sábado, 15 de setembro de 2012

Trens de passageiros - Ainda é possível sonhar e viajar

Estrada de Ferro Vitória a Minas

O Trem de Passageiros da EFVM é o único que realiza viagens diárias e de longa distância no Brasil. Passando por cidades históricas, às margens do Rio Piracicaba e do Rio Doce, em Minas Gerais, ele chega até as praias do Espírito Santo. A viagem de 664 quilômetros entre Belo Horizonte e Vitória tem duração de 13 horas, aproximadamente.
Para mais conforto e comodidade, o trem conta com carro lanchonete, carro restaurante, vagão exclusivo para portadores de necessidades especiais e ar-condicionado no carro executivo. O atendimento da equipe de bordo é realizado em todos os ambientes.
O percurso
Todos os dias, dois trens de passageiros circulam pela EFVM. Um sai de Cariacica, na região metropolitana de Vitória, às 7h, chegando a Belo Horizonte por volta de 20h10. O outro parte da capital mineira às 7h30 e encerra a viagem às 20h30, na capital capixaba. Há também um trem que realiza o percurso entre as cidades de Itabira e Nova Era e faz conexão com os dois trens da linha principal.
Em funcionamento desde 1907, o Trem de Passageiros incentiva o turismo na região e contribui para integrar e desenvolver comunidades. Em 2010, mais de 1 milhão de pessoas foram transportadas nos trens da EFVM.

Estrada de Ferro Carajás


Interior de um vagão da classe Executiva do Trem São Luís - Parauapebas
Interior de um vagão da classe Executiva do Trem São Luís - Parauapebas. Foto: Vale

Responsável pelo transporte de 1.100 pessoas por dia, o Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) atende a 23 municípios no Maranhão (MA) e no Pará (PA). Em funcionamento desde 1986, o trem é uma excelente opção. Suas tarifas são até 50% mais baratas que as dos transportes rodoviários e, no período das chuvas, ele é o único meio de transporte de algumas localidades
O Trem de Passageiros possui classes econômica e executiva, além de um carro lanchonete – em baixa temporada – e dois carros lanchonetes – em alta temporada. Para conforto das mães que viajam com crianças, existe um fraldário para a higienização dos bebês.
Na composição há também ambulatório para atendimento de primeiros socorros e um carro PCD, exclusivo para pessoas com deficiência. O carro possui duas alas: uma para cadeirantes e acompanhantes e outra para pessoas com mobilidade reduzida. Ambas com ar condicionado e televisão.
O percurso
O trem parte da Estação Ferroviária de São Luís (MA) com destino a Parauapebas, no sudeste do Pará, às segundas, quintas-feiras e sábados. Às terças, sextas-feiras e aos domingos, realiza o percurso de volta. Só não há viagem na quarta-feira, quando é realizada a manutenção dos carros e locomotivas. Em 2010, o número total de pessoas transportadas foi de 339.790.
Veja na tabela abaixo as principais informações sobre o Trem de Passageiros: preço, horário, estações e pontos de venda.
Fonte - www.vale.com 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Governo federal oficializa verba para metrô de Salvador e Lauro de Freitas

Transportes sobre trilhos

A edição desta sexta-feira (14) do Diário Oficial da União (DOU) traz decreto que oficializa o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que serão executadas por meio de transferência obrigatória. O decreto de número 7.804 é assinado pela presidenta Dilma Rousseff e os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

JM
Foto ilustração - Jornal da Mídia
O projeto prevê investimento de R$ 3,5 bilhões para conclusão da Linha 1 (até Pirajá) e a implantação da Linha 2 (do Bonocô a Lauro de Freitas).Salvador – A edição desta sexta-feira (14) do Diário Oficial da União (DOU) traz decreto que oficializa o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que serão executadas por meio de transferência obrigatória. O decreto de número 7.804 é assinado pela presidenta Dilma Rousseff e os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).
O projeto prevê investimento de R$ 3,5 bilhões para conclusão da Linha 1 (até Pirajá) e a implantação da Linha 2 (do Bonocô a Lauro de Freitas), por meio de uma Parceria Púbico-Privada. Parte deste recurso (R$ 1 bilhão) virá do Orçamento Geral da União (OGU), conforme o decreto.
O secretário da Casa Civil do Governo da Bahia, Rui Costa, disse que a inserção do metrô no PAC Mobilidade Grandes Cidades é estruturante para a capital baiana. “Por meio do PAC Mobilidade, teremos ainda um financiamento no valor de R$ 600 milhões para a implantação do metrô neste grande centro urbano, que é a cidade de Salvador”, disse Costa.
A consulta pública que agrega sugestões e críticas ao empreendimento termina na próxima quinta-feira, dia 20. O Sistema Metroviário contará com 20 estações e 36,4 quilômetros de extensão, atendendo diretamente a população de Salvador e Lauro de Freitas, e beneficiando indiretamente a toda a Região Metropolitana.
Fonte - Jornal da Mídia 14/09/2012

Matriz ideal teria 35% de ferrovias, diz Perrupato

Ninguém segura mais esse "Trem"

Foto - Ilustração
 Agência Estado
A matriz ideal de transportes para o País nos próximos 10 anos, ou seja, em 2023, seria formada por 35% de ferrovias e 29% de rodovias. A avaliação foi feita nesta quinta-feira pelo secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato. Os demais ficariam por conta de outros modais, como hidrovias, por exemplo.
De acordo com ele, esta é a composição da matriz de transportes a que o Brasil deverá chegar até 2023 se for mantido o fluxo de investimentos programados. Isso significa dizer que nos dois modais principais, a ferrovia terá que subir de uma participação atual de 25% no total para 35% até 2023 enquanto que as rodovias, que hoje beiram os 60%, deverão cair para 29% da matriz mesmo com os investimentos
Perrupato destacou que boa parte dos investimentos previstos para as rodovias será destinada à ampliação e duplicação da malha já existente e não só para a construção de mais estradas.
Sobre as críticas comuns de que o Brasil é um país "rodovianista", o secretário disse que são erradas. "É errado dizer isso porque no Brasil a malha rodoviária não chega a 300 mil quilômetros se juntarmos todas as jurisdições", rebateu o secretário, lembrando que nos Estados Unidos a malha rodoviária é de 1,5 milhão de quilômetros. "Se comparar com o Brasil chega a ser ridículo", afirmou.
Fonte - Revista Ferroviária 13/09/2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Consórcios querem participar de mais de uma etapa do TAV

Valor Econômico
Foto ilustração
A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) avaliará se vai permitir que as empresas do consórcio vencedor da primeira etapa da licitação do trem-bala possam participar também das próximas etapas, que incluem a elaboração do projeto executivo e a construção da infraestrutura ferroviária.
Essa foi uma demanda apresentada pelo diretor de mercados internacionais da Ferrovie Italiane, Giovanni Rocca, durante a audiência pública para discutir as minutas do edital de concessão do trem-bala, referente à primeira etapa d processo: operação, manutenção do sistema e transferência de tecnologia.
Roberto Dias David, representante da ANTT, explicou que atualmente o texto impede que as empresas pertencentes ao consórcio vencedor da primeira fase e as companhias subcontratadas por estas participem das próximas etapas, mas que o pedido será avaliado. As subcontratadas, segundo ele, são empresas que não fazem parte do consórcio e que terão sua experiência usada para preencher os requisitos exigidos de participação no edital, como tempo de prestação de serviço.
David disse ainda que o governo estuda como serão feitas as outras duas etapas do processo de implantação do trem-bala que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. “As demais etapas do projeto de implantação ainda não têm definição [de data] para apresentação”, mas por enquanto o governo se compromete a realizá-las [projeto executivo e construção da infraestrutura].
O representante da ANTT explicou que essas demais fases dependem do resultado da primeira, que definirá a tecnologia a ser usada na implantação do trem-bala. “Sem isso, não é possível fazer o projeto executivo”, que deverá considerar também túneis, pontes e viadutos.
O representante da empresa italiana informou que a Ferrovie opera cerca de mil quilômetros de linhas de alta velocidade em seu país, e que em dois anos terá mais um trecho de 200 quilômetros em funcionamento. Segundo ele, a companhia comprou 50 trens de alta velocidade que chegam a 360 km/h. As unidades serão fabricadas pela Bombardier e outras empresas.
Empresários pedem datas mais precisas
Empresários que participaram da audiência pública sobre o edital do trem-bala pediram que prazos estabelecidos pelo governo sejam mais específicos para que os interessados na licitação possam calcular melhor os custos e financiamentos, disse Herbert Resende, diretor da área de infraestrutura da Indra, companhia espanhola no Brasil. Ele citou como exemplo o prazo de conclusão da primeira parte da infraestrutura, estabelecido para 2016.
Roberto Dias David, representante da ANTT, afirmou que as datas são “para dar uma ideia” e que o órgão vai avaliar a proposta de colocar prazos mais precisos.
Representantes do consócio japonês interessado no trem-bala disseram que o grupo, que inclui empresas como Hitachi, Mitsubishi e Toshiba, deve apresentar sugestões ao edital de uma só vez numa data futura.
A ANTT explicou que as propostas apresentadas na audiência pública serão avaliadas e, se aceitas, modificarão o edital de licitação de operação do trem-bala, previsto para ser publicado em 31 de outubro.
Mais seis audiências serão realizadas até 21 de setembro. Todas nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A sessão desta terça-feira ocorreu em Brasília (DF).

Fonte - Revista Ferroviária 11/09/2012 

O Trajeto dos ônibus em SP

Bus São Paulo - Foto Pregopontocom
(E Salvador... com os mesmos problemas)

Folha de S.Paulo
*José Luiz Portella Pereira
Quando se fala do tempo gasto pelas pessoas para chegarem ao trabalho, a ideia é apontar o trânsito como o grande culpado. Ele tem grande influência, mas não é o único responsável.
O trajeto dos ônibus em São Paulo é quase sempre irracional. (Leia-se em Salvador também) Feito para demorar mais do que seria necessário. São longos e tortuosos percursos, passando muitas vezes por ruas estreitas, aumentando o tempo da viagem. Pior ainda é que não se ligam a trem e metrô, de modo a otimizarem o deslocamento.
Bus Salvador -Foto Pregopontocom
O foco não está no deslocamento das pessoas, mas no melhor percurso para o ônibus.
Ninguém sai de casa para andar de metrô, de trem, de ônibus. O grande objetivo é chegar ao destino no menor tempo possível. Logo, o sistema de transporte deve ser pensado como um todo que se articule da melhor forma para realizar as viagens demandadas.
De onde partem as pessoas e para onde elas querem ir é o que importa. O sistema deve atender diretamente esses desejos. Deve adaptar-se a isso e não o contrário.
Linhas de ônibus que estão próximas de linhas de metrô ou de trem fazem voltas e voltas, percorrem um trajeto maior e acabam deixando as pessoas em estações mais sobrecarregadas do sistema sobre trilhos, como a estação Itaquera, do metrô, onde já existe um terminal bastante carregado.
Além do desconforto, o tempo de viagem aumenta, pois a concentração em determinadas estações aumenta o tempo de embarque. Quer dizer, além do trânsito em si, bastante carregado, acrescenta-se um trajeto mais longo.
A linha 213C (Itaim Paulista - Jd. Califórnia) é um exemplo.
Tratar cada modo de transporte separadamente é a origem dessas incoerências. Metrô, ônibus, carro, táxi, bicicleta fazem parte de um sistema só. Que, por isso, deve ser operado por um gestor apenas: a chamada Autoridade Metropolitana de Transporte.
Uma mudança nos trajetos dos ônibus diminuiria imediatamente o tempo gasto nas viagens. Acrescida de uma nova ligação planejada com o transporte sobre trilhos em estações sem concentração indevida, teria sucesso ainda maior.
O trânsito não irá mudar da noite para o dia. Tampouco os congestionamentos desaparecerão. Só um conjunto ousado de medidas diminuirá o comprimento das filas. Que em São Paulo podem ser reduzidas em 30%, em cerca de três anos.
Mas esse conjunto não necessita ser implantado simultaneamente. A mudança de trajeto dos ônibus pode ser implantada logo. Teria efeito benéfico imediato que quase todos iriam perceber rapidamente.
Algumas soluções estão mais próximas do que se pensa. Aplicá-las, além de melhorar a vida das pessoas, serviria de estímulo para acreditarmos que a cidade tem jeito.
*José Luiz Portella Pereira, 58, é engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo e presidente da Fundação de Assistência ao Estudante. Formulou e implantou o Programa Alfabetização Solidária e implantou o 1º Programa Universidade Solidária.

Fonte - Revista Ferroviária 13/09/2012

São Luís começa a receber VLTs

VLT Bom Sinal
São Luís, capital do estado do Maranhão, conheceu na manhã do dia 5 de setembro as primeiras unidades do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que está sendo implantado pela prefeitura. Os VLTs estão sendo fabricados pela Bom Sinal, com sede na cidade de Barbalha (CE).
O projeto total prevê sete linhas com sete VLTs trabalhando em cada uma. Atualmente a cidade vê as obras da Linha 1 (Centro - São Cristóvão), que terá uma extensão 13 km e irá até as imediações do aeroporto, passando pelas avenidas dos Africanos e Franceses.
O primeiro trecho de 5 km, que vai até o Bairro de Fátima, na avenida dos Africanos, deve ser finalizado até o fim deste ano. Já foram concluídas as obras no trecho entre o Terminal da Praia Grande e o Mercado do Peixe, cerca de 800 metros.
De acordo com o secretário-adjunto municipal de Trânsito e Transportes, José Arthur Cabral Marques, em breve, serão iniciados os testes com o VLT na via. “Faremos os testes estáticos (via permanente) e dinâmicos (veículo)”.
Algumas desapropriações deverão ser feitas no percurso do Mercado do Peixe, além de um posto de gasolina, o secretário afirmou que essas questões já foram resolvidas
Com capacidade máxima para 400 pessoas, os VLTs serão compostos por dois e quatro carros, constituídos de truques motores e duas cabines de comando. A motorização do VLT é à diesel. Ele tem movimentação bidirecional (duas direções). Em cada cabeceira, haverá um motor.
Fonte - Revista ferroviária 12/09/2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Metrô de Salvador / Lauro de Freitas é apresentado em Madri ( Espanha )

clique para baixar o Edital
Foto divulgação Sedur

Ninguém segura mais esse "Trem" 

O governo da Bahia apresentou nessa quinta-feira (6/9), em Madri (Espanha), para mais de 100 executivos de 71 empresas da área de infraestrutura, o projeto do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.
O evento, na sede da Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), faz parte da missão internacional, liderada pelo governador Jaques Wagner, que se estenderá a Singapura e Abu Dhabi (Emirados Árabes), na Ásia, em busca de parcerias para as obras de mobilidade urbana.
A licitação da Parceria Público-Privada (PPP) do Sistema Matroviário despertou o interesse dos empresários espanhóis, que virão à Bahia em novembro de 2012, segundo informou o diretor de Relações Internacionais da CEOE, José Garcia-Morales.
Os espanhóis conheceram o projeto do Sistema Metroviário e o detalhamento dos procedimentos e critérios que serão adotados na licitação da PPP, bem como características da sua implantação e operação, que irão melhorar a mobilidade urbana em Salvador e Região Metropolitana.
Os integrantes da missão internacional também destacaram outras oportunidades de investimentos em todo o estado, com destaque para projetos estaduais e federais de infraestrutura.
Nesta sexta-feira (7), a missão internacional visita o Metrô e o Centro de Emergência de Madri, e participa de reuniões com empresas espanholas de infraestrutura. Os próximos eventos serão realizados em Singapura e Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes.
O retorno do governador para Salvador está previsto para o dia 13.
Fonte -  Tribuna da Bahia   07/09/2012

Porto Alegre lança manifesto de interesse para metrô

Ninguém segura mais esse "trem"

Foto: Divulgação/PMPA
 Correio do Povo  09/09/2012 
A prefeitura de Porto Alegre lançará, nesta segunda-feira, a proposta para finalização do projeto do Metrô de Porto Alegre. O prefeito, José Fortunati apresentará detalhes dos objetivos de implantação em ato no Salão Nobre do Paço Municipal, às 14h. A intenção é que a licitação para desenvolvimento do projeto primeiro trimestre do ano que vem.
A partir do evento desta segunda, o governo municipal espera receber estudos de empresas atuantes no mercado para complementar o projeto técnico do Metrô com as novas tecnologias disponíveis para transporte coletivo. Após a seleção, o projeto final será apresentado em audiência pública prévia à publicação do edital para contratação da obra e da operação do serviço.
O metrô de Porto Alegre tem orçamento inicial previsto em R$ 2,4 bilhões. O projeto prevê investimento de R$ 600 milhões da prefeitura, R$ 300 milhões do governo do Estado e R$ 1 bilhão da União. O montante inclui ainda R$ 265 milhões em isenções de tributos municipais e estaduais e R$ 323 milhões originários de financiamento privado.
O Metrô será integrado ao sistema de ônibus BRT (Bus Rapid Transit), em implantação nas avenidas Bento Gonçalves, Protásio Alves, João Pessoa e Padre Cacique, além da conexão com a rede metropolitana de transporte, principalmente ligando as cidades de Cachoeirinha, Alvorada e Gravataí.
Projeto - A primeira fase, estimada em 14,8 quilômetros e 13 estações, compreende as avenidas Assis Brasil, Brasiliano de Moraes, Benjamin Constant, Cairú, Farrapos, rua Voluntários da Pátria, Largo Glênio Peres e av. Borges de Medeiros. O projeto considera uma tecnologia de transporte segregada do sistema viário, chamada de “Metrô Leve”, apontada como a melhor escolha para atendimento da demanda de Porto Alegre.
A operação atenderá diariamente um público médio de 310 mil passageiros, ampliando a oferta de transporte público e estimulando a redução do transporte individual. Serão 25 composições (trens), formadas cada uma por quatro carros que transportam em média 270 pessoas cada um.

Fonte - Revista Ferroviária 09/09/2012

domingo, 9 de setembro de 2012

Metrô de Salvador

A chegada dos trens
Desembarque dos três primeiros trens do Metrô de Salvador em 7 de Novembro de 2008
Desembarque dos três primeiros trens do Metrô de Salvador em 7 de Novembro de 2008
                                 Fotos: Aristeu Chagas - Agecom

Em 7 de Novembro de 2008, foram desembarcados no porto de Salvador os três primeiros trens do Metrô de Salvador, totalizando 12 vagões.
Em 19 de Janeiro de 2009, foram desembarcados os outros três trens, completando a encomenda de seis trens-unidade elétricos (TUEs), no total de 24 vagões.
De acordo com o modelo "tripartite" estabelecido no início do projeto — divisão de responsabilidades entre os governos federal, estadual e municipal —, os trens foram encomendados pelo governo da Bahia, através da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Bahia - Conder.
Foram fabricados pela empresa Rotem (Coreia) e fornecidos pela Mitsui & Co Ltda. A capacidade de cada trem-unidade elétrico (TUE) de quatro vagões é de 1.250 passageiros, com ar condicionado e isolamento acústico.
Como não estava concluído o pátio auxiliar de manutenção do metrô — assentamento dos trilhos e instalação do sistema de energia, itens de responsabilidade da prefeitura —, os trens foram lervados para o Porto Seco Pirajá [Estação Aduaneira do Interior (Eadi/Salvador), localizada no CIA-Sul], onde permaneceriam armazenados, às custas do governo estadual, até ser possível a entrega para a realização dos testes.
                                       Fotos: Aristeu Chagas - Agecom
Vagão do Metrô de Salvador, parcialmente exposto para fotografia

Trens do Metrô de Salvador, ainda protegidos por plásticos, aguardando transferência e armazenagem

Veja mais Fotos Clik Aqui -
 Pregopontocom mais
Fonte - CENTRO OESTE Brasil

sábado, 8 de setembro de 2012

Transporte público é desafio para novos gestores em Sergipe

PRONTO....AGORA CHEGOU A VÊS DE "SERGIPE" TAMBÉM
NINGUÉM SEGURA MAIS ESSE "TREM"

A frota reduzida e o descumprimento de horário são problemas que afetam a maioria da população que depende de ônibus para se deslocar de casa para o trabalho.

A dura rotina vivida por quem precisa do transporte coletivo, nos terminais de integração é acompanhada de   uma espera constante. “Não tem mais condições de você esperar 40, 50 minutos”, diz a atendente Armanda Leonor dos Santos.
A maioria dos ônibus chega lotada e muita gente não consegue embarcar. “Todo o dia é essa história. Tem que esperar outro ônibus que vem cheio de novo”, diz a dona de casa Maria Angélica de Oliveira.
Quem fica nos pontos de ônibus também sofre com o tempo a espera do transporte. O que ocorre é que os veículos passam superlotados e muitas vezes os motoristas preferem não parar. “Quando eles observam que vem um e outro ônibus atrás, em horários, superlotados eles não param”, diz a cabelereira Vânia Oliveira da Silva.
Dos 75 municípios sergipanos, a capital dispõe da maior frota: são 90 linhas de ônibus. 520 veículos operam em Aracaju. Ano passado, foram adquiridos 32 novos veículos, e a estimativa até o fim do ano sejam adquiridos mais 70. Um investimento de R$ 17,5 milhões.
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município (Setransp) paga por ano à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Aracaju (SMTT), R$ 12 milhões, dinheiro para o gerenciamento do transporte e transito.
A constituição federal prevê que os serviços públicos essenciais de interesse local são de responsabilidade dos municípios. É o caso do transporte coletivo. O município deve providenciar o deslocamento das pessoas, oferecer um serviço de qualidade. E é direito do cidadão ser atendido por um sistema de transporte eficiente.
Num município da região agreste do estado, a comunidade é atendida através do serviço de mototaxi. A atividade foi regulamentada no ano passado através de uma lei municipal. “ Melhorou muito porque tinha muito clandestino de fora e agora está tudo regularizado. Tudo certinho”, diz o mototaxista José Cláudio Mendonça.
Já a aposentada Elizabeh Souza reclama da falta de transporte público. “Quem não utiliza as motos tem que andar a pé”, como ela que vai de um bairro a outro caminhando.
O problema no transporte se arrasta há anos, não só em Sergipe, mas também em outros estados. Na análise da arquiteta urbanista, Clarisse de Almeida, o modelo econômico do país não combina com o modelo das cidades. “Nós fomos colonizados com os modelos de cidade, onde as caixas de ruas são pequenas e as quadras pequenas. E isso não combina com o crescimento atual que nós temos e com o modelo econômico que nós temos, que é o modelo americano que usa o carro”.
Segundo ela, é preciso mudar o sistema de transporte para minimizar os transtornos. A criação de corredores de ônibus e a implantação de veículos leves sobre trilhos ajudariam a minimizar os problemas. “ O VLT é reconhecidamente a melhor solução. Mais rápida, mais leve, mas ambiental. Menos estressante, mais silencioso. Ele tem sido utilizado nas grandes capitais”.
G1 – 07/09/2012
Fonte -  São Paulo Trem Jeito 07/09/2012

VLT começa a chegar a São Luís (MA)

NINGUÉM SEGURA MAIS ESSE "TREM"

As primeiras unidades do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que está sendo implantado pela Prefeitura de São Luís, chegaram ontem (5), à capital maranhense. As carretas, que saíram há cinco dias da Empresa Bom Sinal, fabricante do VLT, com sede na cidade de Barbalha (CE), percorreram a cidade até o Terminal de Integração da Praia Grande, onde está sendo construído o primeiro trecho da obra.
Segundo o secretário-adjunto municipal de Trânsito e Transportes, José Arthur Cabral Marques, a primeira etapa da obra do VLT consiste no trecho de execução da Linha I (Centro - São Cristóvão), que irá até as imediações do aeroporto, passando pelas avenidas dos Africanos e Franceses, numa extensão de 13 km. O primeiro trecho de 5km, que vai até o Bairro de Fátima, na avenida dos Africanos, deve ser finalizado até o fim do ano. A segunda etapa (linha 2) será do Anjo da Guarda ao Centro.
À medida que os caminhões que transportavam os carros do VLT passavam pelas avenidas da cidade, a população reagia de forma positiva. As manifestações de alegria e entusiasmo ocorriam das mais diversificadas formas, desde acenos a palavras de apoio. O condutor Ademir Cordeiro, de 56 anos, morador do bairro da Liberdade e que transitava pela Avenida dos Africanos no momento em que passavam os vagões, disse que esta é mais uma prova de que o Veículo Leve sobre Trilhos já existe em São Luís.
“Nós estamos vendo de perto, não é alguém que está falando, é uma prova de que o VLT já é uma realidade e vai trazer melhorias importantes para a trafegabilidade da nossa cidade”, reconheceu Ademir Cordeiro que, assim como outros vários curiosos, tiravam fotos dos vagões.
Depois de chegar à Estiva e percorrer as avenidas dos Africanos e dos Franceses, finalizando o trajeto no terminal da Praia Grande, deu-se início ao descarregamento e acoplamento dos dois carros do VLT. Cada carro tem 18 metros de extensão, que formam o veículo de 36 metros, com capacidade para 350 pessoas. A Linha I do VLT (Centro - São Cristóvão) terá ao todo seis VLTs, totalizando 12 carros.
No local em que estavam sendo descarregados os carros do VLT, o jovem Waldecy Soares, de 18 anos, se entusiasmou com as ações de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos. Vindo da escola, o estudante aproveitou para acompanhar de perto a chegada dos carros.
“A cidade estava precisando de uma obra como essa. Hoje as grandes cidades sofrem, inevitavelmente, problemas no trânsito e o VLT é uma alternativa de mobilidade urbana que já existe em outros lugares e agora chega a São Luís. Quando pronto, facilitará a vida da gente no deslocamento as escolas, faculdades e locais de trabalhos”, destacou Waldecy.
Após tomar conhecimento de como funcionará o VLT, Waldecy Soares disse que se trata de um projeto simples que trará melhorias significativas para quem depende de transporte público em São Luís. “Era disso que São Luís estava precisando na área do trânsito e transporte. Da região do São Cristóvão até aqui, milhares de pessoas serão contemplas com o VLT”.
Meio ambiente – De acordo com o secretário-adjunto municipal de Trânsito e Transportes, José Arthur Cabral Marques, a etapa inicial do VLT consistiu no primeiro trecho de execução da Linha I do VLT (Centro - São Cristóvão), que irá até as imediações do aeroporto, passando pelas avenidas dos Franceses e Africanos, numa extensão de 13 Km. Artur Cabral explicou que as obras iniciais começaram com os serviços de infraestrutura para a preparação da base da via (escavações, drenagem e colocação de caneletas, entre outros serviços) e os trabalhos de implantação da superestrutura, com a instalação dos dormentes e dos trilhos do VLT (parte civil) e do material rodante (equipamentos).
O secretário informou que já foram concluídas as obras no trecho entre o Terminal da Praia Grande e o Mercado do Peixe; e que, até dezembro deste ano, será finalizado trecho que vai da Praia Grande ao Bairro de Fátima - de 5 km. A primeira etapa de 800 metros, finalizada, foi feita do ponto que segue do fundo do Terminal de Integração da Praia Grande até o Mercado do Peixe. A partir da próxima semana inicia-se a construção do pontilhão no Portinho (ponte metálica) como também já será iniciada a construção do outro trecho (barragem do Bacanga).
Artur Cabral disse que agora, depois de instalados os carros nos trilhos, já iniciam-se os testes com o VLT na via. “Faremos os testes estáticos (via permanente) e dinâmicos (veículo)”.
Quanto às desapropriações que terão que ser feitas no percurso do Mercado do Peixe e de um posto de gasolina, o secretário frisou que tais situações já foram resolvidas.
Jornal Pequeno – 06/09/2012
Fonte -  São Paulo Trem Jeito 07/09/2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

NINGUÉM SEGURA MAIS ESSE "TREM"...

NÃO TEM MAIS JEITO, APÓS 60 ANOS DE ATRASO E ABANDONO, AGORA É... BRASIL NOS TRILHOS
VLT da Bom Sinal em Fortaleza 

Governo anuncia programa de R$ 133 bi para ampliar rodovias e ferrovias

Dilma Rousseff, durante anúncio de novas medidas econômicas e investimentos e em infraestrutura Redação, 




Sessão de Apresentação do Projeto de Concessão Patrocinada (PPP) do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas


clique para baixar o Edital
A BM&FBOVESPA e o Governo da Bahia convidam para Sessão de Apresentação do Projeto de Concessão Patrocinada (PPP) do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, para discutir e receber sugestões do projeto.

A VEZ DOS TRILHOS


Mais de R$ 80 bilhões vão ser investidos nesta década em projetos de metrôs e trens regionais.






A luta do CFVV para pôr o trem nos trilhos


Deve ser pelo fato do Rio de Janeiro ter sido o berço da primeira ferrovia do Brasil - a E. F. Mauá – que o Estado parece possuir um grande número de entidades não governamentais exclusivamente dedicadas ou simpáticas às causas da preservação ferroviária e da volta dos trens,S.M.J. Vamos listar somente as que compõem o GFPF-Grupo Fluminense de Preservação Ferroviária, do qual sou o coordenador:




V BRASIL NOS TRILHOS 2012

Faltam 13 dias para o V Brasil nos Trilhos 2012 - maior evento ferroviário do País, que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro de 2012, em Brasília. As inscrições para as palestras estão abertas e são gratuitas. Faça já sua inscrição e garanta sua vaga!!
Dia 4 de Setembro
Manhã - Oficinas de Trabalho


150 Mil Usuários em dois Meses de Operação do Metrofor 


Metr



Em 15 de junho deste ano, o primeiro trecho da linha Sul do Metrô de Fortaleza foi entregue à população, contando com 12 estações que ligam os municípios de Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. Desde então, teve início a fase de teste do projeto, chamada de operação assistida, na qual os usuários tem acesso gratuito ao novo equipamento de segunda a sexta-feira, no horário de 08 horas as 12 horas.


Governo do Distrito Federal pretende manter VLT - O Governo do Distrito Federal irá abrir concorrência para a implantação do veículo leve sobre trilho (VLT), uma das principais apostas para a modernização do sistema de transporte público do Distrito Federal. Esse meio assemelha-se aos antigos bondes e corta a cidade movido a energia elétrica, funcionando como metrô de superfície. Além da comodidade, esse modal proporciona um deslocamento mais ágil e veloz em áreas urbanas antes marcadas por grandes engarrafamentos.



Foz do Iguaçu (PR) apresenta projeto de VLT 
 A prefeitura de Foz do Iguaçu (PR) vai propor ao Governo Federal a instalação de um ramal de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). O projeto será apresentado até final de agosto para fazer parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, lançado no dia 19 de julho. O programa federal investirá R$ 7 bilhões, através de financiamento público, para beneficiar municípios com mais de 250 mil e menos de 700 mil habitantes. A divulgação dos projetos contemplados está prevista para o dia 14 de dezembro.




Metrôs e trens devem transportar 2,5 bilhões de pessoas em 2012
Todos os dias, 8,5 milhões de brasileiros utilizam os meios de transporte sobre trilhos. No ano passado, eram 7,7 milhões. Segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (30) pela Associação Nacional dos Transportadores sobre Trilhos (ANTPTrilhos), o sistema deve transportar 2,5 bilhões de pessoas em 2012, alta de 10% em relação a 2011.



VLT de Cuiabá começa a funcionar em 2014


Março de 2014. Esta é data prometida pelo governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, para começar a testar os veículos leves sobre trilhos (VLT), que irão compor o novo sistema modal entre Cuiabá e Várzea Grande. 


  Artigo: O futuro nos trilhos

*Mauro Lourenço Dias  
 12/07/2012
Como mostram países continentais, o caminhão não é modal viável para longas distâncias. As rodovias nem sempre são bem pavimentadas, os custos com combustível e motorista são altos, os perigos nas estradas são cada vez maiores e as possibilidades de quebra de peças e até mesmo de acidentes só crescem à medida que aumenta a distância que a carga tem de percorrer.


Natal também poderá contar com o seu VLT até a Copa



Uma luz no fim dos trilhos
Uma luz se acendeu no fim dos trilhos para a implantação do sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), espécie de metrô de superfície que será criado em Natal até a Copa 2014. Na terça-feira, o Diário de Natal publicou declarações da governadora Rosalba Ciarlini informando que o projeto está sob a análise da Caixa Econômica Federal.


METRO DO CARIRI COMPLETA DOIS ANOS DE OPERAÇÃO

O Metrô do Cariri completou no último dia 1º dois anos de operação com um transporte mensal de mais de 30 mil usuários. De acordo com um projeto da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), esse número deve crescer ainda mais com a integração entre o Metrô do Cariri e algumas linhas de ônibus intermunicipais. De acordo com o gerente de Controle e Tráfego do Metrofor, Antonio Chalita de Figueiredo, “a integração vai permitir que o usuário do Metrô utilize apenas um bilhete para pegar as linhas integradas de ônibus para continuar seu percurso”, explicou.



Passageiros trocam carro por trem, no Rio Grande do Sul


O fim do período de operação em horário reduzido nas novas estações da Trensurb em São Leopoldo e   Novo Hamburgo teve impacto direto no bolso dos usuários. No primeiro dia de venda de bilhetes, moradores de   Novo Hamburgo que trabalham em outras cidades da Região Metropolitana trocaram o carro e o ônibus pelo novo meio de transporte.      

Metrô de SP deve transportar mais de 1 bilhão de passageiros até fim do ano
Somando as cinco linhas, são mais de 4 milhões de passageiros diários no metrô de São Paulo. Número de passageiros em algumas linhas aumentou mais de 30% em apenas um ano. 


SÃO LUÍS APRESENTA PROJETO DO VLT

A Prefeitura de São Luís apresentou, na manhã desta quinta-feira (14), na Câmara Municipal, o projeto de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na capital maranhense. O secretário-adjunto municipal de Trânsito e Transportes, José Arthur Cabral Marques, explanou os detalhes técnicos do projeto e da execução da obra do VLT.


Chegada do VLT anima comunidade
UTINGA (Maceió – AL). Após dois anos, moradores voltam a andar sobre os trilhos
Trem sustentável muda rotina de moradores no sertão do Ceará
VLT pode levar 3 mil pessoas por dia aproveitando linha férrea já instalada. Composições do Metrô do Cariri foram montadas no estado.




VLT do Rio deverá ser licitado em outubro - Com as obras do túnel ferroviário sob o Morro da Providência entrando na reta final, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp) começa a escolher, em outubro, o consórcio que fará a implantação e a operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Zona Portuária.




Governo pode assumir construção do TAV, diz Figueiredo

O governo federal pode assumir sozinho a construção do primeiro trem-bala do país, caso não haja empresas interessadas no leilão, segundo Bernardo Figueiredo, escolhido para presidir a Etav, estatal criada para acompanhar as obras e que será sócia no projeto. O leilão está previsto para ocorrer no primeiro semestre de 2013.
Postagem Comemorativa do 7 de setembro 
Do Blog Pregopontocom

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A luta do CFVV para pôr o trem nos trilhos


Antônio Pastori


Deve ser pelo fato do Rio de Janeiro ter sido o berço da primeira ferrovia do Brasil - a E. F. Mauá – que o Estado parece possuir um grande número de entidades não governamentais exclusivamente dedicadas ou simpáticas às causas da preservação ferroviária e da volta dos trens,S.M.J. Vamos listar somente as que compõem o GFPF-Grupo Fluminense de Preservação Ferroviária, do qual sou o coordenador:

1. ABOTTC-Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais
2. AEEFL-Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina
3. AENFER-Associação dos Engenheiros Ferroviários
4. AFERJ-Associação de Ferro-modelismo do Estado do Rio de Janeiro
5. AFPF-Associação Fluminense de Preservação Ferroviária
6. AMUTREM/RJ-Associação dos Amigos do Museu do Trem do Rio de Janeiro
7. FAEF-Federação das Associações de Engenheiros Ferroviários
8. MPF-Movimento de Preservação Ferroviária
9. SESEF-Serviço Social das Estradas de Ferro
10. Ponto de Cultura Barão de Mauá
11. Instituto Uniarte
12. Instituto Rio Carioca.
13. Jornal O” Bate-papo”.

O GFPF tem por objetivo estratégico concentrar esforços para dar mais visibilidade e forca às ações isoladas, denunciar agressões ao patrimônio ferroviário, ajudar na implantação de trens, ajudar a promover Seminários, encontros, etc.
Além da preservação, todas as entidades acima defendem a tese de que a melhoria na mobilidade urbana somente será possível com a utilização de uma eficiente e moderna rede de transportes públicos formada por veículos sobre trilhos, quais sejam: trens, metrôs, monotrilhos e VLTs.
As vantagens desse modal são enormes: além de serem rápidos, seguros, confortáveis e bem menos poluentes, tem a capacidade de transportar muito mais passageiros por hora, contribuindo para reduzir a poluição atmosférica e o desperdício de combustíveis fósseis nos contumazes engarrafamentos. Só não vê quem não quer: ou porque é dono de montadora de veículos automotores, fabricante de peças, dono de revendedora, oficina de reparos ou empresa de ônibus; ou então porque é míope!


Por esse motivo, hipotecamos todo nosso apoio e simpatia ao bem sucedido esforço que o companheiro ferroviarísta Cesar Mori vem desempenhando há anos à frente do CFVV, sobretudo depois que convenceu a FCA-Ferrovia Cetro Atlântica para formar um trem comemorativo para chamar atenção da sociedade, políticos, autoridades, entidades, mídia e o povo em geral, que o sonho de um trem – mais precisamente um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre Lavras e Varginha -, não é um sonho assim tão distante ou impossível. O feito que foi realizado algumas semanas atrás ficará para sempre na história da Região e nos corações e mentes dos que puderam desfrutar desse maravilhoso passeio, sobretudo os mais humildes, muitos dos quais, antigos passageiros dos trens que corriam na Região em um passado distante.
Em 2002, o BNDES - onde trabalhei por 25 anos, inclusive na área de Transportes & Logística - juntamente com a COPPE/UFRJ, realizou um estudo denominado “A Volta dos Trens Regionais”, no qual foram minuciosamente estudados 64 trechos para serem reutilizados por Trens Turísticos e/ou Regionais, em linhas onde o tráfego de cargueiros era (e ainda é) bastante escasso ou inexistente. O eixo Cruzeiro-Lavras -Varginha foi considerado como sendo um dos mais promissores em todos os aspectos: operacional, comercial, turístico e também como importante vetor para o desenvolvimento e integração social da Região. E é justamente isso que Mori vem defendendo, muito provavelmente sem saber disso, quando concebeu o Circuito Ferroviário Vale Verde há uns cinco ou seis anos atrás. Sabemos que a luta para pôr um trem de volta aos trilhos é dura, demorada e até perigosa, pois costuma contrariar interesses outros, que não cabem aqui mencionar, mas que o inteligente leitor pode desconfiar quais sejam...
Por isso é muito difícil pôr o trem nos trilhos; mas, mais difícil ainda é pôr alguns adversários na linha (a não ser que estejam amarrados aos trilhos, mas não recomendamos essa prática).
- Siga em frente, Oh! grande chefe do trem, pois estamos com vc nessa luta!
Pedras, barrancos, trilhos soltos, sabotagens, calúnias, desídias e mentiras, podem descarrilar o trem, mas jamais vão descarrilar a sua forte determinação em querer o melhor para Lavras, e Região.
Com as nossas saudações ferroviarístas, desejamos-lhe boa sorte nessa dura empreitada. Conte conosco!
Antônio Pastori é também Presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária.

Postado por CFVV 
Fonte - CFVV  05/09/2012
Pregopontocom e Transportes Sobre Trilhos apoiam essa ideia

domingo, 2 de setembro de 2012

ATENÇÃO SRS. CANDIDATOS,ESTÁ NA HORA DE MUDAR O DISCURSO.....CHEGA DE BRT

Alguém precisa contar para certos"especialistas"(principalmente os,em fazer lobby) e aos Srs.CANDIDATOS que pretendem ocupar o trono de alcaide no "Palácio Thomé de Souza" em nossa cidade do Salvador,que o BRT, que eles entusiasticamente propagam, é um sistema que usa nada mais nada menos do que uma versão de um ônibus espichado,isso mesmo um ônibus espichado.Não me custa nada informar  a todos  alguns detalhes técnicos sobre o BRT,e o faço com o maior prazer, pelo fato do nome "BRT" andar como um "doce" na boca de todos eles e também de lambuja informações sobre outros modais,o que provavelmente muitos deles ainda desconhecem.
BRT  (que fique bem claro,BRT é um sistema  não é um ônibus) é um sistema  cuja a capacidade máxima de transporte é de 18.980 pasgs/h (23.000 psgs/h pico) por sentido quando operado em 2 (duas) calhas exclusivas de 7 mts.de largura cada,com faixa de ultrapassagem composto por 3 (três) linhas - Uma paradora,uma semi expressa,e uma expressa.(um ônibus articulado transporta até 150 pasgs./um bi articulado,cujo o uso é questionável por razões de segurança transporta até 250 pasgs.)
ÔNIBUS NÃO TIRAM AUTOMÓVEIS DAS RUAS.Ao contrário do que apregoam os seus "admiradores" o BRT na grande maioria dos países "civilizados" do mundo que usavam ou ainda usam esses trambolhos (sistemas de BRT, BRT é o sistema não é o ônibus) já substituíram ou o estão substituindo por VLTs,por todas as vantagens que nos já sabemos e conhecemos de có e salteado.(São Atrativos,Confortáveis,Eficientes,Seguros,Pontuais,Movidos a energia limpa,e transportam até 750 pasgs.) O VLT urbano,também conhecido como Tramway e Bonde  Moderno  (que trafega normalmente no transito e seguindo as suas regras sem usar vias segregadas) transporta 30.000 pasgs/h por sentido. (VLTs não usam estações). O VLT quando utilizados em vias segregadas (considerado metrô leve) transporta entre 40.000 e 45.000 pasgs./h por sentido,sendo um sistema ideal sobre trilhos na superfície para o transporte de media capacidade podendo cobrir uma boa malha espalhada nos centros urbanos,inclusive sem depender de uma rede elétrica aérea continua em virtude de vários avanços tecnológicos com o uso de avançados e modernos sistemas de acumuladores. O  Monotrilho um veículo sobre pneus que trafega em elevados em trilho de concreto e transporta até 40.000 pasgs/h por sentido,tem limitações operacionais e utiliza estações suspensas nos próprios elevados que dependem de escadas rolantes e elevadores para que sejam acessadas.Não é muito bem visto por Urbanistas por causar transtornos visuais a paisagem urbana das cidades(Os elevados interferem na paisagem urbana ).O fato desse veículo não trafegar no solo (ao contrário do VLT),ele não concorre com os ônibus e por isso não sofre pressões do Loby dos pneus. O Metrô, sistema cujos trens podem trafegar em túneis subterrâneos,na superfície e também em elevados transportam de 40.000 pasgs/h sentido até 80.000 pasgs/h sentido,suas composições transportam em media 1.200 pasgs.podem operar com um radway (intervalo entre os trens) de até 80 segundos com o uso de modernos sistemas de controle como CBTC ( sistema atualmente sendo implantado no metrô de SP substituindo o atual ATC).O sistema de alimentação elétrica até então usando DC (Corrente continua) pode ser aérea ou no solo (catenárias paralelas aos trilhos).Atualmente o sistema de alimentação elétrica de novos modelos de trens e ferrovias já incorporam uma nova tecnologia com o uso de AC (corrente alternada) por proporcionar uma maior aderência aos trilhos melhorando o desempenho nas acelerações e frenagens e com isso um melhor desempenho e segurança na operação dos mesmos.Os trens de Metrô podem atingir a velocidade superior a 100km/h.Atualmente o maior metrô do mundo em extensão é o de Xangai com 420 km de trilhos,transporta 2.18 milhões de pasgs/dia,teve o inicio da sua operação em 1995 a sua construção foi totalmente concluída em apenas 15 anos.O segundo é o metrô de Londres inaugurado em 1863,com o trem puxado por uma locomotiva a vapor ( Maria Fumaça) dentro dos túneis,tem atualmente 408 km de trilhos e transporta 2.95 milhões de pasgs/dia .O Metrô de SP tem 74,3 km de trilhos,transporta cerca de 4 milhões de passgs/dia com 5 linhas, a linha  4 ( amarela - mais nova ainda não concluída totalmente ) operada através de concessão é um dos sistema mais modernos do mundo cuja as composições operam sem maquinistas com o controle direto e total do CCO.
É preciso que os Srs. candidatos (todos eles) se libertem disso que mais parece um encosto chamado BRT, parece até um disco  arranhado,todos eles na mesma cantoria, ônibus Srs. não é transporte de massa em nenhum lugar do mundo (E pelo amor de Deus esqueçam Bogotá),porém eles tem o seu lugar garantido e assegurado como sistema de transporte complementar e alimentador,e para usar uma palavrinha  muito ao gosto dos "especialistas",servem para a "capilaridade",para quem não sabe o que significa, chega em locais que não são atendidos pelo Metrô,mais no caso os VLTs já são mais flexíveis.Sistemas de BRT são poluentes (poluição por gases tóxicos e poeira gerada por desgastes de pneus e do piso rolante) os veículos utilizados na operação tem vida curta,( ônibus 7,5 anos contra 30 ou mais dos VLTs e dos Trens de Metrôs, a propósito os trens Toshiba amarelinhos da CTS de Salvador já são SESSENTÕES), comprometem a paisagem urbana das cidades,degradam as vias por serem muito pesados,os seus corredores segregam ( dividem) partes da cidade além da baixa capacidade de transporte de pasgs. em relação aos veículos sobre trilhos.Sem se esquecerem do nosso velho e glorioso abandonado TREM DO SUBÚRBIO,chamo atenção também dos Srs. candidatos que se leve em consideração a topografia da nossa cidade que favorece em muito o uso dos sistemas de transportes verticais ( Elevadores,Planos inclinados,funiculaires) e os teleféricos, que poderão se implantados para encurtar distâncias e aliviar o fluxo de pasgs. dos sistemas de transportes por via terrestre,ENTÃO VAMOS ENCAMPAR ESSA IDEIA?????....Ciclovias inteligentes projetadas principalmente para quem irá utilisa-las para deslocamentos para o trabalho,diferente das ciclovias para o lazer,bicicletários nas estações do Trem e de Metrô,estações para aluguel de bicicletas (Veló Grand Lyon.) e calçadas largas para os pedestres,com acessibilidade, bem pavimentadas e sem obstáculos que possam causar transtornos as pessoas com dificuldade de locomoção.Ou mudam a compreensão e o entendimento sobre o tema da Mobilidade Urbana,o discurso,as atitudes,e as ideias,ou tudo continuará como d'antes no nosso "maravilhoso" quartel de Abrantes.


BRT - Bogotá
Foto: É o barato que sai caro. 

‘Solução é temporária’

Mal “nasceu” e o primeiro corredor exclusivo de ônibus no Rio - o BRT Transoeste - já transporta os passageiros apertados e sem conforto. Para o engenheiro Luiz Antônio Cosenza, membro da divisão técnica de transportes do Clube de Engenharia, o BRT é uma solução temporária para o transporte público da zona oeste. 
“Essa é uma solução imediata, mais barata, para poder inaugurar até a
Copa do Mundo, mas depois disso precisa ser revista. Em alguns anos não
conseguirá atender à demanda futura. Trocar os ônibus articulados por
biarticulados pode ajudar”, afirmou. Segundo Cosenza, o BRT só será viável enquanto a demanda não ultrapassar 15 mil passageiros por hora no mesmo sentido: “De 15 a 25 mil, teria que ser o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) e, acima disso, só o metrô resolve”. 

Durante os horários de pico o sistema está transportando 10 mil pessoas.
Na sexta-feira foi registrado um total de 26.841 passageiros e, no sábado, de
15.718 usuários.
Transoeste Rio

Bogotá
VLT -Lyon











Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio, e eu levantarei o Mundo....Arquimedes

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

"Deus não morreu. Ele tornou-se Dinheiro". Entrevista com Giorgio Agamben

"O capitalismo é uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro", afirma - Giorgio Agamben, - em entrevista concedida a Peppe Salvà e publicada por - Ragusa News, - 16-08-2012.

Giorgio Agamben *é um dos maiores filósofos vivos. Amigo de Pasolini e de Heidegger, Giorgio Agamben foi definido pelo Times e por Le Monde como uma das dez mais importantes cabeças pensantes do mundo. Pelo segundo ano consecutivo ele transcorreu um longo período de férias em Scicli, na Sicília, Itália, onde concedeu a entrevista.
Segundo ele, "a nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governamentalidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas". Assim, "a tarefa que nos espera consiste em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”, afirma Agamben.
A tradução é de Selvino J. Assmann, professor de Filosofia do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC.

Eis a entrevista.
O governo Monti invoca a crise e o estado de necessidade, e parece ser a única saída tanto da catástrofe financeira quanto das formas indecentes que o poder havia assumido na Itáli. A convocação de Monti era a única saída, ou poderia, pelo contrário, servir de pretexto para impor uma séria limitação às liberdades democráticas?


“Crise” e “economia” atualmente não são usadas como conceitos, mas como palavras de ordem, que servem para impor e para fazer com que se aceitem medidas e restrições que as pessoas não têm motivo algum para aceitar. ”Crise” hoje em dia significa simplesmente “você deve obedecer!”. Creio que seja evidente para todos que a chamada “crise” já dura decênios e nada mais é senão o modo normal como funciona o capitalismo em nosso tempo. E se trata de um funcionamento que nada tem de racional.
Para entendermos o que está acontecendo, é preciso tomar ao pé da letra a idéia de Walter Benjamin, segundo o qual o capitalismo é, realmente, uma religião, e a mais feroz, implacável e irracional religião que jamais existiu, porque não conhece nem redenção nem trégua. Ela celebra um culto ininterrupto cuja liturgia é o trabalho e cujo objeto é o dinheiro. Deus não morreu, ele se tornou Dinheiro. O Banco – com os seus cinzentos funcionários e especialistas - assumiu o lugar da Igreja e dos seus padres e, governando o crédito (até mesmo o crédito dos Estados, que docilmente abdicaram de sua soberania ), manipula e gere a fé – a escassa, incerta confiança – que o nosso tempo ainda traz consigo. Além disso, o fato de o capitalismo ser hoje uma religião, nada o mostra melhor do que o titulo de um grande jornal nacional (italiano) de alguns dias atrás: “salvar o euro a qualquer preço”. Isso mesmo, “salvar” é um termo religioso, mas o que significa “a qualquer preço”? Até ao preço de “sacrificar” vidas humanas? Só numa perspectiva religiosa (ou melhor, pseudo-religiosa) podem ser feitas afirmações tão evidentemente absurdas e desumanas.

A crise econômica que ameaça levar consigo parte dos Estados europeus pode ser vista como condição de crise de toda a modernidade?
A crise atravessada pela Europa não é apenas um problema econômico, como se gostaria que fosse vista, mas é antes de mais nada uma crise da relação com o passado. O conhecimento do passado é o único caminho de acesso ao presente. É procurando compreender o presente que os seres humanos – pelo menos nós, europeus – são obrigados a interrogar o passado. Eu disse “nós, europeus”, pois me parece que, se admitirmos que a palavra “Europa” tenha um sentido, ele, como hoje aparece como evidente, não pode ser nem político, nem religioso e menos ainda econômico, mas talvez consista nisso, no fato de que o homem europeu – à diferença, por exemplo, dos asiáticos e dos americanos, para quem a história e o passado tem um significado completamente diferente – pode ter acesso à sua verdade unicamente através de um confronto com o passado, unicamente fazendo as contas com a sua história.
O passado não é, pois, apenas um patrimônio de bens e de tradições, de memórias e de saberes, mas também e sobretudo um componente antropológico essencial do homem europeu, que só pode ter acesso ao presente olhando, de cada vez, para o que ele foi. Daí nasce a relação especial que os países europeus (a Itália, ou melhor, a Sicília, sob este ponto de vista é exemplar) têm com relação às suas cidades, às suas obras de arte, à sua paisagem: não se trata de conservar bens mais ou menos preciosos, entretanto exteriores e disponíveis; trata-se, isso sim, da própria realidade da Europa, da sua indisponível sobrevivência. Neste sentido, ao destruírem, com o cimento, com as autopistas e a Alta Velocidade, a paisagem italiana, os especuladores não nos privam apenas de um bem, mas destroem a nossa própria identidade. A própria expressão “bens culturais” é enganadora, pois sugere que se trata de bens entre outros bens, que podem ser desfrutados economicamente e talvez vendidos, como se fosse possível liquidar e por à venda a própria identidade.
Há muitos anos, um filósofo que também era um alto funcionário da Europa nascente, Alexandre Kojève, afirmava que o homo sapiens havia chegado ao fim de sua história e já não tinha nada diante de si a não ser duas possibilidades: o acesso a uma animalidade pós-histórica (encarnado pela american way of life) ou o esnobismo (encarnado pelos japoneses, que continuavam a celebrar as suas cerimônias do chá, esvaziadas, porém, de qualquer significado histórico). Entre uma América do Norte integralmente re-animalizada e um Japão que só se mantém humano ao preço de renunciar a todo conteúdo histórico, a Europa poderia oferecer a alternativa de uma cultura que continua sendo humana e vital, mesmo depois do fim da história, porque é capaz de confrontar-se com a sua própria história na sua totalidade e capaz de alcançar, a partir deste confronto, uma nova vida.

A sua obra mais conhecida, Homo Sacer, pergunta pela relação entre poder político e vida nua, e evidencia as dificuldades presentes nos dois termos. Qual é o ponto de mediação possível entre os dois pólos?
Minhas investigações mostraram que o poder soberano se fundamenta, desde a sua origem, na separação entre vida nua (a vida biológica, que, na Grécia, encontrava seu lugar na casa) e vida politicamente qualificada (que tinha seu lugar na cidade). A vida nua foi excluída da política e, ao mesmo tempo, foi incluída e capturada através da sua exclusão. Neste sentido, a vida nua é o fundamento negativo do poder. Tal separação atinge sua forma extrema na biopolítica moderna, na qual o cuidado e a decisão sobre a vida nua se tornam aquilo que está em jogo na política. O que aconteceu nos estados totalitários do século XX reside no fato de que é o poder (também na forma da ciência) que decide, em última análise, sobre o que é uma vida humana e sobre o que ela não é. Contra isso, se trata de pensar numa política das formas de vida, a saber, de uma vida que nunca seja separável da sua forma, que jamais seja vida nua.

O mal-estar, para usar um eufemismo, com que o ser humano comum se põe frente ao mundo da política tem a ver especificamente com a condição italiana ou é de algum modo inevitável?
Acredito que atualmente estamos frente a um fenômeno novo que vai além do desencanto e da desconfiança recíproca entre os cidadãos e o poder e tem a ver com o planeta inteiro. O que está acontecendo é uma transformação radical das categorias com que estávamos acostumados a pensar a política. A nova ordem do poder mundial funda-se sobre um modelo de governamentalidade que se define como democrática, mas que nada tem a ver com o que este termo significava em Atenas. E que este modelo seja, do ponto de vista do poder, mais econômico e funcional é provado pelo fato de que foi adotado também por aqueles regimes que até poucos anos atrás eram ditaduras. É mais simples manipular a opinião das pessoas através da mídia e da televisão do que dever impor em cada oportunidade as próprias decisões com a violência. As formas da política por nós conhecidas – o Estado nacional, a soberania, a participação democrática, os partidos políticos, o direito internacional – já chegaram ao fim da sua história. Elas continuam vivas como formas vazias, mas a política tem hoje a forma de uma “economia”, a saber, de um governo das coisas e dos seres humanos. A tarefa que nos espera consiste, portanto, em pensar integralmente, de cabo a cabo, aquilo que até agora havíamos definido com a expressão, de resto pouco clara em si mesma, “vida política”.

O estado de exceção, que o senhor vinculou ao conceito de soberania, hoje em dia parece assumir o caráter de normalidade, mas os cidadãos ficam perdidos perante a incerteza na qual vivem cotidianamente. É possível atenuar esta sensação?
Vivemos há decênios num estado de exceção que se tornou regra, exatamente assim como acontece na economia em que a crise se tornou a condição normal. O estado de exceção – que deveria sempre ser limitado no tempo – é, pelo contrário, o modelo normal de governo, e isso precisamente nos estados que se dizem democráticos. Poucos sabem que as normas introduzidas, em matéria de segurança, depois do 11 de setembro (na Itália já se havia começado a partir dos anos de chumbo) são piores do que aquelas que vigoravam sob o fascismo. E os crimes contra a humanidade cometidos durante o nazismo foram possibilitados exatamente pelo fato de Hitler,logo depois que assumiu o poder, ter proclamado um estado de exceção que nunca foi revogado. E certamente ele não dispunha das possibilidades de controle (dados biométricos, videocâmaras, celulares, cartões de crédito) próprias dos estados contemporâneos. Poder-se-ia afirmar hoje que o Estado considera todo cidadão um terrorista virtual. Isso não pode senão piorar e tornar impossível aquela participação na política que deveria definir a democracia. Uma cidade cujas praças e cujas estradas são controladas por videocâmaras não é mais um lugar público: é uma prisão.

A grande autoridade que muitos atribuem a estudiosos que, como o senhor, investigam a natureza do poder político poderá trazer-nos esperanças de que, dizendo-o de forma banal, o futuro será melhor do que o presente?
Otimismo e pessimismo não são categorias úteis para pensar. Como escrevia Marx em carta a Ruge: ”a situação desesperada da época em que vivo me enche de esperança”.

Podemos fazer-lhe uma pergunta sobre a lectio que o senhor deu em Scicli? Houve quem lesse a conclusão que se refere a Piero Guccione como se fosse uma homenagem devida a uma amizade enraizada no tempo, enquanto outros viram nela uma indicação de como sair do xequemate no qual a arte contemporânea está envolvida.
Trata-se de uma homenagem a Piero Guccione e a Scicli, pequena cidade em que moram alguns dos mais importantes pintores vivos. A situação da arte hoje em dia é talvez o lugar exemplar para compreendermos a crise na relação com o passado, de que acabamos de falar. O único lugar em que o passado pode viver é o presente, e se o presente não sente mais o próprio passado como vivo, o museu e a arte, que daquele passado é a figura eminente, se tornam lugares problemáticos. Em uma sociedade que já não sabe o que fazer do seu passado, a arte se encontra premida entre a Cila do museu e a Caribdis da mercadorização. E muitas vezes, como acontece nos templos do absurdo que são os museus de arte contemporânea, as duas coisas coincidem.
Duchamp talvez tenha sido o primeiro a dar-se conta do beco sem saída em que a arte se meteu. O que faz Duchamp quando inventa o ready-made? Ele toma um objeto de uso qualquer, por exemplo, um vaso sanitário, e, introduzindo-o num museu, o força a apresentar-se como obra de arte. Naturalmente - a não ser o breve instante que dura o efeito do estranhamento e da surpresa – na realidade nada alcança aqui a presença: nem a obra, pois se trata de um objeto de uso qualquer, produzido industrialmente, nem a operação artística, porque não há de forma alguma umapoiesis, produção – e nem sequer o artista, porque aquele que assina com um irônico nome falso o vaso sanitário não age como artista, mas, se muito, como filósofo ou crítico, ou, conforme gostava de dizer #Duchamp,# como “alguém que respira”, um simples ser vivo.
Em todo caso, certamente ele não queria produzir uma obra de arte, mas desobstruir o caminhar da arte, fechada entre o museu e a mercadorização. Vocês sabem: o que de fato aconteceu é que um conluio, infelizmente ainda ativo, de hábeis especuladores e de “vivos” transformou o ready-made em obra de arte. E a chamada arte contemporânea nada mais faz do que repetir o gesto de Duchamp, enchendo com não-obras e performances a museus, que são meros organismos do mercado, destinados a acelerar a circulação de mercadorias, que, assim como o dinheiro, já alcançaram o estado de liquidez e querem ainda valer como obras. Esta é a contradição da arte contemporânea: abolir a obra e ao mesmo tempo estipular seu preço.
Fonte - Instituto Humanitas Unisinos 30/08/2012
            http://www.ihu.unisinos.br 
Links -
Giorgio Agamben,
Ragusa News,