sábado, 11 de agosto de 2012

Governo assume todo o risco do trem-bala


Para tentar concretizar o trem-bala, o governo cedeu e ficará responsável por todo o risco do negócio. Como contrapartida, exigirá transferência tecnológica e comprovação de experiência, o que deixará a disputa mais acirrada entre Europa e Japão. A presidente Dilma Rousseff quer tirar o projeto da gaveta "o mais rápido possível". Nem que, para isso, seja preciso remodelar o projeto.
O risco do negócio será do governo, como já era no modelo anterior, incluindo o risco de demanda (o operador só vai pagar pelo uso da infraestrutura a partir de um certo ponto), os ambientais, de desapropriação e de engenharia.
"Hoje, passar o risco para a iniciativa privada é uma coisa muito cara. É mais negócio assumir o risco do que pagar o dobro", justificou Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nomeado por Dilma como diretor-presidente da Etav, estatal constituída na última quarta-feira e que será sócia compulsória do vencedor do leilão.
O trem que ligará Campinas a São Paulo e Rio de Janeiro está previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e deve entrar também na rodada de novas concessões que o governo anunciará na semana que vem.
Com investimentos previstos em R$ 33,2 bilhões, o governo não quer errar na preparação do edital para evitar que empresas pouco experientes vençam, como aconteceu com os aeroportos. "Temos preocupação para não ocorrer o que aconteceu onde esse cuidado não foi tomado", disse Figueiredo. Para isso, fará um balanço do volume de acidentes das interessadas: "Queremos grupos que têm história de operação, que possam demonstrar que conhecem profundamente aquilo e que tenham um serviço bem feito."
Com este perfil, tornam-se fortes concorrentes Japão, França, Alemanha, Espanha, Itália, Coreia e China. "Não haverá um número grande de interessados, mas será uma disputa muito acirrada", previu. Como atração, o governo decidiu criar uma regra em que um concorrente que detenha a tecnologia dividida com outros grupos possa habilitar mais participantes na concorrência, mas resguardará por contrato a garantia de transferência de know-how.
Tecnologia. "Queremos que o coração do pacote tecnológico tenha mais compromisso com o projeto, mas haverá flexibilidade." Na primeira tentativa de concretizar o trem-bala, os investidores foram perdendo o interesse, em especial os coreanos. "A gente achava que tinha um projeto que era um bom negócio, mas os empresários não quiseram correr riscos", disse.
Com a nova postura do Estado, assumindo maior responsabilidade, a expectativa é que o interesse ressurja. "Eu nunca vi a nossa presidente desistir de uma coisa que ela ache que é importante", disse. "Não está na nossa agenda a possibilidade de não fazer. Eu trabalho só com a alternativa 'fazer'. "Apesar da associação entre setor público e iniciativa privada, o modelo atual não é uma clássica Parceria Público-Privada (PPP). "Não podemos desprezar nenhuma ferramenta. Se a PPP se transformar no melhor instrumento, ela pode ser usada", afirmou.
Com a constituição da Etav, o presidente pretende entregar o projeto no fim de 2013 para que a obra comece no ano seguinte e esteja terminada em 2019. "É possível antecipar. Minha missão é fazer o TAV entrar em operação o mais cedo possível."
Além do papel de investidor e da escolha do sócio, o outro desafio da Etav passa pelo "caminho crítico" da construção da ferrovia por onde vão circular os trens. O terceiro é convencer a sociedade de que o projeto não é "estapafúrdio" ou "experimental". "Nossa proposta é ousada, pois queremos o TAV sustentável economicamente", disse, lembrando que isso não ocorre nos demais países.

MSN – Célia Froufe / Fonte - São Paulo Trem Jeito 11/08/2012

Sessão de Apresentação do Projeto de Concessão Patrocinada (PPP) do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas

clique para baixar o Edital

Veja Aqui
Aviso de Audiência Pública - dias 17/08/12 e 20/08/12
Aviso de Audiência Pública - dia 24/08/12

Regulamento da Audiência Pública

A BM&FBOVESPA e o Governo da Bahia convidam para Sessão de Apresentação do Projeto de Concessão Patrocinada (PPP) do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, para discutir e receber sugestões do projeto.




13 de agosto de 2012
14h30 às 17h30
Rua XV de Novembro, 275 – 1º andar

Confirmação de presença pelo e-mail confirmacao@bvmf.com.br.

O credenciamento será realizado 30 minutos antes do horário marcado para o início da sessão, limitado ao número máximo de 190 pessoas devido à capacidade do auditório utilizado para a realização do evento.

Mais informações podem ser obtidas no Edital, que está em consulta pública até 20/8/2012 no endereço www.sedur.ba.gov.br/metro.


Fonte - Sedur Gov. da Bahia

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ibama autoriza retomada das obras da Fiol

Valor Econômico
Jequiéreporter
A estatal Valec recebeu autorização para retomar as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), empreendimento que está em construção na Bahia. A licença de instalação foi dada pelo Ibama, após análise de um relatório de atendimento às exigências ambientais impostas pelo órgão.
A ferrovia baiana, que parte do litoral, em Ilhéus, até chegar ao município de Barreiras, no Oeste do Estado, chegou a receber a licença de instalação em 2010, mas teve a autorização suspensa no ano seguinte, por conta de uma série de condicionantes que não vinham sendo cumpridas pela estatal. Depois de fazer uma varredura nas ações da Valec no ano passado, analistas do Ibama verificaram que, de 37 ações compensatórias, apenas 17 vinham sendo atendidas. A estatal chegou a apresentar um pedido de liberação no fim do ano passado, mas novamente o Ibama encontrou dez condicionantes pendentes e voltou a negar a autorização. O projeto foi mais uma vez ajustado. Dessa vez, o órgão ambiental decidiu dar um voto de confiança a Valec. "Todas as pendências foram resolvidas. Agora, com a revalidação da licença, vamos recuperar o tempo perdido", diz Josias Sampaio Cavalcanti, diretor de planejamento da Valec.
As obras da Fiol estão atrasadas. No balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) divulgado no mês passado, a ferrovia de R$ 4,235 bilhões recebeu o selo "preocupante" quanto ao seu cronograma. Pelo plano original, a construção dos 1.022 km da Fiol deveria ter começado em julho de 2010, sendo concluída até o fim deste ano. Só algumas dezenas de quilômetros de estrada de ferro foram entregues até agora.
Por conta dos problemas, até o momento o Ibama só tinha liberado 180 km do total de 500 km entre Ilhéus e Caetité. É exatamente esse trecho que, agora, recebe sinal verde. Para acelerar as frentes de obra, a Valec trocou, inclusive, as lideranças internas que estavam à frente do projeto na Bahia.
A meta agora é destravar a segunda metade da ferrovia, que liga Caetité a Barreiras, num trecho de mais 500 km, uma tarefa que promete ser ainda mais complicada. Além de não ter licença de instalação do Ibama, o trecho teve as obras suspensas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Há dez dias, depois de analisar a situação dos contratos firmados com empreiteiras e o cumprimento de determinações já feitas, o ministro do TCU Weder de Oliveira decidiu manter a medida cautelar que suspendeu as obras. Para o tribunal, a Valec não atendeu as orientações.
Segundo Josias Sampaio Cavalcanti, a empresa trabalha para resolver as pendências com o TCU e espera que, até setembro, o trecho seja liberado. Paralelamente, a Valec acerta os ponteiros com o Ibama, que exigiu revisão de itens do relatório ambiental da segunda etapa. Entre eles, a alteração de traçado de cerca de 60 km de malha.
Uma mudança parecida foi necessária também no primeiro trecho da Fiol, onde o empresário Norberto Odebrecht, dono da empreiteira de mesmo nome, concordou em deixar a ferrovia cortar parte das terras de sua fazenda na região, desde que o traçado original sofresse algumas alterações. "Chegamos a um acordo. Quanto ao segundo trecho, faremos um seminário técnico no Ibama até 10 de setembro", diz Cavalcanti. "Acredito que, até o fim de setembro, teremos uma resposta definitiva sobre essa malha."
Os oito lotes de obras da Fiol - incluindo a construção de uma ponte de mais de 3 km sobre o rio São Francisco - foram licitados em 2010. Todos já têm empreiteiras à sua frente, mas a Valec terá que rever os termos de boa parte dos contratos, por conta das alterações no projeto original.
Fonte - Revista Ferroviária 10/08/2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Justiça suspende contrato do VLT de Cuiabá (MT)

Transportes sobre trilhos  🚄

De acordo com o juiz federal Marllon Sousa, a obra, bancada pelo governo estadual através de empréstimos federais, está em seu início e não terminaria a tempo para a Copa do Mundo de 2014, ao contrário do que afirma o governo de Mato Grosso.

São Paulo Trem Jeito
foto - ilustração/arquivo
A Justiça Federal suspendeu nesta terça-feira o contrato de R$ 1,47 bilhão firmado entre o governo de Mato Grosso e um consórcio de empreiteiras para a construção de uma linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na cidade de Cuiabá. De acordo com o juiz federal Marllon Sousa, a obra, bancada pelo governo estadual através de empréstimos federais, está em seu início e não terminaria a tempo para a Copa do Mundo de 2014, ao contrário do que afirma o governo de Mato Grosso.
A decisão judicial proferida nesta terça, em caráter liminar, também suspende "qualquer repasse relativo ao empréstimo concedido com recursos do FGTS e BNDES, bem como o bloqueio de quaisquer valores repassados ao Estado de Mato Grosso ou ao Consórcio VLT CUIABÁ, que tenham relação com o contrato suspenso".
A decisão do juiz federal atende a solicitação do MPF (Ministério Público Federal) e do MP-MT (Ministério Público de Mato Grosso), que entraram com ação civil pública para barrar a obra, por indícios de superfaturamento, preço elevado demais e inconveniência por parte do Estado em gastar R$ 1,47 bilhão com uma obra que poderia ser substituída por saídas mais baratas, levando em conta as dificuldades atuais do Estado de Mato Grosso em atender às suas responsabilidades constitucionais primordiais, como garantia de educação e saúde de qualidade para a população.
Para Marllon Sousa, que acatou todas as argumentações dos MPs, "a contratação de obra (foi feita) com procedimento inadequado de seleção de propostas, além de desproporcional quanto aos resultados esperados, bem como desnecessária quanto à forma empregada, caracterizando o completo desrespeito pelos postulados constitucionais, cuja consequência, em caso da não suspensão imediata de sua execução é a lesão de magnitude gigantesca ao patrimônio público".
Além da questão financeira, o contrato do VLT, de acordo com a Justiça, é ilegal porque foi feito através do RDC, ou Regime Diferenciado de Contratações, que é um modelo de licitação mais rápido e simplificado, criado no ano passado para ser utilizado exclusivamente em obras que estão sendo feitas para preparar o país para a Copa do Mundo.
Como o contrato da obra prevê que a entrega do modal se dê em agosto de 2014 (após o término da Copa), e como não há "possibilidade técnica de término das obras do VLT antes do evento Copa do Mundo", de acordo com entendimento da Justiça, o juiz federal entendeu que a contratação da empreitada via RDC é ilegal.
Procurado, o governo de Mato Grosso informou que não comentaria o tema por ora, já que não teria ainda sido notificado sobre a decisão.
Entenda o caso
A opção do governo de Mato Grosso pela construção do VLT se deu de maneira tardia, em junho do ano passado, quando as autoridades locais decidiram alterar a Matriz de Responsabilidades da Copa, documento assinado em janeiro de 2010 por União, Estados e cidades-sedes do Mundial de 2014 contendo o planejamento das principais obras que seriam realizadas no país como forma de preparação para a Copa.
Monotrilho de SP também não ficará pronto até a copa
O contrato firmado entre o governo do Estado de São Paulo e o consórcio responsável pela construção da Linha 17 do metrô, prevista para fazer a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede CPTM de trens metropolitanos, determina que a obra tem que ser entregue até o dia 27 de junho de 2014, ou seja, 15 dias após o início da Copa do Mundo de 2014.
A linha de monotrilho, orçada em R$ 3,1 bilhões, consta no planejamento do governo brasileiro de preparação para a Copa. Trata-se da única obra de mobilidade urbana na cidade de São Paulo presente na Matriz de Responsabilidade, documento assinado em janeiro de 2010 por União, Estados e cidades-sedes como compromisso assumido para o torneio de 2014.
Até junho de 2011, a ideia era construir um sistema de BRT (corredores exclusivos de ônibus) em Cuiabá, a um custo previsto inferior a R$ 500 milhões. As autoridades estaduais, porém, tomaram uma decisão baseada em critérios políticos, e não técnicos, para alterar o planejado, conforme noticiou o UOL Esporte no dia 7 de julho de 2011.
Desde então, o governo de Mato Grosso trabalhou para que as autoridades federais aceitassem a troca de modal, mantendo os empréstimos já garantidos e aumentando o financiamento federal para R$ 1,15 bilhão.
Uma licitação para construir o VLT foi concluída em junho deste ano, e a obra ganhou o preço oficial de R$ 1,47 bilhão, quase o triplo do que se planejava inicialmente. Os ministérios públicos federal e estadual de Mato Grosso, então, entraram com uma ação civil pública questionando a conveniência da obra. Nesta terça, a Justiça Federal suspendeu o contrato e os financiamentos relacionados ao VLT de Cuiabá.
As irregularidades apontadas pela Justiça
Em sua decisão, o juiz federal elenca os fatos que fizeram com que ele decidisse pela suspensão da obra, todos colhidos por promotores e procuradores em estudos técnicos fornecidos por universidades, acadêmicos e escritórios de engenharia:
1 - Comparação com o sistema de BRT
- "O custo assombroso da implantação da modalidade VLT é o equivalente a aproximadamente cinco vezes o gasto que seria necessário em caso de adoção do BRT."
- "O custo ao passageiro da tarifa pela utilização do VLT é quase o dobro do que seria pago pelo bilhete no BRT, onerando injustificadamente a população, quando se poderia optar por modalidade mais barata tanto aos cofres públicos quanto ao bolso de nossa sofrida população."
2 - Desproporcionalidade do investimento
- "Não há demanda que justifique a implantação de módulo de transporte tão oneroso aos cofres públicos"
- "A título de comparação, citem-se os investimentos na implantação de módulo de transporte na cidade de Belo Horizonte-MG, no montante aproximado de R$ 51,2 milhões, numa extensão de 6,25km, sendo escolhido o BRT como opção a ser executada.
Levando-se em consideração a proporção dos valores utilizados em Belo Horizonte, sexta maior capital do país, fazendo-se cálculos aritméticos simples em relação à extensão do trajeto a ser implantado em Várzea Grande e Cuiabá, chegar-se-ia a um valor aproximado de R$ 250 milhões, isto falando na adoção do BRT como parâmetro, sendo incompreensível a adoção por parte de cidade de médio porte, sem sequer plano de região metropolitana com devida execução, a opção por um meio de transporte tão oneroso às contas públicas."
3 - Situação financeira do governo de Mato Grosso
- "Examinando detidamente os documentos que endossam a inicial, conclui-se não ser crível que um Estado da Federação que não aplique sequer o mínimo constitucional obrigatório em ações de educação e ensino (conforme dados dos anexos da inicial) contraia dívida no importe de mais de 01 BILHAO DE REAIS, em apenas uma obra, que corresponde a mais de 10% (dez por cento) do total de sua receita bruta anual, conforme dados constantes dos anexos a estes autos, sendo de todo ilegal e imoral a desvinculação de receita obrigatória."
4 - Conclusão
- "A contratação de obra com procedimento inadequado de seleção de propostas, além de desproporcional quanto aos resultados esperados, bem como desnecessária quanto à forma empregada, caracterizando o completo desrespeito pelos postulados constitucionais, cuja consequência, em caso da não suspensão imediata de sua execução é a lesão de magnitude gigantesca ao patrimônio público, devendo esta conduta ser reprimida por este juízo."
Uol – 07/08/2012

Comentário do sindicato:
Com exceção de eventual suspeita de tramoia no contrato, todos os demais argumentos são inconsistentes. Vamos a eles, e com sugestões para redução dramática de gastos do dinheiro público.
1. Aeroportos são mais caros do que rodoviárias. Logo, basta extinguir o transporte aéreo, criar rodoviárias privadas, servidas por ônibus privados, trafegando por estradas pedagiadas. Todo mundo viaja de “buzão”, e o contribuinte paga apenas pelo que de fato usa.
2. Trens (principalmente os metropolitanos) são caros. Basta remover os trilhos, meter asfalto em todas as linhas, privatizar as estações, e eis um megacorredor de BRT, por onde circularão os ônibus privados. Não é difícil que os operadores dos BRTS cuidem do ex-leito da ferrovia.
3. Não é necessário construir corredores de BRT. Basta reservar muitas ruas e avenidas apenas para eles (proibir o trânsito de automóveis, motos e caminhões). Os operadores privados irão adorar. Talvez até paguem pela conservação das vias. Também nessa medida, só pagarão os usuários do sistema.
4. Se transporte é pensado apenas para ocasiões especiais (Olimpíadas e Copas), talvez fosse importante criar uma agenda anual para elas.
5. Lembrando que de governo os contribuintes esperam por escolas e hospitais, talvez fosse desejável não mais construir edifícios majestosos (desproporcionais quanto aos resultados esperados) para instâncias administrativas do executivo, legislativo de judiciário. “Puxadinhos” para eles, e mais escolas, hospitais e saneamento para a “nossa população sofrida”.
A lamentar pelos cuiabanos (não citados no rol dos "ouvidos), que ficarão sem transporte sobre trilhos, para deleite dos interesses rodoviaristas. Pagarão por esse preço mais tarde, quando o trânsito e a poluição lhes será imposta pela decisão atual, de quem nem mesmo anda de ônibus. Bem, também não andaria de VLT.
Postado por SINFERP às 12:29 
Fonte - São Paulo Trem Jeito 08/08/2012


Comentário Pregopontocom:
O mais lamentável desse episódio são as "fontes técnicas" usadas para dar sustentação a esse fato.Se o problema é a licitação que foi feita de maneira indevida, então que se anule e se faça uma outra da maneira correta e fiscalizada.Porque deixaram fazer a licitação dessa maneira então?!!! porque não ajustaram a mesma antecipadamente?!!! não é para isso que existem os TACs?.Punir a população da cidade simplesmente por supor que  o VLT não ficara pronto para a Copa de 2014?...Será esse um  motivo suficiente para se embargar o projeto?...Será essa uma obra para atender unica e exclusivamente o evento da copa de 2014?... Talvez esteja ai uma maneira atrofiada de se olhar para o interesse público e para o futuro da cidade.Será mesmo que os legítimos interesses do Povo e da cidade estão sendo tratados com zelo e cuidado???? ou será que alguma nuvem escura paira sobre o  céu   de Cuiabá..... Seguindo a lógica dos argumentos utilizados,quem sabe com uma boa dose de paciência e resignação então numa provável futura Copa do mundo ( daqui mais umas dezenas de anos )  a ser realizado no Brasil, Cuiabá possa ter então  o seu tão desejado VLT......

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Matéria do Correio do Brasil sobre dados levantados pela CPMI do Cachoeira que se cruzam com o processo do mensalão e alertam o STF

Uma clara e imparcial análise do Correio do Brasil demonstra que a oposição está mais apreensiva com os desdobramentos que poderão ocorrer com o também mensalão tucano e a Lista de Furnas divulgada recentemente pela revista Carta Capital do que possa ocorrer com os réus do mensalão ora em julgamento no STF. 
Por Redação - de Brasília, São Paulo e Belo Horizonte - Correio do Brasil 05/08/2012



O escândalo eleitoral mais ruidoso das últimas décadas, apelidado de ‘mensalão’, e a quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, têm mais pontos em comum do que presumiam os magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o julgamento da Ação Penal (AP) 470 se reinicia, nesta segunda-feira, com o pronunciamento dos advogados de defesa de 38 réus. Juntos, eles teriam formado uma organização criminosa destinada a comprar votos de parlamentares, segundo a longa tese do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, oficializada na sustentação oral de mais de cinco horas, na sexta-feira. Os fatos apurados por parlamentares, agentes da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF), porém, começam a desenhar um contorno da realidade bem diferente daquele que sugere a peça de acusação.
Negociadores experientes conversam com Cachoeira, encarcerado no Presídio da Papuda, em Brasília, segundo fonte confidenciou ao Correio do Brasil, “para acertar os pontos finais de uma delação premiada”, benefício legal que poderá ser concedida ao contraventor, caso ele resolva falar o que sabe sobre a rede de crimes que comandava no país. Cachoeira, privado da liberdade há quase seis meses e das visitas íntimas da mulher dele, Andressa Mendonça, desde que ela foi detida pela acusação de tentativa de suborno a um juiz federal, há uma semana, “está vivendo um inferno”, afirmou um advogado a colegas do escritório do jurista Márcio Thomaz Bastos, que renunciou à defesa do bicheiro....VEJA A MATÉRIA COMPLETA CLIK AQUI=> http://pregopontocommais.blogspot.com.br/2012/08/cpmi-do-cachoeira-levanta-dados-que-se.html

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Mídia brasileira rasgando dinheiro !!!!

Por Luiz Carlos Azenha, no blog Viomundo:




Gráficos extraídos de Venezuela no Mercosul anima indústria, na Folha, 04.08.2012


O mundo em crise econômica. A China avançando sobre mercados brasileiros. E a mídia nativa quer que o Brasil abra mão de crescer em mercados nos quais o país tem imensa vantagem comparativa em relação a concorrentes, entre outros motivos por causa da geografia.
É ou não rasgar dinheiro?
Dois dias antes de publicar os gráficos, a Folha martelou, no editorial Sem Rumo no Mercosul: “Celebrada pelo governo brasileiro como uma ‘nova etapa’ do bloco comercial, a precipitada incorporação da Venezuela ao Mercosul, concretizada anteontem, seguiu a lógica estreita da afinidade ideológica e das políticas erráticas que têm impedido o aprofundamento da integração comercial sul-americana”.
Já o Estadão, em O desmonte do Mercosul, escreveu: “O ingresso da Venezuela de Chávez nada acrescenta, economicamente, à cambaleante união aduaneira. Do ponto de vista diplomático, a presença do chefe bolivariano será mais um entrave a negociações com parceiros relevantes, como os Estados Unidos e a União Europeia. Será, igualmente, um complicador adicional em discussões de alcance global. Neste momento, já é um fator de desagregação”.
Pura coincidência: a linha dos dois jornalões paulistas combina com os objetivos estratégicos dos Estados Unidos, cuja propaganda, promovida de forma aberta ou clandestina, ora mata Hugo Chávez, ora o acusa de envolvimento com o narcotráfico, ora diz que ele é o grande mentor das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) — com esta última acusação, aliás, nem mesmo o governo da Colômbia, que deveria ser o maior interessado, concorda!
Quem entrou no Mercosul não foi Hugo Chávez, mas a Venezuela. O presidente venezuelano é passageiro. Porém, os jornalões paulistas usam, eles sim, a ideologia, para adotar uma postura que contraria os interesses econômicos e estratégicos do Brasil.
A quem interessa afastar Brasil e Venezuela, se a adesão do país caribenho ao Mercosul é vantajosa para empresas brasileiras?
Aos Estados Unidos, com certeza, que querem para si controle exclusivo de um mercado que o Brasil crescentemente vai ocupar. Isso, sim, podemos chamar de “afinidade ideológica, comercial e estratégica” com Washington.
E a Folha ainda tem coragem de escrever na capa que é um jornal “a serviço do Brasil”. Concordamos: de um ‘certo’ Brasil.


Postado por Miro / Fonte  - Blog do Miro 05/08/2012

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Natal também poderá contar com o seu VLT até a Copa


Uma luz no fim dos trilhos

Uma luz se acendeu no fim dos trilhos para a implantação do sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), espécie de metrô de superfície que será criado em Natal até a Copa 2014. Na terça-feira, o Diário de Natal publicou declarações da governadora Rosalba Ciarlini informando que o projeto está sob a análise da Caixa Econômica Federal. "É uma obra relativamente mais rápida já que temos os trilhos, que serão apenas melhorados, e contaremos com um trem mais veloz e com vagões maiores. Esperamos que seja liberado até o final do ano", ela disse. Ontem a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que vai realizar uma audiência pública de instrução, ou seja, um primeiro passo para licitar e adquirir doze VLTs para Natal.
De acordo com informações do Ministério das Cidades, o Governo Federal vai dispor inicialmente cerca de R$ 154 milhões, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Equipamentos), para atender a estas necessidades e iniciar o processo de modernização do Sistema de Trens Urbanos de Natal. "Com a implantação do VLT, a população poderá contar com um meio de transporte público melhor e que certamente permitirá a integração entre o modal ferroviário e o rodoviário, contribuindo para uma maior fluidez do trânsito na grande Natal", afirmou o superintendente da CBTU em Natal, o engenheiro João Maria Cavalcanti.
Cavalcanti participa da audiência, que acontece no dia 13 de agosto, no auditório da Associação dos Engenheiros Ferroviários (AENFER), no Rio de Janeiro. Neste mesmo dia também será discutida a licitação de oito VLTs para João Pessoa e dez Trens Unidade Elétrica (TUE's) para Belo Horizonte. O sistema VLT, espécie de "bonde moderno" já é adotado em várias cidades de países como Estados Unidos, Inglaterra e França, e começou a ser implantado em algumas capitais brasileiras. Maceió, Recife e a cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, já realizam o transporte de passageiros por meio do Sistema de Veículo Leve Sobre Trilhos.
Em Natal, o transporte sobre trilhos atende atualmente a região metropolitana, e funciona atualmente com locomotivas da década de 1950 e com carros de passageiros da década de 1970. Obsoleto, o sistema apresenta sinais de fadiga e necessita de adequação ao novo sistema para melhorar as condições de aparelhamento para promover a mobilidade e o acesso da população ao transporte público. Segundo informou o secretário estadual da Copa, Demétrio Torres, o VLT de Natal terá capacidade para transportar até 50 mil passageiros por dia. "É a mesma quantidade de passageiros que transportam mil ônibus. Imagine o impacto que isso pode causar, diminuindo o tráfego de pessoas na região da Ponte de Igapó", colocou o secretário.
Diário de Natal 
 02/08/2012 / Fonte - São Paulo Trem Jeito  03/08/2012

terça-feira, 31 de julho de 2012

QUEM TEM MEDO DO VLT???!!

A grande rejeição que existe atualmente no Brasil ao uso do VLT,
 o veículo leve de transporte sobre trilhos e que é hoje a grande estrela como a melhor alternativa de superfície para a solução dos problemas de Mobilidade Urbana no mundo e principalmente na grande maioria dos países Europeus diminuindo a circulação de automóveis e ônibus, melhorando a circulação da população,agregando valor ao aspecto urbano das cidades,além de ser uma alternativa ambientalmente correta e extremamente eficaz é a real constatação do fato que eles concorrem diretamente com os ônibus levando sobre eles uma nítida e enorme vantagem inclusive eliminando um grande percentual dos mesmos em circulação nos centros urbanos,além disso os VLTs urbanos,são capazes de atingir aos mesmos pontos servidos pelos  sistemas de ônibus.Isso contraria diretamente os interesses do oligopólio dos pneus em vários setores; donos de empresas e fabricantes de ônibus,industrias de pneus,distribuidores de combustíveis e até políticos que trabalham contra os VLTs em defesa de interesses próprios,todos em defesa de um lobby que no Brasil ao longo de muitos anos  é forte e poderoso.Metrôs,correm pelo subsolo,monotrilhos em elevados suspensos sobre colunas,e eles não disputam espaços diretamente com os ônibus, por isso são menos antipatizados. Somente administradores com coragem voltados realmente para o interesse público e despojados de interesses pessoais, particulares e políticos ( e que não tenham suas campanhas políticas patrocinadas pelo setor de transportes por ônibus) conseguirão olhar para o VLT como uma alternativa de transporte moderna,mais viável,mais barata,mais confortável,mais eficiente,com sustentabilidade,além de urbanisticamente e ambientalmente correta,capaz de diminuir consideravelmente o grande impacto causado pelo excessivo tráfego de veículos (automóveis e ônibus) nas ruas e avenidas das nossa cidades,tirando de circulação a maior parte deles.O transporte individual e os ônibus autênticos trambolhos que não atendem mais as atuais demandas e não resolvem de maneira efetiva o atual caos da MOBILIDADE URBANA em nossas cidades, ao contrário só agravam e a tornam mais critica a cada dia que passa.Por mais que sejam as desculpas sempre desprovidas de qualquer fundamento técnico, as quais sempre rebuscam para justificar de maneira disfarçada as suas antipatias pelo VLT os seus opositores,"geralmente viciados em pneus", não terão como desculpa o direito de alegar entre elas os tais custos com a implantação da rede elétrica aérea e a sua pertubação visual,pois seria um desproposito,mesmo porque atualmente existem algumas opções que são adotadas em diversos países pelo mundo além dos veículos 100% elétricos que são: a do VLT hibrido (eletro diesel) com geração própria de energia,que aqui poderá ser substituído por um sistema de geração a gaz natural ( E a industria nacional está apta a fornecer esses veículos), mais ainda assim essa opção ficaria como ultima alternativa pois tecnologias mais avançadas já existem no mercado com modelos de VLTs que não necessitam de rede elétrica continua instaladas ao longo de todo percurso com os do tipo ACR (acumuladores de carga rápida) e outros modelos também já disponíveis produzidos por varias empresas do setor, sendo necessário apenas a instalação de uma rede elétrica fracionada,instalada apenas nas paradas (pontos de embarque e desembarque) dos VLTs onde a recarga é feita em apenas 25 segundos (mais rápido que a recarga de um aparelho celular) com autonomia de 1.200 metros por viagem a cada recarga (as distâncias entre as paradas de um VLT urbano oscilam entre 800 e 1000 metros).Além dessas duas opções existe ainda uma também muito usada que é a da rede instalada no solo com a implantação do terceiro trilho.Não existe hoje na verdade mais nenhum obstáculo técnico do ponto de vista funcional e operacional que justifique a sua ausência (VLT) como um dos mais importantes e viáveis componentes do sistema de Mobilidade Urbana em nossas cidades.O que falta é vontade política,poder de decisão com independência,a quebra paradigmas e de interesses externos e contrários ao interesse público,desprendimento e acima de tudo vontade  para enfrentar questão de frente do jeito que ela merece.SÓ NÃO FAZEM POR QUE NÃO QUEREM...OU ENTÃO PORQUE NA VERDADE NÃO TÊM REALMENTE NENHUM INTERESSE POR ISSO....Pregopontocom 

sábado, 28 de julho de 2012

ESSE É O PREÇO QUE O BRASIL PAGA PELA SUA EQUIVOCADA OPÇÃO RODOVIARÍSTA

O setor de transportes rodoviário de cargas para e com ele para o PAÍS


O Brasil paga caro hoje o preço pelo erro cometido ao longo de mais de 60 anos com a opção pelo excessivo rodoviarísmo,seja nos transportes de passageiros,nos transportes de cargas e até no incetivo ao uso do transporte individual.Com o abandono e o sucateamento das nossas ferrovias,inclusive as usadas  no transporte de passageiros nas áreas dos suburbios e metropolitanas, além da exclusão dos bondes das áreas urbanas ao invés de se investir na sua modernização e ampliação,como fazem a grande maioria dos países lá fora principalmente os Europeus,continuamos reféns do asfalto e dos pneus em todos os tamanhos.Estamos pagando caro essa conta,uma opção equivocada que privilegia excessivamente os transportes sobre pneus,aumentando o custo do país trazendo problemas como o encarecimento dos fretes,aumento de acidentes nas estradas causando um custo social extremamente alto,problemas ambientais e contribuindo para tornar mais lento o nosso desenvolvimento, a medida que o pais fica quase que refém do seu principal meio de transportes sobre pneus.O atual caos urbano em que vivem hoje a maioria das grandes e médias  cidades brasileiras por  insistirem em optarem principalmente pelo transporte individual e pelos ônibus como sistemas de  transporte principais,em detrimento do transporte sobre trilhos com maior capacidade mais conforto,mais segurança e rapidez,em não investir em ciclovias inteligentes,e também não beneficiar o transporte a pé,agravam mais ainda essa complicada situação.Não que o transporte individual ou os ônibus não tenham la sua importância, mais não podem se sobrepor acima das necessidades e dos interesses maiores da população das nossa cidades.A integração dos sistemas, sejam eles automóveis,ônibus,bicicletas ,ou a pé, com sistemas de transportes de massa de média e de alta capacidade sobre trilhos é necessária e indispensável,mas dentro dos seus limites e guardando as devidas proporcionalidades.Assim também deve funcionar o sistema de cargas,com uma integração entre trilhos e pneus, onde o trem cubra as grandes e medias distâncias e os caminhões os percussos menores.Não tem mais como se fugir dessa alternativa,ou o País investe nos trilhos ou ira travar de uma vez.
Vejam um exemplo de como caminhões e trens podem funcionar de maneira perfeitamente  integrada.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O TREM NOSSO DE CADA DIA

Transportes sobre trilhos

O Trem do Subúrbio de Salvador...ou o que ainda restou dele....





A.Luis
Ponte de São João
Os cinquentenários trens Toshiba,que operavam em São Paulo nas linhas da Ferrovia Sorocabana,depois CPTM,dos antigos 30 trens,3 foram reformados em Três Rios no RJ e foram cedidos para a CTS/Salvador.Ao chegarem em Salvador não entram logo em operação porque a composição não pode passar por um dos túneis de Periperi pelo fato do trem ser mais alto.Os engenheiros não verificaram os gabaritos do túnel antes dos trens serem entregues.Tiveram que rebaixar o leito da via permanente para que o trem então passasse pelo túnel mais antigo,construído em 1858/60 pelos ingleses.Enquanto os trabalhos de rebaixamento do leito da ferrovia dentro do túnel eram realizados o trem teve que passar pelo túnel mais novo nos dois sentidos.Além disso quando entraram em operação ocorreram acidentes com descarrilhamento e até tombamento,quando foram então realizadas modificações no sistema de acoplamento e nos truques dos trens para eliminar tais problemas.
                                     
TUE chegando ao pátio da Calçada
O TUE ACF/GE  que operam em Salvador
Trens antigos carros-motores GE / ACF (American Car & Foundry),construídos nos Estados Unidos em 1962. Cada um possui 2 cabines para o maquinista, 2 pantógrafos, comprimento de 17,8m e largura de 2,8m operando com dois carros automotrizes e um carro reboque Pidner.

Até 1972, os trens de subúrbio percorriam as linhas até o município de Simões FIlho. Depois passaram a ir até Aratu, Mapele e, a partir do início dos anos 80, somente até Paripe. A demanda atual de passageiros é menor do que há alguns anos, em virtude da crescente "concorrência dos ônibus"...
- Esta´em andamento nas oficinas da CTS na Calçada a mais ou menos um ano a reforma de 3 composições composta de 3 carros ACF/GE. Pelo que apuramos essas reformas foram iniciadas em uma empresa no Rio de Janeiro e estão sendo concluídas aqui pela CTS ainda sem prazo previsto para seu termino. -
Pregopontocom - 25/07/2012

VLT de Cuiabá começa a funcionar em 2014

Arquivo Pregopontocom
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem

Março de 2014. Esta é data prometida pelo governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, para começar a testar os veículos leves sobre trilhos (VLT), que irão compor o novo sistema modal entre Cuiabá e Várzea Grande.
A garantia foi dada ontem por Silval, que apresentou uma relação dos prazos, valores e andamentos das obras para realização da Copa do Mundo de 2014. Silval reagiu mal à divulgação, na semana passada, do relatório do Ministério das Cidades que colocou Cuiabá como uma das sedes do Mundial que estão com as obras de mobilidade urbana mais atrasadas. Segundo o governo federal, as dificuldades são com desapropriação, falta de licenças ambiental e de instalação e de projetos executivos.
Na lista, o governador destacou as seis obras que fazem parte da matriz de responsabilidade assinada com a Federação Internacional de Futebol (Fifa) para realização dos jogos do Mundial. Neste caso, conforme Silval Barbosa, constam a construção da Arena Pantanal, melhorias no entorno do estádio, Fan Park, os centros de treinamentos, a reforma do Aeroporto Marechal Rondon e o VLT.
As demais fazem parte de um pacote de intervenções, que visa a melhoria da infraestrutura e da mobilidade urbana das duas cidades. São cerca de 30 obras, incluindo 12 decorrentes do VLT. Todas dentro do cronograma, segundo o governador.
No geral, o investimento previsto é da ordem de R$ 2,5 bilhões. Conforme Silval, esses investimentos estão ou serão realizados pensando no Mundial de 2014, mas também numa capital que irá completar 300 anos daqui a sete anos.
Entre os serviços que estão fora da matriz de responsabilidade estão as trincheiras como as da Avenida Miguel Sutil com os trevos do Santa Rosa, Despraiado, Santa Isabel/Verdão, Jurumirim/Trabalhadores, duplicação da ponte Mário Andreazza, Complexo Viário do Tijucal, viaduto da avenida Dom Orlando Chaves, em Várzea Grande, a duplicação da Juliano Costa Marques, entre outras. “A duplicação da avenida Juliano Costa Marques está sendo refeita porque não estava dentro do padrão de qualidade técnica e não poderíamos recebê-la do jeito que estava”, reconheceu.
A expectativa é que em janeiro de 2013 o Consórcio VLT Cuiabá, responsável pelas obras, comece a instalar os trilhos. Entre as 12 obras decorrentes do VLT estão a trincheira da avenida da FEB e a rótula de acesso ao Cristo Rei, em Várzea Grande, ponte sobre o rio Cuiabá, viadutos próximo da Sefaz e do trevo da MT-140 (Fernando Correa/Parque Cuiabá). Neste caso, todas estão previstas para serem concluídas ainda em 2013. A única prevista para março de 2014 é o Viaduto da Beira Rio, cujos serviços devem começar ainda neste ano.
Silval enfatizou que é um complexo de serviço que fazem parte da reestruturação da mobilidade urbana e todos os procedimentos para execução como licença ambiental e estudo de fauna e flora, arqueologia, sobre o patrimônio histórico foram ou estão sendo realizados, além de estarem dentro do cronograma.
Silval afirmou ainda que o Estado não enfrenta dificuldades em relação às desapropriações e que a empresa responsável pelo VLT pretende trabalhar em sistema de intraturnos, sendo que aproximadamente quatro mil pessoas estarão trabalhando no auge da obra. Fonte - Diário de Cuiabá  25/07/2012

Comentário Pregopontocom 

Enquanto isso a nossa "NAVE CITY" caótica e desgovernada com o leme ao sabor do humor das "marés", aumenta a cada dia mais o desconforto, a angustia e o sofrimento da sua população cada vez mais refém da imobilidade,dos congestionamentos,do "sistema" de transporte improvisado,falido,irracional e dinossáurico.E o pior ainda parece estar por vir... com os futuros e entusiasmados candidatos ao cargo "Real" que rezam pela cartilha do BRT o RIT popstar, pois só falam nisso, e ainda tem até  quem prometa esconder a cidade em baixo de viadutos e elevados, além de demolir velhos casarões históricos abandonados e largados ao tempo no centro da cidade, para transforma-los em estacionamento para a sua majestade real, " O AUTOMÓVEL". Ora VIVA.... de uma só cajadada põe-se abaixo a já comprometida história da nossa cidade e se ocupa os seus espaços  com veículos cada vez mais transportando um único ser "Homo Sapiens". Parece mesmo é que estamos dentro de um longo túnel onde não resta esperanças de se encontrar pelo menos um único fifó ao chegar no fim do mesmo.ESTAMOS  FRITOS........

Ceará compra 4 tuneladoras para a Linha Leste do metrô -Traduzindo...TATUZÃO

Foto da Web
Foto da Web

A empresa norte-americana The Robbins Company foi a vencedora da licitação para o fornecimento de quatro tuneladoras (tatuzão), do tipo Earth Pressure Balanced (EPB), para a implantação da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. O valor apresentado pela Robbins foi de R$ 128,2 milhões, cerca de R$ 20 milhões a menos que o valor divulgado pela segunda colocada, a alemã Herrenknecht Aktiengesellschaft. O pregão presencial aconteceu no dia 11 de maio deste ano.
A expectativa da Secretária da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) é que as primeiras duas máquinas cheguem até maio do ano que vem e, dois meses depois, entrem em operação. Cada tuneladora terá a capacidade de perfurar 16 metros de túnel por dia, parando somente um dia na semana para manutenção.
A Seinfra deve anunciar, no final deste mês, edital para a contratação de empresa de engenharia que ficará responsável pela construção das obras civis da Linha Leste. Estas obras incluem, dentre outros serviços, as estações. O projeto prevê a construção de 11 estações: Estação da Sé, Luiza Távora, Colégio Militar, Nunes Valente, Leonardo Mota, Papicu, HGF, Cidade 2.000, Bárbara de Alencar, CEC e Edson Queiroz. Além dessas, haverá integração com as linhas Oeste e Sul na estação central Chico da Silva, totalizando 12 estações.
A Linha Leste do Metrofor terá 12,4 km de extensão. Os R$ 3,3 bilhões de investimentos previstos estão garantidos, sendo R$ 1 bilhão do Tesouro da União, R$ 1 bilhão de empréstimos federais e o restante de contrapartida do Governo do Estado. Fonte - Revista Ferroviária  25/07/2012


Comentário Pregopontocom
Mais quem disse que Salvador precisa de Tatuzão para fazer BURACOS!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 22 de julho de 2012

Cidades para pessoas. Ou não!

Cristina Aragón
Blog do trânsito
16/07/2012

São Paulo, metrópole grande em tudo incluindo as suas mega-contradições e desigualdades.
Mike Davis, Professor do Departamento de História da Universidade da California em Irvine, (Planeta Favela -2006), abordando as questões urbanas da “arquitetura do medo” escreveu:
“A mais famosa cidade periférica cercada e americanizada do Brasil é Alphaville, no quadrante noroeste da Gande São Paulo. Batizada (perversamente) com o nome do sinistro mundo novo do filme distópico de Godard, de 1965, Alphaville é uma cidade particular completa, com um grande complexo de escritórios, um shopping center de alto nível e áreas residenciais cercadas, tudo defendido por mais de 800 seguranças particulares. ..Segundo Tereza Caldeira (livro cidade de muros- 2000)- a segurança é um dos principais elementos da publicidade e obsessão de todos os envolvidos. Na prática, isso tem significado justiça com as próprias mãos contra criminosos e vadios invasores, enquanto a juventude dourada da própria Alphaville pode fazer loucuras; um morador citado por Caldeira afirma: a lei existe para os mortais comuns, não para os moradores de Alphaville…..Enquanto isso, de volta ao mundo local, os pobres urbanos estão desesperadamente atolados na ecologia da favela”.
Por outro lado, em Sp, dá pra notar como as pessoas ( as normais) voltam a ocupar os espaços públicos. Não é difícil observar encontros e comemorações de aniversários de crianças com decoração e tudo o mais, nas praças públicas.

Blog do Trânsito
Com a transformação de uma faixa de tráfego em ciclofaixa, da avenida Prof. Fonsceca, acontece a integração da ciclovia do Parque Villa Lobos.É uma experiência exitosa, tanto que uma grande seguradora, já faz marketing, financiando parte das ações operacionais, incluindo monitores de trânsito.
Pena que as ações só aconteçam em fins de semana. Mas já é um começo de um processo, com certeza irreverssível.Quando governantes tiverem mais coragem e se convenceram que o sonho da fluidez acabou, devolverão o espaço que as bikes não deveriam ter perdido.

Enquanto isso, um candiadto a prefeito promete implantar 400 km de ciclovias ou ciclofaixas em SP, coincidentemente, após uma desastrada matéria publicada em capa do diário oficial de SP, que dava destaque aos conselhos de um médico ortopedista. Em lugar de propor políticas públicas no sentido de viabilizar o transporte saudável e sustentável com segurança, o Dr paulista sugeria que ninguém pedalasse em sua vida cotidiana, exceto para o lazer.
Sinal que ainda temos muito chão pra andar. Como diz o grande “profeta” J Pedro Correa, precisamos deixar de querer converter os já convertidos na causa da segurança do trânsito.

Fonte - Blog de Trânsito / iBahia  16/07/2012

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Secopa Lança Sistema de Comunicação e Serviços para Turistas

Totem Contecno - Sistema criado e desenvolvido por empresa Baiana - Foto Pregopontocom
O evento que aconteceu hoje pela manhã tendo inicio a partir das 8:30hs no salão Iris do Hotel Fiesta na Pituba e contou com a presença do Sec. Ney Campello,( Secopa) o ex jogador e atual Dep Estadual Bebeto além da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Bahia (ABIH-BA),e diversas autoridades,políticos e convidados.
A Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (Secopa) e a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis Bahia (ABIH-BA) firmaram um convênio para implantar o Sistema que atenderá aos turistas que vierem para a Bahia, durante a Copa das Confederações 2013 e a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™.
O Sistema, desenvolvido pela Comtecno (empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos, com foco na comunicação interativa), será implantado em multitokys (tecnologia interativa modulável para diferentes ações de comunicação) que já estão instalados, inicialmente, em 20 hotéis baianos, localizados em Salvador e na Região Metropolitana. Conteúdos como: serviços, roteiros de viagens, entretenimento, serviço de táxi, informações sobre a Copa do Mundo 2014 na Bahia, entre outros, estarão à disposição para consulta.
Para o Secretário Estadual da Copa, Ney Campello, o canal de informações, uma iniciativa pioneira da Bahia, disponibilizará um atendimento diferenciado para o turista, além de ser mais um legado conquistado, com a realização do Mundial de 2014.
( Ascom Secopa )

Foto - Pregopontocom
Foto -Pregopontocom










                                     Bebeto fala sobre a Seleção


quinta-feira, 19 de julho de 2012

PAC Mobilidade destinará R$ 7 bilhões para 75 cidades

 O Estado de S.Paulo 19/07/2012


O governo anuncia hoje investimentos de R$ 7 bilhões em mobilidade urbana para 75 cidades de médio porte, com população entre 250 mil e 700 mil habitantes. Ao todo, 22 cidades paulistas serão contempladas com obras como metrô, Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e corredores de ônibus para melhorar a infraestrutura de transporte de massa.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade Médias Cidades, como vem sendo chamado, beneficiará municípios em 18 Estados. A presidente Dilma Rousseff pretende anunciar os recursos em reunião com os prefeitos. Eles terão de apresentar projetos ao Ministério das Cidades.
O Estado procurou parte dos municípios paulistas da lista. Em São José do Rio Preto, os recursos pleiteados servirão para obras de R$ 330 milhões, incluindo a construção de 4 grandes viadutos, 12 corredores preferenciais para ônibus e 22 miniterminais integrados com a instalação de ciclovias e bicicletários.
A Prefeitura de Jundiaí vai apresentar um projeto para integração de modais na cidade, que prevê construção de um VLT e a adoção do BRT (Bus Rapid Transit), sistema de ônibus por corredor segregado. O prefeito Miguel Haddad (PSDB) quer integrar o VLT, o BRT e os ônibus convencionais. Outras cidades, como Osasco, informaram que já têm propostas, mas não podiam detalhar os planos.
Verbas. O reforço no orçamento para mobilidade urbana ocorre em um momento em que o governo federal mostra dificuldades em executar o orçamento para o setor. Levantamento feito pela ONG Contas Abertas, com base no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), mostra que, do orçamento de R$ 2,1 bilhões para 2012, só 3% - ou R$ 64,8 milhões - foram de fato desembolsados. Apenas 15,5% do montante (R$ 324,9 milhões) foi empenhado de janeiro a junho.
O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, informou que a pasta vem melhorando a execução orçamentária e já empenhou R$ 10,3 bilhões do orçamento de R$ 22,7 bilhões previstos para este ano - que deverá ser usado. Ele admite atrasos "fortuitos" nas obras da Copa-14.
Clima. O governo vai lançar outro PAC, destinado à prevenção de catástrofes. Os investimentos, ainda não definidos, vão contemplar obras de contenção de encostas e drenagem.
Fonte - Revista Ferroviária  19/07/2012