quarta-feira, 29 de junho de 2016

Dias Toffoli revoga prisão do ex-ministro Paulo Bernardo

Política

Na decisão,Toffoli indeferiu pedido de liminar na Reclamação (Rcl) 24506, mas,“por reputar configurado flagrante constrangimento ilegal,passível de correção por habeas corpus de ofício quando do julgamento de mérito da ação”,determinou “cautelarmente,sem prejuízo de reexame posterior”,a revogação da prisão preventiva de Paulo Bernardo.

Michèlle Canes
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu pedido da defesa e revogou hoje (29) a prisão do ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Na decisão, Toffoli indeferiu pedido de liminar na Reclamação (Rcl) 24506, mas, “por reputar configurado flagrante constrangimento ilegal, passível de correção por habeas corpus de ofício quando do julgamento de mérito da ação”, determinou “cautelarmente, sem prejuízo de reexame posterior”, a revogação da prisão preventiva de Paulo Bernardo.
O ministro determinou ainda que o Juízo Federal da 6ª Vara Criminal Especializada em Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional e em Lavagem de Valores da Seção Judiciária de São Paulo “avalie a necessidade, se for o caso, de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, dentre aquelas previstas nos artigos 319 e 321 do Código de Processo Penal”.
De acordo com os advogados Rodrigo Mudrovitsch, Juliano Breda e Verônica Sterman, a decisão do ministro Dias Toffoli, acolhendo pedido da defesa técnica, "desconstruiu todos os fundamentos da prisão de Paulo Bernardo. Deixou claro que os fundamentos eram genéricos e que os requisitos legais e constitucionais não estavam presentes”.

Justificativas

O ex- ministro Paulo Bernardo foi preso na quinta-feira (23), durante a Operação Custo Brasil da Polícia Federal, um desmembramento da Operação lava Jato. A liberdade do ex-ministro foi pedida esta semana. Na ação, os advogados também tentaram suspender as investigações em curso na Justiça Federal de São Paulo e remeter o caso para o STF.
Em sua decisão, que atendeu em parte ao pedido da defesa, Toffoli afirmou que não viu elementos de que o juiz da 6ª Vara tenha usurpado a competência da Corte. Com relação à prisão preventiva de Paulo Bernardo, o ministro disse que não identificou elementos que mostrem que a prisão seja necessária como, por exemplo, que o ex-ministro tenha a intenção de fugir para o exterior, que esteja enviando dinheiro para fora do país ou que, ao ser solto, poderia cometer novos crimes.
“A prisão preventiva para garantia da ordem pública seria cabível, em tese, caso houvesse demonstração de que o reclamante estaria transferindo recursos para o exterior, conduta que implicaria em risco concreto da prática de novos crimes de lavagem de ativos. Disso, todavia, por ora, não há notícia. Também não foram apontados elementos concretos de que o reclamante, em liberdade, ora continuará a delinquir”.

Interferência

O ministro disse ainda que a decisão tomada pelo juiz da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo não traz elementos que mostrem que Paulo Bernardo possa interferir na produção de provas. “Na espécie, a decisão do juízo de primeiro grau se lastreia, de modo frágil, na mera conjectura de que o reclamante, em razão de sua condição de ex-ministro e de sua ligação com outros investigados e com a empresa envolvida nas supostas fraudes, poderia interferir na produção da prova, mas não indica um único elemento fático concreto que pudesse amparar essa ilação”.
Toffoli entendeu que a decisão de prender Paulo Bernardo não atende a entendimento anterior do STF sobre os requisitos para a prisão. “Mas não é preciso acrescentar para se concluir que a decisão que decretou a prisão preventiva do ora reclamante contrasta frontalmente com o entendimento consolidado pela Suprema Corte a respeito dos requisitos da prisão cautelar, e não pode subsistir”, concluiu.
Fonte - Agência Brasil  29/06/2016

Sustentabilidade está ligada à redução da desigualdade, defendem especialistas

Sustentabilidade

A desigualdade é um dos motivos que leva a maioria da população da capital paulista a considerar a preservação do meio ambiente ruim ou péssima. De acordo com pesquisa realizada pela Câmara, 51,1% de 2.049 entrevistados em todas as regiões de São Paulo têm essa percepção. “A principal ação para garantir a sustentabilidade é diminuir as desigualdades do ponto de vista territorial, por meio de políticas públicas específicas para cada área

Revista Amazônia
Rev.Amazônia
A necessidade de reduzir a desigualdade em São Paulo é uma das soluções para melhorar a sustentabilidade na cidade. É o que sinalizaram os participantes do painel desta segunda-feira (20/6) do Ciclo de Debates SP 2030, promovido pela Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo, cujo tema foi sustentabilidade.
A desigualdade é um dos motivos que leva a maioria da população da capital paulista a considerar a preservação do meio ambiente ruim ou péssima. De acordo com pesquisa realizada pela Câmara, 51,1% de 2.049 entrevistados em todas as regiões de São Paulo têm essa percepção. “A principal ação para garantir a sustentabilidade é diminuir as desigualdades do ponto de vista territorial, por meio de políticas públicas específicas para cada área. Se for um assentamento, é necessário saneamento, habitação, áreas verdes de equipamentos públicos”, disse a professora de planejamento territorial da UFABC (Universidade Federal do ABC) Luciana Travassos.
Integrante da Rede Nossa São Paulo, Américo Sampaio argumentou que é necessário que toda a população tenha acesso igual a todos os serviços oferecidos. “É fundamental um planejamento sério e de longo prazo que tenha como referência a garantia de que todos tenham acesso à serviços básicos, o fortalecimento das subprefeituras e maior poder aos movimentos sociais e associações de bairro para reduzir essa desigualdade”, disse.
A pesquisadora da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Fernanda Meirelles comentou a importância do saneamento básico nesse processo. “As pessoas estão mais preocupadas com a coleta do esgoto. Mas precisamos saber de que forma é feito o tratamento dos resíduos e a qualidade da água que é devolvida para a sociedade”, argumentou.
O vereador Ricardo Young (Rede) defendeu a mudança de atitude do poder público para se reduzir as desigualdades. “É necessário de pensar em políticas de forma integrada. O interesse econômico conduz toda qualidade de vida da população e enquanto tiver essas negociações não vamos conseguir ter uma sociedade sustentável. Podemos ver a questão da habitação, antes se pensa no terreno mais barato, economicamente. Sendo que deveria se pensar socialmente”, comentou.
O diretor-presidente da Escola do Parlamento, Christy Ganzert Pato, gostou do debate. “Pudemos desmontar um pouco a ideia de que sustentabilidade está ligada apenas a ideia de separar o lixo corretamente. A sustentabilidade é um conflito complexo e envolve pensar em todas as áreas de forma sistêmica e que a participação social faz parte do processo”, disse
Fonte - Revista Amazônia  29/06/2016

Campanha de financiamento coletivo para viagens de Dilma estreia com meta de R$500 mil

Política

Batizada de “Jornada pela Democracia”, uma campanha lançada na internet nesta quarta (29) para financiar as viagens da presidenta afastada Dilma Rousseff pelo Brasil já arrecadou mais de R$ 37 mil em 3 horas. A meta dos organizadores é alcançar R$500 mil.

Sputnik

A “vaquinha” está hospedada no site Catarse, maior portal de crowdfunding do país, e aceita contribuições a partir de R$10 de qualquer pessoa física residente no Brasil.
“Mostrar que o impeachment é fraudulento requer conversar com parlamentares, representantes de instituições e de movimentos sociais. Requer, sobretudo, estar junto a cidadãs e cidadãos de todo o País, alertando e mobilizando sobre o papel fundamental de cada um na resistência ao golpe”, diz a descrição dos objetivos da campanha.
Presidenta Dilma Rousseff durante Ato “Mulheres pela Democracia contra o Golpe”, no Rio de Janeiro
As criadoras do projeto, Guiomar Lopes e Celeste Martins, se identificam como “amigas de longa data da presidenta Dilma”, ressaltam que “a denúncia do golpe incomodou o governo provisório e ilegítimo, que estabeleceu medidas restritivas à movimentação da presidenta” a fim de tentar “evitar que o golpe seja mostrado como realmente é: um processo espúrio de retirada de direitos do povo, inclusive o mais importante, que é o direito de escolher seus governantes pelo voto direto”.
A ideia da campanha surgiu após a decisão do presidente interino Michel Temer de restringir as viagens de Dilma junto à Força Aérea Brasileira ao trecho entre Brasília e Porto Alegre, onde reside a família da presidenta.
Fonte - Sputnik  29/06/2016

Começa a fase de testes de carros compartilhados em Fortaleza

Mobilidade

A partir da próxima semana, ocorrerá uma fase de adaptação, na qual os usuários poderão fazer o test drive dos carros 100% elétricos.Neste primeiro momento, ocorrerá uma fase de adaptação, na qual os usuários serão apresentados ao sistema, realizarão o pré-cadastro e poderão fazer o test drive dos carros 100% elétricos.O sistema de carros elétricos deve entrar em operação completa em setembro deste ano em Fortaleza

Diário do Nordeste*
foto - Fernanda Siebra/DN
O sistema de carros elétricos compartilhados de Fortaleza tem início na próxima segunda-feira (4), com a disponibilidade de três veículos em uma estação itinerante que passará por seis pontos da cidade. Neste primeiro momento, ocorrerá uma fase de adaptação, na qual os usuários serão apresentados ao sistema, realizarão o pré-cadastro e poderão fazer o test drive dos carros 100% elétricos. Os detalhes da operação foram apresentados em coletiva, ontem, pelo prefeito Roberto Cláudio.
Os endereços por onde passará a estação itinerante foram escolhidos como potenciais locais de implantação dos equipamentos.
A implantação do "Vamo", sigla para Veículos Alternativos para Mobilidade e como é denominado o projeto-piloto, será realizada em mais duas fases além do período de apresentação. A segunda etapa começará em 1º de agosto e será uma operação assistida, com a disponibilidade de sete carros elétricos distribuídos em cinco estações.
A terceira fase é a operação completa do sistema, previsto para se iniciar no dia 1º de setembro, quando haverá 20 veículos.
Para o cadastro no sistema,em plataforma online ainda a ser lançada,o usuário deve apresentar a carteira nacional de habilitação (CNH), comprovante de residência e pagar a taxa de adesão, que é de R$ 40,00, cobrada mensalmente. O valor, no entanto, será revertido em créditos para o usuário, que pagará o valor fixo de R$ 20,00 pelos trinta minutos iniciais. Após esse intervalo, a cobrança será realizada por minutos adicionais, sendo debitado o valor de R$ 0,80 o minuto entre 30 e 60 minutos adicionais, R$ 0,60 entre 60 e 120 minutos adicionais, R$ 0,50 entre 120 e 240 minutos e R$ 0,40 após 240 minutos.

Incentivo
Como formas de incentivo, os usuários cadastrados poderão, pelo aplicativo, oferecer e solicitar carona e, assim, dividir a taxa. Usuários do Bilhete Único terão 25% de desconto na tarifa de adesão e os carros poderão estacionar nas vagas de Zona Azul gratuitamente.
O sistema será monitorado por seis meses, podendo ser alterado ou expandido com base na aceitação do público, segundo a Prefeitura.
O sistema funcionará de domingo a domingo, das 5h às 23h59 para a retirada do carro e 24h/dia para a devolução. Pelo aplicativo, o usuário pode reservar o carro e retirá-lo dentro de 15 minutos.
*Renato Bezerra 
Fonte - Diário do Nordeste  29/06/2016

terça-feira, 28 de junho de 2016

Marinha alerta para ressaca no mar com ondas de até 3 metros

 Tempo

A previsão é de ondas de até três metros de altura.Além de um aviso de "Mar Grosso", prevendo ondas de até 4 metros até as 21h de quarta-feira,29.De acordo com o órgão,foi emitido comunicado alertando para que marinas,iates clubes e empresas de transporte marítimo tomem suas precauções.

A Tarde
Luciano da Matta/Ag.A Tarde
A Marinha do Brasil alerta para a previsão de ressaca do mar, nesta terça-feira, 28, em todo o estado da Bahia. Segundo informações do Centro de Hidrografia da Marinha, a advertência vale até as 9h de quinta-feira, 30. A previsão é de ondas de até três metros de altura. Além de um aviso de "Mar Grosso", prevendo ondas de até 4 metros até as 21h de quarta-feira, 29.
De acordo com o órgão, foi emitido comunicado alertando para que marinas, iates clubes e empresas de transporte marítimo tomem suas precauções. Também foram divulgados alertas por fonia, em VHF, e fax para fortalecer o dever da atenção no mar.
Em caso de emergência, os cidadãos devem entrar em contato, em qualquer horário, por meio do telefone (71) 3507-3777. Pedidos de auxílio também podem ser feitos para o Salvamar Leste, operado pelo Comando do 2º Distrito Naval, através do telefone 08002843878.
Fonte - A Tarde  28/06/2016

Financiamento para metrô do Rio só sai se estado quitar dívidas em atraso

Transportes sobre trilhos

“As operações de crédito devem seguir os parâmetros do Tesouro Nacional. Entre eles, está o de que o estado esteja adimplente.Sem isso, não tem como a gente dar aval a qualquer novo empréstimo”.Há vários meses, o estado do Rio de Janeiro não paga integralmente as parcelas da dívida com organismos internacionais.

Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil*
foto - ilustração/arquivo
Novos financiamentos para o metrô do Rio de Janeiro só sairão se o estado ficar em dia com a União e os organismos internacionais, disse hoje (28) a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi. Segundo ela, o estado precisa ficar adimplente para receber o aval do Tesouro para contrair um empréstimo de R$ 1 bilhão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para concluir as obras da Linha 4 do metrô.
“As operações de crédito devem seguir os parâmetros do Tesouro Nacional. Entre eles, está o de que o estado esteja adimplente. Sem isso, não tem como a gente dar aval a qualquer novo empréstimo”, disse a secretária. “A gente não está introduzindo nenhuma regra. Elas já estão aí.” Pela legislação, os estados e os municípios dependem de autorização do Tesouro para contrair financiamentos. Em troca, os governos locais comprometem-se com metas de ajuste fiscal e com o cumprimento de todas as obrigações financeiras.
Há vários meses, o estado do Rio de Janeiro não paga integralmente as parcelas da dívida com organismos internacionais. No caso de dívidas com garantia da União, o Tesouro cobre o calote, mas abate o valor não pago dos repasses do Fundo de Participação dos Estados, como ocorreu em maio, quando o Rio deixou de pagar a agência francesa de fomento.
Em relação à ajuda de R$ 2,9 bilhões para o estado do Rio de Janeiro, autorizada pela Medida Provisória 734, a secretária do Tesouro informou que o Ministério do Planejamento ainda está definindo os detalhes técnicos de como será liberada a ajuda. Ela não deu data para a liberação do dinheiro, que depende de uma nova medida provisória para abrir crédito extraordinário no Orçamento.
Além da ajuda de quase R$ 3 bilhões, o governo do Rio havia pedido um financiamento de R$ 1 bilhão do BNDES para completar as obras do metrô. No último dia 17, o estado decretou estado de calamidade pública financeira por causa da crise econômica. Além da recessão, que diminui a arrecadação de tributos, o estado sofre com a queda do preço internacional do petróleo, que reduz o pagamento de royalties.
No fim da tarde de hoje, o secretário de Fazenda do Rio, Julio Bueno, participou de reunião com a secretária do Tesouro. Ele saiu sem falar com a imprensa.
* Colaborou Heloísa Cristaldo
Fonte - Agência Brasil  28/06/2016

Obras de requalificação do Centro Histórico de Salvador dão 'nova cara' ao Pelô

Urbanismo

Um contexto novo para quem frequenta o local. "Muitos lugares já foram recuperados. Colocaram as pedras onde faltavam. Só no Terreiro de Jesus, agora temos seis rampas de acesso. Antes só tínhamos duas”, diz o vendedor ambulante Reinaldo Sales.

Da Redação
Divulgação/Gov.Ba
Um dos principais cartões-postais de Salvador, o Pelourinho passa por diversas intervenções do Governo do Estado com o objetivo de reverter o forte processo de degradação vivido nas últimas décadas. Por meio do Projeto Pelas Ruas do Centro Antigo de Salvador, o bairro, que tem sua história intimamente ligada à história da capital baiana, já conta com vias pavimentadas, sistema de drenagem, iluminação ampla e calçadas recuperadas e equipadas com itens de acessibilidade. Um contexto novo para quem frequenta o local. "Muitos lugares já foram recuperados. Colocaram as pedras onde faltavam. Só no Terreiro de Jesus, agora temos seis rampas de acesso. Antes só tínhamos duas”, diz o vendedor ambulante Reinaldo Sales.

Divulgação/Gov.Ba
O Pelô reúne uma vasta riqueza histórica e cultural. No local, baianos e turísticas podem ter acesso a igrejas, artesanato, além de casarões antigos, com arquitetura colonial barroca portuguesa preservada e integrante do Patrimônio Histórico da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Com a modernização do Centro Histórico, atividades econômicas já começam a ganhar força novamente. "A reforma das ruas é importante para o turísmo e também para a nossa cidade", ressalta o guia turístico, Edvaldo Macedo.
Em resumo, as intervenções no Pelourinho já proporcionam qualidade de vida aos moradores e prosperidade aos comerciantes.
Com informações da Secom Ba.  28/06/2016

RJ realiza estudos para revitalizar ramal ferroviário

Transportes sobre trilhos

O trecho corta os municípios de São João de Meriti, Mesquita, Belford Roxo e Nova Iguaçu, e é utilizado somente para o transporte de carga. A prefeitura fechou uma parceria de 200 mil euros com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que destinará a consultoria para a Tectran.

Estação Ferroviária
foto - ilustração
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro lançou esta semana um plano de desenvolvimento urbano que visa revitalizar um ramal ferroviário de 18 quilômetros entre o Arco Metropolitano, na Baixada Fluminense, à estação do metrô da Pavuna, na Zona Norte.
O trecho corta os municípios de São João de Meriti, Mesquita, Belford Roxo e Nova Iguaçu, e é utilizado somente para o transporte de carga. A prefeitura fechou uma parceria de 200 mil euros com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que destinará a consultoria para a Tectran.
O estudo vai beneficiar cerca de 500 mil moradores e a previsão é de que o levantamento seja concluído em seis meses.
“Tenho certeza de que este será um bom exemplo de projeto-piloto”, afirmou o consultor da Tectran, Marc Olivier Maillefaud.
O diretor da AFD, David Willecomme, explicou que a parceria técnica prevê o apoio no setor de infraestrutura urbana, o que inclui a mobilidade.
Fonte - ANPTrilhos  28/06/2016

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mujica: deputados prejudicaram imagem do Brasil

Política

O ex-presidente do Uruguai José Mujica afirmou, nesta quarta-feira, que o posicionamento dos deputados brasileiros durante a votação do processo de impeachment da Presidenta Dima Rousseff prejudicou a imagem do país no exterior.

Sputnik
Sputnik
“Essa transmissão fez mal ao Brasil como nação, ao prestígio do Brasil. Reduziram a categoria do Brasil na consideração mundial. Se tivessem votado sem fundamentar, teria sido mais saudável para o futuro do Brasil”, disse Mujica, atual senador uruguaio licenciado, segundo a Agência Brasil.
Mujica se referiu especialmente à deputada federal Raquel Muniz (PSD-MG), casada com o prefeito de Montes Claros (MG).
“É paradoxal que queira tirar a presidente um monte de gente que (responde a) acusações (criminais), que vota por um monte de coisas, como aquela que votou pela honestidade do marido e no outro dia o marido é preso.”
Em sua votação, a deputada citou o marido, Ruy Muniz, como exemplo de gestor público. No dia seguinte, o prefeito foi preso pela Polícia Federal em uma operação para apurar a prática dos crimes de falsidade ideológica, dispensa indevida de licitação pública, estelionato, prevaricação e peculato.
Mujica também acredita que os grandes meios de comunicação brasileiros fizeram campanha contra o PT e os partidos mais alinhados à esquerda.
“A direita tem o controle dos grandes meios de comunicação e os tem utilizado para criar um senso comum. Desnudando nossos defeitos e mostrando o que não são defeitos da esquerda ou do PT, mas da sociedade brasileira”, disse.
Mujica afirmou também que se o cenário econômico brasileiro não fosse desfavorável, o processo de impeachment não iria adiante.
“Se as forças conspirativas da direita dão resultado, é porque tem algo. A conspiração existe sempre. A direita usou muito bem os erros que cometemos. Mas o fez em um momento histórico que resumo como: a conjuntura econômica estava a favor para gerar descontentamento.”
Fonte - Sputnik  27/06/2016

Via Metropolitana (Camaçari-Lauro de Freitas) está com quase 50% das obras concluídas

Infraestrutura viária

Com as obras iniciadas em janeiro de 2015, a Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas vai ligar a BA- 526, na altura do Km-18,5 da Rodovia Cia Aeroporto, até a BA-099, na Estrada do Coco, contornando a região central do município de Lauro de Freitas.

Da redação
foto - Manu Dias Gov.Ba
Apesar da chuva que cai sobre a Região Metropolitana de Salvador (RMS), as obras nos 11,2 quilômetros da Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas estão sendo executadas de acordo com o previsto pelo cronograma e devem ser entregues em março de 2017. A informação foi dada na manhã desta segunda-feira (27) pelo gerente de engenharia da Bahia Norte, concessionária responsável pelos trabalhos, Wagner Magalhães, durante visita ao local.
“Hoje, a obra está com um avanço de 47%. Da Estrada do Coco [onde foi construída uma passagem subterrânea] até o Rio Joanes temos três quilômetros, aproximadamente, de área pavimentada, com conclusão de toda a drenagem e a parte de infraestrutura viária. O prazo será cumprido. Estamos bastante empenhados”, afirmou Magalhães.
Das 12 pontes previstas no projeto, nove já estão em fase de acabamento, como as que foram erguidas sobre os rios Paranamirim e Joanes. Além da recuperação da vegetação nas margens, barreiras de metal foram instaladas em diversos pontos da via para ampliar a segurança.
A intervenção

foto - Alberto Coutinho/Gov.Ba
Com as obras iniciadas em janeiro de 2015, a Via Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas vai ligar a BA- 526, na altura do Km-18,5 da Rodovia Cia Aeroporto, até a BA-099, na Estrada do Coco, contornando a região central do município de Lauro de Freitas. Quando concluída, deve aliviar também o sistema viário da região norte da capital como as avenidas Paralela e Dorival Caymmi e o Complexo Dois de Julho, próximo ao Aeroporto Internacional de Salvador.
As intervenções devem reduzir pela metade o tempo do percurso dos cerca de 110 mil veículos que trafegam diariamente pela região. A expectativa é que no pico da obra sejam gerados 750 empregos diretos. Neste momento, 300 trabalhadores da construção civil desempenham diferentes funções no canteiro de obras, entre eles, o ajudante de pedreiro Felipe Costa, morador do município de Simões Filho. “Me sinto bem de ver a comunidade confortável. Depois de abrir essa via vai melhorar o trânsito. Os trabalhadores aqui estão alegres, felizes. Todo mundo ganhando o seu [dinheiro], tudo certinho”.
Com informações da Secom Ba. 27/06/2016

Sistema Ferry-Boat opera nessa segunda (27) com sete embarcações e viagens extras

Travessia Marítima

Nesta segunda (27) o sistema Ferry-Boat opera com sete embarcações,além dos horários normais viagens extras estão sendo realizadas para atender a demanda de passageiros e veículos no retorno a Salvador após os festejos se São joão.

Da Redação
foto - ilustração/Arquivo
O sistema Ferry-Boat opera nesta segunda-feira (27) com sete (07) embarcações - Ivete Sangalo, Pinheiro, Dorival Caymmi, Agenor Gordilho, Rio Paraguaçu, Maria Bethânia e Zumbi dos Palmares. Além dos horários regulares (de hora em hora), vêm ocorrendo saídas extras para atender o movimento contínuo de veículos e pedestres, especialmente, em Bom Despacho. Em São Joaquim o movimento é inferior. A Internacional Travessias Salvador, administradora do sistema Ferry-Boat, informa que as passagens podem ser adquiridas nos terminais São Joaquim e Bom Despacho por meio dos cartões de crédito, débito ou dinheiro.
Para consultas de disponibilidade de vagas no serviço de Hora Marcada (exclusivo aos condutores de veículos), os usuários devem acessar o site -portalsits.internacionaltravessias-. O pagamento para este serviço pode ser feito através dos cartões de débito ou crédito.
O sistema disponibiliza uma Central de Atendimento ao Cliente (CAC), localizada no Terminal São Joaquim e aberta de segunda a sexta, das 8h às 18h, e aos sábados, das 7h às 13h 
Contatos - 071 3032-0475 e cac@internacionaltravessias.com.br.
Com informações da Internacional Travessias Salvador  27/06/2016

Perícia diz que decretos são irregulares, mas não vê atos de Dilma nos atrasos

Política

De acordo com laudo pericial, não foram identificados atos da presidenta afastada que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para os atrasos nos pagamentos aos bancos públicos, chamados pedaladas fiscais.

Felipe Pontes
Repórter da Agência Brasil

foto - ilustração
Peritos designados pela Comissão Processante de Impeachment do Senado concluíram que três dos quatro decretos de crédito suplementar assinados pela presidenta afastada Dilma Rousseff eram irregulares, por terem sido editados sem aval do Congresso Nacional, e tiveram impacto negativo no cumprimento da meta fiscal. No entanto, de acordo com laudo pericial, não foram identificados atos da presidenta afastada que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para os atrasos nos pagamentos aos bancos públicos, chamados pedaladas fiscais.
A edição dos decretos com crédito suplementar e os atrasos nos pagamentos embasam o processo de impeachment de Dilma, que levou ao afastamento dela da Presidência da República.

Decretos de crédito suplementar
Para o três peritos – servidores do Senado João Henrique Pederiva, Diego Prandino Alves e Fernando Álvaro Leão Rincon –, três dos quatro decretos analisados pelos senadores no processo de impeachment tiveram impacto negativo no cumprimento da meta fiscal, que se encontrava vigente no momento em que foram assinados. No laudo, os peritos afirmam que os órgãos responsáveis não emitiram alertas de que os decretos de crédito suplementar eram irregulares, ou seja, foram aprovados sem autorização do Parlamento.
A defesa de Dilma argumenta que os decretos não impactaram no cumprimento da meta fiscal, pois dizem respeito somente a dotações – permissões de gastos – orçamentárias, não resultando necessariamente em impacto fiscal negativo, pois não envolveram o empenho ou a execução financeira dos gastos. Assim, os atos seriam simples reprogramações da alocação de recursos da União.
Os peritos do Senado concluíram que três dos quatro decretos tiveram execução financeira posterior, resultando em prejuízo para o cumprimento da meta fiscal então vigente, que havia sido aprovada em janeiro de 2015. Os decretos foram assinados por Dilma em julho e agosto.
Para a junta de peritos, os decretos violaram o Artigo 4 da Lei de Orçamento Anual (LOA), que regulamenta os gastos suplementares ao Orçamento e determina aprovação legislativa prévia para esses gastos.
“Embora não se tenha obtido informações completas relativas à execução das dotações suplementares constantes exclusivamente desses três decretos (excluídas as dotações iniciais e demais suplementações), esta Junta identificou que pelo menos uma programação de cada decreto foi executada orçamentária e financeiramente no exercício financeiro de 2015, com consequências fiscais negativas sobre o resultado primário apurado”, escreveram os peritos.
Os peritos acrescentaram, no entanto, que não houve, por parte da Secretaria de Orçamento Federal, nenhum alerta, antes da assinatura, de que os decretos seriam incompatíveis com a meta fiscal.

Plano Safra
A junta pericial concluiu também que o atraso no pagamento de equalização de juros aos bancos públicos no âmbito do Plano Safra representaram operações de crédito com a União, o que é vedado por lei.
Por meio do Plano Safra, os bancos públicos financiam os produtores rurais a juros baixos com recursos próprios e depois recebem do governo a diferença entre o cobrado dos agricultores e o que a instituição financeira pagou para captar o dinheiro.
A defesa de Dilma argumenta que os atrasos no pagamento dessas equalizações não configuram operações de crédito, mas uma prestação de serviço corriqueira e sempre aceita pelo Tribunal de Contas da União (TCU), até que a corte mudou seu entendimento sobre a questão no ano passado.
Para os peritos, os atrasos foram de fato operações de crédito levando em conta artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). De acordo com eles, os valores estiveram sujeitos a juros pela demora no pagamento, onerando a União em mais de R$ 450 milhões.
“Houve operações de crédito do Tesouro Nacional junto ao Banco do Brasil, conforme as normas contábeis vigentes, em decorrência dos atrasos de pagamento das subvenções concedidas no âmbito do Plano Safra”, diz o laudo pericial.
De acordo com o cronograma aprovado pela Comissão Processante de Impeachment do Senado, acusação e defesa têm agora 24 horas para solicitar esclarecimentos sobre a perícia. A partir de então, os peritos terão 72 horas para esclarecer as dúvidas.
Fonte - Agência Brasil  27/06/2016

DCM entrevista Ciro Gomes na TVT

Política

Em entrevista concedida ao DCM na TVT Ciro Gome fala sobre o atual momento político brasileiro




imagem/YouTube

domingo, 26 de junho de 2016

Programa Ruas Abertas passa a ser permanente em vários bairros de São Paulo

Ruas Abertas

De acordo com a determinação, as subprefeituras da cidade deverão definir, de forma participativa, as vias públicas que irão participar do programa, assim como os dias e horários. No Ruas Abertas, são permitidas manifestações artísticas, culturais e esportivas, desde que respeitados os níveis máximos de ruído e que não causem incômodo aos moradores.

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
Daniel Mello/Agência Brasil
Por meio de decreto, a prefeitura de São Paulo instituiu de forma oficial o programa Ruas Abertas – que promove, em domingos e feriados, a ocupação de ruas e avenidas da cidade de forma alternativa ao do veículo automotor. O decreto, assinado pelo prefeito Fernando Haddad, foi publicado ontem (26) no Diário Oficial do município.
De acordo com a determinação, as subprefeituras da cidade deverão definir, de forma participativa, as vias públicas que irão participar do programa, assim como os dias e horários. No Ruas Abertas, são permitidas manifestações artísticas, culturais e esportivas, desde que respeitados os níveis máximos de ruído e que não causem incômodo aos moradores.
“As vias indicadas serão previamente submetidas a estudos de viabilidade e impacto viário pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e priorizadas em função de critérios de acessibilidade por meio de transporte público. É vedada a inclusão no programa de trechos de vias públicas em que haja hospitais, prontos-socorros, velórios ou cemitérios quando não apresentadas rotas alternativas a essas vias”, diz o documento.

Sociedade Civil
O decreto institui a criação do Comitê Intersetorial de Ruas Abertas, com representantes das secretarias da prefeitura, que deverá apresentar às subprefeituras propostas de melhoria do programa.
No entanto, o documento cria também duas instâncias com representantes da sociedade civil, que poderão apresentar propostas às subprefeituras: o Comitê de Acompanhamento e Fortalecimento do Programa Ruas Abertas, com representantes da prefeitura e de entidades da sociedade civil ligadas à agenda de mobilidade e novas formas de uso do espaço público; e os Conselhos Gestores Locais, um em cada uma das 32 subprefeituras, com representantes eleitos pelos moradores.Fonte - Agência Brasil  26/05/2016

Trens do pré-metrô ‘repousam’ no centro do Rio

Transportes sobre trilhos

Sem uso há 12 anos, 28 composições se deterioram. Estado as transferiu para concessionária em troca de obras.Sob sol e chuva, eles se deterioram lentamente estocados no pátio do MetrôRio na Cidade Nova, próximo à prefeitura.

Gustavo Ribeiro - O Dia
foto - João Laet / Agência O Dia
Rio - Trens que operavam na Linha 2 do então sistema de pré-metrô do Rio estão sem uso desde 2004. Sob sol e chuva, eles se deterioram lentamente estocados no pátio do MetrôRio na Cidade Nova, próximo à prefeitura. A Secretaria Estadual de Transportes (Setrans) transferiu, em fevereiro do ano passado, 28 composições antigas para a concessionária assumir a construção de duas subestações de energia, avaliadas em R$ 18 milhões, que seria custeada pelo governo.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) vai analisar o repasse dos bens em uma auditoria que confere o equilíbrio financeiro da concessão da Linha 1.
A secretaria afirma que as novas subestações, em Thomaz Coelho e Coelho Neto, já foram construídas pelo MetrôRio. O órgão argumenta que as composições ficaram obsoletas em relação ao modelo de operação atual e se tornaram patrimônio da concessionária. Questionada pela reportagem sobre os valores envolvidos na operação, a Setrans não informou quanto valiam os trens transferidos e não confirmou se essa avaliação chegou a ser feita.
Questionada, a concessionária MetrôRio também não respondeu sobre o valor da propriedade adquirida. A empresa informou apenas que os trens estão obsoletos e que, por isso, não serão reaproveitados em nenhuma linha. A companhia avalia que destino dará às composições, que receberam instalações de ar-condicionado na época em que eram do governo.
O TCE explicou que, como se trata de operação financeira, a cessão dos trens será avaliada na auditoria da Linha 1 em curso, que pretende saber como está a balança das obrigações financeiras do estado e da concessionária. De acordo com o órgão, não se trata de análise sobre a legalidade da transição, mas do ponto de vista contábil. O procedimento, iniciado há pouco tempo, não tem prazo para conclusão.
José Ricardo Ramalho, especialista em Direito Administrativo, ressalta que o estado deveria saber o valor do patrimônio negociado. “O governo deveria ter calculado o valor dessas unidades, senão como provar que não causou dano ao erário?”

Opções para a utilização
Especialistas em mobilidade contestam que as composições do pré-metrô sejam obsoletas. Segundo Atilio Flegner, pesquisador do Fórum de Mobilidade Urbana do Rio, os carros, fabricados pela falida Cobrasma na Bélgica e em São Paulo, têm capacidade para 24 mil passageiros por hora e por sentido e poderiam substituir as locomotivas a diesel da SuperVia nos ramais Inhomirim e Guapimirim. O pré-metrô era um sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT), de menor capacidade que o metrô, que funcionava em parte da Linha 2 nas décadas de 1980 e 1990.
“Alguns desses trens começaram a rodar a partir de 1979 e outros, em 1981. Não têm nem 40 anos de idade. Obsoletas são as locomotivas da década de 1950 da SuperVia”, avalia Flegner. “As locomotivas a diesel poluem o ar e têm aceleração e frenagem muito lentas. O VLT acelera e freia mais rapidamente, o que diminuiria o tempo de viagem, e é mais silencioso, por ser elétrico. Só teria que eletrificar os ramais Inhomirim e Guapimirim.” A SuperVia informou não ter recebido proposta do estado para os VLTs.
Doutor em Engenharia de Transporte, Fernando Mac Dowell, responsável pelo projeto do pré-metrô, garante que os VLTs poderiam ter sido colocados em operação no metrô antes da compra dos atuais trens chineses. Na visão dele, o governo poderia aproveitar melhor os veículos se fosse criada uma linha de VLT na Barra da Tijuca, ligando regiões do bairro à futura estação da Linha 4, no Jardim Oceânico. “O mais caro é o carro, que já está aí.” Professor de Engenharia de Transportes da Coppe/UFRJ, Márcio D’Agosto lembra que projeto de 1970 previa um pré-metrô com traçado semelhante ao do BRT Transcarioca. “Se tivesse sido feito há 20 anos, haveria hoje um sistema transversal de metrô na cidade.”
Fonte - O Dia  25/06/2015