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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Mobilidade urbana em Salvador...um trauma genético

O nome da cidade é SALVADOR... mais por enquanto ainda não apareceu nem um.

foto ilustração - correio24horas
Da redação
A cada dia que passa me surpreende a capacidade dos "técnicos" e "especialistas" de transito da prefeitura da nossa cidade em se especializarem (desculpem a redundância) em fazer gambiarras,improvisos,e os famosos jeitinhos, e entre elas a mais nova a de  implantar uma 5ª faixa na Paralela, pensei logo... vão diminuir a área verde do canteiro central aumentando com isso a impermeabilização do solo aumentando os alagamentos nos dias de chuva,jogando asfalto em cima da terra e de tabela contribuindo para aumentar a temperatura ambiente no local. Mais depois pesquisando sobre o assunto o susto foi muito maior.Bom se fizessem do jeito que eu citei aqui antes ( a 5ª faixa no canteiro) já seria uma aberração,mais para piorar mais ainda os "gênios" (com o habitual entusiasmo) decidiram colocar a dita 5ª faixa sem alargar um centímetro da pista,simplesmente irão reduzir a largura das faixas existentes para acomodar 5 faixas de rolamento na atual largura da pista .Será que esses "doutores" não tem conhecimento que  por questões técnicas de segurança deve-se adotar uma largura nas faixas de rolamento que não ofereça riscos aos que por elas transitam principalmente em vias de tráfico intenso com velocidades superiores a 60 km/h???...se fossem em vias de baixa velocidade em áreas centrais da cidade  ou nos bairros até caberia tal solução,mais numa via expressa como a Paralela????, estarão criando um ambiente propenso ao aumento do numero de acidentes e colisões mais frequentes (principalmente com motocicletas).Mais ainda assim por tudo isso aqui já citado esses não são os únicos problemas,de nada adiantara aumentar a capacidade de tráfego da Av.Paralela se as vias das cabeceiras ( inicio e fim) continuarão as mesmas,e as interceições (vias que se interligam) e vias de acesso ao longo da avenida também.De nada adiantara esse espreme gato,apenas agravara mais ainda as zonas de conflito aumentando o afunilamento e os gargalos já existentes.Então essa gambiarra não funcionara,só ira piorar mais ainda o atual caos existente.Será que esse "povo"(digo especialistas) ainda não entendeu que a solução para a mobilidade de Salvador não esta no transporte individual??? e que a mesma  passa pela implantação de um bom e eficiente sistema de transportes publico????...e não continuar insistindo em privilegiar o transporte individual a qualquer custo... Bem, daqui a dois ou três anos ( torcemos por isso )  já devera estar operando na cidade o nosso tão esperado (la se vão 12 anos) sistema metroviário,mais enquanto isso a cidade não pode ficar sem uma solução de emergência,bem planejada e bem executada,para diminuir a atual calamidade até que o Metrô passe a operar definitivamente com todos os seus pendurucalhos (sistemas alimentadores e complementares).Então la vai aqui algumas sugestões : Uma das providências seria já a implantação da integração física e tarifária (solução adotada em SP e agora em Fortaleza) com bilhete único com validade de 2 horas para todo o sistema.A renovação e modernização da frota de ônibus,passando a contar com veículos longos com portas nas duas laterais melhorando a acessibilidade ( para acabar a operação Zig-Zague nos atuais corredores exclusivos),com piso baixo,suspensão a ar,com 03 portas largas,a extinção dos esdrúxulos currais existentes (Ônibus não carrega gado,transporta pessoas) só aqui em Salvador,o funcionamento efetivo das faixas exclusivas para os ônibus com fiscalização permanente,a reorganização dos atuais pontos de ônibus com remanejamento de linhas evitando-se o excesso de ônibus parados nos mesmos pontos,reprogramar e racionalizar os atuais itinerários da maioria das linhas existentes acabando com a sobreposição de linhas,com as linhas "turísticas" (com itinerários excessivamente longos e cheios de arrodeios).Criar linhas especiais com ônibus padron,com piso baixo, ( até o funcionamento do Metrô) integradas as linhas de ligação com os bairros nos principais corredores: Lapa/ V. da Gama/ Bonoco/ Iguatemi/ Paralela/ São Cristóvão/( ida e volta)  *Aeroporto - Lapa/ Centenário/ Orla/ Itapuã/ D. Caymi/ São Cristóvão/( ida e volta) *Aeroporto - Lapa/ Vasco da Gama/ Sete Portas/ Rt.do Abacaxi/ B.Reis/ Retiro/ Est.Pirajá ( ida e volta) - Lapa/ V. da Gama/  Bonoco/Acesso Norte/ Est.Pirajá (ida e volta) - Shopping Barra/ Centenário/ V.da Gama/  Ogunja/ Bonoco/ Acesso Norte/ Est.Piraja - Pituba/ Av.Acm/ Rodoviária/ Rt.do Abacaxi/ Retiro/ Est.Pirajá.( ida e volta). - (*) Uma parte dos ônibus fariam o retorno no Aeroporto que contaria também com linhas de ônibus executivos.- Criar linhas de integração ( com bilhete único ) com o trem do subúrbio - Calçada/ T da França / Arquidabã/ Lapa ( ida e volta) - Calçada/ Lgo.do Tanque/ Retiro/ B.Reis/ Rt.do Abacaxi/ Rodoviária  ( ida e volta) - Calçada/ Lgo. do Tanque/ São Caetano/ Est. Pirajá. Lembrando que a maioria das sugestões aqui apontadas são de caráter "emergencial"e reestruturantes, não são paliativas nem definitivas,servirão apenas para organizar, racionalizar e agilizar a operação do transporte público existente, dando folego e amenizando atual pressão negativa existente na mobilidade de Salvador até que tenhamos o sistema do transportes de massa ( Metrô / Trem / VLT ) funcionando de maneira plena com os sistemas alimentadores,complementares e as ciclovias,cumprindo o seu papel na mobilidade da cidade.Salientamos que também é muito importante,aproveitando as características  topográficas da cidade,se investir em transportes "verticais" e "teleféricos",que encurtarão distâncias entre bairros.Continuar privilegiando o transporte  individual só contribuirá para agravar mais ainda o caos na mobilidade da cidade cada dia....O nome da cidade é SALVADOR...mais por enquanto ainda não apareceu nem um.
Pregopontocom

VEJA MAIS AQUI  - Mobilidade Urbana - Soluções viáveis em Salvador   

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Empresas de ônibus se recusam a assinar TAC


O cerco está se fechando para as empresas de ônibus da Região Metropolitana do Recife. O Ministério Público do Trabalho (MPT) decidiu entrar com uma ação civil pública contra cada uma das 17 operadoras do sistema nos próximos 60 dias.
Na última sexta-feira (25), o Sindicato das Empresas (Urbana) informou ao MPT a recusa para assinar o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) por parte de todas as empresas envolvidas no procedimento. Como justificativa, o Urbana alegou o processo de licitação atualmente em andamento. O ato de assinatura do documento seria nesta terça (29).
Para os procuradores envolvidos no procedimento, a recusa ao TAC não era esperada, visto que todo o acordo foi discutido ponto a ponto com os empresários, numa série de reuniões, que se estenderam de setembro do ano passado ao começo de janeiro. Inclusive, a questão da assinatura do TAC foi pensada para o momento pós lançamento do edital de licitação, considerando a preocupação das empresas do ramo.
Os empresários tinham o receio de que o MPT pedisse algo no TAC não previsto no edital, provocando um ‘investimento perdido’, o que, efetivamente, não aconteceu, visto que o Grande Recife Consórcio de Transporte atendeu a todas as solicitações feitas pelo MPT através de recomendação, em abril de 2012. Todo o teor do TAC proposto pelo MPT está diluído no edital de licitação e no seu anexo I.
Como as violações ao meio ambiente de trabalho de motoristas e cobradores são consideradas graves, levando-se em conta sobretudo as exaustivas jornadas de trabalho, que têm média de 16 horas por dia, o MPT avalia que se faz urgente a regularização da conduta, não restando outra alternativa que se não o ingresso das ações na justiça do trabalho.

O que o TAC previa:
O documento elaborado pelo MPT tem 27 cláusulas. Versam sobre jornada, programas de controle de saúde do trabalhador, adequações dos veículos, disponibilização de água, não realização de descontos indevidos por assalto, elaboração de lista ‘suja’.
Especificamente sobre as adequações nos ônibus, o MPT deu prazo de 180 dias para que as empresas integrem à frota apenas ônibus que atendam:

a) garantam o respeito às normas quanto à temperatura no posto de trabalho do motorista e do cobrador (25º)

a.1)Em caso de aquisição de ônibus que não garanta a temperatura nos moldes constantes na presente alínea, a Compromissada se obriga a implementar mecanismos que possam garantir o necessário conforto térmico, só se admitindo o uso comercial do ônibus após a adaptação necessária

b) motor devidamente enclausurado, com compartimento destinado ao seu alojamento e sistema de isolamento acústico e térmico de características de baixa combustão, com retardamento de chamas no interior dos ônibus, teto, paredes laterais, frontal e traseira, a fim de diminuir a vibração, temperatura e ruído (sendo o nível de ruído aceitável dentro da cabine de, no máximo, 85 dB), para mantê-los de acordo com os limites permitidos pela legislação em segurança e saúde laboral e, assim, não prejudicar a saúde, higidez e segurança dos motoristas e dos cobradores, entre outros

c) câmbio automático e direção hidráulica, de modo a reduzir os riscos como fadiga, estresse e constrangimento que comprometam a integridade física dos motoristas

d) bancos ergonômicos que atendam as exigências do item 38.1 da Norma Brasileira ABNT NBR 15570:2009

(e) cintos de segurança com três pontos de ancoragem, de modo a proporcionar conforto e segurança para motoristas e cobradores, de modo a atender as disposições contidas na Norma ABNT NBR 7337 e 6091, e demais normas técnicas aplicáveis

(f) porta objetos para acondicionamento de garrafas de água e guarda de bens pessoais dos motoristas e cobradores -Fonte: MPT
Fonte - Diário de Pernambuco 28/01/2013

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Mobilidade Urbana em São Paulo ainda é um grande problema

SP: Kassab deixa 30% das metas cumpridas em mobilidade urbana
(foto Vagner Magalhães)
Terra – 27/12/2012
Um dos pontos mais mal avaliados pelos moradores de São Paulo é também o que teve uma das piores evoluções durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que está às vésperas de deixar o cargo.Das 26 metas propostas para a área de mobilidade urbana e transporte, no início do segundo mandato, apenas 8 devem ser entregues até o fim de 2012, segundo dados do portal Agenda 2012, da própria prefeitura.
Entre as principais tarefas não cumpridas estão a promessa de entregar 66 km de novos corredores de ônibus; de reformar 38 km de corredores já existentes; e de construir mais 9 terminais urbanos e 2 terminais rodoviários na capital paulista. É também da área de mobilidade a única das 223 metas estabelecidas pela prefeitura que nem começou a ser viabilizada: o investimento de R$ 300 milhões no Rodoanel.
Outro fator que pesa contra a administração atual é não ter sido capaz de reverter os índices de congestionamento na capital paulista, que bateu recordes ao longo da gestão – atingiu 293 km de filas, em 2009, e 295 km de engarrafamento, em 2012 (de um total de 868 km monitorados).
Não à toa, a área de mobilidade urbana oscilou, nos últimos três anos, entre a 21ª e a 22ª posição (entre 25 pontos avaliados) na pesquisa feita pelo Ibope e pela rede Nossa São Paulo para medir a satisfação da população com áreas relacionadas à qualidade de vida na capital paulista (pesquisa Irbem).
Em diversas ocasiões, Kassab argumentou que, embora não tenha conseguido cumprir nem metade dos objetivos traçados no início da gestão, deixou a maioria dos projetos encaminhados para serem concluídos pela gestão do prefeito eleito Fernando Haddad (PT). Por outro lado, entre os planos concluídos mais propagandeados destacam-se os investimentos na ampliação da rede de metrô (R$ 1 bilhão em quatro anos); a implantação de 100 km de ciclovias e ciclofaixas; as ações para aumentar a segurança aos pedestres e as medidas de restrição a caminhões em vias movimentadas.

Desafio: transporte público
Para Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego e transporte, as medidas adotadas pela Secretaria Municipal de Transportes foram muito “tímidas”, principalmente porque o foco não foi o transporte coletivo. Uma das críticas do especialista é em relação à restrição à circulação de veículos de carga nas marginais Pinheiros e Tietê nos das 5 às 9h e das 17h às 22h que, na avaliação dele, só fez com que o congestionamento aumentasse em outros horários, estendendo os horários de pico.
“A restrição aos caminhões não beneficiou o transporte público. O que você fez foi trocar caminhões por mais carros nas marginais. Nós perdemos a ‘guerra’ para o transporte individual. O sonho do automóvel acabou em São Paulo. (...) Não tem como querer mais atender a cidade toda com carro”, criticou.
Embora elogie os investimentos em transporte sobre trilhos, o engenheiro lembra que os resultados são de longo prazo, mas que enquanto isso a velocidade dos ônibus nos corredores fica cada vez mais lenta. Para se ter uma ideia, em alguns pontos, os ônibus já chegam a circular a 8 km/hora – mesma velocidade alcançada por um corredor a pé.
“Algumas ações podem ser feitas sem custo nenhum, só com uma ‘canetada’, mas depende de vontade política. Uma delas é retirar os táxis da faixa exclusiva para ônibus (uma portaria da prefeitura permite aos táxis com passageiros utilizar as faixas). Essa medida beneficia poucos e prejudica muitos”, avaliou.
O especialista defende a implantação de 400 km de novos corredores na cidade, e diz não haver justificativas convincentes para a não execução das metas relacionadas à construção e reforma das faixas de ônibus. Durante a campanha, Fernando Haddad prometeu construir 150 km de novos corredores e implantar 150 km de faixas exclusivas para ônibus – o que deve ser cobrado pela população, defende Figueira.
Por outro lado, um dos acertos da atual gestão foi investir na campanha de respeito aos pedestres, o que fez com que as mortes por atropelamento caíssem cerca de 38% no centro durante o primeiro ano da ação. Entretanto, o engenheiro defende que a próxima gestão amplie as medidas de segurança no trânsito, sobretudo nas áreas periféricas, onde ainda há poucos semáforos para pedestres.
“Todos os cruzamentos com conversão precisam ter semáforos para pedestres, só a placa pedindo respeito ao motorista não funciona. (...) A ação foi boa, mas não conseguiu atingir toda a cidade. Eu ainda me sinto inseguro”, disse.
Dois secretários passaram pela Secretaria Municipal de Transporte durante a última gestão de Gilberto Kassab na prefeitura: Alexandre de Moraes, qrespeito de Salvador ue deixou a pasta em 2010, e Marcelo Cardinale Branco, atual secretário. Já Haddad indicou o deputado federal Jilmar Tatto (PT) para comandar a secretaria – ele foi secretário de Transportes durante o mandato da ex-prefeita Marta Suplicy, também do PT.

Fonte - São Paulo Trem Jeito 27/12/2012
Comentário Pregopontocom: O que podemos dizer então a respeito de Salvador que  não tem Metrô,Trens,"VLT",e nem sequer "ônibus com piso baixo"(tão comum em SP) obrigando a sua população a andar em "CAMINHÔNIBUS",antiquados,ultrapassados sem o minimo conforto e totalmente desprovidos de acessibilidade?????!!!!!