UMA GRANDE NAÇÃO SE CONSTROI COM EDUCAÇÃO, CIDADANIA E SOBERANIA

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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Agendamento para Ferry-Boat(Salvador/Itaparica) pelo SAC Digital registra mais de duas mil solicitações

Travessia Marítima  🚢

A funcionalidade, lançada no dia 28 de julho, é fruto da parceria com a Agerba e a Internacional Travessias, empresa que administra o sistema, possibilitando a reserva de veículos de passeio para a travessia Salvador – Itaparica. Diferente do serviço Hora Marcada, nesta modalidade de agendamento não é necessário efetuar o pagamento antecipado e também não há taxa de serviço.

Da Redação
foto - ilustração/arquivo
Em pouco mais de trinta dias de funcionamento, o agendamento de passagens para o ferry-boat pelo SAC Digital registrou 2.163 solicitações na plataforma eletrônica de serviços do Estado. A funcionalidade, lançada no dia 28 de julho, é fruto da parceria com a Agerba e a Internacional Travessias, empresa que administra o sistema, possibilitando a reserva de veículos de passeio para a travessia Salvador – Itaparica. Diferente do serviço Hora Marcada, nesta modalidade de agendamento não é necessário efetuar o pagamento antecipado e também não há taxa de serviço. O motorista só paga pelo ticket da passagem ao se apresentar no guichê, momentos antes de realizar a viagem. São ofertadas, diariamente, 250 vagas para veículos pequenos e grandes, sem reboques. É importante ressaltar que a reserva da data e do horário para a viagem pode ser feita com antecedência de sete dias e em até 3 horas pelo SAC Digital obrigatoriamente pelo motorista, não podendo ser feita por outro ocupante do veículo. Não haverá possibilidade de transferência da reserva para outro motorista. Em caso de ausência no horário previamente agendado, o cliente terá seu acesso e dados de veículo cadastrado no SAC Digital suspensos por quinze dias. O cancelamento, no entanto, pode ser feito em até 24 horas antes do horário agendado. No dia do embarque, é necessário que o motorista solicitante da reserva compareça ao terminal marítimo com pelo menos 60 minutos de antecedência, tendo em mãos o protocolo de agendamento, em sua versão digital ou impressa, e original do RGF, CPF ou CNH. Os documentos serão apresentados aos controladores de pátio ou no guichê de atendimento, onde o pagamento deverá ser realizado de acordo a tabela tarifária e as regras de embarque.
Com Informações da Secom BA 09/09/2021

Aeromóvel (People Mover) da Marcopolo no Aeroporto de Guarulhos,será do tipo articulado,para a ligação com a linha 13-Jade

Transportes sobre trilhos  🚄

Marcopolo diz que veículo do aeromóvel (People Mover) será do tipo articulado para a ligação linha 13-Jade/Aeroporto de Guarulhos-Além disso, a condução será autônoma, sem um “operador ou maquinista”.A Marcopolo, que vai produzir os veículos, é uma das integrantes do Consórcio AEROGRU

Diário do Transporte* - RF
Foto: Divulgação Marcopolo / GRU-Airport/Minfra
A Marcopolo, tradicional por fabricar ônibus, também atua no sistema de trilhos e informou na noite desta quarta-feira, 08 de setembro de 2021, que os veículos do sistema de people mover (aeromóvel) na ligação entre a linha 13-Jade da CPTM e os terminais de passageiros do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, serão do tipo articulado. Além disso, a condução será autônoma, sem um “operador ou maquinista”. Como mostrou o Diário do Transporte, o Ministério da Infraestrutura e o a Concessionária do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, GRU Airport, assinaram nesta quarta-feira, o termo aditivo para implantar o novo meio de transporte. A Marcopolo, que vai produzir os veículos, é uma das integrantes do Consórcio AEROGRU, formado pelas empresas Aerom, HTB, FBS e TSINFRA, com seus parceiros estratégicos Schneider Electric, Minerbo Fuchs, Certifer e Marcopolo Rail, divisão de veículos e equipamentos ferroviários da fabricante gaúcha. Segundo a empresa, os veículos seguem a norma internacional ASCE 21-13 (Automated People Mover Standard) e utilizam equipamentos de fornecedores do setor metroferroviário especializados em subsistemas críticos como gangways, sensores, coletores de energia, portas de serviço, molas da suspensão secundária, rodeiros, freios entre outros. “Com essa iniciativa, ampliamos a nossa atuação no país e reforçamos nossa estratégia de parcerias. Acreditamos fortemente no potencial do metroferroviário brasileiro, que tem condições de avançar nos deslocamentos de alta capacidade com velocidade, eficiência e conforto, além apresentar diversas vantagens na relação custo versus benefício no médio prazo”, disse, por meio de nota, o diretor da Marcopolo Rail, Petras Amaral. A empresa diz que iniciou o fornecimento de People Movers para Aeromóvel, em novembro de 2017. Na ocasião, a Aerom desenvolveu conjuntamente com a Marcopolo Rail a geração G6 dos veículos do Sistema Aeromóvel que atua na ligação do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS). “Este importante projeto reforça a parceria estratégica entre Marcopolo Rail e a tecnologia aeromóvel, além de demonstrar o potencial das soluções de mobilidade brasileiras para o mundo”, disse Petras. Em 2020, a Marcopolo Rail começou a ampliar a quantidade de modelos para o mercado, com o lançamento do Prosper VLT, “um produto de embarque em nível focado nos segmentos urbano, intercidades e turismo, tendo como primeiro cliente a Giordani Turismo, operadora gaúcha de Bento Gonçalves.” Sobre o serviço da Grande São Paulo, o Governo Federal estima que as obras devem começar em janeiro de 2022, com previsão de entrega em 2024. O sistema, que se parece com um monotrilho apesar de não ser exatamente este meio de transporte, vai ter capacidade para transportar dois mil usuários por hora em cada direção. Já o tempo de viagem e tempo de espera serão de seis minutos. O People Mover terá estações nos três terminais do aeroporto e junto à CPTM. O trajeto vai ter 2.731 metros de extensão, sendo operado por três veículos para 200 passageiros cada. Os veículos terão espaço para acomodar bagagens, equipados com ar-condicionado, wi-fi, som ambiente e painel de informações conectado ao aeroporto. Um grupo de empresas assinou o empreendimento, formando o Consórcio AEROGRU. Participam Aerom, HTB, FBS e TSINFRA, com seus parceiros estratégicos Schneider Electric, Minerbo Fuchs, Certifer e Marcopolo Rail. Segundo a concessionária do terminal aeroportuário, o APM contará com tecnologia brasileira.
*https://diariodotransporte.com.br/2021/09/08/marcopolo-diz-que-veiculo-do-aeromovel-people-mover-sera-do-tipo-articulado-para-a-ligacao-linha-13-jade-aeroporto-de-guarulhos/
Fonte - Revista Ferroviária 09/09/2021

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

VLT Prosper da Marcopolo será testado nos trilhos da Maria Fumaça – Trem do Vinho

Transportes sobre trilhos - Turismo  🚄

O projeto inovador do VLT desenvolvido através da parceria entre Marcopolo e Giordani Turismo está em fase final para registro definitivo. Testes devem acontecer entre setembro e outubro, sempre à noite.

Revistanews*
foto - ilustração/marcopolo.com
Após anunciar, em dezembro de 2020, a parceria no projeto de desenvolvimento do primeiro modelo VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) fabricado pela Marcopolo Rail, divisão de negócios da Marcopolo destinada à fabricação de produtos metroferroviários, a Giordani Turismo vai apoiar a operação dos testes de comissionamento que serão realizados no mesmo trajeto onde acontece o emblemático passeio da Maria Fumaça. Eles fazem parte das últimas etapas para o registro do VLT e visam assegurar que os sistemas e componentes estejam projetados, instalados, testados e mantidos de acordo com as necessidades e requisitos operacionais. A chegada do Prosper VLT à Estação deve ocorrer no dia 9 de setembro. A partir desta data, até meados de outubro, a empresa fabricante será a responsável pelos testes do veículo que serão realizados das 22h às 6h, no trecho entre Bento Gonçalves e Carlos Barbosa – percurso do tradicional passeio da Maria Fumaça – Trem do Vinho, da Serra Gaúcha. VLT não substituirá passeio com locomotiva histórica As viagens de Maria Fumaça – Trem do Vinho, um dos passeios mais procurados por turistas que visitam o Rio Grande do Sul, seguirão acontecendo normalmente, pela manhã e tarde neste período em que o VLT estará em teste (meses de setembro e outubro). O Prosper VLT será utilizado em um novo roteiro turístico na região Sul do Brasil, ainda sem data prevista para operação
*https://revistanews.com.br/2021/09/04/prosper-vlt-marcopolo-sera-testado-nos-trilhos-da-maria-fumaca-trem-do-vinho/
Fonte - Abifer  06/09/2021

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

LULA FALA AO BRASIL - Pronunciamento do Ex- Presidente Lula sobre 7 de Setembro

Política  👀

Acompanhe o pronunciamento do ex-presidente Lula sobre 7 de setembro, Dia da Independência.


sábado, 28 de agosto de 2021

Primeira ponte ferroviária entre China e Rússia concluída

Ferrovias/Transportes sobre trilhos  🚅

A travessia Nijneleninskoie-Tongjiang será a primeira ponte ferroviária entre os dois países. Dos 2,2 quilômetros de comprimento da ponte principal, o lado russo compreende 309 metros. A velocidade projetada é de cem quilômetros por hora, e a capacidade de carga da travessia chegará a 21 milhões de toneladas por ano.

Russia Beyond*
foto/divulgação
A construção da ferrovia na ponte sobre o rio Amur que conecta a Rússia e a China foi concluída recentemente, com a união entre as seções chinesa e russa. A travessia Nijneleninskoie-Tongjiang será a primeira ponte ferroviária entre os dois países. Dos 2,2 quilômetros de comprimento da ponte principal, o lado russo compreende 309 metros. A velocidade projetada é de cem quilômetros por hora, e a capacidade de carga da travessia chegará a 21 milhões de toneladas por ano. É sobre ela que a Rússia pretende entregar minério de ferro, carvão, fertilizantes minerais e madeira para a China. O governador do Distrito Autônomo Judaico, Rostislav Goldstein, sugeriu em fevereiro que o vagão teste poderá cruzar a ponte neste mês de agosto. A primeira ponte – rodoviária – ligando a Rússia e a China, mais precisamente a cidade russa de Blagoveschensk e a chinesa de Heihe, recebeu licença de uso do Ministério da Construção da Rússia no ano passado. Estima-se que, assim que as restrições impostas pela pandemia do coronavírus forem suspensas, três milhões de pessoas cruzarão a nova ponte e seis milhões de toneladas de carga serão transportadas por ano. 
* https://br.rbth.com/economia/85779-primeira-ponte-ferroviaria-entre-china-russia-concluida
Fonte - Revista Ferroviária  26/08/2021

Seis(6) tecnologias que melhoram a mobilidade urbana

Mobilidade 🚍 🚄  🚇

De acordo com o Relatório de Tecnologia e Inovação 2021, o mercado de tecnologia e inovação movimenta, atualmente, 350 bilhões de dólares e até 2025 pode superar o patamar dos 3 trilhões de dólares.Engarrafamento, falta de integração entre diferentes modais de transporte e ineficiência no sistema público. Estes são apenas alguns dos problemas enfrentados diariamente pela população de grandes cidades em seus deslocamentos

Assessoria de Comunicação/Portogente
foto - ilustração/Pregopontoco
Metrô de Paris
Para especialista da BusUp, os veículos autônomos são algumas das apostas da indústria automobilística para os próximos anos De acordo com o Relatório de Tecnologia e Inovação 2021, o mercado de tecnologia e inovação movimenta, atualmente, 350 bilhões de dólares e até 2025 pode superar o patamar dos 3 trilhões de dólares. Para Danilo, Tamelini, Presidente Latam da BusUp, empresa fornecedora de serviços de mobilidade, número um na Europa em gestão otimizada e flexível de fretamento, o avanço da tecnologia será peça-chave para a melhora da mobilidade urbana. "Engarrafamento, falta de integração entre diferentes modais de transporte e ineficiência no sistema público. Estes são apenas alguns dos problemas enfrentados diariamente pela população de grandes cidades em seus deslocamentos. A mobilidade urbana é um grande desafio para governantes de todo o mundo, mas a revolução tecnológica pela qual passamos pode ser a chave para uma transformação", explica Tamelini. Para falar de alternativas que podem melhorar a mobilidade urbana, o especialista elencou seis tecnologias que melhoram a mobilidade urbana:

Veículos autônomos
Essa é uma das apostas da indústria automobilística para os próximos anos. Já é predominante entre os especialistas de tecnologia e inovação a percepção de que veículos sem motoristas podem ser mais seguros e até mais eficientes. Seres humanos, ao dirigir, precisam estar sempre atentos ao que acontece e podem se distrair com facilidade, provocando situações de risco potencial. Os investimentos das montadoras nesse setor indicam que, em poucos anos, será comum nos deslocarmos em carros sem motoristas e com total segurança.

Veículos compartilhados
Existem hoje plataformas que permitem que carros sejam alugados apenas por determinados períodos. Seja um dia inteiro, algumas horas ou uma semana: a personalização do tempo de uso é inteira do cliente. Essa oferta trata o carro como um serviço, ressignificando o seu uso e priorizando a locomoção do cliente. Graças à conectividade e digitalização e à nova economia compartilhada, agora já não é preciso ser proprietário de veículos se não fazemos um uso intensivo deles. E mesmo no caso dos donos de carros e frotas, o compartilhamento permite a sua otimização e custos mais baixos.

Inteligência Artificial
Desde carros autônomos até drones que ajudam a controlar o tráfego, a inteligência artificial é uma forte aliada para encontrar soluções de melhorias para a mobilidade urbana. Na Ásia, já é possível fazer o gerenciamento inteligente do tráfego, controle de semáforos, monitoramento de câmeras e tudo que se encaixa no conceito de cidades inteligentes. Em Dubai, os drones autônomos que levam passageiros já estão em teste e prometem desafogar parte do congestionamento, mas especialistas afirmam que essa realidade ainda está longe do Brasil. Já que em São Paulo, por exemplo, o trânsito aéreo já é preocupante. Para que drones dividam espaço com aeronaves e helicópteros as rotas precisam ser seriamente repensadas.

Integração
Com o compartilhamento de informações em tempo real e a inclusão de novas formas de pagamento, as plataformas digitais integram e facilitam o acesso aos diversos serviços de transporte, assumindo maior protagonismo na gestão da mobilidade. Por meio de inteligência e dados, essas plataformas chamadas MaaS (Mobility as a Service) têm a capacidade de direcionar os fluxos, dosando os níveis de aglomeração no transporte coletivo com o uso de modais individuais.

Dados em tempo real
Além das medidas emergenciais - higienização e redução do contato social nos veículos, com demarcações das distâncias de segurança e barreiras físicas - os operadores de transportes deverão investir em monitoramento e coleta de informações em tempo real. Esses dados deverão alimentar as plataformas digitais e aplicativos que os repassam aos cidadãos. Saber a hora exata que o ônibus vai passar ou a lotação dos veículos auxilia na tomada de decisão das pessoas.

Investimento no transporte coletivo
Em um cenário de suspensão das atividades do transporte coletivo além do enorme número de veículos que haveria nas ruas, o transporte deixaria de ser acessível a todos. Uma pesquisa realizada pela NTU mostrou que os trabalhadores e estudantes seriam os mais impactados, tendo em vista que das 8,3 milhões de pessoas que utilizam os ônibus diariamente, 54,3% estão à trabalho e outras 20,6% para estudo. Isso porque as alternativas para os ônibus e metrôs, como táxis e aplicativos, não seriam economicamente viáveis nem poderiam alcançar todos os destinos esperados.
Fonte - Portogente 23/08/2021

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Bahia zera ICMS para empresas de transporte intermunicipal de passageiros

Transporte  🚍

Com decreto assinado pelo governador Rui Costa publicado no Diário Oficial nesta sexta-feira (27),a  medida busca dar suporte a um dos segmentos mais impactados pela crise sanitária, em função das medidas restritivas de circulação de pessoas, principalmente em 2020, e da baixa demanda ainda registrada. 

Da Redação

foto - ilustração/arquivo

O governo baiano vai reduzir em 100%, até 31 de dezembro, a base de cálculo do ICMS incidente sobre os bilhetes emitidos pelas empresas de transporte intermunicipal de passageiros, de acordo com decreto assinado pelo governador Rui Costa que sairá no Diário Oficial desta sexta-feira (27). A medida busca dar suporte a um dos segmentos mais impactados pela crise sanitária, em função das medidas restritivas de circulação de pessoas, principalmente em 2020, e da baixa demanda ainda registrada. A Bahia já reduz a base de cálculo do ICMS nessas prestações de serviço em 80%, adotando assim a carga tributária de 3,6%. A perda de arrecadação estimada com a decisão de zerar temporariamente a cobrança do imposto, de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba), é de R$ 10 milhões. A medida pleiteada pela Abemtro – Associação das Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia tornou-se possível por conta da adesão do governo baiano ao Convênio ICMS 53/21, celebrado em abril no âmbito do Confaz – Conselho Nacional de Política Fazendária. “O incentivo é importante porque o setor de transporte intermunicipal de passageiros tem enfrentado sérias dificuldades financeiras com o prolongamento da crise sanitária”, afirma o governador Rui Costa.
Com informações da Secom BA  26/08/2021

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Obras do Metrô de Salvador e Lauro de Freitas seguem avançando

Transportes sobre trilhos  🚇

Durante a visita as obras pelo secretário estadual de Desenvolvimento Urbbano, foi inspecionada também a área onde será construído o terminal de integração de ônibus para melhorar a acessibilidade da população de Pirajá, Campinas de Pirajá, Alto do Cabrito e Marechal Rondon.
 
Da Redação
foto - divulgação/Sedur BA

As obras da Estação Campinas do tramo 3 da Linha 1 do Metrô de Salvador e Lauro de Freitas seguem em ritmo intenso e foram vistoriadas pelo secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Nelson Pelegrino, na manhã desta terça-feira (24). Durante a visita, o secretário inspecionou também a área onde será construído o terminal de integração de ônibus para melhorar a acessibilidade da população de Pirajá, Campinas de Pirajá, Alto do Cabrito e Marechal Rondon. "As obras estão avançando. Já concluímos a construção das fundações e pilares de sustentação. Em breve, as estruturas metálicas do mezanino da estação serão instaladas", pontuou Pelegrino.
Com informações da Sedur BA 24/08/2021

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Transporte público: subsídio ou investimento?

Transporte público/subsídios  🚍 🚄 🚇

Tema recorrente é a necessidade de recursos governamentais para subsidiar a operação do transporte público. Há aqueles que defendam abordá-lo como um negócio, entendendo que o seu custo deve ser coberto, exclusivamente, pela tarifa, sem qualquer subsídio por parte do governo. Mas será que estamos mesmo falando de subsídio? 

Por Roberta Marchesi*- ANPTrilhos
foto - ilustração/arquivo
O financiamento do transporte sempre foi alvo de discussão entre governo e sociedade, e a forte crise imposta pela pandemia da covid-19, que levou à queda drástica no número de passageiros, expôs a fragilidade do sistema atual em suportar as operações. Agora, o assunto volta a ganhar destaque na busca por um novo modelo que possa tratar, de forma adequada, a questão. Tema recorrente é a necessidade de recursos governamentais para subsidiar a operação do transporte público. Há aqueles que defendam abordá-lo como um negócio, entendendo que o seu custo deve ser coberto, exclusivamente, pela tarifa, sem qualquer subsídio por parte do governo. Mas será que estamos mesmo falando de subsídio? Quando se avalia o tratamento dado ao transporte individual, como comparação, os termos utilizados são sempre ‘investimentos’ e ‘incentivos’. Investimento para a manutenção e abertura de vias, em estacionamentos, incentivo para a produção da indústria, dentre outros. Entretanto, o transporte individual gera uma série de externalidades negativas que passa despercebida por nossa sociedade, como o alto nível de emissões atmosféricas, as doenças respiratórias ou a utilização de áreas públicas para estacionamentos, muitas vezes irregulares. Perda de quase R$ 138 bilhões por ano Dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostram que 60% das internações hospitalares em UTIs são provenientes de acidentes de trânsito e que esses pacientes respondem por 50% das cirurgias de emergência realizadas pelo SUS, com reflexos diretos não só sobre o custo da própria saúde pública mas também onerando a previdência social. O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) levantou o prejuízo gerado pelo transporte individual, uma perda de R$ 137,8 bilhões ao ano, e quem paga por todos esses custos somos nós, cidadãos. Não estaríamos, então, todos subsidiando o transporte individual? Por outro lado, a utilização do transporte público permite a redução drástica da poluição atmosférica e a otimização do espaço urbano. Com baixíssimo nível de acidentes e percentual próximo de zero, quando se consideram os impactos graves sobre a vida humana, o sistema contribui para aliviar a lotação dos hospitais e reduzir os impactos sobre a previdência. Então, se o transporte público gera tantos benefícios para toda a sociedade, ao incentivar a sua utilização não estaríamos nós fazendo um investimento? Essa inversão de valores sobre o que é investimento e o que é subsídio tem contribuído para a vilanização do transporte público, em que governantes investem cada vez menos, levando à redução da qualidade e à deterioração do serviço. Enquanto isso, países desenvolvidos percorrem exatamente no sentido oposto. Investem cada vez mais no transporte público, tornando-o atrativo para toda a população e, assim, colhendo os benefícios gerados pelo aumento da sua utilização. O transporte individual nunca deixará de existir e ele é parte importante da mobilidade urbana. Mas é fundamental distorcer a óptica atual e deixar claro que os prejuízos da escolha por sua utilização estão sendo subsidiados por toda a sociedade, inclusive por aqueles que utilizam o transporte público. Equilibrar a balança entre as escolhas individuais e seus custos, fazendo com que o ônus de cada decisão recaia sobre seus próprios usuários e direcionar investimentos ao que é melhor para toda a sociedade, são pontos fundamentais para embasar as discussões sobre um novo modelo de financiamento da mobilidade urbana. E é preciso ter em mente que o transporte público é um investimento para todos, inclusive para aqueles que não o utilizam. * Roberta Marchesi é Diretora Executiva da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), Mestre em Economia e Pós-Graduada nas áreas de Planejamento, Orçamento, Gestão e Logística.
 *Artigo publicado na coluna Estadão Mobilidade, do Jornal O Estado de S.Paulo, no dia 11 de agosto de 2021.
Fonte - ANPTrilhos  17/08/2021

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Sistema Ferry-Boat Salvador/Itaparica opera com 4 embarcações das 5h as 22h nesta quinta(12)

Boletim Informativo  - Transporte hidroviário  🚢 

O sistema Ferry-Boat que opera na travessia marítima entre Salvador e a ilha de Itaparica, está funcionando das 5h às 22h, todos os dias, incluindo os finais de semana nos seguintes horários: 5h, 6h, 8h, 10h, 11h, 12h, 14h, 16h, 17h, 18h, 19h, 20h, 21h e 22h, saindo do Terminal São Joaquim em Salvador; e 5h, 6h, 8h, 9h, 10h, 12h, 13h, 14h, 16h, 17h, 18h, 19h, 20h, 21h e 22h, a partir do Terminal Bom Despacho na ilha de Itaparica. Nesta quinta-feira 4 embarcações estão em operação, Zumbi dos Palmares, Ivete Sangalo, Rio Paraguaçu e Pinheiro. O movimento é moderado para veículos e tranquilo para passageiros no terminal de São Joaquim. Em Bom Despacho, fluxo é tranquilo para os dois tipos de embarques.


foto - ilustração/arquivo


Trem Rio-Minas deve começar a operar em 2022 com foco no turismo

Turismo ferroviário  🚂🚃🚃🚃

A luta pelo transporte de trilhos, que sai do Rio de Janeiro e passa por Minas Gerais, começou em 2015 e agora, com o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poderá retornar em dezembro de 2022, e em grande estilo.

O Tempo*
foto- Ong Amigos do Trem/Divulgação
A paisagem bucólica entre a Zona da Mata mineira e o estado fluminense está prestes a ganhar mais um atrativo: as viagens de trem que marcaram a história da região. A luta pelo transporte de trilhos, que sai do Rio de Janeiro e passa por Minas Gerais, começou em 2015 e agora, com o aval da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poderá retornar em dezembro de 2022, e em grande estilo. O trem Rio-Minas, que terá foco exclusivo no turismo, terá um trajeto de 37 km, saindo da cidade de Três Rios, no Rio de Janeiro, e passando por Chiador, em Minas, finalizando a viagem em Sapucaia, no estado fluminense. Na última semana, a ANTT aprovou a reestruturação do trecho, que será bancada pela concessionária FCA/VLI, dona da concessão do trecho. A luta pelo trem é fruto de um trabalho da ONG Amigos do Trem, além de prefeituras e empresários locais, que há seis anos estudam uma forma de aproveitar o trecho, que desde 2015 deixou de ser utilizado pela concessionária para o transporte de cargas. Para além da paixão pelo transporte de trilhos, a diretora da ONG, Cyntia Nascimento, conta que o trem vai trazer desenvolvimento para a região, que já se preparou para acomodar turistas. “Esse é um sonho antigo, e não só porque temos essa paixão pelo trem, mas também porque é uma forma de atrair investimentos e recursos para a região. Desde que começamos a estudar essa implantação do trem Rio-Minas, a ONG elaborou inúmeros estudos em parceria com o Sebrae, os empresários e também as prefeituras. São planos que contemplam o desenvolvimento do turismo para os municípios, e isso afeta toda a cadeia do comércio, a rede hoteleira, produtores locais, empresas. É uma oportunidade de trazer visibilidade e aumento de renda para as cidades”, avalia. Cyntia está à frente do projeto desde 2018, quando o idealizador Paulo Henrique do Nascimento, mineiro de Juiz de Fora, na Zona da Mata, faleceu vítima de um câncer. Antes de partir, Paulo levantou tudo do zero, desde a compra dos vagões e da locomotiva, que pertenciam a Vale, até o escopo do trajeto, que originalmente contemplava oito municípios, a maioria em Minas. As viagens devem acontecer aos fins de semana, e sempre com atrações para todos os gostos. “O trem Rio-Minas vem com uma proposta bem inovadora, não é apenas o resgate histórico da ferrovia. A nossa intenção é fazer vagões temáticos e a cada mês colocar oferecer atrações de gastronomia, cerveja artesanal, e outras coisas que chamem os turistas, e também valorizem a cultura e a indústria local”, revela Cyntia. “Esse projeto também vem com a questão social, da geração de emprego e da economia. Após estudos, nós conseguimos verificar que vamos ter de 200 a 300 postos de trabalho criados direta e indiretamente, além de toda uma cadeia de capacitação que será realizada com os moradores, para que eles se preparem para receber o turista da melhor forma”, conta a diretora da ONG. História e modernidade Em Chiador, o trem vai parar na estação de Penha Longa – a primeira do estado, inaugurada em 1869 pelo imperador dom Pedro II. A atração, que esteve perto de virar ruína, está em processo de restauração por parte da prefeitura, que contou com uma ajuda da Furnas Centrais Elétricas para bancar a reforma. Mas o passeio pela história também tem atrações mais modernas, especialmente para quem curte natureza. Em Três Rios, no Rio de Janeiro, a prefeitura apostou nos passeios de rafting pelo rio Paraíba do Sul e outras atrações ecológicas para atrair o turismo. “A nossa ideia é conseguir agradar todo o tipo de turismo que venha a região, diversificando as atrações dentro do trem, e fora dele, onde o visitante poderá encontrar uma rede de hotel de qualidade, muito da nossa cultura local, e uma cidade moderna e pronta para agradar”, explica secretário de planejamento e projetos de Três Rios, Bernardo Goytacazes de Araujo, 37. O Trem Rio-Minas terá à disposição 15 vagões com capacidade para 870 pessoas. Além das acomodações regulares, a composição também terá o vagão restaurante, espaços para eventos e carros de acessibilidade para passageiros com deficiência. A velocidade deverá chegar a 30 km/h.  https://www.otempo.com.br/cidades/trem-rio-minas-deve-comecar-a-operar-em-2022-com-foco-no-turismo-1.2526487*
Fonte - Revista Ferroviária  12/08/2021

Enfrentar a questão climática

Clima/Meio ambiente  🌱🔥 🌊

O desafio que não pode mais ser ignorado deve ser enfrentado pelo conjunto da humanidade, dos Estados nacionais aos cidadãos individualmente, passando obviamente pelo setor produtivo. E cabe ao Brasil cumprir a sua parte, ainda que vivamos as grandes dificuldades da crise econômica, com alto desemprego e aumento da pobreza, e da pandemia fora de controle.

Murilo Pinheiro* - Portogente
foto - ilustração/arquivo
O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) divulgado nesta segunda-feira (9/8) não deixa dúvidas: a emergência neste tema é real, deve-se à ação humana e exige medidas concretas e de monta para evitar uma catástrofe. O trabalho integra o Sexto Relatório de Avaliação (AR6) e sintetiza o conhecimento sobre as bases físicas das ciências relacionadas ao clima. Em suma, o estudo analisa dados, como as alterações produzidas pelas emissões de gases de efeito estufa e aerossóis na atmosfera, mudanças nas áreas continentais e oceanos; elevação no nível dos mares; derretimento de geleiras; e alterações dos ecossistemas. O documento do órgão técnico que é ligado à Organização das Nações Unidas (ONU) e é composto por 195 países, inclusive o Brasil, é considerado o mais importante desde 2014, já que é fruto de anos de análise de 14 mil estudos científicos, devidamente revisados. Entre os principais pontos do relatório, está a estimativa de alcançarmos o limite do aquecimento global de +1,5°C em relação à era pré-industrial já em 2030, uma década antes do previsto. O dado deve ser considerado um alerta vermelho, dizem os especialistas, já que o fenômeno será responsável por episódios climáticos extremos. Como se suspeitava, e a divulgação do IPCC reforça agora com base mais consolidada na ciência, a mudança climática provocada pela ação humana já mostra seus efeitos em várias regiões do mundo, com intensas ondas de calor, secas, níveis severos de precipitações e ciclones tropicais. Para fazer frente ao cenário, entre as muitas providências, conclui-se que há duas linhas de ação básicas: reduzir as emissões de poluentes de efeito estufa e proteger as florestas, o solo e os oceanos, que têm sido aliados essenciais na absorção de CO2, mas que hoje dão sinais de saturação. O desafio que não pode mais ser ignorado deve ser enfrentado pelo conjunto da humanidade, dos Estados nacionais aos cidadãos individualmente, passando obviamente pelo setor produtivo. E cabe ao Brasil cumprir a sua parte, ainda que vivamos as grandes dificuldades da crise econômica, com alto desemprego e aumento da pobreza, e da pandemia fora de controle. Como destacou a presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Patrícia Iglecias, em participação no programa “No Ponto”, é preciso envidar esforços de fato para que se cumpram os compromissos assumidos no Acordo de Paris. Além disso, a agenda ambiental significa eficiência na lógica empresarial e deve ser encarada dessa forma. Fazer diferente implicará comprometer cada vez mais a nossa qualidade de vida no planeta, especialmente para as futuras gerações.
* Presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp)
Fonte - Portogente  12/08/2021

terça-feira, 10 de agosto de 2021

A Nova Rota da Boa Esperança

Política/Economia  🔍

Para que o Brasil possa voltar a ter um papel mundial, será preciso lançar iniciativas ambiciosas e criativas. Uma delas poderia ser a Nova Rota da Boa Esperança, proposta por Saturnino Braga.

Paulo Nogueira Batista Jr 

Audiência pública que discutirá Plano Hidroviário de Valença-BA acontece na próxima quinta-feira (12)

Transporte hidroviário  🚢

A regulamentação na prestação do serviço de travessia marítima tem por objetivo promover a adequação desse sistema de transporte em algumas cidades do baixo sul baiano. Dentre as principais etapas do estudo estão a definição de linhas e terminais hidroviários e a modelagem econômico-financeira do transporte. 

Da Redação
foto - Elói Corrêa/GOV BA
A Agerba realiza, na próxima quinta-feira (12), uma audiência pública online para discutir os trabalhos desenvolvidos para a elaboração do Plano Diretor do Sistema de Travessias do Transporte Hidroviário de Valença e Áreas de Influência. A sociedade civil e as transportadoras do setor hidroviário intermunicipal de passageiros estão convidadas a participar do evento, através do link que será disponibilizado no site da agência reguladora e irá direcionar para a transmissão ao vivo, através da plataforma Microsoft Teams. Para auxiliar a população a acessar o evento sem dificuldades, a Agerba disponibilizou um manual de instruções para uso da plataforma no site da agência, que pode ser consultado na área de "notícias urgentes" (clique aqui) A regulamentação na prestação do serviço de travessia marítima tem por objetivo promover a adequação desse sistema de transporte em algumas cidades do baixo sul baiano. Dentre as principais etapas do estudo estão a definição de linhas e terminais hidroviários e a modelagem econômico-financeira do transporte. As linhas hidroviárias deverão ligar Valença a Cairu, Valença a Morro de São Paulo, passando pelo Atracadouro de Bom Jardim e Gamboa do Morro, e entre Cairu e Taperoá. Com a elaboração do plano diretor será possível regulamentar o serviço, oferecendo aos usuários mais segurança e qualidade nos serviços. Serviço: O que: Audiência Pública sobre o Plano Diretor do Sistema de Travessias do Transporte Hidroviário de Valença e Áreas de Influência. Quando: 12 de agosto, às 15h Onde: Plataforma Microsoft Teams - link nos sites www.agerba.ba.gov.br ou www.infraestrutura.ba.gov.br. Prazo para envio de Contribuições a Consulta Pública: até 14 de Agosto, através do e-mail audienciapublica@agerba.ba.gov.br
Com informações da Seinfra BA  06/08/2021

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Sem manejo adequado, incêndios em áreas naturais devem se intensificar nos próximos meses, alerta estudo

Meio ambiente  🌱

Para evitar tragédias como a que ocorreu no Pantanal em 2020, quando quase 30% do bioma foi queimado, pesquisadores alertam para a necessidade de um manejo adequado das áreas mais propícias ao fogo no país. A recomendação é parte de um estudo apoiado pela FAPESP e publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation. 

Revista Amazônia
foto - ilustração/arquivo
A chegada da estação seca em julho acendeu um alerta para a possibilidade de uma nova onda de incêndios em áreas naturais no Brasil. Para evitar tragédias como a que ocorreu no Pantanal em 2020, quando quase 30% do bioma foi queimado, pesquisadores alertam para a necessidade de um manejo adequado das áreas mais propícias ao fogo no país. A recomendação é parte de um estudo apoiado pela FAPESP e publicado na revista Perspectives in Ecology and Conservation. “Os incêndios no Pantanal foram algo totalmente sem precedentes. Ficou ainda mais clara a necessidade de uma gestão integrada do fogo no Brasil, baseada em evidências científicas”, comenta Vânia Pivello, professora do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) e primeira autora do artigo. O trabalho foi apoiado pela FAPESP no âmbito do Programa de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade (BIOTA). Também houve financiamento por meio de projeto vinculado ao Programa de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG). “Entendemos que há vários problemas acontecendo ao mesmo tempo. Um é climático, a diminuição das chuvas. Outro é a falta de fiscalização e de estrutura nos órgãos ambientais. Há um desmonte dos órgãos ambientais, principalmente nos últimos anos, que tirou poder de quem está em campo e precisa tomar decisões na hora para combater o fogo. Um terceiro problema é o uso da terra. Como não há muita fiscalização, queimam-se áreas para lavoura ou pastagem sem o devido cuidado e o fogo passa para outros locais acidentalmente. Se providências não forem tomadas, novas tragédias podem se repetir neste ano”, diz a pesquisadora à Agência FAPESP. Procurado pela reportagem, o Ministério do Meio Ambiente não se manifestou. Os autores do estudo chamam a atenção para as particularidades dos biomas brasileiros em relação ao fogo e de como é possível usá-lo a favor dos campos naturais e savanas (Cerrado e Pampas), enquanto as florestas tropicais (Amazônia e Mata Atlântica) são extremamente vulneráveis às queimadas, que devem ser evitadas a todo custo. No Cerrado e nos Pampas, os incêndios naturais, causados por raios, fizeram com que a vegetação evoluísse junto com o fogo. As herbáceas, que compõem a maior parte da biodiversidade nesses ambientes, florescem ou brotam justamente após o fogo. Nesse contexto, a política de “fogo zero”, adotada no Brasil desde os tempos do Império, acaba contribuindo indiretamente para extinções e a ocorrência de grandes incêndios. Essa compreensão começou a mudar nos anos 1970, por meio dos trabalhos pioneiros do biólogo Leopoldo Magno Coutinho (1934-2016), professor do IB-USP. As pesquisas de Coutinho mostraram que abolir completamente o fogo nesses locais faz com que uma grande quantidade de matéria orgânica seca se acumule, servindo de combustível para incêndios muito maiores do que os que ocorreriam naturalmente. “No caso do Pantanal, essas áreas de campos normalmente são cercadas por água. Com as grandes secas que vêm sendo registradas na região nos últimos anos, os rios ficaram com menos água e as poucas áreas alagadas não tiveram como barrar o fogo, que se alastrou”, explica Pivello.

Manejo integrado
Desde 2014, o Brasil conta com uma estratégia chamada Manejo Integrado do Fogo (MIF). Em algumas unidades de conservação de Cerrado, queimadas controladas na época úmida, entre maio e junho, reduzem a quantidade de material de fácil combustão e diminuem o risco de incêndios florestais na época seca, a partir de julho. A estratégia, porém, não foi amplamente implementada no país. Um projeto de lei está parado no Congresso desde 2018 para regulamentar o que seria a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. Além disso, o MIF não é utilizado em áreas particulares, que correspondem a 44,2% das terras no Brasil. Os pesquisadores apontam a necessidade de desenvolvimento de uma estratégia geral clara para lidar com o fogo também nessas terras, permitindo o uso controlado quando for benéfico e evitando-o quando os efeitos negativos forem maiores. O Parque Nacional das Sempre-Vivas, na região de Diamantina, Minas Gerais, é um exemplo de aplicação dessa estratégia. As sempre-vivas são pequenas flores típicas da região e fontes de subsistência para os moradores locais, que realizam junto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) o manejo das plantas usando o fogo. Acredita-se que ele estimule a produção de mais flores. “Porém, é muito importante observar como utilizar esse fogo e a quantidade de flores que pode ser retirada para garantir a continuidade de todas as espécies”, destaca Pivello. Outras unidades de conservação no Cerrado onde queimas controladas ajudam a evitar incêndios são a Área de Proteção Ambiental do Jalapão e a Estação Ecológica Serra Geral, ambas no Tocantins; e os parques nacionais da Chapada das Mesas, no Maranhão, da Chapada das Emas e da Chapada dos Veadeiros, em Goiás (leia mais em: revistapesquisa.fapesp.br/refazendo-o-cerrado/). “Mas mesmo os ecossistemas adaptados respondem de formas diferentes ao fogo. Há uma série de critérios que determinam se a queimada será boa ou ruim para uma determinada área. E o homem vem alterando os regimes de fogo”, diz a pesquisadora. As queimadas naturais ocorrem em um intervalo de alguns anos, geralmente iniciadas pela queda de raios das chuvas do início do verão. Nessa época, a vegetação está mais úmida e o fogo não se alastra, formando mosaicos de áreas verdes e áreas queimadas, favorecendo a biodiversidade. Quando a queima é provocada pelo homem todos os anos, ainda mais na estação seca, podem ocorrer incêndios de grandes proporções que ameaçam a biodiversidade e mesmo a saúde humana. Por isso, a ideia do trabalho é alcançar não apenas a comunidade científica, como também gestores e formuladores de políticas públicas. Para ajudar a evitar que novas tragédias como a do Pantanal se repitam e ações preventivas sejam tomadas, os pesquisadores disponibilizam não só o artigo em acesso aberto, como um sumário executivo, em português, resumindo as principais informações necessárias para a tomada de decisões.
O sumário executivo, em português, pode ser baixado em: https://bit.ly/3ycbhlC.
Já o artigo Understanding Brazil’s catastrophic fires: Causes, consequences and policy needed to prevent future tragedies, de Vânia R. Pivello, Ima Vieira, Alexander V. Christianini, Danilo Bandini Ribeiro, Luciana da Silva Menezes, Christian Niel Berlinck, Felipe P.L. Melo, José Antonio Marengo, Carlos Gustavo Tornquist, Walfrido Moraes Tomas e Gerhard E. Overbeck, pode ser acessado em: www.perspectecolconserv.com/en-understanding-brazils-catastrophic-fires-causes-avance-S2530064421000560.
Fonte - Revista Amazônia  31/07/2021