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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Agetransp mantém multas que somam mais de R$ 1 mi a concessionárias

Rio de Janeiro

O conselho diretor desta agência reguladora também manteve multa de R$ 41.889,15, aplicada à concessionária Supervia por um incidente ocorrido no dia 11 de agosto de 2010 - A Agetransp manteve a multa de R$ 868.474,96 para a Supervia no processo que apurou a qualidade do atendimento aos usuários durante incidente ocorrido no dia 22 de janeiro....

Jornal do Brasil

Em sessão regulatória realizada na tarde da última segunda-feira (7), o conselho diretor da Agetransp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro) decidiu não acatar os recursos e manter três multas aplicadas este ano às concessionárias Supervia e Metrô Rio, que somam R$ 1.199.305,49. Outras três penalidades foram aplicadas à concessionária Supervia, que, somadas, chegam a R$ 117.436,72, referentes a incidentes ocorridos em 2012 e 2013.
A Agetransp manteve a multa de R$ 868.474,96 para a Supervia no processo que apurou a qualidade do atendimento aos usuários durante incidente ocorrido no dia 22 de janeiro, quando um trem do ramal Saracuruna descarrilou nas proximidades da estação São Cristóvão, ocasionando quebra das estruturas de sustentação da rede aérea e de sinalização, com interrupção da circulação em todos os ramais, que durou mais de dez horas e teve reflexo em outros meios de transporte, como ônibus e metrô.
A concessionária alegou que os procedimentos de atendimento foram adequados; que houve ampla comunicação aos passageiros; e que o incidente foi imprevisto e inevitável. O conselho diretor da Agetransp considerou, no entanto, nota técnica da Catra (Câmara Técnica de Transportes e Rodovias) que apontou como causas da deficiência no atendimento aos usuários a insuficiência de treinamento dos agentes envolvidos, déficit de pessoal nas estações mais afetadas e gerenciamento inadequado do incidente com relação ao plano de contingência da concessionária.
O conselho diretor desta agência reguladora também manteve multa de R$ 41.889,15, aplicada à concessionária Supervia por um incidente ocorrido no dia 11 de agosto de 2010, com queda de rede aérea próxima ao pátio da estação Deodoro. Passageiros de um trem do ramal Japeri tiveram que desembarcar na via férrea e caminhar até a estação. O relatório da Catra constatou inconformidades nas manutenções preventivas e o incidente provocou impacto significativo na operação, uma vez que, do total de 32 trens em circulação no ramal, 11 circularam com atrasos. A concessionária alegou não ter responsabilidade sobre as causas do incidente.
A concessionária Metrô Rio também teve recurso não acatado e multa de R$ R$ 288.941,38 mantida. A penalidade é referente ao processo que apurou desacoplamento mecânico entre dois carros do metrô, ocasionando a paralisação da circulação dos trens da Linha 2 durante 90 minutos, na noite do dia 16 de janeiro deste ano, entre as estações de Irajá e Colégio. Análise da Catra constatou como causa do problema no engate mecânico o travamento da alavanca de desacoplamento manual do engate, devido a torque excessivo na montagem do parafuso pivotante da alavanca.
Mais três multas por incidentes no sistema ferroviário
Durante a sessão regulatória, a Supervia recebeu outras três multas. Uma delas, no valor de R$ R$ 39.145,57, é referente ao incidente com um trem no dia 26 de setembro de 2012, próximo à estação Engenho de Dentro. Relatório da Catra constatou que, na ocasião, houve quebra de pantógrafos, com desembarque de passageiros na via férrea. A análise verificou que "não foram observadas as evidências de revisões gerais executadas em três pantógrafos". Por causa do incidente, 57 composições circularam com atraso e outras cinco foram suprimidas.
Em outra decisão, o conselho diretor da Agetransp decidiu multar a concessionária no valor de R$ 39.145,58, por um descarrilamento ocorrido no dia 18 de março de 2013, próximo à estação São Cristóvão. Na ocasião, houve desembarque de passageiros na via férrea. O incidente causou impacto na operação, com duas composições suprimidas e 33 atrasos, sendo oito deles superior a 30 minutos. Relatório técnico da Catra constatou que "no local do descarrilamento, os dormentes e vigas de madeira apresentavam insuficiência no suporte às cargas atuantes, com ausência de fixação em alguns pontos e desnivelamento da via".
Outra multa no valor de R$ 39.145,57 foi aplicada à Supervia em decorrência de um problema com um travessão, equipamento que faz a troca de linha das composições, próximo à estação Campo Grande, no dia 25 de março de 2013. Relatório da Catra constatou que a causa do problema foi a falta de manutenção preventiva no banco de baterias de comando de chaves, que é acionado em caso de alguma irregularidade no fornecimento de energia para o equipamento. Na ocasião, 16 viagens foram realizadas com atraso e outras seis foram suprimidas.
Fonte - STEFZS 10/07/2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cheiro forte dificulta catadores de marisco andarem no VLT de Maceió

Transportes sobre trilhos

Ar-condicionado de veículos modernos acentua o odor. O sistema ferroviário transporta cerca de 10 mil pessoas por dia em Alagoas....
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Maceió decidiu manter duas locomotivas antigas em funcionamento para o transporte de catadores de marisco....

G1
foto Jonathan Lins
Apesar da modernização do transporte ferroviário de Alagoas, que ganhou Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) em outubro de 2011, a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em Maceió decidiu manter duas locomotivas antigas em funcionamento para o transporte de catadores de mariscos. Eles são impedidos de utilizar o transporte mais moderno, que conta com sistema de refrigeração, por causa do cheiro forte do marisco.
Este é o caso da catadora de sururu, Maria Cícera da Silva, 59, que acorda antes do nascer do sol para apanhar o primeiro trem de Rio Largo em direção à capital, às 4h59. Em companhia de outras catadoras de marisco, ela trabalha durante grande parte da manhã na Lagoa Mundaú, em Maceió.
De lá, ela consegue diariamente de três a quatro baldes do alimento, que depois são vendidos por cerca de R$ 100. “Há 10 anos eu faço isso. Acordo cedo e venho trabalhar. Só volto quando esse trem [locomotiva antiga] passa . Divido em saquinhos e saio pelas ruas de Rio Largo vendendo de porta em porta, assim eu garanto o sustento da minha família”, relatou Maria Cícera.
O trem antigo é utilizado pela população de três municípios da Região Metropolitana da capital: Maceió, Rio Largo e Satuba. São duas locomotivas, restauradas recentemente, que se revezam para puxar os carros de passageiros.
De acordo com o superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Maceió, Marcelo Aguiar, o trem antigo é mantido principalmente por causa desses comerciantes. “Ele foi idealizado com esse propósito, de transportar essas pessoas com alimentos que, se fossem levados no VLT, trariam problemas aos outros usuários devido ao cheiro forte, que se agrava por causa do sistema de refrigeração”, disse.
Responsável pelo transporte de cerca 10 mil pessoas diariamente, o sistema ferroviário alagoano sofreu diversas transformações em seus quase 150 anos de existência. Foram bondes de tração animal, elétrica, a vapor, diesel e, há dois anos, ocorreu a implantação da frota do VLT.
Fonte - São Paulo Trem Jeito 11/02/2013

terça-feira, 30 de julho de 2013

TCU mantém suspensão do metrô de Salvador

Raul Spinassé | Ag. A TARDE - Trens parados nos trilhos
A Tarde
Da Redação
O Tribunal de Contas da União (TCU) anunciou nesta terça-feira, 30, que decidiu manter, com retificações, a medida cautelar de suspensão das obras do metrô de Salvador. A determinação, adotada em 2012, é para que a Companhia de Transportes de Salvador (CTS) não aceite, provisória ou definitivamente, os serviços de implantação do sistema metroviário na cidade.
De acordo com o TCU, a resolução foi estabelecida após monitorar o empreendimento pela sétima vez e verificar que as pendências detectadas anteriormente não foram integralmente solucionadas pela CTS. Entre as falhas, o tribunal apontou infiltrações de água na via subterrânea do Tramo I e divergências entre execução física e a financeira no Tramo II. Além disso, há problemas com garantias para execução do contrato e liberação de pagamentos.
O TCU determinou a oitiva do órgão e das empresas responsáveis pela construção do metrô de Salvador para que se pronunciem sobre a emissão do certificado de conclusão da via subterrânea e sobre solução para as infiltrações observadas no túnel do Tramo I. O certificado emitido em 2012 poderá ser anulado em razão da precariedade da solução técnica adotada.
Ainda segundo o tribunal, a companhia deverá também adotar providências para retificação de cartas de fiança, utilizadas como garantia para liberação de pagamentos e execução do contrato. A documentação do processo, que tem como relator o ministro-substituto Augusto Sherman Cavalcantim, foi encaminhada à procuradoria da república no Estado da Bahia, ao prefeito da cidade de Salvador, à Casa Civil do Governo do Estado da Bahia e à Procuradoria-Geral do Estado da Bahia.
Fonte - A Tarde  30/07/2013

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