UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Brasil não respeita os direitos de seus aposentados

Ponto de Vista  🔍

Em que pese existir uma legislação específica para a defesa de seus direitos, o Estatuto do Idoso, na prática os brasileiros com mais de 60 anos sofrem com a violação de seus direitos.E no início de 2019, os aposentados brasileiros já sofreram mais um duro golpe. Com o reajuste de 3,43% a ser concedido a 11,7 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, que ganham acima do salário mínimo (o aumento será pago em fevereiro, sobre os vencimentos de janeiro), a defasagem desses benefícios mais altos em relação ao aumento do piso nacional chegará a 87,28%.

Murilo Aith* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
Dia 24 de janeiro, comemora-se o Dia do Aposentado no Brasil. Apesar de ser uma data importante, os aposentados e pensionistas não têm muito o que comemorar. Em que pese existir uma legislação específica para a defesa de seus direitos, o Estatuto do Idoso, na prática os brasileiros com mais de 60 anos sofrem com a violação de seus direitos.
E no início de 2019, os aposentados brasileiros já sofreram mais um duro golpe. Com o reajuste de 3,43% a ser concedido a 11,7 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, que ganham acima do salário mínimo (o aumento será pago em fevereiro, sobre os vencimentos de janeiro), a defasagem desses benefícios mais altos em relação ao aumento do piso nacional chegará a 87,28%. Esse é o percentual acumulado de perda do poder de compra dos segurados que recebem mais do que o piso, no período de 1994 a 2019, ou seja, desde o início do Plano Real. O cálculo foi realizado pela Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap).
O aumento de 3,43% deste ano refere-se ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulado de janeiro a dezembro de 2018. O indicador é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No caso dos aposentados que ganham acima do piso nacional, o aumento anual considera a necessidade de reposição da inflação. Neste ano, o reajuste concedido foi menor que o do salário mínimo, que em 2019 aumentou 4,61%, passando de R$ 954,00 para R$ 998,00 no dia 1º de janeiro. Em 2018 e 2017, o reajuste para os aposentados e pensionistas que recebem acima do salário mínimo foi superior, interrompendo uma sequência de 19 anos de percentuais inferiores.
O piso previdenciário, valor mínimo dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – aposentadoria, auxílio-doença, pensão por morte – será de R$ 998,00, igual ao novo salário mínimo nacional em 2019.
Assim, os reajustes não são suficientes para os aposentados cobrirem os seus gastos mensais. Apesar de o Governo Federal agir conforme a legislação, não é justo ou razoável com os idosos que têm que arcar com gastos elevados, principalmente com remédios, plano de saúde e alimentação. Trata-se de uma afronta à dignidade humana, uma vez que muitos dos 25 milhões de aposentados que recebem o salário mínimo, não conseguem se sustentar com esse dinheiro e precisam recorrer à família ou então viverem em situação de miserabilidade.
Importante ressaltar que cerca de 70% dos aposentados do INSS, recebem a faixa salarial mínima no país. E o reajuste está longe da realidade da população e do custo de vida no Brasil. O cálculo do reajuste da aposentadoria no Brasil deveria considerar a inflação do idoso que paga, por exemplo, de plano de saúde, mais de R$ 700,00 mensais, isso se considerarmos as operadoras mais baratas. Ou seja, como um aposentado que paga esse valor de plano de saúde conseguirá ter dinheiro para roupas, comida, conta de luz, conta de água e outras necessidades básicas para sobrevivência, com um salário mínimo de R$ 988,00? Impossível!
Para comprovar essa tese, foi anunciado recentemente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) o Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias compostas, em sua maioria, por pessoas com mais de 60 anos, subiu de 0,69%, no terceiro trimestre de 2018, para 0,80%, no último trimestre do ano.
O resultado contribui para a alta acumulada no indicador calculado, de 4,75%, superando o IPC-BR para o mesmo período (4,32%), inflação média percebida pelas famílias com renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos. Segundo A FGV, comparada ao INPC, a inflação dos idosos também foi maior, já que o indicador nacional de preços ao consumidor, acumulado para 2018, fechou em 3,43%.
Ou seja, a grande parte dos aposentados no país vive em situação de miséria. Não conseguem sobreviver com seu benefício e vive da dependência da ajuda de familiares.
O Estatuto do Idoso assegura questões básicas de sobrevivência, como o direito à alimentação via Estado ou família, diante dos casos de vulnerabilidade financeira; atendimento digno no Sistema Único de Saúde; programas de acesso à educação, cultura, lazer; de profissionalização e trabalho; acesso e amparo do sistema previdenciário; assistência social por meio da Previdência com um salário mínimo; reserva de percentual nos programas habitacionais; transporte gratuito para os cidadãos acima de 65 anos; atendimento com filas preferenciais; vagas específicas em espaço privados e públicos, dentre outros elementos que, em suma, garantem uma vida digna, ou, cidadania plena, entre outros.
E, apesar de contar com leis específicas, o aposentado brasileiro enfrenta diariamente dificuldades, principalmente, relativas à aposentadoria e pensões do INSS. Milhares de aposentados buscam a Justiça, anualmente, para contestar a concessão, revisão e fraudes de benefícios previdenciários, além de questões envolvendo os planos de saúde.
Nos casos envolvendo os benefícios previdenciários, por exemplo, os aposentados têm travado verdadeiras batalhas jurídicas na busca de revisão dos benefícios e também, no momento da concessão da aposentadoria. Milhares de aposentados se socorrem do Judiciário, para revisar seu benefício e os segurados que não conseguem se aposentar ou obter benefício por incapacidade, judicializam a questão com a negativa do INSS na concessão do benefício previdenciário.
A futura reforma da Previdência não irá atingir os direitos daqueles que já estão aposentados, mas poderá ser um duro golpe na geração futura para aqueles que pretende se aposentar nos próximos anos, haja vista que diariamente surgem rumores de como serão as novas regras e todos mostram que a aposentadoria se tornará mais difícil de ser concedida. Porém, como o texto da reforma ainda não foi fechado, são apenas rumores e os segurados devem com calma aguardar o redação final a ser colocada em votação.
Infelizmente, não enxergamos uma política pública que dê força ao aposentado brasileiro. No cotidiano, o aposentado é vulnerável e sofre dificuldades para garantir seus direitos básicos, como o de um salário justo para sua sobrevivência. A torcida e o apelo é para que o novo presidente, os novos ministros e os legisladores eleitos façam seu papel e olhem pelo aposentado brasileiro com mais respeito e justiça.
*Murilo Aith é advogado especilista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados
Fonte - Portogente  25/01/2019

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O ônibus elétrico Aptis da Alstom será testado na Espanha

Tecnologia/Mobilidade 🚌

O Aptis será testado em empresas de transporte em Barcelona, ​​Madri e Vigo. O primeiro teste de operação,começa em janeiro na região metropolitana de Barcelona, depois irá para as cidades de Madri e Vigo.

Da Redação
foto - ilustração/Alstom
O ônibus elétrico Aptis da Alstom será testado em uma nova experiência de mobilidade,durante seis(06) semanas na Espanha.
O Aptis será testado em empresas de transporte em Barcelona, ​​Madri e Vigo. O inicio do teste de operação,será em janeiro na região metropolitana de Barcelona,depois será nas cidades de Madri e Vigo.
Os testes de avaliação serão realizados em condições reais de operação para testar as características específicas da Aptis em outro ambiente urbano,após os testes bem-sucedidos na França,na Bélgica,na Holanda e Alemanha.
O Aptis, um ônibus inspirado no conceito do bonde moderno,com piso baixo em todo o veículo e portas largas duplas,que permitem uma melhor acessibilidade de passageiros e acesso fácil para cadeiras de rodas e carrinhos de bebê.As janelas panorâmicas na parte dianteira e traseira do ônibus tem 20% a mais de superfícies em comparação com os ônibus convencionais.
O veículo possui os dois(02) eixos,dianteiro e traseiro, articuláveis(eixos direcionais) permitindo mais agilidade e flexibilidade em manobras e curvas em relação aos ônibus convencionais.Um sistema de estacionamento automático desenvolvido para facilitar a parada do veículo nas baias dos pontos de ônibus, reduz o espaço necessário para a manobra de estacionamento.
A recarga do ônibus é feita durante a sua permanência na garagem,e pode ser feita também com carregamento rápido através de um pantografo fixo invertido num ponto final,ou via sistema SRS(Sistema de Carregamento Estático em terra) da Alstom.
Pregopontocom  24/01/2019

Adulteração do leite: por fim, o que é consumido?

Alimentos  🍶

A indústria de laticínios está entre as áreas mais afetadas pela modificação da matéria-prima.Isto ocorre por conta do leite ser sensível a fatores ambientais e também exigir cuidado ao manuseio para que não ocorra nenhuma contaminação que leve a perda do produto. Por conta do leite ser utilizado como matéria prima para diversos fins, a sua adulteração pode ocorrer em inúmeras etapas do processo.

Laís Cristina Kremer* - Portogente
foto - ilustração/Web
Nos dias atuais, cada vez mais está presente a dificuldade em obter uma alimentação de qualidade. Parte desse motivo ocorre devido à dificuldade em obter informações confiáveis referentes aos alimentos consumidos. Dentre as principais dificuldades encontradas está a utilização de substâncias não permitidas pela justiça em plantações, adulteração de alimentos e adição de conservantes irregulares.
A indústria de laticínios está entre as áreas mais afetadas pela modificação da matéria-prima. Isto ocorre por conta do leite ser sensível a fatores ambientais e também exigir cuidado ao manuseio para que não ocorra nenhuma contaminação que leve a perda do produto.

Quais as principais formas de adulteração do leite?
Por conta do leite ser utilizado como matéria prima para diversos fins, a sua adulteração pode ocorrer em inúmeras etapas do processo. Dentre as principais formas de adulteração está a fraude por adição de água, que é utilizada com o intuito de aumentar o seu volume. Ela geralmente ocorre através da utilização de aditivos, cujo o intuito é de que não sejam identificados em testes rápidos a sua adulteração.
Dentre outros adulterantes está a adição de conservantes, que possuem o intuito de aumentar a durabilidade do leite e então torná-lo menos sensível a condições ambientes, e também a utilização de neutralizantes com o intuito de mascarar o pH da ação microbiana.
Outra forma de adulteração do leite que diminui ainda mais a sua qualidade e custo é a adição do soro de queijo, cujo o intuito é aumentar o volume do produto. A adição do soro ocorre por conta de ambos (soro de queijo e o leite) serem matrizes semelhantes, porém, perante a legislação brasileira é proibida a adição de sólidos de queijo em leite e o mesmo deve ser tratado como água residual do processo de fabricação da indústria queijeira.

Como identificar a adição de soro de queijo em leite?
A partir da adulteração utilizando o soro de queijo é possível identificar esta modificação através do índice de caseinomacropeptídeo (CMP), que é gerado pela ação da enzima quimosina durante a coagulação enzimática do leite no processo de produção de queijos.
Atualmente, o nível de CMP permitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) é de 30mg /L, conforme a normativa Nº 69 de 13 de dezembro de 2006. Este nível é permitido por conta de que em alguns casos é gerado a pseudo-CMP, sendo esta decorrente da ação natural de bactérias e outros fatores. Caso o nível esteja acima do permitido, é indicado que o leite seja usado para outras finalidades.
A análise do índice de CMP é feita por HPLC (cromatografia líquida de alta eficiência) a qual demonstra sensibilidade e é capaz de identificar adições de soro em quantidades menores que 1%. O método de análise e preparo de amostra é descrito conforme exigido pelo MAPA e tem por intuito o fim do comércio de produtos adulterados.
Esta fraude é considerada impactante por conta de que se der continuidade ao processo o leite comercializado não será mais leite e sim apenas soro de queijo, que não é o descrito da embalagem e também não possui as mesmas propriedades e nutrientes. A qualidade na alimentação é algo que cada vez mais está sendo deixada em segundo plano, priorizando sempre questões que favoreçam a economia, possuam maior rentabilidade e maior produtividade, por isso é necessário a fiscalização e acompanhamento de alguns processos industriais.
*Laís Cristina Kremer é engenheira química do Freitag Laboratórios
Fonte - Portogente  24/01/2019

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Inaugurada em 22/01 a linha 3 do Metrô na capital do Chile

Transportes sobre trilhos  🚇

A nova linha inaugurada, é a segunda do metrô de Santiago com sistema operacional Driverless(sem condutor) e atende a 18 novas estações, estando a mesma integrada com todas as outras linhas do sistema metroviário da cidade.

Da Redação
foto - ilustração/Web
Inaugurada no dia 22 de Janeiro, a linha 3 é a sexta linha de metrô de Santiago,com 21,7 km de extensão. A nova linha liga Los Libertadores no distrito norte de Huechuraba com o centro da capital do Chile.
A linha 3 é a segunda do metrô da cidade com sistema operacional Driverless(sem condutor) e atende a 18 novas estações, estando a mesma integrada com todas as outras linhas do sistema metroviário de Santiago..
Um consórcio da CAF com a Thales  forneceu o material rodante e o sistema de sinalização e controle CBTC para as linhas 3 e 6.Como parte do contrato com a CAF foi incluído a manutenção da frota por 20 anos no valor de US $ 19,1 m
Foram fornecidos 22 trens AS-2014 pela CAF para a Linha 3.Cada trem tem cinco carros com 120m de comprimento com capacidade para 1299 passageiros e a velocidade máxima é de 80km.O sistema CBTC da Thales foi projetado para um headway de 90 segundos.
Pregopontocom  23/01/2019

Previdência: aposentadoria abaixo do mínimo e capitalização

Ponto de Vista 🔍

O atual ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o novo texto a ser enviado ao Congresso Nacional em fevereiro vai incluir um regime de capitalização. O novo modelo prevê que cada pessoa é responsável por acumular sua própria reserva para a aposentadoria e será válido para quem vai entrar no mercado de trabalho.

João Badari* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
A nova proposta da reforma da Previdência brasileira deverá ser mais rígida. E a aposentadoria poderá ficar abaixo do salário mínimo, com as novas regras da capitalização. O atual ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou
que o novo texto a ser enviado ao Congresso Nacional em fevereiro vai incluir um regime de capitalização. O novo modelo prevê que cada pessoa é responsável por acumular sua própria reserva para a aposentadoria e será válido para quem vai entrar no mercado de trabalho. Hoje, o regime é de repartição, os mais jovens contribuem para a aposentadoria das gerações futuras e no qual há um teto para o benefício. Para quem não conseguir poupar, o governo garantiria uma renda mínima, menor do que o salário mínimo e maior do que o Bolsa Família.
Este sistema de capitalização é preocupante e utópico, sendo apenas positivo na doutrina, e não na prática, pois traz prejuízos no curto prazo, em razão da diminuição das receitas do instituto previdenciário, caindo sua renda e mantendo as despesas. Em longo prazo, o sistema é ainda pior, como exemplo citamos o Chile, que adota este sistema e hoje colhe os frutos de suas primeiras aposentadorias, que não custeiam os gastos do aposentado. Os trabalhadores chilenos são obrigados a depositar ao menos 10% do salário por, no mínimo, 20 anos para se aposentar. A idade mínima para mulheres é 60 e, para homens, 65. Não há contribuições dos empregadores ou do Estado. Agora, quando o novo modelo começa a produzir os seus primeiros aposentados, o baixo valor das aposentadorias assustou o governo: 91% recebem menos de 149.435 pesos, ou seja, metade do salário mínimo do país.
O modelo chileno criou um verdadeiro colapso do sistema previdenciário no país e tem gerado um arrocho no valor das pensões e aposentadorias, que se reflete no aumento do número de suicídios. Segundo o Estudo Estatísticas Vitais, do Ministério de Saúde e do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) do Chile, entre 2010 e 2015, 936 adultos maiores de 70 anos tiraram sua própria vida no período. O levantamento aponta que os maiores de 80 anos apresentam as maiores taxas de suicídio – 17,7 por cada 100 mil habitantes – seguido pelos segmentos de 70 a 79 anos, com uma taxa de 15,4, contra uma taxa média nacional de 10,2. Conforme o Centro de Estudos de Velhice e Envelhecimento, são índices mórbidos, que crescem ano e ano, e refletem a “mais alta taxa de suicídios da América Latina”.
Agora, imagine os efeitos danosos que esse sistema poderia gerar em um país das dimensões do Brasil, com regiões que possuem características diferentes, com economias e necessidades diferentes. É desumano pensar que um brasileiro que trabalhará cerca de 50 anos de sua vida terá que se aposentar com uma renda menor que um salário mínimo. Seria transformar os idosos numa geração de miseráveis.
Hoje, a grande maioria dos aposentados recebe um salário mínimo no Brasil, que é insuficiente para pagar os gastos básicos com alimentação, medicamentos, vestuário, água, luz, entre outros. Plano de saúde é artigo de luxo, muitos aposentados necessitam de uma ajuda mensal da família para custear seus gastos. Esse novo sistema de capitalização é desumano.
Além do sistema de capitalização, a nova proposta vai trazer regras mais duras para o atual sistema previdenciário. Bolsonaro mencionou, por exemplo, que a idade mínima para a aposentadoria poderia ser de 62 anos para homens e 57 anos para mulheres. O texto do governo Michel Temer, aprovado em comissão especial na Câmara, porém, estabelece 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. E a reforma deverá trazer um prazo de transição aos trabalhadores que já contribuem no atual modelo previdenciário menor do que era pensado pela equipe de Temer.
Trata-se de mais uma proposta de reforma da Previdência para o mercado financeiro e não pensando na justiça social.
*João Badari é especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados
Fonte - Portogente  23/01/2019

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Metrô de Salvador recebe exposição fotográfica com imagens feitas por drones

Arte & Cultura  🚇

Os usuários do sistema que circulam diariamente pelas estações de Metrô poderão apreciar,a exposição fotográfica "Sob o Sol de Salvador”,nas estações de Pirajá, Imbuí e Aeroporto com 43 fotografias feitas exclusivamente com drones. 

Da Redação
Divulgação/CCR
A partir da próxima quinta-feira (24),será realizada a exposição fotográfica "Sob o Sol de Salvador” nos espaços internos das estações de Metrô Pirajá, Imbuí e Aeroporto, com 43 fotografias produzidas exclusivamente por drones.
A exposição será realizada pela CCR Metrô Bahia, em parceria com a Associação Baiana de Pilotos Remotos (ABPR) que produziram as imagens, com o objetivo de proporcionar uma experiência única de destacar as belezas de Salvador por ângulos especiais. A ação integra o projeto Vem pra Cá, que promove eventos durante todo o ano nas estações de metrô da cidade, e ficará disponível para apreciação do público geral até o dia 08 de fevereiro.
Com informações da CCR Metrô Bahia 22/01/2019

CBTU Belo Horizonte transportou mais de 58,4 milhões de passageiros em 2018

Transportes sobre trilhos  🚇

A unidade que registrou o maior número de embarques foi a estação Eldorado, com aproximadamente 9 milhões de usuários/ano. No geral, a média habitual passageiros passou de 4,8 milhões de pessoas por mês circulando pelo sistema.Apesar do desempenho geral positivo, seguindo a tendência geral de redução da receita do setor, a CBTU-BH registrou leve queda de cerca 0,67% no número global de passageiros transportados, na comparação com 2017, que foi de 58,7 milhões

CBTU
foto - ilustração/arquivo
Em 2018, a CBTU Belo Horizonte transportou 58.402.870 passageiros em 81.488 mil viagens realizadas nas 19 estações. A unidade que registrou o maior número de embarques foi a estação Eldorado, com aproximadamente 9 milhões de usuários/ano. No geral, a média habitual passageiros passou de 4,8 milhões de pessoas por mês circulando pelo sistema.
Mantendo o padrão de atendimento, o índice de regularidade das viagens realizadas pelo metrô ficou perto dos 99%, enquanto o indicador de pontualidade das partidas foi de cerca 92%.
Tendências: Dados da Coordenação da Programação e Procedimentos Operacionais da CBTU-BH apontam as estações que apresentaram maior crescimento no número individual de passageiros foram Santa Tereza e Primeiro de Maio, que contabilizaram acréscimos próximos a 2,5% para a demanda diária. Outro ponto positivo destacado pelos analistas foi a elevação da integração com o sistema ônibus que registrou cerca de 2,7% de aumento para o ano.
Apesar do desempenho geral positivo, seguindo a tendência geral de redução da receita do setor, a CBTU-BH registrou leve queda de cerca 0,67% no número global de passageiros transportados, na comparação com 2017, que foi de 58,7 milhões. A redução pontual se deve à ocorrência de feriados atípicos, tais como os registrados durante o período de Copa do Mundo, que acabou diminuindo o número de dias úteis com a determinação de ponto facultativo válida para diferentes setores público e privado, entre outros aspectos.
A análise detalhada do crescimento sazonal também revela que o mês de agosto foi o mais movimentado nas estações, com 5.307.841 embarques/mês. Mas foi em fevereiro - durante o período do Carnaval 2018 - que a CBTU-BH registrou a maior concentração de usuários/dia. Às vésperas do feriado prolongado, na sexta (9/2) o metrô transportou 223.962 usuários/dia, o equivalente a um acréscimo de cerca de 10% no número de passageiros. Essa observação dos hábitos de viagem é essencial para ajudar a dimensionar e adequar a execução das rotinas de serviço, aprimorando a qualidade de atendimento, a partir da percepção de crescimento da demanda específica por estação.


Números
*Eldorado registrou o maior número de embarques, com 8,97 milhões de pessoas/ano.
*Foram realizadas 81. 488 viagens, com índices de regularidade de cerca de 99% e de pontualidade de 92%
*A unidade que mais cresceu em número de embarques foi a Estação Santa Tereza, com um aumento de 51.758 passageiros transportados no ano.
* A média mensal de usuários do metrô foi de cerca de 4,8 milhões, nos últimos 12 meses.
* O tempo médio de percurso entre duas estações foi de aproximadamente 2 minutos.
Fonte - CBTU  22/01/2019

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Grandeza do Veículo Leve sobre Trilhos – Fábio Macedo

Transportes sobre trilhos  🚄

O VLT moderno, saindo das linhas de produção, sendo planejado em diversas cidades do mundo, pode ser um pequeno veículo de 18m de comprimento e 2,30m de largura, até um trem de 72m (ou mais, se acoplado) de comprimento por 2,65m de largura.

Fábio Macedo* - Abifer
foto - ilustração/Pregopontocom
A primeira qualidade do fabuloso meio de transporte chamado VLT, Veículo Leve sobre Trilhos, no meu entendimento, é o seu nome, particularmente em português, porque traduz toda a sua abrangência, ou melhor, permite que a maior de todas as suas qualidades fique evidente, que é a sua versatilidade.
O VLT moderno, saindo das linhas de produção, sendo planejado em diversas cidades do mundo, pode ser um pequeno veículo de 18m de comprimento e 2,30m de largura, até um trem de 72m (ou mais, se acoplado) de comprimento por 2,65m de largura.
Pode ser utilizado em zonas de pedestres onde sua velocidade máxima será de 30 km/h, ou trafegar em linhas segregadas, eventualmente compartilhando com outros trens, ultrapassando 100 km/h!
Saindo da zona de pedestres, o VLT pode trafegar com segurança e baixíssima ocupação do solo no meio de ruas ou avenidas, e, se necessário, compartilhar o espaço com os demais veículos. Em seguida, pode entrar num túnel, atendendo às necessidades das regiões metropolitanas em suas áreas de maior densidade, liberando espaços para outro tipo de tráfego.
Ao sair do túnel, poderá voltar ao centro das avenidas, e, num determinado momento, subir em um elevado, se essa for a melhor escolha encontrada pelos projetistas.
Não existe nenhum outro meio de transporte que consiga tudo isto! A qualidade de trafegar no meio dos pedestres, formando “shoppings a céu aberto”, com elevado nível de segurança por ser rigidamente guiado, é uma das maiores singularidades do VLT!
Outro ponto fundamental que o diferencia, é sua acessibilidade, traduzindo numa enorme atratividade e, em muitas situações, o menor tempo porta-a-porta possível!
Não podemos nos esquecer do leito gramado. O leito gramado é uma exclusividade do VLT que além de proporcionar um embelezamento inigualável, propicia também uma redução significativa das ilhas de calor, elevando a umidade a níveis consideráveis de saúde e conforto. Aumenta a permeabilidade do solo, contribuindo para a redução das enchentes. Funciona como um depósito de partículas que estariam suspensas no ar, bem como um filtro para a água da chuva, reduzindo os poluentes das águas dos rios.
Sim, o VLT é tudo isto e muito mais! Ele precisa ser visto em toda a sua abrangência, plenitude, potencialidade e possibilidades, para que os projetos sejam otimizados e o melhor custo x benefício seja alcançado!
Se quando o VLT estiver trafegando na zona de pedestres, quiserem chama-lo de “bonde moderno”, numa rua estreita, de “Streetcar”, numa rua um pouco mais larga, de “Tram”, no meio de uma avenida, de “Tramway”, acoplado, de “Light Rail Vehicle”, entre bairros, de “Tram-Train”, ou subterrâneo, de “Metrô Leve”, tudo bem, sem problemas.
Na minha opinião, o mais adequado é chamar tudo isto de VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos!

Sobre o Autor


*Fábio de Carvalho Macedo é engenheiro mecânico, trabalhou por 32 anos nas empresas COSIPA, SIEMENS, SIFCO e BOSCH, sendo que nesta última, entre 1997 e 1999, na Alemanha (Stuttgart), onde iniciou as pesquisas sobre Veículos Leves sobre Trilhos e Trem de Alta Velocidade, além de energias renováveis, com ênfase na eólica e solar. Com Alfonso Arroyo escreveu o livro “Super Trens: Veículos Leves sobre Trilhos”, que está no site www.tramway.com.br. Atualmente está escrevendo 2 novos livros: “A Importância dos Veículos Leves sobre Trilhos” e “A Importância do Trem de Alta Velocidade”.
Fonte - Abifer  21/01/2019

domingo, 20 de janeiro de 2019

Nos dois últimos meses, movimentação de passageiros no Aeroporto de Feira de Santana(BA) aumenta em 51%

Transporte aéreo ✈

Operando com horários de voos extras ligando-o ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, até o dia 3 de fevereiro deste ano,os aviões saem de São Paulo com destino ao município na região do Portal do Sertão. A frequência de viagens acontece nas segundas e sextas-feiras, com partida às 9h25, em aeronaves com capacidade para receber até 118 passageiros.

Da Redação
Foto - Ulgo Oliveira/Seinfra BA
O aeroporto Governador João Durval Carneiro, em Feira de Santana, está operando com horários de voos extras ligando-o ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, até o dia 3 de fevereiro deste ano. Os aviões saem de São Paulo com destino ao município na região do Portal do Sertão. A frequência de viagens acontece nas segundas e sextas-feiras, com partida às 9h25, em aeronaves com capacidade para receber até 118 passageiros. Os aviões estão com uma ocupação de 80%. O aumento no número de voos ajuda no desenvolvimento econômico da segunda maior cidade baiana, principalmente no setor de negócios. Em comparação aos últimos dois meses, a quantidade de passageiros aumentou em 51% no aeroporto de Feira de Santana. Atualmente, o equipamento já realiza viagens regularmente com destino a Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Com informações da Seinfra BA 16/01/2019

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Aeromovel participará de Conferência sobre Mobilidade Sustentável em Nova York

Transportes sobre trilhos  🚄

O evento Transforming Transportation é promovido pelo Banco Mundial e EMBARQ – o Centro de Transporte Sustentável do Instituto de Recursos Mundiais (WRI), instituição que atua no desenvolvimento de pesquisas e implementação de soluções sustentáveis em mudanças climáticas, florestas e cidades.

Aeromóvel
foto - ilustração/arquivo
Nos dias 17 e 18 de janeiro o CEO da Aeromovel Brasil, Marcus Coester, participará de Conferência sobre Mobilidade Sustentável na sede do Banco Mundial, em Washington, D.C.
O evento Transforming Transportation é promovido pelo Banco Mundial e EMBARQ – o Centro de Transporte Sustentável do Instituto de Recursos Mundiais (WRI), instituição que atua no desenvolvimento de pesquisas e implementação de soluções sustentáveis em mudanças climáticas, florestas e cidades.
A conferência deste ano se concentrará em como as novas tecnologias, plataformas de dados e modelos de negócios estão se integrando aos meios de transporte atuais, para resolver antigos problemas de eficiência e segurança, e como a nova mobilidade pode ajudar a lidar com a mudança climática.
Serão discutidos os desafios atuais e futuros enfrentados pelos países em todo o mundo para fornecer mobilidade sustentável para todos.
Fonte - ANPTrilhos  16/01/2019

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

VLT entre Brasília e Valparaíso (GO) terá viagem gratuita por 6 meses

Transportes sobre trilhos  🚄

O projeto irá usar a linha férrea já existente, hoje exclusiva para o transporte de cargas, e que será adaptada para a condução de passageiros. Já o vagões para transporte de passageiros virão de Recife (PE), onde o sistema de VLT já atende a cidade.

Destak Brasília
foto - ilustração/arquivo
Deverá começar operar até o final deste mês, o trem que ligará Brasília a Valparaíso (GO) em caráter experimental por 30 dias. Logo após esse período, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) passará a operar em fase de testes durante seis meses, quando os passageiros poderão conhecer o trajeto e o novo tipo de transporte.
O projeto irá usar a linha férrea já existente, hoje exclusiva para o transporte de cargas, e que será adaptada para a condução de passageiros. Já o vagões para transporte de passageiros virão de Recife (PE), onde o sistema de VLT já atende a cidade.
Com 18 metros de comprimento por vagão, as três unidades que já estão a caminho do Distrito Federal terão capacidade de transportar até 600 pessoas por viagem. Internamente, há cadeiras fixas, alças de teto e ambiente climatizado. Embora consiga alcançar velocidade de até 76 km/h, a viagem não deve durar menos que uma hora e meia para transpor os 45 km de trilhos que separam Brasília e Valparaíso.
Atualmente, de ônibus, um cidadão precisa desembolsar R$ 4,65 de Brasília até Valparaíso (GO) por viagem. Para Luziânia, o valor aumenta para R$ 6,45 por trecho. Na linha férrea de Maceió (AL), que tem distância semelhante, a tarifa é de R$ 1, com valor atualizado em maio de 2018.
O secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Paulo Roriz, afirmou que a equipe da pasta passa a se debruçar sobre os estudos para determinar o preço futuro da passagem. O coordenador do projeto garante que a experiência dos próximos meses servirá, também, para avaliar a aceitação dos passageiros do DF quanto ao novo modal.
“Nesta primeira fase, vamos aproveitar a ferrovia já existente até Valparaíso, mas nada impede que estendamos o trecho até Luziânia futuramente. Como o transporte público não é feito para dar lucro, fixaremos o valor da tarifa de forma que fique mais atraente do que a dos ônibus”, afirmou Paulo Roriz.
Fonte - Abifer  15/01/2019

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Pescadores fecham ferrovia após aval para Samarco mudar indenização

Notícias  📻

O ato ocorre na altura da cidade de Baixo Guandu (ES). Os manifestantes instalaram barracas e afirmam que só deixarão o local após a revisão da decisão. A ferrovia foi escolhida como alvo do protesto porque é operada pela Vale, uma das acionistas da Samarco.Eles protestam contra a decisão da Justiça Federal de legitimar um entendimento da mineradora Samarco que afetará a indenização a ser paga aos atingidos da tragédia de Mariana (MG).

Léo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Centenas de pescadores bloqueiam, desde ontem (14), a estrada de ferro que liga o estado Minas Gerais ao Espírito Santo. Eles protestam contra a decisão da Justiça Federal de legitimar um entendimento da mineradora Samarco que afetará a indenização a ser paga aos atingidos da tragédia de Mariana (MG).
O ato ocorre na altura da cidade de Baixo Guandu (ES). Os manifestantes instalaram barracas e afirmam que só deixarão o local após a revisão da decisão. A ferrovia foi escolhida como alvo do protesto porque é operada pela Vale, uma das acionistas da Samarco.
"Não esperávamos essa decisão. Temos um acordo que define o pagamento da indenização. E, de repente, eles arrumam uma liminar que muda as regras", dissee Aurindo Alves, pescador de Linhares (ES). "Está muito difícil. Provocaram uma tragédia nacional e agora não querem arcar com as consequências".
Em nota, a Vale disse que a manifestação causa transtorno a centenas de pessoas que usam diariamente o trem de passageiros. Por conta da interdição, a mineradora decidiu manter a circulação apenas nos dois sentidos entre Belo Horizonte e Governador Valadares (MG), suspendendo o deslocamento pelo Espírito Santo. Pessoas que já tenham adquirido bilhetes poderão reagendar a viagem ou obter o reembolso do valor. Ontem (14), os passageiros chegaram a ser realocados em ônibus alugados pela empresa, mas houve atraso na chegada ao destino final.
"A Vale reforça que a paralisação de ferrovia é crime e coloca em risco a segurança de passageiros, empregados e terceiros. Além de cerca de 2 mil passageiros diários, a estrada é responsável pelo transporte de minério de ferro, combustíveis, grãos, aço entre outros produtos, todos de grande importância para a economia brasileira", acrescenta a nota.

Auxílio
Passados mais de três anos do rompimento da barragem da Samarco, a pesca segue restrita em diversos municípios mineiros e capixabas da bacia do Rio Doce. A maioria dos pescadores ainda não conseguiu retomar integralmente suas atividades profissionais e recebem, todos os meses, um auxílio financeiro emergencial. Conforme o novo entendimento apresentado pela Samarco, e aceito pelo juiz Mário Franco Júnior, em decisão liminar, esses valores poderão agora ser descontados da indenização.
O auxílio financeiro emergencial é parte do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado em maio de 2016 entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ficou acordado que as três mineradoras destinariam os recursos para a reparação de todos os danos e a Fundação Renova seria criada para administrar as ações necessárias. Também foi definido que o Comitê Interfederativo, composto por diversos órgãos públicos e presidido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), estabeleceria as diretrizes para as medidas a serem tomadas e fiscalizaria o cumprimento do acordo.
O valor do auxílio corresponde a um salário mínimo, acrescido de 20% por dependente, somado ao custo de uma cesta básica. Conforme o entendimento que vigorava até então, esse pagamento não tinha natureza indenizatória. Em outubro de 2017, o Comitê Interfederativo publicou a deliberação 119 segundo a qual os valores do auxílio financeiro emergencial não poderiam ser descontados, deduzidos ou abatidos da indenização.
A liminar que altera esse entendimento é do dia 27 de dezembro do ano passado. O juiz Mário Franco Júnior lembra que a indenização leva em conta tanto os danos morais como as perdas materiais, incluindo-se o lucro cessante, isto é, o cálculo dos lucros que o atingido deixou de ter devido à interrupção de sua atividade produtiva.
"Não há qualquer diferença entre a natureza jurídica do pagamento do auxílio financeiro emergencial e os lucros cessantes, já que ambos, segundo consta do próprio TTAC, se prestam a indenizar (ou compensar) a perda da renda dos atingidos", disse o magistrado, concordando com o argumento da Samarco.
Responsável por representar judicialmente o Comitê Interfederativo, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou lembrando que o TTAC tem artigos diferentes que tratam do auxílio emergencial e da indenização, evidenciando que eles não se confundem. Segundo o juiz, o entendimento não tem amparo no ordenamento jurídico, pois o poder público não poderia impor às mineradoras uma obrigação de viés assistencialista e não indenizatória.
"Não se pode admitir, sob pena de completa subversão da teoria do direito, que o atingido e o poder público venham, por vias transversas, a experimentar um enriquecimento sem causa jurídica idônea", disse o juiz.

Recurso
O presidente da Colônia de Pescadores de Linhares (ES), Milton Jorge, informou que nesta quarta-feira (16) discutirá o assunto em uma reunião com um promotor do Ministério Público do Trabalho (MPT). "O que desencadeou a manifestação foi a liminar. Mas além disso, há pescador que ainda não está recebendo o auxílio e nem recebeu indenização", disse.
Leonardo Amarante, advogado das colônias que reúnem os 9 mil pescadores atingidos pela tragédia, prepara um recurso a ser apresentado ainda esta semana. Segundo ele, a liminar altera 1,5 mil acordos já firmados. Amarante lamentou ainda que nenhum pescador tenha sido ouvido. "A meu ver, essa decisão é nula porque foi violado o princípio elementar do contraditório", disse.
O advogado disse que há interpretações e decisões judiciais que vão endossar os variados entendimentos em torno da questão. Ainda assim, ele acredita que a decisão será revogada. Em sua visão, houve violação do princípio da honestidade, pois as mineradoras deveriam ter apresentado seu ponto de vista antes de firmar o acordo.
"Não é momento de se discutir isso. Que se discutisse no momento oportuno. Querer alterar tudo agora é complicado. Você não pode picotar um acordo que já foi feito para tirar o que é ruim para a empresa e manter somente o que é bom". Segundo ele, há pontos pactuados que são favoráveis às empresas, como o valor atribuído aos danos morais, que Amarante considera baixo.

Demora
Mesmo que o entendimento da Samarco prevaleça, cada pescador terá ainda assim o direito de se negar a fechar o acordo e contestar o cálculo na Justiça. Nesse caso, porém, a decisão final pode demorar. Amarante lembra que há ações movidas por vítimas do naufrágio da embarcação Bateau Mouche, ocorrido na costa do Rio de Janeiro, em 1988, sendo concluídas mais de 30 anos depois.
Segundo ele, a Justiça deveria atuar para proteger o princípio constitucional da dignidade humana. "O perigo na demora atinge mais o pescador do que a empresa, porque obviamente o bem jurídico da subsistência está acima do bem jurídico do patrimônio de duas das maiores empresas do mundo, me refero à Vale e à BHP Billiton".

Ministério Público
O Ministério Público Federal (MPF) informou que recorrerá da decisão. Já o Ibama informou que a questão está sendo analisada pela AGU. Procurada, a Samarco orientou a reportagem a procurar a Fundação Renova, que, por sua vez, informou que está em contato com as lideranças do movimento e encaminhou uma nota dizendo que a decisão não vai alterar o pagamento mensal do auxílio financeiro emergencial e apenas prevê que os valores sejam descontados na parcela anual de lucros cessantes.
"Desde 2015, já foram desembolsados R$ 1,3 bilhão em indenizações e auxílio financeiro emergencial destinados a mais de 26 mil pessoas. A Fundação Renova reafirma que todos os atingidos serão indenizados pela perda de renda comprovada, reiterando o seu compromisso com a integral reparação", diz o texto. Ainda segundo a nota, ninguém precisará devolver valores já pagos referente ao auxílio emergencial. "Até novembro de 2018, foram pagos R$ 1,3 bilhão em auxílios financeiros e indenizações", acrescenta o texto.
Fonte - Agência Brasil  15/01/2019

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Metrô de Salvador transportou cerca de 90 milhões de pessoas em 2018

Transportes sobre trilhos  🚇

Considerado uma das obras de infraestrutura mais rápidas da América Latina, o sistema metroviário possui duas linhas, 33 km, 20 estações, 8 terminais de ônibus integrados e 40 trens. O projeto também incluiu a implantação de 17 novas passarelas de acesso às estações de metrô e bicicletários, 12 km de ciclovia e pista de caminhada e o plantio de cerca de 6 mil árvores no trecho entre Pernambués e Aeroporto.

Da Redação
foto ilustração/arquivo
A conclusão da implantação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, em 2018, foi um marco para a mobilidade da capital baiana e uma das etapas mais esperadas pela população. Somente no ano passado, o metrô baiano transportou quase 90 milhões de pessoas e realizou mais de 240 mil viagens. No total, os trens percorreram mais de 3,6 milhões de quilômetros, o equivalente a cerca de 90 voltas no planeta terra. O crescimento dos números de transportados, de viagens e distância percorrida foi puxado pela inauguração da Estação Aeroporto e de novos terminais de integração com ônibus como de Pituaçu e Aeroporto.
Considerado uma das obras de infraestrutura mais rápidas da América Latina, o sistema metroviário possui duas linhas, 33 km, 20 estações, 8 terminais de ônibus integrados e 40 trens. O projeto também incluiu a implantação de 17 novas passarelas de acesso às estações de metrô e bicicletários, 12 km de ciclovia e pista de caminhada e o plantio de cerca de 6 mil árvores no trecho entre Pernambués e Aeroporto. Hoje, o sistema transporta mais de 350 mil clientes por dia útil e mais de 152 milhões já foram transportados desde o início da operação, em 2014.
Em 2017, o metrô de Salvador foi responsável por quase 50% do crescimento da rede de transporte de passageiros sobre trilhos do Brasil com a ampliação da Linha 2, incremento de 14,4 km e inauguração de oito estações em apenas um ano, de acordo com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). O sistema também entrou para o ranking dos cinco sistemas que mais expandiram no país naquele ano.
Com informações da CCR Metrô Bahia  14/01/2019

VLT do Rio transporta mais de 17 milhões de passageiros ao longo de 2018

Transportes sobre trilhos  🚄

De janeiro a dezembro, a frota de VLTs percorreu 1,4 milhão de quilômetros nas ruas do Centro e Região Portuária do Rio. Desde o início da operação, em junho de 2016, mais de 33 milhões de pessoas já andaram de VLT. Em 2018 foram mais de 17 milhões de passageiros transportados e mais de 150 mil viagens realizadas. 

VLT Carioca

O VLT Carioca encerra o ano de 2018 com mais de 17 milhões de passageiros transportados e mais de 150 mil viagens realizadas. No mês de dezembro, o sistema tem circulado em média com 80 mil pessoas/dia útil, crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2017.
De janeiro a dezembro, a frota de VLTs percorreu 1,4 milhão de quilômetros nas ruas do Centro e Região Portuária do Rio. Desde o início da operação, em junho de 2016, mais de 33 milhões de pessoas já andaram de VLT.
O tempo de percurso foi reduzido em mais de 50% e hoje já é possível percorrer o trajeto completo das duas linhas (da região da Rodoviária ao Santos Dumont ou à Praça XV) em cerca de 25 minutos.
As paradas de maior fluxo do sistema confirmam o VLT como um modal integrador. Central (trens, metrô, ônibus), Colombo (VLT+VLT), Cinelândia (metrô) e Praça XV (barcas) são os pontos de maior movimento e também locais de conexão.
Dentre as 26 em operação, a estação Central é a de maior público e concentra pouco mais de 10% dos embarques diários. Também é o local em que mais é usado o benefício do vale-transporte, alcançando em média mais de 50% dos usuários.
Vale destacar ainda que em média 70% do público utiliza o VLT para deslocamentos de trabalho, de acordo com pesquisas realizadas desde o início da operação. Nos fins de semana, com novos polos de entretenimento criados e recuperados no Centro, as viagens com finalidade de lazer e turismo chegam a 45%.
Fonte - ANPTrilhos  14/01/2019

domingo, 13 de janeiro de 2019

Tarifas do Metrô e trens da CPTM estão mais caras em SP

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

O bilhete mensal para trens passa de R$ 194,30 para R$ 208,90 (comum, válido somente para trilhos) e de R$ 307 para R$ 330 (integrado, usado com trilhos mais ônibus). Já o bilhete 24 horas passou de R$ 15,30 para R$ 16,40 (comum) e de R$ 20,50 para R$ 22 (integrado).

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A partir de hoje (13), as tarifas do transporte público por trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô passam a custar R$ 4,30. Segundo o governo de São Paulo, o percentual de aumento é baseado na inflação acumulada em 2018, de acordo com o IGP-M, além do incremento dos custos operacionais e de recursos humanos das empresas.
Segundo a Secretaria de estado dos Transportes Metropolitanos (STM), a integração entre trilhos e ônibus passa de R$ 6,96 para R$ 7,48. O bilhete mensal para trens passa de R$ 194,30 para R$ 208,90 (comum, válido somente para trilhos) e de R$ 307 para R$ 330 (integrado, usado com trilhos mais ônibus). Já o bilhete 24 horas passou de R$ 15,30 para R$ 16,40 (comum) e de R$ 20,50 para R$ 22 (integrado).
As gratuidades para idosos, estudantes, portadores de necessidades especiais e desempregados estão mantidas.

Ônibus
Na capital paulista, os trens e metrô são responsabilidades do governo estadual, e os ônibus, da prefeitura. Na semana passada, a tarifa do transporte por ônibus também foi reajustada, passando de R$ 4 para R$ 4,30.
Fonte - Agência Brasil  13/01/2019