sexta-feira, 27 de abril de 2012

Brasil já é terceiro credor dos EUA


Por Mauro Santayana, em seu blog:


Até agora, ninguém deu a notícia. Com 372 bilhões de dólares em reservas internacionais, o Brasil acaba de se converter, aplicando mais da metade delas em “treasuries”, no terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos, como pode ser visto na própria página oficial do tesouro norte-americano. O acúmulo de reservas internacionais, cujo custo de carregamento tem caído em linha com a redução da taxa Selic, serve para valorizar o dólar com relação ao real, favorecendo nossas exportações, e é, sobretudo, uma arma geopolítica, que mantêm em situação positiva a imagem do Brasil frente às agências internacionais de classificação de risco e em uma posição de força em organismos como o G-20, o Banco Mundial e o FMI.

Conheço empresários brasileiros de linha mais desenvolvimentista, no entanto, que pensam que a política de acúmulo de dólares poderia ser complementada com a emissão de moeda, no mercado interno, destinada a investimentos diretos do governo na área de infraestrutura, por exemplo. Tal medida, com uma pequena expansão administrável da inflação, derrubaria o valor do real frente ao dólar, favorecendo as exportações, injetaria dinheiro em todos os níveis da economia produtiva, e criaria milhões de empregos.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Desordem Urbana - Salvador fora de controle

Qualquer dia desses.......

A velocidade com que a especulação imobiliária vem engolindo a cidade de Salvador sobre o olhar  complacente da atual administração publica municipal está realmente fora de controle.Prédios e arranha-céus são construídos em vários locais inclusive em áreas de preservação ambiental onde as tais licenças são concedidas,Deus sabe lá como, e não são poucas as áreas já contabilizadas que foram vitimas de tais agressões.Até o parque do Vale Encantado foi extinto como uma canetada do atual alcaide para satisfazer o impetuosa e  feroz  gula do setor imobiliário.E como se não bastasse tanta devastação, nem as encostas escapam mais,são desmatadas,terraplanadas e viram canteiros de obras, aonde der e tiver um espacinho,logo  sobe um prédio,dois três, vale tudo e seja o que Deus quiser.De nada interessa as consequências e os reflexos negativos que poderão ocorrer com  serias e graves interferências nos aspectos urbanos,nas questões ambientais,na mobilidade urbana, na infraestrutura viária e de serviços,na infraestrutura de educação e saúde e na qualidade de vida dos moradores dos locais afetados que ficaram seriamente comprometidos com o inchaço urbano em virtude de todo esse descontrole,toda essa desordem, por falta de projetos contínuos e de um planejamento urbano sério,coerente e democrático com a participação de toda a sociedade civil organizada.Não bastassem o caos no transito e no caótico sistema de transportes,a cidade vem sendo castigada pela tsunami imobiliária que vai transformando a mesma numa autêntica SELVA DE PEDRAS cinzenta e obscura.A cada dia que passa Salvador vai ficando mais quente e abafada,a cidade litorânea que por vocação deveria ser bem arejada e ventilada já não respira mais com tanta facilidade, agora já começa a ofegar.O emaranhado de prédios que se entrelaçam pela cidade,e já ocupando boa parte da Av. Paralela também vão chegando a nossa orla e dão o tom da autêntica desordem urbana que caracteriza a falência e o fracasso da atual gestão do município.Não temos duvidas que novas edificações sempre serão necessária para atender a demanda sempre crescente da população, mais também temos a certeza de que um controle rigoroso e criterioso devera reger essa expansão principalmente nos critérios que se referem ao controle de ordenação e uso do solo,da sustentabilidade,da infraestrutura  urbana e dos aspectos urbanos e ambientais.Transformar o "progresso" em uma  "maquina exterminadora" não nos trara nenhum benefício no presente e pior, deixara como herança um ônus bastante pesado a ser pago pelas futuras gerações condenadas a pagar por erros que não cometeram e que já mais poderão cobrar dos verdadeiros culpados.Não é essa a cidade que todos nos queremos uma cidade pesada,asfixiada,caótica vitima da incompetência e do oportunismo.Queremos uma cidade leve,alegre,arejada,democrática, regida pelos princípios da sustentabilidade,da ordem e da cidadania.Salvador e o seu povo não merecem esse castigo- VAMOS SALVAR SALVADOR


Dunas de Bolandeira- Reservatórios (Caixas D'Água) da Embasa









                  
Av.Jorge Amado - Encosta do Cond.Jardim das Acácias



sábado, 21 de abril de 2012

VLT de CUIABÁ - Uma realidade a cada dia mais próxima

Caixa libera R$ 423 milhões para VLT da capital de MT, confirma governo

Crédito é referente a primeira linha de financiamento do VLT.
Segunda parcela, que ainda falta liberar, é no valor de R$ 740 milhões.


O governo do estado de Mato Grosso confirmou nesta sexta-feira (20) que conseguiu junto a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) a liberação da operação de crédito para a execução das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande, região metropolitana da capital. O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Eduardo Coutinho Guerra, assinou a liberação da operação na última quinta-feira (19) em Brasília.O crédito é no valor de R$ 423,7 milhões, referente a primeira linha de financiamento, para dar início às obras. O valor era da antiga proposta de moral, o Bus Rapid Transit (BRT), ônibus com linha exclusiva. Os recursos totais para a implantação do VLT somam a quantia de R$ 1,2 bilhão, sendo que a segunda parcela é no valor de R$ 740 milhões, cujo montante ainda será liberado após definição de qual linha de financiamento será utilizado.O VLT é o principal projeto de mobilidade urbana para a Copa do Mundo de 2014. A liberação do crédito necessário para a execução das obras vem sendo buscada pelo governador Silval Barbosa em Brasília, sendo que a autorização da Caixa Econômica Federal foi conseguida no dia 15 de fevereiro.
Trajeto
Ao longo dos 22,2 Km do trajeto do VLT, serão necessárias intervenções viárias como a construção de cinco viadutos, três trincheiras e três pontes. Com dois eixos, CPA-Aeroporto e Coxipó-Centro, o modal será implantado no canteiro central das avenidas Historiador Rubens de Mendonça, FEB, 15 de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Coronel Escolástico e Fernando Correa da Costa. Serão três terminais de integração e 33 estações, que terão uma distância média de 500 a 600 metros entre um ponto e outro.Os terminais terão estacionamento para veículos e bicicletário, ampliando o potencial de mobilidade urbana na capital e em Várzea Grande. O anteprojeto prevê também que todos os critérios de acessibilidade serão contemplados na elaboração dos projetos básico, executivo e, consequentemente, na execução das obras.
O sistema de bilhetagem deverá ser compatível e integrada aos sistemas de arrecadação utilizados nos transportes públicos de Cuiabá e Várzea Grande, hoje em operação em seus ônibus (bilhetes, cartões, máquinas de venda e validadores). A capacidade máxima de passageiros será de 400 pessoas por vagão e a velocidade de operação prevista é 60 km.

Fonte - G1 MT 20/04/2012


VISITE - #loucoportrilhos no Twitter

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Revista Veja: e o medo da CPI

Rogério Correia fala no plenário da ALMG: revista Veja é desmascarada no "Caso Cachoeira"


Prefeito revira as gavetas e volta a apresentar obras que nunca saíram do papel

Na reta final do mandato, parece que o prefeito João Henrique já começou a arrumar as gavetas. De lá, tirou alguns projetos que, se tivessem saído do papel, fariam bem à cidade. Em palestra para empresários, o jeito foi o prefeito mostrar apenas os desenhos
Foto: Arquivo Correio

Correio publicou matérias sobre obras não realizadas
Rafael Rodrigues eLuana Ribeiro
redacao@correio24horas.com.br
Que tal a construção de complexos de viadutos nos 14 pontos críticos do trânsito da cidade? Ou a construção de duas grandes avenidas para desafogar a Paralela? E uma estação da Lapa novinha? Tudo isso já foi planejado e apresentado à população de Salvador, mas nunca saiu do papel.
Nesta segunda (16), em palestra sobre mobilidade urbana na sede da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), o prefeito João Henrique (PP) lembrou cada um dos projetos. “São projetos que já estão prontos e que não dá tempo de fazer nesta gestão, mas ficam aí para o novo prefeito”, diz.  
Por enquanto só dá para apreciar os desenhos, engavetados na Fundação Mário Leal Ferreira. Entre as propostas está o pacote de obras Salvador: Capital Mundial, lançado em janeiro de 2010. Na época, João Henrique disse que as 20 ideias  iriam “projetar a Salvador do futuro”. Passados mais de dois anos, o futuro ainda não chegou.
No pacote estão a Linha Viva e a Avenida Atlântica, vias paralelas à Avenida Paralela cujos projetos foram expostos até em maquete num grande shopping.
Se sair do papel, a Linha Viva terá 18 quilômetros, entre a Bonocô e o aeroporto. No momento, está sendo concluído o projeto executivo que embasará a licitação, definindo se a execução será através de concessão ou de uma Parceria Público Privada (PPP).
Já a Avenida Atlântica terá 14,6 quilômetros, da Avenida Luis Eduardo Magalhães até a Dorival Caymmi. O projeto prevê uma ponte sobre o Parque de Pituaçu, mas a obra teve o processo de licenciamento ambiental suspenso em 2011 porque o Ministério Público Estadual (MPE) pedia que a prefeitura delimitasse o Parque Ambiental do Vale Encantado antes de construir a via.
Mas, antes da delimitação, parte do parque foi extinta no momento em que os vereadores aprovaram a revisão da Lei de Uso do Solo, no final do ano.
Segundo a Secretaria de Comunicação, a pretensão é tornar a área uma Zona de Proteção Ambiental (ZPA). Durante o debate, o prefeito defendeu a  construção das duas vias. “Quando se fala nas duas avenidas, os ambientalistas dizem que não é possível. Não é possível é ficar duas horas paralisado na Paralela”, argumentou o prefeito.  
Também em 2010, a prefeitura apresentou um projeto que previa a implantação do sistema BRT (vias exclusivas para ônibus articulados) e intervenções viárias em toda a cidade (ver quadro). O projeto total (com o BRT) previa gastos em R$ 2,5 bilhões. O governo estadual optou pela implantação de metrô na Paralela e nada andou.
Lapa
Em abril de 2010, o jornal CORREIO noticiou a ida de João Henrique a Brasília em busca de recursos para a reforma da Estação da Lapa, orçada em R$ 26,4 milhões. O prefeito não conseguiu financiamento e, no início deste ano, com o estado precário do terminal, a prefeitura foi obrigada a abrir o cofre e gastar R$ 5 milhões. Em andamento, a reforma emergencial prevê a troca de piso, reforma dos banheiros e impermeabilização das coberturas.
Também citada pelo prefeito em sua palestra, a revitalização do Centro Antigo da capital baiana começou a ser discutida em 2007. Na época, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) com representantes do poder público, comerciantes e sociedade civil para discutir propostas que visavam mais espaço ao pedestre, acessibilidade para pessoas com deficiência e melhoria do comércio.
Ideias 
Em novembro de 2008, a prefeitura anunciou um investimento de R$ 28 milhões para essas obras. Entre as intervenções previstas estavam a criação de um novo bairro, o Santa Tereza, entre a Avenida Contorno e a Avenida Carlos Gomes, até o Largo Dois de Julho. A ideia seria valorizar a região do Museu de Arte Sacra e da casa de Castro Alves, que são pontos de apelo turístico, além de criar uma identidade para a região.
“Atualmente, as pessoas não sabem que bairro é aquele. Se você mora no Areal de Cima, no Areal de Baixo, mora em que bairro?”, destacou o chefe de gabinete da Fundação Mário Leal, Armando Carneiro da Rocha Neto. A ideia encontra resistência no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, também, nunca avançou.
Urbanista critica projetos
A prioridade no investimento em obras viárias é criticada pelo professor de Urbanismo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Jorge Glauco Costa Nascimento, também membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam). “Mais que abrir vias, construir viadutos, a gente tinha que pensar em sistema de transporte coletivo. Até quando vamos ficar abrindo, alargando pistas, favorecendo transporte individual em detrimento do coletivo? O sistema de transporte coletivo está emperrado”, avaliou.
Na visão de Nascimento, viabilizar alternativas de transporte público nas regiões mais populosas da cidade beneficiará um maior contingente da população. “A Avenida Atlântica, por exemplo, afeta uma elite intelectual e financeira da cidade, mas que sofre menos com o trânsito. E em Cajazeiras, e na Avenida Suburbana? Ali é que estão os grandes gargalos da cidade, onde tem um contingente populacional muito maior, mas que não tem grau de renda e fica despercebido”, ponderou.
O pesquisador pondera ainda que, no caso da Linha Viva, apesar de a obra ter um traçado que beneficia bairros populares, com a previsão de ter pedágio, gera um novo problema para a população. “Vai abrir premissa extremamente perigosa para nós, que é o pedágio urbano, além de todos os impostos que pagamos”.
Segundo Francisco Ulisses, coordenador de planejamento de transportes da Secretaria Municipal de Transportes Urbanos e Infraestrutura (Setin), a licitação para exploração do transporte público coletivo será realizada ainda este ano. Planeja-se que o sistema seja operado por três grandes consórcios, no lugar das 18 empresas de ônibus que atuam hoje em Salvador. Fonte - Correio -18/04/2012 (Pregopontocom)

domingo, 15 de abril de 2012

A VEZ DOS TRILHOS

Mais de R$ 80 bilhões vão ser investidos nesta década em projetos de metrôs e trens regionais.


De olho na melhoria da mobilidade urbana para receber o fluxo de turistas esperado para assistir aos jogos da Copa do Mundo em 2014 e a Olimpíada em 2016, governos municipais, Estados e União estão tirando do papel dezenas de projetos de metrôs, monotrilhos, trens de alta velocidade, trens regionais e corredores modernos de ônibus.
Estima-se que nesta década sejam investidos mais de R$ 80 bilhões que poderão mudar o deslocamento de milhões de pessoas nas grandes cidades brasileiras. Os trilhos deverão ganhar espaço. “Não dá mais para ficar apenas sobre as rodas dos carros”, afirma Rodrigo Vilaça, presidente da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), que esteve recentemente na Alemanha em uma feira do setor e constatou o interesse de empresas de vários países nos planos de investimento no Brasil.
Atualmente, oito milhões de passageiros são transportados por trilhos no País, sendo que mais de 70% desse total está nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, detentoras dos maiores sistemas de transporte dessa área. Esse número é baixo se comparado a outros países. Em Pequim, capital da China, por exemplo, seis milhões usam esse tipo de transporte por dia. Com os novos projetos, o número de passageiros transportados por trilhos deverá superar dez milhões em até quatro anos e poderá aumentar ainda mais até o fim desta década. Um novo sistema que poderá estrear nas cidades brasileiras nesta década é o Veículo Leve sobre Trilhos, chamado no jargão do setor por VLT, uma espécie de trem de passageiros cujo equipamento e infraestrutura são mais leves que os usados no metrô. Vitória, Rio de Janeiro, Salvador e Santos estudam sua adoção, o que pode representar pedidos superiores a R$ 500 milhões a fabricantes de bens de capital.
Há expectativa, também, em relação ao Trem de Alta Velocidade (TAV), que poderá envolver mais de R$ 35 bilhões de recursos na construção de um sistema de trens capazes de trafegar sobre trilhos a mais de 200 quilômetros por hora para interligar São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. Espera-se que a licitação da primeira etapa, que envolve a escolha de tecnologia e o operador da linha, seja feita ainda esse ano. “Esse é um projeto que envolve grandes investimentos e uma ampla cadeia”, diz Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base. Uma das cinco maiores cidades do mundo, com 21 milhões de habitantes, São Paulo tem o maior projeto de investimento para transportar passageiros sobre trilhos nos próximos anos. A proposta de orçamento do governo paulista é de investimentos de R$ 4,9 bilhões em metrô, apenas em 2012. Monotrilhos e trens regionais também estão na mira.
Um exemplo é a linha que será operada por meio de monotrilho e fará a ligação do aeroporto de Congonhas até a estação Morumbi da rede da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Uma primeira etapa do empreendimento deve ficar pronta até 2014 e a linha completa deve ser entregue em 2015. Deverão ser investidos R$ 3,6 bilhões no projeto. Sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Rio de Janeiro está também se preparando. A capital fluminense tem trabalhado para colocar em pé projetos de corredores exclusivos para ônibus, os chamados BRTs (Bus Rapid Transportation), que funcionam em pistas segregadas e estações modernas, além de veículos com ar-condicionado e mais confortáveis. Um dos maiores projetos é o da TransOlímpica.
ISTO É Dinheiro – Por Roberto ROCKMANN – 13/04/2012


sábado, 14 de abril de 2012

Começa a valer nova legislação para melhorar mobilidade urbana nas grandes cidades


Melhorar a acessibilidade e a mobilidade das pessoas e cargas nos municípios e integrar os diferentes modos de transporte são alguns dos objetivos da Lei 12.587/2012, que começa a vigorar hoje (13). A legislação, que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi sancionada em janeiro e dá prioridade a meios de transporte não motorizados e ao serviço público coletivo, além da integração entre os modos e serviços de transporte urbano.
A legislação prevê instrumentos para melhorar a mobilidade urbana nas grandes cidades, como a restrição da circulação em horários predeterminados, a exemplo do que já existe em São Paulo. Também permite a cobrança de tarifas para a utilização de infraestrutura urbana, espaços exclusivos para o transporte público coletivo e para meios de transporte não motorizados, além de estabelecer políticas para estacionamentos públicos e privados. O texto também esclarece os direitos dos usuários, como o de ser informado sobre itinerários, horários e tarifas dos serviços nos pontos de embarque e desembarque.
Para o coordenador do Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade, Nazareno Stanislau Affonso, a nova legislação coloca o Brasil dentro da visão de mobilidade sustentável. “Atualmente, a política de mobilidade do país dá prioridade ao uso do automóvel, que é uma proposta excludente. O que essa lei fala é que agora a prioridade deve ser dada a veículos não motorizados, a calçadas, ciclovias, ao transporte público e à integração do automóvel a um sistema de mobilidade sustentável”.
Segundo ele, a aplicação da lei também vai depender da pressão dos usuários para que os governos locais de fato mudem a sua política, e o automóvel seja integrado de forma mais racional. “Quem tem carro vai perder privilégios e quem usa transporte público vai ganhar direitos”.
A nova lei vai exigir que os municípios com mais de 20 mil habitantes elaborem planos de mobilidade urbana em até três anos, que devem ser integrados aos planos diretores. Atualmente, essa obrigação é imposta aos municípios com mais de 500 mil habitantes. As cidades que não cumprirem essa determinação podem ter os repasses federais destinados a políticas de mobilidade urbana suspensos. “O governo federal não vai poder liberar nada contrário à lei, então, quanto mais rápido os municípios fizerem seus planos, mais fácil será a liberação de seus projetos”, alerta Affonso.
Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a nova lei não é suficiente para garantir a sustentabilidade das cidades, com a necessária ampliação dos investimentos, redução dos congestionamentos e da poluição do ar e a melhoria da qualidade dos serviços públicos de transporte. Para o Ipea, que apresentou um estudo sobre a nova política de mobilidade urbana, é preciso o engajamento da sociedade para “fazer a lei pegar”, além da capacitação dos agentes municipais, que terão que adequar e implementar as diretrizes e instrumentos da lei à realidade de suas cidades.
Principais pontos da Política Nacional de Mobilidade Urbana:
undefined- Prioridade dos modos de transporte não motorizados e dos serviços públicos coletivos sobre o transporte individual motorizado
- Restrição e controle de acesso e circulação, permanente ou temporário, de veículos motorizados em locais e horários predeterminados
- Estabelecimento de padrões de emissão de poluentes para locais e horários determinados, podendo condicionar o acesso e a circulação aos espaços urbanos sob controle
- Possibilidade de cobrança pela utilização da infraestrutura urbana, para desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade. A receita deverá ser aplicada exclusivamente em infraestrutura urbana destinada ao transporte público coletivo e ao transporte não motorizado e no financiamento do subsídio público da tarifa de transporte público
- Dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas ao transporte público coletivo e a modos de transporte não motorizados
- É direito dos usuários participar do planejamento, da fiscalização e da avaliação da política local de mobilidade urbana

Fonte: Agência Brasil
VISITE - #loucoportrilhos no Twitter

segunda-feira, 9 de abril de 2012

quinta-feira, 5 de abril de 2012

UMA SOLUÇÃO SIMPLES e um erro complicador

Mobilidade

Uma Solução simples para um Problema cônico-Até que emfim demorou mas  saiu"

Da Redação
Ilustração PGPC
A pouco mais de um ano, por volta de 12/11/2010, apontamos aqui em nosso Blog na postagem com o Titulo " Uma solução simples para um problema cronico " uma sugestão para minimizar um grave problema de estrangulamento no transito da Av. Paralela sentido Rodoviária no trecho compreendido entre a passarela do Extra e a passarela em frente ao antigo Correio da Bahia,causada pela confluência do fluxo de tráfico,entre a via que sai de Narandiba,a via marginal,a Av.Paralela e a interferência do ponto de ônibus existente na ref.passarela do "Correio".Uma solução simples e fácil de ser executada e que no máximo com toda lentidão demandaria em torno de um mês para a sua execução.No dia 22/01/2012  publicamos uma outra postagem,"Uma Solução simples para um Problema cônico-Até que emfim demorou mas  saiu"  referindo-se ao assunto ao tomarmos conhecimento que a ref. obra já estava em andamento e o seu projeto dentro da ideia que foi a nossa sugestão.Porem como nem tudo são flores,a obra já se arrasta por mais de 3 meses sem que seja definitivamente concluída e para nossa surpresa ao retornamos por esses dias ao local verificamos que o projeto não ira resolver o problema existente e sim apenas irá transferi-lo de um lugar para outro, do ponto de ônibus do "Correio" para a via marginal em frente a um "posto de combustíveis" em funcionamento ao lado direito dessa via próximo a saída de Narandiba conforme nossa ilustração no inicio dessa matéria,ou seja resolveram um problema mais logo arrumaram outro.A muitos anos atrás um acesso semelhante que existia um pouco antes da entrada de Narandiba onde fica a sede da Coelba foi fechado pois causava uma grande retenção no fluxo de tráfego na Av. Paralela (sentido Rodov.) motivado pelos veículos oriundos da pista contraria (sentido Aeroporto) que usavam o retorno no local cruzando praticamente a pista (sentido Rodov.)para através desse antigo acesso alcançar a entrada da via de Narandiba em direção aos bairros localizados no Cabula, obrigando a partir de então a todos que se destinam aos locais acima citados a fazerem o retorno no viaduto do CAB para alcançarem a via marginal desde o seu inicio. Não sei exatamente a quem a Transalvador ou a prefeitura quis beneficiar reabrindo novamente esse aceso agora bem em frente ao "posto de combustíveis" existente no local,que certamente ira casuar um travamento e com certeza também será usado frequentemente por motoristas que não perderão a oportunidade para dar a famosa "roubadinha" saindo da Av. Paralela cruzando a via marginal indo direto paro o Ref. posto, provocando retenção do tráfego na via e com certeza de quebra,até  alguns acidentes.E lá se foi a nossa esperança,depois de mais de um ano batendo nessa tecla,e imaginando que a solução emfim seria concretizada,eis que alguém resolveu "impacar" e acabar com a nossa alegria.Parece mesmo é que o velho lema da Transalvador e da prefeitura ainda continua pra valer....UMA NO CRAVO OUTRA NA FERRADURA.....Francamente....
Pregopontocom 05/04/2012

Fotos Atualizadas

    
    

sábado, 31 de março de 2012

Promotores de Justiça pedem suspensão de obras de empreendimento em Pituaçu

Pq.Pituaçu - Foto Conder
Promover a suspensão dos efeitos do ato de licenciamento das obras do Residencial Mário Cravo, empreendimento situado na Travessa Joana Capistrano em Pituaçu/Patamares, até que sejam concluídos os atos investigatórios sobre possíveis irregularidades na confecção de documento público no Cartório do 7º Ofíco de Registro de Imóveis. Essa foi a recomendação feita esta semana pelos promotores de Justiça Adriano Assis, Célia Boaventura e Rita Tourinho, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam) do Ministério Público estadual, em documento enviado para o superintendente Cláudio Silva, da Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), com cópia para o prefeito João Henrique Carneiro.
Segundo os promotores de Justiça, entre as evidências de ilegalidades já levantadas estão a inexistência de reconhecimento de firma em assinaturas de confrontantes na planta topográfica que subsidiou o pedido de unificação de três matrículas imobiliárias e retificação da área onde se constrói o empreendimento residencial, que, de 6.751 m², passou para 9.042 m²; a falsificação pericialmente comprovada de umas das assinaturas existentes na citada planta, relativa ao representante do Condomínio Jardim Califórnia, Jorge Valter Menezes Maia, e negativa da autoria de outra das assinaturas por parte do Colégio Maristas; a informação prestada pelo Município de Salvador e pela Conder de que existe área pública abrangida no terreno onde se realiza a construção, bem como o indiciamento policial no bojo do Inquérito Policial nº. 173/2011, que teve curso na Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), do ex-proprietário da área e de um servidor do cartório, que deverão ser ouvidos pelos promotores de Justiça.
A recomendação foi direcionada à Sucom porque a superintendência é a responsável pelo licenciamento e pela subsequente concessão de alvará autorizando a construção de empreendimentos imobiliários como o Residencial Mário Cravo, a ela competindo, ainda, no exercício do poder de polícia administrativa, embargar e interditar os que se mostrem irregulares, dentre outras medidas que assegurem a proteção do interesse público e o resguardo do patrimônio público e de terceiros de boa fé, explicaram os promotores de Justiça. Eles afirmaram, ainda, que decidiram encaminhar cópia da recomendação ao prefeito João Henrique porque, sendo ele o primeiro mandatário municipal, é o maior responsável pela defesa do interesse público e dos princípios legais no âmbito da municipalidade de Salvador.
Fonte - wwwcamacarimagazine 30/03/2012


quinta-feira, 29 de março de 2012

SALVADOR 463 ANOS - O que temos a comemorar?




Em 29 de Março de 1549 Tomé de Sousa e comitiva chegam pela Ponta do Padrão em seis embarcações,três naus, duas caravelas e um bergantim,para fundar uma cidade-fortaleza chamada de São Salvador por ordem do rei de Portugal.Nascia assim a cidade de Salvador e capital, sem jamais ter sido uma província.Todos os donatários das capitanias hereditárias ficaram então submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil,Tomé de Sousa. Como seria bom se tivéssemos bons reais motivos,muito mais que uma simples data,ou apenas mais um aniversário, os 463 anos da nossa querida e estimada capital da Bahia a cidade de Salvador.Infelizmente estamos vivendo um conturbado momento onde com muita tristeza vemos a nossa metrópole maltratada e mergulhada numa crise administrativa social e urbana da qual jamais tivemos noticia.Uma cidade desprezada,desgovernada e vítima de uma administração,movida pela incompetência e sem o menor compromisso com a cidade e a a sua população.Uma sucessão de erros e equívocos resultantes da gestão desastrosa que empurrou a cidade para o caos em que hora vivemos.Ao menos nos resta o consolo de que em breve estaremos livres dessa terrível saga que se abateu sobre a nossa cidade nesses últimos anos.A cidade, aos troncos e barrancos tenta defender-se do jeito que pode com a ajuda daqueles que realmente a amam e a respeitam.Mais as consequências do desastre levarão um bom tempo para serem reparadas e as cicatrizes das feridas abertas ainda permanecerão por algum tempo infelizmente.Por isso é preciso escolher muito bem e com muito cuidado os futuros administradores desse nosso precioso patrimônio,pois o rastro que será deixado exigirá muito trabalho,muito empenho,muita determinação e acima de tudo uma imensa prova de amor pela nossa cidade por aqueles(as) que vierem a governa-la futuramente,para que possam devolver para ela e para todos os seus filhos,a verdadeira e legítima cidadania e a alegria de podermos novamente voltar a ter orgulho da nossa querida cidade de São Salvador.- APESAR DE TUDO....PARABÉNS SALVADOR PELOS SEUS 463 ANOS........

sábado, 24 de março de 2012

A Mobilidade Urbana não se restringe apenas ao Transporte público


 A mobilidade urbana em Salvador carece de mais debates e mais discussões sobre o tema de uma maneira mais abrangente e mais profunda.A solução para se resolver os nossos problemas de Mobilidade,além da adoção e da implantação de um bom e eficiente sistema de transportes público de massa com seu eixo principal funcionando sobre trilhos,esse não deve ser apenas o único aspecto a ser apreciado. A discussão sobre os modais a serem usados  suas  funcionalidades,características e vantagens operacionais juntamente com os benefícios que serão obtidos em cada um deles e na soma de todos é apenas um vigoroso ponto de partida.Entre os vários aspectos que devem ser considerados no tratamento dessa questão o 1º deles  seria por um fim  nas costumeiras e providenciais soluções paliativas e temporárias sempre se empurrando para frente as soluções mais adequadas e viáveis passando de uma vez por todas a se adotar soluções que resolvam os problemas no presente, mais com uma duração projetada para médio e longo prazo. É imprecidível  também que se invista em projetos de soluções urbanas,de acessibilidade e ambientais, na infra estrutura da cidade, tais como a melhoria da rede viária,a expansão e redimensionamento dos sistemas de abastecimento de água,e esgotamento sanitário,fornecimento de energia,telefonia,investimentos na ampliação e melhoria da rede de saúde,do sistema de educação,serviços,e o próprio transporte publico,que não acompanharam a explosão do crescimento desordenado e desorganizado da nossa cidade baseado unica e exclusivamente na especulação imobiliária feita de maneira predatória em guerra constante contra o meio ambiente,e contra a lógica de uma concepção urbanística moderna e sustentável comprometendo seriamente a qualidade de vida dos habitantes da nossa cidade.Os grandes e populosos bairros alem de necessitarem de um sistema eficiente de alta capacidade de transporte,e de um sistema de circulação interna,precisam também começar a ter vida própria e independente de verdade,com um bom e variado comercio varejista,bancos,escolas,creches,hospital,postos de saúde,uma boa rede de serviços público e de lazer para evitar que as populações desses bairros sejam  constantemente obrigadas a se deslocarem para outros pontos da cidade em busca de atendimentos diversos,não só por questões econômicas (gastos com transportes),mais também  estratégicas (em casos de urgência) e por comodidade evitando-se a excessiva perda de tempo nos seus deslocamentos para outros locais.Bem verdade que a maioria desses bairros até já dispõe de um comercio bem ativo,embora ainda desorganizado,mais  isso só não basta.Os grandes deslocamentos de trabalhadores entre suas residências e os seus locais de trabalho é também um ponto  a ser equacionado envolvendo-se ai nessa discussão as empresas,a administração publica,os sindicatos e as entidades de classes patronais e trabalhadoras.A demora na conclusão e no inicio da execução dos projetos de "mobilidade urbana" relativos ao sistema de Metrô linha 1,já em construção a 12 anos,e o da linha 2 (o metropolitano) ainda dependendo de licitação, na execução de projetos complementares em outros corredores e em outros locais da cidade,na modernização e ampliação da ferrovia do subúrbio,agravam ainda mais o caos urbano que hora impera em nossa cidade.Precisamos sair urgente da imobilidade para a Mobilidade..... Mobilidade Urbana e Sustentável. - Pregopontocom



                    

segunda-feira, 19 de março de 2012

MOBILIDADE URBANA EM SALVADOR - Soluções Viáveis

Mobilidade

Mobilidade Urbana em Salvador,um grande desafio para o presente e o futuro da cidade

A.Luis
Salvador Sobre Trilhos
Metro de Lyon / VLT de Fortaleza
A nossa preocupação com os rumos da Mobilidade Urbana em Salvador e o caos urbano em que a nossa cidade vem se transformando, no qual vai de maneira perigosa e progressiva se afundando é o motivo pelo qual abordaremos aqui o assunto com sugestões sobre a escolha de opções de PROJETOS adequados para que se possa resolver e melhorar de maneira significativa a atual conjuntura em que Salvador se encontra com resultados estendidos principalmente a longo prazo e não unica e exclusivamente voltado para resolver de maneira apenas circunstancial e temporária as nossas necessidades atuais ou para a realização de uma Copa do Mundo que acontecerá em 2014 em nossa cidade.
Não cabe mais no atual momento interesses defendidos por entidades,políticos ou empresários que representam o setor de transportes por ônibus,um sistema caótico já ultrapassado,sucateado em todos os sentidos,seja ideológico,funcional,administrativo e operacional. O seguimento empresarial que atualmente detêm o controle do transporte público em nossa cidade e RMS continua administrando o setor tal e qual os velhos e antigos "marineteiros", donos de ônibus que apenas mantinham um punhados deles circulando pela cidade sem nenhum planejamento,de maneira precária,obsoleta e sem minima visão para o futuro na área de transportes publico.Questionar e defender a implantação de um sistema dinâmico,moderno,confortável,rápido,eficiente,preciso,racional e ecologicamente correto para a nossa cidade é Imprescindível e inadiável, sob pena de em breve tempo a cidade ser vitima de um estrangulamento crítico e de difícil solução tal o grau de complexidade técnica e o alto custo financeiro das medidas a serem adotadas para se reverter todos os problemas criados pela constância de remendos paliativos,improvisações e a falta de projetos voltados principalmente para o futuro da nossa cidade.Para começar de imediato a necessária transferência da administração da  linha 1 do metrô (emperrado a 12 anos) Lapa/Pirajá e do trem do subúrbio para o estado ou para a CBTU com a conclusão do ref. metrô com a  expansão até Cajazeiras e a sua integração com a linha ferroviária do subúrbio através da possível  ligação de 1,4 km,entre o terminal da Estação Pirajá e Lobato.- A reestruturação e modernização da ferrovia do subúrbio, a reforma e melhoria das estações,a aquisição de novos e modernos trens,implantar um  novo e moderno sistema eletrônico de controle e sinalização para tornar mais eficiente a segurança operacional,resultando no aumento da velocidade das composições dos trens. A criação de um sistema alimentador de ônibus  para ligar as estações ao longo da ferrovia com os bairros do entorno para dar maior fluides e mais flexibilidade ao sistema,diminuindo inclusive a circulação de ônibus na Av.Suburbana aliado a isso para garantir e melhorar mais ainda a acessibilidade da população local ao trem,a instalação de bicicletários nas estações da ferrovia para facilitar os deslocamentos de pequenas distancias dos usuários entre elas e as suas residências usando  bicicletas.- A linha 2 do metrô de superfície que ligará Salvador a Lauro de Freitas sob o nosso ponto de vista funcionara melhor saindo da estação da rotula do Abacaxi com sistema de integração entre as duas linhas (1 e 2) no local, ao invés de operar em sistema de "Y" com a linha 2 saindo da estação do Bonocô (com as duas linhas operando juntas entre as estações Lapa / Bonocô) conforme o projeto original que obrigatoriamente exigira um sistema mais complexo de controle operacional e a construção de mais viadutos naquela avenida degradando mais ainda o seu aspecto Urbano já comprometido pelo elevado construído para a linha 1 do metrô em toda a sua extensão.A linha 2 do metrô que contará com  sistema de alimentadores ao longo do seu percusso,poderá ser complementada em L.de Freitas a partir da sua estação local com uma linha de VLT urbano a expl. dos usados em Maceió e Fortaleza chegando até Portão/Itinga.- Como complementação dos sistemas integrados Metro (Lapa/ Pirajá) e Metrô ( Rotula do Abacaxi L.de Freitas), poderá se adotar também um sistema operado por ônibus (padron 80 Pasgs.-NRB15.570.2009) com piso baixo com sistema de ajoelhamento,(tornando mais fácil a acessibilidade dos usuários) suspensão a ar,cambio automático e portas largas operando no corredor,Lapa,Centenário,Shp.Barra,Barravento,Ondina,R.Vermelho,Pituba,Itapuã,S.Cristóvão,com um sistema de integração transversal,interligando-o aos sistemas existentes nos corredores paralelos centrais,usando as principais vias transversais que interligam esses corredores,e também funcionando como alimentadores para os bairros ao longo dos mesmos.Um sistema de VLT podera ser tambem implantado no corredor Lapa,Vasco da Gama, (Chapada do Rio Vermelho) Av Juracy Magalhães Jr, Av ACM,até o Itaigara/Pituba ou fazendo a integração em uma estação localizada na confluência das Avs.Juracy Mg.Jr e ACM de uma provável linha de Monotrilho ligando a Estação Iguatemi a Itaigara/Pituba, dinamizando dessa forma uma alternativa com maior capacidade de transporte de pasgs.para os bairros dessa região.- A Cidade Baixa ganhara um sistema de VLT composto de 2 linhas, a linha 1 saindo do T.da França ( Pça Cairu),Comercio,Calçada,(fazendo integração com o Trem),Mares,Lgo.de Roma,C de Areia,Ribeira e a linha 2, saindo de Roma ( integrada com a linha 1),Dendezeiros,B.do Bonfim,Lgo.Papagaio,Lgo.Madragoa.Esse sistema além de atender a população de toda aquela região,integrado por alimentadores fazendo a ligação com os  bairros locais,servirá também como uma boa alternativa para o turismo.A conclusão do projeto da Via Náutica,transporte marítimo com lanchas modernas ligando o Porto da Barra,Rampa do Mercado(Comercio),Terminal do Ferryboat (S.Joaquim),Humaitá,Ribeira,Plataforma,cujo sistema também funcionaria com dupla função,transporte e turismo sera mais uma boa alternativa em ambos os casos.- No centro da cidade um sistema de VLT ligando a Pça. da Sé ao C.Grande/Canela possibilitando a restrição da circulação e estacionamento de veículos no local, melhorando as condições para a circulação de pedestres e revitalizando-se o degradado centro da cidade com intervenções urbanas voltadas para a sua restauração (digo,restauração e não reformas). Poderia se criar também a expl. do que já foi feito na década de 80 os estacionamentos periféricos em áreas próximas com alimentadores entre os estacionamentos e um terminal do VLT no C.Grande.-A Baixa do Sapateiros poderá também contar com um sistema de Bondes Modernos trafegando nos dois sentidos,Barroquinha,Arquidabã,Sete Portas, chegando até a antiga estação Rodoviária que seria transformada num terminal de ônibus contando também com um sistema alimentador para os bairros do entorno.O estacionamento de veículos ao longo da via na Baixa dos Sapateiros sofreria restrição total no período das7:00hs até as 22:00hs. - A recuperação,modernização,e revitalização dos transportes verticais, Elevador Lacerda,Planos Inclinados,Elevador do Tabuão e a ampliação com a implantação de equipamentos similares em outros locais apropriados,e ligações através de teleféricos entre bairros onde geograficamente esse sistema seja adequado.A revisão e reestruturação das demais linhas de ônibus tornado-as mais eficientes,racionais,dando mais agilidade ao sistema baseadas em pesquisas de "origem e destino"eliminando-se de uma vez por todas a prejudicial superposição de linhas,diminuindo assim o custo operacional do transporte sobre pneus.A modernização da frota dentro dos padrões da ABNT -NBR15.570/2009,e a licitação para o transporte publico feita sempre dentro dos períodos estabelecidos por lei.- A criação de ciclovias inteligentes e transversais aos modais de transporte de grande capacidade que também funcionará como um sistema alimentador barato e não poluente,a implantação de bicicletários e estações de aluguel nos terminais de transbordo,do Metrô,do Trem,do VLT do ônibus e em outros pontos da cidade além de ciclovias alternativas para deslocamentos a curta distância (6km). O caos já bateu na porta da cidade, mais ainda a tempo de ser evitado,é só querer arregaçar as mangas,com trabalho disposição planejamento e boa vontade tudo se resolve e nada é impossível. Os aspectos positivos de funcionalidade do sistema,se dará também com medidas adicionais a serem implementadas tais como, a integração total do sistema com bilhetagem eletronica por hora  entre todos os modais  ( Metro,Trem, VLT, Ônibus, Alimentadores ) eliminando-se a cobrança por itinerário,a expl de várias cidades no mundo que assim já fizeram a muito tempo.A ampliação da nossa ferrovia suburbana chegando ate a região metropolitana com um ramal Paripe Mapele,S.Filho,Camaçari,Dias D!avila, e até Alagoinhas,e outro Paripe,S.Francisco do Conde e até Madre de Deus,o que possibilitaria o uso do sistema para o transporte dos trabalhadores nas industrias instaladas nesses locais com a implementação de linhas de trens expressas nos horários de entrada e saída dos ADMs coincidentes com as trocas de turnos (geralmente são os mais carregados) o que reduziria substancialmente não só custo das empresas com transportes mais também a diminuição da grande quantidade de ônibus especiais que circulam nas estradas nestes horários críticos entre o polo industrial e Salvador.Nestes horários os ônibus ficariam restritos a integração com o trem nos dois sentidos.Esta solução para o transporte dos trabalhadores das industrias situadas fora de Salvador por ser de interesse também das empresas instaladas na região, poderá se criar ai uma boa parceria com a participação de todas elas neste projeto pois o mesmo traria grandes e significativos benefícios para todos.A administração publica deverá adotar também medidas de incentivos junto as empresas para a adoção de uma política de contratação dos seus futuros trabalhadores dando preferência aos que preencham os requisitos para o emprego e que morem mais próximos das mesma evitando dessa maneira grandes deslocamentos dos seus funcionários nos trajetos de idas e vindas para o trabalho.A opção pelos trilhos aliada a políticas sociais e urbanas é muito mais que necessária,é uma opção inevitável,ela é inteligente,segura,moderna,de alta capacidade,ecologicamente correta e é o caminho mais seguro para o futuro do nosso pais.O mais importante é se entender que a ampliação e a manutenção de sistemas de transportes de passageiros sobre trilhos,não pode ficar atrelado a "conceitos de demandas" por se tratar de serviço essencial de utilidade publica e social. A Mobilidade Urbana Sustentável tornou-se uma necessidade Imprescindível,da qual não se pode abrir mão em hipótese nenhuma sobre pena de caminharmos para o estrangulamento inevitável das nossas Metrópoles e RMs e em especialmente a nossa cidade que já padece pela longa ausência de planejamento e projetos sustentáveis, incluindo-se ai os de Mobilidade Urbana, Sociais,Planejamento Urbano e Meio Ambiente.Ou se muda a mentalidade ou a cidade se tornará refém da imobilidade.
Pregopontocom   19/03/2012

Artigos Relacionados - http://pregopontocom.blogspot.com.br/2011/10/cidade-baixa-uma-nova-visao.html
 

sábado, 17 de março de 2012

FÓRUM MUNDIAL DE SUSTENTABILIDADE CHEGA À TERCEIRA EDIÇÃO EM MANAUS

Tema central do evento será “Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável”


O LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, presidido pelo empresário João Doria Jr., promove, com realização da XYZ LIVE, liderada por Bazinho Ferraz, o 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, de 22 a 24 de março, no hotel Tropical, em Manaus (AM). Cerca de 900 lideranças empresariais, políticas, pesquisadores e organizações socioambientais trocarão experiências de gestão durante o evento que tem como tema central “Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável”, fortalecendo o conceito de sustentabilidade para a preservação socioambiental e o desenvolvimento sustentável mundial.
No Fórum serão debatidos temas como economia verde, Rio+20, desenvolvimento sustentável e humano, agricultura de baixo carbono, entre outras propostas de sustentabilidade para o planeta.
O evento terá a presença de nomes internacionais como o da ativista social e política, fundadora e presidente da Fundação Bianca Jagger pelos Direitos Humanos, Bianca Jagger; a primeira mulher a ser primeira-ministra da Noruega, Gro Brundtland; o consultor, escritor e jornalista norte-americano, Mark London; o ex-primeiro ministro da França, Dominique de Villepin; o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo; o coordenador executivo da Rio+20, Brice Lalonde; o chefe do Grupo de Mercados Sustentáveis do IIED (Instituto Internacional para Ambiente e Desenvolvimento), Steve Bass; e uma das mais conhecidas oceanógrafas do mundo, Sylvia Earle.
Entre os brasileiros estão o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; o ex-ministro da Agricultura e presidente do LIDE Agronegócios, Roberto Rodrigues; o cacique e líder maior do povo Suruí,Almir Suruí; o superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável, Virgílio Viana; o diretor de estilo e criação da marca Osklen e fundador do Instituto-E, Oskar Metsavaht; o senador da República Eduardo Braga; o deputado federal (PPS/SP) Arnaldo Jardim; o presidente do SOS Mata Atlântica e do LIDE Sustentabilidade, Roberto Klabin; o diretor do programa marinho da Conservação Internacional (CI) no Brasil,Guilherme Dutra; o biólogo, docente do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, Alexander Turra; o deputado federal (PV/MA), José Sarney Filho; além de diversos especialistas na área.
“A economia verde está presente na vida comum do ser humano, bem como nas empresas privadas e instituições públicas, e depende de uma consciência coletiva”, declara Bazinho Ferraz, presidente da XYZ Live. João Doria Jr., presidente do LIDE, reforça: “O FÓRUM MUNDIAL é uma grande oportunidade de conscientizar o planeta e demonstrar o valor econômico e ambiental das florestas em pé e suas implicações para o Brasil e o mundo”. “Criar um compromisso político e empresarial com o desenvolvimento sustentável das empresas com o planeta é uma forma de conscientização desse setor”, conclui.
Fonte - Blog da Amazônia 16/03/2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

O VLT estrutura a cidade: entrevista com Peter Alouche

O Eng.Peter Alouche (Transport PA Conection) é um das mais importantes autoridades em consultoria de transportes de passageiros sobre trilhos,tendo inclusive participado na elaboração do projeto do Metro da Paralela ( SSA/L.de Freitas) da Invepar.
foto ilustração  - Abifer

Veja a entrevista onde o mesmo fala sobre VLT,Bonde,Metrô,Brt e Trem
Mobilize Brasil / Olhar Direto

Formado em engenharia elétrica pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, e doutorado em literatura francesa em Nancy, na França, Peter Alouche combina conhecimento técnico a um discurso bem articulado, para defender a priorização dos metrôs e veículos leves sobre trilhos.
Alouche é do ramo: foi um dos engenheiros que estruturam o sistema de alimentação e controle do metrô de São Paulo, no início da década de 1970. Nesta entrevista, ele brande seus argumentos para que os trilhos voltem às cidades. E vice-versa.

O que diferencia o VLT do nosso antigo bonde?
O nome VLT é infeliz, porque não trata do modo, mas do veículo - veículo leve sobre trilho. O mesmo com o monotrilho, que não tem trilho. O erro no termo vem da tradução do inglês "light rail transit". Mas, se visto pela tecnologia, veículo leve sobre trilho tanto pode ser: o bonde, "o monotrilho" (que não tem trilho, mas é um veículo ferroviário leve), o bonde um pouco mais moderno, que anda em corredor não inteiramente segregado, e ainda o bonde que anda em corredor absolutamente segregado. Quando inteiramente segregado, ele se torna um metrô leve. Então, como concebo, o VLT pode ir do bonde até o metrô leve. Os ingleses e franceses o chamam "tramway"; em espanhol, é "tranvia", nomes que passam a ideia de um veículo de superfície, que anda no nível da rua. Tramway, para mim, é a melhor definição do VLT. Porque é um veículo que pode trafegar no meio da rua. Ele segue desse modo, elevado, no centro histórico até a zona de pedestre. Se ingressa na área do centro mais agitada, pode prosseguir por via subterrânea (o que o ônibus já não pode fazer) ou elevada. Exemplo de trem que trafega de vários modos (subterrâneo, elevado, em trincheira) é o de Grenoble, na França, que se adaptou bem ao tecido urbano e funcionou para estruturar o próprio planejamento da cidade.

Esta variação traz diferença no custo, não?
Evidentemente, quando segue em superfície, o custo do VLT é um; enterrado, é outro, maior. Aliás, no metrô, em qualquer sistema, o que custa não é o veículo, é a obra civil. Defendo que, se se vai construí-lo na zona central, subterrâneo e segregado, então vale a pena que prossiga segregado, para torná-lo um metrô leve. A vantagem de ser totalmente segregado é ser um modo absolutamente controlável: não depende do ônibus a cruzá-lo, nem do farol, do carro; tem segurança absoluta, é um sistema fechado. E aqui está a definição de metrô leve.

Quando um sistema de transporte pode ser definido como metrô?
Para se definir como metrô, tem duas condições básicas: ser um sistema rigidamente guiado, diferentemente do ônibus, que depende do condutor. A segunda condição é ser um sistema absolutamente segregado. A terceira condição é a sua capacidade, e aí temos dois níveis: o metrô pesado, como o de São Paulo, e o metrô leve, que tem capacidade menor, como o de Lyon, na França, ou o de Montreal, que tem apenas quatro carros. Há também os ainda mais leves - os chamados "people mover" - são os do tipo aeromóvel, que ficam em parques, aeroportos, grandes shoppings ou parques de exposições. Uma quarta condição é a distância entre estações - ela define o tipo de trem e o sistema de aceleração e frenagem. A quinta condição, por fim, é que o sistema tenha algumas propriedades operacionais típicas de metrô: segurança, confiabilidade, disponibilidade, tudo isso e ainda a frequência. No caso dos trens, como vemos na Europa, existe o chamado diagrama horário - horários diversos de chegada e partida. Esse conceito no metrô não aparece: a cada dois minutos, a cada um minuto etc. Considero também o monotrilho como metrô, porque tem essas duas condições de que falei. Segregado e rigidamente guiado. Também o Teleférico do Alemão, no Rio, é exemplo de um pequeno metrô - seu modelo é o "metrocable", como se diz na Colômbia. Voltemos ao VLT. Algumas cidades europeias têm sistemas mistos, com bondes antigos, dos anos 1960, e veículos bem modernos, trafegando nos mesmos trilhos.

Esse sistema não pode ser considerado um metrô leve? O que aconteceu com o VLT?
Ele foi evoluindo. Antes haviam os bondes abertos, depois os bondes fechados, como aqueles que existem em Lisboa, em São Francisco, ou aquele que havia no Rio de Janeiro. Hoje temos veículos mais modernos, com piso baixo, sem aquele estribo, para permitir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. Mas não adianta ter a tecnologia mais avançada sem que o projeto seja adequado à cidade. Aqui no Brasil tivemos exemplos de erros, como o sistema de "pré-metrô" instalado no Rio de Janeiro, com alguns bondes importados da Bélgica, mas que não tinha as características de um VLT moderno, que foi adaptado mas não atendia à demanda. E foi um desastre. Em Campinas, há alguns anos, também ocorreu uma tentativa frustrada de implantar um VLT aproveitando trilhos ferroviários, mas com um traçado errado. Os bondes modernos, com trilhos nas ruas, são simpáticos, mas têm sua eficiência reduzida por causa dos cruzamentos, da necessidade de ter um condutor. Amsterdâ, na Holanda, por exemplo, é assim. O problema é que o sistema não transporta tanta gente como seria em uma via segregada ou semi-segregada.

VLTs são melhores do que os ônibus diesel?
Se eu fosse dono do mundo (risos), eu colocaria bondes em lugar dos ônibus nesses corredores maravilhosos como o da avenida Santo Amaro (zona sul de São Paulo). Uma composição de VLT transporta o equivalente a seis ônibus desses comuns e, além disso, é um veículo elétrico, que não polui o ar e quase não gera ruído, sem falar no problema ambiental dos pneus. Vamos pegar um exemplo concreto. Cuiabá, em Mato Grosso, trocou o projeto de BRT por um sistema de VLT para preparar a cidade para a Copa de 2014. Isso foi feito porque supostamente o VLT geraria menos desapropriações, traria menor impacto ao meio urbano e teria maior durabilidade. O custo de implantação, porém, seria cerca de três vezes o custo dos BRTs.

O VLT é caro se comparado a um corredor de ônibus?
Sim, é mais caro. Um sistema mais caro significa uma vantagem, por mais paradoxal que isso possa parecer. O antigo ministro das Cidades, Márcio Fortes, cometeu um erro estratégico ao defender a adoção do BRT nas cidades-sede da Copa de 2014. O governo escolheu o BRT para o Rio de Janeiro, Porto Alegre, Cuiabá, Belo Horizonte e outras cidades a partir da ideia de que "somos um país pobre e veículos sobre trilhos são para países ricos". Ora, o ministro faz uma declaração dessas olhando para baixo, para o chão e não para a frente. O Brasil não é um país pobre e logo será a quinta ou a quarta economia do mundo. Na verdade, o ministro adotou dois critérios: o custo e o prazo, em função do tempo até a Copa do Mundo. Esses são critérios de administrador, mas uma cidade não pode ser tratada por administradores. Precisamos de estadistas, gente como Prestes Maia, JK, Faria Lima, líderes que pensam a longo prazo. Alguém vai dizer que não há dinheiro, mas os benefícios que um bom sistema de transporte traz para a cidade pagam esse investimento a médio prazo. é um investimento alto, que se paga a longo prazo. E ninguém coloca trilhos para retirar logo depois. Por isso, os urbanistas costumam dizer que o VLT cumpre um papel estruturador da cidade, tal como o metrô, porque atrai a renovação urbana, coisa que o ônibus não faz. E ocorre uma valorização urbana, porque o VLT não degrada o ambiente, como ocorre com os ônibus. Por quê? ônibus tem poluição, tem ruído e é estigmatizado. Ninguém deixa de usar o carro para usar ônibus, mas deixa para usar o metrô. O ônibus é um sistema de transporte aberto, sujeito aos imprevistos do tráfego e por isso tem menor segurança. Se os corredores de ônibus fossem iguais aos de Istambul, na Turquia, inteiramente fechados, segregados, seria diferente.

Mas a que custo?
Veja o Expresso Tiradentes, é um sistema fechado de ônibus e funciona muito bem. Mas depois de construir toda aquela obra civil, com elevados e estações enormes, não seria mais adequado incluir um VLT no sistema? Não, eles preferiram manter o ônibus e agora estão fazendo o monotrilho até Cidade Tiradentes. Enfim, falta uma visão de estadista. O ônibus tem seu lugar e é insubstituível. Ele chega a qualquer lugar e 80% da população brasileira viaja de ônibus. O VLT e o metrô são estruturadores do transporte e das próprias cidades.

Qual é a capacidade de transporte de um sistema de VLT? A partir de que demanda seria indicado?
Depende da segregação da via. Um bonde circulando pelas ruas leva 8 mil a 10 mil passageiros por hora, em cada sentido. O bonde numa via semi-segregada chega a 15 mil passageiros por hora, por sentido. O metrô leve, um VLT segregado, transporta até 40 mil passageiros por hora, por sentido. Os melhores corredores de ônibus não passam de 30 mil passageiros por hora, em cada sentido. Alguns urbanistas, como o Jaime Lerner, afirmam que o Transmilênio, em Bogotá, transporta 60 mil passageiros, mas isso é uma meia verdade. Na verdade o sistema todo do Transmilênio chega a 60 mil passageiros por hora, mas não em cada faixa.

O VLT não é uma tecnologia importada, não dominada aqui no Brasil?
O país sempre teve trens e domina muito bem o funcionamento de trilhos, sistemas de alimentação etc. é uma técnica dominada, sobre a qual não há segredo. Aqui no Brasil temos várias empresas, Siemens, CAF, Alston e outras que podem produzir esses veículos aqui. Quem sabe fabricar carro ferroviário para o metrô sabe fazer VLTs. Os trens da linha 4 do metrô de São Paulo são coreanos, mas simplesmente porque eles se mostraram mais competitivos do que as indústrias instaladas aqui no Brasil. A tecnologia é aberta, não é mais segredo para ninguém.

Quanto custa o quilômetro do VLT?
Isso é variável e depende da infraestrutura, das obras civis, que correspondem a 60% dos custos. Um sistema em superfície, com faixa reservada e alguns elevados, chega a 25 milhões de dólares por quilômetro. Quando enterrado, chega a 40 milhões de dólares. Outra variável é o tamanho das estações, que depende da demanda do sistema. No Brasil, o custo tende a ser mais alto porque o país tem procurado atender a todas as exigências de acessibilidade, com rampas e elevadores. E tudo isso tem um custo. Em média, esse investimento se paga em 30 anos.
Fonte - Revista Ferroviária 14/03/2012 

Saiba Mais sobre sobre o universo do transporte público e da mobilidade urbana http://pregopontocom.blogspot.com/p/apresentacao-do-vltppt-institucional.html