UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Antaq fixa metas para transporte aquaviário e gestão portuária até 2018

Infraestrtura

Plano Nacional de Logística Portuária foi divulgado neste mês.As metas estão estabelecidas no PNLP 2015-2018 (Plano Nacional de Logística Portuária), apresentado neste mês.

Natália Pianegonda*
Arquivo CNT
A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) estabeleceu as prioridades e as estratégias voltadas para o transporte aquaviário e para a gestão portuária até 2018. As metas estão estabelecidas no PNLP 2015-2018 (Plano Nacional de Logística Portuária), apresentado neste mês.
Entre elas, estão: modernizar a gestão das administrações portuárias; aumentar a capacidade das instalações portuárias para atender à demanda de carga; reduzir o tempo de espera para atracação das embarcações; incentivar o uso da navegação de cabotagem; e promover a sustentabilidade ambiental nos portos.
O PNLP é um instrumento de Estado de planejamento estratégico do setor portuário nacional, que visa identificar vocações dos diversos portos, conforme o conjunto de suas respectivas áreas de influência. Ele define, assim, cenários de curto, médio e longo prazos, com alternativas de intervenção na infraestrutura e nos sistemas de gestão.
Conforme a Antaq, entre 2010 e 2014, a movimentação de cargas nos portos brasileiros cresceu 21,7%. No ano passado, atingiu a marca de 900 milhões de toneladas.
*Com informações da Antaq
Fonte - Agência CNT de Notícias  16/09/2015

Usar a crise para chegar ao poder é versão moderna do golpe, afirma Dilma

Política

Em entrevista à rádio paulista, Dilma diz que vários países passaram por crises nos últimos anos e que em nenhum a “ruptura democrática” foi proposta.“Em todos esses países que passaram por dificuldades, você não viu nenhum país propondo a ruptura democrática como forma de saída da crise. 

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil
A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que querer usar a crise econômica que o país atravessa como instrumento para chegar ao poder é “uma versão moderna do golpe”. Segundo Dilma, vários países passaram por crises nos últimos anos e, em nenhum, a “ruptura democrática” foi proposta como solução.
“Em todos esses países que passaram por dificuldades, você não viu nenhum país propondo a ruptura democrática como forma de saída da crise. Esse método que é querer utilizar a crise como um mecanismo para chegar ao poder é uma versão moderna do golpe”, comparou Dilma, em entrevista para a rádio Comercial AM, de Presidente Prudente, antes de viajar para um compromisso na cidade do interior paulista.
Dilma disse que há pessoas “que não se conformam” com o fato de o Brasil ser uma democracia sólida, baseada na legitimidade do voto popular. “Essas pessoas geralmente torcem para o quanto pior, melhor, e aí é em todas as áreas, quanto pior, melhor na economia, quanto pior, melhor na área politica; todas elas esperando uma oportunidade para pescar em águas turvas.”
A presidenta destacou que o Brasil "tem uma solidez institucional” e voltou a pedir união das forças políticas para fazer o país voltar a crescer. “O que temos de fazer é o seguinte, nos unirmos, todos juntos o mais rapidamente, independente das nossas posições e interesses pessoais ou partidários, e tomarmos o partido do Brasil, o partido que leva à mudança da nossa situação. Por isso, é fundamental muita calma nesta hora, muita tranquilidade e a certeza que eu posso garantir: o governo trabalha diuturnamente, incansavelmente para garantir a estabilidade econômica e política do país.”

Standard&Poor's
Na entrevista, Dilma comentou o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de riscos Standard&Poor's, mas disse que a economia brasileira não tem problemas de crédito internacional nem dificuldades para atrair investimento estrangeiros.
“Estamos tomando todas as medidas para nós, não por causa da nota, estamos honrando compromissos e contratos. Não temos problemas de crédito internacional tampouco problema para atrair investimentos para o Brasil, aliás somos um dos países em que mais há entrada de capital para isso”, ressaltou.
Dilma citou países que também tiveram a nota de crédito rebaixada na última década, como os Estados Unidos, a Espanha, França e Itália, e disse que, assim como nesses locais, a economia brasileira vai se recuperar. Para isso, segundo ela, o governo aposta em medidas de controle da inflação, de reequilíbrio do Orçamento e de estímulo ao investimento. “Todos os países foram muito maiores que suas notas e o Brasil é maior que sua nota também. Todos voltaram a crescer e assim vai ser com o Brasil.”

Minha Casa, Minha Vida
Em Presidente Prudente, Dilma vai participar da entrega de 2.343 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida. Simultaneamente à cerimônia com Dilma, serão entregues 256 moradias no município de Cotia, também no interior paulista.
Fonte - Agência Brasil  16/09/2015

Brasil e Rússia pretendem alcançar intercâmbio comercial de US$10 bilhões

Economia

O acordo que prevê o aumento das trocas comerciais foi assinado pelos presidentes Vladimir Putin e Dilma Rousseff, em Brasília, em julho do ano passado.Vice primeiro-ministro da Rússia, Arkady Dvorkovich afirmou que seu país também quer ampliar a cooperação e o comércio nas áreas em que os russos têm maior competitividade, entre elas as de petróleo, gás e energia nuclear. 

Ana Cristina Campos
Enviada Especial da Agência Brasil/EBC*
Vice-presidente Michel Temer, durante encontro com
 o vice-primeiro ministro da Federação da Russia para
Assuntos Econômicos e Comerciais, Arkady Dvorkovich
Romerio Cunha/Vice-Presidência
O vice-presidente Michel Temer afirmou hoje (15) que o intercâmbio comercial entre Brasil e Rússia deve alcançar, em breve, o patamar de US$ 10 bilhões anuais, apesar de os dois países estarem passando atualmente por “uma certa dificuldade de natureza econômica”. O acordo que prevê o aumento das trocas comerciais foi assinado pelos presidentes Vladimir Putin e Dilma Rousseff, em Brasília, em julho do ano passado.
“Queremos incrementar cada vez mais o comércio, ampliando o mercado de carne e de outros produtos brasileiros”, disse Temer no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Rússia, em Moscou, onde está em viagem oficial.
Vice primeiro-ministro da Rússia, Arkady Dvorkovich afirmou que seu país também quer ampliar a cooperação e o comércio nas áreas em que os russos têm maior competitividade, entre elas as de petróleo, gás e energia nuclear. “Mas temos o que aprender com o Brasil nas tecnologias agrícolas”, ressaltou.
Mais cedo, Temer reuniu-se com a presidente do Conselho da Federação da Rússia (Câmara Alta do Parlamento russo), Valentina Matvienko. Ela destacou que a corrente de comércio entre Brasil e Rússia, em torno de US$ 6,6 bilhões anuais, não corresponde ao potencial existente.
“Em 2015, houve uma desaceleração no comércio, mas estamos nos esforçando para voltar a aumentar as trocas comerciais. O Brasil é o maior fornecedor de alimentos e produtos agrícolas para o mercado russo. Queremos diversificar a pauta exportadora com produtos de maior valor agregado nas áreas de energia, biotecnologia e cooperação técnico-militar”, acrescentou Valentina.
Ela também fez um apelo para que o Congresso brasileiro acelere a ratificação de tratados assinados entre os dois países, como o acordo assinado em 2004 para evitar a bitributação. “Essa convenção é importante para a área de negócios e investimentos.”
Valentina Matvienko informou que o país tem interesse em aderir ao Programa Ciência sem Fronteiras e está preparado para receber até mil estudantes brasileiros por ano em universidades em Moscou e São Petersburgo.
Amanhã (16), Temer encerra a visita oficial à Rússia presidindo a 7ª Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia, ao lado do primeiro-ministro Dmitri Medvedev. O encontro termina com assinatura de ato, seguida de declaração à imprensa.
Criada em 1997, a comissão é a mais alta instância de negociação entre os dois países. Nessa reunião, deverão ser tratados temas de cooperação econômico-comercial, energia, defesa, agropecuária, ciência e tecnologia e espacial.
Em seguida, Temer embarca para Varsóvia, na Polônia, onde se reunirá na quinta-feira (17), último dia da viagem, com o presidente polonês, Andrzej Duda, e com a primeira-ministra, Ewa Kopacz. O vice-presidente do Brasil também participará do Foro Empresarial Brasil-Polônia.
* A repórter viajou a convite da Apex-Brasil
Fonte - Agência Brasil  15/09/2015

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Metrô de Salvador atinge a marca de nove milhões de passageiros

Transportes sobre trilhos

O presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, destaca a mudança que o equipamento traz na vida dos baianos. “O metrô a cada dia se torna um modelo de transporte presente em Salvador, ampliando seu número de passageiros, trazendo melhorias para população e encurtando o tempo de viagem, sempre com conforto e segurança”.

Secom
foto - ilustração
Um ano e três meses após a inauguração, o Metrô de Salvador atingiu, na segunda-feira (14), a marca de nove milhões de passageiros transportados. A contagem começou desde o início da operação assistida, em junho de 2014, como uma forma de medir a adesão da população ao equipamento, que atualmente transporta diariamente uma média de 45,5 mil passageiros.
O presidente da Companhia de Transportes da Bahia (CTB), Eduardo Copello, destaca a mudança que o equipamento traz na vida dos baianos. “O metrô a cada dia se torna um modelo de transporte presente em Salvador, ampliando seu número de passageiros, trazendo melhorias para população e encurtando o tempo de viagem, sempre com conforto e segurança”.
A Linha 1 do Metrô conta com seis estações ligadas por nove quilômetros de trilhos - Lapa, Campo da Pólvora, Brotas, Acesso Norte, Retiro e Bom Juá. No mês de outubro, as estações de Bonocô e Pirajá serão entregues à população, completando os 11 quilômetros de metrô, previstos para a Linha 1, e elevando para oito o número de estações. A estação de ônibus para integração na estação Acesso Norte também deve ser entregue no mesmo mês.
O funcionamento da Estação Pirajá, segundo Copello, irá marcar o início da operação comercial do modal, que será integrado aos ônibus metropolitanos e urbanos. Os valores de tarifas, no entanto, ainda não foram definidos por estar estão em fase de negociação entre Governo do Estado, Prefeitura de Salvador e empresas do setor de transporte coletivo urbano.

Linha 2
Além das obras que vão finalizar a Linha 1, as obras da Linha 2 seguem em ritmo acelerado, com diversas frentes de trabalho, desde as regiões do Acesso Norte e o bairro de Pernambués, passando pelo Iguatemi, Rodoviária e já na Avenida Paralela, onde o metrô seguirá pelo canteiro central da Avenida Paralela. até o Aeroporto. A Linha 2 terá 13 estações e 23 quilômetros de extensão.
Fonte - Secom Ba.  15/09/2015

Novo trem de passageiros da EFC começa a operar

Transportes sobre trilhos

A Vale opera os dois únicos trens de passageiros a longa distância do Brasil.Os novos trens foram produzidos pela romena Astra Vagoane. São 39 carros, sendo seis executivos, 21 econômicos e 12 de serviços; equipados com lanchonete, restaurante, área especial para cadeirantes, bagageiro e gerador.

RF
Créditos - Agência Vale
A Vale começou a operar o novo trem de passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC), nesta segunda-feira (14), fazendo o percurso entre São Luiz e Parauapebas (PA). A nova frota da EFC custou US$ 55,6 milhões (cerca de R$ 215,3 milhões de reais), dentro de um investimento total de US$ 135 milhões (cerca de R$ 522,7 milhões de reais), que também inclui a aquisição do novo trem de passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), em operação desde agosto de 2014.
Os novos trens foram produzidos pela romena Astra Vagoane. São 39 carros, sendo seis executivos, 21 econômicos e 12 de serviços; equipados com lanchonete, restaurante, área especial para cadeirantes, bagageiro e gerador.
Os carros executivos tem capacidade para transportar 60 passageiros, e os econômicos, há capacidade para 79 passageiros; e os trens tem capacidade máxima de 1500 passageiros. Cotidianamente, o trem parte com 39 carros, da Estação Ferroviária de São Luís (MA), às segundas-feiras, quintas-feiras e aos sábados. E retorna para Parauapebas às terças-feiras, sextas-feiras e aos domingos. A manutenção é feita em Parauapebas às quartas-feiras.
A Vale opera os dois únicos trens de passageiros a longa distância do Brasil. Juntas, a EFVM e EFC transportam em média 1,3 milhão de passageiros por ano.
Fonte - Revista Ferroviária  15/09/2015

Obra em pista interrompe parte das operações do aeroporto de Salvador (BA)

Infraestrutura

Trabalhos serão realizados até o dia 25 de novembro.Nesse período, poderá ser utilizada a pista auxiliar, que opera aeronaves até o Boeing 737-300.

Natália Pianegonda*
foto - Infraero
Desta terça-feira (15) até o dia 25 de novembro, o aeroporto de Salvador (BA) ficará interditado entre 22h e 5h, em razão de obras na pista principal de pousos e decolagens. Nesse período, poderá ser utilizada a pista auxiliar, que opera aeronaves até o Boeing 737-300.
Segundo a Infraero, as reformas têm o objetivo de manter os níveis de segurança das operações de pousos e decolagens do aeroporto baiano. O horário das intervenções foi estabelecido em conjunto com os órgãos que atuam no setor e com as companhias aéreas, buscando minimizar o impacto aos passageiros.
Aos passageiros com chegada ou partida do marcada para esse período, a recomendação é que entrem em contato com a companhia aérea para saber sobre a necessidade de remanejamento nos horários.
A obra foi orçada em R$ 4,1 milhões.
*Com informações da Infraero
Fonte - Agência CNT de Notícias  15/09/2015

VLT de Santos,iniciará a operação em janeiro de 2016

Transportes sobre trilhos

O anúncio foi feito durante uma visita técnica as obras do Centro de Controle Operacional (CCO) do VLT, em Santos.O VLT da Baixada Santista beneficiará 220 mil passageiros por dia. 

G1 - RF
foto - ilustração
O presidente da EMTU - Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Joaquim Lopes, disse na manhã desta segunda-feira (14) que as operações comerciais do VLT da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, serão iniciadas em 4 de janeiro de 2016. O anúncio foi feito durante uma visita técnica as obras do Centro de Controle Operacional (CCO) do VLT, em Santos.
Na companhia do prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, o presidente da EMTU percorreu as obras CCO do VLT, na esquina das ruas Rua Rodrigues Alves e Senador Dantas. "Nesse momento todo o esforço está sendo concentrado na construção do Centro de Controle Operacional (CCO) e no pátio que servirá para o estacionamento dos VLTs", disse Paulo Alexandre.
Segundo o presidente da EMTU, as obras no prédio, onde será feito todo o controle do sistema, estão dentro do prazo e a operação comercial do VLT terá início em janeiro de 2016.
"Nós vamos começar a operação comercial em 4 de janeiro, entre as estações Pinheiro Machado (Santos) e Mascarenhas de Moraes (São Vicente), que estamos funcionando hoje. A diferença é que vamos ter sistema implantado, já coordenado por aqui (CCO), e vamos estar entrando nessa fase da operação comercial, com cobrança de tarifa e tudo mais", disse Lopes.
Ele também anunciou que o resultado da licitação das obras complementares, que compreende o trecho da avenida Pinheiro Machado a Campos Melo, será publicado nesta segunda-feira. "Nós vamos implantar três estações, Ana Costa, Washington Luiz e Conselheiro Nébias, via permanente e ciclovia, como está no projeto", disse. Segundo Lopes, a assinatura do contrato será em outubro e o início das obras está previsto para julho de 2016.
A segunda etapa do VLT, que terá mais 5,8 km de extensão entre a estação Conselheiro Nébias até o Terminal Valongo, no centro velho da cidade de Santos, está em processo de licenciamento ambiental, que teve terminar em março do ano que vem.
Em Santos, as estações Nossa Senhora de Lourdes e Pinheiro Machado funcionam em fase de teste. As estações Bernadino de Campos, Ana Costa, Washington Luiz e Conselheiro Nébias ainda não estão prontas. Todas funcionarão sob a coordenação do CCO.
"O importante é que se discute o tempo que ele (VLT) ficará pronto e não mais se ele ficará pronto. Isso já é uma condição definitiva para Santos e para a Baixada Santista", disse o prefeito de Santos.

VLT
O VLT da Baixada Santista beneficiará 220 mil passageiros por dia. O primeiro veículo chegou ao porto de Santos em maio de 2014 e, após testes estáticos, em agosto de 2014 foi realizado o primeiro teste dinâmico no trecho de 1 km entre as estações Mascarenhas de Morais e Nossa Senhora das Graças, no bairro de Vila Valença.
O primeiro trecho faz a ligação de 11,1 km entre São Vicente (Barreiros) e Conselheiro Nébias (Santos) até o Porto. A segunda etapa terá mais 5,8 km de extensão entre a Estação Conselheiro Nébias até o Terminal Valongo, no centro velho da cidade de Santos. Os dois trechos, totalizam 16,9 km de extensão.
O usuário poderá utilizar as duas plataformas (ônibus e trem), por meio do Sistema Integrado Metropolitano (SIM), pagando R$ 3,80 pelo serviço. Já as passagens do VLT devem custar R$ 3,60.
Fonte - Revista Ferroviária  15/09/2015

Percurso de VLT foi incluído no 5º Desafio Intermodal de Maceió.

Mobilidade

A integração aconteceu na Estação Bebedouro e seguiu até a Estação Mercado.
Utilizando uma bicicleta dobrável, o ciclista Moacir Pedrosa chamou a atenção dos usuários que estavam na Estação e VLT que aproveitaram para tirar dúvidas sobre o movimento e trocar experiências.

CBTU

A edição de 2015 do Desafio intermodal de Maceió, promovido pelo Movimento Bicicletada de Maceió, realizada em 15 de setembro, incluiu no roteiro uma integração com VLT. A integração aconteceu na Estação Bebedouro e seguiu até a Estação Mercado.
Utilizando uma bicicleta dobrável, o ciclista Moacir Pedrosa chamou a atenção dos usuários que estavam na Estação e VLT que aproveitaram para tirar dúvidas sobre o movimento e trocar experiências.


O Desafio Intermodal consiste em realizar uma avaliação comparativa entre os diversos modais de transporte disponíveis na cidade. A partir de um ponto determinado da cidade, os participantes se deslocam em direção a outro ponto comum, cada um utilizando um meio de transporte diferente.
Esse movimento visa discutir formas de diversificar os meios de transporte disponíveis na cidade, reduzindo a dependência do automóvel e estimulando o uso dos espaços públicos, que promove a vitalidade urbana.
Fonte - CBTU  15/09/2015

Consórcio do VLT de Cuiabá presta esclarecimentos

Transportes sobre trilhos

O diretor do Consórcio VLT, Luiz Dario Millani, afirmou que um dos motivos nos atrasos das obras foi a ausência de pagamento por parte do governo que, apesar de assinar o contrato em junho de 2012, pagou a primeira parcela somente em fevereiro de 2013. Além de todos os valores serem quitados fora do prazo, o montante foi inferior ao previsto."Nosso contrato não prevê pagamentos por turno, você paga por serviços realizados. 

Só Notícias - RF
foto - ilustração
Representantes do consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande prestarem esclarecimentos sobre o modal que deveria ter ficado pronto para a Copa do Mundo de 2014, à Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa. Com novo prazo de término previsto para 2018, a obra pode chegar a cifra de R$ 2,2 bilhões, mesmo com 56% das obras físicas concluídas.
O diretor do Consórcio VLT, Luiz Dario Millani, afirmou que um dos motivos nos atrasos das obras foi a ausência de pagamento por parte do governo que, apesar de assinar o contrato em junho de 2012, pagou a primeira parcela somente em fevereiro de 2013. Além de todos os valores serem quitados fora do prazo, o montante foi inferior ao previsto. "Nosso contrato não prevê pagamentos por turno, você paga por serviços realizados. Então o que foi pago, foi aquilo que foi realizado. Não mensuramos por turno de serviços", disse.
Outro motivo alegado para o atraso na obra foram as desapropriações que não ocorreram conforme o esperado. Até hoje, existem 235 imóveis pendentes, o que representa mais de 65% do total. Millani destaca que o estudo de limites topográficos foi encaminhado logo no início da obra, ao contrário do que teria sido informado pelo Poder Executivo, sobre ausência de projeto. "Para que as obras sejam retomadas tem que haver a regularidade dos pagamentos, tanto a pendência que já existe como as futuras, decidir como vai ser pago. As desapropriações feitas no cronograma que vier ser acordado com o Estado e temos que celebrar um aditivo de prazo", ressaltou.
Uma das brigas com o governo está relacionada ao desentendimento sobre os valores. Isso porque, de acordo com o diretor do consórcio, o contrato prevê o reajuste inflacionário e cambial.
Uma simulação apresentada pelos empresários demonstra que caso a obra fosse concluída, ainda este ano, custaria R$ 1,8 bilhão, saindo quase R$ 400 milhões a mais do que o que previa o contrato: R$ 1,477 bilhão. Com o novo cronograma, o valor atingirá R$ 2,2 bilhões.
De acordo com o deputado estadual Ondanir Bortolin, o Nininho (PR), os valores apresentados nesta reunião mostram cada vez mais a inviabilidade do término da obra. "O que nos preocupa hoje é o estágio que se encontra essa obra, um estágio que não tem retorno, investiram nos carros, na questão da energia, transformação elétrica e agora deparamos numa apresentação da empresa que vai chegar em R$ 2.2 bilhões. Eu não vejo como o Estado arcar com esses valores neste momento", disse.
Já o deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) questionou o fato de o Estado demorar nove meses para tomar a decisão de realizar um estudo de viabilidade. “Esta obra representa o descaso e a descontinuidade. A população não enxerga luz no fim do túnel”, afirmou.
Impasse
De acordo com a apresentação feita pelo consórcio, durante todo o ano de 2013, a obra foi efetuada sem regularidade de pagamento e com atraso nas desapropriações. Ainda em outubro do mesmo ano foi feita a solicitação ao governo para que fosse feito um aditivo de prazo por mais um ano. A resposta só veio em março de 2014, quando foi acatado o pedido para prorrogação do fim da obra.
Em junho de 2014, novo aditivo de prazo foi autorizado para que a obra tenha até dezembro de 2015 para ser entregue. Em outubro de 2014, a empresa apresentou requerimento ao Estado para solicitar o reequilíbrio econômico e em 2 de dezembro daquele ano, a empresa informou que iria suspender o contrato devido aos atrasos nos pagamentos.
No dia 29 de dezembro de 2014, o governo se antecipou e determinou a suspensão do contrato por 90 dias, não apenas do VLT, mas de todas as obras relacionadas à Copa do Mundo. Millani alegou ainda que o relatório apresentado pela Controladoria Geral do Estado (CGE) em fevereiro deste ano não foi entregue ao consórcio para que se possa formular a defesa, e ainda, que cerca de 90% das notificações que foram feitas a empresa foram sanadas.
“As reuniões eram semanais e os problemas resolvidos imediatamente para que pudessem dar andamento às obras”, explicou.
Em seguida, a atual gestão se manifestou sobre a aplicação de multas. Em 12 de março de 2015, a Secretaria de Estado de Cidades entregou as notificações administrativas para que fossem respondidas em 10 dias, antes mesmo do vencimento do prazo dado pelo governo, o Estado judicializou a questão com a propositura da Ação Civil Pública, de autoria conjunta com os Ministérios Públicos do Estado e Federal.
Em 18 de março, por meio da ação, o Estado solicitou a suspensão do contrato, prazo para apresentação de estudo de viabilidade e o bloqueio de quase R$ 500 milhões, valor referente à aquisição dos vagões adquiridos por falha no condicionamento dos trens.
Em 7 de abril ocorreu a primeira audiência judicial, quando 22 oficiais de justiça vistoriaram os vagões; no dia 7 de maio, o consórcio apresentou sua manifestação e dia 14 de maio, a Secid apresentou a proposta de pagamento dos atrasados reconhecendo as medições realizadas num total de R$ 110 milhões.
Ainda no dia 26 de maio o governo entregou o plano de desapropriação, no qual consta as pendências todas referentes ao depósito do dinheiro que deveria ser pago ao dono do imóvel. Nenhum dos motivos na planilha seria pela ausência do projeto.
Por último, a justiça decidiu suspender o contrato por mais quatro meses e não cinco, conforme pedido do estado, para que possa ser feito o estudo de viabilidade, já previsto quando a ação foi proposta. Exigiu que o consórcio VLT renove a garantia do seguro por mais 12 meses, o que, segundo Millani, já foi feito e não autorizou o pedido de bloqueio de R$ 147 milhões pelo Estado.
Fonte - Revista Ferroviária  15/09/2015

Partidos da base assinam manifesto em defesa de Dilma

Política

O líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani, diz que presidenta está "100% forte no cargo". Assinado pelos partidos que fazem parte da base do governo,o documento será entregue pessoalmente a Dilma na reunião que ocorre nesta manhã no Palácio do Planalto com líderes da base aliada.

Carolina Gonçalves
Repórter da Agência Brasil
 Elza Fiúza/Agência Brasil
PMDB, PCdoB, PP, PSD e PROS assinaram hoje (15), durante café da manhã na Câmara dos Deputados, um manifesto em defesa do mandato da presidenta Dilma Rousseff. O documento será entregue pessoalmente a Dilma na reunião que ocorre nesta manhã no Palácio do Planalto com líderes da base aliada.
Líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ) disse que a presidenta está “100% forte no cargo” e criticou movimentos da oposição que, desde o início do segundo mandato, vêm buscando fundamentos para abertura de um processo de impedimento do governo. Há cinco dias, quatro partidos de oposição lançaram um manifesto virtual a favor da saída de Dilma. “Tenho a percepção de que eleição se disputa até as 17h do dia do pleito, após isso tem que se respeitar o resultado das urnas, pode se fazer oposição e críticas, mas tem que respeitar o mandato.”
O deputado ainda afirmou que a tramitação, no Congresso, das últimas medidas anunciadas pelo Planalto, incluindo a possibilidade de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), não será simples. Ele classificou as propostas de “tema espinhoso”, mas disse que o Legislativo não pode abrir mão de discutir uma solução para a situação econômica do país. “As medidas são no intuito de reorganizar as finanças públicas e fazer com que o país volte a crescer. A economia, neste momento, estagnou-se e é preciso esse movimento para que retome sua trajetória de crescimento.”

Democracia
O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que é fundador e presidente nacional do PSD, também defendeu os anúncios. “Neste momento, o governo fez o que tinha que fazer: cortar o máximo possível e criar receitas que nos permitam o equilíbrio e superávit em 2016”, afirmou. Kassab destacou que um momento de dificuldade não pode tirar a legitimidade dos votos que elegeram Dilma. “Não podemos macular o fortalecimento e a imagem da nossa democracia com ações que não estejam compatíveis com a legalidade, com o funcionamento das instituições que é hoje o grande patrimônio que a sociedade tem.”
O presidente do PT, Rui Falcão, que também participou do café da manhã, comparou o documento a um ato de defesa da democracia, mas garantiu que não é um movimento para impedir a ação da oposição no Congresso. “[A oposição] tem direito de fazer o que quiser, mas aqui vamos nos manifestar também para mostrar para sociedade brasileira que não é por que alguém acha que o governo não vai bem que tem o direito de retirar o mandato à força.”

Oposição
Há cinco dias, quatro partidos de oposição – PSDB, PPS, DEM e Solidariedade – lançaram um movimento para pedir o impeachment de Dilma. Por meio de um site, o grupo reúne assinaturas para a petição virtual em defesa do afastamento da petista do Planalto. A oposição usou, como base do discurso, um pedido de abertura de processo contra Dilma apresentado pelo jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT.
O manifesto a favor da saída de Dilma reuniu, até hoje, 884 mil assinaturas, segundo liderança da oposição na Câmara. O abaixo-assinado foi aberto para "dar força" aos requerimentos que já foram apresentados na Casa. Atualmente, 12 pedidos estão em análise na Mesa Diretora da Câmara. Não há número mínimo de assinaturas ou prazo de adesão.
Fonte - Agência Brasil  15/09/2015

Metrô de Salvador funciona nessa terça (15) a noite para jogo na Fonte Nova

Metrô de Salvador

As estações do Metrô Acesso Norte e Campo da Pólvora, reabrem nesta terça-feira (15) para torcedores que se deslocarão para a Arena Fonte Nova às 18h30 e funcionarão até as 23h15. 

Com informações da CCR
foto - ilustração
A CCR Metrô Bahia informa que as estações  e Campo da Pólvora reabrirão às 18h30 e funcionarão até as 23h15, nesta terça-feira (15/9), para atender aos torcedores que irão ao jogo na Arena Fonte Nova, válido pela Serie B do Campeonato Brasileiro. O acesso é gratuito.

As demais estações, Lapa, Brotas, Retiro e Bom Juá funcionam normalmente das 8h às 18h.
Pregopontocom  15/09/2015

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

VLT do Subúrbio sairá mesmo sem verba federal,garante Rui Costa

Transportes sobre trilhos

Rui Costa pretende fazer parceria com a iniciativa privada caso não consiga verba federal. Costa garantiu nesta segunda-feira, 14, a instalação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Subúrbio de Salvador.

A Tarde
C/informações de Rodrigo Aguiar
foto - ilustração
Enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) discute cortes nos gastos, o governador Rui Costa garantiu nesta segunda-feira, 14, a instalação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no Subúrbio.
"Mesmo que não venha recurso federal, eu vou fazer o VLT do Subúrbio em parceria com a iniciativa privada", disse durante o encontro estadual do Partido Social Democrático (PSD).
De acordo com o petista, o investimento na primeira etapa do VLT, que liga o Subúrbio ao Comércio, é estimado em R$ 1,2 bilhões. Rui Costa afirmou que vai viajar em breve para Brasília para conversar com a presidente e que um dos assuntos abordados será o repasse de verba para esse projeto.
O governador explicou que a publicação do edital, que tinha divulgação prevista inicialmente para agosto, depende da definição se terá verba federal no projeto. Isso porque, de acordo com Rui, o modelo de edital com Parceria Público Privada (PPP) é diferente.
Fonte - A Tarde  14/0/2015

Portland inaugura a linha laranja de VLT Metropolitano

Transportes sobre trilhos /Internacional

A linha com 11,7 km é operada como uma extensão sul da Linha amarela existente. Passando pela SE Park Avenue no norte de Milwaukie A Siemens forneceu 18 VLTs S70 construídos em sua fábrica em Sacramento com um contrato no valor de US$73 milhões,e o número total de 119 carros.

Com informações da Railway Gazette
Railway Gazette
Foi inaugurada no dia 12 /09 nos EUA a Linha Laranja MAX,serviço Metropolitano VLT TriMet,que faz a ligação entre as cidades de Portland e Milwaukie.
A linha com 11,7 km é operada como uma extensão sul da Linha amarela existente. Passando pela SE Park Avenue no norte de Milwaukie,o percurso vai do norte para OMSI antes de cruzar o rio Willamette na recém-inaugurada Tilikum Crossing,a ponte estaiada de 524m,a mais longa nos EUA onde não trafegam carros e caminhões,somente é permitido o tráfico dos VLTs,ônibus,bicicletas, pedestres e veículos de serviço.A Linha Laranja acrescentou mais 10 paradas ao percurso.

Railway Gazette
A Siemens forneceu 18 VLTs S70 construídos em sua fábrica em Sacramento com um contrato no valor de US$73 milhões,e o número total de 119 carros.Os VLTs dispõe de nova configuração de assentos,acesso de cadeirantes adicional,janelas maiores e novo AVAC,com ajuste automático em função do número de passageiros.Os veículos também são equipados com unidades de armazenamento de energia,Sitras SES,e a empresa informa que essa é a sua primeira aplicação nos EUA.O sistema permite que a energia gerada através da frenagem possa ser armazenada para estabilização de tensão durante os períodos de pico de demanda de energia.A Siemens também forneceu dispositivos de detecção e de controle,os circuitos de via e portões de passagem.
O custo total da obra foi de U$1.49bi,sendo que U$745mi foram financiados com recursos da Administração Federal de Trânsito.
Fonte - Railway Gazette  14/09/2015

Original Text - http://www.railwaygazette.com/news/urban/single-view/view/portland-opens-orange-line.html

‘Tatuzão’ volta a ser usado na escavação do túnel da Linha 4 do Metrô do Rio

Transportes sobre trilhos

Para a partida da máquina, os engenheiros do Consórcio Linha 4 Sul (CL4S), responsável pelas obras neste trecho, utilizaram outra metodologia inédita na engenharia brasileira: um anel metálico com sistema de vedação interno foi acoplado à parede da estação, para equilibrar a pressão exercida pelo terreno e evitar que água e areia entrassem na estação quando o equipamento iniciasse a escavação.

Jornal do Brasil
foto - ilustração
Após passar por uma manutenção preventiva na Estação Jardim de Alah, o Tunnel Boring Machine (TBM), o ‘Tatuzão’, retoma a construção do túnel da Linha 4 do Metrô na Zona Sul do Rio. O equipamento está escavando em direção à Estação Antero de Quental, no Leblon, que está pronta para recebê-lo. Para a partida da máquina, os engenheiros do Consórcio Linha 4 Sul (CL4S), responsável pelas obras neste trecho, utilizaram outra metodologia inédita na engenharia brasileira: um anel metálico com sistema de vedação interno foi acoplado à parede da estação, para equilibrar a pressão exercida pelo terreno e evitar que água e areia entrassem na estação quando o equipamento iniciasse a escavação.
O anel tem 37 toneladas e 12,3 metros de diâmetro. Produzido na Alemanha sob medida para esta operação, o anel foi montado em oito dias e, em seguida, instalado no local de partida do ‘Tatuzão’. Nesse período, o TBM passava por manutenção programada, enquanto era arrastado pela estação.
O rompimento da parede ocorreu, então, da seguinte forma: o ‘Tatuzão’ se encaixou no anel de vedação e iniciou a escavação. Quando sua cabeça de corte estava totalmente dentro do solo, sob o leito da Av. Ataulfo de Paiva, o anel foi preenchido com grouting (calda de cimento), o que permitiu a vedação total da estação e o avanço da tuneladora. Após a saída completa do ‘Tatuzão’ da estação, a estrutura será desmontada e retirada.
“O início da escavação do trecho entre as estações Jardim de Alah e Antero de Quental é um marco importante do avanço das obras da Linha 4 do Metrô e sinalizam a manutenção do cronograma com a chegado do ‘Tatuzão’ à estação Antero de Quental, prevista para a segunda quinzena de outubro”,afirmou o secretário de Estado de Transportes, Carlos Roberto Osorio.
Na chegada do ‘Tatuzão’ à Estação Jardim de Alah, parte da estação foi preenchida com água para receber a tuneladora, que vinha escavando por baixo do canal do Jardim de Alah. A técnica breakthrough submerso, adotada pela primeira vez no Brasil, foi utilizada para equilibrar a pressão do terreno e permitir que o ‘Tatuzão’ continuasse operando em ambiente similar ao que estava sob o canal.
A Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro vai transportar, a partir de 2016, mais de 300 mil pessoas por dia, retirando das ruas cerca de 2 mil veículos por hora/pico. Serão seis estações (Nossa Senhora da Paz, Jardim de Alah, Antero de Quental, Gávea, São Conrado e Jardim Oceânico) com aproximadamente 16 quilômetros de extensão. A ligação metroviária entre Ipanema e Barra da Tijuca estará à disposição dos passageiros em junho de 2016, com o início da operação assistida, fora do horário de pico e com intervalos maiores no fluxo dos trens, para que os últimos ajustes operacionais sejam feitos. A operação comercial nos mesmos horários das demais linhas do metrô será iniciada em julho de 2016. A partir do ano que vem, será possível ir da Barra a Ipanema em 13 minutos e, da Barra ao Centro, em 34 minutos.
Fonte - Jornal do Brasil  14/09/2015

Grande BH é a quarta pior região metropolitana em deslocamentos

Mobilidade

O dado foi revelado por pesquisa divulgada nesta semana pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), tendo como base informações de 2012. Em relação ao custo, R$ 5,46 bilhões deixaram de ser produzidos naquele ano, na Grande BH, com esse tempo “perdido” acima de 30 minutos – tempo de deslocamento considerado razoável.

Por Aline Louise - Hoje em Dia
foto -Flávio Tavares 
Ir de casa para o trabalho e vice-versa é mesmo uma viagem para mais de 1 milhão de moradores da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que gastam, em média, duas horas e cinco minutos nos trajetos. O dado foi revelado por pesquisa divulgada nesta semana pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), tendo como base informações de 2012. Em relação ao custo, R$ 5,46 bilhões deixaram de ser produzidos naquele ano, na Grande BH, com esse tempo “perdido” acima de 30 minutos – tempo de deslocamento considerado razoável.
Belo Horizonte é a quarta área metropolitana onde mais se perde tempo no trânsito, dentre 37 pesquisadas, totalizando 601 municípios. Em primeiro lugar ficou o Rio de Janeiro (141 minutos), seguido de São Paulo (132 minutos) e Salvador (128 minutos). No país, o impacto da chamada “produção sacrificada” na economia ultrapassa R$ 111 bilhões. Ao todo, mais de 17 milhões de trabalhadores demoram, em média, 114 minutos nesses percursos.

Extremo
O estagiário de engenharia civil Victor Matheus Souza Vieira Santos, de 24 anos, está entre eles. Diariamente, ele gasta cerca de uma hora e 50 minutos apenas no trecho de ida para o trabalho, saindo de Betim para a Savassi, zona Sul de BH.
A rotina de espera, transporte coletivo lotado e trânsito engarrafado começa bem cedo, por volta das 6h30. Depois de pegar dois ônibus e andar uns cinco minutos a pé, ele chega ao serviço com a certeza de que o tempo foi desperdiçado. “Gasto cerca de quatro horas por dia nesses deslocamentos. Em um ano, são 960 horas perdidas no ônibus, o equivalente a um mês”, calcula Santos.
Para ele, falta transporte público de qualidade, sobretudo com agilidade. “No Canadá, onde morei, percorria uma distância semelhante em meia hora de Sky Train”, conta. O sistema metropolitano ligeiro é adotado na grande Vancouver, província da Colúmbia Britânica, e utiliza tecnologia com trens automatizados que percorrem trilhas elevadas.

Ao volante
Mesmo de carro, esse deslocamento diário não é fácil. O analista de planejamento logístico Alexander Francisco precisa de uma hora e 20 minutos para sair de Contagem (RMBH) e chegar ao trabalho, no Funcionários (zona Sul). “O fluxo de veículos é intenso, com vários pontos de lentidão. É um tempo que eu poderia estar investindo em outras coisas, ficando com a família, estudando”.

Principais serviços estão dispersos nas cidades
O tempo que se perde preso no trânsito é uma “disfunção metropolitana”, diz o arquiteto e urbanista Sérgio Myssior. Segundo ele, o grande problema é que as pessoas precisam se deslocar muito para ter acesso às principais funções da cidade, como habitação, saúde, comercio, serviços e trabalho. “Tudo isso está disperso no território e desintegrado”.
Essa disfunção ocorre tanto entre os bairros da capital quanto em relação às cidades da região metropolitana. “Em Ribeirão das Neves, por exemplo, você tem grande contingente de pessoas de renda mais baixa, mas esses moradores não encontram no seu entorno oportunidades de trabalho, estudo e precisam percorrer muitos quilômetros para satisfazer essas demandas. Mesmo em locais de renda mais alta, como o bairro Alphaville, em Nova Lima, as pessoas também têm de sair para ter acesso a estudo, a saúde, a trabalho”, exemplifica.

Desequilíbrio
Ainda segundo Myssior, no Brasil, as cidades têm territórios com ocupação “segregada”, como se uma determinada região só pudesse abrigar habitação e outras só oportunidades de trabalho. Ele ainda destaca a grande dependência dos municípios menores em relação aos grandes centros, como Belo Horizonte. Pesquisa do IBGE de 2014 mostrou que dos 380 mil habitantes de Betim, 95 mil (25%) saem diariamente da cidade para trabalhar ou estudar em regiões vizinhas. Em Contagem, isso acontece para 191 mil, ou 31% dos 600 mil moradores. Em Confins, bem mais da metade da população faz esse deslocamento, 4 mil dos 6 mil habitantes.
“Para solucionar o problema do trânsito, não basta ampliar a infraestrutura de mobilidade, mas equilibrar a oferta e demanda das principais funções urbanas, criar novas centralidades, o que já está sendo pensado no Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de BH e também na nova proposta do Plano Diretor da capital”, enfatiza. Os investimentos prioritários em transporte coletivo, em detrimento do individual, também devem ser uma forte diretriz na opinião do especialista.

Resposta
Em nota, a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) destaca que o tempo de duração e o custo do deslocamento na região metropolitana são os dois pontos centrais da revisão que o governo está realizando no sistema. “O estudo será concluído até o fim deste ano. Usuários, executivos e legislativos das cidades da RMBH estão sendo ouvidos na revisão”.
“Quando mantenho essa estrutura segregada das funções dentro das cidades, reforço a desigualdade. O território urbano, se bem planejado, além de melhorar a mobilidade, poderia ser indutor da redução das diferenças" Sérgio Myssior, arquiteto e urbanista
123 minutos era o tempo gasto no deslocamento casa-trabalho-casa na rmbh em 2011; o aumento foi de 1,5% em 2012
Fonte - Meu Transporte  14/09/2015