sábado, 22 de setembro de 2012

Os meios de transporte e seus públicos: o trem e seus usuários



Fala-se muito em transporte público, contrapondo-o ao transporte particular, uma vez que o espaço que ocupam é o mesmo: o espaço urbano. Daí, fatalmente, a disputa a que se assiste todos os dias. Não há quem não saiba que os carros particulares há muito já complicam o trânsito nas cidades, e vão continuar complicando até um provável colapso, segundo os menos otimistas. Eu observo as campanhas de conscientização, mas cada vez mais me convenço de que nada vai acontecer sem que, antes, mude o comportamento das pessoas em relação ao automóvel e em relação ao transporte público. E estou cada vez mais convencida disso, especialmente quando penso em termos de usuários e de públicos em relação aos modais dos quais se utilizam.
Sigo São Paulo TREM Jeito desde a primeira postagem nesse blog dedicado à campanha em prol do trem como solução à crise do transporte de passageiros. Observo que nunca se falou tanto em mobilidade urbana. Todos parecem estar para lá de conscientes de que alguma coisa precisa ser feita, de que há cada vez mais automóveis entrando em circulação, e de que mal se termina a construção de um viaduto, surge necessidade de outro. São óbvias as vantagens do trem, de um óbvio rodriguiano, e, ainda assim, ele continua a ser visto como um transporte de segunda classe.
Por quê? Porque trem não tem público. Trem possui apenas usuários, gente tratada como massa, como número, como quantidade. Público tem o metrô. Público têm as companhias aéreas. Público tem o automóvel. Público terá o trem bala, se acontecer. Se você pensar na população como um todo, os usuários de trem são predominantemente os excluídos de outros meios de transporte. São massa, e por aí são concebidos, pensados e tratados, de sorte que não se tem, para trens, uma agencia reguladora exclusiva, agindo com eficiência e tendo destaque na imprensa, como, por exemplo, tem a Infraero relativamente às companhias aéreas. Muitas vezes, este papel de mediação entre público e transportador passa a ser desempenhado pelos sindicatos de empregados, uma vez que estes últimos constituem a interface que permeia usuário e trem, espécie de marisco entre o mar e rochedo. A Campanha São Paulo TREM Jeito, por exemplo, é apoiada por um sindicato. Na falta de políticas públicas mais eficientes, o sindicato faz o que pode, como pode, a partir de campanhas e até mesmo ― quem sabe ― tomando iniciativas para que se criem leis mais efetivas. Mesmo greves, por vezes, revelam mais problemas do que podem momentaneamente criar.
Massificação oprime. A massificação que oprime o usuário do trem, por enquanto, só tem um antídoto. Pensar em não precisar mais andar de trem, sonhar com o carro, cada um com a sua placa, o que remete à designação de uma individualidade, de um alguém que se resgata da massa e que assume uma identidade. O carro torna-se assim um sonho a realizar, um ideal a alcançar, uma tábua de salvação que resgata alguém do anonimato a que é reduzido na hora de escoar por uma plataforma ou sofrer na pele a sensação de viajar literalmente prensado. O automóvel simboliza um ideal, uma meta, um objetivo, e basta prestar um pouco de atenção às campanhas publicitárias que nos cercam para entender isso. A relação entre o automóvel e seu dono é uma relação de poder negada ao usuário do trem, que aceita passivamente as condições que lhe são impostas. Ele não tem escolha.
Alguma coisa vem acontecendo, é verdade. Há muitos discursos. Há, por exemplo, as bicicletas. Timidamente, elas vêm surgindo, novas e modernas, pilotadas por gente de classe média que veste roupas e usa equipamentos de grife. Nisso é evidente um comportamento que também tem tudo a ver com consumo: uma consciência Cult, digamos, de quem diz não ao carro sem deixar de aderir a uma condição da qual pretende auferir tanto ou mais status. As lindas bicicletas pilotadas por elegantes ciclistas equipados com roupas de grife, além de proporcionarem um belo espetáculo nas cidades, promovem o surgimento de uma nova tribo, não sem reflexos na política, fora o apoio que daí resulta a partir da adesão de outras tribos: os verdes, por exemplo, pessoas que podem pagar por produtos orgânicos enquanto desdenham os transgênicos, consumidos, é claro, pelos mais pobres. Há ainda os praticantes do tal despojamento, que procuram uma vida mais simples, vivida em menor espaço e com menos coisas.
É interessante notar que a relação entre transporte público e particular não é apenas uma questão de conscientização dos problemas envolvidos. Conscientes estamos todos de que há problemas, e isso não muda nada. No entanto, quando a coisa passa da consciência à sensibilidade, começam a se esboçar algumas mudanças. Não é sem razão que, timidamente, aparecem bicicletas, por exemplo, assim como pessoas que optam por mudanças radicais de vida, com reflexos em sua alimentação ― os verdes, por exemplo ― e em sua maneira de viver, ― os despojados.
Que mecanismo é esse, capaz de moldar sensibilidades, de alterar comportamentos? Acredito que seja a imitação, algo que leva alguém a aderir a uma campanha, alterar um hábito, mudar uma crença. Todo mundo imita, e imita o que adota como modelo, daí se dizer que a imitação vem de cima para baixo, parte-se do que não se tem, do que se almeja, do que se observa no outro.
Um automóvel de luxo representa hoje, no imaginário das pessoas, o que um casaco de vison já representou nos ombros de uma pin-up há alguns anos atrás. Todavia, não creio que hoje alguém se orgulhe de esfolar bichos para não passar frio, porque, finalmente, se sabe que um casaco de vison só é mesmo indispensável para o próprio vison. Talvez algum dia o sujeito que “vista” uma Ferrari vermelha seja tão ironizado quanto a pin-up que hoje se atrevesse a desfilar por aí coberta de peles.
Ora, pouco a pouco talvez essa sensibilização aconteça. As bicicletas chiques são um bom começo. Elas sinalizam uma pequena mudança que parte de pessoas que, em sua maioria, embora tenham acesso ao automóvel, aprenderam a dizer não a ele. São pessoas que, mesmo com plenas condições de possuir um automóvel, dizem não, e saem de bicicleta, ainda que não sem abrir mão do status que essa opção lhes confere a partir de uma “atitude” que desfruta de um bom grau de aprovação social. Não é por menos que atualmente já existe, embora ainda de forma tímida, a possibilidade de se alugarem bicicletas públicas. É a imitação funcionando.
Sem dúvida, o automóvel preserva nossa individualidade. Ninguém nega que há certo glamour envolvido em andar de avião, e até de metrô, com suas fascinantes estações subterrâneas, quando não são majestosas como a recentemente inaugurada na linha amarela. Não há como o usuário não se sentir valorizado quando se vê num lugar limpo, bonito, iluminado. São estações que recepcionam bem o seu público e geram bem-estar. Aeroportos são assim também, tornando-se pontos de socialização inclusive. Mas e os trens?
Os trens já tiveram seu passado glorioso. No tempo em que visavam atender a um público. Testemunho disso nos dá a Estação da Luz, a Júlio Prestes, por exemplo, para ficar em São Paulo. No geral, contudo, atualmente, as estações são feias, pesadas e oprimem a quem quer que por ali passe. Se levarmos em conta, de um lado, o grande número de pessoas que transitam por uma estação de trens, e, de outro, o pouco ou nenhum apelo social, cultural ou comercial empreendido na grande maioria dessas estações, está aí uma relação que só confirma que os usuários de trens não são considerados como público, mas vistos e tratados como massa, como dado bruto do qual se extraem estatísticas.
São sem identidade. Fossem considerados como público, e não faltariam apelos comerciais e culturais que sempre visam a um alvo determinado. A massa não é alvo de nada. É temida e deve ser contida, dirigida, manobrada. A massa é reputada como tendo força, e não opinião. Ela responde a apelos emocionais e não a argumentos racionais. Se lhe nega a individualidade com que se distinguem os públicos. Estes, ao contrário das massas, possuem opinião e se comportam como consumidores, tornando-se um alvo a conquistar. As janelas dos trens nos mostram paisagens urbanas periféricas, as estações das quais se parte ou nas quais se chega não nos convidam a ficar um pouco mais. São vias de passagem, de escoamento, de circulação. O barulho e o apito dos trens, que outrora despertava nossa imaginação, hoje é associado à poluição sonora, e do próprio trem diz-se que produz as muito pouco desejáveis externalidades.
Parece que apenas românticos e passadistas ainda procuram encontrar nos trens um pouco de glamour, e essa ideia preocupa, porque aí reside uma tentativa de desqualificar os defensores desse meio de transporte, de todos, o que tem a oferecer as soluções mais eficientes, ao menos do ponto de vista custo-benefício, coisa que já está para lá de provada. Por que então essa resistência em investir em trens de passageiros? Como justificar a desativação de linhas? Difícil não encontrar aí um sinal de aparente descaso para com o usuário desse meio de transporte.
Conferir identidade a essa massa de usuários de trens me parece ser um bom começo, começo que passa, certamente, pelo investimento em estações por onde circulam milhares de pessoas que, embora não disponham do mesmo poder aquisitivo dos usuários de outros modais, nem por isso são menos representativas na hora de fazer valer, ao menos, seu número, seja votando, seja aderindo a campanhas ou mesmo mobilizando-se em função de algum bom projeto legislativo. Humanizar estações de trem pode ser um bom começo. Quem não gostaria de encontrar ali exposições, cafeterias, livrarias, música ao vivo, teatro? Certamente, isso mudaria o perfil desse usuário sofrido, que deveria ser valorizado tanto quanto o público afeito a outros modais. Enquanto isso não acontece, contudo, o jeito é sonhar com a Ferrari vermelha e com a pin-up, só que esta última já usando apenas couro ecológico, para felicidade do vison.
Maristela Bleggi Tomasini - Advogada em Porto Alegre (RS)
Postado por SINFERP
Enviado por Rogério Centofanti 22/09/2012

Governo lança pacto pela redução de acidentes no trânsito


A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (21), ao lançar campanha permanente pela redução de acidentes de trânsito, que promover a paz nas estradas brasileiras é um compromisso do governo. Vestindo uma camisa com o rosto de Rafael Mascarenhas, filho mais novo da atriz Cissa Guimarães, que morreu atropelado há dois anos, Dilma homenageou todas as mães que perderam filhos no trânsito.
“Eu queria iniciar cumprimentando a Cissa Guimarães. Eu estou aqui com a camisa do Rafael porque eu quero iniciar homenageando todas as mães, todos os pais, todos os parentes que sofreram perdas como a da Cissa. São perdas irreparáveis (…) Juntos podemos fazer do trânsito uma oportunidade de exercitar nossa solidariedade e nossa prudência. Nossa cidadania e nosso respeito a esse bem que todos nós sabemos que é o mais precioso de todos, que é a vida”, afirmou.
Também presente à cerimônia,. o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, afirmou que a meta do governo ao lançar a campanha é reduzir pela metade o número de mortes por acidentes de trânsito no Brasil até 2020. Em 2010, 42.844 pessoas morreram nas estradas e ruas do país.
“Derrubar à metade o número de mortes significa salvar a vida de 21 mil pessoas a cada doze meses. Não podemos desperdiçar nosso futuro, desperdiçar tantas vidas. Nossas estradas não podem ser ralos por onde escoa a vida (…) Eu tenho certeza que [com a campanha] vamos alcançar os resultados”, disse o ministro.
Dor
A atriz Cissa Guimarães pediu penas mais severas para quem descumpre as leis de trânsito e disse esperar que a campanha lançada pelo governo promova uma mudança de comportamento na sociedade.
"Precisamos fazer um pacto para acabar com a sensação de impunidade. Que os agentes públicos se sintam comovidos com a dor das famílias quer perderam seus entes, que se aliem em adequar as punições a quem não respeita a vida. Eu tô com uma esperança enorme, to sentindo que a gente vai mudar, vai ser uma quebra de paradigma, de comportamento e eu tô compactuando total com isso", declarou a atriz.
"Há pouco escutei uma frase muito bonita para a Ciça: a sua dor é a nossa dor. Eu quero até que você que falou a frase se levantasse. Essa frase sitetisa o espírito desse pacto. Só é possível fazxer esse pacto quando a sua dor é a nossa dor", declarou Dilma, pedindo palmas para a moça que falou a frase, que se levantou na plateia.
O ex-piloto de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi afirmou que a estatística de acidentes de trânsito no Brasil é assustadora e por isso o lançamento da campanha representa um dia histórico. Segundo ele, a campanha vai deixar um legado para as próximas gerações.

Ouça trechos dos discursos da presidenta Dilma e de Ciça Guimarães:



Blog do Planalto.
Fonte - O Terror do Nordeste 22/09/2012

Bresser-Pereira: 'Condenar sem provas é violência contra a democracia'

Ex-ministro de FHC diz no Twitter que julgamento no STF não pode ser pretexto para 'condenar um partido de esquerda e seus líderes'
Por: Redação da Rede Brasil Atual



São Paulo - O economista Luiz Carlos Bresser-Pereira, ministro nos dois mandatos do governo FHC (1995-2002), afirmou hoje (21) em sua conta no Twitter que condenar réus com base em indícios ao invés de provas “é uma violência contra os direitos civis e a democracia”.
Ele se referia ao julgamento do chamado “mensalão” no STF e aos argumentos usados até agora pelo relator Joaquim Barbosa para pedir a condenação dos acusados. Na avaliação de Barbosa, indícios são suficientes par determinar a culpa dos réus.
“O risco que o Supremo corre no julgamento do Mensalão é o de se deixar influenciar por uma opinião pública tomada pela emoção. É preciso jamais não esquecer que a aplicação da justiça em termos emocionais é linchamento”, disse ele numa série de posts.
Depois, concluiu: O objetivo do julgamento do Mensalão é nobre, mas não pode ser o pretexto para condenar um partido político de esquerda e seus líderes. O Mensalão foi um grande erro, foi uma violência à democracia, mas erros não justificam outros erros contra essa mesma democracia”
Fonte -  O Terror do Nordeste  22/09/2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

BONDES PARA TODOS OS GOSTOS...Eles estão de volta

 “Na cidade do Porto – contava – estão quebrando o asfalto para repor em tráfego os bondes que circulavam no passado. Fato semelhante está acontecendo em dezenas e dezenas de cidades em muitos países, o que explica tantos novos fabricantes de material para transporte urbano”. 

21/09/2012
O VLT Tango, da Stadler, ao lado do TAV Avril, da Talgo 
Foi um festival de bondes e trens regionais. Nada menos de catorze modelos produzidos por igual número de fabricantes mostraram na InnoTrans que não é só no Brasil que as cidades estão querendo voltar aos trilhos. Havia naturalmente trens Alstom e Siemens, e Stadler e Skoda. Mas havia também fabricantes desconhecidos, que nem na InnoTrans se tinha ouvido falar: Zos Vrutky, da Eslováquia, com seu Movia diesel-hidráulico; Durmazlar Machinery, da Turquia, com o VLT Silkworm de piso baixo, ou ainda Pojazdy Szynowe PESA Bydgoszcz, da Polônia, com o TUD Link, para velocidade até 140 km/h.
Nenhuma crise, nenhuma dívida grega diminuiu o interesse do público e dos expositores da maior feira ferroviária do mundo, onde o Brasil por sinal teve presença destacada, com um pavilhão de 42 expositores, organizado por iniciativa da ANTF e da Abifer.
“Estamos trabalhando no setor que mais cresce no mundo”, dizia, exultante, Georg Andreas, da Panfer, trading austríaca especializada em comércio de material ferroviário. “Na cidade do Porto – contava – estão quebrando o asfalto para repor em tráfego os bondes que circulavam no passado. Fato semelhante está acontecendo em dezenas e dezenas de cidades em muitos países, o que explica tantos novos fabricantes de material para transporte urbano”.
Se a crise afetou algum segmento, foi nos trens de alta velocidade. Só havia um lançamento este ano, o Avril, da Talgo, capaz de alcançar 380 km/h, com tração distribuída (inclusive nos truques) e mantendo a tecnologia de rodas independentes, sem eixos, como em todos os Talgos (donde Alta Velocidad Rueda Independiente Ligero – AVRIL). Os outros dois modelos estavam em mock-up: o Frecciarossa 1000, um cruzamento entre o Zefiro da Bombardier e o ETR da AnsaldoBreda, para 400 km/h, multicorrente, previsto para entrar em serviço em 2013; e o ICE, que vem a representar a maior encomenda já assinada pela Siemens nos 160 anos de sua história, com 300 unidades a serem fornecidas para a Deutsche Bahn, a partir de 2016. Como as versões anteriores do ICE, a preocupação não é velocidade – que não vai além de 250 km/h – mas economicidade, conforto e flexibilidade, podendo ser usado tanto em linhas dedicadas como em linhas convencionais. A exposição de equipamento de carga foi inexpressiva.
Veja a seguir a galeria dos VLTs e trens regionais apresentados na InnoTrans 2012. A feira termina hoje para o público profissional, mas permanece aberta até o dia 26 para o público em geral.

APRECIEM => Galeria de fotos   Galeria InnoTrans
Fonte - Revista Ferroviária 21/09/2012

Transporte urbano compromete 15% da renda

 Valor Econômico  20/09/2012 - 
Foto - Ilustração
Os moradores das áreas urbanas brasileiras comprometem cerca de 15% da renda com transporte urbano, informou nesta quinta-feira o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o estudo, essas pessoas gastam, em média, em torno de cinco vezes mais com transporte privado do que com transporte público nos deslocamentos diários.
Na categoria transporte público foram consideradas pelo Ipea as despesas com ônibus, transporte alternativo, táxi, mototaxi, transporte escolar, ferroviário e hidroviário. Como transporte privado, entraram no cálculo os gastos com automóveis, motocicletas e bicicletas, incluindo aquisição, manutenção, combustível, documentação, seguro, pagamentos de estacionamentos e de pedágios.
O estudo do Ipea toma como base a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) de 2009, que teve como amostra 55.970 domicílios em todo o país. Foram analisadas nove regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador e Belém. Nas cidades periféricas das regiões metropolitanas, os moradores gastam três vezes mais com transporte privado do que com transporte público, menos do que os que moram nas capitais (quatro vezes mais).
Nas cidades do interior, porém, essa relação é de nove vezes. Um dos motivos para isso são as deficiências do transporte público no interior, explicou Carlos Henrique Carvalho, técnico do Ipea, que ressaltou também que nessas localidades não há muitos problemas com trânsito.
O comprometimento da renda com transporte urbano é maior nas cidades periféricas das regiões metropolitanas (16,43%), em função da renda menor da população. As pessoas que moram em capitais gastam, em média, 13,88% com transporte e aqueles que moram em regiões interioranas, 15,9%. "Mesmo gastando mais, em função da maior renda, o comprometimento orçamentário com transporte é menor nas famílias da capitais, indicando melhores condições de mobilidade e de inserção social das mesmas", diz o estudo.
Carvalho afirmou que um índice de comprometimento ideal com transporte, que foi calculado para se chegar ao valor do vale transporte pago pelas empresas, é de 6%, bem inferior ao que foi registrado na pesquisa. "Reduzir a mobilidade significa menos oportunidade de se conseguir emprego, menos condições adequadas de saúde e educação. Há, portanto, um impacto social embutido", disse Carvalho.
A pesquisa do Ipea também identificou que os gastos por pessoa com transporte coletivo na capital e nas cidades periféricas das regiões metropolitanas correspondem à metade do que é gasto nas cidades do interior. Por outro lado, os gastos per capita com transporte individual nos municípios interioranos estão no mesmo patamar dos observados na capital, com a diferença que o comprometimento da renda das famílias do interior com transporte urbano é muito maior, justamente por causa do maior percentual de gastos com transporte individual.
Fonte - Revista Ferroviária 20/09/2012

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Governo estadual retira a TWB e assume operação do sistema ferry-boat

Foto Ilustração
O governo da Bahia decretou intervenção na TWB, que deixa de controlar o sistema ferry boat. A operação foi assumida pela administração estadual a partir desta quinta-feira (20) e permanecerá sob o comando da Agerba até que uma empresa assuma por seis meses, antes que uma nova licitação seja realizada. O interventor Bruno Amorim da Cruz, da agência reguladora, está no escritório de São Joaquim, desde as 5h, no controle das operações, respaldado por um decreto de intervenção assinado pelo governador Jaques Wagner, publicado no Diário Oficial do Estado. Já previsto, o anúncio ainda não havia saído em função da espera do parecer da Procuradoria-Geral do Estado. Segundo informações do jornal A Tarde, agentes da Agerba já trabalhavam no ferry boat nos últimos dias e preparavam o terreno. Avisaram a comandantes dos navios e funcionários graduados da TWB que, se houvesse alguma operação do governo, todos ficassem tranquilos e operassem normamente. Ainda nesta quinta, às 10h, o vice-governador e secretário estadual de Infraestrutura, Otto Alencar, dará entrevista coletiva, na sede da pasta, para apresentar o interventor e os detalhes da ação, tais quais o parecer da PGE, os detalhes da operação do sistema e o prazo da intervenção.
Fonte - Bahia Noticias 20/09/2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Maior túnel ferroviário do mundo avança nos Alpes Suíços

Revista Fundações e Obras Geotécnicas 17/09/2012

As obras do maior túnel ferroviário do mundo estão avançando. Com extensão de 57 quilômetros, o Gotthard Base Tunnel está sendo escavado nos Alpes Suíços, com o objetivo de facilitar o transporte de carga e passageiros entre o país, a Alemanha e a Itália. A estrutura é localizada a 2300 metros de profundidade da superfície.
A empresa responsável pela obra é a AlpTransit Gotthard AG, que espera finalizar os trabalhos em dezembro de 2016. Para facilitar o processo, o túnel foi dividido em sete partes, cujas obras acontecem ao mesmo tempo: Altdorf/Rynächt, Erstfeld, Amsteg, Sedrun, Faido , Bodio, Biasca.
O Gotthard consiste em dois túneis paralelos, com 57 quilômetros de extensão, que são ligados por passagens a cada 325 metros. Também existirão estações de emergência ao longo de todo o trajeto e sistemas para controle de temperatura e ventilação. As obras foram iniciadas em 1999, e em outubro de 2010, foram finalizadas as primeiras escavações do tubo leste. No total, foram retirados 28,2 milhões de toneladas de rocha escavada. Vale lembrar que todo o material retirado na escavação vem sendo reaproveitado na própria obra.
O processo de construção é feito praticamente em conjunto com as escavações. Assim que as rochas são perfuradas pelas máquinas, os operários iniciam a colocação de telas metálicas para evitar o desmoronamento das paredes. O túnel também recebe grandes arcos de aço intercalados em todo o trajeto.
Em 2010, foi iniciada a instalação dos sistemas da ferrovia, começando pelo tubo oeste no trecho entre Bodio e Faido.
Após as férias de verão, as obras foram retomadas no último dia 20 de agosto. No trecho de Sedrun, está em andamento a adaptação do Eixo I da ferrovia e a instalação das passagens de ar e portas do túnel. Já no trecho entre Erstfeld e Sedrun, foi finalizada a última parte da pista de lastro do tubo leste.
Fonte - Revista Ferroviária

VÍDEO SOBRE A CONSTRUÇÃO DO TÚNEL

Em Salvador tudo é possível.......

Em Salvador realmente tudo é possível,até usar placas de sinalização da cidade para fazer divulgação de "um determinado  Shopping Center"...sim apenas de um  pois não há nenhuma referência nas mesmas placas, localizadas em vários locais distantes e diferentes, aos outros Shoppings existentes em área próxima ao mesmo.





















terça-feira, 18 de setembro de 2012

CPI pede bloqueio das empresas de fachada de Carlinhos Cachoeira

A CPI do Cachoira pediu hoje o bloqueio das empresas de fachada usadas pelo bicheiro. A fortuna de Cachoeira, rastreada até agora, chega a quase R$ 300 milhões. Metade ainda está no exterior. Relatórios e vídeos de Cachoeira obtidos em primeira mão pelo Jornal da Record, revela, luxos financiados pelo dinheiro do crime.


Fonte - Jornal da Record  18/09/2012

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Pesquisa aponta que paulistano preferiria usar transporte público se fosse de qualidade

De acordo com a pesquisa, a média gasta pelos moradores da capital paulista no trânsito é de duas horas e meia por dia, tanto de carro quanto de transporte coletivo. Mais de 2 milhões de paulistanos utilizam carro todos os dias. 65% deles afirmam que migrariam para o transporte público, se valesse a pena.


Fonte -  Jornal da Record 17/09/2012

sábado, 15 de setembro de 2012

Trens de passageiros - Ainda é possível sonhar e viajar

Estrada de Ferro Vitória a Minas

O Trem de Passageiros da EFVM é o único que realiza viagens diárias e de longa distância no Brasil. Passando por cidades históricas, às margens do Rio Piracicaba e do Rio Doce, em Minas Gerais, ele chega até as praias do Espírito Santo. A viagem de 664 quilômetros entre Belo Horizonte e Vitória tem duração de 13 horas, aproximadamente.
Para mais conforto e comodidade, o trem conta com carro lanchonete, carro restaurante, vagão exclusivo para portadores de necessidades especiais e ar-condicionado no carro executivo. O atendimento da equipe de bordo é realizado em todos os ambientes.
O percurso
Todos os dias, dois trens de passageiros circulam pela EFVM. Um sai de Cariacica, na região metropolitana de Vitória, às 7h, chegando a Belo Horizonte por volta de 20h10. O outro parte da capital mineira às 7h30 e encerra a viagem às 20h30, na capital capixaba. Há também um trem que realiza o percurso entre as cidades de Itabira e Nova Era e faz conexão com os dois trens da linha principal.
Em funcionamento desde 1907, o Trem de Passageiros incentiva o turismo na região e contribui para integrar e desenvolver comunidades. Em 2010, mais de 1 milhão de pessoas foram transportadas nos trens da EFVM.

Estrada de Ferro Carajás


Interior de um vagão da classe Executiva do Trem São Luís - Parauapebas
Interior de um vagão da classe Executiva do Trem São Luís - Parauapebas. Foto: Vale

Responsável pelo transporte de 1.100 pessoas por dia, o Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Carajás (EFC) atende a 23 municípios no Maranhão (MA) e no Pará (PA). Em funcionamento desde 1986, o trem é uma excelente opção. Suas tarifas são até 50% mais baratas que as dos transportes rodoviários e, no período das chuvas, ele é o único meio de transporte de algumas localidades
O Trem de Passageiros possui classes econômica e executiva, além de um carro lanchonete – em baixa temporada – e dois carros lanchonetes – em alta temporada. Para conforto das mães que viajam com crianças, existe um fraldário para a higienização dos bebês.
Na composição há também ambulatório para atendimento de primeiros socorros e um carro PCD, exclusivo para pessoas com deficiência. O carro possui duas alas: uma para cadeirantes e acompanhantes e outra para pessoas com mobilidade reduzida. Ambas com ar condicionado e televisão.
O percurso
O trem parte da Estação Ferroviária de São Luís (MA) com destino a Parauapebas, no sudeste do Pará, às segundas, quintas-feiras e sábados. Às terças, sextas-feiras e aos domingos, realiza o percurso de volta. Só não há viagem na quarta-feira, quando é realizada a manutenção dos carros e locomotivas. Em 2010, o número total de pessoas transportadas foi de 339.790.
Veja na tabela abaixo as principais informações sobre o Trem de Passageiros: preço, horário, estações e pontos de venda.
Fonte - www.vale.com 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Governo federal oficializa verba para metrô de Salvador e Lauro de Freitas

Transportes sobre trilhos

A edição desta sexta-feira (14) do Diário Oficial da União (DOU) traz decreto que oficializa o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que serão executadas por meio de transferência obrigatória. O decreto de número 7.804 é assinado pela presidenta Dilma Rousseff e os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).

JM
Foto ilustração - Jornal da Mídia
O projeto prevê investimento de R$ 3,5 bilhões para conclusão da Linha 1 (até Pirajá) e a implantação da Linha 2 (do Bonocô a Lauro de Freitas).Salvador – A edição desta sexta-feira (14) do Diário Oficial da União (DOU) traz decreto que oficializa o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que serão executadas por meio de transferência obrigatória. O decreto de número 7.804 é assinado pela presidenta Dilma Rousseff e os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil).
O projeto prevê investimento de R$ 3,5 bilhões para conclusão da Linha 1 (até Pirajá) e a implantação da Linha 2 (do Bonocô a Lauro de Freitas), por meio de uma Parceria Púbico-Privada. Parte deste recurso (R$ 1 bilhão) virá do Orçamento Geral da União (OGU), conforme o decreto.
O secretário da Casa Civil do Governo da Bahia, Rui Costa, disse que a inserção do metrô no PAC Mobilidade Grandes Cidades é estruturante para a capital baiana. “Por meio do PAC Mobilidade, teremos ainda um financiamento no valor de R$ 600 milhões para a implantação do metrô neste grande centro urbano, que é a cidade de Salvador”, disse Costa.
A consulta pública que agrega sugestões e críticas ao empreendimento termina na próxima quinta-feira, dia 20. O Sistema Metroviário contará com 20 estações e 36,4 quilômetros de extensão, atendendo diretamente a população de Salvador e Lauro de Freitas, e beneficiando indiretamente a toda a Região Metropolitana.
Fonte - Jornal da Mídia 14/09/2012

Matriz ideal teria 35% de ferrovias, diz Perrupato

Ninguém segura mais esse "Trem"

Foto - Ilustração
 Agência Estado
A matriz ideal de transportes para o País nos próximos 10 anos, ou seja, em 2023, seria formada por 35% de ferrovias e 29% de rodovias. A avaliação foi feita nesta quinta-feira pelo secretário de Política Nacional do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato. Os demais ficariam por conta de outros modais, como hidrovias, por exemplo.
De acordo com ele, esta é a composição da matriz de transportes a que o Brasil deverá chegar até 2023 se for mantido o fluxo de investimentos programados. Isso significa dizer que nos dois modais principais, a ferrovia terá que subir de uma participação atual de 25% no total para 35% até 2023 enquanto que as rodovias, que hoje beiram os 60%, deverão cair para 29% da matriz mesmo com os investimentos
Perrupato destacou que boa parte dos investimentos previstos para as rodovias será destinada à ampliação e duplicação da malha já existente e não só para a construção de mais estradas.
Sobre as críticas comuns de que o Brasil é um país "rodovianista", o secretário disse que são erradas. "É errado dizer isso porque no Brasil a malha rodoviária não chega a 300 mil quilômetros se juntarmos todas as jurisdições", rebateu o secretário, lembrando que nos Estados Unidos a malha rodoviária é de 1,5 milhão de quilômetros. "Se comparar com o Brasil chega a ser ridículo", afirmou.
Fonte - Revista Ferroviária 13/09/2012

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Consórcios querem participar de mais de uma etapa do TAV

Valor Econômico
Foto ilustração
A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) avaliará se vai permitir que as empresas do consórcio vencedor da primeira etapa da licitação do trem-bala possam participar também das próximas etapas, que incluem a elaboração do projeto executivo e a construção da infraestrutura ferroviária.
Essa foi uma demanda apresentada pelo diretor de mercados internacionais da Ferrovie Italiane, Giovanni Rocca, durante a audiência pública para discutir as minutas do edital de concessão do trem-bala, referente à primeira etapa d processo: operação, manutenção do sistema e transferência de tecnologia.
Roberto Dias David, representante da ANTT, explicou que atualmente o texto impede que as empresas pertencentes ao consórcio vencedor da primeira fase e as companhias subcontratadas por estas participem das próximas etapas, mas que o pedido será avaliado. As subcontratadas, segundo ele, são empresas que não fazem parte do consórcio e que terão sua experiência usada para preencher os requisitos exigidos de participação no edital, como tempo de prestação de serviço.
David disse ainda que o governo estuda como serão feitas as outras duas etapas do processo de implantação do trem-bala que vai ligar Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. “As demais etapas do projeto de implantação ainda não têm definição [de data] para apresentação”, mas por enquanto o governo se compromete a realizá-las [projeto executivo e construção da infraestrutura].
O representante da ANTT explicou que essas demais fases dependem do resultado da primeira, que definirá a tecnologia a ser usada na implantação do trem-bala. “Sem isso, não é possível fazer o projeto executivo”, que deverá considerar também túneis, pontes e viadutos.
O representante da empresa italiana informou que a Ferrovie opera cerca de mil quilômetros de linhas de alta velocidade em seu país, e que em dois anos terá mais um trecho de 200 quilômetros em funcionamento. Segundo ele, a companhia comprou 50 trens de alta velocidade que chegam a 360 km/h. As unidades serão fabricadas pela Bombardier e outras empresas.
Empresários pedem datas mais precisas
Empresários que participaram da audiência pública sobre o edital do trem-bala pediram que prazos estabelecidos pelo governo sejam mais específicos para que os interessados na licitação possam calcular melhor os custos e financiamentos, disse Herbert Resende, diretor da área de infraestrutura da Indra, companhia espanhola no Brasil. Ele citou como exemplo o prazo de conclusão da primeira parte da infraestrutura, estabelecido para 2016.
Roberto Dias David, representante da ANTT, afirmou que as datas são “para dar uma ideia” e que o órgão vai avaliar a proposta de colocar prazos mais precisos.
Representantes do consócio japonês interessado no trem-bala disseram que o grupo, que inclui empresas como Hitachi, Mitsubishi e Toshiba, deve apresentar sugestões ao edital de uma só vez numa data futura.
A ANTT explicou que as propostas apresentadas na audiência pública serão avaliadas e, se aceitas, modificarão o edital de licitação de operação do trem-bala, previsto para ser publicado em 31 de outubro.
Mais seis audiências serão realizadas até 21 de setembro. Todas nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A sessão desta terça-feira ocorreu em Brasília (DF).

Fonte - Revista Ferroviária 11/09/2012 

O Trajeto dos ônibus em SP

Bus São Paulo - Foto Pregopontocom
(E Salvador... com os mesmos problemas)

Folha de S.Paulo
*José Luiz Portella Pereira
Quando se fala do tempo gasto pelas pessoas para chegarem ao trabalho, a ideia é apontar o trânsito como o grande culpado. Ele tem grande influência, mas não é o único responsável.
O trajeto dos ônibus em São Paulo é quase sempre irracional. (Leia-se em Salvador também) Feito para demorar mais do que seria necessário. São longos e tortuosos percursos, passando muitas vezes por ruas estreitas, aumentando o tempo da viagem. Pior ainda é que não se ligam a trem e metrô, de modo a otimizarem o deslocamento.
Bus Salvador -Foto Pregopontocom
O foco não está no deslocamento das pessoas, mas no melhor percurso para o ônibus.
Ninguém sai de casa para andar de metrô, de trem, de ônibus. O grande objetivo é chegar ao destino no menor tempo possível. Logo, o sistema de transporte deve ser pensado como um todo que se articule da melhor forma para realizar as viagens demandadas.
De onde partem as pessoas e para onde elas querem ir é o que importa. O sistema deve atender diretamente esses desejos. Deve adaptar-se a isso e não o contrário.
Linhas de ônibus que estão próximas de linhas de metrô ou de trem fazem voltas e voltas, percorrem um trajeto maior e acabam deixando as pessoas em estações mais sobrecarregadas do sistema sobre trilhos, como a estação Itaquera, do metrô, onde já existe um terminal bastante carregado.
Além do desconforto, o tempo de viagem aumenta, pois a concentração em determinadas estações aumenta o tempo de embarque. Quer dizer, além do trânsito em si, bastante carregado, acrescenta-se um trajeto mais longo.
A linha 213C (Itaim Paulista - Jd. Califórnia) é um exemplo.
Tratar cada modo de transporte separadamente é a origem dessas incoerências. Metrô, ônibus, carro, táxi, bicicleta fazem parte de um sistema só. Que, por isso, deve ser operado por um gestor apenas: a chamada Autoridade Metropolitana de Transporte.
Uma mudança nos trajetos dos ônibus diminuiria imediatamente o tempo gasto nas viagens. Acrescida de uma nova ligação planejada com o transporte sobre trilhos em estações sem concentração indevida, teria sucesso ainda maior.
O trânsito não irá mudar da noite para o dia. Tampouco os congestionamentos desaparecerão. Só um conjunto ousado de medidas diminuirá o comprimento das filas. Que em São Paulo podem ser reduzidas em 30%, em cerca de três anos.
Mas esse conjunto não necessita ser implantado simultaneamente. A mudança de trajeto dos ônibus pode ser implantada logo. Teria efeito benéfico imediato que quase todos iriam perceber rapidamente.
Algumas soluções estão mais próximas do que se pensa. Aplicá-las, além de melhorar a vida das pessoas, serviria de estímulo para acreditarmos que a cidade tem jeito.
*José Luiz Portella Pereira, 58, é engenheiro civil especializado em gerenciamento de projetos, orçamento público, transportes e tráfego. Foi secretário-executivo dos Ministérios do Esporte e dos Transportes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo e presidente da Fundação de Assistência ao Estudante. Formulou e implantou o Programa Alfabetização Solidária e implantou o 1º Programa Universidade Solidária.

Fonte - Revista Ferroviária 13/09/2012