domingo, 2 de abril de 2023

O MONOTRILHO DE SALVADOR PAROU NA ESTAÇÃO DA CALÇADA

Transportes sobre trilhos 🚇 Artigo

O monotrilho, sistema que substituirá os antigos e lendários trens do subúrbio de Salvador, fazendo a ligação entre Salvador e a RMS (Simões Filho),saindo do Terminal da França situado na zona portuária no bairro do Comércio, passando pela Calçada, por toda a orla marítima do subúrbio e chegando na Ilha de São João(Simões Filho),empacou na estação da Calçada, e de lá até agora  não saiu.

Dá Redação
Luis Prego Brasileiro
foto - ilustração/arquivo
Os velhos e guerreiros, mais já sucateados, trens do subúrbio de Salvador ,Toshiba, oriundos da extinta Ferrovia Sorocabana de SP, que lá chegaram por volta de 1949 e os ACF/GE que aqui chegaram em 1962,operavam as duras penas por falta de material de reposição devida a idade e só eram mantidos em operação graças e empenho e a capacidade técnica da abnegada equipe de manutenção da CTB. A operação era precária e difícil com apenas duas composições e mais uma de reserva que  juntas conseguiam transportar minguados 6 mil pessoas diariamente. Não eram poucas as vezes que os trens paravam de circular devido a problemas técnicos ou acidentes. A chegada do Monotrilho(equivocadamente chamado de VLT/Monotrilho, inclusive até por parte da mídia especializada no tema) seria um alento para a população de toda orla ferroviária de Salvador bem com para parte da população da RMS, além do fato de uma segunda linha que faria a conexão do sistema com o sistema Metroferroviário na estação Acesso Norte, integração que dinamizaria os deslocamentos da população que passaria a utilizar o novo modal. 

Porque a obra empacou
Sempre que participamos das reuniões e dos debates, representando o movimento social Salvador Sobre Trilhos, com atuação permanente na área de Mobilidade e Sustentabilidade, para discutir sobre o tema principalmente as realizadas pelo MP/BA, alertávamos para o valor da obra, "que era questionado" por quem se posicionava contra a implantação do novo sistema, cujo o custo estimado de R$1,5 bi, para a 1ª faze com 21 km e 22 estações incluído ai também o custo das composições de trens, era um preço de "Casas Bahia",(risos da plateia), ironia? sim, mais também um alerta chamando atenção para um custo abaixo da realidade para o que era proposto. Tomamos como base a construção da linha 15 Prata do Monotrilho de SP, embora não achamos informações precisas  sobre o custo atualizado do mesmo, o que conseguimos apurar é que o valor da obra foi reajustado em 2016 para R$7,1 bi. Porque então o consorcio que ganhou a concessão aceitou construir o sistema de Salvador por um valor tão baixo? que explicação teria para isso?, imaginamos então que a movimentação existente na época no setor com a compra da Bombardier (Ferroviária) uma das maiores fabricantes de trens de Monotrilho no mundo pela Alstom, a BYD, novata nesse seguimento, buscava construir uma boa vitrine para seu produto com o diferencial de estruturas mais leves e menos impactantes na paisagem urbana da cidade, recuperando em seguida o capital investido ao longo dos 30 de operação. Além do custo mais reduzido, em relação aos seus concorrentes, seria uma maneira de alcançar mais rápido a sua participação no mercado das Américas, facilitando assim a sua divulgação e participação no mercado ferroviário, "bem, apenas conjecturas". Mais após o inicio da construção do canteiro de obras, a retirada dos velhos trens  de circulação e o desmonte da via permanente ter sido iniciado, de repente a obra empacou e o consorcio responsável pela construção pediu a revisão dos valores da obra trazendo o mesmo para a realidade do custo de uma obra dessa envergadura, em torno de R$5,bi. O imbróglio ainda se arrasta, a obra parada os moradores do Subúrbio sem o Trem e o Monotrilho não consegue sair da Estação da Calçada. Enquanto isso os BRTistas de plantão, de orelhas e focinho em pé torcendo pelo fracasso do Monotrilho, para defenestrarem o mesmo e defenderem aquilo que costumeiramente eles lacram como "o mais barato e mais fácil de construir". Infelizmente a mobilidade urbana no Brasil ainda sofre as consequências de uma grave doença a qual podemos chamar de "pneumotologia" ou pneumania, como queiram, onde planejamentos e projetos para médio e longo prazo são desprezados e a logística do transporte ferroviário seja ele de  cargas ou passageiros segue sonolentamente a passos de tartaruga cansada, encarecendo o custo Brasil, prejudicando a sua economia a mobilidade urbana e a vida da população, colocando o país numa situação de atraso forçado e descabido. Aqui torcemos para que as amarras que seguram o monotrilho na estação da Calçada sejam todas removidas, para que em breve possamos contar com mais um novo e moderno sistema de transportes sobre trilhos em Salvador e na RMS.
SE O METRÔ DE SALVADOR DEU CERTO,PORQUE O MONOTRILHO NÃO HAVERÁ DE DAR?
Pregopontocom 02/04/2023
Luis Prego Brasileiro 
É editor desse Blog e um dos coordenadores do Movimento Salvador Sobre Trilhos

NOTA DO EDITOR

A Linha 15 Prata (Monotrilho) do Metrô de São Paulo quando totalmente pronta, contará com 26,6 km de extensão e 18 estações, ligando os distritos do Ipiranga e Cidade Tiradentes, através dos bairros de Vila Prudente, Parque São Lucas, Sapopemba, São Mateus, Iguatemi, entre outros. Com custo total(Inicial) de R$ 6,40 bilhões,o primeiro trecho, entre as estações Vila Prudente e Oratório, foi inaugurado em 30 de agosto de 2014.A linha ainda não foi totalmente concluída, estando ainda com obras em fase de execução.

quinta-feira, 30 de março de 2023

Menos da metade das capitais brasileiras têm metrô; o de BH é o 2º menor

Transportes sobre trilhos  🚇

Capital mineira só não tem sistema metroviário menor que o de Teresina, no Piuaí. Sonho antigo de Belo Horizonte e no papel há pelo menos duas décadas, a expansão do metrô da capital mineira pode elevar a malha da cidade da 11ª para a quinta posição no ranking das 12 capitais brasileiras que possuem sistema metroviário. 

O Tempo
foto - ilustração/arquivo
A promessa da linha dois do metrô de Belo Horizonte ganhou, nesta sexta-feira (24), um novo capítulo, com a assinatura da concessão do sistema, oficializada pelo governador Romeu Zema (Novo). Sonho antigo de Belo Horizonte e no papel há pelo menos duas décadas, a expansão do metrô da capital mineira pode elevar a malha da cidade da 11ª para a quinta posição no ranking das 12 capitais brasileiras que possuem sistema metroviário. Hoje, a linha de metrô de BH, com 28,1 km, só é maior que a de Teresina, no Piauí, que tem 13,5 km. Mas a quantidade de passageiros que utilizam a linha na capital mineira diariamente, cerca de 100 mil pessoas, é 20 vezes maior que a da cidade nordestina. O projeto de construção da linha dois do metrô belo-horizontino, que levará até o Barreiro, aumenta a linha em 10,5 km, totalizando 38,6 km de malha. Confira o ranking do tamanho atual do metrô das capitais brasileiras: Por que não há metrô em todas as capitais do Brasil? Hoje, 12 das 27 capitais brasileiras, contando com Brasília, têm sistema metroviário, seja metrô subterrâneo, como São Paulo, ou veículos leves sobre trilhos (VLT). O número é resultado de um histórico de abandono do modal, avalia o presidente do conselho administrativo da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Joubert Flores. “Estamos muito aquém do que precisamos e isso é fruto de uma política equivocada de 60 anos atrás. Até os anos 60, tínhamos 800 km de bondes nas cidades, que tinham muito menos gente do que hoje. A indústria rodoviária abriu rodovias e isso foi ótimo, mas, na época, achou-se que poderia se erradicar o trem com isso, na contramão do mundo”, diz. O metrô é relativamente jovem no Brasil, comparado a outras cidades pelo mundo. A primeira linha brasileira começou a operar em 1974, em São Paulo — em Belo Horizonte, a inauguração do metrô foi em 1986. A da vizinha Argentina foi inaugurada mais de meio século antes, em 1913. O metrô mais antigo do mundo, o de Londres, começou a circular em 1983. O professor de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Roberto Andrés lembra que cada capital tem cenários e demandas diferentes, mas defende que o metrô é necessário naquelas que passam de um milhão de habitantes — caso de 14 delas. Ele reafirma a importância de levar o metrô de Belo Horizonte até o Barreiro, mas destaca que essa não é a única solução de mobilidade de que a cidade precisa. “Outra coisa que melhora é uma cidade descentralizada, desenvolvendo Venda Nova e Barreiro, por exemplo, para que as pessoas não precisem se deslocar para a região central. E precisamos de melhoria dos ônibus, mais corredores exclusivos, e ciclovias”, sublinha. Subsídios populares no metrô de outros países são desafio no Brasil Além da expansão das linhas de metrô, falta subsídio para a passagem no Brasil, avaliam especialistas. O presidente da ANPTrilhos lembra que, em Paris, por exemplo, as empresas são obrigadas a pagar uma taxa ao governo a fim de sustentar parte do valor da passagem — assim, os passageiros pagam somente uma porcentagem do bilhete. “Temos que criar fontes de financiamento no Brasil para permitir que a pessoa viaje em dois, três modais, sem precisa pagar o preço integral da passagem. O Brasil não pratica isso, à excessão de São Paulo”, diz. O professor Roberto Andrés também sustenta a ideia, porém chama atenção para o fato de que em Paris, por exemplo, é uma empresa pública que administra o metrô. Nas mãos de empresas privadas no Brasil — como, agora, é o caso de Belo Horizonte — ele diz que subsídios podem formar uma “caixa preta” das finanças, sem que a população entenda de fato como o dinheiro arrecadado pela empresa está sendo gasto. “O subsídio tem que ser feito com o controle sobre para o que está sendo usado. Em muitos países que são referência, as empresas são públicas e não há uma contabilidade escondida”, conclui. 
O Tempo
Fonte - ANPTrilhos 224/03/2023

domingo, 26 de março de 2023

Jardins filtrantes despoluem águas de riacho que desagua no Capibaribe

Ecologia & Meio Ambiente  🌱🌴

A tecnologia sustentável usa plantas aquáticas nativas e tanques de pedras para filtragem de aproximadamente 360 mil litros de água por dia. Ao todo, a obra ocupa 7 mil metros quadrados (m²), em um trecho deste afluente do Capibaribe, que corta o Parque do Caiara, na Iputinga, Zona Oeste da capital pernambucana. 

Daniella Almeida
Repórter da Agência Brasil
foto - Giselle Cahú Aries/CITinova
As águas do riacho do Cavouco, que nascem dentro da Universidade Federal de Pernambuco e desaguam no rio Capibaribe, no Recife (PE), estão sendo despoluídas por jardins filtrantes. A tecnologia sustentável usa plantas aquáticas nativas e tanques de pedras para filtragem de aproximadamente 360 mil litros de água por dia. Ao todo, a obra ocupa 7 mil metros quadrados (m²), em um trecho deste afluente do Capibaribe, que corta o Parque do Caiara, na Iputinga, Zona Oeste da capital pernambucana. O projeto dos jardins filtrantes foi implantado pela Agência Recife para Inovação e Estratégia (Aries), uma organização social de inovação, sem fins lucrativos. A execução foi possível devido à cooperação internacional com a CITInova, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A pasta trabalha para que o modelo dos jardins filtrantes seja reproduzido em outras cidades brasileiras. O custo da ação foi de U$$ 1,4 milhão, aproximadamente R$ 7 milhões, financiados pelo Fundo Global para o Meio Ambiente para (GEF, na sigla em inglês) mantido com doações de países industrializados e apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A diretora da Agência Aries e coordenadora dos projetos do CITInova no Recife, a arquiteta e urbanista Mariana Pontes falou sobre essa parceria em entrevista à Agência Brasil. “Foi muito importante ter o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com a gente para testar tecnologias novas e manter o foco na inovação, sabendo que as cidades precisam de inovação. É muito dinâmico. A troca entre os parceiros do CITInova também foi muito positiva, como com o Distrito Federal, que tinha experiência em gestão ambiental”.
No próximo dia 31, a prefeitura do Recife – que trabalhou em parceria com a Aries neste projeto-piloto – vai assumir a operação total dos jardins filtrantes do Parque do Caiara. A Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) fará a manutenção da filtragem e do paisagismo dos jardins. “Estamos ensinando a operação do sistema para que a prefeitura dê continuidade e para que o parque tenha sobrevida após o encerramento da nossa participação no projeto-piloto”, prevê Mariana Pontes. A secretária Municipal de Infraestrutura do Recife, Marília Dantas, cita os ganhos da iniciativa que despolui o riacho. “Não há geração de lodo, nem uso de produtos químicos, e é baixo o consumo de energia [elétrica] e carbono positivo”. A prefeitura vai estudar o caso para avaliar a ampliação do projeto na cidade. Por ora, a Emlurb já investiu R$ 500 mil na instalação de iluminação pública no local para atrair os visitantes ao parque público. Marília Dantas exalta os jardins filtrantes que, segundo ela, também têm efeito pedagógico para população. “A prefeitura entende que a implantação desse sistema traz uma mensagem de conscientização ambiental porque, se bem mantido, provoca uma relação maior das pessoas com a natureza. Entende-se que é levada essa mensagem de cuidado com o meio ambiente”.


foto - Giselle Cahú Aries/CITinova
A tecnologia
As obras dos jardins filtrantes tiveram início em 2022, e o sistema começou a operar, de fato, em fevereiro deste ano. A implantação total do projeto está prevista para abril, com a capacidade de filtragem mantida em cerca de 360 mil litros de água/dia. A tecnologia usada no projeto é baseada em recursos naturais, com uso basicamente de pedras, areia e plantas aquáticas, por onde fluem as águas. A absorção dos nutrientes pelas raízes dos vegetais, associada à passagem da água suja por cinco tanques de pedras, com diferentes substratos, resulta na remoção e detenção de resíduos sólidos, como metais. A água então é tratada sem química. Este processo de filtragem, principalmente de esgoto, é contínuo. Ao mesmo tempo em que a água do riacho do Cavouco entra no sistema, há água purificada saindo e sendo devolvida ao Capibaribe. Para este projeto do riacho do Cavouco foram empregadas 7,5 mil mudas de 36 tipos de macrófitas aquáticas nativas da região – como Heliconia psittacorum, Pontederia cordata, Canna generalis, Thalia geniculata, Echinodorus grandiflorus e Nymphea sp –, plantadas nas pedras dos tanques. As espécies foram selecionadas considerando a resistência ao clima local e o paisagismo projetado para o Parque do Caiara. Este tipo de vegetação macrófita contribui para a manutenção da biodiversidade e pode servir como indicador da qualidade da água. A tecnologia é semelhante à empregada na despoluição do rio Sena, da cidade de Paris, na França, que foi visitada por representantes da Aries. Mariana aponta que no Brasil a experiência já desperta interesse, por exemplo, da Universidade Federal de Pernambuco (UFP) e da cidade de Florianópolis (SC) para futura implantação. “Tem havido muita curiosidade”.

O engenheiro civil responsável pela obra recifense dos jardins filtrantes pela Aries, Renato Martiniano, registra que há uma técnica similar em Niterói (RJ) e em algumas indústrias nacionais. Em entrevista à Agência Brasil, Martiniano garante que o projeto pernambucano é pioneiro na gestão pública do Nordeste brasileiro. Ele considera que a manutenção dos jardins filtrantes é simples e de custo mais baixo que o tratamento convencional, além de respeito à natureza do riacho. “A foz do Cavouco é um ponto estratégico, onde foi instalado o jardim dentro do parque. Fico feliz porque é uma solução de design urbano sensível à água, que interage com o ciclo hidrológico natural, ou seja, capta e devolve para o rio Capibaribe uma água de melhor qualidade.” Martiniano, que é especialista em recursos hídricos pela UFP, defende a ativação de mais sistemas de jardins filtrantes pelo país e formas inovadoras para promover o saneamento básico em áreas menores. Para ele, a solução seria uma alternativa para complementar o tratamento convencional de esgoto, realizado nas grandes cidades com elementos considerados tóxicos à vida humana e de peixes. “É possível a gente fazer ações, não precisa centralizar isso no sistema tradicional de tratamento de esgoto. A gente pode, sim, trazer soluções descentralizadas, sem desmerecer o outro sistema, que somando aumentem a segurança hídrica, tratem e protejam esses corpos e melhorem a classificação das águas. Assim, melhora como um todo o bem-estar das pessoas e o futuro das gerações vindouras”.

Resultados
A expectativa da Agência Aries é de que o projeto sustentável possa reduzir entre 90% e 95% a poluição das águas do riacho do Cavouco. A diretora Mariana conta que testes químicos de monitoramento já estão sendo realizados para aferir a qualidade de amostras da água do riacho, mas que visualmente, a água cinzenta está dando lugar a um líquido bem menos turvo. “Já no primeiro resultado, na entrada do sistema de filtragem, a gente vê, a olho nu, a diferença da qualidade da água. E principalmente na saída, quando essa água volta ao riacho e vai desaguar no [rio] Capibaribe”. De acordo com Mariana, a oxigenação das águas do Cavouco aumentou com o sistema inovador e, também está mudando o microclima local. “Está cheio de sapos lá, beija-flores, capivaras e peixes. A vida está chegando”. “O projeto é uma gota no oceano. Mas, é uma gota de contribuição importante porque melhora a qualidade de vida do peixe que está ali, tem capivara, jacaré e vários animais que vivem no local. É um rio urbano e que sofre com as consequências da poluição. Mas, o [Capibaribe] que é tão importante para o Recife ainda é muito poluído”, constata Mariana. O monitoramento da qualidade dessas águas do riacho vai ser frequente, já que novos sistemas serão instalados nos próximos meses, na entrada e na saída dos jardins filtrantes.

Nova etapa
O projeto CITInova do MCTI vai ser finalizado nos próximos meses, com a intenção de ainda replicar as experiências por vários anos. O coordenador-Geral de Ecossistemas e Biodiversidade do ministério Luiz Henrique Mourão do Canto Pereira, anunciou à Agência Brasil, que uma segunda edição – o CITInova 2, foi aprovado pelo Fundo Global do Meio Ambiente com um novo perfil que contemplará três regiões metropolitanas: Florianópolis, Belém e Teresina. “É um desafio até maior porque envolve o poder de uma outra esfera de governo, o nível é estadual. Esse novo projeto terá início, agora, em maio ou junho”, diz Pereira.
Fonte - Agência Brasil 26/03/2023

sábado, 25 de março de 2023

Governo da Bahia entrega conclusão de Linha Azul e novo trecho da Avenida 29 de Março, em Salvador

Mobilidade Urbana 🚍 🚗 

Completamente finalizada, com a conclusão da duplicação da Avenida Gal Costa e a requalificação do trecho até a BR-324,foi entregue pelo governador Jerônimo Rodrigues, na manhã desta segunda-feira (20),uma das obras de mobilidade mais importantes da história de Salvador, a Linha Azul.

Da Redação
foto - Manu Dias/GOVBA
Uma das obras de mobilidade mais importantes da história de Salvador, a Linha Azul foi entregue pelo governador Jerônimo Rodrigues, na manhã desta segunda-feira (20), completamente finalizada, com a conclusão da duplicação da Avenida Gal Costa e a requalificação do trecho até a BR-324. Com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, o sistema viário contempla uma pista dupla, com três faixas de tráfego, em cada sentido, incluindo um corredor exclusivo para ônibus, além de viadutos, elevados e túneis duplos. Na ocasião, o governador também entregou um novo trecho da Avenida 29 de Março. Conforme o governador Jerônimo Rodrigues, a entrega dos novos trechos das avenidas vai beneficiar todos os moradores da capital, uma vez que elas conectam dois polos da cidade e facilitam o deslocamento viário. “Essa entrega que estamos realizando hoje qualifica a área urbana de Salvador, qualifica a mobilidade dentro da cidade e valoriza quem mora nessa região cortada por essas duas vias. Também há a valorização da habitação, pois aqui, com certeza, será vetor de desenvolvimento econômico, com a abertura de comércio de bares e de restaurantes. Naturalmente, quem mora dentro dos bairros terá mais facilidade de chegar ao metrô, de chegar aeroporto e à rodoviária”, disse. As obras da Linha Azul receberam mais de R$ 648 milhões em investimentos, com o objetivo de conectar de forma pioneira o Subúrbio Ferroviário à Orla de Salvador, com integração entre as avenidas Pinto de Aguiar e Gal Costa, que foi duplicada; e a ligação entre os bairros de Pirajá e Lobato. A intervenção também contou com serviços de urbanização, paisagismo, sinalização viária, implantação de semáforos e iluminação pública, ajudando a valorizar a região. Para quem utiliza a via todos os dias, como a doméstica Maria dos Reis, a mudança trouxe mais qualidade de vida. “Eu moro na região do Lobato e trabalho em uma casa em Piatã, e antes era muito ruim pra chegar, um percurso muito longo e desconfortável. Agora, chego em cerca de 40 minutos, é uma maravilha. Além do trabalho, uso a via todo final de semana para curtir minha praia, em Jaguaribe. Antes, quem morava no subúrbio nem pensava em fazer esse percurso, pela distância”.


fotos - Manu Dias/GOVBA

Linha Vermelha
O novo trecho da Avenida 29 de Março entregue pelo governador liga Cajazeiras ao bairro de Águas Claras, e faz parte da quarta etapa da Linha Vermelha, interligando a Via Regional até a BR-324, passando pelos bairros de Cajazeiras IV, V e VIII, Castelo Branco e Águas Claras. Com investimento de R$ 114,8 milhões, o trecho conta com aproximadamente 2,6 quilômetros de extensão, duas pistas, com três faixas de tráfego cada, microdrenagem, paisagismo, ciclovia, passeio, sinalização, iluminação LED e faixa exclusiva para BRT, além de obras complementares que incluem escadarias, rampas de acesso e a melhoria de um campo de futebol.

Desenvolvimento urbano
Durante o evento de entrega das avenidas, Jerônimo assinou ainda ordem de serviço autorizando a Conder, empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), a realizar a drenagem da ligação da Avenida 29 de Março à região de Cajazeiras. Acompanharam o governador durante a agenda o vice-governador, Geraldo Júnior; e os titulares da Sedur, Jusmari Oliveira; e da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães.
Com informações do Portal Oficial do Governo do Estado da Bahia 25/03/2023

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - Plano Ferroviário da Bahia aponta corredores estruturais e necessidade de integração logística

Transportes sobre trilhos - Infraestrutura logística  🚂🚃🚃🚃🚃

Esse é o principal objetivo do Plano Estratégico Ferroviário da Bahia, que foi tema de uma reunião realizada, nesta quarta-feira (22), na Secretaria Estadual do Planejamento, para apresentação do estudo desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC), que contou com a presença de secretários estaduais, gestores públicos e diretores de entidades empresariais. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Colocar a Bahia no trilho do desenvolvimento, planejando o futuro a partir de um olhar atento ao passado e às oportunidades presentes no Brasil e no mundo. Esse é o principal objetivo do Plano Estratégico Ferroviário da Bahia, que foi tema de uma reunião realizada, nesta quarta-feira (22), na Secretaria Estadual do Planejamento, para apresentação do estudo desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC), que contou com a presença de secretários estaduais, gestores públicos e diretores de entidades empresariais. No cenário estudado para elaboração do plano ferroviário baiano, que foi concluído no final de 2022, são reveladas as oportunidades em infraestrutura ferroviária e uma proposta de reestruturação da malha, a partir da demanda de transporte e análises de pré-viabilidade das malhas propostas, como sinaliza o Coordenador do Núcleo de Infraestrutura, Supply Chain e Logística da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende. “A metodologia da modelagem que a gente utiliza na elaboração do plano ferroviário é baseada em três pilares: o primeiro pilar é o que a gente chama de matriz de origem-destino, que tem que ser completa, não pode olhar somente uma determinada região. Tem que olhar toda a dinâmica do fluxo de cargas no Brasil”. De acordo com Resende, para entender a demanda existente, a Fundação Dom Cabral, além de analisar a dinâmica dos fluxos de 18 tipos de cargas no país, dispõe de uma rede da infraestrutura mapeada, o segundo pilar do estudo. “Trabalhamos com mais de 30 mil km de ferrovias prontas e a construir, que complementariam a malha ferroviária brasileira, mais de 200 mil quilômetros de rodovias e cerca de 15 mil km de hidrovias. É nessa rede que a matriz de origem destino se assenta”. Para exemplificar como funciona essa simulação no planejamento do transporte de cargas, cuja modelagem é feita por um software alemão PTV Visum (Transportation Planning Software) – o terceiro pilar, que analisa a demanda atual e futura sob o ponto de vista do custo, o coordenador da FDC compara os mapas de carregamentos gerados com os custos mais atrativos, a um princípio utilizado há muitos anos na medicina. “Quando você vai fazer um cateterismo para descobrir veias e artérias bloqueadas, na medicina é injetado iodo, no sistema de planejamento do transporte nós injetamos as cargas atuais e futuras. Quando isso acontece, o sistema vai colorindo a infraestrutura existente, que vai ficando, muitas vezes, congestionada, então, você precisa fazer uma intervenção para que ela tenha maior capacidade de transporte”. O potencial econômico da Bahia, em função da sua localização geográfica, possuindo uma das maiores costas brasileiras, com 11 portos e Tups (Terminais de uso privado), que favorece não só a integração regional, como o fluxo de embarcações que navegam as rotas transoceânicas, contrasta com o custo da logística de transporte, como revela o diretor executivo da Usuport – Associação de Usuários dos Portos da Bahia, Paulo Villa. “A Baía de Todos-os-Santos deveria ser a maior plataforma de logística do Brasil. É um dos melhores sítios portuários do mundo, já que temos uma das operações mais baratas. Nós temos um canal de acesso profundo, natural, que não precisa ser dragado e uma acessibilidade muito rápida para entrar e sair do Porto de Salvador, além de uma dádiva divina que é o clima, que nos permite operar 24 horas por dia nos 365 dias. Embora a gente esteja exposto ao vento sul, nós temos 2.400 metros de quebra-mares. Mas não existe porto sem ferrovia, nem ferrovia sem porto”, conclui, Villa. Para superar esse obstáculo ao desenvolvimento, o Plano Ferroviário da Bahia projeta a implantação de uma malha ferroviária integrada ao restante do país, a conclusão da FIOL – Ferrovia da Integração Leste-Oeste, e a reconfiguração dos trechos ferroviários existentes, que integram corredores estruturais importantes: Salvador – Belo Horizonte; Salvador – Juazeiro; Salvador – Recife, indicando a correção de traçado e a implantação de bitola (distância entre os trilhos), larga – 1.60 m ou mista – 1:00 e 1,60 m, quando necessário.

Janela de Oportunidades
A necessidade de investimento nas ferrovias é defendida pelo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, Antônio Carlos Tramm, que destaca a riqueza mineral do estado. “A Bahia precisa sair desse isolamento logístico. Somos o terceiro maior produtor de minérios do país e podemos ter resultados melhores, mas para isso, precisamos de um trem que funcione, para aumentar a competitividade dos nossos produtos, não só da mineração como também do agronegócio, e consequentemente gerar mais emprego e renda”. Já o secretário do Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, reforça a importância do Plano Estratégico Ferroviário para o desenvolvimento do estado. “A Bahia tem um grande potencial no segmento de Mineração. A produção mineral baiana comercializada alcançou aproximadamente R$ 1.8 bilhão só em janeiro e fevereiro de 2023. Esse volume pode ser ainda maior, mas é necessário que exista uma logística de transporte para que esse minério produzido tenha por onde ser escoado. E isso passa pelas ferrovias”, disse. A conjunção de fatores favoráveis à Bahia para ampliação e modernização das estradas de ferro baianas, e ainda a mobilização da gestão estadual nessa agenda transversal, foram mencionadas pelo secretário do Planejamento, Cláudio Peixoto. “Estamos começando o PPA – Plano Plurianual. Então esse é um momento muito oportuno, enquanto estamos tratando da formulação do plano de investimentos (2024-2027), que terá uma mesa programática da infraestrutura. Aquilo que for competência legal da Bahia, nós iremos trazer de forma muito robusta no PPA. Temos alinhamento político com o Governo Federal. As condições estão dadas. Nos acabe agora fazer acontecer, avaliando as modelagens, estratégias e políticas públicas”. O encontro realizado na Secretaria do Planejamento contou ainda com as presenças dos secretários estaduais do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, e da Infraestrutura, Sérgio Brito, do superintendente de Planejamento Estratégico da Seplan, Ranieri Muricy, o economista e ex-diretor da ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres, Bernardo Figueiredo, que também coordenou o estudo pela FDC, do diretor de Estudos da SEI, Edgar Porto, do diretor Comercial da Ferbasa, Claudiney Pedrosa, e de técnicos da gestão estadual. A elaboração do Plano Ferroviário da Bahia foi viabilizada pela parceria estabelecida entre a Secretaria do Planejamento – Seplan e a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – CBPM.

Histórico
Na segunda metade do século XIX, com o projeto da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), a Bahia entrou na rota das estradas de ferro realizadas no tempo do Brasil Império, sob a influência inglesa, que detinha essa tecnologia para acelerar a circulação de mercadorias, até então transportadas por animais. O primeiro caminho de ferro da Bahia atendia o deslocamento entre a capital baiana e Juazeiro, no porto fluvial do São Francisco, com aproximadamente 540 km, inaugurando a integração entre os modais de transporte ferroviário e hidroviário. Nas décadas seguintes, após a construção de mais alguns trechos de ferrovia, como, por exemplo, a Ferrovia Central Salvador-Recôncavo-Minas Gerais, veio a criação da Rede Ferroviária Federal, em 1957, com o objetivo de gerir a malha ferroviária brasileira. Sem sucesso, o Ministério dos Transportes optou por realizar concessões para a iniciativa privada.
Com informações da Ascom/Seplan/Gov.Bahia  23/03/2023

quarta-feira, 22 de março de 2023

SIMEFRE critica governo e silêncio de autoridades públicas de MT - (VLT de Cuiabá)

Transportes sobre trilhos  🚄

Assim o SIMEFRE, entidade nacional que representa indústrias de equipamentos ferroviários e rodoviários, descreve a destruição de estruturas do VLT em Várzea Grande, feita pelo Governo de Mato Grosso. Seis quilômetros de via já foram desmontadas, num prejuízo em recursos públicos da ordem de R$ 89 milhões. O retrocesso na mobilidade urbana da Grande Cuiabá chama ainda mais a atenção: 70% do projeto do veículo leve sobre trilhos já está executado

ABIFER
foto ilustração - arquivo
É forçoso reconhecer que as instituições locais não foram capazes de oferecer sequer uma resposta, optando-se pela inércia’, alerta entidade nacional. Uma escolha temerária, que prejudica população usuária do transporte coletivo, pagadores de impostos e turistas que vêm ao Pantanal. Assim o SIMEFRE, entidade nacional que representa indústrias de equipamentos ferroviários e rodoviários, descreve a destruição de estruturas do VLT em Várzea Grande, feita pelo Governo de Mato Grosso. Seis quilômetros de via já foram desmontadas, num prejuízo em recursos públicos da ordem de R$ 89 milhões. O retrocesso na mobilidade urbana da Grande Cuiabá chama ainda mais a atenção: 70% do projeto do veículo leve sobre trilhos já está executado, com todos os trens e materiais necessários entregues e sob manutenção. “O projeto do VLT poderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrupção durante a execução do contrato – os quais certamente não diminuem a relevância e necessidade da obra – sendo certo que a modificação pretendida pelo Estado de Mato Grosso traz grande insegurança jurídica, tanto para esse projeto específico quanto para futuros projetos de mobilidade no país”, alerta o SIMEFRE, que encampou diversas denúncias ao longo do lançamento de edital e realização de licitação para instalação de um corredor de ônibus BRT, modal escolhido pela atual gestão estadual para substituir o VLT. Os apontamentos técnicos de distorções no edital e falta de projeto executivo, entre outros alertas amplamente ventilados com o apoio da imprensa, foram ignorados pelo governo estadual e autoridades locais. Atos do certame chegaram a ser suspensos, temporariamente, por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU), numa provocação feita pela Prefeitura de Cuiabá, mas retomados por força de uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Diante da flagrante depredação de patrimônio público, o SIMEFRE critica o silêncio de instituições públicas de Mato Grosso. “É forçoso reconhecer que as instituições locais não foram capazes de oferecer sequer uma resposta aos diversos apelos promovidos pelo SIMEFRE, seja no âmbito administrativo ou judicial, optando-se pela inércia cuja consequência será a consumação dos prejuízos denunciados”.
Cidadão Consumidor 17/03/2023
Fonte  - ABIFER 22/03/2023

Funcionamento do sistema Ferry-Boat Salvador/Itaparica nesta quarta feira (22)

Travessia marítima - Salvador/Itaparica  🚢

O sistema Ferry-Boat que opera na travessia entre Salvador e a ilha de Itaparica, opera nesta quarta 22, com quatro (04) embarcações. O movimento é tranquilo para veículos e passageiros nos  dois terminais, São Joaquim e Bom Despacho.

Da Redação
foto - ilustração - arquivo
A ITS, administradora e operadora do sistema Ferry-Boat na travessia marítima entre Salvador e a ilha de Itaparica, informa que o serviço funciona nos horários regulares, com saídas de hora em hora: de segunda a sábado das 5h às 23h30. Aos domingos e feriados, das 6h às 23h30. Nesta quarta-feira,04 embarcações estão em operação: Zumbi dos Palmares, Dorival Caymmi, Pinheiro e Rio Paraguaçu. O movimento é tranquilo para veículos e passageiros nos  dois terminais, São Joaquim e Bom Despacho.

Veículos pesados:
No sentido terminal São Joaquim para Bom Despacho, a suspensão de embarque de caminhões permanece válida das 5h das sextas-feiras até às 15h dos sábados, como também das 5h de vésperas de feriados até às 5h do dia posterior ao seu retorno. No sentido terminal Bom Despacho para São Joaquim, a suspensão é válida das 5h dos domingos até às 5h da segunda-feira, como também das 5h do dia posterior ao feriado até às 5h do dia seguinte. Veículos pesados transportando alimentos e também pacientes em tratamento fora do domicílio, poderão embarcar normalmente no período de restrição.

Hora Marcada: 
Para verificar a disponibilidade de vagas do serviço exclusivo aos condutores de veículos é necessário acessar o site www.internacionaltravessias.com.br. As passagens são disponibilizadas no site com 30 dias de antecedência.

Canal de Atendimento ao Cliente: 
O contato com a ITS para dúvidas,sugestões ou reclamações sobre o sistema Ferry-Boat pode ser feito pelo e-mail demandas@internacionaltravessias.com.br e também através do telefone (71) 3103-2050, com funcionamento de segunda a sexta, de 8:00 às 18:00.
Pregopontocom 22/03/2023

Rosa Weber promete análise de marco temporal no primeiro semestre

Direitos Humanos - Povos originários  👀

Como presidente da Corte, cabe a Rosa Weber elaborar a pauta de julgamentos do plenário. O caso é discutido em um recurso extraordinário, com repercussão geral reconhecida, isto é, que servirá de parâmetro para todos os outros processos semelhantes. Ao visitar a Aldeia Paraná, do povo Marubo, no Vale do Javari (AM), a ministra ouviu queixas e pedidos dos indígenas.

Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil
foto - Fellype Sampaio/Ag.CNJ - Ag.Brasil
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, prometeu, durante visita a uma aldeia indígena, que o julgamento sobre o marco temporal para demarcação de terras indígenas será retomado ainda no primeiro semestre. Como presidente da Corte, cabe a Rosa Weber elaborar a pauta de julgamentos do plenário. O caso é discutido em um recurso extraordinário, com repercussão geral reconhecida, isto é, que servirá de parâmetro para todos os outros processos semelhantes. Ao visitar a Aldeia Paraná, do povo Marubo, no Vale do Javari (AM), a ministra ouviu queixas e pedidos dos indígenas. Em documento elaborado pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Unijava), e lido pelas lideranças, foi solicitado que o Supremo resolva a questão do marco temporal. “Pedimos que o Supremo Tribunal Federal adote a correta interpretação da Constituição Federal, que garante que o governo federal proteja nosso território. Antes de 1500 a gente já estava aqui, não podemos estar submetidos a um marco temporal”, diz o documento. “A não aprovação da tese do marco temporal é importante para a manutenção dos direitos conquistados pelo movimento indígena ao longo da história”, acrescenta o texto. De acordo com o Supremo, Rosa Weber ouviu dos indígenas sobre ameaças de morte por parte de garimpeiros. “Eles agradeceram a presença do Estado na aldeia, afirmaram ter um grande respeito pelo STF, mas pediram que a Corte faça com que os direitos indígenas sejam efetivados na prática”, diz nota do tribunal. Em janeiro, a presidente do STF já havia indicado que colocaria o tema do marco temporal em julgamento ainda durante sua permanência no cargo. Ela se aposenta em outubro, ao completar 75 anos, quando atinge a idade para aposentadoria compulsória. Tese No julgamento, os ministros discutem a tese, defendida por proprietários de terras, de que os indígenas somente teriam direito aos territórios que estavam efetivamente ocupados no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que já estavam em disputa judicial nesta época. O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da TI é questionada pela procuradoria do estado. O placar do julgamento está empatado em 1 a 1. O relator do caso, ministro Edson Fachin, votou contra o marco temporal para demarcação de terras indígenas. Já o ministro Nunes Marques abriu divergência a favor do marco temporal para limitar a expansão de terras indígenas no país.
Fonte - Agência Brasil 22/03/2023

quarta-feira, 15 de março de 2023

CTB inicia estudo de traçado para implantação do novo sistema de mobilidade na região metropolitana de Salvador

Mobilidade Urbana 🚄 🚇

A CTB iniciou um estudo de traçado e viabilidade técnica para implantação de um sistema que beneficie os municípios de Simões Filho, Candeias, Madre de Deus e São Francisco do Conde, além de Dias D’Ávila e Camaçari.

Da Redação
foto - Ascom CTB
A implantação de um novo sistema de mobilidade na Região Metropolitana é uma necessidade da população e uma das prioridades do Governo da Bahia, no que diz respeito à mobilidade urbana. Por esse motivo, a Companhia de Transportes da Bahia (CTB) iniciou um estudo de traçado e viabilidade técnica para implantação de um sistema que beneficie os municípios de Simões Filho, Candeias, Madre de Deus e São Francisco do Conde, além de Dias D’Ávila e Camaçari. “Um estudo de traçado vai nos apresentar as diretrizes básicas e apontar o sistema mais adequado. Esse é um trabalho preliminar, onde também estudaremos a área de influência e a população beneficiada. Com esse trabalho finalizado, apresentaremos os resultados ao governador Jerônimo Rodrigues, que tem entre as suas prioridades, a questão da mobilidade urbana na Bahia”, explicou o presidente da CTB, Carlos Martins. O estudo está sendo conduzido pelos engenheiros Robério Bezerra e Cynthia Brito e deve ser finalizado ainda no primeiro semestre de 2023. Segundo o presidente, a intenção da CTB é pensar e apresentar estratégias que gerem “desenvolvimento, sejam seguras e econômicas, possibilitando um ganho importante para a economia dessas localidades e na qualidade de vida da população”, afirmou.
Com informações da Ascom CTB
Pregopontocom 15/03/2023

terça-feira, 14 de março de 2023

Funcionamento do sistema Ferry-Boat Salvador/Itaparica nessa terça - 14/03/23

Travessia marítima - Sistema Ferry-Boat  🚢

O sistema Ferry-Boat Salvador/Itaparica opera nessa terça(14/03/23) com cinco embarcações, com saídas de hora em hora nos dois sentidos e fluxo tranquilo nos dois terminais.

Pregopontocom
foto - ilustração/arqivo
A ITS, administradora e operadora do sistema  Ferry-Boat que faz a ligação entre Salvador e a ilha de Itaparica, informa que o serviço funciona nos horários regulares, com saídas programadas de hora em hora, de segunda a sábado das 5h às 23h30. Aos domingos e feriados, das 6h às 23h30. Nesta terça-feira,  estão à disposição da operação 05 embarcações: Zumbi dos Palmares, Dorival Caymmi, Ivete Sangalo, Pinheiro e Rio Paraguaçu. O movimento é tranquilo para veículos e passageiros nos terminais São Joaquim e Bom Despacho.

Veículos pesados
No sentido terminal São Joaquim para Bom Despacho, a suspensão de embarque de caminhões permanece válida das 5h das sextas-feiras até às 15h dos sábados, como também das 5h de vésperas de feriados até às 5h do dia posterior ao seu retorno. No sentido terminal Bom Despacho para São Joaquim, a suspensão é válida das 5h dos domingos até às 5h da segunda-feira, como também das 5h do dia posterior ao feriado até às 5h do dia seguinte. Veículos pesados transportando alimentos e também pacientes em tratamento fora do domicílio, poderão embarcar normalmente no período de restrição.

Hora Marcada
Para verificar a disponibilidade de vagas do serviço exclusivo aos condutores de veículos é necessário acessar o site www.internacionaltravessias.com.br. As passagens são disponibilizadas no site com 30 dias de antecedência.
Pregopontocom14/03/2023

domingo, 12 de março de 2023

Estrutura do VLT de Cuiabá começa a ser desmontada após abandono

Transportes sobre trilhos  🚄

O VLT de Cuiabá não resistiu as pressões impostas por disputas políticas e o lobby em favor dos pneus, embora quase 80% do projeto inicial do VLT  tenha sido executado a um custo de cerca de R$1 bilhão,  o governo estadual afirma que gastará menos dinheiro público desmontando parte da infraestrutura já instalada e erguendo em seu lugar as obras do BRT. Perdem as duas cidades a população e a Mobilidade Urbana.

Por Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil
foto - ilustração/arquivo
Contratado pelo governo de Mato Grosso para construir a infraestrutura necessária ao funcionamento do futuro sistema de transporte rápido por ônibus (BRT) que ligará a capital Cuiabá à cidade vizinha, Várzea Grande, o Consórcio PN Príncipe começou, nesta semana, a retirar os trilhos que darão lugar a um novo corredor viário. Os trilhos são fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiabá e Várzea Grande por meio de um outro sistema, o de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT). A obra foi iniciada e deveria ter sido concluída antes da abertura da Copa do Mundo de 2014, mas embora tenha consumido cerca de R$ 1 bilhão dos cofres públicos, nunca foi concluída. Devido ao atraso e, principalmente, às denúncias de irregularidades no projeto, o governo mato-grossense decidiu rescindir o contrato para construção do VLT ainda em 2017. Três anos depois, com as obras abandonadas, o governador Mauro Mendes decidiu desmontar parte da estrutura recém-construída e substituir o projeto original por outro, que prevê a implementação do BRT. Ainda que quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado, o governo estadual afirma que gastará menos dinheiro público desmontando parte da infraestrutura já instalada e erguendo em seu lugar as obras que o BRT exigem do que se optasse por reparar os estragos causados pelo tempo e concluísse o que falta para o VLT poder operar. O governo mato-grossense também defende que a operação do BRT é menos custosa que a do VLT, o que permitirá ao operador cobrar dos usuários uma “tarifa mais acessível”. Ainda segundo o governo estadual, o sistema de ônibus pode ser mais facilmente expandido para atender outras regiões. Além disso, argumenta, o corredor viário que será aberto poderá ser usado pelos outros ônibus, garantindo a melhoria da mobilidade urbana. A decisão do governo estadual não foi bem recebida pela prefeitura de Cuiabá, que acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Tribunal de Contas estadual (TCE-MT) para tentar impedir a construção do BRT e garantir a conclusão do VLT. O TCE-MT rejeitou o pedido da prefeitura, mas o TCU o acolheu, determinando a suspensão das obras que estavam sendo executadas para trocar os sistemas de transporte público. No entanto, em 20 de dezembro do ano passado, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu não haver motivos para o TCU atuar no processo, já que o empreendimento não conta com verbas públicas federais desde 2017, quando o contrato com o Consórcio VLT foi rescindido e o governo estadual, na sequência, quitou as dívidas de financiamento contraídas com a Caixa Econômica. Apesar disso, a prefeitura de Cuiabá segue criticando a substituição do modal de transporte. Membros do Executivo municipal afirmam que o projeto “não possui nenhuma consistência técnica” e apresentaram ao Ministério Público estadual uma denúncia sobre supostas irregularidades na licitação – vale lembrar que, em 2017, ou seja, três anos após iniciar as obras, o ex-governador Silval Barbosa foi investigado e admitiu ao Ministério Público Federal (MPF) ter recebido cerca de R$ 18 milhões do consórcio anteriormente selecionado para instalar o VLT. “Não há o menor bom-senso em dizer que o BRT, que está começando do zero, é mais barato que o VLT, que já tinha [mais de] 70% das obras executadas e boa parte dos seus recursos pagos”, afirma o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, defendendo a conclusão do VLT. Em nota divulgada neste sábado (11), o Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) também questionou a opção do governo estadual. “O Estado do Mato Grosso já tinha desembolsado vultosos valores com o projeto de VLT (da ordem de R$ 1 bilhão), fruto de uma escolha pública e oficial, adquirindo grande parte da estrutura do modal que atualmente já se encontra projetada e instalada”, aponta a entidade. O Simefre lembra ainda que mal haviam iniciado as obras do VLT, o consórcio responsável comprou os trens que seriam usados no sistema. Posteriormente, com o rompimento do contrato, a Justiça decidiu que os vagões, pagos com o dinheiro público destinado à obra, pertenciam ao governo estadual. Desde então, os trens, assim como outros equipamentos adquiridos com recursos públicos, estão parados, demandando manutenção periódica. Para o sindicato, o projeto inicial, de instalação do VLT, “poderia e deveria ser finalizado, independentemente de ter havido algum ato de corrupção durante a execução do contrato – os quais certamente não diminuem a relevância e necessidade da obra”. Segundo a entidade, a opção pelo BRT, conforme proposta pelo governo estadual, “traz grande insegurança jurídica, tanto para esse projeto específico quanto para futuros projetos de mobilidade no país, que não podem ser modificados ou cancelados aos sabores de decisões políticas sem fundamentos técnicos.” A Agência Brasil procurou os representantes da secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra), mas não conseguiu contato até o fechamento da reportagem. 
Fonte - Agência Brasil   11/03/2023  


Comentário Pregopontocom: 
As cidades de Cuiabá e Várzea Grande perderam uma grande oportunidade de dar um salto de qualidade na Mobilidade Urbana e no sistema de transportes público que interligariam essas duas cidades. Não foram os "trilhos fruto de um malsucedido projeto que previa interligar Cuiabá e Várzea Grande por meio de um moderno sistema de VLT (Veículos Leves Sobre Trilhos)" mais sim vitima do lobby a favor dos "pneus"  e de uma acirrada disputa política de interesses contrários que derrotaram o VLT. Não foram levados em conta o interesse público ou aquilo que realmente seria a melhor opção, toda a infraestrutura já construída será destruida,(embora quase 80% do projeto inicial, do VLT, tenha sido executado) ira ao chão, todos os recursos gastos serão perdidos, dinheiro público pago pelo contribuinte que virara pó, e quem irá pagar essa conta?, tudo isso por causa da falta de uma visão clara para o futuro através de planejamentos com projetos para médio e longo prazo que trariam benefícios para as duas cidades com uma melhoria substancial na qualidade da Mobilidade Urbana da região.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Metrô de Salvador já transportou 960 mil pessoas desde o início da folia

Transportes sobre trilhos  🚇

O sistema funciona em horário especial desde então, transportando passageiros até a meia noite e meia. Durante o período de funcionamento ampliado, programado pelo Governo da Bahia e a concessionária CCR Metrô Bahia, a estação da Lapa passou a abrir às 3h30, com o desembarque sendo realizado normalmente em todas as estações até às 5h.

Da Redação
foto - ilustração arquivo
O Metrô de Salvador e Lauro de Freitas transportou mais de 960 mil pessoas desde o início oficial do Carnaval de Salvador, na última quinta-feira (16). O sistema funciona em horário especial desde então, transportando passageiros até a meia noite e meia. Durante o período de funcionamento ampliado, programado pelo Governo da Bahia e a concessionária CCR Metrô Bahia, a estação da Lapa passou a abrir às 3h30, com o desembarque sendo realizado normalmente em todas as estações até às 5h. A partir desse horário, todo o sistema opera normalmente. Desde quinta-feira, a estação da Lapa recebeu mais de 166 mil passageiros. A operação com horário especial segue até esta terça-feira, dia 21. “Com o apoio da Polícia Militar e de todo o corpo de colaboradores da concessionária CCR Metrô Bahia, realizamos uma operação que ocorreu com tranquilidade e sem incidentes, transportando os baianos e turistas na ida e no retorno aos circuitos”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur-BA), Jusmari Oliveira. “Mais uma vez, a estação da Lapa com o horário especial conseguiu atender a milhares de pessoas que procuravam um retorno seguro e com conforto”, completou a gestora. Na madrugada de sábado para domingo, a operação começou ainda mais cedo, às 3h20, a partir do alinhamento com a PM-BA devido ao fluxo de passageiros, que seguiu, mais uma vez, sem nenhum incidente. As equipes da Superintendência de Mobilidade da Sedur-BA acompanham diariamente a operação. “Nosso objetivo foi realizar uma operação que atendesse à população de forma eficiente e, até aqui, temos obtido sucesso, como é a marca do sistema metroviário de Salvador”, explicou a superintendente Grace Gomes. 
Fonte - Ascom/Sedur-BA - 21/02/2023

Salvador recebe quatro navios com mais de 17,5 mil turistas durante o Carnaval

Turismo - 🚢

Na segunda-feira (20), atracou o MSC Seaview, com 5.210 passageiros. Nesta terça-feira (21), chegaram dois navios: Volendam (1.432 passageiros) e o MSC Seashore (5.632 passageiros). Amanhã, Quarta-feira de Cinzas (22), será a vez de receber o Costa Firenze, com capacidade de 5.246 passageiros.

Da Redação
foto - divulgação/GOVBA
Durante o Carnaval, Salvador recebe quatro navios de cruzeiro, trazendo mais de 17,5 mil turistas. Na segunda-feira (20), atracou o MSC Seaview, com 5.210 passageiros. Nesta terça-feira (21), chegaram dois navios: Volendam (1.432 passageiros) e o MSC Seashore (5.632 passageiros). Amanhã, Quarta-feira de Cinzas (22), será a vez de receber o Costa Firenze, com capacidade de 5.246 passageiros. A Secretaria de Turismo realiza um receptivo especial no terminal de passageiros do porto, com baianas estilizadas e desfile do Rixô Elétrico, além de disponibilizar guias de turismo bilingues e agentes de informação para orientar os visitantes. As ações fazem parte do projeto Bahia Receptiva. De acordo com o secretário de Turismo do Estado, Maurício Bacellar, esta temporada de cruzeiros marítimos é a maior da história da Bahia. “A presença de cruzeiristas aqui tem um reflexo muito grande em toda cadeia do turismo e isso faz com que muito mais pessoas venham visitar o nosso estado”, afirma. Na temporada que vai até abril, são esperados 400 mil cruzeiristas em Salvador e Ilhéus, que injetarão mais de R$ 240 milhões na economia baiana. O gasto médio individual é de R$ 600.
Com informações da Secom-Ba. - 21/02/2023

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Funcionamento do sistema Ferry-Boat Salvador/Itaparica no carnaval 2023

Travessia marítima - Salvador/Itaparica 🚢

Saiba com está  sendo o funcionamento e a operação do sistema Ferry-Boat na "travessia marítima" entre Salvador e a ilha de Itaparica durante o período do carnaval 2023

Pregopontocom
foto - ilustração/arquivo
Entre os dias 14 e 27/02, a ITS administradora e operadora do sistema Ferry-Boat, calcula um contingente de aproximadamente 400 mil pessoas circulando entre os terminais durante o período, número aproximado da operação de Carnaval realizada em 2020, antes da pandemia. O funcionamento regular é das 5h às 23h30, de hora em hora, de segunda à sábado; e das 6h às 23h30 nos domingos e feriados. Além dos horários oficiais, a empresa também terá saídas extras nos momentos de maior fluxo, considerando a disponibilidade de barcos em cada momento. 

Plataforma Filomeno
Nesta operação de Carnaval, uma novidade do serviço é a plataforma Filômetro. Acessando o site internacionaltravessias.com.br/filometro, os passageiros poderão obter informações atualizadas sobre o fluxo de veículos e de pedestres nos terminais São Joaquim e Bom Despacho.

Canal de Atendimento ao Cliente:
O contato com a ITS para dúvidas,sugestões ou reclamações sobre o sistema Ferry-Boat pode ser feito pelo e-mail demandas@internacionaltravessias.com.br e também através do telefone (71) 3103-2050, com funcionamento de segunda a sexta, de 8:00 às 18:00.
Pregopontocom - 18/02/2013

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

NOTÍCIAS FERROVIÁRIAS - 16/02/2023

Destaques - Notícias ferroviárias 🚇

Após 57 anos a Ferrovia Bahia-Minas será reconstruída - Furto de cabos no Metrô de Salvador - Sistema metroviário do Ceará registra aumento do numero de embarques

Pregopontocom
Após 57 anos a Ferrovia Bahia-Minas será 
foto - ilustração/arquivo
reconstruída

A ligação entre Caravelas, no sul baiano, e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, teve a  autorização para construção e exploração da estrada de ferro  publicada no Diário Oficial da União, no dia 07 (terça-feira). A empresa MTC – Multimodal Caravelas deverá comandar a via por 98 anos. A deliberação foi feita pela Agência Nacional de Transportes (ANTT) e a MTC deve assinar o contrato de adesão em até 30 dias. 

Furto de cabos no Metrô de Salvador
A CCR Metrô Bahia, concessionária  responsável pela operação do sistema metroviário nas cidades de Salvador e Lauro de Freitas, teve um aumento de 400% no número de furtos de cabo no metrô em 2022 em comparação ao numero registrado 2021. Os furtos foram flagrados pelo sistema de câmeras de segurança da empresa, os suspeitos invadiram a linha durante a madrugada e roubaram os cabos. Como consequência os furtos de cabos do metrô provocam a lentidão na circulação dos trens. A lentidão dos trens em virtude dos furtos de cabos afeta a rotina dos 340 mil usuários que utilizam o sistema metroviário de salvador diariamente.

Sistema metroviário do Ceará registra aumento do numero de embarques
A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos fechou o ano de 2022 totalizando 15,7 milhões de embarques em suas cinco linhas de transporte de passageiros sobre trilhos. Esse número é 28% maior que o total registrado no ano anterior, em 2021. Foram 3,4 milhões de embarques a mais, de janeiro a dezembro, em relação ao desempenho de 2021. O crescimento da demanda foi registrado em todas as cinco linhas do Metrofor, que operam nas três regiões metropolitanas do Ceará – de Fortaleza, de Sobral e do Cariri. Em números absolutos, a Linha Sul, em Fortaleza, concentra o maior crescimento, tendo recebido 2 milhões a mais de passageiros, fechando o ano com 8,9 milhões de embarques – aumento de 29,6%.  Em percentual de aumento, se destacam as linhas que operam no Interior do Estado – VLT de Sobral e VLT do Cariri – com crescimento de 73,5% e 52,5%. A única queda ocorreu em 2020, quando a pandemia de covid-19 afetou todos os setores da economia, de forma global, causando suspensão temporária da operação. Em 2021, a demanda voltou a crescer – o que se repete no ano seguinte.
Pregopontocom 16/02/2023