sábado, 17 de março de 2012

FÓRUM MUNDIAL DE SUSTENTABILIDADE CHEGA À TERCEIRA EDIÇÃO EM MANAUS

Tema central do evento será “Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável”


O LIDE – Grupo de Líderes Empresariais, presidido pelo empresário João Doria Jr., promove, com realização da XYZ LIVE, liderada por Bazinho Ferraz, o 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, de 22 a 24 de março, no hotel Tropical, em Manaus (AM). Cerca de 900 lideranças empresariais, políticas, pesquisadores e organizações socioambientais trocarão experiências de gestão durante o evento que tem como tema central “Economia Verde e Desenvolvimento Sustentável”, fortalecendo o conceito de sustentabilidade para a preservação socioambiental e o desenvolvimento sustentável mundial.
No Fórum serão debatidos temas como economia verde, Rio+20, desenvolvimento sustentável e humano, agricultura de baixo carbono, entre outras propostas de sustentabilidade para o planeta.
O evento terá a presença de nomes internacionais como o da ativista social e política, fundadora e presidente da Fundação Bianca Jagger pelos Direitos Humanos, Bianca Jagger; a primeira mulher a ser primeira-ministra da Noruega, Gro Brundtland; o consultor, escritor e jornalista norte-americano, Mark London; o ex-primeiro ministro da França, Dominique de Villepin; o diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo; o coordenador executivo da Rio+20, Brice Lalonde; o chefe do Grupo de Mercados Sustentáveis do IIED (Instituto Internacional para Ambiente e Desenvolvimento), Steve Bass; e uma das mais conhecidas oceanógrafas do mundo, Sylvia Earle.
Entre os brasileiros estão o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso; o ex-ministro da Agricultura e presidente do LIDE Agronegócios, Roberto Rodrigues; o cacique e líder maior do povo Suruí,Almir Suruí; o superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável, Virgílio Viana; o diretor de estilo e criação da marca Osklen e fundador do Instituto-E, Oskar Metsavaht; o senador da República Eduardo Braga; o deputado federal (PPS/SP) Arnaldo Jardim; o presidente do SOS Mata Atlântica e do LIDE Sustentabilidade, Roberto Klabin; o diretor do programa marinho da Conservação Internacional (CI) no Brasil,Guilherme Dutra; o biólogo, docente do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo, Alexander Turra; o deputado federal (PV/MA), José Sarney Filho; além de diversos especialistas na área.
“A economia verde está presente na vida comum do ser humano, bem como nas empresas privadas e instituições públicas, e depende de uma consciência coletiva”, declara Bazinho Ferraz, presidente da XYZ Live. João Doria Jr., presidente do LIDE, reforça: “O FÓRUM MUNDIAL é uma grande oportunidade de conscientizar o planeta e demonstrar o valor econômico e ambiental das florestas em pé e suas implicações para o Brasil e o mundo”. “Criar um compromisso político e empresarial com o desenvolvimento sustentável das empresas com o planeta é uma forma de conscientização desse setor”, conclui.
Fonte - Blog da Amazônia 16/03/2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

O VLT estrutura a cidade: entrevista com Peter Alouche

O Eng.Peter Alouche (Transport PA Conection) é um das mais importantes autoridades em consultoria de transportes de passageiros sobre trilhos,tendo inclusive participado na elaboração do projeto do Metro da Paralela ( SSA/L.de Freitas) da Invepar.
foto ilustração  - Abifer

Veja a entrevista onde o mesmo fala sobre VLT,Bonde,Metrô,Brt e Trem
Mobilize Brasil / Olhar Direto

Formado em engenharia elétrica pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, e doutorado em literatura francesa em Nancy, na França, Peter Alouche combina conhecimento técnico a um discurso bem articulado, para defender a priorização dos metrôs e veículos leves sobre trilhos.
Alouche é do ramo: foi um dos engenheiros que estruturam o sistema de alimentação e controle do metrô de São Paulo, no início da década de 1970. Nesta entrevista, ele brande seus argumentos para que os trilhos voltem às cidades. E vice-versa.

O que diferencia o VLT do nosso antigo bonde?
O nome VLT é infeliz, porque não trata do modo, mas do veículo - veículo leve sobre trilho. O mesmo com o monotrilho, que não tem trilho. O erro no termo vem da tradução do inglês "light rail transit". Mas, se visto pela tecnologia, veículo leve sobre trilho tanto pode ser: o bonde, "o monotrilho" (que não tem trilho, mas é um veículo ferroviário leve), o bonde um pouco mais moderno, que anda em corredor não inteiramente segregado, e ainda o bonde que anda em corredor absolutamente segregado. Quando inteiramente segregado, ele se torna um metrô leve. Então, como concebo, o VLT pode ir do bonde até o metrô leve. Os ingleses e franceses o chamam "tramway"; em espanhol, é "tranvia", nomes que passam a ideia de um veículo de superfície, que anda no nível da rua. Tramway, para mim, é a melhor definição do VLT. Porque é um veículo que pode trafegar no meio da rua. Ele segue desse modo, elevado, no centro histórico até a zona de pedestre. Se ingressa na área do centro mais agitada, pode prosseguir por via subterrânea (o que o ônibus já não pode fazer) ou elevada. Exemplo de trem que trafega de vários modos (subterrâneo, elevado, em trincheira) é o de Grenoble, na França, que se adaptou bem ao tecido urbano e funcionou para estruturar o próprio planejamento da cidade.

Esta variação traz diferença no custo, não?
Evidentemente, quando segue em superfície, o custo do VLT é um; enterrado, é outro, maior. Aliás, no metrô, em qualquer sistema, o que custa não é o veículo, é a obra civil. Defendo que, se se vai construí-lo na zona central, subterrâneo e segregado, então vale a pena que prossiga segregado, para torná-lo um metrô leve. A vantagem de ser totalmente segregado é ser um modo absolutamente controlável: não depende do ônibus a cruzá-lo, nem do farol, do carro; tem segurança absoluta, é um sistema fechado. E aqui está a definição de metrô leve.

Quando um sistema de transporte pode ser definido como metrô?
Para se definir como metrô, tem duas condições básicas: ser um sistema rigidamente guiado, diferentemente do ônibus, que depende do condutor. A segunda condição é ser um sistema absolutamente segregado. A terceira condição é a sua capacidade, e aí temos dois níveis: o metrô pesado, como o de São Paulo, e o metrô leve, que tem capacidade menor, como o de Lyon, na França, ou o de Montreal, que tem apenas quatro carros. Há também os ainda mais leves - os chamados "people mover" - são os do tipo aeromóvel, que ficam em parques, aeroportos, grandes shoppings ou parques de exposições. Uma quarta condição é a distância entre estações - ela define o tipo de trem e o sistema de aceleração e frenagem. A quinta condição, por fim, é que o sistema tenha algumas propriedades operacionais típicas de metrô: segurança, confiabilidade, disponibilidade, tudo isso e ainda a frequência. No caso dos trens, como vemos na Europa, existe o chamado diagrama horário - horários diversos de chegada e partida. Esse conceito no metrô não aparece: a cada dois minutos, a cada um minuto etc. Considero também o monotrilho como metrô, porque tem essas duas condições de que falei. Segregado e rigidamente guiado. Também o Teleférico do Alemão, no Rio, é exemplo de um pequeno metrô - seu modelo é o "metrocable", como se diz na Colômbia. Voltemos ao VLT. Algumas cidades europeias têm sistemas mistos, com bondes antigos, dos anos 1960, e veículos bem modernos, trafegando nos mesmos trilhos.

Esse sistema não pode ser considerado um metrô leve? O que aconteceu com o VLT?
Ele foi evoluindo. Antes haviam os bondes abertos, depois os bondes fechados, como aqueles que existem em Lisboa, em São Francisco, ou aquele que havia no Rio de Janeiro. Hoje temos veículos mais modernos, com piso baixo, sem aquele estribo, para permitir o acesso de pessoas com mobilidade reduzida. Mas não adianta ter a tecnologia mais avançada sem que o projeto seja adequado à cidade. Aqui no Brasil tivemos exemplos de erros, como o sistema de "pré-metrô" instalado no Rio de Janeiro, com alguns bondes importados da Bélgica, mas que não tinha as características de um VLT moderno, que foi adaptado mas não atendia à demanda. E foi um desastre. Em Campinas, há alguns anos, também ocorreu uma tentativa frustrada de implantar um VLT aproveitando trilhos ferroviários, mas com um traçado errado. Os bondes modernos, com trilhos nas ruas, são simpáticos, mas têm sua eficiência reduzida por causa dos cruzamentos, da necessidade de ter um condutor. Amsterdâ, na Holanda, por exemplo, é assim. O problema é que o sistema não transporta tanta gente como seria em uma via segregada ou semi-segregada.

VLTs são melhores do que os ônibus diesel?
Se eu fosse dono do mundo (risos), eu colocaria bondes em lugar dos ônibus nesses corredores maravilhosos como o da avenida Santo Amaro (zona sul de São Paulo). Uma composição de VLT transporta o equivalente a seis ônibus desses comuns e, além disso, é um veículo elétrico, que não polui o ar e quase não gera ruído, sem falar no problema ambiental dos pneus. Vamos pegar um exemplo concreto. Cuiabá, em Mato Grosso, trocou o projeto de BRT por um sistema de VLT para preparar a cidade para a Copa de 2014. Isso foi feito porque supostamente o VLT geraria menos desapropriações, traria menor impacto ao meio urbano e teria maior durabilidade. O custo de implantação, porém, seria cerca de três vezes o custo dos BRTs.

O VLT é caro se comparado a um corredor de ônibus?
Sim, é mais caro. Um sistema mais caro significa uma vantagem, por mais paradoxal que isso possa parecer. O antigo ministro das Cidades, Márcio Fortes, cometeu um erro estratégico ao defender a adoção do BRT nas cidades-sede da Copa de 2014. O governo escolheu o BRT para o Rio de Janeiro, Porto Alegre, Cuiabá, Belo Horizonte e outras cidades a partir da ideia de que "somos um país pobre e veículos sobre trilhos são para países ricos". Ora, o ministro faz uma declaração dessas olhando para baixo, para o chão e não para a frente. O Brasil não é um país pobre e logo será a quinta ou a quarta economia do mundo. Na verdade, o ministro adotou dois critérios: o custo e o prazo, em função do tempo até a Copa do Mundo. Esses são critérios de administrador, mas uma cidade não pode ser tratada por administradores. Precisamos de estadistas, gente como Prestes Maia, JK, Faria Lima, líderes que pensam a longo prazo. Alguém vai dizer que não há dinheiro, mas os benefícios que um bom sistema de transporte traz para a cidade pagam esse investimento a médio prazo. é um investimento alto, que se paga a longo prazo. E ninguém coloca trilhos para retirar logo depois. Por isso, os urbanistas costumam dizer que o VLT cumpre um papel estruturador da cidade, tal como o metrô, porque atrai a renovação urbana, coisa que o ônibus não faz. E ocorre uma valorização urbana, porque o VLT não degrada o ambiente, como ocorre com os ônibus. Por quê? ônibus tem poluição, tem ruído e é estigmatizado. Ninguém deixa de usar o carro para usar ônibus, mas deixa para usar o metrô. O ônibus é um sistema de transporte aberto, sujeito aos imprevistos do tráfego e por isso tem menor segurança. Se os corredores de ônibus fossem iguais aos de Istambul, na Turquia, inteiramente fechados, segregados, seria diferente.

Mas a que custo?
Veja o Expresso Tiradentes, é um sistema fechado de ônibus e funciona muito bem. Mas depois de construir toda aquela obra civil, com elevados e estações enormes, não seria mais adequado incluir um VLT no sistema? Não, eles preferiram manter o ônibus e agora estão fazendo o monotrilho até Cidade Tiradentes. Enfim, falta uma visão de estadista. O ônibus tem seu lugar e é insubstituível. Ele chega a qualquer lugar e 80% da população brasileira viaja de ônibus. O VLT e o metrô são estruturadores do transporte e das próprias cidades.

Qual é a capacidade de transporte de um sistema de VLT? A partir de que demanda seria indicado?
Depende da segregação da via. Um bonde circulando pelas ruas leva 8 mil a 10 mil passageiros por hora, em cada sentido. O bonde numa via semi-segregada chega a 15 mil passageiros por hora, por sentido. O metrô leve, um VLT segregado, transporta até 40 mil passageiros por hora, por sentido. Os melhores corredores de ônibus não passam de 30 mil passageiros por hora, em cada sentido. Alguns urbanistas, como o Jaime Lerner, afirmam que o Transmilênio, em Bogotá, transporta 60 mil passageiros, mas isso é uma meia verdade. Na verdade o sistema todo do Transmilênio chega a 60 mil passageiros por hora, mas não em cada faixa.

O VLT não é uma tecnologia importada, não dominada aqui no Brasil?
O país sempre teve trens e domina muito bem o funcionamento de trilhos, sistemas de alimentação etc. é uma técnica dominada, sobre a qual não há segredo. Aqui no Brasil temos várias empresas, Siemens, CAF, Alston e outras que podem produzir esses veículos aqui. Quem sabe fabricar carro ferroviário para o metrô sabe fazer VLTs. Os trens da linha 4 do metrô de São Paulo são coreanos, mas simplesmente porque eles se mostraram mais competitivos do que as indústrias instaladas aqui no Brasil. A tecnologia é aberta, não é mais segredo para ninguém.

Quanto custa o quilômetro do VLT?
Isso é variável e depende da infraestrutura, das obras civis, que correspondem a 60% dos custos. Um sistema em superfície, com faixa reservada e alguns elevados, chega a 25 milhões de dólares por quilômetro. Quando enterrado, chega a 40 milhões de dólares. Outra variável é o tamanho das estações, que depende da demanda do sistema. No Brasil, o custo tende a ser mais alto porque o país tem procurado atender a todas as exigências de acessibilidade, com rampas e elevadores. E tudo isso tem um custo. Em média, esse investimento se paga em 30 anos.
Fonte - Revista Ferroviária 14/03/2012 

Saiba Mais sobre sobre o universo do transporte público e da mobilidade urbana http://pregopontocom.blogspot.com/p/apresentacao-do-vltppt-institucional.html

sexta-feira, 9 de março de 2012

APÓS 2 ANOS ATÉ QUE EM FIM A PONTE DE SÃO JOÃO VAI RETORNAR

Salvador reforma ponte ferroviária


Instalação da superestrutura é feita por balsas e guindastes
A ponte ferroviária São João, administrada pela Companhia de Transporte do Salvador (CTS), está em fase final de revitalização. A obra, que teve investimento da União de cerca de R$ 60 milhões, deve ser concluída até abril deste ano. A ponte liga os subúrbios de Lobato e Plataforma, sobre a Baía de Todos do Santos, em Salvador (BA). Por ela passa o trem de subúrbio que transporta cerca de 6 mil pessoas por dia.
A TIISA/Triunfo Iesa Infraestrutura S.A., em parceria com a Belov Engenharia Ltda, trabalham na revitalização da ponte, desde setembro de 2011. Está sendo aplicado na estrutura metálica da ponte um aço patinável – que contêm pequenas adições de elementos de liga, como cobre, fósforo, níquel e cromo que, em contato com o ar, diminuem a corrosão.
A ponte ferroviária de 450 metros de extensão, construída em 1952, sofria com o desgaste natural e as pescas predatórias com bomba, que fissuraram superficialmente cerca de 90% das suas colunas. Por conta disso, os trens circulavam no local utilizando apenas uma via e com velocidade de 10 km/h. Em maio de 2010, a ponte foi interditada e o trajeto passou a ser feito por ônibus. Com a revitalização, as duas vias serão liberadas e os trens poderão alcançar a velocidade de 60 km/h, diminuindo o tempo de viagem.
Fonte - Revista Ferroviária - 09/03/201

Comentário Pregopontocom.- Durante 2 anos a população do subúrbio ferroviário de Salvador ficou praticamente privada de usar o seu trem,o transporte mais antigo e mais barato que serve a aquela região por conta da degradação da ponte pela falta de manutenção durante muitos anos e também pelo fato dos trens existentes que se encontram em péssimo estado de conservação e funcionamento.Esperamos que agora com a conclusão da reforma tardia da ponte a população do subúrbio além da mesma, possam contar também com a melhoria e a modernização dos trens que servem a toda essa populosa região.



Atraso na retirada de camarote provoca reação da DPU




Salvador, 06/03/2012 - A Defensoria Pública da União na Bahia (DPU/BA) pediu à Justiça Federal a execução da decisão liminar que ordenou o desmonte do Camarote Salvador. O prazo de dez dias dado pelo juiz titular da 3ª Vara Federal, Pompeu de Souza Brasil, encerrou-se no último sábado (3), mas as instalações ainda não foram totalmente retiradas da Praça de Ondina.
Na petição, o defensor federal João Paulo Lordelo solicitou ainda a majoração da multa de R$ 10 mil para R$ 200 mil reais por dia de descumprimento, a fim de que seja respeitada a autoridade da decisão judicial.
“Até o momento, o espaço público continua sem acesso, o que tem prejudicado trabalhadores de baixa renda, além da população de Salvador como um todo, que se encontra privada de um bem de uso comum do povo. O local continua repleto de máquinas, como tratores e guindastes", afirmou o defensor.
Na última semana, a Justiça Federal negou o pedido de ampliação do prazo de desmonte, de dez para 26 dias, feito pela empresa Premium Produções, Criações Artísticas e Eventos Ltda, responsável pelo camarote. O prazo estabelecido pelo magistrado está regulamentado por decreto municipal.
Fonte - Comunicação Social DPGU / http://intranet.dpu.gov.br/ - 06/03/2012


terça-feira, 6 de março de 2012

A PERIGOSA GUINADA DO PT nas Eleições municipais de Salvador

Todos nos sabemos e compreendemos muito bem o fato de que a política tem la seus meandros e os seus tortuosos caminhos,mais dai a acreditar que a presença do atual prefeito e o seu apoio na campanha de algum candidato ao  cargo máximo do Palácio Thomé de Souza nas próximas eleições possa se traduzir com um real beneficio a quem recebe-lo é no minimo uma incoerência,talvez até mesmo um suicídio político anunciado.Arrastar para uma campanha de quem quer que seja o atual prefeito e toda a sua bagagem negativa,além da sua atual rejeição e o fato de ser considerado hoje o pior prefeito do Brasil,é uma atitude temerária e perigosa para quem deseja governar a cidade a partir do próximo ano e essa contaminação sera altamente danosa.Será mesmo que o PT não consegue enxergar isso?...verdade mais clara e cristalina do que a famosa água mineral de Itaparica,aquela água fina que faz velha virar menina, não pode existir.Se o candidato do PT pensa mesmo assim,como andam dizendo por ai em consolidar essa malfadada união...meu Deus...,o desastre será inevitável,é a constatação do velho ditado popular,"diga-me com quem andas e te direi quem és"Acho mesmo é que qualquer partido seja ele qual for, que quiser agir de maneira inteligente usaria o JH como um autêntico e poderoso TORPEDO para detonar a campanha de qualquer candidato adversário que ele bisonhamente resolva apoiar,empurrando-o  generosamente para o território inimigo ,ou seja,dando ao seu rival aquele velho e conhecido"presente de Grego"um autêntico CAVALO DE TROIA.Quem quiser que receba a bomba,digo o torpedo, e depois que lamente os estragos.Se alguém acha mesmo que a beira do precipício é um lugar agradável para se caminhar,então que brigue e dispute pela sua companhia,e depois que não digam que cometeram um grande erro, ai é tarde e Inês é morta....pois  quem avisa amigo é....Te cuida PT.....saia dessa.

QUILOMBO RIO DOS MACACOS a Resistência

domingo, 4 de março de 2012

RIO DOS MACACOS - UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA. - Será que teremos aqui um novo Pinheirinho????!!!






RIO DOS MACACOS RESISTE, MAS ESTAMOS TEMENDO A VIOLÊNCIA DE SEMPRE DA MARINHA DO BRASIL...Neste momento Marinha Brasileira descumpri acordo e quer expulsar moradores do Quilombo do Macaco.
Marcada para a hoje, 04.03.2012, e suspensa por ação da Presidência da Republica (Secretaria Geral, SEPPIR e FCP), a tomada do Território do Quilombo Rio dos Macacos, ainda não foi assimilada pela Marinha do Brasil, que mesmo diante da suspensão insistir em tencionar e atentar contra os direitos da comunidade. A Marinha do Brasil não pode realizar esta ação hoje mas neste momento a comunidade está vivendo uma grande tensão, pois já tem mais de 03 caminhões de fuzileiros dentro da Comunidade, cada um com cerca de 80 homens, do lado de fora tem os militares da Bahia (que não podem entrar por se tratar de área federal) e 01 trator posicionado no portão da Vila Naval, área tomada da comunidade há 42 anos pela Marinha do Brasil. A Polícia Federal é a única instituição que pode cumprir a decisão desastrosa da 10ª Vara Federal na Bahia, mas está não irá em Rio dos Macacos, pois não pode agir acima das Leis. Qualificamos de desastrosa a decisão, porque a Comunidade de Rio dos Macacos não foi ouvida em qualquer fase do processo, estando a justiça agindo em um único pólo.
A Marinha do Brasil, não pode tomar o Território de Rio dos Macacos, porque ela como instituição Brasileira não está acima das demais instituições nacionais, vivemos sob a vigência do estado democrático e as instituições estão em funcionamento. Agindo com um modus operandi irreconhecível por instituições marcadas pela hierarquia e disciplina, ontem a noite (03.03.12) um senhor da comunidade sofreu um atentado contra sua vida, quando quase foi morto com um tiro em sua direção, dado por um membro da corporação, identificado pela comunidade. O caso foi registrado em uma delegacia da região.
O Artigo 68 da Constituição de 1988 e o Decreto 4887/2003, garantem os direitos da ocupação secular da Comunidade. Rio dos Macacos está naquele Território há mais de 238 anos e não pode ser derrotado, por um crime de uma instituição que, ao contrario, deve garantir e fazer valer as Leis do país, por isso precisamos das/dos jornalistas agora em Rio dos Macacos. Todo o mundo precisa saber, para impedir uma tragédia hoje em Salvador, aos nossos olhos.
Mandem essa nota para todas as pessoas possíveis, para todas as redes, não podemos ficar em silêncio diante da possibilidade de uma barbárie, O Brasil e o mundo precisam saber!

Nossa luta é todo dia!!!
Vilma Reis
Presidente do CDCN - Bahia
Profa. Sociologia - Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias
Campus XXIII, UNEB - Seabra
Coordenação Colegiada do Programa CEAFRO
CEAO: Centro de Estudos Afro-Orientais - FFCH/UFBA
Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo 02 de Julho
Salvador/Bahia, Brasil, Cep.40.060-180
Tel. (55-71)3283-5520 , Fax.(55-71)3322-2517, Cel.(55-71)9994-3749 - 04/03/2012

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

NÓS os Desocupados

Audiência publica realizada hoje no centro cultural da CMS ( Câmara de Vereadores de SSA) sobre as "contas" do Sr.Prefeito..........como sempre com a grande presença de uma plateia encomendada para aplaudir freneticamente a sua turma e do lado oposto um monte de "desocupados ", eu incluído no meio,e alguns vereadores da oposição para ouvir,replicar,contestar e protestar contra os propalados desmandos cometidos pela atual administração municipal.Da maneira como a turma do João tenta desenhar a atual situação de Salvador a impressão que da para se ter é que vivemos em uma cidade com duas dimensões,uma na qual não temos a capacidade de enxergar e conviver,onde para eles tudo vai muito bem e a nossa cidade é um verdadeiro paraíso. A outra dimensão,a real em que vivemos,onde tropeçamos em buracos,desviamos do lixo pelas ruas,fritamos impacientemente nos engarrafamentos,onde não temos um transporte digno,um atendimento de saúde sequer perto do razoável,onde faltam escolas funcionando, a periferia totalmente esquecida e largada a própria sorte,uma cidade totalmente abandonada,maltratada e delapidada. Uma cidade vitimada pela especulação imobiliária predatória que retalia e loteia a nossa cidade freneticamente,devastando o pouco que nos resta de VERDE,na tentativa de torna-la a cada dia mais e mais um jardim encantado de "concreto" quente sufocante e insuportável, além das "alegrias" proporcionadas a outros interesses econômicos como os ligados ao carnaval,ao lixo e ao caótico sistema de transporte sem licitação a 16 anos.Mais que droga,...parece mesmo é que estamos todos loucos ou dopados e não entendemos que não somos dignos de poder conviver na mesma dimensão das mil maravilhas comandada pela sua "majestade" com o qual eles convivem em plena harmonia e tentam nos convencer que todos nos pobres e ralés súditos estamos muitos degraus abaixo na escala da desigualdade social.Somos mesmo é um bando de malucos degenerados e"DESOCUPADOS",e preferimos sem duvida o atraso,detestamos a cidade onde vivemos e torcemos para que ela afunde de uma vez.Efetivamente não temos a minima noção do que seja ou signifique o sentimento de CIDADANIA e nada,nada mesmo para fazer.E por única, exclusiva e pura falta do que fazer e muito menos para pensar,como um "DESOCUPADO" convicto que sou,então,resolvi escrever aqui, algo sobre o assunto.
Pregopontocom - 29/02/2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

COM SUA LICENÇA... "MESTRE"

Dar a volta por cima...

Paulo Ormindo de Azevedo
Foto - Gentemercado 
A situação de abandono e desgoverno a que chegou Salvador tem provocado algumas reflexões mais profundas neste jornal sobre a decadência da cidade. Dentre estas, destaco o artigo de Fredie Didier “Salvador não passa por um bom momento histórico”, no qual o autor identifica uma crise existencial de Salvador e nos convida a refundá-la. Os gravíssimos acontecimentos recentes em Salvador, quando policiais armados pararam a cidade, tomaram a Assembléia, e foram verificados 187 homicídios na RMS, com pelo menos 45 deles com características de execuções, sugerem que a crise não é só de Salvador, mas da Bahia.
Durante doze dias fomos linchados pelos jornais de todo o Brasil e os fatos noticiados em todo o mundo, com exageros nos EE. UU. Dentre os artigos mais duros publicados no sul, provocando irritação nos baianos, estão o de Gilberto Dimenstein “A Bahia é uma mentira” e o de Caetano Veloso “Mentira”. Não cabe aqui discutir de quem é a culpa desta situação. Seguramente de todos nós. Precisamos, sim, entender o que ocorreu e dar a volta por cima.
O declínio da Bahia começou com o golpe militar de 1964 esmagando o movimento cultural iniciado em 1946 por Anísio Teixeira e Edgar Santos, que nos colocou na vanguarda da educação e das artes no país. Por outro lado, a repressão estudantil impediu a formação de novos líderes políticos. Continuamos com os descendentes e afilhados de ex-governadores das décadas de 50 e 60. A exceção é a emergência de lideranças sindicais do PT. Mas com a morte do socialismo-real, acabaram-se as ideologias políticas e quase tudo virou fisiologismo.
Assistimos inertes à venda de nossos bancos. Ficamos reduzidos a apenas três grupos econômicos, dois originários da construção civil, que monopolizam as obras do estado, há anos, e um do interior, de varejo. Perdemos o cacau por falta de fiscalização fitossanitária e as novas culturas, como a soja, saem por outros estados, situação que o atual governo tenta reverter.
Em 1968, o francês Michael Parent, em missão da UNESCO, disse que Salvador era uma cidade de arte como Toledo. Criou-se o IPAC e tentou-se restaurar o Pelourinho. Mas na mesma época, as terras e serviços públicos municipais foram privatizados. Hoje Salvador é uma cidade dominada pelos cartéis imobiliários, dos transportes e do lixo. O resultado é uma cidade congestionada, travada, suja, violenta e com seu centro histórico esvaziado.
Perdemos, por outro lado, duas editoras, Progresso e Civilização, e importamos livros didáticos de escritores e educadores de outros estados. Nossas faculdades privadas foram vendidas para grupos estrangeiros. No campo da cultura popular e do lazer tudo virou axé e carnaval de aluguel, dentro de currais móveis e camarotes de luxo. As festas de largo foram sepultadas para dar lugar aos carros
Não soubemos aproveitar oportunidades, como a das mídias eletrônicas. Não possuímos um núcleo de software, como Recife, nem gravadoras para os nossos compositores, mas temos uma indústria de CDs e DVDs piratas. Fundamos e perdemos algumas das maiores empresas de publicidade do país. Alguns dirão que é o avanço do capital monopolista e da globalização e que não a nada a fazer. Milton Santos e outros autores defenderam e fatos recentes confirmam que há outra globalização, que pode libertar e não apenas oprimir.
Como reverter esta situação? Não é com campanhas de marketing ou esperando um messias. Toda a sociedade deve se mobilizar politicamente para reconstruir a Bahia e restaurar a nossa auto-estima. Não somos um bando de preguiçosos, gigolôs e vadias como se estereotipou a baianidade.
Sempre nos destacamos na literatura, na musica, nas artes e na publicidade e esta criatividade é a mola do setor terciário superior, o da geração e compartilhamento da informação e da pesquisa tecnológica. É nisso que os países mais desenvolvidos estão investindo. As universidades têm um papel fundamental nessa revolução e precisamos transformá-las em alavancas de desenvolvimento sócio-econômico e não apenas formadoras de mão de obra para o mercado. Saber é poder.
Fonte - A Tarde  26/02/2012

Movimento Desocupa promove debate sobre Salvador

Salvador - O movimento Desocupa promoveu, nesta segunda-feira, a terceira mesa de debates do projeto "A Cidade que queremos", no Teatro Vila Velha, que teve como tema "Salvador merece outra Louos".

Na ocasião, o grupo recolheu assinaturas para uma ação popular que será impetrada na Justiça contra as irregularidades detectadas no contrato assinado entre a Prefeitura de Salvador e a Premium Produções Criações Artísticas Ltda, proprietária do Camarote Salvador que o ocupou área pública durante o Carnaval.

O arquiteto Ícaro Vilaça leu documento em resposta ao prefeito João Henrique, que acusou o grupo de ser um bando de descocupados, e a uma nota publicada no jornal A Tarde, que atribuiu a liderança do movimento a petistas: "Não somos nem liderados por petistas nem desocupados. Desde o início, o movimento Desocupa optou claramente por não ter vinculação com nenhum partido e ficamos surpresos que ainda seja necessário esclarecer isso. A fala leviana do desprefeito, que visa apenas a desqualificação de um movimento legítimo da sociedade civil que tem recebido importantes apoios".

O Desocupa participará da audiência pública sobre as contas da Prefeitura prevista para esta quarta-feira (29), às 9h30min, no Centro Cultural da Câmara, para pressionar os veradores a referendar parecer do Tribunal de Contas do Município (TCM), que rejeitou ascontas de João Henrique referente ao exercício de 2009.

A mesa de debates foi composta por Clímaco Dias (Instituto de Geociências/ UFBA), Daniel Colina (ConCidades/ BA), Marli Carrara (União Nacional por moradia Popular), Nivaldo Andrade (Instituto dos Arquitetos do Brasil – Seção Bahia), Raimundo Nascimento (Rede CAMMPI – Comissão de Articulação e Mobilização dos Moradores da Península de Itapagipe) e Waldir Santos (Movimento Desocupa).
Fonte - Jornal da Midia  27/02/2012 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Alckmin, desembargador Sartori e Naji Nahas devem ser presos por crimes no Pinheirinho, afirma procurador

SONORA  - Clik aqui para ouvir 
 

Fotos - Bola & Arte
O procurador do Estado de São Paulo Marcio Sotelo Felippe afirma que o governador Geraldo Alckmin, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ivan Sartori, e Naji Nahas devem ser presos pelos crimes cometidos contra a humanidade no Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. O jurista, que já ocupou o cargo de procurador geral do Estado na gestão do governador Mário Covas, considera que o Tribunal Penal Internacional tem de expedir mandado de prisão contra os três. Ele analisou a documentação sobre o processo de falência da empresa Selecta do megaespeculador Naji Nahas e descobriu que toda a ação para expulsar milhares de pessoas no dia 22 de janeiro do Pinheirinho, quando a Tropa de Choque da PM invadiu a área, serviu única e exclusivamente para beneficiar o megaespeculador. Entrevista à repórter Marilu Cabañas.   Fonte - Jornal Brasil Atual 23/02/2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O DECADENTE CARNAVAL DE SALVADOR

Carnaval de Salvador

O carnaval de Salvador já não é mais o mesmo,perdeu a essência de festa popular,agora elitizado,segregado e separado por cordas,virou um mero desfile no bom estilo de uma parada comemorativa.

Da Redação
Armandinho
Domingo e terça fui ao circuito Barra Ondina respectivamente para ver de perto a quantas andava o "badalado" carnaval de Salvador.Após uma longa caminhada por ruas e avenida fedidas a MIJO cheguei para me instalar num  camarote " bem simples e sem mordomias " e ainda assim como convidado, para montar meu posto de observação.Tive a oportunidade de observar fatos desagradáveis que presenciei lá de cima.A ação da policia,que ao invés de simplesmente imobilizar os arruaceiros ao detê-los de maneira segura, usavam de truculência e excesso de força com atitudes totalmente desnecessárias, a fúria dos cordeiros e seguranças dos blocos,contra os que estavam do lado de fora das cordas,agindo de maneira intempestiva e agressiva como se fossem eles também uma fôrça policial paralela.Com relação ao desfile dos blocos,senti uma real decadência em relação aos anos anteriores,aliais isso já vem acontecendo a alguns anos.Cantores e bandas que já passam na base do EMBROMATION,muito mais preocupados em fazer o seu marketing e suas extensas oratórias com puxação de saco aos camarotes, as personalidades e políticos ali presentes.O evidente descontrole na qualidade de som da maior parte dos trios elétricos (Salvo o de Armandinho Macedo e o do Salsa Litro) embora muitos deles tenham a bordo equipamentos de ultima geração e de alta tecnologia era muito difícil se fazer uma leitura audivel e perfeita da apresentação musical das bandas pois os mesmos estavam muito mais preocupados em manter os seus elevados níveis de volumes ainda que já destorcidos do que apresentar uma boa qualidade de reprodução do programa musical.Não sei a que podemos imputar a culpa, se aos técnicos de som ou aos donos dos trios que optaram por essa equivocada decisão.Em muitos casos a voz dos cantores das bandas sucumbiam ao volume dos instrumentos em níveis muito mais elevados. Além disso também podemos incluir aqui a péssima qualidade de alguns trios independentes,alguns até sem nenhum tipo de iluminação além de antigos,desgastados  e as fracas bandas que neles se apresentaram.Mais não só a qualidade dos trios das musicas e bandas estão comprometidas,a do carnaval também,preso nas cordas e segregado nos camarotes o nosso carnaval já vem perdendo a sua essência de festa do povo e da sua espontaneidade a algum tempo e se degradando pelo excesso da comercialização  predatória pela qual vem sendo vitima ao longo desses últimos anos.O carnaval no circuito Barra Ondina  não foi o que podemos chamar de um animado circuito da folia,mais nada além de um desfile  de blocos e trios,deixando espaços vazios com intervalos até de mais de 1 hora entre a passagem entre um e outro e quando apareciam eram 2 a 3  de uma única vez causando dessa maneira uma descontinuidade da festa.Por falta de fiscalização os trios paravam em frente aos camarotes pelo tempo que queriam atrapalhando os trios e blocos que viam logo atras e que eram obrigados a parar também.
Armandinho
O grande destaque foi para o trio de Armandinho/Dodo/e Osmar arrastando uma multidão (aliais o único trio independente que conseguiu fazer isso) sem cordas (pipoca),do jeito e da maneira que ele bem sabe fazer já a muito tempo,com suas musicas seu excepcional talento e toda a sua GENIALIDADE, diferente dos blocos com cordas que passam empurrando e espremendo o povo contra os camarotes...fora isso nada além de um desfile morno de blocos e trios e uma ação brutal de "merchandising" contínua.Até a velha,boa e irreverente mudança do Garcia no Campo Grande já não é mais a mesma. - A volúpia e as peripécias do nosso "Sr.Prefeito durante os dias do reinado de momo é um caso a parte....mais, sem comentários!!!!!!!!....Esse é o nosso Carnaval.
Pregopontocom   22/02/2012

Nota Uma das cantoras à frente do Bloco dos Mascarados, Marcia Castro parou de cantar quando passou em frente ao Camarote Salvador durante o desfile em um dos dias no circuito Barra/Ondina e virou-se de costas para o mesmo. Informação do Movimento Desocupa em 17/02/2012

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cordas e Camarotes: cinturões da exclusão

Messias G. Bandeira
Trio Elétrico Dodô & Osmar: cordas só nas guitarras.
A recente declaração de Bell Marques (Chiclete com Banana), justificando a manutenção das cordas no carnaval de Salvador, é o sintoma mais aparente do preconceito de classe que subsiste na Bahia. A novidade é que, ao expressar publicamente sua índole, Bell aperta, até o último buraco, o cinturão da exclusão na maior festa popular do mundo.
Poderíamos dizer que se trata de uma fala isolada, um deslize. Não é o caso. O carnaval dá relevo a uma situação sistêmica da desigualdade em Salvador. Bell Marques e sua turma acentuam a discriminação, empurrando as cordas e o preconceito contra aqueles que, ironicamente, deram-lhes palco, prestígio e riqueza.
O silêncio de outras estrelas da axé music diante de tal declaração é um aval ao apartheid pretendido por muitos blocos, camarotes e suas correias de transmissão instaladas nos órgãos e secretarias da (des)governança da cidade de Salvador. Eles não podem continuar dando as cartas. E o município não pode amesquinhar-se ante aqueles que operam no submundo do esquema marqueteiro.
Da aviltante “popcorn experience” — acreditem: um cercado que permite aos ilustres pagantes dos camarotes a vivência do carnaval no asfalto “sem se misturar” — ao sequestro dos espaços públicos por alguns camarotes, tudo parece nos expulsar do carnaval.
Não carrego ilusões. O carnaval baiano não é a festa da igualdade. No limite, ele subtrai o distanciamento físico de estratos sociais, falseando uma equidade que, na realidade, se apresenta apenas de forma simbólica durante 6 dias. Ou seja: entre “chupar um geladinho na corda” e apreciar um drink no espaço gourmet do camarote, há um imenso abismo. Inclusão social? Capitalismo de estado? Qual? Aquele que oferece 9.837 m2 ao Camarote Salvador e 0,6 m2 ao isopor de cerveja?
É bem verdade que o carnaval não será o locus da superação de disparidades sociais históricas. Trata-se de uma festa. Mas é exatamente por isso que o vetor mercadológico deveria estar submetido ao core cultural da festa. E não o contrário. O carnaval também é um campo de disputa política. Cordas e camarotes até podem ser justificáveis em algumas situações. No entanto, usá-los como forma de opressão é inaceitável.
Bem, eu poderia fugir do carnaval e virar as costas pra tudo isso. Mas estarei ali, ocupando o espaço público, na companhia de cidadãos que querem celebrar o carnaval, que exigem respeito e dignidade. E não apenas porque pago os meus impostos — o que me reduziria a um simples consumidor de serviços públicos. Mas, sobretudo, porque vivo nesta cidade.
Minha fórmula? Abaixem as cordas e desçam do camarote. Venham viver não a “popcorn experience”, mas a “human experience”. Depois de 35 anos pulando atrás do trio de Dodô e Osmar, eu garanto: além de uma atitude cidadã, é muito mais divertido!
Messias G. Bandeira
Músico, Professor da UFBA. www.messias.art.br.  Fonte - OVERMUNDO 16/02/2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Trens turísticos receberão 500 milhões

Mônica Tavares  -Yahoo

Pegando carona nos grandes eventos esportivos - Copa do Mundo e Olimpíadas - o governo aumentará o número de trens turísticos em funcionamento no país, atração que deve fazer parte dos roteiros oferecidos aos estrangeiros. Até 2015, o objetivo é dobrar o número de passageiros, para dez milhões, e aumentar em 50% as operações. Para isso, serão investidos cerca de R$ 500 milhões.Somente o Trem do Corcovado contará com mais de R$ 64 milhões. Concessão federal, transporta quase 300 pessoas por hora e deve aumentar a capacidade para 615 passageiros/hora.Na ativação do trem Rio-Petrópolis, serão investidos R$ 72 milhões, segundo a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC). Mas o Ministério do Turismo informou que deve levar mais tempo para ser implantado, porque será necessário remover famílias ao longo do trajeto. A prefeitura de Magé também está envolvida no projeto.Os trens são o grande atrativo das regiões onde circulam, enchendo os cofres de municípios que investem no serviço, como os do Sul do país.Também devem ser ativados nos próximos dois anos, segundo o diretor do Departamento de Estruturação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, os trens turísticos de Mogi das Cruzes (SP); da área urbana de São Carlos (SP); de Santa Maria (RS); e a Ferrovia do Contestado (SC). No Nordeste, também estão previstas novas operações.Em 2007, os trens transportaram mais de 3,5 milhões de passageiros e geraram cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. E renderam cerca de R$ 100 milhões com a venda de passagens. Em 2011, os números já eram bem maiores: viajaram em trens cinco milhões de passageiros que pagaram, em média, R$ 60, e foram feitos investimentos de R$ 300 milhões, segundo presidente da ABOTTC, Sávio Neves.- Algumas empresas multinacionais já estão interessadas no negócio. A Vale, na linha Ouro Preto a Mariana (MG), e a EBX, na Serra do Navio (AP) - diz. Neves acrescenta que os empregos diretos no setor chegam a três mil e, se somados aos indiretos, ultrapassam oito mil - desconsiderando atividades de fotografia, arte plásticas e gastronomia.Cerca de 50 projetos de prefeituras e entidades privadas sem fins lucrativos para instalação de locomotivas estão sendo analisados pelo grupo de trabalho liderado pelo Ministério do Turismo. Há outras 44 solicitações.Hoje, estão em operação 32 trens turísticos espalhados por 11 estados. Entre os mais conhecidos estão o Trem do Corcovado (RJ), o do Vinho (RS), o do Pantanal (MS), o da Vale Ouro Preto Mariana (MG), o da Serra do Mar (PR) e a Estrada de Ferro de Campos do Jordão (SP). São operações de grande porte, por onde circulam cerca de 150 mil passageiros por ano.Alguns trens funcionam diariamente e outros somente no fim de semana, dependendo da demanda. Também existem 15 trens eventuais, como o Trem do Forró, em Campina Grande (PB), que só circula na época das festas juninas, ou o Trem do Frevo (PE). Além disso, circulam sete bondes turísticos, em áreas como o parque Taquaral, em Campinas (SP); em Campos do Jordão (SP); em Santa Tereza (RJ); e no circuito entre o Valongo e a Praça Mauá, em Santos (SP).-  Fonte - São Paulo Trem jeito 14/02/2012


Cometário Pregopontocom
É uma pena que o estado da Bahia não tenha sido contemplado com esse projeto,com a inclusão por exemplo do ramal ferroviário,Salvador/Sto.Amaro/Cachoeira/São Felix,que beneficiaria o turismo nessa região com a utilização de viagens através dos trens e ao mesmo tempo serviria para iniciar a recuperação da nossa ferrovia para o transporte de passageiros entre Salvador e as cidades do interior servidas por ela.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

VÍDEO NOVO sobre a tragédia do Pinheirinho




Um governo que deveria governar para o povo,usa uma força policial que deveria proteger os cidadãos contra os mesmos, numa GUERRA  desigual e desproporcional.Militares fortemente armados contra uma população totalmente indefesa,fisicamente e legalmente.