sábado, 18 de agosto de 2012

Bonde mais antigo do País volta a circular em Santos

Bonde_santos
R7.com
Veículo roda de terça a domingo, das 11h às 17h; passagem custa R$ 5,00

O bonde aberto 32, o mais antigo do País em atividade, retornou às ruas do centro histórico de Santos, litoral de São Paulo, na última terça-feira (14). Ele foi trazido à cidade em 1911.
O bonde passou por um trabalho de restauração feito pela CET-Santos. O veículo voltou a funcionar com as mesmas características que operava nos anos de 1950, data de sua primeira reforma.
A restauração do bonde só foi possível após a descoberta de uma foto de época, guardada nas instalações da Fundação Arquivo e Memória de Santos.
Todos os equipamentos foram reformados ou reconstruídos fielmente. Os detalhes da carroceria e da dianteira foram refeitos exatamente como o original. As peças passaram por uma ampla revisão.
A Linha Turística de Bondes, que tem o seu ponto de partida na praça Mauá (estação ‘Buck Jones' - Centro), passa por 40 pontos de interesse histórico na região central da cidade. Os passeios são feitos de terça a domingo, das 11h às 17h. A passagem custa R$ 5,00.
Fonte - R7.com Noticias

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

150 Mil Usuários em dois Meses de Operação do Metrofor



Metr
Fortaleza - Em 15 de junho deste ano, o primeiro trecho da linha Sul do Metrô de Fortaleza foi entregue à população, contando com 12 estações que ligam os municípios de Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. Desde então, teve início a fase de teste do projeto, chamada de operação assistida, na qual os usuários tem acesso gratuito ao novo equipamento de segunda a sexta-feira, no horário de 08 horas as 12 horas. Nesses dois meses de funcionamento, mais de 150 mil pessoas usufruíram do transporte, sendo o mês de julho, em razão das férias escolares, o mais movimentado, com uma média de 4.000 passageiros por dia.
A qualidade do serviço, que teve investimento de R$ 1,8 bilhão, tem sido comprovada nas 26 viagens diárias realizadas em cerca de 20 minutos pelos três Trens Unidade Elétrica (TUEs) do metrô entre a estação de Parangaba, em Fortaleza, e a Carlito Benevides, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). De acordo com o presidente da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos, Rômulo Fortes, em breve a via estará completamente concluída, se estendendo até o Centro da capital. “Vamos ter o metrô em operação assistida até o fim deste ano e ano que vem, com certeza no segundo semestre, a gente entra em operação comercial com ele completo”, garante o titular da empresa.
Para chegar a essa meta, ainda é necessária a eletrificação do trecho que vai de Parangaba ao Centro. Neste percurso, o metrô passará por mais oito estações que ainda não foram inauguradas. Duas delas, a Juscelino Kubitschek e a Padre Cícero, foram incluídas nas obras da Copa 2014, estando em fase de cravação de estacas e escavações. Na estação José de Alencar, penúltima antes do final da linha, já foi concluído o mezanino e está se iniciando a armação de concretagem de laje de forro. A última estação da via, a Chico da Silva, tem o concreto pronto e está sendo feito o assentamento do granito do piso, além dos acabamentos em verniz.
Estações da Linha Sul
Estações em operação assistida desde 15 de junho: Carlito Benevides (antiga Vila das Flores), Jereissati, Maracanaú, Virgílio Távora (antiga Novo Maracanaú), Raquel de Queiroz (antiga Pajuçara), Alto Alegre, Aracapé, Esperança (antiga Conjunto Esperança), Mondubim, Manoel Sátiro, Vila Pery e Parangaba.
Estações que ainda não foram inauguradas: Juscelino Kubitschek (antiga Montese), Couto Fernandes, Porangabussu, Padre Cícero, Benfica, São Benedito, José de Alencar (antiga Lagoinha) e Central – Chico da Silva.
Assessoria de Imprensa do Metrofor
Luanna Patrícia (85 3101.7115 - 85 8833.0407)
Fonte -  Pintonews 15/08/2012

BRT.É o barato que sai caro. (O BRTrem do Rio)

‘Solução é temporária’

Mal “nasceu” e o primeiro corredor exclusivo de ônibus no Rio - o BRT Transoeste - já transporta os passageiros apertados e sem conforto. Para o engenheiro Luiz Antônio Cosenza, membro da divisão técnica de transportes do Clube de Engenharia, o BRT é uma solução temporária para o transporte público da zona oeste.
Foto: É o barato que sai caro. 

‘Solução é temporária’

Mal “nasceu” e o primeiro corredor exclusivo de ônibus no Rio - o BRT Transoeste - já transporta os passageiros apertados e sem conforto. Para o engenheiro Luiz Antônio Cosenza, membro da divisão técnica de transportes do Clube de Engenharia, o BRT é uma solução temporária para o transporte público da zona oeste. 
“Essa é uma solução imediata, mais barata, para poder inaugurar até a
Copa do Mundo, mas depois disso precisa ser revista. Em alguns anos não
conseguirá atender à demanda futura. Trocar os ônibus articulados por
biarticulados pode ajudar”, afirmou. Segundo Cosenza, o BRT só será viável enquanto a demanda não ultrapassar 15 mil passageiros por hora no mesmo sentido: “De 15 a 25 mil, teria que ser o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e, acima disso, só o metrô resolve”. 

Durante os horários de pico o sistema está transportando 10 mil pessoas.
Na sexta-feira foi registrado um total de 26.841 passageiros e, no sábado, de
15.718 usuários.

“Essa é uma solução imediata, mais barata, para poder inaugurar até a 
Copa do Mundo, mas depois disso precisa ser revista. Em alguns anos não
conseguirá atender à demanda futura. Trocar os ônibus articulados por
biarticulados pode ajudar”, afirmou. Segundo Cosenza, o BRT só será viável enquanto a demanda não ultrapassar 15 mil passageiros por hora no mesmo sentido: “De 15 a 25 mil, teria que ser o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e, acima disso, só o metrô resolve”.
Durante os horários de pico o sistema está transportando 10 mil pessoas.
Na sexta-feira foi registrado um total de 26.841 passageiros e, no sábado, de
15.718 usuários.

Fonte -  Metro Rio News 


"Fernando Molica: Um trem para o lugar do 'BRTrem'

Rio - O prefeito Eduardo Paes bem que procurou batizar o sistema de ônibus expressos da Transoeste. Tentou emplacar o nome ‘Ligeirão’, adaptação do ‘Ligeirinho’ de Curitiba, mas bastaram alguns dias para que a população, imbatível no quesito criatividade, recorresse ao nome original — BRT, abreviatura de Bus Rapid Transit — para inventar o termo ‘BRTrem’, maldade que, ao remeter à SuperVia, traduz o aperto enfrentado pelos passageiros. Apesar de proporcionar viagens mais rápidas que os ônibus tradicionais, o sistema, nesse seu início, demonstra não ser a panaceia para o complicado deslocamento numa cidade que tem mais de 70 quilômetros de uma ponta a outra.
O problema é que a prefeitura insistiu em algo condenado por todos os especialistas — o uso de ônibus para o transporte de massa. É até lugar-comum ressaltar que deslocamentos de muita gente por dezenas de quilômetros devem ser feitos sobre trilhos; os trens levam mais passageiros e têm a vantagem adicional de não soltar fumaça. Os ônibus do BRT são maiores e mais bonitos que os convencionais, mas não deixam de ser ônibus, incapazes de absorver a demanda gigantesca de uma cidade com o Rio. Mesmo assim, a prefeitura quer levá-los para a Transcarioca e a Transolímpica. Claro que o BRT da Transoeste deverá ser melhorado, sua implantação acabou de acontecer, há condições de torná-lo mais eficiente. Mas essas melhorias têm um limite: em 2016, o sistema deverá chegar ao Jardim Oceânico, na Barra, onde é prevista uma conexão com o metrô. É fácil imaginar o que acontecerá quando passageiros saídos de seis vagões correrem para embarcar num ônibus, por melhor e maior que seja.
Em três anos e meio de mandato, Eduardo Paes tem o grande mérito de ter desencavado projetos quase lendários, como o aterro sanitário e a revitalização da região portuária. As vias expressas também são pontos positivos, mas a opção pelo ônibus deveria ser revista. O mais difícil — abrir túneis, viabilizar a construção do leito dos corredores — já foi feito. Paes poderia transformar em limonada o limão expresso no irônico apelido ‘BRTrem’ — isto, se implantar naquelas vias um sistema de transporte sobre trilhos, como o VLT que seu próprio governo quer colocar no Centro. Sairia mais caro, mas além de trazer mais benefícios para a população, geraria, no prefeito, o orgulho de ter reabilitado o uso da palavra trem entre nós.

Fernando Molica é jornalista e escritor | E-mail: fernando.molica@odianet.com.br"
Enviado por :  Edinillson Pereira 15/08/2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Governo anuncia programa de R$ 133 bi para ampliar rodovias e ferrovias

Dilma Rousseff, durante anúncio de novas medidas econômicas e investimentos e em infraestrutura Redação, Rede Brasil Atual
Foto: Roberto Stuckert   Fo./PR
 O governo federal acaba de anunciar, em cerimônia no Palácio do Planalto, um programa para rodovias e ferrovias que prevê investimentos públicos e privados da ordem de R$ 133 bilhões nos próximos 20 anos – sendo quase R$ 80 bilhões até 2017.
Segundo o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, a iniciativa “restabelece a capacidade de planejamento e integração” do sistema brasileiro de transportes, cujas estratégias estarão articuladas às cadeias produtivas do país.

Passos classificou as obras como “um passo adiante” em relação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que, a partir do segundo governo Lula, deu início a uma série projetos nas áreas de infraestrutura e logística.
Para essa nova etapa, informou mo ministro, o governo enviará ao Congresso projeto de criação da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), em substituição à Empresa de Transportes Ferroviários de Alta Velocidade (Etav).
O novo programa prevê ainda investimentos em outras áreas do transporte, como portos e hidrovias, mas estas ações serão anunciadas apenas na próxima semana.
Estão previstas concessões de 7,5 mil quilômetros de estradas federais, o que, segundo o ministro, permitirá a duplicação dos principais eixos rodoviários do país. Os investimentos em rodovias, pelo programa, serão de R$ 42 bilhões, sendo R$ 23,bi nos próximos cinco anos.
No âmbito ferroviário, o investimento será de R$ 91 bilhões, sendo R$ 56 bi até 2017. O objetivo é a construção de 10 mil quilômetros de ferrovias.
A cerimônia continua. Depois do ministro, deve falar a presidenta Dilma Rousseff.”

Audiência sobre VLT de Cuiabá será nesta quinta-feira

A NOVELA CONTINUA

Só Notícias

O juiz federal Julier Sebastião intimou o secretário de Fazenda, Marcel Souza Cursi, o secretário-extraordinário da Secopa, Maurício Souza Guimarães, e o engenheiro responsável pela construção da obra para a implantação do VLT, para uma audiência de justificação prévia, amanhã, às 14 horas."Antes da análise do pedido de reconsideração, considerando que não fora oportunizado a relevância dos fundamentos suscitados pelo Estado de Mato Grosso, o notório interesse público subjacente à lide e o receio de irreversibilidade do provimento liminar, na forma do art. 12 da Lei nº 7.347/85, designo audiência de justificação prévia", afirmou o magistrado.
O juiz acatou ação civil pública proposta pelos Ministérios Público Federal (MPF) e Estadual (MPE) na última sexta-feira (3) e proibiu a continuidade de todos os projetos ou obras em andamento destinados a implantação do modal de transporte para a Copa do Mundo de 2014.
De acordo com a ação, a investigação conjunta dos Ministérios Públicos identificou uma série de irregularidades que vão desde a escolha do modal de transporte público até o estudo de viabilidade adequado. Para os procuradores da República, Rodrigo Golívio e Ana Carolina Tannús Diniz e o promotor de Justiça Alexandre Guedes, que integram o Grupo Especial de Fiscalização do Planejamento e Execução da Copa do Mundo de Futebol 2014 (Geacopa 2014), "a falta de planejamento na operação do modal, a inexistência de política metropolitana de trasporte coletivo e o fato de não haver possibilidade da obra ficar pronta dentro do prazo e nem de cumprir os custos estabelecidos tornam o projeto inviável".
Sustentam que enquanto o BRT custaria aos cofres públicos aproximadamente R$ 323,89 milhões, o VTL conforme publicação no Diário Oficial do Estado, custará o montante de R$ 1.477.617,15 bilhão, ou seja, equivalente a 4 vezes o valor inicialmente orçado para o BRT. Consta ainda na ação que os problemas também aparecem nos custos operacionais, enquanto o BRT é projetado em R$ 3,73 por km, o VLT sairá pelo valor de R$16,66. "O custo operacional do BRT, por ano, é estimado em R$42.392.712 milhões, enquanto que o custo operacional anual do VLT é estimado em R$ 65.724.582 milhões".Fonte
Revista Ferroviária 14/08/2012

Comentário Pregopontocom
O mais interessante nessa história é o valor do orçamento do projeto do BRT onde os seus defensores não incluem ai outros custos do ref. projeto, entre eles o alto custo das desapropriações para a implantação do mesmo que aumentara em muito o valor dos custos com toda a obra,fora os custos sociais,urbanos,e demolição de parte de uma área histórica da cidade,os prejuízos ambientais, o comprometimento futuro da mobilidade urbana na cidade.Cabe uma analise técnica  sem paixões,e sem a participação dos interesses lobistas,que em nada contribuem para com o real interesse social da população e da cidade,apenas defendem os seus interesses particulares e comerciais.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

'Não há futuro sem mobilidade'

Entrevista

O transporte urbano é precário, em especial o ferroviário, quase inexistente. Outra coisa que me assustou foram as condições das vias, com muitos buracos. O melhor que vi é que a população, mesmo com tantos problemas, é disciplinada. 

O Estado de S.Paulo
foto - ilustração
Aos 55 anos, há 20 trabalhando na área de trânsito em empresas e universidades, o alemão Michael Schreckenberg se interessou por São Paulo em 2009, ao ler sobre um congestionamento recorde de 293 km. Após percorrer 30 quilômetros em duas horas na cidade, ele falou ao Estado:

O que o senhor viu de melhor e de pior no trânsito de São Paulo?
O transporte urbano é precário, em especial o ferroviário, quase inexistente. Outra coisa que me assustou foram as condições das vias, com muitos buracos. O melhor que vi é que a população, mesmo com tantos problemas, é disciplinada. Os motoristas não buzinam muito. Os motoristas aceitam os motociclistas e abrem um corredor para eles passarem. Isso é um grande problema, pois não há uma regra clara. Em nenhum outro lugar no vi situação parecida.

Como melhorar o trânsito?
O controle não só das emissões dos automóveis, mas da qualidade técnica no que diz respeito às condições do carro. Isso melhoria o trânsito pois não haveria tantos veículos quebrados. Faltam acostamentos adequados. Outra medida seria a cobrança de impostos pelo uso do carro. A médio e longo prazos, são necessários trens para ligar as regiões da metrópole às periféricas. Outra solução seria criar faixas para carros com mais de uma pessoa.

Qual o papel da indústria automobilística nessa discussão?
A indústria está bastante interessada. Percebeu que seu papel não é só vender carros, mas também ajudar a construir a mobilidade futura. Um trabalho que elas estão desenvolvendo, e que envolve alta tecnologia, é a da conectividade, que permitirá a comunicação entre os carros. Será possível passar informações sobre congestionamentos, acidentes e situações de perigo para que o motorista evite a área com problema.

O que acha do caso do Brasil?
Infelizmente, o carro ainda expressa mobilidade individual e liberdade. Nos planejamentos de crescimento, o trânsito fica nas últimas posições, mas deveria constar no início dos projetos. Deveríamos planejar o futuro com o carro, pois não acredito que haverá um futuro sem mobilidade individual. 
Fonte - Revista Ferroviária 13/08/2012

Um gari brasileiro em Londres e os “caboclos incomodados que queriam ser ingleses”

Um gari brasileiro em Londres
Por: Wagner Iglecias* Especial para o Maria Frô


Cerimônias de encerramento de Olimpíadas sempre reservam um espacinho para que a cidade que sediará a próxima edição dos Jogos se anuncie. Se em 2008, em Pequim, Londres se apresentou ao público presente e aos bilhões de telespectadores mundo afora com a entrada triunfal, no estádio, de um daqueles tradicionais ônibus vermelhos de dois andares, ao som de rock and roll, no caso do Rio na cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres quem abriu nossa participação foi um gari da Comlurb, a empresa de limpeza urbana da cidade do Rio de Janeiro.
Gari que, diante do “keep away” do segurança britânico, lhe estendeu a mão e lhe puxou para o samba. E que logo depois, do alto de sua vassoura, como diria Boris Casoy, lhe mostrou a complexidade cultural do país que será a sede da próxima Olimpíada: índios, Yemanjá, capoeiristas, samba, maracatu, o malandro da Lapa, o calçadão de Copacabana, Villa Lobos…
Lembro do tempo em que nosso projeto de país era ingressar no “Primeiro Mundo”. Era esta a nossa ilusão, envergonhada ou nem tanto, há duas décadas. Mal saíamos da ditadura, consagrávamos uma Constituição prenhe de direitos sociais e já dávamos de cara com o jogo duro, duríssimo, do neoliberalismo anglo-saxônico, que inclusive chegava até tardiamente nestas terras, se comparado ao que já se passava em outras partes da América Latina.
Pois bem, os tempos mudaram, e o Brasil se mostrou ao mundo, nesta cerimônia de Londres, pela figura de um homem negro, pobre e trabalhador, que abre os braços e um sorriso largo àquele que lhe é diferente. Países e sociedades, obviamente, criam e recriam imagens de si mesmos, inventam e reinventam o modo como se vêem e como querem ser vistos pelo mundo. Assim como os USA se idealizam para si e para o mundo como a pátria da liberdade, nós nos idealizamos como o país da convivência pacífica entre os diferentes. O que, pelo menos no nosso caso, a realidade todos os dias se encarrega de questionar e tantas vezes desmentir.
Há quem torceu o nariz para aquilo que entendeu como uma representação clichê da cultura brasileira e da complexidade de nossa sociedade nesta cerimônia. Como se a Rainha Elizabeth II, o agente 007 e Pink Floyd não fossem também, neste sentido, meros clichês nos Jogos de Londres, posto que ícones reconhecidos mundialmente como pertencentes à cultura britânica. A discussão de como nos mostraremos ao mundo na cerimônia dos Jogos do Rio 2016 deverá se estender pelos próximos anos, e deverá ser acalorada. Eu, do meu lado, quero mais é ver o povo brasileiro sendo mostrado para o mundo. E, mesmo sabendo de nossas tantas mazelas e dos tantos obstáculos que fazem as relações entre os brasileiros, das mais variadas cores e classes, não ser lá tão pacíficas, quero poder continuar acreditando, como disse Darcy Ribeiro, que a boa convivência talvez venha a ser a grande herança que o Brasil legará ao mundo. Já em relação àqueles que se incomodaram com o gari brasileiro em Londres, tudo o que posso dizer é a frase de Cazuza que me veio à cabeça: “são caboclos querendo ser ingleses”. Viva o Brasil !!!

*Wagner Iglecias é doutor em Sociologia e professor da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.
Fonte - Do Blog Maria Fôr   12/08/2012

O Brasil em Londres e as aves de rapina da internet


Miguel Baia Bargas.
Nos QGs da trollagem virtual, estavam todos com os dedinhos de prontidão. Terminou o aperitivo cênico brasileiro e os gatilhos foram disparados.
Para um troller do UOL "o país é uma vergonha aos mostrar mulatas".
Para outro, no mesmo jornal, faltou o "carro alegórico dos corruptos do PT".
Para um terceiro, um "absurdo perder tanto tempo mostrando um simples gari".
Um quarto afirmou que "o Brasil nunca chegará aos pés da Inglaterra em talento artístico".
Não impressiona que os comitês de trollagem a serviço da oposição reforcem, com devoção, a síndrome de vira-lata. A turma de Soninha e Eduardo Graeff é bem treinada para executar esse "serviço".
Como de costume, comentaristas profissionais do UOL, Estadão e G1 esforçam-se por parecer não-brasileiros. Fantasiam um estrangeirismo caricato. Oniscientes e indignados, pranteiam como se fosse obrigados a viver ao sul do Equador.
Rotulam-se como superiores, como se seus avós ou bisavós não tivessem chegado ao Brasil com uma mão na frente e outra atrás, muitos deles mal vestidos e mal alimentados.
Evidentemente, o pensamento conservador, típico do eleitorado da trinca PSDB-DEM-PPS, não contempla valor na miscigenação. Para esses, no fundo, misturar equivale a "estragar a raça", como dizia Monteiro Lobato.
A mulata lhes causa constrangimento e, muitas vezes, nojo, mesmo quando delas são diretos descendentes. Adoram destilar pequenos venenos sobre a anatomia dos afro-brasileiros.
Logicamente, o história da "corrupissaum" não podia ficar de fora. É o mantra histórico de todo fascista, devotado a denunciar vícios alheios. O adversário deve ser desprezado, humilhado e, por fim, criminalizado.
Logicamente, o gari causou-lhes repugnância. Como pupilos de Boris Casoy, adeptos das doutrinas disseminadas no velho CCC do Mackenzie, adoram barreiras sociais e incomodam-se tremendamente com a diversidade.
Para esses, em vez do funcionário da limpeza pública, talvez o ideal fosse apresentar em Londres engomados como Daniel Dantas, Demóstenes Torres, Cachoeira e o pistoleiro das letras Policarpo Jr.
Houve quem repudiasse os índios, classificados como "vagabundos cachaceiros que vivem dos nossos impostos". Previsível.
É esse tido de visão que embasa a campanha da direita contra as "ações afirmativas". É isso que a gente bandeirante pensa do povo da terra, desde 1554. É isso que um bandeirante ensina a seu filho.
Obviamente, era de se esperar a sentença de inferioridade, o registro de suposta superioridade do gringo. E ela veio no elogio embasbacado da festa londrina, como se os países disputassem a medalha do espetáculo midiático.
Evidentemente, selou o destino brasileiro: "nunca serão capazes de fazer algo melhor".
Afinal, trata-se de estratégia antiga de controle e submissão. Diga ao brasileiro que ele é incapaz, que é menor, que não presta. Drene suas forças e sobre ele exerça pleno domínio.
Pior que isso: convença-o a repetir essa sandice, todos os dias.
A campanha contra a Rio-2016 começou neste domingo de agosto e tomou conta das redes sociais. Na mira dos sabotadores, o Brasil e os brasileiros. A guerra começou.


Walter Falceta Jr.
Comentário Castphoto
O Walter Falceta foi MUITO brando. Essa é a turma que expressa a ideologia dos grupos MILICANALHAS dos grupelhos guararapes, barabacena, ternuma “et cataerva”. Aqueles mesmos torturadores, assassinos boçais que se dizem “democratas” e “defensores da democracia”.
Não passam de VAGABUNDOS e/ou APÁTRIDAS quase todos imeritamente sustentados pelos nossos impostos.
No Blogoosfero / Fonte - Com Texto livre  13 de agosto de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

Deputado Federal condena decisão de suspender obras de VLT de Cuiabá (MT) e suspeita de decisão política


De acordo com o parlamentar esta é uma obra cara sim, mas é uma obra definitiva.
O deputado federal Júlio Campos (DEM/MT) lamentou a decisão tomada pela justiça federal de Mato Grosso de suspender as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Mato Grosso. E afirma que há até suspeitas de que a decisão tomada em suspender o VLT seja de cunho político, e de que o Ministério Público e a Justiça em Mato Grosso estariam em conluio na tentativa de atrapalhar em Cuiabá as obras da Copa do Mundo de 2014.
“Não é a primeira vez que isso acontece. Há até suspeitas de que esta é uma decisão política no sentido de atrapalhar o bom andamento desta importante obra que vai ajudar e muito o transporte da população mais carente de Cuiabá, Várzea Grande e da baixada cuiabana”, argumenta Júlio Campos.
De acordo com o parlamentar esta é uma obra cara sim, mas é uma obra definitiva. “Todos os países desenvolvidos da Europa têm VLT hoje, e é muito mais moderno que o sistema BRT, que é um sistema de ônibus”, afirmou Júlio Campos.
De acordo com o parlamentar, ele condena a atitude desses cidadãos que são pagos para servir a população e só querem atrapalhar o desenvolvimento econômico-social e político do Estado de Mato Grosso.
“Lamentavelmente mais uma vez o Ministério Público de Mato Grosso em conjunto com a Justiça tomaram decisão errada e pisaram na bola e estão realmente atrapalhando o bom andamento das obras para a Copa de 2014 em MT”, argumenta.
O parlamentar democrata, experiente, ex-governador do Estado, acredita que toda a classe política de MT tem que reagir a esta decisão. “Eu confio que o Tribunal Federal da 1ª região vai cassar esta decisão que foi estapafúrdia sem nenhum embasamento técnico-jurídico. Tudo indica que foi apenas por questão político-partidária”, avalia Júlio Campos.
Júlio Campos ressaltou também que a população preferiu o VLT que o BRT e até foram às ruas se manifestar em defesa deste sistema moderno de transporte.
Expresso MT – 12/08/2012
Postado por SINFERP / Fonte - São Paulo Trem Jeito  12/08/2012

sábado, 11 de agosto de 2012

Governo assume todo o risco do trem-bala


Para tentar concretizar o trem-bala, o governo cedeu e ficará responsável por todo o risco do negócio. Como contrapartida, exigirá transferência tecnológica e comprovação de experiência, o que deixará a disputa mais acirrada entre Europa e Japão. A presidente Dilma Rousseff quer tirar o projeto da gaveta "o mais rápido possível". Nem que, para isso, seja preciso remodelar o projeto.
O risco do negócio será do governo, como já era no modelo anterior, incluindo o risco de demanda (o operador só vai pagar pelo uso da infraestrutura a partir de um certo ponto), os ambientais, de desapropriação e de engenharia.
"Hoje, passar o risco para a iniciativa privada é uma coisa muito cara. É mais negócio assumir o risco do que pagar o dobro", justificou Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nomeado por Dilma como diretor-presidente da Etav, estatal constituída na última quarta-feira e que será sócia compulsória do vencedor do leilão.
O trem que ligará Campinas a São Paulo e Rio de Janeiro está previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve entrar também na rodada de novas concessões que o governo anunciará na semana que vem.
Com investimentos previstos em R$ 33,2 bilhões, o governo não quer errar na preparação do edital para evitar que empresas pouco experientes vençam, como aconteceu com os aeroportos. "Temos preocupação para não ocorrer o que aconteceu onde esse cuidado não foi tomado", disse Figueiredo. Para isso, fará um balanço do volume de acidentes das interessadas: "Queremos grupos que têm história de operação, que possam demonstrar que conhecem profundamente aquilo e que tenham um serviço bem feito."
Com este perfil, tornam-se fortes concorrentes Japão, França, Alemanha, Espanha, Itália, Coreia e China. "Não haverá um número grande de interessados, mas será uma disputa muito acirrada", previu. Como atração, o governo decidiu criar uma regra em que um concorrente que detenha a tecnologia dividida com outros grupos possa habilitar mais participantes na concorrência, mas resguardará por contrato a garantia de transferência de know-how.
Tecnologia. "Queremos que o coração do pacote tecnológico tenha mais compromisso com o projeto, mas haverá flexibilidade." Na primeira tentativa de concretizar o trem-bala, os investidores foram perdendo o interesse, em especial os coreanos. "A gente achava que tinha um projeto que era um bom negócio, mas os empresários não quiseram correr riscos", disse.
Com a nova postura do Estado, assumindo maior responsabilidade, a expectativa é que o interesse ressurja. "Eu nunca vi a nossa presidente desistir de uma coisa que ela ache que é importante", disse. "Não está na nossa agenda a possibilidade de não fazer. Eu trabalho só com a alternativa 'fazer'. "Apesar da associação entre setor público e iniciativa privada, o modelo atual não é uma clássica Parceria Público-Privada (PPP). "Não podemos desprezar nenhuma ferramenta. Se a PPP se transformar no melhor instrumento, ela pode ser usada", afirmou.
Com a constituição da Etav, o presidente pretende entregar o projeto no fim de 2013 para que a obra comece no ano seguinte e esteja terminada em 2019. "É possível antecipar. Minha missão é fazer o TAV entrar em operação o mais cedo possível."
Além do papel de investidor e da escolha do sócio, o outro desafio da Etav passa pelo "caminho crítico" da construção da ferrovia por onde vão circular os trens. O terceiro é convencer a sociedade de que o projeto não é "estapafúrdio" ou "experimental". "Nossa proposta é ousada, pois queremos o TAV sustentável economicamente", disse, lembrando que isso não ocorre nos demais países.

MSN – Célia Froufe / Fonte - São Paulo Trem Jeito 11/08/2012

Sessão de Apresentação do Projeto de Concessão Patrocinada (PPP) do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas

clique para baixar o Edital

Veja Aqui
Aviso de Audiência Pública - dias 17/08/12 e 20/08/12
Aviso de Audiência Pública - dia 24/08/12

Regulamento da Audiência Pública

A BM&FBOVESPA e o Governo da Bahia convidam para Sessão de Apresentação do Projeto de Concessão Patrocinada (PPP) do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, para discutir e receber sugestões do projeto.




13 de agosto de 2012
14h30 às 17h30
Rua XV de Novembro, 275 – 1º andar

Confirmação de presença pelo e-mail confirmacao@bvmf.com.br.

O credenciamento será realizado 30 minutos antes do horário marcado para o início da sessão, limitado ao número máximo de 190 pessoas devido à capacidade do auditório utilizado para a realização do evento.

Mais informações podem ser obtidas no Edital, que está em consulta pública até 20/8/2012 no endereço www.sedur.ba.gov.br/metro.


Fonte - Sedur Gov. da Bahia

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ibama autoriza retomada das obras da Fiol

Valor Econômico
Jequiéreporter
A estatal Valec recebeu autorização para retomar as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), empreendimento que está em construção na Bahia. A licença de instalação foi dada pelo Ibama, após análise de um relatório de atendimento às exigências ambientais impostas pelo órgão.
A ferrovia baiana, que parte do litoral, em Ilhéus, até chegar ao município de Barreiras, no Oeste do Estado, chegou a receber a licença de instalação em 2010, mas teve a autorização suspensa no ano seguinte, por conta de uma série de condicionantes que não vinham sendo cumpridas pela estatal. Depois de fazer uma varredura nas ações da Valec no ano passado, analistas do Ibama verificaram que, de 37 ações compensatórias, apenas 17 vinham sendo atendidas. A estatal chegou a apresentar um pedido de liberação no fim do ano passado, mas novamente o Ibama encontrou dez condicionantes pendentes e voltou a negar a autorização. O projeto foi mais uma vez ajustado. Dessa vez, o órgão ambiental decidiu dar um voto de confiança a Valec. "Todas as pendências foram resolvidas. Agora, com a revalidação da licença, vamos recuperar o tempo perdido", diz Josias Sampaio Cavalcanti, diretor de planejamento da Valec.
As obras da Fiol estão atrasadas. No balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) divulgado no mês passado, a ferrovia de R$ 4,235 bilhões recebeu o selo "preocupante" quanto ao seu cronograma. Pelo plano original, a construção dos 1.022 km da Fiol deveria ter começado em julho de 2010, sendo concluída até o fim deste ano. Só algumas dezenas de quilômetros de estrada de ferro foram entregues até agora.
Por conta dos problemas, até o momento o Ibama só tinha liberado 180 km do total de 500 km entre Ilhéus e Caetité. É exatamente esse trecho que, agora, recebe sinal verde. Para acelerar as frentes de obra, a Valec trocou, inclusive, as lideranças internas que estavam à frente do projeto na Bahia.
A meta agora é destravar a segunda metade da ferrovia, que liga Caetité a Barreiras, num trecho de mais 500 km, uma tarefa que promete ser ainda mais complicada. Além de não ter licença de instalação do Ibama, o trecho teve as obras suspensas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Há dez dias, depois de analisar a situação dos contratos firmados com empreiteiras e o cumprimento de determinações já feitas, o ministro do TCU Weder de Oliveira decidiu manter a medida cautelar que suspendeu as obras. Para o tribunal, a Valec não atendeu as orientações.
Segundo Josias Sampaio Cavalcanti, a empresa trabalha para resolver as pendências com o TCU e espera que, até setembro, o trecho seja liberado. Paralelamente, a Valec acerta os ponteiros com o Ibama, que exigiu revisão de itens do relatório ambiental da segunda etapa. Entre eles, a alteração de traçado de cerca de 60 km de malha.
Uma mudança parecida foi necessária também no primeiro trecho da Fiol, onde o empresário Norberto Odebrecht, dono da empreiteira de mesmo nome, concordou em deixar a ferrovia cortar parte das terras de sua fazenda na região, desde que o traçado original sofresse algumas alterações. "Chegamos a um acordo. Quanto ao segundo trecho, faremos um seminário técnico no Ibama até 10 de setembro", diz Cavalcanti. "Acredito que, até o fim de setembro, teremos uma resposta definitiva sobre essa malha."
Os oito lotes de obras da Fiol - incluindo a construção de uma ponte de mais de 3 km sobre o rio São Francisco - foram licitados em 2010. Todos já têm empreiteiras à sua frente, mas a Valec terá que rever os termos de boa parte dos contratos, por conta das alterações no projeto original.
Fonte - Revista Ferroviária 10/08/2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Justiça suspende contrato do VLT de Cuiabá (MT)

Transportes sobre trilhos  🚄

De acordo com o juiz federal Marllon Sousa, a obra, bancada pelo governo estadual através de empréstimos federais, está em seu início e não terminaria a tempo para a Copa do Mundo de 2014, ao contrário do que afirma o governo de Mato Grosso.

São Paulo Trem Jeito
foto - ilustração/arquivo
A Justiça Federal suspendeu nesta terça-feira o contrato de R$ 1,47 bilhão firmado entre o governo de Mato Grosso e um consórcio de empreiteiras para a construção de uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na cidade de Cuiabá. De acordo com o juiz federal Marllon Sousa, a obra, bancada pelo governo estadual através de empréstimos federais, está em seu início e não terminaria a tempo para a Copa do Mundo de 2014, ao contrário do que afirma o governo de Mato Grosso.
A decisão judicial proferida nesta terça, em caráter liminar, também suspende "qualquer repasse relativo ao empréstimo concedido com recursos do FGTS e BNDES, bem como o bloqueio de quaisquer valores repassados ao Estado de Mato Grosso ou ao Consórcio VLT CUIABÁ, que tenham relação com o contrato suspenso".
A decisão do juiz federal atende a solicitação do MPF (Ministério Público Federal) e do MP-MT (Ministério Público de Mato Grosso), que entraram com ação civil pública para barrar a obra, por indícios de superfaturamento, preço elevado demais e inconveniência por parte do Estado em gastar R$ 1,47 bilhão com uma obra que poderia ser substituída por saídas mais baratas, levando em conta as dificuldades atuais do Estado de Mato Grosso em atender às suas responsabilidades constitucionais primordiais, como garantia de educação e saúde de qualidade para a população.
Para Marllon Sousa, que acatou todas as argumentações dos MPs, "a contratação de obra (foi feita) com procedimento inadequado de seleção de propostas, além de desproporcional quanto aos resultados esperados, bem como desnecessária quanto à forma empregada, caracterizando o completo desrespeito pelos postulados constitucionais, cuja consequência, em caso da não suspensão imediata de sua execução é a lesão de magnitude gigantesca ao patrimônio público".
Além da questão financeira, o contrato do VLT, de acordo com a Justiça, é ilegal porque foi feito através do RDC, ou Regime Diferenciado de Contratações, que é um modelo de licitação mais rápido e simplificado, criado no ano passado para ser utilizado exclusivamente em obras que estão sendo feitas para preparar o país para a Copa do Mundo.
Como o contrato da obra prevê que a entrega do modal se dê em agosto de 2014 (após o término da Copa), e como não há "possibilidade técnica de término das obras do VLT antes do evento Copa do Mundo", de acordo com entendimento da Justiça, o juiz federal entendeu que a contratação da empreitada via RDC é ilegal.
Procurado, o governo de Mato Grosso informou que não comentaria o tema por ora, já que não teria ainda sido notificado sobre a decisão.
Entenda o caso
A opção do governo de Mato Grosso pela construção do VLT se deu de maneira tardia, em junho do ano passado, quando as autoridades locais decidiram alterar a Matriz de Responsabilidades da Copa, documento assinado em janeiro de 2010 por União, Estados e cidades-sedes do Mundial de 2014 contendo o planejamento das principais obras que seriam realizadas no país como forma de preparação para a Copa.
Monotrilho de SP também não ficará pronto até a copa
O contrato firmado entre o governo do Estado de São Paulo e o consórcio responsável pela construção da Linha 17 do metrô, prevista para fazer a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede CPTM de trens metropolitanos, determina que a obra tem que ser entregue até o dia 27 de junho de 2014, ou seja, 15 dias após o início da Copa do Mundo de 2014.
A linha de monotrilho, orçada em R$ 3,1 bilhões, consta no planejamento do governo brasileiro de preparação para a Copa. Trata-se da única obra de mobilidade urbana na cidade de São Paulo presente na Matriz de Responsabilidade, documento assinado em janeiro de 2010 por União, Estados e cidades-sedes como compromisso assumido para o torneio de 2014.
Até junho de 2011, a ideia era construir um sistema de BRT (corredores exclusivos de ônibus) em Cuiabá, a um custo previsto inferior a R$ 500 milhões. As autoridades estaduais, porém, tomaram uma decisão baseada em critérios políticos, e não técnicos, para alterar o planejado, conforme noticiou o UOL Esporte no dia 7 de julho de 2011.
Desde então, o governo de Mato Grosso trabalhou para que as autoridades federais aceitassem a troca de modal, mantendo os empréstimos já garantidos e aumentando o financiamento federal para R$ 1,15 bilhão.
Uma licitação para construir o VLT foi concluída em junho deste ano, e a obra ganhou o preço oficial de R$ 1,47 bilhão, quase o triplo do que se planejava inicialmente. Os ministérios públicos federal e estadual de Mato Grosso, então, entraram com uma ação civil pública questionando a conveniência da obra. Nesta terça, a Justiça Federal suspendeu o contrato e os financiamentos relacionados ao VLT de Cuiabá.
As irregularidades apontadas pela Justiça
Em sua decisão, o juiz federal elenca os fatos que fizeram com que ele decidisse pela suspensão da obra, todos colhidos por promotores e procuradores em estudos técnicos fornecidos por universidades, acadêmicos e escritórios de engenharia:
1 - Comparação com o sistema de BRT
- "O custo assombroso da implantação da modalidade VLT é o equivalente a aproximadamente cinco vezes o gasto que seria necessário em caso de adoção do BRT."
- "O custo ao passageiro da tarifa pela utilização do VLT é quase o dobro do que seria pago pelo bilhete no BRT, onerando injustificadamente a população, quando se poderia optar por modalidade mais barata tanto aos cofres públicos quanto ao bolso de nossa sofrida população."
2 - Desproporcionalidade do investimento
- "Não há demanda que justifique a implantação de módulo de transporte tão oneroso aos cofres públicos"
- "A título de comparação, citem-se os investimentos na implantação de módulo de transporte na cidade de Belo Horizonte-MG, no montante aproximado de R$ 51,2 milhões, numa extensão de 6,25km, sendo escolhido o BRT como opção a ser executada.
Levando-se em consideração a proporção dos valores utilizados em Belo Horizonte, sexta maior capital do país, fazendo-se cálculos aritméticos simples em relação à extensão do trajeto a ser implantado em Várzea Grande e Cuiabá, chegar-se-ia a um valor aproximado de R$ 250 milhões, isto falando na adoção do BRT como parâmetro, sendo incompreensível a adoção por parte de cidade de médio porte, sem sequer plano de região metropolitana com devida execução, a opção por um meio de transporte tão oneroso às contas públicas."
3 - Situação financeira do governo de Mato Grosso
- "Examinando detidamente os documentos que endossam a inicial, conclui-se não ser crível que um Estado da Federação que não aplique sequer o mínimo constitucional obrigatório em ações de educação e ensino (conforme dados dos anexos da inicial) contraia dívida no importe de mais de 01 BILHAO DE REAIS, em apenas uma obra, que corresponde a mais de 10% (dez por cento) do total de sua receita bruta anual, conforme dados constantes dos anexos a estes autos, sendo de todo ilegal e imoral a desvinculação de receita obrigatória."
4 - Conclusão
- "A contratação de obra com procedimento inadequado de seleção de propostas, além de desproporcional quanto aos resultados esperados, bem como desnecessária quanto à forma empregada, caracterizando o completo desrespeito pelos postulados constitucionais, cuja consequência, em caso da não suspensão imediata de sua execução é a lesão de magnitude gigantesca ao patrimônio público, devendo esta conduta ser reprimida por este juízo."
Uol – 07/08/2012

Comentário do sindicato:
Com exceção de eventual suspeita de tramoia no contrato, todos os demais argumentos são inconsistentes. Vamos a eles, e com sugestões para redução dramática de gastos do dinheiro público.
1. Aeroportos são mais caros do que rodoviárias. Logo, basta extinguir o transporte aéreo, criar rodoviárias privadas, servidas por ônibus privados, trafegando por estradas pedagiadas. Todo mundo viaja de “buzão”, e o contribuinte paga apenas pelo que de fato usa.
2. Trens (principalmente os metropolitanos) são caros. Basta remover os trilhos, meter asfalto em todas as linhas, privatizar as estações, e eis um megacorredor de BRT, por onde circularão os ônibus privados. Não é difícil que os operadores dos BRTS cuidem do ex-leito da ferrovia.
3. Não é necessário construir corredores de BRT. Basta reservar muitas ruas e avenidas apenas para eles (proibir o trânsito de automóveis, motos e caminhões). Os operadores privados irão adorar. Talvez até paguem pela conservação das vias. Também nessa medida, só pagarão os usuários do sistema.
4. Se transporte é pensado apenas para ocasiões especiais (Olimpíadas e Copas), talvez fosse importante criar uma agenda anual para elas.
5. Lembrando que de governo os contribuintes esperam por escolas e hospitais, talvez fosse desejável não mais construir edifícios majestosos (desproporcionais quanto aos resultados esperados) para instâncias administrativas do executivo, legislativo de judiciário. “Puxadinhos” para eles, e mais escolas, hospitais e saneamento para a “nossa população sofrida”.
A lamentar pelos cuiabanos (não citados no rol dos "ouvidos), que ficarão sem transporte sobre trilhos, para deleite dos interesses rodoviaristas. Pagarão por esse preço mais tarde, quando o trânsito e a poluição lhes será imposta pela decisão atual, de quem nem mesmo anda de ônibus. Bem, também não andaria de VLT.
Postado por SINFERP às 12:29 
Fonte - São Paulo Trem Jeito 08/08/2012


Comentário Pregopontocom:
O mais lamentável desse episódio são as "fontes técnicas" usadas para dar sustentação a esse fato.Se o problema é a licitação que foi feita de maneira indevida, então que se anule e se faça uma outra da maneira correta e fiscalizada.Porque deixaram fazer a licitação dessa maneira então?!!! porque não ajustaram a mesma antecipadamente?!!! não é para isso que existem os TACs?.Punir a população da cidade simplesmente por supor que  o VLT não ficara pronto para a Copa de 2014?...Será esse um  motivo suficiente para se embargar o projeto?...Será essa uma obra para atender unica e exclusivamente o evento da copa de 2014?... Talvez esteja ai uma maneira atrofiada de se olhar para o interesse público e para o futuro da cidade.Será mesmo que os legítimos interesses do Povo e da cidade estão sendo tratados com zelo e cuidado???? ou será que alguma nuvem escura paira sobre o  céu   de Cuiabá..... Seguindo a lógica dos argumentos utilizados,quem sabe com uma boa dose de paciência e resignação então numa provável futura Copa do mundo ( daqui mais umas dezenas de anos )  a ser realizado no Brasil, Cuiabá possa ter então  o seu tão desejado VLT......

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Matéria do Correio do Brasil sobre dados levantados pela CPMI do Cachoeira que se cruzam com o processo do mensalão e alertam o STF

Uma clara e imparcial análise do Correio do Brasil demonstra que a oposição está mais apreensiva com os desdobramentos que poderão ocorrer com o também mensalão tucano e a Lista de Furnas divulgada recentemente pela revista Carta Capital do que possa ocorrer com os réus do mensalão ora em julgamento no STF. 
Por Redação - de Brasília, São Paulo e Belo Horizonte - Correio do Brasil 05/08/2012



O escândalo eleitoral mais ruidoso das últimas décadas, apelidado de ‘mensalão’, e a quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, têm mais pontos em comum do que presumiam os magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o julgamento da Ação Penal (AP) 470 se reinicia, nesta segunda-feira, com o pronunciamento dos advogados de defesa de 38 réus. Juntos, eles teriam formado uma organização criminosa destinada a comprar votos de parlamentares, segundo a longa tese do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, oficializada na sustentação oral de mais de cinco horas, na sexta-feira. Os fatos apurados por parlamentares, agentes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), porém, começam a desenhar um contorno da realidade bem diferente daquele que sugere a peça de acusação.
Negociadores experientes conversam com Cachoeira, encarcerado no Presídio da Papuda, em Brasília, segundo fonte confidenciou ao Correio do Brasil, “para acertar os pontos finais de uma delação premiada”, benefício legal que poderá ser concedida ao contraventor, caso ele resolva falar o que sabe sobre a rede de crimes que comandava no país. Cachoeira, privado da liberdade há quase seis meses e das visitas íntimas da mulher dele, Andressa Mendonça, desde que ela foi detida pela acusação de tentativa de suborno a um juiz federal, há uma semana, “está vivendo um inferno”, afirmou um advogado a colegas do escritório do jurista Márcio Thomaz Bastos, que renunciou à defesa do bicheiro....VEJA A MATÉRIA COMPLETA CLIK AQUI=> http://pregopontocommais.blogspot.com.br/2012/08/cpmi-do-cachoeira-levanta-dados-que-se.html

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mídia brasileira rasgando dinheiro !!!!

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:




Gráficos extraídos de Venezuela no Mercosul anima indústria, na Folha, 04.08.2012


O mundo em crise econômica. A China avançando sobre mercados brasileiros. E a mídia nativa quer que o Brasil abra mão de crescer em mercados nos quais o país tem imensa vantagem comparativa em relação a concorrentes, entre outros motivos por causa da geografia.
É ou não rasgar dinheiro?
Dois dias antes de publicar os gráficos, a Folha martelou, no editorial Sem Rumo no Mercosul: “Celebrada pelo governo brasileiro como uma ‘nova etapa’ do bloco comercial, a precipitada incorporação da Venezuela ao Mercosul, concretizada anteontem, seguiu a lógica estreita da afinidade ideológica e das políticas erráticas que têm impedido o aprofundamento da integração comercial sul-americana”.
Já o Estadão, em O desmonte do Mercosul, escreveu: “O ingresso da Venezuela de Chávez nada acrescenta, economicamente, à cambaleante união aduaneira. Do ponto de vista diplomático, a presença do chefe bolivariano será mais um entrave a negociações com parceiros relevantes, como os Estados Unidos e a União Europeia. Será, igualmente, um complicador adicional em discussões de alcance global. Neste momento, já é um fator de desagregação”.
Pura coincidência: a linha dos dois jornalões paulistas combina com os objetivos estratégicos dos Estados Unidos, cuja propaganda, promovida de forma aberta ou clandestina, ora mata Hugo Chávez, ora o acusa de envolvimento com o narcotráfico, ora diz que ele é o grande mentor das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) — com esta última acusação, aliás, nem mesmo o governo da Colômbia, que deveria ser o maior interessado, concorda!
Quem entrou no Mercosul não foi Hugo Chávez, mas a Venezuela. O presidente venezuelano é passageiro. Porém, os jornalões paulistas usam, eles sim, a ideologia, para adotar uma postura que contraria os interesses econômicos e estratégicos do Brasil.
A quem interessa afastar Brasil e Venezuela, se a adesão do país caribenho ao Mercosul é vantajosa para empresas brasileiras?
Aos Estados Unidos, com certeza, que querem para si controle exclusivo de um mercado que o Brasil crescentemente vai ocupar. Isso, sim, podemos chamar de “afinidade ideológica, comercial e estratégica” com Washington.
E a Folha ainda tem coragem de escrever na capa que é um jornal “a serviço do Brasil”. Concordamos: de um ‘certo’ Brasil.


Postado por Miro / Fonte  - Blog do Miro 05/08/2012