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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Especialistas saem em defesa do transporte sobre trilhos

Transportes sobre trilhos  🚇 

O documento é sustentado por dados oficiais e pesquisas. Assim, a ALAMYS e especialistas brasileiros em mobilidade urbana por meio de sistemas metroferroviários querem mostrar às autoridades as vantagens técnicas, econômicas, ambientais e sociais do transporte sobre trilhos. A ampliação dos sistemas apoia a transformação das metrópoles.

Revista Ferroviária
foto - ilustração/Pregopontocom
Chefe da Secretaria Geral da Associação Latino-Americana de Metrôs e Subterrâneos (ALAMYS), Constantin Dellis apresentou o documento “Por que o desenvolvimento de projetos de transporte sobre trilhos é a melhor opção para a sustentabilidade das grandes cidades latino-americanas”, durante a 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, que ocorre de 19 a 22 de setembro, na Unip Paraíso, em São Paulo.
O documento é sustentado por dados oficiais e pesquisas. Assim, a ALAMYS e especialistas brasileiros em mobilidade urbana por meio de sistemas metroferroviários querem mostrar às autoridades as vantagens técnicas, econômicas, ambientais e sociais do transporte sobre trilhos. A ampliação dos sistemas apoia a transformação das metrópoles.
Dellis apresentou três casos de mudanças obtidas após a construção e início de operações de linhas de metrô: a cidade do Porto (Portugal), Santiago (Chile) e Medellín (Colômbia). Ele sugere a redefinição do planejamento urbano, considerando, no caso dos grandes centros, a reformulação do papel dos sistemas de transporte público – em especial os sobre trilhos – para torná-los elementos de indução do progresso, da qualificação das cidades e do bem-estar de suas populações.
Em seu discurso, Dellis frisa ainda a informação de que os sistemas metroferroviários são mais rápidos, confiáveis e seguros, têm maior frequência, regularidade e tempo de espera, mais informações aos usuários, e conforto e segurança.
Fonte - Revista Ferroviária  21/09/2017

segunda-feira, 15 de junho de 2015

VLTs: integração para mobilidade urbana brasileira

Transportes sobre trilhos

Por mais que não haja uma solução perfeita para a concretização dos planos de mobilidade, certamente existem várias opções para melhoria do transporte de passageiros. A utilização de um sistema que promova integração e conectividade entre carros, ônibus, metrôs, trens regionais, bicicletas e até pedestres, por exemplo, é considerada uma boa recomendação para solucionar os problemas atuais no Brasil.E essa interconectividade passa pelos (VLTs) Veículos Leves sobre Trilhos

Por Cristiano Saito-Alstom Brasil
Foto - ilustração/Pregopontocom
No Brasil há ainda um grande desafio a ser vencido quando falamos em mobilidade urbana, tanto em seu conceito como na estruturação de novos projetos.
Levando em consideração a crescente demanda das cidades brasileiras, por conta do alto índice de urbanização, é nitidamente percebida a necessidade de um transporte de massa mais inteligente, em especial nas médias e grandes cidades. Uma conquista ainda é desenvolver modais que consigam não só ampliar, mas também integrar as diversas malhas de locomoção existentes, tornando a vida dos usuários mais fácil.
Por mais que não haja uma solução perfeita para a concretização dos planos de mobilidade, certamente existem várias opções para melhoria do transporte de passageiros. A utilização de um sistema que promova integração e conectividade entre carros, ônibus, metrôs, trens regionais, bicicletas e até pedestres, por exemplo, é considerada uma boa recomendação para solucionar os problemas atuais no Brasil. E essa interconectividade passa pelos Veículos Leves sobre Trilhos, chamados VLTs que, inclusive, possuem forte capacidade de adequação às condições brasileiras.
No início do século XX ,a utilização dos bondes no país já era ampla e impulsionou a chegada do transporte em grande escala. Hoje, é percebido um forte indício da retomada desse modal por meio de uma solução mais tecnológica, que é o VLT.
O modal, que deve engrenar com força no país, nos mostra uma opção inteligente de locomoção por meio da complementariedade do sistema de transporte. E, consequentemente, oferece mais qualidade de vida à população por meio da otimização do tempo gasto em trânsito.
Além disso, levando em consideração as mudanças das condições climáticas vividas atualmente, é importante pensarmos em sistemas que ofereçam às pessoas um ambiente mais limpo e saudável. O VLT também se adequa nesse contexto. Com baixa emissão de C02, permite uma convivência mais amigável, emitindo quatro vezes menos C02 do que um ônibus e dez vezes menos se comparado a um carro. Sem contar que se adapta às condições urbanas sem deteriorar o patrimônio das cidades.
Também devemos pensar em qualidade e conforto de um sistema ferroviário. Atualmente, essas definições são mais criteriosas. Com piso baixo totalmente alinhado ao nível da calçada, o VLT permite melhor acesso às pessoas com mobilidade reduzida e com todas as suas soluções tecnológicas, traz mais segurança aos passageiros, na abertura das portas, sistema de frenagem, entre outros sistemas de segurança. Capaz de atender a uma demanda de 3 a 14 mil passageiros por hora e sentido, traz ainda mais rapidez e fluidez aos projetos de mobilidade.
foto-ilustração/VLT Bordeaux
Como exemplo da força do sistema, podemos citar o projeto de Bordeaux, na França, em que o VLT da cidade é comprovadamente eficiente. Composto por três linhas com 44 quilômetros e 87 estações, o sistema funciona na região histórica da cidade, livre de catenárias. O projeto de Bordeaux foi executado em regime de chave na mão, que é uma contratação integrada do projeto e que também inclui serviços de manutenção.
Mesmo ainda pouco utilizado no Brasil, mas presente em grandes estudos e projetos, o modal tem uma perspectiva de fixação e mudança muito alta, principalmente se considerarmos a chegada de novas linhas de fabricação dedicadas a ele no país e as perspectivas dos projetos do Rio de Janeiro, em andamento, e o ainda a ser iniciado em Goiânia, em que ambos têm a intenção de promover algo similar ao que a França, Espanha e diversos outros países já oferecem e que, sem dúvida, trarão novos nortes à mobilidade brasileira.
Cristiano Saito, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Alstom
Fonte - ABIFER  15/06/2015

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Trólebus completam 66 anos de serviço no Brasil

Ônibus elétrico

Os veículos resistiram a turbulência, e ganharam uma sobrevida com a modernização da rede elétrica que resultou em uma queda de 83% no número de ocorrência que envolvem pane nas fiações. A frota também foi renovada. Entretanto, mesmo sendo comprovada sua eficacia, não existem projetos previstos para ampliação das redes por conta de uma falta de entendimento entre os órgãos competentes referente ao custo de energia

Renato Lobo - VT
foto-ilustração/Pregopontocom
No dia 22 de Abril o sistema trólebus completa 66 anos de existência no Brasil, sendo que em São Paulo a primeira linha foi inaugurada ligando o centro ao bairro da Aclimação.
Ao longo destes 66 anos, 15 localidades já implantaram a tecnologia, sendo elas: Araraquara (SP), Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Campos (RJ), Fortaleza (CE), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Claro (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Santos (SP), além da região Metropolitana de São Paulo que correspondem a 2 sistemas, o da capital e o metropolitano do corredor São Mateus-Jabaquara. Atualmente apenas o sistemas da RMSP e da Baixa Santista permanecem em operação.
foto-ilustração Trólebus de Salvador/Arquivo
Durante estas quase 7 décadas de operação, os trólebus já tiveram seus anos áureos e decadentes. Na última década o sistema da capital paulista teve cerca de 40% de sua malha suprimida, onde se cogitou a retirada de operação dos veículos.
Os veículos resistiram a turbulência, e ganharam uma sobrevida com a modernização da rede elétrica que resultou em uma queda de 83% no número de ocorrência que envolvem pane nas fiações. A frota também foi renovada. Entretanto, mesmo sendo comprovada sua eficacia, não existem projetos previstos para ampliação das redes por conta de uma falta de entendimento entre os órgãos competentes referente ao custo de energia.
Sem expelir gazes nocivos na atmosfera por serem movidos a energia elétrica, os ônibus elétricos são mais silenciosos, contribuindo para a redução de um outro tipo de poluição: a sonora. Os veículos duram mais que os ônibus comum por apresentaram menores índices de trepidação. Os motores elétricos possuem alto índice de eficiência energética, confiabilidade e durabilidade.
No ABC, os trólebus pouparam 4,3 milhões de litros de diesel em 2013. Já em São Paulo, estes veículos evitaram que fossem lançadas no ar 13 mil toneladas de CO2 neste mesmo ano. Além disso, os ônibus elétricos pouparam 5,3 milhões de litros de diesel.
Fonte - Via Trólebus  22/04/2015

sábado, 24 de março de 2012

A Mobilidade Urbana não se restringe apenas ao Transporte público


 A mobilidade urbana em Salvador carece de mais debates e mais discussões sobre o tema de uma maneira mais abrangente e mais profunda.A solução para se resolver os nossos problemas de Mobilidade,além da adoção e da implantação de um bom e eficiente sistema de transportes público de massa com seu eixo principal funcionando sobre trilhos,esse não deve ser apenas o único aspecto a ser apreciado. A discussão sobre os modais a serem usados  suas  funcionalidades,características e vantagens operacionais juntamente com os benefícios que serão obtidos em cada um deles e na soma de todos é apenas um vigoroso ponto de partida.Entre os vários aspectos que devem ser considerados no tratamento dessa questão o 1º deles  seria por um fim  nas costumeiras e providenciais soluções paliativas e temporárias sempre se empurrando para frente as soluções mais adequadas e viáveis passando de uma vez por todas a se adotar soluções que resolvam os problemas no presente, mais com uma duração projetada para médio e longo prazo. É imprecidível  também que se invista em projetos de soluções urbanas,de acessibilidade e ambientais, na infra estrutura da cidade, tais como a melhoria da rede viária,a expansão e redimensionamento dos sistemas de abastecimento de água,e esgotamento sanitário,fornecimento de energia,telefonia,investimentos na ampliação e melhoria da rede de saúde,do sistema de educação,serviços,e o próprio transporte publico,que não acompanharam a explosão do crescimento desordenado e desorganizado da nossa cidade baseado unica e exclusivamente na especulação imobiliária feita de maneira predatória em guerra constante contra o meio ambiente,e contra a lógica de uma concepção urbanística moderna e sustentável comprometendo seriamente a qualidade de vida dos habitantes da nossa cidade.Os grandes e populosos bairros alem de necessitarem de um sistema eficiente de alta capacidade de transporte,e de um sistema de circulação interna,precisam também começar a ter vida própria e independente de verdade,com um bom e variado comercio varejista,bancos,escolas,creches,hospital,postos de saúde,uma boa rede de serviços público e de lazer para evitar que as populações desses bairros sejam  constantemente obrigadas a se deslocarem para outros pontos da cidade em busca de atendimentos diversos,não só por questões econômicas (gastos com transportes),mais também  estratégicas (em casos de urgência) e por comodidade evitando-se a excessiva perda de tempo nos seus deslocamentos para outros locais.Bem verdade que a maioria desses bairros até já dispõe de um comercio bem ativo,embora ainda desorganizado,mais  isso só não basta.Os grandes deslocamentos de trabalhadores entre suas residências e os seus locais de trabalho é também um ponto  a ser equacionado envolvendo-se ai nessa discussão as empresas,a administração publica,os sindicatos e as entidades de classes patronais e trabalhadoras.A demora na conclusão e no inicio da execução dos projetos de "mobilidade urbana" relativos ao sistema de Metrô linha 1,já em construção a 12 anos,e o da linha 2 (o metropolitano) ainda dependendo de licitação, na execução de projetos complementares em outros corredores e em outros locais da cidade,na modernização e ampliação da ferrovia do subúrbio,agravam ainda mais o caos urbano que hora impera em nossa cidade.Precisamos sair urgente da imobilidade para a Mobilidade..... Mobilidade Urbana e Sustentável. - Pregopontocom