quinta-feira, 13 de outubro de 2016

VLT do Rio terá novo trecho em novembro

Transportes sobre trilhos

Em um primeiro momento, o veículo operará em sistema de testes para a população acostumar com o novo meio de transporte.

Renato Lobo - ViaTrolebus
foto - ilustração/arquivo
O sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos – VLT do Rio de Janeiro deve ganhar uma nova extensão em novembro, entre a estação das barcas, na Praça XV, até a Praça da República. Em um primeiro momento, o veículo operará em sistema de testes para a população acostumar com o novo meio de transporte.
Segundo a prefeitura da capital, as obras desta segunda fase já passaram dos 93% de conclusão. Um terceiro trecho é esperado para 2017, entre a Gamboa até a Central do Brasil.
O VLT do Rio transporta diariamente de 20 a 25 mil passageiros. Desde que foi inaugurado, levou 3 milhões de pessoas. O pico de usuários foi durante os Jogos Olímpico do Rio, com 36 mil pessoas por dia.
Fonte - ViaTrólebus  12/10/2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Movimento tranquilo nesta quarta (12) na travessia marítima entre Salvador e Mar grande

Travessia marítima

Sistema de lanchas da travessia entre Salvador e Mar Grande segue normal neste feriado de quarta(12) com fluxo passageiros regular sem enfrentar filas para o embarque

Da redação
foto - ilustração/arquivo
O sistema de lanchas que opera na travessia entre Salvador e Mar Grande tem movimento tranquilo com embarque rápido dos usuários e sem fila na manhã do feriado desta quarta-feira (12).O sistema está operando até então com horários de saída do Terminal Marítimo no Comércio,com intervalos de meia hora a cada partida,caso haja um aumento na demando os intervalos poderão ser encurtados para 15 minutos entre cada partida 
O sistema dispõe da frota com 14 embarcações em condições operacionais nesta quarta feira, mas apenas 8 embarcações operam regularmente no momento,devido ao movimento normal de usuários na travessia,que leva em média 40 minutos para cobrir uma distância de 14 km entre Salvador e a ilha.
O custo da tarifa pra realizar a travessia nos feriados é de  R$7,10 e as ultimas viagens ocorrerão as 18h30 sentido Salvador e as 20h sentido Mar Grande.O mar hoje proporciona boas condições de navegabilidade.
Pregopontocom 12/10/2016

Abertura da Flica terá lançamento do Mapa da Palavra

Arte&Cultura

Pelo segundo ano seguido, Governo do Estado realiza uma ampla programação voltada para as áreas de educação, cidadania, cultura e turismo. A abertura será às 15h, no Claustro do Convento do Carmo, com a apresentação da historiadora e escritora Mary Del Priore, que vai enfocar o tema 'Histórias da Gente Brasileira'. A mesa será mediada pelo secretário estadual da Cultura, Jorge Portugal.

Da Redação
Foto - Camila Souza/Gov.Ba.
Nesta quinta-feira (13), tem início a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece até domingo (16), no município do Recôncavo baiano. Pelo segundo ano seguido, Governo do Estado realiza uma ampla programação voltada para as áreas de educação, cidadania, cultura e turismo. A abertura será às 15h, no Claustro do Convento do Carmo, com a apresentação da historiadora e escritora Mary Del Priore, que vai enfocar o tema 'Histórias da Gente Brasileira'. A mesa será mediada pelo secretário estadual da Cultura, Jorge Portugal.
Durante a abertura, Jorge Portugal fará a apresentação do resultado do Projeto Mapa da Palavra, composto por um site e quatro publicações, que serão distribuídas gratuitamente durante a Flica. Desenvolvido pela Fundação Cultural do Estado (Funceb), o projeto de mapeamento identificou artistas da palavra nos 27 territórios de identidade da Bahia, buscando ajudar a divulgar suas produções.
O site contará com minibiografias e trabalhos literários dos autores, como uma galeria permanente dos artistas da palavra da Bahia, e poderá ser consultado a partir do dia do lançamento. Pela manhã, a Secretaria de Educação do Estado vai promover, no Espaço Educar para Transformar, o Sarau do Concurso Festa Literária na Rede Estadual: 169 anos de Castro Alves, com a participação dos estudantes vencedores do concurso, que teve 121 obras inscritas nos distintos gêneros literários (poesia, prosa, carta e cordel).
O objetivo do concurso é promover ações voltadas para o desenvolvimento das experiências criativas nos contextos escolares e a preservação da memória cultural da Bahia. Neste caso especial, os estudantes foram motivados a produzir escritos literários baseados nas diversas temáticas da obra do escritor Castro Alves. O Espaço Educar para Transformar- palco das ações do Governo na Flica-, fica instalado na Casa do Iphan, em frente à Câmara Municipal de Cachoeira.
Com informações da Secom Ba.  12/10/2016

É duvidoso que Brasil preserve o direito ao seu petróleo'

Economia

O analista da empresa IFC Markets, Dmitry Lukashov, disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que é duvidoso que o Brasil mantenha o direito ao seu próprio petróleo. Ele afirmou que era muito provável que depois da saída da ex-presidenta Dilma Rousseff as empresas estrangeiras recebessem acesso à plataforma continental com poços de petróleo no Brasil.

Sputnik
foto - ilustração/arquivo
As petrolíferas internacionais prestaram muita atenção à plataforma continental brasileira quando o parlamento do país aprovou a lei que permite aos investidores estrangeiros explorar poços de petróleo no pré-sal.
Na semana passada, o Congresso Nacional do Brasil votou a lei que derruba a norma que obrigava a estatal Petrobras,a ter um participação de 30% em projetos de extração de petróleo na plataforma continental.
O analista da empresa IFC Markets, Dmitry Lukashov, disse ao serviço russo da Rádio Sputnik que é duvidoso que o Brasil mantenha o direito ao seu próprio petróleo. Ele afirmou que era muito provável que depois da saída da ex-presidenta Dilma Rousseff as empresas estrangeiras recebessem acesso à plataforma continental com poços de petróleo no Brasil. "O Brasil dispunha de forma independente do seu petróleo desde 1997, quando a Petrobras recebeu o direito às jazidas. Pelos vistos, eles irão explorar estas jazidas em regime de concessão e pagar impostos para o orçamento brasileiro", afirmou.
Na sua opinião, talvez toda a indústria petrolífera do Brasil possa ficar nas mãos de empresas estrangeiras.
"Isso está na lógica do impeachment, da saída da presidenta Rousseff que representava o Partido dos Trabalhadores. Agora outras forças chegaram ao poder e consideram que é preciso explorar os poços de petróleo em conjunto com empresas estrangeiras. Penso que é uma decisão política ligada à mudança de governo e de presidente", disse Lukashov. Entretanto, o especialista sublinhou que as empresas russas não participarão de uma projetada concessão. A Petrobras explora cerca de 93% do petróleo brasileiro, mas há a presença de empresas estrangeiras, em particular, de três empresas – Chevron, Shell e Statoil – que produzem 1-3% do petróleo do Brasil. "As empresas russas praticamente não estão presentes [no mercado brasileiro]. É mais provável que estas três empresas tenham mais oportunidades de receber parte da concessão de produção de petróleo", disse.
Quanto ao destino da Petrobras, Lukashov disse que não ele é claro. A empresa tem uma dívida de $125 bilhões e planeja receber cerca de $40 bilhões por estes poços de petróleo. O preço das suas ações cresce de forma dinâmica. "Pode ser que um pacote de ações seja privatizado,isso não se exclui."
Lukashov disse que a grande dívida da Petrobras é explicada pela queda do preço do petróleo no mercado global. A empresa queria explorar a plataforma continental de forma independente, mas o plano de trabalhos não previa um preço tão baixo e a empresa teve de pedir empréstimos.
Fonte - Sputnik  12/10/2016

Corte Interamericana de Direitos Humanos inicia audiência sobre chacina no Rio

Direitos Humanos

A Corte convocou o Estado brasileiro,os representantes das vítimas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da OEA,para a audiência pública,em Quito, no Equador,marcada para as 14h30,pelo horário de Brasília, que ocorre após duas petições apresentadas à CIDH em 3 de novembro de 1995 e 24 de julho de 1996,pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e pela entidade de direitos humanos Human Rights Watch/Americas,que também foram encaminhadas ao Estado brasileiro.

Cristina Índio do Brasil
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA), faz nesta quarta-feira (12) o primeiro dia de audiência para analisar o caso da execução de 26 pessoas e de abuso sexual de três adolescentes, supostamente realizados por policiais civis, em incursões na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, nos dias 18 de outubro de 1994 e 8 de maio de 1995.
A Corte convocou o Estado brasileiro, os representantes das vítimas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da OEA, para a audiência pública, em Quito, no Equador, marcada para as 14h30, pelo horário de Brasília, que ocorre após duas petições apresentadas à CIDH em 3 de novembro de 1995 e 24 de julho de 1996, pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e pela entidade de direitos humanos Human Rights Watch/Americas, que também foram encaminhadas ao Estado brasileiro.
No dia 31 de outubro de 2011, em um relatório, a CIDH considerou o Estado brasileiro responsável por violações de direitos reconhecidos na Convenção Americana sobre Direitos Humanos; na Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura; e na Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. No documento, entre outros pontos, a CIDH recomendou a realização de investigações efetivas; reparação material e moral às vítimas; eliminação da figura dos autos de resistência e regulamentação dos procedimentos policiais que envolvem o uso legítimo da força letal.
De acordo com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça e Cidadania, mesmo com os esforços do Brasil para um acordo com os autores das petições para o cumprimento de algumas das recomendações, a CIDH decidiu enviar, em junho de 2015, o caso à Corte IDH. A secretaria informou que tem atuado na tentativa de articulação, em conjunto com algumas instituições públicas federais e do estado do Rio de Janeiro, para o cumprimento das recomendações da CIDH, incluindo a reparação indenizatória por danos morais e materiais às famílias das vítimas das duas incursões policiais.
A secretaria destacou ainda que em dezembro de 2012, com base no relatório da CIDH, o então Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), atual Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), do qual o órgão faz parte, emitiu uma resolução na qual abole designações genéricas como “autos de resistência” e “resistência seguida de morte” em registros policiais, boletins de ocorrência, inquéritos policiais e notícias de crime. No dia 1 de agosto deste ano, o CNDH recomendou aos estados federados a adequação dos registros policiais conforme determina a resolução.
Na audiência em Quito, estarão presentes representantes da Secretaria Especial de Direitos Humanos, que vão atuar como agente de Estado brasileiro, além de integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério das Relações Exteriores. Segundo a secretaria, o Estado brasileiro pretende apresentar as medidas estatais para eliminar a figura dos “autos de resistência”, a evolução das políticas de segurança pública nacional e do estado do Rio de Janeiro, o controle externo da atividade policial, informações e dados sobre novo procedimento de apuração e técnica de perícia utilizada pela polícia civil, dentre outras questões relacionadas ao caso.
A secretaria defenderá ainda o reconhecimento parcial do Estado brasileiro de responsabilização internacional pelas falhas no dever de realizar a adequada investigação e persecução penal no caso.
“É importante ressaltar que esta Secretaria de Direitos Humanos tem atuado no âmbito do Sistema Interamericano de Proteção dos Direitos Humanos de forma estratégica, transparente e colaborativa, articulando ações para o cumprimento das recomendações e medidas cautelares da CIDH, dos pontos resolutivos de sentença e medidas provisórias da Corte IDH, bem como atuando nas negociações de acordos de solução amistosa”, indicou a nota da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
De acordo com o Cejil, na incursão do dia 18 de outubro a ação policial foi justificada como cumprimento de mandado de prisão temporária, que nunca foi anexado aos inquéritos ou processo judicial. Na segunda incursão, agentes da Delegacia de Repressão e Roubos e Furtos contra Estabelecimentos Financeiros, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, teve o objetivo de prender envolvidos com o tráfico de armas. O Cejil informou ainda que nos dois casos os corpos das vítimas foram removidos do local, sem que a perícia pudesse identificar como as mortes ocorreram.

Expectativa
A diretora do Cejil para o programa do Brasil, Beatriz Affonso, que participa da audiência em Quito, espera que a Corte responsabilize todos os órgãos envolvidos nas investigações, que após mais de 20 anos ainda não determinaram punições. “A gente espera que na sentença, a Corte possa determinar medidas de políticas públicas e legislativas, de aperfeiçoamento dos mecanismos de controle que já existem para que de fato a gente possa ter as garantias democráticas dentro da sociedade e que a sociedade possa respeitar e acreditar que a polícia e a justiça estão a seu serviço”, disse, nesta manhã, à Agência Brasil.
A diretora defendeu ainda que os órgãos públicos façam um monitoramento para saber se o uso letal de armas, que é permitido pela sociedade à Polícia, está sendo realizado adequadamente dentro dos princípios democráticos. “A gente não tem pena de morte como uma instituição no país. Tampouco, a Constituição Federal delega aos policiais, individualmente ou em grupos, o direito de executar pessoas conforme o seu arbítrio. Essas autoridades têm de garantir que a democracia funcione e que a polícia não está exacerbando do uso das suas funções e prerrogativas, especialmente no que diz respeito à vida de cidadãos, criminosos ou não”, disse.
Fonte - Agência Brasil  12/10/2016

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Novas estradas beneficiam mais um milhão de baianos em 2016

Infraestrutura

Até dezembro, outras 16 obras serão concluídas, facilitando a vida de mais um milhão de baianos. Neste sábado (15), o governador Rui Costa vai entregar obras de pavimentação em Salinas da Margarida.Em 2017, serão entregues mais 20 trechos e acessos, melhorando o tráfego para mais três milhões de pessoas.

Da Redação
foto - Mateus Pereira/GOVBA
Até o final de 2016, mais 1,3 milhão de baianos estarão trafegando com mais segurança e conforto pelas rodovias baianas que estão sendo recuperadas pelo Governo do Estado este ano. Sete trechos já foram entregues, beneficiando 300 mil pessoas, por meio do Programa de Recuperação e Manutenção de Rodovias. Até dezembro, outras 16 obras serão concluídas, facilitando a vida de mais um milhão de baianos. Neste sábado (15), o governador Rui Costa vai entregar obras de pavimentação em Salinas da Margarida.
Em 2017, serão entregues mais 20 trechos e acessos, melhorando o tráfego para mais três milhões de pessoas. A previsão inclui também o início de outras quatro obras no ano que vem, levando mais segurança na estrada para 175 mil baianos. Desde que assumiu o governo, Rui já entregou 336,24 quilômetros recuperados em 18 rodovias, além do acesso ao Aeroporto Internacional de Salvador e vias internas.

foto -  Manu Dias/GOVBA
O maior trecho entregue em 2016, no mês de junho, foram os mais de 27 quilômetros da BA-540, que liga Amargosa a Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá. Curvas acentuadas, subidas e descidas contornam serras onde produtores rurais se dedicam à criação de gado e plantações, em meio a córregos e áreas remanescentes de Mata Atlântica. Implantada na rodovia, a fábrica de biscoitos Flor do Vale emprega 104 funcionários e exporta para outros quatro estados. A rodovia recebeu investimento de R$ 6,5 milhões.
Já o maior investimento, de R$ 11,83 milhões, foi feito no entroncamento da BR-030 até o distrito de Brejinho das Ametistas, em Caetité, no sudoeste baiano, estrada pela qual passam os caminhões carregados de minério e que foi entregue em maio.

Recuperação de estradas na Bahia:
- Total de rodovias já entregues na gestão de Rui Costa: 18 rodovias, totalizando 336,24 quilômetros e incluindo o acesso ao Aeroporto Internacional de Salvador e vias internas;
- 7 obras foram concluídas e inauguradas em 2016 até o momento;
- 33 obras estão em andamento;
- 3 obras foram concluídas em 2016, mas não foram inauguradas até o momento;
- 13 obras serão concluídas até dezembro de 2016, sendo assim, até o final deste ano, 16 obras poderão ser inauguradas;
- 20 obras em andamento neste ano serão concluídas em 2017.
Com informações da Secom Ba.  11/10/2016

Vídeo

Movimento é tranquilo no Ferry-Boat nessa terça (11) véspera de feriado

Travessia marítima

O movimento seque tranquilo nesta terça (11),no sistema Ferry-Boat que realiza a travessia marítima entra Salvador e a ilha de Itaparica.Quatro barcos estão em operação com saídas de hora em hora nos dois sentidos.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Véspera de feriado e o movimento segue tranquilo na travessia entre Salvador e a ilha de Itaparica,nesta terça-feira (11),nos terminais de Bom Despacho e São Joaquim.O sistema Ferry-Boat está operando com quatro embarcações, Rio Paraguaçu, Pinheiro, Agenor Gordilho e Dorival Caymmi, realizando as viagens nos horários programados,sempre com intervalo de uma hora,entre cada saída de uma embarcação.Durante o dia,viagens extras podem acontecer,caso venha ocorrer um aumento na demanda.Os usuários do sistema podem adquirir as suas passagens nos terminais de embarque,em Salvador e Bom Despacho,com pagamento através de cartões de crédito,débito,ou em dinheiro.
Para saber sobre a disponibilidade de vagas para o sistema de Hora Marcada,disponível apenas para veículos e seus condutores,o usuário deve faze-lo através do o site -portalsits.internacionaltravessias- O pagamento para este serviço pode ser feito por meio de cartões de crédito ou débito
A ITS disponibiliza uma Central de Atendimento ao Cliente (CAC), localizada no Terminal São Joaquim funcionando de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h
Contatos: 071 3032-0475 e cac@internacionaltravessias.com.br
Com informações da ITS 11/10/2016

Embarcações afretadas pela Petrobras violam a Lei

Direitos humanos

As infrações colocam em risco a vida humana, a segurança da navegação e o ambiente. De atrasos nos salários, que se prolongam por meses, à falta de equipamentos de segurança apropriados, passando por rancho de má qualidade ou em quantidade insuficiente, as denúncias vêm sendo constatadas por inspeções realizadas por representantes do Ministério do Trabalho e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outros órgãos.

Portogente
portogente
A Petrobras vem afretando embarcações de bandeira estrangeira cujos armadores descumprem a legislação brasileira e as Convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, impondo condições de trabalho aviltantes aos seus tripulantes, nacionais e estrangeiros. A denúncia é da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (Conttmaf) e do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante (Sindmar).
As infrações colocam em risco a vida humana, a segurança da navegação e o ambiente. De atrasos nos salários, que se prolongam por meses, à falta de equipamentos de segurança apropriados, passando por rancho de má qualidade ou em quantidade insuficiente, as denúncias vêm sendo constatadas por inspeções realizadas por representantes do Ministério do Trabalho e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outros órgãos.
O descumprimento da cota de tripulantes brasileiros a bordo, como determina a Resolução Normativa 72, do Conselho Nacional de Imigração do Ministério do Trabalho (principal mecanismo de inserção de marítimos brasileiros em navios estrangeiros que operam no Brasil), é uma das irregularidades mais graves verificadas. Há também registros de clara discriminação com tripulantes brasileiros, acomodados em camarotes inferiores aos destinados a estrangeiros com mesma função ou patente, o que viola norma (MLC-2006) da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
No que toca o percentual obrigatório de brasileiros a bordo, as infrações são recorrentes. O petroleiro Chem Violet, por exemplo, operou mais de 90 dias no Brasil sem qualquer tripulante brasileiro. Como é sabido, a RN 72 impõe, a partir do terceiro mês de operação no país, o emprego de um terço de tripulantes brasileiros no segmento de apoio marítimo; e um quinto, no caso da cabotagem e da atividade de prospecção, bem como percentuais progressivamente maiores a partir de 180 e 360 dias. O Chem Violet é um caso que bem exemplifica a grave situação dos afretamentos em curso na Petrobras.
Recentemente arrestado pela Justiça brasileira depois que o armador turco - a empresa Eco Shipping - abandonou a tripulação, deixando de pagar os seus salários, o navio está, por determinação da Justiça, sob a guarda da Petrobras, até que seja leiloado. O armador foi acionado a pagar à tripulação turca os mesmos direitos dos marítimos brasileiros, como determina a Lei, incluindo férias, 13o salário, FGTS e multa rescisória, além de responder por danos morais. Infelizmente, não se trata de um caso isolado.
Esses navios estão sendo afretados de forma pouco criteriosa, ou com base apenas no parâmetro "menor preço", que ainda assim é demasiadamente elevado, sobretudo se considerado o baixo padrão verificado. Contratos deste tipo são sempre altos, em termos absolutos. As provas de dumping laborial - ou seja, precárias condições de trabalho visando a reduzir custos e aumentar o lucro - são evidentes. Armadores irresponsáveis, que violam direitos e infringem a Lei, estão, portanto, sendo contratados pela Petrobras para operações que, pela própria natureza, implicam grande risco e exigiriam, por decorrência, tripulações qualificadas e capacitadas.
Os brasileiros eventualmente contratados para tripular esses navios - ainda que em menor número do que a legislação determina - deparam-se com péssimas condições de trabalho. Não é apenas a RN 72 que é ignorada. Os "navios piratas" descumprem igualmente a Convenção 147, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que rege a segurança e a saúde do Tráfego Aquaviário. Descumprem, por extensão, a Norma Regulamentadora número 32 do Ministério do Trabalho brasileiro, nos dispositivos relativos à segurança, à saúde, à alimentação, à higiene e o conforto a bordo das embarcações.
Desde agosto último, o sindicato e a confederação têm intensificado a sua atuação para denunciar essas irregularidades às autoridades, cobrando providências imediatas. Em 23 de Agosto, a Conttmaf protocolou denúncia junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Petrobras, em virtude de a empresa estar realizando afretamentos de navios estrangeiros "que infringem a legislação brasileira bem como Convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil".
Seis dias depois, em 29 de agosto, portanto, a Confederação também protocolou ofício à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) no qual informa que "a Petrobras vem afretando embarcações de bandeira estrangeira de apoio marítimo e navios tanques sem a necessária observância da legislação nacional" e das Convenções das quais o Brasil é signatário.
As violações vinham sendo apuradas pelas delegacias do Sindmar e denunciadas pela entidade sindical, que nos dia 8 e 23 de agosto, enviara ofícios ao presidente da Petrobras, Pedro Pullen Parente, cobrando providências urgentes contra os abusos e a imediata revisão dos critérios utilizados para a contratação de navios estrangeiros.
No documento, o Sindmar salienta que o menor preço não deveria ser o principal parâmetro adotado pela empresa nesses contratos, eis que tal.
"critério" tem permitido a operação, em águas territoriais nacionais, de armadores e embarcações sem o necessário compromisso com a segurança, o respeito ao trabalhador e a qualidade dos serviços a serem prestados.
Algumas empresas sequer têm endereço certo e operam sob bandeiras de conveniência, o que impede que sejam acionadas por ilícitos e danos causados. Além disso, algumas embarcações têm valor econômico tão baixo que, por vezes, esse sequer cobre dívidas operacionais e indenizações por eventuais danos materiais, incluindo os ambientais. Isso sem falar nos casos já divulgados de corrupção envolvendo os contratos de afretamentos já divulgados pela imprensa.
Nos ofícios que encaminharam à agência reguladora e à Petrobras, as duas entidades alertam para a clara possibilidade de recorrentes prejuízos ao erário em consequência de afretamentos de navios operados por empresas conhecidas no mercado como sub standard (de padrão de qualidade duvidoso). Esses prejuízos, na verdade, já começaram.
As íntegras desses documentos podem ser acessada no site do sindicato (www.sindmar.org.br).
No caso do Chem Violet, o juiz do Trabalho Claudio Victor de Castro Freitas, de Macaé, considerou a Petrobras co-responsável solidária na ação movida contra a Eco Shipping, condenando a empresa a pagar parte dos salários atrasados e a repatriação de todos os tripulantes, além de obrigar a estatal a guardar a embarcação até que seja leiloada para quitação de dívidas. Que a Justiça siga cumprindo o seu papel nesta questão.
Fonte - Portogente  11/10/2016

Comércio do Rio registra maior inadimplência do ano

Economia

As dívidas quitadas (número de consumidores que colocaram em dia seus compromissos atrasados) no comércio lojista da cidade diminuíram 2,5 % e as consultas (item que indica o movimento do comércio) caíram 7,2 %.Em relação ao mês anterior (agosto) as consultas e a inadimplência cresceram 3,9% e 2,2%, respectivamente e as dívidas quitadas diminuíram 2,3%.

Douglas Corrêa
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
A inadimplência no comércio carioca cresceu 2,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. É o maior índice para o mês de setembro desde 2001, de acordo com os registros do Serviço Central de Proteção ao Crédito do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio). As dívidas quitadas (número de consumidores que colocaram em dia seus compromissos atrasados) no comércio lojista da cidade diminuíram 2,5 % e as consultas (item que indica o movimento do comércio) caíram 7,2 %.
Em relação ao mês anterior (agosto) as consultas e a inadimplência cresceram 3,9% e 2,2%, respectivamente e as dívidas quitadas diminuíram 2,3%. No acumulado dos nove meses do ano, de janeiro a setembro, as consultas e as dívidas quitadas recuaram, respectivamente, 7% e 2,2% e a inadimplência cresceu 1,8% em comparação com o mesmo período de 2015.
De acordo com o presidente do CDL-Rio, Aldo Gonçalves, normalmente em épocas de grandes datas comemorativas, como por exemplo o Dia das Crianças, os consumidores correm para a colocar as suas contas em dia para poder comprar mais. "Mas dessa vez o número de dívidas quitadas caiu, o que mostra que o consumidor está freando as compras, apesar de o Dia das Crianças ser uma das datas mais importantes para o comércio”, afirmou.
Fonte - Agência Brasil  11/10/2016

Auditoria Cidadã da Dívida Pública

Política 




imagem/YouTube

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Salvador sediará Seminário Socioambiental Eólico em dezembro

Sustentabilidade

O evento será organizado pela VIEX Américas, empresa brasileira especializada na organização de conferências e seminários para a distribuição de informações nos setores de energia renovável.A coordenadora de Apoio à Gestão Ambiental (CTGA), Beatriz Pita, marcou presença no congresso representando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE). 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
A Bahia vai sediar o 4º Seminário Socioambiental Eólico que acontecerá no dia 7 de dezembro, em Salvador. O evento será organizado pela VIEX Américas, empresa brasileira especializada na organização de conferências e seminários para a distribuição de informações nos setores de energia renovável. A notícia foi anunciada na última sexta-feira (7), no encerramento do congresso de Licenciamento e Gestão Socioambiental no Setor Elétrico (LASE), em São Paulo. A coordenadora de Apoio à Gestão Ambiental (CTGA), Beatriz Pita, marcou presença no congresso representando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE). O secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, também participou do evento, representando o Governo do Estado.
Em sua sétima edição, o congresso firma-se como palco de articulação e decisões regulatórias e técnicas de gestão socioambiental. Na oportunidade foi discutida a nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental, cenários de expansão da matriz elétrica e aspectos técnicos da gestão socioambiental dos empreendimentos de energia.
Segundo Beatriz Pita, além da troca de experiências sobre o licenciamento em outros estados, o LASE promove também o contato com as principais empresas do setor de energia e é uma possibilidade de mostrar como funciona o licenciamento na Bahia e toda estrutura que a SDE possui para atrair novos investimentos.
“A SDE auxilia, através da CTGA e de um acordo de cooperação técnica, o licenciamento ambiental de setores estratégicos ao Estado. A coordenação, criada em 2011, já atuou em mais de 169 processos de licenciamento ambiental junto ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Não poderíamos ficar de fora de discussões como a do novo modelo de licenciamento ambiental, cenário político e discussões do Ministério de Meio Ambiente, Conselho Nacional de Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a proposta da nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental”, afirmou Pita.

Seminário Socioambiental Eólico
O Seminário Socioambiental Eólico, há três anos, reúne operadores de parques eólicos, órgãos ambientais, representantes governamentais e especialistas em torno de um debate que busca encontrar os caminhos da confluência dos interesses energéticos, ambientais, sociais, históricos e econômicos.
Mais de 200 participantes estiveram presentes nas últimas edições, discutindo os gargalos para o desenvolvimento dos projetos eólicos e a infraestrutura necessária para o funcionamento de linhas de transmissão, telecomunicações, rodovias e subestações, os impactos nas comunidades, a influência dos empreendimentos na fauna e flora e a preservação do patrimônio histórico.
Com informações da Secom  10/10/2016

Perigo de morte

Ponto de Vista

Com o grave alheamento do movimento sindical (exceção feita aos petroleiros ativistas da FUP) a Câmara aprovou o texto-base do projeto originário do Senado que “alivia” a Petrobrás da exploração do pré-sal e abre caminho para outras medidas mais radicais de financeirização da empresa, algumas já estando sendo praticadas por sua nova direção.

João Guilherme Vargas Netto*-Portogente
foto - ilustração/arquivo
Depois de alguns meses sem grandes novidades, ocupados os deputados nas campanhas eleitorais municipais, a Câmara Federal deu, recentemente, sinais de vida. Ou de morte, conforme a polêmica que agita os cultores da língua portuguesa a respeito das expressões “perigo de vida” ou “perigo de morte”.
Com o grave alheamento do movimento sindical (exceção feita aos petroleiros ativistas da FUP) a Câmara aprovou o texto-base do projeto originário do Senado que “alivia” a Petrobrás da exploração do pré-sal e abre caminho para outras medidas mais radicais de financeirização da empresa, algumas já estando sendo praticadas por sua nova direção.
Os deputados se preparam também, com um jantar faustoso na presidência da República, para votar a PEC dos gastos, ponte para um futuro de restrições à ação do Estado e para a diminuição dos gastos públicos, exigências do “mercado” e dos empresários (até mesmo em nota pública das confederações patronais) e cujos efeitos negativos têm sido subestimados pelo movimento dos trabalhadores do setor privado da economia.
Ficam confirmadas assim as características reacionárias da conjuntura e da correlação de forças no Congresso, apontando as dificuldades que o movimento sindical enfrentará em todas as discussões parlamentares sobre os temas de interesse dos trabalhadores.
E, no entanto, apesar das dificuldades, não se pode abandonar a luta, buscando em cada situação evitar o pior e alcançar o desejável, manobrando com habilidade neste ambiente hostil.
Para este esforço – que se conjuga com o esforço unitário do movimento – é de muita valia a mais recente publicação do DIAP sobre a agenda legislativa dos trabalhadores no Congresso Nacional (2016). São listadas as proposições em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, assinaladas as de interesse dos trabalhadores do setor privado e aos funcionários públicos e de interesse sindical.
São apresentadas também a pauta prioritária da CNI e a Agenda Brasil, anunciada pelo presidente do Senado, listando-se as 57 ameaças a direitos em tramitação no Congresso.
O livro editado pelo Diap deve estar em todas as mesas dos dirigentes e ativistas sindicais e orientar nossas ações nesta conjuntura que apresenta “perigo de morte” para os direitos.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político e consultor sindical
Fonte - Portogente  10/10/2016

Inflação e desemprego fecham mais de 6 mil lojas comerciais no Rio de Janeiro

Economia

Cerca DE 2.376 estabelecimentos comerciais fecharam as portas na capital fluminense de janeiro a julho deste ano.Segundo o presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), Aldo Gonçalves,esse número se eleva para 6.080 no estado em razão do momento difícil da economia brasileira.

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/Google
No período de janeiro a julho deste ano, 2.376 estabelecimentos comerciais fecharam as portas na capital fluminense. Esse número se eleva para 6.080 no estado em razão do momento difícil da economia brasileira, informou hoje (9) o presidente do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio), Aldo Gonçalves.
Segundo Gonçalves, em situações de crise o comércio “está na linha de frente. É o primeiro a sentir os efeitos da retração da economia, considerando, principalmente, a inflação alta que corrói o salário do trabalhador e, também, o desemprego. As pessoas sem trabalho não podem comprar, não podem consumir”.
Aldo Gonçalves informou que, apesar da crise, já se avista luz no fim do túnel. “Só que o túnel é muito comprido.” De acordo com o dirigente, as perspectivas de melhora só ocorrerão no próximo ano. “Temos expectativas de melhora, mas as medidas concretas ainda não apareceram”.

Alugueis
O presidente do CDL-Rio lembrou que o índice de desemprego é o primeiro a ser atingido em qualquer crise e o último a sair. “Até a retomada dos investimentos pelas empresas, o emprego é o último índice a se recuperar. E o emprego é fundamental para o comércio”, afirmou.
Para Aldo Gonçalves, também contribuiu para o fechamento dos estabelecimentos comerciais o elevado preço dos alugueis, principalmente no custo das renovações contratuais. O fechamento das 2.376 lojas varejistas nos sete primeiros meses deste ano mostra aumento de 15,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o estado do Rio de Janeiro, a extinção de 6.080 empresas superou em 18,8% o resultado registrado em igual período de 2015.
Somente no mês de julho, 793 estabelecimentos comerciais encerraram atividades na cidade do Rio, com crescimento de 102% em relação ao mesmo mês de 2015. Dessas, a maior parte (278) ocorreu na zona norte, seguida de 224 na zona oeste, 150 na zona sul e 141 no centro.
Fonte - Agência Brasil  09/10/2016

domingo, 9 de outubro de 2016

Mães de jovens negros assassinados denunciam à OEA falta de julgamentos

Direitos Humanos

A cada dez jovens assassinados no país, sete são negros. É o que mostra o dossiê A Situação dos Direitos Humanos das Mulheres Negras no Brasil, apresentado pelas organizações Geledés e Criola à Organização dos Estados Americanos (OEA).

Camila Boehm e Eliane Gonçalves
Repórteres da Agência Brasil
Rovena Rosa/Agência Brasil
Menos de 8% dos casos de homicídios por arma de fogo chegam a julgamento no Brasil. A cada dez jovens assassinados no país, sete são negros. É o que mostra o dossiê A Situação dos Direitos Humanos das Mulheres Negras no Brasil, apresentado pelas organizações Geledés e Criola à Organização dos Estados Americanos (OEA).
Em encontro com a relatora de Direitos Afrodescendentes e Mulheres da OEA, Margarette Macaulay, que veio na semana passada ao Brasil, mães de jovens negros assassinados nas periferias denunciaram as dificuldades encontradas para buscar reparação e justiça pelos crimes e o direito de enterrar os corpos dos filhos.
“Eu não quero que outras mães passem o que eu estou passando. Para falar a verdade, nem o próprio que matou meu filho, eu não quero que ele passe, nem que a mãe dele passe a dor que é”, disse Zilda Maria de Paula, mãe de Fernando Luis de Paula, morto na chacina de Osasco, na região metropolitana de São Paulo. O filho de Zilda, na época com 34 anos, tinha saído para cortar o cabelo e depois foi a um bar com amigos no dia 13 de agosto do ano passado. Mais 18 pessoas foram assassinada na ocasião. Três policiais militares e um guarda-civil respondem pelos crimes.
“Quando dá 20h, 20h30, eu olho no relógio e falo: foi essa hora que meu filho perdeu a vida. Eu estou vivendo dia a dia a morte do meu filho, daqueles tiros horríveis, que eu pensei que eram fogos”, disse. Zilda contou que Fernando foi um dos últimos a ser morto no bar e viu os amigos sendo assassinados. “Eu imagino o terror que meu filho passou e, toda vez que eu penso isso, meu coração vem na boca, parece que sou eu que estou passando”, relatou Zilda.
Uma das autoras do dossiê, Nilza Iraci, do Instituto Geledés, destaca as violações que as mães também sofrem. “Cada morte de um jovem negro tem por trás uma mãe, uma irmã, uma companheira, uma família. As mães aparecem no momento em que sai a notícia e depois elas ficam sozinhas com suas dores”.

Invisibilidade
Segundo o dossiê, além do sofrimento pela perda do filho, “há ainda a culpabilização, a representação midiática negativa e preconceituosa desses jovens. Em situações como estas, as mulheres negras, vítimas negligenciadas, sozinhas ou organizadas em Coletivos de Mães em luta, seguem uma trajetória de invisibilidade e violências que não cessa”.
“Eu não sei se a minha luta, a nossa luta, é em vão ou vale para alguma coisa, porque, mesmo estourando essa chacina bruta que fizeram aqui com a gente, a coisa não vai parar e não parou porque você vê, de um ano pra cá, quantAs chacinas teve? Depois de um mês que teve a chacina daqui, mataram aqueles meninos lá em Carapicuíba”, disse Zilda, de 64 anos, que trabalha como empregada doméstica e, agora, mora sozinha. Ela é divorciada há mais de 30 anos e Fernando era o único filho.
Zilda critica a pouca atuação do Estado diante das chacinas e o fato de nenhuma família ter sido indenizada. “O pior é esse silêncio do lado de lá. Já fomos no palácio do governo [do estado], já fomos na Assembleia Legislativa”, disse. Os processos de indenização ainda tramita na Justiça.

Justiça
A juíza responsável pelo caso vai decidir nos próximos meses pela impronúncia – quando entende que não há provas suficientes para levar o caso a júri popular, e com isso, o processo é arquivado – ou pela aceitação da pronúncia, quando reconhece indícios suficientes de autoria ou de participação dos réus, e o caso vai a júri popular.
O promotor Marcelo Oliveira, disse em agosto deste ano - após audiências em Osasco quando testemunhas e réus prestaram depoimento –, que o Ministério Público de São Paulo pediria a pronúncia. Os assassinatos teriam sido cometidos por vingança por causa das mortes de um policial militar e de um guarda civil ocorridos dias antes. Todos os acusados da chacina negam a autoria e participação no crime.
Para o defensor público Antonio Maffezoli, processos como o de Osasco são marcados por falhas na investigação. “Em vários casos conhecidos, casos em que a Defensoria Pública de São Paulo acompanha, de chacinas, de execuções sumárias, como nos crimes de maio de 2006, como as chacinas mais recentes, como a de Osasco, você verifica claras e grandes falhas na investigação da Polícia Civil, perícias que não são feitas, laudos de local, falhas nos exames de corpo de delito, que não são fiscalizadas ou corrigidas pelo Ministério Público, que tem a atribuição constitucional de exercer o controle externo à atividade policial”, disse.
O MP-SP disse, em nota, que os promotores de Justiça fizeram as suas avaliações e tomaram providências tanto em relação ao caso de Osasco, como aos crimes de maio de 2006. “Foram feitas as manifestações, a Justiça homologou os pedidos (em muitos casos, na maioria deles, de arquivamento, por falta de autoria)”, diz a nota.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que as mortes ocorridas em maio de 2006 foram investigadas pela Polícia Civil e pela Corregedoria da PM e que foram acompanhadas pelo Ministério Público. "Todas as ocorrências de morte foram apuradas, à época, com rigor, assim como as denúncias de eventuais homicídios que poderiam ter policiais como autores", diz a nota.
Sobre a chacina de Osasco, a SSP disse que o caso foi investigado pela corregedoria, DHPP e pelo setor de homicídios da seccional de Osasco, com apoio da Polícia Técnico Científica.
Fonte - Agência Brasil  08/10/2016

Começa a construção da segunda linha de VLT de Chengdu na China

Transportes sobre trilhos

A construção da segunda linha de VLT elétrico em Chengdu começou em 28 de setembro.O inicio da operação está prevista para 2018,devido a mais quatro paradas que foram incorporadas ao projeto depois das outras

Da Redação
Railway Gazette
Os primeiros trabalhos começaram em dezembro de 2015. O percurso compreende uma linha com 27km e 33 paradas no percurso entre a estação ferroviária Chengdu West a Pixian via Xinje e um tramo de 11km de Xinje Road para Ren Ele Cun com 14 paradas.
Duas paradas serão em um nível elevado de 1.8 km de extensão,e o resto do percurso segue normal.O sistema será integrado a quatro linhas de metro.
O inicio da operação está prevista para 2018,devido a mais quatro paradas que foram incorporadas ao projeto depois das outras Os serviços serão operados com uma frota de bondes de cinco seções cada, e com capacidade para 380 passageiros.
A linha é uma das seis planejadas para Chengdu.Em fevereiro começaram os testes dinâmicos na primeira fase da Xinjin Line com 9,7Km  que será estendida para o leste por uma linha de 13 Km.A Xinzhu Corp está fornecendo os 15 bondes elétricos de três seções com piso baixo,dos quais nove deverão entrar em operação na primeira fase.
Com informações da Railway Gazette  08/10/2016