UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Metrô de Salvador recebe exposição fotográfica com imagens feitas por drones

Arte & Cultura  🚇

Os usuários do sistema que circulam diariamente pelas estações de Metrô poderão apreciar,a exposição fotográfica "Sob o Sol de Salvador”,nas estações de Pirajá, Imbuí e Aeroporto com 43 fotografias feitas exclusivamente com drones. 

Da Redação
Divulgação/CCR
A partir da próxima quinta-feira (24),será realizada a exposição fotográfica "Sob o Sol de Salvador” nos espaços internos das estações de Metrô Pirajá, Imbuí e Aeroporto, com 43 fotografias produzidas exclusivamente por drones.
A exposição será realizada pela CCR Metrô Bahia, em parceria com a Associação Baiana de Pilotos Remotos (ABPR) que produziram as imagens, com o objetivo de proporcionar uma experiência única de destacar as belezas de Salvador por ângulos especiais. A ação integra o projeto Vem pra Cá, que promove eventos durante todo o ano nas estações de metrô da cidade, e ficará disponível para apreciação do público geral até o dia 08 de fevereiro.
Com informações da CCR Metrô Bahia 22/01/2019

CBTU Belo Horizonte transportou mais de 58,4 milhões de passageiros em 2018

Transportes sobre trilhos  🚇

A unidade que registrou o maior número de embarques foi a estação Eldorado, com aproximadamente 9 milhões de usuários/ano. No geral, a média habitual passageiros passou de 4,8 milhões de pessoas por mês circulando pelo sistema.Apesar do desempenho geral positivo, seguindo a tendência geral de redução da receita do setor, a CBTU-BH registrou leve queda de cerca 0,67% no número global de passageiros transportados, na comparação com 2017, que foi de 58,7 milhões

CBTU
foto - ilustração/arquivo
Em 2018, a CBTU Belo Horizonte transportou 58.402.870 passageiros em 81.488 mil viagens realizadas nas 19 estações. A unidade que registrou o maior número de embarques foi a estação Eldorado, com aproximadamente 9 milhões de usuários/ano. No geral, a média habitual passageiros passou de 4,8 milhões de pessoas por mês circulando pelo sistema.
Mantendo o padrão de atendimento, o índice de regularidade das viagens realizadas pelo metrô ficou perto dos 99%, enquanto o indicador de pontualidade das partidas foi de cerca 92%.
Tendências: Dados da Coordenação da Programação e Procedimentos Operacionais da CBTU-BH apontam as estações que apresentaram maior crescimento no número individual de passageiros foram Santa Tereza e Primeiro de Maio, que contabilizaram acréscimos próximos a 2,5% para a demanda diária. Outro ponto positivo destacado pelos analistas foi a elevação da integração com o sistema ônibus que registrou cerca de 2,7% de aumento para o ano.
Apesar do desempenho geral positivo, seguindo a tendência geral de redução da receita do setor, a CBTU-BH registrou leve queda de cerca 0,67% no número global de passageiros transportados, na comparação com 2017, que foi de 58,7 milhões. A redução pontual se deve à ocorrência de feriados atípicos, tais como os registrados durante o período de Copa do Mundo, que acabou diminuindo o número de dias úteis com a determinação de ponto facultativo válida para diferentes setores público e privado, entre outros aspectos.
A análise detalhada do crescimento sazonal também revela que o mês de agosto foi o mais movimentado nas estações, com 5.307.841 embarques/mês. Mas foi em fevereiro - durante o período do Carnaval 2018 - que a CBTU-BH registrou a maior concentração de usuários/dia. Às vésperas do feriado prolongado, na sexta (9/2) o metrô transportou 223.962 usuários/dia, o equivalente a um acréscimo de cerca de 10% no número de passageiros. Essa observação dos hábitos de viagem é essencial para ajudar a dimensionar e adequar a execução das rotinas de serviço, aprimorando a qualidade de atendimento, a partir da percepção de crescimento da demanda específica por estação.


Números
*Eldorado registrou o maior número de embarques, com 8,97 milhões de pessoas/ano.
*Foram realizadas 81. 488 viagens, com índices de regularidade de cerca de 99% e de pontualidade de 92%
*A unidade que mais cresceu em número de embarques foi a Estação Santa Tereza, com um aumento de 51.758 passageiros transportados no ano.
* A média mensal de usuários do metrô foi de cerca de 4,8 milhões, nos últimos 12 meses.
* O tempo médio de percurso entre duas estações foi de aproximadamente 2 minutos.
Fonte - CBTU  22/01/2019

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Grandeza do Veículo Leve sobre Trilhos – Fábio Macedo

Transportes sobre trilhos  🚄

O VLT moderno, saindo das linhas de produção, sendo planejado em diversas cidades do mundo, pode ser um pequeno veículo de 18m de comprimento e 2,30m de largura, até um trem de 72m (ou mais, se acoplado) de comprimento por 2,65m de largura.

Fábio Macedo* - Abifer
foto - ilustração/Pregopontocom
A primeira qualidade do fabuloso meio de transporte chamado VLT, Veículo Leve sobre Trilhos, no meu entendimento, é o seu nome, particularmente em português, porque traduz toda a sua abrangência, ou melhor, permite que a maior de todas as suas qualidades fique evidente, que é a sua versatilidade.
O VLT moderno, saindo das linhas de produção, sendo planejado em diversas cidades do mundo, pode ser um pequeno veículo de 18m de comprimento e 2,30m de largura, até um trem de 72m (ou mais, se acoplado) de comprimento por 2,65m de largura.
Pode ser utilizado em zonas de pedestres onde sua velocidade máxima será de 30 km/h, ou trafegar em linhas segregadas, eventualmente compartilhando com outros trens, ultrapassando 100 km/h!
Saindo da zona de pedestres, o VLT pode trafegar com segurança e baixíssima ocupação do solo no meio de ruas ou avenidas, e, se necessário, compartilhar o espaço com os demais veículos. Em seguida, pode entrar num túnel, atendendo às necessidades das regiões metropolitanas em suas áreas de maior densidade, liberando espaços para outro tipo de tráfego.
Ao sair do túnel, poderá voltar ao centro das avenidas, e, num determinado momento, subir em um elevado, se essa for a melhor escolha encontrada pelos projetistas.
Não existe nenhum outro meio de transporte que consiga tudo isto! A qualidade de trafegar no meio dos pedestres, formando “shoppings a céu aberto”, com elevado nível de segurança por ser rigidamente guiado, é uma das maiores singularidades do VLT!
Outro ponto fundamental que o diferencia, é sua acessibilidade, traduzindo numa enorme atratividade e, em muitas situações, o menor tempo porta-a-porta possível!
Não podemos nos esquecer do leito gramado. O leito gramado é uma exclusividade do VLT que além de proporcionar um embelezamento inigualável, propicia também uma redução significativa das ilhas de calor, elevando a umidade a níveis consideráveis de saúde e conforto. Aumenta a permeabilidade do solo, contribuindo para a redução das enchentes. Funciona como um depósito de partículas que estariam suspensas no ar, bem como um filtro para a água da chuva, reduzindo os poluentes das águas dos rios.
Sim, o VLT é tudo isto e muito mais! Ele precisa ser visto em toda a sua abrangência, plenitude, potencialidade e possibilidades, para que os projetos sejam otimizados e o melhor custo x benefício seja alcançado!
Se quando o VLT estiver trafegando na zona de pedestres, quiserem chama-lo de “bonde moderno”, numa rua estreita, de “Streetcar”, numa rua um pouco mais larga, de “Tram”, no meio de uma avenida, de “Tramway”, acoplado, de “Light Rail Vehicle”, entre bairros, de “Tram-Train”, ou subterrâneo, de “Metrô Leve”, tudo bem, sem problemas.
Na minha opinião, o mais adequado é chamar tudo isto de VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos!

Sobre o Autor


*Fábio de Carvalho Macedo é engenheiro mecânico, trabalhou por 32 anos nas empresas COSIPA, SIEMENS, SIFCO e BOSCH, sendo que nesta última, entre 1997 e 1999, na Alemanha (Stuttgart), onde iniciou as pesquisas sobre Veículos Leves sobre Trilhos e Trem de Alta Velocidade, além de energias renováveis, com ênfase na eólica e solar. Com Alfonso Arroyo escreveu o livro “Super Trens: Veículos Leves sobre Trilhos”, que está no site www.tramway.com.br. Atualmente está escrevendo 2 novos livros: “A Importância dos Veículos Leves sobre Trilhos” e “A Importância do Trem de Alta Velocidade”.
Fonte - Abifer  21/01/2019

domingo, 20 de janeiro de 2019

Nos dois últimos meses, movimentação de passageiros no Aeroporto de Feira de Santana(BA) aumenta em 51%

Transporte aéreo ✈

Operando com horários de voos extras ligando-o ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, até o dia 3 de fevereiro deste ano,os aviões saem de São Paulo com destino ao município na região do Portal do Sertão. A frequência de viagens acontece nas segundas e sextas-feiras, com partida às 9h25, em aeronaves com capacidade para receber até 118 passageiros.

Da Redação
Foto - Ulgo Oliveira/Seinfra BA
O aeroporto Governador João Durval Carneiro, em Feira de Santana, está operando com horários de voos extras ligando-o ao aeroporto de Viracopos, em Campinas, até o dia 3 de fevereiro deste ano. Os aviões saem de São Paulo com destino ao município na região do Portal do Sertão. A frequência de viagens acontece nas segundas e sextas-feiras, com partida às 9h25, em aeronaves com capacidade para receber até 118 passageiros. Os aviões estão com uma ocupação de 80%. O aumento no número de voos ajuda no desenvolvimento econômico da segunda maior cidade baiana, principalmente no setor de negócios. Em comparação aos últimos dois meses, a quantidade de passageiros aumentou em 51% no aeroporto de Feira de Santana. Atualmente, o equipamento já realiza viagens regularmente com destino a Belo Horizonte, em Minas Gerais.
Com informações da Seinfra BA 16/01/2019

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Aeromovel participará de Conferência sobre Mobilidade Sustentável em Nova York

Transportes sobre trilhos  🚄

O evento Transforming Transportation é promovido pelo Banco Mundial e EMBARQ – o Centro de Transporte Sustentável do Instituto de Recursos Mundiais (WRI), instituição que atua no desenvolvimento de pesquisas e implementação de soluções sustentáveis em mudanças climáticas, florestas e cidades.

Aeromóvel
foto - ilustração/arquivo
Nos dias 17 e 18 de janeiro o CEO da Aeromovel Brasil, Marcus Coester, participará de Conferência sobre Mobilidade Sustentável na sede do Banco Mundial, em Washington, D.C.
O evento Transforming Transportation é promovido pelo Banco Mundial e EMBARQ – o Centro de Transporte Sustentável do Instituto de Recursos Mundiais (WRI), instituição que atua no desenvolvimento de pesquisas e implementação de soluções sustentáveis em mudanças climáticas, florestas e cidades.
A conferência deste ano se concentrará em como as novas tecnologias, plataformas de dados e modelos de negócios estão se integrando aos meios de transporte atuais, para resolver antigos problemas de eficiência e segurança, e como a nova mobilidade pode ajudar a lidar com a mudança climática.
Serão discutidos os desafios atuais e futuros enfrentados pelos países em todo o mundo para fornecer mobilidade sustentável para todos.
Fonte - ANPTrilhos  16/01/2019

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

VLT entre Brasília e Valparaíso (GO) terá viagem gratuita por 6 meses

Transportes sobre trilhos  🚄

O projeto irá usar a linha férrea já existente, hoje exclusiva para o transporte de cargas, e que será adaptada para a condução de passageiros. Já o vagões para transporte de passageiros virão de Recife (PE), onde o sistema de VLT já atende a cidade.

Destak Brasília
foto - ilustração/arquivo
Deverá começar operar até o final deste mês, o trem que ligará Brasília a Valparaíso (GO) em caráter experimental por 30 dias. Logo após esse período, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) passará a operar em fase de testes durante seis meses, quando os passageiros poderão conhecer o trajeto e o novo tipo de transporte.
O projeto irá usar a linha férrea já existente, hoje exclusiva para o transporte de cargas, e que será adaptada para a condução de passageiros. Já o vagões para transporte de passageiros virão de Recife (PE), onde o sistema de VLT já atende a cidade.
Com 18 metros de comprimento por vagão, as três unidades que já estão a caminho do Distrito Federal terão capacidade de transportar até 600 pessoas por viagem. Internamente, há cadeiras fixas, alças de teto e ambiente climatizado. Embora consiga alcançar velocidade de até 76 km/h, a viagem não deve durar menos que uma hora e meia para transpor os 45 km de trilhos que separam Brasília e Valparaíso.
Atualmente, de ônibus, um cidadão precisa desembolsar R$ 4,65 de Brasília até Valparaíso (GO) por viagem. Para Luziânia, o valor aumenta para R$ 6,45 por trecho. Na linha férrea de Maceió (AL), que tem distância semelhante, a tarifa é de R$ 1, com valor atualizado em maio de 2018.
O secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Paulo Roriz, afirmou que a equipe da pasta passa a se debruçar sobre os estudos para determinar o preço futuro da passagem. O coordenador do projeto garante que a experiência dos próximos meses servirá, também, para avaliar a aceitação dos passageiros do DF quanto ao novo modal.
“Nesta primeira fase, vamos aproveitar a ferrovia já existente até Valparaíso, mas nada impede que estendamos o trecho até Luziânia futuramente. Como o transporte público não é feito para dar lucro, fixaremos o valor da tarifa de forma que fique mais atraente do que a dos ônibus”, afirmou Paulo Roriz.
Fonte - Abifer  15/01/2019

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Pescadores fecham ferrovia após aval para Samarco mudar indenização

Notícias  📻

O ato ocorre na altura da cidade de Baixo Guandu (ES). Os manifestantes instalaram barracas e afirmam que só deixarão o local após a revisão da decisão. A ferrovia foi escolhida como alvo do protesto porque é operada pela Vale, uma das acionistas da Samarco.Eles protestam contra a decisão da Justiça Federal de legitimar um entendimento da mineradora Samarco que afetará a indenização a ser paga aos atingidos da tragédia de Mariana (MG).

Léo Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Centenas de pescadores bloqueiam, desde ontem (14), a estrada de ferro que liga o estado Minas Gerais ao Espírito Santo. Eles protestam contra a decisão da Justiça Federal de legitimar um entendimento da mineradora Samarco que afetará a indenização a ser paga aos atingidos da tragédia de Mariana (MG).
O ato ocorre na altura da cidade de Baixo Guandu (ES). Os manifestantes instalaram barracas e afirmam que só deixarão o local após a revisão da decisão. A ferrovia foi escolhida como alvo do protesto porque é operada pela Vale, uma das acionistas da Samarco.
"Não esperávamos essa decisão. Temos um acordo que define o pagamento da indenização. E, de repente, eles arrumam uma liminar que muda as regras", dissee Aurindo Alves, pescador de Linhares (ES). "Está muito difícil. Provocaram uma tragédia nacional e agora não querem arcar com as consequências".
Em nota, a Vale disse que a manifestação causa transtorno a centenas de pessoas que usam diariamente o trem de passageiros. Por conta da interdição, a mineradora decidiu manter a circulação apenas nos dois sentidos entre Belo Horizonte e Governador Valadares (MG), suspendendo o deslocamento pelo Espírito Santo. Pessoas que já tenham adquirido bilhetes poderão reagendar a viagem ou obter o reembolso do valor. Ontem (14), os passageiros chegaram a ser realocados em ônibus alugados pela empresa, mas houve atraso na chegada ao destino final.
"A Vale reforça que a paralisação de ferrovia é crime e coloca em risco a segurança de passageiros, empregados e terceiros. Além de cerca de 2 mil passageiros diários, a estrada é responsável pelo transporte de minério de ferro, combustíveis, grãos, aço entre outros produtos, todos de grande importância para a economia brasileira", acrescenta a nota.

Auxílio
Passados mais de três anos do rompimento da barragem da Samarco, a pesca segue restrita em diversos municípios mineiros e capixabas da bacia do Rio Doce. A maioria dos pescadores ainda não conseguiu retomar integralmente suas atividades profissionais e recebem, todos os meses, um auxílio financeiro emergencial. Conforme o novo entendimento apresentado pela Samarco, e aceito pelo juiz Mário Franco Júnior, em decisão liminar, esses valores poderão agora ser descontados da indenização.
O auxílio financeiro emergencial é parte do Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado em maio de 2016 entre a Samarco, suas acionistas Vale e BHP Billiton, o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ficou acordado que as três mineradoras destinariam os recursos para a reparação de todos os danos e a Fundação Renova seria criada para administrar as ações necessárias. Também foi definido que o Comitê Interfederativo, composto por diversos órgãos públicos e presidido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), estabeleceria as diretrizes para as medidas a serem tomadas e fiscalizaria o cumprimento do acordo.
O valor do auxílio corresponde a um salário mínimo, acrescido de 20% por dependente, somado ao custo de uma cesta básica. Conforme o entendimento que vigorava até então, esse pagamento não tinha natureza indenizatória. Em outubro de 2017, o Comitê Interfederativo publicou a deliberação 119 segundo a qual os valores do auxílio financeiro emergencial não poderiam ser descontados, deduzidos ou abatidos da indenização.
A liminar que altera esse entendimento é do dia 27 de dezembro do ano passado. O juiz Mário Franco Júnior lembra que a indenização leva em conta tanto os danos morais como as perdas materiais, incluindo-se o lucro cessante, isto é, o cálculo dos lucros que o atingido deixou de ter devido à interrupção de sua atividade produtiva.
"Não há qualquer diferença entre a natureza jurídica do pagamento do auxílio financeiro emergencial e os lucros cessantes, já que ambos, segundo consta do próprio TTAC, se prestam a indenizar (ou compensar) a perda da renda dos atingidos", disse o magistrado, concordando com o argumento da Samarco.
Responsável por representar judicialmente o Comitê Interfederativo, a Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou lembrando que o TTAC tem artigos diferentes que tratam do auxílio emergencial e da indenização, evidenciando que eles não se confundem. Segundo o juiz, o entendimento não tem amparo no ordenamento jurídico, pois o poder público não poderia impor às mineradoras uma obrigação de viés assistencialista e não indenizatória.
"Não se pode admitir, sob pena de completa subversão da teoria do direito, que o atingido e o poder público venham, por vias transversas, a experimentar um enriquecimento sem causa jurídica idônea", disse o juiz.

Recurso
O presidente da Colônia de Pescadores de Linhares (ES), Milton Jorge, informou que nesta quarta-feira (16) discutirá o assunto em uma reunião com um promotor do Ministério Público do Trabalho (MPT). "O que desencadeou a manifestação foi a liminar. Mas além disso, há pescador que ainda não está recebendo o auxílio e nem recebeu indenização", disse.
Leonardo Amarante, advogado das colônias que reúnem os 9 mil pescadores atingidos pela tragédia, prepara um recurso a ser apresentado ainda esta semana. Segundo ele, a liminar altera 1,5 mil acordos já firmados. Amarante lamentou ainda que nenhum pescador tenha sido ouvido. "A meu ver, essa decisão é nula porque foi violado o princípio elementar do contraditório", disse.
O advogado disse que há interpretações e decisões judiciais que vão endossar os variados entendimentos em torno da questão. Ainda assim, ele acredita que a decisão será revogada. Em sua visão, houve violação do princípio da honestidade, pois as mineradoras deveriam ter apresentado seu ponto de vista antes de firmar o acordo.
"Não é momento de se discutir isso. Que se discutisse no momento oportuno. Querer alterar tudo agora é complicado. Você não pode picotar um acordo que já foi feito para tirar o que é ruim para a empresa e manter somente o que é bom". Segundo ele, há pontos pactuados que são favoráveis às empresas, como o valor atribuído aos danos morais, que Amarante considera baixo.

Demora
Mesmo que o entendimento da Samarco prevaleça, cada pescador terá ainda assim o direito de se negar a fechar o acordo e contestar o cálculo na Justiça. Nesse caso, porém, a decisão final pode demorar. Amarante lembra que há ações movidas por vítimas do naufrágio da embarcação Bateau Mouche, ocorrido na costa do Rio de Janeiro, em 1988, sendo concluídas mais de 30 anos depois.
Segundo ele, a Justiça deveria atuar para proteger o princípio constitucional da dignidade humana. "O perigo na demora atinge mais o pescador do que a empresa, porque obviamente o bem jurídico da subsistência está acima do bem jurídico do patrimônio de duas das maiores empresas do mundo, me refero à Vale e à BHP Billiton".

Ministério Público
O Ministério Público Federal (MPF) informou que recorrerá da decisão. Já o Ibama informou que a questão está sendo analisada pela AGU. Procurada, a Samarco orientou a reportagem a procurar a Fundação Renova, que, por sua vez, informou que está em contato com as lideranças do movimento e encaminhou uma nota dizendo que a decisão não vai alterar o pagamento mensal do auxílio financeiro emergencial e apenas prevê que os valores sejam descontados na parcela anual de lucros cessantes.
"Desde 2015, já foram desembolsados R$ 1,3 bilhão em indenizações e auxílio financeiro emergencial destinados a mais de 26 mil pessoas. A Fundação Renova reafirma que todos os atingidos serão indenizados pela perda de renda comprovada, reiterando o seu compromisso com a integral reparação", diz o texto. Ainda segundo a nota, ninguém precisará devolver valores já pagos referente ao auxílio emergencial. "Até novembro de 2018, foram pagos R$ 1,3 bilhão em auxílios financeiros e indenizações", acrescenta o texto.
Fonte - Agência Brasil  15/01/2019

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Metrô de Salvador transportou cerca de 90 milhões de pessoas em 2018

Transportes sobre trilhos  🚇

Considerado uma das obras de infraestrutura mais rápidas da América Latina, o sistema metroviário possui duas linhas, 33 km, 20 estações, 8 terminais de ônibus integrados e 40 trens. O projeto também incluiu a implantação de 17 novas passarelas de acesso às estações de metrô e bicicletários, 12 km de ciclovia e pista de caminhada e o plantio de cerca de 6 mil árvores no trecho entre Pernambués e Aeroporto.

Da Redação
foto ilustração/arquivo
A conclusão da implantação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, em 2018, foi um marco para a mobilidade da capital baiana e uma das etapas mais esperadas pela população. Somente no ano passado, o metrô baiano transportou quase 90 milhões de pessoas e realizou mais de 240 mil viagens. No total, os trens percorreram mais de 3,6 milhões de quilômetros, o equivalente a cerca de 90 voltas no planeta terra. O crescimento dos números de transportados, de viagens e distância percorrida foi puxado pela inauguração da Estação Aeroporto e de novos terminais de integração com ônibus como de Pituaçu e Aeroporto.
Considerado uma das obras de infraestrutura mais rápidas da América Latina, o sistema metroviário possui duas linhas, 33 km, 20 estações, 8 terminais de ônibus integrados e 40 trens. O projeto também incluiu a implantação de 17 novas passarelas de acesso às estações de metrô e bicicletários, 12 km de ciclovia e pista de caminhada e o plantio de cerca de 6 mil árvores no trecho entre Pernambués e Aeroporto. Hoje, o sistema transporta mais de 350 mil clientes por dia útil e mais de 152 milhões já foram transportados desde o início da operação, em 2014.
Em 2017, o metrô de Salvador foi responsável por quase 50% do crescimento da rede de transporte de passageiros sobre trilhos do Brasil com a ampliação da Linha 2, incremento de 14,4 km e inauguração de oito estações em apenas um ano, de acordo com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). O sistema também entrou para o ranking dos cinco sistemas que mais expandiram no país naquele ano.
Com informações da CCR Metrô Bahia  14/01/2019

VLT do Rio transporta mais de 17 milhões de passageiros ao longo de 2018

Transportes sobre trilhos  🚄

De janeiro a dezembro, a frota de VLTs percorreu 1,4 milhão de quilômetros nas ruas do Centro e Região Portuária do Rio. Desde o início da operação, em junho de 2016, mais de 33 milhões de pessoas já andaram de VLT. Em 2018 foram mais de 17 milhões de passageiros transportados e mais de 150 mil viagens realizadas. 

VLT Carioca

O VLT Carioca encerra o ano de 2018 com mais de 17 milhões de passageiros transportados e mais de 150 mil viagens realizadas. No mês de dezembro, o sistema tem circulado em média com 80 mil pessoas/dia útil, crescimento de 42% em relação ao mesmo período de 2017.
De janeiro a dezembro, a frota de VLTs percorreu 1,4 milhão de quilômetros nas ruas do Centro e Região Portuária do Rio. Desde o início da operação, em junho de 2016, mais de 33 milhões de pessoas já andaram de VLT.
O tempo de percurso foi reduzido em mais de 50% e hoje já é possível percorrer o trajeto completo das duas linhas (da região da Rodoviária ao Santos Dumont ou à Praça XV) em cerca de 25 minutos.
As paradas de maior fluxo do sistema confirmam o VLT como um modal integrador. Central (trens, metrô, ônibus), Colombo (VLT+VLT), Cinelândia (metrô) e Praça XV (barcas) são os pontos de maior movimento e também locais de conexão.
Dentre as 26 em operação, a estação Central é a de maior público e concentra pouco mais de 10% dos embarques diários. Também é o local em que mais é usado o benefício do vale-transporte, alcançando em média mais de 50% dos usuários.
Vale destacar ainda que em média 70% do público utiliza o VLT para deslocamentos de trabalho, de acordo com pesquisas realizadas desde o início da operação. Nos fins de semana, com novos polos de entretenimento criados e recuperados no Centro, as viagens com finalidade de lazer e turismo chegam a 45%.
Fonte - ANPTrilhos  14/01/2019

domingo, 13 de janeiro de 2019

Tarifas do Metrô e trens da CPTM estão mais caras em SP

Transportes sobre trilhos  🚄  🚇

O bilhete mensal para trens passa de R$ 194,30 para R$ 208,90 (comum, válido somente para trilhos) e de R$ 307 para R$ 330 (integrado, usado com trilhos mais ônibus). Já o bilhete 24 horas passou de R$ 15,30 para R$ 16,40 (comum) e de R$ 20,50 para R$ 22 (integrado).

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração/arquivo
A partir de hoje (13), as tarifas do transporte público por trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô passam a custar R$ 4,30. Segundo o governo de São Paulo, o percentual de aumento é baseado na inflação acumulada em 2018, de acordo com o IGP-M, além do incremento dos custos operacionais e de recursos humanos das empresas.
Segundo a Secretaria de estado dos Transportes Metropolitanos (STM), a integração entre trilhos e ônibus passa de R$ 6,96 para R$ 7,48. O bilhete mensal para trens passa de R$ 194,30 para R$ 208,90 (comum, válido somente para trilhos) e de R$ 307 para R$ 330 (integrado, usado com trilhos mais ônibus). Já o bilhete 24 horas passou de R$ 15,30 para R$ 16,40 (comum) e de R$ 20,50 para R$ 22 (integrado).
As gratuidades para idosos, estudantes, portadores de necessidades especiais e desempregados estão mantidas.

Ônibus
Na capital paulista, os trens e metrô são responsabilidades do governo estadual, e os ônibus, da prefeitura. Na semana passada, a tarifa do transporte por ônibus também foi reajustada, passando de R$ 4 para R$ 4,30.
Fonte - Agência Brasil  13/01/2019

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Metrô de Salvador é destaque no The New York Times

Transportes sobre trilhos/Turismo  🚇

O metrô, que "liga convenientemente o centro da cidade ao aeroporto internacional", é apontado pelo jornal como um dos pontos positivos da capital baiana. Construído pelo Governo do Estado, o equipamento leva o turista da Lapa ao Aeroporto em 35 minutos. 

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Salvador é a única cidade brasileira indicada pelo The New York Times para os turistas em 2019. O metrô, que "liga convenientemente o centro da cidade ao aeroporto internacional", é apontado pelo jornal como um dos pontos positivos da capital baiana. Construído pelo Governo do Estado, o equipamento leva o turista da Lapa ao Aeroporto em 35 minutos.
Atualmente, o sistema metroviário possui 33 quilômetros de extensão, 20 estações e sete terminais de integração com ônibus. Com as extensões do Tramo 3 da Linha 1 e o Tramo 2 da Linha 2, do Aeroporto até Lauro de Freitas, o metrô chegará a 42 quilômetros.
No guia '52 Places to Go in 2019', o The New York Times afirma que o Centro Histórico de Salvador reverbera a "vibrante cultura afro-brasileira", com apresentações semanais gratuitas de música, desde o samba até música clássica, e também de capoeira.
Na região histórica, o jornal destaca dois hotéis abertos após o início da requalificação realizada pelo Governo do Estado no Centro Antigo. No estilo art déco, o Fera Palace Hotel foi inaugurado em outubro de 2017, já o Hotel Fasano Salvador, abrigado em um prédio da década de 1930, foi inaugurado em dezembro de 2018.
A Rua Chile, onde estão localizados os dois hotéis, recebe obras de revitalização como parte do projeto 'Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador', desenvolvido pelo Governo do Estado. Entre as mudanças estão a substituição do asfalto por paralelepípedo e a exposição dos trilhos dos antigos bondes que percorriam a Rua Chile.
O New York Times lembra ainda que a Baía de Todos-os-Santos voltará a ser destino da regata Transat Jacques Vabre em 2019. Esta será a sexta vez que Salvador receberá a competição internacional, que tem partida de Le Havre, na França. Assim como na última edição, em 2017, o evento esportivo terá apoio do Governo do Estado.
Com informações da Secom BA  09/01/2019

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Bolívia denunciará o Brasil na ONU por 'racismo de Estado'

Internacional  ✋

A Bolívia denunciará o Brasil nas Nações Unidas por "racismo de Estado", em resposta à declaração do deputado estadual do Rio de Janeiro, Ricardo Amorim (PSL) contra os indígenas, informou o vice-ministro de descolonização Felix Cárdenas, informou a mídia local."Incorporaremos o 'racismo estatal' ao relatório do EPU, a Revisão Periódica Universal das Nações Unidas, e denunciaremos o Brasil por iniciar um processo de racismo e discriminação, mas não apenas contra a Bolívia, mas contra todos os povos indígenas", disse Cardenas, segundo o jornal local La Razón.

Sputnik
CC BY 2.0 / Carlos Vieira / Sputnik

A RPU é um processo liderado pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual são examinados os registros de direitos humanos de todos os estados membros do órgão mundial, dos quais demandam atenção e recomendações.
Cárdenas fez sua declaração no dia anterior, em meio a uma onda de condenações de autoridades e políticos locais contra Amorim, que é sinalizado pela mídia boliviana como muito próximo do novo presidente brasileiro Jair Bolsonaro.
Na semana passada, Amorim disse que "quem gosta dos índios, que vá para a Bolívia, que, além de ser comunista, é presidida por um índio", ao propor uma operação de "limpeza" em uma área próxima ao famoso estádio do Maracanã, que inclui a expulsão dos indígenas que vivem lá, para a construção de um estacionamento.
Fonte - Sputnik  09/01/2019

Lutar com justiça

Ponto de Vista  🔍

Embora ainda esteja montado no palanque eleitoral das mídias sociais com seus disse - não disse e suas provocações, cada vez mais se aproxima o dia em que pão será pão e queijo será queijo; o governo terá que dizer a que veio com ações e consequências.Para cumprir sua pauta econômica neoliberal e conservadora terá que desagradar milhões de trabalhadores, fazendo-os pagar a conta dos rentistas na Previdência, nos salários, no crédito e na qualificação.

João Guilherme Vargas Netto* - Portogente
João G.Vargas Netto
É de grande interesse para os trabalhadores e para os dirigentes sindicais compreenderem a contradição que existe entre o bolsonarismo e a realidade, ou seja, a contradição entre as expectativas despertadas no eleitorado e na sociedade por suas promessas e pregações e o que efetivamente fará o governo do capitão.
Embora ainda esteja montado no palanque eleitoral das mídias sociais com seus disse - não disse e suas provocações, cada vez mais se aproxima o dia em que pão será pão e queijo será queijo; o governo terá que dizer a que veio com ações e consequências.
Para cumprir sua pauta econômica neoliberal e conservadora terá que desagradar milhões de trabalhadores, fazendo-os pagar a conta dos rentistas na Previdência, nos salários, no crédito e na qualificação. Por mais que se empenhe em seu programa desorganizador das relações de trabalho não criará empregos, nem em quantidade, nem de qualidade.
O silêncio mantido por ele e por seus executores a respeito do vasto mundo do trabalho é tão ensurdecedor que até mesmo a bomba da extinção do ministério do Trabalho (e da Justiça do Trabalho e da Procuradoria do Trabalho) quase não fez barulho. O ministério, como o jornalista da Arábia Saudita, foi morto e despedaçado sem que se saiba ao certo aonde foram jogados seus restos e para quê.
(Para compreender as intenções do magarefe deve-se ler o artigo do Toninho do DIAP, “O esquartejamento do ministério do Trabalho”, recentemente publicado.)
Bem fizeram as seis centrais sindicais reconhecidas quando, em carta aberta ao presidente (e aos outros poderes), reafirmaram suas posições de resistência e de relevância institucional conclamando-o a um diálogo que é contrário à sua experiência e à sua prática e que ele aparenta não querer.
Os dirigentes e os ativistas sindicais de todas as entidades ao compreenderem o alcance da contradição entre o bolsonarismo e a realidade devem, com unidade, garantir suas próprias existências, estreitar os laços com os trabalhadores (associados ou não) e indicar-lhes o caminho de resistência.
Por pior que seja a correlação de forças atual a História ensina que quem luta com justiça, com inteligência e com persistência, vence.
*João Guilherme Vargas Netto é analista político
Fonte - Portogente  09/01/2019

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Gov. do estado autoriza obras para melhorar navegação nos terminais de Mar Grande e Bom Despacho em Itaparica

Infraestrutura  🚢

A obra será executada pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), e prevê a retirada de mais de cem mil metros cúbicos de pedras e rochas que estão submersas no canal e que impedem a plena navegação. A coleta do material irá aumentar a profundidade da água de dois a três metros.Com a maré baixa,as lanchas não conseguem atracar na ponte de Mar Grande, criando um grande congestionamento de pessoas na entrada do terminal. 

Da Redação
foto - ilustração/ponte de Mar Grande - arquivo
O governador Rui Costa visitou, nesta terça-feira (8), o município de Vera Cruz, situado na Ilha de Itaparica, onde assinou ordem de serviço para início das obras de drenagem e derrocagem do canal de navegação do Terminal Hidroviário de Mar Grande. As intervenções irão aumentar o nível do canal, permitindo que não haja interrupções nos trajetos mesmo durante os períodos de maré baixa. Atualmente, o serviço é suspenso quando a maré está baixa, pela impossibilidade de atracação das embarcações no terminal por causa da pouca profundidade no canal.
Com investimento de R$ 7,8 milhões do Governo do Estado, a obra vai beneficiar os moradores dos municípios situados na Baía de Todos-os-Santos, e tem prazo de conclusão estimado em oito meses. 

foto - Paula Fróes/GOV BA
Durante o evento de assinatura, o governador agradeceu a receptividade dos moradores do local.
Executada pela Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), a obra prevê a retirada de mais de cem mil metros cúbicos de pedras e rochas que estão submersas no canal e que impedem a plena navegação. A coleta do material irá aumentar a profundidade da água de dois a três metros.
Com a maré baixa,as lanchas não conseguem atracar na ponte de Mar Grande, criando um grande congestionamento de pessoas na entrada do terminal.

Bom Despacho
O governador também autorizou o início das obras de dragagem do canal de navegação do Terminal Marítimo de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, a fim de permitir a operação do Sistema Ferry Boat com mais segurança de navegação. A intervenção terá investimento de R$ 1,1 milhão. O Terminal é uma das principais entradas de pessoas e mercadorias para os municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS), além de interligar a capital às regiões do baixo sul, sul, extremo sul e demais regiões do Brasil, e compõe o principal conjunto de infraestrutura de transporte hidroviário de passageiros da Bahia.
Com informações da Secom BA  08/01/2019

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Monotrilho e VLT, Modalidades Diferentes? – Peter Alouche

Transportes sobre trilhos  🚄  🚅

O VLT pode ser de superfície, com segregação parcial, variando desde o bonde moderno compartilhando a via com outros modos, até o LRT (dos americanos) ou o Tramway dos franceses, com faixa reservada nas grandes avenidas e ruas, mas compartilhando a via até com pedestres nos centros históricos (como em Montpellier ou Zurique).O monotrilho é outro sistema que muitos chamam de metrô, no meu entender acertadamente, porque tem todas as características operacionais de um metrô elevado, embora com capacidade bem menor. 

Peter Alouche/Abifer
Peter Alouche
O Monotrilho e o VLT são modos de transporte que, embora apresentem pontos em comum na sua 
operação e na sua capacidade de transporte, são basicamente distintos, principalmente na sua tecnologia, na sua inserção urbana e no seu desempenho, porque, além de tudo, usam veículos completamente diferentes que exigem uma operação e manutenção diferentes. Vou a seguir tentar detalhar onde estas duas tecnologias se cruzam e onde elas divergem. Mas antes de tudo, seguindo os ensinamentos de Voltaire que dizia: “Se quiser conversar comigo, defina seus termos…”, vamos definir o que é VLT e o que é Monotrilho.

O VEÍCULO LEVE SOBRE TRILHOS – VLT
No meu entender, este nome dado e adotado para o sistema sobre trilhos de média capacidade é muito infeliz. Refere-se ao veículo e não ao modo de transporte e, por não definir a via onde circula e o tipo de operação, dá margem a diversos entendimentos. O VLT usa uma tecnologia ferroviária com tração elétrica, muito conhecida desde o final do século XVIII, desde o tempo do velho bonde. Embora tenha evoluído muito em termos estéticos, tecnológicos e de eficiência, sua operação e manutenção não requerem um pessoal muito especializado.
Sua faixa de oferta varia de 5.000 a 35.000 passageiros por hora por sentido, dependendo do grau de segregação da via. Quando circula como bonde em vias compartilhadas, chega a 15.000 com veículos acoplados. Atinge 35.000 passageiros por hora por sentido se a via for exclusiva, com veículos acoplados (900 passageiros por composição) e com intervalo de 90 segundos, ou seja, quando se torna um metrô leve.
Concorre com o BRT que é um sistema de ônibus grandes que usam faixa reservada. Sua grande vantagem em relação ao BRT é o de usar uma tecnologia absolutamente limpa (energia elétrica), silenciosa e que requer menos veículos circulando para transportar o mesmo número de passageiros.
Assim, é uma alternativa adequada para um corredor de transporte de média capacidade, tanto em cidades de tamanho médio, quanto em metrópoles para alimentar os corredores de maior capacidade. Muitos o chamam de “metrô de superfície” embora não possa ser considerado como tal, a não ser quando tem a via totalmente segregada e um controle operacional adequado, mas aí se torna o que chamamos de “metrô leve”. Além de suas vantagens em termos de qualidade de serviço (segurança, rapidez, conforto, suavidade nos movimentos e flexibilidade), é limpo, não emitindo poluição por circular com tração elétrica. É adaptável ao traçado, podendo vencer rampas e realizar curvas fechadas. As vias em superfície sofreram importante evolução na sua infraestrutura para permitir o compartilhamento da via do VLT com ônibus e automóveis, além de reduzir drasticamente o ruído e a vibração.

Montpellier
O VLT pode ser de superfície, com segregação parcial, variando desde o bonde moderno compartilhando a via com outros modos, até o LRT (dos americanos) ou o Tramway dos franceses, com faixa reservada nas grandes avenidas e ruas, mas compartilhando a via até com pedestres nos centros históricos (como em Montpellier ou Zurique).

Há veículos leves sobre trilhos implantados em todos os continentes.
Contando os VLTs clássicos (com via totalmente reservada) e sistemas compartilhados tipo bonde (tramway), há mais de 500 redes em operação no mundo. As cidades europeias não desmantelaram suas antigas redes de bondes. Pelo contrário, as modernizaram, transformando-as em VLTs modernos que circulam tanto em cidades médias, como Manchester ou Grenoble, ou cidades grandes, como Paris, Viena e Budapeste. Só na França, por exemplo, 27 cidades têm VLT operando ou em implantação.
O VLT se impôs ao longo dos anos porque respondia a uma política baseada na lógica de renovação urbana, planejamento de transportes e preocupações ambientais. O VLT também se tornou na França uma ferramenta para promover as cidades, pois implantar um VLT significa para a população também querer renovar a imagem da sua cidade.


No Brasil, no Rio de Janeiro, há três linhas de VLT circulando em via compartilhada, com uma tecnologia que não necessita de rede aérea, numa extensão de 28 km, com 42 paradas e 32 composições. A implantação do VLT Carioca foi associada à revitalização da região portuária, à expansão imobiliária, à integração dos bairros da região portuária ao centro do Rio e facilitou os deslocamentos no centro da cidade.



A Baixada Santista tem seu VLT operando em faixa reservada, também com sucesso absoluto. É uma linha prevista de 26,5 km com 4 terminais, para uma demanda de 246 mil passageiros por dia útil, no Sistema Integrado Metropolitano, operando hoje 11,5 km.

A principal característica urbana de um veículo leve sobre trilhos ou VLT é sua adaptação perfeita ao meio urbano e paisagístico. Sua implantação é geralmente fruto de um projeto associado a uma renovação urbana, bem mais amplo do que o simples transporte de pessoas, como foi evidente nos projetos de VLT de Docklands, de Baltimore e do Rio de Janeiro.
Os veículos utilizados em sistemas de VLT são variados, adequando-se perfeitamente ao corredor específico, à estrutura física e às condições operacionais. Os mais modernos, para evitar a instalação de plataformas nas calçadas, possuem piso rebaixado, eliminando também os degraus de acesso ao veículo. Em geral, são articulados devido à necessidade de flexibilidade para a circulação no sistema viário. Sua alimentação elétrica é em geral feita por rede aérea, como no caso do VLT da Baixada Santista. Mas existem VLTs que, por questões urbanísticas, não utilizam rede aérea, como é o caso do VLT do Rio de Janeiro e como será também o caso do VLT de Brasília.
Normalmente, a operação é feita com unidades articuladas, podendo operar nos horários de maior movimento em composições biarticuladas. Quando em vias compartilhadas com as faixas não totalmente segregadas, possuem um sistema de sinalização com “marcha à vista”. Essa operação pode ser otimizada com a atuação sobre os cruzamentos do tráfego, através da sinalização semafórica controlada pelo sistema. Pode-se também atuar sobre os tempos de parada com a finalidade de regularizar o distanciamento entre os veículos. O controle da velocidade ou do tempo do percurso é influenciado na marcha à vista, limitando o intervalo entre composições. Para intervalos compatíveis com uma alta velocidade comercial, há necessidade de um alto grau de segregação da via.

Clermont Ferrand
Uma variante do VLT é o VLP (Veículo Leve sobre Pneus), um veículo do tipo ferroviário, mas que se move com rodas pneumáticas, guiado por roldanas que se ajustam num trilho-guia. Há VLPs implantados em Clermont Ferrand (França), Pádua (Itália) e Tianjin, Teda e Shangai (China).

O custo de um sistema VLT depende de muitos fatores, entre os quais o grau de segregação e a demanda ofertada, variando de 20 a 30 milhões de dólares por quilômetro.
A tecnologia principal da tecnologia do VLT é usar veículos elétricos ferroviários, com rodas de aço, embora exista o VLT com veículos a diesel, fabricados no Brasil em Barbalha (CE), circulando em Fortaleza, Recife e outras cidades do Nordeste. Alguns lhe dão carinhosamente o título de metrô, erradamente, porque tem poucas características do que entendemos por “metrô”.
Apesar do VLT ser um transporte tipicamente urbano, existem sistemas regionais de VLT que interligam municípios. Por circular em regiões não urbanas, o veículo pode ser a diesel ou híbrido. É ideal quando usa linhas ferroviárias existentes, mas desativadas.

O MONOTRILHO
O monotrilho é outro sistema que muitos chamam de metrô, no meu entender acertadamente, porque tem todas as características operacionais de um metrô elevado, embora com capacidade bem menor. Por isso podemos considerá-lo um “metrô leve” por circular em via segregada (normalmente elevada) e por garantir uma oferta que varia de 10.000 a 35.000 passageiros por hora por sentido, dependendo do número de veículos por composição e do intervalo entre composições.
São Paulo está implantando na Linha 15 – Prata do Metrô, um monotrilho projetado para uma capacidade maior (40 a 48.000 passageiros por hora por sentido).
A tecnologia do monotrilho é totalmente diferente dos sistemas metroferroviários, como os VLTs, visto que, apesar do nome, o veículo não circula sobre trilhos. As vias são geralmente estruturas de concreto ou de aço, em elevado, e os veículos circulam com rodas de pneus, apoiados na estrutura (Straddle Type) ou suspensos nela (Suspended Type). O monotrilho necessita de pouco espaço para a implantação das vias, admite rampas máximas de até 8% e raios de curvaturas menores do que os do VLT. Apresenta como dificuldades os mecanismos dos aparelhos de mudança de vias, mais lentos e mais caros que os de um veículo ferroviário.
O monotrilho teve grande aceitação no Japão (Tóquio, Shonom, Higashiyama, Kitakyushu City, Chiba City, Osaka, Tama e Naha), e se expandiu na Ásia, principalmente na China, usando a tecnologia do veículo assentado na estrutura de concreto. É bom lembrar que grande parte dos people movers APM (Automated People Movers) que circulam em parques de diversão ou aeroportos de muitas cidades do mundo podem ser considerados monotrilhos pequenos, com uma capacidade de aproximadamente 100 pessoas por veículo. A Monorail Society afirma, porém, que um Automated People Mover não é um Monotrilho.
A operação do monotrilho, por ter a sua via totalmente segregada, é idêntica à de um metrô. Dependendo do sistema de sinalização adotado, pode operar em automação integral, sem condutor, atingindo intervalos entre composições de até 90 segundos ou menos, o que aumenta a sua oferta de transporte. É o caso dos monotrilhos implantados em São Paulo, o da Linha 15 – Prata em operação parcial, e o da Linha 17 – Ouro em construção.
Monotrilho - linha 15 SP
O Monotrilho Linha 15 – Prata do Metrô tem uma extensão de 26 km na sua fase final de Ipiranga a Cidade Tiradentes e 10 km na sua primeira fase de Vila Prudente a São Mateus. No total são 18 estações, 2 pátios e 2 subestações primárias, uma capacidade de transporte de 40.000 pass/hora/direção, com uma demanda estimada de 550.000 usuários/dia, 54 veículos. Atualmente, está operando entre Vila Prudente e Vila União, devendo proximamente chegar a São Mateus.



Monotrilho - linha 17 SP
A Linha 17 – Ouro tem 8 km de extensão e 8 estações. Fará a ligação entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi da CPTM. Ainda não entrou em operação. Atualmente está com as obras paralisadas por problema das empreiteiras. Foi até decretada a caducidade do Contrato com o Consórcio responsável pela construção e fornecimento do equipamento.

O custo do monotrilho depende da oferta prevista e da tecnologia adotada. Tem variado de 30 a 70 milhões de dólares por quilômetro.

A ESCOLHA DA TECNOLOGIA
Uma das decisões mais importantes no planejamento de uma metrópole é a escolha da alternativa de transporte mais adequada às suas necessidades. Na questão urbana, ela influencia muito no desenvolvimento da cidade e no seu perfil de expansão a médio e longo prazo, além dos impactos diretos que provoca na vida da população e no meio ambiente, com reflexos na poluição, no ruído e no consumo de energia.
Para a oferta do transporte, o sistema deve considerar o tipo do futuro usuário (se é de curta ou longa distância, se os deslocamentos são para trabalho, escola ou lazer), garantir as viagens a todos os usuários (inclusive idosos e portadores de deficiência), atender ao perfil da demanda, inclusive nas horas de pico, e obedecer à especificação projetada para as viagens (tempo de viagem, velocidade, acessibilidade) garantindo a qualidade de serviço desejada (conforto, lotação, condições ambientais).
Na questão econômica e financeira, há de se considerar o custo de investimento na infraestrutura e superestrutura, no material rodante e nos equipamentos fixos, além do custo de operação, manutenção e renovação. É necessário efetuar uma engenharia financeira que leve em conta o ciclo de vida do modo escolhido, incluindo as externalidades, como os ganhos com a fluidez do tráfego, a redução da poluição e dos acidentes, etc.
Na questão da tecnologia propriamente dita, todos os aspectos técnicos e tecnológicos precisam ser conhecidos e dominados, com comprovação de sua confiabilidade e segurança. Enfim, é necessário que a tecnologia seja ecologicamente limpa e flexível para se adaptar às condições locais, permitindo uma operação e manutenção simples e baratas. Cada tecnologia tem seu lugar apropriado dentro de uma matriz de transporte.

COMPARANDO OS MODOS VLT X MONOTRILHO
É na tecnologia que o VLT tem a sua grande vantagem em relação ao monotrilho. É muito conhecida porque é uma evolução da tecnologia do bonde, um modo de transporte que circulou por décadas em muitas cidades brasileiras. No VLT, embora cada fornecedor tem um material rodante próprio, o equipamento de um fornecedor é facilmente adaptável em qualquer via que utilize equipamento de outro fornecedor. Assim, a empresa operadora não fica à mercê de um único fornecedor, para ampliar seu sistema ou renová-lo.
Esta é a grande desvantagem do monotrilho. Cada fornecedor tem a sua própria tecnologia, com seu material rodante próprio. O material rodante de um fornecedor não se adapta numa via que opera com equipamento de fornecedor diferente, porque tanto o gabarito quanto o truque do veículo são exclusivos de cada fornecedor.
Adicionalmente, o monotrilho clássico apresenta, como dificuldade técnica, os mecanismos dos aparelhos de mudança de vias, para a passagem dos veículos, de uma via a outra e para seu estacionamento nos pátios de manutenção. São mecanismos especiais, relativamente lentos, caros e exclusivos de cada fornecedor.
Quanto à demanda, os dois modos, VLT e Monotrilho, se equiparam se o VLT tiver um alto grau de segregação da via. Dependendo do grau de segregação da via do VLT, do número de veículos adotados por composição e do headway projetado, em ambos os sistemas pode-se chegar a 35 mil passageiros por hora/sentido ou mais.
Na questão urbanística, os arquitetos se dividem. Uns criticam a divisão da região, por uma via de VLT totalmente segregada. Outros abominam a via elevada do monotrilho, argumentando a poluição visual do entorno.
Também criticam, nesse modo, a necessidade de estações elevadas que dificultam a acessibilidade dos usuários, além de encarecer o sistema. O monotrilho não é adotado na Europa para o transporte de massa por questões urbanísticas e de segurança. Em muitos países, é mais aceito em parques de diversão ou cidades turísticas.
Os defensores do monotrilho argumentam que a sua principal vantagem em relação aos VLTs é de que necessitam de menos espaço na via. A via elevada é muito mais simples que os elevados usados para automóveis, metrôs e com menor impacto visual. De fato, a largura necessária da faixa é determinada pelo tamanho do próprio veículo. No caso de se implantar uma plataforma de emergência para evacuação dos usuários, como nos monotrilhos implantados em São Paulo, esse gabarito aumenta um pouco. A sua altura é limitada praticamente aos pilares de sustentação. Assim, devido ao pouco espaço que ocupam, são mais atrativos que os sistemas de metrôs leves que circulam em elevado.
Na questão da tecnologia de implantação, de fabricação dos veículos, da produção dos pneus, da manutenção e operação do sistema, é evidente que o VLT leva vantagem, pois é um sistema basicamente metroferroviário, com conhecimento difundido no Brasil e no mundo há mais de um século.
Os defensores do monotrilho contra-argumentam, dizendo que é necessário adotar tecnologias novas e que estes, uma vez difundidos em grande escala, terão, em pouco tempo, sua tecnologia dominada e nacionalizada.
Os monotrilhos são menos ruidosos do que os VLTs, já que usam rodas de borracha. Vencem rampas mais acentuadas, o que pode ser determinante dependendo da topologia do corredor. Os críticos do monotrilho, entretanto, argumentam que o uso de pneus é antiecológico e gera poluição de partículas. A estrutura da via exige uma manutenção constante e cara para verificar seu gasto. Os pneus do monotrilho exigem a sua troca a cada 60 a 80 mil km de uso, enquanto as rodas de um VLT circulam por 100 vezes mais, necessitando parar de tempo em tempo para tornear o rodeiro para seu ajuste.
Ambos os modos utilizam energia elétrica, limpa e renovável.

Rio de Janeiro
Os críticos do VLT desaprovam a linha aérea que supre a energia aos veículos, por questões urbanísticas, a ponto de se exigir do VLT que o veículo possa, em certas cidades (Rio de Janeiro e Brasília, por exemplo) circular sem linha de contato, com alimentação pelo solo e baterias, encarecendo o sistema.

Em termos de acessibilidade, o VLT certamente leva vantagem, principalmente se o veículo for de piso baixo, com acesso ao nível da rua, o que facilita o embarque e desembarque dos usuários, em especial das pessoas com locomoção reduzida.
Em termos de segurança, os defensores do VLT argumentam que, em caso de acidente, o socorro para os usuários chega facilmente pela rua, sem maiores problemas. No monotrilho, o socorro é mais complexo. Se o veículo estiver parado na via, sem energia, a evacuação dos usuários só pode ser feita através de um veículo que pare na via paralela (se esta estiver com energia), senão os usuários devem caminhar pela canaleta de emergência suspensa ou descer do veículo com escadas de bombeiros. Em caso de incêndio, a situação se torna mais grave. Os defensores do monotrilho argumentam que o monotrilho é projetado para não sofrer descarrilamento ou choques entre composições, como poderia ocorrer com o VLT, e que os sistemas em operação não têm registros de acidentes graves. Todos os equipamentos e componentes do monotrilho são antichamas, reduzindo substancialmente os riscos.
Na questão de flexibilidade e implantação por etapas, o VLT permite construir estações intermediárias numa linha em operação, o que no monotrilho é mais difícil, dada a infraestrutura mais complexa.
Quanto ao prazo de implantação, por possibilitar uma via em elevado, pré-moldada, o monotrilho pode levar vantagem se a tecnologia adotada for aquela já produzida e implantada sem adaptações não testadas. A integração com outros modos é mais difícil no monotrilho, por ser em elevado, enquanto os outros sistemas circulam ou no nível da rua (ônibus) ou em subterrâneo (metrô).
Em termos de custos, tanto operacionais quanto de renovação e implantação, o VLT leva vantagem por ter uma tecnologia absolutamente difundida e dominada pelo setor metroferroviário.

CONCLUSÃO
A escolha tecnológica de um VLT ou de um Monotrilho requer, como se viu acima, um estudo profundo e uma análise criteriosa, porque cada cidade tem suas particularidades, cada corredor sua especificidade e só um estudo detalhado de alternativas pode determinar a melhor opção.
VLT e Monotrilho são modos diferentes, como se viu acima. Uma vez feita a escolha, querer substituir o monotrilho por VLT ou vice-versa, com o único argumento de que as duas tecnologias são “iguais”, como se afirma no caso da licitação do VLT da Bahia, me parece uma posição um pouco temerária, e precisaria ser melhor avaliada. A questão da escolha entre um sistema de VLT ou Monotrilho, por serem modos totalmente diferentes, não pode ser considerada com paixão nem pré-julgamentos.
É preciso ressaltar que, por ter o transporte um forte peso político e social, a opção entre os modos possui alguns aspectos políticos e econômicos que não se pode desprezar. Seria ingenuidade desconsiderar a força exercida pelos agentes financiadores que podem preferir, por questão de procedência, uma ou outra tecnologia.
Não menos desprezível é também a pressão legítima dos fornecedores de equipamentos. Querer ser purista na preferência de um modo de transporte, na base tão somente de argumentos técnico-econômicos, é estar divorciado da realidade do mundo atual globalizado.
O importante é que o cidadão, que irá conviver e utilizar o sistema para seu deslocamento, conheça e discuta o modo escolhido, aceite-o e adote-o desde o início de sua implantação, a exemplo do que aconteceu com o Metrô de São Paulo. Conquistar a população para um novo sistema de transporte é a chave para que a tecnologia escolhida tenha o sucesso esperado.
Fonte - Abifer  07/01/2018