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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Estudo prevê emissão de 3,5 milhões de toneladas de gás carbônico durante as Olimpíadas


Meio Ambiente

Ag.Brasil

A Secretaria de Estado do Ambiente e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), divulgaram nesta quarta-feira (13) um levantamento preliminar com a estimativa de que 3,5 milhões de toneladas de gás carbônico devem ser emitidas no estado, no período das Olimpíadas e dos Jogos Paralímpicos de 2016. Para minimizar os efeitos dessas emissões, 18,5 milhões de mudas serão plantadas até o final de 2015, sendo 16 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica e 2,5 milhões de seringueiras, que absorvem mais carbono.
Desde 2009, quando foi assinado o Compromisso Olímpico, 5,5 milhões de mudas já foram plantadas, principalmente no município de Cachoeira de Macacu, na região serrana. Para o secretário do Ambiente, Carlos Minc, a meta de plantio deve ser superior ao número estipulado para combater, também, o aumento da emissão de carbono durante a Copa do Mundo de 2014.
"Nós temos a responsabilidade de plantar árvores para neutralizar todas as emissões de carbono que serão feitas em decorrência das Olimpíadas. Contratamos uma empresa que calculou a quantidade de carbono que será emitida durante o evento. Para abater esse número teremos que plantar 18,5 milhões de árvores, mas como havíamos anunciado anteriormente, vamos manter a meta de tentar plantar 24 milhões”, disse o secretário.
Segundo o levantamento preliminar dos Jogos Limpos – iniciativa da secretaria -, dois terços de todas as emissões de carbono estão vinculadas ao setor de transportes, com 65,36% de liberação. Em segundo está o setor de construção de locais e eventos, com 25%.
Minc acrescentou que o objetivo com esses plantios é garantir menos carbono, mais água e mais biodiversidade. “Sempre nos baseamos naquela ideia de três por um. Estamos plantando árvores para absorver carbono e não aumentar a temperatura do planeta mas, também, para proteger os rios, melhorando os recursos hídricos, além de fechar corredores de biodiversidade, que garantem a não extinção de animais ameaçados no estado", explicou.
Fonte - Revista Amazônia  14/11/2013

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O Brasil em Londres e as aves de rapina da internet


Miguel Baia Bargas.
Nos QGs da trollagem virtual, estavam todos com os dedinhos de prontidão. Terminou o aperitivo cênico brasileiro e os gatilhos foram disparados.
Para um troller do UOL "o país é uma vergonha aos mostrar mulatas".
Para outro, no mesmo jornal, faltou o "carro alegórico dos corruptos do PT".
Para um terceiro, um "absurdo perder tanto tempo mostrando um simples gari".
Um quarto afirmou que "o Brasil nunca chegará aos pés da Inglaterra em talento artístico".
Não impressiona que os comitês de trollagem a serviço da oposição reforcem, com devoção, a síndrome de vira-lata. A turma de Soninha e Eduardo Graeff é bem treinada para executar esse "serviço".
Como de costume, comentaristas profissionais do UOL, Estadão e G1 esforçam-se por parecer não-brasileiros. Fantasiam um estrangeirismo caricato. Oniscientes e indignados, pranteiam como se fosse obrigados a viver ao sul do Equador.
Rotulam-se como superiores, como se seus avós ou bisavós não tivessem chegado ao Brasil com uma mão na frente e outra atrás, muitos deles mal vestidos e mal alimentados.
Evidentemente, o pensamento conservador, típico do eleitorado da trinca PSDB-DEM-PPS, não contempla valor na miscigenação. Para esses, no fundo, misturar equivale a "estragar a raça", como dizia Monteiro Lobato.
A mulata lhes causa constrangimento e, muitas vezes, nojo, mesmo quando delas são diretos descendentes. Adoram destilar pequenos venenos sobre a anatomia dos afro-brasileiros.
Logicamente, o história da "corrupissaum" não podia ficar de fora. É o mantra histórico de todo fascista, devotado a denunciar vícios alheios. O adversário deve ser desprezado, humilhado e, por fim, criminalizado.
Logicamente, o gari causou-lhes repugnância. Como pupilos de Boris Casoy, adeptos das doutrinas disseminadas no velho CCC do Mackenzie, adoram barreiras sociais e incomodam-se tremendamente com a diversidade.
Para esses, em vez do funcionário da limpeza pública, talvez o ideal fosse apresentar em Londres engomados como Daniel Dantas, Demóstenes Torres, Cachoeira e o pistoleiro das letras Policarpo Jr.
Houve quem repudiasse os índios, classificados como "vagabundos cachaceiros que vivem dos nossos impostos". Previsível.
É esse tido de visão que embasa a campanha da direita contra as "ações afirmativas". É isso que a gente bandeirante pensa do povo da terra, desde 1554. É isso que um bandeirante ensina a seu filho.
Obviamente, era de se esperar a sentença de inferioridade, o registro de suposta superioridade do gringo. E ela veio no elogio embasbacado da festa londrina, como se os países disputassem a medalha do espetáculo midiático.
Evidentemente, selou o destino brasileiro: "nunca serão capazes de fazer algo melhor".
Afinal, trata-se de estratégia antiga de controle e submissão. Diga ao brasileiro que ele é incapaz, que é menor, que não presta. Drene suas forças e sobre ele exerça pleno domínio.
Pior que isso: convença-o a repetir essa sandice, todos os dias.
A campanha contra a Rio-2016 começou neste domingo de agosto e tomou conta das redes sociais. Na mira dos sabotadores, o Brasil e os brasileiros. A guerra começou.


Walter Falceta Jr.
Comentário Castphoto
O Walter Falceta foi MUITO brando. Essa é a turma que expressa a ideologia dos grupos MILICANALHAS dos grupelhos guararapes, barabacena, ternuma “et cataerva”. Aqueles mesmos torturadores, assassinos boçais que se dizem “democratas” e “defensores da democracia”.
Não passam de VAGABUNDOS e/ou APÁTRIDAS quase todos imeritamente sustentados pelos nossos impostos.
No Blogoosfero / Fonte - Com Texto livre  13 de agosto de 2012