quinta-feira, 31 de março de 2016

Tributarista depõe na comissão e diz que governo não violou lei orçamentária

Política

O professor de direito tributário da Universidade do Estado do Rio de Janeiro Ricardo Lodi apresenta a defesa da presidenta Dilma Rousseff à Comissão Especial do Impeachment.Dividindo os assuntos por tópicos de acusação, Lodi Ribeiro disse que, enquanto os juristas afirmam que as pedaladas fiscais foram constituídas por operações de crédito, o que houve foi um "direito de crédito"

Carolina Gonçalves e
Daniel Lima-Repórteres da Agência Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ao prestar depoimento hoje (31) na Comissão do Impeachment, o professor adjunto da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (RJ), Ricardo Lodi Ribeiro, especialista em direito tributário e financeiro, segundo nome indicado para fazer a defesa da presidenta Dilma Rousseff, afirmou que há "incongruências" no pedido apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal.
Dividindo os assuntos por tópicos de acusação, Lodi Ribeiro disse que, enquanto os juristas afirmam que as pedaladas fiscais foram constituídas por operações de crédito, o que houve foi um "direito de crédito". Para explicar a tese, o professor citou o exemplo de um contrato de reforma residencial em que o arquiteto entrega a obra no prazo, mas o contratante não paga no dia acertado.
“Se não pagou o projeto entregue no prazo, o arquiteto tem direito de crédito, mas isto não constitui uma operação de crédito", afirmou, fazendo uma analogia com os contratos da União com agentes financeiros públicos. Lodi alertou que a Lei do Impeachment não tipifica como crime de responsabilidade a violação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “O que se pune é o atentado à Lei do Orçamento, que prevê receitas e despesas. A LRF estabele normas gerais sobre gestão do orçamento. Além de não termos uma operação de crédito e uma violação à LRF, não houve violação à Lei do Orçamento”, ressaltou.
O especialista em direito afirmou que, das acusações elencadas no pedido, em relação ao ano de 2015, “só restou um caso apontado na denúncia, que é o do Plano Safra que não tem qualquer participação da presidente da República. É inteiramente regulado pelo Conselho Monetário Nacional. A presidente não tem competência para contrair operação de crédito nestes casos”, disse.

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Créditos Suplementares
Brasília - Reunião da Comissão do Impeachment em que os parlamentares ouvem o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, e o professor de direito tributário da Uerj Ricardo Lodi. Eles apresentaram a defesa de Dilma Rousseff. Ontem, foram ouvidos os autores do pedido de afastamento de Dilma

Ricardo Lodi Ribeiro disse que criminalizar a gestão da política econômica “não é algo que possa se compatibilizar com a Constituição Federal”. Ele lembrou que os gestores precisam fazer escolhas difíceis em momentos de crise e, reiterando o discurso do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que falou minutos antes do especialista, lembrou que a abertura de crédito suplementar não significa necessariamente aumento de despesas.
“A aprovação da lei do orçamento inseriu, no Artigo 4, a autorização para abertura de crédito suplementar condicionada ao superávit primário. Como orçamento anual, só podemos verificar a ocorrência dessa condição [cumprimento ou não da meta] ao final do exercício anual.”.
O professor Lodi reconheceu que a LRF estabelece a entrega de relatórios bimestrais sobre as contas do governo, mas reforçou que o cumprimento da meta, ainda assim, só pode se confirmar no balanço final. Ele lembrou que foi o Congresso Nacional que aprovou a proposta de lei encaminhada pelo governo Dilma, em 2015, alterando a meta e admitindo déficit.
“O Congresso aprovou o PLN, que reduziu a meta, admitindo déficit de até R$ 100 bilhões. No momento que o Congresso aprova lei alterando meta, aquela condição prevista na Lei do Orçamento não será realizada. Não se pode afirmar que a meta de 2015 não foi cumprida”, completou.
Deputados governistas defendem que não há razões jurídicas para o processo de impeachment, seguindo o mesmo tom adotado pela própria representada, que diária ou semanalmente, desde que o pedido foi acatado na Câmara, tem repetido que não renunciará e afirmado que não cometeu crime de responsabilidade. Ontem (30), Dilma Rousseff participou de um evento no Palácio do Planalto e reafirmou que a tentativa é golpe. “Estamos discutindo um impeachment muito concreto e sem crime de responsabilidade”, afirmou a presidenta.
As oitivas na Comissão do Impeachment foram resultado de um acordo entre líderes partidários, que concordaram em convidar duas pessoas de cada um dos dois lados, contra e em defesa do governo, para esclarecer posições. Na primeira sessão de depoimentos, ontem, nomes indicados pela oposição falaram em meio a uma sessão marcada por tumulto. Autores do pedido que resultou no início do andamento do processo, os juristas Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal afirmaram que as pedaladas fiscais são elementos suficientes para que a presidenta seja processada por crime de responsabilidade.
Miguel Reale Jr afirmou que Dilma feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal ao retardar o repasse de recursos para bancos públicos. A advogada rechaçou a classificação de golpe, assegurando que a denúncia está bem caracterizada. Os depoimentos terminaram em confusão, quando o presidente da comissão, Rogério Rosso, decidiu encerrar a sessão sem dar a palavra a parlamentares governistas, que esperavam para fazer perguntas.
Rosso, que argumentou que a Ordem do Dia tinha sido iniciada no plenário, foi acusado de manobra a pedido do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já que havia informado, no final da manhã, que não haveria necessidade de encerrar a reunião, por não havia previsão de votações.
Relator do processo, Jovair Arantes (PTB-GO) voltou na sessão de hoje para tentar tranquilizar o colegiado. “Convidamos dois que fizeram a denúncia e dois que falam contra a denúncia. Não para produzir provas. Evidente que a fala é livre, mas nada de novo será acrescentado no relatório”, afirmou, tentando apaziguar os ânimos já acirrados no início da sessão.
Fonte - Agência Brasil  31/03/2016

Inaugurados dois terminais integrados da Ferrovia Norte-Sul, localizados nas cidades de Porto Nacional e Palmeirante

Logística

O evento contou com a presença do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, do senador Donizeti Nogueira, do governador do Tocantins, Marcelo Miranda, do senador Vicentinho Alves, do diretor-presidente da VLI, Marcello Spinelli, do prefeito de Porto Nacional, Otoniel Andrade, do prefeito de Palmeirante, Manoel de Oliveira Plínio (Paraná) e outras autoridades. 

Portal Surgiu - RF
foto - ilustração
Nesta terça (29), foram inaugurados dois terminais integrados da Ferrovia Norte-Sul, localizados nas cidades de Porto Nacional e Palmeirante. Operados pela empresa VLI – Valor Logística Integrada, os terminais visam atender a demanda crescente por alternativas para o transporte e exportação de grãos para região norte e nordeste do país, colaborando para redução dos gargalos logísticos.
O evento contou com a presença do ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, do senador Donizeti Nogueira, do governador do Tocantins, Marcelo Miranda, do senador Vicentinho Alves, do diretor-presidente da VLI, Marcello Spinelli, do prefeito de Porto Nacional, Otoniel Andrade, do prefeito de Palmeirante, Manoel de Oliveira Plínio (Paraná) e outras autoridades.
De acordo com o ministro dos Transportes, o Governo Federal apoia iniciativas como os terminais integrados. “Só no governo da presidenta Dilma foram entregues mais de mil quilômetros de novos trechos, a Ferrovia Norte-Sul será a espinha dorsal do nosso sistema ferroviário, que se destaca como importante rota de exportação”. O ministro agradeceu ainda o empenho do senador Donizeti Nogueira e do senador Vicentinho Alves em prol do Tocantins.
O senador Donizeti destacou que o Tocantins e o Brasil só têm a ganhar com o funcionamento desses terminais. “Esse empreendimento vai proporcionar mais geração de emprego e renda para os municípios e para o Estado, atraindo novos investidores e proporcionando o suporte necessário para que nossos empreendedores exportem sua produção, com rapidez e qualidade”, frisou.
O governador afirmou que a solenidade vai entrar para história do Tocantins pela sua importância e grandiosidade. “O Tocantins faz parte da região Norte, onde a produção e a competitividade são as que mais crescem no país. Os dois terminais inaugurados hoje vão reduzir os gargalos logísticos, não apenas do Tocantins, mas da cadeia nacional”, disse. 
Fonte - Revista Ferroviária  30/03/2016

Reportagem mostra os dramas na maior ferrovia do Brasil

Ferrovias

Vida nos Trilhos” apurou os impactos ambientais e as violações dos direitos humanos que ocorrem naquela região devido à exploração do minério, bem como o trabalho organizado pela população local na busca de seus direitos.

Radio Vaticana
foto - ilustração EFC/Pregopontocom 11/2015
São Paulo (RV) – A reportagem “Vida nos Trilhos”, produzida pela Signis Brasil, associação que busca integrar e animar os meios de comunicação católicos no país, vai revelar os impactos ambientais e as violações dos direitos humanos no contexto da exploração de minérios na Amazônia e do escoamento por meio da Estrada de Ferro Carajás, que atravessa o Maranhão e o sul do Pará.
A Estrada de Ferro Carajás é a maior ferrovia de transporte de passageiros, sendo, no entanto, especializada no transporte de minérios. Em 10 dias, a reportagem percorreu parte dos 892 quilômetros da ferrovia que corta 25 municípios de ambos Estados. Estende-se desde as minas da Serra dos Carajás até os portos da Baía de São Marcos, entre a Ilha de São Luís e o oeste do Maranhão. Os trilhos margeiam portos importantes, como o Porto do Itaqui, Ponta da Madeira e o Cujupe.
foto - ilustração EFC/Pregopontocom 11/2015
“Vida nos Trilhos” apurou os impactos ambientais e as violações dos direitos humanos que ocorrem naquela região devido à exploração do minério, bem como o trabalho organizado pela população local na busca de seus direitos.

Casa Comum
Em atenção aos apelos do Papa Francisco, em sua preocupação com relação ao futuro do planeta lançado na Encíclica Laudato Si, e atendendo ao pedido expresso do presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, o Cardeal Cláudio Hummes, para que seja divulgada a realidade da Amazônia Legal, a Signis Brasil propôs a seus associados reportagens daquela região.
“Vida nos Trilhos” será veiculada em 230 emissoras de rádio e em 11 títulos impressos entre jornais e revistas, associados à Signis Brasil atingindo uma tiragem superior a 1 milhão e meio de exemplares. A reportagem também será transmitido por 8 TVs de inspiração católica, além dos sites desses veículos e suas respectivas redes sociais.
Fonte - STEFZS  30/03/2016

quarta-feira, 30 de março de 2016

Nova rota incrementa turismo entre Buenos Aires e Bahia

Turismo

A Gol iniciou, no último final de semana, uma nova rota entre Porto Seguro e o aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires. Com essa operação, o estado passa a ter duas opções de voos diretos da empresa para o país, incluindo as partidas de Salvador, trecho lançado pela companhia em 2014.

Da Redação
A Bahia é um dos principais destinos procurados pelos argentinos, assim como a Argentina é preferência entre os brasileiros em viagem pela América Latina, motivos suficientes para a Gol Linhas Aéreas Inteligentes apostar nesta aproximação. A companhia iniciou, no último final de semana, uma nova rota entre Porto Seguro e o aeroporto de Ezeiza, em Buenos Aires. Com essa operação, o estado passa a ter duas opções de voos diretos da empresa para o país, incluindo as partidas de Salvador, trecho lançado pela companhia em 2014.
O secretário do Turismo da Bahia, Nelson Pelegrino, saudou o avanço e lembrou o fato de a Bahia atuar com grande eficácia no estímulo à expansão da malha aérea regional. Com nova regulamentação, foi reduzida a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o combustível (querosene) para voos regionais, de 17% para até 7%.
A Bahia possui nove aeroportos que oferecem rotas comerciais no interior do Estado, nas cidades de Ilhéus, Porto Seguro, Feira de Santana, Teixeira de Freitas, Valença, Lençóis, Barreiras, Paulo Afonso e Vitória da Conquista. A Gol opera em Salvador, Ilhéus, Porto Seguro e Una (Ilha de Comandatuba).
Com informações da Secom Ba.  30/03/2016

HÁ 10 ANOS, o Brasil inteiro acompanhava seu primeiro COSMONAUTA no espaço

Ciência & Tecnologia

Há 10 anos, o Brasil inteiro acompanhava pelos noticiários os momentos do primeiro cosmonauta brasileiro a ir ao espaço. No dia 29 de março de 2006, o Tenente-Coronel Marcos Pontes integrava a tripulação da Soyuz TMA-8, formada ainda pelo comandante russo Pavel Vinogradov e pelo astronauta americano Jeffrey Williams.

Sputnik
© Sputnik/ Sergey Kazak
Pontes integrava a chamada Missão Centenário, fruto de um acordo firmado em 2005 entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Agência Espacial da Federação Russa (Roscosmos). Pontes, que era tenente-coronel da Força Aérea Brasileira (FAB), estava se preparando há alguns anos para integrar as missões dos ônibus espaciais americanos, mas a explosão da Columbia em 2003 fez a Agência Espacial Americana (NASA) interromper todos os seus programas.
A Missão Centenário recebeu este nome em referência à comemoração do centenário do primeiro voo tripulado de uma aeronave, o 14 Bis, de Santos Dumont, em Paris, em 23 de outubro de 1906. Com o acordo firmado entre Brasil e Rússia, Marcos Pontes passou por treinamento na Cidade das Estrelas, complexo de formação e preparação de cosmonautas situado a cerca de 50 quilômetros de Moscou.
Os três cosmonautas decolaram do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, em 29 de março de 2006, às 23h30min (horário de Brasília), tendo como destino a Estação Espacial Internacional, onde acoplou no dia 1.º de abril. Lá os cosmonautas realizaram diversos experimentos científicos. Entre os realizados por Pontes estavam estudos sobre o efeito da microgravidade na cinética das enzimas, mini tubos de calor, germinação de sementes em ambiente de microgravidade, alguns dos quais foram acompanhados por alunos de escolas de São José dos Campos (SP) através da internet. A tripulação voltou à Terra no dia 8 de abril.

Dez anos depois, Pontes faz um balanço da experiência e conta aos leitores da Sputnik os pontos altos dessa missão:
“Queria agradecer por todo o carinho que tenho recebido por ocasião dos 10 anos da Missão Centenário, um marco na minha vida. Uma honra muito grande poder representar o Brasil, poder conhecer amigos que tenho até hoje na Rússia e que mantenho com muito carinho, e poder realizar um sonho não só meu, mas de uma nação inteira. Toda vez que você decola carregando a bandeira de uma nação carrega consigo também os sonhos, as expectativas e as vontades de um país inteiro. E dez anos passaram bem rápido, e muita coisa aconteceu nesse período.”

A experiência no espaço deixou frutos que estão sendo colhidos até hoje graças à persistência do cosmonauta e ao seu empenho em contribuir com projetos de desenvolvimento de educação.
“Tudo o que eu pude fazer para incentivar, promover as atividades espaciais, a ciência e tecnologia e principalmente a educação no Brasil eu fiz, até criei fundação para isso, como a Fundação Astronáutica Marcos Pontes. Agora no domingo, dia 3 de abril, vamos ter um evento muito bonito em Bauru (SP), onde a gente espera reunir entre 40 e 50 mil pessoas – no ano passado foram 40 mil – justamente em torno de educação, ciência e tecnologia.”

Apesar do entusiasmo, no entanto, Pontes diz que o cenário no Brasil deixa ainda muito a desejar.
“O fato é que, do ponto de vista federal, do apoio ao programa espacial e de outras áreas de ciência e tecnologia no Brasil, infelizmente as notícias não são boas. Não sei o que se passa na cabeça das nossas autoridades, mas certamente é distante do desenvolvimento da ciência e da tecnologia. O que a gente vê é uma redução de investimentos, leis que atrapalham bastante o desenvolvimento, a conexão operacional entre as universidades públicas e as empresas privadas, os centros de pesquisa, as parcerias no país. A gente precisa mudar essa proa, para que se tenha um país desenvolvido através da ciência, da tecnologia e da educação.”

Sobre o momento mais marcante da Missão Centenário, Marcos elege um e se emociona ao falar dele.
© SPUTNIK/ СЕРГЕЙ КАЗАК
“Teve um momento que congregou desde a parte emocional, com tudo que foi antes da missão. Foi o momento em que chegamos ao espaço com o corte do motor e a separação do último estágio da Soyuz. Foi um momento especial quando olhei para a Terra e vi essa Terra azul, maravilhosa. Foi uma espécie de flash back de todos esses anos de preparação, começando lá em Bauru”, recorda.
“Lembro que naquela época, quando eu falava em ser piloto, os meus amigos de trabalho lá na Rede Ferroviária falavam que era maluquice, que eu nunca iria conseguir fazer isso. Eu tinha ali de 14 para 16 anos. Lembro que um dia cheguei em casa chateado e minha mãe olhou para mim – ela era italiana, com aqueles olhos azuis – e me disse: ‘Olha, não dê ouvido a esse tipo de coisa, porque você pode ser o que quiser na vida desde que você estude, trabalhe e persista. Sempre faça mais do que esperam de você.’ De repente, naquele momento, quando olhei a Terra, lembrei da minha mãe falando exatamente aquilo. Acho que aquele momento foi o mais marcante de toda a missão.”
Fonte - Sputnik  30/03/2016

Número de mulheres que fazem doutorado no exterior ultrapassa o de homens

Educação

O estudo mostra que no Brasil há 14.173 doutores titulados no exterior entre 1970 e 2014. Desse total, 8.357, ou 59%, são homens e, 5,786, ou seja, 41%, são mulheres. Até 2011, os homens eram os que mais saíam do Brasil para obter a titulação. Em 1970, apenas 12 mulheres haviam se titulado no exterior, enquanto os homens eram 29. A partir de 2012, esse cenário muda, e as mulheres doutoras ultrapassam os homens. Em 2014, 464 mulheres fizeram o doutorado fora, os homens com a mesma titulação eram 291.

Mariana Tokarnia
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
As mulheres são maioria entre os doutores brasileiros titulados no exterior em 2014 - mais de 60%, de acordo com estudo divulgado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). No entanto, as doutoras ainda estão em desvantagem em relação aos homens - ganham, em média 16,5% a menos. Enquanto 71,4% dos doutores estão empregados, entre as doutoras, esse índice cai para 48,82%.
O estudo mostra que no Brasil há 14.173 doutores titulados no exterior entre 1970 e 2014. Desse total, 8.357, ou 59%, são homens e, 5,786, ou seja, 41%, são mulheres. Até 2011, os homens eram os que mais saíam do Brasil para obter a titulação. Em 1970, apenas 12 mulheres haviam se titulado no exterior, enquanto os homens eram 29. A partir de 2012, esse cenário muda, e as mulheres doutoras ultrapassam os homens. Em 2014, 464 mulheres fizeram o doutorado fora, os homens com a mesma titulação eram 291.
"Isso coincide com a condução da mulher no mercado de trabalho. Nesse período, a maternidade deixou de ser a coisa mais importante, porque para fazer um doutorado pleno no exterior é preciso se ausentar por um tempo maior. No início, iam menos mulheres, mas isso vai mudando, e em 2012 a tendência se inverte e deverá se manter", diz o consultor do CGEE Cláudio Cavalcanti Ribeiro.
Quanto à renda, no entanto, os dados de 2014 mostram que as doutoras formadas no exterior ganham em média R$ 15.239,12, enquanto os homens com a mesma titulação recebem em média, por mês, R$ 18.250,49. Eles também estão mais presentes no mercado formal. De acordo com os dados de 2014, os últimos disponíveis, 2.825 mulheres e 5.988 homens estão empregados. Os dados consideram o total de doutores no país, formados desde 1970.
A diferença se dá, segundo a assessora técnica do CGEE Sofia Daher, entre outros fatores, pela posição ocupada pelas mulheres. "Uma das coisas que talvez explique a remuneração é o tipo de ocupação. Dirigentes, membros superiores de instituições costumam ter remuneração maior e há menos mulheres nessas posições", diz.

Empregos
O Estudo sobre os Doutores Titulados no Exterior: expansão da base de doutores no exterior e novas análises (1970-2014) foi apresentado pela primeira vez nessa terça-feira (29) a um grupo de especialistas e jornalistas. O objetivo é traçar um perfil dos doutores formados integralmente fora do país.
"Independentemente do crescimento e da maturidade da pós-graduação brasileira, não podemos deixar de formar pessoas no exterior de jeito nenhum. Existem áreas em que o Brasil não está com competência instalada. Além disso, é bom mandar gente para países que tenham visões e linhas de pesquisa diferentes a fim de formar pesquisadores brasileiros com ideias e visões diferentes", afirma Cláudio Ribeiro.
O estudo mostra que os doutores titulados no exterior são mais valorizados pelo mercado brasileiro. Eles ganham em média R$ 17.284,40. Os doutores formados no Brasil têm, por sua vez, uma remuneração média de R$ 13.860,86. A maioria dos que se titularam fora é empregada pela administração pública federal (53%) e estadual (18%). Atua no setor da educação (78%), na administração pública (9%), atividades profissionais, científicas e técnicas (6%), além de outros setores.
Formações nos Estados Unidos ou na Grã-Bretanha são mais valorizadas do que na Itália ou Argentina, por exemplo. Os doutores formados nos dois primeiros países ganham mais, em média.

Mais doutores
Segundo os pesquisadores, é necessário qualificar a formação de doutores. Uma vez que manter um pesquisador fora durante todo o doutorado custa caro, é necessário qualificar essa formação, direcionando as áreas e as universidades.
Na publicação, o Ciência sem Fronteiras (CsF) é citado como um dos principais programas que oferecem doutorado pleno. O programa financia mais de 3,3 mil doutorados plenos no exterior. Esses doutores não foram considerados no estudo por ainda não estarem titulados.
"O CsF fez um esforço de radicalizar a formação no exterior. Ele trabalha em vários níveis, não é um programa só de doutores. Eu acho que ele levou a um ponto único a discussão da política pública brasileira de formação, ao entendimento de que é preciso que o intercâmbio no exterior se generalize, se intensifique", diz o diretor do CGEE, Antonio Carlos Galvão.
Fonte - Agência Brasil  30/03/2016

terça-feira, 29 de março de 2016

Alstom fornecerá mais 6 Unidades Múltiplas Elétricas Coradia a Trenitalia para Trentino

Transportes sobre trilhos

Os trens  terão seis carros cada com cerca de 282 assentos fixos e 42 dobráveis,dois espaços para cadeiras de rodas e espaço para 20 bicicletas. Haverá acesso com piso baixo,com cada porta sendo equipada com placas,tipo ponte integrada,para preencher o espaço vazio entre o trem e a plataforma.

Da Redação
imagem/Railway Gazette
Trenitalia fechou com à Alstom um contrato para o fornecimento de mais seis Unidades Múltiplas Elétricas Coradia Meridian,para operação de serviços regionais em Trentino.
O pedido foi anunciado em 25 de Março,e as entregas estão programadas para começar no final de 2016.
Os trens poderão atingir a velocidade 160km/h e terão seis carros cada com cerca de 282 assentos fixos e 42 dobráveis,dois espaços para cadeiras de rodas e espaço para 20 bicicletas.Terá acesso com piso baixo,com cada porta sendo equipada com placas,tipo ponte integrada,para fazer a ligação no espaço vazio,entre o trem e a plataforma. As unidades terão sistema de informação CCTV,sinalização em Braille e tomadas de energia elétrica de 220 V .
Mais de 100 Unidades Múltiplas Elétricas Coradia Meridian,já estão em serviço em Piemonte, Lombardia, Toscana, Úmbria, Lazio, Marche e Abruzzo,e a seguir,mais unidades estarão também em Campania, Trentino e Sicília. Os conjuntos de trem são projetados e fabricados nas instalações da Alstom em Savigliano, Sesto San Giovanni e Bolonha.
Com informações da Railway Gazette  29/03/2016

Prefeitura de São Luis lança edital de licitação do Sistema de Transporte Público

Transporte público

Após o lançamento do edital de licitação do sistema de transporte público de São Luis no dia 28/03,as empresas de ônibus terão 45 dias para apresentar propostas.O edital prevê substituição imediata de 200 ônibus fora da idade média recomendada,bem como climatização e acessibilidade em toda a frota

O Imparcial
foto - Pregopontocom /TI  Praia Grande  São Luis
Foi lançado, na manhã de ontem, o edital de Licitação do Sistema de Transporte Urbano em São Luís. O evento aconteceu no auditório da Prefeitura de São Luís, localizado no Centro. O lançamento contou com a presença do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o secretário Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Canindé Barros, o vereador Pavão Filho e demais autoridades.
A licitação servirá para que a prefeitura abra uma livre concorrência que irá selecionar empresas de todo o Brasil para administrarem o sistema de transporte de São Luís.
O documento já está à disposição das empresas ou concessionárias, que poderão fazer suas propostas num prazo de 45 dias. O novo modelo do serviço de transporte estabelece no primeiro ano de operação das empresas selecionadas: a substituição imediata de 200 ônibus fora da idade média recomendada pelo edital, bem como acessibilidade em toda frota, inserção no sistema de ônibus, substituição gradativa da frota convencional por ônibus com ar-condicionado, sendo 180 climatizados.
Outra novidade a partir da licitação será a telemetria - ferramenta de controle e fiscalização do sistema que permitirá o acompanhamento preciso de toda a rota do veículo, evitando que este faça desvios ou deixe de passar em pontos onde originalmente deveria fazer parada. A licitação também proporcionará a redução da idade média dos ônibus em circulação na capital. O número que atualmente é 5,8 pode ser reduzido para quatro anos, a partir da licitação.

Lotes
O edital ficou dividido em quatro lotes, podendo participar uma empresa ou por consórcio (empresas juntas). Cada empresa ou consórcio poderá atuar em apenas um lote, evitando assim o monopólio. Todos os benefícios existentes (idosos, meia-passagem, cartão criança etc) serão mantidos. A previsão para a conclusão do processo licitatório é até julho. Depois de assinados os contratos, as empresas ou consórcios vencedores terão 90 dias para se adaptarem às exigências do edital.
Fonte - O Imparcial   29/03/2016

Aeroporto Santos Dumont (RJ) terá voos na madrugada durante a Olimpíada

Transporte aéreo

Com a ampliação do horário, o terminal poderá receber 70 mil passageiros a mais. São cerca de 214 movimentos diários (chegadas e partidas) a mais de aeronaves. Em 21 dias de operação especial, a estimativa é que um total de 4,5 mil pousos e decolagens extras sejam realizados no terminal da capital olímpica. 

Com informações da SAC
 foto Divulgação/Infraero
O Aeroporto Santos Dumont (RJ) funcionará em horário excepcional no período de maior movimentação aérea no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos Rio2016, de 3 a 23 de agosto: a aviação comercial vai operar das 6h às 23h59; já a aviação executiva e os táxis-aéreos poderão operar também na madrugada, das 22h30 até as 5h59. Terminado este período, o aeroporto voltará a funcionar em seu horário normal, de 6h às 22h30.
Com a ampliação do horário, o terminal poderá receber 70 mil passageiros a mais. São cerca de 214 movimentos diários (chegadas e partidas) a mais de aeronaves. Em 21 dias de operação especial, a estimativa é que um total de 4,5 mil pousos e decolagens extras sejam realizados no terminal da capital olímpica. Além de atender à demanda, a medida deve reduzir possíveis impactos meteorológicos nas operações.
A ampliação também reduzirá o impacto sobre o Galeão, aeroporto referência dos Jogos, permitindo que as chegadas e partidas dos passageiros sejam mais equilibradas. Isso reduz o risco de atrasos, especialmente devido à alta demanda de passageiros, como se prevê durante um evento de grande atração.
A estimativa da SAC (Secretaria de Aviação Civil) é que mais de um milhão de atletas, delegações e turistas circularão pelos aeroportos cariocas e 4,7 milhões de volumes de bagagem serão processados ao longo dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
O megaevento vai trazer ao Brasil delegações de 206 países e mais de 100 chefes de Estado. Trinta e nove aeroportos estarão envolvidos na operação especial do setor, todos localizados nas cidades-sede ou a até 200 quilômetros delas.
Em torno de 2,2 mil controladores de voo já receberam treinamento específico para o evento e mais de mil vagas extras serão criadas nos pátios dos terminais para estacionamento de aeronaves no período.
Fonte - Agência CNT de Notícias  29/03/206

Polícia cumpre mandados de prisão contra acusados de fraudes na merenda em SP

Política

Os alvos das ações são suspeitos de participar de um esquema de fraudes nos contratos para fornecimento de merenda para escolas da rede pública de ensino. Entre os presos, está o ex-deputado estadual Leonel Júlio, que chegou a ser presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na década de 1970.

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

imagem/Ag.Brasil
A Polícia Civil cumpriu, na manhã de hoje (29), sete mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, na segunda fase da Operação Alba Branca, em São Paulo. Os alvos das ações são suspeitos de participar de um esquema de fraudes nos contratos para fornecimento de merenda para escolas da rede pública de ensino. Entre os presos, está o ex-deputado estadual Leonel Júlio, que chegou a ser presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na década de 1970.
O filho de Leonel, Marcel Ferreira Júlio, é considerado foragido. Além de três prisões na capital paulista, foram cumpridos mandatos em Bebedouro e Campinas, no interior do estado.
Segundo as investigações, o esquema, que envolvia o pagamento de propina a agentes públicos, era liderado pela Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar (Coaf), que mantinha contratos para fornecimento de alimentos com diversas prefeituras. A empresa é acusada de fraudar a modalidade de compra “chamada pública”, que pressupõe a aquisição de produtos de pequenos produtores agrícolas. A empresa cadastrou cerca de mil pequenos produtores, mas comprava de apenas 30 ou 40 deles, e adquiria também de grandes produtores e na central de abastecimento do estado, informou o MP.
O presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), e o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo estadual Luiz Roberto dos Santos, conhecido como Moita, estão entre os investigados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. Em fevereiro, o desembargador Sérgio Rui da Fonseca, do Tribunal de Justiça de São Paulo, decretou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Capez.
Fonte - Agência Brasil  29/03/2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

Velocidade não é uma solução é um problema

Mobilidade/Trânsito

A melhoria da qualidade e da fluidez do trânsito deve ser o resultado de um bom planejamento urbano,investimentos em sistemas de transportes públicos eficientes sustentáveis e de alta capacidade,a integração racional entre todos os sistemas de transporte existentes,a adoção de velocidades calmas nas vias urbanas,e a humanização das cidades conciliando todos os entes envolvidos.

A.Luis
foto - ilustração/Pregopontocom
É um grande equivoco por parte daqueles que acham que aumentar a velocidade em vias urbanas nas cidades é a solução para se resolver os atuais problemas de fluidez do transito seja la onde for.
A Av. Paralela em Salvador é um exemplo,uma via Urbana embora extensa cortando a cidade na direção norte,sendo a principal via de ligação com a RMS/Norte a partir da cidade Lauro de Freitas,é uma via urbana cujas as margens já se encontram em avançado estado de adensamento.Como tal,o ideal seria mesmo em prol do bom senso se estabelecer uma velocidade máxima mais calma em torno de 70km para veículos leves e de 60Km para veículos pesados,o que proporcionaria melhores condições de segurança a todos que transitam na citada via.Não é a velocidade que ira melhorar a fluidez no trânsito no local,ledo engano daqueles que assim pensam (Isso passa também pela melhoria da oferta e da qualidade do transporte público no local e o sistema Metroviário integrado aos demais sistemas existentes sem dúvida será uma solução importante e positiva nessa questão),A cidade de São Paulo com uma ação bastante corajosa e positiva (bem como muitas outras cidades ao redor do mundo),conseguiu ao diminuir os limites de velocidades para 70Km e 50Km respectivamente nas suas vias marginais,diminuir também os índices de acidentes com vítimas fatais em torno de 36% além do que,a diminuição da velocidade ao contrário do que muitos supõe,também contribuiu para a melhorar a fluidez do transito nestas vias,A velocidade não é um fator relevante para a melhoria da fluidez do transito,ao contrário,ele provoca transtornos,insegurança e acidentes.Respeitando-se a lógica e os fundamentos da engenharia,da segurança e a humanização do trânsito,a realidade será bem diferente,de casos em que  haja ausência desses fatores.

foto - ilustração/Pregopontocom
O transporte público sem duvida também terá que dar a sua grande contribuição como parte principal na solução para a melhoria da mobilidade urbana sustentável,ocupando mais espaços até então destinados ao transporte individual.Um planejamento adequado e mais criterioso do transito para as cidades,ira contribuir substancialmente para melhorar as condições de trafegabilidade,a redução de acidentes,os pesados custos decorrentes dos mesmos,e a segurança de todos os entes envolvidos,incluindo a parte mais frágil,o pedestre.Muitas vezes por medidas equivocadas e por falta de iniciativa do poder público,na adoção de planejamento,projetos e políticas públicas adequadas que visem a melhoria da qualidade do trânsito e da mobilidade urbana,a realidade pode se tornar dura e trágica.
A velocidade não é uma solução,é um problema.
Pregopontocom/Salvador Sobre Trilhos 28/03/2016

Mobilidade urbana será debatida em seminário na cidade de João Pessoa

Mobilidade

De acordo com o representante da Academia Paraibana de Engenharia, José Francisco Nóbrega, a ideia é criar um conselho ou um fórum permanente para debater os rumos e traçar em conjunto soluções para melhorar o transporte intermodal da região.

CBTU
CBTU
Promover a integração entre todos os modais de transportes, identificar pontos críticos e reabrir a discussão em torno de projetos que sanem os maiores problemas de mobilidade da população paraibana. É com este objetivo que a Academia Paraibana de Engenharia realizará nos dias 4 e 5 de abril, na sede do Sinduscon, na capital paraibana, o fórum Mobilidade Urbana na Região Metropolitana de João Pessoa.
De acordo com o representante da Academia Paraibana de Engenharia, José Francisco Nóbrega, a ideia é criar um conselho ou um fórum permanente para debater os rumos e traçar em conjunto soluções para melhorar o transporte intermodal da região. “É preciso que as instituições ligadas ao transporte público tenham uma ligação e tomem conhecimento do cada tem feito para minimizar os problemas e juntos possam procurar soluções que sejam benéficas para todos”, diz.
O evento será aberto às 8h, do dia 4 de abril, com a seção solene do presidente da Academia Paraibana de Engenharia. Durante toda a manhã haverá discussão do tem transporte rodoviário. À tarde, a partir das 13h, será a vez do Transporte Ferroviário, seguido pelo Marítimo; e as Demandas da Indústria e do Turismo. No dia 5, a discussão se concentrará no transporte Urbano com exposições das prefeituras da Região Metropolitana.
Qualquer pessoa pode participar. As inscrições serão feitas no local do evento, na sede do Sinduscon. O fórum conta com o apoio do Crea-PB, Mutua, Sinduscon, CBTU, DNIT, DER, DOCAS, FIEP, PBTUR, Governo do Estado, Prefeituras de João Pessoa, Bayeux, Santa Rita, Cabedelo e Secretaria de Turismo de João Pessoa.
Fonte - CBTU  28/03/2016

Entidades pedem que Brasil acelere obrigatoriedade do ESC - Controle Eletrônico de Estabilidade

Carros/Tecnologia  🚗

O sistema é considerado uma das inovações mais importantes em segurança veicular, equivalente ao cinto. Ele age para corrigir a trajetória do veículo em situações de risco, como curvas fechadas e pista escorregadia, 

Natália Pianegonda - Ag.CNT
foto - ilustração/arquivo
Entidades de defesa dos consumidores querem que o governo brasileiro antecipe a obrigatoriedade do ESC (Controle Eletrônico de Estabilidade, na sigla em inglês) para todos os veículos novos para 2018. Por enquanto, uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) prevê a exigência da tecnologia somente a partir de 2022.
O sistema é considerado uma das inovações mais importantes em segurança veicular, equivalente ao cinto. Ele age para corrigir a trajetória do veículo em situações de risco, como curvas fechadas e pista escorregadia, impedindo que o motorista perca o controle do carro. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomenda a exigência do Controle Eletrônico de Estabilidade como uma das medidas fundamentais para alcançar a meta da Década Mundial de Ação pela Segurança no Trânsito, de diminuir em 50% a quantidade de mortos em acidentes até 2020, em comparação com 2010.
“Essa é uma ferramenta fundamental para melhorar a segurança, que é um direito do consumidor”, diz o diretor do Programa Global de Justiça e Proteção do Consumidor da Consumers International, uma federação mundial de organizações de consumidores, Antonino Serra Cambaceres. Segundo ele, a estimativa é que o ESC amplie o custo de fabricação do veículo entre US$ 50 e US$ 100. Na opinião de Cambaceres, esse é um “custo marginal”, especialmente considerando os benefícios. “Hoje, no Brasil, há carros que têm o sistema, mas são os mais caros. Os mais populares não têm. E é importante que esse tema de segurança e de salvar vidas não seja uma questão de quem pode pagar por isso. Tem que ser para todos”, reforça.
No dia 23 de março, a Proteste Associação de Consumidores e a Consumers International realizaram testes com veículos equipados e não equipados com o dispositivo. No primeiro teste, um piloto profissional fez um desvio de emergência a 70 km/h com o veículo sem o Controle Eletrônico de Estabilidade. A roda chegou a levantar do chão, e o condutor teve dificuldade para controlar e retomar a rota, diante do risco de capotamento. No segundo teste, foi provocada uma instabilidade no carro equipado com a tecnologia, para avaliar o comportamento. O ESC se mostrou essencial e o motorista não teve problemas em manter a direção.
Dados do Global NCAP (Programa Global de Avaliação de Carros Novos) apontam que, no mundo, 63% dos veículos já têm a tecnologia, enquanto no Brasil o sistema está implantado apenas em 9% da frota. Estudos indicam que, desde 1995, pelo menos 188,5 mil acidentes com ferimentos foram evitados e mais de 6,1 mil vidas foram salvas na Europa, onde a tecnologia já é obrigatória. Para se ter uma ideia, hoje 88% dos veículos europeus possuem o controle eletrônico de estabilidade. Na América do Norte, o índice chega a 96%.
Segundo o Ministério das Cidades, ao qual está ligado o Contran, “as datas estabelecidas pelo Contran em sua resolução servem para que a indústria automotiva se adapte às novas exigências”. O órgão diz, ainda, que optou por tornar obrigatório o ESC, inicialmente, para veículos leves, mas que há estudos em andamento para ampliar a adoção do dispositivo para outras categorias de veículos.
Fonte - Agência CNT de Notícias  28/03/2016

Para intelectuais estrangeiros, democracia brasileira enfrenta ameaça

Política

“Tomamos a iniciativa de organizar esse abaixo-assinado por conta da grave situação política que o Brasil atravessa hoje. Recebemos uma chamada de acadêmicos brasileiros pedindo solidariedade na defesa da democracia e atendemos prontamente a esse chamado”, disse Green, por email, à Agência Brasil. “Nossa intenção foi somar a comunidade acadêmica internacional às diversas iniciativas que estão se proliferando pelo Brasil.”

Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Um manifesto online, assinado por 51 acadêmicos especializados em estudos sobre o Brasil em universidades estrangeiras, diz que a democracia brasileira encontra-se “seriamente ameaçada” pelo atual clima político. O documento, que convoca intelectuais estrangeiros a aderirem ao texto, já recebeu mais de mil subscrições até a manhã de hoje (28), desde que foi lançado, há quatro dias.
Idealizado pelo historiador James Green, da Universidade Brown, em Rhode Island, nos Estados Unidos, e o sociólogo brasileiro Renan Quinalha, pesquisador convidado na Brown, o manifesto reconhece a legitimidade e a necessidade do combate à corrupção por meio de inquéritos como os da Operação Lava Jato, mas acusa o que seriam abusos na condução da investigação e afirma que “setores do judiciário, com o apoio de interesses da grande imprensa, têm se tornado protagonistas em prejudicar o Estado de Direito”.
“Tomamos a iniciativa de organizar esse abaixo-assinado por conta da grave situação política que o Brasil atravessa hoje. Recebemos uma chamada de acadêmicos brasileiros pedindo solidariedade na defesa da democracia e atendemos prontamente a esse chamado”, disse Green, por email, à Agência Brasil. “Nossa intenção foi somar a comunidade acadêmica internacional às diversas iniciativas que estão se proliferando pelo Brasil.”
Green é autor dos livros Além do Carnaval – A Homossexualidade Masculina no Brasil do Séc. XX (Unesp, 2000) e Apesar de Vocês – Oposição à Ditadura Brasileira nos Estados Unidos, 1964-1985 (Companhia das Letras, 2009), que analisa as relações Brasil-EUA no período e conta a história de pessoas que combateram o regime militar brasileiro a partir do país norte-americano.
O texto é assinado, entre outros, por brasilianistas como Barbara Weinstein (New York University), autora de diversos livros sobre o Brasil pós-colonial; Elizabeth Leeds (Massachussets Institute of Technology – MIT), que é também cofundadora e presidente de honra do Fórum Brasileiro de Segurança Pública; e Jean Hébrard, professor na Ecóle de Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Assinam ainda intelectuais brasileiros que no momento atuam fora do país, como o especialista em literatura brasileira Pedro Meira Monteiro, que leciona na Universidade Princeton, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e o historiador Sidney Chalhoub, professor convidado na Universidade Harvard, em Massachussets (EUA).

Impeachment
No manifesto, os acadêmicos enxergam um sério risco de que a retórica contra a corrupção esteja sendo usada para desestabilizar um governo democraticamente eleito, citando que o mesmo expediente fora utilizado antes da queda do ex-presidente João Goulart (1964), dando espaço à ditadura militar subsequente. À Agência Brasil, Barbara Weinstein criticou o processo de impeachment em curso no Congresso.
“Caso surjam evidências de algo mais sério do que 'contabilidade criativa', ou se você puder encontrar uma maioria de dois terços da Câmara dos Deputados que se acredite nunca ter cometido qualquer ato que possa ser descrito como 'corrupto' ou 'desonesto', então talvez eu possa considerar legítimo que eles decidam se Dilma permanece no cargo ou é impedida”, disse Weinstein. “Acho muito improvável.”
Para Chalhoub, um dos historiadores brasileiros de maior projeção internacional, “o processo de impeachment tem bases muito frágeis, como já mostraram vários juristas. E está sendo conduzido por parlamentares sobre os quais pesam acusações de gravidade ímpar. Destituir uma presidenta desse modo fragiliza a democracia, é um golpe contra ela, traduz apenas o inconformismo dos derrotados nas eleições de 2014. Esse é um momento decisivo da democracia brasileira”, disse ele à Agência Brasil.
Dos mais de mil subscritos no abaixo-assinado disponível no site Avaaz, grande parte é composta por acadêmicos do México e da Argentina, mas há intelectuais de países diversos, como África do Sul, Índia, Japão e Turquia.
Fonte - Agência Brasil  28/03/2016

domingo, 27 de março de 2016

Governo do Estado (BA) investe na ampliação melhoria e modernização do sistema viário de Salvador

Mobilidade

A maior obra viária em curso atualmente na Bahia é a construção das linhas Azul e Vermelha, que ligarão o Subúrbio Ferroviário à Orla Atlântica. Os novos itinerários vão abrir uma infinidade de possibilidades de empregos para a população do Subúrbio.A Linha Vermelha, formada pelas avenidas Orlando Gomes, em ampliação, e a 29 de Março, em construção, terá 20 quilômetros. 

Da Redação
foto - Manu Dias/Gov.Ba.
A primeira capital do Brasil completa 467 anos com mais de três milhões de habitantes circulando pela cidade. Segundo dados do Detran, são aproximadamente 900 mil veículos, entre carros de passeio, ônibus, motos e caminhões. Quem dirige há mais de dez anos não tem dúvida: o trânsito não é mais o mesmo. Na contramão do que acontece nas grandes cidades, a circulação está ficando mais fácil, com o primeiro conjunto planejado de obras estruturantes de mobilidade da história de Salvador.
O professor Carlos Amorim ainda encontra dificuldades para trafegar na capital baiana, mas confirma o avanço dos últimos anos. “O trânsito tem melhorado efetivamente, estava muito parado e com as últimas obras melhorou bastante”. Segundo a analista técnica do Detran, Maria Guadalupe Uzeda, “a partir do momento em que são oferecidas novas vias de acesso, a tendência é cada vez maior do trânsito ser diluído e a população possa se deslocar com facilidade”.
A solução para o trânsito passa pela Via Expressa, que tirou os caminhões da Avenida Bonocô. Com a nova via, o Porto de Salvador, que movimentou mais de 4 milhões de toneladas de cargas e 180 mil containers em 2015, passou a ser o primeiro do Brasil a ter uma ligação direta com uma rodovia. Caminhoneiro há 10 anos, Eliseu Wilson comemora. “Era complicado, a gente vinha pela Bonocô, pegava engarrafamento, transitava entre os carros pequenos, demorava até duas horas para chegar aqui [ao Porto]. Hoje, dá para fazer em cinco minutos”.

Complexos Dois de Julho e do Imbuí
Em 2008, o Complexo Viário Dois de Julho, em frente ao Aeroporto Internacional de Salvador, no limite com Lauro de Freitas, já indicava um projeto de grandes proporções para a capital. Outra intervenção semelhante foi o Complexo Viário do Imbuí, entregue em 2014 e que mudou completamente a rotina de quem vive ou trabalha na região.
Com o Complexo do Imbuí, o técnico em informática Tiago Bittencourt ganhou tempo. “Melhorou muito. Eu saia do serviço e demorava até 40 minutos para chegar ao retorno que vai para o Costa Azul. Hoje, em menos de 10 minutos já estou lá, pela Estrada do Curralinho”.

Do Subúrbio à Orla Atlântica
A maior obra viária em curso atualmente na Bahia é a construção das linhas Azul e Vermelha, que ligarão o Subúrbio Ferroviário à Orla Atlântica. Os novos itinerários vão abrir uma infinidade de possibilidades de empregos para a população do Subúrbio.
A Linha Vermelha, formada pelas avenidas Orlando Gomes, em ampliação, e a 29 de Março, em construção, terá 20 quilômetros. A duplicação da Avenida Pinto de Aguiar foi o primeiro grande passo para a construção da Linha Azul, que terá 13 quilômetros e vai ligar Patamares ao Lobato.
Os alunos da Universidade Católica do Salvador (UCSal), em Pituaçu, já sentem a diferença, como Daniel Souza, que cursa Educação Física. “Eu venho da [Avenida] São Rafael para cá, mas demorava muito tempo. Estava sempre engarrafado, tinha acidentes e a pista era estreita. Hoje, mesmo fazendo o retorno no Centro Administrativo [da Bahia], eu ganho tempo porque o trânsito está sempre livre. Melhorou mesmo”.
Na última quinta-feira (24), a BR-324, na região de Pirajá, ganhou um viaduto e duas alças de acesso como parte da implantação da Linha Azul.

foto - Mateus Pereira/Gov.Ba.
Avenida Paralela será outra Via Expressa
Outra intervenção muito esperada pelos baianos é a transformação da Avenida Paralela em uma Via Expressa. “Com a implantação do metrô, que já está em andamento, o Governo do Estado devolve para a cidade a Avenida Paralela do jeito que ela foi pensada, como ela deveria ser. No plano diretor da cidade, tem a Paralela como uma via expressa, sem semáforo, sem retorno e sem postos de gasolina no canteiro central”, explica a superintendente de Mobilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado, Grace Gomes.
A superintendente ressalta que a Paralela é uma avenida de cunho metropolitano, que faz a ligação do centro de Salvador à região metropolitana, no sentido da orla atlântica, mas perdeu essa função ao longo tempo. “O acesso ao tráfego na Paralela e às vias marginais será feito pelos viadutos. A obra do metrô vem facilitar isso. Do início da Paralela, na região da Tancredo Neves, até Pituaçu, onde já construímos os viadutos, não existem mais semáforos; então o trânsito é livre. Os semáforos começam a surgir após o Viaduto Dona Canô”.
Com informações da Secom Ba.  27/03/2016