa o desafio do clima cresce".

Mudanças
A estagnação e posteriormente a redução das emissões de gases com efeito de estufa implicam uma mudança profunda em direção às energias verdes e o abandono dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás).
Serão precisos grandes investimentos para tornar os setores da habitação, dos transportes e da indústria menos dependentes de energia, assim como novas políticas agrícolas e alimentares. "A curto prazo - certamente nos próximos 15 anos - temos de ver reduções sem precedentes das emissões e esforços sem igual para construir sociedades que possam resistir às alterações climáticas", disseram Patricia Espinosa e Salaheddine Mezouar.
Isto significa que os países terão de fazer mais do que os compromissos assumidos no acordo de Paris.
A questão da ambição coletiva e de cada país será necessariamente abordada em Marrakesh, mesmo que seja cedo para esperar novos compromissos. O tema do financiamento estará também no coração do debate, tanto em relação a ajuda pública de US$ 100 bilhões prometidos até 2020 aos países em desenvolvimento quanto ao objetivo de tornar "mais verdes" as finanças mundiais.
Apenas uma reorientação dos fluxos financeiros mundiais em direção a atividades de baixo carbono (com poucas ou nenhumas emissões de CO2) poderá assegurar um desenvolvimento sustentável dos países, o que exigirá, segundo a ONU, de US$ 5 a US$ 7 biliões por ano.
Fonte - Agência Brasil  06/11/2016

Mariana: Marcha em defesa dos que não têm para onde ir

Meio ambiente

O rompimento da barragem em Mariana (MG), que completa um ano neste sábado, 5, mobilizou diversos segmentos da sociedade que até hoje cobram providências da Samarco, operadora da barragem, da Vale e BHP Billinton, sócias da empresa, bem como de governos e instituições no que toca à definição de responsabilidades.

Sputnik
Sputnik
Uma das entidades mais atuantes nessas cobranças tem sido o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entidade social sem fins lucrativos criada em 1989 e que se encontra presente em 17 estados, assessorando comunidades atingidas por falha dessas estruturas em todas as regiões do país. Letícia Oliveira, coordenadora do MAB em Minas, e residente em Mariana desde o dia seguinte ao rompimento da barragem, conversou com a Sputnik e conta as ações que estão sendo realizadas, como a marcha que saiu de Regência (ES) em 30 de outubro e percorreu oito municípios no estado e em Minas Gerais até chegar a Mariana, onde realiza um encontro neste sábado para debater o acidente que atingiu as comunidades. Participam da marcha representantes das famílias e aldeias atingidas, setores da Igreja Católica, movimento de trabalhadores e estudantes. "O MAB surgiu para dar apoio a centenas de comunidades que vêm sofrendo com as consequências da construção de barragens pelo Brasil desde a década de 70, em boa parte devido à formação de grandes reservatórios decorrentes da construção de hidrelétricas, principalmente nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte. São cerca de 1 milhão de pessoas que vivem nos entornos desses empreendimentos e que podem ser diretamente atingidas em caso de acidente."
O rompimento da barragem em Mariana (MG), que completa um ano neste sábado, 5, mobilizou diversos segmentos da sociedade que até hoje cobram providências da Samarco, operadora da barragem, da Vale e BHP Billinton, sócias da empresa, bem como de governos e instituições no que toca à definição de responsabilidades.
Uma das entidades mais atuantes nessas cobranças tem sido o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), entidade social sem fins lucrativos criada em 1989 e que se encontra presente em 17 estados, assessorando comunidades atingidas por falha dessas estruturas em todas as regiões do país. Letícia Oliveira, coordenadora do MAB em Minas, e residente em Mariana desde o dia seguinte ao rompimento da barragem, conversou com a Sputnik e conta as ações que estão sendo realizadas, como a marcha que saiu de Regência (ES) em 30 de outubro e percorreu oito municípios no estado e em Minas Gerais até chegar a Mariana, onde realiza um encontro neste sábado para debater o acidente que atingiu as comunidades. Participam da marcha representantes das famílias e aldeias atingidas, setores da Igreja Católica, movimento de trabalhadores e estudantes. "O MAB surgiu para dar apoio a centenas de comunidades que vêm sofrendo com as consequências da construção de barragens pelo Brasil desde a década de 70, em boa parte devido à formação de grandes reservatórios decorrentes da construção de hidrelétricas, principalmente nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte. São cerca de 1 milhão de pessoas que vivem nos entornos desses empreendimentos e que podem ser diretamente atingidas em caso de acidente."
Fonte - Sputnik  05/11/2016