UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

SuperVia pede aumento da tarifa dos trens

Transportes sobre trilhos

Segundo a concessionária, os gastos com energia aumentaram 68,65%, nos últimos meses, o que representa um desequilíbrio de mais de R$ 38 milhões nas contas da empresa até novembro. Em nota, a Secretaria Estadual de Transportes alegou que vai manter o valor da passagem, mas tentará negociar com a Light outra forma de abastecimento.

O Dia
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A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio (Agetransp) negou ontem, o reajuste de mais R$ 0,30 na tarifa dos trens. O acréscimo foi solicitado pela SuperVia para compensar o desequilíbrio econômico-financeiro devido ao aumento na cobrança de energia elétrica.
Segundo a concessionária, os gastos com energia aumentaram 68,65%, nos últimos meses, o que representa um desequilíbrio de mais de R$ 38 milhões nas contas da empresa até novembro. Em nota, a Secretaria Estadual de Transportes alegou que vai manter o valor da passagem, mas tentará negociar com a Light outra forma de abastecimento. Uma das opções em estudo é abater o valor das dívidas da fornecedora de energia com o Estado, em troca do serviço com a SuperVia.
A Agentransp também aplicou ontem, três multas à concessionária responsável pelos trens, no valor de R$ 114.962,63. As penalidades foram pelos incidentes ocorridos no sistema ferroviário no ano passado e em 2012. O último deles foi no dia 31 de março de 2014, quando uma composição parou entre as estações Maracanã e São Cristóvão, e passageiros tiveram que desembarcar na linha férrea.
Nas deliberações da Agência, publicadas ontem, três recursos para outras multas foram negados, sendo dois da SuperVia e um do Metrô Rio. Estas penalidades chegam a R$ 115.456,20. A SuperVia informou que fará a quitação das infrações referentes ao recurso.
Fonte - Revista Ferroviária  01/07/2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

Brasil e China avançam em novo fundo

Internacional

Desde o anúncio, pelo menos a cada 15 dias, teleconferências entre equipes das duas instituições financeiras têm ocorrido para aprofundar a formatação do fundo. O atual momento, segundo fontes que acompanham o assunto, é de conhecimento dos arcabouços jurídicos brasileiro e chinês. Isso está sendo feito para avaliar as possibilidades de execução das operações financeiras necessárias a fim de que os recursos ingressem no Brasil e sejam destinados aos investimentos em infraestrutura.

Valor Econômico
foto - ilustração
Uma missão técnica do governo brasileiro deverá embarcar para a China em julho, com o objetivo de avançar nas negociações em torno da implantação do novo fundo anunciado pela presidente Dilma Rousseff e pelo primeiro ministro Li Keqiang para financiar projetos de infraestrutura. Paralelamente
à visita de Li a Brasília,em maio,um memorando de entendimento assinado entre a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) prevê a criação do fundo. Na ocasião, os dois países falaram numa cifra de US$ 50 bilhões ¬ basicamente, verbas chinesas geridas pela Caixa.
Desde o anúncio, pelo menos a cada 15 dias, teleconferências entre equipes das duas instituições financeiras têm ocorrido para aprofundar a formatação do fundo. O atual momento, segundo fontes que acompanham o assunto, é de conhecimento dos arcabouços jurídicos brasileiro e chinês. Isso está sendo feito para avaliar as possibilidades de execução das operações financeiras necessárias a fim de que os recursos ingressem no Brasil e sejam destinados aos investimentos em infraestrutura. O grupo de trabalho entre Caixa e ICBC deve funcionar até o fim de agosto.
Na sexta feira passada, na declaração final da 4ª Reunião da Comissão Sino Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban),o vice presidente Michel Temer e o vice primeiro ministro Wang Yang reiteraram o interesse na pronta implementação do memorando de entendimento.Uma das grandes dúvidas na iniciativa privada continua sendo a mesma de antes:se projetos de infraestrutura de energia e de transportes,por exemplo,poderão receber financiamento do novo fundo mesmo se uma empresa chinesa não ganhar a licitação pública ou não for contratada como
fornecedora de equipamentos,turbinas para hidrelétricas ou trilhos para ferrovias.
Temer e Wang também anunciaram a decisão de criar o Fundo Brasil-China de Cooperação para a Expansão da Capacidade Produtiva. Esse fundo, que não deve ser confundido com o financiamento do ICBC a projetos de infraestrutura,teria US$ 20 bilhões os chineses se dispõem a fazer um
aporte de US$ 15 bilhões e o Brasil entraria com a parte restante.Os aportes ocorreriam conforme avanços na definição dos projetos prioritários,especialmente em logística e na indústria, inclusive por meio de Joint Venture com companhias locais.
Fonte - Revista Ferroviária  30/06/2015

Procon na Bahia cobra qualidade às empresas de ônibus urbanos

Transporte público

Procon notificou os três consórcios de empresas de ônibus que atuam na capital.Em um prazo de até 20 dias, estas empresas terão que apresentar informações sobre o estado dos veículos, que incluem condições de higiene, funcionamento de câmeras em toda a frota, saídas de emergência e presença de extintores de incêndio a bordo.

Alex de Paula - A Tarde
Edilson Lima - Ag. A TARDE
Em busca de melhores condições no transporte coletivo, a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-Bahia) notificou nesta segunda-feira, 29, os três consórcios de empresas de ônibus que atuam na capital.
Em um prazo de até 20 dias, estas empresas terão que apresentar informações sobre o estado dos veículos, que incluem condições de higiene, funcionamento de câmeras em toda a frota, saídas de emergência e presença de extintores de incêndio a bordo.
"A população está muito insatisfeita com o serviço. Uma das reclamações é a de que os ônibus são velhos e estão realizando apenas a pintura, para parecerem novos", assinalou o diretor de fiscalização do Procon, Iratan Vilas Boas.

Acompanhamento
Após a apresentação das informações, o Procon fará fiscalizações para verificar se os serviços estão de acordo com a qualidade necessária. Caso haja irregularidades, as empresas serão autuadas e estarão sujeitas à cobrança de multas de R$ 600 a R$ 6 milhões, a depender da irregularidade eventualmente apresentada.
Até esta segunda, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps) não havia se pronunciado sobre o assunto.
Fonte - A Tarde  30/06/2015

Reduzir maioridade penal não vai resolver violência, diz Unicef

Direitos Humanos

A proposta de emenda à Constituição que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal para quem praticar crimes graves será votada hoje (30) no plenário da Câmara dos Deputados."A solução para o problema da violência no país é criar oportunidades para que os adolescentes possam desenvolver seus talentos, realizar seus sonhos, mas sem praticar delitos.

Luciano Nascimento
Repórter da Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um vídeo lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) faz um alerta contra a redução da maioridade penal. Para a organização, a sociedade está preocupada com a violência, mas culpar os adolescentes não é a solução do problema. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171 que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal para quem praticar crimes graves será votada hoje (30) no plenário da Câmara dos Deputados.
O vídeo faz parte de uma campanha contrária à redução da maioridade. Nela, o coordenador de Programas para Adolescentes da organização, Mario Volpi, diz que somente 0,01% dos 21 milhões de adolescentes do Brasil cometeram atos contra a vida. No entanto, ele lembra que a cada hora um adolescente é assassinado no Brasil, o que faz com que o país seja o segundo em homicídios de adolescentes no mundo.
"A solução para o problema da violência no país é criar oportunidades para que os adolescentes possam desenvolver seus talentos, realizar seus sonhos, mas sem praticar delitos. Para aqueles que cometerem crimes, temos que ter um sistema suficientemente rigoroso para recuperá-los e interromper essa trajetória", diz.
Na tarde desta terça-feira, representantes de organizações de diferentes setores, como políticos, religiosos, do meio jurídico e de defesa dos direitos humanos participam de um ato na Câmara dos Deputados para convencer deputados indecisos a rejeitar a PEC. O grupo propõe como alternativa o aperfeiçoamento do Estatuto da Criança e do Adolescente, com o aumento da pena para o adolescente que praticar crime violento e para o adulto que aliciar ou cooptar o adolescente para o crime. A pena dos adolescentes será cumprida em estabelecimento separado dos maiores de 18 anos e dos menores inimputáveis.
Aprovada no último dia 17,(http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2015-06/relator-modifica-texto-para-aprovar-da-reducao-da-maioridade-penal) por 21 votos a 6, na comissão especial destinada a analisar o tema, a proposta reduz a maioridade para os crimes considerados hediondos, como estupro, latrocínio e homicídio qualificado (quando há agravantes). O texto diz anda que a redução também poderá ocorrer pela prática de crimes de lesão corporal grave ou lesão corporal seguida de morte e roubo agravado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias).
O relator da proposta, deputado Laerte Bessa (PR-DF), inicialmente, era favorável à redução para todos os crimes. "Minha convicção não é só baixar de 18 para 16. Eu queria pegar mais um pouco, uma lasca, desses menores bandidos, criminosos, que estão agindo impunes hoje no país. Fui convencido da necessidade de realizar alguns ajustes a fim de que se obtenha um texto que contemple as diversas posições políticas presentes nesta Casa [Câmara dos Deputados], sem, com isso, deixar de atender aos anseios da sociedade brasileira pela justa punição criminal dos adolescentes em conflito com a lei", disse Bessa no dia da votação.
Para ser aprovado, o texto precisa, no mínimo, do voto de 308 deputados em duas votações no plenário da Câmara. Caso seja aprovada, a proposta segue para o Senado.
Fonte - Agência Brasil  30/06/2015


Duas pessoas morreram após homem atear fogo em si mesmo dentro de trem-bala no Japão

Internacional

Dois passageiros morrem após homem se autoimolar em trem-bala no Japão.Homem ateou fogo ao seu próprio corpo no trem que ia de Tóquio para Osaka. Uma mulher também foi encontrada morta.Os trens-bala são um dos meios de transporte mais utilizados no Japão

Henrique Souza
Pernambuco.com
Foto: Doug Bowman/Flickr/Reprodução 
Duas pessoas morreram após um homem atear fogo em si mesmo dentro de um trem-bala no Japão nesta terça-feira (30). Além do suicida, uma mulher também foi encontrada morta. Cerca de 20 pessoas ficaram feridas no incidente. O trem ia de Tóquio para Osaka e levava mais de mil pessoas a bordo. Todas as composições que realizam esse trajeto foram interrompidas.
O homem suspeito de ter começado o incêndio foi achado morto, além de uma mulher, cujo corpo sem sinais vitais foi encontrado em um dos vagões. Suspeita-se que ela e outra pessoa teriam sofrido paradas cardíacas. O fato aconteceu por volta das 11h30 locais (23h30 de Brasília da segunda-feira) em um trem da linha Tokaido. Quando a composição estava entre as estações de Shin-Yokohama e Odawara, um dos passageiros derramou líquido inflamável em seu próprio corpo e ateou fogo em si mesmo.
Os trens-bala são um meio de transporte muito utilizado no Japão. A linha Tokaido liga Tóquio e Osaka, as duas cidades mais importantes do país em pouco mais de 150 minutos. O serviço começou a ser oferecido em 1964, e nenhuma ocorrência envolvendo passageiros mortos ou feridos havia sido registrada até então.
Fonte - Diário de Pernambuco  30/06/2015

Grécia terá transporte público gratuito até bancos reabrirem

Internacional

Trólebus, metrô, trem e ônibus gratuitos, na grande Atenas.Ministro grego anunciou que não serão cobradas tarifas no transporte público na grande Atenas, até a normalização do serviços bancários

Associated Press 
Autor - EM.com.br 
créditos-Reprodução
O governo da Grécia anunciou nesta segunda-feira (29) que não serão cobradas as tarifas no transporte público na grande Atenas enquanto os bancos estiverem fechados, informou a agência Associated Press.
Segundo o ministro dos Transportes, Christos Spirtzis, a medida atinge os serviços de metrô, trem, ônibus e trólebus na grande Atenas, onde vive cerca de 40% da população do país.
As tarifas custam 1,20 euros para uma viagem com duração de 70 minutos. Spirtzis disse que a decisão custará ao governo cerca de 4 milhões de euros por semana.
Já os serviços em Thessaloniki, a segunda maior cidade da Grécia, são parcialmente privatizadas e não permitem que o governo corte as tarifas.
Fonte - Mobilize  29/06/2015

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Reunião entre China e Brasil cria fundo de US$ 20 bi para investimento

Infraestrutura

“O destino desse fundo é o financiamento de projetos prioritários em logística e na indústria, por meio de Joint Ventures com companhias locais”, avaliou o Subsecretário Geral Político II do Ministério das Relações Exteriores, José Alfredo Graça Lima. Desse montante, US$ 15 bilhões virão da China e o restante do Brasil.

Valor Econômico
foto - ilustração
O fundo de US$ 20 bilhões para financiamento de Joint Ventures entre empresas brasileiras e chinesas, anunciado em maio, foi formalizado hoje em Brasília, após reunião entre os dois países. O assunto foi debatido Comissão Sino¬Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban).
“O destino desse fundo é o financiamento de projetos prioritários em logística e na indústria, por meio de joint ventures com companhias locais”, avaliou o Subsecretário Geral Político II do Ministério das Relações Exteriores, José Alfredo Graça Lima. Desse montante, US$ 15 bilhões virão da China e o restante do Brasil.
O embaixador disse que ainda não há data definida para a entrada em funcionamento do fundo, mas que “o desejo de ambas as partes é seguir adiante dentro do mais curto prazo. As condições técnicas não estão dadas ainda, mas urgência existe. Interesse e vontade política também”.
Além disso, prosseguiu Graça Lima, a reunião da Cosban também discutiu o credenciamento de novos frigoríficos brasileiros para a exportação de carne brasileira para a China. “O que ouvi da autoridade chinesa é que houve uma impressão positiva dos [novos] frigoríficos, o que permite supor que dentro de curto prazo um número desses viriam a ser habilitados”.
Já sobre a ferrovia bioceônica, o embaixador informou que foram relatados os resultados da primeira reunião tripartite, realizada neste mês, e que a conclusão do estudo de viabilidade está previsto para maio do próximo ano.
Fonte - Revista Ferroviária   29/06/2015

A operação lava-jato,a Defesa Nacional,a contra-informação e a espionagem

Política

A informação, divulgada na semana passada, de que, com três milhões e duzentos mil funcionários, o Departamento de Defesa dos EUA é o maior empregador do mundo, tendo em sua folha de pagamento, sozinho, mais colaboradores que o governo brasileiro, com todos seus 39 ministérios, mostra como essa gente tem sido pateticamente enganada, e corrobora o fato de que a tese do enxugamento do estado, tão cantada em prosa e verso por certos meios de comunicação nacionais, não é mais, do ponto de vista da estratégia das nações, do que uma fantasia que beira a embromação.

Mauro Santayana

(Jornal do Brasil) - Em suas críticas ao tamanho do Estado e na defesa da privatização a qualquer preço, os neoliberais tupiniquins se esforçam por defender a tese de que o poder de algumas das maiores nações do mundo “ocidental”, os EUA à frente, teria como únicos, principais esteios, o capitalismo, a livre iniciativa e o livre mercado, e defendem, sempre que podem, alegando a existência de “cabides de emprego”, e o grande número de ministérios, a diminuição do setor público no Brasil. A informação, divulgada na semana passada, de que, com três milhões e duzentos mil funcionários, o Departamento de Defesa dos EUA é o maior empregador do mundo, tendo em sua folha de pagamento, sozinho, mais colaboradores que o governo brasileiro, com todos seus 39 ministérios, mostra como essa gente tem sido pateticamente enganada, e corrobora o fato de que a tese do enxugamento do estado, tão cantada em prosa e verso por certos meios de comunicação nacionais, não é mais, do ponto de vista da estratégia das nações, do que uma fantasia que beira a embromação. Dificilmente vai se encontrar uma nação forte, hoje - como, aliás, quase sempre ocorreu na história - que não possua também um estado poderoso, decidida e vigorosamente presente em setores estratégicos, na economia, e na prestação de serviços à população. Enquanto em nosso país, o número total de empregados da União, estados e municípios, somados, é de 1,5% da população, na Itália ele passa de 5%, na Alemanha, proporcionalmente, ele é de 80% a mais do que no Brasil, nos EUA, de 47% a mais e na França, também um dos países mais desenvolvidos do mundo, de 24% da população ativa, o que equivale a dizer que praticamente um a cada quatro franceses trabalha para o Setor Público. Esses dados derrubam também a tese, tão difundida na internet, de que no Brasil se recebe pouco em serviços, comparativamente aos impostos que se pagam. Por aqui muitos gostariam de viver como na Europa e nos Estados Unidos, mas ninguém se pergunta quantos funcionários públicos como médicos, professores, advogados, técnicos, cientistas, possuem a mais do que o estado brasileiro, os governos dos países mais desenvolvidos do mundo, para prestar esse tipo de serviços à população. E isso, sem ter que ouvir uma saraivada de críticas a cada vez que lança um concurso, e sem ter que enfrentar campanhas quase que permanentes de defesa da precarização do trabalho e da terceirização. Aos três milhões e duzentos mil funcionários, cerca de 1% da população norte-americana, fichados apenas no Departamento de Defesa, é preciso agregar, no esforço de fortalecimento nacional dos Estados Unidos, centenas de universidades públicas e privadas, e grandes empresas, estas, sim, privadas, ou com pequena participação estatal, que executam os principais projetos estratégicos de um país que tem o dobro da relação dívida pública-PIB do Brasil e não parece estar, historicamente, preocupado com isso. Companhias que, quando estão correndo risco de quebra, como ocorreu na crise de 2008, recebem dezenas de bilhões de dólares e novos contratos do governo, e que possuem legalmente, em sua folha de pagamento, “lobistas”, que defendem seus interesses junto à Casa Branca e ao Congresso, que, se estivessem no Brasil, já teriam sido, neste momento, provavelmente presos como “operadores”, por mera suspeição, mesmo sem a apresentação de provas concretas. Da estratégia de fortalecimento nacional dos principais países do mundo, principalmente os ocidentais, faz parte a tática de enfraquecimento e desestruturação do Estado em países, que, como o Brasil, eles estão determinados a continuar mantendo total ou parcialmente sob seu controle. Como mostra o tamanho do setor público na Alemanha, na França, nos Estados Unidos - ampla e propositadamente subestimado no Brasil - por lá se sabe que, quanto mais poderoso for o Estado em um potencial concorrente, mais forte e preparado estará esse país para disputar um lugar ao sol com as nações mais importantes, em um mundo cada vez mais complexo e competitivo. Daí porque a profusão de organizações, fundações, “conferencistas”, “analistas” "comentaristas", direta e indiretamente pagos pelos EUA, muitos deles ligados a braços do próprio Departamento de Defesa, como a CIA, e a aliança entre esses “conferencistas”, “analistas”, “filósofos”, “especialistas”, principescos sociólogos - vide o livro “Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da Cultura”, da jornalista inglesa Frances Stonor Saunders - etc, com a imprensa conservadora de muitos países do mundo, e mais especialmente da América Latina, na monolítica e apaixonada defesa do “estado mínimo”, praticada como recurso para o discurso político, mas também por pilantras a serviço de interesses externos, e por ignorantes e inocentes úteis. Em matéria de capa para a Revista Rolling Stone, no final da década de 1970, Carl Bernstein, o famoso repórter do Washington Post, responsável pela divulgação e cobertura do Caso Watergate, que derrubou o Presidente Richard Nixon, mostrou, apresentando os principais nomes, como centenas de jornalistas norte-americanos foram recrutados pela CIA, durante anos, a fim de agir no exterior como espiões, na coleta de informações, ou para produzir e publicar matérias de interesse do governo dos Estados Unidos. Muitos deles estavam ligados a grandes companhias, jornais e agências internacionais, como a Time Life, a CBS, a NBC, a UPI, a Reuters, a Associated Press, a Hearst Newspapers, e a publicações como o New York Times, a Newsweek e o Miami Herald, marcas que em muitos casos estão presentes diretamente no Brasil, por meio de tv a cabo, ou têm seu conteúdo amplamente reproduzido, quando não incensado e reverenciado, por alguns dos maiores grupos de comunicação nacionais. Assim como a CIA influenciou e continua influenciando a imprensa norte-americana dentro e fora do território dos Estados Unidos, ela, como outras organizações oficiais e paraoficiais norte-americanas, também treina, orienta e subsidia centenas de veículos, universidades, estudantes, repórteres, em todo o mundo, em um programa que vem desde antes da Guerra Fria, e que nunca foi oficialmente interrompido. O próprio Departamento de Defesa, o Departamento de Estado, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, USAID, o Fundo Nacional para a Democracia, NED, o Conselho Superior de Radiodifusão, BBG, e o Instituto dos EUA para a Paz, USIP, bancam atividades de “desenvolvimento de meios” em mais de 70 países, em programas que mantêm centenas de fundações, ONGs estrangeiras, jornalistas, meios de informação, institutos de “melhoramento” profissional, e escolas de jornalismo, com um investimento anual que pode chegar a bilhões de dólares. Além deles, são usados, pelo Departamento de Estado, o Bureau de Assuntos Educacionais e Culturais, (Bureau of Educational and Cultural Affairs, BECA), o Bureau de Inteligência e Investigação, (Bureau of Intelligence and Research, INR) e o Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (Bureau of Democracy, Human Rights, and Labor, DRL), que apenas no ano de 2006 organizou, na Bolívia, por exemplo, 15 diferentes “oficinas” sobre “liberdade de imprensa e expressão”, além do Escritório de Diplomacia e Assuntos Públicos (Office of Public Diplomacy and Public Affaires, OPDPA). “O que nós estamos ensinando - explica Paul Koscak, porta-voz da USAID - é a mecânica do jornalismo, na imprensa escrita, no rádio ou na televisão. Como fazer uma história, como escrever de forma equilibrada … tudo o que se espera de um verdadeiro profissional de imprensa.” Isabel MacDonald, diretora de comunicação da Fairness And Accuracy in Reporting (FAIR) - Imparcialidade e Transparência na Informação - um observatório de meios de comunicação de Nova Iorque sem fins lucrativos, não tem, no entanto, a mesma opinião. Para ela, “esse tipo de operação do governo norte-americano, a despeito de sua alegada defesa das normas da objetividade, trabalha, na verdade, contra a democracia, apoiando a dissensão sufocante, e divulgando informações deliberadamente falsas que são úteis para os objetivos da política exterior dos Estados Unidos.’ Um exemplo clásssico desse tipo de resultado, quanto aos objetivos norte-americanos, foi o envolvimento de Washington, denunciado pela comissão legislativa Church-Pike, no Congresso dos EUA, com o financiamento a jornais de oposição na América Latina, como o grupo “El Mercúrio” do Chile, por exemplo, na conspiração que levou ao golpe militar contra o presidente eleito de orientação nacionalista Salvador Allende, em 1973. Em abril de 2015, a Associação dos Jornalistas Chilenos decidiu expulsar de seus quadros o dono do Grupo El Mercúrio, Agustín Edwards Eastman, de 87 anos, por violação do código de ética, depois que documentos oficiais revelados nos Estados Unidos mostraram, em 2014, que ele havia recebido dinheiro da CIA para publicar informações falsas contra o governo chileno. A diferença entre os Estados Unidos, que se dizem “liberais” e “privatistas”, e na verdade não o são, e o Brasil, que cede a todo tipo de pressão, na tentativa de provar, todos os dias, que não é comunista nem estatizante, é que, mesmo quando envolvidas com corrupção - considerada uma espécie de “dano colateral” que deve ser “contornado” e “absorvido”, no contexto do objetivo maior, de permanente fortalecimento do complexo-industrial militar dos EUA - a existência das principais empresas de defesa norte-americanas nunca é colocada em risco. Apenas como exemplo, a Lockheed Martin, uma das principais companhias de aviação e de defesa dos EUA, pagou, como lembrou André Motta Araújo no Jornal GGN outro dia, entre as décadas de 1950 e 1970, mais de 300 milhões de dólares, ou 3.7 bilhões de dólares em dinheiro de hoje, de propina para autoridades estrangeiras, entre elas - para quem acha que isso só acontece em paises “sub-desenvolvidos” - o então Ministro da Defesa da Alemanha Ocidental, Franz Joseph Strauss, os ministros Luigi Gul, e Maria Tanassi, o Primeiro-Ministro Mariano Rumor e o Presidente da República Italiana, Giovanni Leone, o general Minoru Genda e o Primeiro-Ministro japonês Kakuei Tanaka, e até o príncipe Bernhard, marido da Rainha Juliana, da Holanda. E alguém acha que a Lockheed foi destruída por isso ? Como também informa Motta Araújo, seus principais dirigentes renunciaram alguns anos depois, e o governo norte-americano, no lugar de multar a empresa, lhe fez generoso empréstimo para que ela fizesse frente, em melhores condições, aos eventuais efeitos do escândalo sobre os seus negócios. A Lockheed, conclui André Motta Araújo em seu texto, vale hoje 68 bilhões de dólares, e continua trabalhando normalmente, atendendo a enormes contratos, com o poderoso setor de defesa norte-americano. Enquanto isso, no Brasil, os dirigentes de nossas principais empresas nacionais de defesa, constituídas, nesses termos, segundo a Estratégia Nacional de Defesa, em 2006, para, com sede no Brasil e capital votante majoritariamente nacional, fazer frente à crescente, quase total desnacionalização da indústria bélica, e gerir alguns dos mais importantes programas militares da história nacional, que incluem novos mísseis ar-ar, satélites e submarinos, entre eles nosso primeiro submersível atômico, encontram-se, quase todos, na cadeia. O Grupo Odebrecht, o Grupo Andrade Gutierrez, o OAS e o Queiroz Galvão têm, todos, relevante participação na indústria bélica e são os mais importantes agentes empresariais brasileiros da Estratégia Nacional de Defesa. Essas empresas entraram para o setor há alguns anos, não por ter algum privilégio no governo, mas simplesmente porque se encontravam, assim como a Mendes Júnior, entre os maiores grupos de engenharia do Brasil, ao qual têm prestado relevantes serviços, desde a época do regime militar e até mesmo antes, não apenas para a União, mas também para estados e municípios, muitos deles governados pela oposição, a quem também doaram e doam recursos para campanhas políticas de partidos e candidatos. Responsáveis por dezenas de milhares de empregos no Brasil e no exterior, muitos desses grupos já estão enfrentando, depois do início da Operação Lava-Jato, gravíssimos problemas de mercado, tendo tido, para gaúdio de seus concorrentes externos, suas notas rebaixadas por agências internacionais de crédito. Projetos gigantescos, tocados por essas empresas no exterior, sem financiamento do BNDES, mas com financiamento de bancos internacionais que sempre confiaram nelas, como o gasoduto do Perú, por exemplo, de quase 5 bilhões de dólares, ou a linha 2 do metrô do Panamá, que poderiam gerar centenas de milhões de dólares em exportação de produtos e serviços pelo Brasil, correm risco de ser suspensos, sem falar nas numerosas obras que estão sendo tocadas dentro do país. Prisões provocadas, em alguns casos, por declarações de bandidos, que podem ser tão mentirosas quanto interesseiras ou manipuladas, que por sua vez, são usadas para justificar o uso do Domínio do Fato - cuja utilização como é feita no Brasil já foi criticada jurídica e moralmente pelo seu criador, o jurista alemão Claus Roxin - às quais se somam a mera multiplicação aritmética de supostos desvios, pelo número de contratos, sem nenhuma investigação, caso a caso, que os comprove, inequivocamente, e por suposições subjetivas, pseudo-premonitórias, a propósito da possível participação dessas empresas em um pacote de concessão de projetos de infra-estrutura que ainda está sendo planejado e não começou, de fato, sequer a ser oficialmente oficialmente estruturado. O caso Lockheed, o caso Siemens, e mais recentemente, o do HSBC, em que o governo suiço multou esse banco com uma quantia mínima frente à proporção do escândalo que o envolve, nos mostram que a aplicação da justiça, lá fora, não se faz a ferro e fogo, e que ela exige bom senso para não errar na dose, matando o paciente junto com a doença. Mais uma vez, é necessário lembrar, é preciso combater a corrupção, mas sem arrebentar com a Nação, e com alguns dos principais pilares que sustentam nossa estratégia de desenvolvimento nacional e de projeção nos mercados internacionais. No futuro, quando se observar a história do Brasil deste período, ao tremendo prejuízo econômico gerado por determinados aspectos da Operação Lava-Jato, mutíssimo maior que o dinheiro efetivamente, comprovadamente, desviado da Petrobras até agora, terá de ser somado incalculável prejuízo estratégico para a defesa do país e para a nossa indústria bélica, que, assim como a indústria naval, se encontrava a duras penas em processo de soerguimento, depois de décadas de estagnação e descalabro. No Exército, na Marinha, na Força Aérea, muitos oficiais - principalmente aqueles ligados a projetos que estão em andamento, na área de blindados, fuzis de assalto, aviação, radares, navios, satélites, caças, mísseis, submarinos, com bilhões de reais investidos - já se perguntam o que irá acontecer com a Estratégia Nacional de Defesa, caso as empresas que representam o Brasil nas joint-ventures empresariais e tecnológicas existentes vierem a quebrar ou a deixar de existir. Vamos fazer uma estatal para a fabricação de armamento, que herde suas participações, hipótese que certamente seria destroçada por violenta campanha antinacional, levada a cabo pelos privatistas e entreguistas de sempre, com o apoio da imprensa estrangeira e de seus simpatizantes locais, com a desculpa de que não se pode “inchar”” ainda mais um estado que na verdade está sub-dimensionado para as necessidades e os desafios brasileiros? Ou vamos simplesmente entregar essas empresas, de mão beijada, aos sócios estrangeiros, com a justificativa de que os projetos não podem ser interrompidos, perdendo o controle e o direito de decidir sobre nossos programas de defesa, em mais um capítulo de vergonhoso recuo e criminosa capitulação ? Com a palavra, o STF, o Ministério da Defesa, e a consciência da Nação, incluindo a dos patriotas que militam, discreta e judiciosamente, de forma serena, honrosa e equilibrada, no Judiciário e no Ministério Público.
Fonte - Do Blog Mauro Santayana  29/06/2015

A Bahia inaugura no final de julho o segundo maior gasoduto do País

Bahia

Bahia inaugura no fim de julho o segundo maior gasoduto do País.- O traçado previsto passa por Jequié e Maracás e ligará os municípios de Ipiaú e Brumado.

Albenísio Fonseca - TB

Sob a diretriz estratégica de interiorização do gás natural, a Bahiagás começa o segundo semestre de 2015 com a inauguração, no final de julho, do gasoduto Itabuna/Ilhéus, numa extensão de 36 km e capacidade de oferecer 300 mil metros cúbicos (m³) de gás natural por dia. A entrada em operação, contudo, além dos processos finais de vistoria da obra, depende ainda da obtenção da licença ambiental junto ao Inema.
Empresa mista composta pelo Estado da Bahia, Braspetro (subsidiária da Petrobras) e pela Mitsui Gás e Energia do Brasil - a Bahiagás inicia também, no próximo mês, a elaboração do projeto executivo para construção do Gasoduto Sudoeste, maior do Nordeste e segundo maior do país, com cerca de 380 km de extensão e capacidade de fornecer 400 mil m³/dia.
O traçado previsto passa por Jequié e Maracás e ligará os municípios de Ipiaú e Brumado. “Através de outros modais, em formato comprimido, o gás natural deverá chegar também a Vitória da Conquista, Itapetinga e Caetité”, diz Luiz Gavazza, presidente da companhia.
Nestes municípios, atenderá a indústrias, postos de GNV, estabelecimentos comerciais, hotéis e residências, além das grandes mineradoras instaladas na região.
Ganhadora do processo licitatório, em 2014, a Concremat Engenharia e Tecnologia deve firmar o contrato nos próximos dias e realizará o projeto executivo do Gasoduto Sudoeste a um custo de R$ 6,63 milhões. O trabalho está previsto para começar também em julho e tem prazo de 15 meses para ser concluído.
O edital de licitação dos serviços de construção e montagem do empreendimento somente deverá ocorrer no final de 2016. De acordo com Gavazza, “o custo total do empreendimento é de R$ 430 milhões e, se não houver imprevistos, entrará em operação no início de 2019”.
O que ele designa por “imprevistos” envolve impactos ambientais e necessidades de correções no traçado do gasoduto, “tendo em vista trechos com dificuldades geológicas, nascentes de rios e bacias hidrográficas”.
O planejamento estratégico de interiorização do gás natural foi iniciado em 2010, na região Sul do estado, beneficiando o Distrito Industrial de Itabuna e estendido ao Extremo-Sul, em 2011, fornecendo gás para o município de Eunápolis e, no ano seguinte, para Mucuri, atendendo às duas maiores empresas da Bahia no segmento da celulose, respectivamente a Suzano e a Veracel.
Em 2014, a Bahiagás obteve um faturamento de R$1,8 bilhão sob um volume total de venda de 4 milhões de m³ do combustível.
A empresa obtém o produto junto à Petrobras, através do Gasene (Gasoduto Sudeste-Nordeste), cuja extração provém de poços no Rio de Janeiro e no Espírito Santo; junto ao Consórcio Morro do Barro, em Itaparica; Manati, na Bacia de Camamu, além dos poços do Recôncavo e do Regás-Terminal de Regasseificação da Petrobras, na Baía de Todos os Santos. Nesse último caso, envolve o gás importado e que abastece, também, as termoelétricas da Chesf.
A Petrobras tem uma capacidade de fornecimento de 500 mil m³ em cadacitygate, ou posto de entrega. A Bahia detém 63% das reservas de gás natural do Nordeste e 17% das reservas do país.

Uso na hotelaria
Hotel Atlantico, Hotel Bahiamar, Hotel Tulip Inn, Hotel Intercity Premium Salvador, Hotel Mercure - Lot Aquarios, Hotel Piramide, Hotel Pituba Plaza, Hotel São Salvador (antigo Matiz), Hotel Sotero e Hotel Tarik Fontes Plaza, em Itabuna.
No âmbito hospitalar, o HGE-Hospital Geral do Estado foi a primeira unidade de saúde pública estadual a fazer uso do gás natural. O fornecimento teve início em 2010, para a substituição do óleo combustível utilizado na lavanderia e na cozinha.
Em 2011, o Hospital Geral de Camaçari (HGC) também passou a utilizar o gás natural canalizado em sua lavanderia, no refeitório e no lactário. O Hospital da Bahia (Salvador) foi o primeiro particular a consumir gás natural, com a operação tendo início em 2006.
Em 2013, a Bahiagás passou a fornecer GN para o Hospital Roberto Santos (HGRS) e ao Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira abastecendo a cozinha e o refeitório. A companhia atende, ainda, aos principais shopping centers da capital, como Salvador Shopping, Salvador Norte Shopping, Shopping da Bahia (Iguatemi), Itaigara, Paseo, Paralela e Bela Vista.
Nos últimos sete anos, o número de clientes residenciais interligados aumentou significativamente. Em 2007 eram 1.934 clientes consumindo gás natural e, em 2014, fechou o ano com cerca de 30 mil clientes consumindo e mais de 53 mil clientes contratados. Em Salvador, a Companhia atende a 23 bairros/sub-regiões.
A expansão da rede envolve os bairros da Pituba, Caminho das Árvores, Itaigara, Imbuí, Patamares, Piatã, Cidade Jardim, Candeal, Horto Florestal, Brotas, Costa Azul, Stiep e Jardim de Alah, devendo alcançar, brevemente, as regiões da Barra, Ondina, Graça e Itapuã. Também em 2014, a Bahiagás conquistou os primeiros clientes em condomínios de casas. A popularização do serviço está entre as metas traçadas pela empresa até 2017.
No segmento Termelétrico, a Bahiagás tem como cliente a UTE CHESF Camaçari, instalada no Polo Industrial de Camaçari, com capacidade de geração de 360 MW de energia elétrica e consumo potencial de gás natural de 2.750.000 m³/dia, nas suas cinco máquinas.

Principais consumidores de gás
Industrial - O principal mercado da Bahiagás é o segmento Industrial, com média de vendas de 3,4 milhões de m³/dia. O consumo se localiza principalmente no Polo Petroquímico de Camaçari, com cerca de 66% das vendas totais da Bahiagás, como também no Centro Industrial de Aratu, Feira de Santana, Alagoinhas, Eunápolis, Mucuri e Itabuna.
Automotivo - O segmento veicular foi responsável por cerca de 4% das vendas da Bahiagás em 2014, uma média de 204 mil m³/dia, distribuído por 61 postos. Além do gasoduto urbano, na capital, o produto é levado por caminhões capacitados para a descompressão do produto para a estocagem em postos distantes. As unidades abastecidas com Gás Natural Veicular (GNV) localizam-se em Salvador e em mais 14 municípios: Alagoinhas, Camaçari, Candeias, Catu, Conceição de Jacuípe, Cruz das Almas, Dias D’Ávilla, Feira de Santana, taberaba, Itabuna, Pojuca, Santo Antônio de Jesus, Simões Filho e Valença.
Comercial - O segmento comercial fechou 2014 com cerca de 320 clientes consumindo gás natural. O abastecimento no setor teve inicio em 2002 com um estabelecimento de pequeno porte no segmento hoteleiro.
Fonte - Tribuna da Bahia  29/06/2015

Trinta e quatro milhões de crianças não vão à escola em países com conflitos

Internacional

O último relatório sobre a EPT, divulgado em abril, mostrava que apenas um terço dos 164 países que há 15 anos lançaram a iniciativa atingiram os objetivos fixados e identificava os conflitos como um dos maiores obstáculos ao progresso.

Da Agência Lusa 
Ag.Brasil
Trinta e quatro milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola em países afetados por conflitos, mostra hoje (29) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), adiantando que são necessários 2,3 milhões de dólares (2 milhões de euros) para educação. Os dados integram um novo texto, divulgado hoje do relatório de acompanhamento da iniciativa Educação para Todos (EPT) da UNESCO.
O último relatório sobre a EPT, divulgado em abril, mostrava que apenas um terço dos 164 países que há 15 anos lançaram a iniciativa atingiram os objetivos fixados e identificava os conflitos como um dos maiores obstáculos ao progresso.
O novo texto indica que “as crianças em países afetados por conflitos têm mais probabilidades de estarem fora da escola que as dos países não afetados,” enquanto para os adolescentes a probabilidade é dois terços maior.
A organização das Nações Unidas refere que uma das “principais razões” para o problema “é a falta de financiamento”. “Em 2014, a educação recebeu apenas 2% de ajuda humanitária.”
Os 2,3 milhões de dólares que a UNESCO considera necessários para fazer regressar à escola as 34 milhões de crianças e adolescentes nos países em conflito correspondem a dez vezes o valor da ajuda disponibilizada para a educação atualmente.
A agência da ONU explica que “mais de metade da ajuda humanitária disponível para educação foi atribuída a apenas 15 dos 342 pedidos feitos entre 2000 e 2014”.
Em 2013, foram identificados nos países em conflitos necessidades de apoio na área de educação as 21 milhões de pessoas. No entanto, apenas 8 milhões foram incluídas nos apelos e destes só 3 milhões receberam ajuda.
“Voltar à escola pode ser a única centelha de esperança e de normalidade para muitas crianças e jovens em países mergulhados em crises”, acrescenta a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, citada no comunicado.
Cerca de 58 milhões de menores estão fora da escola em todo o mundo e 100 milhões não conseguem completar o ensino primário.
Fonte - Agência Brasil  29/06/2015

domingo, 28 de junho de 2015

Inaugurada Ciclovia na Avenida Paulista

Ciclovias

Ciclovia é inaugurada na Avenida Paulista - Prefeito Fernando Haddad inaugura ciclovia na Avenida Paulista.Obra custou mais de R$ 12 milhões; faixas de carros e ônibus tiveram de ser reajustadas e perderam 20 centímetros de largura com a construção da ciclovia

Ultimo Segundo
Prefeito Fernando Haddad inaugura
ciclovia na Avenida Paulista.
 foto - André Tambucci / Fotos Públicas
Após a polêmica na construção da ciclovia na Avenida Paulista, a obra final foi inaugurada hoje às 10h. Com a liberação, ciclistas poderão circular com segurança na ciclovia que foi construída no lugar do canteiro central da avenida.
Ciclovia tem quatro metros de largura e foi elevada em 18 centímetros em relação à pista dos carros
Com 2,7 km de extensão, desde a Praça Oswaldo Cruz até a Avenida Angélica, a ciclovia tem quatro metros de largura e foi construída com 18 centímetros de elevação em relação às faixas dos carros.
Por causa da largura da ciclovia, as outras faixas tiveram de passar por ajustes, perdendo 20 centímetros. Antes com o espaço de 3 metros, os motoristas terão de circular dentro de 2,8 metros.
A obra demorou cerca de seis meses para ser concluída e custou R$ 12,2 milhões. Por causa da inauguração, a Avenida Paulista está interditada até 17h.
Fonte - IG Ultimo Segundo  28/06/2015

Inscrições para o Sisutec começam amanhã

Educação

As inscrições serão encerradas sexta-feira, dia 3 de julho. Para se candidatar, é preciso ter feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e obtido nota superior a zero na redação.Por meio do Sisutec, instituições públicas e privadas de ensino superior e de educação profissional e tecnológica oferecem vagas gratuitas em cursos técnicos para participantes do Enem.

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil 

Quem quiser concorrer a um vaga no ensino técnico pode se inscrever a partir de amanhã (29), pela internet, no Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec). As inscrições serão encerradas sexta-feira, dia 3 de julho. Para se candidatar, é preciso ter feito a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 e obtido nota superior a zero na redação.
Por meio do Sisutec, instituições públicas e privadas de ensino superior e de educação profissional e tecnológica oferecem vagas gratuitas em cursos técnicos para participantes do Enem. O programa é do Ministério da Educação.
A divulgação dos resultados, em primeira chamada, está prevista para 7 de julho. A segunda chamada deve sair dia 14 de julho. De acordo com o edital, as aulas serão iniciadas entre 3 e 31 de agosto.
Terão prioridade no preenchimento das vagas os alunos de escolas públicas e os que estudaram na rede privada, na condição de bolsista integral.
Ao fazer a inscrição, o candidato deve escolher, por ordem de preferência, até duas opções de curso. Durante o período de inscrição serão divulgadas as notas de corte de cada curso e o candidato poderá mudar as opções para as quais se inscreveu inicialmente.
No momento da inscrição, o estudante também terá de definir se deseja concorrer às vagas da ampla concorrência, àquelas destinadas aos estudantes da rede pública ou bolsistas da rede privada ou às vagas reservadas a negros, pardos e indígenas.
As vagas remanescentes não ocupadas após as chamadas regulares do Sisutec poderão ser preenchidas, mediante inscrição online, por estudantes que concluíram o ensino médio nos últimos três anos, ou seja, entre 2012 e 2014, independentemente da data de emissão do certificado.
No caso das vagas remanescentes, não é necessário que o candidato tenha feito a prova do Enem. O período de inscrição é de 20 de julho a 2 de agosto.
Fonte - Agência Brasil  28/06/2015

No Ano Internacional da Luz, 1,5 bilhão de pessoas vivem no escuro pelo mundo

Energia

No Brasil, o programa Luz para Todos tem por objetivo levar energia elétrica para todas as regiões do país.De acordo com a ONU, apesar de todos os avanços científicos da humanidade, 1,5 bilhão de pessoas ainda vivem sem energia elétrica no mundo.

Maiana Diniz 
Repórter da Agência Brasil 
Marcello Casal JR/Arquivo/Agência Brasil
O Ano Internacional da Luz, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para sensibilizar os governos do mundo para um fato grave, será comemorado ao longo de 2015. De acordo com a ONU, apesar de todos os avanços científicos da humanidade, 1,5 bilhão de pessoas ainda vivem sem energia elétrica no mundo.
Os desdobramentos do problema são muitos, entre eles a impossibilidade de estudar à noite, dificuldade de acesso à informação, desperdício de comida por falta de geladeira e insegurança. Segundo a Unesco, a prática cultural no continente africano de usar querosene como combustível para lamparinas mata 1,5 milhões de pessoas por ano e é uma das principais causas de problemas respiratórios em milhões de moradores da região.
No Brasil, há 12 anos o governo tenta universalizar o acesso à energia elétrica por meio do programa Luz para Todos. Entretanto, boa parte da população continua sem luz. Segundo o diretor do programa, Aurélio Pavão, do Ministério de Minas e Energia, cerca de 190 mil famílias brasileiras ainda vivem sem energia, a maior parte na zona rural.
Para o diretor, o avanço foi significativo desde 2002, quando o ministério estimou que 10 milhões de pessoas, cerca de 2 milhões de moradias, não tinham luz no país. “Em maio de 2009, o programa cumpriu a meta dos 10 milhões. À medida que avançamos, identificamos novas famílias e novos domicílios no meio rural que também precisavam de energia. O programa já levou energia a 15,5 milhões de pessoas”, esclareceu Pavão.
Ele explicou que são três as razões para a construção de muitas novas casas no país nos últimos anos. “O crescimento econômico, que gerou mais construções nas propriedades familiares, retorno de muitas famílias ao campo e os programas de assistência social, como Bolsa Família, que incrementou a renda das famílias."
Segundo Aurélio Pavão, nas regiões Sul e Sudeste e parte do Nordeste o acesso à luz já está universalizado. “A partir de agora, nosso maior desafio são alguns estados do Nordeste, principalmente Bahia, Piauí, Maranhão e Alagoas, além de Goiás, no Centro-oeste, e toda a região Norte." O novo prazo para universalização de energia no país é 2018.
Além das 190 mil residências mapeadas pelo ministério, Aurélio Pavão destacou a existência de comunidades isoladas na Amazônia. Elas não estão contabilizadas, mas não têm energia. Pavão explicou que o problema de levar energia para a região são as dificuldades de logística e obstáculos naturais.
Para superar os problemas, o programa foi modernizado com o uso de novas tecnologias, como cabos subaquáticos, postes de fibra de vidro, que boiam facilitando transporte pelos rios, e uso de energia solar. “Em tese, ainda temos uma população grande para atender nessa região, mas a o ministério está conseguindo avançar bastante”, acrescentou.
Até maio de 2015, os investimentos no programa Luz para Todos chegavam a R$ 22,7 bilhões.
Fonte - Agência Brasil  28/06/2015

Viajens de ônibus estão ficando mais caras do que as viagens de avião

Turismo

Viajar de ônibus está ficando mais caro do que a viagem de avião.Nos sites promocionais de agências de viagens, há uma variedade de preços promocionais para as viagens de ônibus e de avião, a partir de Salvador

Adilson Fonsêca - Tribuna da Bahia
foto - Tribuna da Bahia
Para quem sair hoje da Estação Rodoviária de Salvador, às 8h30, em direção à São Paulo, somente na tarde de domingo, às 16h22 vai chegar ao destino. Serão pouco mais de 36 horas de viagem (um dia e meio) em ônibus convencional com ar condicionado, inúmeras paradas e a um custo de R$ 345,54 por passageiro.
Se essa mesma viagem for feita a partir do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, o custo será R$ 45,00 mais barato, R$ 300,00, e com uma vantagem adicional em relação ao tempo: a viagem durará apenas duas horas e 40 minutos.
Além do preço mais em conta, quem for viajar de avião ainda vai contar, por enquanto, com outra vantagem em relação a quem viajará de ônibus: o preço das passagens de avião permanecerão o mesmo pelos próximos dias, enquanto a dos ônibus interestaduais serão reajustados a partir da próxima quinta-feira.
Nos sites promocionais de agências de viagens, há uma variedade de preços promocionais para as viagens de ônibus e de avião, a partir de Salvador.
Nesta sexta-feira a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, no Diário Oficial da União a Resolução nº 4.765 que autoriza o reajuste de 7,708% sobre a tarifa dos serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.
Os novos valores entram em vigor a partir da 0h da próxima quarta-feira. Os reajustes são realizados anualmente, conforme determina a Resolução nº 1627/2006.
O acréscimo autorizado corresponde à correção dos insumos necessários à preservação do equilíbrio econômico-financeiro da prestação dos serviços.
Sem contratempos
Quando comparadas as viagens interestaduais por ônibus e por avião, verifica-se uma imensa disparidade de preços e tempo de viagem. Quem for para São Paulo, Rio de Janeiro, por exemplo, tem como opção principal as viagens pelas BR-116 (Rio Bahia) e BR-101 (Rio Bahia Litorânea).
Somente no estado da Bahia são quase mil quilômetros de estradas, até se chegar ás divisas dos estados de Minas gerais e Espírito Santo, respectivamente.
As paradas são feitas normalmente em Feira de Santana, Jequié e Vitória da Conquista (BR-116) e Feira de Santana, Santo Antonio de Jesus, Itabuna e Eunápolis (BR-101), para lanches e muitas vezes troca de motoristas.
Já de avião o vôo direto entre o Aeroporto de Salvador, e os de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo duram pouco mais de duas horas, sem escalas.
Para quem viaja para Brasília, a opção única é a BR-242, que atravessa toda a Chapada Diamantina e parte da Reghioão Oeste do estado. Dura em nédia 24 horas. De avião, esse percurso é feito em uma hora e 50 minutos.
Para as capitais do Nordeste, a partir do Terminal Rodoviário de Salvador, a opção existente é pela BR-101, com paradas em Esplanada e Aracaju. De avião essa viagem dura menos de uma hora até Aracaju, e uma hora e quatro minutos até Maceió, em Alagoas.
Fonte - Tribuna da Bahia 27/06/2015

Shoppings ficam vazios após cobrança em estacionamentos

Salvador

Poucos veículos no primeiro sábado após a cobrança.O primeiro final de semana sem a gratuidade foi marcado por estacionamentos, lojas e praças de alimentação vazios.

Yuri Silva - A Tarde
Fernando Vivas - Ag. A TARDE
Cinco dias após começarem a cobrar pelas vagas de estacionamento, os shoppings de Salvador já apresentam uma queda visível no fluxo de clientes. O primeiro final de semana sem a gratuidade foi marcado por estacionamentos, lojas e praças de alimentação vazios.
No Shopping da Bahia, poucos clientes circulavam pelos corredores por volta do meio-dia, horário em que o movimento costuma ser grande aos sábados.
Já no Piedade, que ao lado do Center Lapa tem o preço mais caro entre todos os estabelecimentos (R$ 8), vendedores quase não tinham quem atender. Os poucos clientes que circulavam no centro, na manhã deste sábado, 27, usavam o prédio como ligação da Estação da Lapa com a Av. Sete de Setembro.

Sinal amarelo
Segundo vendedores ouvidos por A TARDE, patrões já se preocupam com a iminência da queda nos lucros. Já os funcionários temem que demissões sejam feitas para reduzir gastos.
De acordo com o presidente regional da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Edson Piaggio, só será possível fazer uma avaliação precisa sobre o impacto do inicio da cobrança a partir da próxima semana.
Isso porque, segundo ele, a saída das pessoas da cidade, por causa do feriado de São João, teve influência no fluxo dos shoppings.
"Essa é uma semana sacrificada, atípica, porque saíram 500 mil pessoas de Salvador para curtir o São João fora", disse.
Ainda conforme Piaggio, o Shopping Bela Vista, único dos grandes estabelecimentos a permanecer sem cobrar pelo estacionamento, alegou "questões técnicas" para não acompanhar a decisão dos concorrentes.
O presidente da Abrasce nega que exista uma pressão dos outros shoppings sobre o Bela Vista para que o centro comercial inicie a cobrança. "Essa é uma decisão individual", afirmou.
Fonte - A Tarde  28/06/2015